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APOSTILA DE INSTRUMENTAÇÃO BÁSICA – I e II MODULO ETEC DE CAMPO LIMPO PAULISTA Profº Engº
APOSTILA DE INSTRUMENTAÇÃO BÁSICA – I e II MODULO ETEC DE CAMPO LIMPO PAULISTA Profº Engº
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APOSTILA DE INSTRUMENTAÇÃO BÁSICA – I e II MODULO ETEC DE CAMPO LIMPO PAULISTA Profº Engº
APOSTILA DE INSTRUMENTAÇÃO BÁSICA – I e II MODULO
ETEC DE CAMPO LIMPO PAULISTA
Profº Engº Noel Rodrigues Machado

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

SUMÁRIO

  • 1.0 – CONCEITOS BÁSICOS DE INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE –

1.1

Instrumentação ..................................................................................................

3

3

1.2

– Objetivos da Instrumentação

3

1.3

– Formas de controle:

3

1.4

- Processo

Industrial:

4

1.5

-

Variáveis

de Processo ........................................................................................

4

1.6

- Malha de Controle

..............................................................................................

5

1.7

- Classificação de Instrumentos de Medição

6

1.8

- Terminologia e Simbologia:

10

1.9

- Telemetria:

19

  • 2.0 DIAGRAMAS E SISTEMAS DE MEDIDAS

21

2.1- Diagrama de processo e Diagrama de Bloco:

21

2. 2 - Principais Sistemas de Medida:

22

  • 3.0 – VARIÁVEIS DE PROCESSOS

29

3.1

– Pressão ...........................................................................................................

29

  • 3.1.1 - A Pressão e a Temperatura

31

  • 3.1.2 - A experiência de Torricelli

33

  • 3.1.3 - Pressão Absoluta e Pressão Relativa

33

  • 3.1.4 - Principais Unidades

36

  • 3.1.5 - Medidores e Transmisores de Pressão

..................................................

38

  • 3.2 -MEDIÇÃO DE NÍVEL ................................................................................................

45

 

3.2.1 - Classificaçãoe Tipo de Medidores de Nível:

45

 
  • 3.2.2 - Exercícios

69

3.3

- Variável Temperatura

.......................................................................................

81

  • 3.3.1 - Escalas de Temperatura:

82

- Exercícios:

  • 3.3.2 .............................................................................................

87

  • 3.3.3 - Medidores de Temperatura

87

– Exercícios

  • 3.3.4 ............................................................................................

110

  • 3.3.5 ..........................................................................................

– Termopares

111

  • 3.3.6 - Medição de Temperatura

132

3.4

– Vazão

135

  • 3.4.1 - Conceitos Básicos

136 .................................................................................

  • 3.4.2 - Medição de Vazão

138

  • 4.0 BIBLIOGAFIA

162

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

  • 1.0 – CONCEITOS BÁSICOS DE INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE

  • 1.1 – Instrumentação

É a ciência que aplica e desenvolve técnicas para adequação de instrumentos de medição, transmissão, indicação, registro e controle de variáveis físicas em equipamentos nos processos industriais. Nas indústrias de processos tais como siderúrgica, petroquímica, alimentícia, papel, etc.; a instrumentação é responsável pelo rendimento máximo de um processo, fazendo com que toda energia cedida, seja transformada em trabalho na elaboração do produto desejado. As principais grandezas que traduzem transferências de energia no processo são: PRESSÃO, NÍVEL, VAZÃO e TEMPERATURA, as quais denominamos de variáveis de um processo.

  • 1.2 – Objetivos da Instrumentação

Segurança - processos complexos e perigosos.

Estabilidade – repetibilidade sem flutuações.

Precisão – qualidade, reduzir perdas.

  • 1.3 – Formas de controle:

Controle manual: A qualidade final depende, entre outros fatores, da perícia do operador. Lentidão, erros de leitura, erros de comando, etc. Qualidade final comprometida. Controle automático: Reprodutividade, possibilidade de controle remoto, processos que envolvem elevado risco operacional e processo de rotina.

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  • 1.4 - Processo Industrial:

Na ciência do controle automático, um processo denota uma' operação ou uma série de operações sobre materiais sólidos ou fluídos, de modo a conseguir que estes materiais sejam colocados em um estado de utilização mais conveniente. Os estados físicos e químicos desses materiais não são alterados. Geralmente, existem várias condições internas e externas que afetam o desempenho de um processo. Estas condições são denominadas de variáveis de processo, tais como: temperatura, pressão, nível, vazão, volume, etc. O processo pode ser controlado medindo-se a variável que representa o estado desejado e ajustando automaticamente as outras variáveis, de maneira a se conseguir um valor desejado para a variável controlada. As condições ambientes devem sempre serem incluídas na relação de variáveis do processo.

  • 1.5 - Variáveis de Processo

• Variável Controlada: A variável controlada de um processo denominado como variável de processo (PV) é aquela que mais diretamente indica a forma ou o estado desejado do produto. Consideremos por exemplo, o sistema de aquecimento de água mostrado na fig. 1. A finalidade do sistema é fornecer uma determinada vazão de água aquecida. A variável mais indicativa desse objetivo é a temperatura da água de saída do aquecedor, que deve ser então a variável controlada.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 1.4 - Processo Industrial: Na ciência do controle automático,

Fig. 01

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

• Meio Controlado: Meio Controlado é a energia ou material no qual a variável é controlada. No processo acima, o meio controlado é a água na saída do processo, onde a variável controlada, temperatura, representa uma característica d'água.

• Variável Manipulada: A variável manipulada do processo é aquela sobre a qual o controlador automático atua, no sentido de se manter a variável no valor desejado. A variável manipulada pode ser qualquer variável do processo que causa uma variação rápida na variável controlada e que seja fácil de se manipular. Para o aquecedor da fig.1, a variável manipulada pelo controlador deverá ser a vazão de vapor.

• Agente De Controle : Agente de Controle é a energia ou material do processo, da qual a variável manipulada é uma condição ou característica. No processo acima, o agente de controle é o vapor, pois a variável manipulada é a vazão do vapor.

• Variáveis Do Processo:

Variável controlada: Temperatura da água.

Meio controlado: água na saída do processo.

Variável manipulada: Vazão do vapor.

Agente de controle: Vapor.

1.6 - Malha de Controle

Quando se fala em regulação (ou controle), deve-se necessariamente subentender uma medição (de uma variável qualquer do processo), isto é, a informação que o regulador recebe. Recebida essa informação, o sistema regulador compara com um valor preestabelecido (chamado SET POINT), verifica-se a diferença entre ambos, e age- se de maneira a diminuir ao máximo essa diferença. Esta sequência de perações: medir a variável comparar com valor pré-determinado - atuar no sistema de modo a minimizar a diferença entre a medida e o set point, nós denominamos malha de controle. Uma malha de controle pode ser aberta ou fechada.

• Malha Aberta: Na malha aberta, a informação sobre a variável controlada não é usada para ajustar qualquer entrada do sistema para compensar variações nas variáveis do processo.

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• Malha Fechada: Por outro lado, na malha fechada, a informação sobre a variável controlada, com a respectiva comparação com o valor desejado, é usada para manipular uma ou mais variáveis do processo.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Malha Fechada: Por outro lado, na malha fechada,

Fig. 02 - Malha fechada

1.7 - Classificação de Instrumentos de Medição

Existem vários métodos de classificação de instrumentos de medição. Dentre os quais podemos ter a classificação por:

• Função • Sinal transmitido ou suprimento • Tipo de sinal

- Classificação por Função:

Detector: São dispositivos com os quais conseguimos detectar alterações na variável do processo. Pode ser ou não parte do transmissor. Transmissor: Instrumento que tem a função de converter sinais do detector em outra forma capaz de ser enviada à distância para um instrumento receptor, normalmente localizado no painel. Conexão que leva o sinal ao instrumento que irá processá-lo (fio condutor, fibra ótica, tubulação pneumática, etc.).

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Indicador: Instrumento que indica o valor da quantidade medida enviado pelo detector, transmissor, etc. Registrador: Instrumento que registra graficamente valores instantâneos medidos ao longo do tempo, valores estes enviados pelo detector, transmissor, Controlador etc.

Conversor: Instrumento cuja função é a de receber uma informação na forma de um sinal, alterar esta forma e a emitir como um sinal de saída proporcional ao de entrada. Unidade Aritmética: Instrumento que realiza operações nos sinais de valores de entrada de acordo com uma determinada expressão e fornece uma saída resultante da operação. Integrador: Instrumento que indica o valor obtido pela integração de quantidades medidas sobre o tempo. Controlador: Instrumento que compara o valor medido com o desejado e, baseado na diferença entre eles, emite sinal de correção para a variável manipulada a fim de que essa diferença seja igual a zero. Elemento final de controle: Dispositivo cuja função é modificar o valor de uma variável que leve o processo ao valor desejado. Sensor: Dispositivo primário associado à linha de processo, o qual capta a perturbação do fluxo, e gera em conseqüência um sinal correspondente “ próprio” elétrico, pneumático, ótico, etc. Tendo este sinal função direta com a grandeza a ser controlada. Transdutor: Dispositivo que converte o sinal padrão (grandeza física) gerado pelo sensor e enviado pelo transmissor, de uma grandeza física para um sinal elétrico (corrente ou tensão) ou pneumático. O sinal de saída pode ainda ser

ajustado pelo transdutor para uma leitura ou para adequá-lo ao

range

de

funcionamento do controlador. (transformação de uma unidade em outra, etc.).

- Classificação por Sinal de Transmissão ou Suprimento:

Os equipamentos podem ser agrupados conforme o tipo de sinal transmitido ou o seu suprimento. A seguir será descrito os principais tipos, suas vantagens e desvantagens.

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Tipo pneumático: Nesse tipo é utilizado um gás comprimido, cuja pressão é alterada conforme o valor que se deseja representar. Nesse caso a variação da pressão do gás é linearmente manipulada numa faixa específica, padronizada internacionalmente, para representar a variação de uma grandeza desde seu limite inferior até seu limite superior. O padrão de transmissão ou recepção de instrumentos pneumáticos mais utilizado é de 0,2 a 1,0 kgf/cm2 (aproximadamente 3 a 15psi no Sistema Inglês).Os sinais de transmissão analógica normalmente começam em um valor acima do zero para termos uma segurança em caso de rompimento do meio de comunicação.O gás mais utilizado para transmissão é o ar comprimido, sendo também o NITROGÊNIO e em casos específicos o GÁS NATURAL (PETROBRAS). Vantagem: A grande e única vantagem em seu utilizar os instrumentos pneumáticos está no fato de se poder operá-los com segurança em áreas onde existe risco de explosão (centrais de gás, por exemplo). Desvantagens: a) Necessita de tubulação de ar comprimido (ou outro gás) para seu suprimento e funcionamento. b) Necessita de equipamentos auxiliares tais como compressor, filtro, desumidificador, etc

para fornecer aos instrumentos ar seco, e sem partículas sólidas. c)

, Devido ao atraso que ocorre na transmissão do sinal, este não pode ser enviado à longa distância, sem uso de reforçadores. Normalmente a transmissão é limitada a aproximadamente 100 m. d) Vazamentos ao longo da linha de transmissão ou mesmo nos instrumentos são difíceis de serem detectados. e) Não permite conexão direta aos computadores. Tipo Hidráulico: Similar ao tipo pneumático e com desvantagens equivalentes, o tipo hidráulico utiliza-se da variação de pressão exercida em óleos hidráulicos para transmissão de sinal. É especialmente utilizado em aplicações onde torque elevado é necessário ou quando o processo envolve pressões elevadas. Vantagens: a) Podem gerar grandes forças e assim acionar equipamentos de grande peso e dimensão. b) Resposta rápida. Desvantagens: a) Necessita de tubulações de óleo para transmissão e suprimento. b) Necessita de inspeção periódica do nível de

...

