Yfc\k`d `e]fidXk`mf

 ,+
EF M<D 9 I F  )' '.
8:@;@#@%G%

I8EB@E>;<GFCàK@:8J
;<@EK<>I8xÂF

GFIKL>8C
<DJ<>LE;F
CL>8I
:F:8@E88JJ<D9C<@8
;8I<Gè9C@:8

;<98K<I8
G8IK@:@G8xÂF
GFCàK@:8;FJ
@D@>I8EK<J
:<EKIFJCF:8@J;<8GF@F
Á@EK<>I8xÂF;<@D@>I8EK<J

<E:FEKIFE8:@FE8C
<DC<@I@8

<;@ KFI@ 8C

JFDFJ:8G8Q<J
JFDFJ:8G8Q<J;<<JK8I<EKI<FJ
D<C?FI<J%EÂF<JK8DFJ:FE;<E8;FJ
8F=8K8C@JDF;<;@J:LK@IFJG@FI<J
CL>8I<J;8K89<C8#<EKI<FèCK@DF<F
G<EèCK@DF%

Foi apresentado recentemente, em Bruxelas e em Lisboa,
o Índex de Políticas de Integração de Imigrantes, num projecto apoiado pela Comissão Europeia. Neste estudo é feita
uma análise comparativa entre as políticas de integração
de 27 países europeus e do Canadá, considerando aspectos
tão diversos como o acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, anti-discriminação ou a participação
política.
Nesse ranking, Portugal ficou em 2º lugar, depois da Suécia
que ocupa o topo da tabela. Atrás de nós, seguem-se a
Bélgica, a Holanda, a Finlândia e o Canadá e outros vinte e
dois países. Sendo certo que não é tão habitual quanto gostaríamos estar entre os melhores, esta notícia talvez surpreenda alguns, levando os mais cépticos a pensar se não se terão
enganado. A verdade é que, no contexto europeu, ficamos
entre os três melhores exemplos de integração de imigrantes.
Mas, que lições podemos retirar deste facto?
A primeira, na definição do mérito deste resultado alcançado, passa por ter presente que este sucesso é uma vitória
colectiva. De Portugal e dos portugueses. Uma boa política
de integração de imigrantes só pode ser construída em
ambiente de largo consenso social e político, com a participação do Estado e das organizações da sociedade civil, bem
como dos cidadãos nacionais e dos imigrantes. Portugal, ao
longo dos últimos anos, tem dados passos muito significativos, quer no quadro legal, quer nas respostas operacionais,
bem como nas iniciativas de carácter local. Com persistência
e determinação, muitas pessoas – políticos, técnicos, jornalistas, dirigentes associativos... - e instituições têm feito esse
caminho. Inspirados pela ambição de acolher e integrar bem

9@%EFM<D9IF%'.,+

os imigrantes que nos procuram, alcançaram este resultado.
A vitória é deles.
A segunda lição, é que somos capazes de estar entre os
melhores. Não estamos condenados ao fatalismo de discutir
os piores lugares da tabela, entre o último e o penúltimo. Se
quisermos e nos esforçarmos, não temos nada a menos que
qualquer outro povo. A excelência está ao nosso alcance.
Basta fazer por isso.
Finalmente, a última nota é, talvez, a mais importante. É necessário ir além da alegria desta classificação. Ela não equivale à inexistência de problemas de integração dos imigrantes.
Este momento deve servir para nos incentivar a ir mais longe.
O facto de estarmos entre os melhores só aumenta a nossa
responsabilidade de melhor acolher e integrar os imigrantes.
O efectivo combate a todas as formas de discriminação e racismo, a luta contra a exploração laboral por alguns empregadores sem escrúpulos, a conquista da plena cidadania dos
imigrantes na sociedade portuguesa são alguns dos desafios
que estão presentes na sociedade portuguesa. Desafios aos
quais estamos certos de poder dar uma resposta positiva,
combatendo as injustiças e promovendo a coesão social.
Fomos capazes de o fazer no passado. Seremos capazes de o
fazer no futuro.

Il`DXihl\j
8ckf:fd`jj}i`fgXiXX@d`^iXƒf\;`}cf^f@ek\iZlckliXc

)

no âmbito da presidência portuguesa. foi também marcado por uma reunião com cinco países da orla Sul do Mediterrâneo. o comissário europeu da Ciência e da Investigação. Lisboa considera também que a estabilidade no Mediterrâneo é de “interesse estratégico comum”. de forma coordenada. . o objectivo da UE para a próxima década é atingir cinco por cento de crescimento anual nas entradas líquidas de cientistas e estudantes de fora da Europa. pelo que a cooperação com os países daquela região em assuntos de Segurança e Defesa é cada vez mais importante. Discursando na abertura da Conferência de Alto Nível sobre o Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa. entre os quais a Líbia. O encontro informal. Falando também na sessão de abertura deste encontro.FJ). mas essencialmente reforçar drasticamente a capacidade de competição europeia à escala mundial com investigadores e estudantes qualificados. uma taxa que nos Estados Unidos é actualmente de sete por cento. * D@E@JKIFJ. inovação e emprego. O actual diálogo UE-África incide. nomeadamente através de programas no âmbito da Reforma do Sector de Segurança e na utilização de instrumentos de desarmamento. A presidência portuguesa defende que os 27 devem continuar a apoiar. Estado de direito e respeito pelos direitos humanos. o ministro referiu que o objectivo é não apenas atrair e fixar investimento.9I<M<J LE@ÂF<LIFG<@8 GI<J@. afirmou que a Europa precisa urgentemente de acelerar o passo ao nível da investigação e desenvolvimento científico.<=<J8. presidido pelo ministro da Defesa português. temas que serão aprofundados na próxima cimeira entre os chefes de Estado e de Governo dos 27 e dos países africanos. para o que serão necessários recursos humanos provenientes de países terceiros. Deste modo. desmobilização e reintegração. os parceiros africanos. boa governação.ÜE:@8GFIKL>L<J8 HL<ID8@J :@<EK@JK8J <<JKL.8. Esta é uma meta que Mariano Gago considera necessária ao cumprimento das três grandes linhas de prioridade da presidência portuguesa da União Europeia para a Ciência e a Tecnologia: recursos humanos mais qualificados e maior investimento público e privado em investigação. Janez Potocnik.<DyMFI8 8gf`XifjgXˆj\j 8=I@:8EFJ Os ministros da Defesa da União Europeia reuniram-se no final de Setembro em Évora para discutir formas de apoiar os países africanos na criação de capacidades militares próprias de prevenção. gestão e resolução de conflitos. democracia. que se realiza em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro.8EK<J O ministro da Ciência e da Tecnologia anunciou no dia 8 de Outubro a ambição de aumentar em cinco por cento o fluxo de entrada na Europa de cientistas e estudantes de todo o mundo durante a próxima década. desenvolvimento sustentado. região cuja estabilidade é considerada de interesse estratégico comum pela actual presidência portuguesa da UE. Severiano Teixeira. de uma forma global. sobre paz e segurança.

“Reagrupamento Familiar”. “A segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores migrantes correspondem já às melhores práticas na UE”. Outro factor relevante tem a ver com a segurança que a legislação portuguesa confere a uma família reagrupada.2% entendem que os migrantes devem ser capazes de adquirirem facilmente a nacionalidade portuguesa.. Sobre as medidas adoptadas por Portugal que mais terão contribuído para o segundo lugar no ranking. Seis em cada dez portugueses pensam que a diversidade é uma riqueza. tal como os cidadãos comunitários.GFCàK@:8J. embora o número significativo de um em cada dez não tenha opinião formada. Medidas de combate à discriminação Em matéria de combate à discriminação. o MIPEX considera Este estudo está disponível na Internet em: www. segurança social e assistência social. no que diz respeito às melhores práticas no âmbito das políticas de integração de imigrantes.pdf 9@%EFM<D9IF%'. O estudo teve em consideração 140 indicadores em cinco áreas fundamentais para a integração dos imigrantes: Acesso ao mercado de trabalho. chegando assim a criar o seu próprio emprego.” Reagrupamento Familiar A elegibilidade para o reagrupamento familiar em Portugal corresponde às melhores práticas. logo a seguir à Suécia. Segundo o relatório. refere o documento. Os pontos mais destacados nas políticas portuguesas dizem respeito ao acesso ao mercado de trabalho. “Participação Política”. que Portugal alcançou as melhores práticas tanto nas definições e conceitos como nos domínios de aplicação. com 67 pontos). Noruega e Suíça) e coloca Portugal em segundo lugar. com 79 pontos.2%). Países Baixos (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo. 45. Portugal surge num segundo lugar destacado. o Ministro da Presidência. acesso à nacionalidade e medidas de combate ao racismo e à discriminação. colocando-a em 2º lugar após a Itália. ocupando todos o segundo lugar entre os 28 países do MIPEX.F CL>8I No dia 16 de Outubro. segundo o estudo “os portugueses são dos que mais apoiam a igualdade nos direitos sociais dos migrantes (69. ao reagrupamento familiar e às medidas de combate à discriminação.gov.<@EK<>I8xÂF D@G<O:FCF:8GFIKL>8C <DJ<>LE. lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas.” O MIPEX e o ACIDI O MIPEX é um trabalho realizado por um consórcio de organizações europeias. os imigrantes adquirem a possibilidade de aceitarem a maioria dos empregos.pt/docs/Eventos/MIPEX_2007. O MIPEX corresponde ao mais completo estudo comparativo das medidas relativas à integração de imigrantes em 28 países (25 Estados-membros da União Europeia. Portugal criou um quadro jurídico para a integração composto por políticas favoráveis e pelas melhores práticas. No topo deste estudo surge a Suécia. participação política. a Fundação Calouste Gulbenkian e o British Council Portugal promoveram o lançamento europeu do MIPEX: Migrant Integration Policy Index. Canadá. Também os direitos associados destes familiares são considerados boas práticas neste estudo: “Os familiares têm direitos iguais aos do seu reagrupante na aceitação de um emprego e na obtenção de acesso à educação. Pedro Silva Pereira destacou o trabalho feito pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e a Lei da Nacionalidade. Dados sobre a Opinião Pública Relativamente aos dados sobre a opinião pública. No entanto. reagrupamento familiar. a par do Canadá e da Suécia. “Aquisição de Nacionalidade” e “Anti-discriminação”.+ + . com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: “Acesso ao Mercado de Trabalho”. Se estes possuírem um plano de negócios viável podem mesmo começar uma actividade comercial. “Residência de Longa Duração”.3%) e no direito ao reagrupamento familiar (72. Aqui se referem algumas das razões para a boa qualificação de Portugal neste índice: Acesso ao Mercado de Trabalho Após um anoou menos de trabalho no nosso país.acime. seguido da Bélgica (69 pontos).

