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Foi apresentado recentemente, em Bruxelas e em Lisboa,
o Índex de Políticas de Integração de Imigrantes, num projecto apoiado pela Comissão Europeia. Neste estudo é feita
uma análise comparativa entre as políticas de integração
de 27 países europeus e do Canadá, considerando aspectos
tão diversos como o acesso ao mercado de trabalho, reagrupamento familiar, anti-discriminação ou a participação
política.
Nesse ranking, Portugal ficou em 2º lugar, depois da Suécia
que ocupa o topo da tabela. Atrás de nós, seguem-se a
Bélgica, a Holanda, a Finlândia e o Canadá e outros vinte e
dois países. Sendo certo que não é tão habitual quanto gostaríamos estar entre os melhores, esta notícia talvez surpreenda alguns, levando os mais cépticos a pensar se não se terão
enganado. A verdade é que, no contexto europeu, ficamos
entre os três melhores exemplos de integração de imigrantes.
Mas, que lições podemos retirar deste facto?
A primeira, na definição do mérito deste resultado alcançado, passa por ter presente que este sucesso é uma vitória
colectiva. De Portugal e dos portugueses. Uma boa política
de integração de imigrantes só pode ser construída em
ambiente de largo consenso social e político, com a participação do Estado e das organizações da sociedade civil, bem
como dos cidadãos nacionais e dos imigrantes. Portugal, ao
longo dos últimos anos, tem dados passos muito significativos, quer no quadro legal, quer nas respostas operacionais,
bem como nas iniciativas de carácter local. Com persistência
e determinação, muitas pessoas – políticos, técnicos, jornalistas, dirigentes associativos... - e instituições têm feito esse
caminho. Inspirados pela ambição de acolher e integrar bem

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os imigrantes que nos procuram, alcançaram este resultado.
A vitória é deles.
A segunda lição, é que somos capazes de estar entre os
melhores. Não estamos condenados ao fatalismo de discutir
os piores lugares da tabela, entre o último e o penúltimo. Se
quisermos e nos esforçarmos, não temos nada a menos que
qualquer outro povo. A excelência está ao nosso alcance.
Basta fazer por isso.
Finalmente, a última nota é, talvez, a mais importante. É necessário ir além da alegria desta classificação. Ela não equivale à inexistência de problemas de integração dos imigrantes.
Este momento deve servir para nos incentivar a ir mais longe.
O facto de estarmos entre os melhores só aumenta a nossa
responsabilidade de melhor acolher e integrar os imigrantes.
O efectivo combate a todas as formas de discriminação e racismo, a luta contra a exploração laboral por alguns empregadores sem escrúpulos, a conquista da plena cidadania dos
imigrantes na sociedade portuguesa são alguns dos desafios
que estão presentes na sociedade portuguesa. Desafios aos
quais estamos certos de poder dar uma resposta positiva,
combatendo as injustiças e promovendo a coesão social.
Fomos capazes de o fazer no passado. Seremos capazes de o
fazer no futuro.

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A presidência portuguesa defende que os 27 devem continuar a apoiar. O actual diálogo UE-África incide. sobre paz e segurança. Falando também na sessão de abertura deste encontro. desenvolvimento sustentado. o ministro referiu que o objectivo é não apenas atrair e fixar investimento.8EK<J O ministro da Ciência e da Tecnologia anunciou no dia 8 de Outubro a ambição de aumentar em cinco por cento o fluxo de entrada na Europa de cientistas e estudantes de todo o mundo durante a próxima década. .FJ). Janez Potocnik. foi também marcado por uma reunião com cinco países da orla Sul do Mediterrâneo. boa governação.8. no âmbito da presidência portuguesa. gestão e resolução de conflitos. democracia. o comissário europeu da Ciência e da Investigação. Severiano Teixeira. região cuja estabilidade é considerada de interesse estratégico comum pela actual presidência portuguesa da UE. afirmou que a Europa precisa urgentemente de acelerar o passo ao nível da investigação e desenvolvimento científico. Deste modo.<=<J8. presidido pelo ministro da Defesa português. entre os quais a Líbia. uma taxa que nos Estados Unidos é actualmente de sete por cento.ÜE:@8GFIKL>L<J8 HL<ID8@J :@<EK@JK8J <<JKL. temas que serão aprofundados na próxima cimeira entre os chefes de Estado e de Governo dos 27 e dos países africanos.<DyMFI8 8gf`XifjgXˆj\j 8=I@:8EFJ Os ministros da Defesa da União Europeia reuniram-se no final de Setembro em Évora para discutir formas de apoiar os países africanos na criação de capacidades militares próprias de prevenção. que se realiza em Lisboa a 7 e 8 de Dezembro. Discursando na abertura da Conferência de Alto Nível sobre o Futuro da Ciência e Tecnologia na Europa. para o que serão necessários recursos humanos provenientes de países terceiros. o objectivo da UE para a próxima década é atingir cinco por cento de crescimento anual nas entradas líquidas de cientistas e estudantes de fora da Europa. nomeadamente através de programas no âmbito da Reforma do Sector de Segurança e na utilização de instrumentos de desarmamento. pelo que a cooperação com os países daquela região em assuntos de Segurança e Defesa é cada vez mais importante. Estado de direito e respeito pelos direitos humanos. * D@E@JKIFJ. mas essencialmente reforçar drasticamente a capacidade de competição europeia à escala mundial com investigadores e estudantes qualificados. inovação e emprego. Esta é uma meta que Mariano Gago considera necessária ao cumprimento das três grandes linhas de prioridade da presidência portuguesa da União Europeia para a Ciência e a Tecnologia: recursos humanos mais qualificados e maior investimento público e privado em investigação. de forma coordenada. os parceiros africanos. desmobilização e reintegração.9I<M<J LE@ÂF<LIFG<@8 GI<J@. O encontro informal. Lisboa considera também que a estabilidade no Mediterrâneo é de “interesse estratégico comum”. de uma forma global.

chegando assim a criar o seu próprio emprego.3%) e no direito ao reagrupamento familiar (72. “Aquisição de Nacionalidade” e “Anti-discriminação”. 45. Seis em cada dez portugueses pensam que a diversidade é uma riqueza. Outro factor relevante tem a ver com a segurança que a legislação portuguesa confere a uma família reagrupada. Medidas de combate à discriminação Em matéria de combate à discriminação. “Participação Política”. logo a seguir à Suécia. Portugal criou um quadro jurídico para a integração composto por políticas favoráveis e pelas melhores práticas. “A segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores migrantes correspondem já às melhores práticas na UE”. Sobre as medidas adoptadas por Portugal que mais terão contribuído para o segundo lugar no ranking. Pedro Silva Pereira destacou o trabalho feito pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e a Lei da Nacionalidade. acesso à nacionalidade e medidas de combate ao racismo e à discriminação. o MIPEX considera Este estudo está disponível na Internet em: www. No entanto. no que diz respeito às melhores práticas no âmbito das políticas de integração de imigrantes. Portugal surge num segundo lugar destacado. participação política. Noruega e Suíça) e coloca Portugal em segundo lugar. segundo o estudo “os portugueses são dos que mais apoiam a igualdade nos direitos sociais dos migrantes (69. com 79 pontos. Se estes possuírem um plano de negócios viável podem mesmo começar uma actividade comercial. No topo deste estudo surge a Suécia. o Ministro da Presidência. “Reagrupamento Familiar”.acime.F CL>8I No dia 16 de Outubro.pdf 9@%EFM<D9IF%'. ocupando todos o segundo lugar entre os 28 países do MIPEX. reagrupamento familiar.2%). O estudo teve em consideração 140 indicadores em cinco áreas fundamentais para a integração dos imigrantes: Acesso ao mercado de trabalho. “Residência de Longa Duração”. seguido da Bélgica (69 pontos). a par do Canadá e da Suécia. O MIPEX corresponde ao mais completo estudo comparativo das medidas relativas à integração de imigrantes em 28 países (25 Estados-membros da União Europeia.2% entendem que os migrantes devem ser capazes de adquirirem facilmente a nacionalidade portuguesa. Países Baixos (68 pontos) e Finlândia e Canadá (em quinto lugar ex aequo. tal como os cidadãos comunitários.pt/docs/Eventos/MIPEX_2007.. ao reagrupamento familiar e às medidas de combate à discriminação.gov. lideradas pelo British Council e pelo Migration Policy Group (Grupo de Políticas de Migrações) em Bruxelas. segurança social e assistência social.+ + . com uma média de 88 pontos (em 100 possíveis) em seis itens de análise: “Acesso ao Mercado de Trabalho”. com 67 pontos). os imigrantes adquirem a possibilidade de aceitarem a maioria dos empregos. Dados sobre a Opinião Pública Relativamente aos dados sobre a opinião pública. Também os direitos associados destes familiares são considerados boas práticas neste estudo: “Os familiares têm direitos iguais aos do seu reagrupante na aceitação de um emprego e na obtenção de acesso à educação. que Portugal alcançou as melhores práticas tanto nas definições e conceitos como nos domínios de aplicação. colocando-a em 2º lugar após a Itália. Os pontos mais destacados nas políticas portuguesas dizem respeito ao acesso ao mercado de trabalho.<@EK<>I8xÂF D@G<O:FCF:8GFIKL>8C <DJ<>LE.” Reagrupamento Familiar A elegibilidade para o reagrupamento familiar em Portugal corresponde às melhores práticas.GFCàK@:8J. Aqui se referem algumas das razões para a boa qualificação de Portugal neste índice: Acesso ao Mercado de Trabalho Após um anoou menos de trabalho no nosso país. a Fundação Calouste Gulbenkian e o British Council Portugal promoveram o lançamento europeu do MIPEX: Migrant Integration Policy Index. Canadá. embora o número significativo de um em cada dez não tenha opinião formada. refere o documento. Segundo o relatório.” O MIPEX e o ACIDI O MIPEX é um trabalho realizado por um consórcio de organizações europeias.