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óleo bem como sua troca. c) Necessita de equipamentos auxiliares, tais como reservatório, filtros, bombas, etc ... Tipo elétrico: Esse tipo de transmissão é feita utilizando sinais elétricos de corrente ou tensão. Face a tecnologia disponível no mercado em relação a fabricação de instrumentos eletrônicos microprocessados, hoje, é esse tipo de transmissão largamente usado em todas as indústrias, onde não ocorre risco de explosão. Assim como na transmissão pneumática, o sinal é linearmente modulado em uma faixa padronizada representando o conjunto de valores entre o limite mínimo e máximo de uma variável de um processo qualquer. Como padrão para transmissão a longas distâncias são utilizados sinais em corrente contínua variando de (4 a 20 mA) e para distâncias até 15 metros aproximadamente, também utilizasse sinais em tensão contínua de 1 a 5V. Vantagens: a) Permite transmissão para longas distâncias sem perdas. b) A alimentação pode ser feita pelos próprios fios que conduzem o sinal de transmissão. c) Não necessita de poucos equipamentos auxiliares. d) Permite fácil conexão aos computadores. d) Fácil instalação. e) Permite de forma mais fácil realização de operações matemáticas. f) Permite que o mesmo sinal (4~20mA)seja “lido” por mais de um instrumento, ligando em série os instrumentos. Porém, existe um limite quanto à soma das resistências internas deste instrumentos, que não deve ultrapassar o valor estipulado pelo fabricante do transmissor. Desvantagens: a) Necessita de técnico especializado para sua instalação e manutenção. b) Exige utilização de instrumentos e cuidados especiais em instalações localizadas em áreas de riscos. c) Exige cuidados especiais na escolha do encaminhamento de cabos ou fios de sinais. d) Os cabos de sinal devem ser protegidos contra ruídos elétricos. Tipo Digital: Nesse tipo, “pacotes de informações” sobre a variável medida são enviados para uma estação receptora, através de sinais digitais modulados e padronizados. Para que a comunicação entre o elemento transmissor receptor seja realizada com êxito é utilizada uma “linguagem” padrão chamado protocolo de comunicação(ver anexo A). Vantagens: a) Não necessita ligação ponto a ponto por instrumento. b) Pode utilizar um par trançado ou fibra óptica para transmissão dos

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dados. c) Imune a ruídos externos. d) Permite configuração, diagnósticos de falha e ajuste em qualquer ponto da malha. e) Menor custo final. Desvantagens: a) Existência de vários protocolos no mercado, o que dificulta a comunicação entre equipamentos de marcas diferentes. b) Caso ocorra rompimento no cabo de comunicação pode-se perder a informação e/ou controle de várias malha. Via Rádio: Neste tipo, o sinal ou um pacote de sinais medidos são enviados à sua estação receptora via ondas de rádio em uma faixa de freqüência específica. Vantagens: a) Não necessita de cabos de sinal. b) Pode-se enviar sinais de medição e controle de máquinas em movimento. Desvantagens: a) Alto custo inicial. b) Necessidade de técnicos altamente especializados. Via Modem: A transmissão dos sinais é feita através de utilização de linhas telefônicas pela modulação do sinal em freqüência, fase ou amplitude. Vantagens: a) Baixo custo de instalação. b) Pode-se transmitir dados a longas distâncias. Desvantagens: a) Necessita de profissionais especializados. b) baixa velocidade na transmissão de dados. c) sujeito a interferências externas, inclusive violação de informações.

1.8 - Terminologia e Simbologia:

Terminologia: As definições a seguir, são conhecidas por todos que intervem, diretamente ou indiretamente, no campo da instrumentação industrial, e tem como objetivo a romoção de uma mesma linguagem técnica.

RANGE (Faixa de medida): Conjunto de valores da variável medida, -que está compreendido dentro do limite inferior e superior da capacidade de medida ou de transmissão do instrumento. Expressa-se determinando-se os valores extremos. Ex.: 100 – 500ºC; O - 20PSI; -30 - 30 mmca.

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SPAN (Alcance): É a diferença algébrica entre o valor superior e inferior da faixa de medida do instrumento. Ex.: Um instrumento com range de 100 a 250ºC, possui Span = 150ºC ERRO: Diferença entre o valor lido ou transmitido pelo instrumento, em relação real da variável medida. Se tivermos o processo em regime permanente (que não varia com o tempo), chamaremos de ERRO ESTÁTICO, que será positivo ou negativo, dependendo da indicação do instrumento, o qual poderá estar indicando a mais ou a menos. Quando tivermos a variável se alterando, teremos um atraso na transferência de energia do meio para o medidor, onde o valor medido estará geralmente atrasado em relação ao valor real da variável. Esta diferença é chamada de Erro Dinâmico. PRECISÃO: Podemos definir como sendo o maior valor de erro estático que um instrumento possa ter ao longo de sua faixa de trabalho. Podemos expressá-Ia de diversas maneiras:

  • - Em porcentagem do alcance (span). Ex.: Um instrumento

com range de 50 a 150ºC, está indicando 800e e sua precisão é de ± 0,5%

do span. 80°C ± (0,5 /100) x 100°C = 80°C ± 0,5°C Portanto, a temperatura estará entre 79,5 e 80,5ºC. Em unidade da variável. Ex.: Precisão de ± 2 °C.

  • - Em porcentagem do valor medido (para maioria dos

indicadores de campo). Ex.: Um instrumento com range de 50 a 150°C está indicando 80°C e sua precisão é de ± 0,5% do valor medido. 80°C ± (0,5 I 100 x 80°C) = 80°C ± O,4°C. Portanto, a temperatura estará entre 79,6 e 80,4°C. Podemos ter a precisão variando ao longo da escala de um instrumento, podendo o fabricante indicar seu valor em algumas faixas da escala do instrumento. Ex.: Um manômetro pode ter uma precisão de ± 1%

em todo seu range e ter na faixa central uma precisão de ± 0,5% do span. d)cEm % do fundo de escala ou Span máximo:80°C ± (0,5 I 100 x 150°C) = 80°C ±0 ,75°C. OBS: Quando o sistema de medição é composto de diversos equipamentos, admite-se que a precisão total da malha seja igual a raiz quadrada da soma dos quadrados das precisões de cada equipamento. Ex: Uma malha de instrumentação é composta pelos seguintes instrumentos: TERMOPAR, com precisão de ± 0,5% do valor

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medido. Valor medido = 400°C(± 2°C). - FIO DE EXTENSÃO, com precisão de ± 1°C. - REGISTRADOR, com escala de O a 800°C e precisão de ± 0,25%, portanto ± 2°C. ZONA MORTA: É a maior variação que a variável possa ter, sem que provoque variação na indicação ou sinal de saída de um instrumento ou em valores absolutos do range do mesmo. Está relacionada com folgas entre os elementos móveis do instrumento, como engrenagens, etc. Ex.: Um instrumento com range de O a 200°C possui uma zona morta de ± 0,1% do span. ± 0,1% = (0,1/100 x 200) = ± O,2°C Portanto, se a variável variar de 0,2°e, o instrumento não apresentará resposta nenhuma. SENSIBILIDADE: É a razão entre a variação do valor indicado ou transmitido por um instrumento e a '{ariação da variável que o acionou, após ter alcançado o estado de repouso. Pode ser expressa em unidades da medida de saída e entrada. Ex.: Um termômetro de vidro com range de Oº a 500°C, possui uma escala de leitura de 50 cm. Sensibilidade = (50/500 cm) 1°C = 0,1 cm/°C. HISTERESE: É o erro máximo apresentado por um instrumento para um mesmo valor em qualquer ponto da faixa de trabalho, quando a variável percorre toda a escala nos sentidos ascendente e descendente.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista medido. Valor medido = 400°C(± 2°C). - FIO DE

Terminologia: As normas de instrumentação estabelecem símbolos, gráficos e codificação para identificação alfanumérica de instrumentos ou funções programadas que deverão ser utilizadas nos diagramas e malhas de controle de projetos de instrumentação.De acordo com a norma ISA-S5, cada instrumento ou função programada será identificada pôr um conjunto de letras que o classifica funcionalmente e um conjunto de algarismos que indica a malha à qual o instrumento ou função programada pertence. Eventualmente, para completar a identificação, poderá ser acrescido um sufixo. A figura na próxima página mostra um exemplo de instrumento identificado de acordo com a norma pré-estabelecida.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

P

RC

001

02

A

Variável

Função

Área da

 

atividade

sequencial

da malha

sufixo

Identificação funcional

 

Identificação da malha

 

Identificação do

 

Instrumento

Onde:

P - Variável medida - Pressão

R - Função passiva ou de informação - Registrador

C

- Função ativa ou de saída - Controlador

 

001 - Área de atividade, onde o instrumento atua 02 - Número seqüencial da malha

A – Sufixo.

De acordo com a tabela da próxima página, podem obter combinações possíveis de acordo com o funcionamento dos dispositivos automáticos.

 

Exemplos:

T – Temperatura

F – Vazão

R – Registrador

C

– Controladora

C - Controlador

V – Válvula

P – Pressão

L

– Nível

I – Indicador

G – Visor

Símbolos Utilizados nos Fluxogramas de Processo

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista P RC 001 02 A Variável Função Área da

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Simbologia Geral em Instrumentação

Painel Principal Montado no Painel Auxiliar Painel Auxiliar Acessível ao Campo Acessível ao Não acessível operador
Painel Principal
Montado no
Painel Auxiliar
Painel Auxiliar
Acessível ao
Campo
Acessível ao
Não acessível
operador
operador
ao operador

Figuras da primeira linha = Instrumentos discretos. Figuras da segunda linha = Instrumentos compartilhados Figuras da terceira linha= Computador de processo. Figuras da quarta linha = Controlador lógico programável

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Tabela de Identificação Funcional dos Instrumentos:

 

1º letra

Letras

sucessivas

 

Variável

Letra de

Função

de

Função de

Letra de

Medida

Modificação

Leitura

Saída

Modificação

Passiva

A

Analisador

 

Alarme

   

B

Queimador

       

(Chama)

C

Condutibilidade

   

Controlador

 

Elétrica

D

Densidade ou

Diferencial

     

Peso Específico

E

Tensão (Fem)

 

Elemento

   

Primário

F

Vazão

Relação

     

G

Medida

 

Visor

   

Dimensional

H

Comando Manual

     

Alto

I

Corrente elétrica

 

Indicador

ou

   

Alarme

J

Potência

Varredura

     

K

Tempo

Ou

   

Estação de controle

 

programa

L

Nível

 

Lâmpada

 

Baixo

piloto

M

Umidade

     

Médio

ou

intermediário

O

   

Placa

de

   

orifício

P

Pressão

 

Tomada

de

   

impulso

Q

Quantidade

Integração

     

R

Radioatividade

 

Registrador

   

S

Velocidade

de

Segurança

 

Chave ou interruptor

 

frequência

T

Temperatura

   

Transmissão/Transmissor

 

U

Multivariável

 

Multifunção

Multifunção

Multifunção

V

Viscosidade

   

Válvula

 

W

Peso ou força

 

Poço

   

Y

         

Z

Posição

   

Relê ou computador Elemento final controle.

de

 

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Exemplos:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplos: 16

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

EXERCÍCIOS:

1 - Qual a função de cada um dos instrumentos abaixo, de acordo com a sua identificação.

  • a) FIC - ________________________________________________________________________

  • b) TI - __________________________________________________________________________

  • c) TSL - ________________________________________________________________________

  • d) PSLL - _______________________________________________________________________

  • e) TT - _________________________________________________________________________

  • f) PIC - ________________________________________________________________________

  • g) LT - _________________________________________________________________________

  • h) FSHH - _______________________________________________________________________

  • i) LSH - ________________________________________________________________________

2 - Defina a localização dos equipamentos e tipos de sinais de transmissão de cada malha de controle, além da sua função (equipamento).

a)

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista EXERCÍCIOS: 1 - Qual a função de cada um

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

b)

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista b) 18

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

1.9 - Telemetria:

Transmissão e recepção à distância da medida de uma variável para indicação ou outros usos. A transmissão à distância dos valores medidos está tão intimamente relacionada com os processos contínuos, que a necessidade e as vantagens da aplicação da telemetria e do processamento contínuo se entrelaçam. Um dos fatores que se destacam

na utilização da telemetria é a possibilidade de centralizar instrumentos e controles de um determinado processo em painéis de controle ou sala de controle. Teremos, a partir daqui, inúmeras vantagens, as quais não são difíceis de imaginar:

  • a) Os instrumentos agrupados podem ser consultados mais facilmente e

rapidamente, possibilitando à operação uma visão conjunta do desempenho da unidade.

  • b) Podemos reduzir o número de operadores com simultâneo aumento da

eficiência do trabalho.