ao mesmo tempo que reforça a credibilidade da presidência portuguesa da UE na sua proposta de uma política europeia de imigração que. das várias referências positivas para Portugal que têm surgido nos relatórios da OCDE ou nos manuais de boas práticas da Comissão Europeia. os projectos para o ensino da língua e o combate ao abandono e ao insucesso escolar. seria bom que nenhuma tentação populista cometesse o erro irresponsável e perigoso de ameaçar esse consenso fundamental. tudo visto e ponderado. conjugada com o esforço dos próprios imigrantes. Pela minha parte. este estudo analisa aprofundadamente diversas áreas da política. Como porventura seria de esperar no país do fado. só o primeiro classificado é que se aproveita.lugar estivéssemos no 22º lugar deste «ranking» isso seria sinal de que. em parceria com investigadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Sheffield. uma nova e mais equilibrada lei de imigração. como ficou bem patente na Assembleia da República na votação muito expressiva das propostas do Governo para as novas leis da nacionalidade e da imigração. Num artigo publicado no jornal “Expresso” de 20 de Outubro. “Foi esta semana divulgado o relatório ‘Migration Integration Policy Index’ (MIPEX). certamente com algum esforço. e com o apoio da Comissão Europeia e da Fundação Calouste Gulbenkian. ou porque não é grande coisa ser 2º num quadro geral ‘medíocre’. o aumento do apoio financeiro às associações de imigrantes e às instituições particulares de solidariedade social.<@D@>I8xÂF Não há volta a dar: esta avaliação das políticas portuguesas para a integração dos imigrantes constitui um reconhecimento internacional do trabalho feito. todo o trabalho do agora reforçado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI). A posição de Portugal no «ranking» agora divulgado constitui um acrescido estímulo para esse trabalho. que procede a uma avaliação independente das políticas de integração dos imigrantes em 28 países (os 25 Estados-membros da UE. ajuda a explicar o largo consenso que tem marcado o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa.9F8JGIÝK@:8J E8GFCàK@:8. a promoção efectiva do reagrupamento familiar.” . concretas e calendarizadas. Suíça e Canadá). felizmente. ou ainda porque. destaca os resultados obtidos por Portugal na avaliação independente das políticas de integração de imigrantes. Mas também sei que se em vez de estarmos no 1. um enérgico e criativo combate à burocracia. recorrendo a mais de 140 indicadores. Um consenso alargado que é social mas que. as frequentes acções de sensibilização da opinião pública para o combate ao racismo e à discriminação — e muito mais. Sei bem que temos ainda muitos problemas e que há muito a fazer. muito mais. Apesar do que se ouviu nos últimos dias. na integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento. Vale a pena reflectir no significado deste excelente resultado. além de promover o controlo dos fluxos migratórios e de reforçar a cooperação com os países de origem. na realidade. Pedro Silva Pereira. Como emigrantes. recentemente adoptado pelo Governo e que definiu 122 medidas adicionais. a valorização da participação cívica dos imigrantes e do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). aliás. Noruega. A verdade é que o dinamismo da política de integração de imigrantes desenvolvida nestes últimos anos conduziu a um conjunto de importantes iniciativas que devem ser realçadas e sobressaem nas comparações internacionais. os centros nacionais e a rede crescente de centros locais de apoio ao imigrante (CNAI e CLAI). Desta avaliação internacional comparada resultou a elaboração de um «ranking» por países onde Portugal surge num notável 2º lugar (logo atrás da Suécia). então sim. também tem sido político. as mais amplas condições de acesso dos imigrantes ao abono de família e aos direitos sociais. na linha. honrando a nossa tradição humanista: uma nova e mais justa lei da nacionalidade. teríamos muito mais trabalho pela frente! . Que estamos bem cientes dos problemas que ainda subsistem prova-o o Plano para a Integração dos Imigrantes. o Ministro da Presidência. invista mais. a mais ambiciosa 3ª Geração do Programa Escolhas. A vontade de relativizar foi tanta que o jornal ‘Público’ conseguiu dizer. Portugal foi considerado nesse parâmetro o 3º melhor entre os 28 países considerados. que na área da ‘aquisição da nacionalidade’ Portugal obteve um dos seus “piores” resultados. quando. ou porque deixa de fora a situação dos imigrantes ilegais. assim que foi conhecida esta boa posição de Portugal multiplicaram-se as advertências destinadas a relativizar o resultado obtido: ou porque o estudo considera mais a lei do que a prática. os portugueses sofreram na pele a luta pelo reconhecimento dos seus direitos. Elaborado por peritos do British Council e do Migration Policy Group. acredito que essa experiência.

Por ocasião da conferência Saúde e Migrações na União Europeia.<JG8:?F JF9I<F8:<JJFÁJ8è.< . Na sua intervenção. em Dezembro. Correia de Campos adiantou ainda que no mês de Novembro realizar-se-ão duas conferências neste domínio na Eslováquia. subordinada ao tema “Melhor Saúde para Todos Numa Sociedade Inclusiva”. Correia de Campos referiu que em Portugal os vários estudos. o comissário europeu da Saúde.FJ@D@>I8EK<J A conferência “Saúde e Migrações”. lembrando que os temas das migrações e da saúde constarão da agenda quer da Conferência EUROMED. que contribuam para promover a saúde dos migrantes e da população em geral. nomeadamente a conferência “Saúde e Migrações na UE” e a VIII Conferência de Ministros da Saúde dos Países do Conselho da Europa.F. segundo anunciou no dia 28 de Setembro o Ministro da Saúde.. em Portugal os imigrantes têm acesso nos centros de saúde às consultas abertas. defendeu melhores cuidados de saúde para os imigrantes que vivem nos Estados-membros da União Europeia.<J8è. António Correia de Campos. em Novembro. “People on the Move: Human Rights and Challenges for Heath Care Systems”. mas mesmo assim o despacho necessita de ser analisado à luz dos novos dispositivos dos cuidados primários de saúde. o ministro da Saúde lembrou que a presidência portuguesa vai reforçar a colaboração e apostar no diálogo com os parceiros do Mediterrâneo e com África. o desafio demográfico e da sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social e o desafio da coesão social e do diálogo intercultural.FJ . nomeadamente a criação de Unidades de Saúde Familiar. que se realizam depois dos médicos atenderem os utentes inscritos nas suas listas. uma vez que é indissociável de alguns dos maiores desafios que hoje se colocam à UE: o desafio do desenvolvimento e do crescimento. Por sua vez. efectuados no passado. quer da Cimeira com África. O Governo vai rever o despacho que permite o acesso legal de imigrantes indocumentados aos cuidados de saúde para adaptá-lo à realidade das Unidades de Saúde Familiar (USF). o ministro da Saúde português. O ministro sublinhou a existência de unidades móveis que prestam serviços em alguns bairros habitados por imigrantes. Nesse sentido. destacou que a questão da imigração deve constituir um tema central na agenda política europeia. Correia de Campos afirmou que desde 2001 não existem barreiras legais de acesso aos cuidados de saúde. são insuficientes e colocou a hipótese de num futuro inquérito nacional de saúde ser analisado mais cuidadosamente o tipo de problemas de saúde da população migrante.8. Num sistema universal e tendencialmente gratuito. marcou uma das principais iniciativas da presidência portuguesa dos 27 na área da Saúde e teve como principal objectivo elaborar recomendações para a adopção de instrumentos de política comuns. 9@%EFM<D9IF%'.<<D@>I8xÃ<JÉÆ@  D<C?FI<J:L@. incluindo aqueles que se encontrem em situação irregular. :FE=<IÜE:@8ÈJ8è.FJ FJ@D@>I8EK<J I<M@JÂF.<G8I8KF.+ - . Markos Kyprianou.

a Associação de Unidos de Cabo Verde e o Centro de Saúde da Venda Nova. Em 43% dos partos realizados na unidade. que durante meio ano analisou cerca de dois mil partos. publicado no pri- . o que se reflecte na vigilância tardia da gravidez e no acompanhamento pós-parto. desenvolvida pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável. O estudo refere que a necessidade de proporcionar mecanismos de suporte a estas populações é mais importante ainda do que o aumento do investimento em cuidados diferenciados. Organizada pela Coordenação Nacional da Estrutura de Missão deste Ano Europeu em Portugal. meiro número da revista “Migrações”.1 por mil casos nos filhos de imigrantes.@J:I@D@E8xÂF “As religiões. em Lisboa. divulgado no final de Setembro. referido pelo Jornal de Notícias no final de Setembro. identifica boas práticas desenvolvidas um pouco por toda a Europa na área da saúde e das migrações e inclui cinco exemplos portugueses. Esta associação independente que congrega. no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia. Outro projecto mencionado no documento sobre boas práticas na saúde e migrações é a intervenção comunitária no Casal da Mira. :FCäHL@F 8JI<C@>@Ã<J#8.<<D@>I8xÃ<J$@@@ :E8@<EKI<FJGIFA<:KFJGFIKL>L<J<J :@K8. o colóquio terminou com um jantar/tertúlia que se propôs analisar e debater a promoção dos direitos e o respeito pela diversidade. que decorreu entre Junho de 2002 e Dezembro de 2005. em que participou o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra.FJF9I<J8è.@M<IJ@. O relatório destaca ainda o trabalho dos Centros Nacionais de Apoio à Integração de Imigrantes. O estudo. Foram identificadas 32 nacionalidades. A escolha do hospital que serve os concelhos da Amadora e Sintra. do Observatório da Imigração do ACIDI.1 por mil entre os cidadãos portugueses. funciona como uma rede de apoio a imigrantes na área da saúde.9I<M<J :FE=<IÜE:@8J8è. A mortalidade ocorrida durante o parto ou nas primeiras semanas de vida foi de 13. com predominância de países lusófonos. Um projecto que visa promover a saúde sexual e o planeamento familiar de imigrantes residentes no Algarve foi um de cinco programas portugueses apontados no relatório “Boas Práticas em saúde e Migrações na União Europeia”. Um outro aspecto realçado pelo estudo.<Q A fragilidade dos imigrantes a nível socio-económico reflecte-se nos cuidados de saúde materna e infantil. é o facto de 29% das famílias imigrantes não terem sido identificadas nas listas dos centros de saúde dos dois concelhos. que resultou numa parceria do Serviço Jesuíta aos Refugiados com a Fundação Calouste Gulbenkian. no sentido de contrariar práticas e atitudes discriminatórias e de contribuir para alterar e eliminar estereótipos contrários à igualdade de oportunidades. detecta diferenças resultantes da fragilidade socio-económica deste segmento populacional. .FJ:FDF9F8JGIÝK@:8J O relatório. O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Imigração e Saúde (GIS) é outro exemplo de boas práticas.< <8EÂF. divulgado a propósito do Congresso Saúde e Migrações. deve-se ao facto de nesta zona residir um número significativo de imigrantes.8. A conclusão resulta de um estudo efectuado no Hospital Fernando Fonseca. criados em 2004 para facilitar o contacto dos imigrantes com a Administração Pública e outros serviços de apoio. fundada em Maio de 2006. é outro exemplo português mencionado no relatório.<D8K<IE8<@E=8EK@C @D@>I8EK<J:FII<DD8@JI@J:FJE8>I8M@. no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. académicos e profissionais de saúde. O projecto de Reconhecimento de Qualificações de Médicos Imigrantes. entre outros. a diversidade e a não discriminação” foram o ponto de partida para um colóquio que se realizou no dia 19 de Outubro na Fundação Mário Soares. pelo menos um dos pais é de nacionalidade estrangeira. sendo de 7. <JKL.

os conflitos inter-africanos e a opção pelo não-alinhamento. havia 72 correspondentes da imprensa internacional em Nairobi. D. organizado pela Fundação Portugal-África. objectos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros. é necessário encontrar caminhos de modo a que o povo cigano também sinta que a Igreja é também a sua casa. afirmou que o Museu tem uma importância fundamental. O Bispo de Beja referiu que. que perdeu a sua razão de ser com o fim da Guerra Fria. Hermano Sanches Ruivo. Um cartaz com uma fotografia de duas mulheres e crianças portuguesas a chegarem a uma estação de comboio francesa. mais grave ainda é a transferência de África para a Ásia das atenções. nos anos mais recentes.:FE=<IÜE:@8EFGFIKF =I8Ex8 LD8<JKI8Ky>@8:FDLD Dlj\leXZ`feXc[X G8I8. integrar e promover. O Museu insere-se no projecto “Cidade Nacional da História da Imigração” (CNHI) e tem por objectivo. em 1976. Para o ex-secretário-geral da ONU. membro do Conselho Científico e de Orientação da CNHI. “conhecer e reconhecer” o contributo da imigração em França. é uma visão histórica da presença dos imigrantes no país desde a revolução francesa até aos dias de hoje. incentivando assim a sua integração social. Manuel Dias adiantou ainda que a CNHI vai ter no futuro exposições temporárias dedicadas às diferentes comunidades. incluir. a comunidade cigana foi alvo de avanços de outras igrejas e seitas. na década de 60. “Os caminhos da integração africana” e “O financiamento do desenvolvimento” foram os restantes temas. O encontro. que se realizaram em Fátima. Segundo D. Esta exposição permanente. abriu em Serralves com o painel “Uma relação histórica e geográfica incontornável”. pretendendo dar a conhecer a história da nação francesa e o contributo dos estrangeiros. Assim. referiu que o Museu vai ter uma exposição permanente sobre os duzentos anos da presença dos imigrantes em França. investimentos e interesses da comunidade internacional. permitindo às segundas e terceiras gerações conhecer a história dos pais e mostrando à sociedade francesa a história dos imigrantes em França. segundo a instituição. e a entrada na sociedade da informação. e que portanto evangelizar é também acolher. e o antigo secretário-geral da ONU. a ajuda internacional cada vez mais reduzida. No decurso das Jornadas Nacionais de Informação da Pastoral dos Ciganos. Boutros-Ghali defendeu que o maior perigo que ameaça África é o seu isolamento e a falta de atenção por parte da comunidade internacional. mas agora a Igreja Católica quer inverter este fenómeno que retirou muitos crentes daquela etnia do culto tradicional. iniciaram no dia 28 de Setembro. no Porto. . dando como exemplos trágicos os genocídios no Ruanda e no Burundi. em parceria com a União Europeia e a China. a conferência internacional “Europa-África: uma estratégia comum?”.FJ:@>8EFJ 8<M8E><C@Q8xÂF:FDF<JKàDLCFÁ@E:CLJÂF O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade apelou no dia 5 de Outubro à Igreja católica para que invista na evangelização da comunidade cigana em Portugal. Boutros BoutrosGhali. que deveriam ter merecido a mobilização da opinião pública internacional. Mário Soares. ao passo que actualmente não há mais de quatro. obras de arte. abre a exposição do Museu Nacional da História da Imigração. em especial da China e da Índia. inaugurado no dia 10 de Outubro em Paris. devido ao desenvolvimento espectacular deste continente. mas também porque a dispersão por todo o país dificulta a acção dos sacerdotes. acrescentou. O presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF). António Vitalino. Salientou ainda que África sofreu nos últimos 50 anos cinco grandes decepções e desilusões: O sonho da união total do continente e os projectos da Organização da Unidade Africana (OUA) para um mercado comum africano. “A cooperação Europa-África face à China e aos EUA”. imagens. O antigo secretário-geral da ONU referiu que. os grandes desafios actuais de África são a adopção de um novo Plano Marshall. G8JKFI8C. A exposição é composta por documentos de arquivo. acrescentou. Para Boutros-Ghali. O português Manuel Dias.F@J:FEK@E<EK<J _`jki`X[X`d`^iXƒf O presidente da Fundação PortugalÁfrica. António Vitalino afirmou que a evangelização é um valor muito forte para ajudar à inclusão destas pessoas. isso sucedeu em Portugal por falta de capacidade das estruturas da Igreja.

A flexibilidade das fronteiras. 1 Sáb. Quatro dias mais tarde. Manuel de Arriaga. A Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes pretende dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. foi inaugurado um Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes no Concelho da Póvoa de Varzim. o estatuto de residente.<FLKL9IF No dia 15 de Outubro. Nos últimos anos. António de Figueiredo Lopes. Em estreito contacto com os Centros Nacionais e a Rede de CLAIIs. Fax: 233 432 373 E-mail: claiifigfoz@gmail.pt Horário: 2ª a 6ª: 10h00-16h30. o Processo de Barcelona significou um compromisso de cooperação entre estes países no âmbito das relações políticas. estes centros funcionam como um pólo de informação ao imigrante.F@JEFMFJ:C8@@EFDÜJ. Esta conferência anual de Euromesco contou com a participação de investigadores.net . 73 – Buarcos 3080-331 Figueira da Foz Tel. Nesta ocasião. director executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Lisboa.pv@cm-pvarzim.4490-538 Póvoa de Varzim Tel. Nicolas Sarkozy. a participação política ou os direitos e deveres dos imigrantes foram temas tratados nos debates. passando por Marrocos. confirmasse que o presidente francês. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público alvo. do qual farão parte os países das margens do Mediterrâneo. Mais informação na Internet em: www. Finlândia ou Egipto. Jacques Huntzinger.: 10h00-12h30 CLAII da Póvoa de Varzim Casa da Juventude Rua D.: 252 619 230. em Lisboa.8=FQ<GäMF8.: 233 432 862. a rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) foi alargada com a abertura de um pólo que cobre o Concelho da Figueira da Foz. o ACIDI e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim assinaram um Protocolo de Cooperação. por mês: 10h30-13h00 <LIFD<J:F)''. tem existido todo um debate entre os que defendem a sua prevalência com modificações e os que asseguram que esse compromisso está já obsoleto. encerrou a conferência com uma mensagem positiva. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. Sáb. afirmando que “os imigrantes são pontes de ligação pelo diálogo com os povos de origem”. Maria I.<M8IQ@D . já que é ao nível local que acontece a integração. no Centro Cultural de Belém. CLK8I:FEKI88@EKFC<IÛE:@8 No passado mês de Outubro teve lugar. a 19 de Outubro. tem a intenção de criar uma nova instituição designada União Mediterrânea.euromesco. Especialistas de diferentes países da União Europeia e do outro lado do Mediterrâneo debateram a questão da importância do papel dos imigrantes nas relações euro-mediterrâneas. CLAII da Figueira da Foz Sede do Grupo de Instrução e Sport Rua Dr. A conferência serviu também para que o embaixador de França.com Horário: 2ª a 6ª: 15h-19h30. 56 . na presença do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. fazendo a ponte com as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar.9I<M<J =@>L<@I8. económicas e sociais. numa parceria com três instituições locais: Grupo de Instrução e Sport. políticos e universitários de diferentes países de Portugal até à Palestina. FigueiraViva – Associação de Cooperação e Solidariedade para o Desenvolvimento da Figueira da Foz e Associação de Solidariedade Social Viver em Alegria. a Conferência Anual da Euromesco “Uma agenda comum contra a intolerância”. Alguns dos conferencistas lembraram que cada vez se torna mais habitual encontrar lado a lado países que são em simultâneo de emigração e de imigração. As reflexões sobre o futuro das relações entre os países da União Europeia e os países mediterrâneos já existem há bastante tempo. Fax: 252 683 218 E-mail: gaie. Em 1995.

que permitam às potenciais vítimas receberem apoio e informação imediata. Violência de Género e Tráfico de Seres Humanos. esta analise não é partilhada pelo coordenador de Investigação Criminal da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ (DCCB). O responsável referiu que até Junho deste ano já tinham sido detidos trinta traficantes de seres humanos e treze encontram-se em prisão preventiva. Na declaração lida na Alfândega do Porto pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Pedro Felício. publicado no passado mês de Junho pelo Governo dos Estados Unidos (EUA). 18 de Outubro. embora se esforce para erradicá-lo. O vice-presidente da Comissão Europeia Franco Frattini. este primeiro plano tem como áreas estratégicas de intervenção o conhecimento do fenómeno e a disseminação de informação. Os Estados-membros são convidados igualmente a acelerar a transposição para os seus ordenamentos jurídicos internos das normas comunitárias sobre a incriminação do tráfico de seres humanos. que afirmou que a eficácia das autoridades portuguesas é. como demonstra o actual número de detidos por este crime. vem revelando uma tendência de acentuado crescimento.. numa videoconferência transmitida na sessão de abertura do encontro. a protecção e a repressão dos crimes 9@%EFM<D9IF%'.<J<I<J?LD8EFJ LdXgfcˆk`ZX [\kfc\ieZ`Xq\if A Presidência da União Europeia organizou em Outubro uma conferência sobre a importância da adopção de uma estratégia de coordenação e de responsabilidade partilhada contra o tráfico de seres humanos. O tráfico de seres humanos. De acordo com o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007”. em parceria com o Conselho de Europa. :XdgXe_X[\j\ej`Y`c`qXƒf[fJ<= No dia em que se comemorou o Dia Europeu de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos.KIÝ=@:F. No entanto. identificação. o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) promoveu uma sessão de enquadramento e apresentação da experiência portuguesa e lançou a campanha de sensibilização “Não estás à venda”. defendeu “tolerância zero” para os traficantes de seres humanos que actuam em todo o Mundo e protecção total para as vítimas. exorta os estados europeus a criar unidades especiais articuladas de investigação e combate ao tráfico a esse tipo de crime. que prevê a criação de programas especiais de segurança às potenciais testemunhas e seus familiares. Em vigor até 2010. A “Declaração do Porto” sobre Tráfico de Seres Humanos e Género. Portugal serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos para o combate a este flagelo. aprovada no âmbito da presidência portuguesa. nas diversas formas de explora- ção que assume. em particular.+ (' . de apoio às vítimas desta realidade que afecta em especial mulheres e crianças. A conferência decorreu nos dias 8 e 9 de Outubro no edifício da Alfândega no Porto e contou com a presença de peritos das áreas da Igualdade de Género. Jorge Lacão. Portugal adoptou em Junho em Conselho de Ministros o Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos. a prevenção. superior a alguns países comunitários. em alguns casos. combate e. tendo-se tornado necessário incrementar um modelo pró-activo ao nível das estratégias e mecanismos de prevenção. exortam-se também os países europeus a criar linhas telefónicas de emergência com um número comum.

