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2 EDITORIAL
com

SÍLVIA MARQUES

Já conheces o STCC - Sindicato
dos Trabalhadores de Call Center?
Os Call-Centers estão a expandir-se em
grande escala em Portugal e o número de
trabalhadores neste sector já ultrapassa os
40 mil. Recorrem a call centers empresas
de telecomunicações como a NOS,
mas também empresas como a EDP e
sectores públicos como a Saúde 24 e a
Segurança Social. Também empresas
estrangeiras (multinacionais como a Apple
e a Microssoft) têm deslocados os seus
centros de atendimento para Portugal;
não é de estranhar que assim seja, tendo
em conta que, em cenário de crise como
a que atravessamos, a nossa mão de
obra qualificada é paga a baixo valor,
maximizando o lucro destas empresas
e tornando o nosso pais num destino
apetecível. Neste contexto é importante que
a nossa profissão seja reconhecida como
tal e regulamentada para salvaguardar os
nossos direitos.
Basta olhar à nossa volta para constatar
que a nossa actividade profissional é cada

vez menos tem¬porária e menos exclusiva
a jovens à procura do primeiro emprego.
Temos colegas que trabalham há décadas
em Call-Centers e que vislumbram neste
trabalho o seu futuro.
Para além de tudo isto, trata-se de uma
profissão sujeita a um grande desgaste
físico, pressão e stress. Em geral, é
uma profissão mal remunerada, onde
predomina a precariedade, o que constitui
mais uma forma de desgaste, pressão e
de in¬timidação. No “nosso” call Center, a
situação é bem mais leve (e ainda bem), mas
há centenas de colegas de profissão por
todo o país que trabalham em condições
deploráveis, sem horários fixos, sem
remuneração fixa, coagidos a fazer horas
extra, alguns sem contratos de trabalho
(falsos recibos verdes), sujeitos a trabalhar
em locais sem higiene, onde não têm
liberdade sequer para ir à casa de banho...
Quanto mais não seja por solidariedades, é
urgente garantir o mínimo de dignidade aos
trabalhadores de Call-Centers.
Um conjunto de colegas de Lisboa (da
NOS, EDP e da Saúde 24, essencialmente)
fundou em Julho o STCC, para tentar dar
resposta aos problemas referidos acima.
Lançou depois a petição “O Trabalho em
Call-Centers é uma Profissão de Desgaste
Rápido!”, que apela aos deputados da
Assembleia da República para reconhecer
o trabalho em Call-Centers como profissão
de desgaste rápido, para limitar como
máximo 75% do horário laboral em linha
por jornada de trabalho e garantir o direito
a 6 minutos (10%) de intervalo por cada
hora em linha.
A sindicalização é um direito consagrado
na lei e é uma forma de protegermos os
nossos direitos. Informem-se enviando um
mail para taslogado@gmail.com

CALINADAS 3
Do lado de lá: “…veio aqui um senhor baterme… da
Bonafone…”

Do lado de cá: “…tenho imensa desculpa por não o
conseguir ajudar…”

Do lado de lá: “…olhe que eu quero os canais HDL…”
Do lado de lá: “…eu só queria activar o HÓTÓSPÓT…”
Do lado de lá: “…a minha televisão está com muita
areia…”

Do lado de lá: “…telemóveis agora não posso que fui
aqui apanhado numa rede…”

Do lado de cá: “…a senhora está satisfeia?”
Do lado de lá: “…ó menina, olhe que caixa engata
muito!”
Do lado de lá: “…a box aquece muito. À noite até a
deixo na rua para arrefecer…”
Do lado de lá: “…o problema é que o funcionamento
não funciona…”
Do lado de cá: “…o senhor desactivou o débito
directo todo?”
Do lado de lá: “…nós costumamos pagar no shop
shop…”
Do lado de cá: “…diga-me uma questão… de forma
a avaliar o mais melhor para si…”
Do lado de lá: “…eu que queria o canal de ficção
científica, o Sufi...”
Do lado de cá: “…eu estaria-lhe a ligar-lhe…”
Do lado de lá: “…olhe que eu quero o serviço com
Airlines…”
Do lado de lá: “…eu tenho os cabos HBI… rebentamme a televisão toda…”
Do lado de lá: “…ligue à meia hora que ele a essa
hora arreia…”
Do lado de lá: “…eu nunca tive um problema a nível
de nada…”

