Merneptah de Rochester
7 de junho de 2010 admin Roger Responde No Comments
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025- Pergunta (07/06/2010): “Sou leitor apaixonado de seus livros escritos com o
amparo do iluminado Hermes. Li toda a trilogia Akhenaton + Moisés 1 e 2 e fiquei
muito emocionado em diversas passagens e relatos contados sob a ótica de
Radamés e Natanael. Recentemente li também o livro “O Faraó Mernephta” escrito
com o amparo de J. W. Rochester (Ed. do Conhecimento) que nos mostra uma
versão na qual Moisés é um homem totalmente ambicioso, interesseiro,
manipulador, vingativo e egocêntrico, além de pessoas e passagens muito
divergentes das mostradas em sua obra. Como entender relatos divergentes e até
antagônicos de espíritos que dizem ter presenciado os mesmos acontecimentos?
Como separar o joio do trigo?”
Roger: Não gosto de comentar livros de outros autores. No entanto a pergunta é excelente
e também pertinente. Nesse caso é necessário uma explicação devido a essas
divergências apresentadas pelo leitor. Não é raro os médiuns contaminarem os textos que
recebem da Espiritualidade com seus pensamentos e crenças. Já falamos sobre isso em
outras oportunidades. E não me excluo dessa situação. Médiuns completamente isentos
teriam que ter uma consciência muito ampla para abrangerem o pensamento superior dos
mentores e os compreender além de suas crenças e de suas limitadas percepções de
mundo. O próprio Chico Xavier, o médium mais brilhante que conhecemos, também
deixou-se afetar por suas crenças em alguns de seus livros, não reproduzindo com
fidelidade o que a Espiritualidade lhe passava. Por isso os livros mediúnicos devem ser
sempre estudados com cautela e sem paixão. Recomendo até mesmo a se prenderem
período em que a nobreza vivia de heranças. sem trabalhar. Segundo esses livros. Além disso pode haver também as nossas falhas na captação mediúnica e na interpretação dos fatos. E outro ponto que pode gerar as divergências é que Merneptah era o próprio Rochester. para descarregar a sua ira sobre eles. antes da Revolução Russa. tinha portanto a liberdade para atacar abertamente os judeus sem sofrer qualquer tipo de censura ou reprovação. do Conhecimento) . são um bom exemplo disso. Nota-se um ódio gratuito a tudo que se refere ao povo judeu em seus livros. que seria totalmente inadequado nos dias de hoje.mais a essência das mensagens do que ao conteúdo “ipsis literis”. Os livros de Rochester. Como eu era o próprio Natanael. Isso fica notório em vários livros seus. Os judeus são sempre citados nesses livros como traiçoeiros. “O Chanceler de Ferro do Antigo Egito”. Em várias de suas obras é possível perceber um terrível antisemitismo. A médium viveu na Rússia durante o período final da dinastia Romanov. eles são muito interessantes e com uma narrativa de encher os olhos. Talvez tenha feito o que é muito comum entre nós. Livro: O Faraó Mernephta – J. Talvez ela e seu esposo tenham passado por situações difíceis com seus credores judeus e ela repercutiu isso nos livros. como ela muito bem retrata em seus livros. Os judeus emprestavam dinheiro a muitos desses nobres falidos e depois cobravam inclusive com a penhora de seus bens. Rochester (Ed. após o holocausto que vitimou milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. W. ao “pé da letra”. Como ela escreveu os seus livros no final do século dezenove. Mesmo assim. quando ele viveu como Atlas. e vivi próximo a Moisés desde os tempos da Atlântida. e abusava de festas fúteis. Esse é um tema recorrente nos livros de Rochester. posso ter “defendido” de forma exagerada as suas atitudes nos eventos da libertação do povo judeu da escravidão no Egito. ao pé da letra. psicografados pela médium russa Wera Krijnowskaya. são desprezados pela sociedade em que vivem e desejam vingar-se disso. Ela também se baseou nos textos distorcidos da Bíblia. interesseiros e agiotas desprezíveis. ou seja. como por exemplo. “A vingança do Judeu” e o livro citado na pergunta “o Faraó Merneptah”. odiosos. deixando-os na miséria. E ele não era um espírito iluminado na época em que utilizou-se da médium para narrar as suas experiências. humanos: ele defendeu seus próprios pontos de vista.