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Foi apresentado recentemente, em Bruxelas e em Lisboa,
o Índex de Políticas de Integração de Imigrantes, num projecto apoiado pela Comissão Europeia. Neste estudo é feita
uma análise comparativa entre as políticas de integração
de 27 países europeus e do Canadá, considerando aspectos
tão diversos como o acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, anti-discriminação ou a participação
política.
Nesse ranking, Portugal ficou em 2º lugar, depois da Suécia
que ocupa o topo da tabela. Atrás de nós, seguem-se a
Bélgica, a Holanda, a Finlândia e o Canadá e outros vinte e
dois países. Sendo certo que não é tão habitual quanto gostaríamos estar entre os melhores, esta notícia talvez surpreenda alguns, levando os mais cépticos a pensar se não se terão
enganado. A verdade é que, no contexto europeu, ficamos
entre os três melhores exemplos de integração de imigrantes.
Mas, que lições podemos retirar deste facto?
A primeira, na definição do mérito deste resultado alcançado, passa por ter presente que este sucesso é uma vitória
colectiva. De Portugal e dos portugueses. Uma boa política
de integração de imigrantes só pode ser construída em
ambiente de largo consenso social e político, com a participação do Estado e das organizações da sociedade civil, bem
como dos cidadãos nacionais e dos imigrantes. Portugal, ao
longo dos últimos anos, tem dados passos muito significativos, quer no quadro legal, quer nas respostas operacionais,
bem como nas iniciativas de carácter local. Com persistência
e determinação, muitas pessoas – políticos, técnicos, jornalistas, dirigentes associativos... - e instituições têm feito esse
caminho. Inspirados pela ambição de acolher e integrar bem

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os imigrantes que nos procuram, alcançaram este resultado.
A vitória é deles.
A segunda lição, é que somos capazes de estar entre os
melhores. Não estamos condenados ao fatalismo de discutir
os piores lugares da tabela, entre o último e o penúltimo. Se
quisermos e nos esforçarmos, não temos nada a menos que
qualquer outro povo. A excelência está ao nosso alcance.
Basta fazer por isso.
Finalmente, a última nota é, talvez, a mais importante. É necessário ir além da alegria desta classificação. Ela não equivale à inexistência de problemas de integração dos imigrantes.
Este momento deve servir para nos incentivar a ir mais longe.
O facto de estarmos entre os melhores só aumenta a nossa
responsabilidade de melhor acolher e integrar os imigrantes.
O efectivo combate a todas as formas de discriminação e racismo, a luta contra a exploração laboral por alguns empregadores sem escrúpulos, a conquista da plena cidadania dos
imigrantes na sociedade portuguesa são alguns dos desafios
que estão presentes na sociedade portuguesa. Desafios aos
quais estamos certos de poder dar uma resposta positiva,
combatendo as injustiças e promovendo a coesão social.
Fomos capazes de o fazer no passado. Seremos capazes de o
fazer no futuro.

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presidido pelo ministro da Defesa português.8. o comissário europeu da Ciência e da Investigação. sobre paz e segurança. o objectivo da UE para a próxima década é atingir cinco por cento de crescimento anual nas entradas líquidas de cientistas e estudantes de fora da Europa.<=<J8. O encontro informal. no âmbito da presidência portuguesa. o ministro referiu que o objectivo é não apenas atrair e fixar investimento. inovação e emprego. mas essencialmente reforçar drasticamente a capacidade de competição europeia à escala mundial com investigadores e estudantes qualificados. Discursando na abertura da Conferência de Alto Nível sobre o Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa.ÜE:@8GFIKL>L<J8 HL<ID8@J :@<EK@JK8J <<JKL. Deste modo.9I<M<J LE@ÂF<LIFG<@8 GI<J@. A presidência portuguesa defende que os 27 devem continuar a apoiar.8EK<J O ministro da Ciência e da Tecnologia anunciou no dia 8 de Outubro a ambição de aumentar em cinco por cento o fluxo de entrada na Europa de cientistas e estudantes de todo o mundo durante a próxima década. Estado de direito e respeito pelos direitos humanos. * D@E@JKIFJ.FJ). foi também marcado por uma reunião com cinco países da orla Sul do Mediterrâneo. os parceiros africanos. nomeadamente através de programas no âmbito da Reforma do Sector de Segurança e na utilização de instrumentos de desarmamento. . O actual diálogo UE-África incide. de forma coordenada. uma taxa que nos Estados Unidos é actualmente de sete por cento. gestão e resolução de conflitos. de uma forma global. democracia. região cuja estabilidade é considerada de interesse estratégico comum pela actual presidência portuguesa da UE. temas que serão aprofundados na próxima cimeira entre os chefes de Estado e de Governo dos 27 e dos países africanos. desenvolvimento sustentado. Esta é uma meta que Mariano Gago considera necessária ao cumprimento das três grandes linhas de prioridade da presidência portuguesa da União Europeia para a Ciência e a Tecnologia: recursos humanos mais qualificados e maior investimento público e privado em investigação. desmobilização e reintegração. entre os quais a Líbia. pelo que a cooperação com os países daquela região em assuntos de Segurança e Defesa é cada vez mais importante.<DyMFI8 8gf`XifjgXˆj\j 8=I@:8EFJ Os ministros da Defesa da União Europeia reuniram-se no final de Setembro em Évora para discutir formas de apoiar os países africanos na criação de capacidades militares próprias de prevenção. Janez Potocnik. afirmou que a Europa precisa urgentemente de acelerar o passo ao nível da investigação e desenvolvimento científico. Lisboa considera também que a estabilidade no Mediterrâneo é de “interesse estratégico comum”. Severiano Teixeira. Falando também na sessão de abertura deste encontro. para o que serão necessários recursos humanos provenientes de países terceiros. boa governação. que se realiza em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro.

Canadá. a par do Canadá e da Suécia. chegando assim a criar o seu próprio emprego. Países Baixos (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo. os imigrantes adquirem a possibilidade de aceitarem a maioria dos empregos. o Ministro da Presidência. Medidas de combate à discriminação Em matéria de combate à discriminação. Sobre as medidas adoptadas por Portugal que mais terão contribuído para o segundo lugar no ranking. Portugal surge num segundo lugar destacado. embora o número significativo de um em cada dez não tenha opinião formada. no que diz respeito às melhores práticas no âmbito das políticas de integração de imigrantes.F CL>8I No dia 16 de Outubro. acesso à nacionalidade e medidas de combate ao racismo e à discriminação.gov. Noruega e Suíça) e coloca Portugal em segundo lugar. segundo o estudo “os portugueses são dos que mais apoiam a igualdade nos direitos sociais dos migrantes (69.” O MIPEX e o ACIDI O MIPEX é um trabalho realizado por um consórcio de organizações europeias.pdf 9@%EFM<D9IF%'. ocupando todos o segundo lugar entre os 28 países do MIPEX. O MIPEX corresponde ao mais completo estudo comparativo das medidas relativas à integração de imigrantes em 28 países (25 Estados-membros da União Europeia. Outro factor relevante tem a ver com a segurança que a legislação portuguesa confere a uma família reagrupada. “Participação Política”.GFCàK@:8J. lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas. refere o documento..<@EK<>I8xÂF D@G<O:FCF:8GFIKL>8C <DJ<>LE. Seis em cada dez portugueses pensam que a diversidade é uma riqueza. O estudo teve em consideração 140 indicadores em cinco áreas fundamentais para a integração dos imigrantes: Acesso ao mercado de trabalho. “A segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores migrantes correspondem já às melhores práticas na UE”. Aqui se referem algumas das razões para a boa qualificação de Portugal neste índice: Acesso ao Mercado de Trabalho Após um anoou menos de trabalho no nosso país. Também os direitos associados destes familiares são considerados boas práticas neste estudo: “Os familiares têm direitos iguais aos do seu reagrupante na aceitação de um emprego e na obtenção de acesso à educação. com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: “Acesso ao Mercado de Trabalho”. com 67 pontos).pt/docs/Eventos/MIPEX_2007. o MIPEX considera Este estudo está disponível na Internet em: www. reagrupamento familiar. “Reagrupamento Familiar”. logo a seguir à Suécia. Portugal criou um quadro jurídico para a integração composto por políticas favoráveis e pelas melhores práticas. colocando-a em 2º lugar após a Itália.+ + . ao reagrupamento familiar e às medidas de combate à discriminação.2% entendem que os migrantes devem ser capazes de adquirirem facilmente a nacionalidade portuguesa. “Residência de Longa Duração”.” Reagrupamento Familiar A elegibilidade para o reagrupamento familiar em Portugal corresponde às melhores práticas. Se estes possuírem um plano de negócios viável podem mesmo começar uma actividade comercial. tal como os cidadãos comunitários.acime. seguido da Bélgica (69 pontos). Segundo o relatório.3%) e no direito ao reagrupamento familiar (72. com 79 pontos. No entanto. segurança social e assistência social. “Aquisição de Nacionalidade” e “Anti-discriminação”. 45.2%). Pedro Silva Pereira destacou o trabalho feito pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e a Lei da Nacionalidade. a Fundação Calouste Gulbenkian e o British Council Portugal promoveram o lançamento europeu do MIPEX: Migrant Integration Policy Index. No topo deste estudo surge a Suécia. participação política. Dados sobre a Opinião Pública Relativamente aos dados sobre a opinião pública. Os pontos mais destacados nas políticas portuguesas dizem respeito ao acesso ao mercado de trabalho. que Portugal alcançou as melhores práticas tanto nas definições e conceitos como nos domínios de aplicação.

os projectos para o ensino da língua e o combate ao abandono e ao insucesso escolar. Elaborado por peritos do British Council e do Migration Policy Group.<@D@>I8xÂF Não há volta a dar: esta avaliação das políticas portuguesas para a integração dos imigrantes constitui um reconhecimento internacional do trabalho feito. na realidade. A posição de Portugal no «ranking» agora divulgado constitui um acrescido estímulo para esse trabalho. recorrendo a mais de 140 indicadores. e com o apoio da Comissão Europeia e da Fundação Calouste Gulbenkian. invista mais. muito mais. os portugueses sofreram na pele a luta pelo reconhecimento dos seus direitos. Suíça e Canadá). quando. teríamos muito mais trabalho pela frente! . Pedro Silva Pereira. destaca os resultados obtidos por Portugal na avaliação independente das políticas de integração de imigrantes. a mais ambiciosa 3ª Geração do Programa Escolhas. as frequentes acções de sensibilização da opinião pública para o combate ao racismo e à discriminação — e muito mais. em parceria com investigadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Sheffield. assim que foi conhecida esta boa posição de Portugal multiplicaram-se as advertências destinadas a relativizar o resultado obtido: ou porque o estudo considera mais a lei do que a prática. certamente com algum esforço.lugar estivéssemos no 22º lugar deste «ranking» isso seria sinal de que. uma nova e mais equilibrada lei de imigração. Num artigo publicado no jornal “Expresso” de 20 de Outubro. conjugada com o esforço dos próprios imigrantes. seria bom que nenhuma tentação populista cometesse o erro irresponsável e perigoso de ameaçar esse consenso fundamental. ao mesmo tempo que reforça a credibilidade da presidência portuguesa da UE na sua proposta de uma política europeia de imigração que. ajuda a explicar o largo consenso que tem marcado o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. A verdade é que o dinamismo da política de integração de imigrantes desenvolvida nestes últimos anos conduziu a um conjunto de importantes iniciativas que devem ser realçadas e sobressaem nas comparações internacionais.” . Um consenso alargado que é social mas que. A vontade de relativizar foi tanta que o jornal ‘Público’ conseguiu dizer. felizmente. na integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento. Pela minha parte. que procede a uma avaliação independente das políticas de integração dos imigrantes em 28 países (os 25 Estados-membros da UE. então sim. este estudo analisa aprofundadamente diversas áreas da política. ou porque não é grande coisa ser 2º num quadro geral ‘medíocre’. Apesar do que se ouviu nos últimos dias. o Ministro da Presidência. ou porque deixa de fora a situação dos imigrantes ilegais. recentemente adoptado pelo Governo e que definiu 122 medidas adicionais. o aumento do apoio financeiro às associações de imigrantes e às instituições particulares de solidariedade social. a promoção efectiva do reagrupamento familiar. os centros nacionais e a rede crescente de centros locais de apoio ao imigrante (CNAI e CLAI). que na área da ‘aquisição da nacionalidade’ Portugal obteve um dos seus “piores” resultados. acredito que essa experiência. só o primeiro classificado é que se aproveita. aliás. como ficou bem patente na Assembleia da República na votação muito expressiva das propostas do Governo para as novas leis da nacionalidade e da imigração. Vale a pena reflectir no significado deste excelente resultado. concretas e calendarizadas. também tem sido político. um enérgico e criativo combate à burocracia. tudo visto e ponderado. das várias referências positivas para Portugal que têm surgido nos relatórios da OCDE ou nos manuais de boas práticas da Comissão Europeia. “Foi esta semana divulgado o relatório ‘Migration Integration Policy Index’ (MIPEX). Como porventura seria de esperar no país do fado. além de promover o controlo dos fluxos migratórios e de reforçar a cooperação com os países de origem. honrando a nossa tradição humanista: uma nova e mais justa lei da nacionalidade. todo o trabalho do agora reforçado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI). as mais amplas condições de acesso dos imigrantes ao abono de família e aos direitos sociais. Mas também sei que se em vez de estarmos no 1. na linha.9F8JGIÝK@:8J E8GFCàK@:8. Sei bem que temos ainda muitos problemas e que há muito a fazer. a valorização da participação cívica dos imigrantes e do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). Desta avaliação internacional comparada resultou a elaboração de um «ranking» por países onde Portugal surge num notável 2º lugar (logo atrás da Suécia). Como emigrantes. Noruega. Portugal foi considerado nesse parâmetro o 3º melhor entre os 28 países considerados. ou ainda porque. Que estamos bem cientes dos problemas que ainda subsistem prova-o o Plano para a Integração dos Imigrantes.

o desafio demográfico e da sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social e o desafio da coesão social e do diálogo intercultural. O ministro sublinhou a existência de unidades móveis que prestam serviços em alguns bairros habitados por imigrantes. subordinada ao tema “Melhor Saúde para Todos Numa Sociedade Inclusiva”. 9@%EFM<D9IF%'. Por sua vez.FJ FJ@D@>I8EK<J I<M@JÂF. nomeadamente a conferência “Saúde e Migrações na UE” e a VIII Conferência de Ministros da Saúde dos Países do Conselho da Europa.<<D@>I8xÃ<JÉÆ@  D<C?FI<J:L@. quer da Cimeira com África. “People on the Move: Human Rights and Challenges for Heath Care Systems”. são insuficientes e colocou a hipótese de num futuro inquérito nacional de saúde ser analisado mais cuidadosamente o tipo de problemas de saúde da população migrante. marcou uma das principais iniciativas da presidência portuguesa dos 27 na área da Saúde e teve como principal objectivo elaborar recomendações para a adopção de instrumentos de política comuns. O Governo vai rever o despacho que permite o acesso legal de imigrantes indocumentados aos cuidados de saúde para adaptá-lo à realidade das Unidades de Saúde Familiar (USF). nomeadamente a criação de Unidades de Saúde Familiar. o ministro da Saúde português. Correia de Campos referiu que em Portugal os vários estudos. que se realizam depois dos médicos atenderem os utentes inscritos nas suas listas. destacou que a questão da imigração deve constituir um tema central na agenda política europeia.FJ@D@>I8EK<J A conferência “Saúde e Migrações”.<G8I8KF.<JG8:?F JF9I<F8:<JJFÁJ8è.FJ . Num sistema universal e tendencialmente gratuito. efectuados no passado. Correia de Campos afirmou que desde 2001 não existem barreiras legais de acesso aos cuidados de saúde. :FE=<IÜE:@8ÈJ8è.. em Novembro. uma vez que é indissociável de alguns dos maiores desafios que hoje se colocam à UE: o desafio do desenvolvimento e do crescimento. em Dezembro. Na sua intervenção. o ministro da Saúde lembrou que a presidência portuguesa vai reforçar a colaboração e apostar no diálogo com os parceiros do Mediterrâneo e com África. Markos Kyprianou. mas mesmo assim o despacho necessita de ser analisado à luz dos novos dispositivos dos cuidados primários de saúde.< .8.<J8è. em Portugal os imigrantes têm acesso nos centros de saúde às consultas abertas. incluindo aqueles que se encontrem em situação irregular. segundo anunciou no dia 28 de Setembro o Ministro da Saúde.+ - . António Correia de Campos. o comissário europeu da Saúde. Por ocasião da conferência Saúde e Migrações na União Europeia. Correia de Campos adiantou ainda que no mês de Novembro realizar-se-ão duas conferências neste domínio na Eslováquia. defendeu melhores cuidados de saúde para os imigrantes que vivem nos Estados-membros da União Europeia.F. lembrando que os temas das migrações e da saúde constarão da agenda quer da Conferência EUROMED. que contribuam para promover a saúde dos migrantes e da população em geral. Nesse sentido.

