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APRENDIZAGEM ACELERADA

Qualquer pessoa pode aprender mais


e melhor se estiver "condicionada para aprender".
E este condicionamento é obtido a partir
das técnicas de relaxamento, que abrem
os "poros do subconsciente" para a memorização perfeita.

Na década de 60, o médico e educador búlgaro Georgi Lozanov fez uma descoberta interessantíssima.
Ele descobriu que há um "estado mental" propício para a aprendizagem e que qualquer aluno
conduzido a este estado mental aprende mais e melhor num espaço de tempo bem menor.
Fantástico, não é mesmo?

Este estado mental foi denominado estado de vigília relaxada e é obtido quando o nosso cérebro passa
a operar na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo, ou seja, quando o cérebro entra em "alfa".

Para abaixar a freqüência mental dos seus alunos, Lozanov experimentou começar as aulas com
sessões de relaxamento bioenergético associado à música barroca. O resultado foi o melhor
possível. Seus alunos, livres de tensão e do estresse, começaram a refletir uma melhora substancial
na percepção, processamento, memorização e recuperação das informações aprendidas. Principalmente
na aprendizagem de língua estrangeira.

Nota: está cientificamente provado que 80% das dificuldades da aprendizagem estão
relacionadas com o estresse e que, reduzindo-se o estresse, melhoramos a qualidade da
aprendizagem.

Entusiasmado com os resultados, Lozanov resolveu utilizar a música (principalmente a música barroca,
por causa das suas 60/70 batidas por minuto) como veículo da informação e passou a dividir a sua aula
em três sessões bem definidas:

1ª parte) Relaxamento bioenergético (semelhante ao da tradição iogue)


2ª parte) Um concerto passivo, onde a matéria era lida de forma sugestiva para os alunos, tendo como
fundo musical peças de Handel, Bach e Corelli
3ª parte) Um concerto ativo, onde a matéria era lida novamente, de forma sugestiva-expressiva, ao som
de peças, como por exemplo, o Concerto nº 7 para violino e orquestra, de Mozart.

Lozanov acreditava - e isso veio a ser provado cientificamente - que a música mantém a informação
(por ela canalizada) viva na consciência do aluno até à noite (nas primeiras horas do sono)
quando, de fato ocorre, ocorre a aprendizagem. É exatamente nesta fase do sono que se abrem os
poros que ligam o consciente ao subconsciente e onde todas as informações aprendidas (eficazmente),
durante o dia, são transferidas para a memória de longo prazo.

Esta técnica de Lozanov foi denominada sugestopedia. Através dela, hoje em dia é possível aprender-
se uma língua estrangeira em tempo recorde, no máximo em trinta dias, e memorizar capítulos inteiros
da História Universal em poucos minutos, como fazem os alunos dos Supercamps americanos e outros
similares ingleses e neo-zelandeses. É, realmente, fantástico!

Na realidade, entretanto, o fator musical na sugestopedia não apresenta uma grande novidade aos olhos
do investigador curioso. Veja: as religiões (todas elas) sempre utilizaram a música como pano de fundo
para "estimular a fé" nas pessoas. Há milênios se sabe que a música suave é profundamente relaxante.
E é relaxante porque não cobra "ação intelectual", isto é, não exige raciocínio e isto faz abaixar a
freqüência das ondas cerebrais. Ela é percebida pelo ouvido e não há necessidade de ser
"processada" de forma cansativa pela mente. Ora, isto é ótimo para "estimular" as emoções; e a fé, de
certa forma, é uma emoção. É preciso que se entenda também, que o conceito de "informação" não
abrange somente o campo da comunicação verbal ou visual; as emoções também são
informações; a dor é uma informação, a sensação de frio ou calor também, o medo idem, etc.

Esta propriedade da música - a de carregar a informação de forma prazerosa - permite que a usemos
como "veículo" para passarmos informações muito importantes ao cérebro. As professoras primárias
exploram muito esta "possibilidade didática" com os seus alunos. Contudo, tal técnica não se presta só à
crianças pequenas; adolescentes e até adultos podem e devem usar esta propriedade da música.

Por outro lado, sabe-se também que a nossa memória tem uma preferência toda especial pelas
informações recheadas de prazer (quem não lembra do primeiro beijo, da primeira namorada, não é
mesmo?). Todos nós memorizamos bem os eventos que dão muito prazer. E a música suave propicia
este prazer. Vale lembrar também que os velhos iogues já associavam a música aos seus exercícios de
relaxamento com o propósito de conseguirem a "iluminação" que, no nosso caso, podemos entender
como "aprendizagem".

Ocorre, entretanto, que a aplicação prática da sugestopedia requer a participação de alguém experiente
no processo e que funcione como monitor ou orientador. A aplicação auto-didata de tais técnicas não é
recomendável, embora dela possamos tirar dois ou três pontos fundamentais que são de grande valia
para quem quer aprender mais rápido e com mais eficácia. São eles:

1 - Uma breve sessão de relaxamento, antes de começar a estudar, pode aumentar em mais de
50% a retenção do conteúdo aula na memória;
2 - A música barroca pode ser altamente eficaz durante o estudo quando funciona como pano-de-
fundo;
3 - Fazendo relaxamento, usando a música barroca como suporte e explorando os recursos
mnemônicos (que você pode ler na nossa sessão "Memorização") com certeza você poderá livrar-
se do estresse, que responde por 80% das dificuldades da aprendizagem, e dos riscos de vir a ter
aquele terrível Bloqueio Mental por tensão.

Para obter melhores resultados na aprendizagem, recomendamos também visitar o nosso capítulo sobre
Hipnose e Auto-hipnose onde o leitor poderá encontrar exemplos práticos de formulações que poderão
ativar seu potencial criativo, melhorar a memória e manter-se equilibrado nos dias de prova.

HIPNOSE E AUTO-HIPNOSE

Nosso consciente - onde mora a razão - constitui apenas um quinto da nossa


existência. A hipnose e a auto-hipnose, cuja origem, de tão antiga chega até mesmo
a ser desconhecida, têm permitido que milhões de pessoas no mundo inteiro achem
diariamente o caminho para os quatro quintos restantes. E quem pode negar que
estes quatro quintos não são exatamente os mais interessantes?

De nossa parte, pretendemos aqui apresentar aos leitores uma visão bem objetiva
sobre este assunto tão fascinante, traduzindo da forma mais didática possível alguns
princípios universais desta prática que PODE TRAZER BENEFÍCIOS
INCALCULÁVEIS para qualquer pessoa. Cabe ressaltar, entretanto, que no Brasil a
prática da hipnose é regulamentada por decreto sendo seu exercício profissional
restrito aos profissionais médicos. Não há, todavia, qualquer restrição legal ou
médica para a prática da auto-hipnose, que chega a ser recomendada por
psiquiatras, clínicos e psicólogos, como terapia coadjuvante em diversas patologias,
tais como:

1 - Dores de cabeça crônicas de natureza conhecida ou não


2 - Dores de estômago
3 - Dores dos ovários
4 - Dores reumáticas e nevrálgicas
5 - Insônia
6 - Perburbações histéricas (principalmente paralisias das extremidades e afonia -
perda da voz)
7 - Distúrbios da menstruação
8 - Sonambulismo espontâneo
9 - Sonhos aflitos
10 - Perda assintomática do apetite
11 - Alcoolismo
12 - Distúrbios da fala, principalmente a gagueira
13 - Perturbações nervosas da vista
14 - Zumbido nos ouvidos
15 - Agorafobia (medo de ficar em grandes lugares abertos e lugares públicos)
16 - Cãimbras
17 - Distúrbios da aprendizagem
18 - Maus hábitos (como roer unhas, por exemplo)
19 - Ansiedade
20 - Perda da capacidade de concentração etc.

Como você pode ver, as possibilidades das técnicas hipnoterápicas são imensas.
Particularmente no que diz respeito à "aprendizagem" os resultados chegam a ser
impressionantes. Através de um relaxamento bem feito e formulações apropriadas,
pode-se em curto espaço de tempo:

1) Desenvolver a capacidade criativa


2) Melhorar substancialmente a memória
3) Aumentar a auto-estima
4) Corrigir maus hábitos (como a gula, que leva à obesidade)
5) Obter um sono reparador (que é fundamental para a aprendizagem)
6) Vencer a timidez
7) Vencer determinados medos (até mesmo a síndrome do pânico)
8) Acabar com a ansiedade ou reduzi-la a níveis aceitáveis
9) Corrigir erros de postura
10) Melhorar o raciocínio etc.

