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Ano V • Nº 43 • Março 2003 • R$ 6,00

www.embalagemmarca.com.br

Alternativas para uma


apresentação melhor
nos pontos-de-venda

KOPENHAGEN QUER CRIANÇAS FIÉIS • SOFTWARES PARA EMBALAGEM


A guerra em nosso território
Q uando esta edição
estiver circulando, a
insanidade da guerra deve-
so em que nossos leitores
vivem seu dia-a-dia.
Entre os assuntos que lhes
desenvolvimento de em-
balagens pode ser vista
como um serviço e tam-
rá estar nas manchetes de poderão ser úteis está, com bém como um lembrete
todos os jornais do mundo. maior destaque, a reporta- aos profissionais do ramo
Lamentamos, mas lembra- gem de capa, de autoria de de que há muito mais fer-
mos que, viradas as pági- Guilherme Kamio, sobre o ramentas (ou “armas”, se
nas que falam de coisas mercado de iogurtes e pro- preferirem, para ficar no
ruins, o noticiário trata de dutos similares, como so- clima) à disposição de seu
outros temas, às vezes até bremesas cremosas. Ela trabalho do que talvez
amenos. Afinal, embora retrata a aposta dos princi- imaginem. E, na Entrevis-
seja acaciano, primário pais produtores no cresci- ta do mês, Sérgio Haber-
mesmo, dizer isso, “a vida mento, ganhando merca- feld, um nome familiar no
continua”. do, por paradoxal que pa- mundo da embalagem,
Tratemos, então, da guerra reça, nas faixas de consu- hoje presidindo a Câmara
Sem otimismo em nosso território, onde mo de menor renda. Por Americana de Comércio,
infundado, falamos não existem bombas-mães trás disso, como mostra a aponta alguns caminhos
de embalagens, e outras maldades. Sem reportagem, está o papel para o Brasil encarar as ne-
marcas e ações cair no otimismo infunda- crucial que as embalagens gociações da Alca.
do, aqui falamos de emba- podem desempenhar. Até abril.
criativas de lagens, marcas, ações cria- A reportagem de Leandro
marketing tivas de marketing, univer- Haberli sobre softwares de Wilson Palhares
no mercado editorial brasileiro. Fi- Mercado de café
camos à disposição para maiores
esclarecimentos, confiantes em que
esta réplica será publicada na próxi-
L endo o artigo sobre café da edi-
ção de janeiro de 2003, ficamos
ma edição da revista. surpresos em ver uma embalagem a
Armando Farhate vácuo do Café do Ponto Aralto da
Gerente de Marketing e Vendas empresa Sara Lee sendo que a
Cebal Brasil Ltda. Bosch, fonecedora destas máquinas
São Paulo, SP e hoje líder neste segmento no Bra-
sil, não tenha sido sequer mencio-
Almanaque Especial nada. Achamos louvável a iniciati-

Bisnagas laminadas A cabo de receber o exemplar do


va, uma vez que difunde a embala-
gem a vácuo. No entanto, fica aqui

N a condição de maior fornece-


dora de bisnagas laminadas da
Almanaque EMBALAGEMMARCA e
confesso que fiquei encantado.
Como publicitário entendo ser um
registrado nosso desapontamento
com o ocorrido.
Fabio Pozzi
América Latina e com o intuito de trabalho digno de consultas. Como Robert Bosch Ltda.
desmistificar o mercado brasileiro consumidor, acho uma tremenda Tecnologia de Embalagem
de tubos laminados, a Cebal Brasil curtição. É legal ver embalagens São Paulo, SP
vem por meio desta esclarecer al-
gumas informações contidas na
matéria “Risonho Horizonte”, pu-
de produtos que nos acompanha-
ram na nossa infância e adolescên-
cia e que hoje ainda existem, ou
M uito obrigado pelo destaque
que nos foi dado na belíssima re-
blicada na edição nº 41 (janeiro de simplesmente desapareceram. Pa- portagem sobre o mercado de café
2003) de EMBALAGEMMARCA. Ao rabéns pelo belo trabalho. Que (EMBALAGEMMARCA nº 41, janeiro
contrário do informado no sub-tí- com o número 1 venham os núme- de 2003). Vocês conseguiram cap-
tulo da reportagem (“Dixie-Toga e ros 2, o 3, o 4… tar com perfeição a essência das no-
Huhtamaki se unem para fabricar Muito obrigado mesmo. vidades e dos caminhos que as em-
tubos dentais no Brasil”), ambas Abraços, presas nele trilham. Aliás, vocês es-
de uniram para produzir matérias- Samuel de Leonardo tão se superando a cada edição.
primas (filmes) para tubos lamina- Planejamento Sensacional! É o melhor adjetivo
dos. Vale lembrar que a Dixie- TC3 Comunicação que encontro para definir a revista
Toga já fabrica tubos no Brasil há São Paulo, SP EMBALAGEMMARCA.
muito tempo, mas não seria corre-
to afirmar que domina o mercado
de tubos laminados no país. Essa
N ão poderia deixar de cumpri-
mentá-los pelo ALMANAQUE EMBA-
Ela é bem escrita, sempre com ex-
celente conteúdo e muito diferen-
ciada em relação à concorrência.
empresa fornece filmes impressos LAGEMMARCA. Simplesmente ma- Parabéns!
em grandes quantidades, mas essa vilhoso. Além de me fazer voltar no Sergio H. Angelucci
é apenas uma das etapas de produ- tempo, é muito rica em informa- Diretor Comercial
ção do tubo dental. ções. Parabéns. Embalagens Flexíveis Diadema
Levando-se em conta o volume de Walkiria Castro Diadema, SP
produção final de tubos, a Cebal ul- Gerente de marketing
trapassa consideravelmente a pro- Novelprint Sistemas MENSAGENS PARA EMBALAGEMMARCA
dução da Dixie-Toga, sendo líder de Etiquetagem Ltda. Redação: Rua Arcílio Martins, 53
não apenas no mercado brasileiro, São Paulo, SP CEP 04718-040 • São Paulo, SP
mas em toda América Latina.
A reportagem informa que a Dixie-
Toga fornece para a Unilever Bra-
R ecebi o Almanaque EMBALA-
GEMMARCA. Gostaria parabenizá-
Tel (11) 5181-6533
Fax (11) 5182-9463
redacao@embalagemmarca.com.br
sil, mas o fato é que ela forneceu, los por esse ótimo trabalho e tam-
As mensagens recebidas por carta, e-
em 2002, apenas um lote pontual. bém pela reportagem de capa de Ja-
mail ou fax poderão ter trechos não es-
Por outro lado, com a única exce- neiro. O Almanaque fez tanto su-
senciais eliminados, em função do es-
ção acima destacada, a Cebal vem cesso que eu até gostaria de pedir
paço disponível, de modo a dar maior
fornecendo, desde 1998, 100% dos mais um!!!
número possível de oportunidades aos
tubos laminados da Unilever Brasil. Ariane Steck Santos
leitores. As mensagens poderão tam-
Gratos pelo direito de resposta e Optima do Brasil Máquinas
bém ser inseridas no site da revista
pelo importante papel desempenha- de Embalagem Ltda.
(www.embalagemmarca.com.br).
do pela revista EMBALAGEMMARCA Vinhedo, SP

4 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


março 2003
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem

8 ENTREVISTA:
SERGIO HABERFELD
Ex-presidente da Abre,
20 FOOD SERVICE
Apesar de boas
iniciativas,
redacao@embalagemmarca.com.br
Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
presidente da Abief e indústria de guma@embalagemmarca.com.br
recém-eleito presidente embalagem Leandro Haberli
da Câmara Americana ainda está leandro@embalagemmarca.com.br

de Comércio discute longe de suprir Colaboradores


riscos e oportunidades cozinhas Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
para Brasil diante da industriais com louvor Diretor de Arte
aproximação da Alca Carlos Gustavo Curado
arte@embalagemmarca.com.br

Administração

14 TAMPAS
Alcoa nacionaliza linhas
22 TECNOLOGIA
Novas opções e versões
de softwares dedicados
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
de tampas de grande contribuem com a cri- comercial@embalagemmarca.com.br
valor agregado, numa ação e a administração Wagner Ferreira
resposta aos estímulos de linhas de acondi- Circulação e Assinaturas
do consumidor cionamento Marcella de Freitas Monteiro
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Assinatura anual: R$ 60,00

Público-Alvo

16 CAPA: IOGURTES
Num mercado com
perspectivas de
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência
e supervisão em empresas fornecedoras, con-
vertedoras e usuárias de embalagens para ali-
crescimento, pequenos mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,
e grandes produtores materiais de limpeza e home service, bem
como prestadores de serviços relacionados
investem em apresen- com a cadeia de embalagem.
tação para ganharem
maiores margens Tiragem desta edição
7 500 exemplares
Filiada ao

24 MAKING OF
Com contribuição de
embalagens diferen-
Impressa em papel da Ripasa – 0800-113257
Image Art 145 g/m2 (capa)
ciadas, Kopenhagen
espera crescer com e Image Mate 115 g/m2 (miolo)
linha infantil de
chocolates finos
Impressão: Congraf – (11) 5563-3466

3 Editorial 28 Panorama
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
A essência da edição do mês Movimentação na indústria de mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
nas palavras do editor embalagens e seus lançamentos Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP

4 Cartas 30 Display
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
FOTO DE CAPA: STUDIO AG

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A opinião, a sugestão e os Lançamentos e novidades – e
O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
comentários dos leitores seus sistemas de embalagem resguardado por direitos autorais. Não é permi-
tida a reprodução de matérias editoriais publi-
26 Painel gráfico 34 Almanaque cadas nesta revista sem autorização da Bloco
de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em
Novidades do setor, da criação ao Fatos e curiosidades do mundo matérias assinadas não refletem necessaria-
acabamento de embalagens das marcas e das embalagens mente a opinião da revista.
entrevista

