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A globalização liberal é uma responsável por processos desencadeados na área econômica

,
social, política e cultural.
No entanto, está no cenário uma outra globalização, situada a partir dos movimentos
mobilizados contra a exclusão social, advindo da globalização neoliberal.
Ou seja, uma globalização alternativa organizada da base para o topo das sociedades.
Parte de um pressuposto epistemológico de que as ciências atravessam uma crise de
confiança, que desarmou a resistência dos povos e grupos sociais conquistados.
O universalismo das ciências modernas consiste em ocidentalizar todos os conhecimentos e
particulariza-los.
A ciência moderna mostrou-se eficaz em ampliar a capacidade da ação humana do que ampliar
as suas consequências, tornando as consequências da ação cientifica menos cientifica do que
suas causas.
Enfatizando que há uma ciência multicultural e que rivaliza com a ciência dominante.
E o projeto foi idealizado na semi periferia e periferia da ciência.
Sobre a natureza sociológica, pois os êxitos das ciências modernas está na submissão à lógica
do capitalismo global.
Parte-se então, do pressuposto que a globalização é fato iniciado no século XV, defendido
como conjunto de relações sociais desiguais, devendo falar em globalizações.
Este processo foi intensificado a partir das tecnologias da comunicação e das relações
transfronteiriças.
Hoje, o local é cada vez mais o outro lado do global e vice-versa e o espaço nacional é sua
instância de mediação.
Outro fator é como a globalização hegemônica tem devorado as promessas de progresso e
suas lutas. Deixou-se a busca por um projeto futuro de emancipação social.
Mas, neste cenário tem apresentado movimentos contra as formas de emancipação que não
emancipam.
É possível lutar contra estas forças?
As ciências não poderiam ter abandonado o objetivo por uma sociedade mais justa.
Objetivando-se renovas as ciências sociais e contribuir para reinvenção da emancipação social.
As ciências que vivemos sabe utilizar sua autonomia para se desvincular das lutas sociais e do
exercício da cidadania.
Vive-se uma confrontação entre ciências e assim congregou vários cientistas que estavam
debatendo solitariamente, advindos de países semiperiféricos.
Neste países são evidenciadas as forças da globalização hegemônica e contra-hegemônica e
que as ciências centrais tem dificuldades em reconhecer o que é construído.
Os cientistas, aqui organizados, buscam uma ciência menos imperial e mais multicultural.
Une comunidades científicas diferentes, assim como suas culturas.
Assim, não foi definido quadro teórico estruturado, não possui metodologia e conjunto de
hipóteses de trabalho. O intuito é a construção de uma teoria coletiva e construída de baixo
para cima.
Assume-se a pluralidade dos conhecimentos rivais e alternativos, procurando dar voz a eles.
“É pela prioridade dada a à globalização contra-hegemônica que antevemos a possibilidade de
contribuir para a reinvenção da emancipação social”.
A reinvenção da emancipação social levanta três dificuldades e que reflete em tantas outras. A
primeira está na própria noção de globalização contra-hegemônica. Identificamos tal fato nas
articulações e alianças com outras iniciativas ou organizações estrangeiras. São iniciativas
locais destinadas a mobilizar lutas locais, algumas vezes resistindo a poderes translocais,
nacionais ou globais. Mas, não podemos esquecer que a resistência à opressão é uma tarefa
cotidiana, praticada por gente anônima, e sem ela o movimento não seria auto-sustentável. O
segundo desafio consiste em identificar entre a globalização contra-hegemônica e a
emancipação social. O terceiro desafio está na escolha dos temas propostos para experimentar

A segunda. Atentou-se aos modos de produção do poder e uma análise estruturalfenomenológica das formas de poder social. a exploração e a diferenciação identitária desigual.. constituem a globalização contra-hegemônica”. diferenciação identitária desigual. .) é que só haverá emancipação social na medida em que houver resistência a todas as formas de poder”. “Os cinco temas propostos são: a democracia participativa. o multiculturalismo emancipatório e as justiças e as cidadanias alternativas resistem em especial à diferenciação identitária desigual. A primeira conclusão era que o paradigma da ciência moderna estava exaurido e em fase de transição.. “(. a biodiversidade e os conhecimentos rivais confrontam privilegiadamente a troca desigual. o novo internacionalismo operário resiste em especial à exploração. as ações rebeldes. são a resistência social a estas formas de poder e. confirmadas socialmente: patriarcado.. detectou seis formas de poder. finalmente. e o novo internacionalismo operário”. “Na minha concepção. Estes temas são os mais conflituosos no tocante a separação entre norte e sul e fruto de verificação empírica. à troca desigual e ao fetichismo das mercadorias”. o fetichismo das mercadorias e a troca desigual. dominação e troca desigual. está que a sociologia se preocupa demais com discussões teóricas estéreis.) a democracia participativa confronta privilegiadamente a dominação.. os sistemas de produção alternativos confrontam em especial a exploração.caminhos novos de produção de conhecimento e averiguar as possibilidades de emancipação social. Desta forma. o patriarcado e a diferenciação identitária desigual. os sistemas alternativos de produção. quando coletivizadas. o multiculturalismo emancipatório. à dominação e ao patriarcado. na medida em que se organizam segundo articulações locais-globais. “(. a justiça e a cidadania culturais. exploração. fetichismo das mercadorias. sendo os principais rostos da opressão nas sociedades contemporâneas. a biodiversidade e os conhecimentos rivais.