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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CAPOEIRA

Entidade Nacional de Administração do Desporto - Reconhecida pelo Comitê


Olímpico Brasileiro
Filiada à Federação Internacional de Capoeira -FICA
REGULAMENTO DESPORTIVO INTERNACIONAL DE CAPOEIRA
PARA COMPETIÇÕES AMADORAS, ADAPTADAS E ESCOLARES

Revisão: Janeiro/2000
I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
ARTIGO 1°- O presente Regulamento foi elaborado em Assembléia Geral
Extraordinária realizada nos dias 08 e 09/05/93, realizada na cidade de
Salvador. Bahia. por ocasião da realização do 1º SEMINÁRIO TÉCNICO DE
ELABORAÇÃO DO REGULAMENTO NACIONAL DE CAPOEIRA, o
qual foi adaptado às diretrizes filosóficas do 1º FÓRUM NACIONAL DE
TENDÊNCIAS E DEBATES: DESREGULAMENTACÃO DESPORTIVA
DAS COMPETIÇÕES DE CAPOEIRA, ocorrido na cidade de Guarulhos -SP
nos dias 09 é 10/12/94, sendo revisado e ampliado pelas Diretorias Técnica,
de Arbitragem e de Competições da Confederação Brasileira de Capoeira em
27/07/98, as quais foram ratificadas pelo II CONGRESSO TÉCNICO
NACIONAL DE CAPOEIRA e pelo I CONGRESSO TÉCNICO
INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, ocorridos de 03 a 06/06/98 em São
Paulo, SP, Brasil. sendo adotado e reconhecido como REGULAMENTO
INTERNACIONAL DE CAPOEIRA em. trabalho que envolveu as seguintes
Entidades Representativas.
01- Federação Internacional de Capoeira
02- Confederação Brasileira de Capoeira
03- Federação Nacional Portuguesa de Capoeira
04- Federação Canadense de Capoeira
05- Federação Argentina de Capoeira
06- Federação Baiana de Capoeira
07- Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro
08- Federação de Capoeira do Estado de São Paulo
09- Federação de Capoeira do Estado de Minas Gerais
10- Federação de Capoeira do Estado de Goiás
11- Federação de Capoeira do Estado do Espírito Santo
12- Federação de Capoeira do Distrito Federal
13- Federação Sergipana de Capoeira
14- Federação Gaúcha de Capoeira
15- Federação Paraense de Capoeira
16- Federação Paranaense de Capoeira
17- Federação Amazonense de Capoeira
18- Federação Amapaense de Capoeira
19- Conselho de Ligas do Estado do Rio de Janeiro
20- Conselho Superior de Mestres- RJ. SP SE. AP DF. PR e RS
21- Liga Regional Guarulhense de Capoeira
22- Liga Regional Ribeirãopretana de Capoeira
23- Liga Regional Araraense de Capoeira
24- Liga Regional Campineira de Capoeira
25- Liga Regional Mogiana de Capoeira
26- Liga Regional Osasquense de Capoeira
27- Liga de Capoeira da Região Metropolitana de São Paulo
28- Liga de Capoeira da Região Metropolitana do Rio de Janeiro
29- Liga Municipal Niterói de Capoeira
30- Grupo Cativeiro Capoeira
31- Grupo de Academias de Capoeira Angolinha
32- Grupo Cordão de Ouro
33- Grupo Resistência
34- Diretorias Regionais. Norte. Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
35- Associação Brasileira de Árbitros de Capoeira
ARTIGO 2° - Entende-se por Capoeira para fins do Estatuto da Confederação
Brasileira de Capoeira, e da Federação Internacional de Capoeira, os múltiplos
aspectos da Arte Marcial de raiz genuinamente brasileira, tais como
desportivos, educacionais, lúdicos- terapêuticos, artísticos, culturais, místicos,
filosóficos e folclóricos sem distinções de estilo, que por seu processo de
formação, estruturação e fundamentação filosófica, abrange características do
Desporto Formal e Não-Formal, podendo também obter ou ter obtido outras
denominações ou derivações de nome, bem como outras que eventualmente
possam vir a surgir, todas sob sua esfera de atribuições, a qual caracteriza-se
num sistema de defesa e ataque, que pode ser utilizada como Arte, Dança,
Ginástica, Luta ou Jogo, individualmente, duplas ou conjuntos, através de
movimentos ritmados e constantes, com agilidade, flexibilidade, domínio de
corpo, destreza corporal, esquivas, insinuações e quedas, fazendo uso de
qualquer parte do corpo, em especial pernas, braços e cabeça, tendo como
movimento base a ginga, sendo praticada com acompanhamento de
instrumentos musicais, pertinentes aos padrões tradicionais das chamadas
Capoeira Angola e Capoeira Regional, nas quais é indispensável o uso do
berimbau.
Parágrafo 1°- O presente Regulamento se aterá exclusivamente aos aspectos
pertinentes a prática desportiva formal da Capoeira.
Parágrafo 2° -Por aprovação do I Congresso Técnico Internacional, a Capoeira
foi reconhecida internacionalmente como. "Desporto Cultural". "Desporto de.
Tradição" e "Desporto de Identidade".
Parágrafo 3° -Entende-se por "Desporto", toda atividade física, de natureza
competitiva, regulada por normas nacionais e internacionais e por organismo
nacional e internacional de direção
Parágrafo 4° -Entende-se por "Esporte", toda atividade física, praticada
eminentemente como lazer, sem ter aspecto de regras de competição e sem ser
regido por entidades de administração e direção desportiva.
Parágrafo 5° -Entende-se por "Campeonato", o confronto direto entre as
equipes onde todos os participantes competem entre si
Parágrafo 6° -Entende-se por "Torneio", o confronto direto entre as equipes,
onde por artifícios se consegue a redução do tempo não existindo confronto de
todos entre si.
Parágrafo 7°- Em conformidade com a legislação desportiva, fica estabelecido
o "Sistema Desportivo da Capoeira", o qual englobará a Federação
Internacional de Capoeira, a Confederação Brasileira de Capoeira, as
Federações Nacionais, as Federações Estaduais, as Ligas Regionais e
tv1unicipais, e as Entidades de Prática, ambas integradas por vínculos de
natureza técnica (uniforme, graduação, níveis de alunos e instrutores,
nomenclatura oficial etc. ) e reconhecidas pela primeira.

ARTIGO 3°- A Capoeira é um Desporto de Criação Nacional e como tal se


insere nos bens que constituem o patrimônio cultural do povo brasileiro.
Parágrafo Único -Constitui depreciação do patrimônio cultural o exercício da
função do seu ensino ou de Técnico de Capoeira sem a devida qualificação
pelo Conselho Federal de Educação Física e pela CBC, bem como sua prática
competitiva sem a observância do estritamente definido por este Regulamento
Desportivo, nos termos definidos pelo Par. 1º do Artigo 1º da Lei 9.615 de
24/03/98.