“Não devemos temer a Alca” ecém-empossado na Câmara

R
Americana de Comércio, a
Amcham, o empresário Sér-
gio Haberfeld tem como prio-
ridade de sua gestão as nego-
ciações para a Alca (Área de
Livre Comércio das Américas). Por tra-
tar-se de um tema que deverá afetar
mais a vida das empresas e dos cidadãos
brasileiros do que a própria guerra mo-
vida contra o Iraque pelo país onde a
Alca foi engendrada, o tema é aqui dis-
cutido com certa profundidade.
A entrevista com Haberfeld se valoriza
não só pelo momento, mas também pelo
fato de ele ter lançado recentemente um
livro sobre o assunto (Alca – Riscos e
Oportunidades), por atuar na área de
embalagem como presidente do conse-
lho de administração da Dixie Toga
S/A, uma das maiores empresas de em-
balagem do continente, com unidades
de produção no país onde a idéia da
CACALO KFOURI

Alca foi engendrada, os Estados Uni-


dos; como presidente de uma entidade
ligada ao setor, a Abief – Associação
SÉRGIO HABERFELD, Brasileira das Indústrias de Embalagens
Flexíveis; e por dois mandatos como
presidente da Câmara presidente da Abre – Associação Brasi-
leira de Embalagem, da qual se desligou
Americana de Comércio, há menos de um ano.

defende negociação dura Ao assumir a presidência da Câmara


Americana de Comércio, o senhor disse
com os norte-americanos que a prioridade número 1 da entidade
no encaminhamento da é a Alca. Pró ou contra?
Nem a favor nem contra. A posição é
Alca, mas entende que o negociar e conseguir o melhor possível
para os dois lados. Numa boa negocia-
Brasil não pode ficar de ção, ambos têm a ganhar. O que não po-
demos é ter medo e ficar de fora.
fora do Acordo de Livre
O Brasil não pode se dar ao luxo de fi-
Comércio das Américas. car fora da Alca. Mas os Estados Uni-
E lembra que o Brasil dos, que são os maiores interessados e
parecem ser os maiores beneficiados
tem setores “extrema- caso esse acordo se concretize, podem
se dar ao luxo de não incluir o Brasil,
mente competitivos” como já chegaram a insinuar?

8 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


Eu não diria que são os maiores interes- têm. O que não podemos é entrar numa
sados. Existe interesse de muitos países guerra, eles com a quinta geração de ar-
sul-americanos em que a Alca venha a mamento e nós com enxada e martelo.
se consolidar. Sai sem o Brasil? Não
acredito. Sairá, sim, uma série de acor- E o resto? No geral o Brasil não é um
dos bilaterais entre países. Se o Brasil país atrasado?
não faz parte de nenhum desses acordos Acho que é preciso se preparar. Sempre
bilaterais ou impede a negociação, fica digo que um atleta não se prepara para
de fora. Pior: fica de fora do maior país uma olimpíada só treinando, mas tam-
importador do mundo, que são os Esta- bém competindo. É preciso dar a ele
dos Unidos, com uma população de 220 condições para se preparar e para com-
milhões de consumidores. O Brasil tem petir. Quem for lutar boxe com o Tyson
uma população de 170 milhões de pes- com luvas erradas, com peso errado e
soas, mas ninguém sabe ao certo quan- com braços amarrados às costas não é
tos deles são de fato consumidores. lutador, é cretino. Temos de ir para as
Calcula-se entre 30 milhões a 50 discussões da Alca tendo boas
milhões. Segundo ponto impor- condições de defesa, da mesma
tante: a nossa vocação tem sido No setor de forma que os americanos e os eu-
negociar com países sul-ameri- embalagens, micro ropeus fazem. Isso tem de ser
canos e centro-americanos. No e pequenas empre- montado, com as reformas tribu-
momento em que os americanos tárias, juros mais baixos, boas
fazem acordos em separado com sas bem estrutu- condições de transporte. E tem de
eles, nós perdemos grande parte radas, bem focadas, ser feito rápido.
do mercado. Portanto, é muito não vão temer
pior para o Brasil ficar de fora, Especificamente, como se situa
mas precisa negociar duro.
concorrência. Quem nesse quadro o setor de embala-
vai ter problemas e gem, que é a seara da revista e da
O senhor acredita que a promes- não vai sobreviver qual o senhor faz parte?
sa de reciprocidade contida na O setor tem de ser dividido em
no mundo atual a
abertura de lado a lado se efeti- vários. Não podemos pegar o se-
vará mesmo? médio e longo prazo tor de embalagem como um todo,
Partindo do princípio de que as são as empresas porque aí cairemos na teoria do
reformas tributária e previden- (falecido economista) Roberto
médias
ciária serão feitas, que alguns Campos: “A cabeça está na gela-
problemas estruturais brasileiros deira, os pés estão no fogão; na
serão solucionados nos próximos dois média, a temperatura do corpo está óti-
ou três anos e que os juros baixarão, ma, só que o paciente está morto”. Para
dando às empresas brasileiras condição uma empresa se estabelecer, por exem-
de serem competitivas na área de inves- plo, exportando embalagens, precisa ter
timentos, acredito que o Brasil estará no país importador uma estrutura de re-
preparado para enfrentar americanos, cebimento e de entrega, uma mini-ope-
europeus e asiáticos. ração. Isso leva tempo, e cabe às em-
presas brasileiras fazer como as de lá
Que empresas ou setores brasileiros fazem aqui. Acho que temos em muitos
têm condições de concorrer de igual casos condições iguais, que somos
para igual com empresas e setores competitivos. Micro e pequenas empre-
americanos? sas bem estruturadas, bem focadas, não
O país tem vários setores extremamen- vão temer concorrência. A meu ver,
te competitivos, como o têxtil, o de pa- quem vai ter mais problemas – já estão
pel e o de petroquímica. São setores tendo – e não vai sobreviver no mundo
que teriam condições se dessem a eles atual a médio e longo prazo são as em-
as mesmas armas que os americanos presas médias. Ou elas se transformam

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 9


A qualidade Cong
Cortes Especiais

Facas Especiais

Janela

Setor
Alimentício
Relevo Seco
Rótulos Setor Farmacêutico Estojos e Berços
raf ao seu alcance

Chapado Ouro

Laminação BOPP

Tecnologia,
Criatividade,
Qualidade,
Atendimento Pers
Personal Care Promocionais onalizado,
Bo ns P reço s
em grandes empresas ou voltam a ser PIB do Paraguai é pequeno, que o país
pequenas empresas focadas. Para depende do Brasil, ou que o Uruguai
nichos de mercado é sempre no local não tem grande peso específico. O
que as coisas se decidem. Não vamos americano não sabe o que nós somos,
conquistar um nicho especial de estojos para ele somos quatro. Acredito que
para perfumes sofisticados na França. funciona muito melhor numa negocia-
Dificilmente uma empresa brasileira ção estar representando quatro do que
vai conseguir concorrer com uma firma estar sozinho. Para o Brasil seria muito
francesa já localizada, já preparada. O bom que o Mercosul desse certo.
inverso também é verdade.
O Mercosul não poderá ser um elo de
Em função da queda de barreiras re- fortalecimento regional, se se aproxi-
sultante da efetivação da Alca, o país mar mais dos países do Pacto Andino,
possivelmente passará a importar mais embora estes tendam a aderir à Alca?
produtos manufaturados. O setor de Tenho grandes dúvidas sobre o Merco-
embalagens não poderá ser sul. Tenho viajado e conheço
ameaçado pela chamada “de- muito esses países do Pacto Andi-
manda derivada”, em que, com o Os europeus no, que precisam dos Estados
produto em si, já vem a embala- são melhores Unidos para sobreviver. São mui-
gem pronta? to diferentes do bloco formado
Não é questão de embalagem,
diplomaticamente por Uruguai, Paraguai, Argentina
mas de importações em geral. As do que os ameri- e Brasil, no qual, a meu ver, a Bo-
grandes empresas brasileiras vão canos. Dão uma lívia poderia ingressar. Mas penso
ter de se preparar para fazer par- que a fusão entre o roto e o que-
te desse processo internacional.
colher de chá, e há brado é muito difícil de dar certo.
Já existem algumas concorrên- quem pense que vai Enquanto não se resolver o pro-
cias ganhas por empresas brasi- ser mais fácil nego- blema Argentina, o problema
leiras que vão fornecer com ex- Uruguai, o problema Paraguai e o
ciar com eles. Mais
clusividade para toda a América brasileiro também, vai-se juntar
Latina. Caso a Alca se efetive, os fácil é negociar com rotos com falidos e não se vai
produtos dessas empresas serão todo mundo, porque conseguir que trabalhem juntos.
feitos no Brasil também para os não vai ter colher de Quando tem gente passando
Estados Unidos, o Canadá e o fome, não se consegue unir a for-
México. Isso não é expectativa chá nenhuma ça. O que se tem para unir é fome.
nem wishful thinking. Já tem pro- Então qualquer migalha que se dê
jeto fechado nesse sentido. As in- para um, ele esquece os outros.
dústrias de lata de alumínio estão mon- Ele quer a migalha dele e pronto.
tando filiais em todos os países sul-
americanos – por enquanto, pois ainda A seu ver, um acordo com a União Eu-
não têm condições de chegar ao Méxi- ropéia colocaria o Brasil, ou o Merco-
co. Mas posso adiantar que haverá algo sul, em condições melhores para nego-
nessa direção também. ciar com a Alca, como muitos acredi-
tam? Ou traria para o bloco regional
O Mercosul fortalecido não poderá dar os mesmos problemas e ameaças conti-
mais condições aos países integrantes dos na Alca, como tantos outros tam-
de negociar em melhor posição com a bém prevêem?
Alca? Ou ambos os projetos são exclu- Temos de deixar uma coisa muito clara:
dentes? a negociação com os europeus é tão di-
Sou a favor de o Mercosul negociar fícil quanto com os americanos. Não
junto. Acho que dá mais força. Queren- vamos conseguir nada diferente, mas
do ou não, o cidadão normal americano ao mesmo tempo temos de negociar
e o europeu vêem quatro integrantes no com todos os lados. Tomemos os exem-
Mercosul. Não adianta explicar que o plos do Chile e do México. Negociam e