  • c) Cresce consideravelmente a utilidade e a eficiência dos instrumentos face às

possibilidades de pronta consulta, manutenção e inspeção, em situação mais acessível, mais protegida e mais confortável. O protocolo HART (Highway Adress Remote Transducer)‚ é um sistema que combina o padrão 4 a 20 mA com a comunicação digital. É um sistema a dois fios com taxa de comunicação de 1200 bits/s (BPS) e modulação FSK (Frequency Shift Keying). O Hart é baseado no sistema mestre escravo, permitindo a existência de dois mestres na rede simultaneamente. As vantagens do protocolo Hart são as seguintes:

Usa o mesmo par de cabos para o 4 a 20 mA e para a comunicação digital. Usa o mesmo tipo de cabo usado na instrumentação analógica. Disponibilidade de equipamentos de vários fabricantes. As desvantagens são que existe uma limitação quanto à velocidade de transmissão das informações. O protocolo HART permite a comunicação digital bi-direcional entre instrumentos “inteligentes” sem causar distúrbios ao sinal analógico de 4 a 20 mA. Ambos os sinais analógicos(4 a 20 mA) e digital(HART) podem ser transmitidos simultaneamente sobre o mesmo fio.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202

O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202 Frequency Shift Keying (FSK) para superpor o sinal de comunicação digital de baixa intensidade sobre o sinal de 4 a 20 mA. O nível lógico “1” é representado por uma freqüência de 1200Hz e o nível lógico “0” é representado por uma freqüência de 2200 Hz como indicado abaixo.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O protocolo HART faz uso do padrão Bell 202

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Aulas práticas: Laboratório de Instrumentação

 

1)

Conhecimentos dos Instrumentos.

2)

Conhecimentos dos clibradores.

3)

Realizar a Medição de Tensão, Diferença de Potencial, utilizando o

Multimetro:

Equipamentos:

 

Quat.

Descrição

  • 1 Multimetro Digital

 
  • 2 Pontas de Prova (Vermelha e Preta)

  • 1 Fonte Variavel de 0 a 30V

Montagem: Medições:
Montagem:
Medições:
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Aulas práticas: Laboratório de Instrumentação 1) Conhecimentos dos Instrumentos.

Fonte

0,5V

1V

2V

3V

4V

5V

8V

10V

Voltimetro

               
 

Fonte

11V

12V

14V

16V

17V

18V

19V

20V

Voltimetro

               

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

  • 3.0 – VARIÁVEIS DE PROCESSOS

  • 3.1 – Pressão

A pressão é a razão entre a força que está aplicada em uma superfície e a área dessa superfície. Ou seja, é o valor de força aplicada em cada unidade de área.

P= F/A

Desta forma a pressão ainda que baixa pode produzir grande força desde que a área aplicada seja grande. Por exemplo, o vento não consegue empurrar nossa mão, mas consegue empurrar um enorme barco à vela (a vela tem uma área muito grande). O projétil das armas de fogo (bala) tem grande poder de penetração por que além de grande força (pela alta velocidade e massa) atua em uma pequena área, consequentemente alta pressão. O mesmo ocorre com as agulhas que pela pequena área de atuação consegue penetrar facilmente nos tecidos. O conhecimento do valor de pressão é de grande importância na indústria, não só para garantir a integridade dos equipamentos como também para conseguir produzir as condições necessárias ao processo vigente. Por isso utilizam-se os medidores (ou indicadores) e os transmissores de pressão, a fim de poder conhecer a pressão local ou remota e a partir de tal conhecimento tomarem-se as necessárias providências.

A PRESSÃO NOS FLUIDOS

Uma força quando aplicada a um corpo sólido é transferida por esse corpo na mesma direção e no mesmo sentido de sua aplicação. Já nos fluidos a força aplicada é também transferida só que em todas as direções, aplicando-se perpendicularmente às superfícies com as quais os fluidos fazem contato.

F F
F
F

Figura a

F Figura b
F
Figura b

Como se aplica de forma distribuída, é necessário encontrar a razão existente entre a força aplicada ao fluido e a área de aplicação de tal força pois é tal razão, que é

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a pressão, que estará presente em todos os pontos do fluido, desde que no mesmo nível.

Por transmitir força à distância e sem os problemas inerentes à transmissão por meio sólido, a pressão de ar (pneumática) ou de óleo (hidráulica) são importantíssimos meios de transmissão de sinais e forças.

UNIDADE DE PRESSÃO:

A pressão é medida por duas unidades associadas. Uma de força e outra de área. No sistema internacional de unidades a pressão é medida em N/m 2 também chamado pascal (Pa). Outra unidade muito usada é o psi ou libra-força por polegada quadrada. Essa unidade é a usada pelo frentista de posto de combustível para se referir à pressão dos pneus: Quantas ”libras“ ?

Exemplo 1 - Em um vaso cuja área interna é de 40m 2 há uma força total de dentro para fora de 16000N. Calcular a pressão existente no interior de tal vaso. Solução: a pressão é a razão entre força e a área então P=F/A=16000/40=400N/m 2 Resposta: a pressão é de 400N/m 2

Exemplo 2 – Um cilindro hidráulico de um posto de combustível tem uma força de elevação de 30000N. Sabendo que o diâmetro do êmbolo é de 50cm, calcular a pressão interna do cilindro. Solução: a pressão interna será igual à razão entre força e área.

A área de um círculo é A=πD 2 /4= 3,14*0,5 2 /42m 2 Então a pressão é de P = F/A =30000/2=15000N/m 2 Resposta: a pressão é de 150000N/m 2 Exercícios

  • 1. Calcular a força atuante em uma área de 0,018m 2 quando submetida a uma pressão de 50000N/m 2.

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Obs. O resultado dessa conta é aproximadamente a força suportada pela tampa de uma panela de pressão comum, quando funcionando.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Obs. O resultado dessa conta é aproximadamente a força

3.1.1 - A Pressão e a Temperatura

Para os gases vale PV/T=k, ou seja: pressão temperatura e volume estão amarrados: ao se variar um deles um dos os outros dois, ou ambos, também variarão. Os compressores de ar por exemplo, ao comprimirem o ar são aquecidos pelo aumento de temperatura deste. Quando se aquece um fluido qualquer sua pressão tende a subir. É o que acontece com a água no interior de uma panela de pressão: a água é aquecida e por isso tem sua pressão aumentada, entrando em ebulição em temperaturas acima de 100 º C, ( temperatura em que a água entra em ebulição na pressão atmosférica. Ao entrar em ebulição o líquido fica com temperatura constante.

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PRESSÃO ATMOSFÉRICA

No fundo de qualquer fluido submetido à gravidade, sofre-se o efeito do peso de tal fluido. Como no fluido a pressão se propaga em todas as direções, qualquer ponto apresenta mesma pressão, desde que à mesma distância da superfície.

A pressão no interior de um fluido é dada por: P = µµµµgh

Onde P é a pressão em

pascal, µ

é a massa específica em kg/m 3 , g

é a

 

aceleração da gravidade e h é a altura até a superfície. Exemplo 3 : Calcular a pressão de uma coluna de água com 10,33m.

( g = 9,8m/s 2 ; µµµµ =1000kg/m 3 )

P = µµµµgh = 1000*9,8*10,33 101300N/m 2 Resposta: a pressão é de 101300N/m 2

 

Exemplo 4 : Calcular a pressão de uma coluna de mercúrio com 76cm.

 

( g = 9,8m/s 2 ; µ =13800kg/m 3 )

P = µµµµgh = 13800*9,8*0,76 101300N/m 2

 

Resposta: a pressão é de 100000N/m 2

Com os gases que compõem a atmosfera não é diferente.

Sob uma camada gasosa de aproximadamente 500km

de

altura, toda

a

superfície terrestre sofre a ação do peso dessa camada, na forma de pressão.

A pressão atmosférica é a responsável pela fixação das ventosas, pela subida do refrigerante no canudinho, pela subida de água na tubulação de sucção das bombas d’água em poços, entre outras coisas.

A pressão atmosférica vale 101300Pa , mas atmosfera (atm) é também uma unidade de pressão, e assim a pressão atmosférica vale uma atmosfera ou 1atm.

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  • 3.1.2 - A experiência de Torricelli

Evangelista Torricelli encheu um tubo com

mais de um metro com mercúrio e o virou em um recipiente também cheio de mercúrio.

O

mercúrio

que

se encontrava no tubo

escorreu do mesmo até uma altura de 760mm,

entrando então em equilíbrio.

A

pressão

interna

era

apenas

relativa à coluna de mercúrio enquanto por

fora só atuava a pressão atmosférica.

Então Torricelli calculou a pressão em

função da coluna. Pode-se então dizer que a

pressão atmosférica é de 760mmHg

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.1.2 - A experiência de Torricelli Evangelista Torricelli encheu
  • 3.1.3 - Pressão Absoluta e Pressão Relativa

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.1.2 - A experiência de Torricelli Evangelista Torricelli encheu

A partir do valor de pressão pode-se por exemplo calcular a força aplicada a uma superfície em que essa pressão atua e consequentemente ter conhecimento da deformação que tal superfície poderá sofrer. Como tudo ou quase tudo na face do planeta está submetido ‘a pressão atmosférica, esta não provoca deformações exceto em corpos dentro dos quais haja pressão menor que a atmosférica.

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Por causa disso na maioria dos casos usa-se a pressão atmosférica como referência para os valores observados, que então estarão acima ou abaixo daquela. Ou seja: importa saber a diferença entre a pressão de determinado ambiente e a pressão atmosférica. Essa diferença se chama pressão relativa ou pressão manométrica. Os medidores de pressão, chamados manômetros, são normalmente ajustados de modo a mostrar como sendo zero a pressão atmosférica, diz-se então que os manômetros mostram o valor da pressão relativa. Por isso a pressão relativa é também chamada pressão manométrica. Para se saber o valor absoluto de uma pressão relativa ou manométrica, basta somar à tal pressão o valor da pressão atmosférica.

Para se saber o valor relativo ou manométrico de uma pressão absoluta, basta subtrair de tal pressão o valor da pressão atmosférica.

Exemplo

5- Qual

o valor

absoluto da pressão no interior de um

vaso cujo

manômetro mostra um valor de 30atm ?

Solução: somar o valor da pressão atmosférica na unidade usada: 30 + 1 =

31atm

Resposta: a pressão absoluta no caso é de 31atm.

Exemplo

6- Qual

o valor

absoluto da pressão no interior de um

vaso cujo

manômetro mostra um valor de 250000Pa ?

 

Solução:

somar

o

valor

da

pressão

atmosférica

na

unidade

usada:

250000+101300 =351300Pa

 

Resposta: a pressão absoluta no caso é de 351300Pa.

 

Exemplo

7- Qual

o

valor relativo da

pressão no

interior de um

vaso cuja

pressão absoluta é de 500psi ?

Solução: subtrair o valor da pressão atmosférica na unidade usada: 500-

14,69=485,31psi

Resposta: a pressão relativa no caso é de 485,31psi.

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3.1.4 - Principais Unidades

As unidades de pressão dependem das unidades de força e área adotadas.É muito importante saber converter uma unidade de pressão em outras e por isso existem tabelas nas quais se encontram os fatores de conversão para as várias unidades usuais. No entanto basta que se memorizem alguns poucos valores para que se possam fazer as conversões entre as principais unidades de pressão. Aí é só usar regra de três simples e pronto.

As principais unidades consideradas aqui são:

atm - atmosfera ( igual à pressão atmosférica normal) kgf/cm 2 - quilogramaforça por centímetro quadrado (força igual ao peso de um quilograma sob uma gravidade de 10m/s 2 , atuando em uma área de um centímetro quadrado) bar - bar ( razão entre a força em newtons e a área em centímetro quadrado) Pa - pascal (newton por metro quadrado, logo 100000 vezes menor que o bar) PSI - PSI ( pond per square inch ; ou libra força por polegada quadrada) mmHg - milímetro de mercúrio (pressão exercida por uma coluna de mercúrio) ou

Torr.

Equivalência:

1atm = 1,033kgf/cm 2 =10,33mca =1,013bar = 101300Pa = 14,69psi = 760mmHg

Exemplo 8: Quanto vale em Pa (pascal) uma pressão de 2000 mmHg?

Solução: escrever uma regra de três com os valores envolvidos. 101300Pa correspondem a 760mmHg. A quanto corresponde, em pascal, 2000mmHg?

