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Foi apresentado recentemente, em Bruxelas e em Lisboa,
o Índex de Políticas de Integração de Imigrantes, num projecto apoiado pela Comissão Europeia. Neste estudo é feita
uma análise comparativa entre as políticas de integração
de 27 países europeus e do Canadá, considerando aspectos
tão diversos como o acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, anti-discriminação ou a participação
política.
Nesse ranking, Portugal ficou em 2º lugar, depois da Suécia
que ocupa o topo da tabela. Atrás de nós, seguem-se a
Bélgica, a Holanda, a Finlândia e o Canadá e outros vinte e
dois países. Sendo certo que não é tão habitual quanto gostaríamos estar entre os melhores, esta notícia talvez surpreenda alguns, levando os mais cépticos a pensar se não se terão
enganado. A verdade é que, no contexto europeu, ficamos
entre os três melhores exemplos de integração de imigrantes.
Mas, que lições podemos retirar deste facto?
A primeira, na definição do mérito deste resultado alcançado, passa por ter presente que este sucesso é uma vitória
colectiva. De Portugal e dos portugueses. Uma boa política
de integração de imigrantes só pode ser construída em
ambiente de largo consenso social e político, com a participação do Estado e das organizações da sociedade civil, bem
como dos cidadãos nacionais e dos imigrantes. Portugal, ao
longo dos últimos anos, tem dados passos muito significativos, quer no quadro legal, quer nas respostas operacionais,
bem como nas iniciativas de carácter local. Com persistência
e determinação, muitas pessoas – políticos, técnicos, jornalistas, dirigentes associativos... - e instituições têm feito esse
caminho. Inspirados pela ambição de acolher e integrar bem

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os imigrantes que nos procuram, alcançaram este resultado.
A vitória é deles.
A segunda lição, é que somos capazes de estar entre os
melhores. Não estamos condenados ao fatalismo de discutir
os piores lugares da tabela, entre o último e o penúltimo. Se
quisermos e nos esforçarmos, não temos nada a menos que
qualquer outro povo. A excelência está ao nosso alcance.
Basta fazer por isso.
Finalmente, a última nota é, talvez, a mais importante. É necessário ir além da alegria desta classificação. Ela não equivale à inexistência de problemas de integração dos imigrantes.
Este momento deve servir para nos incentivar a ir mais longe.
O facto de estarmos entre os melhores só aumenta a nossa
responsabilidade de melhor acolher e integrar os imigrantes.
O efectivo combate a todas as formas de discriminação e racismo, a luta contra a exploração laboral por alguns empregadores sem escrúpulos, a conquista da plena cidadania dos
imigrantes na sociedade portuguesa são alguns dos desafios
que estão presentes na sociedade portuguesa. Desafios aos
quais estamos certos de poder dar uma resposta positiva,
combatendo as injustiças e promovendo a coesão social.
Fomos capazes de o fazer no passado. Seremos capazes de o
fazer no futuro.

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Lisboa considera também que a estabilidade no Mediterrâneo é de “interesse estratégico comum”. desmobilização e reintegração. foi também marcado por uma reunião com cinco países da orla Sul do Mediterrâneo. * D@E@JKIFJ. O actual diálogo UE-África incide. que se realiza em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro. de forma coordenada. mas essencialmente reforçar drasticamente a capacidade de competição europeia à escala mundial com investigadores e estudantes qualificados. presidido pelo ministro da Defesa português.8EK<J O ministro da Ciência e da Tecnologia anunciou no dia 8 de Outubro a ambição de aumentar em cinco por cento o fluxo de entrada na Europa de cientistas e estudantes de todo o mundo durante a próxima década. de uma forma global. O encontro informal.8. desenvolvimento sustentado.FJ). o comissário europeu da Ciência e da Investigação. inovação e emprego. A presidência portuguesa defende que os 27 devem continuar a apoiar. afirmou que a Europa precisa urgentemente de acelerar o passo ao nível da investigação e desenvolvimento científico. sobre paz e segurança. Janez Potocnik. boa governação. Deste modo.<DyMFI8 8gf`XifjgXˆj\j 8=I@:8EFJ Os ministros da Defesa da União Europeia reuniram-se no final de Setembro em Évora para discutir formas de apoiar os países africanos na criação de capacidades militares próprias de prevenção. pelo que a cooperação com os países daquela região em assuntos de Segurança e Defesa é cada vez mais importante. o objectivo da UE para a próxima década é atingir cinco por cento de crescimento anual nas entradas líquidas de cientistas e estudantes de fora da Europa. Discursando na abertura da Conferência de Alto Nível sobre o Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa. nomeadamente através de programas no âmbito da Reforma do Sector de Segurança e na utilização de instrumentos de desarmamento. uma taxa que nos Estados Unidos é actualmente de sete por cento. Esta é uma meta que Mariano Gago considera necessária ao cumprimento das três grandes linhas de prioridade da presidência portuguesa da União Europeia para a Ciência e a Tecnologia: recursos humanos mais qualificados e maior investimento público e privado em investigação.9I<M<J LE@ÂF<LIFG<@8 GI<J@. Falando também na sessão de abertura deste encontro. no âmbito da presidência portuguesa. democracia. . os parceiros africanos. para o que serão necessários recursos humanos provenientes de países terceiros. região cuja estabilidade é considerada de interesse estratégico comum pela actual presidência portuguesa da UE.ÜE:@8GFIKL>L<J8 HL<ID8@J :@<EK@JK8J <<JKL.<=<J8. temas que serão aprofundados na próxima cimeira entre os chefes de Estado e de Governo dos 27 e dos países africanos. Estado de direito e respeito pelos direitos humanos. Severiano Teixeira. o ministro referiu que o objectivo é não apenas atrair e fixar investimento. gestão e resolução de conflitos. entre os quais a Líbia.

Noruega e Suíça) e coloca Portugal em segundo lugar.<@EK<>I8xÂF D@G<O:FCF:8GFIKL>8C <DJ<>LE. a par do Canadá e da Suécia. Se estes possuírem um plano de negócios viável podem mesmo começar uma actividade comercial. No entanto. Portugal criou um quadro jurídico para a integração composto por políticas favoráveis e pelas melhores práticas. que Portugal alcançou as melhores práticas tanto nas definições e conceitos como nos domínios de aplicação. ocupando todos o segundo lugar entre os 28 países do MIPEX. Pedro Silva Pereira destacou o trabalho feito pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e a Lei da Nacionalidade. Os pontos mais destacados nas políticas portuguesas dizem respeito ao acesso ao mercado de trabalho. Sobre as medidas adoptadas por Portugal que mais terão contribuído para o segundo lugar no ranking. Canadá.gov. embora o número significativo de um em cada dez não tenha opinião formada. “Aquisição de Nacionalidade” e “Anti-discriminação”. 45. com 67 pontos). O MIPEX corresponde ao mais completo estudo comparativo das medidas relativas à integração de imigrantes em 28 países (25 Estados-membros da União Europeia. lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas.acime. com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: “Acesso ao Mercado de Trabalho”. Medidas de combate à discriminação Em matéria de combate à discriminação. Dados sobre a Opinião Pública Relativamente aos dados sobre a opinião pública. no que diz respeito às melhores práticas no âmbito das políticas de integração de imigrantes.pt/docs/Eventos/MIPEX_2007. Também os direitos associados destes familiares são considerados boas práticas neste estudo: “Os familiares têm direitos iguais aos do seu reagrupante na aceitação de um emprego e na obtenção de acesso à educação. “Participação Política”. Aqui se referem algumas das razões para a boa qualificação de Portugal neste índice: Acesso ao Mercado de Trabalho Após um anoou menos de trabalho no nosso país. a Fundação Calouste Gulbenkian e o British Council Portugal promoveram o lançamento europeu do MIPEX: Migrant Integration Policy Index. segundo o estudo “os portugueses são dos que mais apoiam a igualdade nos direitos sociais dos migrantes (69. Segundo o relatório. No topo deste estudo surge a Suécia. colocando-a em 2º lugar após a Itália.. “A segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores migrantes correspondem já às melhores práticas na UE”. participação política. acesso à nacionalidade e medidas de combate ao racismo e à discriminação. o Ministro da Presidência.pdf 9@%EFM<D9IF%'.” Reagrupamento Familiar A elegibilidade para o reagrupamento familiar em Portugal corresponde às melhores práticas. com 79 pontos.GFCàK@:8J. Portugal surge num segundo lugar destacado. ao reagrupamento familiar e às medidas de combate à discriminação. os imigrantes adquirem a possibilidade de aceitarem a maioria dos empregos. Seis em cada dez portugueses pensam que a diversidade é uma riqueza. o MIPEX considera Este estudo está disponível na Internet em: www.F CL>8I No dia 16 de Outubro. Países Baixos (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo. refere o documento. “Reagrupamento Familiar”. O estudo teve em consideração 140 indicadores em cinco áreas fundamentais para a integração dos imigrantes: Acesso ao mercado de trabalho. “Residência de Longa Duração”.+ + .3%) e no direito ao reagrupamento familiar (72. seguido da Bélgica (69 pontos).” O MIPEX e o ACIDI O MIPEX é um trabalho realizado por um consórcio de organizações europeias. chegando assim a criar o seu próprio emprego. tal como os cidadãos comunitários.2%). Outro factor relevante tem a ver com a segurança que a legislação portuguesa confere a uma família reagrupada. reagrupamento familiar. logo a seguir à Suécia. segurança social e assistência social.2% entendem que os migrantes devem ser capazes de adquirirem facilmente a nacionalidade portuguesa.

na integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento. acredito que essa experiência. a promoção efectiva do reagrupamento familiar. teríamos muito mais trabalho pela frente! . recentemente adoptado pelo Governo e que definiu 122 medidas adicionais. então sim. quando. honrando a nossa tradição humanista: uma nova e mais justa lei da nacionalidade. das várias referências positivas para Portugal que têm surgido nos relatórios da OCDE ou nos manuais de boas práticas da Comissão Europeia. concretas e calendarizadas. a mais ambiciosa 3ª Geração do Programa Escolhas. certamente com algum esforço. invista mais. felizmente. na linha. o Ministro da Presidência.9F8JGIÝK@:8J E8GFCàK@:8. as frequentes acções de sensibilização da opinião pública para o combate ao racismo e à discriminação — e muito mais. a valorização da participação cívica dos imigrantes e do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). os portugueses sofreram na pele a luta pelo reconhecimento dos seus direitos.lugar estivéssemos no 22º lugar deste «ranking» isso seria sinal de que. destaca os resultados obtidos por Portugal na avaliação independente das políticas de integração de imigrantes. também tem sido político. e com o apoio da Comissão Europeia e da Fundação Calouste Gulbenkian. Sei bem que temos ainda muitos problemas e que há muito a fazer. ao mesmo tempo que reforça a credibilidade da presidência portuguesa da UE na sua proposta de uma política europeia de imigração que. assim que foi conhecida esta boa posição de Portugal multiplicaram-se as advertências destinadas a relativizar o resultado obtido: ou porque o estudo considera mais a lei do que a prática. conjugada com o esforço dos próprios imigrantes. Um consenso alargado que é social mas que. Elaborado por peritos do British Council e do Migration Policy Group. este estudo analisa aprofundadamente diversas áreas da política. ou porque deixa de fora a situação dos imigrantes ilegais. os centros nacionais e a rede crescente de centros locais de apoio ao imigrante (CNAI e CLAI). ajuda a explicar o largo consenso que tem marcado o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. A vontade de relativizar foi tanta que o jornal ‘Público’ conseguiu dizer. Como porventura seria de esperar no país do fado. tudo visto e ponderado. ou porque não é grande coisa ser 2º num quadro geral ‘medíocre’.<@D@>I8xÂF Não há volta a dar: esta avaliação das políticas portuguesas para a integração dos imigrantes constitui um reconhecimento internacional do trabalho feito. que na área da ‘aquisição da nacionalidade’ Portugal obteve um dos seus “piores” resultados. que procede a uma avaliação independente das políticas de integração dos imigrantes em 28 países (os 25 Estados-membros da UE. Noruega. “Foi esta semana divulgado o relatório ‘Migration Integration Policy Index’ (MIPEX). Mas também sei que se em vez de estarmos no 1. uma nova e mais equilibrada lei de imigração. além de promover o controlo dos fluxos migratórios e de reforçar a cooperação com os países de origem.” . Apesar do que se ouviu nos últimos dias. Suíça e Canadá). A verdade é que o dinamismo da política de integração de imigrantes desenvolvida nestes últimos anos conduziu a um conjunto de importantes iniciativas que devem ser realçadas e sobressaem nas comparações internacionais. Pedro Silva Pereira. seria bom que nenhuma tentação populista cometesse o erro irresponsável e perigoso de ameaçar esse consenso fundamental. Que estamos bem cientes dos problemas que ainda subsistem prova-o o Plano para a Integração dos Imigrantes. Pela minha parte. como ficou bem patente na Assembleia da República na votação muito expressiva das propostas do Governo para as novas leis da nacionalidade e da imigração. ou ainda porque. um enérgico e criativo combate à burocracia. aliás. Como emigrantes. só o primeiro classificado é que se aproveita. em parceria com investigadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Sheffield. Num artigo publicado no jornal “Expresso” de 20 de Outubro. muito mais. Portugal foi considerado nesse parâmetro o 3º melhor entre os 28 países considerados. o aumento do apoio financeiro às associações de imigrantes e às instituições particulares de solidariedade social. os projectos para o ensino da língua e o combate ao abandono e ao insucesso escolar. na realidade. Vale a pena reflectir no significado deste excelente resultado. Desta avaliação internacional comparada resultou a elaboração de um «ranking» por países onde Portugal surge num notável 2º lugar (logo atrás da Suécia). as mais amplas condições de acesso dos imigrantes ao abono de família e aos direitos sociais. A posição de Portugal no «ranking» agora divulgado constitui um acrescido estímulo para esse trabalho. recorrendo a mais de 140 indicadores. todo o trabalho do agora reforçado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI).

<JG8:?F JF9I<F8:<JJFÁJ8è.<J8è. 9@%EFM<D9IF%'. :FE=<IÜE:@8ÈJ8è. destacou que a questão da imigração deve constituir um tema central na agenda política europeia. o ministro da Saúde português.8. António Correia de Campos. Correia de Campos adiantou ainda que no mês de Novembro realizar-se-ão duas conferências neste domínio na Eslováquia. marcou uma das principais iniciativas da presidência portuguesa dos 27 na área da Saúde e teve como principal objectivo elaborar recomendações para a adopção de instrumentos de política comuns. O Governo vai rever o despacho que permite o acesso legal de imigrantes indocumentados aos cuidados de saúde para adaptá-lo à realidade das Unidades de Saúde Familiar (USF). o ministro da Saúde lembrou que a presidência portuguesa vai reforçar a colaboração e apostar no diálogo com os parceiros do Mediterrâneo e com África. Correia de Campos referiu que em Portugal os vários estudos. são insuficientes e colocou a hipótese de num futuro inquérito nacional de saúde ser analisado mais cuidadosamente o tipo de problemas de saúde da população migrante. efectuados no passado. Markos Kyprianou. nomeadamente a criação de Unidades de Saúde Familiar. lembrando que os temas das migrações e da saúde constarão da agenda quer da Conferência EUROMED. em Novembro. defendeu melhores cuidados de saúde para os imigrantes que vivem nos Estados-membros da União Europeia. o comissário europeu da Saúde. Nesse sentido. que se realizam depois dos médicos atenderem os utentes inscritos nas suas listas.FJ FJ@D@>I8EK<J I<M@JÂF. subordinada ao tema “Melhor Saúde para Todos Numa Sociedade Inclusiva”.< . em Portugal os imigrantes têm acesso nos centros de saúde às consultas abertas.FJ . segundo anunciou no dia 28 de Setembro o Ministro da Saúde. Por ocasião da conferência Saúde e Migrações na União Europeia. quer da Cimeira com África. que contribuam para promover a saúde dos migrantes e da população em geral. Num sistema universal e tendencialmente gratuito. O ministro sublinhou a existência de unidades móveis que prestam serviços em alguns bairros habitados por imigrantes.<<D@>I8xÃ<JÉÆ@  D<C?FI<J:L@.. Correia de Campos afirmou que desde 2001 não existem barreiras legais de acesso aos cuidados de saúde. o desafio demográfico e da sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social e o desafio da coesão social e do diálogo intercultural.<G8I8KF.F.+ - .FJ@D@>I8EK<J A conferência “Saúde e Migrações”. uma vez que é indissociável de alguns dos maiores desafios que hoje se colocam à UE: o desafio do desenvolvimento e do crescimento. mas mesmo assim o despacho necessita de ser analisado à luz dos novos dispositivos dos cuidados primários de saúde. Por sua vez. incluindo aqueles que se encontrem em situação irregular. “People on the Move: Human Rights and Challenges for Heath Care Systems”. Na sua intervenção. em Dezembro. nomeadamente a conferência “Saúde e Migrações na UE” e a VIII Conferência de Ministros da Saúde dos Países do Conselho da Europa.