12 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


fazem acordo com todo o mundo, e Aqui no Brasil, por exemplo, os ameri-
conseguem vantagens diversas em di- canos querem, e com razão, proteção
versos lugares para melhorar sua nego- aos direitos autorais, proteção a mensa-
ciação internacional. Não podemos gens enviadas por internet – enfim,
descartar a Europa, mas não podemos tudo que não temos e eles querem. Es-
achar que a Europa vai ter pena de nós. tou inteiramente de acordo. Eles que fa-
Estamos longe demais para eles nos çam suas propostas. Nós temos de apre-
tratarem como trataram Portugal, Espa- sentar as contrapartidas. Isso é negocia-
nha e estão tratando agora os países do ção. O fato é que precisamos tomar
norte da África. Os países europeus não muito cuidado na discussão de barreiras
vão tratar a América Latina com privi- de lado a lado, e isso já está bastante
légios. Os europeus agem de maneira claro para nossos negociadores.
um pouco diferente dos americanos.
São melhores diplomaticamente, não Os negociadores brasileiros estão pre-
falam na cara do interlocutor o que parados para enfrentar as negociações
pensam. Eles dão uma colher de da Alca?
chá, e com isso há quem pense Na teoria, desde a gestão do Cel-
que vai ser mais fácil. Mais fácil Quando so Lafer, são muito bem prepara-
é você negociar bem com todo o falamos em direitos dos nesse setor. O que não estão é
mundo, porque não vai ter colher bem abastecidos de informações
de chá nenhuma.
alfandegários de empresários e da participação
não podemos efetiva de vários setores da indús-
Uma questão que não é muito pensar só em taxa tria e de serviços, principalmente.
abordada nas discussões sobre a
alfandegária.
Alca – e também nos acenos da Como a Câmara Americana de
União Européia para o Mercosul Temos de pensar Comércio pode ser útil no quadro
– é que estão na mesa propostas em tudo que de negociações com a Alca?
de acordos de supressão de direi- Ela tem a grande vantagem, que
representa
tos aduaneiros entre os países nenhuma outra associação no
signatários. Mas os Estados Uni- dificuldades para Brasil tem, de ter uma ponte esta-
dos e os países europeus desen- enviar mercadorias belecida com empresas e com o
volvidos são useiros e vezeiros para outro país e governo dos Estados Unidos. Ela
em estabelecer direitos não é reconhecida e tem muita credi-
aduaneiros nas suas relações co- entrar nele bilidade junto ao governo ameri-
merciais. Por sua vez, países cano e junto à comunidade de
mais dependentes do ponto de vista empresas americanas que estão nos
econômico e financeiro, como o Brasil, Estados Unidos, e tem o mesmo acesso
têm menos peso específico para enfren- a essas empresas aqui no Brasil.
tá-los. Como melhorar essa relação? Portanto, ela pode servir de ponte para
Primeiro, quando falamos em direitos que as negociações caminhem e fazer o
aduaneiros não podemos pensar só em contraponto que os mexicanos fizeram
taxa alfandegária. Temos de pensar em tão bem na Nafta dentro dos Estados
tudo que representa dificuldades para Unidos.
enviar mercadorias para outro país e
entrar nele, como cotas, fitossanitários, Como é possível fazer parte? É preciso
medidas e outras barreiras. Tudo isso associar-se?
tem de ser e já está elencado. Cada um Participando das reuniões, entendendo
desses itens tem de ser negociado espe- o que é, tendo participação efetiva. Nós
cificamente, porque do contrário leva- temos na Câmara comitês de negoci-
remos uma trombada que nem chegare- ação para sete setores. Não é preciso
mos a ver o tamanho da catástrofe. É ser associado para participar. Quem
preciso identificar as dificuldades de quiser pode participar dos comitês de
entrada em cada setor de cada país. discussão.

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 13


tampas

Ele sempre sabe


Mesmo sem alarde consumidor percebe benefícios das embalagens
ue o consumidor final aparen-

FOTOS: STUDIO AG
Q temente não perceba certos
avanços tecnológicos contidos
em componentes de embala-
gens dos produtos que usa é compreensível.
A indústria usuária e os distribuidores des-
ses recipientes incrementados normalmente
não alardeiam as vantagens agregadas aos
produtos pela tecnologia, concentrando
seus esforços mercadológicos no fortaleci-
mento das marcas e do aumento das vendas.
Mas não convém às empresas fiarem-se
nessa suposta ignorância.
Seria o caso de pensar se, ao deixarem Sport Lok 28mm:
tampas plásticas para bebidas no Brasil, está
paredes duplas,
passar em brancas nuvens a importância anel-lacre investindo para produzir, ainda neste pri-
dos atributos tecnológicos das embalagens, com aletas e meiro semestre, dois produtos seus já em
elas não estão desprezando argumentos ca- sobretampa com uso no país, porém até agora importados
anel de lacração
pazes de contribuir para o alcance mais rá- dos Estados Unidos. São a tampa Sport Lok
pido daqueles dois objetivos. Tome-se o 28mm (já adotada nas garrafas “esportivas”
exemplo dos sistemas de fechamento, so- de água mineral Crystal e Petrópolis) e a
bretudo de águas minerais, sucos e chás tampa 38mm, nas versões Extra Lok (para
prontos para beber, refrigerantes e isotôni- enchimento a quente, com variação para en-
cos, nos quais a percepção de benefícios pa- chimento a frio) e Double Lok. Esta, que
rece ser mais evidente. Por que estaria se ainda não é usada no Brasil, já é vendida no
disseminando nessas categorias de produtos Chile, para aplicação em garrafas de PET
a utilização de tampas de tecnologia avan- retornáveis de Coca-Cola de 2,5 litros.
çada, apesar de em tese terem custos mais
elevados que as convencionais e, pior, Selantes e paredes duplas
numa fase em que o poder de compra do Sérgio Nascimento, gerente comercial
brasileiro vem caindo seguidamente? Extra Lok e Double (Tampas) da Alcoa América Latina, aponta
Apoiada no diferencial competitivo que Lok 38mm: com diferenças das duas tampas em comparação
liner, com e sem
a boa vedação pode significar para o consu- com as demais disponíveis no mercado bra-
discos vedantes e
midor, a Alcoa, líder no fornecimento de com dupla trava sileiro. Aplicável em qualquer rosca de
28mm, a Sport Lok já vem, por exemplo,
AAA
(11) com um anel-lacre dotado de aletas (wing
www. locks) que permite substituir os selos de in-
BBB
dução de alumínio. Estes normalmente são
(11) utilizados como garantia antiviolação nas
www. garrafas de água mineral com tampas dota-
das de válvula que o consumidor pode abrir
e fechar com os lábios, sem usar as mãos.
FOTOS: STUDIO AG

Além disso, vem com sobretampa de se-


gurança, fabricada com o mesmo princípio
do anel de lacração. “Com isso, dispensa-se
o lacre termoencolhido”, diz Nascimento.

14 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


Para completar, a válvula é fabricada com dispositivo que, de acordo com Nascimen-
parede dupla, de modo a eliminar o risco de to, duplica a segurança da trava deriva da
desprender-se e eventualmente ser engolida existência de um ponto – literalmente – de
pelo consumidor no ato de abertura. reforço sob as aletas (wing lock), impedin-
A Extra Lok 38mm, destinada em sua do que dobrem e, assim, cumpram plena-
principal versão a garrafas de bebida para mente sua função. Esse modelo é fornecido
enchimento a quente, oferece como princi- com um disco vedante, também de EVA,
pal benefício um liner vedante interno de estampado separadamente e depois aderido
EVA resistente a altas temperaturas. Com ao fundo da tampa. A principal vantagem
ele, podem ser substituídos os selos de ve- desse recurso é a facilidade de substituição
dação convencionais, um componente caro. do vedante por algum liner com outra pro-
Duas marcas de peso que usam essa tampa: priedade, como seqüestrador de oxigênio.
Lipton Ice Tea e isotônico Marathon. Para Sem dúvida deve ser difícil transmitir
enchimento a frio, em garrafas com acaba- aos consumidores o enorme volume de in-
mento da boca menos espesso que as de en- formação contido por trás de tampas, rótu-
chimento a quente, a tampa tem uma versão los, selos de segurança, barreiras e até as
sem vedante. Está nas garrafas de PET do propriedades defensivas intrínsecas dos
suco de laranja Skinka, da Schincariol. materiais de embalagem. No entanto, como
Quanto à Double Lok 38mm, assim demonstram crescentemente diferentes
Alcoa
chamada por ter dupla trava de fechamento, (11) 4195-3727 pesquisas a respeito de como o consumidor
destina-se a bebidas carbonatadas ou para www.alcoa.com.br percebe as embalagens, ele está cada vez
enchimento a quente, sendo fabricada na mais exigente em relação ao que lhe é ofe-
célula de produção da Alcoa no Brasil, lo- recido. Em outras palavras, de uma forma
calizada em Barueri (SP) para atender os ou de outra o consumidor acaba sempre sa-
países da América do Sul. A eficácia desse bendo das coisas.
reportagem de capa

Por um futuro
mais cremoso
Iogurtes investem em apresentação para aumentar margens
Por Guilherme Kamio
sperança é um elemento que, volume pequeno desses produtos.

E ultimamente, tem marcado


presença na pauta de decisões
dos produtores de iogurtes e
produtos lácteos frescos similares, como as
Balizam essa constatação alguns exercí-
cios comparativos. De acordo com números
divulgados pelos principais fabricantes, o
consumo anual per capita de iogurtes no
sobremesas cremosas. Que se esclareça: a Brasil é de 4,1 quilos. Na França esse núme-
razão não tem ligação com a política do ro chega a 33 quilos anuais e, na Holanda, a
presidente recém-empossado e com seu 45 quilos anuais. Claro que o auspício dos
slogan eleitoral. O motivo é bem mais sim- grandes produtores nacionais passa longe de
ples. Ainda que o chamado setor de PLFs chegar aos índices europeus. Em curto pra-
tenha experimentado um salto em vendas zo, porém, deseja-se no mínimo uma apro-
com o Plano Real, e que bons registros de ximação do nível argentino, de 6 quilos por
crescimento tenham se mantido nos últi- pessoa ao ano, o que já engordaria sensivel-
mos dois anos, apesar das turbulências eco- mente o montante de 315 milhões de reais
nômicas, o brasileiro ainda consome um movimentado no último ano pelo setor.

