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Disciplina: Capítulo: Orientações

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Orientações

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Orientações

Imagem de Abertura:

Estudante (Study). Fonte: Fonte: stock imagens.

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Acesso em: 17/12/2007.

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Imagem Imagem Imagem de de de abertura abertura abertura 1 O ATO DE ESTUDAR Prof. Ms.

1 O ATO DE ESTUDAR

Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO

Neste capítulo temos o objetivo de levar o estudante a refletir sobre os seus procedimentos diante da tarefa de estudar, no sentido de se auto-questionar a partir do seguinte: QUE ESTUDANTE TENHO SIDO? QUE ESTUDANTE SOU? E QUE ESTUDANTE QUERO SER? No final deste estudo, o estudante deverá ser capaz de organizar sua própria ação estudantil de maneira a ser mais eficiente e eficaz.

Disciplina: Capítulo: Orientações Recurso 1 Vídeo – Clipe sobre estudo Esta é uma reflexão onde

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Recurso 1 Vídeo – Clipe sobre estudo

Esta é uma reflexão onde o estudante será desafiado a refletir sobre as perguntas: O que é estudar? E qual a importância da leitura no ato de estudar? Você estuda só para fazer provas e exames? Ou estuda com uma perspectiva maior de construção de um futuro melhor? E quanto às leituras? Como é que você costuma ler? Então, apresentaremos sugestões para o

aproveitamento da leitura. Subsídios para

a leitura e sugestões práticas na

concretização da qualidade da leitura, tais como: anotações e observações, fichas de leitura, fluxogramas de textos, resumo e resenha de textos.

As reflexões e propostas apresentadas

neste capítulo foram fundamentadas em

Chinazzo (2002).

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1.1 O QUE É ESTUDAR?

Portanto, faremos uma reflexão resumindo o texto de Chinazzo. A expressão ato de estudar significa aquilo que se faz para estudar. O ato realizado, concluído no ato de estudar não existe por si só, pois a cada momento novas circunstâncias se oferecem para sua

Disciplina: Capítulo: Orientações concretização. Portanto, ele só existe na medida em que o exercício do

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concretização. Portanto, ele só existe na medida em que o exercício do ato é renovado e multiplicado.

Entendemos que estudar não significa o que muitos pensam e concebem como um simples sentar em bancos escolares e ouvir o que os professores transmitem para repetir, tal e qual, posteriormente, em provas ou exames. Esta é uma visão muito simplória, tradicional e passiva. Estudar, pelo contrário, é um ato que envolve dinamismo e requer muito esforço da parte do estudante.

São comuns observações de que um grande número de estudantes que chega às universidades não sabe avaliar a dimensão e a importância do que é o ato de estudar, muitas vezes até se diz que

alguns nem sabem estudar. Uma triste consequência disto é a perda de um tempo precioso com um pseudo-estudar.

Perda porque, se esse mesmo tempo fosse aproveitado criteriosamente e conscientemente por parte do estudante, os resultados poderiam ser bem mais eficientes. Você já parou para pensar nisso?

Em função de tal engano, muitos estudantes têm se fixado em hábitos tradicionais, desenvolvendo um estudo meramente mecânico, memorizador e reprodutivo. Quando ao contrário, o estudante precisa ter consciência de que estudar é um ato que deve ser assumido e direcionado por ele próprio. Pois, estudar não é engolir livros e saberes que os

Disciplina: Capítulo: Orientações Recurso 2 Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você ampliar

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Recurso 2

Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você ampliar a partir de sua própria compreensão, a seguinte questão: o ser homem nunca estaciona na busca da realização humana, mas, ironicamente, também nunca chega a uma realização plena e definitiva. Como pode ser explicado esse fenômeno? Coloque sua compreensão no fórum para ser compartilhada com os colegas de turma e com os professores.

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Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você ampliar a partir de sua própria compreensão, a seguinte questão: o ser homem nunca estaciona na busca da realização humana, mas, ironicamente, também nunca chega a uma realização plena e definitiva. Como pode ser explicado esse fenômeno? Coloque sua compreensão no fórum para ser compartilhada com os colegas de turma e com os professores.

professores recomendam e transmitem, mas é antes de tudo, a partir dos livros e

dos professores, saber assimilar e revisar os conteúdos de uma maneira crítica e reflexiva, evitando simplesmente passar por alto sobre estes livros e saberes, para daí, estabelecer morada participativa neles e com eles, dando uma direção de reconstrução do já construído, de refazer

o já feito; quer dizer, transformar o

material de estudo e, consequentemente, transformar-se a si mesmo.

