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QUEEN "DEIXEM-ME ENTRETER VOCÊS!" Por Ayrton Mugnaini Jr. ayrtonmu@uol.com.br PREFÁCIO "Anuncio uma alma pra

QUEEN "DEIXEM-ME ENTRETER VOCÊS!"

Por Ayrton Mugnaini Jr.

ayrtonmu@uol.com.br

PREFÁCIO "Anuncio uma alma pra vender ou alugar"

AGRADECIMENTOS “Amigos São Sempre Amigos São Sempre Amigos”

ANÁLISE "Foi o DNA que me fez assim"

CRONOLOGIA "Estes são os melhores dias de nossas vidas"

DISCOGRAFIA

"Meus compactos de rock enfurecem os vizinhos de baixo"

REGRAVAÇÕES "Deixar o lar não é fácil"

FILMOGRAFIA "Vejo uma pequena silhueta de um homem"

BIBLIOGRAFIA “Notícias do mundo”

SOBRE O AUTOR "Teus pais vão me rogar praga até eu morrer"

Visite também o maior site brasileiro dedicado ao Queen:

QUEENLAND Rua Joaquim de Almeida, 330 – Ap. 91 04050-011 - São Paulo – SP BRASIL Fone (011) 5581.2954 / (011) 9179.1246 Web Site: http://welcome.to/queenland E-mail: seligman@mailbr.com.br

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PREFÁCIO

A editora Nova Sampa, que me deu a honra e o prazer da primeira edição deste livro em 1995, não poderia ter escolhido momento mais apropriado. Além de ter sido o primeiro livro brasileiro sobre o Queen (e já estava na hora, né?), o clima era de festa (já que adoro efemérides), pois 1995 foi o ano do Jubileu de Prata desta Rainha - pois é, o tempo passa, a estréia do Queen havia sido há 25 anos! - e completaram-se 20 anos dos primeiros discos do grupo a saírem aqui, o compacto "Killer Queen" e o LP Sheer Heart Attack (na época a Odeon era o que eu chamaria mais tarde de Noedo, pois só lançava discografias ao contrário, deixando passar dois ou três LPs de qualquer artista - fossem os Beatles ou o Iron Maiden - para daí lançar tudo de uma vez, alguns anos depois).

Vinte e cinco anos da formação do Queen, vinte e cinco anos de seu primeiro disco

brasileiro

pode ser de duas uma: 1) Puxa, realmente o tempo passa! 2) Puxa, eu ainda nem havia nascido! Em ambos os casos V.S. perceberá que o Queen já deixou sua

anos de "Bohemian Rhapsody"! Vossa reação, caro(a) leitor(a), só

vinte

marca na história do rock e da música popular, influenciou meio mundo e faz sucesso até hoje - inclusive, em 1995, mais de três anos após o fim do grupo, há um comercial, de TV de um carro da Ford cujo tema musical ("Barcelona" de Freddie) é no velho em bom estilo Queen, inconfundível e reconhecível por todas as gerações - talvez o Queen seja o único grupo de rock, além dos Beatles, que agrada pais & filhos sem deixar de ser respeitável para um ou outro; fãs do Queen não têm idade. Nem tampouco pátria: apesar de ser um grupo inegavelmente britânico, o Queen foi um dos primeiros grupos de rock a fazerem sucesso em todos os continentes, e para ser fã não é preciso saber o que Freddie Mercury queria dizer com "os sete mares de Rhye" (eu mesmo até agora ainda não sei, algo a ver com o País de Gales, mais britânico impossível) ou com o "Deboche de Bechstein" que ele nos proporciona no LP A Night At The Opera (esta é mais fácil, Bechstein é uma marca de plano das boas); o humor do Queen é de uma erudição e inteligência que não chegam a atrapalhar a diversão -- e mesmo os roqueiros mais ranzinzas que dizem não gostar do Queen costumam pelo menos ter um compacto ou outro (geralmente "Bohemian Rhapsody" ou "Crazy Litlle Thing Called Love").

Minha relação com o Queen teve o melhor começo possível: ouvi alguma coisa e gostei, ou achei interessante, antes de saber quem era. A primeira matéria que me lembro de ter lido sobre eles foi na coluna sobre rock do Carlinhos Pop Gouvêa (que eu nem sonhava um dia acompanhar ao cavaquinho, ele cantando "Gloria" do Them, num programa de rádio, como aconteceu 18 anos depois no Brasil 2000 FM) na Folha de S.Paulo, em 1974 ou 75, sobre o Queen II, aquela papagaiada divertida de "nosso disco não tem lado A ou lado B, tem 'lado branco' e 'lado preto' ". Só fui ouvir o Queen em 1976, durante minha tentativa de curso de Engenharia, em Lins. Na época eu morava em Sorocaba, e às vezes viajava de uma cidade para outra com amigos roqueiros, e preenchíamos as quatro horas de estrada com fitas, eu com minhas já típicas misturas que iam de Frank Sinatra a Caetano Veloso e os outros com muito hard-rock, geralmente coisas inéditas no Brasil -- Rush, Deep

Purple, Lucifer's Friend

que dizia "Liar! Liar!", inclusive com vozes infantis onde seriam de se esperar gritos de roqueiro. (Descobri quem era em 1978, quando fui vizinho do Queen durante uns três anos, logo explicarei como consegui. Descobri também que esse disco do Queen era procuradíssimo no Brasil e vendido a cerca de 500 cruzeiros. Bem acima do preço normal, 350 cruzeiros, até sair aqui.)

e

um grupo que me chamou a atenção, com uma música

E um dia, na casa de uma amiga ( a mesma para quem sempre hei de cantar "Love Of My Life") um amigo nosso apareceu com um disco que achei curioso, as melodias eram cheias de partes, os solos nunca apareciam quando se esperava, o todo era indefinível como um estilo só, lembrava ora Led Zeppelin, ora Beatles, ora anos 30. Na época eu era fã do Yes, mas este grupo tinha momentos que lembravam Yes só que melhores que o próprio, "now I know, now I know, now I "

know

Achei bem interessante, e na época só não fui muito atrás do Queen,

porque estava afundado em Rolling Stones e Chico Buarque e começando a descobrir novos heróis como os Kinks e Tom Zé.

Nem precisei ir atrás do Queen, ele é quem veio atrás de mim, graças à famosa Cynthia Quoniam (née Tricta Mugnaini), que entre meus muitos irmãos e irmãs destaca-se por ser "imotô", irmã de verdade mesmo, e mais nova que eu. Meu período de "desengenharia", quando comecei a desistir do curso e voltar a São Paulo, coincidiu com o interesse dela por música pop, e seu grupo preferido era o Queen. Basta dizer que ela apareceu na grande imprensa paulistana antes de mim, na revista Pop, numa matéria chamada "Queenmaníacos Agitam Fã-Clube", com foto e tudo. O presidente do fã-clube era o não menos famoso William Nilsen. Passei dois anos e meio dos mais divertidos com essa turma ouvindo, discutindo & tocando Queen (geralmente eu ao violão e Cynthia ao piano), inclusive colaborando no fanzine deles, Killer Queen, e dando assessoria musical em geral à "nova geração" (na época eu já era velho), mostrando, por exemplo, de onde o Queen tirou o "Go, go, little Queenie!" no final de "Now I'm Here". De modo que, quando me pediram um livro sobre o Queen, eu já poderia fazer um trabalho razoável só puxando pela memória.

Ah, sim: quando resolvi me achar na vida e virar jornalista, minha primeira matéria remunerada foi justamente uma crítica de The Works, para a revista Música, cujos leitores estavam tão acostumados a vê-la metendo o pau no Queen que até mesmo eu, embora apontando os bons aspectos do disco, não escapei de milhares de cartas iradas, só porque comentei de passagem que, devido ao clip de "I Want To Break Free", o Queen bem poderia ser a banda predileta de Roberta Close. Pois é, fui eu. E, por favor, não escrevam me xingando de novo; se é para sustentar esse nosso correio, real ou virtual, escrevam para o fã-clube. Save me, save me, saaaaaaave me

A.M.Jr. janeiro de 1995/fevereiro de 1999

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AGRADECIMENTOS

Pude contar com muitos amigos, além de Cynthia (ou Cynthiá, residente na França desde 1981) e do William. Vocês me trouxeram fama, fortuna e tudo o mais, agradeço a vocês todos: Antônio Henrique & Liane Seligman, Katia Garcia, Valdir Angeli, Lia Lang, Cida Santos, Gai Sang, Marcos Martins, Fernando Naporano, Rosa Freitag, Enio Vuono, Pedro Paulo Gambale, Kika Lee, Amarilis Gibeli, Sergio "Burguesão", Mauricio Watts Lhamas, Lauro Mori, Dilza Mugnaini, Dinah Moreira Tricta, Luc Quoniam, Fabian Chacur, Paulo Cavalcanti, Toninho Spessotto, René Ferri, Tereza Cida, Serge Mor "França", Eddy Teddy, Kid Vinil,

Kim Kehl, Liane, Sergio Takara, Magaly do Prado, Juliana Resende, André "Pomba" Cagni (exato!), Edianez Parente, Walter de Silva, Marcelo Jacoto, Humberto Finatti, Celso Pucci, André Mauro, Matias José Ribeiro, Wagner Amorosino, Cristina Azuma, Sylvio Passos, Elisabeth Maggio, Tania Mauricio, Miriam Fukamati (Nihongô no sensei, watashi no Chika Kujiraoka), Vera Mendes, Ivete Monzillo, Ademir "Bonitão" Benedicto, Assis Ângelo, José Ramos Tinhorão, Leopoldo Rey, Sidnei Lopescu ("Fred Mercúrio"), Alcione Sanna, Língua de Trapo; lojas Ventania, Sweet Jane, Eric, Zeitgeist, Nuvem Nove, Golden Hits; FMs Gazeta, USP, Brasil 2000. No thanks à “fat lady in black” (“fala, Ayrtão!”). Friends will be friends will be friends

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ANÁLISE

O Queen já integra aquele mesmo clube superfechado do Black Sabbath, Kiss, Monkees, Sweet, ou seja, artistas que agradaram ao público quase de cara, mas que serviram como ótimos sacos de pancada para críticos em geral, que só atentavam para seus "defeitos" - mas um dia acabavam percebendo as "qualidades".

Foi dito, com toda razão, que o Queen é uma das melhores e mais ilustres provas de que a natureza tem horror ao vácuo inclusive no rock. Sempre que algum artista famoso e influente cessa as atividades, muda de estilo ou simplesmente desaparece, não demora muito para aparecerem pencas de imitadores. Por exemplo, beatlemaníacos de cabeça mais aberta não precisaram chorar o fim do grupo, graças à presença de grupos novos no mesmo estilo como Badfinger, Big Star, Raspberries; idem os Rolling Stones, cujo período de menos shows e discos ensejou o surgimento de New York Dolls, Aerosmith e outros; e até que algum grupo como o Suede tardou demais para contentar os órfãos dos Smiths. O Queen, do mesmo modo, foi o grupo certo na hora certa, com um estilo pop-heavy-glitter que veio a calhar para saudosos das melodias pegajosas estilo Beatles, que mal haviam acabado, bem como de David Bowie, o Who e Led Zeppelin, que no início dos anos 70 começavam a entrar em recesso, com poucos discos e/ou shows.

Muitos críticos de música mais azedos - que talvez fariam melhor se escrevessem sobre política ou boxe - malharam o Queen justamente por mostrar suas influências tão claramente e demorar para encontrar um estilo próprio. Mas, afinal, quem não começa imitando alguém? Os próprios Bowie, Who, Stones e Zep nunca esconderam seu débito a ídolos como os Yardbirds, os Kinks, Chuck Berry e bluesmen em geral. O próprio Pete Townshend se diverte com o assunto, como admitiu numa entrevista em 1990: "Quando deixamos vaga a indústria de grandes shows, ela se preencheu com o Queen e o Status Quo na Inglaterra. Quando nós tocamos lá sempre tem uma boa parte de platéia faltando, são as pessoas que pensaram 'Bom, se você não pode se dar ao trabalho [de fazer shows] então nós vamos ver o Queen!' De fato, ambos seus empresários disseram 'O ano em que o

Who acabou foi nosso melhor ano' - foi o ano em que o Queen se tornou um supergrupo quântico. Eu sempre gostei do Queen, porque a idéia era 'Não temos medo de sermos pretensiosos' - o mesmo tipo de coisa que o Who tinha nos anos

70."

Por falar em se divertir, muitos críticos cometiam o erro de levar o Queen muito a sério - erro que muita gente boa comete em relação ao próprio rock, de avaliá-lo como se fosse música além da mera diversão e troca de energia, como se fosse uma sinfonia de Beethoven. Roger Taylor resumiu bem a questão em 1976, para o Melody Maker: "Dizem que não temos senso de humor. Isso é ridículo. Como é que uma pessoa pode usar roupas como as de Freddie e não ter senso de humor?" Havendo ainda quem não tivesse pego o espírito da coisa, Roger explicou melhor em 1982, na Hit Parader: "As pessoas sempre nos levaram muito mais a sério que nós mesmos. Pôxa, você tem que ter coragem pra sair com essas calças apertadas!

Se tem gente que pode ser estúpida o bastante pra não perceber que ele está tirando

sarro de si mesmo

Você tem que ter senso de humor sutil pra fazer isso."

O senso de humor britânico, tido como o melhor do planeta, é de fato uma das grandes características do Queen - e, pensando bem, foi também o fator que vem dando à música inglesa em geral, um caráter todo particular desde a virada do século 19 para 20. Antes disso, a Inglaterra já se distinguia na cultura mundial como terra de ótimos escritores, quase sempre irônicos, bem à inglesa; mas, musicalmente, era pouco mais que um pastiche dos vizinhos alemães, franceses e italianos, misturado com a música folclórica de seus irmãos mais velhos, os celtas e irlandeses, que é a base das canções que agitam os bares, tavernas e cabarés ingleses desde o século 18, ou seja, "music-hall", gênero sobre o qual logo falaremos. Talvez os grandes pais da música inglesa moderna, de melodias pegajosas e letras bem-humoradas e/ou observadoras e comentaristas do mundo e das coisas (não fosse a Grã-Bretanha um povo de viajantes e desbravadores, o "navio que Deus na Mancha ancorou" de que falava Castro Alves), tenham sido o compositor William Gilbert (1836/1911) e o letrista Arthur Sullivan (1842/1900), uma dupla infernal, autora de várias operetas influentes, atuais e representadas com sucesso até hoje. Todo roqueiro que se aventure a compor alguma obra ironicamente operística cai em Gilbert & Sullivan (alguns exemplos de que me lembro sem pensar muito são "Helpless Dancer" do Who, "Trial" de The Wall do Pink Floyd e a divertidíssima "Emperor Of The Highway" do americano Todd Rundgren). A parte operística de "Bohemian Rhapsody" é puro Gilbert & Sullivan, até no arranjo instrumental.

Por falar em ópera, outro grande mérito do Queen é ter acabado com grande parte do preconceito que a maioria dos roqueiros (e fãs de música popular em geral) têm contra esse gênero também chamado de "teatro lírico". É pena que o Queen já não possa participar dos festejos do quarto centenário da ópera, que estreou, na sua forma moderna, em 1597, em Florença (com Dafne, libreto de Ottavio Rinuccini e

música de Jacopo Peri - tinha que ser na Itália, país musical por excelência). O Queen, particularmente Freddie (e especialmente no fim de sua carreira-solo), foi um grupo perfeito para fãs de música popular menos radicais ou mais conservadores, já que muitas de suas músicas continuaram a tradição do pop- operístico de Enrico Caruso (cuja gravação de "Vesti La Giubba", ária da ópera Paggliacci de Leoncavallo, foi nada menos que o primeiro disco a vender um milhão de cópias, lá em 1902 - e sem apoio de rádio, vídeo ou TV; e esta ária é citada no início de “It’s A Hard Life” do Queen), o sub-Caruso Mario Lanza e mesmo Elvis Presley, cujos pendores operísticos ("It's Now Or Never") podem ser vistos como precursores de Freddie. (Só que, convenhamos, Elvis em "It's Now Or Never" e "Surrender" soa bem menos intencionalmente paródico que Freddie - que, aliás, se sai bem em canções mais "sérias" como "How Can I Go On"). Sem falar nos muitos outros tenores e sopranos que emplacam nas paradas pop com árias de óperas ou mesmo canções populares, como Beniamino Gigli, Tito Schipa, Gino Becchi, Nelson Eddy, Jeanette McDonald, Bidu Sayão, Kathryn Grayson e, mais recentemente, Placido Domingo, Luciano Pavarotti e Kiri Te Kanawa - além, é claro, da soprano Montserrat Caballé (nasc. 1933), com quem Freddie gravou vários duetos operísticos de sucesso. (E, com o sucesso do Queen, não tardaram a aparecer para o grande público outros "roqueiros operísticos", cada um em seu estilo, como a ex-aluna de canto erudito Pat Benatar, a dupla Sparks, o ex-ator e superbombástico Meat Loaf e a hiperesculhambada Nina Hagen. Ao contrário do que podem fazer pensar Bob Dylan, Mick Jagger, Neil Young, Jimi Hendrix ou Raul Seixas, não é necessário cantar mal para fazer sucesso no rock).

Todo mundo sabe que Freddie não era fã somente de ópera (e de Jimi Hendrix), mas também de musicais de Hollywood e da Broadway. Só que uma grande influência sobre estes musicais foi justamente o "music-hall" britânico - os espetáculos musicais (incluindo operetas) de mais sucesso nos EUA eram importados de Londres até os anos 20, quando Cole Porter, Gershwin e outros talentosos nativos aprenderam a técnica e tomaram conta do mundo. Mas não tomaram o lugar de honra de compositores britânicos também muito influentes e

regravados até hoje como Victor Herbert (1859/1924), Noel Coward (1899/1973), Ray Noble (1903/1978) e Ivor Novello (1893/1951) - este último, também ator e empresário, teve tamanha importância e sucesso que acabou virando nome de prêmio, agraciado inclusive ao Queen, e três vezes, por "Killer Queen" em 1974, pelo conjunto da obra em 1987 e por "These Are The Days Of Our Lives" em

1992.

Outra característica que faz do Queen um grupo bem inglês, além do "sense of humour" (e de Freddie levar às últimas conseqüências o costume bem britânico de chamar todo mundo de "dear" ou "darling"), é o gosto pelo "music-hall", a já mencionada música de cabaré à moda inglesa. Uma das grandes marcas do music- hall é o otimismo, a vontade natural de se divertir e divertir os outros, por menos otimista que esteja a situação; basta dizer que o gênero sobreviveu a duas guerras

mundiais, e sobrevive até hoje, embora modernizado com a eletrônica e até a informática. (Uma prova entre mil da perenidade do music-hall e de toda a música popular mais comunicativa, "barata" e "pegajosa" é a canção "Ta-Ra-Ra-Boom- De-Ay", grande sucesso do music-hall em 1891, que de repente aparece cantarolado, numa cena de camarim, por uma das "meninas" daquele já famoso filme australiano de 1994, Priscilla, A Rainha Do Deserto, de Stephan Elliot, com outra letra, bem mais significativa e bem menos publicável - esse filme tem muito a ver com o music-hall, e é claro que "rainha" tem tudo a ver com o Queen; logo falarei mais a respeito). Ao lado do Queen, não faltam mestres ingleses de "rock- cabaré", como Paul McCartney, Ray Davies e Bryan Ferry (além do americano John Sebastian, ex-Lovin' Spoonful), pessoas que gostam do que fazem e que gostam de quem gosta do que eles fazem, fazendo inclusive questão de que as platéias participem; entretenimento no melhor sentido, escapismo dos problemas sem alienação e breguice sem apelos fáceis, música que ajuda a enfrentar os problemas da vida, inclusive cheia de "singalongs", ou seja, músicas feitas para todo mundo cantar junto. E quem nunca cantou junto com "Radio Ga Ga", "Love Of My Life", "Bohemian Rhapsody" (saltam à memória os idiotas do filme Wayne's World),"We Will Rock You" ou "Save Me"? O próprio Queen resumiu "

tudo: "Let me entertain you

Por falar em rock-cabaré, Fábio Golfetti, do Violeta de Outono, participou de um "cabra cega" da revista Dynamite, e um dos discos que ele teve que identificar foi "Bring Back That Leroy Brown" do Queen. Foi moleza: "Isso é Queen naqueles delírios meio cabaré. As explorações do vocal são variadas e megalomaníacas. Eu gosto só até o A Night At The Opera. Todo disco tinha uma faixa meio cabaré. Olha, tem até um banjo." Pois é, onde estão aqueles chatos que reclamavam do Queen só copiar Led Zeppelin e não ter estilo próprio, ou aqueles outros que definiam a versatilidade do Queen como "indefinição"? Quase todos os melhores artistas pop têm influências as mais variadas. Os Beatles, por exemplo, de tão ecléticos, chegaram a ser definidos como "não um grupo, e sim uma enciclopédia musical". O Led Zeppelin não teve pejos em gravar reggae, música árabe e brincadeiras estilo "La Bamba". Bowie também imitou declaradamente os Stones, os Kinks, o cantor e ator inglês Anthony Newley e muitos outros até firmar seu estilo. Enfim, nada há de errado com o ecletismo, e o cidadão Farouk Bulsara só poderia ser eclético, nascido de pais persas na África britânica e tendo como maiores ídolos Jimi Hendrix e Liza Minnelli. E o Queen teve que lutar ainda mais para encontrar estilo próprio, já que havia fortes concorrentes na fusão do heavy com o glitter (os gêneros dominantes lá por 1971-74), como o Slade e o Sweet. Sem falar na epidemia de inveja que deve ter grassado quando o Queen mostrou ser versátil como poucos ao se tornar um dos raros artistas brancos a chegar no topo da parada rhythm & blues da Billboard, com "Another One Bites The Dust". Por mais influências que o Queen tivesse, nunca lhes faltou bom senso; até imitações e plágios (só para provocar, compare "Now I'm Here" com "Arnold Layne" do Pink Floyd, confira o fato de "Another One Bites The Dust" ter sido

elogiada como uma brilhante imitação dos artistas negros Chic e Kurtis Blow e veja que a capa de Queen II é uma variação inteligente da tão copiada capa de With The Beatles) exigem criatividade, inspiração e inteligência. "The Prophet's Song" evoca o Yes, mas sem se afogar em oceanos topográficos de letras pretensiosas e enroladas e melodias intermináveis. (Parênteses: o Queen tem realmente muita influência do Yes - notadamente em "My Fairy King" e a citada "Prophet's Song", sendo então belamente apropriado que um dos membros do Yes, o guitarrista Steve Howe, participe de Innuendo, último disco do Queen). O Queen pode ser tão bombástico quanto o Emerson, Lake & Palmer, mas nunca lhe copiou os exageros de mau gosto das letras ou virtuosismos gratuitos. E pode querer passar imagem bissexual e "camp" como Bowie, mas nunca teve a pretensão de causar debates do tipo sou-artista-sério-ou-só-faço-pose; o Queen sempre deixou claro que seu negócio é diversão a sério. Lembro-me de ter dito num jornal de faculdade em 1977, ao comentar A Day At The Races, que talvez o Queen fosse o único e verdadeiro rock erudito, já que se esmerava nos arranjos operísticos e, até então, evitava sintetizadores; os outros grupos progressivos seriam, por este ponto de vista, apenas "classicosos". Enfim, semântica tem dessas coisas; o termo "progressivo" servia no início para designar artistas ambiciosos o bastante para fugirem do hit-parade, como Black Sabbath e outros.

Yes, heavy, pop, glitter, cabaré: A Night At The Opera, para muitos a obra-prima do Queen, é certamente um dos discos básicos do rock, cumprindo os requisitos básicos para tanto, de ser ao mesmo tempo um disco atemporal e um retrato sonoro fiel de sua época. Neste disco o Queen esbanjou a competência e cuidado de produção que até seus inimigos admiravam, inclusive levando seu ecletismo ainda mais longe com instrumentos pouco usados no rock, como a harpa e o cavaquinho. Sim, você leu certo, é cavaquinho mesmo, aquele instrumento que no Brasil é sinônimo de chorinho e pagode e que merece um parágrafo só para ele. Brian May toca um bom cavaquinho nos discos Sheer Heart Attack e A Night At The Opera, com crédito e tudo - só que você não vai ler cavaquinho, e sim um tal de ukelele, que está para o cavaquinho assim como as filas brasileiras estão para as bichas portuguesas. Aliás, ó pá, o cavaquinho é um instrumento de origem portuguesa, havendo uma variação chamada machete; o cavaquinho foi exportado para o Brasil, Estados Unidos e toda a Europa, mantendo o nome cavaquinho no Brasil e mudando para ukelele (ou ukulele) nos EUA (incluindo o Havaí) e Europa, sempre muito popular como instrumento de acompanhamento (vindo a solar na mão de grandes instrumentistas como Waldyr Azevedo). Um dos maiores astros europeus do cavaquinho foi ele mesmo, o inglês George Formby (1904/1961), famoso como "The Man With The Ukelele", cantor, compositor e humorista dos mais queridos, grande astro do music-hall e de filmes musicais, dono de estilo todo pessoal e uma das maiores influências do rock inglês - uma prova de sua popularidade está no encarte (inédito no LP brasileiro) de Sheer Heart Attack, onde se lê que Brian May toca "genuine George Formby ukelele-banjo". Cabe aqui mais uma explicaçãozinha: "ukelele-banjo" (ou "banjulele") é o que se chama no Brasil de

"banjo-cavaco", ou seja, banjo com mesmo número de cordas (quatro) e afinação de cavaquinho ("olha, tem até um banjo"). E em A Night At The Opera Brian May toca cavaquinho mesmo - ou, como ele diz, "genuine Aloha ukelele (made in Japan)". (Outro belo exemplo fácil de conferir cavaquinho no rock é "Blue, Red And Gray" do Who. E nos anos 60 o americano Tiny Tim fez um certo sucesso acompanhando-se ao cavaquinho e cantando de tudo em falsete, de Beatles a Jerry Lee Lewis, passando por canções autênticas dos anos 30.)

Com tanto bom humor e versatilidade, o Queen só poderia mesmo se sobressair. Bem disse Pete Townshend, um dos grandes filósofos do rock, na já citada entrevista de 1990, ao falar da segunda metade dos anos 70: "Eu me lembro de ter ficado muito deprimido, bem do jeito que estou agora, com a indústria musical - estamos precisando de outra explosão punk, não está tão mal quanto estava na época, porque tem alguma coisa boa acontecendo, rap, hip-hop e tudo. Mas tudo o que tinha, realmente, era o Queen! Não era o fim do mundo, porque o Queen era divertido. Mas só tinha isso - Queen e a Electric Light Orchestra querendo ser o Queen, e montes de outros querendo ser The Electric Light Orchestra Meets ("encontra") Queen - como o Asia." Sem falar em brincadeiras que lembram o Queen como os vocais de "Excuse Me" de Peter Gabriel (em seu primeiro LP pós- Genesis) e o arranjo bombástico do Joelho de Porco para a canção napolitana "Funiculi, Funiculà" (creditada inclusive ao Joelho no papel de "Conjunto Queen"). Para um grupo "sem estilo", até que o Queen tem sido bastante imitado. (E por falar em Asia, o Queen pode ser visto como precursor do arena-rock - do mesmo modo que Santos Dumont inventou o seqüestrador de aviões.)

Mas elogios ao Queen são muito mais comuns hoje que há anos atrás, quando Frank Zappa deve ter surpreendido muitos radicais ao dizer que considerava Brian May um guitarrista "realmente excelente". Uma das maiores diversões dos fãs do Queen hoje em dia é reler críticas do Queen dos anos 70: "Ouvir este disco é como ficar olhando para a escuridão" (sobre "Killer Queen" no Melody Maker); "um balde de urina" (o LP Queen segundo o New Musical Express); "Quem te viu e quem te vê, de simples cópia do Led Zeppelin a grupo de canções para bailinhos" (nossa revista Música sobre News Of The World). Elogios ao Queen eram tão raros que o grupo até ironizou colocando um deles num de seus discos: "Sheer bloody poetry" (algo como "pura poesia da moléstia") foi como o jornal inglês Times resumiu "Tie Your Mother Down".

Se bem que ninguém está acima de críticas. Uma das grandes virtudes do Queen era o excesso controlado; mas às vezes tanto excesso tornava-se "excessivo" demais, em lapsos ocasionais como o (in) famoso poster das ciclistas do disco Jazz e a tendência ocasional de repetir fórmulas, mesmo que esgotadas. A capa e o título de A Night At The Opera foram grandes achados; este título, como você deve saber, saiu de um filme de 1935 dos Irmãos Marx (passou aqui como Uma Noite Na Ópera). Pois bem, o Queen inventou de repetir tudo no LP seguinte, e

desta vez o filme dos Marx era Um Dia Nas Corridas (1937) - filme este, por sua vez, que veio logo após Uma Noite Na Ópera e que também foi criticado como uma imitação inferior, embora recomendável, do anterior. (E pirateiros tão bem- humorados quanto o Queen não tardaram em lançar um disco ao vivo do grupo chamado Duck Soup - mais um filme dos Irmãos Marx, de 1933, cujo título brasileiro é O Diabo A Quatro. Ah, sim: sabe quem adorou o Queen por ter dado a seus LPs títulos de filmes dos Irmãos Marx? Ele mesmo, um deles, Groucho Marx (1890/1977), que mandou um telegrama agradecendo ao grupo.) E poucos discordam de "Man On The Prowl" ser um xerox algo desbotado de "Crazy Little Thing Called Love"; idem "The Millionaire Waltz", para mim uma "Bohemian Rhapsody" tocada ao contrário. "Já não somos criticados tão pesadamente quanto antes", comentou Roger Taylor em 1982, "mas sucesso ainda é palavrão na Inglaterra. Não estou dizendo que somos maravilhosos, ou perfeitos. Fizemos algumas coisas que penso terem sido realmente horrendas. Não, eu não vou te dar um exemplo!"

Nem precisaria; um exemplo unânime que salta imediatamente à memória é Live Killers, o primeiro disco ao vivo do Queen, renegado inclusive por Roger. Realmente, ninguém é perfeito: o Queen escapou de um prematuro primeiro LP, mas não de um duplo ao vivo burocrático, com desempenho da banda apenas mediano e, o pior de tudo, com partes que nem são ao vivo - o famoso trecho operístico de "Bohemian Rhapsody", onde o grupo abandona o palco e toca o disco, inclusive admitindo isso no encarte de Live Killers. "Isso é que é integridade", ironizou um crítico americano. Não é à toa que Roger renega este disco; afinal, é o mesmo Roger Taylor que, na entrevista do Queen ao Melody Maker em 1976, disse "Não concordo em usar fitas gravadas em shows ao vivo, como o 10CC. Quem vai a um show quer ouvir música ao vivo, e não fitas gravadas." (Vai ver o Queen não tocava fitas de "Bohemian Rhapsody", e sim o disco de vinil mesmo.) E qual seria a opinião de Roger se tivesse ouvido o Comitatus, grupo paulistano de rock-cover que conseguia (eu vi pessoalmente) reduzir esta música para três vozes, passando bem a idéia de ópera? Não deixa de ser uma espécie de mágica

Enfim, muitas vezes o Queen tinha o mesmo problema do Led Zeppelin, e não ser tão bom ao vivo quanto em estúdio - embora o Queen ao vivo fosse mil vezes melhor que o Led. (E o Queen tinha a virtude de aprender com os próprios erros, redimindo-se de Live Killers com Live Magic, como resumiu o jornal inglês Sounds: "Este disco deveria ser para todos aqueles que pensavam que não gostavam do Queen, como eu mesmo. Mais um disco ao vivo, por favor". E, para este que vos escreve, Live At Wembley '86 é melhor ainda.) "Se você já viu o Queen ao vivo", disse o crítico americano Bill King, "talvez o descreva em termos como grandioso, teatral, exibido, e, sim, talvez até bombástico ou pretensioso. Mas uma coisa é certa: ninguém sai entediado de um show do Queen." Que o diga um sociólogo francês que se correspondeu com minha irmã lá por 1979. Ele nunca

havia visto um show de rock na vida, e resolveu assistir a um para estudar a reação da platéia; calhou de ser um show do Queen, e ele virou fã a ponto de procurar fãs do grupo em todo o mundo. Detalhe: de tão empolgado com o Queen, esse sociólogo mandou à minha irmã de presente, junto com a primeira carta, nada menos que um exemplar de News Of The World francês em vinil verde. Tiens!

Um crítico inglês, no famigerado início dos anos 70, não perdoou, chamando o Queen de "the band with the worst name". Para quem não sabe, "queen" é gíria inglesa para homossexual masculino que alardeia tal condição, mais ou menos equivalente a "bicha". O nome parece refletir não só a androginia de Freddie Mercury, mas também o senso de humor do Queen ao manipular os estereótipos da "bichice" - basta lembrar Freddie abraçando um ursinho de pelúcia no primeiro LP, os quatro resplandescentes em plumas do segundo, o clip de "I Want To Break Free" (concebido como Roger Taylor como uma paródia da telenovela inglesa Coronation Street) e letras como "Death On Two Legs", além das próprias harmonias vocais do grupo. Não é à toa que um sinônimo para "bicha" é "gay", alegre - embora algum idiota mal-humorado tivesse apedrejado Freddie durante sua apresentação no Rock In Rio, quando ele se travestia para cantar "I Want To Break Free", o que não repercutiu muito bem lá fora, com o jornal Rolling Stone, por exemplo, falando sobre Freddie e o Queen terem sido mal compreendidos pela "ética machista" ("macho ethic") do brasileiro. Freddie era bissexual como muitos roqueiros ilustres - Little Richard, Mick Jagger, Elton John, David Bowie, Pete Townshend -, e foi um dos poucos a admitir isso desde o começo, embora sua ênfase no assunto se limitasse à postura como artista, as roupas, movimentos no palco, letras de música e quetais. (Pessoalmente, faço distinção entre homossexualismo e "viadagem", esta praticada inclusive por heteros, em atitudes impulsivas, imaturas e egoístas como gostar de chegar atrasado a ensaios e gravações, arremessar cadeiras em jornalistas indefesos, viciar-se em aspirina e quetais). Freddie, pessoa que sempre se reservou o direito a uma vida particular, nunca se estendeu muito sobre o assunto. Numa das primeiras grandes entrevistas do Queen, para o New Musical Express, em 1973, Freddie mencionou ter sido

aluno de colégio interno ("boarding school") durante nove anos, e foi a deixa para o jornal mencionar as histórias que se conta sobre colégios internos, especialmente homossexualismo. Freddie respondeu: "É estupidez dizer que esse tipo de coisa não acontece em colégios internos. Tudo que se diz a respeito é mais ou menos verdade. Eu tive um velho professor que me perseguia. Isso não me chocava

porque, de algum modo, em colégios internos

você apenas vai ficando atento para isso aos poucos. É atravessar a vida." Quer dizer então, perguntou a repórter Julie Webb, que ele era o garoto bonitinho com

quem todo mundo queria se deitar? "O gozado é que sim. Qualquer um passa por isso. Eu era considerado a maior bicha ("the arch poof")". E sobre ser homo? Freddie respondeu, após xingar graciosamente a repórter: "Vamos colocar a coisa nestes termos: houve épocas em que eu fui jovem e inocente. Todos os garotos

você não é confrontado com isso,

colegiais passam por isso. Eu tive minha cota de brincadeiras colegiais. Não darei mais detalhes a respeito."

Se até mesmo seus companheiros do Queen tinham pouco acesso à vida pessoal de Freddie ("Eu quero minha privacidade, e sinto que dei muito por ela. É como Greta Garbo, não é? Mesmo signo, Virgem"), ele nunca se furtou a dar painéis genéricos. Em 1988, embora ainda negasse ter Aids, Freddie declarou estar mudando de vida. "Eu vivia para o sexo. Espantosamente, agora fui pra o lado totalmente oposto, a Aids mudou minha vida. Parei de sair, virei quase uma freira. Adotei uma abordagem mais inteligente para a vida. De mais a mais, já tive uma porção de amantes. Fui extremamente promíscuo, mas parei com isso tudo. E tem mais: não sinto falta desse modo de vida." Infelizmente, Freddie não parou a tempo de evitar tornar-se o primeiro grande roqueiro a sucumbir à Aids, embora lutasse pela vida até o fim - inclusive gravando com o Queen várias músicas como "Keep Passing The Open Windows" e "Don't Try Suicide" sobre o mesmo tema, esse mesmo, canções anti-suicídio - e procurasse manter a imagem de que estava bem, porém tendo, no último instante, a dignidade de admitir a doença ele mesmo, rompendo boatos, rumores e fofocas.

Mas Freddie fez questão de nos deixar a imagem de pessoa alegre e saudável, inclusive nos últimos videoclips, como "I'm Going Slightly Mad", onde disfarçou seu físico debilitado com maquilagem e perucas. O que nos lembra ter sido o Queen um grupo que sempre se preocupou com sua imagem, a ponto de ter sido o primeiro a investir em clips superproduzidos ("Bohemian Rhapsody", ou, como o próprio Queen acabou abreviando, "Bo Rhap"); afinal, o grupo tinha em Freddie um artista gráfico dos bons, que cuidava dos logotipos, capas de discos e do visual em geral do grupo. Inclusive, ele demorou para assumir seu famoso sorrisão em fotos posadas ("Não gosto de meus dentes pra frente. Darei um jeito neles, mas ainda não tive tempo. Fora isso - eu sou perfeito."), embora acabasse zombando de si mesmo ao permitir na capa de A Kind Of Magic uma caricatura sua com os dentes de acordo - e outra característica visual marcante do Queen motivou uma das poucas críticas malhativas do grupo nos anos 80, justamente a respeito de A Kind Of Magic, no Melody Maker: "A única emoção forte que o Queen evoca em mim agora é o desejo ardente de que Brian May corte o cabelo." (Brincadeira esta, por sinal, que o próprio Queen já havia antecipado, em "Tenement Funster": "Dê- me uma boa guitarra/e você poderá dizer que meu cabelo é uma desgraça". Por sinal, este crítico deve ter adorado o topete de Brian no papel do roqueiro T. E. Conway em seus shows de 1998.) Com tanta devoção à imagem, não é de se admirar que o Queen acabasse flertando para o cinema, dando nomes de filmes a dois de seus LPs e compondo trilhas para outros tantos - um deles, Flash Gordon, é justamente o primeiro filme de um produtor grande e famoso (Dino de Laurentiis) a ter trilha sonora composta por um grupo de rock. (E na primeira parada de vídeos mais requisitados na Inglaterra - "video jukebox charts", em bom português -, o primeiro lugar coube ao Queen, com "I Want To Break Free".)