STUDIO AG
Copos pré-formados
STUDIO AG

de PP da Poly-Vac:
solução mais nobre
que bandejas, e
disponível a grandes
ou pequenos

Novos iogurtes light


e sobremesas cre-
mosas da Danone
apostam em riqueza
gráfica, tanto nos lids
O obstáculo que se impõe diante dessa perder o bonde do mercado, no que se refe-
como nos copos
meta é um paradoxal aspecto do próprio re à embalagem, para brigarmos com a envoltos por rótulos
mercado. É sabido, através de pesquisas, concorrência”, diz Otto Camisassa Dornas, de papel da Alcan
que o principal entrave para o maior consu- assessor de marketing da mineira Itambé,
mo de iogurtes e produtos lácteos em geral que concentra o poder de fogo de seus io-
no Brasil tem sido o preço, com altas in- gurtes nas praças de Minas, Goiás, Rio de
fluenciadas pela variação cambial e pelo Janeiro e Brasília.
aumento no custo do leite. Todavia, os Para alegria das marcas menores, em
principais fabricantes – Danone, Nestlé, geral os provedores de embalagens estão
Parmalat e Batávia, que juntos detêm qua- em sintonia com suas necessidades. Vem
se 80% do mercado – se vêem num beco da Poly-Vac, tradicional fabricante de reci-
em que apostar em popularização parece pientes termoformados, um exemplo. A ba-
ser ilógico, uma vez que o lançamento de lança do fornecimento de copos para iogur-
produtos com maior valor agregado é o que te da empresa vem pendendo, nos últimos
vem revertendo em boas margens e segu- anos, para os produtores menores, o que,
rando o crescimento das marcas regionais. segundo o supervisor de marketing Benil-
Segundo a AC Nielsen, o share dos peque- de Carneiro Lodi, reflete uma política es-
nos no segmento saltou de 9% em 1999 tratégica de desconcentração de clientes.
para 13,5% em 2002 (número referente ao “Mesmo sendo menores, esses produtores
acumulado até novembro de 2002 e que prezam bastante a qualidade da embala-
exclui leite fermentado). gem”, ele confirma. As especialidades da
Poly-Vac para iogurtes são os copos termo-
Maior sofisticação formados de polipropileno, que podem ser
Essa maré do mercado vem garantindo à impressos em até seis cores no sistema de
embalagem um cargo crucial. No lado dos dry offset.
produtores de vulto, as apresentações de Os produtos regionais também são con-
alta finesse têm sido armas para se diferen- templados até pela Huhtamaki, que afirma
ciar de maneira clara dos emergentes, incu- ser fornecedora exclusiva de gigantes
DIVULGAÇÃO

tindo uma percepção de maior qualidade como Danone, Parmalat e Batávia e que re-
no consumidor. Tal busca por maior sofis- clama a liderança nacional no fornecimen-
ticação não vem sendo paulatina, uma vez to de embalagens para iogurtes e produtos
que os fabricantes regionais, além de van- lácteos – no caso, de cerca de 70% em cha-
tagens de distribuição local, têm cada vez pas para formação de embalagens no oni-
mais à mão embalagens com qualidade que presente processo de form-fill-seal (a má-
pouco ou nada deve à das grandes marcas. quina forma o recipiente, dosa o produto e
“Apesar de termos em iogurtes uma atua- o sela), e perto de 30% no de copos pré-for-
ção assumidamente regional, não podemos mados. Clientes menores não estão à mar-

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 17


Fim do transporte de ar
A escalada de consumo na últi- dos Parmalat e Dietalat. “Nossas
ma década e a busca por compe- garrafas já eram bem aceitas pe-

STUDIO AG
titividade são fatores que vêm los consumidores, mas não se
concorrendo para o florescimen- destacavam em relação à con-
to de acordos dinâmicos na ad- corrência”, diz Miriam Fukuoka,
ministração em linhas de emba- gerente de Produtos Refrigera-
lagem dos iogurtes para beber. dos da Parmalat, em nota publi-
Trata-se de um fenômeno que cada na revista interna da Tetra
vem beneficiando especialmente Pak, a Tetra Magazine. “Hoje,
as garrafas plásticas. elas têm um apelo diferenciado
Exemplo providencial é o da Ba- no ponto-de-venda.” Segundo
távia, dona da marca Batavo. A ela, os produtos vêm aumentan-
empresa pôde colocar no merca- do em vendas após a mudança.
do garrafas mais práticas ao con- Posição semelhante à da Batávia Copos cartonados da Kentinha são
sumidor a partir de uma parceria foi tomada pela Itambé, que tam- uma boa alternativa aos copos
com a Tetra Pak. Mais conhecida bém resolveu se aliar a um forne-
pelos negócios em embalagens cedor de garrafas plásticas – em gem, diz Paulo Thomaz, diretor de marke-
cartonadas assépticas, a multina- seu caso, à multinacional portu- ting e vendas da Huhtamaki, pela flexibili-
cional sueca instalou sua primei- guesa Logoplaste – para sabo- dade de fornecimento que a companhia
ra linha de produção de garrafas rear os benefícios dos sistemas possui. “Em vez de comprar uma máquina
de polietileno na planta de Ca- in-house. Seus iogurtes para be- FFS, o cliente menor pode ter apenas uma
rambeí (PR) da Batávia, em agos- ber Fruito e Fruito Light já po- envasadora, pois nós lhe fornecemos ban-
to de 2001, num sistema in-hou- dem ser vistos no varejo acondi- dejas já pré-formadas”, ele ilustra.
se denominado “parede a pare- cionados nas novas garrafas. O
de”. Com pequenas saliências benefício óbvio, em ambos os
Para grandes produtores
em seu corpo, que garantem um casos, é o ganho de vantagens
No outro extremo, a Huhtamaki também
manuseio mais fácil pelo consu- em logística e armazenamento:
midor, as garrafas, exclusivas, os fabricantes podem aproveitar
ressalta suas cartas na manga para os gran-
foram batizadas de Peg-Fácil. Ini- as áreas anteriormente usadas des produtores. Além dos copos de poli-
cialmente presentes nos iogurtes para o estoque de recipientes e propileno ou poliestireno decorados por
Kissy, Light, Bio Fibras e Batido, estancam os gastos com o trans- dry offset em até oito cores, com exclusiva
os ergonômicos recipientes pas- porte de garrafas vazias. “Pagar secagem de tinta em mandril, e de máqui-
saram também a ser utilizados frete para movimentar ar custava nas que seguem o conceito ultra-
pela controladora da Batávia, a caro”, conta Otto Dornas, asses- clean, permitindo um envase prati-
Parmalat, em seus iogurtes líqui- sor de marketing da Itambé. camente asséptico, Thomaz
enfatiza o “fornecimento de
Ao lado, as soluções completas, da má-
garrafas da quina à matéria-prima”,
Batávia na linha como trunfo competitivo.
de embalagem
montada e
Trata-se, segundo ele,
administrada pela de uma premissa das solu-
Tetra Pak; abaixo, ções de alta tecnologia, para
as novas garrafas
as quais a Huhtamaki dedi-
da Itambé, também
obtidas in-house ca especial atenção. E não à
através de um toa, já que as embalagens
FOTO: AMPLO DESIGN & MERCHANDISING

acordo da fábrica que transmitam grande ape-


mineira com a
Logoplaste lo visual têm sido as solu-
ções consentâneas para que
os grandes produtores ven-
STUDIO AG

Cartonadas assépticas
marcam presença em
iogurtes para beber

18 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


dam as suas meninas dos olhos, ou seja, as pus Salada de Fruta com Leite Condensa- ACNielsen
linhas de iogurtes light e as que possuem do e Corpus Polpa de Manga e as sobre- (11) 4613-7000
www.acnielsen.com.br
apelos funcionais. São os nichos que mais mesas cremosas Danette Sundae e Danet-
vêm crescendo no país. Para se ter idéia, te Mousse. Alcan
levantamentos da AC Nielsen mostram Para esses nichos, de maior nobreza, (11) 4512-7000
www.alcan.com.br
que, enquanto o mercado de lácteos como não faltam alternativas em embalagem
um todo cresceu 25% em 2002, o de pro- para ganhar distinção. A própria linha Da- CBA
(11) 3224-7000
dutos com perfil light evoluiu 45,7%. none Corpus apresenta copos que, a des-
www.cia-brasileira-aluminio.com.br
peito de serem obtidos pelo “econômico”
Mercado dinâmico processo de FFS, incorporam rótulos de Huhtamaki
(11) 5504-3500
O panorama sorridente a esses produtos papel couché da Alcan com alto nível de www.huhtamaki.com.br
premium, por conseguinte, vem inundan- impressão em rotogravura – mesmo artifí-
do os balcões refrigerados com uma varie- cio usado nos mousses Danette e em ou- Kenpack
(11) 4057-6000
dade de embalagens jamais vista. Dinami- tras marcas de produtos premium. Já a so- www.kenpack.com.br
zar o mercado, aliás, vem sendo tática bremesa láctea fermentada Sofyl, da Ya-
usual de combate. A Danone, líder nessa kult, se vale de copos cartonados para ga- Logoplaste
(11) 3846-5311
“área nobre”, com 45,3% de participação nhar diferenciação. Tais recipientes, as- www.logoplaste.com
através de sua chancela Corpus, anunciou sim como seus selos de fechamento de
a intenção de lançar cinco novos sabores alumínio (lids), são providos pela Ken- Poly-Vac
(11) 5541-9988
por trimestre neste ano. Entre as novida- pack, ex-Kentinha. www.poly-vac.com.br
des de início de ano estão os iogurtes Cor- Outro bom exemplo, que revela uma
Tetra Pak
tendência incipiente em copos
(11) 5501-3200
para esse mercado, é visto nos www.tetrapak.com.br
Mousses da Nestlé. Seus copos,
ou melhor, taças, fogem dos ar-
raigados termoformados: são fa-
bricados a partir do processo de
injeção. “É um processo mais
custoso, mas que indubitavel-
mente agrega maior valor aos
produtos”, afirma Thomaz, da
Huhtamaki.