funciona como uma rede de apoio a imigrantes na área da saúde. O projecto de Reconhecimento de Qualificações de Médicos Imigrantes. :FCäHL@F 8JI<C@>@Ã<J#8. que decorreu entre Junho de 2002 e Dezembro de 2005.@M<IJ@. pelo menos um dos pais é de nacionalidade estrangeira. fundada em Maio de 2006.<Q A fragilidade dos imigrantes a nível socio-económico reflecte-se nos cuidados de saúde materna e infantil. detecta diferenças resultantes da fragilidade socio-económica deste segmento populacional. a diversidade e a não discriminação” foram o ponto de partida para um colóquio que se realizou no dia 19 de Outubro na Fundação Mário Soares. criados em 2004 para facilitar o contacto dos imigrantes com a Administração Pública e outros serviços de apoio. Um projecto que visa promover a saúde sexual e o planeamento familiar de imigrantes residentes no Algarve foi um de cinco programas portugueses apontados no relatório “Boas Práticas em saúde e Migrações na União Europeia”. deve-se ao facto de nesta zona residir um número significativo de imigrantes. divulgado no final de Setembro. com predominância de países lusófonos. O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Imigração e Saúde (GIS) é outro exemplo de boas práticas.@J:I@D@E8xÂF “As religiões.< <8EÂF. entre outros. divulgado a propósito do Congresso Saúde e Migrações. o que se reflecte na vigilância tardia da gravidez e no acompanhamento pós-parto. Outro projecto mencionado no documento sobre boas práticas na saúde e migrações é a intervenção comunitária no Casal da Mira. A conclusão resulta de um estudo efectuado no Hospital Fernando Fonseca. desenvolvida pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável. é outro exemplo português mencionado no relatório. meiro número da revista “Migrações”. O estudo refere que a necessidade de proporcionar mecanismos de suporte a estas populações é mais importante ainda do que o aumento do investimento em cuidados diferenciados. no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia. que durante meio ano analisou cerca de dois mil partos.9I<M<J :FE=<IÜE:@8J8è. A escolha do hospital que serve os concelhos da Amadora e Sintra. académicos e profissionais de saúde. <JKL. O relatório destaca ainda o trabalho dos Centros Nacionais de Apoio à Integração de Imigrantes. Um outro aspecto realçado pelo estudo. em Lisboa. em que participou o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra.1 por mil entre os cidadãos portugueses. no sentido de contrariar práticas e atitudes discriminatórias e de contribuir para alterar e eliminar estereótipos contrários à igualdade de oportunidades. Em 43% dos partos realizados na unidade.FJ:FDF9F8JGIÝK@:8J O relatório. .<<D@>I8xÃ<J$@@@ :E8@<EKI<FJGIFA<:KFJGFIKL>L<J<J :@K8. no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. a Associação de Unidos de Cabo Verde e o Centro de Saúde da Venda Nova. identifica boas práticas desenvolvidas um pouco por toda a Europa na área da saúde e das migrações e inclui cinco exemplos portugueses. o colóquio terminou com um jantar/tertúlia que se propôs analisar e debater a promoção dos direitos e o respeito pela diversidade.<D8K<IE8<@E=8EK@C @D@>I8EK<J:FII<DD8@JI@J:FJE8>I8M@.8. é o facto de 29% das famílias imigrantes não terem sido identificadas nas listas dos centros de saúde dos dois concelhos.FJF9I<J8è. Organizada pela Coordenação Nacional da Estrutura de Missão deste Ano Europeu em Portugal.1 por mil casos nos filhos de imigrantes. A mortalidade ocorrida durante o parto ou nas primeiras semanas de vida foi de 13. que resultou numa parceria do Serviço Jesuíta aos Refugiados com a Fundação Calouste Gulbenkian. publicado no pri- . Esta associação independente que congrega. referido pelo Jornal de Notícias no final de Setembro. Foram identificadas 32 nacionalidades. O estudo. sendo de 7. do Observatório da Imigração do ACIDI.

pretendendo dar a conhecer a história da nação francesa e o contributo dos estrangeiros. em especial da China e da Índia. em 1976. mas também porque a dispersão por todo o país dificulta a acção dos sacerdotes. D. membro do Conselho Científico e de Orientação da CNHI. afirmou que o Museu tem uma importância fundamental. António Vitalino afirmou que a evangelização é um valor muito forte para ajudar à inclusão destas pessoas. incluir. abriu em Serralves com o painel “Uma relação histórica e geográfica incontornável”. a conferência internacional “Europa-África: uma estratégia comum?”. devido ao desenvolvimento espectacular deste continente. mas agora a Igreja Católica quer inverter este fenómeno que retirou muitos crentes daquela etnia do culto tradicional. em parceria com a União Europeia e a China. que se realizaram em Fátima. é necessário encontrar caminhos de modo a que o povo cigano também sinta que a Igreja é também a sua casa. e que portanto evangelizar é também acolher. acrescentou. havia 72 correspondentes da imprensa internacional em Nairobi. Assim. Hermano Sanches Ruivo. O antigo secretário-geral da ONU referiu que. Para Boutros-Ghali. inaugurado no dia 10 de Outubro em Paris. António Vitalino.FJ:@>8EFJ 8<M8E><C@Q8xÂF:FDF<JKàDLCFÁ@E:CLJÂF O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade apelou no dia 5 de Outubro à Igreja católica para que invista na evangelização da comunidade cigana em Portugal. “conhecer e reconhecer” o contributo da imigração em França. imagens. . os grandes desafios actuais de África são a adopção de um novo Plano Marshall. na década de 60. no Porto. iniciaram no dia 28 de Setembro. a comunidade cigana foi alvo de avanços de outras igrejas e seitas. organizado pela Fundação Portugal-África. é uma visão histórica da presença dos imigrantes no país desde a revolução francesa até aos dias de hoje. O português Manuel Dias. dando como exemplos trágicos os genocídios no Ruanda e no Burundi. que perdeu a sua razão de ser com o fim da Guerra Fria. os conflitos inter-africanos e a opção pelo não-alinhamento. “A cooperação Europa-África face à China e aos EUA”. a ajuda internacional cada vez mais reduzida.F@J:FEK@E<EK<J _`jki`X[X`d`^iXƒf O presidente da Fundação PortugalÁfrica. No decurso das Jornadas Nacionais de Informação da Pastoral dos Ciganos. que deveriam ter merecido a mobilização da opinião pública internacional. obras de arte. O presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF). Um cartaz com uma fotografia de duas mulheres e crianças portuguesas a chegarem a uma estação de comboio francesa. G8JKFI8C. A exposição é composta por documentos de arquivo. O Bispo de Beja referiu que. Boutros BoutrosGhali. “Os caminhos da integração africana” e “O financiamento do desenvolvimento” foram os restantes temas. referiu que o Museu vai ter uma exposição permanente sobre os duzentos anos da presença dos imigrantes em França. Mário Soares. Boutros-Ghali defendeu que o maior perigo que ameaça África é o seu isolamento e a falta de atenção por parte da comunidade internacional. e o antigo secretário-geral da ONU. Segundo D. e a entrada na sociedade da informação. permitindo às segundas e terceiras gerações conhecer a história dos pais e mostrando à sociedade francesa a história dos imigrantes em França. Esta exposição permanente. acrescentou. ao passo que actualmente não há mais de quatro. Salientou ainda que África sofreu nos últimos 50 anos cinco grandes decepções e desilusões: O sonho da união total do continente e os projectos da Organização da Unidade Africana (OUA) para um mercado comum africano. objectos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros. O encontro. nos anos mais recentes. investimentos e interesses da comunidade internacional. integrar e promover. O Museu insere-se no projecto “Cidade Nacional da História da Imigração” (CNHI) e tem por objectivo. abre a exposição do Museu Nacional da História da Imigração. segundo a instituição.:FE=<IÜE:@8EFGFIKF =I8Ex8 LD8<JKI8Ky>@8:FDLD Dlj\leXZ`feXc[X G8I8. incentivando assim a sua integração social. isso sucedeu em Portugal por falta de capacidade das estruturas da Igreja. Para o ex-secretário-geral da ONU. mais grave ainda é a transferência de África para a Ásia das atenções. Manuel Dias adiantou ainda que a CNHI vai ter no futuro exposições temporárias dedicadas às diferentes comunidades.

