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Botânica Farmacêutica Profª Rita Serrano Profª Generosa Teixeira 2012/2013 Eliana Martins, nº9274
Botânica Farmacêutica
Profª Rita Serrano
Profª Generosa Teixeira
2012/2013
Eliana Martins, nº9274

Joana Meira, nº 9244 Joana Romão nº 9283 Sara Lemos, nº 9338 Sexta-feira 14h

Joana Romão nº 9283 Sara Lemos, nº 9338 Sexta-feira – 14h Caule de Dicotiledóneas Estrutura Primária

Caule de

Dicotiledóneas

Estrutura Primária

(Grupo VI)

Joana Romão nº 9283 Sara Lemos, nº 9338 Sexta-feira – 14h Caule de Dicotiledóneas Estrutura Primária
Joana Romão nº 9283 Sara Lemos, nº 9338 Sexta-feira – 14h Caule de Dicotiledóneas Estrutura Primária
Joana Romão nº 9283 Sara Lemos, nº 9338 Sexta-feira – 14h Caule de Dicotiledóneas Estrutura Primária
Sistemática Plantae Animalia Fungi Protista Eubacteria Archaebateria
Sistemática
Plantae
Animalia
Fungi
Protista
Eubacteria
Archaebateria
Sistemática O Seres vivos multicelulares com diferenciação tecidular; O Fotossintéticos; O Produtores nos
Sistemática
O
Seres vivos multicelulares com diferenciação
tecidular;
O
Fotossintéticos;
O
Produtores nos ecossistemas;
O
Cloroplastos e parede celular.
Sistemática Traqueófita Briófita (9 divisões) (3 divisões) Angiospérmicas
Sistemática
Traqueófita
Briófita
(9 divisões)
(3 divisões)
Angiospérmicas
Angiospérmicas O Monocotiledóneas Raízes formam um sistema fascicular; Sementes com um cotilédone; Partes florais
Angiospérmicas
O Monocotiledóneas
Raízes formam um sistema
fascicular;
Sementes com um cotilédone;
Partes florais trímeras (ou
múltiplos);
Ciclo de vida curto;
Nervura foliar paralela.
Pólen com um sulco ou poro
(monocolpado)
Fig. 1 – Representação de uma
raíz fasciculada.
Angiospérmicas O Monocotiledóneas Raízes formam um sistema fascicular; Sementes com um cotilédone; Partes florais
Angiospérmicas
O Monocotiledóneas
Raízes formam um sistema
fascicular;
Sementes com um cotilédone;
Partes florais trímeras (ou
múltiplos);
Ciclo de vida curto;
Nervura foliar paralela.
Pólen com um sulco ou poro
(monocolpado)
Fig. 2 – Semente de Zea mays
(milho), com apenas um
cotilédone.
Angiospérmicas O Monocotiledóneas Raízes formam um sistema fascicular; Sementes com um cotilédone; Partes florais
Angiospérmicas
O Monocotiledóneas
Raízes formam um sistema
fascicular;
Sementes com um cotilédone;
Partes florais trímeras (ou
múltiplos);
Ciclo de vida curto;
Nervura foliar paralela.
Pólen com um sulco ou poro
(monocolpado)
Fig. 3 – Partes florais de uma
espécie do género Lilium (Lírio).
Angiospérmicas O Monocotiledóneas Raízes formam um sistema fascicular; Sementes com um cotilédone; Partes florais
Angiospérmicas
O Monocotiledóneas
Raízes formam um sistema
fascicular;
Sementes com um cotilédone;
Partes florais trímeras (ou
múltiplos);
Ciclo de vida curto;
Nervura foliar paralela.
Pólen com um sulco ou poro
(monocolpado)
Fig. 4 – Folha paralelinérvia de
uma Saccharum officinarum L.
(Cana do açúcar)
Angiospérmicas O Monocotiledóneas Raízes formam um sistema fascicular; Sementes com um cotilédone; Partes florais
Angiospérmicas
O Monocotiledóneas
Raízes formam um sistema
fascicular;
Sementes com um cotilédone;
Partes florais trímeras (ou
múltiplos);
Ciclo de vida curto;
Nervura foliar paralela.
Pólen com um sulco ou poro
(monocolpado)
Fig. 5 – Grão de pólen de
monocotiledónea
Angiospérmicas O Dicotiledóneas Raízes axiais; Sementes com dois cotilédone; Flores dímeras, tetrâmeras ou
Angiospérmicas
O Dicotiledóneas
Raízes axiais;
Sementes com dois cotilédone;
Flores dímeras, tetrâmeras ou
pentâmeras;
Ciclo de vida longo;
