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DINAMISMO DAS ÁREAS METROPOLITANAS DE LISBOA E DO PORTO

DINAMISMO DEMOGRÁFICO

O dinamismo demográfico das áreas metropolitanas de Lisboa (AML


AML)) e do Porto (AMP
AMP)) evidencia-
evidencia-se
pela elevada concentração populacional e pelo aumento de população que se acentuou nas últimas décadas,
embora com algumas diferenças entre municípios (Doc.
(Doc. 1,
1, 2 e 3).

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_________ Doc. 2 – Proporção da população das AM


Doc. 1 – Evolução da população das AM no total do país, em 2006

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Doc. 3 – Evolução da população total dos concelhos da AML e da AMP

A perda demográfica foi mais acentuada nos municípios centrais,


centrais, enquanto o maior crescimento se
verifica em concelhos onde a melhoria das acessibilidades, aliada à disponibilidade de espaço para construção,
tem permitido o acréscimo populacional, reflectindo a importância dos processos de suburbanização e
periurbanização. Em 2006, na AML, Sintra apresentava
apresentava--se como o concelho mais dinâmico em termos
demográficos, aproximando-
aproximando-se de Lisboa. Na AMP, Vila Nova de Gaia continuava a distanciar-
distanciar-se
relativamente ao Porto, ultrapassando este município em quase 80 mil habitantes.
Quanto à densidade populacional,
populacional, é maior na AMP do que na AML,
AML, apesar de ser nesta que, em 2006, se
localizavam os dois concelhos de maior densidade populacional, Amadora com 7332 e Lisboa com 6018
habitantes por km2 (Doc. 4).
4).

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Doc. 4 – Densidade populacional nos


concelhos das áreas metropolitanas de
Lisboa e Porto e em Portugal, em 2007
O crescimento demográfico das áreas metropolitanas e a sua distribuição espacial reflectem-
reflectem-se nas
características da própria população (Doc.
(Doc. 5).
5).

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Doc. 5 – Estrutura etária da população dos concelhos da AML e da AMP e em Portugal, em 2006

As áreas metropolitanas caracterizam-


caracterizam-se por uma
população mais jovem e, de um modo geral, mais
instruída e qualificada,
qualificada, o que representa um ponto
forte que as torna mais competitivas em domínios como
a inovação cultural e tecnológica e a economia (Doc.
(Doc. 6).
6).

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Doc. 6 – Alunos matriculados no ensino


superior nas áreas metropolitanas de Lisboa e
do Porto face ao resto do país, em 2005/2006

DINAMISMO ECONÓMICO

As duas áreas metropolitanas apresentam vantagens do ponto de vista físico (localização no litoral, amenidade
do clima, relevo pouco acidentado, sobretudo a AML, acessibilidade natural, etc.) e demográfico, bem como no
que respeita às estruturas produtivas, o que faz delas pólos dinamizadores da economia (Doc. 7).
7).

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Doc. 7 – Distribuição do emprego por sectores de actividade económica na AML e na AMP, em 2003

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No conjunto, estas duas áreas fornecem mais de 40% do emprego,
emprego, auferindo os trabalhadores ganhos
superiores à média nacional (Doc. 8).
8).
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Doc. 8 – Percentagem
do emprego e ganho
médio mensal nas áreas
metropolitanas de
Lisboa e do Porto, em
2003

A bipolarização da concentração das actividades económicas demonstra a grande importância das duas
áreas metropolitanas no tecido económico do país. Porém, quando comparadas, evidenciam-
evidenciam-se disparidades
que revelam o peso económico da AML a nível nacional (Doc.
(Doc. 9 e 10
10).
).

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Doc. 9 – Importância socioeconómica das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto no país

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Doc. 10 – Indicadores económicos

A área metropolitana de Lisboa concentra uma parte significativa dos recursos da estrutura económica do país,
que se exprimem na proporção de emprego, na produtividade, na geração de valor acrescentado, na
capacidade de atrair investimento estrangeiro, etc. Quando se juntam a AML e a AMP, verifica-
verifica-se que
estão concentrados nestas duas áreas metropolitanas mais de metade do emprego no sector
terciário, do VAB nos serviços, do volume de negócios das sociedades, do emprego em grandes
empresas, dos trabalhadores qualificados e do PIB.
PIB. 3
A INDÚSTRIA NAS ÁREAS METROPOLITANAS DE LISBOA E DO PORTO

O dinamismo económico das áreas metropolitanas deve-


deve-se, em parte, à actividade industrial que, nestas
duas grandes aglomerações urbanas, beneficia de algumas vantagens:
vantagens:
• a complementaridade entre diferentes ramos industriais;
• a existência de infra-
infra-estruturas e serviços diversos;
• a disponibilidade de mão-
mão-de
de--obra, tanto pouco qualificada como especializada;
• a acessibilidade aos mercados nacional e internacional.
Quando se comparam as duas áreas metropolitanas, encontram-
encontram-se, porém, algumas diferenças nas
características da actividade industrial (Doc. 11 e 12
12).
).

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Doc. 11 – Dados económicos da indústria na AML e na AMP

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Doc. 12 – Tecido
Existe uma distinção evidente entre os perfis de industrialização da AML e da AMP.
AMP.
industrial nas áreas
Na primeira, a actividade industrial tem maior capacidade de geração de valor
acrescentado (VAB para a formação do PIB), é mais intensiva em capital e atinge níveis metropolitanas
de produtividade mais elevados. Na segunda, há maior intensidade em trabalho mas, tal
como na AML, é muito evidente a sua vocação exportadora. Estas características resultam
da existência de diferenças na composição sectorial do tecido industrial, que podem
resumir--se do seguinte modo:
resumir
• forte especialização nas indústrias têxtil e do calçado, no sistema de aglomeração do
Noroeste de Portugal;
• maior diversidade do tecido industrial na região de Lisboa, onde se destacam as
actividades intensivas em capital (casos da química, siderurgia, construção e reparação
naval e máquinas e veículos de transporte).

Adaptado de Mário Vale, Polarização Social nas Áreas Metropolitanas: Evidências e Perspectivas,
Perspectivas, 2002

A actividade industrial nas duas áreas metropolitanas tem vindo a perder alguma importância,
importância,
sobretudo, no que respeita às funções directamente produtivas, o que se prende com o processo de
terciarização da economia que, naturalmente, é mais rápido nestas duas áreas do nosso país, devido ao seu
maior desenvolvimento e à tendência de reorganização espacial das funções nas áreas urbanas (Doc. 13).
13).

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Doc. 13 – Variação do emprego na indústria


transformadora (%)

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PRINCIPAIS PONTOS FRACOS E FORTES DA AMP E DA AML

A grande importância destas duas áreas metropolitanas, tanto à escala regional como nacional, não invalida
que nelas se concentrem problemas que constituem obstáculos à sua competitividade e desenvolvimento e à
qualidade de vida da população que nelas habita e trabalha. Encerram, porém, potencialidades que importa
promover (Doc.
(Doc. 14).
14).

AMP AML

Principais pontos fracos Principais pontos fracos

• Forte exposição da estrutura económica à concorrência


internacional pelo predomínio de actividades de baixa • Problemas ambientais resultantes da forte pressão
intensidade tecnológica e competitividade baseada na imobiliária/turística na ocupação do solo em áreas de
mão--de
mão de--obra abundante. grande valia ambiental e agrícola.
• Carência de serviços especializados de apoio às • Problemas de mobilidade, congestionamento e poluição,
empresas face ao peso económico e industrial da região. resultantes da forte utilização do automóvel privado.
• Problemas ambientais resultantes de deficiências nos • Presença de bairros problemáticos associada à crescente
domínios do abastecimento de água e tratamento de segregação espacial resultante da diversidade social e
efluentes. étnica.
• Problemas de mobilidade no centro do Porto e nos • Abandono dos centros históricos, sobretudo no núcleo
principais acessos à cidade. central.
• Degradação física e exclusão social nos centros • Alguma debilidade na afirmação internacional.
históricos.

Principais pontos fortes Principais pontos fortes

• Grande dinâmica demográfica com uma estrutura etária


• Presença de sectores económicos que apresentam um
jovem.
potencial competitivo internacional e/ou vocação
• Forte dinamismo industrial.
exportadora.
• Afirmação e inserção num espaço de cooperação e
• Concentração de infra-
infra-estruturas de conhecimento e de
interdependência com a Galiza.
recursos humanos qualificados.
• Rede densa de instituições de ensino superior e de infra-
infra-
• Condições naturais favoráveis à atracção internacional
estruturas tecnológicas capazes de suportar o
de actividades, eventos e movimentos turísticos.
desenvolvimento de actividades mais intensivas em
• Integra as principais infra-
infra-estruturas de transportes e de
conhecimento.
comunicações de articulação internacional.
• Valioso património cultural com marcas de prestígio
• Património cultural valioso.
(Porto - património mundial, vinho do Porto, Douro).
• Boa acessibilidade às rotas internacionais.
• Boa acessibilidade às rotas internacionais.

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Doc. 14

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de Geografia A 11.º Ano.
Ano. Texto editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt