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Posts do dia 28 de março a 01 de Abril/2008

Apresentação e condições

1- As páginas que se seguem são posts publicados no endereço amanteprofissional.wordpress.com, endereço provisório enquanto o espaço oficial, amanteprofissional.com/blog, esteve fora do ar em função do grande número de visitantes (o que fez com que excedesse o limite de tráfego e o limite suplementar que tinha adicionado no dia seguinte). 2- O espaços amanteprofissional podem ter conteúdos para adultos. Portanto, se tiver menos de 18 anos, não tem autorização para ver esse documento. Por favor, feche essa página e tente impedir que qualquer pessoa menor de idade possa ver tal conteúdo. Essa página está alojada no Scribd, onde, para fazer o download, é necessário marcar ser maior de 18 anos para baixar esse documento. 3- Esse documento é pessoal, apenas com o objectivo de guardar os textos que irei reproduzir no blog oficial ou enviar para assinantes dos meus posts. Entretanto sim, você pode fazer o download se assim desejar. 4- Enquanto documento público disponível para download, você pode guardar ou reproduzir os textos que se seguem, desde que não se esqueça de atribuir a autoria (Paula Lee – Amante Profissional).

Prontos para voltar para casa?

abril 1, 2008 by paulalee

16:40 - Afinal não pude mexer nisso mais cedo, tive uns compromissos… Estão prontos para voltar para casa?

o

redireccionamento dos outros endereços e informando nesse post… Pode ser que demore um pouquinho porque estou fazendo várias coisas ao mesmo tempo, ainda tenho que ir ao mercado, risos, mas antes da meia-noite espero

ter tudo resolvido…

Muito

bem,

o

amanteprofissional.com

está

no

ar,

agora

vou

tirar

16:55

-

O

blog

de

contos

 

eróticos,

http://amanteprofissional.com/contoseroticos/ ,

está

no

ar,

e

conforme

prometi, com um novo visual. Por esses dias publicarei um novo conto.

17:08 - O blog do livro, http://olivro.alugomeucorpo.com/, já está no ar. Estou vendo que vou ter que actualizar alguns plugins, mas pronto, pelo menos já está no ar e já é possível ler os textos que lá estão. Também já lá deixei um post dizendo que estamos de volta por lá.

17:28 - O blog “Garota de Programa independente… para relacionamento sério”, também conhecido como “o blog dos encontros” ou como “o blog dos aspirantes a clientes” http://escort.amanteprofissional.com/ também já está no ar e também tem um post falando que estamos de volta.

17:34 - O domínio http://alugomeucorpo.com/ já está no ar. Sofrerá alterações visuais em breve.

Estão reparando que estou deixando o blog Amante Profissional por último? Justamente para terem tempo de guardar esse endereço, http://amanteprofissional.wordpress.com, afinal há quem veio parar aqui através do redireccionamento ou que tenha entrado por acaso sem saber disso.

Adultos,

tinha

esquecido de redireccioná-lo para cá… (Isso é o que dá ter muitos blogs,

17:39

http://brinquedos.amanteprofissional.com/

O

-

blog

Brinquedos

também

para

no

ar.

está

Afinal

sempre fica um esquecido no meio do caminho…)

17:46 - Preparados? Atenção que, se você veio parar aqui através do redireccionamento, ou seja, se veio para cá porque digitou o endereço amanteprofissional.com/blog e não o endereço amanteprofissional.wordpress.com, assim que eu clicar no botão “remove

redirect” você irá parar no endereço dentro do meu domínio, e inclusive não vai

poder - excepto

o endereço

amanteprofissonal.wordpress.com - continuar a ler esse post. Dentro de uns cinco minutos estarei removendo o redireccionamento, ok?

se

voltar

a

digitar

18:02

http://amanteprofissional.com/blog .

-

Pronto,

meus

amigos,

desde

às

17:51

estamos

em

casa:

Postado em o blog |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/04/01/prontos-para-voltar-

para-casa/

Atenção: em breve voltaremos para os endereços oficiais!

abril 1, 2008 by paulalee

Está dando a notícia de novo, Paula Lee? Sim, afinal alguns visitantes podem ter chegado aqui pelo endereço amanteprofissional.wordpress.com, e não através do redireccionamento.

Então, se você não conhecia o blog antes, visite o link acima onde aparece marcado “dando a notícia de novo” para saber quais são os endereços oficiais, ok?

Quando voltamos para os endereços oficiais, Paula Lee? Por mim tinha sido agora. Mas já excluí o redireccionamento temporário e não funcionou, deve ser porque o servidor é internacional, ou outro motivo qualquer. De qualquer forma, deixei tudo continuando a direccionar para cá, excepto o site raíz, amanteprofissional.com, então quando eu ver que ele entrou eu tiro o redireccionamento do resto.

Algumas pessoas me escreveram dizendo que não estavam conseguindo entrar aqui, o que significa que no computador delas o redireccionamento não estava funcionando. A razão? Sinceramente não sei.

Para evitar confusão, mesmo depois que os endereços oficiais estiverem no ar vou continuar escrevendo aqui até que todo mundo tenha feito a mudança. Ou então eu siga uma ideia que tive.

Você esteve preparando algo novo por esses dias, não esteve, Paula Lee? Nossa, parece até que você já me conhece, risos. Sim, teremos novidades assim que estiver tudo resolvido. Novidade nº 1: Enfim me lembrei de actualizar o layout do blog de contos eróticos! Novidade nº 2: Trarei um conto erótico novo para o blog de contos eróticos. Novidade nº 3: Estou com um novo site já 70% pronto. Tudo tem o seu tempo, mas mais ou menos nessa ordem - acho que será mesmo nessa ordem - vou mostrando as novidades para vocês.

Vou dormir agora. Devo voltar no meio da tarde.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/04/01/atencao-em-breve-

voltaremos-para-os-enderecos-oficiais/

Atenção: amanhã voltaremos aos endereços oficiais

março 31, 2008 by paulalee

Bom, gente, amanhã voltaremos para os endereços oficiais. Isso significa que, se você visitava esse endereço aqui escrevendo o endereço antigo, não será mais redireccionado para cá (amanteprofissional.wordpress.com).

Se você conheceu esse blog agora, anote os meus endereços oficiais:

http://amanteprofissional.com/blog - Blog de intimidades. Pessoal, actualizado diariamente.

http://olivro.alugomeucorpo.com - Blog do livro Alugo o Meu Corpo.

http://amanteprofissional.com/contoseroticos : Blog de contos eróticos.

http://escort.amanteprofissional.com : Blog dos aspirantes a clientes-amigos.

http://brinquedos.amanteprofissional.com: Brinquedos para Adultos.

Esse blog ( http://amanteprofissional.wordpress.com ) vou manter activo, afinal - apesar das limitações de um blog fora do alojamento próprio - tem um endereço fácil de guardar e podemos voltar a precisar dele, risos.

Aliás, estou com algumas ideias para esse espaço, por isso, se não quiser, não precisa de apagar o endereço, aliás, você pode, se preferir, acompanhá-lo via feed.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/31/atencao-amanha-

voltaremos-aos-enderecos-oficiais/

Acompanhamento: “exercer uma profissão” não é sinónimo de “ter profissionalismo” (2)

março 31, 2008 by paulalee

A minha sorte é que posso me defender com o nome que melhor me define, amante profissional. Porque se não tivesse começado a me expor na web através do nome Terapeuta Sexual, que foi o que primeiro me “popularizou” - e que inclusive me distinguiu numa época em que os conceitos se baseavam no “mais do mesmo” - e logo depois avançado para Amante Profissional - uma definição muito mais ampla, que engloba não só a terapia do sexo ou do sexo enquanto terapia como na primeira definição, mas todo um conjunto de factores, sem excluir outras vertentes enquanto seres humanos, sensações e os sentimentos, meus e daqueles que me procuram - e tivesse que escolher entre um ou outro, acompanhante ou prostituta… Bem, olhando para o lado eu teria excelentes referências, mas numa questão quantitativa teria péssimas, por isso se não tivesse pensado nessas outras definições, em função de tanta coisa ruim que vejo talvez me sentisse melhor me definindo como prostituta do que enquanto acompanhante.

Porque em termos quantitativos você olha para os lados e vê umas posturas que Deus me livre, e aí você pensa: “Ser acompanhante é então isso? Ih, eu não sou isso aí não”.

Aí você me diz: “Mas ah, Paula Lee, você já não tinha dito que a diferença entre a prostituição e o acompanhamento era que no primeiro as pessoas estavam forçadas, a fazer algo que não queriam?” Sim, eu disse. Mas tem aquela coisa do “nome bonitinho”. Aquela acompanhante que está com o cliente apenas porque é “mais um que paga” é prostituta na mesma, a diferença é que, porque ganha mais que a prostituta com um único cliente, talvez ainda force um sorriso na cara e arrebente as cordas vocais com um gemido, e nesse aspecto admiro muito mais a honestidade e a frontalidade

da prostituta - aquela que não se diz acompanhante, que cobra menos mas que não significa que vai ser melhor ou pior apenas por causa disso. Aliás, aquela que se denomina acompanhante mas que atende um cliente apenas por ser “mais um que paga” para mim é muito mais prostituta que a pior prostituta. Porque a pior prostituta ainda recusa alguns tipos de clientes, enquanto esse tipo de acompanhante acha que tudo na vida tem um preço.

Postado em acompanhamento x prostituição |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/31/acompanhamento-

exercer-uma-profissao-nao-e-sinonimo-de-ter-profissionalismo-2/

Acompanhamento: “exercer uma profissão” não é sinónimo de “ter profissionalismo”

março 31, 2008 by paulalee

Em alguns aspectos o acompanhamento - ou por regra, algumas posturas de muitas pessoas que dizem praticar o acompanhamento, ou seja, serem acompanhantes - é pior que a prostituição.

Excepto aquelas amigas das quais já falei aqui no blog, excepto mais algumas que conheço e gosto, mas de quem não falo aqui porque não têm um espaço na web, excepto mais algumas poucas que tenho boas referências através de bons clientes sobre elas, excepto mais algumas poucas que penso que serão boas pessoas e consequentemente boas profissionais… desculpe a expressão, de resto considero o acompanhamento em Portugal uma merda.

Do que estou falando? Estou falando num “acompanhamento” que não é acompanhamento, mas apenas um nome bonitinho usado para se dizer “eu cobro mais caro”. Estou falando numa política apolítica. Estou falando numa postura, vezes e vezes constatada, em que apenas se segue o que o outro faz.

Sempre fui sincera desde o princípio, não comecei no acompanhamento, para chegar nisso tive que inclusive mudar muita coisa que estava errada, ou errada para os parâmetros do acompanhamento. Sim, fui prostituta, e não tenho a mínima vergonha de confessá-lo. Sim, trabalhei em locais com altas e baixas tabelas, e confesso, não era o valor da tabela que fazia com que tivesse melhores ou piores clientes, há pessoas e pessoas em todos os lugares e cenários.

Aí você se torna acompanhante porque vê que tem mais lógica, porque vê que tem uma filosofia mais justa e digna. Aí se você olha para os lados logo pensa:

a prostituição parecia mais honesta.

Continuo esse post em breve…

Postado em acompanhamento x prostituição |

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exercer-uma-profissao-nao-e-sinonimo-de-ter-profissionalismo/

Músicas que ninguém sabe cantar

março 31, 2008 by paulalee

Esse fim-de-semana estava eu com o meu violãozinho velho de guerra pensando em que música tentaria tirar, quando me veio uma lembrança antiga, ou sei lá, nem tão antiga assim, há coisas que ficam tão vivas que superam o tempo…

Estávamos nós - o “todo mundo” de sempre, ou seja, a galera toda - sentados lá no boteco da esquina, aquele calor infernal e a Skol rolando por conta do dono do bar por causa do violão no colo…

Então sempre que junta uma turma em volta de um violão há aquele problema:

alguma letra que todo mundo não conhece ou se conhece não sabe cantar.

E chega uma hora, depois de tantas horas - ou os dedos doendo, ou a voz já

rouca, ou aqueles que já estão mais para lá do que para cá por causa da cerveja de borla - em que já não há mais repertório, como se de repente ninguém mais conseguisse lembrar de musica alguma.

