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INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma visão das perspectivas do mercado de trabalho do Contador no Brasil para os próximos anos. Para isso, mostraremos dados sobre a evolução da profissão e sobre as tecnologias utilizadas desde o seu surgimento no país até os dias de hoje, além das características e necessidades de profissionais inseridos no mercado atual, dando destaque à necessidade de aprimoramentos e qualificações de que o profissional carece para ter destaque e reconhecimento em seu ambiente de trabalho.

1 O CONTADOR

Definição:

Pessoa que se encarrega da escrituração das contas das empresas mercantis; contabilista, diplomado em contabilidade. As funções de um contador são, tradicionalmente: fazer registros contábeis das empresas, cuidar de documentação, abertura e fechamento de empresas, prestar assessoria, fazer declarações de imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas, escriturações, demonstrações contábeis, análises de balanços, etc.

  • 1.1 Surgimento e Evolução da Contabilidade

De acordo com a Drª Maria Naiula Monteiro Pessoa 1 , supõe-se que a contabilidade tenha surgido juntamente com as primeiras manifestações do homem civilizado, a cerca de 8.000 anos atrás. Provas arqueológicas datadas da pré-história mostram que inicialmente a história da contabilidade se confundiu com a história da conta.

Segundo Hendriksen e Breda (1999), os sistemas de escrituração contábil por partidas dobradas começaram a surgir nos séculos XIII e XIV em diversos centros de comércio no norte da Itália. O primeiro codificador da contabilidade foi um frei franciscano chamado Luca Bartolomeo de Pacioli. O livro escrito por Pacioli em 1494, “Summa de Arithmetica, Geometrica, Proportioni et Proportionalitá” foi o primeiro material publicado que descrevia o sistema de partidas dobradas e apresentava o raciocínio em que se baseavam os lançamentos contábeis. Do século XVIII aos dias de hoje a contabilidade passa pelo período científico, em que deixou de ser uma mera “arte” e passou a se tornar uma ciência.

  • 1.2 Evolução da profissão contábil no Brasil

De acordo com Marion (1998), existe certa divergência nos relatos históricos da chegada dos profissionais contábeis no Brasil, entende-se, porém, que esta foi uma das primeiras profissões a abordar no país.

1 PESSOA, Maria Naiula Monteiro. Origem e Evolução da Contabilidade. Disponível em <http://ix.congresso.iscap.ipp.pt>

A formação profissional do Contador no Brasil teve sua origem na proposta do Governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado 2 , em 1754, que propôs a criação de uma Aula de Comércio, supervisionada pela junta de Lisboa. Sua instituição foi aprovada em 1756, na capital portuguesa. Em 1764 a Ordem Régia tornou obrigatório o registro das partidas dobradas. 3 A primeira regulamentação do profissional contábil ocorreu em 30 de agosto de 1770, com a matrícula dos Guarda-Livros na junta de Comércio de Lisboa. O registro desses Guarda-Livros era válido tanto para Portugal como para a Colônia. O guarda-livros, como era conhecido antigamente o profissional de Contabilidade, era um profissional ou empregado incumbido de fazer os seguintes trabalhos da firma: elaborar contratos e distratos, controlar a entrada e saída de dinheiro, através de pagamentos e recebimentos, criar correspondências e fazer toda a escrituração mercantil. O exercício da profissão requeria um caráter multidisciplinar. Para ser Guarda-Livros era preciso ter conhecimento das línguas portuguesa e francesa, bela caligrafia e ser eficiente nas técnicas datilográficas. 4 Em 1812, abriu-se concurso para as Aulas de Comércio a se estabelecerem na Bahia e em Pernambuco, e em 1835 foram aprovados os estatutos da Aula de Comércio da Corte, mantida pela Secretaria do Tribunal Real da Junta do Comércio. Em 6 de julho, foi aprovado o Regulamento da Aula de Comércio e em 30 de dezembro do mesmo ano foi regulada a expedição da Carta de Habilitação dos diplomas da aula de Comércio. Dez anos mais tarde, a aula de Comércio da Corte foi substituída pelo Instituto Comercial do Rio de Janeiro e, na mesma cidade, em 1869 foi fundada a associação dos Guarda-Livros, sendo um marco para o reconhecimento oficial das profissões liberais. E em 1891, fundou-se a Academia de Comércio de Juiz de Fora em Mina Gerais. Em 1915 foi fundado o Instituto Brasileiro de Contadores Fiscais. No ano seguinte surgiram a Associação dos Contadores de São Paulo e Instituto Brasileiro de Contabilidade, no Rio de janeiro.

  • 2 Francisco Xavier de Mendonça Furtado (1700 - 1779) foi um administrador colonial português, governador geral da capitania do Grão-Pará, de 1751 a 1759.

  • 3 CRC-SP. A Profissão Contábil no Brasil. São Paulo: CFC, 1996.