este estudo analisa aprofundadamente diversas áreas da política.” . Um consenso alargado que é social mas que. concretas e calendarizadas. Que estamos bem cientes dos problemas que ainda subsistem prova-o o Plano para a Integração dos Imigrantes. seria bom que nenhuma tentação populista cometesse o erro irresponsável e perigoso de ameaçar esse consenso fundamental. destaca os resultados obtidos por Portugal na avaliação independente das políticas de integração de imigrantes. ou porque deixa de fora a situação dos imigrantes ilegais. ou porque não é grande coisa ser 2º num quadro geral ‘medíocre’. conjugada com o esforço dos próprios imigrantes. todo o trabalho do agora reforçado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI). e com o apoio da Comissão Europeia e da Fundação Calouste Gulbenkian. a valorização da participação cívica dos imigrantes e do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). em parceria com investigadores da Universidade Livre de Bruxelas e da Universidade de Sheffield. das várias referências positivas para Portugal que têm surgido nos relatórios da OCDE ou nos manuais de boas práticas da Comissão Europeia. que procede a uma avaliação independente das políticas de integração dos imigrantes em 28 países (os 25 Estados-membros da UE. tudo visto e ponderado. A posição de Portugal no «ranking» agora divulgado constitui um acrescido estímulo para esse trabalho. as frequentes acções de sensibilização da opinião pública para o combate ao racismo e à discriminação — e muito mais. que na área da ‘aquisição da nacionalidade’ Portugal obteve um dos seus “piores” resultados. a promoção efectiva do reagrupamento familiar. Num artigo publicado no jornal “Expresso” de 20 de Outubro. quando. Noruega. recorrendo a mais de 140 indicadores. ou ainda porque. as mais amplas condições de acesso dos imigrantes ao abono de família e aos direitos sociais. certamente com algum esforço.9F8JGIÝK@:8J E8GFCàK@:8.lugar estivéssemos no 22º lugar deste «ranking» isso seria sinal de que. ao mesmo tempo que reforça a credibilidade da presidência portuguesa da UE na sua proposta de uma política europeia de imigração que. Pela minha parte. “Foi esta semana divulgado o relatório ‘Migration Integration Policy Index’ (MIPEX). uma nova e mais equilibrada lei de imigração. na realidade. Sei bem que temos ainda muitos problemas e que há muito a fazer. Mas também sei que se em vez de estarmos no 1. Elaborado por peritos do British Council e do Migration Policy Group. os centros nacionais e a rede crescente de centros locais de apoio ao imigrante (CNAI e CLAI). só o primeiro classificado é que se aproveita. teríamos muito mais trabalho pela frente! . a mais ambiciosa 3ª Geração do Programa Escolhas. assim que foi conhecida esta boa posição de Portugal multiplicaram-se as advertências destinadas a relativizar o resultado obtido: ou porque o estudo considera mais a lei do que a prática. A vontade de relativizar foi tanta que o jornal ‘Público’ conseguiu dizer. aliás. honrando a nossa tradição humanista: uma nova e mais justa lei da nacionalidade. Vale a pena reflectir no significado deste excelente resultado. invista mais. Portugal foi considerado nesse parâmetro o 3º melhor entre os 28 países considerados. Suíça e Canadá). o Ministro da Presidência. Como porventura seria de esperar no país do fado. acredito que essa experiência. muito mais. Desta avaliação internacional comparada resultou a elaboração de um «ranking» por países onde Portugal surge num notável 2º lugar (logo atrás da Suécia). como ficou bem patente na Assembleia da República na votação muito expressiva das propostas do Governo para as novas leis da nacionalidade e da imigração. os portugueses sofreram na pele a luta pelo reconhecimento dos seus direitos. ajuda a explicar o largo consenso que tem marcado o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. os projectos para o ensino da língua e o combate ao abandono e ao insucesso escolar. Como emigrantes. na integração dos imigrantes nas sociedades de acolhimento. A verdade é que o dinamismo da política de integração de imigrantes desenvolvida nestes últimos anos conduziu a um conjunto de importantes iniciativas que devem ser realçadas e sobressaem nas comparações internacionais. Pedro Silva Pereira. além de promover o controlo dos fluxos migratórios e de reforçar a cooperação com os países de origem. o aumento do apoio financeiro às associações de imigrantes e às instituições particulares de solidariedade social.<@D@>I8xÂF Não há volta a dar: esta avaliação das políticas portuguesas para a integração dos imigrantes constitui um reconhecimento internacional do trabalho feito. um enérgico e criativo combate à burocracia. felizmente. também tem sido político. então sim. Apesar do que se ouviu nos últimos dias. recentemente adoptado pelo Governo e que definiu 122 medidas adicionais. na linha.

< . que contribuam para promover a saúde dos migrantes e da população em geral. incluindo aqueles que se encontrem em situação irregular. em Portugal os imigrantes têm acesso nos centros de saúde às consultas abertas. em Dezembro. O Governo vai rever o despacho que permite o acesso legal de imigrantes indocumentados aos cuidados de saúde para adaptá-lo à realidade das Unidades de Saúde Familiar (USF). o ministro da Saúde português. o desafio demográfico e da sustentabilidade dos sistemas de saúde e segurança social e o desafio da coesão social e do diálogo intercultural. efectuados no passado. marcou uma das principais iniciativas da presidência portuguesa dos 27 na área da Saúde e teve como principal objectivo elaborar recomendações para a adopção de instrumentos de política comuns.FJ FJ@D@>I8EK<J I<M@JÂF. :FE=<IÜE:@8ÈJ8è. Por ocasião da conferência Saúde e Migrações na União Europeia. o ministro da Saúde lembrou que a presidência portuguesa vai reforçar a colaboração e apostar no diálogo com os parceiros do Mediterrâneo e com África.8.+ - . nomeadamente a criação de Unidades de Saúde Familiar. são insuficientes e colocou a hipótese de num futuro inquérito nacional de saúde ser analisado mais cuidadosamente o tipo de problemas de saúde da população migrante. 9@%EFM<D9IF%'.FJ . mas mesmo assim o despacho necessita de ser analisado à luz dos novos dispositivos dos cuidados primários de saúde. Num sistema universal e tendencialmente gratuito. subordinada ao tema “Melhor Saúde para Todos Numa Sociedade Inclusiva”. “People on the Move: Human Rights and Challenges for Heath Care Systems”.FJ@D@>I8EK<J A conferência “Saúde e Migrações”. lembrando que os temas das migrações e da saúde constarão da agenda quer da Conferência EUROMED. que se realizam depois dos médicos atenderem os utentes inscritos nas suas listas. nomeadamente a conferência “Saúde e Migrações na UE” e a VIII Conferência de Ministros da Saúde dos Países do Conselho da Europa. segundo anunciou no dia 28 de Setembro o Ministro da Saúde.F. Correia de Campos adiantou ainda que no mês de Novembro realizar-se-ão duas conferências neste domínio na Eslováquia. defendeu melhores cuidados de saúde para os imigrantes que vivem nos Estados-membros da União Europeia.<G8I8KF. quer da Cimeira com África. o comissário europeu da Saúde. Markos Kyprianou. António Correia de Campos.<<D@>I8xÃ<JÉÆ@  D<C?FI<J:L@.<J8è. Na sua intervenção.. Correia de Campos afirmou que desde 2001 não existem barreiras legais de acesso aos cuidados de saúde. em Novembro.<JG8:?F JF9I<F8:<JJFÁJ8è. destacou que a questão da imigração deve constituir um tema central na agenda política europeia. uma vez que é indissociável de alguns dos maiores desafios que hoje se colocam à UE: o desafio do desenvolvimento e do crescimento. Nesse sentido. Por sua vez. Correia de Campos referiu que em Portugal os vários estudos. O ministro sublinhou a existência de unidades móveis que prestam serviços em alguns bairros habitados por imigrantes.