ARTIGO 4° - É dever do Estado proteger a Capoeira, com base nos Artigos


215, 216 e 217 da Constituição da República Federativa do Brasil.
Parágrafo Único -Considera-se como proteção o ato de abrigar, resguardar,
ajudar, auxiliar, defender, fomentar, amparar e cuidar dos interesses.

ARTIGO 5°- Este Regulamento proporcionará a seus participantes a


capacidade de desenvolver seus aspectos lúdicos. marciais. Rítmicos,
musicais, artísticos, folclóricos, cívicos e educacionais, através da
contemplação dos aspectos psicomotores cognitivos e sócio-afetivos, obtidos
por meio dos rituais tradicionais já consagrados pela Arte da Capoeira,
preservando principalmente seus valores históricos, sociais e culturais.
Parágrafo 1° - Buscar-se-á sempre como objetivo máximo deste Regulamento
Desportivo, o alcance dos objetivos internacionais do "FAIR PLAY". (jogo
limpo, belo, justo e honesto) resguardados os aspectos das estratégias de jogo
tradicionais da Capoeira, consagrados pela ginga, fita, negaças e artimanhas
típicas
Parágrafo 2° - O presente Regulamento Desportivo, tem por objetivo premiar
como melhores classificados. aqueles que se demonstrarem melhores
capoeiristas no conjunto de aspectos definidos por este Artigo Isto
determinará um nível elevado de treinamento e compreensão de todos os
aspectos citados no referido artigo, os quais deverão ser transmitidos aos
atletas por seus técnicos e treinadores ou durante o ensino acadêmico, o que
por sua vez determinará um grau maior de especialização de tais profissionais,
conseqüentemente os resgates das tradições. rituais e fundamentos da
Capoeira, os quais também implicarão em um nível elevadíssimo de formação
dos árbitros que avaliarem tais eventos desportivos
ARTIGO 6° - Passa a denominar-se, como termo técnico, as palavras "Volta
do Mundo", a entrada e o jogo de dois capoeiristas durante uma Roda de
Capoeira.
II -DA ORDEM DESPORTIVA
ARTIGO 7° - O Sistema Brasileiro do Desporto é composto além do Gabinete
do Ministro dos Esportes, pelo INDESP e pelo Conselho de Desenvolvimento
do Desporto e também pelo Sistema Nacional do Desporto, pelos Sistemas de
Desporto dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, organizados de
forma autônoma e em regime de colaboração, integrados por vínculos de
natureza técnica, específicos da cada modalidade desportiva.
Parágrafo Único -Os vínculos de natureza técnica de que trata este Artigo, são
definidos, neste caso, pelos Congressos Técnicos Nacionais aceitos pela
Confederação Brasileira de Capoeira .

ARTIGO 8°- O Sistema Brasileiro do Desporto tem por objetivo garantir a


prática desportiva. regular e melhorar- lhe o padrão de qualidade.

ARTIGO 9° - Nos termos definidos pelo Par. 2. do Item IV do Art 4. da Lei


9.615 de 24/03/98, a organização desportiva do Brasil, integra o patrimônio
cultural brasileiro e é considerada de elevado interesse social.

ARTIGO 10- As Entidades Nacionais de Administração do Desporto que


integram o Comitê Olímpico Brasileiro, constituem subsistema especifico do
sistema Nacional do Desporto, ao qual se aplicará a prioridade prevista no
Inciso II do Art. 217 da Constituição Federal, pertinentes ao Desporto
Educacional e ao Desporto de Alto Rendimento.
ARTIGO 11 -Nos termos determinados pelo Comitê Olímpico Brasileiro, a
Confederação Brasileira de Capoeira reconhecerá apenas uma Liga Nacional,
uma Federação Estadual por Estado da União, uma Liga Regional por região e
uma Liga Municipal por Município.
ARTIGO 12- É prerrogativa exclusiva apenas das Entidades de Administração
do Desporto (Ligas, Federações) devidamente reconhecidas pela C.B.C. e por
ela própria, a realização de Campeonatos de Capoeira, sendo terminantemente
proibidas a quaisquer outras Entidades, passíveis inclusive de embargo
judicial.
Parágrafo Único - É vedado às entidades de administrações Desportivas
realizarem eventos incompatíveis com suas jurisdições.

ARTIGO 13 -Com o objetivo de manter a ordem desportiva e o respeito e os


atos emanados de seus poderes internos, poderão ser aplicadas, pelas
Entidades de administração do Desporto, as seguintes sanções:

A) Advertência;
B) Censura escrita;
C) Exclusão de campeonato ou torneio;
D) Indenização;
E) Interdição de praça de desporto;
F) Perda de pontos;
G) Perda..de renda;
H) Eliminação da modalidade;
I) Suspensão por eventos;
J) Suspensão por prazo;
K) Desfiliação ou desvinculação.

Parágrafo 1°- A aplicação das sanções previstas neste Artigo. não prescindem
do processo administrativo, em que se assegure o contraditório e a ampla
defesa.
Parágrafo 2°- As penalidades em que tratam os incisos H, I. J e K. deste
Artigo. somente poderão ser aplicadas, após decisão definitiva da Justiça
Desportiva.

ARTIGO 14 -Com o objetivo de manter a ordem desportiva, o respeito aos


atos emanados de seus poderes internos poderão ser aplicadas. pelas entidades
de administração do desporto e de prática desportiva. as seguintes sanções.
A) Advertência;
B) Censura escrita;
C) Multa;
D) Suspensão;
E) Desfiliação ou Desvinculação.

Parágrafo 1°- A aplicação de tais sanções não prescinde o processo


administrativo jurídico-desportivo no qual sejam assegurados o direito ao
contraditório e a ampla defesa.

Parágrafo 2° -As penalidades de que tratam os incisos IV e V deste Artigo só


serão aplicadas após decisão definitiva da Justiça Desportiva.
III- COMPETIÇÕES DE CONJUNTO
ARTIGO 15 - Na competição por conjunto os participantes terão a
oportunidade de mostrai movimentos de Capoeira que permitam. através da
expressão corporal e da coreografia evidenciar suas habilidades técnicas.
domínio e desenvoltura do conjunto dos capoeiristas que se apresentam.

ARTIGO 16 - Na Competição de Conjunto cada Entidade se apresentará por


sua vez com seus capoeiristas e sua orquestra. sob a orientação de seu
responsável técnico observando o tempo concedido para a sua exibição de no
máximo, 10 (dez) minutos.

Parágrafo Único -A equipe que ultrapassar o tempo máximo permitido será


penalizada em 05 (cinco) pontos por cada minuto ou fração que exceder.
ARTIGO 17 - Serão colocados 03 (três) árbitros, os quais se localizarão junto
a linha que demarca a faixa de segurança e avaliarão os seguintes quesitos:

A) TRADIÇÃO - São os fundamentos e rituais aplicados no Jogo da


Capoeira, entrada e saída da roda, compras, chamadas, jogo conforme o toque,
cânticos e canções, respeito ao berimbau, etc.
B) VOLUME DE JOGO - É a habilidade técnica demonstrada na colocação
dos golpes e movimentos que determinam um estilo apurado de
conhecimento. objetividade com que emprega. atributos esses que deverão
manter a harmonia entre o ataque e a defesa.
C) TÉCNICA - Realização de movimentos de Capoeira. de forma correta,
buscando sua perfeição e efeitos típicos.
O) HARMONIA -É o sincronismo entre o cantor, instrumentos musicais.
coral do conjunto e a realização dos movimentos de acordo com o toque do
berimbau.