.FJF9I<J8è. com predominância de países lusófonos. A conclusão resulta de um estudo efectuado no Hospital Fernando Fonseca. divulgado a propósito do Congresso Saúde e Migrações. a Associação de Unidos de Cabo Verde e o Centro de Saúde da Venda Nova. Um projecto que visa promover a saúde sexual e o planeamento familiar de imigrantes residentes no Algarve foi um de cinco programas portugueses apontados no relatório “Boas Práticas em saúde e Migrações na União Europeia”. sendo de 7. O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Imigração e Saúde (GIS) é outro exemplo de boas práticas.@M<IJ@. o colóquio terminou com um jantar/tertúlia que se propôs analisar e debater a promoção dos direitos e o respeito pela diversidade. no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. O projecto de Reconhecimento de Qualificações de Médicos Imigrantes.<Q A fragilidade dos imigrantes a nível socio-económico reflecte-se nos cuidados de saúde materna e infantil. académicos e profissionais de saúde. em que participou o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra. que decorreu entre Junho de 2002 e Dezembro de 2005. no sentido de contrariar práticas e atitudes discriminatórias e de contribuir para alterar e eliminar estereótipos contrários à igualdade de oportunidades. divulgado no final de Setembro.<<D@>I8xÃ<J$@@@ :E8@<EKI<FJGIFA<:KFJGFIKL>L<J<J :@K8. A escolha do hospital que serve os concelhos da Amadora e Sintra. Um outro aspecto realçado pelo estudo. a diversidade e a não discriminação” foram o ponto de partida para um colóquio que se realizou no dia 19 de Outubro na Fundação Mário Soares.<D8K<IE8<@E=8EK@C @D@>I8EK<J:FII<DD8@JI@J:FJE8>I8M@.9I<M<J :FE=<IÜE:@8J8è. O estudo refere que a necessidade de proporcionar mecanismos de suporte a estas populações é mais importante ainda do que o aumento do investimento em cuidados diferenciados. deve-se ao facto de nesta zona residir um número significativo de imigrantes. pelo menos um dos pais é de nacionalidade estrangeira. <JKL. fundada em Maio de 2006. é outro exemplo português mencionado no relatório. meiro número da revista “Migrações”. A mortalidade ocorrida durante o parto ou nas primeiras semanas de vida foi de 13. Esta associação independente que congrega. desenvolvida pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável.< <8EÂF. Foram identificadas 32 nacionalidades. do Observatório da Imigração do ACIDI. Em 43% dos partos realizados na unidade.8. que resultou numa parceria do Serviço Jesuíta aos Refugiados com a Fundação Calouste Gulbenkian.@J:I@D@E8xÂF “As religiões. O relatório destaca ainda o trabalho dos Centros Nacionais de Apoio à Integração de Imigrantes. referido pelo Jornal de Notícias no final de Setembro.1 por mil casos nos filhos de imigrantes. Organizada pela Coordenação Nacional da Estrutura de Missão deste Ano Europeu em Portugal. criados em 2004 para facilitar o contacto dos imigrantes com a Administração Pública e outros serviços de apoio. o que se reflecte na vigilância tardia da gravidez e no acompanhamento pós-parto.FJ:FDF9F8JGIÝK@:8J O relatório. é o facto de 29% das famílias imigrantes não terem sido identificadas nas listas dos centros de saúde dos dois concelhos. publicado no pri- . funciona como uma rede de apoio a imigrantes na área da saúde. que durante meio ano analisou cerca de dois mil partos. O estudo. identifica boas práticas desenvolvidas um pouco por toda a Europa na área da saúde e das migrações e inclui cinco exemplos portugueses. Outro projecto mencionado no documento sobre boas práticas na saúde e migrações é a intervenção comunitária no Casal da Mira. em Lisboa.1 por mil entre os cidadãos portugueses. entre outros. no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia. :FCäHL@F 8JI<C@>@Ã<J#8. detecta diferenças resultantes da fragilidade socio-económica deste segmento populacional.

. dando como exemplos trágicos os genocídios no Ruanda e no Burundi. pretendendo dar a conhecer a história da nação francesa e o contributo dos estrangeiros. objectos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros. em parceria com a União Europeia e a China. a ajuda internacional cada vez mais reduzida. O português Manuel Dias. que se realizaram em Fátima. D. G8JKFI8C. Segundo D. é necessário encontrar caminhos de modo a que o povo cigano também sinta que a Igreja é também a sua casa. organizado pela Fundação Portugal-África. Um cartaz com uma fotografia de duas mulheres e crianças portuguesas a chegarem a uma estação de comboio francesa. integrar e promover. “Os caminhos da integração africana” e “O financiamento do desenvolvimento” foram os restantes temas. incentivando assim a sua integração social. investimentos e interesses da comunidade internacional. os conflitos inter-africanos e a opção pelo não-alinhamento.:FE=<IÜE:@8EFGFIKF =I8Ex8 LD8<JKI8Ky>@8:FDLD Dlj\leXZ`feXc[X G8I8.FJ:@>8EFJ 8<M8E><C@Q8xÂF:FDF<JKàDLCFÁ@E:CLJÂF O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade apelou no dia 5 de Outubro à Igreja católica para que invista na evangelização da comunidade cigana em Portugal. e a entrada na sociedade da informação.F@J:FEK@E<EK<J _`jki`X[X`d`^iXƒf O presidente da Fundação PortugalÁfrica. Para Boutros-Ghali. mas também porque a dispersão por todo o país dificulta a acção dos sacerdotes. O encontro. iniciaram no dia 28 de Setembro. No decurso das Jornadas Nacionais de Informação da Pastoral dos Ciganos. Esta exposição permanente. afirmou que o Museu tem uma importância fundamental. Manuel Dias adiantou ainda que a CNHI vai ter no futuro exposições temporárias dedicadas às diferentes comunidades. Boutros-Ghali defendeu que o maior perigo que ameaça África é o seu isolamento e a falta de atenção por parte da comunidade internacional. “A cooperação Europa-África face à China e aos EUA”. incluir. isso sucedeu em Portugal por falta de capacidade das estruturas da Igreja. permitindo às segundas e terceiras gerações conhecer a história dos pais e mostrando à sociedade francesa a história dos imigrantes em França. mas agora a Igreja Católica quer inverter este fenómeno que retirou muitos crentes daquela etnia do culto tradicional. e o antigo secretário-geral da ONU. inaugurado no dia 10 de Outubro em Paris. que perdeu a sua razão de ser com o fim da Guerra Fria. os grandes desafios actuais de África são a adopção de um novo Plano Marshall. mais grave ainda é a transferência de África para a Ásia das atenções. “conhecer e reconhecer” o contributo da imigração em França. Hermano Sanches Ruivo. acrescentou. Mário Soares. nos anos mais recentes. e que portanto evangelizar é também acolher. O Museu insere-se no projecto “Cidade Nacional da História da Imigração” (CNHI) e tem por objectivo. segundo a instituição. acrescentou. abriu em Serralves com o painel “Uma relação histórica e geográfica incontornável”. obras de arte. referiu que o Museu vai ter uma exposição permanente sobre os duzentos anos da presença dos imigrantes em França. a conferência internacional “Europa-África: uma estratégia comum?”. imagens. O antigo secretário-geral da ONU referiu que. Boutros BoutrosGhali. havia 72 correspondentes da imprensa internacional em Nairobi. abre a exposição do Museu Nacional da História da Imigração. no Porto. O presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF). em 1976. Assim. na década de 60. António Vitalino afirmou que a evangelização é um valor muito forte para ajudar à inclusão destas pessoas. devido ao desenvolvimento espectacular deste continente. Para o ex-secretário-geral da ONU. O Bispo de Beja referiu que. em especial da China e da Índia. António Vitalino. A exposição é composta por documentos de arquivo. é uma visão histórica da presença dos imigrantes no país desde a revolução francesa até aos dias de hoje. que deveriam ter merecido a mobilização da opinião pública internacional. a comunidade cigana foi alvo de avanços de outras igrejas e seitas. ao passo que actualmente não há mais de quatro. membro do Conselho Científico e de Orientação da CNHI. Salientou ainda que África sofreu nos últimos 50 anos cinco grandes decepções e desilusões: O sonho da união total do continente e os projectos da Organização da Unidade Africana (OUA) para um mercado comum africano.