  • 4 CRC-MA. História da Contabilidade. Disponível em < http://crcma.l2.net2.com.br/historia/>

Nove anos depois, em 1924, foi realizado o 1º Congresso Brasileiro de Contabilidade e foram lançadas as bases para a campanha pela regulamentação da profissão de Contador e reforma do ensino comercial no Brasil. Em 1931, no governo Getúlio Vargas, foi sancionado o decreto federal nº 20.158, que organizou o ensino comercial e regulamentou a profissão. Foi criado o curso de contabilidade, que formava dois tipos de profissionais: os guarda-livros, que cursavam dois anos e perito-contadores, que cursavam três anos. A partir da criação do Conselho Federal de Contabilidade, em 1946, a profissão experimentou um desenvolvimento mais sustentado, com definições mais claras da atuação do profissional.

2 A FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

De acordo com a proposta nacional de conteúdo para o curso de graduação em ciências contábeis, o curso deverá ter no mínimo quatro anos de duração com carga horária mínima de 3.000 horas, compreendendo as disciplinas teóricas e práticas, estágios, trabalho de conclusão de curso, entre outros. Os conteúdos de formação são divididos em:

  • 900 horas/aula para formação básica;

  • 1.680 horas/aula para formação profissional;

  • 420 horas/aula para formação teórico-prática.

A disposição das disciplinas e a forma como são oferecidas aos alunos,

pode variar de acordo com a instituição, considerando as peculiaridades de cada uma. Segundo a resolução CNE/CES nº. 10/04, os conteúdos de formação básica compreendem os estudos relacionados com outras áreas de conhecimento, como administração, economia, direito, matemática, estatísticas e métodos quantitativos. Os conteúdos de formação profissional compreendem os estudos específicos relacionados à teoria da contabilidade, incluindo domínio das atividades atuárias e quantificações de informações financeiras, patrimoniais governamentais e não governamentais, de auditorias, perícias, arbitragens e controladoria, com suas aplicações peculiares aos setores público e privado. Os conteúdos de formação teórico-prática estão relacionados ao estágio curricular supervisionado, atividades complementares, conteúdos optativos, estudos independentes e práticas em laboratórios de informática usando softwares atualizados para contabilidade. Esses tópicos podem ser considerados como currículo mínimo a qualquer instituição de ensino superior, sendo indispensáveis para uma formação profissional adequada.

2.1 Exame de Suficiência

O Exame de Suficiência foi instituído pela Lei nº. 12.249/2010, que alterou o artigo 12 do Decreto-Lei nº. 9.295/46. De acordo com a nova redação, esse artigo estabelece que os profissionais contábeis somente possam exercer a profissão após a conclusão do curso de Bacharelado em Ciências Contábeis ou de Técnico em

Contabilidade, aprovação no Exame de Suficiência e registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). A nova lei trouxe, além do reconhecimento da profissão perante a sociedade, a obrigatoriedade do Exame de Suficiência para o exercício da atividade contábil no Brasil, que tem como objetivo não apenas de medir conhecimentos e legitimar um registro profissional, trata também de um instrumento fundamental para estimular a modernização das instituições de ensino e dos currículos dos cursos de Ciências Contábeis e de Técnico em Contabilidade. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), instituição contratada para auxiliar na realização da primeira edição de 2011 do Exame de Suficiência, consideraram satisfatória a aplicação das provas aos contadores e aos técnicos em contabilidade, realizada no dia 27 de março, em todo o Brasil. Foram aprovados no exame os candidatos que acertaram

no mínimo 50% das questões. Segundo a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do CFC e coordenadora da Comissão Estratégica para validação das provas e procedimentos para a realização do Exame de Suficiência, Maria Clara Cavalcante Bugarim, o índice de aprovação nas provas foi de 30,83% para bacharel em ciências contábeis e 24,93% para técnico em contabilidade, foi considerado baixo, fato que era previsto pelos membros da Comissão, mesmo sabendo que o nível das provas não era considerado difícil.

Maria Clara afirmou que: ”O CFC lutou muito pela instituição legal do

Exame de Suficiência porque tinha ciência do nível insatisfatório do ensino de

grande número de faculdades de Ciências Contábeis brasileiras.”

Para a vice-presidente, o baixo índice de aprovação no Exame de Suficiência deverá forçar as (IES) a melhorar os seus cursos de graduação, caso

contrário, poderão ver seus alunos migrarem para faculdades que apresentaram resultados satisfatórios no Exame. Considerando ainda que espera maior índice de aprovações nas próximas edições do Exame, já que os alunos cobrarão mais qualidade no ensino de sua IES.

3 CARACTERÍSTICAS DA PROFISSÃO CONTÁBIL NO BRASIL

A profissão contábil no Brasil foi regulamentada pelo Decreto-lei nº 9.295 de 27/05/46. Somente os Contabilistas devidamente registrados no CRC podem exercer a profissão, e estão divididos em duas categorias:

  • 1. Técnico em contabilidade - Contabilista que se formou em nível médio.

  • 2. Contador - Contabilista que se formou em nível superior, como Bacharel em

Ciências Contábeis. 3.1 Definição de Órgãos de Classe

  • a) Conselhos - são entidades criadas por lei federal, com atribuições específicas

de registro e fiscalização da profissão. Estão estruturados no Conselho Federal de Contabilidade, com sede em Brasília, que tem sob sua subordinação 27 Conselhos

Regionais de Contabilidade, com sedes nas capitais estaduais.