Outra distinção do Queen é ter sido um dos primeiros grupos a perceberem a importância de outros públicos e mercados além dos EUA, Inglaterra e Europa, não esperando a decadência artística ou comercial para explorá-los (e "explorá-los" no mau sentido). Afinal, Sinatra, Nat King Cole, Elvis e tantos outros já haviam provado que a melhor música pop não tem pátria ou idade, admitindo influências de vários ritmos e países. Foi em seu pleno auge que o Queen visitou Brasil e Argentina, Japão e a Europa oriental, chegando ao requinte de refletir isso em sua música, seja na parte bossa nova de "Doing All Right" ("simply waiting for the

sign

no ritmo jamaicano de "Who Needs You", na estrofe e título em japonês de "Teo Torriatte" ("vamos dar as mãos e erguer os braços", ou, no subtítulo em inglês, "Let Us Cling Together"; uma grafia romanizada mais correta seria "Te O Toriatte", so desu ka?), nos trechos e título em espanhol de "Las Palabras De Amor" (meio brega para nós, mas chiquérrimo para eles, é uma questão de referencial - esta música foi primeiro lugar na Argentina em plena Guerra das Malvinas) ou na ainda mais argentina "Death On Two Legs", um dos melhores tango-rocks que já ouvi. Aliás, o Japão foi justamente o primeiro país, além dos EUA e Inglaterra, a manifestar grande interesse pelo Queen (interesse este recíproco; Brian chegou a usar koto, instrumento de cordas nipônico, em A Night At The Opera, além de basear seu mini-LP Star Fleet em um seriado japonês de ficção científica) - e também o primeiro país onde se fabricou uma guitarra igual à de Brian May, com autorização do próprio.

na inclusão de uma música folclórica húngara ao cantarem em Budapeste,

"),

Muitos fãs de todo o mundo bem que gostariam de ter uma guitarra dessas. Refiro- me especificamente aos grupos-tributo, ou, em bom português, aos "covers", que não são privilégio do Brasil, só que lá fora eles costumam escolher nomes mais criativos que os alguma-coisa-cover do Brasil. (Por sinal, no Brasil, além de vários Queen Cover, temos um Killer Queen.) Um grupo cover do Queen interessante é o inglês The Royal Family, que não dá a mínima para o visual, sendo inclusive um quinteto, preferindo se concentrar na parte musical. "Em Hull (cidade do Royal Family), não muitas casas aceitam bandas com material próprio, então começamos a tocar covers para colocarmos o pé na porta", diz seu vocalista, Lee Wardman. "Achamos que seria novidade fazer cover de uma única banda, e nós todos amávamos o Queen. De tanto ouvir os discos, agora acho difícil não cantar como Freddie. Sua morte nos empurrou degraus acima, mas não vamos faturar em cima - mais um motivo para continuarmos, já que o Queen nunca mais fará shows, e, embora não pretendessemos continuar com isso, estamos conseguindo um público enorme. Um médium que veio nos ver disse 'Freddie tem falado comigo e disse que não quer que vocês continuem'. Mas, pelo que sabemos dele, ele não diria isso.

Acho que ele diria algo como 'Carry on

fato, como diz a velha frase de artistas de circo cooptada pelo Queen, "the show

must go on".

my dear!' ("Continue

querido!")". De

E para o Queen a vida continuaria de uma forma ou de outra. Outra lição que se pode aprender com o Queen é de que tudo tem sua hora. O grupo, como já lembramos, evitou um primeiro LP às pressas e os mandos e desmandos de empresários & gravadoras. É que os quatro já sabiam o que queriam e eram bem grandinhos quando oficializaram o Queen - já estavam até prevenidos contra as armadilhas da indústria musical. "No momento em que fizemos a demo", lembrou Freddie em 1974, "já estávamos sabendo dos tubarões. Tivemos ofertas espantosas de pessoas dizendo 'Vamos fazer de vocês o próximo T. Rex', mas tivemos muito, muito cuidado para não ir pulando dentro." Inclusive, os quatro poderiam viver muito bem sem o grupo, nada tendo a ver com a maioria dos roqueiros ingleses, geralmente de classe média, desajustados, fugidos da escola, enfiados em escolas de arte por serem julgados sem talento para coisa melhor. Como sabemos, Freddie estudou desenho e artes gráficas, Brian é bacharel em Física (e ainda puxou o pai engenheiro eletrônico), Roger é formado em Biologia (agora você sabe o porquê da menção ao DNA em "Sheer Heart Attack") e John Deacon é diplomado em Eletrônica (chegando a construir um amplificador pequeno para Brian que, pelo que este deu a entender para a revista Guitarist (numa entrevista citada mais abaixo), é preferível ao já venerando Gallien Krueger, "posso realmente colocá-lo em 'overdrive', fazê-lo soar como cordas ou uma flauta"). E a famosa guitarra criada e construída por Brian May também merece um parágrafo só para ela.

Não é só por exotismo que Brian tem usado exclusivamente sua guitarra; ela é realmente um primor de construção, inclusive sua alavanca não desafina as cordas, graças a um sistema de roletes inventado por Brian (com uma ajuda de seu pai), e seu braço nunca há de empenar, feito de madeira centenária de uma lareira velha (e seu costume de usar a palheta mais dura que existe, uma moeda, ajuda a definir o chamado "som de Brian May"). Tony Hicks, ele mesmo grande guitarrista do rock inglês, membro dos Hollies, também repórter da revista Guitarist nas horas vagas, divertiu-se ao entrevistar Brian May em 1990 e descobrir (além de que o primeiro show e rock que Brian viu foi dos Hollies, em Brighton - algo a ver com "Brighton Rock"?) que na alavanca da guitarra de Brian May o braço é do bagageiro de uma velha bicicleta e as molas são de uma velha moto. O comentário de Tony foi ótimo: "Nunca deixe sua bicicleta perto da casa de Brian May, você nunca sabe o "

que poderá restar dela no dia seguinte

Pois bem, o Queen foi o tipo de grupo que via mais utilidade em bicicletas velhas que em sintetizadores, preferindo usar a tecnologia a seu serviço e evitando o vice- versa tão comum por aí. Famoso por evitar sintetizadores justamente no período em que eles mais estiveram em voga, só capitularam no disco The Game, e ainda assim bem de leve e dos tipos mais simples, como o Oberheim nesse disco e um Vocoder em The Works; inclusive, experts em técnicas de estúdio recomendam "Radio Ga Ga" como exemplo de uso tradicional do Vocoder (e um exemplo mais experimental seria a percussão de "All Night Long" de Lionel Ritchie).

Com ou sem sintetizadores, mesmo com algumas brigas (Freddie em 1982:

"Temos discussões amargas, como em muitas famílias. Deus, às vezes nós discutimos pelo detalhe mais insignificante. Mas sabemos que nossos objetivos são bem similares, continuarmos fazendo boa música e nos esforçando para além do que já foi feito pela banda"), realmente "o show tem que continuar", se não ao vivo, pelo menos em discos e vídeos. Em seus 20 anos de carreira (e o Queen foi um dos poucos quartetos de rock a manterem a mesma formação por mais de dez anos, como o Led Zeppelin, o Who e o Slade), o Queen deixou boas músicas, bem executadas e produzidas, que, inclusive, influenciaram muitos outros artistas e motivaram outros intérpretes (sem falar nos inúmeros samplers da bateria de Roger). O que mais se poderia querer? O Queen pode ter virado História, mas seu número de fãs e imitadores continua crescendo, e seu estilo realmente fez História. A Rainha pode não mais reinar, mas ainda governa.

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CRONOLOGIA

1946

5 de setembro - Farouk Bulsara nasce em Zanzibar, capital da ilha e sultanato de mesmo nome da África oriental, na época protetorado britânico (cidade que em 1964 se unirá a Tanganica, território vizinho e antiga possessão alemã, ora sob mandato britânico, formando a Tanzânia), filho de Bomi e Jer Bulsara, nativos da Pérsia (hoje Irã). Tem uma irmã, Kashemira.

1947

19 de julho - Brian Harold May nasce em Twickenham, Londres.

1949

26 de julho - Roger Meddows-Taylor nasce em King's Lynn, Norfolk.

1951

19 de agosto - John Richard Deacon nasce em Leicester, Leicestershire.

1956

Bomi Bulsara muda-se para Bombaim, levando o pequeno Farouk, enquanto Jer muda-se para Feltham, Middlesex, na Inglaterra, numa casa a alguns metros da de Brian May - embora Brian só vá conhecer Freddie daqui a muitos anos.

1959

Farouk Bulsara muda-se para a casa da mãe, em Feltham.

1963

Brian constrói uma guitarra elétrica, com a ajuda do pai. Deixa a escola, apesar de tirar notas altas, para estudar astronomia no Imperial College de Londres. E chega a integrar uma banda chamada The Others, que em 1964 gravará um compacto, "Oh Yeah" - só que, sinto muito, sem a participação de Brian.

Por esta época, John monta seu primeiro grupo, The Opposition, tocando guitarra- base.

1966

Brian May é convidado para trabalhar no Jodrell Bank, mas prefere seguir a carreira de músico.

Roger estuda Odontologia no London Medical College.

1967

31 de julho - Brian participa de algumas gravações com o grupo The Left-Handed Marriage, que serão lançadas num CD independente nos anos 90.

Ainda este ano, Brian forma o grupo Smile com Roger Taylor e um colega do Imperial College, o contrabaixista Tim Staffell.

1969

Sai "Earth"; "Step On Me", único disco do Smile, produzido por John Anthony. Este disco do Smile sai somente nos EUA, no selo Mercury (ironias do destino).

E as composições de Brian deste ano incluem "White Queen", que o mundo conhecerá no segundo LP do Queen.

Enquanto isso, Farouk Bulsara (que já adotou há muito tempo o nome Frederick "Freddie" Mercury - Frederick seria equivalente indo-europeu de Farouk, e Mercury é o planeta que rege seu signo astrológico, Virgem, embora Freddie, como todo bom virginiano, não acredite em astrologia) integra, por algum tempo, o grupo Wreckage, que às vezes também atende por Sour Milk Sea (talvez inspirado na canção homônima de George Harrison lançada por Jackie Lomax), e não chega

a gravar. E seus ídolos incluem Jimi Hendrix, Liza Minnelli, Carmen Miranda e artistas de musicais da Broadway em geral.

1970

Meio do ano - Tim Staffell deixa o Smile, para entrar no Humpy Bong, grupo do guitarrista Colin Petersen, que acaba de sair dos Bee Gees. Em compensação, Tim apresenta a May e Taylor um amigo, Freddie Mercury.

Freddie sugere um novo nome para o grupo, Queen ("É apenas um nome", dirá mais tarde, "mas é muito real ("regal"), obviamente, e soa esplêndido." Brian acrescentará em 1979: "Na Inglaterra, na época, significava algo bem solto, como uma pessoa bem 'flamboyant'. Não tinha conotações bissexuais. Parece que isso veio um pouco mais tarde.")

27 de julho - Primeiro show do grupo, no City Hall de Truro, com o nome Queen - ou, mais exatamente, Roger Taylor and Queen, já que Roger é o membro do grupo mais famoso na região deste show, a cidade de Truro, no condado da Cornualha (vá lá que seja, Cornwall); inclusive as filipetas dizem "The legendary drummer from Cornwall - ROGER TAYLOR - and Queen". O grupo ainda não tem contrabaixista fixo, e neste show a honra cabe a Mike Groze; a primeira música do show é "Stone Cold Crazy".

1971

Brian e Freddie montam uma loja de roupas no Kensington Market em Londres, que durará 18 meses, para garantir o fundo de caixa do Queen.

Enquanto isso, vão procurando um contrabaixista definitivo, inclusive colocando anúncios na imprensa.

Fevereiro - O escolhido acaba sendo John Deacon, que até já tinha visto alguns shows do Queen.

18 de julho - Primeiro show com a formação definitiva, no auditório do Imperial College. É o famoso show de graça, com direito a pipoca e laranjada, para o qual o grupo convida 120 pessoas e comparecem 80.

E os quatro bons meninos nem pensam em interromper os estudos enquanto seguem em frente com o Queen.

1972

O Queen consegue uma boa permuta com um estúdio de gravação recentemente

inaugurado, o De Lane Lea, em Wembley, no Norte de Londres. Graças à sua habilidade musical e conhecimentos de eletrônica, o grupo é contratado para demonstração e teste de aparelhagens; como pagamento, podem gravar o que

quiserem e ainda ficar com as fitas.

Enquanto isso, forma-se uma produtora/estúdio nova e promissora, Trident Audio Productions, cujos técnicos de som e produtores incluem - mas o mundo é mesmo pequeno - John Anthony e Roy Thomas Baker, que já fizeram fama produzindo, respectivamente, discos do Van der Graaf Generator e Nazareth. John convida Roy Baker a conhecer o De Lane Lea. E eles chegam ao estúdio justamente quando o Queen está gravando "Keep Yourself Alive". "Eu achei fabuloso, maravilhoso", recordará Roy Baker anos mais tarde, "e esqueci totalmente de ver o estúdio!"

Novembro - Roy Baker acaba convencendo executivos da Trident a ver um show do Queen, e consegue para eles um contrato de produção, edição de composições e empresariado, e pensa em produzir o primeiro LP do grupo. A princípio, a Trident teme que este novo grupo tome muito tempo do estúdio, mas Baker dá o argumento definitivo: o Queen bem pode gravar durante os horários mortos do estúdio, durante a madrugada - de 22h a 1h e depois a partir das quatro da manhã. "Foi horrível, mas foi assim que gravamos o disco todo", relembra Baker, dando aquelas risadas que só são possíveis "a posteriori". Ah, sim: a primeira música gravada é "Keep Yourself Alive".

Enquanto isso, a Trident contrata o americano Jack Nelson, profissional de artistas

& repertório, para mostrar o Queen às gravadoras. Após tentarem praticamente

todas, a EMI acaba se interessando e contrata o grupo (e Nelson consegue um contrato paralelo nos EUA com a Elektra, mais tarde o "E" da WEA). Jack Nelson

ainda será inspirador de uma música do Queen - "Death On Two Legs". Mas, por enquanto, tudo é só alegria.

1973

9 de abril - A EMI lança oficialmente o Queen com um show no Marquee, em Londres.

Junho - Sai o primeiro disco resultante do contrato de gravação do Queen com a EMI - só que, oficialmente, não é um disco do Queen. Trata-se de um compacto- solo de Freddie, sob o nome Larry Lurex, cantando (acompanhado pelos outros membros do Queen, exceto John) dois clássicos dos anos 60, "I Can Hear Music" de Phil Spector e "Goin' Back" de Carole King.

6 de julho - Sai o primeiro disco do Queen, o compacto "Keep Yourself Alive"; "Son And Daughter".

13

de julho - Sai o primeiro LP, Queen, melhor divulgado e recebido nos EUA que

na Inglaterra.

12 de novembro - "Down in the city just Hoople'n'me

"

Primeira grande turnê

pela Inglaterra, abrindo para o grupo Mott The Hoople, começando por Leeds. (E Freddie pode ser visto na contracapa de Live At Hammersmith, LP ao vivo do Mott.)

1974

O Queen é eleito Segundo Melhor Grupo Novo pelos leitores do New Musical Express.

1º de março - Primeira turnê como atração principal, começando no Winter Garden de Blackpool, e a terminar no Rainbow de Londres.

14 de março - O compacto "Seven Seas Of Rhye" torna-se o primeiro disco do

Queen a chegar às paradas, com uma boa e involuntária ajuda de David Bowie. Explico: seu novo clip, previsto para aparecer no programa de TV Top Of The Pops neste dia, é suspenso na última hora, e o próprio Queen dublando "Seven Seas Of Rhye" acaba tapando o buraco.

6 de abril - A EMI, enciumada com a dedicação da americana Elektra ao divulgar o Queen, resolve exercer todo seu poder de divulgação e o LP Queen II chega ao 5º lugar nas paradas.

12 de abril - Primeira turnê norte-americana, ainda abrindo os shows do Mott The

Hoople, a começar por Denver, no Colorado.

Maio - Infelizmente, Brian contrai hepatite, seguida de uma úlcera no duodeno, e a turnê americana pára no meio.

Mas Brian não demora a se recuperar (embora os outros membros do Queen o deixem recuperar-se tão completamente em paz que ele se julga desprezado e quase entra para a banda dos Sparks), e logo está pronto o novo LP do Queen, Sheer Heart Attack, que

Novembro -

alcança o segundo posto.

chega

ao 2º lugar na Inglaterra. O compacto "Killer Queen" também

1975

Janeiro - O Queen e a Trident começam a brigar por causa de, o que mais poderia ser?, dinheiro. O grupo dirá mais tarde que, mesmo vendendo cada vez mais discos e lotando muitos shows, seus ganhos não passam de 50 libras por semana, o que a Trident contestará. A gota d'água vem quando John Deacon pede, e lhe negam, um adiantamento de 4 mil libras para acomodar Veronica, sua esposa, que está

grávida. "Descobri coisas que nunca tinha percebido", recordará Freddie em 1977.

"Confiança tornou-se uma palavra muito engraçada ( sempre na defensiva."

)

Era preciso manter-se

5 de fevereiro - Segunda turnê americana, começando por Columbus, no Ohio.

O jornal inglês Melody Maker elege o Queen como Melhor Banda de 1974.

Abril - Primeiro show do Queen no Japão Brasil, Sheer Heart Attack e "Killer Queen"

e primeiros lançamentos do Queen no

Maio - Prêmio Ivor Novello por "Killer Queen".

19 de setembro - Novo empresário: John Reid, o mesmo de Elton John.