Então vinha esse meu amigo - hoje in memoriam - se lembrando daquela música que afinal - pelo menos num trecho - toda gente sabia cantar:

Ra ta ta ta ta

ta

ta ta ta ta

ta

ta ta ta ta

ta

ta ta ta ta

ta

ta ta ta ta

ta

ta ta ta

ta

ta ta ta ta ta

Se não deu para identificar a música apenas pelo ta ta ta ta ta fica uma dica fácil para quem conhece: Engenheiros

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ninguem-sabe-cantar/

Scribd/iPaper

março 31, 2008 by paulalee

Não acho que o Scribd é assim tão popular, mas é desde quando foi lançado um dos meus favoritos (tenho duas contas lá, abafa o caso).

Como sabem tenho os meus e-books para download por lá, e muitos outros documentos em pdf.

Já usava também o Scribd para o meu “blog dos clientes“. Há uma opção, no

Scribd, de ter arquivos privados e de eu poder passar esse endereço privado apenas para aqueles que eu quero, faço-o por exemplo para mostrar fotos para os sérios aspirantes a clientes. Além disso, apenas com um código coloco

o documento no meu site numa página fechada com senha sem que, dentro do

Scribd, uma pessoa possa vê-lo na minha lista de arquivos. Sim, o Scribd para mim é uma mão na roda.

O site apareceu recentemente com uma novidade em termos de visualização de documentos. Sabe aquele tipo de visualização como se você folheasse uma revista ou um livro? Você pode ver um exemplo com o meu e-book O Dobro e a Metade, clique aqui e quando abrir a página numa nova janela clique na setinha que tem ao lado de iPaper e depois em “View Mode” e “Book Mode”. Depois é só configurar a visualização da forma que achar melhor para você, mexendo no Zoom ou passando as páginas.

Estou no Scribd desde o princípio porque acho um site simpático. Uma coisa que achei legal é que ele não criou limitações ou proibições para materiais adultos, simplesmente cada vez que envio um documento tenho a opção de marcá-lo como adulto ou não, e assim, quem for ver tal documento, ter que concordar primeiro que é maior de 18 anos.

Até pouco tempo atrás era a única acompanhante em língua portuguesa a usar

o Scribd, mas pelos vistos isso já não será incomum, recentemente até recebi

de lá um arquivo de uma agência de acompanhantes daqui de Portugal que, segundo me parece, também está a utilizá-lo com os mesmos propósitos que eu, ou melhor, um deles, dado que lá também disponho meus e-books e outros documentos.

Postado em livros, o blog |

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Cozinha

março 31, 2008 by paulalee

Confesso que não gosto de cozinhar. Quer dizer, na verdade gosto. O que não gosto é daquela rotina de ter que cozinhar todos os dias, quando você tem aquela responsabilidade de fazer o almoço e o jantar diariamente por causa das pessoas que vivem contigo.

Quando vivia em bordel eu raramente cozinhava. No primeiro bordel por causa da tal cozinha que descrevi no meu livro. No segundo bordel porque tinha uma cozinheira que fazia o almoço e o jantar para nós. No terceiro bordel porque trabalhava quase 24h, não dava tempo “para essas coisas”, a gente já acordava e ia para o restaurante para almoçar, para logo a seguir ir para o bordel. No penúltimo bordel onde trabalhei também tinha alguém para nos fazer a comida, mas eu detestava a comida de lá, completamente sem gosto, sem contar naquela coisa, até hoje não sei comer sem arroz, comer sem arroz para mim é o mesmo que não comer.

E é uma questão de gosto pessoal, eu particularmente não gosto da cozinha

portuguesa. Poderia dizer que era uma questão de cultura, mas não é, afinal muitos amigos meus gostam. Não estou dizendo que não gosto de toda a

cozinha portuguesa, há alguns pratos que gosto sim. A questão é que, para uma pessoa que não come carne vermelha - não por ser vegetariana, e nem

quer dizer que nunca coma carne vermelha, simplesmente não gosto, não acho

a mínima graça - por vezes não há muita opção (dependendo do local ou do

restaurante onde estou). Já tive situações em que saí com alguém para um restaurante e isso aconteceu, nenhum prato me agradava e eu fiquei comendo

folha.

No primeiro apartamento onde vivi com mais duas meninas eram elas a cozinhar. Eu ajudava nas compras de mercado mas raramente comia lá, não me sentia à vontade, sabe quando você vive numa casa, divide todas as despesas, mas você não sente que mora lá? Sei lá, a sensação era esta. As meninas eram legais comigo sim, mas não me sentia à vontade, apesar de dividir as despesas era como se sentisse que morava de favor, então só ficava

no meu quarto, às vezes ia para a rua, cinema, biblioteca ou ginásio, de noite voltava para me arrumar e depois ia para o bordel, era assim o meu dia-a-dia.

Então quando aluguei o meu próprio apartamento enfim sentia ter uma casa que era mesmo minha, aí voltei a cozinhar. E para a minha surpresa, tudo dava errado, afinal não me acostumava com alguns produtos ou com a força do fogo, ou talvez fosse mesmo o tempo que estive sem “praticar”. Meu arroz era aquele “unidos venceremos”, se jogasse para o tecto ele ficaria ali preso durante uma semana.

Então naquela altura tinha a GNT em casa e comecei a assistir a Ana Maria Braga, e ela mudou a minha vida, risos, risos.

Hoje não preciso cozinhar todos os dias, porque uma comida que faço hoje dura uns três dias. Continuo sem gostar muito de ir a restaurantes, comida para mim tem que ter gosto de alho.

Então tem dias, como ontem, que cismo de inventar alguma coisa na cozinha. É todo um ritual, toda uma preparação. Mas o resultado costuma ser excelente.

O peito de peru que fiz ontem afinal já tinha inventado antes, mas resolvi substituir a sopa de cebola - que uso para fazer o molho - pela sopa de espinafre. Ainda prefiro o que fazia com a sopa de cebola, mas ainda assim ficou muito bom, inclusive com um gosto mais cítrico, porque dessa vez coloquei limão e aumentei a quantidade de cebola.

Quando estou nesses dias fico completamente concentrada, afinal comida é algo que a gente deve fazer com amor. Por isso o telefone tocou, eu ouvi mas nem fui ver quem era. E afinal era o Conterrâneo, mandei mensagem hoje cedo para ele.

Acordei hoje antes das 5, porque dormi cedíssimo, por volta das 23h (sim, esse horário para mim é muito cedo, habituei-me às madrugadas).

Agora vou organizar umas coisas aqui e preparar o pequeno-almoço, bom dia para vocês!

Postado em quotidiano |

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Como fazer amor como uma estrela porno - Jenna Jameson

março 30, 2008 by paulalee

Jenna Jameson - Como fazer amor como uma estrela porno… O livro saiu em 2006, mas acabei não comprando. Ele tinha lido o livro e me falado sobre ele, e comprou-o para me oferecer no nosso último encontro, coisa bem recente.

Havia tempo que não nos víamos, meses! Para conseguir um tempo para estarmos juntos tem que aproveitar - ou criar - oportunidades numa agenda difícil.

Então quando ele chegou eu quis conferir se estava tudo no lugar como eu tinha deixado da última vez…

Parecia mais alto. Mas o sorriso grande com que chega é o mesmo, ai, aquele sorriso… é de matar. Então ele se curva para me dar beijos na face, a gente se abraça, e o corpo dele não tem a mesma temperatura em partes diferentes.

Já aprendi a reconhecer o seu cheiro, o cheiro do seu gel de banho, é um cheiro que só ele tem.

Está completo, inteiro, da mesma forma que o deixei da última vez, mas dá vontade de morder e de arrancar pedaço…

“Vai ser gostoso assim lá em casa!”, essa é uma frase que umas amigas minhas costumam gritar de dentro do carro quando vêem um homem como ele na rua. E esse homem estava ali, no meu quarto, na minha cama, e com aquele sorriso gigante.

E na cama a gente se toca e se espreme. Os movimentos são curtos, porque

não queremos afastar os nossos corpos, a pele fica colada uma na outra, e eu firmo os braços segurando nos seus ombros, os meus seios bem encostados ao peito dele, e é só o jogo de ancas, depois os joelhos dele inclinados, a penetração intensa, os gemidos, a sensação de quase desespero, o prazer, o

gozo, o coração a bater forte, a respiração ofegante que depois se acalma, mais um pouco de conversa e o adeus na porta, não sei quando nos vemos novamente, mas o sorriso ainda mais gigante continuava nos lábios.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/30/como-fazer-amor-

como-uma-estrela-porno-jenna-jameson/

48 posts!

março 30, 2008 by paulalee

Há quantos dias estamos aqui no amanteprofissional.wordpress.com? Dois? Três? Fiquei até assustada quando vi… Já publiquei 48 posts aqui, 49 com este!

É que eu me empolguei respondendo as perguntas que chegavam por e-mail

ou telefone, e como sabem sou assim, digito muito rápido…

Eu tô é só vendo quando for para passar esses posts todos para o blog oficial no dia 01! (Não adianta clicar que você volta para cá… Já dei uma olhada nas estatísticas, vi que um montão de gente clicou nos links, risos, quando avisei que está tudo sendo redireccionado para cá…)

Vou dormir porque hoje tenho uma hora a menos, era o que me faltava, risos, risos.

Postado em o blog |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/30/48-posts/

Leitura pelo Feedburner

março 30, 2008 by paulalee

Para quem quiser ler os últimos posts publicados no blog Amante Profissional antes de virmos “acampar” por esses dias num domínio wordpress.com, visite o Feedburner.

Postado em o blog |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/30/leitura-pelo-

feedburner/

Falar sobre crenças e sobre a fé (9)

março 29, 2008 by paulalee

Sei que esperavam de mim algo lógico, algo que posso justificar, algo até científico. Mas confesso, não consigo explicar esse arrepio no braço direito, o suor frio nas mãos - por vezes até com tremor - e essa sensação de mal-estar, a garganta apertando e o aperto no peito com um simples telefonema. Nas vezes que contrariei a minha intuição eu até gostaria de te dar uma justificativa lógica, “ah, eu tive a intuição e fui atender o gajo, me contrariando, e por estar contrariada que o atendimento não correu bem”, mas não, quando contrariei a minha intuição fiz de tudo justamente para provar a mim mesma que a intuição estava errada, ou seja, dei o meu melhor sorriso, fui a pessoa mais simpática e mais querida desse mundo com o cliente, mas é como se sentisse que o que ele tinha de ruim já vinha lá de fora, que não adiantava nada da minha parte para mudar a situação, ou para mudá-lo.

“Ah, talvez você não estivesse muito bem naquele dia, ou com algum problema na cabeça” - você tenta me explicar. Mas como posso explicar que não sinto essas mesmas sensações com os outros telefonemas naquele mesmo dia, telefonemas estes que por vezes vêm no minuto seguinte?

Sim, eu sei que é complicado de entender, mas dessa vez eu não tenho mesmo como explicar.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/29/falar-sobre-crencas-

e-sobre-a-fe-9/

Falar sobre crenças e sobre a fé (8)

março 29, 2008 by paulalee

Sempre confiei na minha intuição. Talvez porque ela seja a minha caixa de sapatos. Talvez pelo simples facto de ela sempre ter me mostrado estar certa. Não importa, cada um tem a sua própria fé e a sua própria crença, não vou mudar a sua como ninguém vai me fazer abandonar ou desacreditar na minha intuição.

Um dia conversava sobre isso com o “Homem que não usa óculos”, temos que acreditar em alguma coisa, seja isso lógico ou não, motivado ou não pela razão. Precisamos é de ter certezas, de nos sentir seguros em algo.

Os clientes costumam me perguntar: “Como você sabe se atende ou não um cliente?” e as respostas que dou são diferentes entre si, uma cheia de lógica e outra sem nenhuma. Pela voz, pelo que ele me diz, pelo que percebo dos seus interesses ao telefone, essa é a parte lógica. Mas depois completo: “Mas o homem pode se mostrar muito sério, muito simpático, etc… Mas se o meu braço arrepiar e se eu sentir um nó na minha garganta… Ah, aí não tem Jesus Cristo que desça à Terra em pessoa que me convença de atender esse cliente!

E todas as vezes que isso aconteceu e eu duvidei da minha intuição, aceitando

tal pessoa… foi batata, me arrependi depois!”

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e-sobre-a-fe-8/

Falar sobre crenças e sobre a fé (7)

março 29, 2008 by paulalee

Posso não acreditar em vários conceitos reunidos num só mas acreditar num deles ou em vários deles separadamente.

E em outras coisas, mesmo que não acredite, posso respeitar e também pode

ser que eu aceite.