Por outro. um clássico do brain waste a nível mundial. Os casos de inserção laboral no segmento primário geram uma inclusão social genericamente não problemática. Como remédios para doenças futuras. esta limitação marca um processo que se caracteriza pela propensão para o reforço sucessivo da divergência com a sociedade de acolhimento. quer sobre a inclusão dos imigrantes no mercado de trabalho quer.\jZfe_\Z`[fj\jlYXgifm\`kX[fj G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j Desde o final dos anos 90. Portugal atraiu imigrantes cuja inserção veio a ocorrer no segmento secundário do mercado de trabalho.  F G @E@ÂF @D@>I8EK<J8CK8D<EK<HL8C@=@:8. Uma opção que acarreta consequências. Por um lado. Também aqui se poderá aplicar a “lei de Murphy” que. é de esperar uma inclusão social mais contingente. que possuíam elevadas qualificações académicas mas desempenhavam funções desqualificadas. porém. SEF. Portugal apoia a graduação de milhares de indivíduos de origem estrangeira. Sem informação não se podem construir políticas e. O potencial deste tipo de imigrantes para o desenvolvimento do país é desmesurado mas. em todos os casos em que a ocupação alcançada não corresponda à qualificação obtida (e são muitos). Mas a recolha de informação. impõe-se uma igualdade de tratamento no que diz respeito à origem geográfica ou disciplinar das formações obtidas. as quais deveriam ser dirigidas de forma indiferenciada (mas personalizada) a todos os imigrantes. como sempre. Complementarmente. Por um lado. como é sabido. não poderá Portugal rentabilizar um capital humano de que carece enormemente.FJ . o sistema político. sem politicas estrategicamente orientadas. que já possuem informação pertinente. tornar-se-á. Em paralelo. Engenheiros. Temos necessidade de mais estudos e de mais dados sobre este fenómeno. afirma que algo (um acontecimento ou processo) terá um resultado negativo se lhe for dada uma oportunidade para tal. A diversidade das experiências sentidas por imigrantes que partilham níveis de qualificação semelhantes constitui-se como uma dificuldade para o desenvolvimento de medidas de (( auxílio à integração. a desvantagem e a limitação das oportunidades a que determinado grupo nacional se encontra sujeito podem. O obstáculo principal decorre do não tratamento de variáveis importantes pelas instituições do Estado português (ex. obtido um grau académico. tem também de ser melhorada. de uma forma geral. conhecer as especialidades ou especializações dos imigrantes para que seja possível estabelecer planos pessoais de inserção no mercado de trabalho que se adequem a esses perfis profissionais. através do seu progressivo processamento nos respectivos sistemas funcionais. decidem não regressar aos seus países. muitos dos quais. o sistema social e o sistema económico) constrangem as opções de participação dos cidadãos. O caso de muitos imigrantes do Leste da Europa. São várias as dimensões que necessitam de ser realçadas. um brain waste para Portugal. conduzir a ainda mais desigualdades e ausências de opções. pedem-se estratégias para as políticas de bolsas de estudo e de enquadramento dos estudantes estrangeiros. No que diz respeito à sua inserção no segmento primário do mercado de trabalho. Por outro. a capacidade de os imigrantes qualificados participarem nos diferentes sistemas funcionais da sociedade portuguesa encontra-se condicionada pela forma desigual como o Estado. a internacionalização das empresas portuguesas implicou a vinda para Portugal de um número significativo de quadros qualificados. de diversos grupos nacionais. Ou seja. um não brain gain para os seus países de origem que nada lucram com o acréscimo de capital humano. nos mesmos sistemas funcionais. em especial os que têm origem na Europa de Leste e os originários dos PALOP. No que diz respeito aos casos de desadequação entre as qualificações e as profissões exercidas. médicos ou enfermeiros a trabalhar com betoneiras ou com baldes e esfregonas não são um exemplo de aproveitamento de Recursos Humanos. nomeadamente. IEFP ou INE). só se traduzirá numa contribuição real se as políticas migratórias forem especificamente desenhadas tendo em vista o seu aproveitamento. a sociedade e o mercado de trabalho (isto é. exigemse alternativas aos custosos programas de reconhecimento de habilitações. o aumento da qualificação dos recursos humanos estrangeiros disponíveis e a imigração independente implicou que a base de recrutamento potencial se tenha alargado exponencialmente. a imigração altamente qualificada em Portugal alterou-se significativamente sem que a empiria cientifica ou as politicas migratórias o tenham reflectido. seguramente. Importa. . A evolução da imigração qualificada e a sua inserção na sociedade portuguesa constitui o resultado de processos complexos. Em alguns grupos. os quais produzem efeitos. duas situações distintas tiveram lugar. Com efeito. sobre o seu relacionamento com a sociedade. no momento de acolhimento dos imigrantes em território nacional ou ao longo do seu percurso educativo.

o Ministro da Presidência recordou que Portugal precisa de saber que vive hoje uma realidade nova. em Leiria. O programa integrou um momento de debate aberto à participação dos autarcas. A autarca referiu que.. os autarcas são particularmente sensíveis às questões da integração. que pretendeu ser um espaço de reflexão. Os CLAII pretendem ser uma resposta local articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. Este evento abriu o encontro da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) – com 67 Centros espalhados por todo o país – que decorreu no mesmo local nos dias 1. promovendo trabalhos articulados junto das comunidades. fazendo a ponte entre as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar.<E: FEK IF :C 8 @ @ <eZfekif[fj:C8@@\dC\`i`X I\]fiƒXiX@ek\^iXƒf[\Gifo`d`[X[\ Com o objectivo de aprofundar o trabalho realizado pelos Centros Locais de Apoio à Integração dos Imigrantes (CLAII) e atendendo à importância que as autarquias têm na integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. bem como de um perito na matéria. salientou. referindo que não basta aumentar a quantidade de CLAII. com um rosto humano e próximo do imigrante. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. acrescentou. constituem um pólo de informação ao imigrante. já que os imigrantes bem integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento. muito para além dos grandes centros urbanos. garantiu a abertura das autarquias para o reforço desse trabalho de parceria. presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). Pedro Silva Pereira referiu a necessidade de aumento da rede de estruturas de integração. o reforço realizando em termos do trabalho em rede das várias estruturas. para além do aumento de pontos de atendimento. Este Encontro. Falando para uma assistência composta por diversos autarcas e mediadores dos CLAII provenientes de todos os pontos do país. partilhas de experiências e troca de informações. o Ministro referiu. Nesse sentido.+ () . Neste encontro. nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração. num país que se transformou numa sociedade de acolhimento para imigrantes das mais diversas proveniências. durante o encontro “Integração de Proximidade . A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa.um desafio para as autarquias”. 9@%EFM<D9IF%'. sendo essa a prioridade do ACIDI. promovendo acções em rede. Em estreito contacto com os Centros Nacionais. através dos CLAII. o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais e com as autarquias. Isabel Damasceno. D`e`jkif[XGi\j`[†eZ`X I\jgfe[\iXfj[\jX]`fj[fXZfc_`d\ekf Na sua intervenção em Leiria. o Professor Jorge Malheiros. apostar na qualidade do serviço prestado. o ACIDI promoveu o Encontro “Integração de Proximidade – um Desafio para as Autarquias”. como resposta à dispersão dos imigrantes por todo o território nacional. Presente no encontro. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público-alvo. e contou com as intervenções do Ministro da Presidência. 2 e 3 de Outubro. É necessário também. do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e da Presidente da Câmara Municipal de Leiria (em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses). como forma de conhecer melhor os desafios que se colocam ao nível local e as experiências já realizadas em diferentes concelhos do país. teve lugar no dia 1 de Outubro.