meiro número da revista “Migrações”. do Observatório da Imigração do ACIDI. Foram identificadas 32 nacionalidades.FJF9I<J8è. que decorreu entre Junho de 2002 e Dezembro de 2005. fundada em Maio de 2006.@J:I@D@E8xÂF “As religiões. identifica boas práticas desenvolvidas um pouco por toda a Europa na área da saúde e das migrações e inclui cinco exemplos portugueses. Esta associação independente que congrega. deve-se ao facto de nesta zona residir um número significativo de imigrantes. A conclusão resulta de um estudo efectuado no Hospital Fernando Fonseca. O projecto de Reconhecimento de Qualificações de Médicos Imigrantes. A escolha do hospital que serve os concelhos da Amadora e Sintra. no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Imigração e Saúde (GIS) é outro exemplo de boas práticas. O estudo refere que a necessidade de proporcionar mecanismos de suporte a estas populações é mais importante ainda do que o aumento do investimento em cuidados diferenciados. que resultou numa parceria do Serviço Jesuíta aos Refugiados com a Fundação Calouste Gulbenkian. Em 43% dos partos realizados na unidade. .8. <JKL. em que participou o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra.9I<M<J :FE=<IÜE:@8J8è.1 por mil entre os cidadãos portugueses. académicos e profissionais de saúde. no sentido de contrariar práticas e atitudes discriminatórias e de contribuir para alterar e eliminar estereótipos contrários à igualdade de oportunidades. Um outro aspecto realçado pelo estudo. a Associação de Unidos de Cabo Verde e o Centro de Saúde da Venda Nova.FJ:FDF9F8JGIÝK@:8J O relatório. em Lisboa. funciona como uma rede de apoio a imigrantes na área da saúde.1 por mil casos nos filhos de imigrantes. entre outros. com predominância de países lusófonos.<D8K<IE8<@E=8EK@C @D@>I8EK<J:FII<DD8@JI@J:FJE8>I8M@. desenvolvida pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável. divulgado no final de Setembro. A mortalidade ocorrida durante o parto ou nas primeiras semanas de vida foi de 13. publicado no pri- .@M<IJ@. criados em 2004 para facilitar o contacto dos imigrantes com a Administração Pública e outros serviços de apoio. é outro exemplo português mencionado no relatório.< <8EÂF.<Q A fragilidade dos imigrantes a nível socio-económico reflecte-se nos cuidados de saúde materna e infantil. O relatório destaca ainda o trabalho dos Centros Nacionais de Apoio à Integração de Imigrantes. o que se reflecte na vigilância tardia da gravidez e no acompanhamento pós-parto. referido pelo Jornal de Notícias no final de Setembro. detecta diferenças resultantes da fragilidade socio-económica deste segmento populacional.<<D@>I8xÃ<J$@@@ :E8@<EKI<FJGIFA<:KFJGFIKL>L<J<J :@K8. Um projecto que visa promover a saúde sexual e o planeamento familiar de imigrantes residentes no Algarve foi um de cinco programas portugueses apontados no relatório “Boas Práticas em saúde e Migrações na União Europeia”. a diversidade e a não discriminação” foram o ponto de partida para um colóquio que se realizou no dia 19 de Outubro na Fundação Mário Soares. Outro projecto mencionado no documento sobre boas práticas na saúde e migrações é a intervenção comunitária no Casal da Mira. divulgado a propósito do Congresso Saúde e Migrações. pelo menos um dos pais é de nacionalidade estrangeira. o colóquio terminou com um jantar/tertúlia que se propôs analisar e debater a promoção dos direitos e o respeito pela diversidade. Organizada pela Coordenação Nacional da Estrutura de Missão deste Ano Europeu em Portugal. que durante meio ano analisou cerca de dois mil partos. :FCäHL@F 8JI<C@>@Ã<J#8. O estudo. é o facto de 29% das famílias imigrantes não terem sido identificadas nas listas dos centros de saúde dos dois concelhos. sendo de 7. no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

. “A cooperação Europa-África face à China e aos EUA”. Esta exposição permanente. mas agora a Igreja Católica quer inverter este fenómeno que retirou muitos crentes daquela etnia do culto tradicional. na década de 60. segundo a instituição. acrescentou. incluir. e a entrada na sociedade da informação. devido ao desenvolvimento espectacular deste continente. no Porto. Para Boutros-Ghali. os grandes desafios actuais de África são a adopção de um novo Plano Marshall. Mário Soares. nos anos mais recentes. O encontro. Manuel Dias adiantou ainda que a CNHI vai ter no futuro exposições temporárias dedicadas às diferentes comunidades. havia 72 correspondentes da imprensa internacional em Nairobi. Boutros-Ghali defendeu que o maior perigo que ameaça África é o seu isolamento e a falta de atenção por parte da comunidade internacional. António Vitalino. O português Manuel Dias. “Os caminhos da integração africana” e “O financiamento do desenvolvimento” foram os restantes temas. Boutros BoutrosGhali.FJ:@>8EFJ 8<M8E><C@Q8xÂF:FDF<JKàDLCFÁ@E:CLJÂF O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade apelou no dia 5 de Outubro à Igreja católica para que invista na evangelização da comunidade cigana em Portugal. inaugurado no dia 10 de Outubro em Paris. a comunidade cigana foi alvo de avanços de outras igrejas e seitas. ao passo que actualmente não há mais de quatro. referiu que o Museu vai ter uma exposição permanente sobre os duzentos anos da presença dos imigrantes em França. pretendendo dar a conhecer a história da nação francesa e o contributo dos estrangeiros. é necessário encontrar caminhos de modo a que o povo cigano também sinta que a Igreja é também a sua casa. é uma visão histórica da presença dos imigrantes no país desde a revolução francesa até aos dias de hoje. e que portanto evangelizar é também acolher. em parceria com a União Europeia e a China. em 1976. que perdeu a sua razão de ser com o fim da Guerra Fria. iniciaram no dia 28 de Setembro. Um cartaz com uma fotografia de duas mulheres e crianças portuguesas a chegarem a uma estação de comboio francesa.F@J:FEK@E<EK<J _`jki`X[X`d`^iXƒf O presidente da Fundação PortugalÁfrica. a ajuda internacional cada vez mais reduzida. afirmou que o Museu tem uma importância fundamental. Segundo D. António Vitalino afirmou que a evangelização é um valor muito forte para ajudar à inclusão destas pessoas. D. G8JKFI8C. mas também porque a dispersão por todo o país dificulta a acção dos sacerdotes. acrescentou. permitindo às segundas e terceiras gerações conhecer a história dos pais e mostrando à sociedade francesa a história dos imigrantes em França. a conferência internacional “Europa-África: uma estratégia comum?”. mais grave ainda é a transferência de África para a Ásia das atenções. que deveriam ter merecido a mobilização da opinião pública internacional. abre a exposição do Museu Nacional da História da Imigração. que se realizaram em Fátima. No decurso das Jornadas Nacionais de Informação da Pastoral dos Ciganos. O Bispo de Beja referiu que. Para o ex-secretário-geral da ONU. e o antigo secretário-geral da ONU. O Museu insere-se no projecto “Cidade Nacional da História da Imigração” (CNHI) e tem por objectivo. A exposição é composta por documentos de arquivo. em especial da China e da Índia. organizado pela Fundação Portugal-África. investimentos e interesses da comunidade internacional. integrar e promover. “conhecer e reconhecer” o contributo da imigração em França. Hermano Sanches Ruivo. isso sucedeu em Portugal por falta de capacidade das estruturas da Igreja.:FE=<IÜE:@8EFGFIKF =I8Ex8 LD8<JKI8Ky>@8:FDLD Dlj\leXZ`feXc[X G8I8. O antigo secretário-geral da ONU referiu que. membro do Conselho Científico e de Orientação da CNHI. obras de arte. abriu em Serralves com o painel “Uma relação histórica e geográfica incontornável”. dando como exemplos trágicos os genocídios no Ruanda e no Burundi. O presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF). Assim. Salientou ainda que África sofreu nos últimos 50 anos cinco grandes decepções e desilusões: O sonho da união total do continente e os projectos da Organização da Unidade Africana (OUA) para um mercado comum africano. incentivando assim a sua integração social. objectos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros. imagens. os conflitos inter-africanos e a opção pelo não-alinhamento.