Para melhor compreensão do assunto, dividimos o capítulo em duas sessões:

a) Hipnose, onde apresentamos uma visão geral sobre o tema e também algumas
técnicas reconhecidamente eficazes para a indução do transe hipnótico. Esta
sessão, contudo, tem somente caráter informativo. Nosso objetivo é unicamente
mostrar ao leitor que hipnotismo é uma ciência e que, como tal, é aceita e vem
servindo como terapia coadjuvante para os mais diversos males, em todo o mundo.

b) Auto-hipnose, onde apresentamos, dentre outros assuntos, uma técnica eficaz


de relaxamento, ensinamos como auto-induzir-se hipnoticamente e mostramos como
devem ser feitas as formulações pós-hipnóticas. Com certeza, a aprendizagem
destes conhecimentos serão de grande utilidade para você.

Boa sorte!

AUTO-HIPNOSE

Vencendo as próprias barreiras

Hoje em dia, ninguém mais duvida que o estudo do hipnotismo aumenta em muito nossa
capacidade de viver plenamente sob diversos aspectos; este estudo nos torna capazes de
solucionar muitos enigmas que nos têm intrigado. Quando descobrimos que até mesmo
alterações orgânicas podem ser causadas por sugestões, passamos atribuir, imediatamente, um
maior valor às influências mentais na nossa vida e passamos também a entender como as
moléstias chamadas imaginárias (mas que realmente não o são) podem ser curadas através
dessas mesmas influências mentais.

Poucas são as pessoas que não se impressionam quando um vizinho ou amigo (às vezes até de
brincadeira) diz que parecem doentes, não é mesmo? E se impressionam mais ainda quando
estas considerações são cumulativas; o vizinho diz, o colega de trabalho diz, o cunhado diz, o
dono do boteco diz... Pois bem, assim como a sugestão pode afastar a dor (nos seus múltiplos
significados) , pode também criá-la e fortalecê-la. É por isso que pouco ajudamos a estas
pessoas impressionadas dizendo que tais doenças são imaginárias, pois mesmo que sejam
realmente imaginárias, pertubam-nas tanto como se fossem reais.
A expressão “dor imaginária”, ou “doença imaginária”, que é usada por muitos médicos e até por
leigos, é cientificamente falsa. Breuer comparou muito bem “dores imaginárias” com alucinações.
Ora, podemos dizer que o objeto da alucinação seja imaginário, mas é falso dizer-se que a
percepção seja imaginária. Esta será a mesma, quer seja o objeto imaginário ou não.

O mesmo se passa quando a dor é sentida, seja o médico capaz ou não de descobrir sua causa
física. Podemos dar a uma dor, sem sintomas objetivos, o nome que quisermos dar, porém,
devemos estar certos que ela é uma conseqüência necessária de algum distúrbio real. Certas
idéias subjetivas causam tanta dor quanto um espinho penetrante na nossa pele. Eliminá-las é
tão dever de um médico quanto é seu dever tirar o espinho que o atormenta.

Também podemos estender esta idéia de "dor" ao campo comportamental, e, no nosso caso,
particularmente ao campo educacional. Quantos estudantes fazem refletir nas suas notas a dor
do medo, da insegurança, da "consciência de incapacidade"? Soubessem eles que tudo isso
pode ser resolvido sem remédios ou aulas particulares, e que ter ou não ter talento é uma
decisão própria de cada um, as coisas se tornariam bem mais fáceis.

Qualquer pessoa, seja ela quem for, pode obter uma supermemória, tornar-se mais criativo,
melhorar a concentração, vencer a timidez, acabar com a gagueira, emagrecer ou até mesmo
parar de roer as unhas, apenas incutindo no seu subconsciente uma "outra associação". E é isto
que nós vamos ver agora.

Portanto, respire fundo e clique aqui para fazer cessar as suas dores (físicas ou psicológicas) e
começar um novo destino! Eu tenho plena convicção de que você pode conseguir isto. Boa

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sorte!
Programa integrado para acelerar a
aprendizagem, melhorar a memória e
condicionar a mente para acertar muito mais.
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O QUE É AUTO-HIPNOSE

Auto-hipnose é uma técnica hipnótica levada a efeito pelo próprio indivíduo, sem a necessidade
da presença de um hipnotizador (ou operador). Esta técnica - e isto é uma afirmação
cientificamente comprovada - pode trazer grandes benefícios a sua vida, como melhorar a
saúde, melhorar a aprendizagem, manter estável o nível do estresse cotidiano, elevar a auto-
estima, enfim, permitir que a pessoa alcance uma paz de espírito duradoura que se refletirá, sem
dúvida alguma, em êxito e felicidade no seu dia a dia.

De uma forma bastante didática podemos dizer que toda hipnose, em síntese, é uma auto-
hipnose e que qualquer pessoa pode aprender esta técnica para aumentar sua confiança e
entusiasmo pela vida sem correr qualquer risco de efeito colateral. Na auto-hipnose, o
indivíduo influencia a si próprio por pensamentos e sugestões que lhes são interessantes
e que ele mesmo formula.

“Num processo hipnótico, é você quem hipnotiza a si mesmo pelo poder emanado de sua própria
inteligência e concentração”, afirma Merlin Powers, uma das maiores autoridades sobre o
assunto no mundo. "O hipnotizador é meramente um instrumento através do qual o indivíduo é
capaz de atingir um estado de hipnose. Ele tão-somente orienta e conduz o paciente para o
estado hipnótico mas, na realidade, é o próprio paciente, por seus esforços, que consegue atingir
o estado hipnótico. Se o paciente não quiser ser hipnotizado - já dissemos isto antes - é
impossível induzi-lo ao transe."

Muitas pessoas recorrem, cada vez mais, a medicamentos (principalmente tranqüilizantes) para
aliviarem suas tensões e angústias, como se um simples comprimitido pudesse restaurar sua
paz de espírito, não é verdade? Sem querer subestimar o valor destes remédios (nem
poderíamos fazê-lo), podemos afirmar seguramente que é muito mais eficaz conseguir o auto-
relaxamento - que é uma forma natural de relaxamento através da auto-hipnose - para
obter a tranqüilidade desejada do que tentar obtê-la através de remédios. E com a
vantagem de não ter qualquer contra-indicação.

Da mesma forma, através da auto-hipnose qualquer pessoa pode melhorar a sua auto-estima,
acreditar mais em si mesmo e adquirir uma confiança que jamais havia experimentado antes. A
"chave mágica" é o pensamento, dirigido de forma positiva ao seu subconsciente. Assim
como você conseguiu decorar a tabuada, e consegue recuperá-la na memória imediatamente
quando precisa dela, você pode induzir também o seu subconsciente a reproduzir determinadas
reações diante de situações específicas definidas por você mesmo. Por exemplo, você pode
sugerir que seu organismo responda com calma e tranqüilidade sempre que você tiver
que fazer uma prova ou concurso. E ele responderá assim, com calma e tranqüilidade.

O Dr. Shindler, autor do livro Como viver 365 dias por ano, afirmou que de 60 a 75% dos males
que as pessoas se queixam são psicossomáticos. Isto quer dizer que o fator emocional
desempenha papel muito importante na doença. Diz ele: “já que a doença ocasionada pela
emoção é tão freqüente assim, parece lógico que o controle das emoções ou o aprimoramento
das atitudes conseguido por meio da auto-hipnose muito pode fazer no sentido de impedir o
desencadeamento de distúrbios psicossomáticos. A auto-hipnose pode também beneficiar o
doente que sofre de males físicos ou orgânicos, tornando-o menos apreensivo e mais tolerante
com seu próprio padecimento, ao ponto de lhe fazer aumentar o desejo de viver.”

Há também que se considerar a tese, hoje largamente admitida nos meios médicos, que
nenhuma doença é exclusivamente somática ou exclusivamente psicológica. Desta forma,
a auto-hipnose passa a ser recomendada para um espectro ainda maior de males, já que o
desequilíbrio emocional pode estar na raiz de doenças até então tidas como de absoluto cunho
somático.