Este encontro anual é de extrema importância. via e-mail. Há necessidades muito diferentes consoante o distrito onde cada pessoa está. um projecto do CLAII dos Açores em que o objectivo é fazer um confronto entre a procura e a oferta de emprego. um encontro como este é sempre um recarregar de baterias. três temas muito importantes para o nosso trabalho do dia a dia nos CLAII’s. A esse respeito. de modo a saber quem eram as pessoas por trás de uma voz ao telefone ou do e-mail. o que faz com que essa troca de experiências seja uma aprendizagem muito grande para todos. Ana Rita Prieto CLAII do Bombarral Viemos fazer a apresentação de uma boa prática. De resto. . estamos muito afastados do Centro Nacional. tínhamos definido para este encontro o aspecto formativo. talvez valesse a pena dividir os grupos para tornar as formações mais específicas. “Formar para Integrar”. tanto quanto à Lei da Imigração como quanto à Lei da Nacionalidade. é importante saber como é que as coisas funcionam no terreno. a Lei da Nacionalidade e o Plano para a Integração dos Imigrantes. A grande mais valia de um encontro deste tipo é a possibilidade de todos nos conhecermos e nos visualizarmos. porque muitas vezes temos contactos via telefone. procurei absorver ao máximo a informação apresentada pelos nossos colegas do ACIDI. sobretudo por parte dos CLAII’s que estão já em funcionamento há vários anos. porque ajuda-nos a conhecer os nossos colegas. com os CLAII’s a aumentar. por parte dos imigrantes e por parte das empresas. Para além disso. para além de procurar esclarecer dúvidas quanto à nova Lei da Imigração. Os aspectos informais de construção de uma rede eram um outro objectivo também importante. Joana Morais Castro CNAI Porto Um aspecto muito importante neste encontro anual foi a aposta na formação dos CLAII. Cadaval. com as novas leis da Nacionalidade e da Imigração. Leoter Viegas CLAII dos Açores O tema da nossa apresentação foi o Clube de Emprego. em Julho. com os mesmos problemas. Bombarral e pelo Núcleo de Apoio ao Imigrante de Peniche. Para além disso. e permite aprender coisas novas relacionadas com a Lei da Imigração. e é bom trocarmos impressões todos juntos. a trocar experiências. gostaria que tivesse existido um espaço para perguntas e casos práticos. um ciclo formativo organizado pelos CLAII do Oeste: Lourinhã. F J  G 8 I K @ : @ G 8 E K < J (* Jorge Cardoso Gabinete de Coordenação CLAII Como objectivos essenciais. Sentimos necessidade de avançar com um programa de formação.8  F G @ E @ Â F  . Tânia Guerreiro CLAII de Odemira Nós abrimos o CLAII recentemente. Óbidos. porque os CLAII’s estão habituados a trabalhar de uma forma muito individualizada. e assim este espaço serve para nós repararmos que temos funções comuns. sobretudo em relação à nova Lei da Imigração e à Lei da Nacionalidade. tentando atingir como público-alvo os professores e alguns funcionários dos serviços públicos. no sentido de juntar todas as pessoas e permitir que elas se conhecessem. o tema de que todos os CLAII’s mais tinham necessidade de ouvir falar. e portanto a grande mais valia de um encontro deste tipo é basicamente a troca de experiências e também a apresentação das boas práticas. Foi muito importante que cada um partilhasse com os outros aquilo que faz e isso tornou o encontro muito útil em termos de motivação Olga Dias Ferreira CLAII de Leiria Creio que este encontro valeu principalmente pelo tratamento da Lei da Imigração. as mesmas dificuldades. Estamos muito afastados dos outros colegas. e também que se trabalharmos juntos conseguimos um resultado superior. Para o futuro.

capacidade eleitoral passiva e activa. não somos favoráveis à reciprocidade. contando com um leque alargado de participantes.. fazem as nossas cidades.... qualificar-se e responder àquilo que são as transformações das últimas décadas.) Nuno Magalhães Grupo Parlamentar do Partido Popular (. Era fundamental que esta rede de excepcionalidades fosse quebrada e fosse de facto instaurado o princípio da participação política por completo.) Deveres que não são só legais.) Ana Drago Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (. Os Verdes gostariam que fosse neste sentido que aqui vou referir: Em primeiro lugar.. representantes das comunidades imigrantes. destacam-se o Presidente da Assembleia da República. que as pessoas que trabalham. não entendemos porquê restringir a capacidade eleitoral às autarquias locais. o Ministro da Presidência. que têm direito à cidade e têm por isso direito à participação política em termos totais.. Liberdades e Garantias.. AX`d\>XdX Gi\j`[\ek\[X8jj\dYc\`X [XI\g’Yc`ZX %%%  ?fa\# X 8jj\dYc\`X [X I\g’Yc`ZX XYi`l$j\ X ldX j\jjfgXicXd\ekXiZfdfj`d`^iXek\j\dGfikl^Xc#\ \l \jg\if hl\ ef ]lklif# kf[fj fj Xefj# ef `eˆZ`f [X j\jjf c\^`jcXk`mX# Xjj`d XZfek\ƒX# gfihl\ k\dfj e\$ Z\jj`[X[\ [\ flm`i fj j\lj gfekfj [\ m`jkX# [`jZlk`i \i\Õ\Zk`iZfd\c\jXhl`cfhl\_fa\„ld[fj^iXe[\j k\dXj [\ XZklXc`[X[\ gXiX X \cXYfiXƒf [Xj efjjXj d\[`[Xjc\^`jcXk`mXj#gXiXX]fidlcXƒf[XjefjjXjgf$ cˆk`ZXj~\jZXcX[XLe`f<lifg\`X\kXdY„d[fgfekf [\m`jkX[Xj^iXe[\jfi^Xe`qXƒ‘\j`ek\ieXZ`feX`j%%%% 9@%EFM<D9IF%'...) não possam ser cidadãos de corpo inteiro... e quando discutimos isso é preciso ter essa ponderação. Assembleia da República.) É exactamente porque os imigrantes vivem nas nossas cidades. Direitos..) Face ao reconhecimento imperativo que todas as forças políticas dão aos imigrantes que estão connosco a desenvolver este país. o ex-Comissário Europeu António Vitorino e o ex-Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte. cheia de excepcionalidades dos direitos de reciprocidade. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. Existem outros órgãos representativos dos cidadãos. Esta sessão foi dedicada ao tema da participação política dos imigrantes na sociedade de acolhimento. entre os quais representantes dos diferentes grupos parlamentares. (. publicam-se excertos das intervenções dos representantes dos vários grupos parlamentares sobre as suas posições acerca da participação política dos imigrantes. ou seja. Rui Marques.. era forçoso que a articulação constitucional fosse de uma vez por todas alterada.. Gostava ainda de dizer que é preciso ser ambicioso e não apenas alargar os direitos ou as condições de reciprocidade. Jaime Gama. Entre estas. (.+ Heloísa Apolónia Grupo Parlamentar Os Verdes (. a cumprimento de deveres. Parlamento Europeu.) O exercício dos direitos políticos corresponde.) Não faz sentido. Pedro Silva Pereira. (. membros da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e um conjunto de personalidades com uma experiência privilegiada para contribuir para o aprofundamento desta reflexão. consoante os países de origem. Nós hoje temos uma malha de difícil compreensão. escalonando a participação política e de voto em autarquias.. como todos os direitos..) Entendemos que estão criadas condições na nossa sociedade de hoje para um mais amplo consenso em torno desta matéria para eliminarmos de vez este pressuposto da reciprocidade. eleger e ser eleitos e participar de corpo inteiro nesta nossa sociedade. Para além de um excerto da intervenção do Presidente da Assembleia da República. o Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.: F: 8@ 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX :F:8@[\YXk\gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j Numa iniciativa conjunta do Presidente da Assembleia da República e do ACIDI. (. mas que têm a ver também com um dever que deve ser promovido pelo próprio Estado.) Creio que era o momento de a democracia portuguesa dar um salto qualitativo. realizou-se no dia 24 de Setembro uma Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração na Sala do Senado da Assembleia da República. designadamente a Assembleia da República e o Parlamento Europeu (.. na perspectiva dos Verdes. que residem em Portugal (.. Osvaldo de Castro. face a esta fase da discussão. Para além disso. que é o dever de (+ . académicos... (..

Importa assim questionar igualmente se os limites impostos actualmente pela lei – a questão da reciprocidade e a limitação às eleições autárquicas deste mesmo princípio – continuam a fazer sentido.) Não temos qualquer dúvida. nessa medida. do partido a que pertenço.) Celeste Correia Grupo Parlamentar do Partido Socialista (.. e a lei eleitoral deve poder regular livremente o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos imigrantes. Digo isto de forma clara.integração efectiva na sociedade que se pretende alterar. é uma ideia que está a fazer a sua caminhada mas. Consideramos que. como todos os princípios devem ser. (. ser actualizado.. A nossa ideia é que não podemos ficar dependentes de outros Estados para tomarmos decisões aqui em Portugal relativamente à defesa da coesão social.. não como princípio absoluto. Numa visão pessoal.. neste momento o que posso dizer é que não tomámos ainda nenhuma posição concreta sobre isso. (. nomeadamente as suas obrigações legais. do voto... Terá de ser [uma maioria de] dois terços para a revisão desse instituto. (..) A primeira pergunta que se coloca é precisamente a de saber se consideramos social e politicamente defensável manter um crescente e relevante número de cidadãos imigrantes. que cumprem genericamente as suas obrigações para com o país em que residem. Portanto.. E. e que foi expressa na última revisão constitucional... e que tem de ser o resultado de uma vontade que existe objectivamente. desresponsabilizando-os de responsabilidades solidárias que deveriam caber a todos.. nomeadamente. Quanto ao direito de voto nas legislativas.) Creio que não vale muito a pena cada um de nós afirmar que é favorável à plenitude de direitos políticos para todos os imigrantes (. É uma ideia que está a fazer o seu caminho e muitos dirigentes do PS têm tomado posições individuais. Este é o meu ponto de vista. Isto no que se refere ao nível local. mas creio que o tempo agora é outro. e aqui exprimo também uma opinião colectiva. sem que lhes confiramos a possibilidade de participarem de uma forma mais activa nessa mesma sociedade. A reciprocidade teve a sua razão histórica. através.. (.) Quanto à questão da reciprocidade.) Consideramos contudo importante a existência de critérios e uma efectiva ligação entre os imigrantes e a sociedade de acolhimento. mas também. e a perpetuar-se uma situação deste tipo estaríamos a criar cidadãos que viveriam à margem da sociedade. em defesa dos portugueses residentes nos outros Estados.) Pedro Quartim Graça Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (. deve ser ao mesmo tempo interpretado e entendido de forma proporcional. em sede de revisão constitucional. em que se pretende participar... enquanto estivermos nesta fase.) António Filipe Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (. Mas. E portanto há que criar novas abordagens deste princípio da reciprocidade.) porque depois quando se chegasse ao plenário da Assembleia da República a realidade seria outra.) contem com o PS para. (.... e os direitos devem ser. creio que o que vale a pena é procurarmos encontrar passos seguros que permitam que haja um consenso cada vez mais alargado entre os vários partidos políticos de que é importante alargar os direitos políticos dos imigrantes.. de um sentimento que existe objectivamente e que não seja fictício. não posso dizer qual a posição do Grupo Parlamentar do PS sobre este preceito porque que ainda não foi tomada. (. relativos.. darmos o nosso contributo. (. concordo com essa defesa da reciprocidade mas creio que esse conceito pode. ao ser actualizado. como tudo na vida. esta situação não é politicamente sustentável. que a este nível a exigência de reciprocidade deveria deixar de ser feita em termos constitucionais. (.. actualmente.. Já se deram alguns passos e é importante dar outros.) O CDS defende o princípio da reciprocidade. e foi já uma proposta que apresentámos nas últimas revisões constitucionais. para ser correcta...) .. E. devem ser fixadas condições cujo cumprimento efectivo por parte dos imigrantes possibilite a referida atribuição de direitos políticos mais alargados.