pv@cm-pvarzim.<M8IQ@D . CLK8I:FEKI88@EKFC<IÛE:@8 No passado mês de Outubro teve lugar. encerrou a conferência com uma mensagem positiva. Finlândia ou Egipto. o ACIDI e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim assinaram um Protocolo de Cooperação. A Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes pretende dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. já que é ao nível local que acontece a integração. Quatro dias mais tarde. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público alvo.4490-538 Póvoa de Varzim Tel. Manuel de Arriaga. a 19 de Outubro.: 10h00-12h30 CLAII da Póvoa de Varzim Casa da Juventude Rua D. em Lisboa. passando por Marrocos. A conferência serviu também para que o embaixador de França. Fax: 233 432 373 E-mail: claiifigfoz@gmail. As reflexões sobre o futuro das relações entre os países da União Europeia e os países mediterrâneos já existem há bastante tempo. Esta conferência anual de Euromesco contou com a participação de investigadores. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. tem a intenção de criar uma nova instituição designada União Mediterrânea. Em estreito contacto com os Centros Nacionais e a Rede de CLAIIs. A flexibilidade das fronteiras. Jacques Huntzinger. fazendo a ponte com as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. 73 – Buarcos 3080-331 Figueira da Foz Tel.pt Horário: 2ª a 6ª: 10h00-16h30. económicas e sociais.F@JEFMFJ:C8@@EFDÜJ. Alguns dos conferencistas lembraram que cada vez se torna mais habitual encontrar lado a lado países que são em simultâneo de emigração e de imigração. tem existido todo um debate entre os que defendem a sua prevalência com modificações e os que asseguram que esse compromisso está já obsoleto. Sáb.com Horário: 2ª a 6ª: 15h-19h30. afirmando que “os imigrantes são pontes de ligação pelo diálogo com os povos de origem”.: 252 619 230.9I<M<J =@>L<@I8. director executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Lisboa. FigueiraViva – Associação de Cooperação e Solidariedade para o Desenvolvimento da Figueira da Foz e Associação de Solidariedade Social Viver em Alegria. numa parceria com três instituições locais: Grupo de Instrução e Sport. Nos últimos anos. confirmasse que o presidente francês.euromesco. Em 1995. a rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) foi alargada com a abertura de um pólo que cobre o Concelho da Figueira da Foz. Nicolas Sarkozy. o Processo de Barcelona significou um compromisso de cooperação entre estes países no âmbito das relações políticas. foi inaugurado um Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes no Concelho da Póvoa de Varzim. CLAII da Figueira da Foz Sede do Grupo de Instrução e Sport Rua Dr.: 233 432 862. no Centro Cultural de Belém.<FLKL9IF No dia 15 de Outubro. 1 Sáb. do qual farão parte os países das margens do Mediterrâneo. na presença do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Fax: 252 683 218 E-mail: gaie. políticos e universitários de diferentes países de Portugal até à Palestina.8=FQ<GäMF8. Especialistas de diferentes países da União Europeia e do outro lado do Mediterrâneo debateram a questão da importância do papel dos imigrantes nas relações euro-mediterrâneas. António de Figueiredo Lopes.net . Mais informação na Internet em: www. o estatuto de residente. Nesta ocasião. a Conferência Anual da Euromesco “Uma agenda comum contra a intolerância”. por mês: 10h30-13h00 <LIFD<J:F)''. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. 56 . a participação política ou os direitos e deveres dos imigrantes foram temas tratados nos debates. estes centros funcionam como um pólo de informação ao imigrante. Maria I.

:XdgXe_X[\j\ej`Y`c`qXƒf[fJ<= No dia em que se comemorou o Dia Europeu de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos. A conferência decorreu nos dias 8 e 9 de Outubro no edifício da Alfândega no Porto e contou com a presença de peritos das áreas da Igualdade de Género..<J<I<J?LD8EFJ LdXgfcˆk`ZX [\kfc\ieZ`Xq\if A Presidência da União Europeia organizou em Outubro uma conferência sobre a importância da adopção de uma estratégia de coordenação e de responsabilidade partilhada contra o tráfico de seres humanos. combate e. Jorge Lacão. O vice-presidente da Comissão Europeia Franco Frattini. exorta os estados europeus a criar unidades especiais articuladas de investigação e combate ao tráfico a esse tipo de crime. embora se esforce para erradicá-lo. No entanto. publicado no passado mês de Junho pelo Governo dos Estados Unidos (EUA). 18 de Outubro. O tráfico de seres humanos. em particular. vem revelando uma tendência de acentuado crescimento. que afirmou que a eficácia das autoridades portuguesas é. Os Estados-membros são convidados igualmente a acelerar a transposição para os seus ordenamentos jurídicos internos das normas comunitárias sobre a incriminação do tráfico de seres humanos. em alguns casos. Portugal serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos para o combate a este flagelo. Violência de Género e Tráfico de Seres Humanos. em parceria com o Conselho de Europa. defendeu “tolerância zero” para os traficantes de seres humanos que actuam em todo o Mundo e protecção total para as vítimas. tendo-se tornado necessário incrementar um modelo pró-activo ao nível das estratégias e mecanismos de prevenção. como demonstra o actual número de detidos por este crime. Na declaração lida na Alfândega do Porto pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. este primeiro plano tem como áreas estratégicas de intervenção o conhecimento do fenómeno e a disseminação de informação. que prevê a criação de programas especiais de segurança às potenciais testemunhas e seus familiares. de apoio às vítimas desta realidade que afecta em especial mulheres e crianças. identificação. a protecção e a repressão dos crimes 9@%EFM<D9IF%'. O responsável referiu que até Junho deste ano já tinham sido detidos trinta traficantes de seres humanos e treze encontram-se em prisão preventiva. De acordo com o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007”. esta analise não é partilhada pelo coordenador de Investigação Criminal da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ (DCCB). superior a alguns países comunitários.KIÝ=@:F. a prevenção. Em vigor até 2010. numa videoconferência transmitida na sessão de abertura do encontro. Pedro Felício. nas diversas formas de explora- ção que assume. que permitam às potenciais vítimas receberem apoio e informação imediata. A “Declaração do Porto” sobre Tráfico de Seres Humanos e Género. aprovada no âmbito da presidência portuguesa. Portugal adoptou em Junho em Conselho de Ministros o Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos.+ (' . o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) promoveu uma sessão de enquadramento e apresentação da experiência portuguesa e lançou a campanha de sensibilização “Não estás à venda”. exortam-se também os países europeus a criar linhas telefónicas de emergência com um número comum.

Temos necessidade de mais estudos e de mais dados sobre este fenómeno. Complementarmente. a internacionalização das empresas portuguesas implicou a vinda para Portugal de um número significativo de quadros qualificados. que possuíam elevadas qualificações académicas mas desempenhavam funções desqualificadas. de uma forma geral. obtido um grau académico. SEF. Também aqui se poderá aplicar a “lei de Murphy” que. porém.  F G @E@ÂF @D@>I8EK<J8CK8D<EK<HL8C@=@:8. quer sobre a inclusão dos imigrantes no mercado de trabalho quer. A diversidade das experiências sentidas por imigrantes que partilham níveis de qualificação semelhantes constitui-se como uma dificuldade para o desenvolvimento de medidas de (( auxílio à integração. Importa. sem politicas estrategicamente orientadas. a imigração altamente qualificada em Portugal alterou-se significativamente sem que a empiria cientifica ou as politicas migratórias o tenham reflectido. no momento de acolhimento dos imigrantes em território nacional ou ao longo do seu percurso educativo. esta limitação marca um processo que se caracteriza pela propensão para o reforço sucessivo da divergência com a sociedade de acolhimento. Os casos de inserção laboral no segmento primário geram uma inclusão social genericamente não problemática. como sempre. nomeadamente. impõe-se uma igualdade de tratamento no que diz respeito à origem geográfica ou disciplinar das formações obtidas. um clássico do brain waste a nível mundial. o aumento da qualificação dos recursos humanos estrangeiros disponíveis e a imigração independente implicou que a base de recrutamento potencial se tenha alargado exponencialmente. em todos os casos em que a ocupação alcançada não corresponda à qualificação obtida (e são muitos). tornar-se-á. sobre o seu relacionamento com a sociedade. conhecer as especialidades ou especializações dos imigrantes para que seja possível estabelecer planos pessoais de inserção no mercado de trabalho que se adequem a esses perfis profissionais. Ou seja. No que diz respeito aos casos de desadequação entre as qualificações e as profissões exercidas. médicos ou enfermeiros a trabalhar com betoneiras ou com baldes e esfregonas não são um exemplo de aproveitamento de Recursos Humanos. muitos dos quais. o sistema político. Com efeito. seguramente. Por um lado. duas situações distintas tiveram lugar. um brain waste para Portugal. a sociedade e o mercado de trabalho (isto é. conduzir a ainda mais desigualdades e ausências de opções. que já possuem informação pertinente.FJ . em especial os que têm origem na Europa de Leste e os originários dos PALOP. decidem não regressar aos seus países. . Em alguns grupos. Como remédios para doenças futuras. Por um lado. São várias as dimensões que necessitam de ser realçadas. Sem informação não se podem construir políticas e. não poderá Portugal rentabilizar um capital humano de que carece enormemente. a desvantagem e a limitação das oportunidades a que determinado grupo nacional se encontra sujeito podem. Por outro. Portugal apoia a graduação de milhares de indivíduos de origem estrangeira. como é sabido. é de esperar uma inclusão social mais contingente. a capacidade de os imigrantes qualificados participarem nos diferentes sistemas funcionais da sociedade portuguesa encontra-se condicionada pela forma desigual como o Estado. um não brain gain para os seus países de origem que nada lucram com o acréscimo de capital humano. IEFP ou INE).\jZfe_\Z`[fj\jlYXgifm\`kX[fj G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j Desde o final dos anos 90. Engenheiros. Uma opção que acarreta consequências. O caso de muitos imigrantes do Leste da Europa. exigemse alternativas aos custosos programas de reconhecimento de habilitações. de diversos grupos nacionais. Mas a recolha de informação. tem também de ser melhorada. através do seu progressivo processamento nos respectivos sistemas funcionais. as quais deveriam ser dirigidas de forma indiferenciada (mas personalizada) a todos os imigrantes. Portugal atraiu imigrantes cuja inserção veio a ocorrer no segmento secundário do mercado de trabalho. afirma que algo (um acontecimento ou processo) terá um resultado negativo se lhe for dada uma oportunidade para tal. O obstáculo principal decorre do não tratamento de variáveis importantes pelas instituições do Estado português (ex. os quais produzem efeitos. O potencial deste tipo de imigrantes para o desenvolvimento do país é desmesurado mas. Por outro. No que diz respeito à sua inserção no segmento primário do mercado de trabalho. o sistema social e o sistema económico) constrangem as opções de participação dos cidadãos. Em paralelo. pedem-se estratégias para as políticas de bolsas de estudo e de enquadramento dos estudantes estrangeiros. nos mesmos sistemas funcionais. A evolução da imigração qualificada e a sua inserção na sociedade portuguesa constitui o resultado de processos complexos. só se traduzirá numa contribuição real se as políticas migratórias forem especificamente desenhadas tendo em vista o seu aproveitamento.

como forma de conhecer melhor os desafios que se colocam ao nível local e as experiências já realizadas em diferentes concelhos do país.. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público-alvo. o Ministro da Presidência recordou que Portugal precisa de saber que vive hoje uma realidade nova. É necessário também.+ () . apostar na qualidade do serviço prestado. O programa integrou um momento de debate aberto à participação dos autarcas. com um rosto humano e próximo do imigrante. Este Encontro. já que os imigrantes bem integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento.<E: FEK IF :C 8 @ @ <eZfekif[fj:C8@@\dC\`i`X I\]fiƒXiX@ek\^iXƒf[\Gifo`d`[X[\ Com o objectivo de aprofundar o trabalho realizado pelos Centros Locais de Apoio à Integração dos Imigrantes (CLAII) e atendendo à importância que as autarquias têm na integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. salientou. os autarcas são particularmente sensíveis às questões da integração. através dos CLAII. Neste encontro. fazendo a ponte entre as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. como resposta à dispersão dos imigrantes por todo o território nacional. partilhas de experiências e troca de informações. sendo essa a prioridade do ACIDI. Em estreito contacto com os Centros Nacionais. D`e`jkif[XGi\j`[†eZ`X I\jgfe[\iXfj[\jX]`fj[fXZfc_`d\ekf Na sua intervenção em Leiria. o ACIDI promoveu o Encontro “Integração de Proximidade – um Desafio para as Autarquias”. Os CLAII pretendem ser uma resposta local articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. Pedro Silva Pereira referiu a necessidade de aumento da rede de estruturas de integração. do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e da Presidente da Câmara Municipal de Leiria (em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses). Falando para uma assistência composta por diversos autarcas e mediadores dos CLAII provenientes de todos os pontos do país. nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração. Este evento abriu o encontro da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) – com 67 Centros espalhados por todo o país – que decorreu no mesmo local nos dias 1. o reforço realizando em termos do trabalho em rede das várias estruturas. presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). referindo que não basta aumentar a quantidade de CLAII. durante o encontro “Integração de Proximidade . Isabel Damasceno. que pretendeu ser um espaço de reflexão. 2 e 3 de Outubro. promovendo trabalhos articulados junto das comunidades. 9@%EFM<D9IF%'. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. Nesse sentido. num país que se transformou numa sociedade de acolhimento para imigrantes das mais diversas proveniências. o Ministro referiu. A autarca referiu que. promovendo acções em rede. constituem um pólo de informação ao imigrante. o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais e com as autarquias. e contou com as intervenções do Ministro da Presidência. bem como de um perito na matéria. muito para além dos grandes centros urbanos. acrescentou. garantiu a abertura das autarquias para o reforço desse trabalho de parceria. para além do aumento de pontos de atendimento. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. o Professor Jorge Malheiros. teve lugar no dia 1 de Outubro. Presente no encontro.um desafio para as autarquias”. em Leiria.

tentando atingir como público-alvo os professores e alguns funcionários dos serviços públicos. De resto. Os aspectos informais de construção de uma rede eram um outro objectivo também importante. talvez valesse a pena dividir os grupos para tornar as formações mais específicas. F J  G 8 I K @ : @ G 8 E K < J (* Jorge Cardoso Gabinete de Coordenação CLAII Como objectivos essenciais. com as novas leis da Nacionalidade e da Imigração. Sentimos necessidade de avançar com um programa de formação. um ciclo formativo organizado pelos CLAII do Oeste: Lourinhã. Tânia Guerreiro CLAII de Odemira Nós abrimos o CLAII recentemente. o tema de que todos os CLAII’s mais tinham necessidade de ouvir falar. sobretudo por parte dos CLAII’s que estão já em funcionamento há vários anos. de modo a saber quem eram as pessoas por trás de uma voz ao telefone ou do e-mail. A esse respeito. Foi muito importante que cada um partilhasse com os outros aquilo que faz e isso tornou o encontro muito útil em termos de motivação Olga Dias Ferreira CLAII de Leiria Creio que este encontro valeu principalmente pelo tratamento da Lei da Imigração. Para o futuro. por parte dos imigrantes e por parte das empresas. gostaria que tivesse existido um espaço para perguntas e casos práticos. em Julho. as mesmas dificuldades. um encontro como este é sempre um recarregar de baterias. procurei absorver ao máximo a informação apresentada pelos nossos colegas do ACIDI. porque os CLAII’s estão habituados a trabalhar de uma forma muito individualizada. três temas muito importantes para o nosso trabalho do dia a dia nos CLAII’s. . Leoter Viegas CLAII dos Açores O tema da nossa apresentação foi o Clube de Emprego. para além de procurar esclarecer dúvidas quanto à nova Lei da Imigração.8  F G @ E @ Â F  . e portanto a grande mais valia de um encontro deste tipo é basicamente a troca de experiências e também a apresentação das boas práticas. Para além disso. estamos muito afastados do Centro Nacional. Estamos muito afastados dos outros colegas. Ana Rita Prieto CLAII do Bombarral Viemos fazer a apresentação de uma boa prática. a trocar experiências. “Formar para Integrar”. o que faz com que essa troca de experiências seja uma aprendizagem muito grande para todos. tanto quanto à Lei da Imigração como quanto à Lei da Nacionalidade. Bombarral e pelo Núcleo de Apoio ao Imigrante de Peniche. Há necessidades muito diferentes consoante o distrito onde cada pessoa está. porque ajuda-nos a conhecer os nossos colegas. no sentido de juntar todas as pessoas e permitir que elas se conhecessem. Para além disso. Cadaval. Joana Morais Castro CNAI Porto Um aspecto muito importante neste encontro anual foi a aposta na formação dos CLAII. e permite aprender coisas novas relacionadas com a Lei da Imigração. e também que se trabalharmos juntos conseguimos um resultado superior. Este encontro anual é de extrema importância. Óbidos. com os mesmos problemas. sobretudo em relação à nova Lei da Imigração e à Lei da Nacionalidade. é importante saber como é que as coisas funcionam no terreno. e é bom trocarmos impressões todos juntos. e assim este espaço serve para nós repararmos que temos funções comuns. A grande mais valia de um encontro deste tipo é a possibilidade de todos nos conhecermos e nos visualizarmos. um projecto do CLAII dos Açores em que o objectivo é fazer um confronto entre a procura e a oferta de emprego. via e-mail. a Lei da Nacionalidade e o Plano para a Integração dos Imigrantes. porque muitas vezes temos contactos via telefone. tínhamos definido para este encontro o aspecto formativo. com os CLAII’s a aumentar.

