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Biografia

Carlos Torres Pastorino

(obtida no site Wikipedia – http://wikipedia.org)

Carlos Juliano Torres Pastorino (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1910 —


Brasília, 13 de junho de 1980 foi um ex-padre que se dedicou ao estudo da Doutrina
Espírita e da fenomenologia mediúnica, autor do maior "best-seller" de auto-ajuda no
país, Minutos de Sabedoria.

Biografia

Filho de José Pastorino e sua esposa, Eugênia Torres Pastorino, estudou no Colégio
Pedro II, no Rio de Janeiro onde, em 1924, recebeu os diplomas de Geografia,
Corografia e Cosmografia, e pouco depois, o de bacharel em Português.
Foi para Roma a fim de cursar o Seminário, vindo a diplomar-se, em 1929, pelo
cardeal Basilio Pompili, para a Ordem Menor de Tonsura. Ordenou-se em 1934. Em
1937 ante a recusa do Papa Pio XII em receber o Mahatma Gandhi em seu traje habitual
decidiu abandonar a batina, raciocinando que o célebre pacifista indiano vestia-se como
Jesus, e que, como este jamais se sujeitaria ao rigor formalista da Igreja Católica.
De volta ao Brasil, lecionou Latim e Grego no Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta
Cultura. Lecionou ainda Espanhol. Nesse período começou a exercer atividades
jornalísticas, como correspondente dos Diários Associados. Foi adido cultural e
jornalístico da Academia Brasileira de Belas Artes.
Sócio de inúmeras sociedades esperantistas, no país e no exterior, foi delegado
especializado ("Faka Delegito") da Universidade Esperanto Asocio, com sede nos Países
Baixos. Nessa militância, foi fundador da Sociedade Brasileira de Esperanto, no Rio de
Janeiro.
No dia 31 de maio de 1950, concluiu a leitura de "O Livro dos Espíritos", que
recebera por empréstimo de um colega do Colégio Pedro II. Nessa data declarou-se
espírita, e guardava-a com muito carinho. Passou a freqüentar o "Centro Espírita Júlio
César", no bairro do Grajaú, que foi a sua escola inicial de Espiritismo.
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Em 8 de janeiro de 1951, com um grupo de amigos, fundou o "Grupo Espírita Boa


Vontade", posteriormente renomeado como "Grupo de Estudos Spiritus" que, com a
ajuda do coronel Jaime Rolemberg de Lima, deu origem ao Lar Fabiano de Cristo, à
CAPEMI e ao boletim espírita SEI (Serviço Espírita de Informações). Fundou a Livraria
e Editora Sabedoria e a revista com o mesmo nome. Realizou palestras sobre a doutrina
não apenas no estado do Rio de Janeiro como em outros no país.
Chegou a projetar a construção de uma Universidade Livre, em Brasília, para onde
se mudou em 1973 mas faleceu antes de ver concretizado esse sonho.
Pastorino teve cinco filhos, de dois casamentos.

Obra

Senhor de grande inteligência, publicou extensa bibliografia de mais de 50 obras,


muitas delas ainda inéditas. Poliglota, traduziu obras de diversos idiomas. Foi também
radialista, sendo a sua obra magna - "Minutos de Sabedoria" - uma coleção de suas
mensagens propaladas no rádio. Compôs 31 peças musicais para piano, orquestra,
quarteto de cordas e polifonia, a três e quatro vozes.
Entre as suas obras, destacam-se:
• Minutos de Sabedoria, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966 (atualmente editado pela
"Vozes", católica)
• Teu filho, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.
• Tua mente, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.
• Técnica da Mediunidade, Rio de Janeiro, Sabedoria, 1968.
• Sabedoria do Evangelho, Rio de Janeiro, Spiritus (vários volumes)
O livro "Minutos de Sabedoria" já ultrapassou a marca de 9 milhões de exemplares
vendidos - tendo sido, por reincidência em mais de dois anos consecutivos, retirado da
lista elaborada pela Revista "veja", dos mais vendidos. A obra, originalmente destinada a
subsidiar os trabalhos assistenciais e educativos do Professor Pastorino, hoje teve, após
ação na Justiça, os seus direitos revertidos para os herdeiros.
Na obra "Técnica da Mediunidade", aborda, com o recurso a inúmeros quadros
comparativos, numa ótica cientificista, o fenômeno mediúnico. Em seu prefácio, o
General-de-Brigada Dr. Manoel Carlos Netto Souto registra:
"Pastorino volta à Terra e tenta mostrar ou demonstrar fatos que para ele são
axiomáticos, fazendo o arcabouço da ponte que une o físico ao espiritual, uma vez
que os considera da mesma natureza, sem irrealidades nem fantasia."
A obra, editada em 1968, teve as suas edições póstumas proibidas pela família,
apegada ao catolicismo. Nela, o autor assim refere a mediunidade:
"As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são as ondas e
correntes de "pensamento". Quanto mais fortes e elevados os pensamentos, maior a
freqüência vibratória e menor o comprimento de onda. E vice-versa. (...) Tudo isso
faz-nos compreender a necessidade absoluta de mantermos a mente em "ondas"
curtas, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam
atingir os espíritos que se encontram nas altas camadas.'"
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Bibliografia

• GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo. São


Paulo: Edições FEESP, 1982.
• Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: Federação Espírita do Paraná,
2002. ISBN 8586255114 p. 169-171.