Manuel de Arriaga. afirmando que “os imigrantes são pontes de ligação pelo diálogo com os povos de origem”.com Horário: 2ª a 6ª: 15h-19h30. FigueiraViva – Associação de Cooperação e Solidariedade para o Desenvolvimento da Figueira da Foz e Associação de Solidariedade Social Viver em Alegria.<FLKL9IF No dia 15 de Outubro. no Centro Cultural de Belém. Mais informação na Internet em: www. tem a intenção de criar uma nova instituição designada União Mediterrânea. na presença do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. 56 . director executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Lisboa. Sáb. económicas e sociais. do qual farão parte os países das margens do Mediterrâneo. políticos e universitários de diferentes países de Portugal até à Palestina. o ACIDI e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim assinaram um Protocolo de Cooperação. Fax: 233 432 373 E-mail: claiifigfoz@gmail. Fax: 252 683 218 E-mail: gaie. Finlândia ou Egipto. confirmasse que o presidente francês. Em 1995. encerrou a conferência com uma mensagem positiva. o Processo de Barcelona significou um compromisso de cooperação entre estes países no âmbito das relações políticas.: 252 619 230. Esta conferência anual de Euromesco contou com a participação de investigadores.9I<M<J =@>L<@I8.pt Horário: 2ª a 6ª: 10h00-16h30. Em estreito contacto com os Centros Nacionais e a Rede de CLAIIs.4490-538 Póvoa de Varzim Tel. em Lisboa. A flexibilidade das fronteiras. a Conferência Anual da Euromesco “Uma agenda comum contra a intolerância”. António de Figueiredo Lopes. a 19 de Outubro.pv@cm-pvarzim. As reflexões sobre o futuro das relações entre os países da União Europeia e os países mediterrâneos já existem há bastante tempo. fazendo a ponte com as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar.net . CLAII da Figueira da Foz Sede do Grupo de Instrução e Sport Rua Dr. Especialistas de diferentes países da União Europeia e do outro lado do Mediterrâneo debateram a questão da importância do papel dos imigrantes nas relações euro-mediterrâneas. 1 Sáb. a rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) foi alargada com a abertura de um pólo que cobre o Concelho da Figueira da Foz. Maria I.: 10h00-12h30 CLAII da Póvoa de Varzim Casa da Juventude Rua D. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. passando por Marrocos.8=FQ<GäMF8.<M8IQ@D .: 233 432 862. Nos últimos anos. Nesta ocasião. por mês: 10h30-13h00 <LIFD<J:F)''. Jacques Huntzinger. CLK8I:FEKI88@EKFC<IÛE:@8 No passado mês de Outubro teve lugar. a participação política ou os direitos e deveres dos imigrantes foram temas tratados nos debates. Quatro dias mais tarde. A conferência serviu também para que o embaixador de França. tem existido todo um debate entre os que defendem a sua prevalência com modificações e os que asseguram que esse compromisso está já obsoleto. numa parceria com três instituições locais: Grupo de Instrução e Sport. foi inaugurado um Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes no Concelho da Póvoa de Varzim. Alguns dos conferencistas lembraram que cada vez se torna mais habitual encontrar lado a lado países que são em simultâneo de emigração e de imigração. A Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes pretende dar uma resposta articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público alvo.F@JEFMFJ:C8@@EFDÜJ. o estatuto de residente. estes centros funcionam como um pólo de informação ao imigrante. já que é ao nível local que acontece a integração. 73 – Buarcos 3080-331 Figueira da Foz Tel.euromesco. Nicolas Sarkozy.

Em vigor até 2010.+ (' . em alguns casos. este primeiro plano tem como áreas estratégicas de intervenção o conhecimento do fenómeno e a disseminação de informação. De acordo com o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007”. que prevê a criação de programas especiais de segurança às potenciais testemunhas e seus familiares. superior a alguns países comunitários. que afirmou que a eficácia das autoridades portuguesas é. combate e. Violência de Género e Tráfico de Seres Humanos. Os Estados-membros são convidados igualmente a acelerar a transposição para os seus ordenamentos jurídicos internos das normas comunitárias sobre a incriminação do tráfico de seres humanos. 18 de Outubro.<J<I<J?LD8EFJ LdXgfcˆk`ZX [\kfc\ieZ`Xq\if A Presidência da União Europeia organizou em Outubro uma conferência sobre a importância da adopção de uma estratégia de coordenação e de responsabilidade partilhada contra o tráfico de seres humanos. nas diversas formas de explora- ção que assume. em particular. aprovada no âmbito da presidência portuguesa. Pedro Felício. :XdgXe_X[\j\ej`Y`c`qXƒf[fJ<= No dia em que se comemorou o Dia Europeu de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos. a prevenção. Na declaração lida na Alfândega do Porto pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. O tráfico de seres humanos. identificação. No entanto. de apoio às vítimas desta realidade que afecta em especial mulheres e crianças. Portugal adoptou em Junho em Conselho de Ministros o Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos.KIÝ=@:F. O vice-presidente da Comissão Europeia Franco Frattini. defendeu “tolerância zero” para os traficantes de seres humanos que actuam em todo o Mundo e protecção total para as vítimas. que permitam às potenciais vítimas receberem apoio e informação imediata.. como demonstra o actual número de detidos por este crime. vem revelando uma tendência de acentuado crescimento. a protecção e a repressão dos crimes 9@%EFM<D9IF%'. esta analise não é partilhada pelo coordenador de Investigação Criminal da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ (DCCB). Jorge Lacão. numa videoconferência transmitida na sessão de abertura do encontro. A “Declaração do Porto” sobre Tráfico de Seres Humanos e Género. em parceria com o Conselho de Europa. exortam-se também os países europeus a criar linhas telefónicas de emergência com um número comum. exorta os estados europeus a criar unidades especiais articuladas de investigação e combate ao tráfico a esse tipo de crime. o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) promoveu uma sessão de enquadramento e apresentação da experiência portuguesa e lançou a campanha de sensibilização “Não estás à venda”. O responsável referiu que até Junho deste ano já tinham sido detidos trinta traficantes de seres humanos e treze encontram-se em prisão preventiva. tendo-se tornado necessário incrementar um modelo pró-activo ao nível das estratégias e mecanismos de prevenção. A conferência decorreu nos dias 8 e 9 de Outubro no edifício da Alfândega no Porto e contou com a presença de peritos das áreas da Igualdade de Género. Portugal serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos para o combate a este flagelo. publicado no passado mês de Junho pelo Governo dos Estados Unidos (EUA). embora se esforce para erradicá-lo.

de uma forma geral. Como remédios para doenças futuras. em todos os casos em que a ocupação alcançada não corresponda à qualificação obtida (e são muitos). tornar-se-á. como sempre. Engenheiros. é de esperar uma inclusão social mais contingente. sem politicas estrategicamente orientadas. pedem-se estratégias para as políticas de bolsas de estudo e de enquadramento dos estudantes estrangeiros. conhecer as especialidades ou especializações dos imigrantes para que seja possível estabelecer planos pessoais de inserção no mercado de trabalho que se adequem a esses perfis profissionais. SEF. A diversidade das experiências sentidas por imigrantes que partilham níveis de qualificação semelhantes constitui-se como uma dificuldade para o desenvolvimento de medidas de (( auxílio à integração. A evolução da imigração qualificada e a sua inserção na sociedade portuguesa constitui o resultado de processos complexos. conduzir a ainda mais desigualdades e ausências de opções. os quais produzem efeitos. Portugal atraiu imigrantes cuja inserção veio a ocorrer no segmento secundário do mercado de trabalho. impõe-se uma igualdade de tratamento no que diz respeito à origem geográfica ou disciplinar das formações obtidas.\jZfe_\Z`[fj\jlYXgifm\`kX[fj G\[if>`j Afj„:XicfjDXihl\j Desde o final dos anos 90. um brain waste para Portugal. porém. a sociedade e o mercado de trabalho (isto é. afirma que algo (um acontecimento ou processo) terá um resultado negativo se lhe for dada uma oportunidade para tal. . muitos dos quais. nos mesmos sistemas funcionais. Complementarmente. Mas a recolha de informação. no momento de acolhimento dos imigrantes em território nacional ou ao longo do seu percurso educativo. um clássico do brain waste a nível mundial. as quais deveriam ser dirigidas de forma indiferenciada (mas personalizada) a todos os imigrantes. quer sobre a inclusão dos imigrantes no mercado de trabalho quer. esta limitação marca um processo que se caracteriza pela propensão para o reforço sucessivo da divergência com a sociedade de acolhimento. seguramente. como é sabido. O obstáculo principal decorre do não tratamento de variáveis importantes pelas instituições do Estado português (ex. a desvantagem e a limitação das oportunidades a que determinado grupo nacional se encontra sujeito podem. sobre o seu relacionamento com a sociedade. No que diz respeito aos casos de desadequação entre as qualificações e as profissões exercidas. IEFP ou INE). Os casos de inserção laboral no segmento primário geram uma inclusão social genericamente não problemática. um não brain gain para os seus países de origem que nada lucram com o acréscimo de capital humano. Por outro. Por um lado. O potencial deste tipo de imigrantes para o desenvolvimento do país é desmesurado mas. Em paralelo. que possuíam elevadas qualificações académicas mas desempenhavam funções desqualificadas. Com efeito. Por outro. decidem não regressar aos seus países. a imigração altamente qualificada em Portugal alterou-se significativamente sem que a empiria cientifica ou as politicas migratórias o tenham reflectido. duas situações distintas tiveram lugar. o sistema político. nomeadamente. só se traduzirá numa contribuição real se as políticas migratórias forem especificamente desenhadas tendo em vista o seu aproveitamento. No que diz respeito à sua inserção no segmento primário do mercado de trabalho. exigemse alternativas aos custosos programas de reconhecimento de habilitações. Em alguns grupos. não poderá Portugal rentabilizar um capital humano de que carece enormemente. Importa. o aumento da qualificação dos recursos humanos estrangeiros disponíveis e a imigração independente implicou que a base de recrutamento potencial se tenha alargado exponencialmente. Ou seja. Temos necessidade de mais estudos e de mais dados sobre este fenómeno. Também aqui se poderá aplicar a “lei de Murphy” que.FJ . o sistema social e o sistema económico) constrangem as opções de participação dos cidadãos. São várias as dimensões que necessitam de ser realçadas. tem também de ser melhorada. a capacidade de os imigrantes qualificados participarem nos diferentes sistemas funcionais da sociedade portuguesa encontra-se condicionada pela forma desigual como o Estado. médicos ou enfermeiros a trabalhar com betoneiras ou com baldes e esfregonas não são um exemplo de aproveitamento de Recursos Humanos. de diversos grupos nacionais. através do seu progressivo processamento nos respectivos sistemas funcionais. em especial os que têm origem na Europa de Leste e os originários dos PALOP. a internacionalização das empresas portuguesas implicou a vinda para Portugal de um número significativo de quadros qualificados. Portugal apoia a graduação de milhares de indivíduos de origem estrangeira. obtido um grau académico. Por um lado. O caso de muitos imigrantes do Leste da Europa. Uma opção que acarreta consequências. Sem informação não se podem construir políticas e. que já possuem informação pertinente.  F G @E@ÂF @D@>I8EK<J8CK8D<EK<HL8C@=@:8.

