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Foi apresentado recentemente, em Bruxelas e em Lisboa,
o Índex de Políticas de Integração de Imigrantes, num projecto apoiado pela Comissão Europeia. Neste estudo é feita
uma análise comparativa entre as políticas de integração
de 27 países europeus e do Canadá, considerando aspectos
tão diversos como o acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, anti-discriminação ou a participação
política.
Nesse ranking, Portugal ficou em 2º lugar, depois da Suécia
que ocupa o topo da tabela. Atrás de nós, seguem-se a
Bélgica, a Holanda, a Finlândia e o Canadá e outros vinte e
dois países. Sendo certo que não é tão habitual quanto gostaríamos estar entre os melhores, esta notícia talvez surpreenda alguns, levando os mais cépticos a pensar se não se terão
enganado. A verdade é que, no contexto europeu, ficamos
entre os três melhores exemplos de integração de imigrantes.
Mas, que lições podemos retirar deste facto?
A primeira, na definição do mérito deste resultado alcançado, passa por ter presente que este sucesso é uma vitória
colectiva. De Portugal e dos portugueses. Uma boa política
de integração de imigrantes só pode ser construída em
ambiente de largo consenso social e político, com a participação do Estado e das organizações da sociedade civil, bem
como dos cidadãos nacionais e dos imigrantes. Portugal, ao
longo dos últimos anos, tem dados passos muito significativos, quer no quadro legal, quer nas respostas operacionais,
bem como nas iniciativas de carácter local. Com persistência
e determinação, muitas pessoas – políticos, técnicos, jornalistas, dirigentes associativos... - e instituições têm feito esse
caminho. Inspirados pela ambição de acolher e integrar bem

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os imigrantes que nos procuram, alcançaram este resultado.
A vitória é deles.
A segunda lição, é que somos capazes de estar entre os
melhores. Não estamos condenados ao fatalismo de discutir
os piores lugares da tabela, entre o último e o penúltimo. Se
quisermos e nos esforçarmos, não temos nada a menos que
qualquer outro povo. A excelência está ao nosso alcance.
Basta fazer por isso.
Finalmente, a última nota é, talvez, a mais importante. É necessário ir além da alegria desta classificação. Ela não equivale à inexistência de problemas de integração dos imigrantes.
Este momento deve servir para nos incentivar a ir mais longe.
O facto de estarmos entre os melhores só aumenta a nossa
responsabilidade de melhor acolher e integrar os imigrantes.
O efectivo combate a todas as formas de discriminação e racismo, a luta contra a exploração laboral por alguns empregadores sem escrúpulos, a conquista da plena cidadania dos
imigrantes na sociedade portuguesa são alguns dos desafios
que estão presentes na sociedade portuguesa. Desafios aos
quais estamos certos de poder dar uma resposta positiva,
combatendo as injustiças e promovendo a coesão social.
Fomos capazes de o fazer no passado. Seremos capazes de o
fazer no futuro.

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nomeadamente através de programas no âmbito da Reforma do Sector de Segurança e na utilização de instrumentos de desarmamento. Lisboa considera também que a estabilidade no Mediterrâneo é de “interesse estratégico comum”.<DyMFI8 8gf`XifjgXˆj\j 8=I@:8EFJ Os ministros da Defesa da União Europeia reuniram-se no final de Setembro em Évora para discutir formas de apoiar os países africanos na criação de capacidades militares próprias de prevenção. o ministro referiu que o objectivo é não apenas atrair e fixar investimento. o objectivo da UE para a próxima década é atingir cinco por cento de crescimento anual nas entradas líquidas de cientistas e estudantes de fora da Europa. no âmbito da presidência portuguesa.8. mas essencialmente reforçar drasticamente a capacidade de competição europeia à escala mundial com investigadores e estudantes qualificados. foi também marcado por uma reunião com cinco países da orla Sul do Mediterrâneo.9I<M<J LE@ÂF<LIFG<@8 GI<J@.ÜE:@8GFIKL>L<J8 HL<ID8@J :@<EK@JK8J <<JKL. de uma forma global.<=<J8. boa governação. desmobilização e reintegração. para o que serão necessários recursos humanos provenientes de países terceiros. Severiano Teixeira. O encontro informal. Falando também na sessão de abertura deste encontro. . * D@E@JKIFJ. inovação e emprego. desenvolvimento sustentado. região cuja estabilidade é considerada de interesse estratégico comum pela actual presidência portuguesa da UE. entre os quais a Líbia. pelo que a cooperação com os países daquela região em assuntos de Segurança e Defesa é cada vez mais importante.FJ). afirmou que a Europa precisa urgentemente de acelerar o passo ao nível da investigação e desenvolvimento científico. que se realiza em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro. A presidência portuguesa defende que os 27 devem continuar a apoiar. O actual diálogo UE-África incide. sobre paz e segurança. os parceiros africanos. Deste modo. Janez Potocnik. de forma coordenada. Discursando na abertura da Conferência de Alto Nível sobre o Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa. presidido pelo ministro da Defesa português. uma taxa que nos Estados Unidos é actualmente de sete por cento. gestão e resolução de conflitos. o comissário europeu da Ciência e da Investigação. democracia. Estado de direito e respeito pelos direitos humanos. temas que serão aprofundados na próxima cimeira entre os chefes de Estado e de Governo dos 27 e dos países africanos. Esta é uma meta que Mariano Gago considera necessária ao cumprimento das três grandes linhas de prioridade da presidência portuguesa da União Europeia para a Ciência e a Tecnologia: recursos humanos mais qualificados e maior investimento público e privado em investigação.8EK<J O ministro da Ciência e da Tecnologia anunciou no dia 8 de Outubro a ambição de aumentar em cinco por cento o fluxo de entrada na Europa de cientistas e estudantes de todo o mundo durante a próxima década.

“Aquisição de Nacionalidade” e “Anti-discriminação”. No entanto. Noruega e Suíça) e coloca Portugal em segundo lugar. “A segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores migrantes correspondem já às melhores práticas na UE”. O MIPEX corresponde ao mais completo estudo comparativo das medidas relativas à integração de imigrantes em 28 países (25 Estados-membros da União Europeia. lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas. Aqui se referem algumas das razões para a boa qualificação de Portugal neste índice: Acesso ao Mercado de Trabalho Após um anoou menos de trabalho no nosso país.2% entendem que os migrantes devem ser capazes de adquirirem facilmente a nacionalidade portuguesa. O estudo teve em consideração 140 indicadores em cinco áreas fundamentais para a integração dos imigrantes: Acesso ao mercado de trabalho. Países Baixos (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo. logo a seguir à Suécia. Outro factor relevante tem a ver com a segurança que a legislação portuguesa confere a uma família reagrupada. Medidas de combate à discriminação Em matéria de combate à discriminação. Pedro Silva Pereira destacou o trabalho feito pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e a Lei da Nacionalidade.+ + .<@EK<>I8xÂF D@G<O:FCF:8GFIKL>8C <DJ<>LE. acesso à nacionalidade e medidas de combate ao racismo e à discriminação. que Portugal alcançou as melhores práticas tanto nas definições e conceitos como nos domínios de aplicação. Se estes possuírem um plano de negócios viável podem mesmo começar uma actividade comercial. “Residência de Longa Duração”. com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: “Acesso ao Mercado de Trabalho”. segurança social e assistência social. seguido da Bélgica (69 pontos). ocupando todos o segundo lugar entre os 28 países do MIPEX. No topo deste estudo surge a Suécia. Os pontos mais destacados nas políticas portuguesas dizem respeito ao acesso ao mercado de trabalho.3%) e no direito ao reagrupamento familiar (72. participação política. Também os direitos associados destes familiares são considerados boas práticas neste estudo: “Os familiares têm direitos iguais aos do seu reagrupante na aceitação de um emprego e na obtenção de acesso à educação. colocando-a em 2º lugar após a Itália. refere o documento. no que diz respeito às melhores práticas no âmbito das políticas de integração de imigrantes.. Segundo o relatório.” Reagrupamento Familiar A elegibilidade para o reagrupamento familiar em Portugal corresponde às melhores práticas. reagrupamento familiar. Canadá.acime. “Participação Política”. Portugal surge num segundo lugar destacado.pdf 9@%EFM<D9IF%'.” O MIPEX e o ACIDI O MIPEX é um trabalho realizado por um consórcio de organizações europeias. ao reagrupamento familiar e às medidas de combate à discriminação. Sobre as medidas adoptadas por Portugal que mais terão contribuído para o segundo lugar no ranking. embora o número significativo de um em cada dez não tenha opinião formada. os imigrantes adquirem a possibilidade de aceitarem a maioria dos empregos.2%).GFCàK@:8J. chegando assim a criar o seu próprio emprego. Seis em cada dez portugueses pensam que a diversidade é uma riqueza.F CL>8I No dia 16 de Outubro. “Reagrupamento Familiar”. a Fundação Calouste Gulbenkian e o British Council Portugal promoveram o lançamento europeu do MIPEX: Migrant Integration Policy Index. com 67 pontos). o Ministro da Presidência. com 79 pontos.pt/docs/Eventos/MIPEX_2007. a par do Canadá e da Suécia. Dados sobre a Opinião Pública Relativamente aos dados sobre a opinião pública.gov. tal como os cidadãos comunitários. Portugal criou um quadro jurídico para a integração composto por políticas favoráveis e pelas melhores práticas. o MIPEX considera Este estudo está disponível na Internet em: www. segundo o estudo “os portugueses são dos que mais apoiam a igualdade nos direitos sociais dos migrantes (69. 45.