Dica: escrever a correspondência conhecida nos denominadores, pois dessa forma fica mais simples a manipulação algébrica.

2000x101300

X

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.1.4 - Principais Unidades As unidades de pressão dependem

10

X

2000

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Resposta: o valor em pascal equivalente a 2000 milímetros de mercúrio é 266578,95. Ou seja 2000mmHg=266578,95Pa

Exemplo 9: Quanto vale em atm uma pressão de 2500000Pa ? Solução: escrever uma regra de três com os valores envolvidos. 101300Pa correspondem a 1atm. Quanto vale, em atm, 2500000Pa ?

Dica: escrever a correspondência conhecida nos denominadores, pois dessa forma fica mais simples a manipulação algébrica.

X

2500000

 
≅ 24,68atm

24,68atm

1

2500000

101300

Resposta: o valor em atm equivalente a 2500000Pa em atm é 2500000Pa =24,68atm

24,68. Ou seja

EXERCÍCIOS

Calcular a força produzida em um êmbolo que recebe pressão de 200psi e tem diâmetro de 12cm.

(resultado: 1379169 Pa)

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3.1.5 - Medidores e Transmisores de Pressão

Os medidores e transmissores de pressão utilizam basicamente duas relações.:

a relação entre pressão e altura de coluna líquida e deformação elástica (por ação da força ) . Os medidores de pressão (indicam apenas no local em que estão) denominam- se manômetros e são os seguintes os mais usados:

Coluna reta

Coluna inclinada

Tubo em U

Diafragma Fole Tubo bourdon Pistão carregado com mola

COLUNA VERTICAL RETA:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.1.5 - Medidores e Transmisores de Pressão Os medidores

É constituída por dois vasos comunicantes, sendo um deles de diâmetro bem menor (um tubo)que o outro, no qual se faz a leitura da pressão pelo nível através de uma régua montada aplica pela altura da coluna líquida, como se vê nas figuras 4a e 4b. Na figura 3b a pressão na coluna a é maior. Seu princípio o impede de fazer leituras de pressões muito altas. Em geral essa pressão não chega a 5 bar.

Figura 3a Figura 3b
Figura 3a
Figura 3b
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.1.5 - Medidores e Transmisores de Pressão Os medidores

Figura 3c

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COLUNA INCLINADA:Se a coluna b faz um ângulo θ com a linha horizontal ( como na figura 3c) então o comprimento preenchido pelo líquido será multiplicada por secθ, aumentando a precisão da leitura.

TUBO EM U: Na figura 4a vê-se um tubo em U no qual se aplica um só valor de pressão

gasosa em cada um dos ramos (ramo a e ramo b ). Na figura 4b a pressão no ramo a é

maior, provocando a

subida no líquido

no ramo b.

O

desnível

h

diferença P 1 - P 2

por :

se relaciona com a

P 1 -P 2 = µµµµgh Dessa forma, conhecendo a medida de h calcular a diferença P 1 -P 2 .

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista COLUNA INCLINADA: Se a coluna b faz um ângulo

e a massa específica µµµµ pode-se

Figura 4a

Medição da pressão por deformação elástica:Os instrumentos que medem a pressão por deformação elástica usam tal deformação para mover um ponteiro através, normalmente, de engrenagem.

Pistão com mola carregada

Neste o êmbolo de um cilindro é mantido em uma das extremidades do cilindro por ação de uma mola e é forçado à outra extremidade por ação da pressão a ser medida.O movimento do êmbolo é transmitido a um ponteiro.

Press

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista COLUNA INCLINADA: Se a coluna b faz um ângulo
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista COLUNA INCLINADA: Se a coluna b faz um ângulo

Press

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista COLUNA INCLINADA: Se a coluna b faz um ângulo

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Manômetro fole:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro fole: M M Os foles são tubos de

M

M

Os foles são tubos de paredes corrugadas que por seu formato se forma no sentido de crescer longitudinalmente quando a pressão interna é maior que a externa. Se a pressão interna diminui em relação à externa então o fole retorna à condição de repouso seja por ação de mola auxiliar ou pela elasticidade do próprio material do fole.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro fole: M M Os foles são tubos de

Manômetro tipo diafragma:

Os diafragmas podem ser do tipo metálico ou do tipo não metálico. Os primeiros são em geral feitos de latão, bronze fosforoso, cobre-berírico, monel e aço inoxidável. Já os não metálicos podem ser feitos em cour, neoprene, polietileno e teflon. A pressão aplicada produzirá a flexão do material enquanto seu retorno à posição de repouso será garantida por uma mola auxiliar no caso dos não metálicos ou pela elasticidade do metal que os compõe nos caso dos metálicos.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro fole: M M Os foles são tubos de

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Manômetro tipo tubo bourdon C:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro tipo tubo bourdon C: Tipo espiral: 41
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro tipo tubo bourdon C: Tipo espiral: 41

Tipo espiral:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Manômetro tipo tubo bourdon C: Tipo espiral: 41

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Tipo helicoidal:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipo helicoidal: Amortecedor de pulsação: Sifão: 42

Amortecedor de pulsação:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipo helicoidal: Amortecedor de pulsação: Sifão: 42
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipo helicoidal: Amortecedor de pulsação: Sifão: 42

Sifão:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipo helicoidal: Amortecedor de pulsação: Sifão: 42

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Manômetro de peso morto:

Presta-se à calibração de manômetros e consiste basicamente na produção de pressões conhecidas e exatas de forma que se possa medir tais pressões com os manômetros que se queiram calibrar. Tal pressão é conseguida pela colocação de massas conhecidas e padronizadas sobre um êmbolo de área também conhecida de forma que, com peso (força) e área pode-se saber exatamente a pressão.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Manômetro de peso morto: Presta-se à calibração de

Transdutores eletrônicos: Os dispositivos denominados transdutores eletrônicos de pressão produzem uma variação de uma grandeza elétrica ou eletrônica em função da variação da pressão quelhes é aplicada.

Strain gage

Esse sensor usa a mudança de resistência de uma trilha condutora feita sobre material elástico, que colado sobre uma membrana, sofre deformações em função da pressão que atua nessa membrana. Assim, tem-se um valor de resistência variável em função da pressão, permitindo que um instrumento eletrônico possa medir a pressão.

R=ρρρρ L /S

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Manômetro de peso morto: Presta-se à calibração de
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Manômetro de peso morto: Presta-se à calibração de
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Manômetro de peso morto: Presta-se à calibração de

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Piezelétrico:Alguns cristais como o quartzo e a turmalina apresentam o fenômeno de geração piezelétrica, pelo qual o cristal gera tensão elétrica em função da pressão que sofre. Dessa forma, desde que se conecte o cristal a um circuito eletrônico apropriado, pode-se medir a pressão através do fenômeno piezelétrico.

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3.2 -MEDIÇÃO DE NÍVEL

O nível é uma variável importante na indústria não somente para a operação do próprio processo, mas também para fins de cálculo, de custo e de inventário. Os sistemas de medição de nível variam em complexidade desde simples

visores

para leituras locais até indicação remota, registro ou controle automático. Para facilitar a compreensão costuma-se definir nível, como sendo a altura do conteúdo de um reservatório, que poderá ser um líquido ou um sólido.

3.2.1 - Classificaçãoe Tipo de Medidores de Nível:

Existem dois métodos de medição que são usados nos processos em geral.

Método de Medição Direta

É a medição que se faz tendo como referência a posição do plano superior da

substância medida.

Método da Medição Indireta

É o tipo de medição que se faz para determinar o nível em função de uma segunda variável.

MEDIÇÃO DIRETA

  • - Réguas ou Gabaritos - Visores de Nível

MEDIÇÃO INDIRETA

- Displace (empuxo) - Pressão diferencial (diafragma)

  • - Bóia ou Flutuador

- Borbulhador

-

Capacitância eletrostática

-

Ultra-sônico

-

Por pesagem

-

Radioativo

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MEDIDORES DE NÍVEL POR MEDIÇÃO DIRETA

A determinação do nível se efetuará através da leitura direta do comprimento marcado na régua, pelo líquido. São instrumentos simples e de baixo custo permitindo medidas instantâneas.

Visores de Nível:

Aplica-se

nestes

instrumentos

o

princípio dos vasos

comunicantes. Um tubo transparente é colocado a partir da base do reservatório até o seu ponto mais alto, permitindo a leitura precisa do nível do líquido, mesmo para altas pressões.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista MEDIDORES DE NÍVEL POR MEDIÇÃO DIRETA A determinação do

Os visores de nível se destinam exclusivamente à monitoração do nível de líquido ou da interface entre dois líquidos imissíveis, em vasos, colunas, reatores, tanques, etc. Submetidos ou não a pressão. Para proteção do tubo de vidro contra eventuais choques externos, são fornecidas

hastes protetoras metálicas colocadas em torno do tubo de vidro ou com tubos ou chapas plástica envolvendo o mesmo.

Visores de Vidro Tubular:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista MEDIDORES DE NÍVEL POR MEDIÇÃO DIRETA A determinação do

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Devido às limitações quanto a sua resistência a segurança, os visores de vidro tubular são recomendados para uso em processos que não apresentam pressões

superiores a cerca de 2,0 bar e em temperaturas que não excedam a 100°C. Não se recomenda o seu uso com líquidos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos, visto que a fragilidade destes instrumentos aumenta a possibilidade de perda de produto contido no equipamento. Recomenda-se que o comprimento do tubo não exceda os 750 mm. Caso seja necessário cobrir faixas de variação de nível maiores, recomenda-se usar dois ou mais visores com sobreposição de faixas visíveis.

Medição de Nível com Fita e Bóia:

Medição direta do nível, com uma bóia em

contato direto com a superfície líquida, a bóia é presa por fita, passa por polia e ligada e uma escala invertida de nível de 100 a 0%.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Devido às limitações quanto a sua resistência a segurança,

Vantagens: -Simplicidade; -Baixo custo. Desvantagens:

-Necessita de selo, em tanque pressurizado; -Exatidão de ruim a média. Bóia Lateral :

São instrumentos utilizados no controle e detecção de nível de líquidos em tanques ou reservatórios que requerem posição de montagem lateral, seja por falta de

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espaço ou devido ao tanque ser muito alto. Apresentam fácil instalação, não necessitando de alimentação elétrica. Dispondo de várias opções de conexões ao processo, versões para áreas classificadas, e utilizáveis em uma ampla faixa de temperatura/pressão, estes instrumentos são soluções de grande versatilidade e confiabilidade.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista espaço ou devido ao tanque ser muito alto. Apresentam

Bóia Pêra:

Representam os mais simples instrumentos para o controle e detecção de nível de líquidos. Aliam baixo custo e grande facilidade de instalação. Seu microcontato não utiliza mercúrio e o diferencial pode ser ajustado através de um pequeno contrapeso. Entre as aplicações típicas encontram-se: tanques e fossas de efluentes, dejetos industriais ou água, controle de bombas, locais de difícil acesso à montagem de outros tipos de sensores de nível, etc.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista espaço ou devido ao tanque ser muito alto. Apresentam

Condutivo:

Desenvolvidos para aplicações que envolvem o controle/detecção de nível de líquidos condutivos em tanques, reservatórios, poços profundos ou locais remotos, são de fácil instalação, não apresentam partes móveis e portanto, praticamente não necessitam de manutenção constante. Controle de dispositivos como bombas/válvulas e controle de nível em caldeiras ou vasos de pressão são aplicações típicas das chaves condutivas.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Funcionamento Utilizando três eletrodos (Es= Superior; Ei= Inferior; Er=Referência),

Funcionamento

Utilizando três eletrodos (Es= Superior; Ei= Inferior; Er=Referência), monitora-se o nível máximo e mínimo do líquido a ser controlado. O eletrodo de referência (Er) deve sempre ser instalado abaixo do nível mínimo, podendo ser substituído pela própria carcaça do reservatório se este for condutor. Devido à tensão entre Er e Ei, quando o líquido interliga ambos, há circulação de

corrente de acordo com a condutibilidade do líquido(máx .100k), quando o líquido descobrir Ei, cessa a circulação de corrente. Isto permite detectar o nível mínimo. Para o nível máximo, ocorre o mesmo processo entre Er e Es. Devido a circulação de Corrente Alternada nos eletrodos, minimiza-se o processo de Eletrólise prolongando a vida útil dos mesmos.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Funcionamento Utilizando três eletrodos (Es= Superior; Ei= Inferior; Er=Referência),

Esquema de Ligação:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Funcionamento Utilizando três eletrodos (Es= Superior; Ei= Inferior; Er=Referência),
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Funcionamento Utilizando três eletrodos (Es= Superior; Ei= Inferior; Er=Referência),

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Hidrostático:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Hidrostático: São utilizados em aplicações onde é necessário monitorar

São utilizados em aplicações onde é necessário monitorar o nível de líquido continuamente, seja em tanques, reservatórios ou poços artesianos. Não possuem partes móveis e não são afetados por turbulência, espuma, gases/vapores ou por variações de determinadas características do fluido como constante dielétrica ou condutividade. Estão disponíveis em dois modelos : pendular e lateral. Entre as aplicações típicas encontram- se : medição de nível de tanques contendo água, liquidos viscosos, produtos químicos, alimentícios, etc., em poços profundos ou locais de difícil acesso e instalação.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Hidrostático: São utilizados em aplicações onde é necessário monitorar

Especificações:

Alimentação: 10-40 Vdc Saída: 4-20 mA ±10% Temperatura de operação:

-29 to 93°C Conexão elétrica:

50 ft (15.2m) PVC Cabo flexível “shieldado”

Este transdutor utiliza uma célula

de pressão

de Silício,

no interior

de

um

envoltório de aço inoxidável, utilizando um diafragma. Compara a pressão hidrostática que o líquido exerce na base de um tanque ou

reservatório com a pressão atmosférica.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Faixa de Pressão: Para 0-2 psi, para 0-5 psi, para 0-10 psi,

........