) É exactamente porque os imigrantes vivem nas nossas cidades.. Osvaldo de Castro. o Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural.. Assembleia da República. designadamente a Assembleia da República e o Parlamento Europeu (. cheia de excepcionalidades dos direitos de reciprocidade. não entendemos porquê restringir a capacidade eleitoral às autarquias locais. capacidade eleitoral passiva e activa.. publicam-se excertos das intervenções dos representantes dos vários grupos parlamentares sobre as suas posições acerca da participação política dos imigrantes. AX`d\>XdX Gi\j`[\ek\[X8jj\dYc\`X [XI\g’Yc`ZX %%%  ?fa\# X 8jj\dYc\`X [X I\g’Yc`ZX XYi`l$j\ X ldX j\jjfgXicXd\ekXiZfdfj`d`^iXek\j\dGfikl^Xc#\ \l \jg\if hl\ ef ]lklif# kf[fj fj Xefj# ef `eˆZ`f [X j\jjf c\^`jcXk`mX# Xjj`d XZfek\ƒX# gfihl\ k\dfj e\$ Z\jj`[X[\ [\ flm`i fj j\lj gfekfj [\ m`jkX# [`jZlk`i \i\Õ\Zk`iZfd\c\jXhl`cfhl\_fa\„ld[fj^iXe[\j k\dXj [\ XZklXc`[X[\ gXiX X \cXYfiXƒf [Xj efjjXj d\[`[Xjc\^`jcXk`mXj#gXiXX]fidlcXƒf[XjefjjXjgf$ cˆk`ZXj~\jZXcX[XLe`f<lifg\`X\kXdY„d[fgfekf [\m`jkX[Xj^iXe[\jfi^Xe`qXƒ‘\j`ek\ieXZ`feX`j%%%% 9@%EFM<D9IF%'.. Esta sessão foi dedicada ao tema da participação política dos imigrantes na sociedade de acolhimento. Liberdades e Garantias. escalonando a participação política e de voto em autarquias. Direitos. (.. ou seja..) Ana Drago Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (. o ex-Comissário Europeu António Vitorino e o ex-Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte. realizou-se no dia 24 de Setembro uma Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração na Sala do Senado da Assembleia da República. o Ministro da Presidência. era forçoso que a articulação constitucional fosse de uma vez por todas alterada. não somos favoráveis à reciprocidade. que as pessoas que trabalham. Para além de um excerto da intervenção do Presidente da Assembleia da República. (. e quando discutimos isso é preciso ter essa ponderação. qualificar-se e responder àquilo que são as transformações das últimas décadas. fazem as nossas cidades..) não possam ser cidadãos de corpo inteiro. na perspectiva dos Verdes. que é o dever de (+ .. contando com um leque alargado de participantes. (. Jaime Gama.) Deveres que não são só legais.. Gostava ainda de dizer que é preciso ser ambicioso e não apenas alargar os direitos ou as condições de reciprocidade. Existem outros órgãos representativos dos cidadãos.. Parlamento Europeu.. Nós hoje temos uma malha de difícil compreensão. entre os quais representantes dos diferentes grupos parlamentares.. como todos os direitos.) Creio que era o momento de a democracia portuguesa dar um salto qualitativo.) Não faz sentido... representantes das comunidades imigrantes. membros da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e um conjunto de personalidades com uma experiência privilegiada para contribuir para o aprofundamento desta reflexão. que residem em Portugal (. destacam-se o Presidente da Assembleia da República...) Face ao reconhecimento imperativo que todas as forças políticas dão aos imigrantes que estão connosco a desenvolver este país. Era fundamental que esta rede de excepcionalidades fosse quebrada e fosse de facto instaurado o princípio da participação política por completo. a cumprimento de deveres. Entre estas. Pedro Silva Pereira.. eleger e ser eleitos e participar de corpo inteiro nesta nossa sociedade.) Nuno Magalhães Grupo Parlamentar do Partido Popular (. que têm direito à cidade e têm por isso direito à participação política em termos totais.. Para além disso. académicos.. (. Rui Marques.) Entendemos que estão criadas condições na nossa sociedade de hoje para um mais amplo consenso em torno desta matéria para eliminarmos de vez este pressuposto da reciprocidade. (. consoante os países de origem. face a esta fase da discussão.+ Heloísa Apolónia Grupo Parlamentar Os Verdes (. mas que têm a ver também com um dever que deve ser promovido pelo próprio Estado.: F: 8@ 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX :F:8@[\YXk\gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j Numa iniciativa conjunta do Presidente da Assembleia da República e do ACIDI..) O exercício dos direitos políticos corresponde. Os Verdes gostariam que fosse neste sentido que aqui vou referir: Em primeiro lugar.

Este é o meu ponto de vista. sem que lhes confiramos a possibilidade de participarem de uma forma mais activa nessa mesma sociedade. (...) A primeira pergunta que se coloca é precisamente a de saber se consideramos social e politicamente defensável manter um crescente e relevante número de cidadãos imigrantes. como tudo na vida. em sede de revisão constitucional.. devem ser fixadas condições cujo cumprimento efectivo por parte dos imigrantes possibilite a referida atribuição de direitos políticos mais alargados.. Terá de ser [uma maioria de] dois terços para a revisão desse instituto. E portanto há que criar novas abordagens deste princípio da reciprocidade. darmos o nosso contributo... concordo com essa defesa da reciprocidade mas creio que esse conceito pode.) Creio que não vale muito a pena cada um de nós afirmar que é favorável à plenitude de direitos políticos para todos os imigrantes (.. (. creio que o que vale a pena é procurarmos encontrar passos seguros que permitam que haja um consenso cada vez mais alargado entre os vários partidos políticos de que é importante alargar os direitos políticos dos imigrantes. A reciprocidade teve a sua razão histórica. não como princípio absoluto.) Consideramos contudo importante a existência de critérios e uma efectiva ligação entre os imigrantes e a sociedade de acolhimento. A nossa ideia é que não podemos ficar dependentes de outros Estados para tomarmos decisões aqui em Portugal relativamente à defesa da coesão social. de um sentimento que existe objectivamente e que não seja fictício. Mas. e a lei eleitoral deve poder regular livremente o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos imigrantes.) porque depois quando se chegasse ao plenário da Assembleia da República a realidade seria outra. em defesa dos portugueses residentes nos outros Estados. E. relativos. Importa assim questionar igualmente se os limites impostos actualmente pela lei – a questão da reciprocidade e a limitação às eleições autárquicas deste mesmo princípio – continuam a fazer sentido.. mas também. deve ser ao mesmo tempo interpretado e entendido de forma proporcional. mas creio que o tempo agora é outro. (.) Pedro Quartim Graça Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (. que a este nível a exigência de reciprocidade deveria deixar de ser feita em termos constitucionais.. É uma ideia que está a fazer o seu caminho e muitos dirigentes do PS têm tomado posições individuais. nomeadamente as suas obrigações legais. (.. nomeadamente.. do partido a que pertenço.) O CDS defende o princípio da reciprocidade.. Isto no que se refere ao nível local. (.. Portanto. neste momento o que posso dizer é que não tomámos ainda nenhuma posição concreta sobre isso. é uma ideia que está a fazer a sua caminhada mas..) Quanto à questão da reciprocidade... (. E. ao ser actualizado. Numa visão pessoal.) António Filipe Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (.. ser actualizado. Quanto ao direito de voto nas legislativas. através... e a perpetuar-se uma situação deste tipo estaríamos a criar cidadãos que viveriam à margem da sociedade. e os direitos devem ser. Consideramos que. Já se deram alguns passos e é importante dar outros. e que foi expressa na última revisão constitucional. actualmente. e aqui exprimo também uma opinião colectiva. para ser correcta. não posso dizer qual a posição do Grupo Parlamentar do PS sobre este preceito porque que ainda não foi tomada. em que se pretende participar.) Não temos qualquer dúvida. desresponsabilizando-os de responsabilidades solidárias que deveriam caber a todos. (. esta situação não é politicamente sustentável. nessa medida.integração efectiva na sociedade que se pretende alterar. como todos os princípios devem ser. do voto. enquanto estivermos nesta fase..) contem com o PS para. que cumprem genericamente as suas obrigações para com o país em que residem.. e foi já uma proposta que apresentámos nas últimas revisões constitucionais..) . e que tem de ser o resultado de uma vontade que existe objectivamente.) Celeste Correia Grupo Parlamentar do Partido Socialista (. Digo isto de forma clara. (...