seria bom que nenhuma tentação populista cometesse o erro irresponsável e perigoso de ameaçar esse consenso fundamental. certamente com algum esforço.<@D@>I8xÂF Não há volta a dar: esta avaliação das políticas portuguesas para a integração dos imigrantes constitui um reconhecimento internacional do trabalho feito. Pedro Silva Pereira. Suíça e Canadá). invista mais. honrando a nossa tradição humanista: uma nova e mais justa lei da nacionalidade. aliás. o Ministro da Presidência. Elaborado por peritos do British Council e do Migration Policy Group. A vontade de relativizar foi tanta que o jornal ‘Público’ conseguiu dizer. Vale a pena reflectir no significado deste excelente resultado. conjugada com o esforço dos próprios imigrantes. uma nova e mais equilibrada lei de imigração. acredito que essa experiência. a mais ambiciosa 3ª Geração do Programa Escolhas. que procede a uma avaliação independente das políticas de integração dos imigrantes em 28 países (os 25 Estados-membros da UE. ao mesmo tempo que reforça a credibilidade da presidência portuguesa da UE na sua proposta de uma política europeia de imigração que.9F8JGIÝK@:8J E8GFCàK@:8. Desta avaliação internacional comparada resultou a elaboração de um «ranking» por países onde Portugal surge num notável 2º lugar (logo atrás da Suécia). em parceria com investigadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Sheffield. Noruega. assim que foi conhecida esta boa posição de Portugal multiplicaram-se as advertências destinadas a relativizar o resultado obtido: ou porque o estudo considera mais a lei do que a prática. os centros nacionais e a rede crescente de centros locais de apoio ao imigrante (CNAI e CLAI). e com o apoio da Comissão Europeia e da Fundação Calouste Gulbenkian. felizmente. as mais amplas condições de acesso dos imigrantes ao abono de família e aos direitos sociais. na realidade. recentemente adoptado pelo Governo e que definiu 122 medidas adicionais. além de promover o controlo dos fluxos migratórios e de reforçar a cooperação com os países de origem. A posição de Portugal no «ranking» agora divulgado constitui um acrescido estímulo para esse trabalho. Portugal foi considerado nesse parâmetro o 3º melhor entre os 28 países considerados.” . como ficou bem patente na Assembleia da República na votação muito expressiva das propostas do Governo para as novas leis da nacionalidade e da imigração. Num artigo publicado no jornal “Expresso” de 20 de Outubro.lugar estivéssemos no 22º lugar deste «ranking» isso seria sinal de que. todo o trabalho do agora reforçado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI). ou ainda porque. este estudo analisa aprofundadamente diversas áreas da política. só o primeiro classificado é que se aproveita. a promoção efectiva do reagrupamento familiar. Que estamos bem cientes dos problemas que ainda subsistem prova-o o Plano para a Integração dos Imigrantes. Apesar do que se ouviu nos últimos dias. a valorização da participação cívica dos imigrantes e do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). muito mais. concretas e calendarizadas. ou porque deixa de fora a situação dos imigrantes ilegais. ajuda a explicar o largo consenso que tem marcado o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. um enérgico e criativo combate à burocracia. Um consenso alargado que é social mas que. Pela minha parte. que na área da ‘aquisição da nacionalidade’ Portugal obteve um dos seus “piores” resultados. os portugueses sofreram na pele a luta pelo reconhecimento dos seus direitos. quando. na linha. das várias referências positivas para Portugal que têm surgido nos relatórios da OCDE ou nos manuais de boas práticas da Comissão Europeia. Como emigrantes. na integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento. Mas também sei que se em vez de estarmos no 1. ou porque não é grande coisa ser 2º num quadro geral ‘medíocre’. A verdade é que o dinamismo da política de integração de imigrantes desenvolvida nestes últimos anos conduziu a um conjunto de importantes iniciativas que devem ser realçadas e sobressaem nas comparações internacionais. os projectos para o ensino da língua e o combate ao abandono e ao insucesso escolar. o aumento do apoio financeiro às associações de imigrantes e às instituições particulares de solidariedade social. recorrendo a mais de 140 indicadores. Sei bem que temos ainda muitos problemas e que há muito a fazer. então sim. as frequentes acções de sensibilização da opinião pública para o combate ao racismo e à discriminação — e muito mais. destaca os resultados obtidos por Portugal na avaliação independente das políticas de integração de imigrantes. também tem sido político. teríamos muito mais trabalho pela frente! . “Foi esta semana divulgado o relatório ‘Migration Integration Policy Index’ (MIPEX). Como porventura seria de esperar no país do fado. tudo visto e ponderado.

FJ FJ@D@>I8EK<J I<M@JÂF. que contribuam para promover a saúde dos migrantes e da população em geral. que se realizam depois dos médicos atenderem os utentes inscritos nas suas listas. :FE=<IÜE:@8ÈJ8è.8. mas mesmo assim o despacho necessita de ser analisado à luz dos novos dispositivos dos cuidados primários de saúde. o ministro da Saúde lembrou que a presidência portuguesa vai reforçar a colaboração e apostar no diálogo com os parceiros do Mediterrâneo e com África. em Portugal os imigrantes têm acesso nos centros de saúde às consultas abertas. subordinada ao tema “Melhor Saúde para Todos Numa Sociedade Inclusiva”. Num sistema universal e tendencialmente gratuito. Correia de Campos referiu que em Portugal os vários estudos. destacou que a questão da imigração deve constituir um tema central na agenda política europeia. lembrando que os temas das migrações e da saúde constarão da agenda quer da Conferência EUROMED. marcou uma das principais iniciativas da presidência portuguesa dos 27 na área da Saúde e teve como principal objectivo elaborar recomendações para a adopção de instrumentos de política comuns. em Novembro.. em Dezembro.<<D@>I8xÃ<JÉÆ@  D<C?FI<J:L@. Correia de Campos afirmou que desde 2001 não existem barreiras legais de acesso aos cuidados de saúde. Nesse sentido. O Governo vai rever o despacho que permite o acesso legal de imigrantes indocumentados aos cuidados de saúde para adaptá-lo à realidade das Unidades de Saúde Familiar (USF). “People on the Move: Human Rights and Challenges for Heath Care Systems”. Por sua vez.<G8I8KF. Por ocasião da conferência Saúde e Migrações na União Europeia. o ministro da Saúde português.FJ@D@>I8EK<J A conferência “Saúde e Migrações”. segundo anunciou no dia 28 de Setembro o Ministro da Saúde. defendeu melhores cuidados de saúde para os imigrantes que vivem nos Estados-membros da União Europeia. Correia de Campos adiantou ainda que no mês de Novembro realizar-se-ão duas conferências neste domínio na Eslováquia. efectuados no passado. quer da Cimeira com África. 9@%EFM<D9IF%'. Markos Kyprianou. O ministro sublinhou a existência de unidades móveis que prestam serviços em alguns bairros habitados por imigrantes. nomeadamente a criação de Unidades de Saúde Familiar. Na sua intervenção.< .+ - . uma vez que é indissociável de alguns dos maiores desafios que hoje se colocam à UE: o desafio do desenvolvimento e do crescimento. o comissário europeu da Saúde.<JG8:?F JF9I<F8:<JJFÁJ8è.F.FJ . nomeadamente a conferência “Saúde e Migrações na UE” e a VIII Conferência de Ministros da Saúde dos Países do Conselho da Europa. António Correia de Campos.<J8è. o desafio demográfico e da sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social e o desafio da coesão social e do diálogo intercultural. são insuficientes e colocou a hipótese de num futuro inquérito nacional de saúde ser analisado mais cuidadosamente o tipo de problemas de saúde da população migrante. incluindo aqueles que se encontrem em situação irregular.