  • b) Confederação - é a entidade sindical de grau superior, que congrega as

federações da categoria.

  • c) Federações - têm por finalidade o estudo, coordenação, proteção e

representação legal dos Sindicatos a ela filiados.

  • d) Sindicatos - são órgãos de estudo, defesa e coordenação dos interesses dos

profissionais de contabilidade.

  • e) Associações Profissionais - são entidades civis que congregam profissionais

de uma área para defesa de seus interesses.

  • f) Institutos - são organizações de alto nível cultural, dedicadas ao estudo e

pesquisa de caráter especializado.

  • g) Academias - são entidades jurídicas de direito privado, que possuem por

objetivo estimular o aperfeiçoamento técnico-contábil e o desenvolvimento cultural das letras contábeis.

3.1.1 Conselho Federal de Contabilidade - CFC

É uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Trabalho, criada pelo Decreto- Lei 9.295 de 27 de maio de 1946. Coordena e congrega todos os Conselhos Regionais de Contabilidade. Forma com eles um grande Sistema Nacional de Registro e Fiscalização do Exercício da Profissão Contábil, é o órgão maior da Contabilidade no Brasil e tem natureza normativa.

Competência do CFC:

  • a) Decidir em última instância, sobre recursos de penalidades impostas pelos Conselhos Regionais de Contabilidade;

  • b) Fixar os valores das anuidades, taxas, emolumentos e multas, devidos pelos profissionais e pelas empresas aos Conselhos a que estejam jurisdicionados;

  • c) Solucionar dúvidas apresentadas pelos Conselhos Regionais de Contabilidade;

  • d) Funcionar como Tribunal Superior de Ética Profissional, decidindo em última instância, sobre recursos de penalidades impostas pelos Tribunais Regionais de Éticas;

  • e) Baixar normas de interesse do exercício da profissão de Contabilista, promovendo medidas necessárias a suas regularidades e defesa;

  • f) Aprovar os Regimentos Internos organizados pelos Conselhos Regionais,

modificando o que se tornar necessário. 3.1.2 Conselho Regional de Contabilidade CRC Os CRCs também foram criados pelo Decreto-Lei 9.295/46, com as

finalidades de registro e fiscalização do exercício da profissão de Contabilista, sendo subordinados ao CFC. Competências dos CRCs:

  • a) Efetuar o registro dos contabilistas e cadastrar as sociedades e as firmas individuais que tenham como objetivo a exploração dos serviços contábeis;

  • b) Fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações;

  • c) Cobrar as anuidades, taxas e multas, fixadas pelo CFC;

  • d) Funcionar como Tribunal Regional de Ética.

3.2 Formação acadêmica do contador para o mercado atual

As

mudanças

no

mercado

de

trabalho

são

inevitáveis,

e

os

futuros

profissionais precisam se adequar a essa nova realidade.

 

O

profissional

de

contabilidade

deve

acompanhar

o

processo de

globalização, se atualizando e melhorando suas habilidades, sendo assim, um profissional responsável e eficiente, assumindo uma nova postura frente à evolução

mundial, e assim, cumprindo com as exigências do mercado globalizado.

Para que uma instituição de ensino alcance seus objetivos, deverá garantir a qualidade do seu corpo docente, buscando excelência acadêmica, com constantes aperfeiçoamentos, dando mais importância ao campo de pesquisas contábeis, influenciando o conhecimento no futuro profissional.

3.3 Áreas de atuação e principais atividades

A contabilidade é considerada uma das profissões que mais oferecem oportunidades de trabalho no Brasil. O novo cenário empresarial do contador exige um profissional atuante nos níveis operacionais, táticos e estratégicos das organizações, contribuindo para diversas decisões fundamentais. A Contabilidade é considerada um instrumento fundamental de combate à corrupção e fraudes, nas esferas públicas e privadas. Algumas atividades exercidas pelo profissional contábil segundo Marion:

Figura 1 - Áreas de atuação

Na empresa Contador geral Contador de custos Auditor interno Controlador fiscal Cargos administrativos Contador gerencial Analista
Na empresa
Contador geral
Contador de custos
Auditor interno
Controlador fiscal
Cargos administrativos
Contador gerencial
Analista financeiro
Autônomo
Contador
Auditor independente
Consultor
Escritório de contabilidade
Perito contábil
Contador terceirizado
Professor
Pesquisador
Palestrante
No ensino
Parecerista
Escritor
Contador público
Órgão
Fiscal de tributos
Controlador de arrecadação
público
Tribunal de contas
Contador militar
Outros concursos

3.4 Educação profissional continuada

Educação Profissional Continuada é um programa do CFC que tem como objetivo atualizar e aprimorar os conhecimentos de contadores que atuam no mercado de trabalho. A busca pela continuação ao aperfeiçoamento profissional deverá está na consciência de todos os egressos da faculdade de Ciências Contábeis, buscando o aprofundamento aos conhecimentos técnicos, ao desenvolvimento e aprimoramento profissional. Após a fase acadêmica mesmo o bom profissional precisa complementar e atualizar sua instrução, para que não se desatualize e não perca sua capacidade de acompanhar a constante evolução da técnica e dos conhecimentos gerais que influenciam a profissão. Algumas características básicas são indispensáveis neste atual mundo globalizado e competitivo:

I. Conhecimento de línguas, a fim de inteirar-se com conhecimentos advindos do exterior (trabalhos publicados, congressos internacionais, artigos e Internet), mantendo-se assim informado a cerca do que esta ocorrendo em termos de mundo. II. Conhecimento de informática, que compreende não só para a profissão contábil como para as demais profissões uma ferramenta indispensável, facilitando todo o trabalho mecânico braçal executado pelo profissional do século passado. III. Conhecimentos gerais, buscando conhecimento em áreas afins no intuito de fortalecer as bases do conhecimento adquiridos na graduação, tendo em vista suprir as necessidades dos usuários da contabilidade. A necessidade de aprendizado deve ser considerada uma obrigação de todos os profissionais. A contínua atualização é exigida através de leitura, cursos de especialização, interação via parcerias, participação em feiras e congressos e entre outros.

A educação continuada também serve para que os profissionais aprendam algumas habilidades que não fazem parte da grade curricular de toda e qualquer academia e que é de fundamental importância para que o profissional melhore substancialmente o seu desempenho. Habilidades tais como:

A. Criatividade - permite que se tenha uma visão futurista para antever os problemas e assim propor soluções rápidas; B. Princípios éticos - respeitar a ética da profissão e ter boa moral é um aspecto de suma importância dos usuários da contabilidade; C. Flexibilidade - prestar constante atenção às tendências do mercado e se preparar para correspondê-las; D. Liderança - capacidade de liderar grupos e de tomar decisões adequadas e assumir os riscos; E. Versatilidade - obtenção de conhecimentos gerais e de áreas correlacionadas com a sua função. É importante que o profissional em contabilidade nunca deixe de prosseguir seus estudos, aumentando seus conhecimentos e cada profissional deve estar sempre reciclando seus conhecimentos, aderindo à educação continuada, e se habilitando para ter sucesso profissional.

4 PERFIL DO CONTADOR BRASILEIRO NA ATUALIDADE (CFC)

O Conselho Federal de Contabilidade realizou, no período de dezembro de 2008 a março de 2009, uma pesquisa que contou com 19.918 entrevistados, para traçar o perfil atual do contabilista brasileiro. A pesquisa revelou aspectos socioeconômicos, profissionais e culturais dos Contadores e Técnicos em contabilidade de todo o país, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal (ANEXO A Metodologia da pesquisa Perfil do Contador Brasileiro na Atualidade).

4.1 Resultados da pesquisa

A seguir, são apresentados alguns resultados referentes aos Contadores. O levantamento completo está disponível no site do CFC.

  • 4.1.1 Profissionais segundo o gênero

A

pesquisa sobre o Perfil do Profissional da Área Contábil mostra que a

maior parte é formada por pessoas do sexo masculino.

Figura 2 - Profissionais segundo o gênero

4 PERFIL DO CONTADOR BRASILEIRO NA ATUALIDADE (CFC) O Conselho Federal de Contabilidade realizou, no período

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

  • 4.1.2 Faixa etária

Uma parte significativa dos profissionais, 48,6%, encontra- se na faixa etária de 31 a 49 anos de idade. O restante está assim distribuído: 33,8% na faixa de 50 a 59 anos; 13,6% acima de 59 anos; e 3,7%, menos de 31 anos.

Figura 3 - Faixa etária

Figura 3 - Faixa etária Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC 4.1.3 Faixa

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

4.1.3 Faixa de renda mensal

A maior parte dos Contadores, 28,2%, se situa na faixa com rendimentos de R$4.200,00 a R$ 8.400,00. Outra parcela, bastante significativa, 25,6%, ganha entre R$ 2.100,00 a R$ 4.200,00.

Figura 4 - Faixa de renda mensal

Figura 3 - Faixa etária Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC 4.1.3 Faixa

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

4.1.4

Endereço profissional

Mais da metade dos Contadores, 60,1%, afirmaram residir em capitais.

Figura 5 - Endereço profissional

4.1.4 Endereço profissional Mais da metade dos Contadores, 60,1%, afirmaram residir em capitais. Figura 5 -

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

  • 4.1.5 Situação profissional em relação à Contabilidade

Analisando-se os resultados, segundo a situação profissional dos entrevistados em relação à Contabilidade, verifica-se que 37,0% são proprietários ou sócios de escritório de contabilidade; 25,1%, funcionários de empresa privada; e 22,8%, autônomos. Essas três categorias, juntas, representam 80,3% do total.