Do lado de cá: “…o senhor depois é facturado na
factura…”
Do lado de lá: “…o meu TIMEOUT está sempre a
falhar…”
Do lado de lá: “…o problema da televisão está
resolvido, já tenho os paus todos brancos…”
Do lado de lá: “…o técnico quando cá veio não me
explicou que dava sombra e grão… e que o estéreo
ficava análogo…”
Do lado de cá: “…deseja activar o mail electrónico?”
Do lado de lá: “…ligue-me daqui a uma hora que eu
agora estou aqui numa posição ingrata…”
Do lado de cá: “…com a nova box resolve a questão
da chuva que está a ter…”
Do lado de lá: “…eu quero mudar de coiso, quero um
Tommy fire… tou com um problema no playback do
timewar…”
Do lado de cá: “…a cepa vai substituir o débito
directo…”
Do lado de lá: “…eu não aderi porque o técnico disse
que só apanhava 2 máronétes…
Do lado de lá: “…eu se coiso vou alia à Shopinga e
pago à menina…”
Do lado de lá: “…eu pago sempre na shopper…”

4 MEGADAYS
Dias completamente Mega, em que se sente a entrega, são o mote perfeito para um
dia em cheio. Sempre que chegamos ao trabalho e andam a distribuir rebuçados e
chocolates, até já estamos a adivinhar: vão andar o dia todo a pedir cartões, e ao fim do
dia eles vão aparecer. Agora, quando os megadays exigem um traje, entramos noutro
campeonato, ganha quem se divertir mais. Os mais recentes dias Mega, incluíram um,
dedicado à Latada de Coimbra, e dizem os mitos que, quem não fez cartões, teve que
ir trincar o nabo. No megaday do Halloween, apareceram as bruxas, os monstros e os
zombies, mas também apareceram as monster highs e os Jimmy Hendrixes, o mais
divertido foi gozar com as pessoas que confundem Halloween com o carnaval, como eu
próprio. No dia dos call centres, resolveu-se fazer um megaday do pijama, antecipando
o do próximo dia 20 de novembro. Muitos foram pra lá de pijama, pantufas, cobertores
e ursinhos, robes e almofadas, mas ninguém esteve a dormir, tudo a aviar cartões. Mais
recentemente, tivemos o megaday de São martinho, vai-se ao call center e faz-se um
cartãozinho, comemos muitas castanhas, acompanhadas por uma água-pé TOP, nas
variedades de laranja ou ananás, sem gás! [I.A.A.]

5

6 FORA DE ÂMBITO

CONTO
Era a Paula quem aconchegava os irmãos à noite e ela tinha pouca paciência para nós. Penso que isso acontecia por a mãe a ter saturado da nossa presença
ao impor-lhe a obrigação de cuidar dos irmãos mais novos, pelo que ela nos ganhou um visível asco, inflamado sobremaneira quando as amigas da mesma idade
iam lá para casa fechar-se no quarto dela para passarem o dia a darem risinhos
muito agudos que só elas podiam saber a que se deviam. Eu e o Luís tentávamos
deslindar aquele mistério a todo o custo, munindo-nos para o efeito de arregalados
esgares através de quaisquer brechas ou orifícios que nos concedessem sequer um
vislumbre daquela dimensão incompreendida, com tanto de apetecível como de
inaudito, e que nos deixava progressivamente eufóricos e perplexos.
Desde então o pai só ia a casa trocar de roupa, depois comia à pressa e saía a correr.
Vi-o muitas vezes da janela a entrar para um carro que ia buscá-lo à porta de casa.
O tempo foi passando, o pai nunca estava, a mãe só chorava e o Luís não aparecia.
A Paula continuava a receber as amiguinhas no quarto trancado, mas o ruído das
reuniões, apesar de ainda se sentir, tinha-se tornado surdo, quase inaudível, e a
partir de certa altura a Aninha foi autorizada a entrar em algumas. O que lá se passava nunca soube e encontrando-me sozinho também não voltei a ter interesse em
saber.
Aquelas aparições do pai, com tanto de súbito na chegada como na partida, eram
cada vez menos frequentes. Tudo do que me recordo da última noite em que vi o
pai é da chuva copiosa de um fim de Outono exigente e de o ver galopar pelas escadas abaixo carregando consigo a mesma mala de couro castanho que levava das
vezes em que a mãe nos mandava para a cama muito cedo e ia para o quarto chorar.
Quando ele saiu batendo firmemente a porta houve um silêncio fatal, lancinante,
imediatamente transformado num coro admiravelmente sincronizado de prantos
e berraria.