identifica boas práticas desenvolvidas um pouco por toda a Europa na área da saúde e das migrações e inclui cinco exemplos portugueses. O estudo. académicos e profissionais de saúde. funciona como uma rede de apoio a imigrantes na área da saúde. deve-se ao facto de nesta zona residir um número significativo de imigrantes. O relatório destaca ainda o trabalho dos Centros Nacionais de Apoio à Integração de Imigrantes. A conclusão resulta de um estudo efectuado no Hospital Fernando Fonseca. meiro número da revista “Migrações”. que decorreu entre Junho de 2002 e Dezembro de 2005.< <8EÂF. divulgado a propósito do Congresso Saúde e Migrações. criados em 2004 para facilitar o contacto dos imigrantes com a Administração Pública e outros serviços de apoio. no sentido de contrariar práticas e atitudes discriminatórias e de contribuir para alterar e eliminar estereótipos contrários à igualdade de oportunidades. :FCäHL@F 8JI<C@>@Ã<J#8. a diversidade e a não discriminação” foram o ponto de partida para um colóquio que se realizou no dia 19 de Outubro na Fundação Mário Soares. entre outros. sendo de 7. é outro exemplo português mencionado no relatório. Um projecto que visa promover a saúde sexual e o planeamento familiar de imigrantes residentes no Algarve foi um de cinco programas portugueses apontados no relatório “Boas Práticas em saúde e Migrações na União Europeia”.8. A escolha do hospital que serve os concelhos da Amadora e Sintra. detecta diferenças resultantes da fragilidade socio-económica deste segmento populacional.FJ:FDF9F8JGIÝK@:8J O relatório. pelo menos um dos pais é de nacionalidade estrangeira.<<D@>I8xÃ<J$@@@ :E8@<EKI<FJGIFA<:KFJGFIKL>L<J<J :@K8.<Q A fragilidade dos imigrantes a nível socio-económico reflecte-se nos cuidados de saúde materna e infantil.9I<M<J :FE=<IÜE:@8J8è.@M<IJ@. divulgado no final de Setembro. publicado no pri- . em que participou o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra. <JKL. O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Imigração e Saúde (GIS) é outro exemplo de boas práticas. Outro projecto mencionado no documento sobre boas práticas na saúde e migrações é a intervenção comunitária no Casal da Mira. do Observatório da Imigração do ACIDI.<D8K<IE8<@E=8EK@C @D@>I8EK<J:FII<DD8@JI@J:FJE8>I8M@. Um outro aspecto realçado pelo estudo. . o que se reflecte na vigilância tardia da gravidez e no acompanhamento pós-parto. fundada em Maio de 2006. o colóquio terminou com um jantar/tertúlia que se propôs analisar e debater a promoção dos direitos e o respeito pela diversidade. O estudo refere que a necessidade de proporcionar mecanismos de suporte a estas populações é mais importante ainda do que o aumento do investimento em cuidados diferenciados. que durante meio ano analisou cerca de dois mil partos. referido pelo Jornal de Notícias no final de Setembro.1 por mil casos nos filhos de imigrantes. no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia. Esta associação independente que congrega.1 por mil entre os cidadãos portugueses. A mortalidade ocorrida durante o parto ou nas primeiras semanas de vida foi de 13.FJF9I<J8è. Organizada pela Coordenação Nacional da Estrutura de Missão deste Ano Europeu em Portugal. em Lisboa.@J:I@D@E8xÂF “As religiões. com predominância de países lusófonos. desenvolvida pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável. é o facto de 29% das famílias imigrantes não terem sido identificadas nas listas dos centros de saúde dos dois concelhos. O projecto de Reconhecimento de Qualificações de Médicos Imigrantes. no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. Foram identificadas 32 nacionalidades. que resultou numa parceria do Serviço Jesuíta aos Refugiados com a Fundação Calouste Gulbenkian. a Associação de Unidos de Cabo Verde e o Centro de Saúde da Venda Nova. Em 43% dos partos realizados na unidade.

que perdeu a sua razão de ser com o fim da Guerra Fria. na década de 60. havia 72 correspondentes da imprensa internacional em Nairobi. devido ao desenvolvimento espectacular deste continente. pretendendo dar a conhecer a história da nação francesa e o contributo dos estrangeiros. abriu em Serralves com o painel “Uma relação histórica e geográfica incontornável”. que deveriam ter merecido a mobilização da opinião pública internacional. Para Boutros-Ghali. Um cartaz com uma fotografia de duas mulheres e crianças portuguesas a chegarem a uma estação de comboio francesa. incluir. mas agora a Igreja Católica quer inverter este fenómeno que retirou muitos crentes daquela etnia do culto tradicional. membro do Conselho Científico e de Orientação da CNHI. Salientou ainda que África sofreu nos últimos 50 anos cinco grandes decepções e desilusões: O sonho da união total do continente e os projectos da Organização da Unidade Africana (OUA) para um mercado comum africano. a comunidade cigana foi alvo de avanços de outras igrejas e seitas. acrescentou. O Bispo de Beja referiu que. inaugurado no dia 10 de Outubro em Paris. referiu que o Museu vai ter uma exposição permanente sobre os duzentos anos da presença dos imigrantes em França. e que portanto evangelizar é também acolher. a conferência internacional “Europa-África: uma estratégia comum?”. Boutros-Ghali defendeu que o maior perigo que ameaça África é o seu isolamento e a falta de atenção por parte da comunidade internacional. é necessário encontrar caminhos de modo a que o povo cigano também sinta que a Igreja é também a sua casa. Assim. a ajuda internacional cada vez mais reduzida. imagens. e o antigo secretário-geral da ONU. ao passo que actualmente não há mais de quatro. mais grave ainda é a transferência de África para a Ásia das atenções. Para o ex-secretário-geral da ONU. os grandes desafios actuais de África são a adopção de um novo Plano Marshall. em especial da China e da Índia. em 1976. O presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF). O português Manuel Dias. é uma visão histórica da presença dos imigrantes no país desde a revolução francesa até aos dias de hoje. e a entrada na sociedade da informação. O encontro. iniciaram no dia 28 de Setembro. Hermano Sanches Ruivo. Esta exposição permanente. incentivando assim a sua integração social. O antigo secretário-geral da ONU referiu que. António Vitalino.F@J:FEK@E<EK<J _`jki`X[X`d`^iXƒf O presidente da Fundação PortugalÁfrica. isso sucedeu em Portugal por falta de capacidade das estruturas da Igreja. G8JKFI8C. investimentos e interesses da comunidade internacional. segundo a instituição. permitindo às segundas e terceiras gerações conhecer a história dos pais e mostrando à sociedade francesa a história dos imigrantes em França.FJ:@>8EFJ 8<M8E><C@Q8xÂF:FDF<JKàDLCFÁ@E:CLJÂF O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade apelou no dia 5 de Outubro à Igreja católica para que invista na evangelização da comunidade cigana em Portugal. “A cooperação Europa-África face à China e aos EUA”. em parceria com a União Europeia e a China. A exposição é composta por documentos de arquivo. No decurso das Jornadas Nacionais de Informação da Pastoral dos Ciganos. Mário Soares. no Porto. D. dando como exemplos trágicos os genocídios no Ruanda e no Burundi. acrescentou. “Os caminhos da integração africana” e “O financiamento do desenvolvimento” foram os restantes temas. integrar e promover. nos anos mais recentes. que se realizaram em Fátima.:FE=<IÜE:@8EFGFIKF =I8Ex8 LD8<JKI8Ky>@8:FDLD Dlj\leXZ`feXc[X G8I8. Segundo D. objectos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros. “conhecer e reconhecer” o contributo da imigração em França. O Museu insere-se no projecto “Cidade Nacional da História da Imigração” (CNHI) e tem por objectivo. abre a exposição do Museu Nacional da História da Imigração. os conflitos inter-africanos e a opção pelo não-alinhamento. mas também porque a dispersão por todo o país dificulta a acção dos sacerdotes. organizado pela Fundação Portugal-África. Manuel Dias adiantou ainda que a CNHI vai ter no futuro exposições temporárias dedicadas às diferentes comunidades. António Vitalino afirmou que a evangelização é um valor muito forte para ajudar à inclusão destas pessoas. obras de arte. afirmou que o Museu tem uma importância fundamental. . Boutros BoutrosGhali.