Jacques Huntzinger. director executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Lisboa. A conferência serviu também para que o embaixador de França. Nos últimos anos. António de Figueiredo Lopes.F@JEFMFJ:C8@@EFDÜJ. o estatuto de residente. As reflexões sobre o futuro das relações entre os países da União Europeia e os países mediterrâneos já existem há bastante tempo. confirmasse que o presidente francês. tem a intenção de criar uma nova instituição designada União Mediterrânea. a participação política ou os direitos e deveres dos imigrantes foram temas tratados nos debates. CLAII da Figueira da Foz Sede do Grupo de Instrução e Sport Rua Dr.8=FQ<GäMF8. a Conferência Anual da Euromesco “Uma agenda comum contra a intolerância”. afirmando que “os imigrantes são pontes de ligação pelo diálogo com os povos de origem”. tem existido todo um debate entre os que defendem a sua prevalência com modificações e os que asseguram que esse compromisso está já obsoleto. Quatro dias mais tarde.com Horário: 2ª a 6ª: 15h-19h30. A flexibilidade das fronteiras. no Centro Cultural de Belém. políticos e universitários de diferentes países de Portugal até à Palestina. Manuel de Arriaga. a 19 de Outubro.9I<M<J =@>L<@I8. estes centros funcionam como um pólo de informação ao imigrante. Alguns dos conferencistas lembraram que cada vez se torna mais habitual encontrar lado a lado países que são em simultâneo de emigração e de imigração. do qual farão parte os países das margens do Mediterrâneo. o ACIDI e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim assinaram um Protocolo de Cooperação. 56 . Esta conferência anual de Euromesco contou com a participação de investigadores.: 233 432 862. Maria I. em Lisboa.<M8IQ@D . na presença do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. passando por Marrocos.net .<FLKL9IF No dia 15 de Outubro. a rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) foi alargada com a abertura de um pólo que cobre o Concelho da Figueira da Foz. Nicolas Sarkozy.: 10h00-12h30 CLAII da Póvoa de Varzim Casa da Juventude Rua D. CLK8I:FEKI88@EKFC<IÛE:@8 No passado mês de Outubro teve lugar. Em estreito contacto com os Centros Nacionais e a Rede de CLAIIs.pv@cm-pvarzim. Mais informação na Internet em: www.euromesco. por mês: 10h30-13h00 <LIFD<J:F)''. Finlândia ou Egipto. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público alvo. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. encerrou a conferência com uma mensagem positiva. 73 – Buarcos 3080-331 Figueira da Foz Tel. FigueiraViva – Associação de Cooperação e Solidariedade para o Desenvolvimento da Figueira da Foz e Associação de Solidariedade Social Viver em Alegria.: 252 619 230.4490-538 Póvoa de Varzim Tel. A Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes pretende dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. 1 Sáb. Sáb. Em 1995. Especialistas de diferentes países da União Europeia e do outro lado do Mediterrâneo debateram a questão da importância do papel dos imigrantes nas relações euro-mediterrâneas. Nesta ocasião. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. já que é ao nível local que acontece a integração. fazendo a ponte com as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. económicas e sociais.pt Horário: 2ª a 6ª: 10h00-16h30. numa parceria com três instituições locais: Grupo de Instrução e Sport. foi inaugurado um Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes no Concelho da Póvoa de Varzim. Fax: 233 432 373 E-mail: claiifigfoz@gmail. o Processo de Barcelona significou um compromisso de cooperação entre estes países no âmbito das relações políticas. Fax: 252 683 218 E-mail: gaie.

publicado no passado mês de Junho pelo Governo dos Estados Unidos (EUA). em particular. Portugal adoptou em Junho em Conselho de Ministros o Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos. O vice-presidente da Comissão Europeia Franco Frattini. Na declaração lida na Alfândega do Porto pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. No entanto. :XdgXe_X[\j\ej`Y`c`qXƒf[fJ<= No dia em que se comemorou o Dia Europeu de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos. De acordo com o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007”. superior a alguns países comunitários. de apoio às vítimas desta realidade que afecta em especial mulheres e crianças. Em vigor até 2010.. numa videoconferência transmitida na sessão de abertura do encontro. defendeu “tolerância zero” para os traficantes de seres humanos que actuam em todo o Mundo e protecção total para as vítimas. a prevenção. esta analise não é partilhada pelo coordenador de Investigação Criminal da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ (DCCB).KIÝ=@:F. exortam-se também os países europeus a criar linhas telefónicas de emergência com um número comum. combate e. que permitam às potenciais vítimas receberem apoio e informação imediata. o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) promoveu uma sessão de enquadramento e apresentação da experiência portuguesa e lançou a campanha de sensibilização “Não estás à venda”. a protecção e a repressão dos crimes 9@%EFM<D9IF%'. Os Estados-membros são convidados igualmente a acelerar a transposição para os seus ordenamentos jurídicos internos das normas comunitárias sobre a incriminação do tráfico de seres humanos.+ (' . Violência de Género e Tráfico de Seres Humanos. que prevê a criação de programas especiais de segurança às potenciais testemunhas e seus familiares. em parceria com o Conselho de Europa. Portugal serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos para o combate a este flagelo. este primeiro plano tem como áreas estratégicas de intervenção o conhecimento do fenómeno e a disseminação de informação. que afirmou que a eficácia das autoridades portuguesas é. aprovada no âmbito da presidência portuguesa. A conferência decorreu nos dias 8 e 9 de Outubro no edifício da Alfândega no Porto e contou com a presença de peritos das áreas da Igualdade de Género. vem revelando uma tendência de acentuado crescimento. como demonstra o actual número de detidos por este crime. nas diversas formas de explora- ção que assume. 18 de Outubro. Jorge Lacão.<J<I<J?LD8EFJ LdXgfcˆk`ZX [\kfc\ieZ`Xq\if A Presidência da União Europeia organizou em Outubro uma conferência sobre a importância da adopção de uma estratégia de coordenação e de responsabilidade partilhada contra o tráfico de seres humanos. exorta os estados europeus a criar unidades especiais articuladas de investigação e combate ao tráfico a esse tipo de crime. O tráfico de seres humanos. em alguns casos. tendo-se tornado necessário incrementar um modelo pró-activo ao nível das estratégias e mecanismos de prevenção. A “Declaração do Porto” sobre Tráfico de Seres Humanos e Género. Pedro Felício. O responsável referiu que até Junho deste ano já tinham sido detidos trinta traficantes de seres humanos e treze encontram-se em prisão preventiva. embora se esforce para erradicá-lo. identificação.

é de esperar uma inclusão social mais contingente. O caso de muitos imigrantes do Leste da Europa.\jZfe_\Z`[fj\jlYXgifm\`kX[fj G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j Desde o final dos anos 90. porém. Também aqui se poderá aplicar a “lei de Murphy” que. Em paralelo. um brain waste para Portugal. pedem-se estratégias para as políticas de bolsas de estudo e de enquadramento dos estudantes estrangeiros. conhecer as especialidades ou especializações dos imigrantes para que seja possível estabelecer planos pessoais de inserção no mercado de trabalho que se adequem a esses perfis profissionais. quer sobre a inclusão dos imigrantes no mercado de trabalho quer. só se traduzirá numa contribuição real se as políticas migratórias forem especificamente desenhadas tendo em vista o seu aproveitamento. decidem não regressar aos seus países. São várias as dimensões que necessitam de ser realçadas. No que diz respeito à sua inserção no segmento primário do mercado de trabalho. A diversidade das experiências sentidas por imigrantes que partilham níveis de qualificação semelhantes constitui-se como uma dificuldade para o desenvolvimento de medidas de (( auxílio à integração. O potencial deste tipo de imigrantes para o desenvolvimento do país é desmesurado mas. Sem informação não se podem construir políticas e. Por outro. a desvantagem e a limitação das oportunidades a que determinado grupo nacional se encontra sujeito podem. os quais produzem efeitos. Os casos de inserção laboral no segmento primário geram uma inclusão social genericamente não problemática. as quais deveriam ser dirigidas de forma indiferenciada (mas personalizada) a todos os imigrantes. o sistema social e o sistema económico) constrangem as opções de participação dos cidadãos. Uma opção que acarreta consequências. não poderá Portugal rentabilizar um capital humano de que carece enormemente. IEFP ou INE). que possuíam elevadas qualificações académicas mas desempenhavam funções desqualificadas. Por um lado. Portugal atraiu imigrantes cuja inserção veio a ocorrer no segmento secundário do mercado de trabalho. Engenheiros. a capacidade de os imigrantes qualificados participarem nos diferentes sistemas funcionais da sociedade portuguesa encontra-se condicionada pela forma desigual como o Estado. nos mesmos sistemas funcionais. obtido um grau académico. Complementarmente. através do seu progressivo processamento nos respectivos sistemas funcionais. O obstáculo principal decorre do não tratamento de variáveis importantes pelas instituições do Estado português (ex. nomeadamente. um clássico do brain waste a nível mundial. Por um lado. Em alguns grupos. como é sabido. em todos os casos em que a ocupação alcançada não corresponda à qualificação obtida (e são muitos). o aumento da qualificação dos recursos humanos estrangeiros disponíveis e a imigração independente implicou que a base de recrutamento potencial se tenha alargado exponencialmente. Temos necessidade de mais estudos e de mais dados sobre este fenómeno. impõe-se uma igualdade de tratamento no que diz respeito à origem geográfica ou disciplinar das formações obtidas.FJ . a sociedade e o mercado de trabalho (isto é. exigemse alternativas aos custosos programas de reconhecimento de habilitações. afirma que algo (um acontecimento ou processo) terá um resultado negativo se lhe for dada uma oportunidade para tal.  F G @E@ÂF @D@>I8EK<J8CK8D<EK<HL8C@=@:8. a imigração altamente qualificada em Portugal alterou-se significativamente sem que a empiria cientifica ou as politicas migratórias o tenham reflectido. Mas a recolha de informação. em especial os que têm origem na Europa de Leste e os originários dos PALOP. sem politicas estrategicamente orientadas. tornar-se-á. Importa. Por outro. Portugal apoia a graduação de milhares de indivíduos de origem estrangeira. Com efeito. conduzir a ainda mais desigualdades e ausências de opções. de diversos grupos nacionais. médicos ou enfermeiros a trabalhar com betoneiras ou com baldes e esfregonas não são um exemplo de aproveitamento de Recursos Humanos. duas situações distintas tiveram lugar. seguramente. sobre o seu relacionamento com a sociedade. de uma forma geral. como sempre. um não brain gain para os seus países de origem que nada lucram com o acréscimo de capital humano. no momento de acolhimento dos imigrantes em território nacional ou ao longo do seu percurso educativo. o sistema político. esta limitação marca um processo que se caracteriza pela propensão para o reforço sucessivo da divergência com a sociedade de acolhimento. Como remédios para doenças futuras. A evolução da imigração qualificada e a sua inserção na sociedade portuguesa constitui o resultado de processos complexos. No que diz respeito aos casos de desadequação entre as qualificações e as profissões exercidas. a internacionalização das empresas portuguesas implicou a vinda para Portugal de um número significativo de quadros qualificados. Ou seja. . que já possuem informação pertinente. muitos dos quais. tem também de ser melhorada. SEF.