Setembro/outubro - O Queen grava, em três semanas, "Bohemian Rhapsody", pastiche de balada, ópera, glitter e heavy (só a parte instrumental leva dois dias, os vocais - que no trecho operístico chegam a totalizar 180 - exigem uma semana, entre ensaios e gravações, e a mixagem leva outros dois dias), num total de seis minutos, e tenta, sem sucesso, convencer a EMI a lançá-la em compacto; a EMI acha a faixa longa demais para tocar na importantíssima emissora BBC, que conta muito para as paradas de sucesso. Então o grupo faz uma armação com um dos DJs ingleses mais ousados e influentes, Kenny Everett, da Capital Radio, dando-lhe uma fita de "Bo Rhap" com a instrução (para inglês ver) de que não a tocasse ainda em seu programa. Num fim de semana, Everett anuncia que já recebeu a nova música do Queen, mas ainda não tem ordens de tocá-la no ar - acrescentando "Ôpa, "

meu dedo escorregou

das contas, o dedo do "desastrado" Everett escorrega 14 vezes durante sábado e domingo, e na segunda-feira as lojas estão cheias de gente atrás do disco. A EMI acaba lançando a música em compacto - mas não sem dar uma bronca no grupo,

que simplesmente passou por cima de seu departamento de publicidade e divulgação.

e, claro, acaba, "sem querer", tocando a gravação. No fim

18 de novembro - Primeiro Disco de Ouro norte-americano, por Sheer Heart

Attack.

29 de novembro - "Bohemian Rhapsody" torna-se não só o primeiro disco do

Queen a atingir o topo das paradas inglesas, mas também o compacto a permanecer mais tempo nessa posição (nove semanas) desde "Diana" de Paul Anka em 1957.

27

de dezembro - A Night At The Opera, o LP inglês de produção mais cara desde

Sgt. Pepper's, também chega ao primeiro lugar.

1976

Janeiro - Fredie, Brian e Roger participam de All-American Alien Boy, disco-solo de Ian Hunter, ex-Mott The Hoople.

Abril - "Bo Rhap" chega ao 8º lugar nos EUA.

18 de setembro - O Queen dá um show grátis no Hyde Park de Londres, atraindo

cerca de 150 mil pessoas, seu maior público até então.

1º de dezembro - É a vez do Queen dar uma grande chance involuntária a um novo talento: programado para aparecer em Today, talk-show de Bill Grundy na emissora ITV, desiste na última hora e quem toma seu lugar são os Sex Pistols, que enchem o programa de palavrões e acabam encerrando a carreira do programa. Ainda este ano, Freddie produz o compacto "Man From Manhattan" de Eddie Howell.

1977

Janeiro - O Queen excursiona pelos EUA e Canadá.

8 de janeiro - A Day At The Races chega ao primeiro posto na Inglaterra.

Julho - Roger Taylor lança seu primeiro disco-solo, o compacto "I Wanna Testify"; "Turn On The TV".

18 de outubro - "Bo Rhap", empatado com "A Whiter Shade Of Pale" do Procol

Harum, é eleito Melhor Compacto dos Últimos 25 Anos pela British Record

Industry.

28 de dezembro - News Of The World rende ao Queen o primeiro Disco de Platina

nos EUA.

1978

Julho - O Queen constrói um estúdio em Montreux, na Suíça, e começa a gravar novo disco, intitulado

Novembro -

Jazz,

que chega ao 2º lugar na Inglaterra e 6º nos EUA.

16

de novembro - Show no Madison Square Garden de Nova York, com uma canja

de várias ciclistas seminuas durante "Fat Bottomed Girls".

23 de dezembro - O Queen tenta tocar no Estádio de Wimbledon, mas é proibido

pela Lawn Tennis Association, que teme pela grama do local.

1979

Julho - Primeiro disco ao vivo, o LP duplo Live Killers.

Novembro - Gravando desta vez em Munique, Alemanha, o Queen lança o compacto "Crazy Little Thing Called Love", marcando a estréia de Freddie tocando violão em discos ("isso não é típico de minha obra", comenta Freddie, "mas nada é típico de minha obra") e conquistando um novo público, o de rockabilly.

7 de dezembro - Só agora a Elektra se convence a lançar "Crazy Little Thing Called Love" em compacto nos EUA, e isso após vários DJs tocarem cópias importadas da Inglaterra. Veja só o que vai acontecer ano que vem.

26 de dezembro - O Queen participa do concerto beneficente pelo povo de

Cambodja (vá lá, Kampuchea), no Hammersmith Odeon de Londres.

1980

23 de fevereiro - "Crazy Little Thing Called Love" torna-se o primeiro disco do

Queen a alcançar o primeiro posto nos EUA (embora não tenha passado do segundo lugar na Inglaterra).

Março - Mais um primeiro lugar nos EUA, "Another One Bites The Dust", lançada em compacto por sugestão de Michael Jackson. O disco acaba conquistando para o Queen mais um público improvável, o de soul/funk/rhythm & blues, chegando inclusive ao segundo lugar na parada r&b da Billboard. Na Inglaterra, o disco chega ao 7º posto.

Dezembro - Sai a trilha do Queen para o filme Flash Gordon. Ainda este mês, o Queen faz três shows lotados no estádio de Wembley.

8 de dezembro - John Lennon é assassinado em Nova York, aos 40 anos; o Queen o homenageará cantando sua "Imagine" em alguns shows e compondo um tributo, "Life Is Real", no disco Hot Space.

E ainda este ano, sai a primeira coletânea de sucessos do grupo, The Best Of Queen, na Polônia.

1981

Fevereiro - Shows no Japão e na Argentina.

20 e 21 de março - Shows no estádio do Morumbi, atraindo respectivamente 135

mil e 251 mil pessoas, recorde mundial para shows com ingresso pago. Estes shows são parte da turnê sul-americana do Queen (Brasil e Argentina), turnê esta que atende pelo nome "Gluttons For Punishment Tour".

Abril - Segundo disco-solo de Roger, o LP Fun In Space.

Novembro - Sai Queen's Greatest Hits, que ficará anos a fio nas paradas e nos anos

90 se tornará o LP mais vendido na Inglaterra em todos os tempos. Paralelamente,

sai Queen's Greatest Flix, primeira coletânea oficial de videoclips de um artista.

Ainda este mês, o Queen chega ao primeiro lugar na Inglaterra com "Under Pressure", dueto com David Bowie.

1982

O Queen entra para o Guinness Book Of Records como "os executivos mais bem

pagos da Inglaterra".

Maio - LP Hot Space, com a qual a banda se declara "insatisfeita", decidindo tirar férias de um ano.

1983

Abril - Brian interrompe suas férias para participar de um jam-session no estúdio Record Plant de Los Angeles, com Eddie Van Halen, o supercontrabaixista Phil Chen, o tecladista Fred Mandel e Alan Gratzer, baterista do REO Speedwagon. O resultado

Novembro -

sai na forma de um mini-LP, Star Fleet.

1984

A distribuição dos discos do Queen nos EUA passa da Elektra para a Capitol.

Fevereiro - O Queen volta às paradas inglesas com "Radio Ga Ga", alcançando o

2º lugar - e tornando-se o primeiro grupo em que todos os componentes emplacam

composições interpretadas pelo próprio grupo no Top Ten inglês.

Março - The Works chega ao 2º lugar na Inglaterra e 23º nos EUA.

Abril - O Queen faz sua estréia no admirável mundo novo do compact-disc, com The Works.

Julho - Novo disco-solo de Roger, Strange Frontier.

Agosto - Shows pela Europa, Inglaterra e África do Sul - incluindo oito shows na famigerada Sun City, espécie de Las Vegas africana, cidade turística famosa por seus cassinos e por apoiar a segregação racial (em bom português, "apartheid"). O Queen acaba na lista negra cultural das Nações Unidas e ainda leva sabões em público de artistas como Paul Weller (ex-The Jam, Style Council). Roger se defenderá em 1986, em entrevista à revista Smash Hits: "Por um lado, lamento ter tocado lá. Por outro, defendo o que fizemos. Quero dizer, basicamente tocamos para pessoas - muitas e muitas, de preferência - e acho que muita besteira se falou por aqui sobre coisas que muita gente não sabe direito o que sejam." Brian, na mesma entrevista: "Essas críticas não têm justificativa alguma. Somos totalmente contra o apartheid e tudo o que isso significa, mas sinto que tocando lá construímos uma porção de pontes. Conhecemos músicos de ambas as cores. Todos nos receberam de braços abertos. As únicas críticas que recebemos foram de fora da África do Sul". Mas o Queen promete não mais tocar em Sun City. "Entramos na linha, como todo mundo", ironiza Brian.

Outubro - Primeiro disco-solo de Freddie, "Love Kills", parte da trilha sonora da versão colorizada do filme Metropolis, dirigido por Fritz Lang em 1926.

Ainda este ano, o Queen recebe um troféu Silver Clef por sua Contribuição de Destaque à Música Inglesa, e a firma japonesa Greco lança uma guitarra modelo Brian May.

1985

12 e 19 de janeiro - O Queen toca no Rock In Rio.

Maio - Primeiro LP-solo de Freddie, Mr. Bad Guy (curiosamente, no selo Columbia, em vez da EMI de sempre). O press-release brasílico afirma que o ritmo eletrônico de "I Was Born To Love You" tem influências brasileiras, "internacionaliza nossa marchinha".

Maio - Roger produz "Love Don't Live Here Anymore", para o ator e cantor inglês Jimmy Nail; o disco chega ao 4º lugar.

13 de julho - O Queen participa do megashow beneficente Live Aid, no estádio de

Wembley; para muitos, sua participação é o ponto alto do evento.

Novembro - O Queen participa da trilha do filme Iron Eagle com a faixa "One Vision", que, lançada também em compacto, chega ao 7º lugar na Inglaterra.

Por esta época, John Deacon declara que "Não somos mais um grupo. Somos quatro indivíduos que trabalham juntos como Queen, mas nosso trabalho como

Queen está tomando cada vez menos de nosso tempo." Sobre os primeiros boatos de que Freddie estaria com Aids, John comenta: "Ouvi falar que alguém perguntou

sobre isso

momento." John confessa ainda ter receio até de negar o boato, já que mesmo negativas levariam a especulação.

Deve ser porque a Aids está tão em evidência na imprensa no

Dezembro - Sai The Complete Works, caixa de 14 LPs, incluindo todos os LPs oficiais do Queen exceto Greatest Hits e mais um LP exclusivo desta caixa, com todas as faixas lançadas apenas em compactos.

Ainda este ano, "I Want To Break Free" é usada num comercial de lustra-móveis da Formula Shell inglesa.

1986

Abril - Freddie contribui com três faixas para o musical Time, produzido por Dave Clark, baterista e magnata do rock inglês (aquele do Dave Clark Five).

Maio - Deacon forma um grupo, The Immortals, especialmente para gravar a trilha sonora do filme Biggles (exibido nos EUA como Biggles: Adventures In Time).

Junho - O novo LP do Queen, A Kind Of Magic, inclui temas do grupo para o filme Highlander e chega ao 1º lugar na Inglaterra e 46º nos EUA.

11 e 12 de julho - O Queen faz dois shows lotados no estádio de Wembley (os mesmos do disco Live At Wembley '86), juntamente com Status Quo, Alarm e INXS.

27 de julho - O Queen toca no Nepstadion de Budapeste, Hungria - primeiro artista ocidental a tocar nesse país desde o jazzista Louis Armstrong em 1964. O show rende um filme, Magic In Budapest (lançado em vídeo na Inglaterra com título Live In Budapest) - sendo também, até onde se sabe, o primeiro show a ser filmado no Leste europeu.

9 de agosto - O Queen se apresenta no Knebworth Park, participando do Knebworth Festival, para 120 mil pessoas. Ninguém pode adivinhar, mas é a última vez que Freddie se apresenta ao vivo com o Queen. É bom que não

adivinhem; já é motivo bastante para lamentações o fato de um rapaz de 21 anos ser morto a facadas durante o show do grupo.

Dezembro - Novo LP ao vivo, Live Magic, que chega ao 3º lugar na Inglaterra.

1987

Abril - O Queen ganha mais um prêmio Ivor Novello, por "seu sucesso contínuo e estilo musical inovador em toda sua carreira".

Maio - Novo disco-solo de Freddie, "The Great Pretender", regravação do clássico dos Platters (desta vez na velha EMI de sempre), que chega ao 5º lugar na Inglaterra.

Setembro/outubro - Roger monta um grupo paralelo, The Cross, onde toca guitarra.

Novembro - Novo solo de Freddie, em dueto com a soprano espanhola Montserrat Caballé: "Barcelona", 8º lugar nas paradas inglesas.

Dezembro - Sai The Magic Years, documentário em três vídeocassetes sobre o Queen, com shows e entrevistas com o grupo e amigos como Mick Jagger, Ringo Starr e outros.

Ainda este ano, Brian se une à atriz e cantora Anita Dobson, famosa como a Ange da telenovela EastEnders, o programa mais assistido da BBC-TV.

1988

Fevereiro - Primeiro LP do The Cross, Shove It!.

Ainda este mês, Brian produz uma paródia de "Bohemian Rhapsody" para a equipe inglesa de humor The Young Ones (o disco sai sob o nome Bad News).

Outubro - Freddie e Montserrat Caballé cantam "Barcelona" numa festa no Kou Club em Ibiza, Espanha, para comemorar a aprovação de Barcelona como sede das Olimpíadas de 1992. Infelizmente, será a última vez que Freddie canta em público. O repórter Martin Townshend, da revista inglesa Vox, consegue uma breve entrevista com Freddie horas antes do show, mas este impõe uma condição charmosa: "Nada de gravadores, querido, você vai ter que escrever à mão."

Por esta época, tornam-se mais fortes as suposições de que Freddie estaria com Aids - já que alguns de seus amigos mais próximos, como Nicolai Grishanovitch, têm sucumbido à doença nos últimos tempos. Mas o Queen anuncia que Freddie fez o teste e o resultado foi negativo.

1989

Maio - O Queen retorna com o compacto "I Want It All", que chega ao 3º lugar na Inglaterra.

Junho – O álbum The Miracle alcança o 1º lugar na Inglaterra e 24º nos EUA.

26 de julho - Roger dá uma festinha de 40 anos; uma bateria de raios laser corta os céus por cima de sua mansão em Surrey e chega a ser confundida com OVNIs.

Dezembro - Brian participa do Rock Aid Armenia, grupo formado "ad hoc" por Ian Gillan, Bruce Dickinson e outros, para ajudar as vítimas de um terremoto na Armênia. Gravam "Smoke On The Water" e chegam ao 39º lugar.

4 de dezembro - Sai Queen At The Beeb, com gravações do grupo ao vivo na BBC em 1973.

Ainda este ano, Brian produz uma versão de sua "Who Wants To Live Forever", hit do Queen em 1986, interpretada por uma dupla infantil, Ian & Belinda, lançada num compacto com direitos destinados ao combate à leucemia (e a versão de 12 polegadas traz uma versão dessa música cantada por Louise May, filha de Brian).

E o Queen termina os anos 80 como o quarto maior vendedor de discos desse

período (não é desta década, não, senhor(a); a década de 80 mesmo só termina em

1990), abaixo de Michael Jackson, Dire Straits e Madonna.

1990

O catálogo do Queen passa a ser distribuído nos EUA pela Hollywood Records, da

Walt Disney Company; o valor do contrato chega a oito dígitos e os discos

começaram a sair no ano seguinte.

O Queen recebe mais um troféu especial da BPI por sua contribuição à música

inglesa, e aproveita a ocasião para dar uma baita festa de 20 anos do grupo num

clube em Londres.

Janeiro - Em sua entrevista para a revista Guitarist, Brian comenta sobre Freddie não querer voltar aos palcos: "Se ele não quer, ou não se sente feliz com isso, então não dá para fazer (shows). Mas é difícil para nós lidarmos com isso, porque o resto de nós ainda adoraria tocar ao vivo."

Janeiro - Se não podem tocar, pelo menos os membros do Queen se consolam vendo shows de outros. Como o de Bob Dylan no Hollywood Rock, no Rio; Roger

vem assistir ao show e ainda visita os camarins. Dias depois, Brian vem ao Rio com Anita para uns dias de férias.

Outubro - A gravadora Elektra, prestes a completar 40 anos em dezembro, lança um LP/CD comemorativo, Rubáiyát, com vários de seus contratados atuais interpretando músicas de antigos membros do elenco da gravadora. O Metallica se destaca com "Stone Cold Crazy" do Queen, que inclusive renderá ao grupo um Grammy de "Best Metal Performance" em fevereiro. Interessante é que, segundo a Billboard em 1991, os dois compactos da Elektra mais vendidos em todos os tempos são do Queen: "Crazy Little Thing Called Love" e "Another One Bites The Dust".

Novembro - Brian May compõe a trilha sonora para uma montagem londrina de Macbeth de Shakespeare.

3 de novembro - Primeiro disco de rap a chegar ao topo da Billboard: "Ice Ice Baby", com Vanilla Ice. Mas quem conhece o Vanilla e o Queen sabe que o mérito é deste último: a gravação é totalmente baseada (a ponto de samplear a parte instrumental) em "Under Pressure" do Queen com David Bowie - nem poderia faltar crédito para estes na autoria do disco.

1991

Janeiro - Novo compacto do Queen, "Innuendo", que chega ao 1º lugar na Inglaterra.

Fevereiro - LP/CD Innuendo, que alcança o primeiro lugar nas paradas britânicas e também vende bem nos EUA.

Março - Mais brincadeiras de Brian: produz e participa de "The Stonk", da equipe de humor inglesa Comic Relief (sob o nome Hale & Pace and The Stonkers).

Setembro - Freddie, já reservado fora dos palcos por natureza, raramente sai para além dos muros do jardim de sua casa em Kensington; o avanço da doença o leva a praticamente transformar a casa, de 28 cômodos, numa clínica.

Novembro - Sai novo disco-solo de Brian, "Driven By You"; "Just One Life".

23 de novembro - Sábado à noite: Freddie faz um comunicado à imprensa. "Seguindo as enormes conjeturas na imprensa nas últimas duas semanas, quero confirmar que meu teste de HIV deu positivo e estou com Aids. Senti ser correto manter esta informação em segredo até agora, para proteger a privacidade daqueles à minha volta. No entanto, chegou a hora de meus amigos e fãs em todo o mundo

saberem a verdade, e espero que todos se unam a mim, meus médicos e todos aqueles, no mundo todo, na luta contra esta terrível doença."

24 de novembro - Infelizmente, Freddie está nas últimas. Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, vêm à sua cabeceira para se despedirem. Mary Austin, ex-namorada e amiga de Freddie há 21 anos, vai para casa e volta dez minutos tarde demais. Dave Clark presencia a morte de Freddie: "O médico mal tinha saído, eu fiquei lá com ele e então ele simplesmente caiu no sono."

À meia-noite, Roxy Meade, agente de imprensa de Freddie, anuncia: "Freddie Mercury morreu pacificamente esta noite em sua casa em Kensington, Londres. Sua morte foi o resultado de broncopneumonia, em conseqüência da Aids."

Dezembro - "Bohemian Rhapsody" é relançada em compacto (com lado-B diferente, "These Are The Days Of Our Lives"), e os membros sobreviventes do Queen cedem os direitos deste relançamento ao Terence Higgins Trust, dedicado ao combate à Aids.

1992

Abril - Mais um prêmio Ivor Novello, por "These Are The Days Of Our Lives".

20 de abril - Grande concerto em homenagem a Freddie no estádio de Wembley, com David Bowie, Elton John, Metallica, George Michael e muitos outros, incluindo Liza Minnelli, um dos grandes ídolos de Freddie - "a única pessoa que Freddie teria convidado pessoalmente", segundo Brian May. Naturalmente, Freddie teria convidado também as 72 mil pessoas presentes na platéia.