,

para 0-300 psi

Ultra-Sônico:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Faixa de Pressão: Para 0-2 psi, para 0-5 psi,

Ultra-sônico: Utilizados na medição e controle de nível de materiais líquidos ou sólidos, apresentam excelentes precisão e performance, além de não existir contato físico entre o sensor e o meio medido. O excelente ângulo de incidência permite seu uso em aplicações críticas como silos/tanques de pequeno diâmetro ou com presença de gases/vapores ou pó. Os medidores ultra-sônicos podem ser utilizados nos mais variados materiais como água, efluentes, líquidos inflamáveis ou corrosivos e sólidos como granulados, pós (cal, cimento, farinha, etc.), chips de plástico, cavaco de madeira, entre outros.

Sobre a tecnologia Ultra-sônica:

A onda sonora Ultra-sônica pulsa 5 vezes por segundo da base do transdutor. A onda sonora reflete contra o processo abaixo e retorna ao transdutor. O microprocessador , baseado em medições eletrônicas do tempo gasto entre a geração da onda sonora e sua recepção, “traduz” como sendo a distância entre o transmissor e o processo

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Capacitivo: Desenvolvidos para a medição e controle/detecção de nível,

Capacitivo:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Capacitivo: Desenvolvidos para a medição e controle/detecção de nível,

Desenvolvidos para a medição e controle/detecção de nível, estes instrumentos não apresentam partes móveis e devido ao seu princípio de operação (RHF/capacitância), são extremamente versáteis, podendo ser utilizados com os mais variados produtos :

líquidos condutivos ou não, viscosos, agressivos, materiais granulados, pós, polpas, entre outros. Disponíveis em modelos para condições críticas de temperatura e pressão ou aplicações pesadas como minérios, brita, entre outros.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O sensor de nível capacitivo é composto de três

O sensor de nível capacitivo é composto de três componentes essenciais: a unidade do eletrodo, um circuito oscilador, e um circuito de saída. A unidade do eletrodo é onde o campo eletrostático é formado, entre a placa ativa (active electrode) e a placa aterrada (earth electrode). Qualquer objeto colocado neste campo irá aumentar a capacitância. O aumento da capacitância depende dos seguintes fatores:

• • da quantidade de material em frente à placa ativa A constante dielétrica do material
da quantidade de material em frente à placa ativa
A constante dielétrica do material
Chave de Nível Capacitivo:
- Modelos de haste : rígida ou flexível
-
Saída : relê
-
- Temperatura : -20 a 150 ºC
  • - Pressão : até 10 kgf/cm2

  • - Versões para áreas classificadas Transmissor de nível:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

  • - Modelos de haste : rígida ou flexível

  • - Saída : 4-20 mA

  • - Temperatura : -20 a 150 ºC

  • - Pressão : até 10 kgf/cm2

  • - Versões especiais para até 538 ºC

1- Display numérico com menu de programação e status de saída

2- Sistema de montagem modular adaptável a várias conexões no processo

  • 3 – Ponta de prove disponível em 10”, 18” e 28”.

  • 4 – sinais de saída nos padrões industriais.

Vibratório:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Modelos de haste : rígida ou flexível -

Desenvolvidos para o controle/detecção de nível de materiais sólidos ou líquidos em tanques/silos, estes instrumentos podem ser instalados tanto no topo como na lateral. Apresentam as seguintes vantagens : não possuem partes móveis, robustez, facilidade de instalação e calibração, além de praticamente não dependerem das condições do material como constante dielétrica, umidade, etc. As chaves vibratórias estão disponíveis em duas versões : haste e diapasão. Entre as aplicações típicas da versão haste encontram-se o controle de nível alto/baixo de materiais como grãos, ração, pós (cimento, farinha, cal, etc.), areia, brita, etc. A versão diapasão pode ser em materiais sólidos de baixa densidade como chips de plástico ou isopor, granulados e em produtos líquidos como água, químicos, alimentícios, entre outros.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Modelos : haste ou diapasão - Produtos :
  • - Modelos : haste ou diapasão

  • - Produtos : sólidos (haste e diapasão) / líquidos (diapasão)

  • - Saída : relê SPDT ou coletor aberto (somente diapasão)

  • - Temperatura : -40 a 160 ºC

  • - Pressão : até 25 bar

  • - Versões para áreas classificadas

Régua Externa:

Trata-se de um indicador de nível mecânico de baixo custo e simplicidade de operação, projetado para trabalhar com produtos líquidos. Não necessita de alimentação elétrica e proporciona fácil visualização do nível ou volume do material no interior do tanque através de uma escala graduada (instalada externamente) que é percorrida por um indicador à medida que ocorre variação do líquido. São instrumentos ideais para tanques externos ou internos onde é necessário uma solução econômica e a visualização do nível a grandes distâncias.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Modelos : haste ou diapasão - Produtos :

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  • - Material da bóia : AISI ou PP

  • - Temperatura : até 80 ºC

  • - Pressão : até 2 mca

  • - Opcionais :

conjunto para fluidos voláteis (selo líquido) e alarmes de nível

alto/baixo

Yo-Yo:

São sistemas eletromecânicos robustos para a medição de nível em silos, tanques ou reservatórios contendo materiais como grãos, areia, pós em geral (cimento, cal, farinha, etc.), plásticos, minérios,óleos, produtos químicos, entre outros. Além disso, podem ser utilizados para a medição de sólidos em líquidos. São indicados onde a presença de gases, vapores, poeira ou espuma é crítica, em silos/tanques de alturas elevadas ou ainda em locais onde os medidores ultra-sônicos não possam ser aplicados.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Material da bóia : AISI ou PP -
  • - Faixa de medição : até 45 m

  • - Saída : 4-20 mA ou pulsos

  • - Temperatura : até 149 ºC

  • - Material dos pesos : alumínio ou aço inox

  • - - Versões para áreas classificadas Pá-Rotativa:

São instrumentos eletromecânicos robustos, de baixo custo, de rápida e fácil instalação que foram projetados para o controle de nível em silos contendo materiais como granulados, pós em geral (cimento, cal, farinha, etc.), minérios, areia, cavaco de madeira, entre outros. Estas chaves de nível são ideais para silos que armazenam diferentes materiais. Além disso permitem ajustar a sensibilidade para melhor performance.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Saída : relê - Sensibilidade : ajustável -
  • - Saída : relê

  • - Sensibilidade : ajustável

  • - Temperatura : até 398 ºC

  • - Pressão : até 2 kgf/cm2

  • - Densidade : mín. 0,02 kg/dm3

  • - Versões para áreas classificadas:

A pá do controle de nível é acionada por um conjunto motoredutor síncrono acoplado ao eixo por meio de uma fricção que tem por função proteger o mecanismo em caso de pequenos choques entre o material e a pá. Quando esta, que se move a uma rotação constante de1 rpm, encontra resistência do material, um micro interruptor interno é acionado e o motor bloqueado. O conjunto pode permanecer nesta condição indefinidamente ou voltar à condição inicial caso o nível do material libere a pá. Um retentor evita a entrada de pó através da haste.Quando instalados em nível inferior, recomendamos que seja adquirido o aparelho com dois micros (opcional).

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Saída : relê - Sensibilidade : ajustável -

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Conexão Elétrica:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Conexão Elétrica: Laser: Medição de Nível em silos de
 

Laser:

Medição de Nível em silos de baixa Visibilidade:

Vantagens:

Medição em alta resolução

Sem problemas com ecos como os instrumentos ultra-sônicos

Utilização em praticamente todo tipo de material, podendo obter medições tanto de

líquidos como de pós

Limitações:

Linha de sinal entre o instrumento e a superfície do material não deve ser

interrompida O feixe de laser, em alguns casos, pode penetrar em líquidos transparentes

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Conexão Elétrica: Laser: Medição de Nível em silos de

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Medição de Nível e profundidade em área com risco
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Medição de Nível e profundidade em área com risco

Medição de Nível e profundidade em área com risco de explosão:

Três equipamentos medem a distância do medidor até um disco flutuante colocado sobre o fluido controlado. Os dados obtidos são enviados via RS422 para um PC industrial, localizado fora da área de risco. O PC calcula o nível do tanque de acordo com a posição do disco flutuante

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Medição de Nível e profundidade em área com risco

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Por Pressão Diferencial:

Nível de tanque pressurizado usando selos

um transmissor de pressão diferencial monitora o nível do fluido em tanque pressurizado por medição de pressão hidrostática Selos com capilares são freqüentemente adicionados para assegurar compatibilidade com meios corrosivos e viscosos bem como adaptar os transmissores a tamanhos específicos de tanques e conexões de instrumentos.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Por Pressão Diferencial: Nível de tanque pressurizado usando selos

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Exemplo de ligação de transmissor:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplo de ligação de transmissor: 61
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplo de ligação de transmissor: 61

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista P = h . ρ Onde P = Pressão
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista P = h . ρ Onde P = Pressão

P = h . ρ Onde P = Pressão em mm H2O ou polegada H2O h = nível em mm ou em polegada ρ = densidade relativa do líquido em relação à água na temperatura ambiente. A medida mais apropriada para esse tipo de medição é o mm ou polegada de H2O.