salientou.um desafio para as autarquias”. o ACIDI promoveu o Encontro “Integração de Proximidade – um Desafio para as Autarquias”. como forma de conhecer melhor os desafios que se colocam ao nível local e as experiências já realizadas em diferentes concelhos do país. do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e da Presidente da Câmara Municipal de Leiria (em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses). sendo essa a prioridade do ACIDI. fazendo a ponte entre as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar. já que os imigrantes bem integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento. e contou com as intervenções do Ministro da Presidência. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público-alvo. os autarcas são particularmente sensíveis às questões da integração. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. garantiu a abertura das autarquias para o reforço desse trabalho de parceria. Nesse sentido. como resposta à dispersão dos imigrantes por todo o território nacional.<E: FEK IF :C 8 @ @ <eZfekif[fj:C8@@\dC\`i`X I\]fiƒXiX@ek\^iXƒf[\Gifo`d`[X[\ Com o objectivo de aprofundar o trabalho realizado pelos Centros Locais de Apoio à Integração dos Imigrantes (CLAII) e atendendo à importância que as autarquias têm na integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. É necessário também. presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). Os CLAII pretendem ser uma resposta local articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. o reforço realizando em termos do trabalho em rede das várias estruturas. apostar na qualidade do serviço prestado. o Ministro da Presidência recordou que Portugal precisa de saber que vive hoje uma realidade nova. Neste encontro. promovendo trabalhos articulados junto das comunidades. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. partilhas de experiências e troca de informações. muito para além dos grandes centros urbanos. Este evento abriu o encontro da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) – com 67 Centros espalhados por todo o país – que decorreu no mesmo local nos dias 1. Este Encontro. O programa integrou um momento de debate aberto à participação dos autarcas. referindo que não basta aumentar a quantidade de CLAII. promovendo acções em rede. Presente no encontro. teve lugar no dia 1 de Outubro. durante o encontro “Integração de Proximidade . 2 e 3 de Outubro.+ () . Pedro Silva Pereira referiu a necessidade de aumento da rede de estruturas de integração. que pretendeu ser um espaço de reflexão. Falando para uma assistência composta por diversos autarcas e mediadores dos CLAII provenientes de todos os pontos do país. Isabel Damasceno. para além do aumento de pontos de atendimento. em Leiria. nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração. constituem um pólo de informação ao imigrante. num país que se transformou numa sociedade de acolhimento para imigrantes das mais diversas proveniências. com um rosto humano e próximo do imigrante. o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais e com as autarquias. Em estreito contacto com os Centros Nacionais.. A autarca referiu que. 9@%EFM<D9IF%'. através dos CLAII. o Ministro referiu. o Professor Jorge Malheiros. acrescentou. bem como de um perito na matéria. D`e`jkif[XGi\j`[†eZ`X I\jgfe[\iXfj[\jX]`fj[fXZfc_`d\ekf Na sua intervenção em Leiria.

Bombarral e pelo Núcleo de Apoio ao Imigrante de Peniche. tanto quanto à Lei da Imigração como quanto à Lei da Nacionalidade. Leoter Viegas CLAII dos Açores O tema da nossa apresentação foi o Clube de Emprego. F J  G 8 I K @ : @ G 8 E K < J (* Jorge Cardoso Gabinete de Coordenação CLAII Como objectivos essenciais. Para o futuro. procurei absorver ao máximo a informação apresentada pelos nossos colegas do ACIDI. e é bom trocarmos impressões todos juntos. por parte dos imigrantes e por parte das empresas. e permite aprender coisas novas relacionadas com a Lei da Imigração. Sentimos necessidade de avançar com um programa de formação. . as mesmas dificuldades. via e-mail. Os aspectos informais de construção de uma rede eram um outro objectivo também importante. porque muitas vezes temos contactos via telefone. tínhamos definido para este encontro o aspecto formativo. é importante saber como é que as coisas funcionam no terreno. sobretudo por parte dos CLAII’s que estão já em funcionamento há vários anos. gostaria que tivesse existido um espaço para perguntas e casos práticos. Para além disso. o que faz com que essa troca de experiências seja uma aprendizagem muito grande para todos. e assim este espaço serve para nós repararmos que temos funções comuns. e portanto a grande mais valia de um encontro deste tipo é basicamente a troca de experiências e também a apresentação das boas práticas. Ana Rita Prieto CLAII do Bombarral Viemos fazer a apresentação de uma boa prática. Este encontro anual é de extrema importância. porque os CLAII’s estão habituados a trabalhar de uma forma muito individualizada. Para além disso. o tema de que todos os CLAII’s mais tinham necessidade de ouvir falar. com os mesmos problemas. um projecto do CLAII dos Açores em que o objectivo é fazer um confronto entre a procura e a oferta de emprego. no sentido de juntar todas as pessoas e permitir que elas se conhecessem. de modo a saber quem eram as pessoas por trás de uma voz ao telefone ou do e-mail. talvez valesse a pena dividir os grupos para tornar as formações mais específicas.8  F G @ E @ Â F  . a Lei da Nacionalidade e o Plano para a Integração dos Imigrantes. um ciclo formativo organizado pelos CLAII do Oeste: Lourinhã. “Formar para Integrar”. com as novas leis da Nacionalidade e da Imigração. para além de procurar esclarecer dúvidas quanto à nova Lei da Imigração. e também que se trabalharmos juntos conseguimos um resultado superior. De resto. Há necessidades muito diferentes consoante o distrito onde cada pessoa está. sobretudo em relação à nova Lei da Imigração e à Lei da Nacionalidade. tentando atingir como público-alvo os professores e alguns funcionários dos serviços públicos. com os CLAII’s a aumentar. a trocar experiências. Estamos muito afastados dos outros colegas. um encontro como este é sempre um recarregar de baterias. Tânia Guerreiro CLAII de Odemira Nós abrimos o CLAII recentemente. Joana Morais Castro CNAI Porto Um aspecto muito importante neste encontro anual foi a aposta na formação dos CLAII. Foi muito importante que cada um partilhasse com os outros aquilo que faz e isso tornou o encontro muito útil em termos de motivação Olga Dias Ferreira CLAII de Leiria Creio que este encontro valeu principalmente pelo tratamento da Lei da Imigração. A esse respeito. A grande mais valia de um encontro deste tipo é a possibilidade de todos nos conhecermos e nos visualizarmos. estamos muito afastados do Centro Nacional. porque ajuda-nos a conhecer os nossos colegas. Óbidos. em Julho. três temas muito importantes para o nosso trabalho do dia a dia nos CLAII’s. Cadaval.