Este Encontro. durante o encontro “Integração de Proximidade . como forma de conhecer melhor os desafios que se colocam ao nível local e as experiências já realizadas em diferentes concelhos do país. apostar na qualidade do serviço prestado. que pretendeu ser um espaço de reflexão. presidente da Câmara de Leiria e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural e da Presidente da Câmara Municipal de Leiria (em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses). É necessário também. para além do aumento de pontos de atendimento. o reforço realizando em termos do trabalho em rede das várias estruturas. A Rede CLAII tem ainda o papel de animar e desenvolver iniciativas locais de aprofundamento do acolhimento e integração das comunidades imigrantes na sociedade portuguesa. acrescentou. Neste encontro. partilhas de experiências e troca de informações. Presente no encontro. Este evento abriu o encontro da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII) – com 67 Centros espalhados por todo o país – que decorreu no mesmo local nos dias 1. garantiu a abertura das autarquias para o reforço desse trabalho de parceria. envolvendo diferentes actores locais e sensibilizando toda a comunidade para este desafio. teve lugar no dia 1 de Outubro. fazendo a ponte entre as diferentes instituições com competências nestas matérias e com quem os imigrantes se têm que relacionar.+ () . O programa integrou um momento de debate aberto à participação dos autarcas. o ACIDI promoveu o Encontro “Integração de Proximidade – um Desafio para as Autarquias”. com um tratamento especializado e adequado às diferentes necessidades deste público-alvo. Isabel Damasceno. sendo essa a prioridade do ACIDI. salientou. muito para além dos grandes centros urbanos. através dos CLAII. com um rosto humano e próximo do imigrante. Falando para uma assistência composta por diversos autarcas e mediadores dos CLAII provenientes de todos os pontos do país. já que os imigrantes bem integrados contribuem para a paz social e para o desenvolvimento. A autarca referiu que. referindo que não basta aumentar a quantidade de CLAII. em Leiria. como resposta à dispersão dos imigrantes por todo o território nacional.um desafio para as autarquias”. 2 e 3 de Outubro. constituem um pólo de informação ao imigrante. e contou com as intervenções do Ministro da Presidência. o Ministro referiu. D`e`jkif[XGi\j`[†eZ`X I\jgfe[\iXfj[\jX]`fj[fXZfc_`d\ekf Na sua intervenção em Leiria. promovendo acções em rede. o Professor Jorge Malheiros. o objectivo é reforçar as parcerias com organizações não governamentais e com as autarquias. num país que se transformou numa sociedade de acolhimento para imigrantes das mais diversas proveniências. bem como de um perito na matéria. Em estreito contacto com os Centros Nacionais. Pedro Silva Pereira referiu a necessidade de aumento da rede de estruturas de integração. Os CLAII pretendem ser uma resposta local articulada às necessidades de acolhimento e integração dos cidadãos imigrantes. 9@%EFM<D9IF%'. os autarcas são particularmente sensíveis às questões da integração. promovendo trabalhos articulados junto das comunidades..<E: FEK IF :C 8 @ @ <eZfekif[fj:C8@@\dC\`i`X I\]fiƒXiX@ek\^iXƒf[\Gifo`d`[X[\ Com o objectivo de aprofundar o trabalho realizado pelos Centros Locais de Apoio à Integração dos Imigrantes (CLAII) e atendendo à importância que as autarquias têm na integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. nos concelhos onde se sente muito o peso da imigração. Nesse sentido. o Ministro da Presidência recordou que Portugal precisa de saber que vive hoje uma realidade nova.

um ciclo formativo organizado pelos CLAII do Oeste: Lourinhã. no sentido de juntar todas as pessoas e permitir que elas se conhecessem. e portanto a grande mais valia de um encontro deste tipo é basicamente a troca de experiências e também a apresentação das boas práticas. com os mesmos problemas. e assim este espaço serve para nós repararmos que temos funções comuns. Tânia Guerreiro CLAII de Odemira Nós abrimos o CLAII recentemente. F J  G 8 I K @ : @ G 8 E K < J (* Jorge Cardoso Gabinete de Coordenação CLAII Como objectivos essenciais. e é bom trocarmos impressões todos juntos. três temas muito importantes para o nosso trabalho do dia a dia nos CLAII’s. Óbidos. de modo a saber quem eram as pessoas por trás de uma voz ao telefone ou do e-mail. e permite aprender coisas novas relacionadas com a Lei da Imigração. com os CLAII’s a aumentar. . Há necessidades muito diferentes consoante o distrito onde cada pessoa está. a Lei da Nacionalidade e o Plano para a Integração dos Imigrantes. as mesmas dificuldades. Leoter Viegas CLAII dos Açores O tema da nossa apresentação foi o Clube de Emprego. um encontro como este é sempre um recarregar de baterias. para além de procurar esclarecer dúvidas quanto à nova Lei da Imigração. Ana Rita Prieto CLAII do Bombarral Viemos fazer a apresentação de uma boa prática. Joana Morais Castro CNAI Porto Um aspecto muito importante neste encontro anual foi a aposta na formação dos CLAII. Estamos muito afastados dos outros colegas. Para o futuro. Cadaval. Bombarral e pelo Núcleo de Apoio ao Imigrante de Peniche. Este encontro anual é de extrema importância. com as novas leis da Nacionalidade e da Imigração. Para além disso.8  F G @ E @ Â F  . De resto. porque os CLAII’s estão habituados a trabalhar de uma forma muito individualizada. tentando atingir como público-alvo os professores e alguns funcionários dos serviços públicos. por parte dos imigrantes e por parte das empresas. Sentimos necessidade de avançar com um programa de formação. em Julho. tanto quanto à Lei da Imigração como quanto à Lei da Nacionalidade. Os aspectos informais de construção de uma rede eram um outro objectivo também importante. um projecto do CLAII dos Açores em que o objectivo é fazer um confronto entre a procura e a oferta de emprego. Foi muito importante que cada um partilhasse com os outros aquilo que faz e isso tornou o encontro muito útil em termos de motivação Olga Dias Ferreira CLAII de Leiria Creio que este encontro valeu principalmente pelo tratamento da Lei da Imigração. sobretudo em relação à nova Lei da Imigração e à Lei da Nacionalidade. porque ajuda-nos a conhecer os nossos colegas. A esse respeito. sobretudo por parte dos CLAII’s que estão já em funcionamento há vários anos. via e-mail. é importante saber como é que as coisas funcionam no terreno. gostaria que tivesse existido um espaço para perguntas e casos práticos. a trocar experiências. procurei absorver ao máximo a informação apresentada pelos nossos colegas do ACIDI. estamos muito afastados do Centro Nacional. o tema de que todos os CLAII’s mais tinham necessidade de ouvir falar. Para além disso. tínhamos definido para este encontro o aspecto formativo. “Formar para Integrar”. o que faz com que essa troca de experiências seja uma aprendizagem muito grande para todos. e também que se trabalharmos juntos conseguimos um resultado superior. A grande mais valia de um encontro deste tipo é a possibilidade de todos nos conhecermos e nos visualizarmos. porque muitas vezes temos contactos via telefone. talvez valesse a pena dividir os grupos para tornar as formações mais específicas.