Supressão de Zero:

Para maior facilidade de manutenção e acesso ao instrumento, muitas vezes o transmissor é instalado abaixo do tanque. Outras vezes a falta de plataforma fixadora em torno de um tanque elevado resulta na instalação de um instrumento em um plano situado em nível inferior à base do tanque. Em ambos os casos, uma coluna líquida se formará com a altura do líquido d dentro da tomada de impulso, se o problema não for contornado, o transmissor indicaria um nível superior ao real.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 63
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 63

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Exemplo de cálculo de pressão para este tipo de montagem.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Exemplo de cálculo de pressão para este tipo de

a)

Quando o nível estiver em 0%:

P0% =

h . d

P0% =

1000 . 1,2

P0% = 1200 mmH2O

b)

Quando o nível estiver em 100%:

P100% =

h . d

P100% = (2000 + 1000) . 1,2

P100% =

3000 . 1,2

P100% = 3600 mmH2O

Medição de Nível por Pressão Diferencial em Tanques Fechados e Pressurizados:

Neste tipo de medição, a tubulação de impulso da parte de baixo do tanque é conectada à câmara de alta pressão do transmissor de nível. A pressão atuante na câmara de alta é a soma da pressão exercida sob a superfície do líquido e a pressão exercida pela coluna de líquido no fundo do reservatório. A câmara de baixa pressão do transmissor de nível é conectada na tubulação de impulso da parte de cima do tanque onde mede somente a pressão exercida sob a superfície do líquido.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Elevação de Zero Quando o fluído do processo possuir
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Elevação de Zero Quando o fluído do processo possuir

Elevação de Zero

Quando o fluído do processo possuir alta viscosidade, ou quando o fluído se condensa nas tubulações de impulso, ou ainda no caso do fluído ser corrosivo, devemos utilizar um sistema de selagem nas tubulações de impulso, das câmaras de baixa e alta pressão do transmissor de nível. Selam-se então ambas as tubulações de impulso, bem como as câmaras do instrumento. Na figura acima, apresenta-se um sistema de medição de nível com selagem, no qual deve ser feita a elevação, que consiste em anular-se a pressão da coluna líquida na tubulação de impulso da câmara de baixa pressão do transmissor de nível. A seguir apresentaremos um exemplo de cálculo de pressão diferencial para este tipo de montagem.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista a) Quando o nível estiver em 0%: ∆P0% =
  • a) Quando o nível estiver em 0%:

∆P0% = PH - PL ∆P0% = ( hH . dH ) - ( hL . dL ) ∆P0% = ( 800 . 1 ) – ( 2800 . 1 ) ∆P0% = ( 800 ) – ( 2800 ) ∆P0% = - 2000 mmH2O

Onde:

PH = pressão na câmara de alta PL = pressão na câmara de baixa hH = altura da coluna líquida na câmara de alta dH = densidade do líquido da câmara de alta hL = altura da coluna líquida na câmara de baixa dL = densidade do líquido da câmara de baixa

  • b) Quando o nível estiver em 100%:

∆P100% = PH - PL ∆P100% = [ ( hCLP . dCLP ) + ( hH . dH ) ] - ( hL . dL ) ∆P100% = [ ( 2000 . 2 ) + ( 800 . 1 ) ] – ( 2800 . 1 ) ∆P100% = [ ( 4000 + 800 ) ] – ( 2800 ) ∆P100% = 4800 – 2800

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∆P100% = 2000 mmH2O onde:

PH = pressão na câmara de alta PL = pressão na câmara de baixa hH = altura da coluna líquida na câmara de alta dH = densidade do líquido da câmara de alta hL = altura da coluna líquida na câmara de baixa dL = densidade do líquido da câmara de baixa hCLP = altura da coluna líquida do processo dCLP = densidade do líquido do processo.

Medição de Nível com Borbulhador

Com o sistema de borbulhador podemos detectar o nível de líquidos viscosos, corrosivos, bem como de quaisquer líquidos à distância. Neste sistema necessitamos de um suprimento de ar ou gás e uma pressão ligeiramente superior à máxima pressão hidrostática exercida pelo líquido. Este valor normalmente é ajustado para aproximadamente 20% a mais que a máxima pressão hidrostática exercida pelo líquido. O sistema borbulhador engloba uma válvula agulha, um recipiente com líquido na qual o ar ou gás passará pelo mesmo e um indicador de pressão. Ajustamos a vazão de ar ou gás até que se observe a formação de bolhas em pequenas quantidades. Um tubo levará esta vazão de ar ou gás até o fundo do vaso a qual queremos medir seu nível, teremos então um borbulhamento bem sensível de ar ou gás no líquido o qual queremos medir o nível. Na tubulação pela qual fluirá o ar ou gás, instalamos um indicador de pressão que indicará um valor equivalente à pressão devido ao peso da coluna líquida. Nota-se que teremos condições de instalar o medidor à distância.

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3.2.2 - Exercícios

1- Calcule o valor pedido:

Exemplo: 50% do sinal de 3 à 15 psi Valor Pedido = [ ( Final - Início) ou Span] x ( % ) + zero vivo

15

- 3

  • 12 Span

vp =

100%

12 x 50 + 3 = 9 psi

100

  • a) 70% de 3 - 15 psi = _______________________

  • b) 30% de 0,2 - 1 kgf/cm2 = __________________

  • c) 55% de 20 - 100 kPa = ____________________

  • g) 65% de 4 - 20 mA = ______________________

  • h) 37% de 1 - 5 V = _________________________

2 - Calcule o valor pedido:

Exemplo: 9 psi é quantos % da faixa de 3 a 15 psi

Valor Pedido =( Valor de transmissão - zero vivo) x (100% ) ( Final - Início ) = Span

( 9 - 3 ) x 100 = 6 x 100 = 50%

( 15 - 3 )

12

  • a) 12 psi é quantos % da faixa de 3 a 15 psi = ___________________

  • b) 0,4 Kgf/cm2 é quantos % da faixa de 0,2 a 1 kgf/cm2 = ___________________

  • c) 13 mA é quantos % da faixa de 4 a 20 mA = ___________________

  • d) 4,5 V é quantos % da faixa de 1 a 5 Vdc = ____________________

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  • 3 - Determinar:

    • a) Range do instrumento:

inH2O

_________________

  • b) Saída do instrumento quando o nível for 78%:

mA

______________

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3 - Determinar: a) Range do instrumento: inH 2
  • 4 - Determinar:

    • a) Range do instrumento:

inH2O

_________________

b) Saída do instrumento quando o nível for 37%: mA c) Nível quando a saída for
b)
Saída do instrumento quando o nível for 37%:
mA
c)
Nível quando a saída for 11,2 mA:
%

Obs. Saída = 4 a 20 mA

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- Cálculo do nível para tanque aberto:

Exemplo: Um tanque tem um transmissor de pressão para cálculo de nível, conforme figura abaixo. Considere o peso específico do líquido de 2,5. O transmissor esta indicando 100mmH2O. Qual é o nível do tanque? P = d x H 100 = 2,5 x H H = 100/2,5 H = 40mm ou

0,04m

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista - Cálculo do nível para tanque aberto: Exemplo: Um

Obs Para tanque aberto:

O lado de alta pressão do transmissor de pressão diferencial é ligado pela tomada da parte inferior do tanque e o lado de baixa pressão é aberto para a atmosfera.

Fórmulas de cálculo da altura do líquido Para tanque aberto

D P = h2 .

ρ.g

h2 = P ρ.g Onde: P

= P1 - P0

P0 = pressão atmosférica

Peso específico = δ

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Massa específica = ρ

δ = ρ g

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Massa específica = ρ δ = ρ g 05

05 - Um tanque tem um transmissor de pressão para cálculo de nível, conforme figura abaixo. Considere o peso específico do líquido de 0,5. O transmissor esta indicando 500mmH2O. Qual é o nível do tanque?

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Massa específica = ρ δ = ρ g 05

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3.3 - Variável Temperatura

“A propriedade da matéria que reflete a média de energia cinética de um

corpo”

Termometria significa "Medição de Temperatura". Eventualmente o termo Pirometria é também aplicado com o mesmo significado, porém, baseando-se na etimologia das palavras, podemos definir:

PIROMETRIA - Medição de altas temperaturas, na faixa onde os efeitos de radiação térmica passam a se manifestar. CRIOMETRIA - Medição de baixas temperaturas, ou seja, aquelas próximas ao zero absoluto de temperatura. TERMOMETRIA - Termo mais abrangente que incluiria tanto a Pirometria, como a Criometria que seriam casos particulares de medição.

TEMPERATURA E CALOR

Todas as substâncias são constituídas de pequenas partículas, as moléculas que se encontram em contínuo movimento. Quanto mais rápido o movimento das moléculas mais quente se apresenta o corpo e quanto mais lento mais frio se apresenta o corpo. Então define-se temperatura como o grau de agitação térmica das moléculas. Na prática a temperatura é representada em uma escala numérica, onde, quanto maior o seu valor, maior é a energia cinética média dos átomos do corpo em questão. Outros conceitos que se confundem às vezes com o de temperatura são:

. Energia Térmica:

. Calor: A Energia Térmica de um corpo é a somatória das energias cinéticas, dos seus átomos, e além de depender da temperatura, depende também da massa e do tipo de substância. Calor é energia em trânsito ou a forma de energia que é transferida através da fronteira de um sistema em virtude da diferença de temperatura. Até o final do século XVI, quando foi desenvolvido o primeiro dispositivo para avaliar temperatura, os sentidos do nosso corpo foram os únicos elementos de que

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dispunham os homens para dizer se um certo corpo estava mais quente ou frio do que um outro, apesar da inadequação destes sentidos sob ponto de vista científico. A literatura geralmente reconhece três meios distintos de transmissão de calor:

condução, radiação e convecção.

Condução

A condução é um processo pelo qual o calor flui de uma região de alta temperatura

para outra de temperatura mais baixa, dentro de um meio sólido, líquido ou gasoso ou entre meios diferentes em contato físico direto.

Radiação

A radiação é um processo pelo qual o calor flui de um corpo de alta temperatura para um de baixa, quando os mesmos estão separados no espaço, ainda que exista um vácuo entre eles.

Convecção

A convecção é um processo de transporte de energia pela ação combinada da condução de calor, armazenamento de energia e movimento da mistura. A convecção é mais importante como mecanismo de transferência de energia (calor) entre uma superfície sólida e um líquido ou gás.

3.3.1 - Escalas de Temperatura:

Desde o início da termometria, os cientistas, pesquisadores e fabricantes de termômetro, sentiam a dificuldade para atribuir valores de forma padronizada à temperatura por meio de escalas reproduzíveis, como existia na época, para Peso, Distância, Tempo.

Em 1706 Daniel Gabriel Fahrenheit, um fabricante de termômetros de Amsterdã, definiu uma escala de temperatura, a qual possui 3 pontos de referência – 0, 48 e 96. Números que representavam nas suas palavras o seguinte:- "48 no meu termômetro é o meio entre o frio mais intenso produzido artificialmente por uma mistura de água, gelo e sal-amoníaco, ou mesmo sal comum, e aquela que é encontrada (temperatura) no sangue

de um homem saudável

...

".Fahrenheit

encontrou, que na sua escala o ponto de fusão do

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gelo valia 32 e o de ebulição da água 212 aproximadamente. Estes pontos, posteriormente foram considerados mais reprodutíveis e foram definidos como exatos e adotados como referência. Em 1742, Anders Celsius, professor de Astronomia na Suécia, propôs uma escala com o zero no ponto de ebulição da água e 100 no ponto de fusão do gelo, no ano seguinte Christian de Lyons independentemente sugeriu a familiar escala centígrada (atualmente chamada escala Celsius).

Escalas

As escalas que ficaram consagradas pelo uso foram Fahrenheit e a Celsius. A escala Fahrenheit é definida atualmente com o valor 32 no ponto de fusão do gelo e 212 no ponto de ebulição da água. O intervalo entre estes dois pontos é dividido em 180 partes iguais, e cada parte é um grau Fahrenheit. Toda temperatura na escala Fahrenheit é identificada com o símbolo "°F" colocado após o número (ex. 250°F). A escala Celsius é definida atualmente com o valor zero no ponto de fusão do gelo e 100 no ponto de ebulição da água. O intervalo entre os dois pontos está dividido em 100 partes iguais, e cada parte é um grau Celsius. A denominação "grau centígrado" utilizada anteriormente no lugar de "Grau Celsius", não é mais recomendada, devendo ser evitado o seu uso. A identificação de uma temperatura na escala Celsius é feita com o símbolo " °C " colocado após o número (Ex.: 160°C). Tanto a escala Celsius como a Fahrenheit, são relativas, ou seja, os seus valores numéricos de referência são totalmente arbitrários. Se abaixarmos a temperatura continuamente de uma substância, atingimos um ponto limite além do qual é impossível ultrapassar, pela própria definição de temperatura. Este ponto, onde cessa praticamente todo movimento atômico, é o zero absoluto de temperatura. Através da extrapolação das leituras do termômetro à gás, pois os gases se liqüefazem antes de atingir o zero absoluto, calculou-se a temperatura deste ponto na escala Celsius em -273,15°C. Existem escalas absolutas de temperatura, assim chamadas porque o zero delas é fixado no zero absoluto de temperatura. Existem duas escalas absolutas atualmente em uso: a Escala Kelvin e a Rankine. A Escala Kelvin possui a mesma divisão da Celsius, isto é, um grau Kelvin é igual à um grau Celsius, porém o seu zero se inicia no ponto de temperatura mais baixa possível, 273,15 graus abaixo do zero da Escala Celsius.

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A Escala Rankine possui obviamente o mesmo zero da escala Kelvin, porém sua divisão é idêntica à da Escala Fahrenheit. A representação das escalas absolutas é análoga às escalas relativas:- Kelvin ==> 400K (sem o símbolo de grau " ° "). Rankine ==>

785R.