O ato de estudar compreendido nesta

visão é ação, ação transformadora, e construtora de uma nova realidade. Então, estudar é ação pela qual cada estudante enfrenta a realidade do mundo buscando compreendê-lo e explicá-lo.

Disciplina: Capítulo: Orientações Recurso 3 Vídeo - Enquete - O que você entende por estudar?

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Recurso 3 Vídeo - Enquete - O que você entende por estudar? Enquete – Você tem um método de estudo? Enquete – Que tipo de leitura você faz sobre os textos dados por seus professores?

Recurso 4 Vídeo – Esquete Homem sentado no sofá cm notebook. Dificuldades de concentração para estudar. Apresentação dos personagens Gabriel e Dica. Método para estudar e conseguir aprender.

O ato de estudar é consequência da relação homem e mundo, uma vez que, a
O
ato de estudar é consequência da
relação homem e mundo, uma vez que, a
partir de uma análise fenomenológica,
constatamos que o homem está em
constantes relações com o mundo, com
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os
outros e consigo mesmo. Isto leva-o a
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empreender um contínuo esforço no
sentido de elucidar o processo
constitutivo do ser do mundo, do seu
próprio ser e de sua história. Subjacente
a
esse empreendimento, o homem
encontra-se como ente concreto, ser
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consciente e inteligente, inserido num
mundo também concreto.
O
homem, como tantos outros seres,
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“está-aí-no-mundo”; todavia ele deve
passar desse simples “estar-aí” para se
tornar um ser-aí. Usando-se a
terminologia fenomenológica, o homem
deve deixar de ser objeto para ser
sujeito.
Disciplina: Capítulo: Orientações RECURSO 3: Imagem: Teacher with a group of high Fonte:

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RECURSO 3: Imagem:

Teacher with a group of high Fonte:

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Acesso em: 12/01/2013.

As coisas

relacionam numa dimensão de causalidade, ou seja, de pura exterioridade, são relações sem significações. O homem também se relaciona com essas coisas, mas de maneira fundamentalmente diferente, pois há nele o que chamamos de interioridade. Trata-se de uma relação em que o homem confere um significado às coisas. Dessa forma, o homem rompe com a exterioridade reinante nas coisas do mundo.

existentes no mundo se

As coisas passam a existir a partir do momento em que o homem lhe confere significações de maneira expressa. No entanto, se o homem não consegue expressar o mundo com significações, ele pode tornar-se coisa (objeto), deixando

de

viver

sua

interioridade

própria

de

sujeito, para viver uma exterioridade própria das coisas, objeto. Então, mesmo não sendo uma coisa, o homem pode viver como se fosse uma coisa. Tal vida caracterizaria uma renúncia à sua condição originária de ser sujeito- consciente, negando assim a sua homogeneidade, ou seja, negaria sua condição original de ser homem.

Disciplina: Capítulo: Orientações Portanto, na sua relação com o mundo, o homem precisa, analisar, observar

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Portanto, na sua relação com o mundo, o homem precisa, analisar, observar atentamente, examinar, isto é, olhar o mundo reflexivamente, distanciando-se do mesmo. A isso, chamamos de objetivar o mundo. Objetivar o mundo quer dizer distanciar-se dele, libertar-se do meio envolvente, enfrentá-lo, desapegar-se do mesmo para questioná-lo, como objeto de reflexão. Capacidade que só ser humano possui. Os outros animais não são dotados dessa capacidade.

A partir dessa capacidade marcante do espírito humano de objetivar sem se tornar objeto, o homem consegue desapegar-se das coisas e até dar nova existência a elas, ou seja, existência intencional. Não se apegando ao mundo dado, o homem supera sua imanência, isto é, transcende para além das coisas do mundo. Nesta atitude o homem pode atribuir significados ao mundo. Dando significados, aprende a expressar o mundo, isto é, produz o mundo. O mundo expresso pelo homem passa a ser o mundo humano, mundo do homem. Ao anunciar o mundo, o homem, transforma-o, conhece-o, transcende a imediatez do mesmo, simultaneamente transforma-se, conhece-se e liberta- se.

Devido a estes dinamismos constantes do homem, de transcender e transcender-se, ele nunca estaciona na busca da realização humana, mas, ironicamente, também nunca chega a uma realização plena e definitiva. Trata-se de um movimento dialético que está em permanente continuidade, ultrapassando todos os limites, porque, ao ultrapassar um, logo se impõe outro, assim sucessivamente.

Disciplina: Capítulo: Orientações Desse modo, podemos transferir essa reflexão e aplicá-la no ato de estudar.

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Desse modo, podemos transferir essa reflexão e aplicá-la no ato de estudar. E então, teremos que o estudante que valoriza o ato de estudar não se deixará aprisionar pelos mecanismos de uma educação tradicional, passiva e conservadora. Buscará novas formas de produzir o conhecimento, para poder contar sua história. Ele não copia ideias e pensamentos, mas analisa-os, para poderexpressar seus próprios pensamentos. Tomando esta atitude, ao estudar, o estudante vai aos poucos sentindo-se como autor de sua própria história, e com isto sente-se cada vez mais responsável pelos rumos da sua existência e do mundo. Vai adquirindo liberdade e autonomia na medida em que o ato de estudar possibilita ao estudante assumir conscientemente sua essencial condição humana de ser sujeito.

Nesta perspectiva, entendemos que estudar é aprender a dizer o mundo de forma crítica e renovada, não é repetir o passado, mas dizer o mundo de forma própria, criadora e transformadora. Transformadora, porque o ato de estudar não deve fixar-se apenas no aprender a repetir e reproduzir o que os outros já disseram sobre o mundo, mas ir além, pois estudar é ação, é criação e recriação. O ato de estudar não existe separado do mundo, produzindo pensamentos abstratos e arbitrários. Pelo contrário, do mundo é gerado e para o mundo deve voltar-se para transformá-lo.

Em outras palavras, cada ser humano é responsável pela produção de sua história e deve conscientizar-se de que o seu desenvolvimento intelectual e sua inserção no mundo

Disciplina: Capítulo: Orientações RECURSO: Imagem: Ready for school (Preparado para a escola). Fonte:

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Imagem: Ready for school (Preparado para a escola). Fonte:

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dependem basicamente de suas ações e decisões. Isto significa que no ato de estudar cada estudante deve fazer-se sujeito deste ato, não se tornando meramente objeto do mesmo. Fazer-se sujeito no ato de estudar é a cada ato libertar-se, realizar-se, autodesenvolver- se como agente histórico, é interferir no mundo e inserir-se participativamente no mesmo. É autorealizar-se.

Estudar é um ato desafiador, no qual o estudante sente-se provocado pelo mundo e pelas coisas, no sentido de compreendê-las e apropriar-se de suas significações. Estudar é uma constante reflexão e abertura como possibilidade de ultrapassar as imanências do mundo. Consequentemente é o esforço para procurar ir sempre mais além dos seus próprios limites.

as imanências do mundo. Consequentemente é o esforço para procurar ir sempre mais além dos seus
Disciplina: Capítulo: Orientações 1.2 A LEITURA Já realizamos uma reflexão em torno do ato de

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1.2 A LEITURA

Já realizamos uma reflexão em torno do ato de estudar, agora nosso desfio é pensar um pouco sobre a importância da leitura no ato de estudar.

O espírito científico principia quando o aluno decide ser o sujeito da aprendizagem. De acordo com Freire, “estudar é um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a” Freire (1979, p. 9). Isto implica numa reflexão sobre o próprio ato de estudar que se vai solidificando na medida em que se vai estudando e não simplesmente lendo.

São itens indispensáveis do ato de ler, conforme esclarece Freire (apud HÜHNE, 1992,

p.14):

a) o estudante deve assumir o papel de sujeito do ato de estudar; b) tomar uma atitude frente o mundo; c) busca de uma bibliografia adequada; d) atitude de humildade; e) compreensão crítica do ato de estudar; f) assumir uma relação dialógica com o autor; g) uma reflexão constante sobre o seu próprio ato de estudar.