Osvaldo de Castro.. publicam-se excertos das intervenções dos representantes dos vários grupos parlamentares sobre as suas posições acerca da participação política dos imigrantes. que residem em Portugal (.. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural.. Parlamento Europeu.) não possam ser cidadãos de corpo inteiro..: F: 8@ 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX :F:8@[\YXk\gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j Numa iniciativa conjunta do Presidente da Assembleia da República e do ACIDI. Liberdades e Garantias. (. não somos favoráveis à reciprocidade. Para além disso.. como todos os direitos. (.) É exactamente porque os imigrantes vivem nas nossas cidades. Os Verdes gostariam que fosse neste sentido que aqui vou referir: Em primeiro lugar. (. que têm direito à cidade e têm por isso direito à participação política em termos totais. (.. o Ministro da Presidência. eleger e ser eleitos e participar de corpo inteiro nesta nossa sociedade.) Nuno Magalhães Grupo Parlamentar do Partido Popular (.+ Heloísa Apolónia Grupo Parlamentar Os Verdes (..) Face ao reconhecimento imperativo que todas as forças políticas dão aos imigrantes que estão connosco a desenvolver este país.) Não faz sentido. Pedro Silva Pereira. qualificar-se e responder àquilo que são as transformações das últimas décadas. era forçoso que a articulação constitucional fosse de uma vez por todas alterada. face a esta fase da discussão.) Entendemos que estão criadas condições na nossa sociedade de hoje para um mais amplo consenso em torno desta matéria para eliminarmos de vez este pressuposto da reciprocidade. escalonando a participação política e de voto em autarquias. AX`d\>XdX Gi\j`[\ek\[X8jj\dYc\`X [XI\g’Yc`ZX %%%  ?fa\# X 8jj\dYc\`X [X I\g’Yc`ZX XYi`l$j\ X ldX j\jjfgXicXd\ekXiZfdfj`d`^iXek\j\dGfikl^Xc#\ \l \jg\if hl\ ef ]lklif# kf[fj fj Xefj# ef `eˆZ`f [X j\jjf c\^`jcXk`mX# Xjj`d XZfek\ƒX# gfihl\ k\dfj e\$ Z\jj`[X[\ [\ flm`i fj j\lj gfekfj [\ m`jkX# [`jZlk`i \i\Õ\Zk`iZfd\c\jXhl`cfhl\_fa\„ld[fj^iXe[\j k\dXj [\ XZklXc`[X[\ gXiX X \cXYfiXƒf [Xj efjjXj d\[`[Xjc\^`jcXk`mXj#gXiXX]fidlcXƒf[XjefjjXjgf$ cˆk`ZXj~\jZXcX[XLe`f<lifg\`X\kXdY„d[fgfekf [\m`jkX[Xj^iXe[\jfi^Xe`qXƒ‘\j`ek\ieXZ`feX`j%%%% 9@%EFM<D9IF%'. académicos. cheia de excepcionalidades dos direitos de reciprocidade. fazem as nossas cidades.. Existem outros órgãos representativos dos cidadãos.. Rui Marques..) Deveres que não são só legais. membros da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e um conjunto de personalidades com uma experiência privilegiada para contribuir para o aprofundamento desta reflexão. designadamente a Assembleia da República e o Parlamento Europeu (... destacam-se o Presidente da Assembleia da República. Nós hoje temos uma malha de difícil compreensão. ou seja...) Ana Drago Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (. o ex-Comissário Europeu António Vitorino e o ex-Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte. e quando discutimos isso é preciso ter essa ponderação. Para além de um excerto da intervenção do Presidente da Assembleia da República... representantes das comunidades imigrantes... na perspectiva dos Verdes. que as pessoas que trabalham. Esta sessão foi dedicada ao tema da participação política dos imigrantes na sociedade de acolhimento. Era fundamental que esta rede de excepcionalidades fosse quebrada e fosse de facto instaurado o princípio da participação política por completo..) O exercício dos direitos políticos corresponde. contando com um leque alargado de participantes. (. que é o dever de (+ .. capacidade eleitoral passiva e activa.) Creio que era o momento de a democracia portuguesa dar um salto qualitativo. Entre estas.. mas que têm a ver também com um dever que deve ser promovido pelo próprio Estado. entre os quais representantes dos diferentes grupos parlamentares. Jaime Gama. realizou-se no dia 24 de Setembro uma Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração na Sala do Senado da Assembleia da República. não entendemos porquê restringir a capacidade eleitoral às autarquias locais. consoante os países de origem. a cumprimento de deveres. Assembleia da República. Direitos. o Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais. Gostava ainda de dizer que é preciso ser ambicioso e não apenas alargar os direitos ou as condições de reciprocidade.

) Consideramos contudo importante a existência de critérios e uma efectiva ligação entre os imigrantes e a sociedade de acolhimento.. E portanto há que criar novas abordagens deste princípio da reciprocidade. do partido a que pertenço.) Celeste Correia Grupo Parlamentar do Partido Socialista (. e foi já uma proposta que apresentámos nas últimas revisões constitucionais. Digo isto de forma clara. (.. Isto no que se refere ao nível local. Portanto. mas creio que o tempo agora é outro. Numa visão pessoal. (. devem ser fixadas condições cujo cumprimento efectivo por parte dos imigrantes possibilite a referida atribuição de direitos políticos mais alargados. em defesa dos portugueses residentes nos outros Estados. deve ser ao mesmo tempo interpretado e entendido de forma proporcional. Importa assim questionar igualmente se os limites impostos actualmente pela lei – a questão da reciprocidade e a limitação às eleições autárquicas deste mesmo princípio – continuam a fazer sentido. relativos. não como princípio absoluto. do voto... em que se pretende participar.. ao ser actualizado.) Quanto à questão da reciprocidade. em sede de revisão constitucional. (. A reciprocidade teve a sua razão histórica. desresponsabilizando-os de responsabilidades solidárias que deveriam caber a todos.. nomeadamente..... Terá de ser [uma maioria de] dois terços para a revisão desse instituto. A nossa ideia é que não podemos ficar dependentes de outros Estados para tomarmos decisões aqui em Portugal relativamente à defesa da coesão social. (. Este é o meu ponto de vista. É uma ideia que está a fazer o seu caminho e muitos dirigentes do PS têm tomado posições individuais...) porque depois quando se chegasse ao plenário da Assembleia da República a realidade seria outra.integração efectiva na sociedade que se pretende alterar.) contem com o PS para. para ser correcta... como tudo na vida. Já se deram alguns passos e é importante dar outros. (. como todos os princípios devem ser.. Consideramos que. que cumprem genericamente as suas obrigações para com o país em que residem. e os direitos devem ser. concordo com essa defesa da reciprocidade mas creio que esse conceito pode... nessa medida.. enquanto estivermos nesta fase.) A primeira pergunta que se coloca é precisamente a de saber se consideramos social e politicamente defensável manter um crescente e relevante número de cidadãos imigrantes.. actualmente. Mas. (. e que foi expressa na última revisão constitucional. e que tem de ser o resultado de uma vontade que existe objectivamente. ser actualizado.. (. de um sentimento que existe objectivamente e que não seja fictício. e a perpetuar-se uma situação deste tipo estaríamos a criar cidadãos que viveriam à margem da sociedade. E. darmos o nosso contributo. E.. nomeadamente as suas obrigações legais. esta situação não é politicamente sustentável.) Pedro Quartim Graça Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (.. não posso dizer qual a posição do Grupo Parlamentar do PS sobre este preceito porque que ainda não foi tomada.. é uma ideia que está a fazer a sua caminhada mas. (. Quanto ao direito de voto nas legislativas. e a lei eleitoral deve poder regular livremente o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos imigrantes. através. creio que o que vale a pena é procurarmos encontrar passos seguros que permitam que haja um consenso cada vez mais alargado entre os vários partidos políticos de que é importante alargar os direitos políticos dos imigrantes.) . que a este nível a exigência de reciprocidade deveria deixar de ser feita em termos constitucionais..) Não temos qualquer dúvida. mas também. e aqui exprimo também uma opinião colectiva.) O CDS defende o princípio da reciprocidade. sem que lhes confiramos a possibilidade de participarem de uma forma mais activa nessa mesma sociedade.) António Filipe Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (. neste momento o que posso dizer é que não tomámos ainda nenhuma posição concreta sobre isso.) Creio que não vale muito a pena cada um de nós afirmar que é favorável à plenitude de direitos políticos para todos os imigrantes (.

