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Representação contra o Magistrado da 36ª Vara Cível

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Rua Erasmo Braga nº136, 7º e 8º andares Lamina I
Castelo – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20020-903
Tel. (21) 3133-2000
E-mail - corregedoria@tjrj.jus.br

Protocolo da Corregedoria-Geral de Justiça RJ
TJRJ ADM CGJ Prot. 2014-202334 27/11/2014 14:45 2

Ao Excelentíssimo Corregedor Geral de Justiça,
Des. Valmir de Oliveira Silva
Com Base na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
DE 1988, TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, CAPÍTULO I –
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS, Art. 5º – Todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes: XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações
de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas
cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o
direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder.
Com Base na LEI No 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973, Institui o Código
de Processo Civil. LIVRO I – DO PROCESSO DE CONHECIMENTO, TÍTULO I
– DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO, CAPÍTULO IV - DO JUIZ, Seção I - Dos
Poderes, dos Deveres e da responsabilidade do Juiz, Art. 125. O juiz dirigirá o
processo conforme as disposições deste Código, competindo-lhe: I - assegurar
às partes igualdade de tratamento; III - prevenir ou reprimir qualquer ato
contrário à dignidade da Justiça;
Com Base no Anexo I: Escolas de Interpretação Jurídica, onde esta colocado
“O próprio ordenamento jurídico reconhece a necessidade da observância dos
clamores sociais, como reza o artigo 5º da Lei de Introdução ao Código Civil:
"Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
exigências do bem comum”.
Venho, mui respeitosamente, formalmente, SOLICITAR, em OBJETIVA
PROVOCAÇÃO, que o Esta Corregedoria, envida TODOS os esforços, utilizando
de TODOS os recursos que disponha, tomando as Medidas que achar
Cabíveis, para que o Meritíssimo Juiz de Direito da 36ª Vara Cível, seja

responsabilizado pela sua INOPERÂNCIA, por ignorância, ou em conveniência
corporativista, sob, e com base, no Direito Constituído, de tal forma, termos a
certeza de que o IDEAL DE JUSTIÇA seja uma REALIDADE, e principalmente,
MOTIVO DE ORGULHO, de um POVO trabalhador, e merecedor, de TODO e
QUALQUER RESPEITO, de tal forma, que seja estirpardo do inconsciente
coletivo, a mínima possibilidade, da atitude abjeta, indecorosa e imoral, como a
comumente chamada “carteirada”, de tal forma, termos a certeza de que o
Direito Constituído, seja, em Plenitude, Respeitado, e Praticado.
Tal, parte da premissa de que o Juiz da 36ª Vara Cível, de forma clara,
irrefutável, e inquestionável, se demonstrou INOPERANTE, frente às várias
possibilidades de evitar que uma sua Decisão agredisse de formal Mortal a
Constituição da República Federativa do Brasil, e o Estatuto da Magistratura, ao
reconhecer que um indivíduo, efemeramente investido da Autoridade Institucional
Juiz de Direito, merecesse tratamento DIFERENCIADO, quando interpelado
CORRETAMENTE pela Autoridade Institucional de uma Agente de Trânsito do
Estado do Rio de Janeiro, sobre Desrespeito ao Legal Estabelecido, uma vez
que, ninguém é inocente por desconhecer a Lei, principalmente em se tratando da
campanha da “Lei SECA”, que tem como escopo, a verificação do
cumprimento integral do Código de Trânsito, incluso a própria chamada “Lei
Seca”, algo inadmissível, inaceitável, ao se verificar que o INFRATOR , não só se
apresenta, mas, acima de tudo, é um Juiz de Direito, conforme o documento
‘Decisão que LEGITIMA a indecorosa, e imoral, “CARTEIRADA” ’ em anexo.
Tal, parte da premissa de que sua fundamentação distorce flaglorosamente a
realidade dos fatos, uma vez que, a afirmação “que pouco importava ser juiz;
que ela cumpria ordens e que ele é só juiz não é Deus”, não pode, e nem
deve, ser reconhecida como “tratamento descortês e irônico”, mas, ser
reconhecida com a própria clareza de uma “CONSTATAÇÃO”, irrefutável, e
inegável, que comumente é utlizada, com algumas possíveis variações, por
qualquer Autoridade Institucional que venha a se encontrar na
CONSTRANGEDORA
SITUAÇÃO
de
uma
vulgarmente
conhecida
“CARTEIRADA”, tendo em vista o que consta da Decisão:
...“
Citado, o réu apresentou a contestação de fls. 60/68 acompanhada dos
documentos de fls. 69/74 alegando que a autora dispensou ao réu
tratamento grosseiro apesar de saber que o autor é magistrado; que o réu
fez o exame de etilômetro cujo resultado foi negativo, sem que tenha até
então se identificado; que a sua esposa levou a carteira de habilitação até o
local; que a liberação do veículo demorava em razão da ausência de placa;
que neste momento a autora dirigiu-se ao réu e disse ´mas você é juiz de
direito e não conhece a lei?´; ainda voltando-se para os agentes a autora
disse ´que pouco importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele é só
juiz não é Deus´; que como a autora continuava a hostilizar e debochar do
réu, este deu-lhe voz de prisão por desacato; que a autora desconsiderou a
ordem e voltou á tenda, e somente após dirigiu-se à autoridade policial na
DP onde restituiu a carteira de motorista ao réu e este entregou o veículo á
autoridade;