Itambé se esmera no
design para se equiparar
aos grandes do segmento
NG
RCHANDISI
SIGN & ME
AMPLO DE

Mais magros, mais fortes e mais seguros


Uma das áreas que mais vêm redução de 58% na gramatura não E as evoluções não páram. “Em 2003
evoluindo para o acondicionamento gerasse perda de performance. Pelo buscaremos reduzir ainda mais a
de iogurtes é a dos lids, os selos contrário. “Hoje temos lids mais re- gramatura dos lids, visando a ga-
aluminizados de recipientes. “Para sistentes ao rasgo e mais fáceis de nhos de 10% a 20%, e com incremen-
se ter idéia, há dez anos os lids para serem abertos pelo consumidor”, tos em desempenho”, diz Maria Inês.
bandejas tinham gramatura de 119 ilustra Maria Inês.
STUDIO AG

g/m2. O padrão atual é o de 50 g/m2”, “O bom é que estamos conseguindo


conta Maria Inês Martins, gerente de responder às exigências dos
desenvolvimento de produtos da Al- clientes em redução de material e
can, atuante de peso dessa área. também de custos”, diz Fábio
Um salto tecnológico, que resultou Augusto Caveira, gerente de vendas
entre outros fatores na incorpora- da CBA, fornecedora de matéria-
ção de resinas, como o poliéster, à prima e de materiais semiconver-
estrutura dos lids, fez com que essa tidos para lids.

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 19


food service

O barato sai caro


Embalagens adequadas para o food service podem reduzir custos
pesar das constantes turbulên- do, a Sonoco fornece as embalagens de ECD Consultoria

A cias, o Brasil ainda parece ser o


país das oportunidades. Visão
estratégica de negócios, mais
do que retórica a ser difundida nas salas dos
queijo cheddar e de molhos feitos à base de
maionese para a rede de lanchonetes McDo-
nalds (veja abaixo), cuja grande vantagem é
funcionar como dosador. “Doses consisten-
(11) 4788-4904

Sonoco For-Plas
(11) 5097-2755
www.sonoco.com

cursos de administração, é o requisito fun- tes garantem não apenas a padronização do


damental para aproveitá-las. Para o merca- produto, que sai sempre com as mesmas ca-
do de embalagens e para alguns de seus racterísticas, mas permitem o controle mais
clientes, um imenso potencial inexplorado preciso de custos, pois sabe-se exatamente
reside no canal food service – o fornecimen- quantas porções há em cada embalagem”,
to de mercadorias e serviços para restau- afirma Daisy.
rantes e lanchonetes. Segundo a diretora de marketing da So-
Ao menos essa é a opinião de Enzo noco, o desafio não é fazer o que é “mais ba-
Donna, da ECD Consultoria e especialista rato” porque embalagens adequadas podem
no assunto. “Nos Estados Unidos, de 47% a ajudar a reduzir despesas. “Muita vezes,
50% dos alimentos se destinam a refeições uma solução aparentemente mais cara pode
feitas fora de casa, enquanto no Brasil esse gerar ganhos no processo e diminuir custos,
número é de cerca de 25%”, exemplifica e é por isso que a embalagem deve ser vista
Donna. Ele ressalta que o valor agregado no de forma sistêmica, e não como um item in-
food service é maior do que no varejo, pois dividual dentro do sistema.” Enzo Donna
não há custos adicionais como verbas de concorda com essa visão. “Cabe às empre-
marketing e “enxoval”. sas de embalagens mostrar que elas estão
agregando valor, não custos”, ele diz. “No
Embalagens inadequadas final, o barato pode sair caro.”
Torna-se curioso, portanto, o fato de que
poucos na indústria de embalagens tenham
O corpo da embalagem é composto
acordado para esse mercado promissor. “Os por duas camadas de cartão reciclado
fabricantes de embalagens não têm feito a enroladas em espiral, um liner interno
lição de casa, não têm ido a campo estudar à base de papel e polietileno que fun-
ciona como barreira a gordura e umida-
as necessidades desses importantes consu- de e um rótulo de papel couché impres-
midores”, alfineta Donna. “Há, hoje, uma so em uma cor. Para reduzir custos, foi
queixa generalizada no mercado com rela- criado um rótulo único para os quatro
tipos de molho (a identificação é feita
ção às embalagens, que não são adequadas
com uma codificadora ink jet). A emba-
para o segmento.” A regra para o setor tem lagem cilíndrica tem dimensões apro-
sido as embalagens institucionais, cujas di- priadas para os dispensadores de mo-
ferenças fundamentais em relação às emba- lhos do McDonald's. A tampa de alumí-
nio, que vai recravada, possui uma
lagens para o consumidor final são a capa- abertura – coberta por um lacre
cidade maior e a menor preocupação com de alumínio – para encaixe do
aspectos gráficos. dispensador. A base plástica é
um êmbolo, que é acionado
É bem verdade que não se pode genera- pelo gatilho do aplicador.
lizar. “Estamos desenvolvendo um trabalho A Sonoco For-Plas diz estar
forte no segmento de food service, e já con- trabalhando em projetos para
FOTO: STUDIO AG

melhorias contínuas desta em-


seguimos resultados interessantes”, diz
balagem, inclusive de redução
Daisy Spaco, diretora de marketing da So- de custos, e está buscando no-
noco For-Plas. Desde meados do ano passa- vos mercados para ela.

20 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


tecnologia

Embalando bytes
Surgem novas opções de softwares para a cadeia de embalagens
Por Leandro Haberli
ma idéia inovadora sempre Documentos são

U
salvos em arquivos
será a alma de uma boa emba-
VRML na versão
lagem, e muitas vezes não é 5.0 do ArtiosCAD
necessário nada além de um lá-
pis e uma folha de papel para registrar o es-
talo criativo. Mas para que uma nova em-
balagem deixe o abstrato campo da con-
cepção intelectual e comece de fato a ga-
nhar vida, os designers, projetistas e de-
mais profissionais da área têm à disposição
um número cada vez maior de ferramentas
tecnológicas.
Embora voltados em grande medida ao
desenvolvimento de protótipos e mock-ups, guir alguns dos aplicativos oferecidos às
os softwares oferecidos à cadeia de embala- empresas de embalagem.
gem podem ir muito além dessas funções.
Cresce, por exemplo, a oferta de soluções Prototipagem virtual
para facilitar processos logísticos, com des- Fruto da fusão entre a Barco Graphics e a
taque para softwares de paletização de mer- Purup-Eskofot, dois grupos europeus co-
cadorias. Numa área bem distinta, surgem nhecidos nas áreas de pré-impressão e solu-
novas soluções para facilitar a codificação e ções digitais para a indústria gráfica, a
a impressão de dados variáveis nas embala- Esko-Graphics acaba de trazer ao mercado a
gens dos produtos. nova versão do ArtiosCAD, definido pela
Dada a profusão de aplicações, é difícil companhia como a “nau-capitânia” da sua
relacionar todas as categorias disponíveis. linha de aplicativos de computer aided pac-
Afinal, quem trabalha com desenvolvimen- kaging. Ainda pouco difundido no Brasil, o
to de embalagem pode utilizar, além dos produto tem cerca de 700 usuários no mun-
softwares específicos, grande parte das fer- do, a maioria, empresas ligadas à área de pa-
ramentas normalmente usadas por birôs pel-cartão.
gráficos e profissionais de arte de uma ma- De acordo com executivos da Esko-Gra-
neira geral. Guiando-se pelo critério da no- phics, a atualização, que gerou a versão 5.0
vidade, EMBALAGEMMARCA destaca a se- do ArtiosCAD, incorporou um novo módu-
lo de prototipagem virtual. Segundo Suzie
Stizel, gerente de produto CAD da Esko-
Graphics, o upgrade dinamizou a criação de
animações tridimensionais. “Agora o pro-
grama trabalha com gráficos de alta resolu-
ção, a partir de arquivos gerados em diferen-
Meta é facilitar a tes formatos, como Illustrator e PDF”, com-
comunicação entre plementa a executiva.
agências e empre- Os documentos são salvos em arquivos
sas usuárias de
embalagem no VRML (Virtual Reality Model Language).
novo software da “É um formato compacto, muito apropriado
Esko-Graphics para envio por e-mail”, prossegue a gerente

22 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


da Esko-Graphics, afirmando que tal carac-

IMAGENS: DIVULGAÇÃO
terística facilita a comunicação entre as
agências de criação e seus clientes. É possí-
vel visualizar esse tipo de arquivo em qual-
quer browser, bastando que o usuário faça o
download gratuito de um plug-in (disponí-
vel no site www.web3d.org). “Acreditamos
que a melhora das características tridimen-
sionais irá abrir novos mercados para o Ar-
tiosCAD, que hoje é muito empregado na
área de papel-cartão”, conclui a executiva.

