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2/10/2014

ANTROPOLOGIA ILUMINISTA

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CAPÍTULO II - O CONTEXTO FILOSÓFICO DO ILUMINISMO E A CENTRALIDADE DA AUTONOMIA NA FILOSOFIA PRÁTICA DE KANT

2.1 - O ILUMINISMO E SUA NOÇÃO DE AUTONOMIA

2.1.2 - Antropologia Iluminista

As antropologias do século XVIII têm em comum o objetivo de realizar o estudo positivo do homem. A pluralidade de dimensões epistemológicas abre caminho à fragmentação do saber em função da especialização crescente das diversas disciplinas, tendo o homem como objeto comum. O iluminismo elevou a antropologia a fundamento de todos os saberes, deslocando a teologia que até então realizava esse papel. A antropologia das "Luzes" é expressão de uma crença profunda na inteligibilidade racional do domínio humano. Segundo Falcon (1986, p. 59), tendo como premissas gerais o primado da razão e o caráter universal e eterno da natureza humana, os iluministas desenvolvem os temas da humanidade, da civilização e do progresso. Também, os iluministas ligam sua concepção de autonomia a esses temas. A idéia de humanidade representa para os iluministas a imanência contra a transcendência do homem, representa a afirmação do valor da realidade terrena em si mesma, a importância das ciências do homem segundo princípios da ciência experimental. O homem transcendente é para eles o homem heterônomo, já o homem imanente, que possui verdades desse mundo fornecidas pelas ciências experimentais, é o homem autônomo. O iluminismo, em geral, considera o homem apenas em sua existência física. Segundo Holbach (1725-1789), o homem como tudo mais no universo é um ser inteiramente físico (cf. TAYLOR, 1997, p. 420). Para Helvétius (1715-1771) a dor e o prazer físicos são os princípios ignorados de todas as ações humanas (cf. idem, p. 423), portanto não há distinção de espécie alguma entre corpo e alma, e o homem é visto como mônada, ou seja, apenas enquanto existência física. Tanto a razão quanto uma visão moral não distorcida levariam o homem a lutar pela autopreservação e pela satisfação, a fim de aumentar a felicidade. Nesse contexto, a sensualidade adquire valor, e a vivência dos desejos que emanam espontaneamente do homem representaria uma espécie de autonomia. O homem autônomo dos iluministas é um homem sensualista, que busca satisfação na realização dos seus desejos e na diminuição dos sofrimentos. Por isso, conforme Taylor (ibid, p. 415), a ética do iluminismo é utilitarista, baseando o julgamento das ações em suas conseqüências. Nas concepções de homem e de civilização iluminista, a pedagogia possui papel essencial, "Só ela poderia propiciar a eliminação, no futuro, do abismo que separava os espíritos bem-pensantes, moralmente bem-formados e socialmente bem-educados da plebe ignorante, supersticiosa, inclinada aos maus costumes e mal-educada" (FALCON, 1986, p. 62-63). No entanto, a pedagogia é vista pelos iluministas como uma ciência tão exata quanto a geometria, o que possibilitaria a ela produzir bons cidadãos, homens esclarecidos e autônomos. A noção de autonomia dos iluministas deriva de sua concepção antropológica e pressupõe a imanência, a historicidade, o materialismo, a atividade do homem, que, por meio do poder quase irrestrito das ciências, suplanta os mitos, as superstições, medos, opressões, imoralidades e assim se constrói rumo a um progresso certo em todos os campos de sua vida, garantido pela positividade, pela exatidão das ciências. Ainda, é um homem que encontra a autonomia na vivência dos próprios desejos. Caberia à educação formar esse homem "esclarecido", "autônomo".

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