Junho - Sai o LP/CD duplo ao vivo Live At Wembley '86.

Ainda este ano, sai As It Began, boa biografia do Queen, por Jackie Gunn e Jim Jenkins. E Brian May lança seu primeiro LP/CD-solo, Back To The Light, chegando a vir ao Brasil para promover o disco.

1993

Bill Wyman sai oficialmente dos Rolling Stones, e John Deacon chega a ser cogitado para substituí-lo.

Sai Opera Omnia, caixa de quatro CDs com gravações raras e ao vivo, tão bem feita que poucos percebem ser pirata.

Um lançamento ainda mais bonito (e oficial) é na área da botânica, a rosa Freddie Mercury, de cor amarela.

E a firma americana Guild também começa a fabricar uma guitarra modelo Brian May.

Agosto - Surge um dos primeiros grupos "cover" ingleses, Magic, com o show Magic Presents A Tribute To Freddie Mercury And Queen, já anunciando uma agenda cheia até meados de novembro.

1994

Os Paralamas do Sucesso lançam novo disco, Severino, que inclui uma canja de Brian, na faixa "El Vampiro Bajo El Sol".

Brian participa também de Alternate NRG - Greenpeace, o famoso disco gravado com energia solar; ele toca na faixa "New Damage", com o grupo Soundgarden.

Junho - Sai Box Of Tricks, pacote de uma extravagância realmente digna do Queen, trazendo o CD Twelve-Inch Collection, o vídeo Live At The Rainbow, duas "badges" do Queen, um poster gigante com capas de discos do grupo, um livro de 32 páginas e uma camiseta.

Setembro - Novo disco-solo de Roger, Happiness?

Outubro/novembro - Leiloa-se um cartão postal que Freddie escreveu no Japão. Detalhe: a carta de autenticação diz que o cartão foi escrito durante uma turnê do Queen em 1969 - só que o Queen ainda não existia. Talvez só a coragem dos peritos em afirmar isto já valha o preço do cartão, 750 libras.

27 de novembro - Em São Paulo, a casa noturna Aeroanta hospeda uma convenção nacional de fãs do Queen, reunindo 300 fãs (nada mau para um domingo chuvoso e divulgação aquém da merecida) e três bandas cover, Queen Cover, Van Gogh e Brian May Cover (completo com guitarra modelo Brian May, da Guild).

Novembro - Saem dois livros de interesse para fãs, Mercury And Me de seu jardineiro e ex-amante Jim Hutton (com ajuda do jornalista Tim Wapshott) e Queen And I: The Brian May Story, de Laura Jackson.

1995

Janeiro – Roger termina a excursão do disco Happiness?.

Novembro – Sai o primeiro disco póstumo do Queen, Made In Heaven.

1996

Novembro e dezembro – Exibição de cem fotos de Freddie Mercury no Royal Albert Hall, para marcar os cinco anos de seu falecimento.

25 de novembro – A emissora inglesa Virgin Radio dedica toda sua programação

ao Queen, além de promover um concurso para os ouvintes: sete músicas dentre as mais votadas são reunidas num single (de vinil!) especial em tiragem limitadíssima (cerca de 30 cópias!).

25 de novembro – Inauguração de uma estátua de bronze de Freddie (autoria da

escultora tcheca Irene Sedliek) em Montreux, na Suíça, onde o Queen gravou seu

último disco, Made In Heaven; a estátua é descerrada por Montserrat Caballé.

1997

17 de janeiro – Roger, Brian e John, ao lado de Elton John, participam do Ballet or

Life, do Ballet Bejart. Outra apresentação do espetáculo (sem nossos amigos do Queen) rende um vídeo, intitulado Ballet For Life e lançado somente na Holanda.

Abril – Le Presbitère N’A Rien Perdu De Som Charme Ni Le Jardin De Son Éclat, espetáculo do coreógrafo francês Maurice Béjart com trilha do Queen (e de Mozart) e dedicado a Freddie, é encenado no Teatro Municipal de São Paulo. Este balé estreou neste mesmo ano juntamente a um vídeo de mesmo nome.

29 de maio – Um grande leilão de memorabília roqueira em Londres inclui uma

pele de bateria do grupo Smile.

Novembro – Sai a coletânea Queen Rocks, reunindo os rocks mais pesados do grupo (e uma faixa inédita, “No One But You (Only The Good Die Young)”.

1998

Lançamento (previsto inicialmente para março de 1997) de The Eye, jogo em cinco (!) CD-ROMs baseado em músicas do Queen.

Junho - Novo disco de Brian, Another World.

Setembro – Novo disco de Roger, Electric Fire.

24 de setembro – Show Cyberbarn de Roger, transmitido simultaneamente pela

Internet.

Dezembro – A revista Record Collector elege os discos mais raros de todos os tempos; o terceiro é o compacto “Bohemian Rhapsody”, em vinil azul, valendo em média 3 mil libras esterlinas.

Brian introduz em seus shows uma “canja” de um roqueiro fã de rock dos anos 50, T. E. Conway – nada menos que o próprio Brian, com cabelo penteado em topete e tudo.

1999

Janeiro – Brian se separa de Anita Dobson.

Está previsto o lançamento de uma antologia em vídeo do Queen, em seis volumes.

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DISCOGRAFIA

(consulte também a discografia mundial de Andy Young)

Aqui estão, pela ordem: os LPs/CDs (incluindo coletâneas); os compactos (incluindo os 12 polegadas e CD singles); os discos-solo; as participações dos membros do Queen em discos de outros artistas.

Procuramos relacionar todos os detalhes de cada lançamento não constantes nos discos; nossas únicas abreviações, por razões de espaço (quente porém exíguo), são para a Inglaterra (UK) e para os membros do Queen como compositores: FM, BM, RT e JD.

Todos os discos foram lançados na Inglaterra pela EMI e no Brasil pela EMI- Odeon, salvo outra indicação. Nos EUA, quem lançou os discos do Queen foi a Elektra, até o LP Hot Space e o compacto "Staying Power"; "Back Chat", cabendo a honra logo após à Capitol, até "Headlong"; "Under Pressure" e o LP Innuendo, desde quando a obra do Queen vem sendo lançada no país do qual Freddie não queria ser "prrrrresident" (basta ouvir "Bicycle Race") pelo selo Hollywood - também o primeiro a lançar os LPs do Queen em CD nos EUA, em 1991, e quase sempre com faixas bônus comentadas juntamente a cada disco - algumas não passando de Remixes Especiais para cada CD e Perfeitamente Dispensáveis (abreviando, REPD).

LONG-PLAYS/CDs

* Queen ( UK: 13/7/1973; CD: novembro de 1986. EUA: 4/9/1973. Brasil: 1978).

Lado 1: "Keep Yourself Alive"(BM); "Doing All Right"(BM/Tim Staffell); "The Great King Rat"(FM); "My Fairy King"(FM) Lado 2: "Liar"(FM); "The Night Comes Down"(BM); "Modern Times Rock And Roll"(RT); "Son And

Daughter"(BM); "Jesus"(FM); "Seven Seas Of Rhye

"(FM).

Notas: Produtores: Queen, Roy Thomas Baker e John Anthony. A capa da edição americana é diferente da inglesa. Faixas bônus no CD americano: "Mad The Swine" (FM) (sobra das gravações do LP); "Keep Yourself Alive" (BM) (demo); "Liar" (FM) (REPD). John Deacon aparece creditado como Deacon John. Sim, "Doing All Right" é composição da época do Smile, parceria de Brian com o contrabaixista.

* Queen II (UK: 8/3/1974; CD: novembro de 1986. EUA: 9/3/1974. Brasil: janeiro de 1977).

Lado 1: "Procession"(BM); "Father To Son"(BM); "White Queen (As It Began)"; "Some Day One Day"(BM); "The Loser In The End"(RT) Lado 2: "Ogre Battle"(FM); "The Fairy Feller's Master Stroke"(FM); "Nevermore"(FM); "The March Of The Black Queen" (FM); "Funny How Love Is"(FM); "Seven Seas Of Rhye"(FM).

Notas: Produtores: Queen, Roy Thomas Baker e Robin Geoffrey Cable. Esta gravação de "Seven Seas Of Rhye" é bem diferente da presente no LP anterior, que era apenas uma vinheta (aparte pessoal: uma de minhas piadinhas da época era dizer que a melhor música do LP Queen estava no Queen II); e esta nova (ou melhor, mais completa) gravação termina com uma citação de uma canção popular inglesa, "Oh I Do Like To Sit Beside The Seaside", cantada por todos os presentes no estúdio.

A edição brasileira, além de não trazer o encarte original com as letras, tem alguns

erros divertidos: o lado 1 credita a produção a "Queem" (com "m") e o lado 2 traz a

faixa "Orge Battle".

Faixas bônus no CD nos EUA: "See What A Fool I've Been" (lado-B de "Seven Seas Of Rhye"); "Ogre Battle" (REPD); "Seven Seas Of Rhye" (REPD).

* Sheer Heart Attack (UK: 8/11/1974; CD: 1984. EUA: 12/11/1974. Brasil: abril de 1975).

Lado 1: "Brighton Rock" (BM); "Killer Queen"(FM); "Tenement Funster"(RT); "Flick Of The Wrist"(FM); "Lily Of The Valley"(FM); "Now I'm Here"(BM) Lado

2: "In The Lap Of The Gods"(FM); "Stone Cold Crazy"(FM/BM/RT/JD); "Dear

Friends"(BM); "Misfire"(JD); "Bring Back That Leroy Brown"(FM); "She Makes

Me

(Revisited)"(FM).

(Stormtrooper In Stilettoes)"(BM); "In The Lap Of The Gods

Notas: Produtores: Queen e Roy Thomas Baker. A edição brasílica não traz o encarte com as letras dos LPs inglês e americano. Faixa bônus no CD dos EUA:

"Stone Cold Crazy" (REPD).

* A Night At The Opera (UK: 21/11/1975; CD: 1984. EUA: 2/12/1975. Brasil:

1976)

Lado 1: "Death On Two Legs (Dedicated To

Afternoon"(FM); "I'm In Love With My Car"(RT); "You're My Best Friend"(JD); "'39"(BM); "Sweet Lady"(BM); "Seaside Rendezvous"(FM) Lado 2: "The

Prophet's Song"(BM); "Love Of My Life"(FM); "Good Company"(BM); "Bohemian Rhapsody"(FM); "God Save The Queen"(Domínio Popular, arranjo de BM)

)"(FM);

"Lazing On A Sunday

Notas: Produção: Queen e Roy Thomas Baker. A capa (idealizada por Freddie) é

genial, reproduzindo os signos astrológicos dos membros do Queen. "'39", além de ser um ano, indica também ser esta a 39ª faixa lançada pelo Queen (pode contar!). E "God Save The Queen" (ou "King") é o hino nacional inglês. Faixas bônus no

CD americano: "I'm In Love With My Car"(REPD); "You're My Best

Friend"(REPD).

* A Day At The Races (UK: 10/12/1976; CD: 1984. EUA: 18/12/1976. Brasil:

abril de 1977).

Lado 1: "Tie Your Mother Down"(BM); "You Take My Breath Away"(FM); "Long Away"(BM); "The Millionaire Waltz"(FM); "You And I"(JD) Lado 2:

"Somebody To Love"(FM); "White Man"(BM); "Good Old-Fashioned Lover Boy"(FM); "Drowse"(RT); "Teo Toriatte (Let Us Cling Together)"(BM, com tradução para o japonês de Chika Kujiraoka).

Notas: Produção do próprio grupo. Faixas bônus no CD dos EUA: "Tie Your Mother Down"(REPD); "Somebody To Love" (vocais diferentes).

* News Of The World (UK: 28/10/1977; CD: junho de 1988. EUA: 1/11/1977. Brasil: novembro de 1977).

Lado 1: "We Will Rock You"(BM); "We Are The Champions"(FM); "Sheer Heart Attack"(RT); "All Dead, All Dead"(BM); "Spread Your Wings"(JD); "Fight From

The Inside"(RT) Lado 2: "Get Down, Make Love"(FM); "Sleeping On The

Sidewalk"(BM); "Who Needs You"(JD); "It's Late"(BM); "My Melancholy Blues"(FM).

Notas: Produção do próprio Queen. Sim, "Sheer Heart Attack" é uma música que sobrou do LP homônimo. E a capa deste LP foi desenhada por Frank Kelly Freas, artista americano famoso por seus desenhos de humor negro para a revista Mad (nos anos 50) e outras publicações. Bônus no CD dos EUA: "We Will Rock You"(REPD).

* Jazz (UK: 10/11/1978; CD: junho de 1988. EUA: 14/11/1978. Brasil: dezembro de 1978).

Lado 1: "Mustapha"(FM); "Fat Bottomed Girls"(BM); "Jealousy"(FM); "Bicycle Race"(FM); "If You Can't Beat Them"(JD); "Let Me Entertain You"(FM) Lado 2:

"Dead On Time"(BM); "In Only Seven Days"(JD); "Dreamers Ball"(BM); "Fun It"(RT); "Leaving Home Ain't Easy"(BM); "Don't Stop Me Now"(FM); "More Of That Jazz"(RT).

Notas: Produção do Queen com Roy Thomas Baker. O poster que acompanha o disco (inclusive no Brasil) foi o brinde mais custoso de um LP até então. Bônus no CD dos EUA: "Fat Bottomed Girls"(vocais diferentes); "Bicycle Race"(REPD).

* Live Killers (LP duplo/CD duplo. UK: 22/6/1979; CD: junho de 1988. EUA:

26/6/1979. Brasil: janeiro de 1980).

Lado 1: "We Will Rock You"(BM); "Let Me Entertain You"(FM); Medley: "Death

On Two Legs (Dedicated To

Race"(FM),"I'm In Love With My Car"(RT),"Get Down, Make Love"(FM),"You're My Best Friend"(JD) Lado 2: "Now I'm Here"(BM); "Dreamers Ball"(BM); "Love Of My Life"(FM); "'39"(BM); "Keep Yourself Alive"(BM) Lado 3: "Don't Stop Me Now"(FM); "Spread Your Wings"(JD); "Brighton Rock"(BM) Lado 4: "Bohemian Rhapsody"(FM); "Tie Your Mother Down"(BM); "Sheer Heart Attack"(RD); "We Will Rock You"(BM); "We Are The Champions"(FM); "God Save The Queen" (Domínio Popular, arranjo de BM).

)"(FM),"Killer

Queen"(FM),"Bicycle

Notas: Ao anunciar "Death On Two Legs", Freddie revela que ela é "dedicada a

Jack Nelson, antigo associado da Trident; só que esta menção foi censurada. E em

1985 nossa amiga Som Livre resumiu este disco num LP simples, Queen Live, com outra capa (o que aconteceu também no Japão e África do Sul, com outras seleções de faixas).

"

* The Game (UK: 30/6/1980; CD: junho de 1988. EUA: 30/6/1980. Brasil: agosto de 1980).

Lado 1: "Play The Game"(FM); "Dragon Attack"(BM); "Another One Bites The Dust"(JD); "Need Your Loving Tonight"(JD); "Crazy Little Thing Called

Love"(FM) Lado 2: "Rock It (Prime Jive)"(RT); "Don't Try Suicide"(FM); "Sail Away Sweet Sister"(BM); "Coming Soon"(RT); "Save Me"(BM).

Notas: Produtores: Queen e Mack (produtor alemão que trabalhou também com a Electric Light Orchestra, e que muitos pensaram ser pseudônimo para o hiperativo Paul McCartney). Primeiro disco de Queen a usar sintetizadores (no caso, um Oberheim). Bônus no CD americano: "Dragon Attack" (REPD). E a primeira edição brasílica tem capa laminada brilhante.

* Flash Gordon (UK: 8/12/1980; CD: junho de 1988. EUA: 27/1/1981. Brasil:

dezembro de 1980)

Lado 1: "Flash's Theme"(BM); "In The Space Capsule (The Love Theme)"(RT); "Ming's Theme (In The Court Of Ming The Merciless)"(FM); "The Ring (Hypnotic Seduction Of Dale)"(FM); "Football Fight"(FM); "In The Death Cell (Love Theme Reprise)"(RT); "Execution Of Flash"(JD); "The Kiss (Aura Ressurrects Flash)"(FM) Lado 2: "Arboria (Planet Of The Tree Men)"(JD); "Escape From The Swamp"(RT); "Flash To The Rescue"(BM); "Vultan's Theme (Attack Of The Hawk Men)"(FM); "Battle Theme"(BM); "The Wedding March"(BM); "Marriage Of Dale And Ming (And Flash Approaching)"(BM/RT); "Crash Dive On Mingo City"(BM); "Flash's Theme Reprise (Victory Celebrations)"(BM); "The Hero"(BM).

Notas: Produção de Brian May e Mack; produção executiva do Queen. Participação de orquestra arranjada e regida por Howard Blake. Trilha sonora do filme homônimo de Mike Hodges, produzido por Dino de Laurentiis. Bônus no CD americano: "Flash's Theme"(REPD).

* Hot Space (UK: 21/5/1982; CD: junho de 1988. EUA: 25/5/1982. Brasil: maio de 1982).

Lado 1: "Staying Power"(FM); "Dancer"(BM); "Back Chat"(JD); "Body Language"(FM); "Action This Day"(RT) Lado 2: "Put Out The Fire"(BM); "Life Is Real (Song For Lennon)"(FM); "Calling All Girls"(RT); "Las Palabras De Amor (The Words Of Love)"(BM); "Cool Cat"(JD/FM); "Under Pressure"(FM/BM/RT/JD/David Bowie).

Notas: Produção de Queen e Mack. "Staying Power" inclui metais arranjados pelo bamba do soul/r&b Arif Mardin. Faixa bônus no CD americano: "Body Language"(REPD).

* The Works (UK: 27/2/1983; CD: abril de 1984. EUA: 28/2/1983. Brasil: abril de

1983).

Lado 1: "Radio Ga Ga"(RT); "Tear It Up"(BM); "It's A Hard Life"(FM); "Man On The Prowl"(FM) Lado 2: "Machines (Or Back To Humans)"(BM/RT); "I Want To Break Free"(JD); "Keep Passing The Open Windows"(FM); "Hammer To

Fall"(BM); "Is That The World We Created

?"(FM/BM).

Notas: Produção de Queen e Mack. Primeiro LP do Queen em que todas as faixas foram lançadas também em compactos. Bônus no CD americano: "I Go Crazy"(lado-B de "Radio Ga Ga"); "Radio Ga Ga" (versão longa); "I Want To Break Free" (versão longa).

* A Kind Of Magic (UK: 2/6/1986; CD: junho de 1988. EUA: 3/6/1986. Brasil:

julho de 1986).

Lado 1: "One Vision"(FM/BM/RT/JD); "A Kind Of Magic"(RT); "One Year Of Love"(JD); "Pain Is So Close To Pleasure"(FM/JD); "Friends Will Be Friends"(FM/JD) Lado 2: "Who Wants To Live Forever"(BM); "Gimme The Prize"(BM); "Don't Lose Your Head"(RT); "Princess Of The Universe"(FM).