Mas eu não posso impor para ninguém que acredite ou aceite as mesmas coisas que eu, porque o outro pode não ter a mesma cultura ou a mesma história, e principalmente porque o outro pode - e deve - ter a sua própria fé e as suas próprias crenças.

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e-sobre-a-fe-7/

Falar sobre crenças e sobre a fé (6)

março 29, 2008 by paulalee

Talvez tenha passado desapercebido, ou talvez tenham notado uma contradição no meu livro (Alugo o Meu Corpo). Por um lado mostrava um lado catolicíssimo, por outro lado falava por exemplo de Dona Maria Padilha. Porque na minha terra isso não é nada incomum ou assim tão estranho (claro, em todos os lugares há os fanáticos e aqueles que não aceitam as crenças e a fé alheia). Ao mesmo tempo que por parte da família directa eram todos católicos, tinha também um parente que me levava para a Umbanda e por vezes também ia para o Centro Espírita para receber o passe. (Apesar de não admirar tais livros enquanto literatura, talvez tenham percebido isso em mim pelo facto de já ter lido por exemplo Zíbia Gasparetto ou de ter falado um dia do livro Violetas na Janela, livros estes que, apesar de nem sempre gostar da escrita, leio pelas histórias e inclusive em função de um pedaço da minha fé).

Para alguns talvez não se encaixem alguns conceitos, outros dirão que assim uma pessoa adora a vários deuses, outros dirão que estou acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo, mas eu continuo acreditando que Deus é um só - dividido em três, Pai, Filho e Espírito Santo, conforme me ensinaram na catequese - e que não importa a religião, desde que se mantenha o amor por Deus, desde que se mantenha o amor pelo próximo e inclusive, que a fé não seja um acto passivo, mas que se demonstre em actos para com o outro.

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e-sobre-a-fe-6/

Falar sobre crenças e sobre a fé (5)

março 29, 2008 by paulalee

Isso, creio eu, é uma grande dificuldade para qualquer pessoa: compreender a fé ou a crença alheia ou de um outro povo.

No caso do livro do Salas, para mim, por uma questão cultural, era fácil compreender a situação das nigerianas, sua fé e sua crença, e entender o quanto para elas era grave saberem-se enfeitiçadas. É claro que sou muito levada pela lógica, mas isso não me impede de compreender essa crença, justamente pelo que disse, pela tal questão cultural, por não ser algo tão distante de mim e de saber do que significa, pelo menos psicologicamente, para uma pessoa com essa cultura saber-se enfeitiçada.

Mas obviamente, porque não tenho esta outra cultura, para mim é muito mais difícil compreender uma pessoa que, movida pela fé no seu Deus - um Deus que sendo um só possivelmente é também o meu Deus - envolve o corpo em bombas e se explode no meio de uma multidão.

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e-sobre-fe-5/

Falar sobre crenças e sobre a fé (4)

março 29, 2008 by paulalee

Se para mim é fácil de compreender é porque venho de um país que, de certa forma, há convivência entre várias religiões e crenças.

Quando cheguei em Portugal lembro de um dia estar assistindo tv e de ver uma reportagem num telejornal onde as pessoas estavam todas assustadas porque encontraram “macumba” naquela região.

Ainda sem compreender a cultura daqui, e apenas impregnada pela cultura do meu país, até achei absurdo aquele “furdunço” todo por causa de uma simples macumbinha, afinal no Brasil estava acostumada a ver macumba em várias encruzilhadas, jardins ou cachoeiras, para mim era algo completamente normal, fazia parte do meu quotidiano. E não conseguia compreender que aqui, com um outro tipo de cultura, era como se tudo estivesse fora do lugar.

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e-sobre-fe-4/

Falar sobre crenças e sobre a fé (3)

março 29, 2008 by paulalee

Pensei nisso quando falava com o Nuno da Sábado sobre o livro do Salas. Há uma parte muito forte nesse livro que fala sobre as nigerianas que eram levadas para a Espanha e que assinavam um contrato de uma dívida enorme e faziam de tudo para pagar essa dívida, não só pelo problema de terem sido traficadas, mas também porque havia ali uma outra questão - religiosa, cultural, psicológica - a fé e as suas crenças.

O traficante e proxeneta dessas meninas diziam que lhes haviam feito um

feitiço, e por causa desse feitiço elas se viam amarradas à dívida, à prostituição e ao proxeneta.

E isso para mim era muito fácil de compreender. Aceitar claro que não, mas

compreender sim.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/29/falar-sobre-crencas-

e-sobre-fe-3/

Falar sobre crenças e sobre a fé (2)

março 29, 2008 by paulalee

O

problema de se falar em crenças e de se falar em fé é que mostrar um ponto

de

vista ou explicar uma situação pode fazer parecer que quero que tenham fé

na minha caixa de sapatos, quando não, posso estar falando apenas da minha fé e da minha crença na minha caixa de sapatos, podendo respeitar e querer que você continue tendo fé e acreditando na sua.

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e-sobre-fe-2/

Falar sobre crenças e sobre a fé

março 29, 2008 by paulalee

Acho muito difícil falar sobre crenças e sobre a fé. Eu, particularmente, e já o disse antes no blog, acho que uma pessoa tem que acreditar em qualquer coisa, nem que seja numa caixa de sapatos. Se ela me disser que aquela caixa de sapatos lhe faz bem, se ela acredita naquela caixa de sapatos, eu não vou discutir, apesar de não aceitar que queiram que eu também acredite nessa caixa de sapatos.

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e-sobre-a-fe/

Livros que ganhei

março 29, 2008 by paulalee

Ganhei alguns livros nessa semana e vou falar sobre eles em breve. Mas para já o meu muitíssimo obrigada!!!

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Última entrevista recente

março 29, 2008 by paulalee

Uma coisa que esqueci de falar… Aquela minha amiga do Porto afinal não aceitou mesmo dar a reportagem. É o que ela me disse, prefere estar discreta no canto dela, com os clientes dela, e eu concordei, afinal foi o que lhe disse, tem que fazer o que acha melhor para ela.

Outra coisa que esqueci de falar… Essa entrevista que dei para a TSF foi a última das recentes. Conforme disse antes, a Alexandra tinha me contactado

há mais de um ano atrás me falando sobre essa ideia dessa reportagem, e

depois voltou a me contactar (se não me engano em Dezembro), a seguir falamos em Janeiro ou em Fevereiro, ela veio do Porto até aqui, muito querida.

Agora não tenho os arquivos dos posts para me salvarem a memória fraca, mas sei que nessa mesma altura - sem que um veículo soubesse do outro - estava rolando aquela entrevista para o Canal MOV e aquela participação ao vivo ao lado da Soraia Chaves na TVI.

Mas depois disso decidi que não aceitaria mais nenhum convite da imprensa, pelo menos por um tempo, só aceitei encontrar com o Nuno da Sábado - para

conversar - porque, como tinha feito o prefácio do Antonio Salas, ou seja, tinha escrito sobre o livro, também poderia falar sobre ele, não ia recusar de divulgar

um livro que gostei e que afinal até fiz o prefácio, aliás, foi na Editora que me

perguntaram se estaria disponível para falar do livro do Salas.

O que

acompanhamento, por enquanto estou dando um tempo, ou seja, não ando aceitando convites. Isso porque, vocês podem pensar que não, mas quando se

é a prostituição ou o

quero

dizer

é

que,

quando

o

foco

fala muito num tema acaba por se deixar cair na apelação e na vulgarização, e por isso é necessário deixar esquecer um pouco. Eu nem pensava em aceitar o convite da Alexandra, porque quando se tornou concreto e com data marcada eu já estava sabendo das outras duas situações na imprensa, mas aceitei porque ela me mostrou que tinha a ideia de fazer um trabalho sério, mas também, principalmente, porque afinal ela já tinha me contactado há mais de um ano.

Isso não quer dizer que não aceite colaborar anonimamente - sem o nome “Paula Lee” e sem a assinatura “amanteprofissional.com” - com algumas pessoas, principalmente se vejo empenho e seriedade. Nos últimos tempos, por exemplo, fui contactada por duas mulheres que estão fazendo trabalhos relacionados com o tema, o trabalho de uma delas por exemplo tem o foco nas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis, achei interessantíssimo) e já colaborei com muitos outros trabalhos assim, não me canso de mandar textos enormes respondendo perguntas.

Se estou falando sobre isso agora é porque sei que aqui em Portugal - e possivelmente em toda parte do mundo, não sei, deve ser - quando você dá uma entrevista começa a aparecer mais um número enorme de propostas para falar da mesma coisa ou de outra coisa quase igual. Por isso, ao recusar o convite, não pense que é algo pessoal ou contra o seu profissionalismo ou veículo, mas simplesmente, quando o foco tem alguma “receptividade” perante o público - seja a prostituição, o acompanhamento, o sexo, etc. - se aceitasse sempre falar do assunto, ao invés de melhorar o sector ou a actividade, acabaria por fazer disso um circo, algo apelativo, ia chegar uma hora e todo mundo ia enjoar do assunto, ou inclusive - independente do que diga ou do que apareça no seu veículo - causar aquele ar chateado, “ai, meu Deus, de novo sobre isso? Não há outro assunto não? Não há outras coisas para se falar? Tem sempre que vir uma matéria sobre a prostituição ou sobre o acompanhamento, como se mais ninguém nesse país tivesse alguma coisa para dizer?”, e, mesmo que não me prejudique, eu poderia estar, sem querer, prejudicando o sector.

Tenho consciência de que o meu ramo de actividade depende em muito da discrição. O facto de ter dado algumas entrevistas, de escrever gratuita e incansavelmente no meu blog sobre o assunto não é com o intuito de quebrar com essa discrição, mas justamente o contrário, fazer com que as pessoas percebam a necessidade dessa discrição, que percebam a parte humana, fazer com que se possa melhorar as relações humanas, etc. Mas tenho consciência de que o peso na imprensa é outro, até porque, num blog, uma pessoa pode escrever o dia todo sobre mil assuntos, enquanto na imprensa o assunto é aquele entre outros e aquele naquele dia porque alguém decidiu que assim fosse, e por isso centraliza-se mais, ganha-se mais importância, e por isso tenho que pensar muito antes, mas por enquanto é o que falei, acho melhor dar um tempo.

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recente/

Mudando de assunto…

março 29, 2008 by paulalee

Sobre o meu dia de hoje, fiquei meio triste, mas estas coisas acontecem. O Conterrâneo vinha me visitar mas afinal houve um imprevisto e me avisou horas antes- algo muito justificável, não vou dizer o que é para não gerar coincidências - e afinal não foi possível estarmos juntos. Até posso me masturbar sozinha, mas não tenho como fazer sexo tântrico comigo mesma.

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assunto/

Agora chega

março 29, 2008 by paulalee

Bom, agora chega do assunto, me alonguei muito, já nem sei quantos posts publiquei, risos. Obrigada a todos que mandaram as perguntas, também mandei as respostas por e-mail, podem conferir…

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TSF: 7.1: Arrendar casa e a legalização

março 29, 2008 by paulalee

Eu acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas pronto, é só a minha opinião. Acho inclusive que, se eu for legalizada enquanto prostituta - claro, para começar vou ter que atender um número maior de clientes, vou ter que pagar impostos enquanto a prostituta que não sou e portanto ter que pensar em “render” - que uma pessoa não vai querer me alugar um apartamento, com medo da confusão, da má fama do apartamento, do estigma, do que pode representar para os vizinhos, etc. Porque enquanto só o dono do apartamento ou a imobiliária sabem - quando sabem - é uma coisa, outra coisa é terem certeza, é a cidade inteira saber.