As frases ´mas você é um juiz de direito e não conhece a lei?´ e ´que
pouco importava ser juiz´ e ´ela só cumpria ordens´ e ´ele é só Juiz e não é
Deus´ foram ditas pela autora e este é fato incontroverso, diante da
admissão pela mesma que, de fato, proferiu estas afirmações.
No tocante à reconvenção, cuja causa de pedir é a atitude grosseira,
desrespeitosa e descortês da reconvinda, apesar de existir apenas uma
única infração de trânsito, qual seja a licença de para-brisa vencida, entendo
que as frases proferidas pela reconvinda tiveram a intenção de diminuir o
reconvinte na frente dos demais agentes da operação. Questionar o
reconvinte acerca do seu conhecimento, ou melhor, desconhecimento sobre
a lei tem apenas um objetivo: expô-lo ao ridículo. Afirmar que o reconvinte não
é Deus revela clara intenção de deboche.
Apurou-se que: (i) o autor foi parada na operação lei seca; (ii) estava
sem a habilitação; (iii) submeteu-se ao etilômetro com resultado negativo ;
(iv) a autora afirmou que o autor desconhecia a lei e que não era Deus; (v)
ainda na operação a carteira de habilitação do autor foi trazida; (vi)
verificou-se no sistema do DETRAN que as placas do carro estavam
confeccionadas; (vii) o carro foi liberado.
”...
Quando então apresento as Considerações, que entendo serem
necessparias:
Para o Magistrado da 36ª Vara Cível, a direção sem carteira de motorista,
conduzindo veículo sem documentação e sem placa, não é infração da Lei de
Trânsito, contudo, reconhece que a única infração da Lei de trânsito era a
licença de para-brisa vencida, como se a apresentação da carteira de motorista
“a posteriori” eliminasse sua necessária apresentação de imediato, bem como,
a verificação “a posteriori” no sistema do DETRAN que as placas do carro
somente estavam confeccionadas, eliminasse a necessidade de seu uso,
além, é claro, de trafegar em via pública com a licença de para-brisa vencida não
fosse, no mínimo, PURO DESRESPEITO AO LEGAL ESTABELECIDO, de
alguém que fez questão de se apresentar como Juiz de Direito, portanto, como
INFRATOR, se portava com conduta, concretamente, incompatível, a Autoridade
Institucional da qual estava, e ora se apresentava, investido, uma vez que,
qualquer Juiz de Direito tem a RESPONSABILIDADE de manter conduta
irrepreensível na vida pública e particular, além do que, como qualquer
Cidadão Brasileiro, tem a OBRIGAÇÃO DE CONHECER, e CUMPRIR, a LEI.
Em um contexto surreal nos deparamos com a SITUAÇÃO RIDÍCULA de um
Cidadão Brasileiro que, efetivamente, DESCONHECENDO DA LEI, por
ignorância,
ou
em
conveniência,
mas,
se
apresentando,
DESNECESSARIAMENTE, como Juiz de Direito, tem pela Agente de Trânsito do
Estado do Rio de Janeiro, tratamento usualmente dado a qualquer Cidadão
Brasileiro, que mesmo consciente de ESTAR INFRINGINDO A LEI, se mantem
em contestação do Apurado, e Verificado.
O incrível é que para o Juiz da 36ª Vara Cível, as colocações feitas pela
Agente de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, ofenderam, constangeram, o