ARTIGO 18 - O conjunto será formado por no mínimo 10 (dez) e no máximo


15 (quinze) elementos. que participarão como instrumentistas, cantores, coral,
capoeiristas e técnico

Parágrafo 1°- Nenhuma equipe poderá se apresentar com menos de 10 (dez)


integrantes ou com mais de 15 (quinze). devendo a Comissão Técnica do
evento impedir que tal equipe se apresente

Parágrafo 2° -Na hipótese de haver qualquer situação que fuja do constante no


Parágrafo anterior. a equipe será penalizada em 10 (dez) pontos por atleta
faltante ou excedente, em ato sumário sem que lhe caiba defesa ou recurso,
devendo o Diretor de Competições lançar a penalidade na súmula de mesa
com a devida observação.
ARTIGO 19 -Prevalecerá adjudicação de pontos, notas de O {zero) à 5
{cinco) para cada quesito, sendo os vencedores os conjuntos que obtiverem
maiores pontos na somatória geral.

Parágrafo Único -As pontuações atribuídas pelos árbitros. estabelecidas de O


(zero) a 5 {cinco) para as Competições de Conjuntos, Duplas e Individuais,
terão as seguintes relações com os conceitos definidos a seguir.

A) nota -5 EXCELENTE;
B) nota -4 -MUITO BOM;
C) nota -3 -BOM.
D) nota -2 -REGULAR, .
E) nota -1 -RUIM
F) nota -O -INSUFICIENTE
ARTIGO 20 -Os critérios de desempate obedecerão a ordem dos quesitos
acima especificados, através da somatória total dos quesitos em sua ordem de
apresentação neste Regulamento, ou seja em caso de empate, prevalecerá a
somatória total do primeiro requisito, caso prevalecer, pelo segundo e assim
por diante. Caso ainda prevaleça será considerado empate.
IV- COMPETIÇÕES DE DUPLAS
ARTIGO 21 - Na competição de duplas, cada entidade deverá apresentar no
máximo duas duplas. as quais se apresentarão pelo tempo máximo de 02
(dois) minutos cada uma, no qual desenvolverão qualquer aspecto ou temática
relacionada ao Jogo da Capoeira.

Parágrafo Único -A dupla será acompanhada por sua própria orquestra Caso
esta situação não se configure, a dupla será penalizada em 10 (dez) pontos por
atleta, devendo o Diretor de Competições lançar a penalidade na súmula de
mesa, com a devida observação.
ARTIGO 22 -As duplas serão formadas sem quaisquer requisitos formais de
peso, idade ou sexo.

Parágrafo Único. Com o intuito de estimular a realização de eventos


específicos destinados aos capoeiristas menores de idade, poderão se;
realizadas competições de duplas observando-se as categorias de peso, sexo e
idade constantes neste regulamento.
ARTIGO 23 - Nas competições de duplas, serão colocados 03 (três) árbitros
os quais se localizarão junto a linha que demarca a faixa de segurança
avaliando os seguintes quesitos:

A) TRADIÇÃO - Conhecimento e respeito aos fundamentos da Capoeira e de


seus rituais.
B) VOLUME DE JOGO - Colocação de golpes e a destreza para aplicá-los
bem como a variedade de golpes e movimentos que determinam o estilo e
objetividade dos mesmos.
C) TÉCNICA - Realização de movimentos de capoeira de forma correta
buscando sua perfeição e efeitos típicos.
D) HARMONIA - É o entrosamento entre dois jogadores de Capoeira, no
ritmo do berimbau sem atrapalhar-se durante a "'Volta", nos relacionamentos
entre ataque, defesa e efeitos típicos.
ARTIGO 24 - Para adjudicação de pontos serão considerados a somatória dos
valores de O (zero) à 5 (cinco) para os quesitos acima considerados, no
cômputo geral de classificação da referida competição e em caso de empate
observar-se-á o disposto neste Regulamento, obtendo-se a nota máxima no
quesito Tradição. a seguir volume de Jogo, a seguir Técnica e por fim
Harmonia, caso ainda prevalecer será considerado empate técnico
V- COMPETIÇÕE.S INDIVIDUAIS
ARTIGO 25 -Será obrigatória nas competições individuais, que os
capoeiristas participem de 02 {dois) ritmos distintos. a saber. São Bento
Pequeno {SBPq) e São Bento Grande (SBGd).
Parágrafo 1°- Com exceção dos eventos desportivos brasileiros e estaduais. e
no intuito de atender a questões culturais locais, poderão ser organizados
eventos desportivos utilizando-se uma das seguintes opções de ritmos, a
saber.

A) Banguela (BANg) e São Bento Grande {SBGd):


B) São Bento Pequeno (SBPq) e São Bento Grande de Angola (SBGd);
Parágrafo 2°- Em ambos os ritmos o capoeirista procurará demonstrar suas
estratégias para realização dos movimentos sua superioridade técnica, estética,
ritmo, ataque, defesa, equilíbrio e penetração, evidenciando sempre os
aspectos do Jogo a não da Luta.
Parágrafo 3°- Em nenhuma hipótese serão admitidos golpes que ofendam a
integridade física e moral dos oponentes de forma intencional, posto que não
serão justificadas atitudes violentas ou insultos durante os eventos
desportivos, sendo os infratores encaminhados à Justiça Desportiva.
Parágrafo 4°- Não serão computados pontos específicos pela aplicação de
quaisquer golpes em particular e sim pela harmonia dos aspectos exibidos
pelos capoeiristas.
Parágrafo 5°- São permitidos todos os golpes, movimentos e efeitos típicos da
capoeira. criteriosamente observadas suas condições de aplicação, intensidade
e intenção, sendo proibidos golpes traumáticos aplicados de forma a
evidenciar o adversário em situação de inferioridade física e mora!.
Parágrafo 6°- Neste tipo de competição todos os capoeiristas deverão estar
portando sobre o terço media! da coxa esquerda. .números específicos, que
serão fornecidos pela Supervisão de Mesa, os quais constarão nas súmulas dos
árbitros e da mesa. juntamente com o número de inscrição da entidade a que
pertencer o capoeirista
ARTIGO 26 -A competição individual obedecera aos fundamentos, tradições
e rituais já consagrados pela Capoeira, onde seus participantes evidenciarão
suas técnicas, objetivos e -estratégias, através dos jogos com capoeiristas de
diferentes entidades, devendo obrigatoriamente executar duas "voltas" (dois
jogos) em cada um dos dois ritmos solicitados pela competição.