No ato de estudar está implícita a importância da leitura. Para Lakatos e Marconi (1989, p. 19):

ler significa conhecer, interpretar, decifrar, distinguir os elementos mais importantes dos secundários e, optando pelos mais representativos e sugestivos , utilizá-los como fonte de novas

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)

Disciplina: Capítulo: Orientações idéias e do saber, através dos processos de busca, assimilação,

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idéias e do saber, através dos processos de busca, assimilação, retenção, crítica, verificação e integração do conhecimento.

Para o estudante é importante que ele aprenda a fazer uma

leitura exploratória, uma leitura

analítica, leitura interpretativa

e uma leitura de

problematização. Aprender a ler é saber extrair do texto e do contexto, numa posição crítica, em criar ou re-criar o mundo da palavra – texto – e a leitura do mundo – contexto, caracterizado pela vivência e experiências do mundo vivido.

Então, sobre a LEITURA algumas

questões se impõem. Qual a relação entre ler e estudar?

que serve o leitura?

texto? Para que serve a

Entendemos que a leitura constitui a mola mestra do ato de estudar. Referimo-nos principalmente à leitura de textos técnicos das ciências e da filosofia. São textos que revelam uma compreensão mais elaborada sobre o mundo.

Uma coisa é certa: a leitura de estudo não pode prender-se unicamente ao texto escrito. Antes de tudo, o leitor- estudante deve ter consciência de que todo o texto reflete determinado contexto, que via de regra é bem mais complexo do que o texto impresso. Neste sentido, a leitura não é um ato isolado e momentâneo. Pelo contrário, deve ser encarada como o caminho a ser

Disciplina: Capítulo: Orientações Recurso 5 Interativo – Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para

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Recurso 5 Interativo – Caro estudante – Aqui

lançamos o desafio para você analisar

e

ampliar a partir da tua compreensão

e

vivencias estudantis a afirmação de

Paulo Freire: “Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem,

estudando, o escreveu”.

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Interativo – Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você analisar e ampliar a partir da tua compreensão e vivencias estudantis a afirmação de Paulo Freire: “Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu”.

Disciplina: Capítulo: Orientações percorrido pelo leitor na busca de descobrir e articular sua realidade

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percorrido pelo leitor na busca de descobrir e articular sua realidade existencial com os significados impressos pela palavra, uma vez que todo o texto escrito originou-se do mundo vivenciado pelo seu autor. O autor estruturou, o texto, a partir do modo como ele percebeu o seu mundo (contexto) e a partir das influências que dele sofreu e das experiências que nele realizou e viveu. Por outro lado, o leitor faz a leitura da palavra contando com a sua própria visão de mundo e com suas experiências nele vivenciadas. E neste ato de leitura, o leitor-estudante precisa confrontar seu contexto com o texto impresso pelo autor, com a intenção de construir um novo significado. Quer dizer, uma boa leitura deve ser capaz de gerar a reorganização das experiências do leitor.

Quanto a isso, Freire (1979, p. 9), insiste que:

Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu. É perceber o condicionamento histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento. Estudar é uma forma de reinventar, de recriar, de reescrever - tarefa de sujeito e não de objeto. Desta maneira, não é possível a quem estuda, numa tal perspectiva, alienar-se ao texto, renunciando assim à sua atitude crítica em face dele.

Portanto, a leitura realizada pelo estudante-leitor deve acontecer na forma de um diálogo, que o estudante-leitor realiza com o autor.

Nesta perspectiva, o texto escrito é apenas um instrumento mediador entre dois mundos, o mundo do leitor e o mundo do autor. É precisamente no ato da leitura que se

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Acessado em 12/01/2013.

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Acessado em 12/01/2013.

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Recurso Recurso Recurso 9 9 9 Imagem Imagem Imagem estabelece o diálogo e este será direcionado

estabelece o diálogo e este será direcionado pelos interesses e intenções do leitor. É este que deverá estabelecer questionamentos e buscar respostas. Deverá problematizar o texto e formular juízos próprios.

Em outras palavras, o leitor-estudante precisa produzir seu texto. Para o leitor-estudante que assume esta postura, o texto estudado não é algo definitivamente acabado. É uma obra humana, à qual o mesmo, de certo modo, deve dar nova vida. O texto torna-se uma proposta, um desafio.