Ainda não sei a razão de algumas pessoas quererem o título de prostitutas. Para pagar impostos e ter benefícios? E não há outras formas de pagarem impostos e terem benefícios, sem, basicamente, exporem as suas vidas privadas? Por exemplo, porque tenho formação em massagem, posso ir nas Finanças e me registar como trabalhadora independente, igual às pessoas que conheci no meu curso de massagem terapêutica e que não trabalham em nenhuma clínica de estética, mas apenas para si próprias, fazendo massagem em casa ou a domicílio, e não, não são acompanhantes (e pagar o IRS todo ano, e fazer as minhas contribuições à Segurança Social, etc.). Alguém pode dizer que não fiz a massagem se realmente fiz, e se inclusive até formação em massagem tenho? O que recebi do cliente, portanto, foi pela massagem, não

pelo sexo, afinal este só fiz se decidi fazer, se ele também quis fazer, não acho que é da conta de ninguém se fiz ou se não fiz sexo, com quem fiz ou deixei de fazer. (E até se não houvesse a massagem… Há algum problema se uma pessoa for por exemplo numa clínica de estética, pagar pela massagem mas preferir fazer alguma outra coisa, conversar ou apenas ficar deitado a relaxar?) Mas nem todas têm formação em massagem - alguém me diz. Mas não tem nenhuma outra actividade que se encaixe? Não vou dar dicas nesse aspecto porque, quando uma pessoa quer mesmo uma coisa ela corre atrás, não opta pela solução que parece mais prática nem fica esperando essa única solução que não tem garantia de acontecer. Mas uma amiga, por exemplo, escolheu um CAE que tem a ver com ela e que nem foge ao acompanhamento, apesar de não estar escrito “acompanhante”. É inclusive uma profissão que também apresenta oscilações, assim como o acompanhamento, ou seja, há épocas em que se ganha mais ou menos.

O que vejo por aí são depoimentos de pessoas “queria poder pagar impostos para poder ter benefícios, mas a minha actividade não é legalizada”… E aí você me diz: “Mas se uma pessoa regista uma empresa, e se não consta nessa empresa que ela é acompanhante, ela não vai sonegar impostos?”. E eu te respondo com outra pergunta: “E o cliente vai querer uma factura por ter feito sexo com uma prostituta, vai querer dar o seu nome e o seu número de contribuinte?”. E eu te faço outra pergunta, “E de repente não vão aparecer aquelas pessoas a dizer ‘com factura ou sem factura? se for um programinha com factura é 60, se for sem factura é 50′?”

Acho muito mais honesto quem vai e se regista da forma que lhe parece possível, e assim paga os impostos, e assim faz as contribuições necessárias, do que quem reclama, por vezes - por vezes - usando como desculpa, como uma forma de vitimização.

Eu nem estou no Brasil, mas posso, mesmo estando aqui, se quiser, fazer as minhas contribuições todo mês para depois ter a minha aposentadoria. Gente, o problema na verdade não é quando você sonega, quando você não paga? Alguém vai reclamar por você, afinal, estar pagando?

Um defeito que têm as pessoas muito jovens - como eu - é de não pensarem no futuro a longo prazo, só penso a curto e a médio, mas o futuro que um dia chega rapidinho. Eu, por exemplo, há certas coisas que pago - e que não tinha obrigação de pagar - mas sou sincera, nem é pensando no futuro, pago apenas para que ninguém possa jogar na minha cara que não paguei.

Opções não faltam, as pessoas que estão acostumadas a seguir os mesmos moldes.

Além disso é um acto voluntário. Se uma pessoa desconta mais ou se desconta menos, ela sabe que disso vai depender o seu futuro, ou seja, o problema vai ser dela, assim como é um interesse dela saber o que planta hoje para colher amanhã.

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TSF: 7- Arrendar casa e a legalização

março 29, 2008 by paulalee

Essa foi uma parte que com certeza não entendi bem. Não entendi qual foi a causa de uma senhora dizer que não conseguiu arrendar a casa em seu nome, talvez tenha sido por causa do corte que fiquei sem essa resposta, porque até agora estou aqui tentando adivinhar a causa e não sei, não sei mesmo. Sei que parece que ouvi que ela disse que precisou que uma pessoa arrendasse uma casa para ela porque com o seu nome não conseguia, e esse depoimento entrou numa parte em que se falava dos benefícios que as prostitutas teriam se fossem legalizadas.

Eu por exemplo, por não ser portuguesa, devia ter muitas dificuldades para arrendar um apartamento. Por quê? Para começar porque se sabe que pelo

menos 60, 70 ou 80% do mercado é de brasileiras - por isso até achei estranho não haver mais entrevistas com brasileiras - ou seja, alguém quando vai alugar um apartamento para uma brasileira logo tem receio de que ela seja prostituta, de que tenha más clientes, de que haja confusão e escândalos, de que os clientes sejam agressivos, etc., etc. E eu te digo, conheço muitos brasileiros - homens ou mulheres - que ligam para um anúncio de um apartamento e o dono diz na lata: “Não alugo para brasileiros”. Isso por causa da má fama - uns fazem, outros pagam - afinal é indiscutível, sei de umas coisas que alguns fazem aqui que Deus me livre. Já conheci alguns que gostam de brigas e confusões. Já conheci alguns que, ao arrendar um apartamento mobilado, depois vão embora e levam todas as mobílias como se fossem suas. Houve uma época em que os Bancos eram mais flexíveis e até emprestavam dinheiro para brasileiros. Agora vai ver se não fazem uma longa pesquisa antes de dizer sim ou não ao crédito? Porque eu fiquei sabendo, teve muito brasileiro que pegava dinheiro no Banco e depois sumia no mundo. Numa agência me disseram que os brasileiros gostam de ouvir música alta e de dar muitas festas, porque têm sempre muitos amigos. Ui, é tanta coisa…

Sei que é normal, para arrendar um apartamento, que se peça um caução ou por vezes um fiador. Todo mundo que vende ou aluga alguma coisa quer ter uma garantia, claro. Até a prostituta, quando vai com um cliente, quer que ele pague. A acompanhante, quando aceita um cliente, pede que traga a “prenda” num envelope branco, e que entregue esse envelope assim que chega. Por que então o dono de um apartamento ou uma imobiliária não possa fazer da mesma forma?

Quando me mudei para Lisboa, por exemplo, se vocês se lembram eu estava toda arrebentada em função do assalto seguido de agressão que sofri no meu apartamento na Zona Centro. Pois é, quando atendia clientes isso não acontecia, bastou estar num dia de folga para acontecer. Mas então… eu estava toda arrebentada, toda cheia de nódoas roxas no corpo, inclusive em partes visíveis - queixo e pescoço - e podiam me recusar justamente por desconfiar que era prostituta e que tinha clientes violentos. Mas não. A minha dificuldade maior era que eu tinha pressa, tinha muita pressa de arrendar um

apartamento, e além disso precisava de um apartamento numa boa localização e que tivesse alguns pré-requisitos, não precisava ser um óptimo apartamento, mas um lugar discreto sem ser inacessível.

Inicialmente era até necessário um fiador, e o “Publicitário” até tinha se oferecido de ser um dos meus fiadores. Entretanto, no dia que fui assinar o contrato, decidiram que afinal não era assim tão necessário, e o contrato foi feito. Por quê? Porque além da minha postura - mostrando quem eu realmente sou, uma pessoa séria, nunca dei “calote” em ninguém e não era agora que iria dar - eu também me mostrei disponível para dar uma série de referências que fossem necessárias a meu respeito. Sim, notei desde o princípio que a nacionalidade era um “problema”, mas compreendi que, afinal, eles não me conheciam de lado nenhum e por isso não tinham motivos para confiar em mim de olhos fechados, e então com a conversa, com a frontalidade, e inclusive me mostrando disponível para dar garantias de que não era uma caloteira que me aceitaram, afinal não tinham razões para não me aceitar.

Mas é conforme disse, não entendi a razão, ainda mais sendo no Porto, onde é muito mais fácil arrendar um apartamento do que em Lisboa. Em Braga então, mais fácil ainda… Mas pronto, não sei.

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TSF: 6- Escapes

março 29, 2008 by paulalee

Falei dos escapes, mas não expliquei que os escapes são necessários para qualquer pessoa de qualquer outro tipo de actividade profissional.

Do escape que falava na reportagem era também relacionado com os tempos de bordel, aliás, falei sobre esses “escapes” no livro, eram necessários porque, caso contrário, você se entrega a tudo de ruim e deixa de ter amor-próprio.

Mas há escapes que precisamos até quando gostamos da nossa actividade. Todo mundo precisa. Hobbies, por exemplo, são indispensáveis.

O meu “escape” hoje é a escrita, a leitura e a música, porque é o que mais gosto de fazer. Mas não é apenas para tentar me livrar de coisas ou sentimentos ruins, ou de problemas, mas inclusive para me renovar. A gente às vezes precisa se dar esse presente, inclusive para podermos estar mais presentes com o outro.

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TSF: 5- Outros pontos

março 29, 2008 by paulalee

Desculpem não me recordar dos nomes, até acho que me recordo de alguns, mas podia confundir e trocá-los, por isso melhor não arriscar…

- Confesso que fiquei meio “preocupada”, não sei se é esta a palavra, pelo facto de nos trechos da minha entrevista a maioria dos meus relatos dizerem respeito não à minha fase actual, mas apenas à fase de bordel - justamente porque explicava para a jornalista as diferenças - afinal dava um tom “amargo”. Entretanto depois reflecti e pensei, afinal foi bom aparecer essa parte na reportagem, porque é uma realidade que poucos conhecem, quer dizer, conhecem quando passam de carro e vêem, mas nunca através das vozes e dos desabafos delas. Claro que, para quem não me conhece, fica pensando que o que vivo hoje é ainda o que vivi nos tempos de bordel, mas pronto, esta

é uma das consequências de uma reportagem, afinal com os cortes - necessários em função do tempo - nunca dá para passar uma ideia completa.

- Gostei quando aquela senhora disse que tira o tacão e põe o seu chinelo, me

soou delicado, afinal é isso, não somos apenas mulheres de saltos altos, mas mulheres comuns como todas as outras.

- Gostei de participar dessa reportagem junto com outras mulheres e com suas

vidas que, para alguns, poderá não ser o que queriam ou esperavam, justamente em função da frontalidade de alguns depoimentos. Mas conforme eu já disse, não me sinto inferior ou superior a qualquer mulher que trabalhe nesse ramo, seja ela prostituta ou acompanhante, acho que são mulheres, que são seres humanos e que merecem respeito.

- Suzana: «Hoje não é assim tão difícil, o que não quer dizer que durante o

princípio não tenha criado uma série de defesas. Eu danço conforme a música que me dão. » Duro, forte, mas não menos real. Lembro que foi o que tive que aprender em tempos de bordel.

- «A gente afinal não sabe quem recebe», é mais ou menos isso o que disseram muitas, e é isso o que muitos aspirantes a clientes hoje - independente de que tipo de acompanhantes procuram - não sabem ou não conseguem compreender. Inclusive às vezes uma pessoa até pode vir a ser um bom cliente, mas não aceitei atendê-lo porque ele não soube se expressar, porque não me deu a entender se será apenas mais um cliente ou um bom cliente (em consequência de ser uma boa pessoa).

- Jovens nigerianas com documentos espanhóis… no livro do Salas ele fala sobre isso.

- Gostei de quando foi dito que, apesar do que se pensa, de que as mulheres

estariam na prostituição apenas por serem drogadas e etc., que grande parte são mães e não são mães piores por causa disso, muito pelo contrário, justamente por serem boas mães que são capazes de até se prostituírem para dar o melhor para os seus filhos, já tinha falado sobre esse assunto no meu livro em função daquilo que via no ambiente.

- Gostei da senhora - acho que foi a Suzana - que usa a expressão “lá no

escritório”. Em bordel a gente por vezes também costumava dizer assim. É giro.

- Sim, confesso que me deu um orgulho quando ouvi uma senhora a dizer “eu

alugo o meu corpo”. Para quem me conhecia apenas pelo blog e conhecia apenas as minhas experiências actuais, sabendo muito pouco do que passei em tempos de bordel, até discordou comigo quando apareci com o meu livro com esse título, “Alugo o Meu Corpo”, ainda mais hoje quando alugo o meu tempo, quando o cliente apenas me recompensa por este tempo, e o resto é dado de graça para ele. «Você constrói relações», me disse uma pessoa indignada com o título do meu livro, porque não sabia que era de um outro tempo - e de um outro tipo de bagagem, cenários e condições - que eu falava nesse livro. Porque enquanto prostituta de bordel eu alugava o meu corpo sim, mas não o vendia nem me vendia, e vocês não podem imaginar o que é, para uma mulher que vive a dureza que pode proporcionar essa parte do mercado - estamos falando de prostituição, não de acompanhamento - saber disso, tomar consciência disso, ou seja, de que pode ser prostituta sim, de que pode entregar o seu corpo, por vezes sem vontade, sim, mas que o aluga, não o vende, porque depois o corpo volta a ser dela, só dela. Vocês talvez não imaginem a força que esse título tem - por isso o escolhi - para uma mulher que, afinal, por todos os lados encontra pessoas que parecem lhe dizer que ela não é dona do seu próprio corpo. Quando escolhi esse título eu pensei em algo que transmitisse coragem, e coragem foi o que encontrei no tom da mulher que disse “eu alugo o meu corpo”, coragem e amor-próprio, o que é muito necessário para enfrentar os desafios da actividade.