pv@cm-pvarzim. CLAII da Figueira da Foz Sede do Grupo de Instrução e Sport Rua Dr. Manuel de Arriaga. Nesta ocasião. As reflexões sobre o futuro das relações entre os países da União Europeia e os países mediterrâneos já existem há bastante tempo. foi inaugurado um Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes no Concelho da Póvoa de Varzim. Maria I. o estatuto de residente. já que é ao nível local que acontece a integração.euromesco. Fax: 233 432 373 E-mail: claiifigfoz@gmail. Em estreito contacto com os Centros Nacionais e a Rede de CLAIIs.net . no Centro Cultural de Belém. a Conferência Anual da Euromesco “Uma agenda comum contra a intolerância”. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio.: 233 432 862.<M8IQ@D .com Horário: 2ª a 6ª: 15h-19h30. Jacques Huntzinger. A Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes pretende dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. políticos e universitários de diferentes países de Portugal até à Palestina. FigueiraViva – Associação de Cooperação e Solidariedade para o Desenvolvimento da Figueira da Foz e Associação de Solidariedade Social Viver em Alegria. fazendo a ponte com as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. do qual farão parte os países das margens do Mediterrâneo. o Processo de Barcelona significou um compromisso de cooperação entre estes países no âmbito das relações políticas. 1 Sáb. Sáb. estes centros funcionam como um pólo de informação ao imigrante. a rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) foi alargada com a abertura de um pólo que cobre o Concelho da Figueira da Foz. director executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Lisboa. 73 – Buarcos 3080-331 Figueira da Foz Tel. numa parceria com três instituições locais: Grupo de Instrução e Sport. a 19 de Outubro.: 10h00-12h30 CLAII da Póvoa de Varzim Casa da Juventude Rua D. A flexibilidade das fronteiras. António de Figueiredo Lopes. a participação política ou os direitos e deveres dos imigrantes foram temas tratados nos debates.: 252 619 230. confirmasse que o presidente francês.4490-538 Póvoa de Varzim Tel. tem existido todo um debate entre os que defendem a sua prevalência com modificações e os que asseguram que esse compromisso está já obsoleto.F@JEFMFJ:C8@@EFDÜJ. Mais informação na Internet em: www. Esta conferência anual de Euromesco contou com a participação de investigadores. em Lisboa. Nicolas Sarkozy. afirmando que “os imigrantes são pontes de ligação pelo diálogo com os povos de origem”. Alguns dos conferencistas lembraram que cada vez se torna mais habitual encontrar lado a lado países que são em simultâneo de emigração e de imigração.<FLKL9IF No dia 15 de Outubro. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público alvo. Nos últimos anos. Especialistas de diferentes países da União Europeia e do outro lado do Mediterrâneo debateram a questão da importância do papel dos imigrantes nas relações euro-mediterrâneas.9I<M<J =@>L<@I8. Em 1995. na presença do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. por mês: 10h30-13h00 <LIFD<J:F)''. Finlândia ou Egipto. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. A conferência serviu também para que o embaixador de França. 56 . encerrou a conferência com uma mensagem positiva. passando por Marrocos. económicas e sociais.8=FQ<GäMF8. Fax: 252 683 218 E-mail: gaie. o ACIDI e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim assinaram um Protocolo de Cooperação.pt Horário: 2ª a 6ª: 10h00-16h30. CLK8I:FEKI88@EKFC<IÛE:@8 No passado mês de Outubro teve lugar. tem a intenção de criar uma nova instituição designada União Mediterrânea. Quatro dias mais tarde.

vem revelando uma tendência de acentuado crescimento. Portugal adoptou em Junho em Conselho de Ministros o Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos. este primeiro plano tem como áreas estratégicas de intervenção o conhecimento do fenómeno e a disseminação de informação. aprovada no âmbito da presidência portuguesa. Pedro Felício. O vice-presidente da Comissão Europeia Franco Frattini. embora se esforce para erradicá-lo. A conferência decorreu nos dias 8 e 9 de Outubro no edifício da Alfândega no Porto e contou com a presença de peritos das áreas da Igualdade de Género. como demonstra o actual número de detidos por este crime. Portugal serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos para o combate a este flagelo. Violência de Género e Tráfico de Seres Humanos. numa videoconferência transmitida na sessão de abertura do encontro. identificação. em particular. Na declaração lida na Alfândega do Porto pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.. tendo-se tornado necessário incrementar um modelo pró-activo ao nível das estratégias e mecanismos de prevenção. defendeu “tolerância zero” para os traficantes de seres humanos que actuam em todo o Mundo e protecção total para as vítimas. em parceria com o Conselho de Europa. nas diversas formas de explora- ção que assume. Em vigor até 2010. O tráfico de seres humanos. esta analise não é partilhada pelo coordenador de Investigação Criminal da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ (DCCB). que prevê a criação de programas especiais de segurança às potenciais testemunhas e seus familiares. Os Estados-membros são convidados igualmente a acelerar a transposição para os seus ordenamentos jurídicos internos das normas comunitárias sobre a incriminação do tráfico de seres humanos. o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) promoveu uma sessão de enquadramento e apresentação da experiência portuguesa e lançou a campanha de sensibilização “Não estás à venda”. que afirmou que a eficácia das autoridades portuguesas é. O responsável referiu que até Junho deste ano já tinham sido detidos trinta traficantes de seres humanos e treze encontram-se em prisão preventiva. Jorge Lacão. a prevenção.+ (' .KIÝ=@:F. de apoio às vítimas desta realidade que afecta em especial mulheres e crianças. exortam-se também os países europeus a criar linhas telefónicas de emergência com um número comum. A “Declaração do Porto” sobre Tráfico de Seres Humanos e Género. :XdgXe_X[\j\ej`Y`c`qXƒf[fJ<= No dia em que se comemorou o Dia Europeu de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos. em alguns casos. a protecção e a repressão dos crimes 9@%EFM<D9IF%'. De acordo com o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007”. publicado no passado mês de Junho pelo Governo dos Estados Unidos (EUA). superior a alguns países comunitários.<J<I<J?LD8EFJ LdXgfcˆk`ZX [\kfc\ieZ`Xq\if A Presidência da União Europeia organizou em Outubro uma conferência sobre a importância da adopção de uma estratégia de coordenação e de responsabilidade partilhada contra o tráfico de seres humanos. 18 de Outubro. exorta os estados europeus a criar unidades especiais articuladas de investigação e combate ao tráfico a esse tipo de crime. combate e. No entanto. que permitam às potenciais vítimas receberem apoio e informação imediata.

a desvantagem e a limitação das oportunidades a que determinado grupo nacional se encontra sujeito podem. Por outro. nos mesmos sistemas funcionais. Por um lado. No que diz respeito aos casos de desadequação entre as qualificações e as profissões exercidas. SEF. Sem informação não se podem construir políticas e. Por um lado. Em paralelo. Os casos de inserção laboral no segmento primário geram uma inclusão social genericamente não problemática. os quais produzem efeitos. que já possuem informação pertinente. as quais deveriam ser dirigidas de forma indiferenciada (mas personalizada) a todos os imigrantes. no momento de acolhimento dos imigrantes em território nacional ou ao longo do seu percurso educativo. a internacionalização das empresas portuguesas implicou a vinda para Portugal de um número significativo de quadros qualificados. O obstáculo principal decorre do não tratamento de variáveis importantes pelas instituições do Estado português (ex. a sociedade e o mercado de trabalho (isto é.\jZfe_\Z`[fj\jlYXgifm\`kX[fj G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j Desde o final dos anos 90. Com efeito. a capacidade de os imigrantes qualificados participarem nos diferentes sistemas funcionais da sociedade portuguesa encontra-se condicionada pela forma desigual como o Estado. Como remédios para doenças futuras. como é sabido. Também aqui se poderá aplicar a “lei de Murphy” que. IEFP ou INE). pedem-se estratégias para as políticas de bolsas de estudo e de enquadramento dos estudantes estrangeiros. o sistema político. Engenheiros. Portugal atraiu imigrantes cuja inserção veio a ocorrer no segmento secundário do mercado de trabalho. um brain waste para Portugal. o aumento da qualificação dos recursos humanos estrangeiros disponíveis e a imigração independente implicou que a base de recrutamento potencial se tenha alargado exponencialmente. seguramente. a imigração altamente qualificada em Portugal alterou-se significativamente sem que a empiria cientifica ou as politicas migratórias o tenham reflectido. A diversidade das experiências sentidas por imigrantes que partilham níveis de qualificação semelhantes constitui-se como uma dificuldade para o desenvolvimento de medidas de (( auxílio à integração. que possuíam elevadas qualificações académicas mas desempenhavam funções desqualificadas. sem politicas estrategicamente orientadas. Importa. tem também de ser melhorada. como sempre. afirma que algo (um acontecimento ou processo) terá um resultado negativo se lhe for dada uma oportunidade para tal. porém. Mas a recolha de informação. Temos necessidade de mais estudos e de mais dados sobre este fenómeno.FJ . duas situações distintas tiveram lugar. obtido um grau académico. sobre o seu relacionamento com a sociedade.  F G @E@ÂF @D@>I8EK<J8CK8D<EK<HL8C@=@:8. em todos os casos em que a ocupação alcançada não corresponda à qualificação obtida (e são muitos). através do seu progressivo processamento nos respectivos sistemas funcionais. Portugal apoia a graduação de milhares de indivíduos de origem estrangeira. não poderá Portugal rentabilizar um capital humano de que carece enormemente. O potencial deste tipo de imigrantes para o desenvolvimento do país é desmesurado mas. em especial os que têm origem na Europa de Leste e os originários dos PALOP. São várias as dimensões que necessitam de ser realçadas. só se traduzirá numa contribuição real se as políticas migratórias forem especificamente desenhadas tendo em vista o seu aproveitamento. A evolução da imigração qualificada e a sua inserção na sociedade portuguesa constitui o resultado de processos complexos. muitos dos quais. esta limitação marca um processo que se caracteriza pela propensão para o reforço sucessivo da divergência com a sociedade de acolhimento. Em alguns grupos. decidem não regressar aos seus países. quer sobre a inclusão dos imigrantes no mercado de trabalho quer. conhecer as especialidades ou especializações dos imigrantes para que seja possível estabelecer planos pessoais de inserção no mercado de trabalho que se adequem a esses perfis profissionais. de diversos grupos nacionais. um não brain gain para os seus países de origem que nada lucram com o acréscimo de capital humano. médicos ou enfermeiros a trabalhar com betoneiras ou com baldes e esfregonas não são um exemplo de aproveitamento de Recursos Humanos. impõe-se uma igualdade de tratamento no que diz respeito à origem geográfica ou disciplinar das formações obtidas. Por outro. Uma opção que acarreta consequências. No que diz respeito à sua inserção no segmento primário do mercado de trabalho. o sistema social e o sistema económico) constrangem as opções de participação dos cidadãos. é de esperar uma inclusão social mais contingente. . de uma forma geral. Ou seja. tornar-se-á. nomeadamente. conduzir a ainda mais desigualdades e ausências de opções. O caso de muitos imigrantes do Leste da Europa. exigemse alternativas aos custosos programas de reconhecimento de habilitações. Complementarmente. um clássico do brain waste a nível mundial.