Nervura foliar reticulada.
Pólen com três sulcos ou poros
(tricolpado)
Fig. 6 – Representação de uma
raiz axial
Angiospérmicas O Dicotiledóneas Raízes axiais; Sementes com dois cotilédone; Flores dímeras, tetrâmeras ou
Angiospérmicas
O Dicotiledóneas
Raízes axiais;
Sementes com dois cotilédone;
Flores dímeras, tetrâmeras ou
pentâmeras;
Ciclo de vida longo;
Nervura foliar reticulada.
Pólen com três sulcos ou poros
(tricolpado)
Fig. 7 – Semente com dois
cotilédones de uma espécie do
género Phaseolus.
Angiospérmicas O Dicotiledóneas Raízes axiais; Sementes com dois cotilédone; Flores dímeras, tetrâmeras ou
Angiospérmicas
O Dicotiledóneas
Raízes axiais;
Sementes com dois cotilédone;
Flores dímeras, tetrâmeras ou
pentâmeras;
Ciclo de vida longo;
Nervura foliar reticulada.
Pólen com três sulcos ou poros
(tricolpado)
Fig. 8– Flor em pentameria de
uma Fragaria vesca.
Angiospérmicas O Dicotiledóneas Raízes axiais; Sementes com dois cotilédone; Flores dímeras, tetrâmeras ou
Angiospérmicas
O Dicotiledóneas
Raízes axiais;
Sementes com dois cotilédone;
Flores dímeras, tetrâmeras ou
pentâmeras;
Ciclo de vida longo;
Nervura foliar reticulada.
Pólen com três sulcos ou poros
(tricolpado)
Fig. 9 – Folha com nervura
ramificada de uma Malus
domestica (macieira).
Angiospérmicas O Dicotiledóneas Raízes axiais; Sementes com dois cotilédone; Flores dímeras, tetrâmeras ou
Angiospérmicas
O Dicotiledóneas
Raízes axiais;
Sementes com dois cotilédone;
Flores dímeras, tetrâmeras ou
pentâmeras;
Ciclo de vida longo;
Nervura foliar reticulada.
Pólen com três sulcos ou poros
(tricolpado)
Fig. 10 – Grão de pólen de uma
dicotiledónea.
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 11 e 12 – Exemplos de raízes de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 11 e 12 – Exemplos de raízes de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 13 e 14 – Cortes transversais de raízes de Monocotiledóneas
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 13 e 14 – Cortes transversais de raízes de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 15 e 16– Exemplos de nervuras foliares de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 15 e 16– Exemplos de nervuras foliares de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 17 e 18– Cortes transversais de folhas de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 17 e 18– Cortes transversais de folhas de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 19 e 20– Exemplos de sementes de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 19 e 20– Exemplos de sementes de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 21 e 22 – Exemplos de partes florais de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 21 e 22 – Exemplos de partes florais de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 23 e 24 – Representação de grãos de pólen de
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 23 e 24 – Representação de grãos de pólen de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Angiospérmicas Monocotiledóneas Dicotiledóneas Fig. 25 e 26 –Estrutura primária de caules de Monocotiledóneas e
Angiospérmicas
Monocotiledóneas
Dicotiledóneas
Fig. 25 e 26 –Estrutura primária de caules de Monocotiledóneas e Dicotiledóneas
Plantas Vasculares Dois sistemas Radicular Caulinar Fig. 27 e 28 – Raiz e caule de
Plantas Vasculares
Dois sistemas
Radicular
Caulinar
Fig. 27 e 28 – Raiz e caule de uma planta
Tecidos que formam o caule: O Dérmico – camada mais externa da planta O Vascular
Tecidos que formam o caule:
O
Dérmico – camada mais externa da planta
O
Vascular – constituído pelos tecidos