- Torço para que um dia essas mulheres possam ser acompanhantes independentes, porque não penso que, apenas pelo facto de estarem nas ruas, faça com que sejam - como já disse - melhores ou piores que quaisquer outras. Tudo na vida se aprende. É claro que ser acompanhante requer uma série de posturas, mas não creio que elas não sejam capazes disso, afinal tem muita gente que “virou acompanhante do nada”, sem saber nada, então o que não

pode saber uma mulher que já está há 15, 20 anos na actividade? Mas acima de tudo torço para que sejam felizes.

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Como resolver o problema da ejaculação precoce? - Parte 5 - Final

março 29, 2008 by paulalee

Conforme já disse muitas vezes, prefiro usar técnicas respiratórias, porque através delas controlamos os batimentos cardíacos e consequentemente reduzimos o nervosismo, a tensão e a ansiedade.

Que técnicas respiratórias são estas? Nada de muito esquisito, apenas técnicas respiratórias utilizadas na prática do Yoga, como sabem sou yoguini, e para um yoguin a respiração é tudo.

O que faço é ensinar essas respirações para os clientes. Essas respirações praticamos antes e durante o coito, e inclusive indico que pratique essas respirações também em casa. No que diz respeito à respiração durante o coito, eu respiro junto com ele, porque se não o faço ele pode se desconcentrar, pensar no prazer da penetração e esquecer de respirar como deve.

Dependendo do caso sou capaz de, enquanto respiramos, também praticar o pompoarismo.

Mas a respiração não é só boa apenas para quem tem ejaculação precoce. O “Conterrâneo”, por exemplo, não tem ejaculação precoce, mas as relações ainda demoram bem mais que antes porque fazemos sexo tântrico.

Um problema comum nas pessoas é o “não saber respirar”. Como assim “não saber respirar” se respiramos desde que nascemos? Pode parecer estranho,

mas é verdade, as pessoas não sabem respirar, apenas respiram porque se não respirarem morrem, mas saber respirar correctamente é necessário para tudo, inclusive para uma relação sexual saudável e satisfatória para ambos.

Há pessoas que, por não estarem habituadas, podem se desconcentrar da respiração correcta. Por isso, como tenho formação em massagem terapêutica, uso a massagem na marquesa para ajudá-los a respirar. Quem já recebeu uma massagem minha já deve ter percebido, há uma sequência de “amassamentos” que justamente faz com que respirem melhor, a massagem não é apenas uma coisa “passiva” em que você fica ali relaxado, o seu corpo todo se movimenta através das minhas mãos, porque enquanto vou proporcionando o relax não quer dizer que apenas estou te deixando descansar, estou também eliminando toxinas, promovendo melhorias no sistema nervoso, circulatório, etc.

É claro que não é fácil ficar ensinando a respirar, mas pelo menos é algo que ele pode fazer em qualquer lugar ou com qualquer pessoa; não precisa comprar nada, nem recorrer a algo que não esteja ao seu alcance, afinal respirar é uma coisa que todo mundo que está vivo faz, risos. Além disso ninguém vai achar estranho o homem estar respirando, porque respirar é uma coisa normal na vida de todos nós.

Mas não basta a respiração, e por isso sempre converso antes com os meus clientes, porque isto sim também é necessário, ou seja, a conversa, a cabeça, a conscientização. O homem precisa encarar essa experiência como um aprendizado, e não como uma prova. Ele precisa se conscientizar que o sexo é aprendizagem constante, e que inclusive não somos obrigados a sermos sempre perfeitos. Ele tem que se sentir desobrigado com essa coisa da performance sexual, porque só conseguirá ser ele inteiro quando ”desligar” de todo um conjunto de regras de um mundo lá fora que não cabe dentro do quarto.

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problema-da-ejaculacao-precoce-parte-5-final/

Como resolver o problema da ejaculação precoce? - Parte 4

março 28, 2008 by paulalee

O que vou contar aqui não é nenhuma novidade para quem acompanha o blog

Amante Profissional, dia 01 estaremos no ar novamente por lá e com um limite

ainda maior de tráfego e poderão consultar os arquivos.

A primeira coisa, para mim o básico, é entender as razões da ejaculação

precoce do homem. Isso equivale a perguntar se é sempre assim ou apenas num primeiro encontro, com que frequência faz sexo, se usa sempre preservativo ou não, que tipo de preservativo usa, quantas vezes se masturba durante o dia, como ele “sente” o sexo, etc., etc., e, principalmente, perguntar se já consultou um médico para saber qual é a razão da sua ejaculação precoce. Sim, a visita ao médico é essencial, seria uma louca se não indicasse

uma visita ao médico.

De acordo com o que o médico disser ou já tiver dito que vou saber por onde avançar, ou se avanço. Se o médico disser que é um problema grave, nem eu, nem ninguém, nem remedinho nenhum poderá fazer o milagre, portanto a relação sexual deverá seguir outros rumos, afinal sexo não é apenas penetração.

Mas na maioria das vezes a ejaculação precoce é um problema psicológico. Em geral consequência de uma ansiedade - ansiedade esta que pode ser um comportamento do homem apenas no momento do sexo ou em vários momentos da sua vida.

Se o problema é o nervosismo, a ansiedade, a tensão… o que temos que fazer é reduzir esse nervosismo, ansiedade e tensão.

Formas de notar esse nervosismo, ansiedade, tensão? Pelo próprio comportamento do homem. E pela temperatura, pelo batimento cardíaco, etc.

Soluções? No próximo post.

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problema-da-ejaculacao-precoce-parte-4/

Como resolver o problema da ejaculação precoce? - Parte 3

março 28, 2008 by paulalee

Antes de avançar, e resumindo o que disse na parte 1 e 2 desse tema, aqui estão as razões para não usar esses “complementos” num atendimento:

1)

2) Ele precisa confiar em si mesmo, e não se sentir um falhado, um coitadinho

que

ser “dependente” desses recursos

O

homem

não

pode

sem

esses “complementos” é um fracasso na cama

3) Estaria dando uma solução rápida e/ou fácil, mas eficiente apenas naquele

momento

Além disso, imagine que ele vai fazer sexo com a esposa, e que com ela faz sem preservativo? Como sabem, sem preservativo a ejaculação pode ainda ser mais rápida. Quer dizer que ele vai ter sempre que ser rápido com a esposa? Ou então vai ter que usar preservativo com ela apenas para demorar mais um pouquinho, gerando nela a desconfiança de que andou a traí-la? Claro, há também outras opções… Há os comprimidos e também há um gel que pode inclusive passar sobre a pele do pénis… Mas para mim é pouco, e no próximo post explico quais são os recursos que utilizo.

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problema-da-ejaculacao-precoce-parte-3/

Como resolver o problema da ejaculação precoce? - Parte 2

março 28, 2008 by paulalee

« Parte 1

Veja só, o cliente quando vem me visitar, ele não está apenas com uma acompanhante, mas com uma pessoa. Mas sendo amante profissional, serei eu a orientá-lo, a conduzi-lo. E lá fora, se ele for fazer sexo com uma mulher - seja com a esposa, com uma namorada, com uma mulher qualquer com quem faz sexo casual - ela não vai se lembrar de usar aquele preservativo que retarda a ejaculação, e talvez nem ele se lembre de levar esse preservativo na carteira.

Aí significa o quê? Ah, não tenho aquele preservativo ou aquele comprimidinho, então não vou fazer sexo? Ai, vou fazer sexo e vou decepcionar a minha parceira porque não tenho o tal preservativo ou o tal comprimidinho?

Conforme já disse, enquanto amante profissional a minha preocupação é em preparar o cliente para o mundo, e não para mim. Seria muito fácil eu usar

certos truques com ele no quarto e, lá fora, ele ou a sua parceira não tivessem esses recursos e assim ele só se sentisse realizado comigo, e voltasse sempre

a se encontrar comigo apenas porque comigo ele afinal se sente melhor. Aí

amanhã eu deixo de ser acompanhante e o que acontece, adeus à vida sexual feliz que ele tinha?

Pode ser que o homem - independente de ser cliente ou não - inclusive até tenha vergonha de pedir na farmácia esse preservativo, afinal é o mesmo que

confessar a sua vida sexual perante o farmacêutico. Porque não pensem que,

a pedir um preservativo para retardar a ejaculação na frente de alguém que

essa pessoa vai pensar “olha só que garanhão, ele penetra um tempão sem gozar”, as pessoas apenas pensam “ih, coitado, se não fosse esse preservativo esse homem seria um fracasso na cama”.

É o mesmo que chegar na farmácia e falar assim baixinho: “é que eu quero

uma embalagem de viagra” e o farmacêutico dizer “o quê? não estou te ouvindo! Ahhh, viaaaaaagra?”, e depois gritar para alguém que está lá dentro,

como se estivesse numa feira “ô Manuel, traz aí uma embalagem de viagra, é para esse homem aqui”, continuando a gritar e agora apontando o dedo para o homem.

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problema-da-ejaculacao-precoce-parte-2/

Como resolver o problema da ejaculação precoce - Parte 1

março 28, 2008 by paulalee

Eu, particularmente - e isso é uma coisa minha, apenas minha - não costumo usar aqueles preservativos para retardar a ejaculação.

Ah, por que você quer que o homem seja rapidinho, né? Não, cara-pálida, mim não querer isso agora, risos… Aliás, se tem uma coisa que os clientes não podem reclamar de mim é da pressa, muito pelo contrário, porque sou lenta por natureza, gosto de tudo com calma. Pressa era uma coisa que era obrigada a ter nos tempos de bordel, onde o ritmo é outro e eu não podia controlar o meu tempo.

Os preservativos para prolongar o prazer e assim retardar a ejaculação são sim uma boa opção, afinal cada um tem um tipo de sensibilidade. Mas eu, particularmente, só uso soluções desse tipo quando vejo que não há outras saídas possíveis.

Aliás, como sabem tenho um blog chamado Brinquedos para Adultos - também está fora do ar e redireccionado para cá, você poderá visitá-lo no dia 1, todos os meus blogs ficaram fora do ar por causa do grande volume de visitas que fez exceder o limite de tráfego - que tem vários acessórios e produtos para resolver a questão da ejaculação precoce, e ainda assim aconselho-os apenas como complementos, e não para substituir ou serem insubstituíveis, mas apenas como alternativas para complementar. Além dos preservativos poderia falar de muitos outros produtos, como o pau de cabinda, etc., mas apenas indico para os clientes em casos em que não podem estar comigo, porque comigo prefiro resolver a situação de outra forma. Imagine se um homem chegasse aqui no meu quarto e eu dissesse: “Tome esse comprimidinho aí para você demorar mais…”, para mim era a mesma coisa que dizer “Vou usar esse preservativo aqui para você demorar mais”…

A primeira razão de enquanto amante profissional não ter o costume de usar o preservativo para prolongar a relação já sabem, é o facto de achar que acessórios, produtos, etc. são apenas complementos, ou seja, servem para complementar e não para substituir… Mas já continuo, esperem…

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problema-da-ejaculacao-precoce-parte-1/

TSF: 4- Como resolver o problema da ejaculação precoce?

março 28, 2008 by paulalee

Esta é, desde que abri o espaço para as perguntas - apenas enquanto estou online, ok? Amanhã não vou continuar essa série de perguntas e respostas porque, se assim o fizesse, não falava sobre outros temas preparados para o blog, e além disso acabam por ser muitos posts num dia só - a pergunta que tenho mais recebido: Como resolver o problema da ejaculação precoce? Tenho ejaculação precoce, como faço para prolongar o prazer? Como prolongar a erecção e adiar a ejaculação?

É

amanteprofissional.wordpress.com apenas porque o limite de tráfego no amanteprofissional.com/blog foi excedido duas vezes no mesmo mês, caso contrário eu poderia indicar vários e vários posts que dediquei a este tema.

no

porque

agora,

conforme

sabem,

estamos

aqui

Eu preferia nem ter que responder essa pergunta, justamente porque já dei muitas explicações sobre o assunto, mas como não temos como consultar os arquivos do blog vou abordar esse assunto já no próximo post…

Postado em ejaculação precoce |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-4-como-resolver-

o-problema-da-ejaculacao-precoce/

TSF: 3.1: Quando o cliente pode “não estar preparado” para fazer sexo?

março 28, 2008 by paulalee

Boa pergunta, obrigada! Se não tivesse perguntado eu esquecia de explicar…

Se não tivesse perguntado eu esquecia de explicar… Sim, daqui a pouco respondo a tal pergunta

Sim, daqui a pouco respondo a tal pergunta que afinal tem se mostrado mais frequente, risos, estão querendo saber sobre a ejaculação precoce!