É necessário também. muito para além dos grandes centros urbanos. o reforço realizando em termos do trabalho em rede das várias estruturas. presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). o Professor Jorge Malheiros. o ACIDI promoveu o Encontro “Integração de Proximidade – um Desafio para as Autarquias”. fazendo a ponte entre as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. o Ministro referiu. Este evento abriu o encontro da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) – com 67 Centros espalhados por todo o país – que decorreu no mesmo local nos dias 1. através dos CLAII. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. referindo que não basta aumentar a quantidade de CLAII. nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração. sendo essa a prioridade do ACIDI. Este Encontro. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio.. o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais e com as autarquias.+ () . D`e`jkif[XGi\j`[†eZ`X I\jgfe[\iXfj[\jX]`fj[fXZfc_`d\ekf Na sua intervenção em Leiria.um desafio para as autarquias”. 2 e 3 de Outubro.<E: FEK IF :C 8 @ @ <eZfekif[fj:C8@@\dC\`i`X I\]fiƒXiX@ek\^iXƒf[\Gifo`d`[X[\ Com o objectivo de aprofundar o trabalho realizado pelos Centros Locais de Apoio à Integração dos Imigrantes (CLAII) e atendendo à importância que as autarquias têm na integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. com um rosto humano e próximo do imigrante. em Leiria. acrescentou. Isabel Damasceno. promovendo trabalhos articulados junto das comunidades. que pretendeu ser um espaço de reflexão. Neste encontro. o Ministro da Presidência recordou que Portugal precisa de saber que vive hoje uma realidade nova. Pedro Silva Pereira referiu a necessidade de aumento da rede de estruturas de integração. e contou com as intervenções do Ministro da Presidência. partilhas de experiências e troca de informações. apostar na qualidade do serviço prestado. Nesse sentido. como resposta à dispersão dos imigrantes por todo o território nacional. Falando para uma assistência composta por diversos autarcas e mediadores dos CLAII provenientes de todos os pontos do país. para além do aumento de pontos de atendimento. Presente no encontro. constituem um pólo de informação ao imigrante. os autarcas são particularmente sensíveis às questões da integração. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público-alvo. já que os imigrantes bem integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento. durante o encontro “Integração de Proximidade . bem como de um perito na matéria. salientou. garantiu a abertura das autarquias para o reforço desse trabalho de parceria. teve lugar no dia 1 de Outubro. do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e da Presidente da Câmara Municipal de Leiria (em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses). 9@%EFM<D9IF%'. O programa integrou um momento de debate aberto à participação dos autarcas. Em estreito contacto com os Centros Nacionais. como forma de conhecer melhor os desafios que se colocam ao nível local e as experiências já realizadas em diferentes concelhos do país. promovendo acções em rede. A autarca referiu que. Os CLAII pretendem ser uma resposta local articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. num país que se transformou numa sociedade de acolhimento para imigrantes das mais diversas proveniências.

. o que faz com que essa troca de experiências seja uma aprendizagem muito grande para todos.8  F G @ E @ Â F  . e também que se trabalharmos juntos conseguimos um resultado superior. estamos muito afastados do Centro Nacional. as mesmas dificuldades. Para o futuro. via e-mail. Bombarral e pelo Núcleo de Apoio ao Imigrante de Peniche. com as novas leis da Nacionalidade e da Imigração. a Lei da Nacionalidade e o Plano para a Integração dos Imigrantes. e permite aprender coisas novas relacionadas com a Lei da Imigração. um encontro como este é sempre um recarregar de baterias. Sentimos necessidade de avançar com um programa de formação. Há necessidades muito diferentes consoante o distrito onde cada pessoa está. De resto. em Julho. a trocar experiências. Leoter Viegas CLAII dos Açores O tema da nossa apresentação foi o Clube de Emprego. é importante saber como é que as coisas funcionam no terreno. tentando atingir como público-alvo os professores e alguns funcionários dos serviços públicos. com os mesmos problemas. um projecto do CLAII dos Açores em que o objectivo é fazer um confronto entre a procura e a oferta de emprego. gostaria que tivesse existido um espaço para perguntas e casos práticos. Este encontro anual é de extrema importância. e assim este espaço serve para nós repararmos que temos funções comuns. talvez valesse a pena dividir os grupos para tornar as formações mais específicas. e é bom trocarmos impressões todos juntos. Tânia Guerreiro CLAII de Odemira Nós abrimos o CLAII recentemente. com os CLAII’s a aumentar. sobretudo em relação à nova Lei da Imigração e à Lei da Nacionalidade. três temas muito importantes para o nosso trabalho do dia a dia nos CLAII’s. porque os CLAII’s estão habituados a trabalhar de uma forma muito individualizada. tanto quanto à Lei da Imigração como quanto à Lei da Nacionalidade. por parte dos imigrantes e por parte das empresas. Ana Rita Prieto CLAII do Bombarral Viemos fazer a apresentação de uma boa prática. A esse respeito. porque ajuda-nos a conhecer os nossos colegas. o tema de que todos os CLAII’s mais tinham necessidade de ouvir falar. no sentido de juntar todas as pessoas e permitir que elas se conhecessem. um ciclo formativo organizado pelos CLAII do Oeste: Lourinhã. Os aspectos informais de construção de uma rede eram um outro objectivo também importante. “Formar para Integrar”. F J  G 8 I K @ : @ G 8 E K < J (* Jorge Cardoso Gabinete de Coordenação CLAII Como objectivos essenciais. Para além disso. de modo a saber quem eram as pessoas por trás de uma voz ao telefone ou do e-mail. e portanto a grande mais valia de um encontro deste tipo é basicamente a troca de experiências e também a apresentação das boas práticas. A grande mais valia de um encontro deste tipo é a possibilidade de todos nos conhecermos e nos visualizarmos. procurei absorver ao máximo a informação apresentada pelos nossos colegas do ACIDI. tínhamos definido para este encontro o aspecto formativo. Para além disso. sobretudo por parte dos CLAII’s que estão já em funcionamento há vários anos. Óbidos. Estamos muito afastados dos outros colegas. porque muitas vezes temos contactos via telefone. Foi muito importante que cada um partilhasse com os outros aquilo que faz e isso tornou o encontro muito útil em termos de motivação Olga Dias Ferreira CLAII de Leiria Creio que este encontro valeu principalmente pelo tratamento da Lei da Imigração. para além de procurar esclarecer dúvidas quanto à nova Lei da Imigração. Cadaval. Joana Morais Castro CNAI Porto Um aspecto muito importante neste encontro anual foi a aposta na formação dos CLAII.