Desafio porque o leitor-estudante deverá superar uma série de dificuldades que se impõem intrinsecamente no decorrer da leitura. É muito comum o leitor não perceber que o texto lido vem carregado de condicionamentos histórico-sociológicos e ideológicos do autor que nem sempre coincidem com o seu.

O leitor precisa saber identificar a posição ideológica e filosófica do autor para poder confrontar com a sua realidade. Neste confrontamento, o leitor-estudante deverá ter a sensibilidade de

Disciplina: Capítulo: Orientações perceber as suas semelhanças e diferenças em relação ao autor, para a

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perceber as suas semelhanças e diferenças em relação ao autor, para a partir daí ter condições de reelaborar o texto, isto é, produzir seu próprio texto * .

Assumindo tal atitude, o estudante-leitor se faz sujeito diante do texto lido. Com isso, terá condições de compreender as ideias do autor, como também poderá expressar o que ele tem a dizer. O leitor-estudante que faz da leitura um momento de diálogo crítico e produtivo, não fica hipnotizado pela palavra escrita; pelo contrário, buscará novas palavras, não para colecioná-las na memória, mas para anunciar a sua realidade construindo um novo mundo, possibilitando a continuidade da obra humana na história. Então, diante de um texto, o leitor poderá ser sujeito ou objeto da leitura, isso dependerá da postura crítica ou acrítica que assuma frente ao texto sobre o qual processa o ato de estudar.

Será objeto na medida em que se coloque frente ao texto como alguém que esteja magnetizado pelo que está vivenciando, seja pelo júbilo, seja pelo temor que desperte, frente ao texto. Logo, o estudante que permanecer nesta postura, provavelmente, sofrerá graves consequências, como a formação de uma consciência ingênua em relação às ações

políticas e sociais. Com facilidade tornar-se-á um indivíduo que se submete passivamente

a

* Neste tocante devemos ter o máximo cuidado, para não cairmos num relativismo que fuja da questão da verdade científica. O rigor da investigação científica deve ser mantido, bem como a fidelidade à verdade científica Há sempre uma verdade científica que não pode ser relativizada

Disciplina: Capítulo: Orientações um mundo dogmático, onde a ordem e valores se impõem de forma

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um mundo dogmático, onde a ordem e valores se impõem de forma natural e categórica, onde tudo está feito e resolvido. É o tipo de homem que não questiona, não problematiza seu mundo, tem a visão de que o mundo é estático e determinado. É uma mentalidade consumidora de idéias e saberes e não sua produtora.

Advém daí uma mentalidade que possui um conhecimento fragmentado e desarticulado, faltando uma visão de conjunto e totalidade. É o indivíduo que é levado pelos acontecimentos do cotidiano e oprimido pela rotina do dia-a-dia, correndo o risco de alienar-se, perdendo sua autonomia e não assumindo sua condição fundamental de ser humano.

Por outro lado, será sujeito da leitura o leitor que, ao invés de só reter a informação, fizer o esforço de compreensão da mensagem, verificando se expressa e elucida a realidade em suas características específicas. Por vezes, os textos criam uma elucidação falsa da realidade. É preciso estar alerta para esta possibilidade (LUCKESI, 1991, p. 14).

Portanto, o leitor-sujeito é aquele que busca compreender o mundo concreto em suas bases reais. Examina e questiona o texto que está lendo, este “estará capacitado para criar e transmitir novas mensagens, que se apresentarão como novas compreensões da realidade”(FREIRE, 1979, p. 142).

O leitor-sujeito pensa criticamente e passa a destruir falsas idéias, cria novas interpretações à cerca da realidade, dando novos significados, pois compreende que a

Disciplina: Capítulo: Orientações realidade do mundo não é estática, que “esta não se dá a

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realidade do mundo não é estática, que “esta não se dá a conhecer de uma só vez. Ela se transforma, se modifica, é multifacetária e, por isso, constantemente, está desafiando o homem no seu ato de estudar, que deve ser criativo e não repetitivo”(FREIRE, 1979, p. 143).