Parágrafo 1°- As duplas serão formadas aleatoriamente, sendo vedado o jogo


entre capoeiristas de uma mesma entidade, situação esta que só poderá ser
revogada em casos de absoluta necessidade conforme critérios do Árbitro
Dirigente de Roda, quando não houver mais opções de jogos, sendo qualquer
flagrante anti-ético passivo e desclassificação.

Parágrafo 2°- O tempo máximo de jogo de cada volta será de 1,30' (um
minuto e trinta segundos).

Parágrafo 3°- Os demais atletas que efetivamente não estiverem competindo,


mas que forem pertencentes a mesma categoria de sexo, peso e idade que
estiver em julgamento, deverão posicionar-se junto ao lado externo da linha de
segurança, não podendo interferir na "volta" de qualquer que seja o modo,
devendo responder ao coro e bater palmas durante o Jogo, o que deverá ser
cobrado também pelo Árbitro Principal.

Parágrafo 4° - Sendo os mesmos divididos em categorias de sexo. peso idade,


definidos conforme critérios técnicos da Organização Mundial de Saúde
-OMS da Organização das Nações Unidas -ONU.
ARTIGO 27- Nas Competições Individuais. serão colocados 02 (dois) árbitros
laterais e 01(um) principal, os quais avaliarão igualmente. todos os quesitos
dos 03 (três) grupos constantes dos critérios de avaliação, cujas notas serão
atribuídas em relação valores conceituais à a totalidade dos quesitos
apresentados pelos capoeiristas.

Parágrafo Único -Em caso de empate observar-se-á a somatória de pontos na


primeira volta em São Bento Pequeno. Permanecendo o empate a somatória
da primeira volta em São Bento Grande. Persistindo o empate, observar-se-á a
somatória de pontos da segunda volta em São Bento Pequeno e a seguir da
segunda em São Bento Grande. Caso ainda prevalecer, será considerado
empate técnico

ARTIGO 28 - Os capoeiristas serão classificados pela somatória de pontos


atribuídos de 0 (zero) à 5 (cinco) pelos jurados, que avaliarão os seguintes
quesitos:

A) TRADIÇÃO -Conhecimento e respeito aos fundamentos e rituais da


Capoeira, jogo confom1e o toque e o ritmo solicitado, uniforme compatível,
entrada e saída da roda, respeito ao berimbau, chamadas, emprego adequado
dos cânticos etc...
B) VOLUME DE JOGO -Colocação de golpes e a destreza para aplicá-los
dentro de um raio de ação que exija reação do adversário (eficiência), bem
como a criatividade e variedade de movimentos que determinam um estilo
próprio e a objetividade dos mesmos.
C) TÉCNICA -Realização de movimentos de Capoeira. de forma correta,
buscando sua perfeição e efeitos típicos, sua condição física para suportar o
esforço fisiológico
ARTIGO 29 .O Árbitro Principal julgará qualquer espécie de flagrante de
intenção anti-desportiva ou anti-ética, apresentada por qualquer atleta
participante visando sua desclassificação cabendo também Intervir no jogo em
andamento. se julgar o flagrante passível de intervenção imediata ou se por
outro lado o competidor não puder continuar

Parágrafo Único - Será adjudicado ao jogador que sofreu o ato ilícito a


adjudicação de no mínimo nota 03 em cada quesito daquela volta. fazendo-se
o devido registro na súmula, podendo ainda cada Árbitro Lateral atribuir notas
superiores caso julgarem aplicável por desempenho do mesmo.
ARTIGO 30 -São terminantemente proibidos nas competições os seguintes
golpes:

A) cabeçadas traumatizastes e na face;


B) agarrões;
C) cotoveladas na face e nas costas;
D) forquilha (dedo nos olhos);
E) cutilada;
F) galopante;
G) telefone:
H) tesoura nos braços;
I) socos;
J) palma;
K)godeme;
L) leque;
M).asfixiante;
N .) bochecho;
O) chaves;
P) cotovelada;
Q) tombo-da-ladeira;
R) rasteira na mão;
S) rasteira com a mão;
T) movimentos de projeções;
U) movimentos baixos atingindo genitais;
V) vôo do morcego.

Parágrafo 1°- Não será permitido qualquer tipo de nocaute.

Parágrafo 2°- Não são considerados agarrões. porém observar-se-á


criteriosamente suas aplicações, quanto a intenção, intensidade. os seguintes
movimentos.

A) baiana;
B) travas de mão.
ARTIGO 31 -Todos os participantes deverão estar descalços, devidamente
uniformizados com calça branca de helanca, na altura dos calcanhares,
portando na cintura suas graduações, e camiseta de meia manga branca de
malha, portando no peito, estampado, os símbolos de suas entidades. tendo as
unhas bem aparadas e não podendo utilizar objetos metálicos ou perfurantes
que possam por em risco a segurança do companheiro de jogo sendo contudo
admissível o uso de protetores de articulações.
ARTIGO 32 - A área de competição constará de três círculos concêntricos,
estabelecidos em piso duro, não escorregadio, da seguinte forma:

A) Uma Área Central, de 2.50m (dois metros e meio) de raio;


B) Uma Área de Segurança, de 3,50m (três metros e meio) de raio;
C) Uma Área de Jogo, de 2,00m de raio.
ARTIGO 33 -Caberá ao Diretor Técnico a organização geral do calendário de
eventos, desde sei. agendamento até o encerramento do mesmo, bem como a
requisição de policiamento, ambulância. e as relações com funcionários
próprios ou terceirizados que forem necessários para a operacionalização
técnica do local do competição.
ARTIGO 34 - Caberá ao Diretor de Competições a preparação de todo
equipamento e material humano necessário à realização de competições,
coordenando ainda as atividades dos Supervisores de Arbitragem Mesa.
Ritmo, Segurança e Socorros de Urgência

ARTIGO 35 - Caberá ao Supervisor de Arbitragem toda responsabilidade por


árbitros durante a competição sua perfeita informação sobre os detalhes da
mesma inclusive a demarcação das áreas de competições e também por
regulamentos, uniformes, apresentação pessoa!, conduta, revezamento, etc.,
nos termos definido pelo Diretor de Competições.
ARTIGO 36 - Caberá ao Supervisor de Mesa "toda responsabilidade por
mesários durante a competição. bem como o material necessário para
avaliação dos capoeiristas tais como súmulas, canetas, cronômetros,
numerações, mesas e cadeiras, materiais de escritório, inclusive regulamentos,
uniformes, apresentação pessoal, conduta, revezamento, água para os
membros da Comissão Técnica etc , nos termos definidos pelo diretor de
Competições
ARTIGO 37 -Caberá ao Supervisor de Ritmo toda responsabilidade por
ritmistas durante a competição inclusive instrumentos musicais. sistema de
som revezamentos. uniformes apresentação pessoal. conduta e,c coordenando
o trabalho nos termos requeridos pelo Árbitro Principal ou pelo Diretor de
Competições.
ARTIGO 38 - Caberá ao Supervisor de Segurança toda responsabilidade por
seguranças que atuarem na área dentro ou fora da área de competições.
inclusive o material necessário para tal bem como revezamentos uniformes
apresentação pessoal, conduta etc. nos termos requeridos pelo Diretor de
Competições
ARTIGO 39 - Caberá ao Supervisor de Socorros de Urgência o
obrigatoriamente será um médico registrado no CRM. e que por sua vez
deverá estar assistido por no mínimo um auxiliar ou técnico de enfermagem. c
atendimento de eventuais acidentes que possam ocorrer com atletas ou
participantes do evento durante a competição. Caberá também a seu assistente
toda responsabilidade por materiais necessários tais como gelo, bandagens,
medicamentos, maca, esparadrapo, gase, etc.
ARTIGO 40 -A equipe de arbitragem será constituída de:

A) 01 Supervisor de Arbitragem;
B) 01 Árbitro Principal;
C) 02 Árbitros Laterais;
D) 01 Árbitro Reserva.