. Para além de um excerto da intervenção do Presidente da Assembleia da República.. ou seja. face a esta fase da discussão. destacam-se o Presidente da Assembleia da República. publicam-se excertos das intervenções dos representantes dos vários grupos parlamentares sobre as suas posições acerca da participação política dos imigrantes. Para além disso. (. (. representantes das comunidades imigrantes.. qualificar-se e responder àquilo que são as transformações das últimas décadas. entre os quais representantes dos diferentes grupos parlamentares. mas que têm a ver também com um dever que deve ser promovido pelo próprio Estado. Entre estas. consoante os países de origem.. (.. não somos favoráveis à reciprocidade. que é o dever de (+ . Nós hoje temos uma malha de difícil compreensão. a cumprimento de deveres. Parlamento Europeu. membros da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e um conjunto de personalidades com uma experiência privilegiada para contribuir para o aprofundamento desta reflexão. Jaime Gama. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. eleger e ser eleitos e participar de corpo inteiro nesta nossa sociedade..) Face ao reconhecimento imperativo que todas as forças políticas dão aos imigrantes que estão connosco a desenvolver este país.) Nuno Magalhães Grupo Parlamentar do Partido Popular (.. cheia de excepcionalidades dos direitos de reciprocidade. Rui Marques. Osvaldo de Castro.: F: 8@ 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX :F:8@[\YXk\gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j Numa iniciativa conjunta do Presidente da Assembleia da República e do ACIDI. o Ministro da Presidência. era forçoso que a articulação constitucional fosse de uma vez por todas alterada. Direitos.) Ana Drago Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (.. que as pessoas que trabalham. Era fundamental que esta rede de excepcionalidades fosse quebrada e fosse de facto instaurado o princípio da participação política por completo.) Creio que era o momento de a democracia portuguesa dar um salto qualitativo. que residem em Portugal (. Liberdades e Garantias. académicos. Gostava ainda de dizer que é preciso ser ambicioso e não apenas alargar os direitos ou as condições de reciprocidade. e quando discutimos isso é preciso ter essa ponderação..) Entendemos que estão criadas condições na nossa sociedade de hoje para um mais amplo consenso em torno desta matéria para eliminarmos de vez este pressuposto da reciprocidade.. Assembleia da República.+ Heloísa Apolónia Grupo Parlamentar Os Verdes (... (... Existem outros órgãos representativos dos cidadãos. como todos os direitos..... Esta sessão foi dedicada ao tema da participação política dos imigrantes na sociedade de acolhimento.) É exactamente porque os imigrantes vivem nas nossas cidades. fazem as nossas cidades. contando com um leque alargado de participantes.. na perspectiva dos Verdes.. designadamente a Assembleia da República e o Parlamento Europeu (. não entendemos porquê restringir a capacidade eleitoral às autarquias locais. capacidade eleitoral passiva e activa.) O exercício dos direitos políticos corresponde.) Não faz sentido. o ex-Comissário Europeu António Vitorino e o ex-Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte. que têm direito à cidade e têm por isso direito à participação política em termos totais.) Deveres que não são só legais.) não possam ser cidadãos de corpo inteiro. (.. escalonando a participação política e de voto em autarquias. o Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais. AX`d\>XdX Gi\j`[\ek\[X8jj\dYc\`X [XI\g’Yc`ZX %%%  ?fa\# X 8jj\dYc\`X [X I\g’Yc`ZX XYi`l$j\ X ldX j\jjfgXicXd\ekXiZfdfj`d`^iXek\j\dGfikl^Xc#\ \l \jg\if hl\ ef ]lklif# kf[fj fj Xefj# ef `eˆZ`f [X j\jjf c\^`jcXk`mX# Xjj`d XZfek\ƒX# gfihl\ k\dfj e\$ Z\jj`[X[\ [\ flm`i fj j\lj gfekfj [\ m`jkX# [`jZlk`i \i\Õ\Zk`iZfd\c\jXhl`cfhl\_fa\„ld[fj^iXe[\j k\dXj [\ XZklXc`[X[\ gXiX X \cXYfiXƒf [Xj efjjXj d\[`[Xjc\^`jcXk`mXj#gXiXX]fidlcXƒf[XjefjjXjgf$ cˆk`ZXj~\jZXcX[XLe`f<lifg\`X\kXdY„d[fgfekf [\m`jkX[Xj^iXe[\jfi^Xe`qXƒ‘\j`ek\ieXZ`feX`j%%%% 9@%EFM<D9IF%'. Pedro Silva Pereira. realizou-se no dia 24 de Setembro uma Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração na Sala do Senado da Assembleia da República. Os Verdes gostariam que fosse neste sentido que aqui vou referir: Em primeiro lugar.

neste momento o que posso dizer é que não tomámos ainda nenhuma posição concreta sobre isso. E. ao ser actualizado.. (. de um sentimento que existe objectivamente e que não seja fictício..) O CDS defende o princípio da reciprocidade. deve ser ao mesmo tempo interpretado e entendido de forma proporcional. sem que lhes confiramos a possibilidade de participarem de uma forma mais activa nessa mesma sociedade.. do partido a que pertenço. e a perpetuar-se uma situação deste tipo estaríamos a criar cidadãos que viveriam à margem da sociedade. (. Portanto. e aqui exprimo também uma opinião colectiva. nomeadamente. Consideramos que.) contem com o PS para. Importa assim questionar igualmente se os limites impostos actualmente pela lei – a questão da reciprocidade e a limitação às eleições autárquicas deste mesmo princípio – continuam a fazer sentido. devem ser fixadas condições cujo cumprimento efectivo por parte dos imigrantes possibilite a referida atribuição de direitos políticos mais alargados. (. e que tem de ser o resultado de uma vontade que existe objectivamente. (.) António Filipe Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (. não posso dizer qual a posição do Grupo Parlamentar do PS sobre este preceito porque que ainda não foi tomada.) Celeste Correia Grupo Parlamentar do Partido Socialista (. E portanto há que criar novas abordagens deste princípio da reciprocidade. do voto. em que se pretende participar. Mas....) A primeira pergunta que se coloca é precisamente a de saber se consideramos social e politicamente defensável manter um crescente e relevante número de cidadãos imigrantes. que a este nível a exigência de reciprocidade deveria deixar de ser feita em termos constitucionais. A nossa ideia é que não podemos ficar dependentes de outros Estados para tomarmos decisões aqui em Portugal relativamente à defesa da coesão social. mas também.) .) Pedro Quartim Graça Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (. como tudo na vida.. desresponsabilizando-os de responsabilidades solidárias que deveriam caber a todos. é uma ideia que está a fazer a sua caminhada mas.. para ser correcta.. que cumprem genericamente as suas obrigações para com o país em que residem. nessa medida. Este é o meu ponto de vista. (... É uma ideia que está a fazer o seu caminho e muitos dirigentes do PS têm tomado posições individuais. ser actualizado. E. relativos.) porque depois quando se chegasse ao plenário da Assembleia da República a realidade seria outra.. e a lei eleitoral deve poder regular livremente o exercício do direito de voto por parte dos cidadãos imigrantes.. (.. actualmente.. Já se deram alguns passos e é importante dar outros.) Creio que não vale muito a pena cada um de nós afirmar que é favorável à plenitude de direitos políticos para todos os imigrantes (.integração efectiva na sociedade que se pretende alterar... concordo com essa defesa da reciprocidade mas creio que esse conceito pode.. e que foi expressa na última revisão constitucional. darmos o nosso contributo. Isto no que se refere ao nível local. creio que o que vale a pena é procurarmos encontrar passos seguros que permitam que haja um consenso cada vez mais alargado entre os vários partidos políticos de que é importante alargar os direitos políticos dos imigrantes. Digo isto de forma clara. (. e foi já uma proposta que apresentámos nas últimas revisões constitucionais. e os direitos devem ser... através.. mas creio que o tempo agora é outro.) Não temos qualquer dúvida. como todos os princípios devem ser.) Consideramos contudo importante a existência de critérios e uma efectiva ligação entre os imigrantes e a sociedade de acolhimento. A reciprocidade teve a sua razão histórica... em defesa dos portugueses residentes nos outros Estados. nomeadamente as suas obrigações legais. Quanto ao direito de voto nas legislativas. não como princípio absoluto. enquanto estivermos nesta fase. (.) Quanto à questão da reciprocidade. Numa visão pessoal. em sede de revisão constitucional. esta situação não é politicamente sustentável.. Terá de ser [uma maioria de] dois terços para a revisão desse instituto.