Otimizando paletes
Além de elemento-chave no êxito comer-
cial de um produto, a logística se tornou um
dos itens mais custosos no preço final das Atualização do soft-
mercadorias que chegam às gôndolas. Para ware de paletização módulo que calcula a resistência necessária
otimizar operações de distribuição, surgi- da Cape Systems foi das paredes de papelão ondulado usadas
lançada na última
ram nos Estados Unidos há mais de vinte nas caixas de transporte, levando em conta
Pack Expo
anos os primeiros aplicativos de informáti- fatores como umidade relativa, tempo de
ca destinados à realização de cálculos de estocagem, distâncias a serem percorridas e
paletização. O conceito desse tipo de soft- peso da mercadoria. O produto é capaz ain-
ware permanece o mesmo até hoje: a partir da de gerar relatórios em português, ofere-
da dimensão e da forma dos produtos, os cendo interações com aplicativos de textos
programas fornecem várias opções de dis- e de planilhas, por exemplo.
posição da mercadoria sobre o palete.
Porém, desde que surgiram, tais solu- Dados variáveis
ções se tornaram muito mais precisas, for- Apesar das previsões de que os códigos de
necendo simulações tridimensionais signi- barras serão substituídos por outras tecnolo-
ficativamente fiéis. Uma das empresas pio- gias de identificação de produtos, como eti-
neiras no mercado de softwares de paletiza- quetas adesivas dotadas de microchips,
Esko-Graphics
ção é a americana Cape Systems, represen- www.esko-graphics.com também chamadas de etiquetas inteligentes
tada no Brasil pela Packnology. Na última (smart tags), o mercado de softwares para a
Pack Expo, realizada em Chicago em outu- Packnology impressão de dados variáveis através da
(19) 3251-0689
bro do ano passado, a empresa lançou a ver- sites.uol.com.br/packnology tecnologia de barras está movimentado.
são 2.02 do Cape Pack, um dos mais conhe- Isso fica claro ante a atuação da Techwork,
cidos softwares de paletização do mercado, Techwork que distribui softwares para impressão de
(11) 3365-3160
com mais de 5 000 aplicações em todo o www.techwork.com.br código de barras de marcas como Label
mundo. Matrix, Quick Draw, Bar Code Library e
Segundo Ernani Paulino, diretor da Back Track.
Packnology, a última mudança seguiu a Recentemente a Techwork fechou uma
tendência já deflagrada nas atualizações an- parceria que deverá ampliar ainda mais seu
teriores, que “tornaram o produto mais efi- portfólio de distribuição. O acordo foi feito
ciente, dotando-o de uma interface mais com a empresa Teklynx, e permitirá a ven-
amigável.” Além de projetar o melhor ar- da dos softwares LabelView e Codesof. Se-
ranjo das mercadorias no palete, o progra- gundo a Techwork, tal parceria a transfor-
ma apresenta uma aperfeiçoada ferramenta ma na fornecedora mais completa de soft-
de cálculo da distribuição dos produtos nas wares para impressão de código de barras
embalagens secundárias. do Brasil, além de reforçar sua atuação com
“Na versão 2.02 também ficou mais fá- integração de sistemas, consultorias e pro-
cil desenhar as formas das embalagens”, diz jetos de implementação, treinamento, su-
Paulino. Outra novidade, lembra ele, é o porte e manutenção.

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 23


making of

Fidelização mirim
Investindo em embalagem, Kopenhagen acentua marketing infantil
público infantil sempre consti- loca fora do orçamento de boa parte das me-

IMAGENS: DIVULGAÇÃO
O tuiu um filão de ouro para a in-
dústria de chocolates. Fortes
campanhas de marke-
ting direcionadas às crianças deram
sadas da garotada, as principais marcas de
chocolates finos não demonstravam dedicar
ao público infantil a mesma atenção
devotada pelos fabricantes de choco-
ao longo dos anos o tom na estraté- lates em geral. Mas isso é cada vez
gia dos grandes fabricantes, para te- mais coisa do passado. Diferentes es-
mor de pais receosos quanto a cáries, tudos demonstram que, se não for
acnes, obesidade, hiperatividade e consumido com apetite pantagruéli-
outros problemas às vezes relaciona- co, o chocolate pode ser um alimen-
dos ao consumo desse tipo de ali- to saudável na dieta das crianças. Ao
mento. Porém, a importância das mesmo tempo, as marcas mais sofis-
crianças parecia proporcional às suas esta- ticadas apostam em diferenciação de seus
turas no seleto segmento de chocolates fi- produtos, passando a investir em estreita co-
nos – que, apesar de ter participação peque- municação com o público infantil.
na nas quase 350 000 toneladas de chocola- É exatamente isso que demonstra a mais
tes vendidas anualmente no Brasil, é dono recente cartada da Kopenhagen, empresa
Personagens e
de apetitosa fatia dentro dos 2,35 bilhões de brincadeiras infantis que se tornou sinônimo de chocolates sofis-
reais movimentados em 2001 no mercado marcam presença ticados no Brasil. Com mais de 75 anos de
brasileiro de balas, confeitos e chocolates. no visual da mercado e 140 lojas espalhadas pelo país, a
linha, criado pela
Talvez por saberem que seus produtos Benchmark marca lançou recentemente uma ampla li-
têm preços nada doces, condição que os co- Design Total nha voltada ao público infantil, a Kopenha-
gen da Turminha, que conta com treze pro-
dutos, diferenciados em formato, tamanho,
sabor e embalagem. Não é a primeira inves-
tida da companhia com vistas a conquistar
os pequenos, mas é sem dúvida uma das
mais agressivas desde que a marca foi cria-
da por David e Anna Kopenhagen, um ca-
são letão que ajudou a introduzir no Brasil o
gosto pelo marzipã e por outros doces típi-
cos do Velho Mundo.

Ponto forte é a embalagem


“A idéia é expandir nosso faturamento em
20%”, conta Renata Moraes, diretora de
marketing da Kopenhagen. Para isso, a
empresa investiu 1 milhão de reais em pes-
quisa, campanha, desenvolvimento de ma-
teriais de ponto-de-venda e decoração de
lojas. Todavia, um dos pontos mais fortes
da estratégia voltada aos consumidores mi-
rins foi o desenvolvimento das embalagens
da linha Kopenhagen da Turminha, proje-
tadas para transformar-se em brinquedos

24 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


que resgatam passatempos pouco familia-
res à geração nascida na era da internet:
jogo da memória, jogo-da-velha, quebra-
cabeça, dominó, bilboquê, entre outros.
“Esses elementos fazem parte do design
das embalagens, que foi desenvolvido para
se integrar às brincadeiras e aos persona-
gens concebidos para a linha”, diz a direto-
ra da Kopenhagen. A agência responsável
pela tarefa foi a Benchmark Design Total,
que seguiu a orientação de desenvolver
uma espécie de programa de fidelidade mi-
rim a partir das embalagens. Nas embalagens
produzidas pela
A proposta é fazer a criança associar-se Mattavelli, grafismos
elaboração dos cartuchos. Estes, feitos em
a uma versão infantil de um clube de rela- lúdicos e cores vários tamanhos e formatos, acondicionam
cionamentos. Para isso, os produtos acom- impactantes os diversos tipos de chocolates. Todas as
panham uma carta de boas-vindas, um pas- embalagens foram produzidas pela gráfica
saporte e uma cartela de auto-adesivos. A Mattavelli, que as imprimiu em off-set,
cada vez que o pequeno consumidor com- com aplicações de recursos ultravioleta nos
pra um item da linha infantil, recebe um ca- tubos de acetato.
rimbo nas folhas do passaporte. Ao atingir Benchmark Design Total
Parte dos itens que compõem a linha
dez marcações, a criança pode escolher um (11) 3057-1222 Kopenhagen da Turminha já era vendida
presente. www.bench.com.br anteriormente, e sofreu adaptações para
Kopenhagen conquistar o novo filão. É o caso da Lajoti-
Alternativas de acondicionamento (11) 3055-1033 nha, que teve o tamanho reduzido, assim
Na parte estrutural das embalagens, foram www.kopenhagen.com.br como as Pastilhas de Chocolate e as Pasti-
usados três tipos de material: papel cartão, Mattavelli lhas Dragê. Estas são acondicionadas nos
acetato e fibralata (ou multifolhada). Os (11) 3342-2121 tubos, que podem ser usados após o consu-
dois últimos foram empregados nos dois ti- www.mattavelli.com.br mo como porta-lápis. “Permitir a reutiliza-
pos de tubos existentes, nos quais são acon- ção das embalagens também é uma forma
dicionados os confeitos e as drágeas, en- de fidelizar as crianças”, conclui Roberto
quanto o papel cartão foi utilizado para a Lucchesi, gerente da gráfica Mattavelli.
Sofisticação em novas texturas
Pensando nos mercados e o Pale Cream (creme)
de embalagens finas, cai- podem ser encontrados
xas promocionais, folders nas versões de 120, 170 e
e convites, a VSP Papéis 250g/m2. Outro produto da
Especiais anunciou novi- linha é o Ice White, carac-
dades em uma de suas li- terizado por “um tom péro-
nhas de produtos, a Ri- la de discreto brilho”, e
ves. Novas texturas foram que é vendido em duas
desenvolvidas pela Arjo texturas: RIVES Tradition
Wiggins, fabricante dos (120, 170 e 250g/m2) e
produtos, para cada opção Design (120 e 250g/m2).
de cor. Para o Bright Whi- Os produtos podem ser
te (branco), as gramaturas adquiridos em folhas intei-
agora disponíveis são de ras ou cortadas.
120, 170, 250 e 350 g/m2. VSP Papéis Especiais
Já o Natural White (palha) (11) 3071-0005

Resultados operacionais históricos em 2002


A Klabin está comemorando a re- praticamente todas as fábricas de o volume de vendas da empresa foi
cém-divulgada performance de papel”, diz o diretor-geral, Miguel elevado em 4%, ultrapassando a
2002, quando a empresa obteve Sampol. “Também alcançamos au- marca de 1,8 bilhão de toneladas,
seu melhor resultado operacional. mento das exportações, que nos sem incluir a comercialização de
A receita bruta da companhia foi permitiu solidificar nossa presença madeira. Já o volume exportado
de 3,163 bilhões de reais, cresci- em novos mercados”, acrescenta o cresceu 11% no ano passado, al-
mento de 14,6% em relação ao executivo. cançando 764 000 toneladas.
exercício anterior. Com destaque para os negócios fe- www.klabin.com.br
“Tivemos recordes de produção em chados no mercado de embalagens, (11) 3046-5811

Lições de bons negócios em cartilha de armazenamento


A Cia Suzano de Papel e Celulose distribuirá a cerca de mento de armazenagem. Batizado de Manual Report de
30 000 papelarias do país a 2ª edição do Suport Report, Gestão de Estoques, o produto é ilustrado, e mostra
espécie de cartilha com informações voltadas a aumento como otimizar a conservação das mercadorias em esto-
de lucratividade e giro de produtos. Depois de ter sido que. Para sugestões ou pedidos, a Suzano criou três ca-
focado em estratégia de disposição e aproveitamento de nais de comunicação: o site www.reportonline.com.br, a
espaço das lojas, o material agora versa sobre gerencia- linha 0800 555100 e o e-mail report@suzano.com.br.

26 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


PP em alta Rótulos e filmes de hermanos no país
A Polibrasil (www.polibrasil.com.br)
Atuante em vários países, a fornecedora argentina de rótulos Isamar
inaugura em 10 de março sua
está chegando ao Brasil através de representação da Air Ways Co-
nova fábrica de polipropileno em
mércio Internacional. Os principais produtos da empresa são rótu-
Mauá (SP). Resultado de um
los termoencolhíveis de PVC, sob a marca comercial Isasleeve, e
investimento de US$ 217 milhões,
os filmes poliolefínicos da família Bripack. De acordo com Ro-
ela produzirá 300 000 toneladas
naldo Guilarducci, responsável pelo setor de vendas da Air
anuais de PP.
Ways, os filmes Bripack, multicamadas e resistentes a baixas
temperaturas, são especialmente adequados para proteger e
Maior escoamento
embalar produtos como revistas, brinque-
A divisão de embalagens da
dos, cartuchos e packs promocionais. Por
Unipac (www.unipac.com.br) e a
sua vez, os rótulos Isasleeve podem ter alta con-
Dow AgroSciences, braço da Dow
tração, amoldando-se a embalagens dos mais variados for-
Química, anunciaram uma parce-
matos, e levam impressão interna em até nove cores em fle-
ria. No acordo, a Unipac ganhou
xografia, “o que reverte em brilho constante e evita desgas-
mais um canal de escoamento
te por atrito, manuseio e intempéries”, garante Guilarducci.
para embalagens de defensivos
(15) 211-8799 • www.fatorpack.com.br
agrícolas que produz com
matérias-primas da Dow Química.

O melhor ano
Da ilha para o Brasil inteiro
A Klabin (www.klabin.com.br) al- Foi inaugurada em janeiro, no distrito cado. Segundo Luiz Gonzaga Coe-
cançou o seu melhor resultado industrial do município de São José, lho, presidente da empresa, haverá
operacional em 2002, com R$ 651 região da grande Florianópolis (SC), um sistema de entrega formatado
milhões, valor 37% superior ao a fábrica da C-Pack Creative Packa- com operador logístico de ponta para
apurado em 2001. ging. Oriunda de uma iniciativa suí- realizar entregas para as principais
ço-brasileira, a C-Pack detém alta praças do Brasil. “Contaremos tam-
Em Sampa tecnologia na produção de tubos bém com armazém avançado nas
A consultoria carioca Ana Couto plásticos (bisnagas) e tampas, com praças de São Paulo e Rio de Janei-
Branding & Design abre sua pri- equipamentos totalmente automati- ro, buscando agilizar ainda mais as
meira filial, em São Paulo, em zados, de fabricação européia, para entregas dos lotes”, ele ressalta.
março, para melhor atender clien- os mais variados segmentos de mer- (11) 5562-8671 • www.c-pack.com.br
tes locais como Ripasa, Gradiente
e Ultrapar. As três áreas da em-
presa – Personalidade da Marca,
Maior promoção e comunicação
A área de promoções está sendo con-
MARCELO RUDINI

Experiência do Consumidor e Ge-


templada com mais um lançamento da
renciamento da Marca – serão
Novelprint, o Coupon Label, desenvolvi-
coordenadas pelo diretor de no-
do para incrementar as ações de sor-
vos negócios Felipe Queen.
teios e descontos. Uma das vantagens é
que a etiqueta não interfere no design da
Pelo social
embalagem. “O consumidor pode desta-
A AB Plast, produtora de embala-
car o cupom sem perder as informações
gens de PVC, PE e PET, acaba de
sobre o produto”, diz Walkiria Castro,
ser recomendada pela BVQI para a
gerente de marketing da Novelprint. O
certificação SA 8000. Conhecida
frontal da etiqueta possui picotes em
como lei de responsabilidade so-
dois pontos que facilitam a retirada do
cial, a SA 8000 é recente e apenas
cupom. Já a parte posterior recebe uma
cerca de quinze empresas em
camada de BOPP fosco, que permite a
todo o Brasil possuem adequação
impressão e o preenchimento à mão
a ela. A AB Plast é a primeira com-
pelo cliente. A etiqueta pode ser impres-
panhia catarinense e a segunda
sa em até 10 cores, frente e verso.
da região Sul a recebê-la.
(11) 3768-4111 • www.novelprint.com.br

28 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


Barreira e economia unidas Alcan e Zôo incentivam
Apostando no potencial de até 90º C e garante bar-
brasileiro para soluções reira para uma shelf life de
consciência ambiental
nobres em embalagens fle- até um ano. Sistema simi- Comemorando 45 anos, sete anos poderão parti-
xíveis, a Alusa está trazen- lar pode ser aplicado em o Zoológico de São Pau- cipar de um concurso
do, ao mercado nacional, sachês, como os utilizados lo está promovendo, jun- cultural que possui o
soluções recentes que vêm pela empresa Watt’s para o to com a Alcan, uma slogan “A lata de alumí-
lhe rendendo sucesso nos envase de polpa de fruta. campanha para incenti- nio é o bicho, quem reci-
mercados argentino e chi- “A solução mantém as ca- var a reciclagem e a pre- cla é fera”. O visitante
leno. Na área de stand-up racterísticas naturais do servação do ambiente. do Zôo receberá um fo-
pouches, a empresa busca produto e é atrativa econo- Nela, a Alcan, através de lheto sobre a ação e
difundir o apelo do sistema micamente”, afirma Márcia seu projeto Ecolata, doa- uma ficha de inscrição.
para atomatados através Sato, do escritório regional rá 100 conjuntos com O cupom é validado atra-
de uma estrutura tri-lami- da Alusa no Brasil. quatro coletores de ma- vés da entrega de uma
nada especial, que permite (11) 5093-6511 teriais – latas de alumí- lata de alumínio de refri-
o envase a temperaturas www.alusa.cl nio, papéis, plástico e gerante ou de chá, vazia,
orgânicos – e distribuirá em um dos três Oásis
50 placas de alumínio Ecolata espalhados pelo
com mensagens sobre parque. Uma frase de,
reciclagem em todo o no máximo duas linhas,
perímetro do parque. A contendo as palavras
empresa também criou lata de alumínio, bicho e
uma ação especial para meio ambiente, deverá
envolver os visitantes na ser criada pelo partici-
causa. Durante três me- pante, que, então, estará
ses (de 11 de março a 06 concorrendo a prêmios.
de junho), os maiores de www.alcan.com.br

Lata-garrafa de alumínio: apelo que se espalha pelo mundo


Criada pela japonesa Dai- resse de outros países – a trada em volumes que va-
wa, a New Bottle Can vem fabricante japonesa acaba riam de 350ml a 500ml, a
causando ótima impressão de fechar um acordo com New Bottle Can tem como
e se tornando uma alter- a Ball Corporation para a principal apelo o fato de
nativa atraente para se di- distribuição da embalagem unir a possibilidade de um
ferenciar na apresentação nos Estados Unidos e no consumo fracionado da
de bebidas. Provas con- Canadá. Inicialmente, as bebida acondicionada com
sistentes são o registro de garrafas metálicas serão os atributos de reciclabili-
vendas do recipiente, que importadas do Japão, dade e de rápido resfria-
já beira a 3 milhões de mas, se a aceitação for mento proporcionados
unidades desde sua in- boa, a Ball pretende fabri- pelo alumínio.
venção, em 2000, e o inte- cá-la localmente. Encon- www.ball.com

Braskem comemora duas grandes operações comerciais


Duas operações comerciais mica assinou um contrato de des de pré-marketing junto mediário químico usado na
de vulto foram concretizadas R$ 300 milhões com a Rio ao mercado. O outro con- fabricação de resina PET.
pela Braskem em fevereiro, Polímeros, para lhe fornecer trato, com duração de três Com essa parceria, a Bras-
na mesma semana, totali- polietileno de alta densidade anos e no valor de R$ 430 kem torna-se a maior forne-
zando no conjunto um valor (PEAD) e polietileno de bai- milhões, foi fechado com a cedora de paraxileno da
da ordem de R$ 730 mi- xa densidade linear (PEBDL) Rhodia-ster, para forneci- Rhodia-ster no Brasil.
lhões. Primeiro, a petroquí- para a utilização em ativida- mento de paraxileno, inter- www.braskem.com.br

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 29


Display para sementes Granado de cara nova
Em comemoração aos 100 anos de
A Marcondes Almeida sas situações de uso
seu lançamento, o Polvilho Antisséptico
Associados desenvolveu da nova linha, bem
Granado chega às prateleiras em no-
para a Sakata Seed Su- como informando os
vas embalagens. Desenvolvido pela
damerica, fabricante de produtos pertencentes agência Packaging Design & Marke-
sementes de flores e a ela. O display tem ting, do Rio de Janeiro, o redesenho
hortaliças, um display dois metros de altura, de um dos mais antigos produtos do
promocional para sua 75cm de largura e mercado procurou resgatar as suas
nova linha de produtos 43cm de profundidade, tradicionais características.
voltados a pequenas desenvolvido em pape- Para o frasco, fabricado pela Sinim-
plantações. Com o obje- lão ondulado couted da plast, foi desenvolvido um pigmento
tivo de introduzir um Rigesa com aplicações dourado, em substituição à cor mar-
novo conceito na venda de rótulos em off set na rom, para que o plástico voltasse a
de sementes em peque- testeira, laterais e alças ter a aparência metálica das primei-
nas quantidades, a Sa- frontais e ainda impres- ras latas do produto. O rótulo adesi-
vo, da Prodesmaq, impresso sobre
kata criou envelopes em são flexográfica com
polietileno transparente,
quantidades de 10g a syrell na base. O proje-
FOTOS: DIVULGAÇÃO

com aplicação de hot


25g. No display foi intro- to foi executado na Mi-
stamping dourado, conser-
duzido um porta “take- cropap Embalagens,
va o estilo art nouveau tí-
one” retratando as diver- empresa de Campinas. pico do início do século
passado. As outras emba-
lagens da linha de polvi-
lhos anti-sépticos, Fresh e
Sport, têm uma linguagem
gráfica mais moderna,
mas mantêm a marca
Granado. Outra novidade
da Granado é na linha de
sabonetes – Amazon e Glicerina. As
novas embalagens exploram cores vi-
vas e a logomarca institucional foi rede-
senhada e centralizada nas caixas. As
embalagens, em cartão duplex, foram
impressas pela Gráfica Rainha Lescal,
em quatro cores, relevo seco e verniz
UV. O design também é da Packaging,
do Rio de Janeiro.