tratava-se de encontrar um modelo de cidadania tão amplo quanto possível mas que não tocasse naquela área. este tipo de violência é completamente injustificada. sobretudo direitos económicos. mas não é sempre este o caso. habitação. Estas discrepâncias na legislação nacional no acesso à nacionalidade criam discriminações entre as várias comunidades imigrantes no contexto europeu na perspectiva da definição de um estatuto de cidadania.. o número de acesso era praticamente zero. incluindo os direitos políticos. costumes. Manifestamente.) (- . um estatuto de direitos e obrigações. Portanto. há que explicar porque é que o acesso a uma cidadania plena. e temos por outro lado questões mais complexas de integração em matéria de língua.: F: 8@ @ek\im\eƒf[\8eke`fM`kfi`efef:F:8@ È8gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j„ldaf^f [\jfdXgfj`k`mXÉ (. mercado de trabalho. ensino. é explicar porque é que este debate não pode ficar refém do debate do acesso à nacionalidade. e porque é que a questão do acesso à nacionalidade é uma questão. E o problema central é o problema de inclusão no sentido político e cultural. Tudo isso envolve um conceito amplo de cidadania cívica mas não toca a questão dos direitos políticos. no mundo global em que vivemos. E é aqui.(. saúde.. Essa é visão clássica e a posição dominante. elas não resolvem o problema central. o acesso à nacionalidade é uma violência cultural.. Nesse sentido.. o sentimento de pertença que é indissociável do sentimento de apropriação do sistema. Daí o conceito de cidadania cívica. que proporcionasse não só o reconhecimento do estatuto jurídico dos imigrantes. Nesse sentido.%<jkflgif]le[Xd\ek\ Zfem\eZ`[f[\hl\_fa\Xi\Z`gifZ`[X[\a}ef]Xqj\ek`[f%Á„gfZX#X`[\`X[Xi\Z`gifZ`[X[\ \iXldX`[\`XYXj\X[XeXji\cXƒ‘\j\eki\<jkX[fj%<jkXm`jf\jk}lckiXgXjjX[X#gfihl\_fa\ Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfjefgf[\]`ZXii\]„d[\ldXhl\jkf[`gcfd}k`ZX[\i\cXƒf \eki\<jkX[fj%?fa\#Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfj„ldXhl\jkf\jj\eZ`Xc[XZf\jf[X efjjXgigi`XjfZ`\[X[\%%%% isto é. por ano.+ Ki†jhl\jk‘\jZ\ekiX`jjfYi\[`i\`kfjgfcˆk`Zfj %%%  ?} ki†j hl\jk‘\j Z\ekiX`j hl\ \o`^\d fgƒ‘\j ZcXiXj% <d gi`d\`if cl^Xi# fj [`i\`kfj gfcˆk`ZfjR[fj`d`^iXek\jTj`^e`]`ZXdf[`i\`kf[\\c\^\i\[\j\i\c\`kf%<dgi`eZˆg`f#ef_} [`i\`kfjgfcˆk`ZfjXd\`fZXd`e_f%<dj\^le[fcl^Xi#`dg‘\df[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%Ef _}[`i\`kfjgfcˆk`Zfjj\d[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%8k\iZ\`iXhl\jkf„Xhl\jkf[Xi\Z`gifZ`$ [X[\%8:fejk`kl`ƒfGfikl^l\jX]XcX[\i\Z`gifZ`[X[\ef8ik`^f(. em que temos identidades sobrepostas e cada um de nós faz a síntese pessoal e intransmissível dessas identidades.. acedem à nacionalidade francesa entre 150 a 300 mil imigrantes. e a questão do reconhecimento de uma cidadania plena é outra questão. Acresce que. no contexto europeu. em alguns casos. de alguma forma. como é evidente. isto é. de pertenças múltiplas. condiciona muito as políticas e sublinha grandes discrepâncias entre os vários países europeus em matéria de acesso à nacionalidade. a aquisição de uma nova nacionalidade obriga à renúncia da nacionalidade de origem.)É preciso convencer os portugueses de que o direito à participação política dos imigrantes é um jogo de soma positiva para todos os participantes na comunidade portuguesa. até há cinco anos atrás. mas também potenciasse a sua integração na sociedade de acolhimento. etc.) Sendo importantes as questões dos direitos económicos. que se coloca a terceira dificuldade: Porque é que é preciso fazer a pedagogia de que a questão dos direitos políticos é uma alavanca para o sucesso da integração. Em alguns casos. ou seja. Na Alemanha. sociais e culturais. 9@%EFM<D9IF%'. que têm na sua tradição histórica a aceitação da dupla nacionalidade. um complexo de direitos e de deveres para os imigrantes. a primeira linha de dificuldade é a da pedagogia. em média. do sentimento de ter uma voz. de decidir os destinos da comunidade. temos questões atinentes à igualdade de oportunidades. É uma visão errada. e. sociais e culturais. comum a todos os países europeus. práticas administrativas.. Há países. a aquisição da nacionalidade portuguesa não implica a perda da nacionalidade de origem.. e hoje ainda é extremamente diminuto. à luz dos direitos económicos sociais e culturais? (. Em França. não se faz apenas através do acesso à nacionalidade. E esse estatuto não pode ser alcançado pela via da nacionalidade. portanto. como Portugal. e uma visão que além do mais. Esta definição é importante.. Há muito tempo que defendo a teoria da “cidadania cívica”. Há uma segunda dificuldade. porque é matéria excluída da competência da União Europeia. na medida em que penso que parte do caminho se faz através da definição de um estatuto europeu de direitos e obrigações dos imigrantes nas sociedades europeias de acolhimento. Como a nível europeu não era possível definir direitos políticos.

mas que talvez representem muitos milhares que nasceram aqui e que contribuem de alguma maneira para este país. no dia 24 de Maio de 2006 os doze descendentes de imigrantes. estiveram presentes o Ministro da Presidência. tem poucas páginas.. que pela primeira vez falaram na primeira pessoa como protagonistas da construção do seu lugar na sociedade portuguesa. mesmo que folheado por muitos. . ou ler e oferecê-lo a alguém. (. se calhar. mas também enquanto sociedade..) Convido-os a ler. disponibilizado o espaço do seu novo auditório no dia 24 de Maio de 2006. (. Éramos apenas doze. se é verdade que ninguém oferece o que não gosta. Trata-se de uma obra colectiva de um conjunto de doze autores. tendo três deles tomado a palavra. Nuno Santos (. Muitas vezes tivemos discussões sobre a segunda e terceira geração. e a outra… Porque. numa situação privilegiada.) Este livro é uma pequena amostra. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural.. não só enquanto indivíduos. Isabel Cunha Há precisamente um ano e quatro meses.) As nossas histórias de vida são muito diferentes umas das outras.. que teve como anfitrião o Presidente da Assembleia da República. e que a conjugação dessas opiniões pode levar a que algo seja realmente feito. mas espero que através dele se possa olhar mais profundamente para aquilo que é a situação sócio-económica dos restantes descendentes e imigrantes em Portugal. (. a partilhar.\jZ\e[\ek\j[\`d`^iXek\j C`mifXgi\j\ekX[feX 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX No dia 24 de Setembro. algo para transmitir. e que alguns deles ainda gritam mais violentamente e mais alto.. sem sequer ser consultada para construir aquilo que possa ser o acolhimento. os seus desejos e expectativas. termos de que não gosto. à sua maneira.. as necessidades. como nós estamos.. e os co-autores do livro em questão. ou porque não estão..) O mais interessante neste livro foi encontrar estes trajectos todos e perceber que todos podem ter uma opinião. este livro traz consigo a unicidade de cada um dos autores.. Pedro Silva Pereira. porque estão mais famintos. quando o Programa Escolhas e o ACIDI convidaram estes doze autores para que apresentassem uma comunicação sobre a sua experiência e o seu olhar em relação ao lugar que têm na sociedade portuguesa. Hoje houve uma iniciativa importante. e depois a outra pessoa. na Biblioteca Parlamentar. após a reunião do COCAI na Assembleia da República. mas é um livro muito pesado de conteúdos.) que existem os descendentes de imigrantes. estiveram reunidos neste mesmo local para partilhar as suas experiências de vida. mas há realmente muita gente à margem.. E o mais importante é transmitir (. colocamos também um pouco das nossas vidas. os seus apelos. Tem histórias de muitas pessoas. as suas preocupações. descendentes de imigrantes ou jovens imigrantes de nacionalidade portuguesa... porque tem bastante conteúdo e faz-nos reflectir. Partindo do princípio que nenhum de vós optará pela primeira hipótese eu gostaria que optassem pela terceira. porque eu sou realmente uma descendente de imigrantes e o meu filho terá sempre isso como uma riqueza cultural.) Assim como cada um de nós é único. Na cerimónia de apresentação. ler e guardá-lo de seguida. Com o livro em vossas mãos. Rui Marques.. teve lugar. E é nesta multiplicidade de histórias de vida que me encontro e encontro o outro. e quero que as pessoas escutem os anseios. lido por poucos e oferecidos por alguns. Jaime Gama. Anabela Rodrigues Este é um livro leve. A obra surgiu na sequência do apoio que a Assembleia da República quis prestar ao debate sobre imigração. que são pequenas amostras dos outros jovens que não tiveram oportunidade de escrever um livro. E com ele só têm três hipóteses: folhear e guardar numa das prateleiras da estante das vossas casas. e a tornar este um dos best-sellers do nosso país. Que o lessem e o oferecessem alguém.. co-autores do livro que aqui se apresenta. Parece um termo tão simples. as suas angústias. isso significaria que valeu a pena. mas cada um de nós tem. o lançamento do livro “Descendentes de imigrantes: um lugar na sociedade portuguesa. Tem-se falado muito em acolhimento.. (. (. as expectativas dos jovens que escreveram este livro.