Portanto. e. Tudo isso envolve um conceito amplo de cidadania cívica mas não toca a questão dos direitos políticos. do sentimento de ter uma voz. Essa é visão clássica e a posição dominante.. práticas administrativas.) Sendo importantes as questões dos direitos económicos. Como a nível europeu não era possível definir direitos políticos.. e uma visão que além do mais. Há uma segunda dificuldade. Na Alemanha. o número de acesso era praticamente zero. não se faz apenas através do acesso à nacionalidade.)É preciso convencer os portugueses de que o direito à participação política dos imigrantes é um jogo de soma positiva para todos os participantes na comunidade portuguesa. é explicar porque é que este debate não pode ficar refém do debate do acesso à nacionalidade. Acresce que. saúde. no contexto europeu..%<jkflgif]le[Xd\ek\ Zfem\eZ`[f[\hl\_fa\Xi\Z`gifZ`[X[\a}ef]Xqj\ek`[f%Á„gfZX#X`[\`X[Xi\Z`gifZ`[X[\ \iXldX`[\`XYXj\X[XeXji\cXƒ‘\j\eki\<jkX[fj%<jkXm`jf\jk}lckiXgXjjX[X#gfihl\_fa\ Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfjefgf[\]`ZXii\]„d[\ldXhl\jkf[`gcfd}k`ZX[\i\cXƒf \eki\<jkX[fj%?fa\#Xhl\jkf[fj[`i\`kfjgfcˆk`Zfj„ldXhl\jkf\jj\eZ`Xc[XZf\jf[X efjjXgigi`XjfZ`\[X[\%%%% isto é. de decidir os destinos da comunidade. Em França. como Portugal. porque é matéria excluída da competência da União Europeia. à luz dos direitos económicos sociais e culturais? (. acedem à nacionalidade francesa entre 150 a 300 mil imigrantes. a primeira linha de dificuldade é a da pedagogia. mas também potenciasse a sua integração na sociedade de acolhimento. sobretudo direitos económicos. sociais e culturais. temos questões atinentes à igualdade de oportunidades. Manifestamente. em que temos identidades sobrepostas e cada um de nós faz a síntese pessoal e intransmissível dessas identidades. há que explicar porque é que o acesso a uma cidadania plena. Em alguns casos. isto é. mas não é sempre este o caso. até há cinco anos atrás. e a questão do reconhecimento de uma cidadania plena é outra questão. de pertenças múltiplas. Nesse sentido.(.. E esse estatuto não pode ser alcançado pela via da nacionalidade. como é evidente. e porque é que a questão do acesso à nacionalidade é uma questão. Nesse sentido. em média. etc. Há países. em alguns casos. tratava-se de encontrar um modelo de cidadania tão amplo quanto possível mas que não tocasse naquela área. mercado de trabalho. condiciona muito as políticas e sublinha grandes discrepâncias entre os vários países europeus em matéria de acesso à nacionalidade. ou seja. habitação. Há muito tempo que defendo a teoria da “cidadania cívica”. 9@%EFM<D9IF%'. que se coloca a terceira dificuldade: Porque é que é preciso fazer a pedagogia de que a questão dos direitos políticos é uma alavanca para o sucesso da integração. um estatuto de direitos e obrigações. de alguma forma.+ Ki†jhl\jk‘\jZ\ekiX`jjfYi\[`i\`kfjgfcˆk`Zfj %%%  ?} ki†j hl\jk‘\j Z\ekiX`j hl\ \o`^\d fgƒ‘\j ZcXiXj% <d gi`d\`if cl^Xi# fj [`i\`kfj gfcˆk`ZfjR[fj`d`^iXek\jTj`^e`]`ZXdf[`i\`kf[\\c\^\i\[\j\i\c\`kf%<dgi`eZˆg`f#ef_} [`i\`kfjgfcˆk`ZfjXd\`fZXd`e_f%<dj\^le[fcl^Xi#`dg‘\df[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%Ef _}[`i\`kfjgfcˆk`Zfjj\d[`i\`kf[\XjjfZ`Xƒf%8k\iZ\`iXhl\jkf„Xhl\jkf[Xi\Z`gifZ`$ [X[\%8:fejk`kl`ƒfGfikl^l\jX]XcX[\i\Z`gifZ`[X[\ef8ik`^f(. Esta definição é importante. ensino. E é aqui. elas não resolvem o problema central. sociais e culturais. comum a todos os países europeus. E o problema central é o problema de inclusão no sentido político e cultural. o sentimento de pertença que é indissociável do sentimento de apropriação do sistema. costumes. a aquisição da nacionalidade portuguesa não implica a perda da nacionalidade de origem. Estas discrepâncias na legislação nacional no acesso à nacionalidade criam discriminações entre as várias comunidades imigrantes no contexto europeu na perspectiva da definição de um estatuto de cidadania. na medida em que penso que parte do caminho se faz através da definição de um estatuto europeu de direitos e obrigações dos imigrantes nas sociedades europeias de acolhimento. Daí o conceito de cidadania cívica.. por ano. e temos por outro lado questões mais complexas de integração em matéria de língua. incluindo os direitos políticos. a aquisição de uma nova nacionalidade obriga à renúncia da nacionalidade de origem. É uma visão errada. este tipo de violência é completamente injustificada.. portanto. que têm na sua tradição histórica a aceitação da dupla nacionalidade.) (- . no mundo global em que vivemos.. e hoje ainda é extremamente diminuto.: F: 8@ @ek\im\eƒf[\8eke`fM`kfi`efef:F:8@ È8gXik`Z`gXƒfgfcˆk`ZX [fj`d`^iXek\j„ldaf^f [\jfdXgfj`k`mXÉ (. o acesso à nacionalidade é uma violência cultural. um complexo de direitos e de deveres para os imigrantes.. que proporcionasse não só o reconhecimento do estatuto jurídico dos imigrantes.

) Assim como cada um de nós é único. a partilhar.) As nossas histórias de vida são muito diferentes umas das outras. E o mais importante é transmitir (. e depois a outra pessoa. Jaime Gama.. que pela primeira vez falaram na primeira pessoa como protagonistas da construção do seu lugar na sociedade portuguesa. Hoje houve uma iniciativa importante. A obra surgiu na sequência do apoio que a Assembleia da República quis prestar ao debate sobre imigração.) que existem os descendentes de imigrantes. Tem-se falado muito em acolhimento. quando o Programa Escolhas e o ACIDI convidaram estes doze autores para que apresentassem uma comunicação sobre a sua experiência e o seu olhar em relação ao lugar que têm na sociedade portuguesa. na Biblioteca Parlamentar. E é nesta multiplicidade de histórias de vida que me encontro e encontro o outro.. Na cerimónia de apresentação.. mas cada um de nós tem. co-autores do livro que aqui se apresenta.. o Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural. mas que talvez representem muitos milhares que nasceram aqui e que contribuem de alguma maneira para este país. mas é um livro muito pesado de conteúdos. após a reunião do COCAI na Assembleia da República.. porque eu sou realmente uma descendente de imigrantes e o meu filho terá sempre isso como uma riqueza cultural. Anabela Rodrigues Este é um livro leve.. Éramos apenas doze. as necessidades.) Este livro é uma pequena amostra. e quero que as pessoas escutem os anseios. colocamos também um pouco das nossas vidas. Muitas vezes tivemos discussões sobre a segunda e terceira geração.. porque estão mais famintos. tendo três deles tomado a palavra. (. Pedro Silva Pereira. Parece um termo tão simples. e a tornar este um dos best-sellers do nosso país. termos de que não gosto. como nós estamos.) O mais interessante neste livro foi encontrar estes trajectos todos e perceber que todos podem ter uma opinião. Com o livro em vossas mãos.\jZ\e[\ek\j[\`d`^iXek\j C`mifXgi\j\ekX[feX 8jj\dYc\`X[XI\g’Yc`ZX No dia 24 de Setembro. Partindo do princípio que nenhum de vós optará pela primeira hipótese eu gostaria que optassem pela terceira. no dia 24 de Maio de 2006 os doze descendentes de imigrantes. Isabel Cunha Há precisamente um ano e quatro meses. os seus desejos e expectativas. não só enquanto indivíduos. teve lugar. e a outra… Porque. . numa situação privilegiada. tem poucas páginas.. mas também enquanto sociedade. mas espero que através dele se possa olhar mais profundamente para aquilo que é a situação sócio-económica dos restantes descendentes e imigrantes em Portugal. Tem histórias de muitas pessoas. o lançamento do livro “Descendentes de imigrantes: um lugar na sociedade portuguesa. Rui Marques. e que alguns deles ainda gritam mais violentamente e mais alto. descendentes de imigrantes ou jovens imigrantes de nacionalidade portuguesa. que teve como anfitrião o Presidente da Assembleia da República. e que a conjugação dessas opiniões pode levar a que algo seja realmente feito. estiveram presentes o Ministro da Presidência. (. porque tem bastante conteúdo e faz-nos reflectir.) Convido-os a ler. e os co-autores do livro em questão. Nuno Santos (.. disponibilizado o espaço do seu novo auditório no dia 24 de Maio de 2006. Trata-se de uma obra colectiva de um conjunto de doze autores. mas há realmente muita gente à margem. Que o lessem e o oferecessem alguém. as suas angústias. (. sem sequer ser consultada para construir aquilo que possa ser o acolhimento. ler e guardá-lo de seguida. à sua maneira. este livro traz consigo a unicidade de cada um dos autores... algo para transmitir. que são pequenas amostras dos outros jovens que não tiveram oportunidade de escrever um livro. as suas preocupações.. lido por poucos e oferecidos por alguns. se calhar. se é verdade que ninguém oferece o que não gosta. estiveram reunidos neste mesmo local para partilhar as suas experiências de vida.. mesmo que folheado por muitos. E com ele só têm três hipóteses: folhear e guardar numa das prateleiras da estante das vossas casas.. isso significaria que valeu a pena.. as expectativas dos jovens que escreveram este livro. os seus apelos. (. ou porque não estão. ou ler e oferecê-lo a alguém. (.