condutores
O
Fundamental – engloba no seu interior os
tecidos condutores
Tecidos que formam o caule: Dérmico Epiderme Periderme Substitui a epiderme ao nível das zonas
Tecidos que formam o caule:
Dérmico
Epiderme
Periderme
Substitui a epiderme ao nível
das zonas onde se verifica o
crescimento secundário.
Fig. 29 – Corte transversal de um caule.
Tecidos que formam o caule: Vascular Xilema Floema -Elementos de vasos -Células dos tubos crivosos
Tecidos que formam o caule:
Vascular
Xilema
Floema
-Elementos de vasos
-Células dos tubos crivosos
-Tracóides
-Células de companhia
-Fibras lenhosas
-Parênquima lenhoso
-Fibras liberinas
-Parênquima liberino
Condução de água e sais
minerais
Transporte de água e
substâncias orgânicas
Tecidos que formam o caule: Vascular Xilema Floema Tracóides Célula de Fibras Companhia Lenhosas Placa
Tecidos que formam o caule:
Vascular
Xilema
Floema
Tracóides
Célula de
Fibras
Companhia
Lenhosas
Placa
Elementos
Crivosa
do Vaso
Célula
Figs. 30 e 31 – Xilema e
Floema
do Tubo
Crivoso
Tecidos que formam o caule: Fundamental Colênquima Parênquima -Clorofilino Esclerênquima -Reserva Plantas mais
Tecidos que formam o caule:
Fundamental
Colênquima
Parênquima
-Clorofilino
Esclerênquima
-Reserva
Plantas mais jovens
Função de suporte
Plantas mais velhas
Função de suporte
Tecidos que formam o caule: Fundamental Colênquima Parênquima Esclerênquima Fig. 32 e 33 – Parênquima
Tecidos que formam o caule:
Fundamental
Colênquima
Parênquima
Esclerênquima
Fig. 32 e 33 – Parênquima
clorofilino e parênquima de
Fig. 34 – Corte transversal de
fibras de esclerênquima.
Fig. 35 – Células do
colênquima.
reserva
Crescimento primário do caule O É iniciado pelos meristemas apicais; O Está intimamente ligado ao
Crescimento primário do caule
O
É iniciado pelos meristemas apicais;
O
Está intimamente ligado ao crescimento
vertical da planta;
O
Os tecidos formados durante este
crescimento designam-se de tecidos
primários.
Estrutura primária do caule de dicotiledóneas O Nas dicotiledóneas podem distinguir-se dois tipos de estrutura
Estrutura primária do caule
de dicotiledóneas
O Nas dicotiledóneas podem distinguir-se dois
tipos de estrutura primária dos caules.
Fig. 36– Corte transversal do caule de uma Dicotiledónea em crescimento primário Fig. 37– Detalhe
Fig. 36– Corte transversal do caule de
uma Dicotiledónea em crescimento
primário
Fig. 37– Detalhe de uma porção do mesmo caule
Fig. 38 – Corte transversal do caule de uma dicotiledónea com feixes vasculares pouco desenvolvidos
Fig. 38 – Corte transversal do caule de uma
dicotiledónea com feixes vasculares pouco
desenvolvidos
Fig. 39 – Detalhe de uma porção do mesmo caule
Fig. 40 – Secção transversal de um feixe vascular de dicotiledónea
Fig. 40 – Secção transversal de um
feixe vascular de dicotiledónea
Taxonomia O Nome científico: Nasturtium officinale O Nome Comum: Agrião de água Nasturtium officinale Deriva
Taxonomia
O
Nome científico: Nasturtium officinale
O
Nome Comum: Agrião de água
Nasturtium officinale
Deriva do latim
“nasus tortus”
Fig. 41 – Nasturtium officinale
Taxonomia o Reino: Plantae o Divisão: Magnoliophyta o Classe: Magnoliopsida o Ordem: Brassicales o Família:
Taxonomia
o
Reino: Plantae
o
Divisão: Magnoliophyta
o
Classe: Magnoliopsida
o
Ordem: Brassicales
o
Família: Brassicaceae
o
Género: Nasturtium
o
Espécie: Nasturtium officinale
Fig. 42 – Nasturtium officinale
Descrição botânica Generalidades O Origem: Europa e Ásia O Clima: temperaturas amenas O Habitat: húmidos
Descrição botânica
Generalidades
O
Origem: Europa e Ásia
O
Clima: temperaturas amenas