Figura 6 - Situação profissional em relação à Contabilidade

4.1.4 Endereço profissional Mais da metade dos Contadores, 60,1%, afirmaram residir em capitais. Figura 5 -

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

4.1.6

Áreas de atuação na Contabilidade

O gráfico abaixo apresenta as diversas áreas de atuação do Contador no Brasil. As mais influentes são: Contabilidade Comercial, exercida por 46,0% deles; Contabilidade Gerencial, com participação de 35,0% e Contabilidade Tributária, exercida por 34,6%.

Figura 7 - Áreas de atuação na Contabilidade

4.1.6 Áreas de atuação na Contabilidade O gráfico abaixo apresenta as diversas áreas de atuação do

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

  • 4.1.7 Principais motivos para atuar em outras áreas

A busca por uma melhor remuneração constitui-se a principal causa da atuação dos pesquisados em outras áreas. Em segundo lugar aparece a ascensão funcional.

Figura 8 - Principais motivos para atuar em outras áreas

Figura 8 - Principais motivos para atuar em outras áreas Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

Tabela 1 - Outros motivos para atuar em outras áreas

Outros motivos para atuar em outras áreas

Discriminação

%

Afinidade com a outra área

8,0

Complementação da renda

7,4

Oportunidade

5,4

Opção própria

1,2

Atualização

1,2

Já atuava na área

0,7

Realização profissional

0,7

Necessidade

0,6

Independência financeira

0,5

Conhecimento

0,3

Adaptação

0,3

Envolve a sua profissão

0,2

Diversos (com baixa participação

12,3

Total

38,8

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

4.1.8 Principais dificuldades enfrentadas no exercício da profissão

Os profissionais da classe contábil encontram muitas dificuldades no exercício da profissão. Tais obstáculos se apresentam de diversas formas, sendo as três principais: constantes mudanças na legislação, 59,6%; falta de valorização profissional 36,2%; e concorrência desleal 33,0%.

Figura 9 - Principais dificuldades enfrentadas no exercício da profissão

Figura 9 - Principais dificuldades enfrentadas no exercício da profissão Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro

Fonte: Pesquisa Perfil do Contabilista Brasileiro 2009 Elaboração: CFC

4.1.9 Pesquisa anterior

O CFC realizou, entre os anos de 1995 e 1996, a primeira pesquisa para definir o perfil do profissional contabilista. Com um número sensivelmente menor de profissionais registrados no país pouco mais de 300 mil, a pesquisa ouviu 19.935 pessoas. Entre os aspectos abordados, estavam os dados pessoais, as situações profissional,socioeconômica e cultural e o nível político-classista. Entre as maiores variações dos últimos anos, estão os recebimentos salariais. Na época, as faixas de renda eram as seguintes:

Tabela 2 Taxa de renda percentual dos profissionais nos anos 90

Até R$ 140,00

1,75%

De R$ 141,00 a R$ 280,00

3,60%

De R$ 281,00 a R$ 420,00

6,12%

De R$ 421,00 a R$ 700,00

12,75%

De R$ 701,00 a R$ 1.050,00

12,25%

De R$ 1.051,00 a R$ 1.400,00

13,83%

De R$ 1.401,00 a R$ 2.100,00

15,70%

De R$ 2.101,00 a R$ 2.800,00

9,14%

De R$ 2.801,00 a R$ 4.000,00

8,32%

Acima de R$ 4.000,00

14,54%

Fonte: Jornal do CFC - Ano 12 Nº 99 Elaboração: CFC

5 CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA SE TORNAR UM PROFISSIONAL DE SUCESSO

  • 5.1 Novas exigências do mercado de trabalho

    • a) Pensar e se comunicar de maneira eficaz, base para conduzir consulta, execução de análise crítica;

    • b) Ter amplo conhecimento de negócios e organizações;

    • c) Ter capacidade para avaliar e fornecer dados, desenvolver e gerenciar sistemas de informações;

    • d) Ter conhecimentos sobre economia, métodos quantitativos, marketing e negócios internacionais;

    • e) Ter capacidade de identificação, solução de problemas e de tomar decisões; compreender pesquisa, raciocínio indutivo e dedutivo;

    • f) Ter capacidade de interação com outras pessoas e de trabalhar em equipe;

    • g) Ter capacidade de receber e transmitir informações de forma escrita e oral e

tomar julgamentos. Verifica-se que o perfil do Contador moderno é o de um profissional de valor que precisa acumular muitos conhecimentos, mas que tem um mercado de trabalho

garantido. É um elemento importantíssimo na agregação de valor a empresa, fazendo parte imprescindível do processo de tomada de decisões, pois aos seus

conhecimentos está a responsabilidade pela “triagem” das informações colhidas das

empresas e pela colocação destas ao desempenho operacional.

  • 5.2 Apresentação e marketing pessoal De acordo com Flávio Martins da Costa 5 , apresentação do profissional é um

dos pilares fundamentais do marketing pessoal na esfera do trabalho, pois estamos num mundo onde o visual pode falar por si próprio. Ter boa apresentação não é sinônimo de beleza e sim estar com aspecto positivo em relação a:

  • A. Postura e modo de andar,

  • B. Modo de falar,

  • C. Cabelos penteados,

  • D. Higiene geral,

5 COSTA, Fábio Martins da. A Apresentação e o Marketing Pessoal. Disponível em <

http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Artigo/5075/a-apresentacao-e-o-marketing-pessoal.html>

  • E. Perfumes discretos (adequado ao ambiente),

  • F. Acessórios adequados,

  • G. Barba bem feita.