Mas primeiro vamos a esta pergunta relacionada com o post abaixo sobre quando eu digo: «O que acontece é se duas pessoas adultas o querem e se estão preparadas para isso.»

Uma pessoa atenta - como disse não vou revelar nomes ou e-mails aqui - pergunta: Quando então o cliente pode “não estar preparado” para fazer sexo?

Sim, uma excelente pergunta, até porque a gente sabe, todo mundo ou quase todo mundo gosta de sexo.

Mas o que também devemos saber é que a gente não pode avaliar os outros - e os seus desejos e expectativas - apenas conforme aquilo que a gente pensa ou vive.

As pessoas não são iguais e por isso não gosto de generalizar, por essa razão adoro dar exemplos, porque só assim vocês podem perceber as outras realidades.

Então vamos a um exemplo… Imagine um homem que foi traído ou que cisma que foi traído pela esposa.

Conseguiu imaginar? Não, você não conseguiu imaginar… Pense melhor… Pense no quanto o homem é ferido com a traição… Pense no ego… Pense em como esse homem vai estar se sentindo… Pense no que ele imagina como razão para ter sido traído… Sim, pense, pense, pense, porque é isto o que faço quando estou com um cliente, pensar, reflectir, analisar. Claro, a minha vantagem é que no meu caso eu tenho o cliente à minha frente para me dar algumas respostas, enquanto a vocês ficam apenas as perguntas. Mas pensem…

Não é o “cliente-padrão”, mas já devo ter atendido uns dez que se encaixam nessa situação, apesar de claro, ainda assim as situações não serem completamente iguais porque cada um tem o seu histórico.

Ele chega com um objectivo interno de se vingar da esposa, ou seja, ‘ah, ela me traiu e eu vou trair também, preciso fazer isso para me sentir melhor’. Mas

vai se sentir melhor mesmo? É isto que eu, enquanto acompanhante, enquanto amante profissional e terapeuta sexual tenho que descobrir.

É muito fácil pensar que sim ou pensar que não sem analisar todos os factores. Há pessoas e pessoas e cada uma tem a sua história, e eu posso até estar com vontade de fazer sexo com ele, mas não poderei fazê-lo se não sentir que é esta realmente a sua vontade e que isso vai lhe fazer bem.

Porque, usando esse exemplo do homem que foi traído, pode ser que eu esteja com um que sim, isso resolva o problema dele - falando psicológica ou moralmente - e há casos em que o homem - principalmente se ele nunca tiver traído a esposa, se for apaixonado por ela e talvez nunca nem olhado para outra mulher - vai se sentir péssimo depois, vai sentir que fez a coisa errada ao procurar uma acompanhante em função da traição da esposa.

Eu sei que muito homem pensa que deve mostrar que é homem, que não pode ter amigas que não possa ir com elas para a cama, que deve fazer sexo com qualquer coisa que tenha saia, não respeitando nem aos padres, risos… Mas ao contrário do que pensam, há homens que não são assim! Há homens que têm sentimentos e que não deixam de ser homens por causa disso, aliás, para mim um homem que não tem sentimentos nem é homem, mas um bicho qualquer.

Imagine então, para piorar ainda o cenário, que este homem que acha que foi traído depois descobre que afinal não foi, que foi apenas uma cisma da cabeça dele?

E claro, há aí também outro detalhe: ele está me procurando mas não por mim, mas em função do que lhe aconteceu com a esposa, ou seja, o foco não sou eu, é ela, e ao invés de estarmos os dois na cama, a sensação será de estarmos três ou quatro (eu e ele, a esposa e o tal amante da esposa).

Fazer sexo com ele podia ser fácil, era só abrir as pernas. Ele tanto poderia seguir apenas o seu corpo e ter a ejaculação comigo, como também poderia estar com a cabeça lá na esposa - e por isso perder a erecção - e sair frustrado porque afinal não conseguiu “trair de facto” (rs).

Mas eu não vou pelo caminho fácil. Eu vou pelo caminho que entendo como certo, aquele que poderá ser bom para mim e para ele. Amanhã a gente não pode voltar atrás e corrigir o que fez de errado ontem.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-31-quando-o-

cliente-pode-nao-estar-preparado-para-fazer-sexo/

TSF: 3- Quando uma acompanhante não faz sexo com um cliente?

março 28, 2008 by paulalee

Essa é a segunda pergunta que recebo - a primeira é igual à terceira, por isso vou deixar para responder tudo junto - acho que é sobre a parte em que digo na reportagem sobre o tal cliente com quem não faria sexo, ficando apenas a conversar, e antes explico que é uma opinião e postura minhas.

Quando falava sobre isso na reportagem, explicava que o sexo não é uma obrigatoriedade, o sendo é prostituição.

Para quem está acostumado a frequentar bordéis e casas de convívio é habitual se pensar que é obrigatório o sexo, quando não é. O que acontece é se duas pessoas adultas o querem e se estão preparadas para isso. Além do mais, tudo que é obrigação perde a graça, pelo menos para aquele que é “obrigado”, e sexo feito entre menos de duas pessoas é masturbação.

P.S.: Ainda estou online, podem continuar mandando as perguntas. Salve o teclado, vai precisar de lubrificante…

perguntas. Salve o teclado, vai precisar de lubrificante… Postado em acompanhamento x prostituição , primeira-mão

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-3-quando-uma-

acompanhante-nao-faz-sexo-com-um-cliente/

TSF: 2- A sensação do corpo a rasgar

março 28, 2008 by paulalee

Explicando o que aparece no fim:

Quando digo da sensação do corpo a rasgar estou falando da diferença entre prostituição e acompanhamento, o número de clientes que se atende num mesmo dia. Explicava para a jornalista que o problema para uma prostituta não é a vagina, porque, depois de várias penetrações, para a vagina há o gel que pelo menos ajuda dando lubrificação… mas o resto do corpo - e o emocional - depois de tantos toques, tantas mãos e bocas, um puxa dali, outro aperta, outro chupa… isso é o que é mais difícil para uma prostituta, a resistência.

Continuem me mandando perguntas, aproveitem que estou online, estou separando as perguntas para ir dando as respostas.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-2a-sensacao-do-

corpo-a-rasgar/

TSF: 1- Sobre a reportagem

março 28, 2008 by paulalee

Muita coisa para comentar, não sei por onde começo.

Para começar a minha avaliação sobre a reportagem. Gostei porque a jornalista colheu muitos depoimentos. Não gostei de algumas coisas, mas no geral gostei de muitas, inclusive gostei da opinião de pessoas como a Ana Lopes, Inês Fontinha, etc.

É como eu falei antes lá no blog, uma pessoa ter uma opinião diferente da minha não quer dizer que isso anule o que ela viveu ou sentiu, e eu respeito todas as opiniões, inclusive quando sou contra, risos. E claro, quando dou uma opinião contra estou dando apenas a minha opinião, cada um sabe da sua vida e do que é melhor para si. A sua verdade é verdade para si enquanto a minha verdade é verdade para mim. Eu não posso viver a sua verdade assim como você não pode viver a minha , porque cada um é dono dos seus próprios sentimentos.

Conversei mais de uma hora com a jornalista, pequenos trechos encaixados entre os temas não dão por vezes nem para dar a ideia do que afinal estou falando, por isso depois, de acordo com as perguntas recebidas vou dando esclarecimentos.

Notei um foco “na parte ruim da actividade” e também na “legalização da prostituição”, mas pronto, no geral teve depoimentos que gostei.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-1-sobre-a-

reportagem/

TSF: Me mandem perguntas!

março 28, 2008 by paulalee

Pronto, acabei de sair do banho…

Fazemos o seguinte, acho que pode ser algo interessante… Se você ouviu a

reportagem e ficou com alguma dúvida, ou quer a minha opinião sobre algum

tema abordado, mande sua

paulaleeportugalARROBAyahoo.com.br e no assunto coloque “TSF”, que eu vou lendo e vou respondendo aqui, ok?

pergunta para

P.S.: Não, não vou revelar o nome das pessoas que mandam as perguntas, excepto se você autorizar.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-me-mandem-

perguntas/

Ouviram?

março 28, 2008 by paulalee

Vocês ouviram?

Tá, eu sei, vou ter muita coisa para comentar sobre a reportagem, mas depois, porque sei que vão ser posts muito longos e primeiro vou tomar um banho.

Mais tarde volto para falar no assunto.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/ouviram/

Por que pode haver mentiras entre acompanhantes e/ou prostitutas?

março 28, 2008 by paulalee

Agora você me pergunta: “Por que pode haver mentiras entre acompanhantes ou prostitutas?”, e eu te respondo, pelo facto de estar “à margem da sociedade”, tanto uma quanto outra, afinal até o acompanhamento - na visão de muitas pessoas - ainda é confundido com a prostituição.

Sobre essa entrevista para a TSF, vou contar uma coisinha que aconteceu. A Alexandra me perguntou, enquanto me entrevistava, quanto eu ganhava por

mês. E eu, como sempre, não respondi, disse que não respondo essa pergunta por causa da minha responsabilidade social, afinal muitas pessoas pensam em entrar na actividade apenas em função do que querem ganhar. Até penso que o valor é bem menor do que aquilo que acreditam, mas ainda assim acho melhor não arriscar, a minha consciência que manda. Da minha parte, se uma pessoa quiser saber esse valor vai ter que descobrir sozinha, entrando na actividade para descobrir, porque não serei eu a estimular.

Então passado algum tempo ela me escreve e volta a repetir a pergunta, pede desculpas e diz que era mesmo necessária a resposta. E eu mando uma resposta longa usando os mesmos argumentos e mais alguns (que ela felizmente compreendeu).

Então eu liguei para uma amiga que tinha indicado para essa reportagem, ainda não sei se ela deu a entrevista, porque quando liguei ela me disse que já não sabia se iria aceitar, em função da privacidade que tanto buscava.

Então conversando com ela a gente começou a rir, porque tem menina que diz que ganha um absurdo na actividade. Então ela dizendo para mim:

- Pois é, Paula, porque a gente lê essas coisas e sabe que não é verdade, o cliente não sabe, mas se a garota diz a gente não vai dizer nada, mas sabe que não é bem assim, é uma questão de publicidade, tem menina que faz publicidade desse jeito, não com o seu atendimento, mas com o suposto valor que ganha mensalmente, algo que afinal ela não tem como provar… Se ela diz que ganha 40000 por mês o cliente logo pensa que ela tem muitos clientes, claro, calcula esse valor dividindo pela sua tabela, e nem importa se ela tem ou não tão bons clientes, se o cliente acredita que são muitos e bons ele vai querer ser igualar a eles, nunca vai querer ser menor ou menos um…

Então morri de rir com o seu tom brincalhão:

- Bom, eu prefiro não dizer nada não, Paula. Mas se tem uma menina que diz que ganha 40000 euros todo mês, mesmo eu sabendo que não é nada comum, mesmo não conhecendo ninguém que realmente o ganhe por mês… ah, eu

não vou ficar por baixo não! (risos, risos, risos). É claro que não vou afirmar que ganho 40000, mas vou dizer “é por aí… é por aí mesmo…”

O que acho estranho é que vejo acompanhantes que se definem como ”de luxo”, que dizem cobrar valores super altos, que ganham balúrdios todo mês… depois dizendo que aprovam a legalização da prostituição porque assim podem ter mais facilidades e benefícios para fazer exames médicos. Exames médicos estes que, se feitos de forma particular, não custam 1/4 do que dizem cobrar por uma única hora de programa…

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/por-que-pode-haver-

mentiras-entre-acompanhantes-eou-prostitutas/

Dentro de cinco minutos, entrevista na TSF

março 28, 2008 by paulalee

Dentro de cinco minutos podem ouvir a entrevista na TSF. Para saber onde ouvir, leia esse ou esse post.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/dentro-de-cinco-

minutos-entrevista-na-tsf/

Acompanhantes por opção e escolha (3)

março 28, 2008 by paulalee

Mas como eu ia dizendo…

Há que se ter cuidado com a mentirada que há por aí.