Parágrafo 1°- Caberá ao Árbitro Principal coordenar a entrada e saída dos


capoeiristas em cada volta, interrompendo-a cada vez que for necessário,
observando qualquer atitude anti-ética ou anti-desportiva, por qualquer um
dos participantes, procedendo, conforme o caso, sua desclassificação ou
desqualificação, todavia interferindo o menos possível na volta, podendo
paralisá-la após o primeiro minuto de jogo, se julgar que houve perda da
continuidade do jogo, ou conforme solicitação dos Árbitros Laterais,
assinando a súmula da mesa colocando, ao verso da mesma, observações
pertinentes a questões de indisciplina que eventualmente venham a ocorrer .

Parágrafo 2° - Caberá ainda ao Árbitro Principal fiscalizar a execução correta


do ritmo solicitado para a competição e cronometrar o tempo de jogo dos
capoeiristas durante as voltas.

Parágrafo 3° - Após o inicio da volta, o Arbitro Principal deverá ficar


posicionado entre a Área de Segurança e a Área Central, procurando interferir
na volta o menos possível, adentrando na Área de Jogo somente em casos
onde julgar que deva intervir, no interesse de resguardar alguma atitude de
anti-ética ou que venha gerar violência. bem como para chamar a atenção nos
casos de falta de continuidade de jogo ou que condição técnica deficiente.

Parágrafo 4° - Não serão estabelecidas penalidades aos capoeiristas que


saírem da Área de Jogo para a Área Central. devendo o Árbitro Principal
retorná-los ao espaço normal toda vez que ocorrer tal fato.

Parágrafo 5° - Caberão aos Árbitros Laterais a atribuição de notas para cada


um dos quesitos constantes na súmula. entregando a mesma assinada ao
Assistente de Arbitragem.

Parágrafo 6° - Todos deverão estar devidamente uniformizados de acordo com


as deliberações oficiais: calça presa, camisa preta e tênis preto, portando
símbolo da Entidade Desportiva Dirigente a que pertencer (Liga, Federação e
Confederação).
ARTIGO 41 -A equipe de Mesários será composta de: A) 01 Assistente de
Arbitragem: B) 02 Assistentes de Mesa:

Parágrafo 1°- Caberá ao Assistente de Arbitragem a circulação das súmulas


dos árbitros à mesa de controle central.

Parágrafo 2°- Caberão aos Assistentes de Mesa a transcrição das notas das
súmulas dos árbitros à súmula da mesa, fazendo a somatória dos pontos e
classificação geral dos capoeiristas e de suas entidades
Parágrafo 3°- Todos deverão estar uniformizados de calça branca, camiseta
amarela e tênis branco portando os símbolos de suas Entidades Desportivas
Dirigentes,
ARTIGO 42 -A formação da equipe de ritmistas obedecerá um critério técnico
de organização dos instrumentos musicais, dos mais simples para os mais
complexos quanto a riqueza de sons apresentados em um único ter e será
constituída de tantos elementos quanto forem procedentes em sua prática
rotineira.

Parágrafo 1°. O ritmo de São Bento Pequeno deverá obrigatoriamente ser


composto pelos Ritmistas: conforme indicado na seguinte ordem de
formação.
A) 02 Pandeiros.-.podendo ser um dos mesmos substituído por um reco-reco;
B) 01 Berimbau Viola -(Toque. Repique ou Floreio);
C) 01 Berimbau Médio -(Toque: São Bento Pequeno);
D) 01 Berimbau Berra-boi -(Toque Angola);
E) 01 Agogô;
F) 01 Atabaque.

Parágrafo 2°- O ritmo de São Bento Grande deverá obrigatoriamente ser


composto pelos ritmistas conforme indicado, na seguinte ordem de formação.
A) 01 Pandeiro
B) 01 Berimbau Médio -(Toque. São Bento Grande)
C) 01 Pandeiro .

Parágrafo 3°- Os ritmistas deverão estar uniformizados de calça preta e


camiseta branca, deve marcar o ritmo solicitado pela competição, entoando
canções de capoeira quando o mesmo assim o permitir,
ARTIGO 43- São consideradas. com base na OMS as seguintes categorias de
sexo peso e idade:

A) MIRIM A -MASCUlINO E FEMININO -03 a 04 anos de idade;