A boa apresentação deve ser planejada antes do contato inicial, considerando seus objetivos, e também depende da exigência da atividade, vale o bom senso de cada um. Para a mulher devem ser evitadas: o uso exagerado de maquiagem, saias curtas, decotes, saltos muito altos, bijuterias em excesso. A postura também é um elemento importante na apresentação: cabeça erguida, olhar para frente, fisionomia alegre, coluna ereta, andar elegante, gestos suaves e ombros levantados. O modo de falar é importante, pois gera confiança, a expressão correta do português também é fundamental, o uso de gírias não é admitido em uma apresentação inicial. Os dez mandamentos do marketing pessoal:

Segundo Alexandre Stella, há um conjunto de ferramentas que o profissional necessita para uso em benefício da própria carreira. São os 10 mandamentos do marketing pessoal.

  • a) Liderança - Que se resume em ter habilidade de influenciar o próximo;

  • b) Confiança - É aquela pessoa em que sempre podemos confiar, buscar segurança e conforto nas palavras;

  • c) Visão - É aquela que busca estratégias para obter mudanças para melhorar o próprio trabalho;

  • d) Espírito de equipe - Visa sempre pelo melhor do próximo e do ambiente de trabalho;

  • e) Maturidade - É saber solucionar conflitos;

  • f) Integridade - É aquele que não atropela o colega para alcançar seus objetivos;

  • g) Visibilidade - É ter visão do futuro, ou seja, é saber aonde quer chegar com a carreira;

  • h) Empatia - Criar situações agradáveis no ambiente profissional;

  • i) Otimismo - Tentar enxergar nas piores situações um ponto positivo;

  • j) Paciência - É uma virtude que muitos já nascem com ela e outros têm que aprender a dominá-la.

6 TECNOLOGIA NA CONTABILIDADE

O autor, Edson Oliver, em seu livro “Contabilidade Informatizada: Teoria e

Pratica", apresenta processos inovadores no ano de 1997, alertando aos profissionais, que por mais qualificados para a época ou ainda que experientes, necessitavam acompanhar às mudanças que a informática trazia para a contabilidade. Dentre os temas o autor destaca: a influência do avanço tecnológico na estrutura organizacional da empresa e os novos recursos que a informática proporciona para o controle do patrimônio.

6.1 Evolução do uso de tecnologias aplicadas

De acordo com Oliver (1997), com a chegada da informática no Brasil as atividades laborais passaram por mudanças, os livros, como: Diário, Razão, Caixa, Controle de Duplicatas e Contas a Pagar que eram escriturados de forma manual, esse entravam em um processo de automação. Desde então surgia a exigência que o contador tivesse um domínio razoável da ciência da informação, algumas tarefas que antes demandavam um tempo de trabalho grande, tornavam-se simples e rápidas. Em geral utilizando-se maquinas de datilografia e processadoras automáticas, para o preenchimento de fichas separadas ou soltas. Essas máquinas que eram utilizadas eram de difícil manutenção e os escritórios de contabilidade, precisavam de espaços grandes, para manter sua estrutura organizada Antes dos microcomputadores, antes dos arquivos digitais, os arquivos das empresas enchiam salas e suas maquinas espaços, também havia a necessidade de grande quantidade de funcionários, pelo grande volumem de informações e rigoroso controle de anotações. A partir da década de 80 houve uma enorme disseminação dos micros, juntamente com sistemas informatizados ligados às áreas administrativas, comercial, contábil e financeira. As maquinas ficaram obsoletas e os funcionários, agora chamados de colaboradores, vivem em uma geração diferente. Sente-se a necessidade satisfazer os colaboradores, afim que ele administre melhor a suas atividades na empresa, caso contrário a rotatividade em excesso pode por em risco a vida da empresa.

2 Infortabilidade

Segundo Oliver (1997), o novo contador analisa mais do que executa. Assim surgiu o novo perfil do profissional. Ele tem mais tempo para leitura e conferencias e é menos sobrecarregado, na execução de suas tarefas diárias e delega melhor seus assistentes seus assistentes. Segundo o mesmo autor, além das qualificações necessárias o avanço tecnológico trouxe para o profissional:

  • A) Aumento da produtividade

  • contador

O

consegue

dividir as suas responsabilidades em varias

empresas;

  • Melhoria da qualidade de seus serviços;

  • Apresentação de relatórios impecáveis e com rapidez;

  • Mais motivação para o profissional;

  • Acessibilidade e prontidão;

  • As informações estão à disposição a qualquer momento e em qualquer lugar, assim conseguem cumprir as exigências dos órgãos com mais prontidão.

  • B) Crescimento profissional.

    • A necessidade de aperfeiçoamento constante muitas vezes estimula o seu crescimento.

  • C) Qualidade de vida.