Já sabemos, por exemplo, que capacidade imunológica da pessoa é diretamente afetata


pela qualidade das suas emoções. A imunoglobulina A, encontrada na saliva e que impede a
proliferação de microoranismos nas vias aéreas, reduz sua concentração quando a pessoa se
sente diminuída em sua auto-estima, é humilhada ou repreendida publicamente. É comum o
aparecimento de males - por exemplo, a gripe - imediatamente após um evento desta natureza.

A auto-hipnose tem se mostrado também eficaz na melhoria da comunicação interpessoal. A


autodisciplina e o autocontrole possíveis de serem obtidos pela auto-hipnose funcionam como
verdadeira proteção, tanto do seu casamento quanto do seu emprego e das suas relações
pessoais com amigos e vizinhos. Nada tão difícil que não possa ser tentado. Afinal de contas,
você vai “perder“ somente alguns minutos diários que, quando menos, servirão para reduzir a
tensão muscular e esfriar a cuca. Já seria um bom lucro, não é mesmo?

Uma curiosidade:

Pela auto-hipnose, o homem agüentaria viver, até mesmo, com pouco oxigênio, você sabia
disso? Os faquires na Índia deixam-se enterrar naturalmente depois se submeterem a uma
rápida sessão; cinco ou seis respirações por minuto passam a ser suficientes para eles, invés
das 15 ou 20 normais nos homens adultos. No seu leito de pregos pontiagudos, os faquires não
sentem as espetadas, da mesma forma como o paciente hipnotizado não percebe a agulhada da
injeção.

Vamos em frente?
A SUGESTÃO HIPNÓTICA
Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no
seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os
mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões.
O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de
conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar,
motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é
sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são
"sugestões" que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a
ser as "nossas verdades". E nenhuma "hipnose" é necessária para aceitarmos estas sugestões,
não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.

Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente,
um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher
nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é
"sugestão".

Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a


obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma
espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias
contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer
sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no
estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.

Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa
em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser
comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos
que nunca estiveram sob influência hipnótioca. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é
absolutamente impotente para transformar - como já se afirmou - um criminoso em um homem
honesto ou vice-versa.

Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você


estiver numa rodinha de amigos e supreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no
bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando
preocupação.

Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o
eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se
alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma
registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que
está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as
curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a
imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.

Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da


imaginação sobre a realidade.

1 - O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que
cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida,
mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da
sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.
2 - A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma
pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos
positivos - fé, amor, esperança, alegria etc. - provocam reações saudáveis na pessoa.
Sentimentos negativos - ódio, ressentimento, medo etc. - provocam reações desagradáveis,
como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e,
segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa
predisposta à infecções de diversos tipos.
3 - Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do
bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa
de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se
imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos
fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.
4 - Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos
programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos
programá-lo para o fracasso.
5 - Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a
imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto)
dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação)
de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo,
nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”.
Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.
6 - O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as
ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo - nível alfa - abrem-se os
poros do nosso subconsciente.

Vamos ver, então, como atingir este estado de "total relaxamento", que é o ponto de partida
para modificarmos - de acordo com as nossas necessidades e interesses - os padrões existentes
no nosso subconsciente.

A TÉCNICA DA AUTO-HIPNOSE
A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose,
são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio
sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível,
situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. Mesmo sem esse relaxamento, em poucos
minutos o consciente abre espaço à hegemonia mental do subconsciente e a pessoa dorme. O
"relaxamento programado, entretanto, abre passagem para o subconsciente antes mesmo que a
pessoa durma. Isso é importante porque, durante o sono, ninguém não pode dar ordens a si
mesmo.

(*) Quando você começa a ficar com sono - aquele período crepuscular entre estar
totalmente acordado e totalmente dormindo - suas ondas cerebrais mudam, para ficar na
faixa de 4 a 7 ciclos por segundo, ou seja, nível teta. Antes, entretanto, de você você
atingir este estado, sua mente opera no nível alfa (baixo) por alguns minutos, e que
segundo o Dr.Terry Wyler Webb, é a faixa apropriada para que sejam atingidos os níveis
mais profundos da mente, ou seja, a mente subconsciente. É nos estados alfa e teta
que as grandes proezas da supermemória - juntamente com os poderes de
concentração e criatividade - são atingidos.

Faça de acordo com este roteiro:

Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole
na parede onde se encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do
colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás
durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.

Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e
as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da
mesma da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um
despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está
pronto, as luzes estão apagadas e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os
braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.

Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais
tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou
estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada
que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo.
Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta
sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure
sentir que estão realmente pesados, muito pesados.

Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra
no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.

Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros
dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa.
Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas
inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as
que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para
pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem
o relaxamento profundo em pouco tempo.

Continuando...

Assim que perceber os olhos fechados, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei
mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico
o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.

Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que
você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão,
supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e
possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e
executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito:
“Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “para mim não existem mais
os alimentos que engordam, como frituras e chocolate.”

Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares
atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “De hoje em diante, aparentarei uma
expressão mais jovial, meus olhos estarão sempre brilhantes e manterei sempre uma postura
atraente”.

A ordem pós-hipnótica e a conversão em energia

Admite-se uma ordem pós-hipnótica como uma sugestão racional e executável que não vá de
encontro aos princípios éticos, morais, religiosos e de comportamento do hipnotizado.

Quando é própria pessoa que se hipnotiza, também pode dar ordens pós-hipnóticas e
certamente as cumprirá. Não fosse assim, nem a hipnotização de outro, nem a auto-hipnose
teriam sentido de ser.

A mesma coisa que um médico hipnotizador ordena a seu paciente hipnotizado, nós também nos
podemos sugerir na auto-hipnose. Chamamos isso, na linguagem médica, de “formação da
intenção”.

A voz do povo diz que o caminho do inferno está ladrilhado de bons propósitos e, geralmente, a
voz do povo não erra, principalmente nesta frase. Vejam este relato que tem muito a ver com
pessoas que conhecemos bem de perto:

Arthur Brington era um empresário de renome internacional e que fumava entre 60 e 70 cigarros,
diariamente. Um dia, decidido, Arthur comentou com seus amigos mais íntimos que abandonaria
o fumo pois tinha entendido, perfeitamente, que este vício era prejudicial a sua saúde. Não foram
os médicos que lhe disseram isso; foram suas próprias conclusões a partir da constatação do
seu baixo desempenho nos esportes, da dificuldade que estava enfrentando para subir escadas
etc.

Desta forma, Arthur colocou até a sua honra em jogo; afirmara em alto em bom tom que,
definitivamente, não poria mais um cigarro sequer na boca e que deixaria de se chamar Arthur
Brington se voltasse a fumar. E até desafiou alguns amigos para uma aposta. Só que Arthur
esqueceu-se de avisar ao subconsciente, que continuava com a velha imagem de “como o
cigarro é gostoso!!!” Com isso, a cada momento, a cada minuto, uma voz interna (o seu
subconsciente) voltava e lhe repetia a mensagem gravada: “Como o cigarro é gostoso!!!”

Logo nas primeira horas após a decisão anunciada, Arthur começou a se martirizar com a falta
do cigarro, como é normal naqueles que querem abandonar o vício. Mas percebeu logo que luta
seria mais difícil do que imaginara. Começava aí um terrível sofrimento: de um lado a sua honra,
sua palavra, sua decisão; de outro, seu subconsciente relembrando “como é gostoso fumar!!!”
Quem venceria?
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Não precisou muito tempo. O relógio não tinha ainda marcado o meio-dia quando veio então um
grande choque pelo fax da empresa: um negócio de muitos milhões de dólares que estava
praticamente fechado fora desfeito pelo cliente, trazendo um grande prejuízo para ele e seus
acionistas. Arthur não se conteve: “- Desgraça!!! E não tenho nem um cigarrinho aqui como
consolo! Que se dane o mundo! Prefiro expor minha vida ao perigo!!!”