7

E eu, já que não tinha o Luís e não queria ir para a cama, fui para o escritório onde
o pai guardava os livros para me entreter com eles como o pai fazia antes de o Luís
ter ido embora. Como não sabia ler lá me ia distraindo como podia: ora construindo um forte muralhado por enciclopédias, ora pavimentando circuitos de corridas
motorizadas com as capas deslizantes dos livros infantis; e o pai tinha tantos! Era
realmente espantosa a quantidade de livros para crianças que o pai foi coleccionando ao longo dos tempos. E já no-los tinha lido quase todos!
Depois de o pai ter ido embora tudo em casa ficou diferente: os amigos deixaram
de aparecer aos Domingos, a ementa das refeições repetia-se mais amiúde, já ninguém se importava com as leituras para adormecer e a mãe já não chorava tanto. E
assim foi até ao dia em que dois homens com um aspecto alambazado, com o suor
a escorrer pelo cachaço gorduroso e com muitos e reluzentes anéis foram lá a casa
com um papel onde parece que dizia que a mãe lhes devia dinheiro e, com os carros grandes em que tinham vindo, carregaram de casa tudo o que lhes interessou
levar. A mãe ainda lhes rogou para que levassem os livros e deixassem o resto, mas
eles não os quiseram.
No fim foi preciso que o mais asnal deles pegasse na mão lânguida da mãe para a
auxiliar benevolamente a assinar o dito papel, vociferando com gravidade através
das golfadas de fumo de cigarro os dias de que dispúnhamos para abandonarmos a
casa. «Nem mais um dia!», rosnava ele à medida que se ia afastando.
Os carros retomaram a estrada e os agiotas, com os cotovelos de fora das janelas
dos carros, pareciam levar uma espécie de sarcasmo consolado orgulhosamente
retido entre os dentes.

(Continua na próxima edição.)

Pedro Archer Barbosa,
Coimbra, Agosto de 2014.

8 CAPA

MANJARES À LÁ TAGARELAS
Tivemos a sote de ter dois jantares de
trabalho em Outubro, foi um mês em
grande! O primeiro decorreu logo no
início, inserido no roteiro de jantares
Gourmet, que os tagarelas têm organizados
espontaneamente ao longo dos tempos, em
que o propósito é conhecer sabores novos e
pratos acima da média. Desta vez fomos ao novo indiano, o Meant Leaf, e a patuscada
foi tremenda. É óbvio que este tipo de jantar, restaurante e preço, não arrasta a equipa
toda, ainda assim, os cerca de 20 que lá estiveram, ainda tiveram o privilégio de conhecer
pessoalmente o Chef, indiano que só falava inglês, que veio à mesa cumprimentar-nos
no final. A sorte dele foi que veio antes da sobremesa, pois aquele pudim de arroz com
manga era tão estranho, que quase ninguém comeu. Só o Carlão é que ainda conseguiu
enfardar o dele e mais umas 5 ou 6 taças do resto do people. Acabámos a noite à
porta da sé velha, com a guitarra coimbrã
do Archer e a Fender do Carlão com o meu
combo a pilhas, a ouvir versos à desgarrada
do Jota Cê e do Peralta, que ganhou o
despique com distinção.
O último jantar foi um genuíno manjar à lá
tagarela, Com a equipa quase toda, a chefe
não foi, mas já tinha estado no anterior, no
mesmo sítio, O Telheiro, com picanha à
fartazana. Antes do jantar houve aperitivo
com moscatel à entrada do tasco, há
aqui umas meninas que brilharam nesta
patuscada. Entradas divinais, comida
deliciosa, sobremesas de sonho, quando
demos por ela já estávamos a beber café
e nacional porque não havia beirão. No
mesmo tasco estava a haver um jantar duns
conhecidos do call center da concorrência,
ainda nos pegámos por momentos, era
abraços e beijos, era partilhar copos e
tirar fotos de grupo. Já não há rivalidades
como antigamente. O pessoal careta que
foi dali pra casa, perdeu uma noite em
grande, em frente ao Seven, em que as
meninas de há pouco, a brilhar mais uma
vez, apareceu mais uma sacada daquele
moscatel endiabrado, que deu ali bateria
até de manhã… [I.A.A.]

