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O que significa comunicar? Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) COMUNICAÇÃO Profª.

O que significa comunicar?

Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC)

COMUNICAÇÃO

Profª. Magda Costa Leitura e produção de texto.

Comunicar, é trocar ideias, sentimentos e experiências com outras pessoas que conhecem o significado daquilo que se diz e do que se faz, ou seja, a comunicação faz-se em diversas situações e é tão importante para o desenvolvimento individual ou social, como o ar que respiramos. Através de um sistema de sinais exprimimos o que queremos ás outras pessoas e estabelecemos um sistema de relações. Cada um de nós comunica através de um sistema de símbolos: sinais verbais ou não verbais, e assim exprimimos o que queremos ás pessoas.

Através da comunicação assimilamos a cultura os valores, as regras, o saber, o modo de vida,

da sociedade

... onde vivemos. As pessoas com quem convivemos, desde que nascemos comunicam-nos os princípios pelos quais se deve reger e orientar o nosso comportamento e assim aprendemos a comunicar. A comunicação pressupõe dois ou mais participantes. Para que haja comunicação são necessários os seguintes elementos:

Emissor = aquele que emite ou transmite a mensagem. ( quem diz?); Receptor = aquele a quem é dirigida a mensagem. ( a quem ?); Mensagem = é o conteúdo da comunicação constituída por um conjunto de sinais com significado ( código) que

... Língua escrita e falada
...
Língua escrita e falada

traduz uma ideia, sentimentos ou experiência; ( o quê?); Canal = é o suporte que serve de veículo a uma mensagem; o canal vulgarmente utilizado na comunicação face a

face é o ar, mas existem outros, como o telefone, a rádio, a televisão, o livro, a carta de retorno ( feedback) = é a resposta do receptor á mensagem enviada pelo emissor;

( por que meio ? ); Informação

Canal tecnológico leva a mensagem de um lugar para outro, como rádio, telefone, internet, email, televisão, celular. Contexto = é o conjunto de variáveis que rodeiam e influenciam a situação de comunicação; Código = conjunto de elementos com significado, aceites pelo emissor e receptor; Codificação = a capacidade de construir mensagens segundo um código compreendido pelo emissor e receptor; A descodificação = a capacidade de interpretar uma mensagem;

O que significa comunicar? Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) COMUNICAÇÃO Profª.
O que significa comunicar? Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) COMUNICAÇÃO Profª.

O que determina quando usamos uma ou outra forma de linguagem é a situação de comunicação em que estamos, ou seja: com quem falamos, o que falamos, o grau de formalidade que temos com a pessoa, o lugar onde estamos e os objetivos que temos.

Quando falamos (oralidade) ou quando escrevemos (escrita), produzimos informações que se realizam de modo diferente. A fala realiza-se por meio de sons (fonemas) que emitimos e a escrita pela representação gráfica ou grafia de letras (grafemas) e outros símbolos, como pontos e acentos.

Mas há outras diferenças também. Quando falamos, usamos outros recursos, como: a entonação, gestos, movimentos do corpo e dos olhos, expressões faciais, pausas, ritmo etc. que nos ajudam a sermos compreendidos pelo outro.

Como estamos diante da pessoa que ouve, se ela não entender alguma coisa, poderá, a qualquer momento, interromper-nos e pedir explicações. Podemos repetir ou acrescentar detalhes que a ajudem a compreender o que falamos e o que queremos.

E na escrita? É diferente, não é? Embora possamos até pensar na pessoa que receberá o texto, estamos sozinhos quando escrevemos, e o leitor também não poderá contar com a nossa presença no momento em que receber a mensagem.

É por isso que o texto precisa estar claro, ter o assunto bem organizado e conter todas as informações necessárias para o leitor compreender a mensagem. Se isso não for feito, a comunicação não se efetivará.

No caso de um texto jornalístico, por exemplo, os editores têm de pensar em escrever os textos em uma linguagem que seja facilmente compreendida por número grande de leitores, conforme a área de circulação do jornal. Já imaginou um jornal como o Jornal do Brasil ou O Globo que circulam no Brasil inteiro? Para atingir seu objetivo ser lido por um público de leitores variado e numeroso deve procurar uma escrita que seja clara e acessível a todos.

Chegamos a uma conclusão simples:

A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da Língua Portuguesa. As pessoas não escrevem como falam. Fatores como o contexto de produção, a intenção dos usuários, a temática, as formas próprias de cada uma dessas modalidades, determinam essa diferença. Dentre as diferenças entre a língua falada e a escrita está a não correspondência entre os “sons” (fonemas) das palavras e os seus símbolos gráficos (grafemas).

Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.

No caso de um texto jornalístico, por exemplo, os editores têm de pensar em escrever os

No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa, mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se:

Fatores regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado.

Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola.

Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.

Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.

Fatores naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais, como idade e sexo. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto, daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta.