O que Arthur Brington não sabia - e pouca gente sabe - é que não tem nenhum sentido o
consciente propor alguma coisa contra a qual o subconsciente se revolta. Enquanto a pessoa
não convencer seu inconsciente de que o fumo lhe é inteiramente indiferente, enquanto tiver na
cabeça que fumar é algo muito prazeroso, nada adiantará. Nenhuma decisão perdurará, por
mais lógica e sensata que seja. É preciso, antes, reprogramar a mente com uma sugestão forte e
definida, do tipo “o cigarro é totalmente indiferente para mim”.

Quem já foi um dia fumante inveterado e para quem agora o cigarro nada mais representa, sabe
como se pode mudar definitivamente o ponto de vista a respeito de uma coisa. Quando através
da hipnose ou auto-hipnose, se inculca no subconsciente que isto ou aquilo é completamente
indiferente, seja o fumo, a bebida ou até mesmo alguma pessoa, o subconsciente reponde
naturalmente, no mesmo grau e intensidade. Arthur não teria se martirizado nem apelado para o
cigarro naquele momento crítico se tivesse, previamente, “avisado” ao inconsciente que ele não
tinha mais o menor interesse em fumar cigarros.

As fórmulas, ou ordens ao subconsciente, devem ser sempre: curtas, sonoras, positivas,


rítmicas e fáceis de se decorar. Vejam algumas destas ordens, comprovadamente eficazes:

- Alguém que se irrita muito no seu ambiente de trabalho, deve sugestionar-se assim: “No
trabalho, muita calma e paz!”
- Alguém que se enrubesce por qualquer coisa: “Se eu enrubescer, o sangue vai para as pernas
e não para a cabeça!”
- Alguém que em contato com clientes começa a suar nas mãos: “Na presença de alguém, mãos
sempre calmas, secas e firmes!!!”

Outras dicas para você formular seus propósitos que se converterão em ordens ao
subconsciente:

1 - Examine bem o que você quer propor.


2 - Formule este propósito (por escrito) SEMPRE positivamente. Não faça nunca formulações
negativas, do tipo "não quero mais", "não vou mais" etc.
3 - Feita a formulação, leia algumas vezes em voz alta, até sabê-la de cór.
4 - Em estado de profundo relaxamento (auto-hipnose) pense intensamente nessa frase. Não
precisa pronunciá-la em voz alta. Ela é para ser pensada.
5 - Saiba que fórmulas curtas, repetidas com freqüência (mesmo durante o dia) produzem mais
efeito do que frases longas que você possa dizer de vez em quando ou mesmo relembrar. Um
exemplo de formulação para quem tem o hábito de roer unhas: "Se a mão quiser ir para a boca,
muda de direção".

Veja a seguir três exercícios auto-hipnóticos que você pode começar a praticar agora mesmo, se
for o seu caso. Leia muitas vezes até que as idéias propostas penetrem, definitivamente, no seu
subconsciente. E assim, que se convertam em verdade!

1 - Para vencer a timidez


A imagem v inculada não pode ser exibida. Talv ez o arquiv o tenha sido mov ido, renomeado ou excluído. Verifique se o v ínculo aponta para o arquiv o e o local corretos.

2 - Para se tornar mais criativo


3 - Para evitar o Bloqueio Mental por Tensão
Estamos só nós dois aqui.
Eu falando com você através da tela do seu computador, e você, o mais imóvel possível,
lendo o que estou escrevendo.

Se você aprendeu, se você SABE, nada pode impedir que recupere estas informações na
memória. Muito menos o medo.

O medo é só uma ilusão, nada mais do que isso. E, como toda ilusão, ela terá sempre o
tamanho e a importância que você quiser que ela tenha.

No entanto, você não pode admtir que uma ilusão tenha mais valor do que as coisas que você
aprendeu e que compõem o seu "mundo verdadeiro". Portanto, se você sabe, se você
aprendeu, VAI LEMBRAR SEMPRE QUE QUISER LEMBRAR.

Leia esta frase em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do
seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes
de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:

A imagem v inculada não pode ser exibida. Talv ez o arquiv o tenha sido mov ido, renomeado ou excluído. Verifique se o v ínculo aponta para o arquiv o e o local corretos.

"Eu fico sempre MUITO calmo nos dias de prova.


Consigo lembrar de tudo o que estudei e,
mais do que isso, sou tomado nestes dias por
uma imensa capacidade criativa.
Nada me perturba, pelo contrário,
fico animado, feliz e consciente
de que vou obter um EXCELENTE RESULTADO.
Afinal de contas,
EU SOU MUITO INTELIGENTE E CRIATIVO.
E medo é uma palavra que eu desconheço."
------XU
1 - Aprender é a coisa mais natural do mundo
Das milhões de informações que você tem armazanadas na memória,
99,99% foram aprendidas sem que você sequer percebesse que estava
aprendendo. Aprendeu tão naturalmente que, com certeza, você nem
lembra mais como aprendeu. Quer ver um exemplo disso?
Tente lembrar como você aprendeu o que é "azul", "como
acender a luz da sala", "como abrir a torneira da pia" etc. Você
não lembra porque a maioria das coisas que sabemos foram
aprendidas sem que sequer percebêssemos que estávamos
aprendendo. Aprendemos, porque "aprender é da natureza
humana".

"Um
2 - Você pode aprender tudo o que quiser homem
pode
Para que você tenha uma idéia da sua capacidade de aprendizagem, fracassar
observe como você aprendeu a fazer coisas "dificílimas" como andar e muitas
falar quando seu cérebro ainda nem estava completamene formado. vezes, mas
Aprendeu e nunca mais esqueceu. E mais importante ainda: você só é um
aprende, diariamente, muitas coisas novas sem mesmo perceber que fracassado
está aprendendo. A sua capacidade de aprendizagem é ilimitada. quando
Tudo o que alguém aprendeu a fazer, você também é capaz de começa a
aprender. Aquela história de que "algumas pessoas são mais culpar
inteligentes do que outras" é história da carochinha. Está outra
cientificamente provado que não há cérebros superiores ou inferiores pessoa."
na raça humana. Todos os cérebros são estruturalmente iguais; a John
diferença fica por conta do uso que se faz dele. Burroughs

3 - O normal é acertar sempre

Desde que uma determinada informação ou procedimento sejam aprendidos e


armazenados na memória, o normal é que sejam reproduzidos fielmente quando for
necessário. Um exemplo: quando você aprende que 7 x 8 = 56 , sua memória deverá
dar sempre a mesma resposta - 56 - toda vez que for solicitada. Ocorre, entretanto,
que nem sempre acontece assim.
Há dois fatores principais que podem interferir na hora da "realização do
pensamento", ou seja, na hora em que vamos executar o que aprendemos:

1 - O estresse (por medo, ansiedade, insegurança etc.)


2 - A falta de concentração (por excesso de confiança, euforia, desleixo
etc.)

Para que você tenha uma idéia da importância da "concentração" na realização


daquilo que aprendemos e sabemos, faça este teste bastante curioso:

Não leia as palavras abaixo, diga simplesmente as cores com que elas estão
escritas:

AMARELO - VIOLETA - AZUL - LARANJA


VERDE - PRETO - AMARELO - AZUL
BRANCO - ROSA - CINZA - LILÁS
AZUL-MARINHO - MARROM - PRETO
Viu só como você teve dificuldade em responder corretamente? Isto ocorre porque
envolvemos diversas partes do cérebro para realizar tarefas aparentemente simples.
Neste problema, cada palavra escrita encerra duas informações: o que está escrito e
a cor como está escrita. Por isso é preciso estar muito concentrado para não se
deixar confundir.

Reduzindo o estresse e aprimorando a capacidade de concentração, com certeza,


conseguimos eliminar, no mínimo, 95% das possibilidades de erro.

Veja, a seguir, como é possível reduzir o estresse e melhorar a concentração,


condicionando a mente para a realização perfeita.

