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AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA

Equilíbrio frontal pélvico

Paciente em pé, pés em posição de passo, terapeuta atrás do pcte, apóia firmemente as mãos sobre as cristas ilíacas, conservando os polegares sob as palmas, os olhos do terapeuta à altura das cristas ilíacas do paciente. O dorso das duas mãos devem encontrar-se na mesma altura.

Pés

Posição do paciente: em pé Pés: dividimos o pé em três regiões: retropé, médio pé e ante pé

Paciente em posição de passo sobre um papel:

A) projetar pontos tangenciais às curvas: do calcâneo, do navicular, da cabeça do primeiro metatarso e da falange distal do hálux. B) traçar uma reta do ponto do calcâneo até o ponto da cabeça do primeiro metatarso;

Interpretar:

se o ponto do navicular estiver na linha traçada, o arco está preservado. Isto significa que o retropé e o ante pé estão invertidos;

quanto mais próximo da linha média do corpo estiver o ponto do navicular, mais o arco estará plano;

quanto mais distante da linha média do corpo estiver o ponto do navicular, mais o arco estará cavo.

Joelho

Plano frontal

Vista anterior: aproximar os membros inferiores e observar se são maléolos ou côndilos que se aproximam primeiro.

Interpretar: Se os côndilos femurais se tocarem primeiro consideramos o joelho valgo, caso os maléolos se toquem primeiro, joelho varo.

Observação: corrigir o paciente no plano sagital, pois se apresentar a hiperextensão, pode tratar-se de um falso varo.

Plano sagital

Vista lateral: observar se o paciente apresenta hiperextensão ou flexo de joelho.

Normal: 175° Hiperextensão: acima de 175° Flexo: abaixo de 175°

Interpretação: existe um eixo que passa no trocânter maior do fêmur, um pouco à frente da região do centro articular do joelho e um pouco à frente do maléolo lateral.

- se o centro articular do pcte estiver à frente deste eixo genu flexum

- se o centro articular do pcte estiver atrás deste eixo genu recurvatum

Plano transversal

Vista posterior: observar se ocorre rotação interna ou externa de joelho. TESTE: com os dedos polegares das duas mãos, o examinador pontua os côndilos.

Interpretação

- se o polegar lateral estiver mais à frente que o medial, trata-e de uma rotação interna de joelhos. Além da observação das pregas poplíteas que, neste caso, formam um V.

- quando ocorre o contrário, trata-se de uma rotação externa.

- normal quando os polegares estiverem alinhados.

Pelve

Equilíbrio Sagital Pélvico

Plano sagital, vista lateral TESTE 1º palpar cristas ilíacas 2º palpar processos espinhosos de L4 até S1 3º medir 2 dedos do paciente para os lados para encontrar o segundo forame sacro; 4º a partir do forame sacro, medir 3 dedos do paciente para baixo, encontrando EIPI; 5º palpar EIAS; 6º palpar EIPI;

Interpretação do teste:

- se EIAS estiver acima de EIPI retroversão

- se EIAS estiver abaixo de EIPI anteversão

*caso o pcte apresente covinhas, estas serão as EIPS, a 3 dedos para baixo está a EIPI

Hiperlordose

Paciente em DD; terapeuta flexiona o quadril do paciente à 90° com joelhos também fletidos. O examinador coloca a digital nos processos espinhosos L2, L3 e L4. Interpretação:

- se permanecer a curvatura = Hiperlordose os processos espinhosos não chegam à mão do examinador.

- se a curvatura desaparecer = Normal os processos espinhosos tocam a mão do terapeuta.

Ombros

Vista posterior: medir 3 dedos do pcte e colocar paralelamente aos processos espinhosos. Se as distâncias até o ângulo superior e inferior das escápulas forem maiores que 3 dedos, são abduzidas e se forem menores, são aduzidas. Se o ângulo inferior estiver mais distante dos processos espinhosos quando comparado ao ângulo superior, ocorre uma báscula lateral. Se o ângulo inferior estiver mais próximo dos processos espinhosos quando comparado ao ângulo superior, ocorre uma báscula medial. Vista lateral: Observar ombro protuso ou retruso em relação à linha lateral.

Cervical

Apoiar o polegar no processo espinhoso de C7 e os demais dedos deslocam-se (desenrrolando) até a base do occipital, formando um “C”. Interpretação:

- se a falange do indicador ultrapassar o polegar = cervical retificada

- se a falange do indicador recuar em relação ao polegar = hiperlordose

- se as falanges dos 2º, 3º, 4º e 5º dedos estiverem alinhadas ao polegar = cervical

normal.

Cabeça

Cotovelo apoiado na dorsal do paciente com o punho estendido.

Interpretação:

- se a cabeça estender o punho do terapeuta = cabeça posteriorizada

- se a cabeça não tocar a mão do terapeuta e

tende

a

ir para a frente

anteriorizada

- se a cabeça tocar a mão do terapeuta = normal

= cabeça