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Conceito

Absolutismo é uma teoria política que defende que uma


pessoa (em geral, um monarca) deve obter um poder
absoluto, isto é, independente de outro órgão, seja ele
judicial, legislativo, religioso ou eleitoral. Os teóricos de
relevo associados ao absolutismo incluem autores como
Maquiavel, Jean Bodin, Jaime I de Inglaterra, Bossuet e
Thomas Hobbes. Esta idéia tem sido algumas vezes
confundida com a doutrina protestante do "Direito Divino
dos Reis", que defende que a autoridade do governante
emana directamente de Deus, e que não podem ser
depostos a não ser por Deus, defendido por alguns
absolutistas como Jean Bodin e Jaime I.
Sociedade
Para definir uma sociedade, é necessário levar em
conta a forma de sua estratificação, isto é, a maneira
como os homens se relacionam dentro dela. Na
época moderna, o que define o relacionamento entre
os homens, entre as camadas sociais e entre a
sociedade e o Estado, são os privilégios. A divisão
básica dentro da sociedade se faz entre aqueles que
têm privilégios (clero e nobreza) e os que não têm
(terceiro estado). Dizemos que eles formam
estamentos, camadas sociais diferenciadas por seus
valores e estilos de vida.
Mercantilismo (economia)
Podemos definir o mercantilismo como sendo a
política econômica adotada na Europa durante o
Antigo Regime. Como já dissemos, o governo
absolutista interferia muito na economia dos países.
O objetivo principal destes governos era alcançar o
máximo possível de desenvolvimento econômico,
através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a
quantidade de riquezas dentro de um reino, maior
seria seu prestígio, poder e respeito internacional.
Podemos citar como principais características
do sistema econômico mercantilista:
Metalismo : o ouro e a prata eram metais que
deixavam uma nação muito rica e poderosa,
portanto os governantes faziam de tudo para
acumular estes metais. Além do comércio externo,
que trazia moedas para a economia interna do país,
a exploração de territórios conquistados era
incentivada neste período. Foi dentro deste
contexto histórico, que a Espanha explorou
toneladas de ouro das sociedades indígenas da
América como, por exemplo, os maias, incas e
astecas.
Industrialização: o governo estimulava o
desenvolvimento de indústrias em seus territórios.
Como o produto industrializado era mais caro do
que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar
manufaturados era certeza de bons lucros.
Balança Comercial Favorável: o esforço era para
exportar mais do que importar, desta forma entraria
mais moedas do que sairia, deixando o país em boa
situação financeira.
Absolutismo na Inglaterra
O Absolutismo na Inglaterra esteve presente nas
dinastias de Tudor e Stuart. A monarquia inglesa, desde o
século XIII, apresentava uma característica peculiar: a
existência de um Parlamento. Isto representava uma certa
limitação do poder real. Esse quadro começou a mudar
com a Guerra dos Cem Anos, a monarquia inglesa passou
a contar com o apoio da nobreza, dando início a um
processo de fortalecimento que se estendeu ao longo de
toda duração da guerra. Entretanto, com o final da guerra e
a conseqüente derrota inglesa, deu-se uma desvalorização
da monarquia, um enfraquecimento do Exército e uma
crise econômica. Esses elementos influenciaram uma
disputa dos setores descontentes da nobreza pelo poder
real. Essa reação deu origem à Guerra das Duas Rosas
(1455-1485), que durante 30 anos dilacerou o território
inglês.

Absolutismo na frança
A França foi o único país onde o absolutismo da Idade
Moderna melhor se desenvolveu. O processo de formação
do Estado centralizado francês teve início com os
governantes capetíngios, no século X. Foi durante a crise
sucessória capetíngia,de 1328, que a família Valois
assumiu o trono francês, gerando confrontos e disputas
com a Inglaterra. Com a Guerra dos Cem Anos esses
confrontos foram interrompidos.
O processo centralizador foi retomado no século XVI, teve
o contexto marcado por disputas religiosas. Esses conflitos
envolviam a burguesia, nobreza e populares e se referia à
fragmentação de poder e à imposição de limites ao poder
real. As lutas se intensificaram no governo de Carlos IX,
envolvendo a burguesia calvinista e a nobreza católica. O
auge desse conflito foi a noite de São Bartolomeu, 24 de
agosto de 1572, quando milhares de protestantes foram
massacrados em Paris. As lutas prosseguiram no governo
de Henrique III, só que agora envolvendo Henrique de
Gisé, nobre católico, e Henrique de Navarra. Os
partidários do nobre protestante saíram vitoriosos da
“Guerra dos Três Henriques”, dessa forma inauguravam a
dinastia Bourbon.
No governo de Henrique IV, ocorreu a pacificação do
país, com a conversão ao catolicismo, com o decreto de
liberdade de culto aos protestantes, por meio do Edito de
Nantes. Porém, nos governos seguintes ocorreu a
retomada dos conflitos ocasionando o declínio da França e
a ascensão da Inglaterra como potência européia.
Os teoricos do absolutismo
Jean Bodin, sua obra foi Os seis livros da República,
associava o Estado à própria célula familiar, colocando o
poder real como ilimitado, comparado ao chefe de família.
Jacques-Bénigne Bossuet, contemporâneo de Luís XIV,
foi um dos maiores defensores do absolutismo e,
simultaneamente, do "direito divino dos reis"; em sua obra
Política Segundo a Sagrada Escritura, afirmava que a
Monarquia era a origem divina, cabendo aos homens
aceitar todas as decisões reais, pois questioná-las
transformá-los-ia não somente em inimigos públicos, mas
também em inimigos de Deus.
Thomas Hobbes, autor de Leviatã, proclamou que, em seu
estado natural, a vida humana era "solitária, miserável,
desprezível, bestial e breve"; buscando escapar da guerra
de todos contra todos, os homens uniram-se em torno de
um contrato para formar uma sociedade civil, legando a
um soberano todos os direitos para protegê-los contra a
violência.
Hugo Grotius é considerado um dos precursores do direito
universal, pois defendia que, se todos os países adotassem
o Absolutismo, seria possível se estabelecer um sistema
único de legislação. Sua principal obra foi Direito de Paz
e de Guerra.