Como disse, acredito - e admiro - na B. quando ela

diz que gosta de ser

acompanhante porque há toda uma série de argumentos e uma consistência nos seus actos. Você vê na postura, no profissionalismo, no trabalho todo que faz a nível de imagem, etc., etc. Quem pensa que não dá trabalho está muito enganado. Ser sério dá mais trabalho do que não ser.

Mas eu não acredito em muita gente que diz que gosta de ser acompanhante, porque falta essa consistência, porque falta esse “reconhecimento”. Primeiro porque, por vezes, a garota diz que gosta de ser acompanhante e nem é acompanhante, esse foi apenas “um nome bonitinho para o que faz”. Ou às vezes nem faz.

Um exemplo muito comum… Às vezes a pessoa afirma que gosta de ser acompanhante. Aí você pergunta a razão e a pessoa responde: “Porque gosto de sexo, porque gosto muito de sexo”. Claro, é isso o que o cliente quer ouvir. (Como se fosse muita novidade alguém gostar de sexo, ou como inclusive quisesse dizer que toda pessoa que gostasse de sexo tivesse que ser prostituta, ou acompanhante, a tal palavrinha que utilizam).

Se uma pessoa gosta de sexo, nem seria normal que ela fosse acompanhante ou prostituta (digo, se fosse esta a razão principal como dizem).

Porque se é apenas um desejo por sexo, este é conseguido com uma facilidade muito maior fora do acompanhamento ou da prostituição. Veja só, você vai num bar ou numa discoteca, e convenhamos, o simples facto de ser mulher garante que, se você quiser, poderá ter sexo com um ou com vários homens.

Você pode andar na rua e lançar um olhar para alguém, e de repente estarem a fazer sexo, simples assim.

Acham que é complicado para uma mulher arranjar alguém para fazer sexo? Difícil é encontrar alguém para casar, ou para namorar, para te enviar flores, para ir contigo num museu, para cuidar de você quando está com febre, para te ligar no dia do seu aniversário… para fazer sexo é muito fácil encontrar alguém, você nem precisa de procurar.

Até numa casa de prostituição o cliente precisa ir até lá, ou precisa ligar antes, saber as condições, etc., etc., e o sexo que deveria ser “fácil” não é tão fácil assim, afinal há uma série de regras. Sexo fácil, para mim, é quando ando na rua, olho para um homem e ele olha para mim, a gente tem vontade, vai e faz, o resto é tudo muito complicado.

Enquanto amante profissional, mais complicado ainda. Eu podia dizer, “gosto muito de sexo”, o que não seria uma mentira. Mas era o mesmo que responder aquela pergunta “qual é a sua posição favorita”. Eu prefiro estar por cima, é verdade, afinal sou tântrica e não fujo à regra, mas na verdade a minha posição favorita - ou o que quer que seja - vai depender também do outro, o que sinto com uma pessoa não é o mesmo que sinto com outra. Tenho por exemplo um cliente com quem adoro fazer sexo de pé, o que não quer dizer que vou querer fazer sexo de pé com todos os homens, é apenas uma coisa entre eu e ele, uma sensação, uma vontade que dá, não há algo que se aplique em todos os casos.

Sexo por sexo é algo muito simples, o que quero é algo muito além.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/acompanhantes-por-

opcao-e-escolha-3/

De corpo sem alma, TSF

março 28, 2008 by paulalee

Já começaram a falar do assunto na TSF… Deixei um post programado para entrar às 18:55 avisando…

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/de-corpo-sem-alma-

tsf/

Acompanhantes por opção e escolha (2.1:

uma nota)

março 28, 2008 by paulalee

Aí você me diz: “Hum, então é porque há uma panelinha”. Não é isso não. Se falo da B. ou da Ana Carla no post abaixo é porque com elas tenho maior liberdade e porque tenho boas referências delas por parte dos clientes que temos em comum.

Mas claro que há outras - muitas!!! - mais desconhecidas na web, ou que inclusive nem estejam na web, de quem já ouvi falar, com quem “divido” clientes em comum.

A única diferença diz respeito ao acto de indicar. É claro que, se vários bons

clientes não me dão boas referências sobre uma acompanhante, não vou

indicá-las para alguém, nem mesmo vou citá-las no blog.

E sim, já indiquei acompanhantes sem conhecê-las, simplesmente porque tinha

referências de boas pessoas. Claro, só conta como boa referência se vem de

uma boa pessoa, e não de um desconhecido qualquer ou de um “ouvi falar”.

Mas uma coisa é certa… Se nunca algum cliente meu esteve com uma acompanhante, nem nunca esteve com as amigas citadas abaixo… essa acompanhante nem existe.

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http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/acompanhantes-por-

opcao-e-escolha-21-uma-nota/

Acompanhantes por opção e escolha (2)

março 28, 2008 by paulalee

A minha amiga B., por exemplo, gosta de ser acompanhante e o assume, e eu muito a admiro - também - por causa disso. Acima de tudo, acredito e concordo que ela goste mesmo de ser acompanhante porque vou acompanhando o seu trabalho diário na web, além de já termos tido alguns clientes em comum.

Quanto aos clientes em comum, acho praticamente impossível uma acompanhante estar há mais de um ano na actividade em Portugal e não ter pelo menos um cliente em comum com as outras acompanhantes.

Portugal é muito pequeno, como sabem. Mas aí vocês me dizem: “Mas ah, as acompanhantes são diferentes entre si, ou na postura, ou em características pessoais, ou em prestação de serviços, etc., por isso pode ser que você não tenha os mesmos clientes que a B. e ela não tenha os mesmos clientes que você.”

Sim, em parte é verdade, mas apenas em parte. Certamente uma acompanhante não tem os mesmos clientes que uma outra, mas um, pelo menos um deles elas têm em comum, porque há coisas que podem ser importantes para algumas pessoas que para outras já não.

Falemos por exemplo do factor idade. Eu estou ainda na casa dos 20 e a B. na casa dos 30, mas isso não quer dizer, de forma alguma, que eu seja melhor que a B. porque estou na casa dos 20 (muito pelo contrário; eu, na minha opinião, acho que com o tempo vamos adquirindo maturidade e nos tornamos cada vez melhores, pelo menos é o que vejo de mim hoje, muito melhor do que era há 6 anos atrás). É claro que há aqueles clientes para os quais o factor idade será muito importante, mas há também aqueles para os quais isso não é o factor principal. Por isso apesar da idade, tanto eu quanto a B. já tivemos clientes em comum.

Aí você fala da questão da tabela, a B. tem uma tabela muito superior à minha, aquele que pode estar comigo talvez não possa estar com ela. Se assim fosse eu não teria atendido pessoas que já estiveram com ela e vice-e-versa. Aliás, tenho um cliente que é completamente fascinado por ela, e que, apesar de já

ter me visitado algumas vezes por uma hora (por 100), ele também visita casas

de meninas a 30€. E nem por isso ele deixaria de visitar a B. e de aceitar as condições dela, aliás, o único factor que impede que ele se encontre com ela é

o facto de que é ela que não gosta de rapazes muitos novos, e ele o é, apesar de ser um rapaz maduro para a idade que tem, aliás, conversando com ele ninguém pensa que é tão novo. Já não falo com ele há algum tempo, mas sei que já entrou em contacto com ela, ou seja, a tabela não é sempre o factor principal, se uma pessoa quer estar com uma outra basta que ela aceite as condições da outra pessoa.

Aí você me fala do factor localização, eu estou em Lisboa e a B. também e por

isso podemos ter um ou alguns clientes em comum. Nada a ver. A B. já me indicou para um cliente quando eu estava na Zona Centro, e foi lá que o atendi.

A minha amiga Ana Carla, por exemplo, está no Porto, e tanto já atendi clientes

dela aqui em Lisboa como ela já atendeu clientes meus aqui de Lisboa lá no

Porto.

Aí você me fala de características em comum, e começa pela nacionalidade. Eu e a Ana Carla somos da mesma nacionalidade, mas eu e a B. não. Aí você fala do tipo de corpo, e ninguém pode dizer que eu, a B. ou a Ana Carla temos os corpos parecidos. A B. por exemplo tem toda uma silhueta de modelo, a Ana Carla tem aquela cor invejável, e nem por isso deixamos de ter clientes em comum.

Aí você fala dos tipos de “serviços”, e outra vez se engana. Eu raramente aceito fazer anal, conto nos dedos da mão as vezes que fiz. A B., segundo me parece, não faz simulação masculina. A Ana Carla, segundo li uma vez no seu blog, ainda se assusta com alguns pedidos ao telefone. Isso porque, para alguns - bons - clientes, o que procuram numa acompanhante é em primeiro lugar a companhia dela. O resto são detalhes.

Postado em acompanhamento x prostituição |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/acompanhantes-por-

opcao-e-escolha-2/

Para fazer comentários

março 28, 2008 by paulalee

Lembra qual era a senha dos posts fechados do blog Amante Profissional? Quem era registado sabe, por isso, se quiser fazer o seu comentário, basta ir aqui na página Comentários e utilizar aquela senha para entrar. Os comentários, assim como acontece lá no Blog Amante Profissional, serão moderados.

Postado em o blog |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/para-fazer-

comentarios/

Acompanhantes por opção e escolha

março 28, 2008 by paulalee

Lá no blog Amante Profissional - antes de um grande volume de visitas nos tirarem literalmente do ar, risos, porque excedemos o volume de tráfego e depois excedemos de novo quando foi aumentado - eu falava sobre as profissionais que gostam do que fazem, e de não achar nada absurdo uma acompanhante gostar de ser acompanhante.

Mas há que se ter cuidado com uma coisa, com as mentiras, afinal se acreditam em tudo acabam sendo passados como idiotas.

Por exemplo, uma acompanhante que gosta de ser acompanhante tem sempre uma postura impecável, afinal ela gosta de ser acompanhante e quem gosta da sua profissão está sempre fazendo algo para melhorar e para ser melhor. Profissionalismo, é isso o que você nota nela, na sua postura, na sua forma de se divulgar, etc.

Mas há que ter cuidado com as armadilhas, justamente porque há quem confunda acompanhamento com prostituição. Há prostitutas por exemplo que se dizem acompanhantes, apenas porque sabem que é “um nome mais

bonitinho que chama clientes”. A prostituta é capaz de se vestir de Pai Natal se

o

homem disser que tem tesão de fazer sexo com o Pai Natal, é capaz de fazer

o

que o outro quer - mesmo quando não é o que quer - e inclusive de dizer o

que o outro quer ouvir (porque o que o outro quer ouvir que vai trazer clientes

ou visibilidade).

Acredito numa coisa chamada consistência. Você vai conhecendo uma pessoa e aprendendo a reconhecê-la. Mas se você não reconhece essa pessoa, é porque na verdade nunca a conheceu.

Postado em acompanhamento x prostituição |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/acompanhantes-por-

opcao-e-escolha/

TSF, hoje às 19h, o tema (3)

março 28, 2008 by paulalee

Eu já falei lá no blog, acho que, se um dia o projecto de legalização da prostituição for a votos… ele vence. Vence porque já percebi que muita campanha a favor tem sido feita nos últimos anos aqui em Portugal.

Não sou uma pessoa do contra. Apenas sou uma pessoa que já esteve lá dentro do bordel, apenas isso, e quem me dera se todos os bordéis fossem como o de Viana, o único onde me sentia digna. Sou uma pessoa que acima de tudo é estrangeira, e que portanto teve mais limitações. Creio que é muito fácil ser a favor sem nunca ter sido explorada. Creio que é muito fácil falar sem ter sido traficada. Creio que é muito fácil falar quando não se sentiu estuprada dentro de um bordel por um homem que tinha um pinto enorme e que se comportava como um cavalo, chorar sentindo como se a vagina estivesse rasgando e ninguém aparecer para te ajudar, porque o que importa é que foi

apenas mais um cliente, ele ser bom ou ruim é completamente indiferente para quem está de fora ou para quem apenas está lucrando com o corpo alheio. É fácil falar quando nunca foi preciso tirar uma força sabe lá de onde para expulsar do quarto um homem que, ao te comer de quatro, fica tentando tirar o preservativo, e expulsar esse homem do quarto com medo, medo de que

fiquem contra ti, afinal é o cliente que paga, ele que mantém o negócio, porque

a prostituta é apenas mais uma e pode ser facilmente substituída por outra.

Como diz o Antonio Salas no seu livro que eu prefaciei (Um ano no tráfico de mulheres, 2008, Temas D’Hoje, Dom Quixote), queria ver se todos teriam as mesmas opiniões se imaginassem as suas mães e filhas dentro desse ambiente.

Postado em primeira-mão |

http://amanteprofissional.wordpress.com/2008/03/28/tsf-hoje-as-19h-o-

tema-3/

TSF, hoje às 19h, o tema (2)

março 28, 2008 by paulalee

Para variar, risos, devo ser possivelmente a única que não defende de olhos fechados a legalização da prostituição. Mas isso, claro, é a minha opinião.

Aliás, a minha opinião, na verdade, é outra. Eu sou a favor da liberdade e da dignidade. Sou a favor de que possa se legalizar quem quer se legalizar e acha que é o melhor para si. Mas sou a favor, acima de tudo, que essa legalização traga dignidade para as profissionais, o que não penso que seja o objectivo principal, excepto se os responsáveis por criar essa lei possam ter um olhar voltado para as profissionais.

O que eu sei é que, depois que 90% dos puteiros (quer dizer, boîtes, bordéis, é

mais bonitinho falar assim) em Portugal foram fechados, muita gente andou perdendo dinheiro, e por isso essa campanha para se legalizar a prostituição. Quando falo que muita gente andou perdendo dinheiro, não estou falando das

prostitutas, nem apenas dos proxenetas… Tem muita gente interessada em ganhar alguma coisa com uma outra que é quem levanta a saia.

O que eu sei é que, quando cheguei em Portugal, havia uns três bordéis numa mesma rua, e nessa mesma rua podia não ter uma única farmácia ou livraria. O facto de terem fechado os bordéis e de logo em seguida ver a insistência de campanhas pela legalização da prostituição, só posso concluir que preferem que Portugal seja um país dependente dos prostíbulos.

Não que seja contra os prostíbulos, a questão é que, quando faço a minha

análise, não penso apenas “na minha causa”, na minha vida e nos benefícios que eu possa ter. Eu penso num mundo todo e inclusive na visão desse mundo, ou melhor, não penso nesse mundo, mas na nação onde a prostituição

é exercida e nas consequências dessa legalização.

Eu penso numa criança que pode dizer na escola que quando crescer quer ser prostituta e que pode sofrer preconceito a vida toda por causa disso. Porque sim, se queremos colocar a prostituição como uma profissão normal como todas as outras, uma criança que antes dizia que queria ser médica, apresentadora de tv ou astronauta também poderá dizer que quer ser prostituta.

Quando se fala na legalização da prostituição, logo vêm falar da Holanda. Mas há como seguir moldes internacionais numa sociedade que tem uma visão e mentalidade diferentes? Não estou a dizer que na Holanda são mais evoluídos ou não, a questão aqui não é reduzir ou promover algum povo. A questão é que, se a mentalidade de um lugar é diferente, a solução não é seguir um outro molde, mas adaptar àquilo que temos de forma a não causar tantos feridos.

Imagine por exemplo o que aconteceu em Bragança há alguns anos atrás. As

“mães de Bragança” reclamaram que as prostitutas de bordel - que geralmente apenas trabalham dentro do bordel, onde são os homens a ir visitá-las - estavam a lhes tomar os maridos, e então houve toda aquela confusão digna de repercussão - ou se analisarmos bem, chacota - internacional. Vocês sabem

o que fizeram as prostitutas quando foram “expulsas” de Bragança? Se vocês

não sabem, eu conto… Com os bordéis fechados as meninas tiveram que pegar os seus paninhos de bunda, arrumar uma trouxinha e ir atender em outra freguesia. Literalmente, risos. (Para ser mais exacta, a maioria foi trabalhar em Chaves, Vila Real ou em Espanha. ) Porque a maioria das meninas que trabalhavam em Bragança eram brasileiras (70 a 90%, naquela época nem havia também as trabalhadoras do Leste) você sabe o que acontece quando alguma brasileira - com outros fins, para estudar, por exemplo - chega em Bragança? Não, ninguém é grosseiro - que eu saiba - mas claro, logo se lembram daquela época e essa brasileira sente no ar um clima estranho com a sua presença.

Agora imagine se a prostituição é legalizada. As “mães de Bragança” poderão rasgar a roupa no meio da rua que nada poderão fazer. Os bordéis, que costumam ser “empresas” escondidas, poderão, inclusive, fugir de toda essa discrição de antes. Se antes, quando trabalhava em bordel, num café se conhecia alguém não revelaria que trabalhava num puteiro, se a prostituição é legalizada é claro que vou indicar o puteiro onde trabalho, vou querer levar pessoas lá de fora lá para dentro, afinal é lá dentro que trabalho e ganho dinheiro.

A prostituta vai precisar de passar factura, ou, segundo me parece, é o bordel a passá-la. Mas me diga, qual é o cliente que vai querer dar o seu nome e o seu número de contribuinte e levar essa factura para casa, expondo que esteve num puteiro?

Então muita gente me diz: “Mas ah, vai ser melhor para as prostitutas…”, e eu consigo entender exactamente o que querem dizer.

Postado em primeira-mão |

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tema-2/

TSF, hoje às 19h - o tema (1)

março 28, 2008 by paulalee

Se já ouviram a propaganda da reportagem de mais logo às 19h, a primeira voz é a minha, risos. Eu acho. Brincadeira, é a minha sim.

Conforme havia contado, a Alexandra já tinha me contactado há muito, mesmo muito tempo atrás, e tinha dito que pretendia fazer uma reportagem sobre “acompanhantes de luxo”. A seguir, quando voltou a me contactar, o propósito era explorar um grupo mais vasto, ou seja, a realidade das acompanhantes e também das que trabalham em apartamentos, na rua, etc.

Nesse pedacinho da propaganda em que aparece a minha voz eu falo justamente da diferença que há entre prostituição e acompanhamento, afinal atendendo 17, 18, 19, 20 clientes numa noite não tenho como ser acompanhante, porque para dar companhia eu tenho que estar “inteira” e não “desgastada”. Hoje sou amante profissional, e se me digo acompanhante é porque ser amante profissional se aproxima mais do acompanhamento e se afasta da prostituição.

Porque são muitas entrevistas, não sei qual será a parte da entrevista que dei que aparecerá. Falei muito tempo com a jornalista, e sobre vários aspectos da actividade, positivos e negativos, o que há em volta, etc.

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tema-1/

Frequências TSF - Reportagem hoje às 19h

março 28, 2008 by paulalee

Para quem não quiser ouvir pela internet, aqui estão as frequências da Rádio TSF:

Açores: 99.4 Aveiro: 107.4/ 105.3 Beja: 107.4 Braga: 106.9 Bragança: 107.0 Castelo Branco: 105.1 Covilhã: 106.6 Coimbra: 107.4 Évora: 105.4 Faro: 90.9 Figueira da Foz: 107.4 Figueira de Castelo Rodrigo: 105.4 Guarda: 107.4/ 106.6 Guimarães: 106.5/ 107.6 Leiria: 107.4 Lisboa: 89.5 / 107.4* Macedo de Cavaleiros: 103.2 Madeira: 100.0 Ponte de Barca: 106.5 Portalegre: 107.4* Porto: 105.3 Santarém: 107.4/ 89.5 Setúbal: 89.5/ 107.4* Valença: 105.7 Viana do Castelo: 106.9 Vila Pouca de Aguiar: 106.7 Vila Real: 107.6 Viseu: 106.6 Vouzela: 102.5

* Sinal de rádio com intensidade fraca

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reportagem-hoje-as-19h/

TSF, hoje às 19h

março 28, 2008 by paulalee

Erro meu, que esqueci de avisar em função dessa confusão toda, afinal estava vendo que estava acabando o meu limite de tráfego e por isso devia tomar providências rápidas.

Recebi uma mensagem essa manhã do Fernando Andersen me avisando sobre uma reportagem sobre prostituição hoje na TSF às 19h, perguntando se eu já sabia… E ontem tinha já recebido uma mensagem da Alexandra Nunes (a jornalista) avisando que seria hoje.

Já tinha comentado sobre isso no blog, mas depois não falei nada porque não tinha nenhuma data…

Mas é isso aí… Hoje na TSF aquela entrevista da qual já falei (agora não tenho como caçar o post para linkar, rs). Lembra que falei que uma jornalista tinha vindo do Porto e que eu tinha tirado o dia para dar essa entrevista? Então, é essa mesmo.

Clique aqui para ouvir a Rádio TSF ao vivo.

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Redireccionei-os para cá

março 28, 2008 by paulalee

Agora devem ter percebido que, ao visitar

http://amanteprofissional.com

http://alugomeucorpo.com

http://amanteprofissional.com/blog

http://amanteprofissional.com/contoseroticos

http://escort.amanteprofissional.com

ou

http://olivro.alugomeucorpo.com

… estão a ser redireccionados para cá.

Quem acompanhava o blog… eu já tinha avisado antes. Será temporário, dia 01 estamos de volta aos endereços oficiais.

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para-ca/

Blog de notas e notícias

março 28, 2008 by paulalee

Não sei se vou manter os posts aqui como lá no Blog Amante Profissional. Não sei.

Basicamente por esses dias vou anotando algumas coisas para falar depois, dando algumas notícias, etc. É só para não perdermos o contacto mesmo.

Não me sinto em casa aqui. É como tinha falado, você compra um domínio e alojamento e tem tantas facilidades - e os plugins, e os plugins! - que depois estranha tudo, acha tudo muito pouco e pequeno. No outro eu tinha um controle sensacional de quase tudo - se não digo “tudo” é porque afinal tinha mais de 1200 posts publicados, isso é coisa de mais para alguém poder dizer que tem algum controlo - e aqui é… ah, é estranho.

Mas basicamente vou dando uns ois e fazendo anotações, talvez breves, talvez não, do meu quotidiano.

É que vai acontecendo tanta coisa que, se eu não anotar, acabo esquecendo…

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O impacto visual

março 28, 2008 by paulalee

Sim, há o impacto visual muito forte. Claro, tem a vantagem de ficar mais leve, mas no outro tem muito mais conteúdo.

Entretanto, porque é por poucos dias, resolvi não gastar tempo mudando muita coisa por aqui não…

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Eu podia pedir, mas…

março 28, 2008 by paulalee

Eu podia pedir, mas fico sem graça. Afinal foram gentilíssimos comigo em aumentar 50% do tráfego tão prontamente, agora eu chegar e dizer: “Ó, valeu pela ajuda, mas não ajudou muito não” é chato. Então decidi que dia 01 que

resolvo isso, porque assim tenho tempo de, inclusive, analisar as visitas, tempo de visita, etc. Porque, conforme cheguei a dizer, estava chegando muito “visitante impulsivo”, tipo, muitas pessoas a achar os mesmos posts no Google

e ir directo para aquele post. Nada contra, a questão é que pode ser algo

temporário, ou seja, algum assunto que esteja na moda no momento e que depois deixa de ter importância.

A minha sorte é que não uso a minha conta de alojamento para e-mails. Porque sim, podia ter contas de e-mail do tipo leitores ARROBA amanteprofissional.com, webmaster ARROBA amanteprofissional.com, ou info ARROBA amanteprofissional.com, mas desde cedo resolvi não usar, ainda bem, pelo menos não perdemos a comunicação.

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Blog Provisório

março 28, 2008 by paulalee

Bom, gente, é isso aí… Até o dia 31 estaremos por aqui… Apenas no dia 01 que poderei resolver a questão do amanteprofissional.com, porque assim posso saber para quanto vou aumentar o limite de tráfego.

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Meus Endereços:

http://amanteprofissional.com

http://amanteprofissional.com/blog

http://amanteprofissional.com/contoseroticos

http://escort.amanteprofissional.com

http://brinquedos.amanteprofissional.com

http://alugomeucorpo.com

http://olivro.alugomeucorpo.com

E-mails:

Para falar sobre o Blog Amante Profissional, coloque no assunto “Blog Amante Profissional” e escreva para:

paulaleeportugal@yahoo.com.br

Para falar sobre o livro Alugo o Meu Corpo, coloque no assunto “Livro Alugo o Meu Corpo” e escreva para:

alugomeucorpo@gmail.com

Para solicitar um encontro (enquanto acompanhante) no assunto coloque “Info” e escreva para:

escortamanteprofissional@yahoo.com.br

Outros assuntos prefira sempre o endereço paulaleeportugal@yahoo.com.br