a primeira linha de dificuldade é a da pedagogia. sociais e culturais. e. em alguns casos. um estatuto de direitos e obrigações. no contexto europeu. tratava-se de encontrar um modelo de cidadania tão amplo quanto possível mas que não tocasse naquela área. por ano. e porque é que a questão do acesso à nacionalidade é uma questão. na medida em que penso que parte do caminho se faz através da definição de um estatuto europeu de direitos e obrigações dos imigrantes nas sociedades europeias de acolhimento. Em alguns casos. Esta definição é importante. o acesso à nacionalidade é uma violência cultural. práticas administrativas. em média. o número de acesso era praticamente zero.. E o problema central é o problema de inclusão no sentido político e cultural. e temos por outro lado questões mais complexas de integração em matéria de língua. Nesse sentido. condiciona muito as políticas e sublinha grandes discrepâncias entre os vários países europeus em matéria de acesso à nacionalidade. acedem à nacionalidade francesa entre 150 a 300 mil imigrantes. a aquisição da nacionalidade portuguesa não implica a perda da nacionalidade de origem.. e uma visão que além do mais. Há países. sociais e culturais. mas não é sempre este o caso. como é evidente. Há muito tempo que defendo a teoria da “cidadania cívica”. Na Alemanha. É uma visão errada. Como a nível europeu não era possível definir direitos políticos. e hoje ainda é extremamente diminuto. mas também potenciasse a sua integração na sociedade de acolhimento.)É preciso convencer os portugueses de que o direito à participação política dos imigrantes é um jogo de soma positiva para todos os participantes na comunidade portuguesa.(. Tudo isso envolve um conceito amplo de cidadania cívica mas não toca a questão dos direitos políticos. E esse estatuto não pode ser alcançado pela via da nacionalidade. Em França. portanto.) (- . E é aqui. que proporcionasse não só o reconhecimento do estatuto jurídico dos imigrantes. temos questões atinentes à igualdade de oportunidades.: F: 8@ @ek\im\eƒf[\8eke`fM`kfi`efef:F:8@ È8gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j„ldaf^f [\jfdXgfj`k`mXÉ (.) Sendo importantes as questões dos direitos económicos. de pertenças múltiplas. que se coloca a terceira dificuldade: Porque é que é preciso fazer a pedagogia de que a questão dos direitos políticos é uma alavanca para o sucesso da integração. este tipo de violência é completamente injustificada.. comum a todos os países europeus. porque é matéria excluída da competência da União Europeia. do sentimento de ter uma voz. Acresce que. à luz dos direitos económicos sociais e culturais? (. mercado de trabalho. o sentimento de pertença que é indissociável do sentimento de apropriação do sistema. Estas discrepâncias na legislação nacional no acesso à nacionalidade criam discriminações entre as várias comunidades imigrantes no contexto europeu na perspectiva da definição de um estatuto de cidadania. etc. é explicar porque é que este debate não pode ficar refém do debate do acesso à nacionalidade. não se faz apenas através do acesso à nacionalidade. incluindo os direitos políticos... isto é. até há cinco anos atrás. há que explicar porque é que o acesso a uma cidadania plena. e a questão do reconhecimento de uma cidadania plena é outra questão.. no mundo global em que vivemos. a aquisição de uma nova nacionalidade obriga à renúncia da nacionalidade de origem. Portanto. Daí o conceito de cidadania cívica. ou seja.. sobretudo direitos económicos. Manifestamente. elas não resolvem o problema central. costumes. como Portugal. em que temos identidades sobrepostas e cada um de nós faz a síntese pessoal e intransmissível dessas identidades. de alguma forma.%<jkflgif]le[Xd\ek\ Zfem\eZ`[f[\hl\_fa\Xi\Z`gifZ`[X[\a}ef]Xqj\ek`[f%Á„gfZX#X`[\`X[Xi\Z`gifZ`[X[\ \iXldX`[\`XYXj\X[XeXji\cXƒ‘\j\eki\<jkX[fj%<jkXm`jf\jk}lckiXgXjjX[X#gfihl\_fa\ Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfjefgf[\]`ZXii\]„d[\ldXhl\jkf[`gcfd}k`ZX[\i\cXƒf \eki\<jkX[fj%?fa\#Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfj„ldXhl\jkf\jj\eZ`Xc[XZf\jf[X efjjXgigi`XjfZ`\[X[\%%%% isto é. 9@%EFM<D9IF%'. que têm na sua tradição histórica a aceitação da dupla nacionalidade.+ Ki†jhl\jk‘\jZ\ekiX`jjfYi\[`i\`kfjgfcˆk`Zfj %%%  ?} ki†j hl\jk‘\j Z\ekiX`j hl\ \o`^\d fgƒ‘\j ZcXiXj% <d gi`d\`if cl^Xi# fj [`i\`kfj gfcˆk`ZfjR[fj`d`^iXek\jTj`^e`]`ZXdf[`i\`kf[\\c\^\i\[\j\i\c\`kf%<dgi`eZˆg`f#ef_} [`i\`kfjgfcˆk`ZfjXd\`fZXd`e_f%<dj\^le[fcl^Xi#`dg‘\df[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%Ef _}[`i\`kfjgfcˆk`Zfjj\d[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%8k\iZ\`iXhl\jkf„Xhl\jkf[Xi\Z`gifZ`$ [X[\%8:fejk`kl`ƒfGfikl^l\jX]XcX[\i\Z`gifZ`[X[\ef8ik`^f(. Há uma segunda dificuldade. ensino. Essa é visão clássica e a posição dominante. habitação. um complexo de direitos e de deveres para os imigrantes. saúde.. Nesse sentido. de decidir os destinos da comunidade.

(. e depois a outra pessoa. termos de que não gosto.. Parece um termo tão simples. Muitas vezes tivemos discussões sobre a segunda e terceira geração. tem poucas páginas. porque eu sou realmente uma descendente de imigrantes e o meu filho terá sempre isso como uma riqueza cultural.. estiveram reunidos neste mesmo local para partilhar as suas experiências de vida.. (. e a outra… Porque... Que o lessem e o oferecessem alguém. (. Com o livro em vossas mãos. Tem histórias de muitas pessoas.) que existem os descendentes de imigrantes. e que a conjugação dessas opiniões pode levar a que algo seja realmente feito. na Biblioteca Parlamentar. quando o Programa Escolhas e o ACIDI convidaram estes doze autores para que apresentassem uma comunicação sobre a sua experiência e o seu olhar em relação ao lugar que têm na sociedade portuguesa. ou porque não estão.. Nuno Santos (. porque estão mais famintos. que pela primeira vez falaram na primeira pessoa como protagonistas da construção do seu lugar na sociedade portuguesa.. (. Isabel Cunha Há precisamente um ano e quatro meses. A obra surgiu na sequência do apoio que a Assembleia da República quis prestar ao debate sobre imigração. porque tem bastante conteúdo e faz-nos reflectir. lido por poucos e oferecidos por alguns. Rui Marques.) Convido-os a ler. colocamos também um pouco das nossas vidas. como nós estamos. mas há realmente muita gente à margem. Partindo do princípio que nenhum de vós optará pela primeira hipótese eu gostaria que optassem pela terceira. após a reunião do COCAI na Assembleia da República. E é nesta multiplicidade de histórias de vida que me encontro e encontro o outro. mas que talvez representem muitos milhares que nasceram aqui e que contribuem de alguma maneira para este país.) Este livro é uma pequena amostra. os seus desejos e expectativas. Trata-se de uma obra colectiva de um conjunto de doze autores. as expectativas dos jovens que escreveram este livro. Hoje houve uma iniciativa importante. ler e guardá-lo de seguida. as necessidades. e que alguns deles ainda gritam mais violentamente e mais alto.. este livro traz consigo a unicidade de cada um dos autores.. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. mesmo que folheado por muitos. tendo três deles tomado a palavra. o lançamento do livro “Descendentes de imigrantes: um lugar na sociedade portuguesa. se calhar. se é verdade que ninguém oferece o que não gosta. estiveram presentes o Ministro da Presidência. teve lugar. (. Anabela Rodrigues Este é um livro leve. a partilhar. isso significaria que valeu a pena. descendentes de imigrantes ou jovens imigrantes de nacionalidade portuguesa. algo para transmitir.. .. E com ele só têm três hipóteses: folhear e guardar numa das prateleiras da estante das vossas casas.) Assim como cada um de nós é único.\jZ\e[\ek\j[\`d`^iXek\j C`mifXgi\j\ekX[feX 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX No dia 24 de Setembro.) As nossas histórias de vida são muito diferentes umas das outras. no dia 24 de Maio de 2006 os doze descendentes de imigrantes. à sua maneira.. Na cerimónia de apresentação. sem sequer ser consultada para construir aquilo que possa ser o acolhimento. co-autores do livro que aqui se apresenta. E o mais importante é transmitir (. Jaime Gama. Pedro Silva Pereira. e os co-autores do livro em questão. Éramos apenas doze. e quero que as pessoas escutem os anseios. numa situação privilegiada. ou ler e oferecê-lo a alguém.. mas cada um de nós tem. mas é um livro muito pesado de conteúdos. as suas preocupações. os seus apelos. que são pequenas amostras dos outros jovens que não tiveram oportunidade de escrever um livro. mas espero que através dele se possa olhar mais profundamente para aquilo que é a situação sócio-económica dos restantes descendentes e imigrantes em Portugal. que teve como anfitrião o Presidente da Assembleia da República. Tem-se falado muito em acolhimento. as suas angústias.. mas também enquanto sociedade. disponibilizado o espaço do seu novo auditório no dia 24 de Maio de 2006. não só enquanto indivíduos.) O mais interessante neste livro foi encontrar estes trajectos todos e perceber que todos podem ter uma opinião.. e a tornar este um dos best-sellers do nosso país.