O
Habitat: húmidos ou junto a meios aquáticos
O
Época de floração: Primavera e Verão
O
Altura: pode atingir os 60cm, mas geralmente são pequenas
• Meio de desenvolvimento: aquático • São de dois tipos: as finas e brancas que
• Meio de desenvolvimento: aquático
• São de dois tipos: as finas e brancas que
surgem nas axilas das folhas, e as
Raíz
principais que fixam a planta na terra
• Aromáticas
• São verdes, persistentes, com contorno
de forma oval e uma margem foliar
Folha
sinuosa
Fig. 43– Raízes de Nasturtium officinale
• Pequenas e brancas, com 4 pétalas
redondas
Flores
Fig. 44– Folhas de Nasturtium officinale
Fig. 45 – Flor de Nasturtium officinale
com 4 pétalas redondas Flores Fig. 44– Folhas de Nasturtium officinale Fig. 45 – Flor de
Sementes • ovais Fig. 46 – Semente de Nasturtium officinale •Cilíndrico e oco Caule •Herbáceo
Sementes • ovais
Fig. 46 – Semente de Nasturtium officinale
•Cilíndrico e oco
Caule
•Herbáceo
•Aéreo e Rastejante
•Tamanho: pode atingir os 50cm
Fig. 47 – Caule de Nasturtium officinale
Composição química Vestígios de óleo essencial gluconasturcina taninos Sais nitrilos minerais Vitaminas A,
Composição química
Vestígios de
óleo
essencial
gluconasturcina
taninos
Sais
nitrilos
minerais
Vitaminas A,
B e C
Análise Farmacológica do Agrião Fig.50– Esquema representativo de um Agrião. Figs. 48 e 49 –
Análise Farmacológica do
Agrião
Fig.50– Esquema representativo
de um Agrião.
Figs. 48 e 49 – Imagens de Agrião.
Análise Farmacológica do Agrião O Em sumo O Melhorias na bronquite crônica, e tuberculose pulmonar
Análise Farmacológica do
Agrião
O
Em sumo
O
Melhorias na bronquite crônica, e
tuberculose pulmonar
O
Limpeza do sangue, sendo benéfico aos rins
O
Favorável a quem sofre de tuberculose e
raquitismo
O
Externamente, ao esfregar-se no cabelo
previne a queda deste
O
Cozido e em caldo
O Melhorias na prisão de ventre, e reumatismo
O Em saladas O Alivia sintomas de tuberculose O Efeitos vermicidas O Benéfico aos diabéticos
O Em saladas
O
Alivia sintomas de tuberculose
O
Efeitos vermicidas
O
Benéfico aos diabéticos
O
Estimula a secreção salivar
O
Acão benéfica sobre a pele: atenua o herpes e
acne, aumenta a velocidade de cicatrização de,
nomeadamente, eczemas
O
Combate o escorbuto
O
Estimula o fluxo da bílis para o intestino
O
Há quem diga que é favorável às ressacas, uma vez
que é recomendado nas patologias de fígado
O Contra-indicações O Não aconselhado a grávidas Fig.51– Gravidez. Fig.52– Xarope medicinal de agrião. O
O
Contra-indicações
O
Não aconselhado a grávidas
Fig.51– Gravidez.
Fig.52– Xarope medicinal de agrião.
O
Outras utilizações
O
O agrião é também é muito visado como
planta medicinal, entrando na composição de
diversos xaropes populares.
Conclusão
Conclusão
Bibliografia Livros consultados: O JUDD, W. et al. Plant Systematics: A Phylogenetic Approach. 3rd ed.
Bibliografia
Livros consultados:
O
JUDD, W. et al. Plant Systematics: A Phylogenetic Approach. 3rd ed.
Massachusetts, Sinauer Assoc. Publ., 2008.
O
RAVEN, P. et al. Biology of plants. 7th ed. New York, Worth Publishers, Inc.,
2005.
O
FARMACOPEIA PORTUGUESA, VIII. Lisboa, Infarmed, 2005.
O
CUNHA, A. et al, Plantas e produtos vegetais em fitoterapia. 2ª ed., Fundação
Calouste Gulbenkian
Web Pages consultadas:
O
http://books.google.pt/books?id=PNPj1sApuBgC&pg=PA26&lpg=PA26&dq#v=
onepage&q&f=falseImagens
O
http://plants.usda.gov/java/profile?symbol=NAOF
O
http://www.unifra.br/eventos/sepe2012/Trabalhos/6543.pdf
O
http://www.fireflyforest.com/flowers/3401/nasturtium-officinale-watercress/
O
http://dc338.4shared.com/doc/VLKmfhMP/preview.html