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DIAGRAMAS TENSÃO DEFORMAÇÃO DE CÁLCULO - ELU

4.1 DIAGRAMA TENSÃO DEFORMAÇÃO DO CONCRETO

Conforme visto na Figura 1.3b, os diagramas tensão deformação do concreto variam de acordo com suas resistências. A ABNT NBR 6118 ignora tal fato e permite que se adote um único diagrama, independente da resistência do concreto. Define o item 8.2.10.1 que o diagrama tensão-deformação à compressão, a ser usado no cálculo, será o diagrama mostrado na Figura 4.1, onde o trecho curvo corresponde a uma parábola do segundo grau, a tensão limite do concreto é fixada em 0,85 fcd e o limite de encurtamento do concreto é definido como sendo 3,5‰.

Figura 4.1: Diagrama tensão deformação idealizado do concreto, NBR 6118. O valor máximo de c
Figura 4.1: Diagrama tensão deformação idealizado do concreto, NBR 6118.
O valor máximo de c é tomado igual a 0,85 fcd devido a três fatores:
 Efeito Rüsch, que considera a variação da resistência do concreto em função das velocidades de
carregamento (Figura 4.2);
 Ganho de resistência do concreto ao longo do tempo;
 Influência da forma cilíndrica do corpo de prova.
O efeito Rüsch é mostrado na Figura 4.2, onde, para diferentes velocidades de carregamento, o concreto
apresenta diferentes formas da curva tensão-deformação. Para durações maiores do tempo de carregamento, a
tensão de ruptura c tende para valores próximos de 80% da resistência correspondente ao carregamento de
curta duração (fc).

Figura 4.2: Efeito Rüsch.

Deve ser levado em conta que as cargas permanentes nas estruturas são geralmente aplicadas rapidamente, mantendo-se constante ao longo do tempo de tal forma a permitir o desenvolvimento do fenômeno da fluência (item 1.4.10.1). Assim, se o nível de tensão inicial for superior à resistência de longo prazo (ponto A da Figura 4.2) poderá, após certo tempo, ocorrer o colapso do elemento estrutural por ter sido atingido o limite de ruptura

(ponto B da Figura 4.2). Por outro lado, se o nível de tensão inicial for inferior à resistência de longo prazo (ponto

C da Figura 4.2) não haverá ruptura, mesmo com o desenvolvimento do fenômeno da fluência (ponto D da Figura

4.2).

Desta forma, para que não ocorra ruína é necessário que o limite de fluência seja atingido antes do limite de ruptura. Isto é feito limitando a resistência do concreto a um valor inferior à resistência de curto prazo. Daí decorre o fato da ABNT NBR 6118 adotar para a máxima resistência de cálculo do concreto o valor 0,85 fcd. Esse valor leva em conta não só o efeito Rüsch como também o ganho de resistência do concreto ao longo do tempo e a influência da forma cilíndrica do corpo de prova.

Como simplificação 18 pode ser adotado, para representar o diagrama tensão-deformação do concreto, o diagrama mostrado na Figura 4.3, o qual corresponde a uma adaptação do item 17.2.2-e da ABNT NBR 6118 19 . Este diagrama pode ser representado pela Equação 4.1.

Figura 4.3: Diagrama tensão deformação simplificado de cálculo do concreto. ( ) Equação 4.1 4.2
Figura 4.3: Diagrama tensão deformação simplificado de cálculo do concreto.
(
)
Equação 4.1
4.2
DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO AÇO
4.2.1
CONVENÇÃO

A representação das tensões será feita usando-se o eixo vertical, correspondendo a parte superior às tensões de

tração e a inferior as tensões de compressão. No caso do aço, para diferenciar tração de compressão serão usadas as aspas simples ( ) nas tensões de compressão.

A representação das deformações será feita usando-se o eixo horizontal, sendo os alongamentos representados a

direita e os encurtamentos à esquerda. Para diferenciar alongamento de encurtamento, serão usadas as aspas

simples ( ‘ ) nos encurtamentos.

As deformações e as tensões serão consideradas, nos diagramas, sempre em valores absolutos.

4.2.2 DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO AÇO

18 Ver Seções transversais de concreto armado sujeitas a solicitações normais, M. A. Marino, COPEL, 1979.

19 O item 17.2.2-e da ABNT NBR 6118 prevê, para alguns casos, c = 0,80 fcd para 0,7 c 3,5(ver Capítulo [5], item [5.4]).

No caso dos aços, a ABNT NBR 6118, item 8.3.6, apresenta o diagrama simplificado mostrado Figura 4.4, onde no trecho inclinado é válida a Lei de Hooke e o limite de alongamento é fixado em 10‰. O limite de encurtamento é tomado igual a 3,5‰, compatível com o limite do concreto (Figura 4.1 e Figura 4.3). Este diagrama pode ser representado pela Equação 4.2.

Figura 4.4: Diagrama tensão deformação de cálculo do aço. Equação 4.2 Os valores de fyd
Figura 4.4: Diagrama tensão deformação de cálculo do aço.
Equação 4.2
Os valores de fyd e yd, para os aços destinados a estruturas de concreto armado estão mostrados na Tabela 4.1.
Os valores de fyd são determinados pela Equação 3.22 com o coeficiente de minoração da resistência s igual a
1,15 (Tabela 3.9). Os valores de yd são definidos pela Lei de Hooke, onde o Módulo de Elasticidade E s é tomado
igual a 210 GPa (item 1.5.5).
Aço
fyk
fyd
yd
CA-25
250
MPa
217
MPa
1,035‰
CA-50
500
MPa
435
MPa
2,070‰
CA-60
600
MPa
522
MPa
2,484‰

Tabela 4.1: Aços - valores de cálculo - ELU 20

EXEMPLO 4.1

Determinar, para a viga abaixo representada:

A posição da linha neutra (x);

A força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd);

A força resistente de cálculo atuante na armadura superior (R'sd);

A força resistente de cálculo atuante na armadura inferior (Rsd);

Os esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd).

20 No caso de combinações excepcionais, o valor de fyd deve ser tomado igual a fyk (s = 1,0 Tabela 3.7).

Dados:

Concreto: C25;

Aço: CA-50;

Armadura superior: 2 12,5 mm;

Armadura inferior: 3 16 mm;

Encurtamento do concreto: 2,5‰ para a fibra mais comprimida;

Alongamento da armadura: 10,0‰ para a barra mais tracionada.

Considerar:

Estado limite último, combinações normais (c = 1,4 e s = 1,15); e

Diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (c = 0,85 fcd para

0,7‰  c 3,5‰).

Solução: A posição da linha neutra fica definida pelo diagrama de deformações. As tensões na
Solução: A posição da linha neutra fica definida pelo diagrama de deformações. As tensões na região de concreto
comprimido serão determinadas pela Equação 4.1 e as tensões nas armaduras serão definidas pela Equação 4.2.
As resistências de cálculo correspondem às forças atuantes na região de concreto comprimido (R cd = Acc c), na
região da armadura comprimida (R'sd = A's 's) e na região da armadura tracionada (Rsd = As s). Os esforços
resistentes de cálculo (NRd e MRd) ficam definidos pelas forças Rcd, R'sd e Rsd, como mostrado na figura abaixo.

a) Dados - uniformização de unidades (kN e cm)

fck 25 MPa 2,5 kN/cm

2

c 1,40

(ELU - combinação normal)

f

cd

f

ck

1,40 2,5

c

1,79 kN/cm

2

f yk

500 MPa 50 kN/cm

2

s 1,15

(ELU - combinação normal)

f yd

f

yk

50

s

1,15

43,5 kN/cm

2

Es 210 GPa 210000MPa 21000 kN/cm

A

s,sup

A

'

s

2

 1,25

2

4

2,45 cm

2

2

A

s,inf

A

s

3

 1,6

2

4

6,03 cm

2

c

2,5‰

  10,0‰ bw  20 cm s d '   55 50 cm
 10,0‰
bw  20 cm
s
d '   55 50 cm cm
d
h
5 cm
b) Posição da linha neutra (x)
x
 
c
 
d
 
 
 
c
s
x
 
c
x
d
 
c
s
2,5‰
 
 0,20
x x d  0,20 50  10,0 cm
x
2,5‰ 10,0‰
x  10,0 cm
c) Posição da deformação 0,7‰ (y)
y      0,7‰ 
     0,7‰   d
c
  x  
c
 
 
c
c
s

y

d

 

 

c

s

 

y

   0,7

 

c

y    0,7 ‰     c

y

    2,52,5

0,710   0,144

y y d 0,144 50 7,2 cm

y 7,2 cm

y

x 10,0

7,2

0,72

 7,2 cm y  7,2 cm ◄ y  x 10,0 7,2  0,72 y

y 0,72x

21

21 Como mostrado no Capítulo [5], Equação [5.5], a ABNT NBR 6118, item 17.2.2-e, permite adotar, de modo simplificado, y = 0,8 x, para qualquer estado de deformação.

d)

Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)

c

0,85f

cd

0,7

 

c

3,5

c 0,85 1,79 1,52 kN/cm

R

cd

y

b

w

área

σ

c

tensão

2

Rcd bw y d0,85fcd

Rcd 0,85y bw dfcd

Rcd 0,85 0,144 20501,79 219,1kN

Rcd 219,1kN

e) Deformação da armadura comprimida ('s)

e) Deformação da armadura comprimida (  ' s )  x  '  '
 x  '  '  '   d    s
 x
'
'
'
 
d   
s
x
c
   x d
d x   
s
'
d
 
x
 
d
c
x
'
s
'
d
x
d
s
1 
x
5
 0,20 
'
 
50
2,5‰ 1,25‰
s
0,20
f)
Força resistente de cálculo atuante na região da armadura comprimida (R'sd)
'
 E  f
'
s
s
s
yd
1,25
 
'
21000
26,25 kN/cm
2
43,5 kN/cm
2
s
1000
R
'
 A 
'
  
'
sd
s
s
R
2,45
área
tensão
'
26,25
64,3 kN
sd 
R
'
64,3kN
sd 

g) Força resistente de cálculo atuante na região da armadura tracionada (Rsd)

s s Es fyd

 

s

10,0

1000

21000

s 43,5 kN/cm

2

R

sd

A

s

área

 

s

tensão

210 kN/cm

2

43,5 kN/cm

2

Rsd 6,03 43,5 262,3kN

Rsd 262,3kN

h) Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

262,3kN h) Esforços resistentes de cálculo (N Rd e M Rd ) NRd  Rsd -Rcd
NRd  Rsd -Rcd -Rsd ' NRd  262,3 - 219,1- 64,3  -21,1kN (positivo
NRd  Rsd -Rcd -Rsd
'
NRd  262,3 - 219,1- 64,3  -21,1kN
(positivo para tração)
N
-21,1kN
compressão
Rd
 h
y 
M
R
h
d
R
2   R    h 2
 d 
'
Rd
sd
 2
cd
   h 2
' sd
(positivo para sentido horário)
 55
7,2   
  55 2
M
262,3
55
50
   
219,1
   64,3
5
  
MRd 262,327,5  5 219,127,5  3,6 64,327,5  5  12 585,0 kNcm
Rd
2
 
  55 2
2
 
 
M
125,8 kNm
positivo
Rd
i)
Condição limite de segurança
A condição limite de segurança corresponde à igualdade da Equação [3.20]:
Rd  Sd

N

Rd

N

Sd



21,1kN

compressão

M

Rd

M

Sd

125,8 kNm

momento positivo

j) Consideração do espaço ocupado por barras na região de concreto comprimido

Deve ser observado que na determinação do valor da força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd) foi ignorada a existência da armadura superior, tomando-se a seção de concreto comprimido sem o desconto de 2,45 cm 2 (área correspondente a 2 12,5 mm).

A consideração do espaço ocupado por armadura na região de concreto comprimido pode ser feita de duas maneiras:

descontando da área de concreto comprimido a área da armadura existente nesta região (altera o valor de Rcd, bem como seu ponto de atuação que deixa de ser y/2 por se tratar de seção vazada);

ou

descontando da tensão atuante na barra comprimida, a tensão atuante no concreto comprimido (altera apenas o valor de R'sd).

A primeira solução é a mais trabalhosa pois implica na definição do centro de gravidade de uma seção vazada (deixa de ser y/2). A segunda solução é a mais simples, como demonstrado a seguir:

N

Rd

R

sd

NRd Rsd

N Rd

R

sd

- R

cd

- R

'

sd

'

A  

s

c

tração

'

'

'

Rcd As   A 

s

s

R

cd

'

'

A    

s

s

c

'

R sd,mod

c

Desta forma, alterando-se o valor da força resistente de cálculo atuante na região da armadura
Desta forma, alterando-se o valor da força resistente de cálculo atuante na região da armadura
comprimida (R'sd), tem-se:
R
'
A
'
  
'
A
'
 
'
 0,85f
sd,mod 
s
s
c
s
s
cd
R
'
2,45
26,25  0,85  1,79

60,6 kN
sd,mod 
N
R
- R
- R
'
NRd  262,3 - 219,1- 60,6  -17,4 kN
Rd
sd
cd
sd,mod
N
-17,4 kN
compressão
Rd
 h
M
R
 h
h
d
y 
R
2   R
 d 
'
Rd
sd
 2
cd
   h 2
' sd,mod
 2
 55
  55 2
7,2   
  55 2
M
262,3
55
50
   
219,1
   60,6
5
  
MRd 262,327,5  5 219,127,5  3,6 60,627,5  5  12 501,7 kNcm
Rd
2
 
2
 
 
M
125,0 kNm
positivo
Rd
21,1
17,4
 
N
 21,3%
Rd
17,4
125,8
125,0
 
M
 0,6%
Rd
125,0
Como pode ser observado, a consideração do espaço ocupado por barras na região de concreto comprimido
só é significativa na determinação do esforço resistente de cálculo NRd (diferença de 21,3%).
k)
Observações

As equações e notações aqui apresentadas são as mesmas do Capítulo [5]. São válidas para a resolução de qualquer tipo de problema referente a seções retangulares submetidas à flexão normal simples ou composta.

A ABNT NBR 6118, item 17.2.2-e, adota para a relação y/x, calculada como 0,72 no item c deste Exemplo, o valor fixo de 0,8 (y = 0,8 x), não considerando, desta forma, as relações tensão-deformação que ocorrem na região de concreto comprimido.

4.3 DOMÍNIOS DA ABNT NBR 6118

Na resolução do Exemplo 4.1, item b), a posição da linha neutra pode ser determinada como mostrado na Figura 4.5, resultando na Equação 4.3. Esta equação mostra que um único valor de x, que deveria corresponder a uma única posição da linha neutra, pode ser obtido com infinitas combinações das variáveis c e s (os conjuntos

c = s = 1, c = s = 2

e c = s = 3,5, dentre outros, correspondem a x = 0,5). A fim de evitar infinitas

soluções para a posição de linha neutra em uma peça sujeita a solicitações normais, a ABNT NBR 6118, item 17.2.2-g, estabelece que o estado limite último seja caracterizado quando a distribuição das deformações na seção transversal pertencer a um dos domínios definidos na Figura 4.6.

Figura 4.5: Posição da linha neutra. Equação 4.3
Figura 4.5: Posição da linha neutra.
Equação 4.3

Figura 4.6: Domínios de estado limite último de uma seção transversal.

Na Figura 4.6 as retas e domínios correspondem a:

Reta a: tração uniforme (s= 10‰ e s = 10‰), obtida por força de tração centrada;

Domínio 1: tração não uniforme, sem compressão (s10e s = 10‰), obtida por força de tração excêntrica;

Domínio 2: flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto e com máximo alongamento do aço tracionado (0 c 3,5‰ e s = 10‰), obtida por momento fletor isolado ou força de compressão excêntrica;

Domínio 3: flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento do aço tracionado (c = 3,5‰ e yd  s 10), obtida por momento fletor isolado ou força de

compressão excêntrica;

Domínio 4: flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e aço tracionado sem escoamento (c = 3,5‰ e 0 s  yd), obtida por momento fletor isolado ou força de compressão excêntrica;

Domínio 4a: flexão composta com armaduras comprimidas (c = 3,5e s 0), obtida por força de compressão excêntrica;

Domínio 5: compressão não uniforme, sem tração (2 c 3,5e -2 s 0), obtida por força de compressão excêntrica;

Reta b: compressão uniforme (c = 2e s = 2), obtida por força de compressão centrada.

Deve ser observado, na Equação 4.3, que:

A reta a (tração uniforme) corresponde ao valor x = -(s é igual a 10e c é quem sofre variação até chegar ao valor -10);

 A reta b (compressão uniforme) corresponde ao valor x = + (c é igual
 A reta b (compressão uniforme) corresponde ao valor x = + (c é igual a 2‰ e s é quem sofre variação
até chegar ao valor -2‰).
A definição dos domínios de estado limite último de uma seção transversal (Figura 4.6) vai implicar que se
imponham limites para a equação estabelecida no item c) do Exemplo 4.1 que define a posição de deformada
0,7‰ (ordenada y), como mostrado na Figura 4.7. Ao contrario de x, que pode sofrer uma variação de - a +, y
deverá ficar limitado como estabelecido na Equação 4.4, obedecendo a condição de y  h.
Figura 4.7: Posição da deformada 0,7‰.
(
) {
Equação 4.4

As retas a e b, bem como os domínios mostrados na Figura 4.6, podem, também, ser representados por valores de x obtidos da Equação 4.3. Para tal torna-se conveniente usar a convenção de sinais apresentada na Figura 4.8 (encurtamentos positivos para o concreto e alongamentos positivos para as armaduras). A origem da ordenada x ocorre no ponto O, posição da fibra de concreto mais comprimida ou menos tracionada. As ordenadas x (posição da linha neutra), d (posição da armadura mais tracionada) e d’ (posição da armadura menos tracionada 22 ), também são posicionadas a partir da fibra de concreto mais comprimido (ponto O), com sentido positivo na

22 Observar que a armadura A’s passou a ser chamada de armadura menos tracionada e não mais de armadura comprimida. Como a Figura 4.8 mostra, esta armadura, dependendo da posição da linha neutra, poderá estar tracionada. Observar, também, que a própria armadura As, dependendo da posição da linha neutra, poderá estar comprimida (ver domínios 4a e 5 da Figura 4.6).

direção da armadura mais tracionada (mesmo sentido positivo de x).

mais tracionada (mesmo sentido positivo de  x ). Figura 4.8: Convenção de sinais para 

Figura 4.8: Convenção de sinais para x.

Usando a convenção de sinais apresentada na Figura 4.8, as retas a e b, bem
Usando a convenção de sinais apresentada na Figura 4.8, as retas a e b, bem como as retas limite entre os
domínios, mostradas na Figura 4.6, podem ser representadas pelas seguintes equações:
reta a (tração simples)
Equação 4.5
reta 1-2 (limite entre os domínios 1 e 2)
Equação 4.6
reta 2-3 (limite entre os domínios 2 e 3)

Equação 4.7

reta 3-4 (limite entre os domínios 3 e 4)

(

)

(

)

Equação 4.8

(

)

reta 4-4a (limite entre os domínios 4 e 4a)

reta 4a-5 (limite entre os domínios 4a e 5)

Equação 4.9

( ) Equação 4.10 ( ) reta b (compressão simples) Equação 4.11
(
)
Equação 4.10
(
)
reta b (compressão simples)
Equação 4.11

Figura 4.9: Deformações das armaduras.

Além das deformações c e s, é conveniente, também, representar s (encurtamento da armadura comprimida ou alongamento da armadura menos tracionada) como função de x (Figura 4.9). Na resolução do Exemplo 4.1, foi mostrado que s pode ser determinado pela Equação 4.12 23 .

23 Observar que a Equação 4.12, que segue a convenção de sinais da Figura 4.8, diferente, no sinal, da equação apresentada no Exemplo 4.1, item e).

{

(

(

)

)

EXEMPLO 4.2

Equação 4.12

Determinar, para a seção abaixo representada, o diagrama NRd x MRd.

Dados:

 Concreto: C25;  Aço: CA-50;  Armadura superior: 2  12,5 mm;  Armadura
 Concreto: C25;
 Aço: CA-50;
 Armadura superior: 2  12,5 mm;
 Armadura inferior: 2  12,5 mm;
Considerar:
 Estado limite último, combinações normais (c = 1,4 e s = 1,15);
 Domínios da ABNT NBR 6118;
 Diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (c = 0,85 fcd para
0,7‰  c  3,5‰).

Solução: A solução do problema consiste na determinação de pares de valores NRd, MRd para diversas posições da linha neutra. Estas posições da linha neutra poderão ser as retas a e b e as retas limites dos domínios da Figura 4.6. Com os valores de x definidos pelas retas, os alongamentos e encurtamentos poderão ser calculados usando as equações, Equação 4.5 a Equação 4.12. As tensões na região de concreto comprimido serão determinadas pela Equação 4.1 e as tensões nas armaduras serão definidas pela Equação 4.2. As resistências de cálculo correspondem às forças atuantes na região de concreto comprimido (Rcd = Acc c), na região da armadura comprimida (R'sd = A's 's) e na região da armadura tracionada (Rsd = As s). Os esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd) ficam definidos pelas forças Rcd, R'sd e Rsd, como mostrado na figura abaixo.

a) Dados - uniformização de unidades (kN e cm) fck  25 MPa  2,5
a) Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck  25 MPa  2,5 kN/cm
2
 c  1,40
(ELU - combinação normal)
2,5
f
 
f ck
 1,79 kN/cm
2
cd
c 1,40
f
 500 MPa  50 kN/cm
2
 s  1,15
yk
(ELU - combinação normal)
50
 
f yk
 43,5 kN/cm
2
f yd
s 1,15
Es  210 GPa  210000MPa  21000 kN/cm
2
 1,25
2
A 
A
'
2
 2,45 cm
2
s,sup
s
4
 1,25
2
A A
2
 2,45 cm
2
bw  20 cm
s,inf
s
4
d
d
h
' 
  55 50 cm cm
5 cm

d '

5

d 50

55

h

d 50

0,10

1,10

b) Alongamentos e encurtamentos (c, s e s)

c Figura 4.6 (Equação 4.5 a Equação 4.11) s Figura 4.6 (Equação 4.5 a Equação 4.11)

'     d    x    c 
'
d

x
c
x
'
s

d

s

ou


d

'



x


d

1 


x

(Equação 4.12)

c) Posição da deformação 0,7‰ (y)

(Equação 4.12) c) Posição da deformação 0,7‰ (y) y      0,7‰ 
y      0,7‰     0,7‰   d
y      0,7‰ 
   0,7‰   d
c
 x  
c
 
c
c
s
 0,0
y
   0,7‰  
c
 
(Equação 4.4)
y
d
 
c
s
h
d
d)
Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
 0,85f
0,7‰
 
3,5‰
c
cd
c
R
 b 
y
 σ 
cd
c
Rcd  bw y d 0,85fcd
área w
tensão
Rcd  0,85y bw d fcd

e) Força resistente de cálculo atuante nas armaduras As (Rsd) ou A’s (R’sd)

s s Es fyd

Rsd As s

Os valores de Rsd e R’sd são determinados da mesma forma (mesmas equações).

Se a armadura (As ou A’s) estiver alongada (s ou s positivo) a força resultante (Rsd ou R’sd) correspondera a força de tração. Caso contrário, a força de compressão.

A figura apresenta somente o caso da armadura As (são mostrados d e Rsd). Para a armadura A’s apareceriam d’ no lugar de d e R’sd no lugar de Rsd.

apareceriam d’ no lugar de d e R’ sd no lugar de R sd . f)

f) Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd) convenção de sinais

NRd  Rsd -Rcd Rsd ' (positivo para tração) M    h 
NRd  Rsd -Rcd Rsd
'
(positivo para tração)
M
 
 h
y 
h 
R
h
d
R
 R  d 
'
Rd
sd
 2
cd
   h 2
2 
' sd
2 
 h - y 
h 
M
 h 2    R  
R
 d
 R  d 
'
Rd
sd
cd
2
' sd
2 
(positivo para sentido horário) 24
g) Reta a (tração simples)

c

x

 10

 

s

10

  

Equação 4.5

  s  10 ‰    Equação 4.5 g.1) Deformação da armadura A’

g.1)Deformação da armadura A’s (s)

24 Esta equação segue a convenção de sinais apresentada na Figura 4.8 e por isto difere um pouco da equação apresentada no Exemplo 4.1, item h).

'

 

s

'

s

 

'

d

d



x

1 

x

s

0,10 1      10‰ 10‰

g.2)Posição da deformação 0,7‰ (y)

y

y

d

   0,7 

 

c

 

c

s

0,0

h

d

  10‰   0,7‰ 10‰        
10‰
0,7‰ 10‰         0,000
y
   
10‰
y
y
 
y
d
y
0,000 
y
0,00cm
50
g.3)Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
Rcd  0,85y bw d fcd
Rcd  0,85 0,000 20501,79  0,00 kN
g.4)Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
s s Es  fyd
10
21000
210kN/cm
2
43,5kN/cm
2
 
43,5kN/cm
2
s
1000
A s s
s
Rsd
Rsd  2,45 43,5  106,58kN
g.5)Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
'
 E  f
'
s
s
s
yd

' 10

 

s 1000

'

Rsd A

'

s



R

'

sd

2,45

21000 210kN/cm

'

s

43,5

106,58kN

2

43,5kN/cm

2

'

  43,5kN/cm

s

2

g.6)Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

'

NRd Rsd -Rcd Rsd

NRd 106,58 - 0,00 106,58 213,16kN (tração)

M Rd

R

sd

   d

h 2    R  

cd

h - y

2

' sd

'

 R d

h

2

M

Rd

106,58

   50

MRd 0,00kNm

55   0,00    55

2

0,00   106,58

2

 N   213,16 kN tração  Rd reta a    M
 N
 
213,16 kN
tração
Rd
reta a
 
M
 0,00kNm
Rd

h) Reta 1-2

 

5

55 2    0,00kNcm

  0‰  c    10‰  Equação 4.6 s  
  0‰ 
c
  10‰
Equação 4.6
s
  0,000
x
h.1)Deformação da armadura A’s (’s)
'
d

x
'
d
 
s
1 
s
x
   0,10 1
'
s
 
0,000 0,000   10‰ 1‰
Posição da deformação 0,7‰ (y)
 0,0
y
   0,7‰  
c
 
 
y
d
 
c
s
h
d
 y
0,7‰ 10‰    0,070
 
0,000
    0‰ 0‰
y

 

y

y

d

0,000

y

50

y

0,00cm

h.2)Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)

Rcd 0,85y bw d fcd

Rcd 0,85 0,000 20501,79 0,00 kN

h.3)Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)

s s Es fyd

s

10

1000

21000 210kN/cm

Rsd A s s

2

Rsd 2,4543,5 106,58kN

43,5kN/cm

2

 

s

h.4)Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)

 

'

'

s

 E f

s

s

yd

 

'

s

1

1000

21000

'

'

'

Rsd A

s



s

 

'

21,0kN/cm

R

sd

2,45

21,0

51,45kN

2

43,5kN/cm

2

'

 

s

43,5kN/cm

2

21,0kN/cm

2

h.5)Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

NRd  Rsd -Rcd Rsd ' NRd 106,58 - 0,00  51,45 158,03kN (tração) 
NRd  Rsd -Rcd Rsd
'
NRd 106,58 - 0,00  51,45 158,03kN (tração)
 h - y 
h 
M
R
 d
h 2    R  
 R  d 
'
Rd
sd
cd
2
' sd
2 
M
106,58
50
55   0,00    55
0,00   51,45
 
5
55 2    1240,43kNm
MRd  12,40kNm
Rd
2 
2
(positivo)
 N
 158,03 kN
tração
Rd
reta12
M
 12,40kNm (positivo)
Rd
i)
Reta 2-3
  3,5‰ 
c
  10‰
Equação 4.7
s
  0,259
x

i.1) Deformação da armadura A’s (s)

'

 

s

d

'

d

 

x

x

c

'

s

   0,10

0,259 0,259   3,5‰



2,15

i.2) Posição da deformação 0,7‰ (y)

y

y

y

d

0,7 

 

 

c

 

c

s

0,0

h

d

    3,53,5

0,710   0,207

 

y

y

d

0,207

y

50

y

10,35cm

i.3) Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)

Rcd  0,85y bw d fcd Rcd  0,85 0,207 20501,79  314,95 kN i.4)
Rcd  0,85y bw d fcd
Rcd  0,85 0,207 20501,79  314,95 kN
i.4) Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
s s Es  fyd
10
 
21000
210kN/cm
2
43,5kN/cm
2
 
43,5kN/cm
2
s
1000
A s s
s
Rsd
Rsd  2,45 43,5  106,58kN
i.5) Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
' '
 E  f
s
s
s
yd
 2,15
 
'
 21000

 45,15kN /cm
2
 
'
43,5kN /cm
2
s
1000
s
Rsd  A
' 2
 43,5kN / cm
'
'

'
s
s
s
R
'
2,45
 
43,5

106,58kN
sd 
i.6) Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd  Rsd -Rcd Rsd
'

NRd 106,58 - 314,95 -106,58 314,95kN

(compressão)

M

M

Rd

Rd

  d

h 2    R  

cd

  

50

h - y

2

' sd

'

h

2

R

106,58

 R d

sd

55   314,95    55

2

2

10,35   106,58

MRd 118,27kNm

(positivo)

 

5

 N  314,95kN  compressão  Rd  reta23    118,27kNm (positivo)
 N
 314,95kN
compressão
Rd
reta23
 
 118,27kNm (positivo)
M Rd

j) Reta 3-4

55 2    11827,36kNcm

  3,5

c

 

s

  2,07

  0,628

x

Equação 4.8

 2,07 ‰   0,628 x   Equação 4.8 j.1) Deformação da armadura A’

j.1) Deformação da armadura A’s (s)

'  d     x '  d    
'
 d
 
x
'
d
 
s
c
x
   0,10
'

2,94‰
s
0,628 0,628   3,5‰
j.2) Posição da deformação 0,7‰ (y)
 0,0
y
   0,7‰  
c
 
y
d
 
c
s
h
d
3,5‰  0,7‰   0,502
y
   3,5‰
2,07‰ 
y
 
y
d
y
0,502 
y
25,10cm
50
j.3) Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
Rcd  0,85y bw d fcd

Rcd 0,85 0,502 20501,79 763,79 kN

j.4) Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)

s s Es fyd

 

s

2,07

1000

21000

Rsd A s s

43,5kN /cm

2 OK

Rsd 2,4543,5 106,58kN

j.5) Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)

 

'

'

s

 E f

s

s

yd

'

 

s

2,94

1000

'

Rsd A

'

s



'

s

R

'

sd

2,45

 

21000

2

 61,74kN/cm



'

s

43,5kN /cm

2

43,5



106,58kN

'

  43,5kN/cm

s

2

j.6) Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

'

NRd Rsd -Rcd Rsd

NRd 106,58 - 763,79 -106,58 763,79kN (compressão)

M

Rd

R

sd

d

h 2    R    h 2 - y  

cd

' sd

'

 R d

h

2

   M  106,58   50  55   763,79 
M
106,58
50
55   763,79    55
25,10   106,58
 
5
55 2    16214,76kNcm
MRd  177,42kNm (positivo)
Rd
2 
2
 N
 763,79kN
compressão
Rd
reta34
M
 162,15kNm (positivo)
Rd
k)
Reta 4-4a
  3,5‰ 
c
  0‰
Equação 4.9
s
  1,000
x
k.1)Deformação da armadura A’s (’s)
'
 d
 
x
'
d
 
s
c
x

'

s

   0,10

1,000 1,000   3,5‰



3,15

k.2)Posição da deformação 0,7‰ (y)

y

y

d


   0,7 

 

c

 

c

s

0,0

h

d

y

   3,53,5

0,7  0,800

0

 

y

y

d

0,800

y

50

y

40,00cm

k.3)Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)

Rcd 0,85y bw d fcd

Rcd 0,85 0,800 20501,79 1217,20 kN

k.4)Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)

s s Es  fyd 0,0    21000  0,00kN /cm 2 s
s s Es  fyd
0,0
 
21000
0,00kN /cm
2
s
1000
A s s
Rsd
Rsd  2,450,00  0,00kN
k.5)Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
'
 E  f
'
s
s
s
yd
 3,15
 
'
21000
  66,15kN / cm
2
 
'
43,5kN / cm
2
s
1000
s
Rsd  A
 43,5kN /cm
2
'
'

'
'
s
s
s
R
'
2,45
 
43,5

106,58kN
sd 
k.6)Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd  Rsd -Rcd Rsd
'
NRd  0,00 -1217,20 -106,58 1323,78kN (compressão)
 h - y 
h 
M
R
 d
h 2    R  
 R  d 
'
Rd
sd
cd
2
' sd
2 
M
0,00
50
55   1217,20    55
40,00   106,58
 
5
55 2    11527,05kNcm
Rd
2 
2

MRd 115,27kNm (positivo)

 N  1323,78kN  compressão  Rd reta 44a     115,27kNm
 N
 1323,78kN
compressão
Rd
reta 44a
  
 115,27kNm (positivo)
M Rd

l) Reta 4a-5

    3,5‰ c    1   55  
  3,5‰
c
  1 
55
55
  1,100
x
50

s

50

3,5

-0,32‰


Equação 4.10

l.1) Deformação da armadura A’s (s)

4.10 l.1) Deformação da armadura A’ s (  ’ s ) '  d 
'  d     x '  d    
'
 d
 
x
'
d
 
s
c
x
   0,10
'

3,18‰
s
1,100 1,100   3,5‰
l.2) Posição da deformação 0,7‰ (y)
 0,0
y
   0,7‰  
c
 
y
d
 
c
s
h
d
3,5‰  0,7‰   0,880
y
   3,5‰
0,32‰ 
y
 
y
d
y
0,880 
y
44,00cm
50
l.3) Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
Rcd  0,85y bw d fcd

Rcd 0,85 0,880 20501,79 1338,92kN

l.4) Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)

s s Es fyd

 

s

0,32

1000

21000

Rsd A s s

2

 6,72kN/cm



s

43,5kN / cm

2

Rsd 2,456,7216,46kN

  6,72kN/cm

s

2

l.5) Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)

 

'

'

s

 E f

s

s

yd

'

 

s

3,18

1000

'

Rsd A

'

s



'

s

R

'

sd

2,45

 

21000

2

 66,78kN /cm



'

s

43,5kN / cm

2

43,5



106,58kN



'

s

 43,5kN / cm

2

l.6) Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

'

NRd Rsd -Rcd Rsd

NRd 16,46 -1338,92 -106,58 1461,96kN

M

Rd

R

sd

d

h 2    R    h 2 - y  

cd

' sd

'

 R d

h

2

(compressão)

   M  16,46   50  55   1338,92 
M

16,46
50
55   1338,92    55
44,00   106,58
 
5
55 2    9391,76kNcm
MRd  93,92kNm (positivo)
Rd
2 
2
 N
 1461,96kN
compressão
Rd
reta 4a5
M
 93,92kNm (positivo)
Rd
m)
Reta b
  2,0‰ 
c
  2,0‰
Equação 4.11
s
  
x
m.1)
Deformação da armadura A’s (’s)
'
 d
 
x
'
d
 
s
c
x

m.2)

'

s

0,10    2,0

 



2,0

Posição da deformação 0,7‰ (y)

y

y

d


   0,7 

 

c

 

c

s

0,0

h

d

y

   22

0,7  

2

y

 

y

y

d

1,100

y

50

y

55,00cm

h

d

1,100

m.3)

Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)

Rcd 0,85y bw d fcd

Rcd 0,85 1,100 20501,79 1673,65 kN

m.4)

Força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)

s s Es  fyd   2     21000  
s s Es  fyd
 2
 
21000

 42,00kN/cm
2
 
42,00kN/cm
2
s
1000
s
Rsd  A s s
 43,5kN / cm
2
s
Rsd  2,45 42,00102,90kN
m.5)
Força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
'
 E  f
'
s
s
s
yd
 2
 
'
21000

 42,00kN/cm
2
 
'
42,00kN/cm
2
s
1000
s
Rsd  A

'
 43,5kN /cm
2
'
'
'
s
s
s
R
'
2,45
 
42,00

102,90kN
sd 
m.6)
Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd  Rsd -Rcd Rsd
'
NRd 102,90 -1673,65 -102,90 1879,45kN
(compressão)
 h - y 
h 
M
R
 d
h 2    R  
 R  d 
'
Rd
sd
cd
2
' sd
2 
M

102,90
50
55   1673,65    55
55   106,58
 
5
55 2    0,00kNcm
Rd
2 
2

MRd 0,00kNm

 N   1879,45kN compressão  Rd reta b    M 
 N
 
1879,45kN
compressão
Rd
reta b
 
M
 0,00kNm
Rd

n) Diagrama NRd x MRd

■ Tendo sido estabelecido valores para x que definem os limites dos domínios, como também
Tendo sido estabelecido valores para x que definem os limites dos domínios, como também as relações entre x e
as deformações do concreto e das armaduras (Equação 4.3 e Equação 4.12) torna-se possível uma formulação
matemática para os domínios da ABNT NBR 6118. Considerando a convenção de sinais da Figura 4.8, tem-se:
domínio 1:
-  x  0,000
(
)
(
)
(
)
Equação 4.13
(
)
(
)
domínio 2:
0,000  x  0,259

(

)

(

)

{

0,259  x {

(

domínio 3:

(

(

)

)

)

(

(

(

(

)

)

)

)

Equação 4.14

(

)

(

)

{

domínio 4:

(

(

(

) }  x 1,000

)

)

( )

(

(

)

)

( )

Equação 4.15

( ) ( ) ( ) Equação 4.16 ( ) ( ) { ( )
(
)
(
)
(
)
Equação 4.16
(
)
(
)
{
(
)
h
domínio 4a: 1,000  x
d
(
)
(
)
(
)
Equação 4.17
(
)
(
)

domínio 5:

[

[

h

d

x+

) ]

(

) ]

(

(

(

)

)

Equação 4.18

[

) ]

(

(

)

[ ) ] ( ( ) 4-83