No caso de um texto jornalístico, por exemplo, os editores têm de pensar em escrever os

Fala

É a utilização oral da língua pelo indivíduo. É um ato individual, pois cada indivíduo, para a manifestação da fala, pode escolher os elementos da língua que lhe convém, conforme seu gosto e sua necessidade, de acordo com a situação, o contexto, sua personalidade, o ambiente sociocultural em que vive, etc. Desse modo, dentro da unidade da língua, há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. Cada indivíduo, além de conhecer o que fala, conhece também o que os outros falam; é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura, embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa.

Níveis da fala

Devido ao caráter individual da fala, é possível observar alguns níveis:

Nível coloquial-popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia, principalmente em situações informais. Esse nível da fala é mais espontâneo, ao utiizá-lo, não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua.

Nível formal-culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua.

O que aproxima a oralidade (fala) da escrita?

Ambas fazem referência a uma situação de interação social, precisam ser organizadas e adequadas à situação de comunicação, ou seja, respeitar o que as pessoas sabem ou não sobre o assunto tratado, o nível de conhecimento que elas têm sobre a língua (observe que não falamos/escrevemos do mesmo jeito para uma criança e

um adulto, por exemplo), o grau de intimidade com a pessoa (amigo, familiar, patrão, um estranho etc

..

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e, claro, os

objetivos da comunicação. Além disso, é preciso pensar em que tipo de registro usar: o mais formal (culto) ou o menos formal (coloquial).

Tanto na forma oral quanto na forma escrita, o ser humano utiliza-se da linguagem para interagir com os outros e para isso utiliza TEXTOS.

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Marque um X ao lado das imagens que podem ser exemplos de textos.

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Nível formal-culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. Caracteriza-se por

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Nível formal-culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. Caracteriza-se por

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Normalmente, as pessoas pensam que texto é só o que está escrito. Mas na verdade, TEXTO é muito mais que isso.

Normalmente, as pessoas pensam que texto é só o que está escrito. Mas na verdade, TEXTO

Na Atividade 1, por exemplo, todas as figuras trazem uma “mensagem” e provocam uma interação com o “lei- tor”.Todas têm alguma coisa a dizer, não é mesmo? E, nós, exercemos uma ação interpretativa sobre elas. Claro que a interpretação do que cada uma diz está relacionada com o conhecimento de mundo, com a cultura de uma forma geral e, principalmente, com as vivências que temos em nosso cotidiano.

Todas são, assim, TEXTOS. Então o que você chamaria de texto agora?

Texto é toda e qualquer produção que resulta da comunicação ou interação entre as pessoas. É produzida com o objetivo de comunicar algo a uma ou mais pessoas e provocar interação.

Pois é! A interação social é a base para que a sociedade organize-se, porque deixamos de ser indivíduos e passamos a nos comportar como grupo. O que provoca essa interação é a comunicação.

Veja bem: quando uma pessoa (A) fala com outra pessoa (B), produz uma mensagem e provoca uma reação. O que A fez? Elaborou um texto. Daí, B responde, provocando nova reação em A, porque elaborou outra mensagem, outro texto, e assim sucessivamente. É por meio desse processo que nos comunicamos e interagimos com o outro e identificamo-nos como membro de um grupo.

No entanto, podemos nos comunicar não apenas por meio da fala, mas também da escrita, ou por meio de sinais, de uma pintura, de um gesto, de uma escultura etc. Então, toda mensagem produzida, a partir de um processo de comunicação, que provoca uma reação no outro (que pode ser chamado de receptor, leitor ou interlocutor, conforme a situação comunicativa) é um texto.

Este texto, por sua vez, está impregnado das impressões de quem produz a mensagem (que é chamado de emissor, autor ou também interlocutor). O texto, assim, carrega muito além da mensagem, porque também carrega atitudes, expectativas e sentimentos de quem o produz. Por isso provoca reação e, consequentemente, interação.

Dessa forma, ler um texto não é apenas decodificar os sinais usados na elaboração da mensagem, mas também identificar:

em que situação esse texto foi produzido,

com que propósito foi elaborado, que papel e função desempenha no processo de interação social.

No entanto, podemos nos comunicar não apenas por meio da fala, mas também da escrita, ou

Bibliografia

CARVALHGO, S.W.de SOUZA, L.M. Compreensão e Produção de Texto. Petrópolis:

Vozes, 8ª Ed, 1995. CHIATIER, Anne Marie, CIESSE, Christiane, Jean. Ler e escrever, entrando no mundo da Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. FARACO, Carlos Alberto, TEZZA, Cristóvão. Prática de texto. Língua Portuguesa para nossos estudantes. Petrópolis, RJ: Vozes, 5ª ed, 1992. FERREIRO Emília. Passado e Presente Dos Verbos LER E ESCREVER.São Paulo:

Cortez. 2ª ed .2005. INFANTE, U. Do texto ao texto: Curso Prático de leitura e redação. São Paulo:Scipione. 1991.

No entanto, podemos nos comunicar não apenas por meio da fala, mas também da escrita, ou