Notas: Produção de Queen e Mack. Algumas faixas entraram na trilha sonora do filme Highlander; outra, "One Vision", entrou na trilha de outro filme, Iron Eagle. "Don't Lose Your Head" tem participação da cantora Joan Armatrading .O CD inglês tem três faixas bônus: "A Kind Of Magic" (versão diferente); "Friends Will

Be Friends Will Be Friends

pouco diferentes:"Forever"; "One Vision"(versão longa).

";

"Forever". No CD americano as bônus são um

* Live Magic (UK: 1/12/1986; CD: janeiro de 1987. Brasil: março de 1987).

Lado 1: "One Vision"(FM/BM/RT/JD); "Tie Your Mother Down"(BM); "Seven Seas Of Rhye"(FM); "Another One Bites The Dust"(JD); "I Want To Break

Free"(JD); "Is This The World We Created

Rhapsody"(FM); "Hammer To Fall"(BM); "Radio Ga Ga"(RT); "We Will Rock You"(BM); "Friends Will Be Friends"(FM/JD); "We Are The Champions"(FM); "God Save The Queen"(Domínio Popular/Arranjo de BM); "A Kind Of Magic"(RT); "Under Pressure"(FM/BM/RT/JD/David Bowie).

?"(FM/BM); "Bohemian

* The Miracle (UK: 22/5/1989, primeiro a sair simultaneamente em LP e CD. EUA: 6/6/1989. Brasil: junho de 1989).

Lado 1: "Party"; "Khashoggi's Ship"; "The Miracle"; "I Want It All"; "The Invisible Man" Lado 2: "Breakthru"; "Rain Must Fall"; "Scandal"; "My Baby Does Me"; "Was It All Worth It" Faixas bônus no CD: "Hang On In There"; "Chinese Torture" (todas compostas pelo Queen).

Notas: Produção de Queen e David Richards. O CD americano inclui as bônus citadas e mais: "Invisible Man"; "Scandal" (versões dos compactos de 12 polegadas).

* Queen At The Beeb (selo Band Of Joy. UK: 4/12/1989. EUA: Hollywood, fevereiro de 1995).

"My Fairy King"(FM); "Keep Yourself Alive"(BM); "Doing All Right"(BM; Tim Staffell); "Liar"(FM); "Ogre Battle"(FM); "The Great King Rat"(FM); "Modern Times Rock And Roll"(RT); "Son And Daughter"(BM).

Notas: Gravado ao vivo em 1973, durante aparições do Queen na rádio BBC, antes e depois do lançamento do primeiro LP.

* Innuendo (UK: 4/2/1991, em LP e CD. EUA: 5/2/1991. Brasil: maio de 1991).

Lado 1: "Innuendo"; "I'm Going Slightly Mad"; "Headlong"; "I Can't Live With You"; "Ride The Wild Wind" Lado 2: "All God's People"; "These Are The Days Of Our Lives"; "Delilah"; "Don't Try So Hard"; "The Hitman"; "Bijou"; "The Show Must Go On" (composições do Queen, exceto "All God's People"de Queen/Mike Moran).

Notas: Produção do Queen e David Richards. O CD (e o cassete) trazem versões completas de "I'm Going Slightly Mad"; "Don't Try So Hard"; "The Hitman"; "Bijou"; no LP elas estão editadas. O disco tem participação de Steve Howe ao violão.

* Live At Wembley '86 (CD duplo. UK e EUA: 26/5/1992).

"One Vision"(Queen); "Tie Your Mother Down"(BM); "In The Lap Of The Gods Revisited"(FM); "Seven Seas Of Rhye"(FM); "Tear It Up"(BM); "A Kind Of Magic"(RT); "Under Pressure"(FM/BM/RT/JD/David Bowie); "Another One Bites

The Dust"(JD); "Who Wants To Live Forever"(BM); "I Want To Break Free"(JD); "Impromptu"; "Brighton Rock Solo"(BM); "Now I'm Here"(BM); "Love Of My

Life"(FM); "Is This The World We Created

Baby I Don't Care"(Jerry Leiber/Mike Stoller); "Hello Mary Lou (Goodbye Heart)"(Gene Pitney); "Tutti Frutti"(Dorothy LaBostrie/Joe Lubin/"Little"Richard Penniman); "Gimme Some Lovin'"(Stevie Winwood); "Bohemian Rhapsody"(FM); "Hammer To Fall"(BM); "Crazy Little Thing Called Love"(FM); "Big Spender"(Cy Coleman/Dorothy Fields); "Radio Ga Ga"(RT); "We Will Rock You"(BM); "Friends Will Be Friends"(FM/JD); "We Are The Champions"(FM); "God Save The Queen"(Domínio Popular, arranjo de BM).

?"(FM/BM);

"(You're So Square)

* Made In Heaven (EMI, novembro de 1995)

“It’s A Beautiful Day”; “Made In Heaven”; “Let Me Live”; “Mother Love”; “My Life Has Ended”; “I Was Born To Love You”; “Heaven For Everyone”; “Too Much Love Will Kill You”; “You Don’t Fool Me”; “A Winter’s Tale”; “It’s A Beautiful Day (Reprise)”

Coletâneas

* Queen Greatest Hits (UK: 2/11/1981, CD: Setembro de 1984. EUA: 3/11/1981. Brasil: 1981).

O repertório das versões de vários países variou de acordo com as faixas que mais

fizeram sucesso em cada país (por exemplo, a edição japonesa inclui "Te O Toriatte" - mochiron! - e a versão búlgara traz "Sweet Lady"- além de ser um LP duplo!). Edição inglesa:

Lado 1: "Bohemian Rhapsody"; "Another One Bites The Dust"; "Killer Queen";

"Fat Bottomed Girls"; "Bicycle Race"; "You're My Best Friend"; "Don't Stop Me Now"; "Save Me" Lado 2: "Crazy Little Thing Called Love"; "Now I'm Here"; "Good Old-Fashioned Lover Boy"; "Play The Game"; "Flash"; "Seven Seas Of

Rhye"; "We Will Rock You"; "We Are The Champions"; "Somebody To Love". Edição americana:

Lado 1: "Another One Bites The Dust"; "Bohemian Rhapsody"; "Crazy Little Thing Called Love"; "Killer Queen"; "Fat Bottomed Girls"; "Bicycle Race"; "Tie Your Mother Down" Lado 2: "We Will Rock You?"; "We Are The Champions"; "Flash's Theme"; "Somebody To Love"; "You're My Best Friend"; "Keep Yourself Alive"; "Play The Game"; "Under Pressure".

A edição brasileira é quase igual à inglesa, omitindo "Seven Seas Of Rhye" e

"Killer Queen", incluindo "Love Of My Life" (ao vivo) logo após "Another One Bites The Dust" e transferindo "Somebody To Love" para logo após "Crazy Little Thing Called Love".

* The Complete Works (UK: Dezembro de 1985).

Notas: Trata-se de uma caixa com todos os LPs oficiais do Queen, exceto Greatest Hits, mais um LP reunindo faixas de compactos, a saber:

Lado 1: "See What A Fool I've Been"; "A Human Body"; "Soul Brother"; "I Go Crazy" Lado 2: "Thank God It's Christmas"; "One Vision"; "Blurred Vision".

* Thank God It's Christmas (Brasil: 1985).

Lado 1: "One Vision"; "I Want To Break Free"; "Under Pressure"; "Las Palabras De Amor"; "Life Is Real"; "Rock It (Prime Jive)"; "Love Of My Life"(ao vivo)

Lado 2: "Thank God It's Christmas"; "Radio Ga Ga"; "Body Language"; "Tie Your Mother Down"; "Back Chat"; "We Are The Champions"(ao vivo).

* Greatest Hits II (UK: outubro de 1991).

"A Kind Of Magic"; "Under Pressure"; "Radio Ga Ga"; "I Want It All"; "I Want To Break Free"; "Innuendo"; "It's A Hard Life"; "Breakthru"; "Who Wants To Live Forever"; "Headlong"; "The Miracle "; "I'm Going Slightly Mad"; "The Invisible Man"; "Hammer To Fall"; "Friends Will Be Friends"; "The Show Must Go On".

* Greatest Hits (EUA: 1992).

"We Will Rock You"; "We Are The Champions"; "Another One Bites The Dust"; "Killer Queen"; "Somebody To Love"; "Fat Bottomed Girls"; "Bicycle Race"; "You're My Best Friend"; "Crazy Little Thing Called Love"; "Now I'm Here"; "Play The Game"; "Seven Seas Of Rhye"; "Body Language"; "Save Me"; "Don't Stop Me Now"; "Good Old-Fashioned Lover Boy"; "I Want To Break Free".

* Classic Queen (EUA: março de 1992).

"A Kind Of Magic"; "Bohemian Rhapsody"; "Under Pressure"; "Hammer To Fall"; "Stone Cold Crazy"; "One Year Of Love"; "Radio Ga Ga"; "I'm Going Slightly Mad"; "I Want It All"; "Tie Your Mother Down"; "The Miracle"; "Those Are The Days Of Our Lives"; "One Vision"; "Keep Yourself Alive"; "Headlong"; "Who Wants To Live Forever"; "The Show Must Go On".

* The Queen Collection (EUA: 1992. Caixa de três CDs).

Reúne as coletâneas Greatest Hits e Classic Queen e o disco de entrevistas Queen Talks.

* Queen Rocks (EMI, novembro de 1997)

Notas: a capa brasileira tem um detalhe bastante sutil que a diferencia das outras edições, ou seja, a nudez encoberta da virgem símbolo do signo de Freddie.

* Crown Jewels (CD duplo, EMI, 1998)

CD-VÍDEOS

* Live In Budapest (PolyGram Video, outubro de 1988).

"Tavoszizel" (Folclore húngaro); "A Kind Of Magic"(RT); "One Vision"(Queen);

"Tie Your Mother Down"(BM); "In The Lap Of The Gods

"Seven Seas Of Rhye"(FM); "Tear It Up"(BM); "Under Pressure"(FM/BM/RT/JD/David Bowie); "Who Wants To Live Forever"(BM); "I

Want To Break Free"(JD); "Now I'm Here"(BM); "Love Of My Life"(FM);

"Tavoszizel"(Folclore húngaro); "Is This The World We Created

"Tutti Frutti"(Dorothy LaBostrie/Joe Lubin/"Little" Richard Penniman); "Bohemian Rhapsody"(FM); "Hammer To Fall"(BM); "Crazy Little Thing Called Love"(FM); "Radio Ga Ga"(RT); "We Will Rock You"(BM); "Friends Will Be

Friends"(FM/JD); "We Are The Champions"(FM); "God Save The Queen"(Domínio Popular, arranjo de BM).

Revisited"(FM);

?"(FM/BM);

* The Freddie Mercury Tribute Concert (duplo, 1993).

Vários artistas cantam composições próprias e do Queen, muitas vezes acompanhados por Brian, Roger e John, como Robert Plant ("Crazy Little Thing Called Love"), Elton John e Axl Rose ("Bo Rhap") e Joe Elliot ("Tie Your Mother Down").

COMPACTOS

* "Keep Yourself Alive"(BM); "Son And Daughter"(BM) (UK: 6/7/1973. EUA:

9/10/1973).

* "Liar"(FM)(versão editada); "Doing All Right"(BM/Tim Staffell) (EUA:

14/2/1974).

* "Seven Seas Of Rhye"(FM); "See What A Fool I've Been"(BM)(UK: fevereiro de 1974. EUA: 20/7/1974).

* "Killer Queen"(FM); "Flick Of The Wrist"(FM) (UK: outubro de 1974. EUA:

21/10/74. Brasil: abril de 1975).

* "Now I'm Here"(BM); "Lily Of The Valley"(FM) (UK: janeiro de 1975).

* "Keep Youself Alive" (BM) (versão editada); "Lily Of The Valley"(FM) (EUA:

15/7/1975).

* "Bohemian Rhapsody"(FM); "I'm In Love With My Car"(RT) (UK: outubro de 1975. EUA: 2/12/1975).

* "You're My Best Friend"(JD); "'39"(BM) (UK: junho de 1976. EUA: 10/6/1976. Brasil: outubro de 1976).

* "Somebody To Love"(FM); "White Man"(BM) (UK: novembro de 1976. EUA:

10/12/1976. Brasil: 1977).

* "Tie Your Mother Down"(BM); "You And I"(JD) (UK: março de 1977).

* "Tie Your Mother Down"(BM); "Drowse"(RT) (EUA: 8/3/1977).

* Queen's First EP: "Good Old-Fashioned Lover Boy"(FM); "Death On Two

Legs"(FM); "Tenement Funster"(RT); "White Queen (As It Began)"(BM) (UK:

maio de 1977).

* "Long Away"(BM); "You And I"(JD) (EUA: 7/6/1977).

* "We Are The Champions"(FM); "We Will Rock You"(BM) (UK: outubro de 1977. EUA: 25/10/1977. Brasil: dezembro de 1977).

* "Spread Your Wings"(JD); "Sheer Heart Attack"(RT) (UK: fevereiro de 1978. Brasil: julho de 1978).

* "It's Late"(BM); "Sheer Heart Attack"(RT) (EUA: 25/4/1978).

* "Bicycle Race"FM); "Fat Bottomed Girls"(BM) (UK: outubro de 1978. EUA:

24/10/1978. Brasil: dezembro de 1978).

* "Don't Stop Me Now"(FM); "In Only Seven Days"(JD) (UK: janeiro de 1979).

* "Don't Stop Me Now"(FM); "More Of That Jazz"(RT) (EUA: 20/2/1977).

* "Jealousy"(FM); "Fun It"(RT) (EUA: 27/4/1979. Brasil: 1979).

* "Love Of My Life"(FM); "Now I'm Here"(BM) (ambas do LP Live Killers) (UK:

junho de 1979. Brasil: setembro de 1979).

* "We Will Rock You"(BM); "Let Me Entertain You"(FM) (ambas de Live Killers) (EUA: 24/8/1979).

* "Crazy Little Thing Called Love"(FM); "We Will Rock You"(BM) (esta do LP Live Killers) (UK: outubro de 1979. Brasil: março de 1980).

* "Crazy Little Thing Called Love"(FM); "Spread Your Wings"(JD) (esta de Live Killers) (EUA: 7/12/1979).

* "Save Me"(BM); "Let Me Entertain You"(FM) (mais uma do LP Live Killers) (UK: janeiro de 1980).

* "Play The Game"(FM); "A Human Body"(RT) (UK: maio de 1980. EUA:

6/6/1980. Brasil: outubro de 1980).

* "Another One Bites The Dust"(JD); "Dragon Attack"(BM) (UK: agosto de 1980. Brasil: 1980).

* "Another One Bites The Dust"(JD); "Don't Try Suicide"(FM) (EUA: 12/8/1980).

* "Need Your Loving Tonight"(JD); "Rock It (Prime Jive)"(RT) (EUA:

18/11/1980).

* "Flash's Theme"(BM); "Football Fight"(FM) (UK: novembro de 1980. EUA:

27/1/1981. Brasil: março de 1981).

* "Under Pressure"(FM/BM/RT/JD/David Bowie); "Soul

Brother"(FM/BM/RT/JD) lado-A creditado a Queen e David Bowie (UK:

novembro de 1981. EUA: 27/10/1981. Brasil: novembro de 1981).

* "Body Language"(FM); "Life Is Real (Song For Lennon)" (FM) (UK: abril de 1982. EUA: 19/4/1982. Brasil: 1982).

* "Las Palabras De Amor"(BM); "Cool Cat"(JD/FM) (UK: junho de 1982).

* "Calling All Girls"(RT); "Put Out The Fire"(BM) (EUA: 19/7/1982).

* "Back Chat"(JD); "Staying Power"(FM) (UK: julho de 1982. EUA: 23/11/1982. Brasil: 1982).

* "Radio Ga Ga"(RT); "I Go Crazy"(BM) (UK: janeiro de 1984. EUA: 7/2/1984. Brasil: janeiro de 1984).

* "I Want To Break Free"(JD); "Machines"(BM/RT) (UK: abril de 1984. EUA:

13/4/1984).

* "It's A Hard Life"(FM); "Is This The World We Created julho de 1984. EUA: 6/7/1984).

?"(FM/BM) (UK:

* "I Want To Break Free"(JD); "It's A Hard Life"(FM) (Brasil: 1984).

* "Radio Ga Ga"(RT); "It's A Hard Life"(FM); "I Want To Break Free"(JD); "Hammer To Fall"(BM) (flexi-disc promocional, 1984).

* "Hammer To Fall"(BM); "Tear It Up"(BM) (UK: setembro de 1984. EUA:

12/10/1984).

* "Thank God It's Christmas"(RT/BM); "Man On The Prowl"(FM); "Keep Passing The Open Windows"(FM) (UK: novembro de 1984. Brasil: dezembro de 1984).

* "One Vision"(FM/BM/RT/JD); "Blurred Vision"(FM/BM/RT/JD) (UK:

novembro de 1985. EUA: 20/11/1985).

* "A Kind Of Magic"(RT); "A Dozen Red Roses For My Darling"(RT) (UK:

março de 1986).

* "Princes Of The Universe"(FM); "A Dozen Red Roses For My Darling"(RT) (EUA: 7/4/1986).

* "Friends Will Be Friends"(FM/JD); "Seven Seas Of Rhye"(FM) (UK: junho de 1986, edições normal e picture-disc).

* "A Kind Of Magic"(RT); "Gimme The Prize"(BM) (EUA: 4/6/1986).

* "Pain Is So Close To Pleasure"(FM/JD); "Don't Lose Your Head"(RT) (EUA:

20/8/1986).

* "Who Wants To Live Forever"(BM); "Killer Queen"(FM) (UK: setembro de

1986).

* "I Want It All"(Queen); "Hang On In There"(Queen) (UK: maio de 1989. EUA:

10/5/1989).

* "Breakthru"(Queen); "Stealin'"(Queen) (UK: junho de 1989).

* "Breakthru"(Queen); "I Want It All"(Queen) (EUA: 28/6/1989).

* "The Invisible Man"(Queen); "Hijack My Heart"(Queen) (UK: agosto de 1989, edições em vinil normal e transparente).

* "Scandal"(Queen); "My Life Has Been Saved"(Queen) (UK: outubro de 1989. EUA: 11/10/1989).

* "The Miracle"(Queen); "Stone Cold Crazy"(Queen) (versão ao vivo) (UK:

novembro de 1989, com capa em duas versões, foto normal e holograma).

* "Innuendo"(Queen); "Bijou"(Queen) (UK: janeiro de 1991).

* "Headlong"(Queen) (versão editada); "Under Pressure" (Queen/David Bowie) (EUA: 17/1/1991).

* "I'm Going Slightly Mad"(Queen); "The Hitman"(Queen) (UK: março de 1991).

* "Headlong"(Queen); "All God's People"(Queen/Mike Moran) (UK: maio de

1991).

* "The Show Must Go On"(Queen); "Keep Yourself Alive"(BM) (UK: setembro de 1991).