9
No passado dia 10 de Outubro foi realizado
o primeiro jantar da proactiva Randstad
Lisboa. Foi a primeira reunião de convívio
da equipa mais nova das proactivas. O
jantar ficou marcado por volta das 22 horas
no restaurante Cinderela. Uns, os que já
tinham acabado a semana de trabalho,
descontraidamente iam convivendo e partilhando algumas gafes que haviam cometido
durante o dia e adiantando já os festejos do sucesso de vendas da equipa com o
NOS4. Outros meio perdidos, meio esganados, desciam a pé a avenida em direção a
Entrecampos. Rapidamente depois disso o queijo fresco foi abatido, o paté desapareceu
em combate e a sangria regou tudo para despertar o bom humor... Mas com moderação.
Entre pratos e escolhas gastronómicas, provou-se um pouco de tudo, e tudo se mostrou
de bom paladar. Só a Liliana reclamava por falta de serviço à mesa e a Tatiana por falta de
um bom vinho verde. Num ambiente de camaradagem e alegria, e por entre piadas que
envolviam figuras tão carismáticas da nossa infância como “o rei leão” e o “Pinóquio”,
apreciávamos também o enredo da mesa do lado numa espécie de “Sexo e a Cidade”
versão platina, ou para os mais novos uma espécie de “Morangos com adoçante”,
substituindo as deslumbrantes actrizes e suas roupas artísticas, por senhoras da casa
do artista, ou, quem sabe, “donas de casa desesperadas”. Foi logo uma análise de
tal pormenor que nem a quadratura do círculo conseguia ser tão profissional, não nos
escapando a quantidade de laca nos cabelos e a placa de uma delas. E entre conversas
e risadas, por lá circula o empregado que no meio de tanta insistência por vinho verde
se vira e diz a melhor frase de engate de sempre: “Não tenho vinho verde mas tenho um
ótimo vinho branco especial para si e arranjo um copo verde”.
E lá avança ele, qual cavaleiro de armadura reluzente, numa encruzilhada para arranjar
a garrafa de vinho branco e o copo verde para a nossa colega (colega essa que não
irei referir por respeito à nossa
colega Tatiana Vaz), e com uma voz
baixinha e ar de suspense a Ana diz:
“É ele que usa a placa!?”.
Para os mais resistentes, o jantar
estendeu-se até à baixa, onde o
Luís e a Joana adormeceram contra
um umbral da porta do Ministério
das Finanças sob o riso e flashes
da Márcia, do Hugo e da formadora
Joana.
É assim que se solidificam laços,
se fortalecem ligações e se cria
verdadeiro espírito de equipa.
Para Dezembro há mais... [Hugo
Rufino e Tatiana Vaz]

10 EVENTO

GRANDES EMPRESAS APOIAM
GRANDES CAUSAS!

No passado dia 9 de Novembro
concretizou-se, mais um ano, a Corrida
Sempre Mulher no Parque das Nações em
Lisboa, à semelhança dos anos que se
passaram no podia faltar o patrocínio da
nossa grande empresa Randstad.
Esta corrida é uma forma de angariação
de fundos para a luta contra o cancro e
a partir desta participação já estamos a
ajudar todas as pessoas que precisam
mostrando-nos assim solidárias com as
mesmas.
Havia duas formas de participação, uma
fazendo parte da corrida de competição,
que era exclusiva para mulheres, ou então