mas que têm a ver também com um dever que deve ser promovido pelo próprio Estado. representantes das comunidades imigrantes.. Osvaldo de Castro. (. que é o dever de (+ . e quando discutimos isso é preciso ter essa ponderação. que têm direito à cidade e têm por isso direito à participação política em termos totais.) O exercício dos direitos políticos corresponde.. Pedro Silva Pereira.) Ana Drago Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (. Direitos. não entendemos porquê restringir a capacidade eleitoral às autarquias locais.. a cumprimento de deveres.. AX`d\>XdX Gi\j`[\ek\[X8jj\dYc\`X [XI\g’Yc`ZX %%%  ?fa\# X 8jj\dYc\`X [X I\g’Yc`ZX XYi`l$j\ X ldX j\jjfgXicXd\ekXiZfdfj`d`^iXek\j\dGfikl^Xc#\ \l \jg\if hl\ ef ]lklif# kf[fj fj Xefj# ef `eˆZ`f [X j\jjf c\^`jcXk`mX# Xjj`d XZfek\ƒX# gfihl\ k\dfj e\$ Z\jj`[X[\ [\ flm`i fj j\lj gfekfj [\ m`jkX# [`jZlk`i \i\Õ\Zk`iZfd\c\jXhl`cfhl\_fa\„ld[fj^iXe[\j k\dXj [\ XZklXc`[X[\ gXiX X \cXYfiXƒf [Xj efjjXj d\[`[Xjc\^`jcXk`mXj#gXiXX]fidlcXƒf[XjefjjXjgf$ cˆk`ZXj~\jZXcX[XLe`f<lifg\`X\kXdY„d[fgfekf [\m`jkX[Xj^iXe[\jfi^Xe`qXƒ‘\j`ek\ieXZ`feX`j%%%% 9@%EFM<D9IF%'.) É exactamente porque os imigrantes vivem nas nossas cidades. Os Verdes gostariam que fosse neste sentido que aqui vou referir: Em primeiro lugar. Jaime Gama. realizou-se no dia 24 de Setembro uma Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração na Sala do Senado da Assembleia da República. designadamente a Assembleia da República e o Parlamento Europeu (. contando com um leque alargado de participantes. Para além de um excerto da intervenção do Presidente da Assembleia da República.) Creio que era o momento de a democracia portuguesa dar um salto qualitativo. Entre estas....) Face ao reconhecimento imperativo que todas as forças políticas dão aos imigrantes que estão connosco a desenvolver este país. destacam-se o Presidente da Assembleia da República. o Ministro da Presidência. (.... escalonando a participação política e de voto em autarquias. que residem em Portugal (. Gostava ainda de dizer que é preciso ser ambicioso e não apenas alargar os direitos ou as condições de reciprocidade.. Liberdades e Garantias.. o ex-Comissário Europeu António Vitorino e o ex-Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte. (. (. Assembleia da República.) Não faz sentido. académicos. o Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural.) Nuno Magalhães Grupo Parlamentar do Partido Popular (. na perspectiva dos Verdes.) Deveres que não são só legais. Parlamento Europeu. era forçoso que a articulação constitucional fosse de uma vez por todas alterada. membros da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e um conjunto de personalidades com uma experiência privilegiada para contribuir para o aprofundamento desta reflexão. ou seja. Esta sessão foi dedicada ao tema da participação política dos imigrantes na sociedade de acolhimento. cheia de excepcionalidades dos direitos de reciprocidade. eleger e ser eleitos e participar de corpo inteiro nesta nossa sociedade. não somos favoráveis à reciprocidade. face a esta fase da discussão.+ Heloísa Apolónia Grupo Parlamentar Os Verdes (. fazem as nossas cidades. capacidade eleitoral passiva e activa. Rui Marques. Era fundamental que esta rede de excepcionalidades fosse quebrada e fosse de facto instaurado o princípio da participação política por completo... entre os quais representantes dos diferentes grupos parlamentares. consoante os países de origem.) Entendemos que estão criadas condições na nossa sociedade de hoje para um mais amplo consenso em torno desta matéria para eliminarmos de vez este pressuposto da reciprocidade... Para além disso... Nós hoje temos uma malha de difícil compreensão.) não possam ser cidadãos de corpo inteiro. Existem outros órgãos representativos dos cidadãos. como todos os direitos.: F: 8@ 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX :F:8@[\YXk\gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j Numa iniciativa conjunta do Presidente da Assembleia da República e do ACIDI.. (. que as pessoas que trabalham... qualificar-se e responder àquilo que são as transformações das últimas décadas. publicam-se excertos das intervenções dos representantes dos vários grupos parlamentares sobre as suas posições acerca da participação política dos imigrantes.

Terá de ser [uma maioria de] dois terços para a revisão desse instituto. (.integração efectiva na sociedade que se pretende alterar. (. Quanto ao direito de voto nas legislativas. concordo com essa defesa da reciprocidade mas creio que esse conceito pode. nomeadamente as suas obrigações legais. em defesa dos portugueses residentes nos outros Estados.. A reciprocidade teve a sua razão histórica. não como princípio absoluto. e que foi expressa na última revisão constitucional.. Importa assim questionar igualmente se os limites impostos actualmente pela lei – a questão da reciprocidade e a limitação às eleições autárquicas deste mesmo princípio – continuam a fazer sentido. darmos o nosso contributo.. em sede de revisão constitucional. que cumprem genericamente as suas obrigações para com o país em que residem.... E portanto há que criar novas abordagens deste princípio da reciprocidade.. enquanto estivermos nesta fase.. e os direitos devem ser. Mas.) Celeste Correia Grupo Parlamentar do Partido Socialista (. do voto.) Pedro Quartim Graça Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (. neste momento o que posso dizer é que não tomámos ainda nenhuma posição concreta sobre isso. como tudo na vida. creio que o que vale a pena é procurarmos encontrar passos seguros que permitam que haja um consenso cada vez mais alargado entre os vários partidos políticos de que é importante alargar os direitos políticos dos imigrantes. que a este nível a exigência de reciprocidade deveria deixar de ser feita em termos constitucionais. ao ser actualizado.) contem com o PS para.. (. Consideramos que. Já se deram alguns passos e é importante dar outros. Portanto.. do partido a que pertenço. Este é o meu ponto de vista. relativos.) porque depois quando se chegasse ao plenário da Assembleia da República a realidade seria outra. mas creio que o tempo agora é outro.) Quanto à questão da reciprocidade. para ser correcta. Digo isto de forma clara.. não posso dizer qual a posição do Grupo Parlamentar do PS sobre este preceito porque que ainda não foi tomada. mas também. de um sentimento que existe objectivamente e que não seja fictício. como todos os princípios devem ser. E.) Não temos qualquer dúvida. É uma ideia que está a fazer o seu caminho e muitos dirigentes do PS têm tomado posições individuais. E. (. é uma ideia que está a fazer a sua caminhada mas. nessa medida. (.. (. desresponsabilizando-os de responsabilidades solidárias que deveriam caber a todos.. actualmente. e a lei eleitoral deve poder regular livremente o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos imigrantes. deve ser ao mesmo tempo interpretado e entendido de forma proporcional... em que se pretende participar. e a perpetuar-se uma situação deste tipo estaríamos a criar cidadãos que viveriam à margem da sociedade.) O CDS defende o princípio da reciprocidade... (.) A primeira pergunta que se coloca é precisamente a de saber se consideramos social e politicamente defensável manter um crescente e relevante número de cidadãos imigrantes. A nossa ideia é que não podemos ficar dependentes de outros Estados para tomarmos decisões aqui em Portugal relativamente à defesa da coesão social. esta situação não é politicamente sustentável..) . devem ser fixadas condições cujo cumprimento efectivo por parte dos imigrantes possibilite a referida atribuição de direitos políticos mais alargados.. através.) Consideramos contudo importante a existência de critérios e uma efectiva ligação entre os imigrantes e a sociedade de acolhimento..) Creio que não vale muito a pena cada um de nós afirmar que é favorável à plenitude de direitos políticos para todos os imigrantes (.) António Filipe Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (. ser actualizado. (.... e que tem de ser o resultado de uma vontade que existe objectivamente. e foi já uma proposta que apresentámos nas últimas revisões constitucionais. sem que lhes confiramos a possibilidade de participarem de uma forma mais activa nessa mesma sociedade.. e aqui exprimo também uma opinião colectiva. nomeadamente. Numa visão pessoal. Isto no que se refere ao nível local.