A Escala Fahrenheit é usada principalmente na Inglaterra e Estados Unidos da América, porém seu uso tem declinado a favor da Escala Celsius de aceitação universal. A Escala Kelvin é utilizada nos meios científicos no mundo inteiro e deve substituir no futuro a escala Rankine quando estiver em desuso a Fahrenheit. Existe uma outra escala relativa a Reamur, hoje já praticamente em desuso. Esta escala adota como zero o ponto de fusão do gelo e 80 o ponto de ebulição da água. O intervalo é dividido em oitenta partes iguais. (Representação - °Re).

Conversão de escalas:A figura a seguir, compara as escalas de temperaturas xistentes.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista A Escala Rankine possui obviamente o mesmo zero da

Desta comparação podemos retirar algumas relações básicas entre as escalas:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista A Escala Rankine possui obviamente o mesmo zero da

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3.3.2 - Exercícios:

01)

Um termômetro calibrado em Kelvin é instalado em um tanque. Sua escala

indica 100K. Determinar esta temperatura em ºC

02) Um termômetro calibrado em CELSIUS é instalado em um tanque. Sua escala indica -40ºC. Determinar esta temperatura em ºF

03) Um termômetro calibrado em Fahreinheit é instalado em um tanque. Sua escala indica 77°F. Determinar esta temperatura em ºC

3.3.3 - Medidores de Temperatura

A temperatura não pode ser determinada diretamente, mas deve ser deduzida a partir de seus efeitos elétricos ou físicos produzidos sobre uma substância, cujas características são conhecidas. Podemos dividir os medidores de temperatura em dois grandes grupos:

-

Contato Direto

Contato Indireto 1º grupo (contato direto) O primeiro grupo abrange os medidores nos quais o elemento sensível está em contato direto com o material cuja temperatura se deseja medir. Termômetro à dilatação:

-

de líquidos

de sólido

Termômetro à pressão de líquido

de gás

de vapor Termômetro a par termoelétrico Termômetro à resistência elétrica

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2º grupo (contato indireto) O segundo grupo estão os medidores nos quais o elemento sensível não está em contato direto com o material cuja temperatura se deseja medir. Pirômetro óptico Pirômetro fotoelétrico Pirômetro de radiação

TERMÔMETRO DE DILATAÇÃO DE LÍQUIDO:

Princípio de Funcionamento:

Os termômetros
Os
termômetros

de

dilatação

de

líquido

baseiam-se na lei de expansão volumétrica de um líquido com a temperatura dentro de um recipiente fechado.

Termômetro de Vidro:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 2º grupo (contato indireto) O segundo grupo estão os

Este termômetro consta de um bulbo de vidro ligado a um tubo capilar, também de vidro, de seção uniforme e fechado na parte superior. Sua escala é linear e normalmente fixada no tubo capilar no invólucro metálico.

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Nos termômetros industriais, o bulbo de vidro é protegido por um poço metálico e o tubo capilar pelo invólucro metálico.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Nos termômetros industriais, o bulbo de vidro é protegido

Faixa de utilização dos principais líquidos termométricos:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Nos termômetros industriais, o bulbo de vidro é protegido

Não utilizar nos pontos em que haja mudanças bruscas de temperatura, pois

Termômetro de Líquido com Capilar Metálico:

poderia trincar o capilar de vidro. Para evitar erros, devido a temperatura ambiente, o bulbo deverá estar

completamente imerso. Instalar o bulbo dentro de um poço metálico para proteção mecânica, resistência à

corrosão e permitir retirada em operação.

Este termômetro consta de um bulbo de metal ligado a um capilar metálico e um

elemento sensor.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Neste caso, o líquido preenche todo o instrumento

Neste caso, o líquido preenche todo o instrumento e com uma variação da temperatura se dilata deformando elasticamente o elemento sensor.

A este elemento sensor é acoplado um ponteiro que pode girar livremente sobre uma escala graduada.

• Neste caso, o líquido preenche todo o instrumento e com uma variação da temperatura se

Como a relação entre a deformação do elemento sensor e a temperatura é proporcional, este instrumento nos fornece uma leitura linear.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipos de metais utilizados na construção do termômetro: •

Tipos de metais utilizados na construção do termômetro:

• Capilar - Seu comprimento máximo é de 60 metros para líquidos orgânicos e de 15
Capilar - Seu comprimento máximo é de 60 metros para líquidos orgânicos e de 15
metros para enchimento com mercúrio. Normalmente é confeccionado em aço,
chumbo ou cobre.
Elemento sensor:
Os materiais mais usados para sua confecção são:
aço inoxidável.

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Bronze fosforoso.

Tipos de elemento sensor:

Basicamente, três tipos de elementos sensor podem ser utilizados para medição de temperatura neste tipo de instrumento.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Bronze fosforoso. Tipos de elemento sensor: • Basicamente,
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Bronze fosforoso. Tipos de elemento sensor: • Basicamente,

Helicoidal C Espiral

Sistema de compensação da temperatura ambiente:

Pelo fato deste sistema utilizar líquido inserido num recipiente e da distância entre o elemento sensor e o bulbo ser considerável, as variações na temperatura ambiente afetam não somente o líquido no bulbo, mas todo o sistema (bulbo, capilar e sensor), causando erro de indicação ou registro. Este efeito da temperatura ambiente é compensado de duas maneiras que são denominadas classe ΙA e classe ΙB. Quando a distância entre o bulbo e o instrumento é muito grande, ou se deseja alta precisão, utilizam-se instrumentos da classe ΙA onde a compensação é feita na caixa e no capilar (compensação total).

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Neste caso a compensação é feita por meio

Neste caso a compensação é feita por meio de um segundo capilar, ligado a um

elemento de compensação idêntico ao da medição, sendo os dois ligados em oposição. Este segundo capilar tem seu comprimento idêntico ao capilar de medição, porém não está ligado ao bulbo. Na classe ΙB a compensação é feita somente na caixa do sensor através de uma

lâmina bimetálica ou um espiral de compensação. Este sistema é normalmente preferido por ser mais simples e ter respostas mais rápidas, porém, o comprimento máximo do capilar desse tipo é aproximadamente 6 metros.

TERMÔMETRO À DILATAÇÃO DE SÓLIDO (TERMÔMETRO BIMETÁLICO)

O termômetro bimetálico baseia-se no fenômeno da dilatação linear dos metais com a temperatura. Baseado no fato de que dois metais diferentes modificam as suas dimensões de modo desigual ao variar a temperatura O termômetro bimetálico consiste em duas lâminas de metal justapostas, formando uma só peça e geralmente na forma helicoidal.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipos de Metais Utilizados: • Para a construção de
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipos de Metais Utilizados: • Para a construção de
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Tipos de Metais Utilizados: • Para a construção de

Tipos de Metais Utilizados:

Para a construção de um termômetro bimetálico normalmente usa-se o Invar

(64%Fe-36%Ni) como metal de baixo coeficiente de dilatação e o latão como metal de alto coeficiente de dilatação. São utilizados para medir temperaturas na faixa de

-50

~

+

500ºC com

precisão de

± 1%, onde respostas rápidas não

são

exigidas.

 

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Recomendações na instalação:

• Utilizar sempre poço protetor metálico para evitar corrosão, dar proteção mecânica e permitir manutenção com
Utilizar sempre poço protetor metálico para evitar corrosão, dar proteção mecânica
e permitir manutenção com o processo em operação.
Em baixa temperatura a caixa do termômetro bimetálico deve ser hermeticamente
selada para evitar que a penetração da umidade venha a formar gelo,
prejudicando os componentes internos do instrumento.
Para evitar erros devido à temperatura ambiente, o bimetálico deve estar
completamente imerso no fluido.
A velocidade do fluido deve ser bastante alta a fim de assegurar uma rápida
transferência de calor.
TERMÔMETRO À PRESSÃO DE GÁS:
Princípio de Funcionamento:
Os termômetros à pressão de gás baseiam-se na lei de Charles e Gay-Lussac que
diz: “A pressão de um gás é proporcional à temperatura, se mantivesse constante
O volume do gás”.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Sua construção é praticamente idêntica à dos termômetros

Sua construção é praticamente idêntica à dos termômetros de líquido com capilares metálicos, porém o bulbo é geralmente grande, a fim de obter maior força.

Construção:

Tipos de gás de enchimento

Como gás de enchimento, utilizam-se normalmente Nitrogênio, Hélio, Neônio ou

Dióxido de Carbono (CO2). Porém, por ser inerte e mais barato, o Nitrogênio é o gás mais utilizado. A faixa de medição varia de acordo com o gás de enchimento.

GÁS DE

TEMPERATURA

FAIXA DE UTILIZAÇÃO (ºC)

ENCHIMENTO

CRÍTICA (ºC)

Nitrogênio (N

)

  • - 147,1

  • - 130 à 550

 

2

Hélio

  • - 267,8

  • - 260 à 550

Dióxido

de

31,1

30 à 550

Carbono (CO )

 

2

Sistema de compensação da temperatura ambiente:

A compensação na caixa às vezes se faz necessária; Com isso é feita por um

bimetal fixada na espiral e o instrumento é denominado de classe ΙΙΙ.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista TERMÔMETRO À PRESSÃO DE GÁS: TERMÔMETRO À PRESSÃO DE

TERMÔMETRO À PRESSÃO DE GÁS:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista TERMÔMETRO À PRESSÃO DE GÁS: TERMÔMETRO À PRESSÃO DE

TERMÔMETRO À PRESSÃO DE VAPOR:

Princípio de funcionamento Os termômetros à pressão de vapor baseiam-se na lei de Dalton que diz:

A pressão de um vapor saturado depende única e exclusivamente de sua temperatura e não da sua mudança de volume”. Qualquer variação de temperatura haverá uma variação na tensão do vapor do gás liqüefeito colocado no bulbo do termômetro e, em conseqüência disto, uma variação na pressão dentro do capilar.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Construção: • Sua construção é fisicamente idêntica a dos

Construção:

• Sua construção é fisicamente idêntica a dos termômetros à pressão de gás, porém, o bulbo
Sua construção é fisicamente idêntica a dos termômetros à pressão de gás,
porém, o bulbo é relativamente pequeno.
Tipos de líquido de enchimento:
Como líquido de enchimento, utilizam-se líquidos voláteis tais como cloreto de
metila, éter, propano, butano, tolueno, e dióxido de enxofre.

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SENSORES DE TEMPERATURA TIPO BULBO DE RESISTÊNCIA:

Um dos métodos elementares para medição de temperatura envolve mudança no valor da resistência elétrica de certos metais com a temperatura.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista SENSORES DE TEMPERATURA TIPO BULBO DE RESISTÊNCIA: Um dos

São comumente chamados de bulbo de resistência e por suas condições de alta

São comumente chamados de bulbo de resistência e por suas condições de alta

estabilidade e repetitividade, baixa contaminação, menor influência de ruídos e altíssima precisão, são muito usados nos processos industriais. Essas características aliadas ao pequeno desvio em relação ao tempo o tornou

Padrão Internacional (ITS-90) para a medição de temperatura na faixa de -259,3467ºC a 961,78ºC.

Princípio de funcionamento:

As termoresistências ou bulbos de resistência ou termômetro de resistência ou

RTD, são sensores que se baseiam no princípio de variação da resistência ôhmica em função da temperatura. Elas aumentam a resistência com o aumento da temperatura.