<EKI<M@ JK8 GXlcfD\e[\j Èygi\Z`jfhl\fj`d`^iXek\j k\e_XdldXmfqXZk`mX eXjfZ`\[X[\gfikl^l\jXÉ Paulo Mendes. `ek\^iXƒf[XgfglcXƒf`d`^iXek\É Regional das Comunidades. Câmara Munidades. por outro lado. nas suas associações trabalham em prol da integração dos cidadãos imigrantes na sociedade portuguesa. Instituto uma abertura muito grande as autoride Acção Social. A AIPA surge assim como uma asimigrantes do Continente? sociação que. que ainda gundo nível de actuação é a sensibilização e a transmissão de existem problemas e não se pode ficar à sombra da banaboas práticas. mas também j\idfjldcXYfiXki`f\dk\idfj[\ com as entidades públicas (Direcção porque houve. pessoas têm e veiculando a vertente positiva do fenómeno da imigração. o Clube de Emlugares para uma vida melhor. desconstruindo algumas imagens que as extraordinariamente mal as questões migratórias. açoriana conhece muito bem a quesA existência do Centro Local de Apoio tão da imigração.+ (/ . a comissão coordenadora 9@%EFM<D9IF%'. no sentido de Èye\Z\jj}i`fhl\XjXjjfZ`Xƒ‘\j cipal de Ponta Delgada e de Angra de trabalharmos em conjunto. ser um fenómeno muito recente perÈEXI\^`f8lkefdX[fj8ƒfi\j Temos feito parcerias que nos permimite-nos perceber aquilo que correu k\dfjZfe[`ƒ‘\j\jg\Z`X`jgXiX tem uma actuação mais sustentada. seminários e Nós não estamos a começar do zero. tomou posse em Setembro como coordenador da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP). presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA). temos vindo a compreender que mentos que são fundamentais e reflectem aquilo que as assoas actividades das associações têm a ganhar com o facto de ciações pensam sobre a questão da imigração nas suas várias terem alguma visibilidade. mas faz todo o sentido a sua divulgação. e. acima de tudo. Um outro liação faz do trabalho em conjunto das associações? nível de acção é a realização de conferências. Ainda há uma outra dade a um trabalho que foi feito com sacrifício e com muito actuação que é de pressão junto dos órgãos de decisão no espírito de entrega por muitos dirigentes associativos. defende a integração e a igualEstou convencido de que na Região Autónoma dos Açores dade de oportunidades entre as pessoas.. os órgãos foram eleitos. Estamos a dar continuiactividades culturais com regularidade. acho ros nos Açores. Açores e em Setúbal. mantendo-se evidentemente fieis vertentes. ACIDI. onde conseguimos fazer aprovar docuAo longo da nossa existência. que sentido de alterar legislação e aplicá-la convenientemente.. a todos os níveis. Para o mandato que iniciou. o facto de que norteiam a nossa actuação. Obviamente. A PERCIP neste Os projectos da AIPA têm tido recentemente alguma visibimomento é resultado dos dois fóruns que se realizaram nos lidade na imprensa. contribuir para a criação de um clima favoque numa perspectiva nacional a comunicação social trata rável à integração. desde a primeira hora. Por um lado.. Por outro j\aXddX`jgifXZk`mXjeXYljZX[\ Heroísmo) mas também com os privalado. no sentiDesde a criação da AIPA. em 2003. Quais têm sido os principais objectivos e actividades da das. Entendemos que em primeiro lugar estão as acções e as AIPA? iniciativas. e penso prego e a Bolsa de Habitação têm funcionado bem. através do nosso programa de rádio “ O mundo neira. creio que a própria sociedade gXiZ\i`Xj\[\Xgf`fjÉ dos. Temos actualmente 44 associações aderentes à plaaos seus objectivo. aqui”. Daí termos no nosso temos condições especiais para sermos um laboratório em seio pessoas de várias proveniências. dos quais destaco o BES/Açores. Nesta mesma lógica e numa parceria com o jornal “Açoriano Oriental” É desde há pouco tempo coordenador da PERCIP. O termos de integração da população importante é a partilha dos objectivos imigrante. temos tido três prioridades do de contribuir para que haja um maior consenso em torno fundamentais: defender os interesses dos cidadãos estrangeidas questões da imigração. emitido todos os sábados na RDP-Açores. ter espaços onde os imigrantes A vida dos imigrantes nos Açores é diferente da que têm os possam obter informações. Que avatemos o suplemento mensal “ Rumos Cruzados”. mal em outras paragens. pessoalmente. elegeu como uma das prioridades a promoção de um debate alargado sobre a participação política dos cidadãos estrangeiros. da procura de outros ao Imigrante (CLAI). Apesar disso. Um seque isso dá uma sensibilidade maior. Todos ganham em ter as pessoas integrataforma.

não obstante ainda persistirem alguns problemas. qualitativa e quantitativamente. a possibilidade de participar na construção de um projecto comum. mas hoje. que outros apoios poderiam ser dados às associações? Penso que é fundamental reforçar. Pensamos que não é nada razoável que tenhamos cá pessoas que trabalham e fazem de Portugal o seu próprio país e estas não terem uma coisa básica. que irá depender obviamente daquilo que as associações querem. O ACIDI deve reforçar esse seu papel. que é um sistema que permite que todos possam dele fazer parte. mas a participação política. o movimento associativo imigrante. alguns partidos têm uma perspectiva muito concreta. com os intervenientes que estiveram envolvidos. mas é preciso diversificar. É bom salientar que já foram dados passos muito significativos. Uma outra prioridade é termos mecanismos de monitorização da aplicação de algumas medidas políticas. mas também deve haver outros mecanismos que permitam encontrar outro tipo de apoios. não só pelos imigrantes. aproveitando as novas tecnologias que minimizam o factor da distância. O nosso compromisso é. a PERCIP elegeu como uma das prioridades colocar na agenda política a questão da participação política dos cidadãos estrangeiros em Portugal.está a funcionar e temos um relacionamento muito intenso. contribuir para o reforço do movimento associativo migrante em Portugal. a “casa” da democracia portuguesa. No entanto. É preciso que os imigrantes tenham uma voz activa na sociedade portuguesa. infelizmente. Não podemos pedir muito às associações se elas não tiverem instrumentos e recursos adequados. O facto de estarmos a discutir. Quais são actualmente os principais pontos da agenda da PERCIP? A PERCIP é o fruto de um longo percurso. É também necessário que as associações sejam mais proactivas na busca de parcerias e de apoios. o direito a votar e a ser eleito. GXlcfD\e[\j GXlcfD\e[\jk\d*(Xefj\eXjZ\l\d:XYfM\i[\#eX `c_X[\JXek`X^f%=f`gXiXfj8ƒfi\j\jkl[XijfZ`fcf^`X# kfieXe[f$j\ ld È`d`^iXek\ `ejlcXiÉ \eki\ [f`j Xihl`g„$ cX^fj% GXiX Xc„d [Xj XZk`m`[X[\j eX 8@G8 \ eX Zffi$ [\eXƒf [X G<I:@G# kiXYXc_X XZklXcd\ek\ ef gifa\Zkf :\ekif [\ <jkl[fj [\ <Zfefd`X Jfc`[}i`X \ `i} cXeƒXi Yi\m\d\ek\ f c`mif ÈGfek\ @ejlcXi 8kcek`ZXÉ# jfYi\ X Zfdle`[X[\ZXYf$m\i[`XeXefj8ƒfi\j% Fj`d`^iXek\jefj8ƒfi\j 8 Zfdgfj`ƒf [Xj Zfdle`[X[\j `d`^iXek\j efj 8ƒfi\j „ j\d\c_Xek\ ~ hl\ \o`jk\ \d Gfikl^Xc Zfek`e\ekXc% <d k\idfj [\ eXZ`feXc`[X[\# X dX`fi Zfdle`[X[\ „ X ZXYf$ m\i[`XeX#j\^l`[X[XYiXj`c\`iX\[XZfdle`[X[\[\c\jk\% Ef kfkXc# \o`jk\d Z\iZX [\ . e não só os destinatários de políticas. esse relacionamento do ACIDI com as associações. e por ter sido possível ouvir as opiniões de todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República sobre a questão da participação política dos imigrantes. nem correcto. com condições de reforçar. e estou convencido de que muito brevemente essa modificação se vai concretizar.%. de uma forma muito sustentada. Assim. qual foi o significado da recente reunião do COCAI na Assembleia da República? Foi absolutamente marcante. E a PERCIP pode ser um instrumento muito importante. a vários níveis. um compromisso nessa matéria. E não é desejável. Penso que estamos num momento de viragem. É uma questão de coesão Nesse contexto. mais do que nunca. os imigrantes podem e devem ser protagonistas activos. deixar que uma parte significativa da população portuguesa trabalhe mas não tenha nenhuma voz nessas questões. Para além dos protocolos que já existem. mas os dois maiores partidos não assumiram.'' Z`[X[fj \jkiXe^\`ifj i\j`[\ek\j ef 8ihl`g„cX^f# ZfeZ\ekiX[fj ]le[Xd\ekXc$ d\ek\eXj`c_Xj[\J%D`^l\c#=X`Xc\K\iZ\`iX%LdXgXik\ j`^e`]`ZXk`mXkiXYXc_XeX}i\X[XZfejkilƒfZ`m`c\i\jkXl$ iXƒf% social. envolvendo as autarquias e outros organismos locais e privados e fazendo o possível por não “guetizar” os apoios. sobretudo. Pelo espaço onde decorreu. (0 . Penso que ainda podemos melhorar esses instrumentos de relacionamento das associações com o Estado português. mas também pelo próprio país e pelo sistema democrático que todos defendemos. da forma como se discutiu este tema. em termos do alargamento dos direitos políticos. Há um consenso em relação à retirada da exigência de reciprocidade da Constituição Portuguesa. tem um papel absolutamente fundamental. Essa voz tem certamente outras dimensões. foi já um avanço.

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