Não abandone suas ilusões! Quando elas partem,


você pode até continuar existindo, porém deixou de viver.
Mark Twain

4 - Convivendo com o estresse

O ser humano tem um dispositivo natural que, diante do perigo (real ou imaginário),
faz aumentar a freqüência das ondas cerebrais para que todo o organismo fique em
"estado de alerta", ou seja, pronto para "reagir". Esse "estado" é caracterizado pelo
aumento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, tensão etc. E a isto
chamamos "estresse".
Assim sendo, o estresse não é um mal (como muita gente pensa); ele é só uma
defesa do organismo contra diversos tipos de agressão, sejam elas físicas ou
psicológicas. E repetimos: além de não ser um mal, é o estresse que mantém a
pessoa pronta para reagir ou fugir destas agressões. Ele só se torna um mal, quando
perdemos a capacidade de controlá-lo e começamos a reagir de forma inadequada.
Hoje já se sabe que 80% das dificuldades de aprendizagem estão relacionados com
o estresse. Por outro lado, sabe-se também que mais de 90% dos "erros", ou seja,
da "realização imperfeita do pensamento", também têm a mesma origem.
Pois é justamente a partir da compreensão do fenômeno estresse que devemos
organizar nosso programa de Condicionamento Mental.

O pensamento não passa de um clarão na noite; mas esse clarão


representa tudo.
Henri Poincaré
5 - O estado ideal para a aprendizagem

A Ciência já comprovou que há um "estado mental" próprio para a aprendizagem, e


que este estado - "estado de vigília relaxada" - é obtido quando o cérebro da pessoa
está operando na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo. O "estado de vigília relaxada"
também é conhecido por "estado (ou nível) alfa".
Em "estado de alerta", a pessoa não consegue perceber detalhes subjetivos, não
consegue formular boas associações lógicas, a recuperação de informações
memória é prejudicada, enfim, é um estado muito bom para enfrentar um tigre fugido
do zoológico, porém, péssimo para a aprendizagem. Em contrapartida, o "estado
alfa" é altamente favorável.

A insatisfação é oprimeiro passo para o progresso de um homem ou de


uma nação.
Oscar Wilde
</TR

CLIQ
6 - Os iogues já sabiam disso UE
AQUI
Muitos séculos antes de Cristo, os velhos iogues, na Índia, já praticavam a para
meditação e outras técnicas de relaxamento para atingirem o estado alfa. saber
Eles afirmavam que seus exercícios levavam o homem à "iluminação" (o mais
que, em outras palavras, pode ser traduzido por "compreensão"). sobre
Com a mente calma e tranqüila, a informação é retida com mais facilidade a
na nossa memória de curto prazo e estará pronta para se encaminhar à impor
nossa mente subconsciente (memória de longo prazo) nas primeiras horas tância
do sono (quando o cérebro opera no nível teta - 4 a 7 ciclos por segundo). do
Hoje, os cientistas não têm mais dúvida de que é justamente nessa primeira
sono
fase do sono que as informações são transferidas da memória de curto
prazo para a de longo prazo. na
Portanto, quanto mais informações forem aprendidas no estado de vigília apren
relaxada, mais chances de memorizá-las. dizag
em.

A vida seria impossível se retivéssemos tudo na memória;


o importante é escolher o que devemos esquecer.
Maurice Du Gard
7 - A importância da memória
É perfeitamente aceitável afirmar-se que memória e inteligência são, em síntese, a
mesma coisa. Afinal de contas, só conseguimos pensar sobre as coisas que temos
guardadas na memória. Assim sendo, a qualidade e a quantidade das informações
que temos armazenadas na memória são decisivas para a "realização do
pensamento", ou seja, para fazer bem feito.
Se você deseja "fazer bem" alguma coisa, deve, em primeiro lugar, armazenar
adequadamente todas as informações pertinentes a este processo na sua memória
de longo prazo. E isso se faz utilizando-se recursos mnemotécnicos e exercitando
sistematicamente o procedimento (treinamento).
Quanto mais você treina a execução de um procedimento, mais esta informação se
torna acessível na memória de longo prazo e é mais prontamente recuperável. É por
isso que os atletas, músicos, trapezistas etc., precisam treinar exaustivamente. Os
grandes arremessadores do basquete brasileiro - Oscar e Hortência - sempre
treinaram mais o fundamento do arremesso do que os demais jogadores. E
justamente por isso sempre acertaram mais.
Por outro lado, é preciso lembrar que os procedimentos mal aprendidos e não
treinados, são sempre dificílimos de serem recuperados quando precisamos deles.

Para os tímidos e vacilantes tudo é impossível, porque assim lhes


parece.
Walter Scott
8 - Só que o treino não é tudo

O treinamento de qualquer procedimento é fundamental para a realização perfeita,


porém, não é único fator da equação, ou seja, treinar, simplesmente, não basta.
Prova disso é que muitos estudantes e profissionais altamente qualificados e
treinados erram na hora H, quando mais precisariam do desempenho perfeito.
Dissemos que estas "falhas" decorrem, quase sempre, do terrível Bloqueio Mental
por Tensão. Isto é incontestável. Mas, então, o que fazer para evitar este Bloqueio?
Ora, o que causa este Bloqueio é a "identificação do perigo". Repare que ninguém
tem Bloqueio Mental para abrir a torneira da pia, acender a luz da sala ou abotoar a
camisa. Estes procedimentos, além de "treinados" insistentemente no dia a dia, não
"ameaçam" a integridade física ou emocional da pessoa. Logo, sem perigo, não há
Bloqueio. E, sem Bloqueio, as chances de acerto são próximas de 100%.

Veja, a seguir, o que deve ser feito para evitar o bloqueio através do
condicionamento da mente para a realização perfeita.

Não espere pelo Juízo Final. Ele ocorre diariamente.


Albert Camus
9 - Sua mente é "obediente"

Todas as informações percebidas pelos sentidos são interpretadas pelo cérebro


como verdades, de acordo com os padrões anteriormente registrados. Por exemplo:
se você diz ao seu cérebro que um vulto indecifrável que surge durante a noite é
alma-penada, ele "aceitará" esta informação como verdade e passará a identificar
todos os vultos assim como almas-penadas. Mesmo que elas não existam.
Da mesma forma, seu cérebro entende como "verdadeiras" todas as opiniões
que você tem a seu próprio respeito. Se você "repete" que é inteligente, seu
cérebro "aceitará" esta informação e passará a seguir os padrões de raciocínio de
uma pessoa inteligente. Se você afirma que é "feio", seu cérebro também aceitará e
registrará a sua imagem como "padrão de feiura" sempre que for requisitado.
É exatamente neste princípio que se sustentam todos os programas de
Condicionamento Mental. Além de deter conhecimentos específicos que lhe tornem
"competente" para a realização de determinada tarefa, você vai precisar compor
um "padrão ideal" de você mesmo e passar essa informação para o seu
cérebro, insistentemente, até que ele "admita" e "armazene" esta informação no seu
"arquivo de verdades".
Vamos ver o exemplo de um atirador olímpico: um atleta desse nível, treina várias
horas, diariamente, para registrar na sua memória profunda cada detalhe do ato de
atirar e, desta forma, "recuperar a informação na memória" automaticamente, na
hora da competição.
Ocorre, entretanto, que na hora da competição este atleta estará sujeito a uma gama
imensa de outros fatores (ambientais, climáticos, emocionais etc.) que, de certa
forma, vão inteferir no seu desempenho, mesmo que ele esteja suficientemente
treinado.