Obviamente. pessoalmente. dos quais destaco o BES/Açores. açoriana conhece muito bem a quesA existência do Centro Local de Apoio tão da imigração. Por outro j\aXddX`jgifXZk`mXjeXYljZX[\ Heroísmo) mas também com os privalado. no sentiDesde a criação da AIPA. Temos actualmente 44 associações aderentes à plaaos seus objectivo. Daí termos no nosso temos condições especiais para sermos um laboratório em seio pessoas de várias proveniências. ter espaços onde os imigrantes A vida dos imigrantes nos Açores é diferente da que têm os possam obter informações. da procura de outros ao Imigrante (CLAI). por outro lado. mantendo-se evidentemente fieis vertentes. que sentido de alterar legislação e aplicá-la convenientemente. O termos de integração da população importante é a partilha dos objectivos imigrante. o facto de que norteiam a nossa actuação. Instituto uma abertura muito grande as autoride Acção Social. seminários e Nós não estamos a começar do zero. e. `ek\^iXƒf[XgfglcXƒf`d`^iXek\É Regional das Comunidades. contribuir para a criação de um clima favoque numa perspectiva nacional a comunicação social trata rável à integração. presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA).<EKI<M@ JK8 GXlcfD\e[\j Èygi\Z`jfhl\fj`d`^iXek\j k\e_XdldXmfqXZk`mX eXjfZ`\[X[\gfikl^l\jXÉ Paulo Mendes. Entendemos que em primeiro lugar estão as acções e as AIPA? iniciativas. elegeu como uma das prioridades a promoção de um debate alargado sobre a participação política dos cidadãos estrangeiros. os órgãos foram eleitos. mas também j\idfjldcXYfiXki`f\dk\idfj[\ com as entidades públicas (Direcção porque houve. a comissão coordenadora 9@%EFM<D9IF%'. no sentido de Èye\Z\jj}i`fhl\XjXjjfZ`Xƒ‘\j cipal de Ponta Delgada e de Angra de trabalharmos em conjunto.+ (/ . o Clube de Emlugares para uma vida melhor. Apesar disso. Nesta mesma lógica e numa parceria com o jornal “Açoriano Oriental” É desde há pouco tempo coordenador da PERCIP. Ainda há uma outra dade a um trabalho que foi feito com sacrifício e com muito actuação que é de pressão junto dos órgãos de decisão no espírito de entrega por muitos dirigentes associativos. ser um fenómeno muito recente perÈEXI\^`f8lkefdX[fj8ƒfi\j Temos feito parcerias que nos permimite-nos perceber aquilo que correu k\dfjZfe[`ƒ‘\j\jg\Z`X`jgXiX tem uma actuação mais sustentada. Para o mandato que iniciou. Por um lado.. pessoas têm e veiculando a vertente positiva do fenómeno da imigração. e penso prego e a Bolsa de Habitação têm funcionado bem. Quais têm sido os principais objectivos e actividades da das.. mas faz todo o sentido a sua divulgação. aqui”. acho ros nos Açores.. em 2003. tomou posse em Setembro como coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP). Estamos a dar continuiactividades culturais com regularidade. emitido todos os sábados na RDP-Açores. Que avatemos o suplemento mensal “ Rumos Cruzados”. nas suas associações trabalham em prol da integração dos cidadãos imigrantes na sociedade portuguesa. mal em outras paragens. A AIPA surge assim como uma asimigrantes do Continente? sociação que. a todos os níveis. temos vindo a compreender que mentos que são fundamentais e reflectem aquilo que as assoas actividades das associações têm a ganhar com o facto de ciações pensam sobre a questão da imigração nas suas várias terem alguma visibilidade. defende a integração e a igualEstou convencido de que na Região Autónoma dos Açores dade de oportunidades entre as pessoas. desconstruindo algumas imagens que as extraordinariamente mal as questões migratórias. Câmara Munidades. creio que a própria sociedade gXiZ\i`Xj\[\Xgf`fjÉ dos. temos tido três prioridades do de contribuir para que haja um maior consenso em torno fundamentais: defender os interesses dos cidadãos estrangeidas questões da imigração. Açores e em Setúbal. acima de tudo. através do nosso programa de rádio “ O mundo neira. Um outro liação faz do trabalho em conjunto das associações? nível de acção é a realização de conferências. ACIDI. que ainda gundo nível de actuação é a sensibilização e a transmissão de existem problemas e não se pode ficar à sombra da banaboas práticas. Todos ganham em ter as pessoas integrataforma. onde conseguimos fazer aprovar docuAo longo da nossa existência. Um seque isso dá uma sensibilidade maior. A PERCIP neste Os projectos da AIPA têm tido recentemente alguma visibimomento é resultado dos dois fóruns que se realizaram nos lidade na imprensa. desde a primeira hora.

O facto de estarmos a discutir.%. e estou convencido de que muito brevemente essa modificação se vai concretizar. esse relacionamento do ACIDI com as associações. mas hoje. com condições de reforçar. não obstante ainda persistirem alguns problemas. Para além dos protocolos que já existem. E a PERCIP pode ser um instrumento muito importante. É também necessário que as associações sejam mais proactivas na busca de parcerias e de apoios. em termos do alargamento dos direitos políticos. deixar que uma parte significativa da população portuguesa trabalhe mas não tenha nenhuma voz nessas questões. tem um papel absolutamente fundamental. contribuir para o reforço do movimento associativo migrante em Portugal. O nosso compromisso é. O ACIDI deve reforçar esse seu papel. a “casa” da democracia portuguesa. o direito a votar e a ser eleito. e não só os destinatários de políticas. que é um sistema que permite que todos possam dele fazer parte. os imigrantes podem e devem ser protagonistas activos. mas os dois maiores partidos não assumiram. não só pelos imigrantes.está a funcionar e temos um relacionamento muito intenso. Essa voz tem certamente outras dimensões.'' Z`[X[fj \jkiXe^\`ifj i\j`[\ek\j ef 8ihl`g„cX^f# ZfeZ\ekiX[fj ]le[Xd\ekXc$ d\ek\eXj`c_Xj[\J%D`^l\c#=X`Xc\K\iZ\`iX%LdXgXik\ j`^e`]`ZXk`mXkiXYXc_XeX}i\X[XZfejkilƒfZ`m`c\i\jkXl$ iXƒf% social. Assim. envolvendo as autarquias e outros organismos locais e privados e fazendo o possível por não “guetizar” os apoios. mas também deve haver outros mecanismos que permitam encontrar outro tipo de apoios. Quais são actualmente os principais pontos da agenda da PERCIP? A PERCIP é o fruto de um longo percurso. e por ter sido possível ouvir as opiniões de todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República sobre a questão da participação política dos imigrantes. É bom salientar que já foram dados passos muito significativos. Penso que estamos num momento de viragem. (0 . um compromisso nessa matéria. No entanto. alguns partidos têm uma perspectiva muito concreta. qual foi o significado da recente reunião do COCAI na Assembleia da República? Foi absolutamente marcante. aproveitando as novas tecnologias que minimizam o factor da distância. GXlcfD\e[\j GXlcfD\e[\jk\d*(Xefj\eXjZ\l\d:XYfM\i[\#eX `c_X[\JXek`X^f%=f`gXiXfj8ƒfi\j\jkl[XijfZ`fcf^`X# kfieXe[f$j\ ld È`d`^iXek\ `ejlcXiÉ \eki\ [f`j Xihl`g„$ cX^fj% GXiX Xc„d [Xj XZk`m`[X[\j eX 8@G8 \ eX Zffi$ [\eXƒf [X G<I:@G# kiXYXc_X XZklXcd\ek\ ef gifa\Zkf :\ekif [\ <jkl[fj [\ <Zfefd`X Jfc`[}i`X \ `i} cXeƒXi Yi\m\d\ek\ f c`mif ÈGfek\ @ejlcXi 8kcek`ZXÉ# jfYi\ X Zfdle`[X[\ZXYf$m\i[`XeXefj8ƒfi\j% Fj`d`^iXek\jefj8ƒfi\j 8 Zfdgfj`ƒf [Xj Zfdle`[X[\j `d`^iXek\j efj 8ƒfi\j „ j\d\c_Xek\ ~ hl\ \o`jk\ \d Gfikl^Xc Zfek`e\ekXc% <d k\idfj [\ eXZ`feXc`[X[\# X dX`fi Zfdle`[X[\ „ X ZXYf$ m\i[`XeX#j\^l`[X[XYiXj`c\`iX\[XZfdle`[X[\[\c\jk\% Ef kfkXc# \o`jk\d Z\iZX [\ . foi já um avanço. mas também pelo próprio país e pelo sistema democrático que todos defendemos. infelizmente. de uma forma muito sustentada. sobretudo. É uma questão de coesão Nesse contexto. o movimento associativo imigrante. Não podemos pedir muito às associações se elas não tiverem instrumentos e recursos adequados. mais do que nunca. que outros apoios poderiam ser dados às associações? Penso que é fundamental reforçar. que irá depender obviamente daquilo que as associações querem. da forma como se discutiu este tema. Uma outra prioridade é termos mecanismos de monitorização da aplicação de algumas medidas políticas. nem correcto. E não é desejável. qualitativa e quantitativamente. mas a participação política. Pensamos que não é nada razoável que tenhamos cá pessoas que trabalham e fazem de Portugal o seu próprio país e estas não terem uma coisa básica. a possibilidade de participar na construção de um projecto comum. Há um consenso em relação à retirada da exigência de reciprocidade da Constituição Portuguesa. mas é preciso diversificar. com os intervenientes que estiveram envolvidos. Pelo espaço onde decorreu. a vários níveis. a PERCIP elegeu como uma das prioridades colocar na agenda política a questão da participação política dos cidadãos estrangeiros em Portugal. Penso que ainda podemos melhorar esses instrumentos de relacionamento das associações com o Estado português. É preciso que os imigrantes tenham uma voz activa na sociedade portuguesa.