B) MIRIM B -MASCUlINO E FEMININO -05 A 06 anos de idade;
C) INFANTIL A -MASCULINO E FEMININO -07 a 08 anos de idade;
D) INFANTIL B -MASCULINO E FEMININO -09 a 10 anos de idade
Parágrafo Único -Para ambas categorias acima só haverão competições de
duplas não sendo permitidos confrontos diretos nestas faixas etárias
E) INFANTO JUVENIL A -FEMININO -11 a 12 anos
a) leve até 25,00 Kg
b) médio de 25,01 a 35,00 Kg
c) meio pesado de 35.01 a 45,00 Kg
d) pesado acima de 45,01 kg
E) INFANTQ JUVENIL A -MASCULINO -11 a 12 anos
a) leve até 32,00 Kg
b) médio de 32,01 a 39.50 Kg
c) meio pesado: de 39,51 a 47.00 Kg
d) pesado acima de 47.01 kg
F) INFANTO JUVENIL B -FEMININO -13 a 14 anos
a) leve até 3600 Kg,
b) médio de 36,01 a 45,00 Kg
c) meio pesado à e 45,01 a 54.00 Kg
d) pesado acima de 54.01 kg
G) INFANTO JUVENIL B -MASCULINO -13 a 14 anos
a) leve até 40.00 Kg
b) médio. à e 40.01 a 47.50 Kg
c) meio pesado: de 47,51 a 55,00 Kg
d) pesado. acima de 55,01 kg,
I) JUVENIL FEMININO -15 a 17 anos
a) leve até de 46,00 kg
b) médio de 40,01 a 53.50 Kg
c) meio pesado: de 53,51 a ô1 ,00 Kg
d) pesado acima de 61,01 kg
J) JUVENIL MASCULINO -15 a 17 anos
a) leve até 52.00 kg
b) médio de 52.01 a 61,00 Kg
c) meio pesado de 61.01 a 70.00 Kg
d) pesado: acima de 70,01 kg
K) CADETE FEMININO -18 a 20 anos
a) leve até de 46,00 kg
b) médio de 40,01 a 53.50 Kg
c) meio pesado: de 53,51 a 61 ,00 Kg
d) pesado acima de 61,01 kg
L) CADETE MASCULINO -18 a 20 anos
a) leve até 52,00 kg
b) médio de 50,01 a 60,00 Kg.
c) meio pesado: de 60,01 a 70,00 Kg
d) pesado: acima de 70,01 kg.
M) ASPIRANTE FEMININO -21 a 25 anos
a) leve. até52,00kg
b) médio: de 52,01 a 58.00 Kg.
c) meio pesado: de 58,01 a 64,00 Kg
d) pesado: acima de 64,01 kg
N) ASPIRANTE MASCULINO -21 a 25 anos
a) leve: até 67,00 kg
b) médio- de 67,01 a 76,00 Kg.
c) meio pesado. de 76,00 a 85,00 kg.
d) pesado: acima de 85.01 kg.
O) ADULTO FEMININO -26 a 34 anos
a) leve até 53,00 kg
b) médio.: de 53,01 a 59,50
c) meio pesado. de 59,51 a 66,00
d) pesado: acima de 66,01 kg.
P) ADULTO MASCULINO -26 a 34 anos
a) leve até 68,00 kg.
b) médio. de 68.01 a 77,50 Kg.
c) meio pesado: de 77,51 a 87,00 Kg
d) pesado. acima de 87.01 ka
Q) SENIOR FEMININO -35 a 42 anos
a) leve. até 55,00 kg
b) médio de 55.01 a 61 ,50 Kg
c) meio pesado. de 61,51 a 68,00 Kg
d) pesado. acima de 68,01 kg.
R) SÊNIOR MASCULINO -35 a 42 anos.
a) leve até 69.00 kg
b) médio de 69,01 a 78.50 Kg
c) meio pesado de 78,51 a 88,00 Kg
d) pesado acima de 88.01 kg
S) MASTER FEMININO -acima de 43 anos
a) leve até 60,00 kg
b) médio de 60.01 a 66,50 Kg
c) meio pesado de 66,51 a 73,00 Kg
d) pesado acima de 73.01 Kg
T) MASTER MASCULINO -acima de 43 anos
a) leve até 67,00 kg
b) médio de 67.01 a 78,00
c) meio pesado: de 78,01 a 89,00 Kg
d) pesado acima de 89.01 Kg

Parágrafo Único -As pesagens dos atletas deverão ocorrer sempre em um


prazo mínimo de doze horas antes da realização das competições, sendo
vedado a promoção de peso para categorias acima ou abaixo da que estiver
inscrito.
VI -DO RANKING NACIONAL
ARTIGO 44 - São considerados para efeito de ranking de capoeiristas e
técnicos, bem como para entidades de prática desportiva ou de administração
desportiva, as quais receberão as mesmas pontuações de seus técnico~ as
seguintes pontuações por níveis jurisdicionais de participação.

A) CAMPEONATOS MUNICIPAIS
1º. lugar - 05 pontos
2º. lugar - 03 pontos
3º. lugar - 02 pontos
4º. lugar - 01 ponto
Técnico Campeão - 10 pontos
B) CAMPEONATO REGIONAL INTERMUNICIPAL:
1º lugar - 10 pontos
2º lugar - 06 pontos
3º lugar - 04 pontos
4º lugar - 02 pontos
Técnico Campeão - 20 pontos
C) CAMPEONATO ESTADUAL:
1° lugar - 20 pontos
2º lugar - 12 pontos
3º lugar - 08 pontos
4º lugar - 04 pontos
Técnico Campeão - 30 pontos
D) CAMPEONATO REGIONAL INTERESTADUAL:
1º lugar - 40 pontos
2º lugar - 24 pontos
3º lugar - 16 pontos
4º lugar - 08 pontos
Técnico Campeão - 40 pontos
E) CAMPEONATO BRASILEIRO
1º lugar - 80 pontos
2° lugar - 48 pontos
3º lugar - 32 pontos
4º lugar - 16 pontos
Técnico Campeão - 50 pontos
VII -DO CONCURSO DE TRABALHOS TEÓRICOS
ARTIGO 45 -Tendo em vista os aspectos educacionais e culturais que
envolvem a Capoeira, bem como I necessidade de reprodução de seus
conteúdos e a difusão e o incentivo à pesquisa científica fica estabelecido
também a modalidade de Concursos de Trabalhos Teóricos
ARTIGO 46- A critério da Diretoria Técnica em consonância com a Diretoria
Cultural. poderão ser organizados eventos com as seguIntes categorias:
A) Dissertações
B) Monografias
C) Trabalhos Escolares
D) Seminários
ARTIGO 47 -O Concurso de Trabalhos Teóricos representa;á a oportunidade
do capoeirista em demonstrar seus conhecimentos teóricos sobre o Desporto
Capoeira enquanto patrimônio cultural do povo brasileiro.

Parágrafo 1° -Poderão ser abordados aspectos fundamentais. tais como:


A) História
B) Natureza
C) Aspectos sociais
D) Aspectos culturais
E) Aspectos políticos
F) Aspectos filosóficoS
G) Aspectos místicos
H) Aspectos musicais
I) Projeções
J) Indumentária
J) Sistemas de competições
K) Outros temas
ARTIGO 48 -O. tema a ser apresentado terá seu tempo definido de acordo
com a categoria definida no Regulamento do Concurso, o qual deverá ser
exposto com a utilização de recursos audiovisuais sem recurso rígido de
leitura e podendo ou não haver espaços para debates ou contestações.
ARTIGO 49 -Todos os trabalhos deverão possuir uma sinopse e a bibliografia
utilizada devendo ser entregue em tempo hábil conforme Regulamento, em
quatro vias de seu conteúdo Integral.
ARTIGO 50 -A Diretoria Cultural coordenará a escolha de quatro jurados
intelectualmente preparados para avaliação dos referidos trabalhos, levando
em conta os seguintes quesitos para classificação geral:
A) Técnica de apresentação
B) Conteúdo
ARTIGO .51 -Serão atribuídos pontos de O (zero) a 5 ( cinco) para cada um
dos quesitos, em conformidade cor o artigo 30 Em caso de empate buscar-se-á
a maior somatória no primeiro quesito. a seguir no segundo. Caso ainda
prevaleça o empate será feita uma análise entre os jurados. .observando-se os
fatores de maior relevância desportiva ou cultural.

ARTIGO 52- Os trabalhos serão classificados do 1.-ao 3. lugar, e farão parte


do acervo geral da Entidade de Administração do Desporto que promover o
referido concurso, podendo vir a ser publicados com autorização expressa de
seus autores.
VIII -DO CONCURSO DE CANTIGAS INÉDITAS
ARTIGO 53 -Levando ainda em consideração os aspectos rítmicos e musicais
pertinentes a Arte da Capoeira serão organizados também em consonância
entre a Diretoria Técnica e a Diretoria Cultura!. concursos que visem a criação
de Cantigas de Capoeira.
ARTIGO 54 -Só poderão ser inscritas cantigas inéditas pertencentes às
seguintes categorias definida
Previamente:
A) Ladainhas -Estrofes com narração. desfio. diálogo e senha de entrada no
jogo. iniciada com IS
B) Corridos -Estrofes com vários versos métrica variável e que não se inicia
com IÊ
C) Quadras -Estrofes métricas com quatro versos e rimas periódicas
D) Chulas -Versos que são repetidos imediatamente pelo coro;
E) Martelo -Estrofes sem métricas e sem rimas.
ARTIGO 55 -Serão entregues em tempo hábil, 04 (quatro) cópias das cantigas
á Comissão Organizadora Evento.
ARTIGO 56 -A Diretoria Cultural convocará 04 (quatro) jurados devidamente
preparados para avaliação das cantigas, os quais deverão analisar os seguintes
quesitos
A) Poesia
B) Música
C) Harmonia de Orquestra
D) Ritmo do berimbau
ARTIGO 57- Serão atribuídos pontos de O (zero) a 5 (cinco) para cada
quesito. nos termos definidos na forma deste Regulamento. Em caso de
empate prevalecerá a somatória do primeiro quesito, a seguir do segundo, ,
terceiro e do último quesito. Permanecendo o empate, buscar-se-á o consenso
entre os jurados, levando em consideração os trabalhos de maior relevância
desportiva ou cultural.
IX -DA FORMAÇÃO DOS ÁRBITROS
ARTIGO 58 -Haverá cursos de formação de árbitros para o Corpo de
Arbitragem das Entidades de Administração do Desporto, a nível
internacional, nacional, estadual e regional, os quais terão por objeto
aprimorar os procedimentos técnicos culturais e desportivos relacionados às
desenvolturas nos jogos de caráter competitivos.
ARTIGO 59 -Para participação nos cursos básicos de formação de árbitros.
poderão inscrever-se quaisquer pessoas registradas nas entidades de
administrações desportivas. obtendo-se as seguintes qualificações de acordo
com o nível técnico na modalidade, a saber.
A) Atuantes no ensino técnico. Árbitros Estaduais, Mesários e Ritmistas;
B) Alunos ou leigos. Mesários
C) Alunos com conhecimento musical Ritmistas
ARTIGO 60- A carga horária do mínima de Curso Básico de Organização
Desportiva. Arbitragem e Competições será 15.00 h: (quinze horas). ao final
das quais os alunos passarão por uma avaliação teórica dos.conteúdo
curriculares, sendo aprovados aqueles que obtiverem nota igual ou superior a
7.0. cujos aprovados obrigatoriamente passarão por um estágio prático de no
mínimo 5:00h (cinco horas) , na competição subseqüente. onde deverão atuar
no uso do uniforme oficial, porém sem remuneração. Logo após a
confirmação da participação no evento prático serão expedidos os certificados
de conclusão do curso

ARTIGO 61 -Os Cursos de formação de árbitros nacionais e estaduais serão


ministrados somente por instrutores Oficiais credenciados pela Associação
Brasileira de Árbitros de Capoeira -ABAC.
ARTIGO 62 -Fica estabelecido como quadro de carreira de árbitros os
seguintes níveis

A) Árbitro Estadual A. recém formado


B) Árbitro Estadual B: após curso de reciclagem
C) Árbitro Estadual C: após aperfeiçoamento, acesso a Árbitro Principal de
competição estadual
D) Árbitro Estadual D após aperfeiçoamento. acesso a função de Supervisor
de Arbitragem
E) Árbitro Nacional A' recém formado e acesso a função de Diretor de
Competições Estaduais
F) Árbitro Nacional B: após curso de reciclagem
G) Árbitro Nacional C: após aperfeiçoamento, acesso a Árbitro Principal de
competição nacional.
H) Árbitro Nacional D: após aperfeiçoamento e acesso a função de Supervisor
de Arbitragem
I) Árbitro Internacional A: recém formado e acesso a função de Diretor de
Competições Nacionais
J) Árbitro Internacional B: após curso de reciclagem.
K) Árbitro Internacional C. após aperfeiçoamento e acesso a função de
Superviso; de Arbitragem
L) Árbitro Internacional O: após aperfeiçoamento e acesso a função de Diretor
de Competições
ARTIGO 63 -A conduta do Árbitros deverá ser a mais exemplar possível, já
que o mesmo é uma autoridade dentro da área de competição e terá como
incumbência conduzir as competições em seus diversos aspecto devendo
observar principalmente os seguintes requisitos:

A) manter-se sempre atento durante os jogos, quer esteja atuando no centro,


ou nas laterais;
B) manter sempre a postura de respeito, durante toda a competição e nas
diversas situações que venham a se apresentar;
C) não utilizar bonés. nem brincos. nem adornos extravagantes;
D) não ingerir bebidas alcoólicas e/ou drogas antes, durante ou depois da
competição;
E) não fumar na área da competição;
F) não é permitido durante a competição, conversar com os componentes de
qualquer entidac participante;
G) não deixar o local da competição sem autorização;
H) não é permitido orientar atletas nas diversas funções da arbitragem, durante
a Volta do Mundo;
I) sempre que for substituir outro árbitro nas diversas funções fazer o
cumprimento da capoeira;
J) aguardar a substituição, que será controlada pelo "Diretor de Arbitragem';
K) qualquer dúvida sobre a competição, consultar o "Diretor de Arbitragem';
L) apresentar-se para a competição, sempre com 01 :00 h. (uma hora) de
antecedência;
M) não se alimentar na área da competição;
N) manter beeper e/ou telefone celular desligados.
ARTIGO 64:- Será obrigatório a remuneração de todos árbitros convocados
para atuarem nas competições desportivas. cujo valor será definido
conjuntamente entre a Associação Brasileira de Árbitros e a Confederação
Brasileira de Capoeira. obedecendo sempre a valorização do nível de
formação do árbitro e as funções administrativas nas competições desportivas.
X -DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
ARTIGO 65- Será obrigatória a realização de um Congresso Técnico pelo
menos um dia antes do evento, sendo de natureza obrigatória para todos os
Técnicos da delegações, sob pena de desclassificação sumária da entidade que
assim não o proceder.
ARTIGO 66- Todas competições deverão ser realizadas em local cercado do
público, no qual tenha apenas uma portaria de acesso aos capoeiristas,
técnicos, árbitros, autoridades e outras pessoas autorizadas pela entidade de
administração desportiva realizadora do evento.
ARTIGO 67 -Nenhuma competição de Capoeira poderá ser realizada sem que
estejam no locai um médico devidamente equipado com materiais de socorros
de urgência e transporte adequado para possível remoção de participantes.
ARTIGO 68 - Após a realização de cada evento desportivo, a Entidade de
Administração realizadora. terá o prazo de 30 dias para o envio do relatório a
Confederação Brasileira de Capoeira bem. como a documentação
comprovante da participação de e classificação para homologação da
pontuação de Rankiamento.
XI -DISPOSIÇÕES FINAIS
ARTIGO 69 - Haverá uma bonificação específica para cada equipe. pela
participação de seus integrantes estabelecida em 01 (um) ponto para cada
modalidade de Campeonato, a saber' Conjunto, Duplas, Cantigas e Trabalhos
Teóricos constante neste Regulamento
Parágrafo Único - Nas Competições individuais haverá bonificações
específicas de aí (um) ponto para as categorias de idade e sexo
ARTIGO 70 - Os capoeiristas participantes dos eventos desportivos deverão
estar de posse de suas Carteiras de Registros. Junto à CBC, Federações e
Ligas, conforme a jurisdição do evento. tendo em mãos um atestado médico
habilitando-os á prática da Capoeira ou um termo de responsabilidade e a
autorização dos pais ou responsáveis quando se tratar de menores de idade.
ARTIGO 71 - Será constituída uma Comissão Disciplinar para atuar
diretamente na realização de cada evento desportivo, a qual será integrada
obrigatoriamente pelo:

A) Diretor de Competições;
B) Supervisor de Arbitragem;
C) Supervisor de Mesa.

Parágrafo Único- Poderão ser incluídos também na Comissão que trata


esse .Artigo, mais dois auditores pertencentes á esfera da Justiça Desportiva
da Jurisdição da Entidade de Administração Desportiva que integrar
ARTIGO 72 - Toda delegação deverá estar acompanhada de seu Técnico, o
qual poderá ter até dois Assistentes Técnicos devendo ambos estar
devidamente uniformizados de paletó ou blaser com gravata nos desfiles de
abertura e encerramento, podendo retirá-los durante o evento: com exceção da
gravata que será de uso permanente, e no caso de mulheres, deverão estar com
traje social compatível.

Parágrafo 1° -A não observação do dispositivo neste Artigo poderá dar causa


a perda de pontos da entidade

Parágrafo 2° -A Diretoria de competições providenciará um braçal de Técnico


para cada equipe participante, através do qual terá acesso á mesa,
ARTIGO 73 -Todos os atletas deverão estar devidamente uniformizados e no
uso de suas graduações na cintura na forma do Regulamento internacional de
Capoeira. conforme se estabelece:

A) Camiseta de malha branca, mangas curtas e gola olímpica (tipo hering).


com insígnia ao peito, num espaço de 0.20 x 0.20 m. ou acima entre a
articulação do ombro e o coração, num espaço de 0,10 x 0,10 m. As eventuais
propagandas obtidas pelas delegações somente serão colocadas na parte das
costas. entre as articulações dos ombros, num espaço de O, 10 x 0,20 m.,
sendo vedada propaganda em qualquer outra parte.
B) Calca branca de helanca. até o tornozelo. com cinco passadores para a
corda ou cordão. com elástico na cintura, com o emblema de sua entidade na
região do terço superior do quadríceps esquerdo, num espaço de O, 10 x 0.10
m. sem propaganda na mesma ou em qualquer outro local.
C) O cordão ou corda. nas cores oficiais, será de uso obrigatório dentro e fora
das entidades de prática e em todos os eventos desportivos, sendo seu
comprimento na altura do joelho.

Parágrafo Único:. Nas regiões frias. poderá ser adotada a camisa de malha.e
manga longa, descE que O Regulamento do Evento assim o determine, para
árbitros, mesários, ritmistas e atletas.
ARTIGO 74 -Nenhuma competição Regional, Estadual e Nacional; poderá ser
realizada sem que seja assegurado alojamento com colchões para as
delegações participantes, com pelo menos uma antecedência de 24 (vinte e
quatro) horas do horário de início das atividades e de no mínimo 48 (quarenta
e oito) horas antes d competições individuais.
ARTIGO 75- As inscrições para as competições serão encerradas com uma
antecedência mínima de 10 (dE dias antes da realização do evento, salvo
naquelas em que O caderno de encargos determinar a ma antecedência.
ARTIGO 76 -Realizar-se-á um Congresso Técnico com os Técnicos e
Assistentes no dia Que anteceder evento, buscando, sempre que possível a
participação de todos os capoeiristas neste evento .
ARTIGO 77- A pesagem dos atletas será efetuada com uma antecedência
mínima de 06 (seis) horas antes do início das atividades, resguardados os
horários de descanso dos atletas compreendido entre as 20.00 às 07:00h.
ARTIGO 78 -Somente poderão ser inscritos nas competições individuais, dois
atletas por cada categoria peso, sexo e idade, os quais só poderão competir nas
categorias específicas. admitindo-se a inscrição de um atleta reserva, o qua1
somente poderá competir na falta de um inscrito principal.
ARTIGO 79- O conjunto destes Artigos, fica denominado como
REGULAMENTO DESPORTIVO NACIONAL INTERNACIONAL DE
CAPOEIRA, nos termos do Parágrafo 1º; do Artigo 1º; da Lei Federal 9.615
de 24/03/98.
ARTIGO 80 -Antes do início dos eventos desportivos, será obrigatoriamente
proferido por algum atleta escolhido previamente, o Juramento do Atleta, o
qual tem o seguinte texto: "Eu juro competir com lealdade, respeitar os demais
jogadores e as tradições, fundamentos e rituais sagrados da Arte da Capoeira,
para salvaguarda cultura e a glória do desporto brasileiro (ou internacional)".
A seguir será proferida a saudação da Capoeira. com a frase: "Salve a
Capoeira'., trazendo a mão sobre o peito, cujo gesto será repetido pelos
demais, com a resposta da palavra "Salve".
ARTIGO 81 -É vedado às entidades não reconhecidas a realização de eventos
competitivos de Capoeira independentemente de sua natureza.
ARTIGO 82 -O termo Capoeira Desportiva ou Desporto da Capoeira é de uso
exclusivo das entidades que integram o Sistema Desportivo da Capoeira
estabelecido pela Federação Internacional de Capoeira, pelas Federações
Nacionais por ela reconhecidas, pela Confederação Brasileira de Capoeira e
suas reconhecidas Brasil, estabelecidas por suas Federações Estaduais, Ligas
Regionais e Ligas Municipais, nos termos parágrafo 1º do Artigo 1º do Item
IV do Artigo 4º e do Artigo 14 da lei Federal 9.615 de 24/03/98, bem como
pelo item III do Artigo 2º, Parágrafo 3º do item IV do Artigo 5º do Decreto
federal 2.571 de 29/04/98.
ARTIGO 83 - Os casos omissos neste Regulamento serão decididos pelos
Congressos Técnicos Nacionais da Confederação Brasileira de Capoeira e
pelos Congressos Técnicos Internacionais da Federação Internacional de
Capoeira.
Aprovado em 06 de junho de 1999
Revisado em 10 de janeiro de 2000.