CLIQU
E
AQUI
O que vai fazer a diferença aí, é o nível do seu condicionamento.
para
Se ele estiver condicionado corretamente para vencer, certamente não
saber
sofrerá interferências externas e conseguirá assim "recuperar
mais
automaticamente" o procedimento aprendido e treinado, e executar
um
com precisão. Se, entretanto, seu condicionamento "permitir" a
pouco
interferência, por exemplo, da "platéia", com certeza ele sentirá
sobre
dificuldade para "realizar satisfatoriamente" o seu intento.
"Conc
entraç
ão"
A única coisa que devemos temer é o próprio medo.
Franklin Roosevelt

10 - Regras gerais de Condicionamento Mental

Evidentemente, é muito difícil estabelecer um programa de condicionamento


Mental único para todas as pessoas. Cada indivíduo tem um tipo psicológico
diferente, nível cultural diferente, emocional diferente, história diferente. Estas
diferenças inviabilizam um programa padronizado, capaz de atender interesses
e perfis tão variados. Todavia, há alguns pontos comuns a todos e que servem,
pelo menos a princípio, como guia para que você estabeleça o seu próprio
programa de autocondicionamento. Vejamos:

a) Estude detalhadamente todo o procedimento que você quer ou


precisa executar com precisão. Adquira o maior número de
informações possíveis sobre o assunto. Quanto mais informações você
tiver a respeito desse procedimento, maior será sua confiança. Essa
confiança "minimiza o perigo" e, conseqüentemente, reduz os riscos de
Bloqueio Mental por Tensão.
b) Treine esse procedimento. Quanto mais treinar, mais facilidade terá
para reproduzi-lo fielmente. Lembre-se que "o treinamento exaustivo
acaba facilitando a repetição automática". Repare que você amarra o
cadarço do sapato, assina seu nome, pára quando o farol fica vermelho
e digita no seu computador, sem jamais parar para pensar "como isso
deve ser feito". Você "reproduz" estes procedimentos naturalmente,
sem o menor esforço mental.
c) Escreva num caderno, um conjunto de "verdades" que você gostaria,
de fato, que fossem verdades. Por exemplo: "Eu sou preciso nos
arremessos!", "Eu tenho certeza que vou acertar!", "Eu estou, a cada
dia, mais veloz!", "Eu sou muito inteligente!" etc. A sua memória retém
bem de 70 a 90% das coisas que você diz a seu próprio respeito. E ela
não faz julgamentos subjetivos; tudo que você diz para ela, é registrado
como "verdade".
d) Leia estas "verdades", em voz alta, no mínimo cinco vezes por dia.
Se você dispõe de um gravador, grave estas afirmações e ouça, no
mínimo três vezes ao dia, enquanto estiver se "condicionando para
acertar". Veja um fato curioso: quando estamos num recinto onde um
amigo ou colega cantarola insistentemente uma música, de repente nos
surpreendemos cantarolando também a mesma música. Já reparou?
Guarde isto: "tudo o que é insistentemente repetido, mesmo que não
seja verdade, passa a ser verdade."
e) Todas as noites, antes de se deitar, recolha-se a um quarto ou outro
ambiente tranqüilo e faça exercícios respiratórios para relaxar, durante
cinco minutos. Depois, dê sequência ao exercício, imaginando uma
cena onde você reproduz, nos mínimos detalhes, o procedimento em
questão. "Veja-se" realizando o procedimento. Imagine-se "fazendo
corretamente". Este "sonho" é fundamental. Se você ainda não domina
bem alguma fase do procedimento (ou algum detalhe), pense nele
nessa hora e deixe que sua mente subconsciente trabalhe por você
durante o sono. No dia seguinte, com certeza, você deverá ter uma
"boa idéia" a respeito do assunto ou uma solução definitiva para o
problema. Saiba que o seu subconsciente "pensa por você" enquanto
você dorme. Só a título de ilustração, cabe lembrar que Thomas Edison
e mais uma centena de outros grandes cientistas usavam regularmente
este "recurso". E sempre funcionou.
f) Jamais admita que "errar é humano"! "Acertar" é que é humano. É
claro que o erro é uma circunstância, uma possibilidade, porém você
não deve admitir isso. Sua mente precisa saber que você "só admite
acertar". Condicione-se a isto.
g) Lembre-se sempre que se você aprendeu a fazer corretamente, se
você treinou exaustivamente, então você é capaz de realizar com
perfeição. Assim sendo, na hora de realizar não questione sua
competência.
h) Tente melhorar o procedimento aprendido, a cada dia. Não admita
jamais que é impossível melhorar, que você chegou ao seu limite.
Sempre é possível melhorar. Pense como um recordista mundial!
i) Habitue-se a ser um vencedor. Faça tudo da melhor forma possível. E,
quando achar que já está bom, procure melhorar mais ainda. Sempre
há como melhorar.
j) Desenvolva sua mente expectante. Espere o melhor, sempre!
l) Acredite na SORTE! Acredite que você tem muita SORTE! Não entre
em questionamentos filósoficos a respeito deste assunto e que não
levam a lugar algum. Acreditar na SORTE é fundamental para quem
quer vencer. Pergunte ao Silvio Santos, ao Nelson Piquet, ao Pelé. Você
quer ser um vencedor também, não é mesmo?

Este pequeno programa de Condicionamento Mental encerra os princípios


básicos que podem levar qualquer pessoa a uma melhoria substancial de vida.
É claro que é um programa simplificado, porém suficiente para mudar um grau
no destino que estava reservado para você. E este "um grau" pode fazer uma
diferença enorme no final do percurso. Creia nisso.

E, por fim, grave esta última frase na sua memória:

O destino de um homem não está no futuro e sim no passado.


Havelock-Ellis

Leitura complementar:
Recomendamos aos interessados em programas de "Condicionamento Mental"
que leiam o capítulo
[ Hipnose e Auto-hipnose ] onde apresentamos técnicas eficazes para o
relaxamento bioenergético e para a auto-indução hipnótica, indispensáveis
para que se possa dominar plenamente o subconsciente.
A imagem v inculada não pode ser exibida. Talv ez o arquiv o tenha sido mov ido, renomeado ou excluído. Verifique se o v ínculo aponta para o arquiv o e o local corretos.

Concentração e Criatividade

Concentrar quer dizer convergir para o centro. Em termos práticos, podemos


dizer que concentrar-se é voltar a atenção exclusivamente para um único alvo,
um único objetivo.

A mente humana tem a propriedade fantástica de captar uma infinidade de


informações por segundo, sem que sequer percebamos isso. Repare que
enquanto lemos um livro, a mente está atenta também à iluminação do
ambiente, ao calor, aos sons, enfim, ela está captando e processando tudo o
que está a nossa volta e os sentidos percebem.

Se por um lado isto é magnífico, por outro tem suas desvantagens. É que
quanto mais nos ligamos no ambiente, ou seja, quanto mais estamos sensíveis
às outras informações, mais perdemos a "convergência".

No entanto, a concentração é fundamental tanto na aprendizagem quanto na


realização do que foi aprendido. É fundamental porque, além de limitar a
percepção de detalhes que não nos interessam, facilita a organização do nosso
fluxo mental.

É importante ressaltar o seguinte: nossa mente é extremamente obediente. Se


dizemos a ela, por exemplo, que "queremos saber tudo sobre esportes",
sempre que alguma coisa ligada a esporte acontecer a nossa volta, ela dará o
sinal. Isto também é concentração, é concentrar-se.

Os filatelistas, quando recebem uma carta, observam imediatamente o selo.


Eles fazem isso porque estão "concentrados em filatelia". Quem gosta muito
de ler, tem sempre a atenção atraída por livros, onde quer que esteja pois ele
está sempre "concentrado em livros".

Veja só como a coisa funciona:

No conjunto de palavras abaixo, há o nome de dois times de futebol. Não se


preocupe em ler as palavras; bata apenas os olhos no texto e localize os times,
o mais rápido que puder.

Laranja - Arquivo - Cadeira - Uva - Isqueiro


Vela - Porta - Sapato - Copo - Armário - Perna
Luva - Mesa - Livro - Cadeira - Vasco - Telefone
Pasta - Impressora - Quadro - Telhado - Navio
Luminária - Garrafa - Pão - Joelho - Parede - Pente
Feijão - Palmeiras - Cerveja - Brinco - Relógio - Pato
Viu só? Você conseguiu identificar rapidamente porque "concentrou-se" num
objetivo definido: localizar dois times de futebol. As demais palavras não
interessavam, eram informações descartáveis. Você pode agir também desta
forma para se concentrar nas matérias que tem mais dificuldade ou se ligar
num determinado assunto que é importante você saber.

Um boa regrinha para melhorar a concentração é "ordenar" à mente,


previamente, o que você quer. Por exemplo, se você vai executar uma tarefa
que exija concentração, antes de começar respire fundo, relaxe e repita
mentalmente, três vezes: "Estarei o tempo todo concentrado unicamente neste
trabalho. Nada vai tirar minha concentração. Vou fazer da melhor forma
possível."

E assim acontecerá. Experimente!


Já que estamos destinados a viver no cárcere da mente,
nosso único dever é mobiliá-la bem.
Peter Ustinov, ator

A importância do sono na aprendizagem

O sono é fundamental para a vida; o próprio cérebro precisa do sono.

