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Endocrinologia da Fêmea Canina Prof. Dr. José Luiz Rodrigues Laboratório de Embriologia e Biotécnicas de
Endocrinologia da Fêmea Canina
Endocrinologia da
Fêmea Canina

Prof. Dr. José Luiz Rodrigues

Laboratório de Embriologia e

Biotécnicas de Reprodução

Faculdade de Veterinária UFRGS

Jan Brueghel século XVII
Jan Brueghel século XVII
Garoto e o Cachorro der Borch (1650)
Garoto e o
Cachorro
der Borch
(1650)
Dignity and Imprudance (1839) Eldwin Henry Landseer
Dignity and Imprudance (1839) Eldwin Henry Landseer
Dignity and
Imprudance (1839)
Eldwin Henry Landseer
Lazaro Spallanzani (1729 – 1799)
Lazaro
Spallanzani
(1729 – 1799)
Lazaro Spallanzani (1729 – 1799)
Walter Heape (1855-1929)
Walter Heape
(1855-1929)
Walter Heape (1855-1929)

The sexual season of mammals and the relationship of pro-

estrus to mestruation. Part 1. Quart. J. Micro. Sci. 44: 1, 1900.
estrus to mestruation. Part 1.
Quart. J. Micro. Sci. 44: 1,
1900.

Fisiologia da Reprodução Canina:

1970 : Concannon and some others 1975: Concannon et al. The ovarian cycle of the
1970 : Concannon and some others
1975: Concannon et al. The ovarian cycle of the
bitch
1977: Concannon and Hansel: PgF2æ induced luteolysis
Concannon et al.: Preovulatory luteinization
Concannon et al: Pregnancy
1978: Concannon et al. Parturition
1980: Concannon: Hypophysectomy and LH on P4
1987: Concannon et al: Suppression of luteal function
in dogs by LH antiserum
Patrick Concannon Maio de 2003 na Bélgica
Patrick
Concannon
Maio de 2003 na
Bélgica
Embriões caninos produzidos in vitro
Embriões caninos produzidos in vitro
Embriões caninos produzidos in vitro Rodrigues et al. (2004) Mol. Reprod. Dev., v. 67, p. 215-223.
Rodrigues et al. (2004) Mol. Reprod. Dev., v. 67, p. 215-223.
Rodrigues et al. (2004) Mol. Reprod. Dev., v. 67, p. 215-223.
Fisiologia da Reprodução: Concepção Contracepção Banco de germoplasma
Fisiologia da Reprodução:
Concepção
Contracepção
Banco de germoplasma
FASES DO CICLO ESTRAL EM CANÍDEOS Proestro Estro Diestro
FASES DO CICLO
ESTRAL EM CANÍDEOS
Proestro
Estro
Diestro

FASES DO CICLO

ESTRAL EM CANÍDEOS Folicular Ovulatória Luteínica Anestro
ESTRAL EM CANÍDEOS
Folicular
Ovulatória
Luteínica
Anestro

Ciclo estral da cadela:

Phase

fol liculaire

Ciclo estral da cadela: Phase fol liculaire Oestrus Proest rus Dioest rus Anoest rus Phase lut

Oestrus

Proest rus

Dioest rus

Anoest rus

Phase

lut éale

FASES DO CICLO ESTRAL EM CANÍDEOS Folicular - E2 Luteínica – P4 Quiescente
FASES DO CICLO
ESTRAL EM CANÍDEOS
Folicular - E2
Luteínica – P4
Quiescente
Ciclo estral da cadela:
Ciclo estral da cadela:
Real fase de Anestro
Real fase de Anestro
Fase Folicular
Fase Folicular
Proestro Anestro Estro Diestro
Proestro
Anestro
Estro
Diestro
Fecundação
Fecundação
Fase
Fase

Luteal

3 períodos de interesse:
3 períodos de interesse:
• Regulação da fase folicular • Regulação da função luteínica e controle da prenhez/ pseudociese
• Regulação da fase folicular
• Regulação da função luteínica e
controle da
prenhez/ pseudociese
• Regulação do anestro (final)
Diagnóstico do ciclo estral: anátomo- clínico citológico hormonal ultra-sonográfico
Diagnóstico do ciclo
estral:
anátomo- clínico
citológico
hormonal
ultra-sonográfico
Exame clínico: comportamento secreção vulva vagina
Exame clínico:
comportamento
secreção
vulva
vagina
Natureza da secreção
Natureza da secreção

Mucosa metaestro, pré- parto Mucopurulenta piometra, vaginite, uretrite Sero-sanguinolenta

piometra, vaginite, uretrite  Sero-sanguinolenta estro, hiperplasia cística de endométrio, vaginite, tumor
estro, hiperplasia cística de endométrio, vaginite, tumor vaginal
estro, hiperplasia cística de
endométrio, vaginite, tumor vaginal
Natureza da secreção Sanguinolenta aborto Esverdeada descolamento placentário
Natureza da secreção
Sanguinolenta
aborto
Esverdeada
descolamento placentário

proestro, pós-parto, metrorragia

Citologia vaginal
Citologia vaginal
Monitorar o ciclo estral e alterações Pré-determinação da data da parição Confirmação de cópula
Monitorar o ciclo estral e alterações
Pré-determinação da data da parição
Confirmação de cópula
Identificar inflamações e neoplasias
Citologia vaginal Coleta Preparação do esfregaço Fixação e Coloração Tipos celulares
Citologia vaginal
Coleta
Preparação do
esfregaço
Fixação e Coloração
Tipos celulares
Interpretação
Citologia vaginal: coleta com espéculo. swab lâmina
Citologia vaginal: coleta com
espéculo.
swab
lâmina
Citologia vaginal: coleta sem espéculo.
Citologia vaginal: coleta
sem espéculo.
Citologia vaginal (coloração): Corantes hematológicos Wright ou Wright/Giemsa Giemsa Panóptico rápido

Citologia vaginal(coloração):

Corantes hematológicos Wright ou Wright/Giemsa Giemsa Panóptico rápido Azul de metileno
Corantes hematológicos
Wright ou Wright/Giemsa
Giemsa
Panóptico rápido
Azul de metileno
Papanicolau/Shorr
Rosenfeld
Citologia vaginalepitélio e tipos celulares (Günzel, 1984): Stratum corneum ou superficial Stratum spinosum Stratum
Citologia vaginalepitélio e tipos
celulares (Günzel, 1984):
Stratum corneum
ou superficial
Stratum spinosum
Stratum parabasale
Stratum basale

Proestro

Proestro Citologia mista em evolução para superficial Eritrócitos Bactérias B.A. Rodrigues

Citologia mista em evolução para superficial

Eritrócitos
Eritrócitos
Bactérias
Bactérias
B.A. Rodrigues
B.A. Rodrigues

Estro

Superficiais: (% máximo de anucleadas 2 a 3 dias pré ovulação).
Superficiais: (% máximo de anucleadas
2 a 3 dias pré ovulação).

B.A. Rodrigues

Ovulação

Superficiais em grupos definidos Fundo de lâmina limpo
Superficiais em grupos definidos
Fundo de lâmina limpo

B.A. Rodrigues

Metaestro/Diestro
Metaestro/Diestro

Redução das células superficiais (>20%)

Aparecimento de neutrófilos

Células do “metaestro”

Metaestro/Diestro Redução das células superficiais (>20%) Aparecimento de neutrófilos Células do “metaestro”
Metaestro/Diestro Redução das células superficiais (>20%) Aparecimento de neutrófilos Células do “metaestro”

Anestro

B.A. Rodrigues

Anestro B.A. Rodrigues Citologia escassa Predomínio basais e parabasais
Citologia escassa Predomínio basais e parabasais
Citologia escassa
Predomínio basais
e parabasais

Correlação endócrina e citológica durante o ciclo estral da cadela

Correlação endócrina e citológica durante o ciclo estral da cadela
Exame do fundo vaginal Espéculo ou protoscópio
Exame do fundo vaginal
Exame do fundo vaginal
Exame do fundo vaginal Espéculo ou protoscópio
Espéculo ou protoscópio
Espéculo ou protoscópio
Endocrinologia do período pré e ovulatório na cadela
Endocrinologia do período pré e
ovulatório na cadela
progesterona ng/ml LH
progesterona ng/ml
LH

estradiol

10

5

ovulação
ovulação
Fecundação
Fecundação

4

5

6

7

-4

-3

-2

-1

0

1

2

3

Útero

Oviduto

Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix

Fertilizável

Degeneração

Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix
Ú t e r o Oviduto Fertilizável Degeneração Ovocyte I Ovocyte II L H Ovul. Cervix

Ovocyte I

Ovocyte II

LH

Ovul.

Cervix closure

D0

D2

D4

D6

D8

Duração da prenhez na cadela:
Duração da prenhez na cadela:
Dia O / pico de LH
Dia O / pico de LH
Parto
Parto
65 dias ± 1
65 dias ± 1
Primeiro dia da Ovulação 56-58 dias
Primeiro dia da Ovulação
56-58 dias
Primeira cobertura 56-72 dias
Primeira cobertura
56-72 dias

Quão importante é progesterona?

O ovário é a única fonte de progesterona na cadela. Existe uma correlação direta entre
O ovário é a única fonte de
progesterona
na cadela.
Existe uma correlação direta
entre progesterona e ovulação.
Mas

Progesterona não pode ser usada

para confirmar prenhez na cadela.

Porque progesterona  É semelhante nas fêmeas prenhes ou não por 3 semanas (concentrações entre
Porque progesterona
 É semelhante nas fêmeas
prenhes ou não por 3 semanas
(concentrações entre 15 e 90
ng/mL)

Toda fêmea canina em diestro é considerada pseudoprenhe até que haja confirmação ou negação

da condição gestacional.
da condição gestacional.
Controle hormonal (teste semi-quantitativo) cor progesterona (ng/ml) significado azul intensa 0 a 1,0 azul moderada
Controle hormonal
(teste semi-quantitativo)
cor
progesterona (ng/ml) significado
azul intensa
0 a 1,0
azul moderada 1,0 a 2,5
formação folicular
até elevação de LH
pico LH
azul suave
2,5 a 5,0
pico LH até ovulação
branca
> 5,0
formação corpo lúteo
Controle da função lútea: Dia O / pico de LH
Controle da função lútea:
Dia O / pico de LH
Parto
Parto
65 dias ± 1
65 dias ± 1
Preimplantação Embriogenese Desenv. fetal
Preimplantação
Embriogenese
Desenv. fetal

Relativa independência hormonal

65 dias ± 1 Preimplantação Embriogenese Desenv. fetal Relativa independência hormonal Total dependência hormonal
Total dependência hormonal
Total dependência hormonal
Regulação da função lútea na fase média do diestro: • Prolactina é principal fator luteotrópico
Regulação da função lútea na
fase média do diestro:
• Prolactina é principal fator
luteotrópico na manutenção da função
lútea.
• LH não é necessário, mas parece
também sustentar a produção de
progesterona.
• O papel da relaxina em promover a
produção de P4 durante a prenhez
ainda não foi bem esclarecido.
Relaxina e prenhez
Relaxina e prenhez

Witness relaxin

(Synbiotics)

Relaxina e prenhez Witness relaxin (Synbiotics) implantação relaxina

implantação

Relaxina e prenhez Witness relaxin (Synbiotics) implantação relaxina

relaxina

Inspeção ultra-sonográfica Anestro 1. Tamanho 2. Limites regionais ovário Forma ovalada Hipoecogênico Perfil
Inspeção
ultra-sonográfica
Anestro
1. Tamanho
2. Limites regionais
ovário
Forma ovalada
Hipoecogênico
Perfil regular
17mm X 10mm
Inspeção ultra-sonográfica
Inspeção
ultra-sonográfica

Pré-ovulação

1. Limites regionais

2. Tamanho

3. Folículos (n o e dimensão)

Forma ovalada

Hipo a anecogênico

Perfil regular

FO: ± 7mm 22mm X 12mm
FO: ± 7mm
22mm X 12mm
Inspeção ultra-sonográfica
Inspeção
ultra-sonográfica

Pós- ovulação

1. Limites regionais

2. Tamanho

3. CL: n o/ dimensão

Forma ovalada

Hipo a anecogênico

Perfil irregular

CL: ± 9mm

30mm X 15mm
30mm X 15mm
Muito obrigado pela atenção!
Muito obrigado pela atenção!
Muito obrigado pela atenção!