* "These Are The Days Of Our Lives"(Queen); "Bijou"(Queen) (EUA: 5/9/1991).

* "Bohemian Rhapsody"(FM); "These Are The Days Of Our Lives"(Queen) (UK:

dezembro de 1991).

* "Bohemian Rhapsody"(FM); "The Show Must Go On"(Queen) (EUA: 6/2/1992).

Compactos ingleses de 12 polegadas:

* "Back Chat"(JD) (versão longa); "Staying Power"(FM) julho de 1982.

* "Radio Ga Ga"(RT) (versão longa); "I Go Crazy"(BM); "Radio Ga Ga"(RT) (instrumental) janeiro de 1984.

* "I Want To Break Free"(JD) (versão longa); "Machines"(BM/RT) abril de 1984.

"It's A Hard Life"(FM); "Is This The World We Created disc) julho de 1984.

*

?"(FM/BM)

(picture-

"It's A Hard Life"(FM); "Is This The World We Created Hard Life"(FM) (versão longa) julho de 1984.

*

?"(FM/BM);

"It's A

* "Hammer To Fall (Headbangers Mix)"(BM); "Tear it Up"(BM) setembro de

1984.

* "Thank God It's Christmas"(RT/BM); "Man On The Prowl"(FM)(remix); "Keep Passing The Open Windows"(FM) (versão longa) novembro de 1984.

* "One Vision"(FM/BM/RT/JD) (versão longa); "Blurred Vision"(FM/BM/RT/JD) novembro de 1985 (Brasil: fevereiro de 1986).

* "A Kind Of Magic" (RT) (versão longa); "A Dozen Red Roses For My

Darling"(RT); "Don't Lose Your Head"(RT) (instrumental) março de 1986 (Brasil:

maio de 1986, sem a 3ª faixa).

* Friends Will Be Friends"(FM/JD)(versão longa); "Friends Will Be

Friends"(FM/JD); "Seven Seas Of Rhye"(FM) junho de 1986 (Brasil: agosto de 1986, com "Gimme The Prize" (BM) no lugar de "Seven Seas Of Rhye").

* "Who Wants To Live Forever"(BM); "Who Wants To Live Forever" (BM)(versão do LP); "Killer Queen"(FM); "Who Wants To Live Forever"(BM)(versão de piano) setembro de 1986.

* "I Want It All"(Queen) (versão do LP); "I Want It All"(Queen) (versão editada); "Hang On In There"(Queen) maio de 1989.

* "Breakthru"(Queen) (versão longa); "Stealin'"(Queen); "Breakthru"(Queen) junho de 1989.

* "The Invisible Man"(Queen)(versão longa); "Hijack My Heart"(Queen); "The

Invisible Man"(Queen) (versões em vinil normal e transparente) agosto de 1989.

* "Scandal"(Queen) (versão longa); "Scandal" (Queen); "My Life Has Been Saved"(Queen) outubro de 1989.

* "The Miracle"(Queen); "Stone Cold Crazy" (Queen) (versão ao vivo); "My Melancholy Blues"(FM) (versão ao vivo) novembro de 1989.

* "Innuendo (Explosive Version)"(Queen); "Under Pressure" (Queen/David Bowie); "Bijou"(Queen) janeiro de 1991.

* "I'm Going Slightly Mad"(Queen); "The Hitman"(Queen); "Lost Opportunity"(Queen) março de 1991.

* "Headlong"(Queen); "All God's People"(Queen/Mike Moran); "Mad The Swine"(FM) (versões normal e picture-disc) maio de 1991.

* "The Show Must Go On"(Queen); "Keep Yourself Alive"(BM); "Queen Talks"(entrevista) setembro de 1991.

CD-singles ingleses

Reúnem faixas dos compactos normais. Estes CDs de novembro de 1988 são todos de 3 polegadas.

* "Seven Seas Of Rhye"; "See What A Fool I've Been"; " Funny How Love Is", novembro de 1988.

* "Killer Queen"; "Flick Of The Wrist"; "Brighton Rock" novembro de 1988.

* "Bohemian Rhapsody"; "I'm In Love With My Car"; "You're My Best Friend" novembro de 1988.

* "Somebody To Love"; "White Man"; "Tie Your Mother Down" novembro de

1988.

* "Good Old-Fashioned Lover Boy"; "Death On Two Legs"; "Tenement Funster"; "White Queen (As It Began)" novembro de 1988.

* "We Are The Champions"; "We Will Rock You"; "Fat Bottomed Girls" novembro de 1988.

* "Crazy Little Thing Called Love"; "Spread Your Wings"; "Flash Theme" novembro de 1988.

* "Another One Bites The Dust"; "Dragon Attack"; "Las Palabras De Amor" novembro de 1988.

* "Under Pressure"; "Soul Brother"; "Body Language" novembro de 1988.

* "Radio Ga Ga"; "I Go Crazy"; "Hammer To Fall" novembro de 1988.

* "I Want To Break Free"; "Machines"; It's A Hard Life" novembro de 1988.

* "A Kind Of Magic"; "A Dozen Red Roses For My Darling"; "One Vision" novembro de 1988.

* "The Show Must Go On"; "Keep Yourself Alive"; "Queen Talks"; "Body Language" setembro de 1991.

* "The Show Must Go On"; "Now I'm Here"; "Fat Bottomed Girls"; "Las Palabras De Amor" outubro de 1991 (lançado numa caixa das mais luxuosas). Outros CDs duplicam compactos de 12 polegadas a partir de 1989 e foram lançados simultaneamente a eles.

* “Thank God It’s Christmas”; “A Winter’s Tale”; “Rock In Rio” (1995) Notas: Sim, a última faixa foi gravada no Rock In Rio em 1985.

E este é americano:

* "We Will Rock You (Ruined Instrumental)"(BM); "We Are The

Champions"(Big Beat Accapella)"(FM); "We Will Rock You (Zulu Scratch Accapella)"(BM) 1991 (um festival de REPD).

DISCOS-SOLO

Gravadoras & datas de lançamento inglesas, salvo outra indicação.

Freddie Mercury

Compactos:

* "I Can Hear Music", com pseudônimo Larry Lurex (Jeff Barry/Ellie

Greenwich/Phil Spector); "Goin' Back" (Carole King/Gerry Goffin) (EMI, abril de 1973. EUA: selo Anthem, 1973). Notas: A rigor, trata-se quase do primeiro disco do Queen, já que todos, exceto John, estão presentes. A edição americana omite os autores do lado-B.

* "Love Kills" (FM/Giorgio Moroder); "Rotwang's Party" (Giorgio Moroder) (CBS, setembro de 1984).

* "I Was Born To Love You"(FM); "Stop All The Fighting" (FM) (CBS, 1985).

* "Living On My Own"(FM); "My Love Is Dangerous"(FM) (CBS, 1985).

* "Love Me Like There's No Tomorrow"(FM); "Let's Turn It On"(FM) (CBS,

1985).

* "Made In Heaven"(FM); "She Blows Hot And Cold"(FM) (CBS, 1985).

* "The Great Pretender" (Buck Ram); "Exercise In Free Love" (FM) (EMI, fevereiro de 1987. Brasil: 1987).

* "Barcelona" (FM/Mike Moran); "Exercises In Free Love"(FM) , com Montserrat Caballé (Polydor, outubro de 1987).

* "The Golden Boy"(FM/Mike Moran/Tim Rice); "The Fallen Priest"(FM/Mike Moran); "The Golden Boy"(FM/Mike Moran/Tim Rice)(instrumental), com Montserrat Caballé (PolyGram, outubro de 1988.

* "How Can I Go On"(FM/Mike Moran); "Overture Piccante"(Mike Moran); "Guide Me Home" (FM/Mike Moran), com Montserrat Caballé (Polydor,

Long-Plays/CDs:

* Mr. Bad Guy (CBS, agosto de 1985).

Lado 1: "Let's Turn It On"(FM); "Made In Heaven"(FM); "I Was Born To Love You"(FM); "Foolin'Around"(FM); "Your Kind Of Lover"(FM); "Mr.Bad Guy"(FM); "Man-Made Paradise"(FM); "There Must Be More To Life Than This"(FM); "Living On My Own"(FM); "My Love Is Dangerous"(FM); "Love Me Like There's No Tomorrow"(FM).

* Barcelona, com Montserrat Caballé (Polydor, 1988. Brasil: Polydor, 1988).

Lado 1: "Barcelona"; "La Japonaise"; "The Fallen Priest"; "Ensueño"* Lado 2:

"The Golden Boy"**; "Guide Me Home"; "Hoy Can I Go On"; "Overture Piccante" (composições de FM/Mike Moran, em parceria com * Montserrat Caballé e **Tim Rice).

* The Freddie Mercury Album (coletânea. EMI, 1992. Brasil: EMI, 1992).

Lado 1: "The Great Pretender"(Buck Ram); "Foolin'Around"(FM); "Time"(Dave Clark/John Christie); "Your Kind Of Lover" (FM); "Exercise In Free Love" (FM); "In My Defence" (Dave Clark/David Soares/Jeff Daniels) Lado 2: Mr. Bad Guy"(FM); "Let's Turn It On"(FM); "Living On My Own"(FM); "Love Kills"(FM/Giorgio Moroder); "Barcelona" (FM/Mike Moran).

CD-Vídeo:

* The Golden Boy (com Montserrat Caballé. PolyGram Music Video, setembro de 1989) CD vídeo

"The Fallen Priest"(FM/Mike Moran); "The Golden Boy"(FM/Mike Moran) (versões do LP, instrumental e vídeo).

* Barcelona (com Montserrat Caballé. Polygram Music Video, 1989) Outro CD vídeo

"Ensueño"(FM/Mike Moran/Montserrat Caballé); "Barcelona"(FM/Mike Moran); "Exercises In Free Love'(FM); "Barcelona"(FM/Mike Moran) (vídeo).

Brian May

Compactos:

* "Earth"(Tim Staffell); "Step On It"(BM/Tim Staffell), Smile (EUA: 1969).

Grupo de Brian e Roger Taylor. Há outras gravações deste período, demos que permaneceram inéditas até saírem em discos piratas e no mini-LP japonês Gettin' Smile (Mercury, 1982).

* "Star Fleet"(Paul Bliss, arranjo de BM); "Son Of Star Fleet" (BM) (outubro de

1983).

Creditado a Brian May And Friends.

* "Driven By You"(BM); "Just One Life"(BM) (EMI, novembro de 1991, em vinil e CD).

* "Too Much Love Will Kill You"(BM/Musker/Lamers); "I'm Scared"(BM) (EMI, setembro de 1991). Notas: A versão em CD tem uma faixa bônus, "Driven By You" (BM).

* "Last Horizon"(BM) (versão editada); "We Will Rock You"(BM)(ao vivo); "Last Horizon" (Parlophone, 1993).

LPs/CDs:

* Star Fleet Project (EMI, outubro de 1983. Brasil: 1984).

Lado 1: "Star Fleet"(Paul Bliss, arranjo de BM); "Let Me Out"(BM) Lado 2:

"Bluesbraker"(BM; Eddie Van Halen/Phil Chen/Fred Mandel/Alan Gratzer).

* Back To The Light (EMI, 1992. Brasil: outubro de 1992).

Lado 1: "The Dark"(BM); "Back To The Light"(BM); "Love Token"(BM); "Ressurection"(BM/Cozy Powell/Page); "Too Much Love Will Kill You"(BM/Musker/Lamers); "Driven By You"(BM) Lado 2: "Nothin'But Blue"(BM/Cozy Powell); "I'm Scared"(BM); "Last Horizon"(BM); "Let Your Heart Rule Your Head"(BM); "Just One Life"(BM); "Rollin' Over"(Steve Marriott/Ronnie Lane).

* Ressurrection (em dupla com Cozy Powell. Japão: EMI, 1993).

*Another World (EMI, junho de 1998)

“Space” (BM); “Business” (BM); “China Belle” (BM); “Why Don’t We Try Again” (BM); “On My Way Up” (BM); “Cyborg” (BM); “The Guv’nor” (BM); “Wilderness” (BM); “Slow Down” (Larty Williams); “One Rainy Wish” (Jimi Hendrix); “All The Way From Memphis” (Ian Hunter); “Another World (BM)”

* Retro Rock Special (CD-single com o nome T. E. Conway; Hollywood, 1998,

EUA) “Hot Patootie” (Richard O’Brien); “It’s Only Make Believe” (Conway Twitty/Jack Nance); “FBI” (Gormley); “Maybe Baby” (Buddy Holly/Norman Petty)

Não confundir este nosso amigo com outro Brian May, maestro e compositor australiano, famoso por suas trilhas para filmes como Harlequin (1980) e Mad Max (1979) e Mad Max II (1982) - a primeira chegou a sair aqui pela EMI-Odeon, a mesma gravadora do Queen, com destaque para o autor da trilha, e não se pode culpar muitos fãs do Queen por terem comprado o disco às pencas.

Roger Taylor

Compactos:

* "Earth", Smile (ver acima na seção de Brian May).

* "I Wanna Testify"(George Clinton/D. Taylor); "Turn On The TV"(RT) (EMI, julho de 1977).

* "Future Management"(RT); "Laugh Or Cry"(RT)(EMI, abril de 1981. Brasil:

junho de 1981).

* "Man On Fire"(RT); "Killing Time"(RT) (EMI, UK: junho de 1981).

* "Strange Frontier"(RT); "I Cry For You"(RT/David Richards) (EMI, UK: 1984).

LPs/CDs:

* Fun In Space (EMI, abril de 1981. Brasil: 1981).

Lado 1: "No Violins"(RT); "Laugh Or Cry"(RT); "Future Management"(RT); "Let's Get Crazy"(RT); "My Country I & II"(RT) Lado 2: "Good Times Are Now"(RT); "Magic Is Loose (Interlude In Constantinople)"(RT); "Airheads"(RT); "Fun In Space"(RT).

* Strange Frontier (EMI, julho de 1984. Brasil: julho de 1984).

Lado 1: "Strange Frontier"(RT); "Beautiful Dreams"(RT); "Man On Fire"(RT); "Racing In The Street"(Bruce Springsteen); "Masters Of War"(Bob Dylan) Lado 2:

"Killing Time"(RT); "Abandon Fire" (RT/David Richards); "Young Love"(RT); "It's An Illusion"(RT/Rick Parfitt); "I Cry For You (Love, Hope And Confusion)"(RT/David Richards).

* Happiness? (Parlophone, setembro de 1994).

"Nazis 1994"; "Happiness"; "Revelations"; "Touch The Sky"; "Foreign Land"; "Freedom Train"; "'You Had To Be There'"; "The Key"; "Everybody Hurts

Sometime"; "Loneliness

";

"Dear Mr. Murdoch"; "Old Friends".

* Electric Fire (Parlophone, setembro de 1998)

“Pressure On” (RT); “A Nation Of Haircuts” (RT); “Believe In Yourself” (RT); “Surrender” (RT); “People On Streets” (RT); “The Whisperers” (RT/Evans); “Is It Me?” (RT); “No More Fun” (RT); “Tonight (RT); “Where Are You Now?” (RT); “Working Class Hero” (John Lennon); “London Town” – “C'mon Down” (RT)

Compacto: “Pressure On”; “People On Streets”; “Tonight” (Parlophone, 1998)

Compacto: “Pressure On” (RT); “Dear Mr Murdoch” (RT); “Keep A Knockin'” (Little Richard) (Parlophone, 1998)

Com o grupo The Cross:

* Shove It! (Virgin, fevereiro de 1988. Brasil: 1988).

Lado 1: "Shove It"(RT); "Cowboys And Indians"(RT); "Contact"(RT); "Heaven Fotr Everyone"(RT) Lado 2: "Stand Up For Love"(RT); "Love On A Thightrope (Like An Animal)"(RT); "Love Lies Bleeding (She Was A Wicked, Wily Waitress)"(RT); "Rough Justice"(RT).

* Mad, Bad And Dangerous To Know (Alemanha: EMI-Electrola, 1990).

"Top Of The World Ma"; "Liar"; "Closer To You"; "Breakdown"; "Penetration Guru"; "Power To Love"; "Sister Blue"; "Better Things"; "Passion For Trash"; "Old Men ( Lay Down)"; "Final Destination"(composições de RT ou vários membros do grupo; "Liar" não é a do Queen).

* Blue Rock (Alemanha: EMI-Electrola, 1991).

"Bad Attitude"; "New Dark Ages"; "Dirty Mind"; "Hand Of Fools"; "Ain't Put Nothin' Down"; "The Also-Rans"; "Millionaire"; "Put It All Down To Love"; "Baby It's Alright"; "Life Changes".

Aqui, a exemplo dos dois Brian May compositores, também cabe um lembrete: não confundir este Roger Taylor com o homônimo baterista do Duran Duran - que

também gravava para a EMI. (Permitam-me um aparte pessoal: além de jornalista e pesquisador, sou contrabaixista, e às vezes fico tentado a mudar meu nome para John Deacon, montar novo grupo e ir bater à porta da EMI).

John Deacon

O mais "escondido" dos membros do Queen gravou, até o momento, apenas um

disco-solo, para a trilha do filme Biggles, dirigido por John Hough em 1986:

* "No Turning Back"(JD/Robert Ahwaii); "No Turning Back (The Chocks-Away Mix)"; "No Turning Back (The Joystick Mix), com um grupo especial para a ocasião, The Immortals (MCA, maio de 1986).

PARTICIPAÇÕES EM DISCOS DE OUTROS ARTISTAS

Todas as gravadoras e datas de lançamento referem-se à Inglaterra, salvo outra indicação.

O Queen participa do LP duplo Concerts For The People Of Kampuchea (Atlantic,

março de 1981. Brasil:1981), gravado ao vivo, com a faixa "Now I'm Here"(BM). Brian, Roger e Freddie fazem vocais no LP All-American Alien Boy (CBS, 1976), na faixa "You Nearly Did Me In" (Ian Hunter).

E Brian, John e Roger participam de "Who Wants To Live Forever", hit do Queen

em 1986, numa gravação beneficente de 1989 com Louisa May, filha de Brian, no

vocal.

Freddie Mercury

Discos de que participa como produtor e/ou vocalista em pelo menos uma faixa:

Compactos:

"Ragtime Piano Joe"; "The Saddest Clown", Peter Stracker (EMI, 1977) * "Emotions In Motion", Billy Squier (Capitol, 1982) * "Hold On", Jo Dare (Alemanha e Brasil: EMI, 1986) * "Love Is The Hero", Billy Squier ( 1986) * Heaven For Everyone", The Cross (Virgin, 1988) *.

LPs/CDs:

Men From Manhattan de Eddie Howell (Warner, 1976) * Enough Is Enough de Billy Squier (EMI, 1986) *Dave Clark's Time (EMI, 1986. Brasil: EMI-Odeon,

1986).

Brian May

Ao contrário do mito popular, Brian não tocou nos discos do grupo The Others, embora tenha feito parte do grupo. Mas ele chegou a gravar ainda nos anos 60, com o grupo Left-Handed Marriage, embora as faixas de que participou tenham sido lançadas apenas nos anos 90.