Torna-se evidente a necessidade de nossos estudantes assumirem uma postura crítica diante dos textos de estudo. Só assim poderão dar continuidade ao curso da história e realização humana, pois estarão enfrentando o mundo na busca de uma compreensão rigorosa e ordenada de seus componentes, superando visões ingênuas, falsas idéias e aparências. Isto é buscar a inteligibilidade do mundo.

1.2.1 APROVEITAMENTO DA LEITURA

Tendo em vista as argumentações expostas nos dois tópicos anteriores, faz- se mister que a ação do leitor-estudante, no ato da leitura de textos teóricos, seja uma ação ciente de sua condição de sujeito deste ato e que para tanto domine certas técnicas de leitura que são na verdade técnicas de pesquisa. O leitor-estudante deve ter em mente que a qualidade de sua leitura depende muito dos métodos adotados na efetivação deste ato.

Veja estamos falando de técnicas de pesquisa no ato de ler um texto teórico, porque a proposta é estimular o estudante-leitor a fazer no momento da leitura uma ação de estudo-pesquisa.

Disciplina: Capítulo: Orientações Desenhar um bloco de notas como fundo do quadro e destacar bem

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Orientações

Desenhar um bloco de notas como fundo do quadro e destacar bem esse texto.

Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você sistematizar uma lista, pode ser elaborada
Caro estudante – Aqui lançamos o desafio
para você sistematizar uma lista, pode ser
elaborada em forma de tabela com duas
colunas, estabelecendo um paralelo
listando, numa coluna características de um
leitor sujeito, e outra coluna listando
características do leitor objeto.

Não há espaço aqui para uma leitura mecânica e memorizadora. Trata-se de um método de estudo em que estudar também é uma forma de pesquisar. Uma leitura organizada metodologicamente já é por si só uma pesquisa. Refere-se a um método de leitura que requer conhecimento e domínio de técnicas que orientem a leitura com rigor e critérios bem definidos.

O leitor-estudante não pode ser apenas um receptor de saberes. Deve no ato da leitura procurar compreender a mensagem do autor, questionar as exposições e argumentações do mesmo para poder transformar o que deve ser transformado. Sem dúvida, para os estudantes universitários, os textos

Disciplina: Capítulo: Orientações teóricos são instrumentos de fundamental importância e fonte de pesquisa,

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Orientações

teóricos são instrumentos de fundamental importância e fonte de pesquisa,

pois é através deles que os estudantes se relacionam com a produção científica e filosófica, é através deles que se torna possível participar do universo de conquistas nas diversas áreas do saber. É por isso que

aprender a compreendê-los se coloca como tarefa fundamental de todos aqueles que se dispõem a decifrar o seu mundo (FURLAN, 1988, p. 133).

O estudante universitário precisa tomar consciência de que aprender a compreender um texto é aprender a efetuar uma leitura com qualidade, pois o que mais interessa é a produção efetiva e não a quantidade. Não interessa quantas páginas foram lidas, interessa como foram lidas e a sua compreensão. Por isso, devemos reler o texto quantas vezes for necessário, até obtermos certeza da compreensão do tema em pauta.

Sabemos que o processo de construção da nossa intelectualidade é muito lento, são os obstáculos pessoais, sociais e culturais, a serem vencidos em busca de uma compreensão significativa do conhecimento humano. Nem sempre a compreensão acontece de imediato por isso se faz necessário, por parte do leitor dedicar tempo e aplicar técnicas para poder decodificar e assimilar, o que esta sendo revelado no texto.

Disciplina: Capítulo: Orientações RECURSO - Vídeo – Esquete - Homem dormindo com narração explicando o

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Orientações

RECURSO - Vídeo – Esquete - Homem dormindo com narração explicando o dia-a-dia do Gabriel.

O

certo

é

que

a

leitura-estudo,

concebida

como trabalho de pesquisa,

deve

ser

organizada

metodologicamente.

Inerente

a

esta

postura,

subentende-se

uma

série de

atividades

no

sentido

de

fazer

observações,

organizar

e

classificar

e apontamentos, fichas, esquemas, etc.

dados

dos

textos

realizar

RECURSO - Vídeo – Esquete - Homem dormindo com narração explicando o dia-a-dia do Gabriel.