INFRATOR, que se apresentou, DESNECESSARIAMENTE, como Juiz de
Direito, quando na realidade, o INFRATOR ofendeu a Instituição da Autoridade
de um Estado de Direito Democrático como JUIZ DE DIREITO, ao proceder, e se
postar, como um INFRATOR, principalmente, quando em puro ABUSO DE
PODER deu “VOZ” de Prisão a quem executava com ZELO, e EFICIÊNCIA,
suas Atribuições Institucionais.
Temos, infelizmente, aqui uma TOTAL INVERSÃO DE VALORES, isto é,
mesmo estando, em plena consciência de INFRAÇÃO ao LEGAL
ESTABELECIDO, um Juiz de Direito, não pode ser questionado sobre postura
inadequada, pela simples presunção de OFENSA a uma Autoridade
Institucional, que mesmo assim procedendo, tão DIGNAMENTE representa a
Magistratura e tudo que ela simboliza.
Afinal, como o Meritíssimo da 36ª Vara Cível, em meu entendimento, colocou,
a Agente de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro EXPÔS ao ridículo da
situação, diferentemente, de qualquer SIMPLES RIDICULARIZAÇÃO, uma vez
que, esta era, concretamente, a situação em que o Juiz de Direito se
encontrava, tendo em vista, que a Agente de Trânsito ao compará-lo à Deus,
com toda a certeza, nunca teve a intenção de compará-lo a uma Divindade,
mas, de compará-lo a alguém que no inconsciente, e consciente, coletivo, TUDO
LHE É PERMITIDO, e por isso, TUDO PODE.
Igualmente o documento Decisão que LEGITIMA a indecorosa, e imoral,
“CARTEIRADA”, nos permite afirmar que as avaliações, efetuadas pelo
Excelentíssimo Juiz Singular da 36ª Vara Cível, foram pífias, abjetas,
inomináveis, e eivadas de puro corporativismo, como também, o foi, a
avaliação pela Décima Quarta Câmara Cível, da ação movida por LUCIANA
SILVA TAMBURI-NI em face de JOÃO CARLOS DE SOUZA CORREA, através
da qual per-quire compensação extrapatrimonial em valor não inferior ao
equivalente a 41 (quarenta e um) salários mínimos, processo nº 017607333.2011.8.19.0001.
Para que fique claro, reproduzo parte do documento A Constituição e o
Supremo, http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/sumariobd.asp.
"Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda
que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à
ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito." (HC 73.454, Rel. Min.
Maurício Corrêa, julgamento em 22-4-96, 2ª Turma, DJ de 7-6-96)