lXik\% F =\jk`mXc Dlj`[XeƒXj i\Z\Y\ Zfem`[X[fj [\ m}i`fj gXˆj\j [\ cˆe^lXgfikl^l\jX%=Xc}dfjZfdfjfi^Xe`qX[fi\j[\jk\]\jk`mXc# hl\[\Zfii\[\))[\Efm\dYifX)[\.\j`^e Afi^\M`Z\ek\[il`[X7dXZ%Zfd :fcXYfiXiXde\jkX\[`ƒf DXikX>feƒXcm\jG\i\`iX :XkXi`eXI\`jFc`m\`iX DXi`X?\c\eXKfii\j G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j =fkf^iX]`X[XZXgX Affjk. ÈK_\B`[jËDlck`ZlckliXc8ik9ffb18ikXe[:iX]k<og\i`\eZ\j]ifd 8ifle[ k_\ Nfic[É [\jk`eX$j\ X ld g’Yc`Zf [fj * Xfj 0 Xefj% 8kiXm„j[XjjlXjg}^`eXj#XjZi`XeƒXjgf[\d\ogcfiXiiXˆq\j#i`k$ dfj\kiX[`ƒ‘\j[\kf[fjfjZXekfj[fdle[f%.<JJF:@8@J : f f i [ \e X ƒ  f 1 Af  f  < d ˆc`f  8 cm \ j < [ `ƒ f 1  : \ ckX <dFlklYif#]f`Xgi\j\ekX[ffc`mifÈ<dgi\^f#=fidXƒf\I\[\j JfZ`X`jÉ#ldXglYc`ZXƒfhl\i\’e\i\jlckX[fj[fgifa\Zkf[\`e$ m\jk`^XƒfÈF\dgi\^f\X]fidXƒfefdY`kf[fGif^iXdXI\[\ JfZ`Xc \d Gfikl^Xc1 gifZ\jjfj# [`ed`ZXj \ `dgXZkfjÉ# [\j\e$ mfcm`[fgfiAff<dˆc`f8cm\jZffi[\eXƒf #8c\oXe[i\:fkfm`f DXik`ej\I`kX:_\kXgXiXf:\ekif[\@em\jk`^Xƒf\<jkl[fj[\ JfZ`fcf^`X%FjXlkfi\j[\j\emfcm\dldXXe}c`j\[Xji\[\jjfZ`X`j efj[fdˆe`fj[X]fidXƒf\[f\dgi\^f\ldXXmXc`Xƒf[fgXg\c [f Gif^iXdX I\[\ JfZ`Xc \d Gfikl^Xc# ld gif^iXdX Zfd `ek\i$ m\eƒfalekf[\gfglcXƒ‘\j\dZfek\okf[\gfYi\qX\\oZcljf jfZ`Xc#efd\X[Xd\ek\j\^d\ekfj[\gfglcXƒ‘\jd`^iXek\j% .`}cf^f@ek\iZlckliXc F8:@.<@EK<>I8xÂF .' J<>LE.C`jYfX K\c%1)(/('-(''=Xo1)(/('-((.  : L CK L I8 @E.'$').FD@E>FJ# E8IKG) <DGI<>F#=FID8xÂF <I<.@#@%G%gifjj\^l\Xki`Yl`ƒ‘\j[XGi\j`[†eZ`X [f:fej\c_f[\D`e`jkifj#i\^lcX[fg\cf.`i\Zkfi`X>\iXcgXiXX @ek\^iXƒf [\ @d`^iXek\j [\ <j$ gXe_X#j\e[fldkiXYXc_f\di\[\ hl\k\m\[`m\ijXjZfeki`Yl`ƒ‘\jX eˆm\c\lifg\l#\eki\XjhlX`jX[f 8:@.\gj`kfc\^Xc )*%+. Fgifa\ZkfÈ(*@e[`ZXkfijfe@dd`$ ^iXekj @ek\^iXk`feÉ ]f` [\j\emfc$ m`[fXfcfe^f[\(.#[\*DX`f C`jYfX IlXÝcmXif:flk`e_f#e²(+$(-((.@%Fj\lfYa\Zk`mf„]XZ`c`kXiX Zfejkilƒf[\ldj`jk\dXZfdld [\`e[`ZX[fi\jgXiXd\[`iX`ek\^iXƒf[fj`d`^iXek\jeX<lifgX% =f`[X[Xgi`fi`[X[\~`[\ek`ÔZXƒf[\`e[`ZX[fi\jj\ejˆm\`j\m}$ c`[fjgXiXldXXmXc`Xƒfg\idXe\ek\[\Z`[X[fjfi`^`e}i`fj[\ gXˆj\jk\iZ\`ifjeXLe`f<lifg\`X#\dZfek\okfjZfdffd\iZX[f [\kiXYXc_f#\[lZXƒf#[fdˆe`f[Xcˆe^lX#_XY`kXƒf\jX’[\% 8:@.\)''-%8\ek`[X[\gifdf$ kfiX]f`X.d\j\j\eki\ )''.\j[\XjYfe\ZXj [fjl[f\jk\Xd\i`ZXefXk„~jglcj\`iXj\^ˆgZ`Xj#jfi\m\cX[Xj `ejkilƒ‘\j[\kXc_X[XjgXiX. @ek\^iXƒf# \oglcjf# `e[f$ Zld\ekX[fj# i\X^ilgXd\ekf ]Xd`c`Xi# [`i\`kf [f jfcf \ [f jXe^l\1X`d`^iXƒfkfiefl$j\ eld[fj^iXe[\jk\dXj[\[\$ YXk\#efZ\ie\[Xj[`jZljj‘\j gfcˆk`ZXj#\[}fi`^\dXgfc„$ d`ZXj `eZ\jjXek\j% GXiX fj Zi`jkfj#\jk\k\dXefgf[\ j\i `e[`]\i\ek\# dXj g\iXek\ X Zfdgc\o`[X[\ [X hl\jkf dl`kfj ef jXY\d hl\ gfj`$ ƒ‘\jX[fgkXi%>i„^f`i\:\c`\i# gX[i\#Xek`^fgif]\jjfi[\Ô$ cfjfÔX\Xlkfi[\c`mifji\c`^`fjfj#\eZXiXfgifYc\dX]ifekXcd\ek\ \gifg‘\ldXi\Õ\ofXeZfiX[XeX]„#dXjgif]le[Xd\ek\fi`^`eXc \i\efmX[fiX%LdXfgfikle`[X[\gXiXgi\dZXljXkf[XldXj„i`\ [\`[\`Xj]\`kXj% ÈEäJÉ#8FJ.%C%e²% (-.:?IyK@<E JLI%%%CË@DD@>I8K@FE 8 l k f i 1  > i„^f `i\ :\c ` \ i  8lk \ li <[`ƒf1  M` X If dXeX ) ''..'gifa\Zkfj[\gif[lƒf[\Xik\]XZ$ kfj[\gfmfj[\kf[ffdle[f%FjdXk\i`X`j`eZcl\dgXg\c#]fc_X [\Xcldˆe`f#gXjk`c_X\c}jk`ZX#cXdX#giXkfj[\gXg\c\ÈgXg`\idX$ Z_„É#gXiXX\cXYfiXƒf[\fYa\Zkfjhl\i\gi\j\ekXdXjZlckliXj cXk`ef$Xd\i`ZXeXj#X]i`ZXeXj#`e[`XeX#aXgfe\jX#Z_`e\jX#Zfi\XeX# kX`cXe[\jX\m`\keXd`kX% 9@%EFM<D9IF%'.gXˆj\j\lifg\lj\ef:XeX[}#\„i\Zfe_\Z`[f ZfdfldgXjjf[\Z`j`mfgXiXfXmXeƒf[f[\YXk\[Xjgfcˆk`ZXj[\ `ek\^iXƒfeXLe`f<lifg\`X% <jk\\jkl[fi\m\cXgi}k`ZXjdX`j\d\efj]Xmfi}m\`j~`ek\^iX$ ƒf [fj `d`^iXek\j efj )/ gXˆj\j \jkl[X[fj gXiX [`]\i\ek\j ~i\Xj1 XZ\jjf Xf d\iZX[f [\ kiXYXc_f# i\X^ilgXd\ekf ]Xd`c`Xi# gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX#XZ\jjf~eXZ`feXc`[X[\\d\[`[XjZfekiXX [`jZi`d`eXƒf% LEI<>8I.`}cf^f@ek\iZlckliXc :ffi[\eXƒf[X\[`ƒf <c`jXCl`j I\[XZƒf =iXeZ`jZX8jj`jK\`o\`iX AffmXeQ\cc\i afXf%q\cc\i7XZ`[`%^fm%gk . XZ`[`7XZ`[`%^fm%gk nnn%XZ`[`%^fm%gk nnn%f`%XZ`[`%^fm%gk K?<B@.+ 9FC<K@D@E=FID8K@MF .@#@%G% 8ckf:fd`jjXi`X[fgXiXX@d`^iXƒf \.FD@E>FJ1IKG)ÁJ0?.`i\Zƒf Il`DXihl\j 8ckf:fd`jj}i`fgXiXX@d`^iXƒf\.\IX\pdX\b\i Gi„$`dgi\jjf\@dgi\jjf :GG$:fejlckfi\j[\Gif[lƒf GlYc`Z`k}i`XC[X K`iX^\d -%'''<o\dgcXi\j .<O.<D@>I8EK<J <[`ƒf1 9i`k`j_:fleZ`c&D`^iXk`feGfc`Zp>iflg 8 =le[Xƒf :Xcfljk\ >lcY\eb`Xe \ f 9i`k`j_ :fleZ`c Gfikl^Xc gifdfm\iXdfcXeƒXd\ekf\lifg\l[fD@G<O1@e[\o[\Gfcˆk`ZXj [\@ek\^iXƒf[\D`^iXek\j%FD@G<OZfii\jgfe[\XfdX`jZfd$ gc\kf\jkl[fZfdgXiXk`mf[Xjd\[`[Xji\cXk`mXj~`ek\^iXƒf[\ `d`^iXek\j#\d).<GFCàK@:8J .@:8KFIJ < [ `ƒ f 1  D `e `j k\ i`f  [ \  kiX Y X af  p  8 j l e kf j J f Z ` X c \ j   < j g X e _ X #  ) ' '.&)''.\q\dYif% (*@DD@>I8EKJ@EK<$ >I8K@FE@E.JËDLCK@:LCKLI8C8IK9FFB 8 l k f i 1  8c\oXe[iXD%K\iq`Xe <[`ƒf1  @[\XcjGlYc`j_`e^:figfiXk`fe)''.88J<OK81IKG(ÁJ/?'.-&00 . <dEfm\dYiffEäJZfekXZfdfXgifZliX[\d\c_fi\jZfe[`$ ƒ‘\j[\m`[X#XZfejk`kl`ƒf[\]Xdˆc`XflXgif^i\jjfeXZXii\`iX c\mXdfjafm\ejXhl\i\iXjlXgigi`XZXjX%GXiXZfe_\Z\idfj fj`eZ\ek`mfj\d\ZXe`jdfj[\XZ\jjf~_XY`kXƒf#]XcXdfjZfd f@ejk`klkf[\?XY`kXƒfI\XY`c`kXƒfLiYXeX\fafieXc`jkXAfj„ M\^Xi#Xlkfi[fc`mifÈ9XcX[X[fJlY’iY`fÉ% Fj`d`^iXek\j[\`oXd[\j\i\jg\ZkX[fi\jgXjj`mfj\kfieXd$j\ dX`jgXik`Z`gXk`mfjeXjhl\jk‘\jgfcˆk`ZXj[fgXˆj[\XZfc_`d\ekf% GXiX [\YXk\i \jk\ Xjjlekf# Zfem`[}dfj fj [\glkX[fj :\c\jk\ :fii\`X\=\c`Z`Xef9Xii\`iXj.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful