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Parágrafo

Ponto Final. Paragrafo Ano IV - nº 1 - DEZEMBRO 2009

O papel das Bibliotecas Escolares


(BEs) foi evoluindo ao longo dos
tempos, acompanhando a alteração
dos paradigmas sociais.

pág. 3

Ciência tanto significa um método


especial de descobrir coisas como o corpo de
Publicação da ESCOLA SECUNDÁRIA DR. JÚLIO MARTINS

conhecimentos resultante dessas descober-


tas. Pode também significar as novas coisas
(quando se descobre algo) ou mesmo a rea-
lização de novas coisas por aplicação do que
se descobre. A este último campo chama-se
habitualmente tecnologia.

pág. 10

Um Conto de Natal
Mensagens De repente, passou uma pequena
Clube da Hipotenusa nuvem de tristeza sobre os olhos
Sentimentos de Francisca. A avó Josefa partira
Perspectivas há dois anos …
Speaker´s Corner pág. 22
El rinc ón del Espa ñol
Especial Natal

1
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Editorial Edição de Inverno


A Escola, como a conhecemos hoje, vai
sofrer alterações, quer no que respeita às
infraestruturas quer às condições do exercí-
cio profissional, tendo em vista promover a 2 Editorial
sua valorização junto da sociedade local.
Contudo, a valorização referida não se O papel da Biblioteca
obtém apenas investindo em melhorias do 3
escolar
edifício escolar. Essa é uma pequena parte
daquilo que constitui a imagem valorizada 4 Mensagens
da nossa escola junto da comunidade a que
pertencemos, por isso, estamos empenha- 5 Ponto de partida
dos em promover o valor da escola por diversas vias. Uma das mais
importantes, a meu ver, encontra-se no reforço da participação infor- 6 Clube da Hipotenusa
mada dos pais/encarregados de educação no desenvolvimento do
projecto educativo que assumimos, possível pela sua especificidade.
8 Matemática
Com efeito, a participação dos pais/encarregados de educação
na estrutura organizativa da escola, é plena nos órgãos de gestão
9 Área Projecto
(Conselho Geral, Conselho Pedagógico) mas ainda diminuta no âmbi-
to da missão do Conselho de Turma, sendo mais evidente nos repre- 10 Mês da Ciência
sentantes dos pais/encarregados de educação do ensino secundário.
O modelo de gestão, actualmente em vigor nas escolas públi-
12 Sentimentos
cas portuguesas, atribui aos pais uma participação activa na defini-
ção e no desenvolvimento da escola. Por isso mesmo, os pais têm
cinco representantes no Conselho Geral. Para percebermos melhor 14 Perspectivas
esta importância, refira-se que logo após os professores, com sete
representantes, os pais/encarregados de educação são o segundo 16 Entrevistas
grupo maior.
É visível que, neste actual modelo de gestão, que criou as con- 18 Speaker´s Corner
dições para que os pais cumpram a sua missão na escola, a Associa-
ção de Pais tem representado e defendido os legítimos interesses dos 21 El rincón del Español
Espa ol
seus associados, constituindo um meio que desejamos venha a
estreitar e potenciar a relação escola/comunidade. 22 Um Conto de Natal
A direcção da escola está fortemente empenhada no envolvi-
mento dos pais/encarregados de educação no sucesso educativo dos 23 Desporto Escolar
seus filhos/educandos, e para isso tem programadas iniciativas, com
os esforços e competência dos nossos docentes, que apelam à coo- 24 Especial Natal
peração na organização de eventos, ao encontro e reunião dos pais/
encarregados de educação na escola, à presença nos conselhos de
turma, à cooperação com o director de turma na melhoria dos resul-
tados escolares no desenvolvimento dos projectos curriculares de
turma.
A criação de laços perenes, fortes e fecundos entre a escola e
a comunidade local é uma garantia para a criação de valor. Desses
laços resultaram já benefícios para a nossa escola e para a nossa Ponto final. Parágrafo
comunidade, mas queremos ir mais longe. Queremos elevar a rela-
ção de respeito e confiança dos nossos concidadãos com a escola,
promovendo a sua valorização junto da sociedade.
Há ainda longo caminho a percorrer para atingirmos uma efec- http://esb3-drjuliomartins.org
tiva e generalizada participação dos pais/encarregados de educação,
quer no respeitante às tarefas individuais de apoio à melhoria dos
resultados escolares dos seus filhos/educandos, quer na sua partici-
pação na associação que os representa na escola. Redacção/Coordenação
É para modificar a realidade de hoje que convoco os esforços Biblioteca Escolar
de todos. A direcção da escola precisa de todos vós para edificar o Centro de Recursos Educativos
novo amanhã. Um amanhã de sucesso para os vossos filhos.
Vivemos mais um época festiva nesta paragem de Natal de
2009. Tempo de fraternidade e de dádiva ao próximo. Tempo de Colaboração
amor à família, ao que é nosso. A escola sendo Comunidade Educativa
de todos nós, é também a nossa “família”. da Escola Secundária
Dr. Júlio Martins
Para todos um Bom Natal e um próspero
Ano Novo. Edição Gráfica
prof. Sérgio Queirós
Francisco António Chaves de Melo
Director Tiragem
500 Exemplares

2
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

O papel das Bibliotecas Escola- seus pontos fortes e os seus pontos


res (BEs) foi evoluindo ao longo dos fracos, e planificando e implementando
tempos, acompanhando a alteração acções de melhoria. Para isso é funda-
dos paradigmas sociais. De meros mental recolher evidências dos servi-
depósitos de documentos impressos, ços prestados, do impacto das suas
fechados a “cadeado”, a que apenas acções e do grau de satisfação dos
Mariana Mesquita Oliveira
alguns tinham acesso, passaram a seus utilizadores. É um trabalho em
Professora bibliotecária
centros de recursos onde a documen- que, como em qualquer outro, conta-
tação, que inclui agora material livro e mos com a colaboração de todos.
não livro, pode ser consultada livre-
mente, onde se podem utilizar as Actividades da Biblioteca
novas ferramentas tecnológicas, onde 1º Período
se podem realizar actividades de estu- Vitrine:
Vitrine
do e lazer. Mas havia um passo impor- Colecção de objectos do mundo;
tante ainda a dar: torná-las espaços de Outono/Vindimas;
produção de conhecimento.
conhecimento Santos;
O contributo da BE para as Mês Internacional da Ciência (Colaboração dos professo-
aprendizagens, para o sucesso educati- res de Física, Química e Biologia);
vo e para a aprendizagem ao longo da Dia Mundial da Sida (Colaboração da coordenadora do
vida torna-se o seu objectivo principal, Proj. Ed. Saúde);
integrando as grandes metas que a Natal.
Natal
escola define no seu projecto educati-
vo. Espaço Arte:
Arte
Assim, o trabalho da BE incide União Europeia - Exposição de trabalhos dos alunos do 11º G, prof. Joaquim
nos seguintes domínios: Ribeiro;
A. Apoio ao Desenvolvimento Cur- Estado Novo - Exposição de trabalhos dos alunos do 9º Ano – Área de Projec-
ricular to, prof. Glória Simão;
A.1. Articulação curricular da BE Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (professora do Ensino Especial)
com as estruturas de Coordena- Postais de Natal – Exposição de trabalhos de alunos de 7º, 8º e 9º anos –
ção Educativa e Supervisão professores de Educação Visual;
Pedagógica e os Docentes Probabilidades – Exposição de trabalhos dos alunos do 9º ano – professores
A.2. Promoção das Literacias da de Matemática.
Informação, Tecnológica e Digi- Roda dos Alimentos— - Área de Projecto—7º A (Prof. Anabela Pereira)
tal Quadros - Educação Tecnológica—9ºE (Prof. Jacinta Ribeiro)
B. Leitura e Literacia Aula:
Espaço Aula:
C. Projectos, Parcerias e Activida- Sugestão de leitura pelo Director de Turma a todos os alunos no início do
des Livres de abertura à comu- ano: discurso do Presidente Barack Obama;
nidade Implementação do Plano Nacional de Leitura no ensino básico;
C.1. Apoio a actividades livres, Comemoração do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, com leitura de
extra-curriculares e de enrique- um poema e distribuição de marcadores de livros a todos os alunos na
cimento curricular primeira aula do dia 26 de Outubro.
C.2. Projectos e Parcerias BE:
Espaço BE:
Disponibilização de Guiões de Pesquisa de Informação, de Trabalho de Projec-
D. Gestão da Biblioteca Escolar to, Internet Segura, Referências bibliográficas e webgráficas, sites de
D.1. Articulação da BE com a interesse.
Escola. Acesso a serviços pres- Disponibilização de Dossiers Temáticos;
tados pela BE Comemoração do Dia Mundial da Ciência com uma
D.2. Condições humanas e Sessão de Poesia e Canto nos intervalos grandes
materiais para a prestação de da manhã e da tarde de dia 24 de Novembro
serviços (colaboração das professoras Lília Pinto e Nazaré
D.3. Gestão da colecção/da Lopes e alunos Débora Teixeira, Marcelo Fernan-
informação des, António Leonardo, Fernando Pinto, Joana
Como se pode ver, estes domí- Gonçalves, Raquel Ferreira e Rita Pereira);
nios abrangem todas as actividades Concurso “VINTICINCO” (cinco edições)
desenvolvidas na escola e o trabalho Colocação do cesto de livros para a actividade de Bookcrossing.
da BE tem de ser sempre integrado e Comunidade Educativa:
colaborativo. A BE da ESJM está ao Edição do Jornal Escolar;
serviço de toda a comunidade educati- Distribuição do Postal de Natal a todos os alunos;
va e tem como objectivo desenvolver e
apoiar actividades que visem a forma-
ção de cidadãos livres, autónomos,
independentes, críticos, criativos e
responsáveis. Bookcrossing Livros Grátis!
Obviamente que, para poder Lembramos a toda a comunidade educativa (alunos, professores, funcionários,
cumprir o seu papel, a BE tem de ana- pais e encarregados de educação) que podem participar nesta actividade livre de
lisar constantemente a forma como promoção da leitura, trazendo e levando livros do cesto colocado na biblioteca,
está a trabalhar, diagnosticando os quando e pelo tempo que quiserem. O Regulamento da actividade pode ser consul-
tado na BE.

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Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Mensagem à Comunidade Educativa A escola


A Associação de Pais e Encarregados de Educação

U
deseja um Feliz Natal e um Ano promissor em

realizações pessoais, familiares, profissionais e ma escola


escolares a todos os elementos da comunidade educativa, não é um
edifício com muitas salas
representada por alunos, pais, encarregados de educação, onde os alunos entram ao
toque da campainha,
funcionários, docentes, direcção da Escola.
recebem ensinamentos e
tornam a sair. Uma escola
Que as aspirações e anseios se concretizem e possam faz-se todos os dias com muita firmeza. Fazem-na
todos os que nela trabalham sem nenhuma excep-
contribuir de forma positiva para um nível de satisfação
ção. Uma escola é também um lugar onde é preciso
pessoal e de bem estar. saber o que fazer quando se partem braços, se
tomam drogas, se roubam objectos, se cortam veias,
se atropelam alunos, se instauram processos, se
Como Pais e Educadores é da nossa responsabilidade
apalpam meninas... É um lugar onde os pais e encar-
acompanhar o crescimento ,o desenvolvimento, a evolução e regados de educação por vezes vêm desabafar, per-
guntar, pedir, exigir…
desenvolvimento de competências dos nossos filhos em

termos familiares, sociais, escolares como cidadãos de Uma escola é também um lugar cheio de explo-
sões de sons agressivos, onde há dores de cabeça,
direitos e deveres. onde os aborrecimentos se transformam em depres-
sões mas é também um lugar maravilhoso, onde os
No que diz respeito ao processo educativo dos nossos jovens passam por experiências únicas, onde se
vivem paixões, onde os olhos de um jovem de repen-
educandos compete-nos colaborar, apoiar, participar, te se acendem e aquecem. É um lugar onde há lágri-
mas, onde há sorrisos, dramas … É um lugar onde os
acompanhar, fazer-se representar, orientar e ajudar,
professores apelam incessantemente às fontes de
responsabilizar, felicitar pelos resultados obtidos ,dar paciência, os funcionários desesperam com o barulho
nos corredores e com a falta de educação de alguns
ânimo e incentivar a ultrapassar as dificuldades. alunos mas também é um lugar onde há amor, cari-
Estabelecendo um interesse constante de estar com e ao nho, dedicação…

lado dos nossos educandos ajudando-os a crescer, O aluno deve sair da escola com alguma baga-
gem para a vida e a contribuição de todos nós, edu-
desenvolver e a construir o seu projecto de vida. cadores, é relevante para que o jovem se sinta pre-
parado para essa longa viagem.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação desta

Escola representa os alunos, pais e encarregados de Zélia Neves


educação. Contamos com a vosso apoio e participação

nas reuniões, eventos festivos e comemorativos, no

acompanhamento escolar do projecto educativo dos vossos

educandos e na co-responsabilização para o seu desenvolvimento

como pessoas e cidadãos.

Em Representação da A. de PAIS agradecemos a colaboração de toda a A Escola Secundária Dr. Júlio Martins recebeu
uma oferta especial. O Pai natal chegou mais cedo
Comunidade Educativa. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. pela mão da funcionária Marieta Ribeiro, que com
carinho e dedicação bordou a ponto de cruz o logóti-
A Presidente da Associação de Pais po da escola.
Bem haja, Marieta!
Ana Maria Monteiro Martins A escola agradece.

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Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

Ponto de Partida
Aproveitando a sugestão da Coor- do de ter uma postura correcta na sala “Orgulho-me da vida dele porque era
denadora da BE/CRE, decidi apresentar de aula e esforçar-me nas tarefas. como nós e passou por fases muito
à turma do Curso de Formação e Edu- Queria agradecer, por isso, ao Sr. Obo- complicadas.
cação - Carpinteiro de Limpos o ma o apoio que deu aos alunos de todo Este ano vou-me aplicar e estudar a
o mundo. “ matéria que deixei para trás.”
“Manifesto Do Presidente Obama para
os alunos, no Início do Ano Lectivo” e,
Daniel nº5 Luís Filipe Carrazedo Alves nº13
desta forma, despertar reflexões sobre
projectos de vida, bem como outras de “O discurso do Presidente Obama é útil
“O presidente fala-nos da sua vida
cariz mais individual. e interessante para os alunos, princi-
pessoal, antes era como nós, também
Inicialmente, pensei que esta ini- palmente para aqueles que tiveram
lhe custava levantar-se cedo e ir para
ciativa não seria bem acolhida por par- pouca sorte na vida ou para os que
as aulas, mas para ser alguém na vida
te dos alunos, dada a especificidade da estão com intenções de abandonar a
teve de sacrificar-se.
turma. Contudo, e para grande surpre- escola.
Refere que nunca devemos desistir
sa, os alunos reagiram com entusias- Concluí que a mensagem do Presidente
daquilo que queremos, porque se tra-
mo e empenho, debatendo/ é para que os alunos estudem, nunca
balharmos muito poderemos ser aquilo
comentando aspectos que, no seu desistam dos seus objectivos e que um
que desejamos. “
entender, mais os tocaram. dia sejam pessoas de bem, que traba-
Este “Manifesto” foi, apenas, o lhem e ajudem ao crescimento do Micael Fernandes dias nº14
ponto de partida para algumas refle- país.”
xões individuais que a seguir se apre-
“O presidente Obama tinha de se
sentam. David Tenreiro Morais nº6
levantar muito cedo para estudar. Eu
Prof. Isabel Cristina “Barack Obama preocupa-se com a não sei se me conseguia levantar
educação, responsabiliza os professo- assim tão cedo para estudar.”
res, os alunos, refere que os alunos se
“O saber não faz mal a ninguém, só
devem esforçar muito para atingir os Rui Alves nº15
nos ajuda a ter mais conhecimentos.”
objectivos que cada um puder.”
Bruno Miguel Areias nº 3 “Após ter lido este manifesto do presi-
Henrique Lúcio nº9 dente Obama aos alunos, fiquei a per-
“Gostei da parte do discurso em que
Obama diz que a mãe não o podia “O presidente Obama referiu que para ceber que nem tudo pode correr como

mandar para a escola, era ela que lhe conseguir o que queria, teve de estu- nós queremos.

dava umas lições em casa. Isso quer dar muito e trabalhar. Levantar-se Hoje aprendi que nunca devemos

dizer que a vida não é fácil para nin- muito cedo.” desistir das coisas que gostamos, nun-

guém. Temos de nos esforçar para ter ca devemos virar as costas aos estu-
Hugo Ricardo Fernandes nº 10 dos por causa de problemas que
um bom futuro e para sermos alguém
na vida. Temos de esquecer a vida tenhamos.
“No fundo, aprendi que nunca devemos
pessoal e viver a parte boa que a vida Os estudos fazem com que as pessoas
desistir, temos de pensar no futuro,
nos oferece. É que para não sermos fiquem a saber mais.
devemos lutar pelo nosso sonho. Tam-
escravizados no futuro, temos de nos Os estudantes nunca podem desistir
bém aprendi que devemos ser hones-
esforçar agora. No futuro teremos por terem reprovado, devem sempre
tos e respeitarmos os outros para ser-
sucesso, se agora trabalharmos, por- levantar a cabeça e seguir em frente,
mos respeitados na nossa vida.”
que os pais não duram a vida toda porque na vida há maus e bons

para nos darem o que precisamos. José Peixeiro nº11 momentos.”

Temos de nos tornar independentes.”


“O discurso de Obama é para nos Tiago Micael Monteiro Mendes nº16
incentivar e para não desistirmos dos
Carlos Tunes nº4
estudos. “
“O manifesto do Presidente Obama
CEF- Carpinteiro de Limpos
serviu-me para abrir os olhos no senti- Leandro nº 12

5
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

A Origem do traço do SETE


Até nos dias de hoje, muita gente, O
quando escreve o número 7, ainda coloca que dono
r d
um pequeno tracinho no número. Oficial- área quadr e um
m upli terr
mente, este pequeno traço não existe, a ante car eno
s
como dá para constatar, digitando a tecla Exis ua fo ndo n a su
tem rma a m a
7 do teclado do seu computador, calcula- pert
o do qu a qua esma
o d s ca tro drada
dora ou qualquer outro aparelho que pos- o
sua teclado.
Com no não ntos d árvore .
oé a s
poss as quer casa, e
ível? mov
er.
E qual é a origem deste costume?
A origem é por causa da quantidade de
ângulos. Os chamados números arábicos
foram na verdade inventados pelos fení-
cios, mas foram os árabes que os populari-
zaram. Todos os números arábicos têm
relação com a quantidade de ângulos que
eles representam.
O número corresponde com a quantidade
de ângulos.

O nome Google,
Google o
motor de busca mais
famoso da Internet deri-
va da palavra gugol –
um número que é igual a
10100.

Foi o matemático Edward kasner que


lhe deu este nome, quando pediu uma
sugestão ao seu sobrinho de 9 anos e a
resposta foi “gugol”.

Sara Félix 8º B | Nº21

XXVIII OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA


Realizaram-se no dia 11 de Novembro de 2009 na nossa escola a 1ª elimi-
natória das Olimpíadas de Matemática, organizadas pela Sociedade Portu-
guesa de Matemática.
Inscreveram-se um total 84 alunos assim distribuídos:
Pré-Olimpíadas – 8 ; Categoria A – 43 ; Categoria B – 33
Participaram um total 73 alunos assim distribuídos:
Pré-Olimpíadas – 7 ; Categoria A – 40 e Categoria B – 26

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Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

MATEMÁTICOS CÉLEBRES….
Tales de Mileto

Tales de Mileto, era um filósofo,


astrónomo e matemático, nas-
ceu em Mileto, Ásia Menor, ago-
ra Turquia, em 624 a.C. e mor-
reu também em Mileto em 547
a.C.
É o mais antigo e o mais ilustre
dos sete sábios da Grécia anti-
ga. Fundou a escola Jónica nas
colónias da Ásia Menor, desco-
briu várias leis da geometria.
Por ser um grande negociante,
viajou inúmeras vezes pelo lito-
ral do mar Mediterrâneo entre
600 a.C. e 550 a.C. conhecendo
assim várias obras de matemáti-
cos e astrónomos da região,
principalmente no Egipto onde via as grandes pirâmides, tentando assim resolver
um problema: “Como calcular a altura de uma pirâmide sem a medir directa-
mente”.
Observando as sombras e os raios solares descobriu que a sombra de uma
estaca qualquer era proporcional á sombra da pirâmide. A altura da pirâmide é
calculada pela razão entre a sombra da pirâmide somada com a metade da base.

Daniel Monteiro 8ºA Nº13

EQUAÇÃO
Uma equação é fogo para se resolver
É igualdade difícil e de grande porte
É necessário saber todas as regras
E ter até uma boa dose de sorte.
FRASES CÉLEBRES DE PITÁGORAS

"A verdadeira amizade significa unir muitos corações e corpos num coração e
num espírito."
"A vida é como uma sala de espectáculos; entra-se, vê-se e sai-se."
"Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la."
"Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste
em cometê-las."
"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."
"Nada perece no Universo; tudo o que acontece nele é meras transformações."
"Não é livre quem não obteve domínio sobre si mesmo."

Diogo 8º B Nº11

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Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

O que é a matemática?
Realmente é muito difícil definir em poucas palavras o que é matemática e toda definição não conseguirá expressar todo
o significado da matemática: a matemática deriva da palavra grega "matemathike" que significa "ensinamentos". A matemá-
tica é uma ciência formal. Ela também pode ser vista como um sistema formal de pensamento para reconhecer, classificar e
explorar padrões. Mas o que é um padrão? Alguns exemplos para que este conceito fique mais fácil: 1) As listas dos tigres e
as manchas das hienas mostram uma certa regularidade matemática, 2) O número de pétalas das flores mostra-nos um tipo
de padrão curioso, pois na grande maioria delas o número de pétalas ocorre nesta estranha sequência: 3, 5, 8, 13, 21, 34,
55, 89. Observe que 3 + 5 = 8, 5 + 8 = 13 e assim por diante. Realmente temos que admitir que há muita beleza na natu-
reza. Para concluir isso não é necessário saber muita matemática. Porém, há muita beleza também no método matemático, o
qual a partir de indícios deduz regras. Mas é um tipo diferente de beleza que se aplica às ideias e não às coisas. Podemos
além destas duas definições dar uma mais técnica: A matemática como uma expressão da mente humana, activará os refle-
xos, o contemplamento da razão e o desejo pela perfeição estética. É também chamada por muitos de linguagem universal
(é uma linguagem porque é formada por signos linguísticos que passam ideias e significados). Ela pode ser dividida em
matemática pura e aplicada e seus elementos básicos são a lógica e a intuição, análise e construção, generalização e indivi-
dualização.

Qual a importância dela na sociedade?


Como sabemos, a parte mais simples e conhecida da matemática é a aritmética (operações com números). Imagine só
se os números simplesmente não existissem. Parece-me um pouco complicado, não? Temos que admitir que estamos cerca-
dos por números! A qualquer lugar que você vá aparecerá a necessidade de quantificação. Em outras palavras: números.
Esta é talvez a principal teoria matemática, mas não é a única, pois existem muitas outras, as quais são também aplicáveis à
sociedade.
Júnia Alves 8º A

Filósofos Matemáticos
Pitágoras Euclides
Euclides de Alexandria,
Descartes foi um professor, mate-
Matemático e filósofo
mático platónico e escri-
René Descartes, tam- Grego, nascido na ilha
tor, criador da famosa
bém conhecido como de Samos, Ásia
geometria euclidiana. O
Renatus Cartesius, foi Menor, por volta de
seu objectivo principal foi
filósofo, físico e mate- 580 a 500 a.C.
o de reunir numa compi-
mático francês. As suas habilidades
lação rigorosa, os postu-
Obteve reconheci- matemáticas foram
lados e as demonstrações
mento matemático adquiridas em viagens
dos teoremas geométri-
por sugerir a fusão da pelo mundo, princi-
cos, incluindo muitos outros demons-
álgebra com a geo- palmente, com os egípcios e com os
trados por ele.
metria, facto que gerou a geometria babilónicos onde aprendeu novas téc-
A ideia de Euclides era de provar, sem
analítica e o sistema de coordenadas nicas como por exemplo a criação de
fazer experiências ou medições, que
que hoje leva o se nome. sistemas sofisticados de contabilidade
resultados práticos conhecidos eram
O interesse de Descartes pela mate- e a construção de prédios.
verdadeiros. Foi por um desses objecti-
mática surgiu cedo na escola dirigida Por não suportar a tirania de Polícra-
vos que Euclides fez o seu livro que
por jesuítas, na qual ingressara aos tes, Pitágoras emigrou da sua ilha
ajudou bastante a geometria.
oitos anos de idade. A geometria analí- para o sul de Itália estabelecendo-se
tica de Descartes apareceu em 1637 em Crotona.
no pequeno texto chamado Geometria, Pitágoras criou um teorema, o Teore-
com um dos três apêndices do Discur- ma de Pitágoras, “Em todo triângulo
rectângulo, a soma dos quadrados Matemática
so do Método, obra considerada o mar-
co inicial da filosofia moderna. Nela, dos catetos é igual ao quadrado da
hipotenusa”. Assim, o primeiro A matemática é uma disciplina do pensar
Descartes defende o método matemá-
número irracional a ser descoberto foi Dá-nos sabedoria
tico como modelo para a aquisição de
a raiz quadrada do número 2, que Sem sequer nos cansar e transmite-nos
conhecimentos em todos os campos.
surgiu exactamente da aplicação do alegria
Nasceu em França, no dia 31 de Março
teorema de Pitágoras em um triângu-
de 1596 e faleceu em no dia 11 de O que era a vida sem a Matemática?
lo de catetos valendo 1. A partir desta
Fevereiro de 1650 na Suécia. descoberta, foram descobertos muitos Uma incógnita com incertezas
outros números irracionais. Por isso vamos passar a Matemática
aniel Monteiro 8ºA
Daniel A Pitágoras morreu em Metaponto em Sem tristezas
cerca de 496 a.C. ou 497 a.C.
aniel Monteiro 8ºA
Daniel A

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Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

Tribunal (Grupo 5) Bombeiros (Grupo 3) Polícia de Segurança Publica (Grupo 4)


Objectivos: Objectivos: Objectivos:
Conhecer o funcionamento do tribu- Conhecer o funcionamento dos serviços dos Bombei- Conhecer o funcionamento da PSP.
nal. ros. Informar a comunidade da forma como
Informar a comunidade do funciona- Informar a comunidade das situações e dos procedi- se pode usufruir dos serviços
mento do tribunal mentos em que se pode recorrer a estes serviços prestados pela PSP.

Funcionamento dos serviços públicos em Chaves


Objectivos:
Conhecer o funcionamento dos serviços públicos.
Explicar como se processa o funcionamento dos serviços públicos.
Informar do modo e processamento nas situações em que se recorre aos
serviços públicos.

Centros de saúde, Hospital e laboratórios de análises clínicas (Grupo 1) Serviços responsáveis pelo tratamento de animais abandonados (Grupo 2)
Objectivos: Objectivos:
Conhecer o funcionamento dos Centros de Saúde, Hospital e Laborató- Observar o funcionamento dos serviços responsáveis pelos animais abandonados
rios de análises clínicas. (Canil Municipal)
Informar a comunidade de: Informar a comunidade do procedimento a efectuar quando encontra um animal
como se pode recorrer a estes serviços abandonado.
como funcionam Sensibilizar a comunidade em relação ao abandono e “maus tratos” a animais.

Grupo Quem somos O que já fizemos O que falta fazer

1 P. Carolina San- Visitámos o Centro de Saúde nº 1 Sistematizar a informação seleccionada;


tos Visitámos um laboratório de análises clínicas Informar a comunidade sobre o funciona-
F. Ricardo Gon- Pesquisámos sobre estes serviços em várias fontes de mento destes serviços (3º Período)
çalves informação
Andreia Correia
Ana Sofia Moura

2 João Cunha Pesquisámos sobre o tratamento de animais abandonados Observar o funcionamento dos serviços
Amanda Chaves na cidade responsáveis pelos animais abando-
Joana Machado Consciencializámo-nos das necessidades materiais dos nados;
Marcelo Fernan- animais. Informar a comunidade do procedimento
des Projectámos uma campanha para ajudar os animais aban- a efectuar quando encontra um ani-
donados da cidade. mal abandonado (3º Período)

3 Sara Amaral Visitámos o quartel dos Bombeiros Voluntários Flavien- Sistematizar a informação recolhida
Sara Fernandes ses Informar a comunidade dos procedimen-
A. Margarida Fotografámos as viaturas utilizadas em diferentes cenários tos a efectuar quando se necessita
Silva de actuação dos bombeiros. deste serviço
P. Sofia Teixeira Pesquisámos sobre os serviços prestados pelos Bombeiros
4 Bruna Areias Visitámos as instalações da Policia de Segurança(PSP) Entrevistar o Comissário da PSP de Cha-
Bruno Queiroga Pública de Chaves ves
Nicole Monteiro Fizemos um inquérito a alguns agentes Informar a comunidade de quais e o
Tânia Cabeleira Fotografámos as instalações da PSP de Chaves modo como pode usufruir dos servi-
A. Mafalda Gui- Pesquisámos sobre diferentes aspectos da PSP ços da PSP
marães

5 Pedro Figueiredo Visitámos o Tribunal de Chaves onde entrevistámos um Assistir a uma audiência
Tiago Santos advogado e funcionários que nos proporcionaram Elaborar uma maqueta representativa de
Alexandra Silva uma visita guiada às instalações uma sala de audiências.
Joana Gradíssimo Entrevistámos um Magistrado do Ministério Publico

Prof. Anabela Vidal


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Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

NOVEMBRO, MÊS DA CIÊNCIA


Ciência tanto significa um método especial de descobrir coisas como o corpo de conhecimentos resultante
dessas descobertas. Pode também significar as novas coisas (quando se descobre algo) ou mesmo a realização de
novas coisas por aplicação do que se descobre. A este último campo chama-se habitualmente tecnologia.

A característica mais óbvia da ciência é a sua A primeira edição da principal obra de Charles Dar-
aplicabilidade, o facto de, como consequência da ciên- win foi publicada no dia 24 de Novembro, há 150
cia, temos poder para fazer coisas, e o efeito que este anos. Conhecida por "A Origem das Espécies", tinha
poder tem produzido. Toda a revolução industrial teria como título original "On the Origin of Species by
sido praticamente impossível sem o desenvolvimento
Means of Natural Selection, or the Preservation of
da ciência. A possibilidade que hoje temos de produzir
Favoured Races in the Struggle for Life".
quantidades de alimentos suficientes para alimentar
Esta data coincide com o Dia Nacional da Cultura
uma população tão grande, de controlar as doenças – o
Científica, instituído em 1997 não por causa de
mero facto de poderem existir homens livres sem que
haja a necessidade de recorrer à escravatura para Darwin mas para comemorar o nascimento de Rómulo
aumentar a produção - é, provavelmente, o resultado de Carvalho, a 24 de Novembro de 1906, em Lisboa.
do desenvolvimento de meios de produção científicos. Com este Dia Nacional, a "Unidade Ciência Viva" do
Mas este poder para fazer Ministério da Ciência e
coisas não traz consigo Tecnologia pretendia
instruções sobre o modo divulgar o trabalho de
como deve ser utilizado, se Rómulo de Carvalho na
deve sê-lo para o bem ou promoção da cultura cien-
para o mal. O resultado
tífica e no ensino da ciên-
deste poder é, pois, bom
cia.
ou mau consoante a forma
como é usado. Gostamos
Este cientista licenciou-se
de aumentar a produção,
em Ciências Físico-
mas temos problemas com
a automatização. Químicas pela Universida-
de do Porto. Mais tarde foi
R.Feynman (texto adapta- professor no Liceu
do) Camões (Lisboa), Liceu
Dom João III (Coimbra) e
A Organização das Nações Liceu Pedro Nunes
Unidas propôs a celebração (Lisboa).
do Dia Mundial da Ciência
Rómulo de Carvalho ficou também conhecido pela sua
ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento no dia 10 de
produção literária e poética que assinava com o nome
Novembro. Esse dia tem como objectivo sensibilizar
de António Gedeão.
Cidadãos e Governos para a utilização correcta dos
progressos científicos ao serviço da sociedade, visando
a construção de um mundo sem conflitos e a promoção A área disciplinar de Física e Química entendeu dedi-
da solidariedade mundial numa ciência compartilhada car o mês de Novembro à Ciência, levando a cabo um
entre os países, chamando a atenção para os desafios conjunto de iniciativas que visavam sensibilizar os
do desenvolvimento científico orientado para o bem alunos para a importância da Ciência nas suas diver-
comum. sas vertentes.
O desenvolvimento sustentável constitui o único cami- Assim promoveu um ciclo de palestras, uma exposição
nho duradouro para a obtenção da Paz. Assim, preten- temática, a exibição do planetário insuflável e um
de-se que nesta data as autoridades em todo o mundo, recital de poesia.
principalmente nas áreas de ciência, tecnologia e edu-
cação, reflictam sobre o desenvolvimento da ciência
como meio de promoção da paz e do desenvolvimento,
visando a melhoria das condições de vida das pessoas.

10
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

NOVEMBRO, MÊS DA CIÊNCIA

No dia 10 de Novembro realizaram-se duas palestras. Às 15 h o Profes-


sor Doutor Manuel Barros falou aos alunos de 8º Ano sobre “Microondas
e Gastronomia” e às 17 h proferiu a palestra “Electricidade Divertida”
para alunos de 9º Ano.
No dia 17 de Novembro, decorreu às 15 h a palestra “Quem disse que a
física não serve para nada?” para alunos de 11º Ano, proferida, tam-
bém, pelo Professor Doutor Manuel Barros, professor na Faculdade de
Ciências da Universidade do Porto.

No dia 17 de Novembro esteve montado no Pavilhão dos alunos o


Planetário Insuflável.
Este planetário pertence ao Centro Ciência Viva da UTAD e o Pro-
fessor Doutor João Baptista, professor nessa Universidade, apre-
sentou sessões de hora a hora, da parte da manhã para alunos de
7º Ano e da parte da tarde para alunos de 10º Ano.

No dia 24 de Novembro realizaram-se na Biblioteca dois recitais de


poesia em homenagem a Rómulo de Carvalho / António Gedeão.
No intervalo grande da manhã seria para alunos de 10º Ano, mas estes
não quiseram participar. Em substituição, a aluna Débora Teixeira, do
11º C. cantou “Lágrima de Preta”.
No intervalo grande da tarde, os alunos António Leonardo, Fernando
Pinto, Joana Gonçalves, Raquel Ferreira e Rita Pereira, da turma 11B,
recitaram poemas de António Gedeão e a Débora voltou a cantar
“Lágrima de Preta” acompanhada à viola pelo Marcelo, do 12º A.

Prof. Lília Pinto

Anedota- O ente Matemático


Anedota-
Um piloto de helicóptero estava a sobrevoar
O jogo-Sudoku
o deserto do Sarah, quando tem uma avaria no
O primeiro jogo deste tipo surgiu em uma revista ameri-
motor, e se vê obrigado a aterrar em pleno deserto,
cana em 1979 e, segundo uma pesquisa, foi criado pelo arquitec-
sem água, nem mantimentos.
to aposentado Howard Garns. O passatempo foi publicado com o
Passado um dia, avista ao longe uma figura
nome Number Place (lugar dos números), porém apareceu em
humana, e corre em direcção a ela.
uma revista japonesa com o nome Sudoku.
Quando chega vê um homem com um aspec-
Daniel Teixeira 8ºA
to distraído a passear por ali descontraidamente. Ricardo Martins 8ºA
Pergunta-lhe: "Sabe dizer-me onde estou?"
A que o homem lhe responde: "Sei, você
está no meio do deserto Sahara perto de um helicóp-
tero caído.".
O piloto espantado replica: "Ah, você é
matemático".
O outro responde-lhe:"Sou sim, como
sabe ?".
E o piloto "Bom deu a resposta certa, mas
que não serve para nada!".
Daniel Teixeira 8ºA
Ricardo Martins 8ºA

11
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Se eu fosse um pássaro...
Se eu fosse um
pássaro iria voar
por todo o mundo,
desde o sul até ao
norte, desde o este
até ao oeste. Iria exaustão, correu até não poder supor- qual será o teu futuro, mas… no pre-
conhecer outros tar mais o cansaço, saltou até tocar no sente, posso estar contigo sempre que
países mais distan- céu, fugiu até se sentir segura, sorriu precisares de mim!
tes, iria ver a vida com outros olhos, até ficar com dores nos maxilares, Não posso impedir que caias, mas
de outra forma. arranjou-se até ficar irresistível, viveu posso dar-te a mão, para te ajudar a
Teria a minha própria casa, ou seja, até ao limite. levantar!
um ninho, construído com o meu pró- E quando todos pensavam que ela As tuas alegrias, o teu sucesso e a tua
prio esforço, com palhinhas, pauzi- estava realmente bem, aconteceu o felicidade não me pertencem, mas… o
nhos, enfim, um ninho com tudo o que inesperado. teu Sorriso, é o meu Sorriso, é a
é necessário. Encontraram-na morta na cama, ao minha Felicidade!
Poderia voar por cima dos rios, mares, lado da janela. E perto do corpo esta-
oceanos, florestas... tudo! Não iria va um veneno de acção muito lenta e
precisar de esperar em filas de trânsi- dolorosa. E uma carta. Flor de Lótus 11ºB
to, nem mesmo de comprar sapatos e Ficaram todos naturalmente perturba-
botas. dos, é claro! Ela era uma força da
Uma das coisas que eu mais aprecio
nos pássaros é o canto, acho o canto
natureza. Gostava de viver. De correr,
de não parar, de viver. E agora jazia
A vida acabou…
dos pássaros uma coisa deslumbrante. morta na sua cama com uma carta
E se eu fosse um pássaro teria de muito pouco esclarecedora da sua
aprender a piar e a cantarolar, como morte. Mais tarde, veio-se a descobrir
um ser humano aprende a falar. Mas o A vida acabou
que ela ligava o telemóvel todas as Para mim
mais difícil, mesmo, seria aprender a noites desde aquele dia e que como
voar, e aprender a viver como um ver- Pois simplesmen-
não tinha notícias do amor da sua te
dadeiro pássaro. No Inverno teria de vida, ingeria um bocado de veneno
migrar para outros países quentes, Uma palavra me
para acalmar e saciar a dor. Roubou os
mas depois quando voltasse o Verão Os amigos jamais conseguiram supe-
já poderia voltar ao meu país. sonhos,
rar aquilo. A partir daquele dia, passa- A vida,
Se eu fosse um pássaro não gostaria
ram todos a ter mais atenção uns aos O caminho,
de estar fechado numa gaiola, gosta-
outros. Estavam decididos a não se O futuro.
ria de ser livre. Livre como um criança
deixarem iludir mais uma vez. Passa-
a brincar, como um rio a correr, como
ram a estar mais atentos à alegria uns
o sol a brilhar... Num simples gesto
dos outros. Porque uma vez, uma
rapariga que tinha uma aparente ale- Tudo pelo que
Sara Félix 8º B Eu tinha lutado e
gria verdadeira e contagiante, acabou
Conquistado até aqui
morta no seu quarto ao lado de uma Se desmoronou;
Se tu estás feliz, eu estou... simples folha de papel e de um vene- Simplesmente porque
no que impede o ar de entrar nos pul- A mesma palavra é
“Acabou. Eu já não te amo mais. Des- Fundamental na nossa vida,
mões, congela o sangue nos vasos
culpa.” No nosso dia-a-dia.
Aquelas palavras que ela dissera sanguíneos, paralisa todos os sentidos
Em que os sonhos quebram,
esquecidas, aquela noite que ela dis- e faz com que a pessoa não se consiga
Entre tudo o resto.
sera apagada, aquele amor que ela mexer do sítio e morra em pura ago-
dissera já não existir… Bem, são men- nia.
tira. Continua tudo nela.
E ela chorou e não saiu da cama. A Somente porque, por mais que
“Ella” 11º Ano Tente não consigo alcançar,
noite toda. O fim-de-semana inteiro.
Mas depois parou. Desligou aquele Não a consigo captar,
telemóvel e jurou nunca mais o voltar Desabafos de amor…. Não a consigo aprender,
a ligar para ele. Não a consigo falar,
E prometido aquilo, ela foi dormir. E Somente soletrar.
nos meses que seguiram ela foi feliz. Não posso acabar com os teus proble- E pergunto-me porque é que
Ela cantou muito desafinadamente, riu mas, dúvidas ou medos, mas… posso Me estragaste a vida
até ficar com lágrimas nos olhos, gri- ouvir-te! “Inglês”?
tou até ficar sem voz, dançou até à Não posso apagar as tuas mágoas e Sara Amaral 12º A
dores do passado, não posso decidir

12
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

Caminho pela estrada fora. Não caminhamos no caminho certo É no silêncio da noite, na escuridão do
Não sei, não sei onde vou parar Caminhamos naquele que nos dá mais meu quarto, a ouvir o vento a cantar
E não é que isso me interesse jeito junto à minha janela, que recordo
Quero sentir o desconhecido É curto e fácil cada momento que passei contigo.
Procurar o amanhecer, É acessível e doloroso Tento dormir, abstrair-me desses pen-
Refrescar-me nos meus olhos Porque nunca lutamos samentos, mas a tua voz invade a
E entender-me. Por aquilo que queremos minha alma, sinto o teu perfume inva-
Sei que não me irei perder Aquilo que desejamos é sempre dindo a minha mente, o toque na
Nesse caminho de labirintos. O primeiro do fim minha pele, e suavemente lembro-me
Nunca estamos contentes das carícias, reforçando a ideia de que
De repente vejo-me abraçada
Pois esse não é o nosso caminho tu permaneces lá, intacto, exactamen-
À lua sem querer, pergunto-me
Porque ignorantes são aqueles que te como antes.
Que a li a fazer não obtenho
lutam Quero libertar-me de ti, porque tu
Resposta.
consomes o meu interior, consomes a
Há um silêncio profundo
E sofrem no caminho errado minha alma e com ela a minha felici-
Dentro de mim, sem saber
Que tantos outros o alcançam dade.
Porque, tento-me desprender.
Só ajeitando o casaco. Sim, eu era feliz a teu lado, era muito
Mas tudo volta a acontecer!
Caminho aquele que eu Sigo feliz, sentia-me a melhor do mundo,
E então por fim deixo-me
Que nunca me deixes protegida de tudo, porque te tinha a ti,
Vencer!!!
Sendo como certo ou errado o rapaz ideal, perfeito, aquele que me
Pois tenho que ter um amparo completava.
Ana Pereira 9º E
A amizade consta naquele Agora, bem, agora tudo mudou…
Estou só, sem ti. Nada é igual, sinto-
me vazia, sem alma, sem corpo ou
Que não a sente
coração.
Que diz que não
Eu amei-te de corpo, alma e coração,
Que implora a dor
e agora que não te tenho, que desapa-
Da solidão
receste da minha vida, levaste contigo
28 de Outubro Que morde o coração
tudo que havia em mim.
o dia em que a minha vida mudou Quando gosta
pois meu coração te viu de uma mão
e tua imagem guardou Amiga que o
leva
Tu sorriste para mim Entre cami-
e isso fez-me renascer nhos e cruza-
pois finalmente percebi das
que vale a pena viver Entre tempes-
tades e marés
A tua pele morena Mas que no
e o teu cabelo encaracolado fim não passa
foram para mim o suficiente tudo
para por ti ficar apaixonado Da crença na
incapacidade
A tua beleza
De dizer felici-
acabou por me atrair,
dade.
e eu só espero desta vez
em tristeza não voltar a cair
O mundo infinito gira Vou chorar uma última vez por ti, e
Desta vez vou lutar Perfeito na sua imperfeição despedir-me-ei assim do nosso amor,
e não desistir Alto redondo em cima do vulcão com uma lágrima.
pois quem sabe Bomba social ardente Nada voltará a ser igual, e eu nunca
se não serei o próximo a sorrir Que acompanha a gente irei esquecer-te, nem irei esquecer
Neste dia de solidão. cada momento que passei contigo,
O dia acabou Até que um dia acha a explosão cada palavra, cada carícia, cada sorri-
cheio de alegria Que aquece aqueles que nada fizerem so.
e agora tenho a certeza em vão. Amar-te-ei para sempre de corpo,
que nunca vou esquecer aquele dia. alma e coração…

Daniel Oliveira 11º B Rita Pereira 11ºB “Alexa” 11º B

13
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Armas para o chão, protejam


os animais

Antigamente o ser humano, para


A aula de Português é impor- sobreviver, tinha de caçar. Hoje em
tante… mesmo para um aluno A minha terra daqui a 50 anos dia, nos países desenvolvidos já não é
de ciências! necessário, já que se pode ir ao super-
Em cinquenta anos muito aconte-
mercado, ou ao talho. Nos países em
Na minha opinião, uma aula de Por- ce… Gente envelhece, nova gente nas-
desenvolvimento já não é assim, as
tuguês é sempre importante, seja qual ce, ideias novas são conhecidas, ideias
pessoas têm de caçar para sobreviver.
for a área, logo pelo facto de a língua velhas são esquecidas, tudo muda…
O ser humano é o único que mata
de Camões ser a nossa língua mater- Daqui a cinquenta anos, a minha
por prazer, levando algumas espécies
na. Por tal, um aluno de Ciências não terra talvez já não seja habitada ou se
à extinção.
foge à regra. for, será por um número irrelevante de
Algumas “pessoas” com recursos
Eu penso que qualquer aluno desta pessoas.
pagam milhões só para poder matar
área (ciências e tecnologias), por mui- Com o aumento do desemprego e
um animal em vias de extinção.
tos conhecimentos que tenha de Mate- com a vida mais cara, a população tem
Num documentário da Discovery
mática ou Biologia, por muitas capaci- tendência a mover-se para as cidades,
dades que tenha dentro desses temas, estabelecendo um acesso mais rápido
se não souber utilizar correctamente a a tudo o que precisam, sem necessita-
língua portuguesa, sem a “assassinar”, rem de gastar tanta gasolina e até de
nunca vai ser capaz de mostrar os usar o carro.
seus conhecimentos e de os transmitir, A minha terra, a aldeia de S. Lou-
não só aos que o rodeiam, mas tam- renço, assiste, hoje, ao deslocamento
bém às gerações futuras.

observou-se tais “pessoas” a matar um


urso polar, e via-se como elas se
divertiam em fazê-lo. Quando o animal
acabou de morrer, as “pessoas” foram
embora deixando o animal no mesmo
sítio em que tinha morrido.
Existem leis para punir os caçado-
res furtivos, mas mesmo assim, parece
que não é suficiente, já que os caçado-
da população para a cidade. A verdade res continuam a
é que é uma aldeia, maioritariamente, matar.
Parecendo que não, o Português é constituída por idosos que, daqui a cin- Alguns caçado-
talvez a área que melhor deveríamos quenta anos, provavelmente, deixarão res só vão caçar
dominar para termos sucesso em qual- de existir. Sem os idosos, restam os de para passear a
quer área do conhecimento, isto por meia-idade e os jovens. De meia-idade arma, chegando a
razões que já citei anteriormente. já poucos são os que lá residem todo o casa sem nenhum
Especificando um pouco mais, no ano, uma vez que alguns têm filhos animal morto, o que
caso dos alunos, se a nossa língua noutras cidades ou países e quando é muito bom.
materna não for correctamente utiliza- estão com eles não os incentivam a Alguns ani-
da dentro da sala de aula, em discipli- regressar. Nos poucos jovens que res- mais, como a raposa, são obrigados a
na alguma poderão comunicar e trans- tam visualiza-se, claramente, a ânsia procurar alimento em zonas onde habi-
mitir conhecimentos e ideias com de irem viver para a cidade. A facilida- tam humanos pois os caçadores aca-
fluência e eficácia, e os resultados de de acesso à vida nocturna é um fac- bam com o seu alimento.
muito provavelmente não serão os to aliciante. Desta maneira poucos são Estes ao verem o que as raposas
desejados. aqueles que estão minimamente inte- fazem aos seus animais domésticos,
Resumindo, uma aula de Português ressados em preservar a habitação na põem armadilhas, ou esperam muitas
é e sempre será importante para os aldeia. noites para as matar, por simples vin-
alunos, seja de que curso forem, pois Daqui a cinquenta anos será tudo gança.
da capacidade de se expressarem ruínas do tempo. O ser humano é um vírus, que vai
depende o seu futuro. acabar por destruir tudo.
Inês Moura, 10ºB
Fernando Pinto 11ºB Alexandra 12ºA

14
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

escolha para mim, seria a Escola uma manhã, a dizeres “Joana, levanta-
Mudança Radical Secundária Dr. Júlio Martins. te!”. Pai, já não posso mais ver-te com
Jamais me arrependerei da escolha, o comando na mão.
Sou a Ana, uma jovem de 17 anos pois fui muito bem recebida na minha Desde que a Paula se foi embora,
que nasceu na Alemanha e viveu nes- turma e calharam-me Professores concentrastes todas as vossas ener-
se país até aos 17 anos. compreensivos, simpáticos e com von- gias e atenções em mim e eu não sou
Faz 4 meses que me mudei para tade de me ajudar. Para além disso, a um saco de boxe, ou melhor, se sou
Portugal. escola fornece-me apoio a Português, um saco de boxe, aviso-vos que estou
Eu não sabia o que era viver em Por- para ultrapassar as minhas lacunas, prestes a rebentar! Olhai que eu tenho
tugal, vim para aqui sem saber o que sobretudo ao nível da gramática, o que vida própria, quero liberdade! Olhai
me esperava, apenas sabia que era me ajuda muito. para vós, para os vossos defeitos. Por
aqui que eu queria e pretendia estu- As minhas colegas de turma torna- acaso, já não tivestes a minha idade?
dar. ram-se amigas fantásticas, sem as Ou será que já nascestes adultos? Eu
Na Alemanha, eu era feliz, tinha a quais, não sei se teria aguentado e sei que vivo numa sociedade, e que a
minha vida, os meus amigos e nada suportado esta mudança. sociedade é feita de regras, mas eu já
me faltava, mas havia algo que me Apesar de tudo, as saudades da estou farta disto!
diferenciava de todos: eu era estran- minha vida na Alemanha acompa- “Não te deites tarde!”; “Não ouças
geira, pois apesar de ter nascido lá, nham-me todos os dias e estão pre- música aos berros!”; “Não comas isso
jamais seria Alemã, pois era filha de sentes em todas as minhas atitudes. que te faz mal!”; “És muito nova para
dois portugueses. Não vou dizer que Não se esquecem 17 anos de um dia sair à noite!”; “Já fizeste os deveres?”;
os meus Professores me julgavam por para o outro, muito menos, quando é “A tua irmã
isso, pois eu sempre fui uma aluna lá que temos os nossos amigos de não era
educada e aplicada nos estudos, mas o sempre. nada
que me esperava no futuro eu não o No entanto, não me vejo a sair assim!”;
novamente de Portugal, já que me etc. Mas
adaptei bem, mas uma ou duas lágri- será que
mas correm sempre, quando recebo alguma vez
um telefonema inesperado ou me me irão dei-
recordo de momentos passados. xar sosse-
Agora, neste momento, sou feliz, gada? Nem
tenho uns pais compreensivos com que seja só
quem posso sempre contar e desaba- por um dia. Mas será que ninguém
far, fiz amigas que para mim já se tor- pensa que os filhos também precisam
naram muito importantes e sou vista, de tirar férias dos pais? Será que sou a
apenas como uma portuguesa, igual a única que pensa assim?
todos os portugueses que me rodeiam. Mãe, como eu gostava que tu fos-
sabia. Em suma, apesar de todos os obstá- ses mais calma e serena, que falasses
Foi por esses motivos e por outros culos iniciais (dificuldade dos meus mais pausadamente, e não aos berros
que eu decidi com os meus pais pais em encontrarem trabalho, dificul- como de costume.
mudarmo-nos para Portugal. dade em regularizar a minha matricu- Pai, como eu gostava que tu perce-
A mudança foi grande e sou sincera, la), adoro estar em Portugal e adoro a besses que ser o homem da casa não
foi a coisa que mais me custou na minha nova vida! significa ser autoritário e rezingão.
vida. Pais, como eu gostava que vocês
Acabei as aulas dia 16 de Julho de fossem de férias e me deixassem sozi-
2009 e dia 21 do mesmo mês, já eu Ana Ferreira 11º D nha em casa, entregue à minha pró-
estava no avião para vir para cá. pria sorte. De certeza que cresceria
A despedida dos amigos e conheci- mais depressa!
dos foi dolorosa e com muitas lágri- Se vocês me fizerem esse favor e
mas. Em vez do «Sermão de Santo Antó- mudarem a vossa atitude, juro ser
Vim para cá, onde não tinha amigos, nio aos Peixes»… uma boa filha, juro levantar-me sem-
nem conhecia ninguém. Sermão de uma filha a seus pais pre a horas, juro estudar ainda mais e
Como tinha acabado o 10º ano na ser boa aluna, juro ser obediente, juro
Alemanha, estava na altura de pensar Pai e mãe, hoje quero fazer-vos ouvir música num tom acessível.
para que escola ir em Portugal e o que uma confissão. Estou saturada! Já não Enfim, juro ser a filha perfeita!
seguir. tenho paciência para as vossas críti-
Mas como Chaves tem uma grande cas. Penso que esta casa se tornou
oferta de escolas, eu depois de muito pequena de mais para nós os três. Joana Alves 11º D
pensar e de ver, decidi que a melhor Mãe, já não suporto ouvir-te, mais

15
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

técnico, como profissional, já trabalha-


va há 6 anos. Entendi que era o Parti-
do Social-Democrata o que melhor se
adequava à maneira como eu penso
que devem ser resolvidos os problemas
da sociedade.”

Entrevista ao Dr. João actualidade?


-Julgo que têm à sua disposição os Que expectativas tem da nova Ministra
Baptista meios necessários para se tornarem da Educação?
cidadãos responsáveis e activos. A “ Eu acho que esta nova Ministra da
maioria dos adolescentes aproveita Educação vai ser uma senhora que vai
essa oportunidade. ser conciliadora, vai procurar resolver
o problema da alteração do estatuto da
Para quando a construção de um carreira de docente e, consequente-
cinema condigno em Chaves? mente do sistema de avaliação dos
-Em Chaves já existe uma excelente professores e dos alunos. O que não
sala de espectáculos no Centro Cultu- pode acontecer é o que aconteceu com
a última (ministra da Educação), é ter
ral.
toda a gente contra ela, e não perce-
Qual era a profissão que exercia antes
Presidente da Câmara foi muito beu isso (…) Toda a gente estava con-
de se dedicar à politica?
simpático, pois disponibilizou tra ela, mas ela é que estava certa.
-Professor.
algum do seu tempo para res- Esta nova ministra é uma senhora com
ponder a esta entrevista, que nos um ar simpático, com um ar agradável,
Porque é que abandonou o Ensino?
já demonstrou, nas reuniões que teve
-Não abandonei. Ao ser eleito Presidente esclareceu todas as questões que
com os sindicatos que vai tentar ser
da Câmara interrompi a actividade lecti- lhe colocámos.
conciliadora, vai procurar acordos.”
va.
André Morais 10ºC
Quais os motivos que o levaram a ir Érica Pesqueira 10ºC
para a política? Luzia Costa 10ºC
É a favor da avaliação dos professores,
-Servir a causa pública intervindo acti- Rui Alves 10ºC das aulas de substituição e do novo
vamente no desenvolvimento das pessoas estatuto do aluno conforme os parâ-
e do território. metros actuais?
Toda a gente é a favor da avaliação

Além de ser Presidente da Câmara Entrevista a António Cabe- dos professores, incluindo os próprios
professores. (…) O método que está,
tem mais alguma actividade? leira - Extracto está errado, (…) não pode ser, é
-Sou Presidente da Câmara a tempo
impossível, é um disparate. Eu quando
inteiro. Entrevistado - António Cabeleira, era da vossa idade ficava feliz da vida
ex vice-presidente da Câmara Muni- quando não havia aulas (…) quando
Este ano venceu novamente as eleições. cipal de Chaves, e deputado parla- dava o segundo toque e não víamos o
Já estava à espera desta vitória? mentar do PSD. professor virar a esquina, íamos logo
-Esperava ganhar, mas a vitória superou Entrevistadores - André Pires, Car- para fora fazer outra coisa qualquer,
o expectável. Foi uma enorme prova de mim Couto, Daniel Lopes e Raúl mas isso está errado, está de facto
confiança que aumenta a minha respon- Carneiro da turma C do 10º ano errado. Vocês ainda apanharam, o
sabilidade. quinto ano, sem aulas de substituição
e ficavam felizes da vida (…) Os que
Que escola frequentou no ensino agora estão a chegar ao quinto ano,
secundário? Como e quando começou a exercer a não vão ter esse sentimento, nunca
-O Seminário de Vila Real. sua vida política? mais, porque vão estar habituados a
A nossa vida política começa quase ter tudo seguido, não vão ter a sensa-
Tem alguma ligação com a Escola quando nascemos. A intervenção política ção nem a experiência do que é não
Secundária Dr. Júlio Martins? é de alguma forma uma intervenção ter uma aula e de ir para a borga, isso
-Sim. Leccionei na Escola Dr. Júlio cívica, é estarmos preocupados com os desaparece. Portanto, leva mais meia
Martins durante dois anos. problemas da sociedade (…) fundamen- dúzia de anos, nem tanto, e isso desa-
talmente começamos na escola, a gente pareceu. Mas o problema está em
começa a ser interventivo, a criticar o como dar as aulas de substituição. Não
Tem algum projecto que no futuro
que está mal e a dar sugestões para que é só dar aulas de substituição, é dar
envolva a nossa escola?
as coisas sejam melhoradas (…) Mas em aulas acompanhadas, digamos assim.
-O Município de Chaves, por meu inter-
Portugal estamos habituados a designar O que interessa é ter a garantia de que
médio, comprometeu-se a participar na
a actividade política por política partidá- quando um pai entrega %um aluno à
construção de um novo pavilhão despor-
ria, e aí passei a exercer duma forma escola é tê-lo sempre ocupado a% cem
tivo.
mais activa em 1989. Em 1989 inscrevi- por cento%%, porque hoje os perigos da
me como militante do PSD (…) já tinha sociedade não são comparáveis aos
Que opinião tem acerca dos jovens da uma experiência considerável como perigos de há 40 ou 50 anos atrás.”

16
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

R Sousa, escritor e
ui Sousa
professor de profissão presenteou-
nos com um livro que nos retrata
Extractos de Entrevistas

Em que época surgiu o seu gosto pela


escrita?
Desde pequeno. Quando eu era peque-
no eu escrevia poemas à minha mãe,
Como encara a relação professor/
aluno?

Muito bem obrigado. Eu diria que não é


o dia-a-dia da nossa sociedade. claro. Nessa altura eu lia mais que
sempre professor/aluno, mas sim alu-
Nascido em São João da Madeira, escrevia, mesmo agora, continua a ser
no/professor tudo misturado. Não sei
Rui com 17 anos chega a Coimbra bem o que é que resulta daqui. Tem
assim!
para jogar futebol na Associação que ser uma relação de respeito, cor-
Académica OAF e para se licenciar dialidade, amizade, onde nada pode ser
Usa algum método para escrever
em Geografia na Faculdade de imposto. Se eu quiser impor a minha
livros?
Letras. Começou aos 21 anos a vontade, posso ter um aluno que tam-
Uso-me a mim próprio. Aquilo que
exercer a profissão de professor. bém o faça. Não o vai fazer de coração,
algumas situações fazem despertar em
quer dizer o empenho dele é puramen-
Actualmente encontra-se a residir mim. Nem que sejam hipotéticas, por
te material. Se eu conseguir esse tipo
em Chaves. Com 36 anos lecciona exemplo imaginar a perda de um filho.
de relação, o aluno vai empenhar-se e
na Escola Secundária Dr. Júlio São situações imprevisíveis como essas
vai ter bons resultados. Se calhar o
Martins como professor de Geo- que estimulam a minha criatividade.
outro também tem, “eu obrigo-o e ele
grafia e de Área de Integração.
tem que saber, ponto final!... ” Falta a
O que o motivou a escolher o título
meu ver numa escola uma componente
“Viagens Submersas” para o seu livro?
essencial, que é a relação pedagógico-
Quando se lê a introdução que fiz, vê-
didáctica. Eu penso que seria muito
mos que se trata de viagens no interior
mais fácil aprender num clima de ami-
das coisas, e pessoas como o da perso-
zade, e de boa disposição, porque,
nagem faz uma viagem psicológica do
acredito que isto é possível sem rebal-
que gostaria de ser.
daria. Nas minhas aulas é o que eu
tento implementar. Quero que os alu-
Porque decidiu retratar a nova socieda-
de no seu livro? Há algo que não lhe nos gostem de lá estar e não façam
agrade na sociedade actual? O que “sacrifício”.
Já está a escrever um novo livro, ou mudaria?
está a pensar escrever algum? Porque é nela que eu vivo. Quer quei- Tem sucesso com isso?
Sim, já estou a escrever um livro. Mas ramos ou não, nós somos contemporâ-
não prometo que esteja acabado até neos a alguma coisa. Eu podia retratar Acho que sim, pois se achasse que não,
ao fim de 2010,porque estou a acabar uma sociedade do século XV, mas teria tinha mudado a minha maneira de
o meu mestrado e tenho muito traba- que recorrer a outros meios. No entan- estar.
lho. Mas nunca se sabe, visto que, to também não me estou a ver a escre-
ver sobre o homem a ir à lua, não sou Dedica muito tempo à escrita?
para mim, escrever é um prazer. Basta
arranjar um ou dois meses para acabar um escritor de livros de ficção.
o meu livro que já esta a mais de Na nossa sociedade talvez gostasse Sempre que posso e me sobra tempo,

que houvesse mais sinceridade! Que escrevo. Embora, agora esteja um


meio.
fosse realmente premiada a competên- bocado limitado, pois estou a acabar a
Se tivesse de escolher, entre uma das
tese de mestrado e a fazer outra licen-
profissões que desempenha hoje, qual cia, o trabalho e a honestidade! Era
isso que eu gostava de ver! Eu gostava ciatura.
seria a que escolhia?
Escritor, sem dúvidas. Mas seria quase que houvesse realmente justiça social, Custa-
Custa-lhe escrever?
impossível, porque são poucos os porque são os fundamentos que não
escritores que vivem apenas da escri- prestam. Eu acredito numa sociedade Não, minimamente. É como se eu já
ta, pois, esta actividade não permite a de valores, porque senão eu nem seria tivesse o texto na cabeça, como se
sobrevivência, e apenas os grandes e professor, o que mais noto é que a estivesse a imaginar um diálogo que
famosos escritores vivem da escrita nossa sociedade parece uma sociedade surge naturalmente.
mas antes já tiveram outras profis- de “Olhem para o que eu digo mas não
sões. olhem para o que eu faço”, e estas Gisela
Acha que a profissão de escritor tem pessoas que sobem, meteoricamente, Gonçalo
futuro? vão descer depressa, porque não há João Afonso
É assim, ser-se um grande escritor é bases. Acho que devia haver mais espí- Mónica
muito complicado. Mas não diga que rito de ajuda. Creio que comparo a Filipe
seja impossível. Pode-se ser perfeita- sociedade com um circo. 10º C
mente escritor exercendo outra profis-
são. Bruno e Stéphane 10º C
Bruno Rei e Christophe 10º C

17
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

life; Wwhen you are a teenager the body


and the feelings grow up, you have got
new experiences, you have the first
real feeling of love, and you
understand your future;
Yyou choose your style, group and role

H ello ! Summer Festival models;


Wwith my friends I have all the
Last summer I went to a music
festival in Porto. I went with my experiences and we are always
In this new school year, we parents and a friend; Wwe travelled by together during special situations!
teachers of English, want you to car and the trip took about 3 hours, I have a best friend and I think that a
have an “iron” will and much with some stops. As my mother had an best friend is someone who
enthusiasm to study so that you can uncle near the site of the festival, we
succeed both at school and in your understands your beliefs about the
stayed in his house, which was big.
personal life. Remembering an old The festival took two days; wWhile I future and who likes you just the way
saying: “where there’s a will, you are!
and my friend went to the festival, my
there’s a way” - so, if you assume
parents visited the city. Friends are someone attached to you,
this attitude, your aims and dreams
I saw and heard bands like “The but not always a member of your
may be achieved.
Black Eyed Peas” and “The killers” and
About our project, this family, so they are important for me
integrated form of Speaker’s singers like “Lady Gaga”, “David
Fonseca” and “50 Cent”. They played because you can tell them secrets and
Corner, we’d like you to go on
participating, using this means of songs from the last album they not to be afraid.
communication to give your recorded. Soraia Dores 9ºB
opinion concerning up-to-date and There were so many people, that
serious issues, to write about your we almost couldn’t move; they were
school, interests, projects, whatever very excited; Wwhile the festival was
you want… This is your space, occurring, a drunk wanted to go to the
where you can express yourself stage, but the security guard stopped
openly making use of the Power of him. I liked that experience very much.
Writing – as a famous writer (I David Gomes 9º A
loved reading when I was at
University – I must confess) wrote This summer was great! I went to Hooligans are a radical group, and
one day. Rock in Rio in Vila Verde da Raia. their main objective is the destruction
In a world where the new of everything surrounding them. They
I went by bike and camped in
technologies are “imposing” are sex, drugs and alcohol addicts,
Açude. In a big rucksack I took some
themselves more and more, taking mainly composed by psychopaths.
clothes, a towel and a tent. The
the place of “paper writing” and To be a Hooligan, 1st you need to have
festival only lasted 2 days.
making us read almost everything a soccer team like Manchester United
on- line, it’s good to have a The first one was terrible, because or Chelsea or Liverpool; 2nd you need
traditional colourful newspaper in the performers were only Portuguese to love explicit violence and “gore”; 3rd
our hands, especially if it’s made folk singers. There were only old you need to have an amazing taste for
by you. people, while the youth was swimming beer.
As Christmas time is at the river. The second day was Hooligans are the best claque because
approaching, we all wish you they put soccer game to the next level.
better. The opening was AC/DC with
the songs “Highway to Hell” and The environment becomes very heavy
Merry Christmas “TNT”, followed by Guns ‘n’ Roses with and the game turns more competitive.
and a the songs from “Chinese Democracy”,
Happy New Year their new album. The lat was a tribute António Barreira 11º F
to Michael Jackson who passed away Christian Gonzalez 11º F
few days before. Michael Raminhos 11º F
I can’t wait to next year’s
festival!
Mário Esteves 9ºA

“Being a teenager isn’t


always easy”
Teacher: Isabel Alves Teenage life is the best part of your

18
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

“knowledge is one of the most “The pollution caused by man led


precious gifts that humans can have. to climate change and it is affecting
Wwe can do so many things with it … not only the developed world, which is
even create problems! That is a responsible for it, but also the
consequence of human activity that developing countries, which are not
uses knowledge wrongly.” guilty for our mistakes; we must stop
and think about our actions and how
Adília Nunes – 11º B they will interfere not only with us but
with the other people who maybe don’t
“[ …] sometimes both knowledge and even know what a car is! If we had the
ignorance can be very dangerous. mental capability to cause these
Today we are developing our skills in problems, we have to have the same
every field of technology … creating mental capability to fix them.”
things that make our life much easier. Raquel Serra – 11º C
At the same time we are “hurting” our
environment and creating phenomena
we can’t control.” “[ …] knowledge can be the solution
Fernando Pinto – 11º B of all problems. Through knowledge we
can find ways to stop using non-
renewable energies, how to separate
“[ …] to solve these problems garbage and other things that will
we have to see where the mistakes are contribute to stop creating both
and we have to correct them, improve environmental and personal problems.”
our knowledge and find ways to repair
things, we are fighting global warming
with renewable energies, which is an Ana Margarida Ferreira – 11º D
example of solving problems created by
knowledge… with knowledge.”
Ana Margarida Cancelinha – 11º C
Smog and the Industrial
“[ … ] without understanding, our Global warming Revolution
progress in technology and our The weather in Greater London had
intelligence are being used to destroy been unusually cold for several weeks
Global warming is the increase in the
the planet. Almost everything we use leading up to the event. Because of
contributes to increase pollution, the average temperature of the Earth's
the cold weather, households were
greenhouse effect and global warming. If near-surface air and oceans since the
we want to stop that we have to think burning more coal than usual to keep
mid-20th century. An increase in global
and use our knowledge. [ …] If we warm. The smoke from approximately
temperature will cause sea levels to
don’t think and if we continue acting like one million coal-fired stoves, in
we have been acting, our planet will die rise and will change the amount and
addition to the emissions from local
and it will take all of us with it.” pattern of precipitation, probably
industry, was released into the
including expansion of subtropical
Joana Matos Alves – 11º D atmosphere. Increases in smoke and
deserts. The continuing retreat of
sulfur emissions from the combustion
glaciers, permafrost and sea ice is
“If the humans hadn’t developed of coal had been occurring since the
expected, with warming being
knowledge, technology wouldn’t be with Industrial Revolution and the British
strongest in the Arctic. Other likely
us now. Of course it has disadvantages were familiar with these types of
but people can use knowledge and try to effects include increases in the
smog events. At times, the smoke and
repair disadvantages, can’t they? If we intensity of extreme weather events,
are ignorant we can’t understand the emissions were so heavy that
species extinctions, and changes in
world we live in. Ignorance is never the residents referred to the events as
agricultural fields. Political and public
best way.” ‘pea soupers’ because the fog was as
João Paulo Monteiro – 11º E debate continues regarding climate
dense as pea soup. However, while
change, and what actions (if any) to
the area had experienced heavy smog
take in response. The available options
“By looking at the past we can in the past, no event had caused such
see that knowledge can create problems, are mitigation to reduce further
problems.
like what happened with the nuclear emissions; adaptation to reduce the
bomb and some great inventions like the damage caused by warming; and, Hugo, Nuno, Ruben – 11º F
car, which, in spite of helping a lot with more speculatively, geoengineering to
travelling, pollutes the environment. In
this kind of situations we need to be reverse global warming. Most national
smart too, by researching and making governments have signed and ratified
projects with the solution for the the Kyoto Protocol aimed at reducing
problem that we or another person greenhouse gas.
created.”
Miguel Ferreira- 11º E Hugo, Nuno, Ruben – 11º F

19
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Across:
1– kelvin Grove Museum is in that
city.
2- City of Big Ben.
3 3- Capital of w
W ales.
1 4- City of the Beatles.
5- It´s the third biggest city of
1 England.
2 Down:
5 1- University City.
2 2- Capital of Northern Ireland.
3- Famous for its football team.
4 4- Capital of Scotland.
3 4 5- It´s also the name of a car.

Álvaro, Daniel (11º F) e Vânia (11º G)

TEACHER: Maria, go to the map and TEACHER: Glen, why do you always get so dirty?
find North America . GLEN: Wwell, I'm a lot closer to the ground than you
MARIA: Here it is. are.
TEACHER: Correct. Now class, who
discovered America ?
CLASS: Maria. TEACHER: Millie, give me a sentence starting with
' I. '
MILLIE: I is..
TEACHER: John, why are you doing your TEACHER: No, Millie..... Always say, 'I am.'
math multiplication on the floor? MILLIE: All right... 'I am the ninth letter of the
JOHN: You told me to do it without using alphabet.'
tables.

TEACHER: George wW ashington not only chopped


TEACHER: Glenn, how do you spell down his father's cherry tree, but also admitted it. Now,
'crocodile?' Louie, do you know why his father didn't punish him?
GLENN: K-
K-R-O-K-O-D-I-A-L' LOUIS: Because George still had the axe in his
TEACHER: No, that's wrong hand.
GLENN: Maybe it is wrong, but you asked
me how I spell it.
TEACHER: Clyde , your composition on 'My Dog' is
exactly the same as your brother's. Did you copy his?
TEACHER: Donald, what is the chemical CLYDE : No, sir. It's the same dog.
formula for water?
DONALD: H I J K L M N O. TEACHER: Harold, what do you call a person who
TEACHER: What are you talking about? keeps on talking when people are no longer interested?
DONALD: Yesterday you said it's H to O. HAROLD: A teacher

Plymouth 5- -Leeds 5
Edinburgh 4- -Liverpool 4
Manchester 3- – Cardiff 3
Belfast 2- – London 2
Oxford 1- – Glasgow 1
Down: Across:
Solution English Puzzle:

20
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

Mi mejor amigo

Mi mejor amigo es alto, delgado,


joven, valiente, educado, tímido pero
también un poco tonto.
Yo soy un buen amigo. Sé dar y
recibir, acepto a mi amigo tal como es,
discuto y llego a una solución, soy
Mi mejor amiga
sincero, no soy capaz de ofender o
disgustar y defiendo a mi amigo. Mi mejor amiga se llama Sara
Santos.
Daniel Alves, 10.º Es mediana, delgada,
morena, joven y guapa.
El mejor amigo del Tiene los ojos castaños, el
mundo pelo rizado, algunos

Mi mejor amigo se llama lunares y granos en el

Miguel Silva y tiene 12 años. rostro.

Yo le llamo João Pedro porque Psicológicamente es

estuvo a punto de llamarse generosa, responsable,

así y además ese nombre le graciosa, ordenada, un

gusta más. poco celosa y tímida.

Físicamente es bajo y Cuando estamos juntas nos

delgado. Es moreno, joven y divertimos mucho. Siempre

bastante guapo. Tiene los estamos riendo. Si estoy

ojos azules y verdes, triste o con problemas, ella

depende de la estación del me ayuda.

año. Su pelo es corto y Es una de las personas

rizado. Tiene pecas y lunares en el más importantes para mí. Me gusta

rostro. saber que tengo a alguien siempre

Psicológicamente es generoso, conmigo, incluso cuando no estamos

amable, cariñoso y listo. También es juntas. Pienso en ella y ella piensa en mí

bastante charlatán y gracioso como yo. cuando estamos lejos. Estoy segura de

Es una persona muy alegre, divertida y que nunca nos separaremos, porque las

que está casi siempre de buen humor. amistades como la nuestra duran para

Es un buen amigo porque me divierte siempre.

cuando estoy triste y me escucha y Siento por ella una gran admiración,

comprende cuando más lo necesito. porque ella es una persona valiente y

Me llevo perfectamente con él pues noble.

tenemos muchas cosas en común y En una relación de amistad es muy

sabemos cambiar los malos momentos importante la fidelidad y la sinceridad. La

en momentos de felicidad. nuestra es una buena relación de

Pasamos poco tiempo juntos pero amistad.

cuando eso ocurre nos divertimos


muchísimo. Marta Monteiro, 9.º C
Neuza, 9.º C

21
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

Bem-
Bem-Vindo
à Nossa/Tua Escola
Uma estrela com luz de poesia
Esperança!
De repente, passou uma pequena nuvem de tristeza sobre os
A esperança é um sentimento olhos de Francisca. A avó Josefa partira há dois anos para um sítio de
Que nos “cobre” de emoção onde ninguém costuma mandar notícias. Antes da partida ainda sofreu
muito, e tão depressa a queria junto de si, para sentir o calor do seu cari-
Na descoberta do momento
nho, como a queria longe, para não se aperceber dos rostos que o sofri-
Feito de compreensão. mento pode ter.
Neste ano que começa Francisca ainda era pequena mas nunca mais esqueceu a dor
Com esperança e expectativa daquela perda. Foi como se o mundo, naquele dia, tivesse decidido mos-
Luta, com alma e sem pressa trar-lhe o seu lado negro e atemorizador, como se o sol se tivesse zanga-
Não estás só… do com a claridade dos dias e como se até as lágrimas se recusassem a
Nesta família adoptiva! sair para não verem como dói ser infeliz.
Nos bons e maus momentos Era Dezembro e, lá em casa, nesse ano, ninguém quis festejar o
Natal, porque não havia vontade de dar nem de receber presentes e por-
De surpresas inesperadas
que todas as conversas se encaminhavam no mesmo sentido, que era o
Tem uma certeza presente da tristeza e do desconsolo.
Sente esta casa TUA Antes de partir, a avó Josefa dissera a Francisca:
Nas esperanças sonhadas! — Uma noite, quando já estiver habituada à minha nova morada,
hei-de dar-te sinal para que saibas que estou bem e que penso em ti.
Alberta Santos Francisca lembrou-se sempre dessas palavras e encontrou, nos
(Prof. EE) poemas que lia nos livros da escola palavras mágicas e belas que eram
07/10/2009 iguais às que a avó Josefa usava quando queria mostrar-lhe que, por
vezes, a beleza de uma coisa pode estar na forma que usamos para a
nomear. Pode dizer-se de uma coisa — explicava a avó Josefa — somente
aquilo que os olhos vêem. Mas também se pode acrescentar qualquer
coisa que a torne mais bonita e mais agradável de ver. Isso, minha filha,
chama-se Poesia.

Quando Francisca lhe pediu para explicar melhor o que queria dizer, ela deu-lhe alguns exemplos:
—Podemos dizer: “isto é uma árvore”, mas também podemos dizer: “esta árvore está triste porque tem sede” ou “esta
árvore é alta e elegante como uma girafa num dia de Primavera”.
Francisca percebeu sem esforço as palavras da avó Josefa e, a partir desse dia e desses exemplos, compreendeu que a
Poesia havia de ajudá-la a estar sempre perto da avó, estivesse ela onde estivesse, por maior que fosse a distância que as
separava.
Tinha passado um ano e a família preparava-se para festejar mais um Natal. Tinham-se distribuído tarefas e cada um
dava o melhor que podia e sabia para realizar bem a que lhe coubera. Uns ajudavam a mãe a pôr a mesa, outros verificavam
se os ornamentos da árvore de Natal estavam todos no lugar certo, outros ainda colocavam os presentes nos lugares certos
para poderem ser localizados na hora de serem distribuídos, quando fosse meia-noite.
Francisca também cumpriu as suas tarefas, que não eram nem mais fáceis nem mais difíceis que as dos outros, mas
nem mesmo estando ocupada conseguia disfarçar a tristeza que as saudades da avó Josefa lhe punham nos gestos e nos olhos.
Todos sabiam qual era a razão dessa tristeza, mas estava assente que, naquela noite, ninguém falaria no assunto. A
avó Josefa, que não tinha rival na forma de organizar a festa de Natal, seria lembrada por todos em silêncio, pois as palavras
mais belas tinham viajado com ela para muito longe.
Quando se ouviram, na torre da igreja, as doze badaladas da meia-noite, Francisca sentiu que uma lágrima lhe escor-
ria pela face como se fosse uma pérola de um tesouro antigo e secreto.
Foi então que um dos irmãos, o Afonso, lhe disse, tentando animá-la e distraí-la:
—Francisca, há uma estrelinha no céu, lá muito alto, que parece estar a chamar por ti.
Francisca correu para a janela, limpou a lágrima, olhou para a estrela e conseguiu ver no seu brilho intenso o rosto da
avó Josefa sorrindo para ela como nos tempos em que lhe contava histórias estranhas e belas para a convencer a comer a
sopa.
Quando chegou o momento de se distribuírem os presentes, coube a Francisca, para além de muitas coisas que lhe
deram grande satisfação, um belo livro de poemas sobre árvores, rios e animais, ilustrado com muita imaginação e cores muito
vivas.

22
Dezembro 2009 Ponto Final. Parágrafo

— Quem foi que me deu este livro? — quis saber Francisca. Mas ninguém lhe respondeu.
— Vá, digam lá, quem foi que me deu este livro tão bonito? — insistiu ela, mas continuou a não obter resposta.
Então Francisca pegou no livro, foi para junto da janela e recitou baixinho o mais belo poema que encontrou, como se
estivesse a conversar com a avó. Ninguém comentou o seu gesto ou o achou estranho. Lá fora, a pequena estrela brilhava ain-
da com maior intensidade, como se quisesse encher de luz, de uma luz cintilante e rara, aquela festa de Natal.
E quando Pedro, o irmão mais novo de Francisca, na manhã seguinte lhe perguntou do que mais tinha gostado na fes-
ta de Natal, ela respondeu de uma forma breve e simples:
— Do que eu mais gostei foi da Poesia.
— E o que é a Poesia? — perguntou Pedro.
— É uma estrelinha perdida na noite a querer dizer-nos que está sempre alguém connosco quando nos sentimos tristes e
temos saudades de quem já partiu.
Também Pedro nunca mais se esqueceu de como pode ser bela a palavra Poesia.

José Jorge Letria


A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
adaptado
O Desporto Escolar e a Área Curricular de Educação
Física da Esc. EB/3 Sec. Dr. Júlio Martins, levaram a efeito a
actividade “A Marcha Saudável”. Integrada nas comemorações No dia 9 de Novembro, o auditório da nossa escola
tornou-se demasiado pequeno para receber a Equipa de
do Dia do Não Fumador, decorreu entre as 10 e 11 horas da
Futsal do Sport Lisboa e Benfica (campeã nacional). Foi uma
manhã do dia 17 de Novembro e contou com a presença de
tarde de muito entusiasmo e boa disposição que deixou a
cerca de 250 pessoas, entre alunos e professores. Realizámos todos a vontade e o desejo de se repetirem mais iniciativas
um percurso pedestre pelas principais ruas da cidade fazendo a desta índole. Ficou bem demonstrado o valor Social do Des-
apologia de uma vida sem fumo através de cartazes e mensa- porto junto das camadas mais jovens. Apesar da organiza-
ção pertencer ao Departamento de Educação Física, este
gens escritas. Contámos com a presença de muitos e ruidosos
encontro não teria sido possível sem a intervenção da Pro-
participantes da Escola Nadir Afonso, liderados pela professora
fessora Regina Seixas. A ela e a todos os que estiveram
Filomena Moreira, que todos os anos têm aderido a esta iniciati- envolvidos neste momento único, o nosso mais sincero
va. Todas as comunidades educativas da cidade foram convida- agradecimento.
das a participar neste evento. O principal objectivo foi cumpri-
do, alertando-se a população geral para o flagelo que é a utili-
Como de costume, a última
zação do tabaco. O alerta a todos os jovens e a criação de
semana de aulas (entre 14 e 19
hábitos saudáveis nos nossos alunos são outras metas que pre- de Dezembro) irá contar com
tendemos atingir. muitas actividades dinamizadas
Programa Realizado: pelo Desporto Escolar e Área
Disciplinar de Educação Física.
10:00 Saída e Concentração na Escola EB3/Sec, Dr.
Estas visam manter os nossos
Júlio Martins
alunos alertados para a respon-
. Rua das Longras sabilidade e importância da par-
. Rua de Santo António ticipação activa na comunidade
. Largo General Silveira escolar e também para a promo-
ção da Actividade Física e Des-
. Jardim do Bacalhau
portiva, como um meio de excelência para uma boa qualida-
. Largo do Monumento
de de vida (e crescimento). Deixamos aqui o calendário das
. Av. 5 de Outubro - Escola EB3/Sec, Dr. Júlio Martins realizações: 14 de Dezembro 10:00 - Corta Mato Escolar e
11:15 Final da actividade com fotografia de grupo 14:30 Colóquio sobre Desporto de Alto Rendimento, com a
presença de Aurora Cunha (3 vezes campeã Mundial de
Estrada - Atletismo); 17 de Dezembro 9:00 - Torneio Inter-
Turmas de Andebol, 5x5 Misto e Mega Sprinter (corrida
velocidade 40 metros); e 19 de Dezembro pelas 9:30 Pas-
seio Pedestre (aberto a todas as comunidades escolares). As
inscrições para estes eventos já estão disponíveis na Biblio-
teca Escolar.
Prof. Sérgio Machado
Coordenador Desporto Escolar

23
Ponto Final. Parágrafo Dezembro 2009

A equipa do Jornal Escolar

24