por ano. de decidir os destinos da comunidade. Há uma segunda dificuldade. Estas discrepâncias na legislação nacional no acesso à nacionalidade criam discriminações entre as várias comunidades imigrantes no contexto europeu na perspectiva da definição de um estatuto de cidadania. em média. e hoje ainda é extremamente diminuto. E o problema central é o problema de inclusão no sentido político e cultural. em alguns casos. que se coloca a terceira dificuldade: Porque é que é preciso fazer a pedagogia de que a questão dos direitos políticos é uma alavanca para o sucesso da integração.: F: 8@ @ek\im\eƒf[\8eke`fM`kfi`efef:F:8@ È8gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j„ldaf^f [\jfdXgfj`k`mXÉ (. Em alguns casos.) Sendo importantes as questões dos direitos económicos. comum a todos os países europeus... E é aqui. 9@%EFM<D9IF%'. este tipo de violência é completamente injustificada. isto é. E esse estatuto não pode ser alcançado pela via da nacionalidade. é explicar porque é que este debate não pode ficar refém do debate do acesso à nacionalidade. Há países. Daí o conceito de cidadania cívica. Esta definição é importante. mas não é sempre este o caso. de pertenças múltiplas. práticas administrativas. como Portugal. no contexto europeu. ensino. Nesse sentido. sociais e culturais. incluindo os direitos políticos. não se faz apenas através do acesso à nacionalidade. ou seja. um estatuto de direitos e obrigações. que proporcionasse não só o reconhecimento do estatuto jurídico dos imigrantes. o número de acesso era praticamente zero. Há muito tempo que defendo a teoria da “cidadania cívica”. a aquisição da nacionalidade portuguesa não implica a perda da nacionalidade de origem. sobretudo direitos económicos. Nesse sentido. Manifestamente. de alguma forma. Na Alemanha. há que explicar porque é que o acesso a uma cidadania plena. mercado de trabalho. Como a nível europeu não era possível definir direitos políticos. no mundo global em que vivemos. portanto. É uma visão errada. porque é matéria excluída da competência da União Europeia. o sentimento de pertença que é indissociável do sentimento de apropriação do sistema. e temos por outro lado questões mais complexas de integração em matéria de língua. o acesso à nacionalidade é uma violência cultural. costumes.. habitação. que têm na sua tradição histórica a aceitação da dupla nacionalidade. condiciona muito as políticas e sublinha grandes discrepâncias entre os vários países europeus em matéria de acesso à nacionalidade. elas não resolvem o problema central. em que temos identidades sobrepostas e cada um de nós faz a síntese pessoal e intransmissível dessas identidades.. Essa é visão clássica e a posição dominante. do sentimento de ter uma voz.%<jkflgif]le[Xd\ek\ Zfem\eZ`[f[\hl\_fa\Xi\Z`gifZ`[X[\a}ef]Xqj\ek`[f%Á„gfZX#X`[\`X[Xi\Z`gifZ`[X[\ \iXldX`[\`XYXj\X[XeXji\cXƒ‘\j\eki\<jkX[fj%<jkXm`jf\jk}lckiXgXjjX[X#gfihl\_fa\ Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfjefgf[\]`ZXii\]„d[\ldXhl\jkf[`gcfd}k`ZX[\i\cXƒf \eki\<jkX[fj%?fa\#Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfj„ldXhl\jkf\jj\eZ`Xc[XZf\jf[X efjjXgigi`XjfZ`\[X[\%%%% isto é. na medida em que penso que parte do caminho se faz através da definição de um estatuto europeu de direitos e obrigações dos imigrantes nas sociedades europeias de acolhimento. tratava-se de encontrar um modelo de cidadania tão amplo quanto possível mas que não tocasse naquela área.. e uma visão que além do mais. Portanto. um complexo de direitos e de deveres para os imigrantes. e porque é que a questão do acesso à nacionalidade é uma questão. até há cinco anos atrás.+ Ki†jhl\jk‘\jZ\ekiX`jjfYi\[`i\`kfjgfcˆk`Zfj %%%  ?} ki†j hl\jk‘\j Z\ekiX`j hl\ \o`^\d fgƒ‘\j ZcXiXj% <d gi`d\`if cl^Xi# fj [`i\`kfj gfcˆk`ZfjR[fj`d`^iXek\jTj`^e`]`ZXdf[`i\`kf[\\c\^\i\[\j\i\c\`kf%<dgi`eZˆg`f#ef_} [`i\`kfjgfcˆk`ZfjXd\`fZXd`e_f%<dj\^le[fcl^Xi#`dg‘\df[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%Ef _}[`i\`kfjgfcˆk`Zfjj\d[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%8k\iZ\`iXhl\jkf„Xhl\jkf[Xi\Z`gifZ`$ [X[\%8:fejk`kl`ƒfGfikl^l\jX]XcX[\i\Z`gifZ`[X[\ef8ik`^f(. mas também potenciasse a sua integração na sociedade de acolhimento. temos questões atinentes à igualdade de oportunidades. etc. Tudo isso envolve um conceito amplo de cidadania cívica mas não toca a questão dos direitos políticos.. acedem à nacionalidade francesa entre 150 a 300 mil imigrantes.. Em França. a primeira linha de dificuldade é a da pedagogia. a aquisição de uma nova nacionalidade obriga à renúncia da nacionalidade de origem. sociais e culturais.)É preciso convencer os portugueses de que o direito à participação política dos imigrantes é um jogo de soma positiva para todos os participantes na comunidade portuguesa. e a questão do reconhecimento de uma cidadania plena é outra questão. saúde.) (- . Acresce que. como é evidente. e. à luz dos direitos económicos sociais e culturais? (.(..

\jZ\e[\ek\j[\`d`^iXek\j C`mifXgi\j\ekX[feX 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX No dia 24 de Setembro. e quero que as pessoas escutem os anseios. as suas angústias..) Convido-os a ler.. E o mais importante é transmitir (.) Assim como cada um de nós é único. mas que talvez representem muitos milhares que nasceram aqui e que contribuem de alguma maneira para este país. e a outra… Porque.) que existem os descendentes de imigrantes. este livro traz consigo a unicidade de cada um dos autores. Trata-se de uma obra colectiva de um conjunto de doze autores. Éramos apenas doze. porque tem bastante conteúdo e faz-nos reflectir.. mas há realmente muita gente à margem. mas cada um de nós tem.. à sua maneira.. Rui Marques. e que alguns deles ainda gritam mais violentamente e mais alto. se calhar. a partilhar.... os seus apelos.. Anabela Rodrigues Este é um livro leve. quando o Programa Escolhas e o ACIDI convidaram estes doze autores para que apresentassem uma comunicação sobre a sua experiência e o seu olhar em relação ao lugar que têm na sociedade portuguesa.. E é nesta multiplicidade de histórias de vida que me encontro e encontro o outro.) As nossas histórias de vida são muito diferentes umas das outras.) O mais interessante neste livro foi encontrar estes trajectos todos e perceber que todos podem ter uma opinião. colocamos também um pouco das nossas vidas. não só enquanto indivíduos.. os seus desejos e expectativas. Partindo do princípio que nenhum de vós optará pela primeira hipótese eu gostaria que optassem pela terceira. as expectativas dos jovens que escreveram este livro. que são pequenas amostras dos outros jovens que não tiveram oportunidade de escrever um livro... e que a conjugação dessas opiniões pode levar a que algo seja realmente feito. algo para transmitir.. como nós estamos. Hoje houve uma iniciativa importante. na Biblioteca Parlamentar. mas é um livro muito pesado de conteúdos. as suas preocupações. numa situação privilegiada. mas espero que através dele se possa olhar mais profundamente para aquilo que é a situação sócio-económica dos restantes descendentes e imigrantes em Portugal. (. termos de que não gosto. Na cerimónia de apresentação. Que o lessem e o oferecessem alguém. Tem histórias de muitas pessoas. teve lugar. Nuno Santos (. Jaime Gama. (. no dia 24 de Maio de 2006 os doze descendentes de imigrantes. ou porque não estão. ler e guardá-lo de seguida. que teve como anfitrião o Presidente da Assembleia da República. isso significaria que valeu a pena. Pedro Silva Pereira. co-autores do livro que aqui se apresenta. (. disponibilizado o espaço do seu novo auditório no dia 24 de Maio de 2006. mas também enquanto sociedade. descendentes de imigrantes ou jovens imigrantes de nacionalidade portuguesa. lido por poucos e oferecidos por alguns. porque eu sou realmente uma descendente de imigrantes e o meu filho terá sempre isso como uma riqueza cultural. e os co-autores do livro em questão. Parece um termo tão simples. . Com o livro em vossas mãos. Tem-se falado muito em acolhimento. mesmo que folheado por muitos. o lançamento do livro “Descendentes de imigrantes: um lugar na sociedade portuguesa. ou ler e oferecê-lo a alguém. A obra surgiu na sequência do apoio que a Assembleia da República quis prestar ao debate sobre imigração. Muitas vezes tivemos discussões sobre a segunda e terceira geração. e depois a outra pessoa. que pela primeira vez falaram na primeira pessoa como protagonistas da construção do seu lugar na sociedade portuguesa.. estiveram presentes o Ministro da Presidência. Isabel Cunha Há precisamente um ano e quatro meses. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. (. E com ele só têm três hipóteses: folhear e guardar numa das prateleiras da estante das vossas casas. porque estão mais famintos.) Este livro é uma pequena amostra. (. estiveram reunidos neste mesmo local para partilhar as suas experiências de vida. após a reunião do COCAI na Assembleia da República. e a tornar este um dos best-sellers do nosso país. sem sequer ser consultada para construir aquilo que possa ser o acolhimento. tendo três deles tomado a palavra. se é verdade que ninguém oferece o que não gosta. as necessidades. tem poucas páginas.