• São comumente chamados de bulbo de resistência e por suas condições de alta • estabilidade

Seu elemento sensor consiste de uma resistência em forma de fio de platina de alta pureza, de níquel ou de cobre encapsulado num bulbo de cerâmica ou de vidro.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Entre estes materiais, o mais utilizado é a

Entre estes materiais, o mais utilizado é a platina pois apresenta uma ampla

escala de temperatura, uma alta resistividade permitindo assim uma maior sensibilidade, um alto coeficiente de variação de resistência com a temperatura, uma boa linearidade resistência x temperatura e também por ter rigidez e durabilidade para ser transformada em fios finos, além de ser obtida em forma puríssima. Padronizou-se então a termoresistência de platina

Bulbo de Resistência Tipo Pt-100ΩΩΩΩ:

As montagens com termoresistências são feitas de maneira similar aos termopares quanto ao emprego de acessórios como cabeçotes, tubos e poços, bucins, niples, entre outros.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Entre estes materiais, o mais utilizado é a
Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista • Entre estes materiais, o mais utilizado é a

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ºC

ºC

ºC

ºC

ºC

-220

10,41

0

100,00

 
  • 140 204,88

153,58

   
  • 280 260,75

440

 
 
  • 200 18,53

 
  • 10 103,90

 
  • 150 208,45

157,31

   
  • 290 267,52

480

 
 
  • 180 27,05

 
  • 20 107,79

 
  • 160 212,02

161,04

   
  • 300 274,25

480

 
 
  • 160 35,46

 
  • 30 111,87

 
  • 170 215,57

164,76

   
  • 310 280,93

500

 
 
  • 140 43,48

 
  • 40 115,54

 
  • 180 219,12

168,46

   
  • 320 287,57

520

 
 
  • 120 52,04

 
  • 50 119,40

 
  • 190 222,66

172,16

   
  • 330 294,16

540

 
 
  • 100 60,20

 
  • 60 123,24

 
  • 200 226,18

175,84

   
  • 340 300,70

560

 
 
  • 80 68,28

 
  • 70 127,07

 
  • 210 229,69

179,51

   
  • 350 307,20

580

 
 
  • 60 76,28

 
  • 80 130,89

 
  • 220 233,19

183,17

   
  • 360 313,65

600

 
 
  • 50 88,75

 
  • 90 134,70

 
  • 230 236,67

186,82

   
  • 370 320,05

620

 
 
  • 40 84,21

 
  • 100 138,50

 
  • 240 240,15

190,45

   
  • 380 326,41

640

 
 
  • 30 88,17

 
  • 110 142,29

 
  • 250 243,61

194,07

   
  • 396 332,72

660

 
 
  • 20 92,13

 
  • 120 146,06

 
  • 260 247,08

197,69

   
  • 400 338,99

680

 
 
  • 10 96,07

 
  • 130 149,82

 
  • 270 253,93

201,29

   
  • 420 345,21

700

 

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Pt-100ΩΩΩΩ Móvel:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Pt-100 ΩΩΩΩ Móvel: Conceito de funcionamento: • A medição

Conceito de funcionamento:

• A medição de temperatura utilizando bulbo de resistência é feita medindo-se a variação da resistência
A medição de temperatura utilizando bulbo de resistência é feita medindo-se a
variação da resistência elétrica do elemento sensor.

Dentre essas técnicas a mais utilizada é sem dúvida a Ponte de Weatstone, que com devidas modificações apresenta excelente performance.

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O circuito em Ponte de Weatstone inicialmente é posta em equilíbrio e desta forma não circula corrente entre os pontos A e B que se encontram com potenciais idênticos. Quando ocorre variação de temperatura a resistência do sensor varia, desequilibrando o circuito de forma proporcional à temperatura.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O circuito em Ponte de Weatstone inicialmente é posta

Nessa montagem, R4 é a termoresistência e R3 é a resistência variável para balanceamento do circuito. As resistências indicadas como RL1 e RL2 são resistências de fiação e ambas estão em série com R4.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista O circuito em Ponte de Weatstone inicialmente é posta

Esta resistência de fiação tende a aumentar quanto maior for a distância entre o sensor e o medidor, quanto menor a bitola do fio ou maior a temperatura ambiente.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Este tipo de ligação pode ser usado com relativa

Este tipo de ligação pode ser usado com relativa precisão até uma distância do sensor ao aparelho que depende do comprimento, diâmetro e material do fio de ligação.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Este tipo de ligação pode ser usado com relativa

Este é o método mais utilizado para as termoresistências na indústria. Neste circuito a configuração elétrica é um pouco diferente, fazendo com que a alimentação fique o mais próximo possível do sensor, permitindo que a RL1 passe para o outro braço da ponte, balanceando o circuito. Na ligação a 2 fios as resistências de linha estavam em série com o sensor, agora na ligação a 3 fios elas estão separadas.

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Ligação a 3 fios:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Ligação a 3 fios: Ligação a 4 fios: A

Ligação a 4 fios:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Ligação a 3 fios: Ligação a 4 fios: A

A fonte de corrente S, fornece uma corrente estabilizada e conhecida através da termoresistência R e a tensão gerada é medida com um voltímetro de alta impedância ou potenciômetro. Desta forma a resistência dos condutores exerce um efeito desprezível sobre a medição.

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Este tipo de medição a 4 fios é pouco usada em indústria, tendo sua maior
Este tipo
de
medição
a
4
fios
é pouco
usada em
indústria, tendo sua maior

aplicação em laboratórios e sendo usado em sensores padrões.

Vantagens e Desvantagens na Escolha do Bulbo de Resistência:

Vantagens:

Possuem maior precisão dentro da faixa de utilização do que outros tipos de

sensores. Tem boas características de estabilidade e repetibilidade.

Com ligação adequada, não existe limitação para distância de operação.

Desvantagens:

São mais caros do que os outros sensores utilizados nesta mesma faixa. Baixo alcance de medição (máx. 850ºC). Deterioram-se com mais facilidade, caso ultrapasse a temperatura máxima de utilização.

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3.3.5 – Termopares

SENSORES DE TEMPERATURA TIPO TERMOPAR

A medição de temperatura também pode ser feita pela obtenção de uma força eletromotriz gerada quando dois metais de natureza diferente tem suas extremidades

unidas e submetidas à temperaturas distintas.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista 3.3.5 – Termopares SENSORES DE TEMPERATURA TIPO TERMOPAR A

Efeito Seebeck:

Esse efeito foi descoberto em 1821 pelo físico alemão T. J. Seebeck quando ele observou em suas experiências que em um circuito fechado formado por dois fios de metais diferentes ocorre uma circulação de corrente enquanto existir uma diferença de temperatura entre suas junções, e que sua intensidade é proporcional à diferença de temperatura e à natureza dos metais utilizados. Isto ocorre devido aos metais distintos possuírem densidades de elétrons livres específicos e quando unidos em suas extremidades provocar migração desses elétrons do lado de maior densidade para o de menor densidade ocasionando uma diferença de

potencial entre os dois fios metálicos. Esta diferença de potencial não depende nem da área de contato e nem de sua forma, mas sim da diferença de temperatura entre as extremidades denominadas junção quente e fria.

Esses sensores são chamados de termopares.

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Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Em 1834, Peltier descobriu que, dado um par termoelétrico

Em 1834, Peltier descobriu que, dado um par termoelétrico com ambas as junções à mesma temperatura, se, mediante uma fonte externa, produz-se uma corrente no termopar, as temperaturas das junções variam em uma quantidade não inteiramente devido ao efeito Joule.

A esse acréscimo de temperatura foi denominado efeito Peltier.

O efeito Peltier não tem aplicação prática nos termopares e sim na área de refrigeração com a utilização de semicondutores especiais.

TERMOPAR:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista Em 1834, Peltier descobriu que, dado um par termoelétrico

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APLICAÇÃO DO TERMOPAR:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista APLICAÇÃO DO TERMOPAR: Efeito Peltier : TIPOS DE TERMOPARES:

Efeito Peltier :

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista APLICAÇÃO DO TERMOPAR: Efeito Peltier : TIPOS DE TERMOPARES:

TIPOS DE TERMOPARES:

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista APLICAÇÃO DO TERMOPAR: Efeito Peltier : TIPOS DE TERMOPARES:

TIPO K

Liga:

( + ) Chromel - Ni ( 90 % ) e Cr ( 10 % )

( - ) Alumel

- Ni( 95,4 % ), Mn( 1,8 % ), Si ( 1,6 % ), Al ( 1,2 % )

Características:

Faixa de utilização: 0 °C a 1260 °C f.e.m. produzida: - 6,458 mV a 54,852 mV Aplicações:

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Metalúrgicas, Siderúrgicas, Fundição, Usina de Cimento e Cal, Vidros, Cerâmica, Indústrias em geral.

TIPO J
TIPO
J

Liga: ( + ) Ferro / ( 99,5 % )

( - ) Constantan

Cu ( 58 % ) e Ni ( 42 % ), normalmente se produz o ferro e a partir de sua característica casa-se o constantan adequado. Características:

Faixa de utilização: 0 °C a 760 °C f.e.m. produzida: - 8,095 mV a 43,559 mV Aplicações:

Centrais de energia, Metalúrgica, Química, Petroquímica, indústrias em

geral.

TIPO

T

Liga: ( + ) Cobre / ( 99,9 % )( - ) Constantan São as ligas de Cu - Ni compreendidos no intervalo entre Cu(50%) e Cu

(65%) Ni (35 %). A composição mais utilizada para este tipo de termopar é de Cu (58 %) e Ni (42 %).

Características:

Faixa de utilização: - 184 °C a 370 °C

f.e.m. produzida: - 6,258 mV a 20,810 mV Aplicações:

Criometria ( baixas temperaturas ), Indústrias de refrigeração, Pesquisas agronômicas e ambientais, Química e Petroquímica.

TIPO E
TIPO E

Liga: ( + ) Chromel - Ni ( 90 % ) e Cr ( 10 % ) ( - ) Constantan - Cu ( 58 % ) e Ni ( 42 % ) Características:

Faixa de utilização: 0 °C a 870 °C f.e.m. produzida: - 9,835 mV a 76,298 mV

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Aplicações:

Química e Petroquímica

TIPO S
TIPO S

Liga: ( + ) Platina 90% Rhodio 10 % ( - ) Platina 100 % Características:

Faixa de utilização: 0 °C a 1480 °C f.e.m. produzida: - 0,236 mV a 18,693 mV Aplicações:

Siderúrgica, Fundição, Metalúrgica, Usina de Cimento, Cerâmica, Vidro e Pesquisa Científica. Observação: É utilizado em sensores descartáveis na faixa de 1200 a 1768 °C, para medição de metais líquidos em Siderúrgicas e Fundições

TIPO R
TIPO R

Liga: ( + ) Platina 87 %

Rhodio 13 %

( - ) Platina 100 % Características:

Faixa de utilização: 0 °C a 1480 °C f.e.m. produzida: - 0,226 mV a 21,101 mV Aplicações:

As mesmas do tipo S

TIPO B
TIPO B

Liga: ( + ) Platina 70 %

Rhodio

30 %

( - ) Platina 94 %

Rhodio

6 %

Características:

Faixa de utilização: 870a 1705 °C f.e.m. produzida: 0 mV a 13,809 mV Aplicações:

Vidro, Siderúrgica, alta temperatura em geral.

Instrumentação Básica – ETEC Campo Limpo Paulista

Elemento

Elemento

 

Faixa de

 

Vantagens

   

Restrições

 

Positivo

Negativo

temp.

   

usual

   

Cobre

Constantan

-

184

a

1)

Resiste a atmosfera

4)

Oxidação do cobre

370ºC

corrosiva.

 

acima de 310ºC.

 
 

2) Aplicável

 

em

 

atmosfera

redutora

ou

oxidante abaixo de 310ºC.

3)

Sua estabilidade o

torna útil em temperaturas

abaixo de 0ºC.

 

Ferro

Constantan

0

a 760ºC

1)

Baixo Custo.

 

01)

Limite

máximo

de

 

Indicado

para

serviços

utilização em atmosfera

contínuos

até

760ºC

em

oxidante de 760ºC devido à

atmosfera

neutra

ou

rápida oxidação do ferro.

redutora.

 

02) Utilizar tubo de proteção

 

acima de 480ºC.

 

Chromel

Constantan

0

a 870ºC

1)

Alta potência

1)

Baixa

estabilidade

em

 

termoelétrica.

 

atmosfera redutora.

2)

Os

elementos

são

 

altamente resistentes

à

corrosão, permitindo o uso em atmosfera oxidante.

Chromel

Alumel

0

a 1260ºC

1)

Indicado

 

para

3) Vulnerável

 

em

 

atmosfera oxidante.

atmosferas

redutoras,

2)

Para

faixa

de

sulfurosas

e

gases

como

temperatura mais elevada

SO2

e

H2S,

requerendo

fornece

rigidez

mecânica

substancial proteção quando

melhor do que

os

tipos S

utilizado nestas condições.

ou R e vida mais longa do

que o tipo J.

 

Platina

Platina

0

a 1480ºC

1)

Indicado

 

para

2)

Vulnerável

 

à

10%

 

atmosferas oxidantes.

contaminação

em

Rhodio

1)

Apresenta

 

boa