no sentiDesde a criação da AIPA. aqui”. Por um lado. Instituto uma abertura muito grande as autoride Acção Social... desde a primeira hora. Entendemos que em primeiro lugar estão as acções e as AIPA? iniciativas. Estamos a dar continuiactividades culturais com regularidade. elegeu como uma das prioridades a promoção de um debate alargado sobre a participação política dos cidadãos estrangeiros. em 2003. acima de tudo. Ainda há uma outra dade a um trabalho que foi feito com sacrifício e com muito actuação que é de pressão junto dos órgãos de decisão no espírito de entrega por muitos dirigentes associativos. Obviamente. tomou posse em Setembro como coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP). e. pessoas têm e veiculando a vertente positiva do fenómeno da imigração. `ek\^iXƒf[XgfglcXƒf`d`^iXek\É Regional das Comunidades.+ (/ . mal em outras paragens. no sentido de Èye\Z\jj}i`fhl\XjXjjfZ`Xƒ‘\j cipal de Ponta Delgada e de Angra de trabalharmos em conjunto. mas também j\idfjldcXYfiXki`f\dk\idfj[\ com as entidades públicas (Direcção porque houve. Um outro liação faz do trabalho em conjunto das associações? nível de acção é a realização de conferências. da procura de outros ao Imigrante (CLAI). dos quais destaco o BES/Açores. Nesta mesma lógica e numa parceria com o jornal “Açoriano Oriental” É desde há pouco tempo coordenador da PERCIP. mantendo-se evidentemente fieis vertentes. Um seque isso dá uma sensibilidade maior. Temos actualmente 44 associações aderentes à plaaos seus objectivo. temos vindo a compreender que mentos que são fundamentais e reflectem aquilo que as assoas actividades das associações têm a ganhar com o facto de ciações pensam sobre a questão da imigração nas suas várias terem alguma visibilidade. nas suas associações trabalham em prol da integração dos cidadãos imigrantes na sociedade portuguesa. e penso prego e a Bolsa de Habitação têm funcionado bem. por outro lado. temos tido três prioridades do de contribuir para que haja um maior consenso em torno fundamentais: defender os interesses dos cidadãos estrangeidas questões da imigração. mas faz todo o sentido a sua divulgação. a todos os níveis. que ainda gundo nível de actuação é a sensibilização e a transmissão de existem problemas e não se pode ficar à sombra da banaboas práticas. Apesar disso. seminários e Nós não estamos a começar do zero. emitido todos os sábados na RDP-Açores. A PERCIP neste Os projectos da AIPA têm tido recentemente alguma visibimomento é resultado dos dois fóruns que se realizaram nos lidade na imprensa. açoriana conhece muito bem a quesA existência do Centro Local de Apoio tão da imigração. presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA). o Clube de Emlugares para uma vida melhor. através do nosso programa de rádio “ O mundo neira. ser um fenómeno muito recente perÈEXI\^`f8lkefdX[fj8ƒfi\j Temos feito parcerias que nos permimite-nos perceber aquilo que correu k\dfjZfe[`ƒ‘\j\jg\Z`X`jgXiX tem uma actuação mais sustentada. desconstruindo algumas imagens que as extraordinariamente mal as questões migratórias. o facto de que norteiam a nossa actuação. ACIDI. que sentido de alterar legislação e aplicá-la convenientemente. contribuir para a criação de um clima favoque numa perspectiva nacional a comunicação social trata rável à integração. Todos ganham em ter as pessoas integrataforma. defende a integração e a igualEstou convencido de que na Região Autónoma dos Açores dade de oportunidades entre as pessoas. os órgãos foram eleitos. Quais têm sido os principais objectivos e actividades da das. Daí termos no nosso temos condições especiais para sermos um laboratório em seio pessoas de várias proveniências. pessoalmente. O termos de integração da população importante é a partilha dos objectivos imigrante. ter espaços onde os imigrantes A vida dos imigrantes nos Açores é diferente da que têm os possam obter informações. Por outro j\aXddX`jgifXZk`mXjeXYljZX[\ Heroísmo) mas também com os privalado. creio que a própria sociedade gXiZ\i`Xj\[\Xgf`fjÉ dos. acho ros nos Açores. Câmara Munidades. Que avatemos o suplemento mensal “ Rumos Cruzados”. onde conseguimos fazer aprovar docuAo longo da nossa existência.. Açores e em Setúbal. a comissão coordenadora 9@%EFM<D9IF%'.<EKI<M@ JK8 GXlcfD\e[\j Èygi\Z`jfhl\fj`d`^iXek\j k\e_XdldXmfqXZk`mX eXjfZ`\[X[\gfikl^l\jXÉ Paulo Mendes. Para o mandato que iniciou. A AIPA surge assim como uma asimigrantes do Continente? sociação que.

No entanto. não só pelos imigrantes.está a funcionar e temos um relacionamento muito intenso. não obstante ainda persistirem alguns problemas. mas a participação política. da forma como se discutiu este tema. mas também deve haver outros mecanismos que permitam encontrar outro tipo de apoios. Assim. O nosso compromisso é. mas hoje. contribuir para o reforço do movimento associativo migrante em Portugal. aproveitando as novas tecnologias que minimizam o factor da distância. de uma forma muito sustentada. e não só os destinatários de políticas. É também necessário que as associações sejam mais proactivas na busca de parcerias e de apoios.'' Z`[X[fj \jkiXe^\`ifj i\j`[\ek\j ef 8ihl`g„cX^f# ZfeZ\ekiX[fj ]le[Xd\ekXc$ d\ek\eXj`c_Xj[\J%D`^l\c#=X`Xc\K\iZ\`iX%LdXgXik\ j`^e`]`ZXk`mXkiXYXc_XeX}i\X[XZfejkilƒfZ`m`c\i\jkXl$ iXƒf% social. (0 . os imigrantes podem e devem ser protagonistas activos. qualitativa e quantitativamente. a “casa” da democracia portuguesa. Uma outra prioridade é termos mecanismos de monitorização da aplicação de algumas medidas políticas. É bom salientar que já foram dados passos muito significativos. Essa voz tem certamente outras dimensões. É preciso que os imigrantes tenham uma voz activa na sociedade portuguesa. O facto de estarmos a discutir. o movimento associativo imigrante. Penso que estamos num momento de viragem. esse relacionamento do ACIDI com as associações. Penso que ainda podemos melhorar esses instrumentos de relacionamento das associações com o Estado português. Pelo espaço onde decorreu. em termos do alargamento dos direitos políticos. O ACIDI deve reforçar esse seu papel. que irá depender obviamente daquilo que as associações querem. deixar que uma parte significativa da população portuguesa trabalhe mas não tenha nenhuma voz nessas questões. Pensamos que não é nada razoável que tenhamos cá pessoas que trabalham e fazem de Portugal o seu próprio país e estas não terem uma coisa básica. Há um consenso em relação à retirada da exigência de reciprocidade da Constituição Portuguesa. mais do que nunca. qual foi o significado da recente reunião do COCAI na Assembleia da República? Foi absolutamente marcante. nem correcto. e estou convencido de que muito brevemente essa modificação se vai concretizar.%. E não é desejável. sobretudo. a vários níveis. envolvendo as autarquias e outros organismos locais e privados e fazendo o possível por não “guetizar” os apoios. com condições de reforçar. É uma questão de coesão Nesse contexto. que outros apoios poderiam ser dados às associações? Penso que é fundamental reforçar. alguns partidos têm uma perspectiva muito concreta. que é um sistema que permite que todos possam dele fazer parte. tem um papel absolutamente fundamental. GXlcfD\e[\j GXlcfD\e[\jk\d*(Xefj\eXjZ\l\d:XYfM\i[\#eX `c_X[\JXek`X^f%=f`gXiXfj8ƒfi\j\jkl[XijfZ`fcf^`X# kfieXe[f$j\ ld È`d`^iXek\ `ejlcXiÉ \eki\ [f`j Xihl`g„$ cX^fj% GXiX Xc„d [Xj XZk`m`[X[\j eX 8@G8 \ eX Zffi$ [\eXƒf [X G<I:@G# kiXYXc_X XZklXcd\ek\ ef gifa\Zkf :\ekif [\ <jkl[fj [\ <Zfefd`X Jfc`[}i`X \ `i} cXeƒXi Yi\m\d\ek\ f c`mif ÈGfek\ @ejlcXi 8kcek`ZXÉ# jfYi\ X Zfdle`[X[\ZXYf$m\i[`XeXefj8ƒfi\j% Fj`d`^iXek\jefj8ƒfi\j 8 Zfdgfj`ƒf [Xj Zfdle`[X[\j `d`^iXek\j efj 8ƒfi\j „ j\d\c_Xek\ ~ hl\ \o`jk\ \d Gfikl^Xc Zfek`e\ekXc% <d k\idfj [\ eXZ`feXc`[X[\# X dX`fi Zfdle`[X[\ „ X ZXYf$ m\i[`XeX#j\^l`[X[XYiXj`c\`iX\[XZfdle`[X[\[\c\jk\% Ef kfkXc# \o`jk\d Z\iZX [\ . o direito a votar e a ser eleito. mas é preciso diversificar. E a PERCIP pode ser um instrumento muito importante. a possibilidade de participar na construção de um projecto comum. foi já um avanço. Quais são actualmente os principais pontos da agenda da PERCIP? A PERCIP é o fruto de um longo percurso. a PERCIP elegeu como uma das prioridades colocar na agenda política a questão da participação política dos cidadãos estrangeiros em Portugal. mas também pelo próprio país e pelo sistema democrático que todos defendemos. infelizmente. Para além dos protocolos que já existem. com os intervenientes que estiveram envolvidos. mas os dois maiores partidos não assumiram. e por ter sido possível ouvir as opiniões de todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República sobre a questão da participação política dos imigrantes. Não podemos pedir muito às associações se elas não tiverem instrumentos e recursos adequados. um compromisso nessa matéria.

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