    • As suas tarefas deixaram de ser estafantes

  • D) Maior segurança

  • Com recursos de proteção dos arquivos, copia de segurança, backup e com a exigência de menos espaços físicos. Agora podemos constatar que a nossa profissão acompanha a evolução da informática, tornando nossos prazos cada vez mais curtos e exigindo o nosso constante aprimoramento, alterando as nossas atividades, melhorar o nosso desenvolvimento profissional e transformando o futuro no presente. Nesse momento há um constante esforço de revisão de fluxos e processos

para assim alcançar mais lucratividade, por meio da informatização de sistemas integrados.

6.3 Sistemas Integrados

  • 6.3.1 ERP, SIGE

Os ERPs 6 são uma plataformas de softwares desenvolvidas para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações de negócios. Estamos em um momento de uma nova transição, conhecer as novas tecnologias, que servirão como ferramenta em nosso futuro onde o contador estará sempre conectado a empresa e aos seus clientes independente de onde esteja. Essa nova tecnologia já é conhecida há alguns anos por multinacionais e grandes empresas nacionais que estão conectados em sistemas ERP, pelo aspecto inicial essa ferramenta servia para o controle de estoque em indústrias, hoje é uma ferramenta precisa da situação real da empresa, dessa forma o lançamento contábil passa a ser a primeira informação gerada. A empresa reconhece a baixa de seu estoque no exato momento de sua venda e assim também é reconhecida a receita obtida pela venda deste produto. A mais qualidade nas informações e uma visão mais ampla das operações da empresa, no exato momento e em diferentes locais, podendo ser gerenciados através de um laptop ou de um smartphone. Através do ERP o contador consegue saber todas as movimentações, sendo a alimentação de informações continua. A importância desse sistema acompanha as mudanças, tendo em vista que os clientes (administradores) estão cada vez mais esclarecidos e estão à procura de idéias para aperfeiçoarem seus processos

  • 6.3.2 ERP para pequenas empresas

Em outubro de 2010 houve o lançamento do ERP da empresa Contimatic, para pequenas empresas. Segundo Sergio Contente 7 , o sistema deixou a um custo acessível uma das ferramentas mais vantajosas e competitivas do mercado.

6 ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema.

7 Sergio Contente, presidente da empresa Contmatic Phoenix: empresa de desenvolvimento de softwares administrativos.

A nova tecnologia libera o contador para atividades intelectualmente mais criativas. A responsabilidade do contador não está restrita a operacionalidade das informações.

7 PERSPECTIVAS DA PROFISSÃO NO BRASIL

A Contabilidade está ligada à necessidade do homem de acompanhar a evolução de seu patrimônio. O setor tem sua demanda vinculada ao crescimento econômico, e no Brasil é perceptível a procura por profissionais qualificados, tanto por pessoas jurídicas como por pessoas físicas, obrigadas a conviver com um emaranhado de leis, normas, regulamentos, impostos, contribuições e outras obrigações fiscais e administrativas. 8 Atualmente, há dois fatores que alavancam a procura de contadores: a necessidade de adequar as contas das empresas à nova Lei das S/A e a globalização, que implicou a adaptação dos balanços e balancetes às normas internacionais. A Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central determinam que todos os bancos e empresas de capital aberto devem publicar balanços consolidados de acordo com os Padrões Internacionais de Relatório Financeiro, o International Financial Reporting Standards - IFRS. A Lei 11.638, instituída no final de 2007, que estabelece a adoção desse novo padrão contábil, já utilizado por companhias de mais de cem nações, vem alterando normas e procedimentos contábeis das empresas brasileiras, dando maior transparência às organizações e reduzindo os custos de transações relacionadas a investimentos e financiamentos, o que gerou uma expectativa muito grande por aumento da demanda de serviços de contabilidade após sua vigência. Mas não foi só isso que ocorreu. Mais profissionais de contabilidade também estão sendo necessários. Calcula-se que a área necessitará 25% a mais de profissionais para atender ao novo cenário do setor. As possibilidades de emprego são bem maiores que o tamanho da categoria, que possui cerca de 200 mil bacharéis atuando na área, de acordo com o CFC.

Segundo Christianne Calado Vieira de Melo, coordenadora do curso da Universidade Federal de Pernambuco, o mercado contábil é um dos melhores mercados de trabalho do país, melhor que administração e economia, que são áreas afins. Segundo ela, muitos dos alunos já terminam o curso empregados. As áreas de atuação são diversificadas e oferecem diversas possibilidades. O estudante pode optar por abrir seu próprio escritório, atuar em empresas ou tentar um concurso público.

8 CIEE. Profissões 2010: Guia para ajudar os jovens estudantes na escolha da carreira. São Paulo:

CIEE, 2010

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De acordo com Maria Clara Cavalcante Bugarim, Contadora e vice- presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do CFC, se tivesse de optar pela escolha de uma carreira hoje, optaria pela especialização em Contabilidade Internacional. Segundo a mesma, o Brasil passa pelo processo de convergência às Normas Internacionais de Contabilidade, o que está exigindo especialização dos Contadores para lidarem com essa nova realidade. Há um volume grande de novas normas já convergidas e que começam a ser aplicadas pelas grandes empresas. Além disso, o processo de adoção do IFRS deverá chegar, nos próximos anos, às pequenas e médias empresas brasileiras. Em entrevista concedida ao CRC-SP, Antoninho Marmo Trevisan, Contador, Auditor e presidente da Trevisan Escola de Negócios afirmou que se começasse hoje sua carreira, também iria se especializar em IFRS. A adequação das empresas brasileiras a esse padrão, que tem vigência global, é uma exigência legal e está promovendo um aumento na demanda pelos profissionais da área. Esse é um mercado em ascensão e que vai crescer muito nos próximos anos, pois o país ainda tem carência de profissionais bem qualificados para atender a todas as demandas. 9 Além de Contabilidade Internacional, entre os ramos promissores, alinham- se Contabilidade Social e Ambiental; de Custos; Gerencial; Auditoria e Planejamento Tributário. Está em alta também a Contabilidade Pública, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal criou novo espaço para o profissional. Especialistas apontam que o número de contratações aumenta ano a ano, principalmente em empresas de contabilidade e auditoria, embora empresas de todas as áreas e setores também abram postos de trabalho, visto que em decorrência aos grandes eventos que o Brasil sediará nos próximos anos, as empresas envolvidas nas áreas de infraestrutura, logística, construção civil, transporte, turismo, entretenimento, urbanismo e todo setor de serviços certamente também precisarão de mais funcionários para auxiliar nas questões financeiras e tributárias.

9 CRC-SP. Contabilistas renomados apontam carreiras promissoras que escolheriam nos dias de hoje. São Paulo: CRC-SP, 2010.

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Assim que receber o diploma e for aprovado no exame de suficiência do CFC, o recém-formado terá à sua frente um mercado de trabalho no qual atuam cerca de 400 mil profissionais, entre técnicos e Contadores, inscritos nos conselhos de classe, aptos a atender um universo de mais de seis milhões de empresas, seja como funcionário, seja como autônomo um campo muito fértil porque todos os balanços de empresas devem ser assinados por Contador registrado em seu conselho regional.

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CONCLUSÃO

Existe certa divergência sobre a data da chegada dos primeiros profissionais contábeis no Brasil, porém sabe-se que a história da Contabilidade no país teve início já a partir da época Colonial. A profissão foi regulamentada somente muito tempo depois, no século XVIII e desde então tem evoluído, de forma q ue os profissionais da área têm ganhado cada vez mais destaque no mercado de trabalho nacional. A identificação, análise e determinação do impacto das transações no patrimônio das entidades fazem parte do trabalho do Contador. Segundo Perez (1997), para atuar na área contábil nos dias de hoje, o profissional precisa estar atento às mudanças, já que, com a globalização, essas mudanças acontecem de forma continuada e em curtos espaços de tempo. Assim, esses profissionais precisam rapidamente adaptar-se e também ter capacidade de assimilar as novas transformações que virão. O novo profissional deve ter conhecimento sobre economia internacional, dominar outro idioma, buscar constantemente novos conhecimentos e informações, expandindo sua visão sobre os negócios da empresa. Neste cenário, onde a todo o momento ocorrem mudanças na legislação e as empresas necessitam cada vez mais de profissionais preparados, que possam fornecer informações para melhor controlar seu patrimônio, as previsões para o mercado de trabalho dos Contadores são promissoras.

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<http://www.contmatic.com.br>. Acesso em 09/04/2011

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ANEXO

ANEXO A Metodologia da pesquisa Perfil do Contador Brasileiro na Atualidade

A coleta dos dados foi realizada por meio de entrevistas telefônicas através de sistema Computer Assisted Telephone Interview, que consiste na digitação, pelo entrevistador, das respostas diretamente em um questionário estruturado, convertido em script eletrônico, cujos dados são encaminhados diretamente a um banco de dados.

Antes do início da pesquisa, o questionário foi submetido à análise e à aprovação do CFC. Abrangência geográfica: Todo o Brasil. Seleção dos respondentes: Os entrevistados foram selecionados aleatoriamente dentre aqueles constantes na lista de Contadores e de Técnicos em Contabilidade, fornecida pelo CFC. Controle de qualidade:

• As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores devidamente treinados e supervisionados. • Houve auditoria em 20% do trabalho de campo e teste eletrônico de consistência em 100% dos questionários. Público- alvo: A pesquisa foi realizada com profissionais de Contabilidade (Contadores e Técnicos em Contabilidade) de forma proporcional ao número de registros existentes em cada Estado da Federação, em pelo menos 5% (cinco por cento) de cada total, conforme Quadro da Amostra abaixo:

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Tabela 3 - Quadro da amostra de contabilistas entrevistados

Tabela 3 - Quadro da amostra de contabilistas entrevistados Fonte: Pesquisa Perfil do contabilista brasileiro 2009

Fonte: Pesquisa Perfil do contabilista brasileiro 2009 Elaboração: CFC

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