e penso prego e a Bolsa de Habitação têm funcionado bem. temos tido três prioridades do de contribuir para que haja um maior consenso em torno fundamentais: defender os interesses dos cidadãos estrangeidas questões da imigração. `ek\^iXƒf[XgfglcXƒf`d`^iXek\É Regional das Comunidades. dos quais destaco o BES/Açores. defende a integração e a igualEstou convencido de que na Região Autónoma dos Açores dade de oportunidades entre as pessoas. mas faz todo o sentido a sua divulgação. e. Nesta mesma lógica e numa parceria com o jornal “Açoriano Oriental” É desde há pouco tempo coordenador da PERCIP. temos vindo a compreender que mentos que são fundamentais e reflectem aquilo que as assoas actividades das associações têm a ganhar com o facto de ciações pensam sobre a questão da imigração nas suas várias terem alguma visibilidade. ser um fenómeno muito recente perÈEXI\^`f8lkefdX[fj8ƒfi\j Temos feito parcerias que nos permimite-nos perceber aquilo que correu k\dfjZfe[`ƒ‘\j\jg\Z`X`jgXiX tem uma actuação mais sustentada. a todos os níveis. Daí termos no nosso temos condições especiais para sermos um laboratório em seio pessoas de várias proveniências. Temos actualmente 44 associações aderentes à plaaos seus objectivo. Ainda há uma outra dade a um trabalho que foi feito com sacrifício e com muito actuação que é de pressão junto dos órgãos de decisão no espírito de entrega por muitos dirigentes associativos. a comissão coordenadora 9@%EFM<D9IF%'. A PERCIP neste Os projectos da AIPA têm tido recentemente alguma visibimomento é resultado dos dois fóruns que se realizaram nos lidade na imprensa. Obviamente. Quais têm sido os principais objectivos e actividades da das. desde a primeira hora. tomou posse em Setembro como coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP). Açores e em Setúbal. por outro lado. acho ros nos Açores. no sentido de Èye\Z\jj}i`fhl\XjXjjfZ`Xƒ‘\j cipal de Ponta Delgada e de Angra de trabalharmos em conjunto. Por outro j\aXddX`jgifXZk`mXjeXYljZX[\ Heroísmo) mas também com os privalado.. O termos de integração da população importante é a partilha dos objectivos imigrante. o Clube de Emlugares para uma vida melhor. ter espaços onde os imigrantes A vida dos imigrantes nos Açores é diferente da que têm os possam obter informações. mas também j\idfjldcXYfiXki`f\dk\idfj[\ com as entidades públicas (Direcção porque houve. Entendemos que em primeiro lugar estão as acções e as AIPA? iniciativas. acima de tudo.<EKI<M@ JK8 GXlcfD\e[\j Èygi\Z`jfhl\fj`d`^iXek\j k\e_XdldXmfqXZk`mX eXjfZ`\[X[\gfikl^l\jXÉ Paulo Mendes. Para o mandato que iniciou. o facto de que norteiam a nossa actuação. Todos ganham em ter as pessoas integrataforma. Por um lado. Um seque isso dá uma sensibilidade maior.. Instituto uma abertura muito grande as autoride Acção Social. nas suas associações trabalham em prol da integração dos cidadãos imigrantes na sociedade portuguesa. que sentido de alterar legislação e aplicá-la convenientemente. emitido todos os sábados na RDP-Açores. onde conseguimos fazer aprovar docuAo longo da nossa existência. Câmara Munidades. mantendo-se evidentemente fieis vertentes. mal em outras paragens. creio que a própria sociedade gXiZ\i`Xj\[\Xgf`fjÉ dos. pessoas têm e veiculando a vertente positiva do fenómeno da imigração. A AIPA surge assim como uma asimigrantes do Continente? sociação que. seminários e Nós não estamos a começar do zero. pessoalmente. desconstruindo algumas imagens que as extraordinariamente mal as questões migratórias. os órgãos foram eleitos. Um outro liação faz do trabalho em conjunto das associações? nível de acção é a realização de conferências. no sentiDesde a criação da AIPA. que ainda gundo nível de actuação é a sensibilização e a transmissão de existem problemas e não se pode ficar à sombra da banaboas práticas. ACIDI. Apesar disso. aqui”. presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA). contribuir para a criação de um clima favoque numa perspectiva nacional a comunicação social trata rável à integração. através do nosso programa de rádio “ O mundo neira. açoriana conhece muito bem a quesA existência do Centro Local de Apoio tão da imigração. em 2003..+ (/ . Que avatemos o suplemento mensal “ Rumos Cruzados”. Estamos a dar continuiactividades culturais com regularidade. elegeu como uma das prioridades a promoção de um debate alargado sobre a participação política dos cidadãos estrangeiros. da procura de outros ao Imigrante (CLAI).

que outros apoios poderiam ser dados às associações? Penso que é fundamental reforçar. Assim. Quais são actualmente os principais pontos da agenda da PERCIP? A PERCIP é o fruto de um longo percurso.%. qual foi o significado da recente reunião do COCAI na Assembleia da República? Foi absolutamente marcante. qualitativa e quantitativamente. a vários níveis. Pelo espaço onde decorreu. envolvendo as autarquias e outros organismos locais e privados e fazendo o possível por não “guetizar” os apoios. a PERCIP elegeu como uma das prioridades colocar na agenda política a questão da participação política dos cidadãos estrangeiros em Portugal. não só pelos imigrantes. mas os dois maiores partidos não assumiram. mas também deve haver outros mecanismos que permitam encontrar outro tipo de apoios. mais do que nunca. foi já um avanço. tem um papel absolutamente fundamental. O ACIDI deve reforçar esse seu papel. o direito a votar e a ser eleito. a possibilidade de participar na construção de um projecto comum. É bom salientar que já foram dados passos muito significativos. e não só os destinatários de políticas. infelizmente. os imigrantes podem e devem ser protagonistas activos. o movimento associativo imigrante. Penso que ainda podemos melhorar esses instrumentos de relacionamento das associações com o Estado português. Essa voz tem certamente outras dimensões. mas a participação política. da forma como se discutiu este tema. mas também pelo próprio país e pelo sistema democrático que todos defendemos. Para além dos protocolos que já existem. em termos do alargamento dos direitos políticos. nem correcto. sobretudo. de uma forma muito sustentada. Penso que estamos num momento de viragem. GXlcfD\e[\j GXlcfD\e[\jk\d*(Xefj\eXjZ\l\d:XYfM\i[\#eX `c_X[\JXek`X^f%=f`gXiXfj8ƒfi\j\jkl[XijfZ`fcf^`X# kfieXe[f$j\ ld È`d`^iXek\ `ejlcXiÉ \eki\ [f`j Xihl`g„$ cX^fj% GXiX Xc„d [Xj XZk`m`[X[\j eX 8@G8 \ eX Zffi$ [\eXƒf [X G<I:@G# kiXYXc_X XZklXcd\ek\ ef gifa\Zkf :\ekif [\ <jkl[fj [\ <Zfefd`X Jfc`[}i`X \ `i} cXeƒXi Yi\m\d\ek\ f c`mif ÈGfek\ @ejlcXi 8kcek`ZXÉ# jfYi\ X Zfdle`[X[\ZXYf$m\i[`XeXefj8ƒfi\j% Fj`d`^iXek\jefj8ƒfi\j 8 Zfdgfj`ƒf [Xj Zfdle`[X[\j `d`^iXek\j efj 8ƒfi\j „ j\d\c_Xek\ ~ hl\ \o`jk\ \d Gfikl^Xc Zfek`e\ekXc% <d k\idfj [\ eXZ`feXc`[X[\# X dX`fi Zfdle`[X[\ „ X ZXYf$ m\i[`XeX#j\^l`[X[XYiXj`c\`iX\[XZfdle`[X[\[\c\jk\% Ef kfkXc# \o`jk\d Z\iZX [\ . O facto de estarmos a discutir. É preciso que os imigrantes tenham uma voz activa na sociedade portuguesa. contribuir para o reforço do movimento associativo migrante em Portugal. (0 . mas é preciso diversificar. Uma outra prioridade é termos mecanismos de monitorização da aplicação de algumas medidas políticas. O nosso compromisso é. mas hoje. No entanto. esse relacionamento do ACIDI com as associações. e estou convencido de que muito brevemente essa modificação se vai concretizar.está a funcionar e temos um relacionamento muito intenso. e por ter sido possível ouvir as opiniões de todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República sobre a questão da participação política dos imigrantes. Há um consenso em relação à retirada da exigência de reciprocidade da Constituição Portuguesa. com os intervenientes que estiveram envolvidos. com condições de reforçar. um compromisso nessa matéria. É também necessário que as associações sejam mais proactivas na busca de parcerias e de apoios. alguns partidos têm uma perspectiva muito concreta. que é um sistema que permite que todos possam dele fazer parte.'' Z`[X[fj \jkiXe^\`ifj i\j`[\ek\j ef 8ihl`g„cX^f# ZfeZ\ekiX[fj ]le[Xd\ekXc$ d\ek\eXj`c_Xj[\J%D`^l\c#=X`Xc\K\iZ\`iX%LdXgXik\ j`^e`]`ZXk`mXkiXYXc_XeX}i\X[XZfejkilƒfZ`m`c\i\jkXl$ iXƒf% social. Pensamos que não é nada razoável que tenhamos cá pessoas que trabalham e fazem de Portugal o seu próprio país e estas não terem uma coisa básica. que irá depender obviamente daquilo que as associações querem. deixar que uma parte significativa da população portuguesa trabalhe mas não tenha nenhuma voz nessas questões. É uma questão de coesão Nesse contexto. não obstante ainda persistirem alguns problemas. Não podemos pedir muito às associações se elas não tiverem instrumentos e recursos adequados. E a PERCIP pode ser um instrumento muito importante. aproveitando as novas tecnologias que minimizam o factor da distância. E não é desejável. a “casa” da democracia portuguesa.

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