Colorido natural e aparente


A Viche Produtos Alimentícios, de Design, também de Bauru, e fabrica-
Bauru, no interior paulista, entrou no das pela Sacotem Embalagens, de
mercado com uma linha diversificada Penápolis. A idéia era utilizar o pró-
de temperos, todos em embalagens prio colorido dos produtos para
de 500g: Alho & Sal, Tempero Com- atrair a atenção do consumidor. Para
pleto com e sem Pimenta, Tempero isso, utilizou-se nas embalagens o
Completo com Cebola, Tempero para PP laminado, com impressão em fle-
Aves e Peixes com Colorau, Sal xografia, em cores que remetem ao
Grosso Temperado e Tempero Espe- sabor dos temperos. A ilustração de
cial para Churrasco com Açafrão. uma simpática cozinheira evidencia
As embalagens foram criadas pela o caráter caseiro e quase artesanal
agência MR/Tempo Propaganda e com que o produto é feito.

30 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


Para colecionadores
Os cremes dentais Gessy A idéia da empresa é re-
Cristal, da Unilever, estão forçar a relação da mar-
com embalagem nova. ca com o país. Desenvol-
Trazem impressos nos car- vido com ingrediente da
tuchos – fornecidos pela flora brasileira, o creme
Brasilgráfica – trinta dife- dental tem como símbolo
rentes fatos e curiosida- a árvore do Juá, que nas
des sobre a natureza, as novas embalagens ga-
cidades e a população nhou formato renovado.
do Brasil, que podem ser Os tubos são produzidos
colecionados. pela Cebal.
Flow-packs e cartuchos
A Noua Comunicação, de tão (impressas na gráfica
Campinas, foi a respon- Rosset) para acondicio-
sável pelo design do nar três unidades do pro-
novo Fibraxx Barras de duto. As novas embala-
Trigo Cobertas com Cho- gens, de acordo com a
colate. As barras de ce- agência, têm design
real vêm em flow-packs arrojado e destacam
fornecidos pela Shellmar. o produto na gôndola,
Foram criados também além de lhe dar uma
cartuchos em papel car- imagem mais jovem.

Potes plásticos para o consumidor e para food service


Apostando no concorrido mercado agência No Limits!, de Campinas, em A fabricante dos potes é a Poly-
de temperos em pasta, a Fuchs Ge- conjunto com o marketing da Fuchs. Vac, de São Paulo.
würze do Brasil lançou a linha Tem-
pero Completo Jimmi, em três sa-
bores: com pimenta, sem pimenta e
alho e sal. Em potes de 300g, para o
consumidor, e 1kg, destinado ao
segmento food service, os produtos
têm embalagens plásticas e tampas
em cores fortes e brilhantes: verme-
lho, verde e lilás. O design é da

EMBALADOS UM A UM
A Bassi, tradicional adaptado ao paladar
marca de cortes espe- dos consumidores lo-
ciais, lançou no Brasil cais. Quatro hambúr-
o Yankee Burger, um gueres de 130g, emba-
hambúrguer para chur- lados um a um, vêm
rasqueira. Esse produto, acondicionados na em-
popular nos Estados balagem de papel car-
Unidos, foi desenvolvido tão (fornecido pela Ri-
especialmente para o pasa), que é impressa
mercado brasileiro, pela Rotagraf.

32 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003


Corpo a Corpo com chá verde
O novo Leite Cremoso Corpo a Cor-
po, da Davene, apóia-se na tecnolo-
gia cosmética desenvolvida pelo La-
boratório de Pesquisa e Desenvolvi-
mento da empresa. Utilizando ex-
trato de chá verde, o produto pos-
sui quatro versões: Natural, Envol-
vente, Sensível e Suave. Todas são

Flores de Neve à mostra apresentadas em embalagens em


PEAD de 200ml, da Format, e têm
A Klabin Kimberly in- marca Elegance é uma tampas em PP, fornecidas pela Pla-
vestiu em novas em- das mais sofisticadas, motec e pela Tappi. Os rótulos auto-
balagens para o lan- foi mantida. Transpa- adesivos, desenhados pela R1234,
çamento do papel hi- rentes, as embalagens são produzidos pela Prodesmaq.
giênico Neve Elegan- deixam o papel, que
HALLS E VITA-C Champagne
ce. Produzidas pela tem decorações de flo-
Zaraplast, as embala- res em baixo relevo, à VIRAM BALAS em papel-cartão
gens tiveram o layout mostra. Símbolo dessa A Biscoitos Confiança
a cargo da agência linha de papel higiêni- lançou o Biscoito
a10 design. co da Klabin Kimberly, Champagne Confiança,
A identidade visual da a flor aparece em duas direcionado a um público
mais velho, predominante-
linha Neve, na qual a cores: lilás e salmão.
mente formado por donas-
de-casa que compram pro-
duto para utilização em
Separação por cores receitas culinárias. A emba-
A Hikari está modernizando cação dos itens na gôndola, lagem foi desenvolvida pela
as embalagens de sua linha como aplicação de ilustra- Herbert Perman Design,
de grãos e farináceos para ções dos produtos in natura que utilizou uma ilustração
dar mais visibilidade aos e de cores de fundo diferen- da antiga fábrica da empre-
produtos nos pontos-de- tes. A linha foi dividida em sa como fundo do cartucho
venda. O novo layout tem cinco grupos, por cores. O de papel-cartão, impresso
A Adams usou a criativi-
cores fortes, destacando o azul identifica derivados de em cinco cores com verniz
dade para aumentar a
logo da empresa. Também milho; o marrom, derivados total à base d’água. Há
freqüência de consumo
traz ilustrações, novas re- de mandioca; o laranja, de- ainda a ilustração de uma
de suas marcas de dro-
ceitas e dicas de uso. Vá- rivados de trigo; o verde, er- pes Halls e Vita-C. Trans- mulher sentada à mesa, em
rios recursos foram utiliza- vilha e lentilha; e a cor vi- formou-as em balas, em- trajes de época, e duas
dos para facilitar a identifi- nho, amendoim. baladas individualmente fotos: uma do produto, e
em flow-packs. Nas gôn- outra de uma torta feita com
dolas, os consumidores o biscoito, reforçando o con-
encontrarão bags com ceito culinário do produto. A
vinte unidades de cada receita da torta está no
produto, além da tradi- verso da embalagem.
cional apresentação com
três sticks. Uma novida-
de é a embalagem sorti-
da, com produtos de di-
ferentes sabores. Bags e
flow-packs são impres-
sos pela Inapel.

mar 2003 • EMBALAGEMMARCA – 33


Almanaque
Dois peixinhos seculares Repórteres sem tonteiras
No inverno de 1928,
Roupas e tecidos eram tros de manufatura
Hub Beardsley, então
produtos importados têxtil dos Hering são
presidente do laborató-
dos mais caros no vi- de 1675. O negócio
rio americano Dr. Mi-
larejo catarinense de abriu caminho para les, visitou uma redação
Blumenau, no século que os outros parentes de jornal. Constatou
19. Percebendo a de Hermann viessem que lá ninguém havia
oportunidade latente, também ao Brasil. faltado por causa de
o recém-imigrado ale- Seu irmão, Bruno, tor- uma forte epidemia de
mão Hermann Hering nou-se sócio no negó- gripe, ao que lhe expli-
adquiriu um tear cir- cio, que viria a ser a caram que o segredo era
cular manual e um maior malharia brasi- uma combinação de as-
pirina e soda gasosa. In-
caixote de fios, em leira. Em tempo: he-
trigado, Beardsley re-
1879, e passou a con- ring, em alemão, sig-
portou o caso aos seus
feccionar camisas em nifica arenque, peixe
químicos. Três anos
tecido de malha, dan- similar à sardinha. mais tarde, um deles,
do continuidade a O símbolo da empresa Maurice Treneer, criou
uma tradição familiar reflete a união dos ir- o Alka-Seltzer.
– os primeiros regis- mãos.
Você sabia?
" Lançado no mercado brasileiro
em 1932, o achocolatado da Nestlé
inicialmente chamava-se Nescáo.
A mudança para Nescau aconteceu
só em 1955.
À esquerda, " A cearense Ypióca, uma das
Hermann, à direita, caninhas mais famosas do Brasil,
Bruno: fundadores foi vendida exclusivamente, de
da empresa 1846 a 1900, em tonéis especiais
com o sobrenome chamados ancoretas.
da família

Escolha democrática
Introduzida nos Estados Unidos na nicas da área. O retorno foi anima-
década de 20, a partir da importação dor, com mais de 200 nomes sugeri-
de máquinas alemãs, a impressão dos. Foi criada então uma comis-
com tintas de anilina causou razoá- são técnica para aprofundar a pes-
vel repercussão. Acreditando que o quisa, e três nomes foram pinça-
sistema poderia ganhar popularida- dos da lista. Partiu-se para uma
de com um nome mais simples e votação. Em 22 de outubro de
apropriado, Franklin Moss, um exe- 1952, o vencedor foi revelado:
cutivo americano do setor gráfico, flexografia. O nome agradou, e
pediu, em 1951, que o público con- hoje denomina uma das técnicas
tribuísse com sugestões através de de impressão que mais crescem
cupons encartados em revistas téc- na seara das embalagens.

34 – EMBALAGEMMARCA • mar 2003