não se faz apenas através do acesso à nacionalidade. ou seja. por ano. Esta definição é importante. tratava-se de encontrar um modelo de cidadania tão amplo quanto possível mas que não tocasse naquela área. costumes. ensino. em que temos identidades sobrepostas e cada um de nós faz a síntese pessoal e intransmissível dessas identidades. Portanto. temos questões atinentes à igualdade de oportunidades. E o problema central é o problema de inclusão no sentido político e cultural. Essa é visão clássica e a posição dominante. mas não é sempre este o caso. elas não resolvem o problema central. o sentimento de pertença que é indissociável do sentimento de apropriação do sistema. e porque é que a questão do acesso à nacionalidade é uma questão. Há países. que se coloca a terceira dificuldade: Porque é que é preciso fazer a pedagogia de que a questão dos direitos políticos é uma alavanca para o sucesso da integração. este tipo de violência é completamente injustificada. e hoje ainda é extremamente diminuto. a primeira linha de dificuldade é a da pedagogia... acedem à nacionalidade francesa entre 150 a 300 mil imigrantes. Daí o conceito de cidadania cívica. Estas discrepâncias na legislação nacional no acesso à nacionalidade criam discriminações entre as várias comunidades imigrantes no contexto europeu na perspectiva da definição de um estatuto de cidadania.. o número de acesso era praticamente zero. no contexto europeu. que proporcionasse não só o reconhecimento do estatuto jurídico dos imigrantes. em alguns casos. é explicar porque é que este debate não pode ficar refém do debate do acesso à nacionalidade. 9@%EFM<D9IF%'.+ Ki†jhl\jk‘\jZ\ekiX`jjfYi\[`i\`kfjgfcˆk`Zfj %%%  ?} ki†j hl\jk‘\j Z\ekiX`j hl\ \o`^\d fgƒ‘\j ZcXiXj% <d gi`d\`if cl^Xi# fj [`i\`kfj gfcˆk`ZfjR[fj`d`^iXek\jTj`^e`]`ZXdf[`i\`kf[\\c\^\i\[\j\i\c\`kf%<dgi`eZˆg`f#ef_} [`i\`kfjgfcˆk`ZfjXd\`fZXd`e_f%<dj\^le[fcl^Xi#`dg‘\df[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%Ef _}[`i\`kfjgfcˆk`Zfjj\d[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%8k\iZ\`iXhl\jkf„Xhl\jkf[Xi\Z`gifZ`$ [X[\%8:fejk`kl`ƒfGfikl^l\jX]XcX[\i\Z`gifZ`[X[\ef8ik`^f(. em média. de decidir os destinos da comunidade. E esse estatuto não pode ser alcançado pela via da nacionalidade. Como a nível europeu não era possível definir direitos políticos. Nesse sentido. do sentimento de ter uma voz. o acesso à nacionalidade é uma violência cultural. um complexo de direitos e de deveres para os imigrantes.%<jkflgif]le[Xd\ek\ Zfem\eZ`[f[\hl\_fa\Xi\Z`gifZ`[X[\a}ef]Xqj\ek`[f%Á„gfZX#X`[\`X[Xi\Z`gifZ`[X[\ \iXldX`[\`XYXj\X[XeXji\cXƒ‘\j\eki\<jkX[fj%<jkXm`jf\jk}lckiXgXjjX[X#gfihl\_fa\ Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfjefgf[\]`ZXii\]„d[\ldXhl\jkf[`gcfd}k`ZX[\i\cXƒf \eki\<jkX[fj%?fa\#Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfj„ldXhl\jkf\jj\eZ`Xc[XZf\jf[X efjjXgigi`XjfZ`\[X[\%%%% isto é. e uma visão que além do mais. a aquisição de uma nova nacionalidade obriga à renúncia da nacionalidade de origem. no mundo global em que vivemos. sociais e culturais. mas também potenciasse a sua integração na sociedade de acolhimento. sociais e culturais. condiciona muito as políticas e sublinha grandes discrepâncias entre os vários países europeus em matéria de acesso à nacionalidade. saúde. de alguma forma. isto é. e a questão do reconhecimento de uma cidadania plena é outra questão.. Na Alemanha. É uma visão errada.. que têm na sua tradição histórica a aceitação da dupla nacionalidade.. a aquisição da nacionalidade portuguesa não implica a perda da nacionalidade de origem. um estatuto de direitos e obrigações.)É preciso convencer os portugueses de que o direito à participação política dos imigrantes é um jogo de soma positiva para todos os participantes na comunidade portuguesa. incluindo os direitos políticos. Tudo isso envolve um conceito amplo de cidadania cívica mas não toca a questão dos direitos políticos. até há cinco anos atrás. Acresce que. E é aqui. e. portanto. há que explicar porque é que o acesso a uma cidadania plena. como Portugal. etc. habitação.(. sobretudo direitos económicos.) Sendo importantes as questões dos direitos económicos. mercado de trabalho. na medida em que penso que parte do caminho se faz através da definição de um estatuto europeu de direitos e obrigações dos imigrantes nas sociedades europeias de acolhimento. como é evidente.: F: 8@ @ek\im\eƒf[\8eke`fM`kfi`efef:F:8@ È8gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j„ldaf^f [\jfdXgfj`k`mXÉ (.. Em França.) (- . Há uma segunda dificuldade. comum a todos os países europeus. porque é matéria excluída da competência da União Europeia. Há muito tempo que defendo a teoria da “cidadania cívica”. Nesse sentido.. práticas administrativas. Em alguns casos. à luz dos direitos económicos sociais e culturais? (. e temos por outro lado questões mais complexas de integração em matéria de língua. Manifestamente. de pertenças múltiplas.

se calhar. Parece um termo tão simples. os seus apelos. porque tem bastante conteúdo e faz-nos reflectir. sem sequer ser consultada para construir aquilo que possa ser o acolhimento.. (. mas há realmente muita gente à margem. mas que talvez representem muitos milhares que nasceram aqui e que contribuem de alguma maneira para este país.) Assim como cada um de nós é único. não só enquanto indivíduos. Hoje houve uma iniciativa importante. as suas preocupações. . porque eu sou realmente uma descendente de imigrantes e o meu filho terá sempre isso como uma riqueza cultural. a partilhar. Que o lessem e o oferecessem alguém.) Este livro é uma pequena amostra. mas cada um de nós tem. as expectativas dos jovens que escreveram este livro. que pela primeira vez falaram na primeira pessoa como protagonistas da construção do seu lugar na sociedade portuguesa. lido por poucos e oferecidos por alguns. (. co-autores do livro que aqui se apresenta.. e depois a outra pessoa. mas também enquanto sociedade. Com o livro em vossas mãos. Isabel Cunha Há precisamente um ano e quatro meses. A obra surgiu na sequência do apoio que a Assembleia da República quis prestar ao debate sobre imigração. (.. Éramos apenas doze. se é verdade que ninguém oferece o que não gosta. e quero que as pessoas escutem os anseios. porque estão mais famintos.) O mais interessante neste livro foi encontrar estes trajectos todos e perceber que todos podem ter uma opinião. e que a conjugação dessas opiniões pode levar a que algo seja realmente feito. quando o Programa Escolhas e o ACIDI convidaram estes doze autores para que apresentassem uma comunicação sobre a sua experiência e o seu olhar em relação ao lugar que têm na sociedade portuguesa. ou porque não estão.. termos de que não gosto. e a outra… Porque.. ler e guardá-lo de seguida. e os co-autores do livro em questão. e a tornar este um dos best-sellers do nosso país. estiveram presentes o Ministro da Presidência. (. disponibilizado o espaço do seu novo auditório no dia 24 de Maio de 2006. as suas angústias. ou ler e oferecê-lo a alguém. que teve como anfitrião o Presidente da Assembleia da República. algo para transmitir. Jaime Gama. E o mais importante é transmitir (. Pedro Silva Pereira. numa situação privilegiada. Rui Marques. Nuno Santos (. o lançamento do livro “Descendentes de imigrantes: um lugar na sociedade portuguesa. Anabela Rodrigues Este é um livro leve. as necessidades. na Biblioteca Parlamentar.. no dia 24 de Maio de 2006 os doze descendentes de imigrantes. como nós estamos.. colocamos também um pouco das nossas vidas. à sua maneira. Na cerimónia de apresentação. Tem-se falado muito em acolhimento.. Trata-se de uma obra colectiva de um conjunto de doze autores. e que alguns deles ainda gritam mais violentamente e mais alto.\jZ\e[\ek\j[\`d`^iXek\j C`mifXgi\j\ekX[feX 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX No dia 24 de Setembro. isso significaria que valeu a pena. após a reunião do COCAI na Assembleia da República. mesmo que folheado por muitos. tem poucas páginas. teve lugar.) que existem os descendentes de imigrantes... os seus desejos e expectativas. E com ele só têm três hipóteses: folhear e guardar numa das prateleiras da estante das vossas casas.. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. mas é um livro muito pesado de conteúdos. Partindo do princípio que nenhum de vós optará pela primeira hipótese eu gostaria que optassem pela terceira. descendentes de imigrantes ou jovens imigrantes de nacionalidade portuguesa. (.. tendo três deles tomado a palavra..) As nossas histórias de vida são muito diferentes umas das outras. estiveram reunidos neste mesmo local para partilhar as suas experiências de vida. este livro traz consigo a unicidade de cada um dos autores.. Tem histórias de muitas pessoas.. Muitas vezes tivemos discussões sobre a segunda e terceira geração.) Convido-os a ler. que são pequenas amostras dos outros jovens que não tiveram oportunidade de escrever um livro. E é nesta multiplicidade de histórias de vida que me encontro e encontro o outro. mas espero que através dele se possa olhar mais profundamente para aquilo que é a situação sócio-económica dos restantes descendentes e imigrantes em Portugal.