na caminhada/corrida de lazer onde todos
podiam participar, tanto mulheres como
homens.
Sim homens! Pois o cancro da mama não é
exclusivo das mulheres!
Da equipa de fidelização proactiva de
Lisboa compareceram cinco mulheres, Ana
Gomes, Liliana Sentieiro, Joana Agostinho,
Ana Pereira e Tatiana Vaz.
A nossa manhã começou bem cedinho
tendo em conta que éramos as cinco de
locais diferentes. Encontrámo-nos na
entrada do centro comercial Vasco da
Gama onde já se notava o delírio da Ana
Gomes e da Joana por irem ouvir, ao vivo,
o Tony Carreira. Quando chegámos mesmo
ao local de inicio da corrida o nível de
loucura aumenta naquelas duas pessoas,
a Joana deu o seu show cantando as
musicas de inicio ao fim e claro que as
colegas acompanhavam batendo as belas
das palmas e assim dizendo a terminação
das palavras na música.
Iniciou-se a caminhada... Tudo corria bem,
um sol radiante. Até que... São Pedro
lembrou-se de nos abençoar naquela
manhã, caiu assim uma chuva terrível.
Mas tínhamos quem fosse preparada, a
Ana Gomes tinha chapéu-de-chuva (sim,
verdade, só a Ana para se lembrar) a Joana

11

e Tatiana aproveitaram e colocaram-se ao
abrigo do mesmo.
E...Parece que faltam duas!!!! Onde estará
a Liliana e a Ana Pereira???...
Elas “participaram” na corrida por uns
instantes, só que tinham uma meta
diferente. Na verdade correram para se
abrigarem da chuva.
Mas como a união e companheirismo
prevalecem e fazem parte da nossa equipa,
depressa nos reencontrámos e continuámos
a nossa caminhada, onde o sol também
voltou para nos fazer companhia.
Alcançámos assim a meta depois de
uma 1h30. Após a chegada tivemos
oportunidade de partilhar um momento
muito engraçado querem saber qual? A
Joana a esmagando o repórter da MTV,
pois ficou com tanta emoção ao ver a faixa
publicitária da Randstad que quis tirar uma
foto e como é óbvio não poderia deixar
escapar o giraço que ali se encontrava por
perto!
E assim foi esta nossa manhã... Partilhámos
sorrisos, alegria e até medos! Tivemos de
caminhar por uma ponte feita com tábuas,
onde pudemos ajudar a Ana Gomes a
ultrapassar esse medo/ receio! E com isto
fica a mensagem que o melhor trabalho é
aquele que é feito em equipa!

12 HOBBY
com

MÓNICA LADEIRO

GINÁSIO

A palavra γυμνάσιον [gymnasion] era usada
na Grécia antiga para designar o local
destinado à educação física e à educação
intelectual dos rapazes.
Hoje em dia o termo “ginásio” passou a
ser empregue sobretudo com o sentido de
educação física.
Para mim treinar é muito mais que pensar
apenas no aspecto físico, tem a sua
importância claro, mas acima de tudo é
pensar que depois de duas horas consigo
aliviar o stress. É também uma forma de
determinar objetivos pois cada dia que
passa sou capaz de fazer mais e com mais
garra!
Sou uma adepta das aulas de grupo
principalmente Spinning, Combat, Pump

e Jump, mas também não dispenso uma
hora bem passada a “puxar ferro” :)
Isto tudo para vos dizer que tenho este
hobby, que o faço com muito gosto, que
por vezes sou uma preguiçosa, mas se não
vou hoje, amanhã faço a dobrar e sinto-me
muito bem!
Tenho boas amizades criadas no ginásio,
como veem junta-se o útil ao agradável,
treina-se e convive-se... Mas acima de tudo
DESAFIAS-TE!
Afinal no nosso trabalho são-nos incutidos
objetivos para cumprir, tentamos e
conseguimos alcançar, no ginásio é igual :)
Desafiem-se a vocês mesmo e “bora” lá
treinar... Um lema de um Professor meu
“Aguenta e não chora :) :)

Creme de Cenouras Assadas
Ingredientes:
1 kg cenouras, descascadas,
cortadas
Funcho qb
1 cebola, cortada
Azeite qb
2 dentes de alho descados
1,6 litros de agua
100 ml de natas azedas/sour
cream (opicional)
1 caneca e meia de Farinha
1 caneca de água
Sal qb

Preparação:
Colocar as cenouras, o funcho e
as cebolas numa assadeira com
um fio de azeite. Deixar assar por
20 minutos, em seguida, adicionar
os dentes de alho. Misturar tudo
cuidadosamente e levar de novo

à lá

com

Syllabub

farinha). Com ajuda de um rolo
da massa amassem pães de
forma grosseira até ficarem finos.
Aquecer bem uma frigideira e
colocar os pães. Cozinhe por
alguns minutos de cada lado, se
algumas partes ficarem tostadas,
óptimo, é isso que se pretende.
Sirvam com um redemoinho de
sour cream e os pães quentes.

Sal qb
Azeite qb
Sementes de cominho qb
Açúcar mascavado qb
1 lata de cerveja

todo o frango, por dentro e por
fora, usando as mãos para se
certificarem de que estão a ir a
todos os pontos do frango. Deve
perfurar-se agora a cerveja, de
modo a que vá libertando algum
líquido, encaixando no frango de
forma a ficar sentado com a lata
dentro. Colocar no forno entre
1 hora e 10 minutos ou até que
esteja dourado e delicioso, com a
carne a soltar-se do osso e com
os sucos a saírem claros. Uma vez
cozinhado, retirem a lata. É bom
com arroz e salada de alface e
tomate polvilhada de orégãos.

Preparação:
Pré-aqueçam o forno a 200 ° .
Retirem o frango do frigorífico.
Num almofariz, coloquem o
funcho, sementes de cominhos,
a paprica, açúcar mascavado,
pimenta branca em pó e sal.
Regar
generosamente
com
um fio de azeite e misturar
todo no almofariz. Esfreguem

de

Framboesas

Ingredientes:
Doce de framboesas qb
4 colheres de sopa de açúcar
refinado
284 ml de natas
284 ml Iogurte natural ou grego
after eight qb
Preparação:
Batam as natas com o açúcar
refinado ate ficarem macias e de
seguida misturem com o iogurte.

ANDREIA CAMPAINHA

ao forno por mais 20 minutos,
até que os legumes estejam
macios e dourados. Colocar os
vegetais numa panela grande
com o caldo de legumes e deixar
ferver. Cozinhar lentamente por 15
minutos, e em seguida, misturar
com uma varinha mágica, até
que esteja completamente lisa
ou passar tudo no liquidificador
(torna-se mais cremoso). Aquecer
uma caneca de água até ficar
morna, no micro ondas. Num
recipiente colocar uma caneca e
meia de farinha com sal a gosto e
um fio de azeite. Juntar a água ao
poucos, misturando e mexendo
com a ajuda de um garfo até
se obter uma consistência em
que a massa deixe de colar (se
necessário ir ajustando com

Frango à Paneleiro com Lata de Cerveja no Cu

Ingredientes:
1 frango
Pimenta qb
Paprica qb

rte 13
a
C

Dividam a misturam em dois,
metade para juntar o doce de
framboesas e outra metade para
ficar simples. Em dez copinhos
tentem misturar delicadamente o
creme de mistura de framboesa
e o creme simples de iogurte de
maneira a criar uma ondulação
e criarem algo bonito. Podem
finalizar com um quadradinho de
after eight.

14 CULTO TAGARELA
e de onde espreitam os pequenos olhos pretos
de Salim. Há miúdos que dizem poemas com
as mãos e entendem as vozes dos tapetes
que desenham, nos seus padrões coloridos,
os labirintos do pensamento. As cerejeiras que
nascem dos mortos, dão frutos milagrosos,
mas os seus caroços podem facilmente
metamorfosear-se em balas que voam cegas.
Algumas acertam em peitos incrédulos e
inocentes, outras perdem-se… Ficam sem
dono, nesse lugar que nos é estranho, nesse
lugar para onde vão os guarda-chuvas. [Sílvia
Marques]

PARA OUVIR
Foo Fighters – Sonic

PARA LER
Para onde vão os guarda-chuvas?
Autor: Alexandre Cruz
Quem tem guarda-chuvas já há-de ter perdido
algum para nunca mais o voltar a ver. Perdidos
foram também outros objectos, memórias,
pessoas, momentos, oportunidades… Para
onde vão todas estas coisas? Em que casa
de um tabuleiro de xadrez se escondem as
coisas perdidas deste mundo? Nas pretas ou
nas brancas? Nas casas dos peões ou nas dos
reis e rainhas? Haverá fome de uma jogada de
xeque-mate, recuperar estes pedaços de vida
já sem dono? Alexandre Cruz leva-nos numa
viagem ao oriente, algures entre o corão recitado
loucamente e o aroma do açafrão. O pêndulo
dos relógios tem uma cadência empoeirada e
a vida aparece sempre embrulhada em lenços
que tapam sonhos e escondem tabus… Há
sapatos de salto alto, vermelhos. Simbolizando
o modernismo do ocidente, mas escondem-se
debaixo de saias que se estendem até aos pés

Highways (2014)
Saudações
caros
colegas (e não-colegas
que possam vir a ler isto
numa qualquer casa de
banho das redondezas)!
O disco de que vamos
falar esta semana é o recentemente editado
“Sonic Highways” dos norte-americanos Foo
Fighters. Desta feita, o grande David Eric Grohl,
conhecido entre outras coisas por ter sido o
baterista de uma das mais marcantes bandas do
século XX e de ter tocado ao lado de gigantes
como Jimmy Page e Paul Mcartney lança-se
num ambicioso projeto que não se esgota na
edição de apenas mais um disco. Na verdade,
quase que podemos afirmar que o disco não é
de todo o elemento principal deste novo esforço
de Dave Grohl e companhia, uma vez que
“Sonic Highways” será também o nome de uma
mini-série de 8 episódios que irá ser emitida na
BBC, e que terá por mote a procura de algumas
das raízes musicais e culturais dos EUA.
Em cada um dos episódios Grohl e os restantes
Foo’s vistam uma cidade norte americana desde Seatle a Nova Orleães, passando por

15
Chicago e Washington DC - com o objectivo de
gravar uma música e desta forma retratar um
pouco do contexto cultural e dos movimentos
musicais característicos de cada cidade. O
conceito torna-se interessante sobretudo porque
se materializa numa recolha de entrevistas a
pessoas de destaque no panorama local de
cada metrópole, entrevistas essas que acabam
depois por constituir a letra de uma música que
é composta tendo em conta a estética musical
daquela região. Além das letras de cada música
serem constituídas por recortes de entrevistas a
vultos obscuros que doutra forma dificilmente
seriam do conhecimento público, todas s
músicas contam com a participação de artistas
convidados, o que permite ao espectador
aprofundar o seu conhecimento da cena local,
e que permite a Grohl retribuir um pouco do
seu sucesso e visibilidade a alguns dos seus
mentores nos mais variados estilos.
O que se pode concluir é que, apesar de não
ser provavelmente o seu disco mais brilhante,
os Foo Fighters vão continuando a estar aí
para as curvas e que seja através da música,
reportagem, cinema ou TV - não há nada
que pare o badass do Dave Grohl. Num dos
versos do tema “The feast and the famine”,
o meu favorito deste album, pode-se ler “Still
screaming till I die”. Assim o esperamos Dave.
[António Corte-Real]

PARA JOGAR
Playstation 4 – Share Play
Boa tarde a todos. A minha rúbrica vai repetir,
um pouco uma das últimas e vai falar da
Playstation 4, mas desta vez para divulgar a
incrível novidade que foi lançada com a última
atualização de Software no final de Outubro.

Esta aplicação/funcionalidade é exclusiva da
consola, e apenas tem um requerimento de ter
o PlayStation Plus ativo, subscrição esta que
várias modalidades (6,99€/ mês | 14,99€/ 3
meses | 49,99€/ ano). E afinal de contas o que é
esta funcionalidade?
O Share Play, é uma nova função que permite
partilhar os jogos que já temos com qualquer
pessoa em consolas diferentes. Já vos
aconteceu, quererem jogar FIFA contra um
amigo que tem uma PS4, mas esse amigo não
tem o jogo? Com esta novidade o vosso amigo
já vai poder jogar convosco, ou contra vocês,
mesmo sem o ter!
Dentro da funcionalidade há dois modos.
Cedência do controlo total da consola até um
máximo de uma hora, ou partilha do jogo em
modo versus.
Com esta novidade penso que a Sony veio deixar
claro que o futuro está na interactividade social
que a consola permite, e não à obrigatoriedade
de cada pessoa ter a sua licença para jogo.
Quem de vocês é o próximo a adquirir esta peça
de arte na secção gaming? [Tiago Pucarinho]

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