"A decisão, como ato de inteligência, há de ser a mais completa e
convincente possível. Incumbe ao Estado-Juiz observar a estrutura imposta por
lei, formalizando o relatório, a fundamentação e o dispositivo. Transgride
comezinha noção do devido processo legal, desafiando os recursos de revista,
especial e extraordinário pronunciamento que, inexistente incompatibilidade com
o já assentado, implique recusa em apreciar causa de pedir veiculada por autor
ou réu. O juiz é um perito na arte de proceder e julgar, devendo enfrentar as

matérias suscitadas pelas partes, sob pena de, em vez de examinar no todo o
conflito de interesses, simplesmente decidi-lo, em verdadeiro ato de força,
olvidando o ditame constitucional da fundamentação, o princípio básico do
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional.” (RE 435.256, Rel. Min. Marco
Aurélio, julgamento em 26-5-09, 1ª Turma, DJE de 21-8-09)
“Separação dos poderes. Possibilidade de análise de ato do Poder
Executivo pelo Poder Judiciário. (...) Cabe ao Poder Judiciário a análise da
legalidade e constitucionalidade dos atos dos três Poderes constitucionais,
e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação.” (AI
640.272-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 2-10-09, 1ª
Turma, DJ de 31-10-07). No mesmo sentido: AI 746.260-AgR, Rel. Min.
Cármen Lúcia, julgamento em 9-6-09, 1ª Turma, DJE de 7-8-09.
Atenciosamente,
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Rua Gustavo Sampaio nº112 aptº 603 – LEME – Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 9 8618-3350
(21) 2542-7710
Anexos:

Escolas de Interpretação Jurídica
Decisão que LEGITIMA a indecorosa, e imoral, “CARTEIRADA”

Escolas de Interpretação Jurídica
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_50/artigos/art_rogerio.htm#II
Com a preocupação de ampliarmos, de forma holística, a questão
apresentamos a conclusão do Artigo em anexo “Escolas de Interpretação
Jurídica” do Advogado Pós-Graduando em Direito na UFPE.
...“
5. Considerações Finais
Uma das características do Direito Dogmático, autopoiético, como vimos, é a
proibição do non liquet, isto é, o magistrado deve solucionar todos os
conflitos intersubjetivos compreendidos nos limites de sua jurisdição e
competência.
Partindo do pressuposto da obrigatoriedade de decidir do juiz, concepções
distintas sobre a aplicação do Direito foram suscitadas pelas diversas Escolas de
Interpretação das Normas Jurídicas. Os extremos são representados pela Escola
Exegética, que afirma que o único Direito aplicável é a lei; e o Sistema do Direito
Livre, que defende a liberdade absoluta do juiz quando da aplicação do Direito ao
caso concreto, podendo até mesmo decidir arbitrariamente contra legem.
Acreditamos que a função do magistrado moderno é essecialmente ampla, logo
não se deve ater apenas à exegese da letra da lei para estabelecer sua
convicção em relação ao caso particular, mas sim compreender e até mesmo
expandir o significado da norma através de uma análise hermenêutica, mas
nunca negá-la, como prega a Escola do Direito Livre.
O Direito deve acompanhar as transformações e perceber os anseios da
sociedade hodierna e, nesse sentido, muito acrescenta o Movimento Alternativo
que defende a aplicação de um Direito mais justo e que não se resume à lei
positivada pelo Estado. O próprio ordenamento jurídico reconhece a necessidade
da observância dos clamores sociais, como reza o artigo 5º da Lei de
Introdução ao Código Civil: "Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais
a que ela se dirige e às exigências do bem comum".
”...
Quando então, concluo que, CABE ao Estado Brasileiro, através do Juiz de
Direito, reconhecer o exagero do tratamento DISPENSADO às Autoridades
Institucionais fora de suas Atribuições Institucionais, principalmente, se estiverem
em situação de INFRAÇÃO ao LEGAL ESTABELECIDO.
Quando então, também concluo que, CABE ao Estado Brasileiro, através
do Juiz de Direito, reconhecer o esforço feito pela Sociedade Brasileira em
participar ativamente da Construção de uma Sociedade Livre, JUSTA e
Solidária, como Preceitua Fundamentalmente a Constituição da República
Federativa do Brasil, de tal forma, que seja banido do “cenário nacional” a
mínima possibilidade da atitude abjeta, imoral, e indecorosa, comumente
conhecida como “CARTEIRADA”, conforme colocado no documento Decisão

que LEGITIMA a indecorosa, e imoral, “CARTEIRADA”.