temos tido três prioridades do de contribuir para que haja um maior consenso em torno fundamentais: defender os interesses dos cidadãos estrangeidas questões da imigração. contribuir para a criação de um clima favoque numa perspectiva nacional a comunicação social trata rável à integração. por outro lado. presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA).+ (/ . Ainda há uma outra dade a um trabalho que foi feito com sacrifício e com muito actuação que é de pressão junto dos órgãos de decisão no espírito de entrega por muitos dirigentes associativos. aqui”. desconstruindo algumas imagens que as extraordinariamente mal as questões migratórias. defende a integração e a igualEstou convencido de que na Região Autónoma dos Açores dade de oportunidades entre as pessoas. ACIDI. o Clube de Emlugares para uma vida melhor. Açores e em Setúbal. emitido todos os sábados na RDP-Açores. A PERCIP neste Os projectos da AIPA têm tido recentemente alguma visibimomento é resultado dos dois fóruns que se realizaram nos lidade na imprensa. ser um fenómeno muito recente perÈEXI\^`f8lkefdX[fj8ƒfi\j Temos feito parcerias que nos permimite-nos perceber aquilo que correu k\dfjZfe[`ƒ‘\j\jg\Z`X`jgXiX tem uma actuação mais sustentada. O termos de integração da população importante é a partilha dos objectivos imigrante. açoriana conhece muito bem a quesA existência do Centro Local de Apoio tão da imigração.. acima de tudo. creio que a própria sociedade gXiZ\i`Xj\[\Xgf`fjÉ dos. tomou posse em Setembro como coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP). Todos ganham em ter as pessoas integrataforma. o facto de que norteiam a nossa actuação. no sentiDesde a criação da AIPA. ter espaços onde os imigrantes A vida dos imigrantes nos Açores é diferente da que têm os possam obter informações. temos vindo a compreender que mentos que são fundamentais e reflectem aquilo que as assoas actividades das associações têm a ganhar com o facto de ciações pensam sobre a questão da imigração nas suas várias terem alguma visibilidade. no sentido de Èye\Z\jj}i`fhl\XjXjjfZ`Xƒ‘\j cipal de Ponta Delgada e de Angra de trabalharmos em conjunto. através do nosso programa de rádio “ O mundo neira. mas faz todo o sentido a sua divulgação. nas suas associações trabalham em prol da integração dos cidadãos imigrantes na sociedade portuguesa. elegeu como uma das prioridades a promoção de um debate alargado sobre a participação política dos cidadãos estrangeiros.<EKI<M@ JK8 GXlcfD\e[\j Èygi\Z`jfhl\fj`d`^iXek\j k\e_XdldXmfqXZk`mX eXjfZ`\[X[\gfikl^l\jXÉ Paulo Mendes. e. dos quais destaco o BES/Açores. Por um lado. seminários e Nós não estamos a começar do zero. Para o mandato que iniciou. Estamos a dar continuiactividades culturais com regularidade. Entendemos que em primeiro lugar estão as acções e as AIPA? iniciativas.. Obviamente. os órgãos foram eleitos. Daí termos no nosso temos condições especiais para sermos um laboratório em seio pessoas de várias proveniências. onde conseguimos fazer aprovar docuAo longo da nossa existência. Que avatemos o suplemento mensal “ Rumos Cruzados”. mal em outras paragens. desde a primeira hora. Um seque isso dá uma sensibilidade maior. Temos actualmente 44 associações aderentes à plaaos seus objectivo. e penso prego e a Bolsa de Habitação têm funcionado bem. Apesar disso. Quais têm sido os principais objectivos e actividades da das. Um outro liação faz do trabalho em conjunto das associações? nível de acção é a realização de conferências. `ek\^iXƒf[XgfglcXƒf`d`^iXek\É Regional das Comunidades. pessoas têm e veiculando a vertente positiva do fenómeno da imigração. Nesta mesma lógica e numa parceria com o jornal “Açoriano Oriental” É desde há pouco tempo coordenador da PERCIP. mantendo-se evidentemente fieis vertentes. acho ros nos Açores. que sentido de alterar legislação e aplicá-la convenientemente. mas também j\idfjldcXYfiXki`f\dk\idfj[\ com as entidades públicas (Direcção porque houve. que ainda gundo nível de actuação é a sensibilização e a transmissão de existem problemas e não se pode ficar à sombra da banaboas práticas. pessoalmente. Instituto uma abertura muito grande as autoride Acção Social. da procura de outros ao Imigrante (CLAI). em 2003. a todos os níveis. Por outro j\aXddX`jgifXZk`mXjeXYljZX[\ Heroísmo) mas também com os privalado. A AIPA surge assim como uma asimigrantes do Continente? sociação que. a comissão coordenadora 9@%EFM<D9IF%'.. Câmara Munidades.

a “casa” da democracia portuguesa. alguns partidos têm uma perspectiva muito concreta. No entanto. (0 . qual foi o significado da recente reunião do COCAI na Assembleia da República? Foi absolutamente marcante. de uma forma muito sustentada.'' Z`[X[fj \jkiXe^\`ifj i\j`[\ek\j ef 8ihl`g„cX^f# ZfeZ\ekiX[fj ]le[Xd\ekXc$ d\ek\eXj`c_Xj[\J%D`^l\c#=X`Xc\K\iZ\`iX%LdXgXik\ j`^e`]`ZXk`mXkiXYXc_XeX}i\X[XZfejkilƒfZ`m`c\i\jkXl$ iXƒf% social. a PERCIP elegeu como uma das prioridades colocar na agenda política a questão da participação política dos cidadãos estrangeiros em Portugal. sobretudo. e não só os destinatários de políticas. que é um sistema que permite que todos possam dele fazer parte. O nosso compromisso é. Assim. envolvendo as autarquias e outros organismos locais e privados e fazendo o possível por não “guetizar” os apoios. a possibilidade de participar na construção de um projecto comum. foi já um avanço. e por ter sido possível ouvir as opiniões de todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República sobre a questão da participação política dos imigrantes. Essa voz tem certamente outras dimensões. É uma questão de coesão Nesse contexto.%. O facto de estarmos a discutir. Há um consenso em relação à retirada da exigência de reciprocidade da Constituição Portuguesa. aproveitando as novas tecnologias que minimizam o factor da distância. mas a participação política. os imigrantes podem e devem ser protagonistas activos. E não é desejável. não só pelos imigrantes. infelizmente. em termos do alargamento dos direitos políticos. E a PERCIP pode ser um instrumento muito importante. da forma como se discutiu este tema. com os intervenientes que estiveram envolvidos. mas os dois maiores partidos não assumiram. mas também deve haver outros mecanismos que permitam encontrar outro tipo de apoios. a vários níveis. tem um papel absolutamente fundamental. É preciso que os imigrantes tenham uma voz activa na sociedade portuguesa. Quais são actualmente os principais pontos da agenda da PERCIP? A PERCIP é o fruto de um longo percurso. Penso que ainda podemos melhorar esses instrumentos de relacionamento das associações com o Estado português. esse relacionamento do ACIDI com as associações. Penso que estamos num momento de viragem.está a funcionar e temos um relacionamento muito intenso. que irá depender obviamente daquilo que as associações querem. O ACIDI deve reforçar esse seu papel. mas hoje. qualitativa e quantitativamente. um compromisso nessa matéria. Pelo espaço onde decorreu. e estou convencido de que muito brevemente essa modificação se vai concretizar. o direito a votar e a ser eleito. GXlcfD\e[\j GXlcfD\e[\jk\d*(Xefj\eXjZ\l\d:XYfM\i[\#eX `c_X[\JXek`X^f%=f`gXiXfj8ƒfi\j\jkl[XijfZ`fcf^`X# kfieXe[f$j\ ld È`d`^iXek\ `ejlcXiÉ \eki\ [f`j Xihl`g„$ cX^fj% GXiX Xc„d [Xj XZk`m`[X[\j eX 8@G8 \ eX Zffi$ [\eXƒf [X G<I:@G# kiXYXc_X XZklXcd\ek\ ef gifa\Zkf :\ekif [\ <jkl[fj [\ <Zfefd`X Jfc`[}i`X \ `i} cXeƒXi Yi\m\d\ek\ f c`mif ÈGfek\ @ejlcXi 8kcek`ZXÉ# jfYi\ X Zfdle`[X[\ZXYf$m\i[`XeXefj8ƒfi\j% Fj`d`^iXek\jefj8ƒfi\j 8 Zfdgfj`ƒf [Xj Zfdle`[X[\j `d`^iXek\j efj 8ƒfi\j „ j\d\c_Xek\ ~ hl\ \o`jk\ \d Gfikl^Xc Zfek`e\ekXc% <d k\idfj [\ eXZ`feXc`[X[\# X dX`fi Zfdle`[X[\ „ X ZXYf$ m\i[`XeX#j\^l`[X[XYiXj`c\`iX\[XZfdle`[X[\[\c\jk\% Ef kfkXc# \o`jk\d Z\iZX [\ . É bom salientar que já foram dados passos muito significativos. É também necessário que as associações sejam mais proactivas na busca de parcerias e de apoios. Para além dos protocolos que já existem. que outros apoios poderiam ser dados às associações? Penso que é fundamental reforçar. Não podemos pedir muito às associações se elas não tiverem instrumentos e recursos adequados. contribuir para o reforço do movimento associativo migrante em Portugal. não obstante ainda persistirem alguns problemas. deixar que uma parte significativa da população portuguesa trabalhe mas não tenha nenhuma voz nessas questões. mas também pelo próprio país e pelo sistema democrático que todos defendemos. mas é preciso diversificar. com condições de reforçar. Uma outra prioridade é termos mecanismos de monitorização da aplicação de algumas medidas políticas. Pensamos que não é nada razoável que tenhamos cá pessoas que trabalham e fazem de Portugal o seu próprio país e estas não terem uma coisa básica. mais do que nunca. o movimento associativo imigrante. nem correcto.

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