Se as sugestões que apresentaremos abaixo não forem condizentes com a sua realidade, acreditamos que você encontrará o seu próprio método de conduzir suas leituras de estudo. O importante é ter um método organizado e eficiente para aproveitar melhor o tempo disponível para estudo e consequentemente aproveitar e compreender melhor os temas de estudo e leituras.

O estudo e análise de textos que possuam uma estrutura lógica rigorosa, especialmente os textos filosóficos e científicos. Exigem que sejam feitas algumas avaliações, tais como:

Disciplina: Capítulo: Orientações Botão SAIBA MAIS Você já pensou o quanto ganharia em leituras se

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Orientações

Botão SAIBA MAIS Você já pensou o quanto ganharia em leituras se reservasse +ou- 20 minutos de leitura por dia? Esse tempo poderia ser reservado de manhã é só levantar mais cedo. Ou de meio-dia na hora do almoço. Ou sacrificar o tempo da televisão.

Agora veja o seguinte calculo: 20 minutos por dia! 6 dias da semana (deixa fora o dia do descanso), somaria 120 minutos por semana. Transformando em horas teríamos 2 horas de leitura por semana. Ou vamos fazer de conta que demoramos 3 minutos para ler uma página, daí em 120 minutos teríamos lido 40 páginas, por semana, no final do mês teríamos lido em torno de 160 páginas, seria + ou – um livro por mês. No final de um ano teria lido 12 livros. Pergunto: isso faria diferença na nossa vida intelectual, cultural e social? Ou não faria diferença? Eis a questão: ler ou não ler.

a) Referência bibliográfica do texto. Isto

implica saber quem é o autor do texto; o título do texto; ano da publicação e a extensão do texto. b) Identificar o tipo de texto. Identificar se o texto é científico, ou filosófico, ou literário, ou teológico, etc. Isto facilita o entendimento das idéias que o autor quer

transmitir, pois cada tipo de texto possui uma estrutura linguística e argumentativa própria.

c) Conhecer os dados bibliográficos do

autor. Procurar contextualizar o autor no tempo e no espaço. É importante perguntar: Quando o autor nasceu? Onde? Qual foi sua formação intelectual? Em que organizações militou? A que correntes de pensamento se filia? Que livros escreveu? Quais as principais características de seu pensamento? Quais eram as condições da época em que produziu o texto? Que influências recebeu? Etc.

SAIBA MAIS

Você já pensou o quanto ganharia em leituras se reservasse +ou- 20 minutos de leitura por dia? Esse tempo poderia ser reservado de manhã é só levantar mais cedo. Ou de meio-dia na hora do almoço. Ou sacrificar o tempo da televisão.

Agora veja o seguinte calculo: 20 minutos por dia! 6 dias da semana (deixa fora o dia do descanso), somaria 120 minutos por semana. Transformando em horas teríamos 2 horas de leitura por semana. Ou vamos fazer de conta que demoramos 3 minutos para ler uma página, daí em 120 minutos teríamos lido 40 páginas, por semana, no final do mês teríamos lido em torno de 160 páginas, seria + ou – um livro por mês. No final de um ano teria lido 12 livros. Pergunto: isso faria diferença na nossa vida intelectual, cultural e social? Ou não faria diferença? Eis a questão: ler ou não ler.

Disciplina: Capítulo: Orientações d) Estudo dos componentes desconhecidos do texto. É frequente encontrarmos

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Capítulo:

Orientações

d) Estudo dos componentes desconhecidos do texto. É frequente encontrarmos expressões técnicas, palavras, autores citados, fatos históricos mencionados que não conhecemos. Por isso, necessitamos munir-nos de outros livros, dicionários, enciclopédias e algumas vezes consultar especialista da área.

QUADRO 1 - SUGESTÕES PARA ATINGIR A EFICIÊNCIA NOS ESTUDOS

TEMA

AÇÃO

1 - Aprender a aprender

- Assumir a responsabilidade pelo estudo.

- Não esperar só pelos professores.

- Pontualidade nas aulas.

- Saber orientar seus próprios estudos.

- Adotar método de estudo, principalmente, técnicas.

- Definir sua própria técnica.

2 - Tempo para estudar

- A luta contra os ponteiros do relógio.

3 - Distribuição do tempo

- Tornar o tempo mais produtivo.

- Determinar o que vai estudar em cada momento.

- Alguns minutos por dia podem somar horas na semana.

- Elaborar uma planilha demonstrando como usar o tempo – diário.

- Reelaborar esta planilha para ver como posso aproveitar melhor.

- Espaços curtos – pequenas leituras.

- Espaços longos – analisar, criticar, elaborar fichas, resumos.

Disciplina: Capítulo: Orientações TEMA   AÇÃO   - preparar as aulas 4 Horário para

Disciplina:

Capítulo:

Orientações

TEMA

 

AÇÃO

 

- preparar as aulas

4

Horário

para

- Possuir o programa, livros textos, dicionários e outras fontes.

- Ler previamente o conteúdo que será desenvolvido.

- Isso melhora a participação em aula – debates.

 

- Horário de revisão das aulas

5

Certificar-se que realmente aprendeu aquilo que acha que aprendeu.

-

-

Reforçar na memória.

- Horário de estudo para as provas

6

-

Não deixar tudo para a última hora.

 

-

Estudo

como

processo

de

desenvolvimento

lento

e

 

constante.

 

- Aproveitar o tempo em sala de aula

7

-

As aulas são o grande tempo do estudante.

 

- É incoerente o aluno investir no ensino pago e não obter retorno em forma de aprendizagem e aproveitamento.

 

- O estudante “turista” ou autodidata tem formação deficitária.

 

- Não sair da aula com dúvidas.

 

- Procurar manter um clima cordial entre professor e aluno.

 

- preparar as aulas

4

Horário

para

- Possuir o programa, livros textos, dicionários e outras fontes.

- Ler previamente o conteúdo que será desenvolvido.

- Isso melhora a participação em aula – debates.

 
Disciplina: Capítulo: Orientações Também sugerimos que cada estudante elabore uma tabela descrevendo e

Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Também sugerimos que cada estudante elabore uma tabela descrevendo e cronometrando suas atividades diárias, destacando os horários reservados para estudo. Evidentemente, essa tabela deverá ser individual, e poderá ter como base o modelo que apresentamos aqui:

TURNO HORAS SEGUNDA- TERÇA- QUATRA- QUINTA- SEXTA- SÁBADO FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA MANHÃ TARDE
TURNO
HORAS
SEGUNDA-
TERÇA-
QUATRA-
QUINTA-
SEXTA-
SÁBADO
FEIRA
FEIRA
FEIRA
FEIRA
FEIRA
MANHÃ
TARDE
NOITE
Disciplina: Capítulo: Orientações Recurso 10 Imagem: Fonte: http://image.shutterstock.com/displa

Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 10

Imagem:

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http://image.shutterstock.com/displa

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Acesso em: 13/01/2013

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Para finalizar, fica o desafio para que cada estudante reflita sobre esses conteúdos, tentando relacioná-los com outros conhecimentos que você já domina, a fim de analisar como está sendo conduzida sua vida de estudante, tendo como referencias as seguintes perguntas: QUE ESTUDANTE TENHO SIDO? QUE ESTUDANTE SOU? QUE ESTUDANTE QUERO SER? Pense nisso.

Disciplina: Capítulo: Orientações OBRAS CONSULTADAS CHINAZZO, Cosme Luiz. O Ato de Estudar. In: JOHANN, Jorge

Disciplina:

Capítulo:

Orientações

OBRAS CONSULTADAS

CHINAZZO, Cosme Luiz. O Ato de Estudar. In: JOHANN, Jorge Renato (Coord.). Introdução ao Método Científico. 3. ed. Canoas; Editora da ULBRA, 2002. Cap. 2, p. 31-53.

FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. 4.ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1979.

A importância do ato de ler. 11.ed. São Paulo : Cortez, 1985.

FURLAN, Vera Irma. O estudo de textos teóricos. In: CARVALHO, Maria Cecília de (Org). Construindo o saber. Campinas: Papirus, 1988.

HÜHNE, Leda Miranda (org.). Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Agir, 1992.

LUCKESI, Cipriano et al. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. 6. ed. São Paulo: Cortez, 1991.

THUMS, Jorge. Acesso à Realidade. Porto Alegre: Sulina : ULBRA, 2000.