Os discos em que Brian participa como músico e/ou produtor em pelo menos uma faixa incluem:

Compactos:

"Stay With Me Tonight", Jeffrey Osborne (A&M, 1983) * "Crazy Nights"; "Golden Days", Minako Honda (1986) * "Talking Of Love", Anita Dobson (Parlophone, 1987) * "I Dream Of Christmas", Anita Dobson (Parlophone, 1987) * "Tour De Monde", Jose Lucas (1987) * "Love Train", Holly Johnson (MCA, 1989) * "Blow The House Down", Living In A Box (Chrysalis, 1989) * "Self!", We've Got A Fuzzbox And We're Gonna Use It (WEA, 1989) * "Yes We Can", Artists United For Nature (PolyGram, 1989) * "Smoke On The Water", Rock Aid Armenia (Live Aid Armenia, 1989) * "Sailing", Artists United Against Repatriation (1989) * "Who Wants To Live Forever", Ian & Belinda (EMI, 1989; a versão de 12 polegadas inclui outra versão da música, cantada por Louisa May, filha de Brian - e Roger e John também participam) * "The Stonk", Hale & Pace And The Stonkers (London, 1991) * "We Are The Champions", Hank Marvin (Polydor, 1992) * "Ride To Win"; "Somewhere In Time", Cozy Powell (1992) * "Love Of My Life", Extreme (1992) * "If There's A Heaven", Tony Martin (1992) * "I Can Read Books", Judie Tzukie (1993).

LPs/CDs:

Crazy Chain, Left-Handed Marriage (independente, 1993; com gravações de 1967) *Puttin' On The Style, Lonnie Donegan (Chrysalis, 1977) * Lettin'Loose, Heavy Pettin' (Polydor, 1983) * The Drums Are Back, Cozy Powell (EMI, 1992; inclui faixas em que Brian mais tarde deu uma remexida e relançou em seu próprio Back To The Light) * Live At Wembley, Meat Loaf (RCA, 1987) * * Headless Cross, Black Sabbath (IRS, 1989) * Phenomena III: Innervision, Phenomena (Castle, 1993) * Muddy Water Blues, vários (London, 1993. Brasil: PolyGram, 1994) * Alternative NRG - Greenpeace, vários (Hollywood, 1994. Brasil: BMG, 1994 * Severino, Os Paralamas Do Sucesso (Brasil: EMI-Odeon, 1994) * Bad News, Bad News (EMI, 1987) * Pavarotti & Friends, Luciano Pavarotti (London, 1992) .

Roger Taylor

Gravações de que participa como músico (bateria, guitarra, contrabaixo, vocais) e/ou produtor em pelo menos uma faixa:

Compactos:

"Survival", Fox (GTO, 1975) * "How Come You're So Dumb"; "Rich Kid Blues", Hillary (Modern, 1979) * "Emotions In Motion", Billy Squier (Capitol, 1982; Freddie também participa) *"Play The Game Tonight", Kansas (Epic, 1982) * "Love Don't Live Here Anymore", Jimmy Nail (Virgin, 1985) * "Loving You",

Feargal Sharkey (Virgin, 1985) * "Dancerama", Sigue Sigue Sputnik (EMI, 1989)

* "Radio", Shaky (1992) .

LPs/CDs:

Past, Present & Future, Al Stewart (CBS, 1973) * Dance, Gary Numan (Beggars Banquet, 1981) * Under A Raging Moon, Roger Daltrey (Virgin, 1985) * Ice On Fire, Elton John (Rocket, 1985) * Leather Jackets, Elton John (Rocket, 1985) * Vigilante, Magnum (Polydor, 1986) * Virginia Wolf, Virginia Wolf (Austrália:

Atlantic, 1986).

John Deacon

Além de tocar nas mesmas faixas de Elton John em que Roger Taylor toca, John participa da remixagem de faixas de Strange Frontier de Roger, de Back To The Light de Brian May e de uma versão japonesa de sua própria "No Turning Back", com a cantora Minako Honda, em 1986 (o título em "Nihongô" é "Roulette").

Mas até que John não se esconde tanto, participando também de:

"This Is The Chorus", Morris Minors And The Majors (1987) * "I Dream Of Christmas", Anita Dobson (Parlophone, 1987, junto a Brian).

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ORIGINAIS

Uma pequena relação de músicas do repertório do Queen, ao vivo ou em discos, juntos ou solo, lançadas originalmente por outros intérpretes. As músicas estão listadas por título, autoria, intérprete que lançou a música, gravadora e ano.

* “All The Way from Memphis” (Ian Hunter) – Mott The Hoople (Columbia, 1973, Inglaterra)

* "Be-Bop-A-Lula" (Sheriff Tex Davis/Gene Vincent) - Gene Vincent (Capitol, 1956, EUA).

* "Big Spender" (Cy Coleman/Dorothy Fields) - lançada no filme Sweet Charity (1969, EUA), cantada por Shirley McLaine.

* “FBI” (Gormley) – The Shadows (EMI, 1961, Inglaterra)

* "Gimme Some Lovin'" (Stevie Winwood) - The Spencer Davis Group (Fontana, 1966, Inglaterra).

* "God Save The Queen (King)", o hino nacional inglês - lançado por Henry Carey, provavelmente seu autor, em 1740.

* "Goin' Back" (Gerry Goffin/Carole King) - Dusty Springfield (Philips, 1966, Inglaterra) * The Byrds (Columbia, 1967, EUA).

* "Hello Mary Lou" (Gene Pitney) - Ricky Nelson (Imperial, 1960, EUA).

* “Hot Patootie” (Richard O’Brien) – do musical The Rocky Horror Show (1973)

* "I Can Hear Music" (Jeff Barry/Ellie Greenwich/Phil Spector) - The Ronettes (Philles, 1963, EUA) * The Beach Boys (Capitol, 1969, EUA).

* "(I Wanna) Testify" (George Clinton/D. Taylor) - Parliament (Revilot, 1967, EUA) .

* “It’s Only Make Believe” (Conway Twitty/Jack Nance) – Conway Twitty (MGM, 1958)

* "Jailhouse Rock" (Jerry Leiber/Mike Stoller) - Elvis Presley (RCA, 1957, EUA).

* “Keep A-Knockin’” (“Little” Richard Penniman) – Little Richard (Speciality,

1957)

* "Little Queenie"(Chuck Berry) - Chuck Berry (Chess, 1959, EUA), citada no final de "Now I'm Here".

* "Masters Of War" (Bob Dylan) - Bob Dylan (Columbia, 1963, EUA).

* “Maybe Baby” (Buddy Holly/Norman Petty) – Buddy Holly (Coral/Decca, 1958)

* "(Oh) I Do Like To Be Beside The Seaside" (John Glover Kind).

* “One Rainy Wish” (Jimi Hendrix) – Jimi Hendrix (Track, 1967, Inglaterra)

* "Racing In The Street" (Bruce Springsteen) - Bruce Springsteen (Columbia, 1978, EUA).

* "Rollin' Over" (Steve Marriott/Ronnie Lane) - The Small Faces (Immediate, 1968, Inglaterra).

* "Saturday Night's Alright For Fighting" (Elton John/Bernie Taupin) - Elton John (DJM, 1973, Inglaterra).

* "See What A Fool I've Been" - baseada num blues de Sonny Terry & Brownie McGhee.

* “Slow Down” (Larry Williams) – Larry Williams (Speciality, 1958, EUA)

* "Tavaski Szel" ("Tavoszizel") - folclore húngaro.

* "The Great Pretender" (Buck Ram) - The Platters (Mercury, 1956, EUA).

* "Tutti Frutti" (Dorothy LaBostrie/Joe Lubin/"Little" Richard Penniman) - Little Richard (Speciality, 1955, EUA).

* “Working Class Hero” (John Lennon) – John Lennon (EMI, 1970, Inglaterra)

* "(You're So Square) Baby I Don't Care" (Jerry Leiber/Mike Stoller) - Elvis Presley (RCA, 1957).

REGRAVAÇÕES

Uma pequena amostra de artistas que regravaram composições do Queen. Título da música, intérprete, gravadora, ano e país.

* "A Kind Of Magic" Elaine Paige.

* "All Dead, All Dead" Akira Yano.

* "Another One Bites The Dust" Sugar Daddy (1980, EUA) * "Weird"Al

Yankovic (paródia, "Another One Rides The Bus"; Scotti Bros., 1981, EUA).

* "Bohemian Rhapsody" - London Symphony Orchestra (EMI, 1976, UK) * We've Got A Fuzzbox (WEA, 1989,UK) * The Allien Toussaint Orchestra (1992) .

* "Crazy Little Thing Called LoveThe Chipmunks (1980, EUA) * Cesar Costa (em espanhol, "Amorcito Loco"; RCA, 1980, México).

* "Get Down, Make Love" Nine Inch Nails (TVT, 1991, UK).

* "Good Old-Fashioned Lover Boy" Akira Yano (1994, Japão)

* "Is This The World We Created

?

"Elaine Paige (EMI, 1987).

* "I Want It All" London Symphony Orchestra (EMI, 1989, UK).

* "I Want To Break Free" Kingstar * The Young Breakers (1984).

* "Love Of My Life"- Extreme (Mercury, 1992) * Elaine Paige (EMI, 1987) *

Akira Yano (1994, Japão) * Margareth Menezes (Continental, 1996, Brasil).

* "Nevermore" Akira Yano (1994, Japão).

* "Now I'm Here" Def Leppard (PolyGram, 1993).

* "One Vision" Leibach (em alemão, "Gebut Einer Nation", Mute, 1986, Iugoslávia).

* "One Year Of Love" Elaine Paige (EMI, 1987).

* "Radio Ga Ga" Elaine Paige (EMI, 1987).

* "Sail Away Sweet Sister" Guns'n'Roses (ao vivo, 1992).

* "Sheer Heart Attack" Hallows Eve.

* "Somebody To Love" George Michael (EMI,1993).

* "Stone Cold Crazy" Metallica (Elektra, 1990, EUA).

* "Te O Toriatte" Akira Yano (1994, Japão).

* "These Are The Days Of Our Lives" George Michael e Lisa Stansfield (EMI,

1992).

* "The Show Must Go On" Elton John (ao vivo, 1992).

* "39" Pretty Maids (1994) * Denis & Demian (em português; Sony, 1991, Brasil).

* "Tie Your Mother Down" The Lynch Mob (1992).

* "Under Pressure" Vanilla Ice (disfarçada como "Ice Ice Baby"; Capitol, 1990).

* "We Are The Champions" Paul Mauriat (Philips, 1978, França) * John Williams & The Boston Orchestra (EUA) * Akira Yano (1994, Japão).

* "We Will Rock You" Warrant(EUA) * Viper (Eldorado, 1993, Brasil) *The Benzedrine Monks Of Santo Domonica (Rhino, 1994).

* "Who Wants To Live Forever" Elaine Paige (EMI, 1987).

* "You And I" Akira Yano (1994, Japão).

* "You're My Best Friend" Akira Yano (1994, Japão).

* "You Take My Breath Away" Elaine Paige (EMI, 1994) * Herman Van Been

(1994).

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VÍDEOS

* Queen's Greatest Flix (1981, em versões VHS e - lembra-se? - Betamax).

Primeira coletânea oficial de videoclips de um artista, reunindo clips das mesmas músicas do LP Greatest Hits. (Ah, sim: o título "flix" refere-se a "flicks", gíria para revistas ou, por analogia, filmes pornôs, os quais, é claro,ninguém lê ou vê, só dá uma "folheada" rápida, "flick").

* Live In Budapest (1986. Lançado em CD-vídeo em 1988).

Primeiro grande show de rock de artista ocidental na Europa oriental. Para repertório, ver a discografia.

* Rare Live (1989)

Inclui trechos de ensaios e shows de 1973 a 1986.

* Classic Queen (1992).

* Greatest Hits (1992).

Mais duas coletâneas de clips correspondentes a LPs/CDs-coletâneas homônimos.

Freddie Mercury solo:

* Video EP (1986)

Reúne quatro clips: "I Was Born To Love You"; "Living On My Own"; "Time"; "Made In Heaven".

* The Golden Boy (com Montserrat Caballé, 1989; ver discografia).

TRILHAS

Filmes que incluem música do Queen na trilha sonora:

* Flash Gordon (Direção: Mike Hodges, 1980, EUA. Com Sam J. Jones, Melody Anderson, Topol, Max von Sydow, Ornella Muti).

* Highlander (Dir. Russell Mulcahy, 1986, EUA. Com Christopher Lambert,

Rosanne Hart, Clancy Brown, Sean Connery. A versão americana tem 17 minutos a menos).

* Iron Eagle (Dir. Sidney J. Furie, 1986, EUA. Com Louis Gossett Jr., Jason Gerrick, David Suchet).

Estes incluem música de membros do Queen:

* Metropolis (Dir. Fritz Lang, 1926, Alemanha. Com Brigitte Helm, Alfred Abel,

Gustav Froelich, Rudolf Klein-Rogge. Colorizado e sonorizado em 1984, com trilha sonora de Giorgio Moroder, incluindo interpretações de Freddie. E um trecho deste filme foi utilizado no clip de "Radio Ga Ga" do Queen.)

* Teachers (Dir. Arthur Hiller, 1984, EUA. Com Nick Nolte, JoBeth Williams,

Judy Hirsch, Ralph Macchio. A trilha inclui "Foolin' Around", do primeiro LP solo de Freddie.)

* Biggles (Dir. John Hough, 1986, Inglaterra. Título nos EUA: Biggles:

Adventures In Time. Com Neil Dickson, Alex Hyde-White, Fiona Hutchinson, Peter Cushing, Marcus Hilbert. Trilha composta por John.)

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BIBLIOGRAFIA “Notícias do mundo”

Jornais

Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Folha da Tarde (Brasil), Melody Maker, New Musical Express, Sounds (Inglaterra);

Revistas

Pop, Rock A História E A Glória, Somtrês, Música, Bizz, Revista do CD, Dynamite, Flashrock e, naturalmente, Killer Queen (Brasil), Circus, Hit Parader, Trouser Press, Guitar Player, Musician (EUA), Record Collector, Vox, Q, Smash Hits, Guitarist, Mojo (Inglaterra)

Livros ingleses

Guinness British Hit Albums (1987); Guinness British Hit Singles (1987); Guinness 500 Number One Hits (1982); Guinness Hits Of The 80's (1990), todos de Paul Gambaccini e outros; Guinness Book Of Rock Stars, Dafydd Rees e Luke Crampton (1991); New Rock Record de Terry Hounsome (1985); Encyclopedia Of British Beat Groups Of The Sixties, Colin Cross e outros (1980); The Omnibus Chart Book Of The 80's (1989); The Omnibus Book Of British And American Hit Singles 1960-1990 (1990), ambos de Dave MacAleer; The Rock Diary 1983, Dave Fudger e Pete Silverton (1983); The Penguin Encyclopedia Of Popular Music de

Donald Clarke e outros (1990);The Illustrated Encyclopedia Of Rock, Nick Logan

e Bob Wooffinden (1982); Great Britons de Harold Oxbury (1985); The Official

Music Master CD Catalogue, 13th Edition (1992); Rock Yearbooks de 1983, 1986

e 1987

Livros norte-americanos The British Invasion de Nicolas Schaffer e outros (1982); The Rolling Stone Illustrated History Of Rock And Roll de Jim Miller e outros (1980); The Billboard Book Of Number One Hits (1992); Billboard's Hottest Hot 100 Hits (1991), ambos de Fred Bronson; The Billboard Book Of Gold & Platinum Records, Adam White (1990); Casey Kasem's American Top 40 Yearbook (1979); Leonard Maltin's TV Movies Video Guide (1991).

Não esquecendo dois livros sobre o Queen, The Queen Story de George Tremlett (1976) e As It Began de Jackie Gunn e Jim Jenkins (1992).

SOBRE O AUTOR “Teus pais vão me rogar praga até eu morrer”

Paulistano de 1957, Ayrton Mugnaini Jr. é jornalista, crítico musical, compositor, pesquisador de música popular em geral, músico e radialista, dos mais versáteis de sua geração. É colaborador de publicações como Jornal Da Tarde, Folha Da Tarde, Cruzeiro Do Sul (Sorocaba), O Pasquim (Rio), Revista Do CD, HV, Som Sertanejo, Bizz, Qualis e, atualmente, Dynamite, Shopping Music, Música Do Brasil, Showbizz, Brazilian Music Uptodate, Rock In

Magazine e outras. É também autor de textos de contracapas ou encartes de discos como a série de CDs Luar Do Sertão (BMG, 1997), de música sertaneja tradicional. E vem ministrando oficinas e palestras sobre crítica musical, rock brasileiro e música no circo desde 1994. Autoproclamado “músico e compositor em estado crítico”, tem composições gravadas por Kid Vinil, Língua de Trapo, Falcão, Nasi & Os Irmãos do Blues e

outros. Como intérprete e multi-instrumentista, vem lançando várias fitas cassete

e um LP, todos independentes, desde 1984. É um dos diretores do Clube Caiubi

de Compositores, fundado em 2002. Co-produz o programa de música, humor e informação Rádio Matraca (atualmente na USP FM). Nos anos 90 co-produziu programas radiofônicos de Kid Vinil e Miguel Vaccaro Netto. Seus livros incluem a coleção Biblioteca Musical (editora Nova Sampa), sobre Raul Seixas, Roberto Carlos, Janis Joplin, Caetano Veloso, Rita Lee e outros, além de dois estudo sobre as origens do rock and roll, História Do Rock – Os Primeiros 200 Anos (Nova Sampa, 1995) e Breve História Do Rock (Nova Alexandria, 2007). Escreveu também livros sobre Adoniran Barbosa e

Chiquinha Gonzaga. Além disso, colaborou na atualização para 1998 da Enciclopédia Da Música Brasileira Erudita, Folclórica E Popular (Art Editora), lançada originalmente em 1977.

Dedicado à pesquisa das origens e evolução da música popular em geral, possui um acervo de mais de 8 mil discos, do 78 RPM ao CD, e centenas de fitas de rolo e cassetes, com músicas, jingles, entrevistas e palavra falada de todos os países, do fim do século 19 ao presente, além de centenas de livros, revistas, partituras e recortes de jornais, nacionais e estrangeiros. E tem colaborado para homepages de artistas diversos como Jorge Ben Jor e os estrangeiros The Kinks

e Françoise Hardy. É curador do Arquivo do Rock Brasileiro, produzido pela Associação Cultural Dynamite e o maior projeto multimeios já realizado sobre o assunto. É

também autor da primeira enciclopédia dedicada à música sertaneja, lançada em 2001, e das primeiras grandes pesquisas sobre festivais de música (publicada no jornal diário sorocabano Cruzeiro do Sul em 1985) e música e circo (a pedido do Centro de Memória do Circo, da Prefeitura de São Paulo, em 2010). Para mais (ainda mais!) informações sobre o autor, visite a home-page:

www.clubecaiubi.ning.com/profile/AyrtonMugnainiJr

e

www.ayrtonmugnainijr,blogspot.com