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25/11/2014

Quando uma Decisão LEGITIMA a indecorosa, e imoral, “carteirada”
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Décima Quarta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, sala 334, Lâmina III
22010-090 – Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 31336014/31336304
E-mail: 14cciv@tjrj.jus.br

Aos Excelentíssimos Des. Jose Carlos Paes (Presidente)
Des. Cleber Ghelfenstein
Des. Gilberto Campista Guarino
Des. Plinio Pinto Coelho Filho
Des. Juarez Fernandes Folhes
Com Base na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
DE 1988, TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, CAPÍTULO I –
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS, Art. 5º – Todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes: XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral,
que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder.
Venho, mui respeitosamente, formalmente, SOLICITAR, que este colegiado,
envida todos os esforços, utilizando de TODOS os meios jurídicos disponíveis,
para ACEITAR esta petição como um DESESPERADO RECURSO frente a pífia,
abjeta, e inominável, avaliação do último recurso interposto ante ao julgado
proferido nos autos da ação movida por LUCIANA SILVA TAMBURI-NI em face
de JOÃO CARLOS DE SOUZA CORREA, através da qual per-quire
compensação extrapatrimonial em valor não inferior ao equivalente a 41
(quarenta e um) salários mínimos, processo nº 0176073-33.2011.8.19.0001.
Venho, mui respeitosamente, formalmente, MANIFESTAR, Minha Repulsa,
pela pífia, abjeta, e inominável, avaliação do último recurso interposto ante ao
julgado proferido nos autos da ação movida por LUCIANA SILVA TAMBURI-NI
em face de JOÃO CARLOS DE SOUZA CORREA, através da qual per-quire
compensação extrapatrimonial em valor não inferior ao equivalente a 41
(quarenta e um) salários mínimos, processo nº 0176073-33.2011.8.19.0001,
principalmente, por entendermos que a mesma ratifica o injusto ditado popular
de que “a roupa faz o monge”, como se a postura ética, e moral, não fossem
necessárias para respaldar a investidura de Autoridade Institucional,
principalmente, a de um Juiz de Direito.

Tal, parte da premissa de que sua fundamentação esta calcada na mais
simples, flagorosa, e pueril, distorção da realidade dos fatos, uma vez que, a
afirmação “que pouco importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele
é só juiz não é Deus”, não pode, e nem deve, ser reconhecida como “IRONIA”,
mas, ser reconhecida com a própria clareza de uma “CONSTATAÇÃO”,
irrefutável, e inegável, que comumente é utlizada, com algumas possíveis
variações, por qualquer Autoridade Institucional que venha a se encontrar na
CONSTRANGEDORA SITUAÇÃO de uma vulgarmente conhecida “carteirada”,
do tipo “sabe com quem esta falando ?”.
Afinal, o fato em sua apreciação nua, e crua, nos apresenta a situação de um
indivíduo interpelado por uma Autoridade Institucional, Agente de Trânsito do
Estado do Rio de Janeiro, em legítimo exercício de suas Atribuições
Institucionais, por estar sem carteira de habilitação, conduzindo um veículo
sem placa e sem documentos, algo no mínimo estranho, comumente
reconhecível como em atitude possivelmente criminosa, portanto, em
concreta condição de postura ética, e moral, duvidosa.
Em situação se torna surreal, quiçá “dantesca”, quando o citado indivíduo
resolve se apresentar como Juiz de Direito, Autoridade Institucional fora de
exercício de suas Atribuições Institucionais, principalmente, quando sua
documentação pessoal, assim o qualificaria, que necessariamente, seriá, ou
mesmo ja, entregue, à Agente de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, dão
sustentação ao reconhecimento por qualquer pessoa em sã consciência ética,
e moral, de que a mencionada manifestação é uma, concreta, no mínimo
“velada”, “carteirada”.
Esta situação é exarcerbada pelo fato de que ao utilizar o ditado
popularmente conhecido de que “A MELHOR DEFESA É O ATAQUE”, nos
deparamos com um Magistrado, Autoridade Institucional fora de suas atribuições
institucionais, alterando sua posição de réu, uma vez que, se encontrava em
uma situação ridícula, porque não dizer, de puro constrangimento, pelas
ILEGALIDADES PRATICADAS, para posição de fiscalizador, dando “voz”
de prisão a uma legítima representante do Estado do Rio de Janeiro, Autoridade
Institucional cumprindo selozamente suas Atribuições Institucionais, razão pela
qual, fica claro que o referenciais de vilão(ã), e mocinho(a), foram
imoralmente, indecorosamente, abjetamente, trocados.
Afinal consta da decisão acima mencionada:

...“
In casu, mesmo que o réu (reconvinte) estivesse
descontente com a apreensão do veículo, o que é natural, frisese, inexiste nos autos qualquer notícia de ofensa ou
desrespeito por ele perpetrado em face da autora.

Além disso, o fato de recorrido se identificar como Juiz de
Direito, não caracteriza a chamada “carteirada”, conforme alega
a apelante.
Tratando-se de uma operação de fiscalização do
cumprimento da Lei nº 12.760/2012 (Lei Seca), nada mais
natural do que, ao se identificar, o réu tenha informado à
agente de trânsito de que era um Juiz de Direito.
Outrossim, não se olvide que a prisão fora determina-da,
não em razão da apreensão do veículo, mas, sim, pelo
desacato da demandante ao “decretar”, para que todos
pudessem ouvir, que o “juiz não era Deus”.
Ora, não se discute, nem se poderia imaginar uma
discussão a respeito da natureza humana do servidor público
investido de jurisdição, entretanto, restou evidente, no caso em
análise, que a autora pretendia, com tal comportamento,
afrontar e enfrentar o magistrado que retornava de um plantão
judiciário noturno.
Dessa maneira, em defesa da própria função pública que
desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria
magistratura e tudo o que ela representa.
Desse modo, não se vislumbra qualquer ilícito na conduta do apelado que importasse em dever de compensar a
autora pelo alegado vexame, por ela mesma provocado, frisese.
Por outro lado, todo o imbróglio impôs, sim, ao réu
(reconvinte) ofensas que reclamam compensação. Não por ter
sido negado o caráter divino da função por ele desempenhada
(por óbvio), mas pelo tratamento desrespeitoso dispensado
ao cidadão que é, somente por ter se identificado como
Juiz de Direito.
Nesse ponto, ressalte-se que o fato ilícito ensejador do
dever de indenizar por parte da apelante não reclama prova
efetiva do dano, pois decorre do próprio fato ofensivo,
ocorrendo in re ipsa.