Só que não devemos pensar no sono não apenas como um repouso para o
cérebro, mesmo porque ele continua ativo enquanto dormimos, muito mais
ativo do que imaginamos.

Os cientistas acreditam que o sono não só serve para para apagar informações
desnecessárias apreendidas durante o dia, como também para para reforçar o
que foi aprendido e que é importante que seja memorizado.Hoje, ninguém
discute de que é necessária uma boa noite de sono para "consolidar" o que foi
aprendido durante o dia.

Pesquisas feita pelos israelenses Dov Sagi e Avi Karni, em 1993, e confirmadas
pelos norte-americanos Allan Hobson e Robert Stickgold, comprovaram que o
sono profundo, durante a primeira metade da noite, é essencial para a
consolidação do aprendizado.

Mas isso não quer dizer que o sono cheio de sonhos da segunda metade seja
inútil. Muito pelo contrário: eles também comprovaram quem dorme a noite
toda consegue resultados quase três vezes melhores do que quem dorme
pouco, ou seja, só dorme a primeira metade do sono.

Eles definiram, então, que o processo de aprendizado se dá em três fases: a


primeira durante a prática (durante a aula, por exemplo); a segunda durante as
primeiras horas do sono, e a terceira, durante o sono do final da madrugada, o
"sono dos sonhos".

Esta descoberta permite afirmar, por conseguinte, que aquelas pessoas que
costumam estudar até altas horas da noite, principalmente às vésperas de
provas, obtêm resultados pouco satisfatórios já que a tendência é que
esqueçam tudo o que aprenderam (ou pensam que aprenderam).

É preciso respeitar a ordem natural das coisas. Está também comprovado que
os estudantes que fazem exercícios de relaxamento feitos antes de dormir,
obtêm um sono mais rápido e mais profundo, e isso tende a tornar a
aprendizagem do dia mais eficaz.

Vocês podem ter mais informações sobre "o sono na aprendizagem", lendo o
capítulo sobre Aprendizagem Acelerada.
[ VOLTA ]

-------------
MEMORIZAÇÃO

Não é errado afirmar-se que memória e inteligência são essencialmente a mesma coisa.
E eu explico por quê:
Na realidade, a função intelectual só é possível a partir das informações que temos
registradas na memória. Ninguém consegue pensar sobre o que não sabe, no entanto,
consegue pensar muito bem se tiver "armazenadas" boas informações a respeito do
assunto. Deu pra entender?

Importante: raciocinar nada mais é do que "comparar informações que


temos na memória". Assim sendo, pode-se afirmar com segurança que
todo raciocínio é uma comparação, seja ela entre dados isolados,
conceitos, procedimentos etc.
Todos nós sabemos, entretanto, que é tão fundamental "aprender" quanto "lembrar"
daquilo que aprendeu, não é mesmo? Sem "lembrar" das coisas que aprendemos, toda
esta aprendizagem perde o seu valor prático e não nos serve para nada. Para facilitar
essa "lembrança", todavia, existem diversas técnicas agrupadas numa ciência bastante
interessante chamada Mnemotécnica (ou Menmônica) que já era praticada pelos
antigos gregos, pelos fenícios, árabes etc. O que a ciência moderna fez foi,
simplesmente, recuperar e adapatar tais técnicas para a nossa realidade cultural. .

Só a título de curiosidade, vale lembrar que antes da invenção do primeiro alfabeto linear
(por volta de 1.700 a.C., pelos fenícios) todo o processo de transferência da informação
era basicamente oral e, para tanto, estes povos antigos precisaram desenvolver técnicas
eficazes de memorização para asseguram as suas unidades políticas, sociais e
religosas.

O princípio das técnicas mnemônicas consiste basicamente em estabelecer


associações criativas entre as informações a serem memorizadas. Assim, quanto
mais associações são criadas, mais fácil será a lembrança da informação aprendida.
Veja: quando aprendemos o que é uma laranja, registramos na memória diversos outros
detalhes como: que a laranja tem formato arrendondado, que é rica em vitamina C, que
serve para fazer sucos etc. Assim, quando queremos lembrar de frutas que servem para
fazer suco, lembramos também da laranja. Quando queremos lembrar de frutas que
tenham formato arredondado, outra vez lembramos da laranja. Entendeu? Quanto mais
associações, melhor! A nossa memória tem uma dificuldade muito grande para registrar
dados isolados.

Ocorre, entretanto, que você pode associar as informações a serem memorizadas de


diversas formas, como por exemplo, pelas cores, pelas emoções e até pela música. A
música, a rima e o ritmo permitem associações fantásticas. Repare como as
pessoas têm sérias dificuldades para decorar um texto de apenas três linhas e, no
entanto, conseguem memorizar dezenas de músicas e conseguem se lembrar delas,
muitas vezes, a partir de apenas uma nota. Já percebeu isso?
E você sabe por que as pessoas conseguem memorizar mais facilmente uma música do
que uma poesia? É simples: é porque a música não faz "cobranças intelectuais"; ela
penetra diretamente no subconsciente, exatamente porque a pessoa está
"descompromissada" com a razão enquanto ouve. Além do mais, as músicas tem ritmo e
muitas delas são rimadas. Isso estabelece uma associação bastante fácil de ser
recuperada na memória. Outro detalhe importante é a relação que há entre a
memória e o sistema límbico (ou nosso segundo cérebro). Esse sistema límbico é
que controla nossa sexualidade e grande parte das nossas emoções. Você já reparou
que nos lembramos com muita facilidade daqueles fatos que tiveram grande
representação emocional na nossa vida e esquecemos também com facilidade daqueles
que nada representaram para a gente? Portanto, cara, ponha sempre emoção em tudo
aquilo que você quiser lembrar. É uma dica.

Importante: a nossa memória registra muito bem todos os fatos


carregados de emoção e não registra os fatos desinteressantes, banais,
corriqueiros.

Uma outra dica interessante é a seguinte: para memorizar melhor, seja lá o que for,
envolva todos os seus sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão) na
aprendizagem. Nós aprendemos mais e retemos melhor na memória, quanto mais
sentidos envolvemos neste processo. Lembre-se que as cores, a música, o gestual, os
odores, também são informações fundamentais para a aprendizagem. Portanto, saia da
mesmice das anotações lineares e do estudo "silencioso". Agite! Envolva-se! Invente!
Experimente! Quanto mais "prazer" você produzir, melhores serão os resultados!

Um outro ponto importante e que deve ser ressaltado, está expresso no seguinte
princício: "a repetição é a mãe da aprendizagem". Dados ou fatos que sejam
emocionalmente inexpressivos, que não permitam boas associações ou que não
venham "embalados" pela música, podem ser memorizados pelo método da repetição.
Lembra como você aprendeu tabuada? Pois é assim mesmo. Quanto mais você repete
uma informação (que tanto pode ser uma informação científica como um conceito moral)
mais ele penetra no subconsciente. É justamente por isso que os métodos de auto-
hipnose recomendam "formulações" insistentes e sistemáticas sobre alguma coisa que
você quer que seja verdade.

Repare que você amarra o cadarço do sapato, naturalmente, "sem pensar" como deve
fazê-lo, não é verdade? Pois bem, isto só é possível porque você "repetiu" o ato de
"amarrar o cadarço" diversas vezes, até que esta informação se assentou de tal forma
no seu subconsciente que sua recuperação na memória passou a ser automática.

E você pode usar este mesmo princípio para "registrar" na memória conceitos bem mais
complexos, sabia disso? Um exemplo: você costuma ficar nervoso nos dias de
prova. Porém só fica nervoso porque "registrou" uma associação entre prova e
medo/nervosismo/insegurança etc. Se você, no entanto, "memorizar pela
repetição" uma associação mais ou menos assim: prova/tranqüilidade - sempre
que a palavra "prova" acionar sua memória, seu subconsciente responderá
"tranqülidade" e você ficará naturalmente calmo. É incrível, mas é verdade. E, para
você não pensar que isto tudo é história da carochinha, é bom ficar sabendo que alguns
dos homens mais inteligentes que pisaram em nosso planeta utilizaram e atestaram a
eficácia desta lição. Dentre eles podemos citar Pitágoras, René Descartes, Jung,
Poincaré e o próprio Albert Einstein.

Lembre-se de que dissemos, anteriormente, que as "emoções" também são


informações. Da mesma forma como as pessoas "tremem" diante da idéia de
prova, podem "ficar calmas" diante da mesma idéia. Tudo é uma simples questão
de treinamento.

No capítulo sobre Hipnose e Auto-hipnose você poderá obter mais detalhes sobre como
proceder para "gravar" conceitos assim no seu subconsciente.

DIFICULDADES PARA MEMORIZAR?

Uma das afirmações mais freqüentes que ouço dos estudantes é a seguinte; "—Tenho
sérias dificuldades para memorizar... acho que não tenho uma boa memória."

Vou aqui então repetir o que respondo para eles, fundamentado nas mais recentes
descobertas no campo da neurologia: desde que não haja uma história de doença
grave (e isto é sempre diagnosticado antes mesmo de a memória fraquejar) nada
justifica as dificuldades de memorização a não ser uma destas três causas:

1) Estresse - provocado principalmente pelo medo, pela ansiedade ou pelo


excesso de cobrança;
2) Desinteresse pelo assunto em questão (que pode também ser provocado pelo
antagonismo ou aversão ao professor, chefe ou líder);
3) Auto-estima baixa (que pode ter sido provocada pelo excesso de críticas ao seu
desempenho escolar ou profissional).

O mais comum, entretanto, é encontrarmos estes três fatores associados entre si. A
pessoa com a auto-estima em baixa estressa com facilidade e se torna ansioso,
medroso ou, em algus casos, até mesmo agressivo. Problema de memória, no entanto,
ele não tem nenhum. O que ele precisa é tão-somente ter sua auto-estima levantada.
Isto aumentará seu poder de concentração, estimulará a sua capacidade de "sonhar" e
sua criatividade, fortalecerá sua confiança e os problemas de memória desaparecerão
naturalmente.

Muita gente ainda pensa que "concentrar-se no estudo" é despejar toda a sua
ansiedade e toda a sua vontade no ato de aprender. Só que este é um erro fatal. A
concentração ótima para a aprendizagem não é aquela em que a pessoa estimula o seu
"estado de alerta" que faz aumentar os batimentos cardíacos, a tensão muscular, o ritmo
respiratório. A concentração ótima é a concentração passiva, quando a pessoa não está
"preocupada em aprender", mas sim "divertir-se com o estudo", ou, numa linguagem
bem jovem, "curtir o estudo". Repare que quando assistimos um filme sobre História,
aprendemos muito mais sobre o fato do que quando nos debruçamos sobre um livro,
ansiosos, e tentamos decorar tudo.

"Aprender" é da natureza humana e memorizar é um ato intelectual tão natural que


somos capazes de memorizar mesmo sem querer memorizar. O nosso cérebro foi
criado para aprender. E não somos nós que vamos interferir neste destino; nós somos
capazes de aprender tudo o que nos interessa aprender e sem fazer grande
esforço para isso. Aliás, fazer esforço para aprender é um contrasenso. Ninguém
tem que se esforçar para aprender. Basta ficar na sua (atento, mas relaxado) e deixar o
cérebro aprender sozinho. E ele é capaz de fazer isto magistralmente por nós.
MAPAS MENTAIS

Por volta de 1970, o psicólogo inglês Tony Buzan desenvolveu uma técnica de
memorização bastante eficaz conhecida por Mapeamento Mental.

Segundo Buzan, não faz sentido estudar alguma coisa e não conseguir lembrar-se dela
depois. E essa "falha" normalmente acontece porque as pessoas são habituadas a fazer
anotações lineares, organizadas, item por item. Porém não é assim que o cérebro
funciona.

Buzan propôs aos seus alunos que "desenhassem" as informações em forma de


árvores, com muitos galhos e, de preferência, bem coloridas. Esses galhos deveriam
cruzar-se com outros galhos, estabelecendo assim uma espécie de "rede de
comunicação" com todas as informações associadas entre si. O resultado foi o melhor
possível.

A técnica dos Mapas Mentais é, hoje em dia, um dos melhores e mais eficazes recursos
didáticos, principalmente no estudo de matérias discursivas. Seria uma boa pra você
inteirar-se sobre esta técnica que pode melhorar bastante a sua capacidade de
memorização.

Enquanto isso, aprenda que aquelas "anotações bonitinhas", lineares e organizadas


que você faz no seu caderno não funcionam! Você precisa fazer anotações
"expressivas" coloridas, ligadas entre si por setas e curvas, de preferência com
muitos desenhos. É disso que a memória gosta!

Lembre-se: a memória tem uma predileção especial por informações


extravagantes, absurdas, divertidas, grandiosas, coloridas e emocionantes. As
informações lineares, banais, inexpressivas, bem comportadas e em preto-e-branco, são
descartadas pela memória na primeira esquina. É assim que a banda toca.

Agora, se você quer conhecer mais algumas dicas sensacionais para "acelerar" a sua
aprendizagem, CLIQUE AQUI!
Dicas para acelerar a aprendizagem

De forma bem simples, podemos dizer que "aprender é memorizar (sejam dados ou
procedimentos) de tal forma que essas informações sejam facilmente lembradas
quando precisarmos delas".

Por isso mesmo, a maneira de aprender é decisiva. Se você tenta memorizar


amontoando informações, desordenadamente, terá dificuldades de lembrar. No entanto,
se você "associa" as informações, terá mais facilidade para recuperá-las na memória.

Um exemplo: se você tem dúvida se sargento se escreve com G ou com J, pode


memorizar simplesmente associando "SARGENTO" com "GARCIA" (aquele conhecido
personagem dos filmes do Zorro).
Feito isso, basta colar este "desenho" na mesa onde você estuda ou trabalha, e deixar lá por
alguns dias. Você nunca mais esquecerá.

Você vai gastar pouco tempo para fazer esse desenho, bem menos do que gastaria se usasse os
métodos convencionais de memorização.

Há também outros aspectos importantes que devem ser considerados. Por exemplo:

As pessoas costumam ler livros didáticos ou apostilas de forma desordenada, muitas vezes até
alucinadamente, afinal elas "precisam aprender" e acham que lendo desta forma reterão mais
informações. No entanto, isso é um erro grave. Invés de agir assim, faça desta forma:

1 - Só comece a estudar quando estiver relaxado. Não adianta estudar estando ansioso. Tome um
refresco de maracujá ou um chazinho suave de erva-cidreira. Só então pegue no livro;
2 - Divida o tempo que você vai gastar na leitura, em blocos de no máximo 6 minutos. Enquanto lê, vá
circulando as informações importantes e ligando-as por setas coloridas. Como se estivesse "brincando
de estudar";
3 - A cada 6 minutos, pare uns 2 minutos. Levante-se, ande um pouco, converse com alguém.
Só depois continue a leitura;
4 - Não se preocupe em memorizar nada. Isso só fará aumentar sua tensão. Simplesmente vá lendo
e circulando as informações importantes.
5 - A cada meia-hora, pare por uns cinco minutos. Dê uma relaxada.
6 - Recomece voltando ao início, passando os olhos pelas informações assinaladas e vá fazendo
(numa folha de papel branco) um mapa mental, tal como mostramos na ilustração a seguir. Faça o mais
colorido e expressivo que puder. A qualidade do seu desenho vale pouco; o que vai valer é o ato de
"desenhar as informações". Isso facilitará muito o trabalho da memória.

7 - Cole este mapa na sua mesa ou na parede. Deixe-o lá por alguns dias e dê uma
passadinha de olhos nele sempre que puder, porém, bem naturalmente.
8 - Se pretende continuar lendo por mais de meia-hora, divida o tempo em blocos assim como
descrito acima.
9 - Não ultrapasse duas horas contínuas de leitura. Lembre-se que nosso cérebro esgota com
facilidade quando submetido muito tempo a uma mesma operação. Se, contudo, for muito necessário, a
cada duas horas dê uma paradinha de 15 minutos; ouça música, tome um suco, divirta-se um
pouquinho.
10 - Lembre-se de que "correr para aprender" não é "acelerar a aprendizagem".

Fonte: WWW.possibilidades.com.br