”...
Nosso inconformismo se reside no fato de que este Colegiado, não
atentou, para o fato de que a Constituição da República Federativa do Brasil, em
seu TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS; Art. 5º Todos
são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações,
nos termos desta Constituição; concretamente nos garante que “TODOS SÃO
IGUAIS PERANTE A LEI”, e a natural reação de uma Autoridade Institucional
como a de uma Agente de Trânsito a uma, DESNECESSÁRIA, apresentação de
estar Juiz de Direito, tendo em vista que a simples apresentação de
documentação de identificação, o identificaria, pode, e deve, ser interpretada
como uma, no mínimo, “velada carteirada”, e por isso, CAUSA-NOS
PERPERXIDADE, que a mesma possa ser reconhecida pelo Poder Judiciário,
através da Décima Quarta Câmara Cível, como uma postura de “desafio a
própria magistratura e tudo o que ela representa”, uma vez que, a citada
Autoridade Institucional em exercício de suas atribuições, não decretou, apenas
e tão somente, afirmou o óbvio de uma constatação.
Nosso inconformismo se reside no fato de que este Colegiado, não
atentou, para o fato de que a Constituição da República Federativa do Brasil, em
seu TÍTULO III - Da Organização do Estado; CAPÍTULO VII - DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA; Seção - DISPOSIÇÕES GERAIS; Art. 37. A
administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
ao seguinte: concretamente, de forma irrefutável, de forma inquestionável, nos
garante que “QUALQUER AUTORIDADE INSTITUCIONAL OBDEDERÁ O
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E MORALIDADE”, razão pela qual NÃO
ACEITAMOS como legítimo, adequado, legal, e moral, que um Juiz de Direito,
em TOTAL DESRESPEITO AO LEGAL ESTABELECIDO, tenha, pela Décima
Quarta Câmara Cível, o reconhecimento da CAPACIDADE DE REPRESENTAR
TÃO DIGNAMENTE a Magistratura e TUDO que ela representa.
Nosso inconformismo se reside no fato de que este Colegiado, não atentou,
para o fato de que o Estatuto da Magistratura, LEI COMPLEMENTAR Nº 35, DE 14 DE
MARÇO DE 1979, Dispõe sobre a Lei Orgânica da Magistratura Nacional.100, em seu
TÍTULO III - Da Disciplina Judiciária; CAPÍTULO I - Dos Deveres do
Magistrado; Art. 35 - São deveres do magistrado: VIII - manter conduta
irrepreensível na vida pública e particular, concretamente, de forma
irrefutável, de forma inquestionável, nos garante que “QUALQUER JUIZ DE
DIREITO TEM A OBRIGAÇÃO DE MANTER CONDUTA IRREPREENSÍVEL”,
razão pela qual NÃO ACEITAMOS como legítimo, adequado, legal, e moral, que
um Juiz de Direito, em TOTAL DESRESPEITO AO LEGAL ESTABELECIDO,
tenha, pela Décima Quarta Câmara Cível, o reconhecimento da CAPACIDADE

DE REPRESENTAR TÃO DIGNAMENTE a Magistratura e TUDO que ela
representa.
Nosso inconformismo se reside no fato de que este Colegiado, não atentou,
para o fato de que o colocado acima, nos permite afirmar, sem medo de errar,
que o Juiz de Direito, em total Desrespeito ao Legal Estabelecido, de forma
contundente, ao dar “voz” de prisão a uma Agente Institucional em legítima, e
adequada postura Ética e Prodissional, não só DESRESPEITOU uma
Autoridade, como também, assintosamente ABUSOU DE SEU PODER, que
naquele momento, efetivamente, era NENHUM.
Para respaldar nosso inconformismo, apresentamos o entendimento do
Supremo Tribunal Federal, constante no documento "A Constituição e o
Supremo", http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/ :
“Devem ser postos em relevo os valores que norteiam a Constituição e
que devem servir de orientação para a correta interpretação e aplicação das
normas constitucionais e apreciação da subsunção, ou não, da Lei n. 8.899/94 a
elas. Vale, assim, uma palavra, ainda que brevíssima, ao Preâmbulo da
Constituição, no qual se contém a explicitação dos valores que dominam a obra
constitucional de 1988 (...). Não apenas o Estado haverá de ser convocado para
formular as políticas públicas que podem conduzir ao bem-estar, à igualdade e
à justiça, mas a sociedade haverá de se organizar segundo aqueles
valores, a fim de que se firme como uma comunidade fraterna, pluralista e
sem preconceitos (...). E, referindo-se, expressamente, ao Preâmbulo da
Constituição brasileira de 1988, escolia José Afonso da Silva que ‘O Estado
Democrático de Direito destina-se a assegurar o exercício de determinados
valores supremos. ‘Assegurar’, tem, no contexto, função de garantia
dogmático-constitucional; não, porém, de garantia dos valores
abstratamente considerados, mas do seu ‘exercício’. Este signo
desempenha, aí, função pragmática, porque, com o objetivo de ‘assegurar’, tem
o efeito imediato de prescrever ao Estado uma ação em favor da efetiva
realização dos ditos valores em direção (função diretiva) de destinatários das
normas constitucionais que dão a esses valores conteúdo específico’ (...). Na
esteira destes valores supremos explicitados no Preâmbulo da
Constituição brasileira de 1988 é que se afirma, nas normas
constitucionais vigentes, o princípio jurídico da solidariedade.” (ADI 2.649,
voto da Min. Cármen Lúcia, julgamento em 8-5-08, Plenário, DJE de 17-10-08)
Sob a ótica acima descrita, devemos Reconhecer, e Elogiar, a atitude da
Agente de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, Sra. LUCIANA SILVA
TAMBURINI, que no limite do aceitável, pela possível, e legítima, interpretação
de “carteirada”, atuou de forma Dígna, e Respeitosa, quando afirmou ao Sr.
JOÃO CARLOS DE SOUZA CORREA, a constatação de “que pouco
importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele é só juiz não é Deus”.

Afinal, sua atitude nos permite vislumbrar o exercício pelo Estado do
Rio de Janeiro do tratamento igualitário, com significante reflexo na Justiça,
agregando de forma importante, valores Morais e Éticos, na participação da
Construção de uma Sociedade Livre, JUSTA e Solidária.
Reiterando nosso inconformismo, apresentamos o entendimento do Supremo
Tribunal Federal, constante no documento "A Constituição e o Supremo",
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/ :
"Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda
que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à
ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito." (HC 73.454, Rel.
Min. Maurício Corrêa, julgamento em 22-4-96, 2ª Turma, DJde 7-6-96)

Atenciosamente,

Plinio Marcos Moreira da Rocha
Rua Gustavo Sampaio nº112 aptº 603 – LEME – Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 9 8618-3350
(21) 2542-7710

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JusBrasil - Notícias
22 de novembro de 2014

Por dizer que "juiz não é Deus", agente de transito
indenizará magistrado do RJ
Publicado por Flávio Tartuce - 3 semanas atrás

Por tratar de forma irônica a condição de um juiz, uma agente de trânsito foi condenada a indenizar o
magistrado por danos morais. Ele havia sido parado durante blitz da lei seca sem a carteira de habilitação e
com o carro sem placa e sem documentos.

Ao julgar o processo, a 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou a agente a indenizar em R$ 5 mil o juiz
João Carlos de Souza Correa, do 18º Juizado Especial Criminal, zona oeste da capital do Estado. Os fatos
ocorreram em 2011.

De acordo com o processo, a agente Lucian Silva Tamburini agiu de forma irônica e com falta de respeito ao
dizer para os outros agentes “que pouco importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele é só juiz não é
Deus”. O magistrado deu voz de prisão à agente por desacato, mas ela desconsiderou e voltou à tenda da
operação. O juiz apresentou queixa na delegacia.

A agente processou o juiz por danos morais, alegando que ele queria receber tratamento diferenciado em
função do cargo. Entretanto, a juíza Mirella Letízia considerou que a policial perdera a razão ao ironizar uma
autoridade pública e determinou o pagamento de indenização.

A agente apelou da decisão em segunda instância. Entretanto, a 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Rio considerou a ação improcedente e manteve a decisão de primeira instância.

"Em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser
determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa", disse o
acórdão.

Processo 0176073-33.2011.8.19.0001.

Clique aqui para ler o acórdão.

Fonte: CONJUR.

22/11/2014 12:00

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Flávio Tartuce
Advogado e consultor em São Paulo. Doutor em Direito Civil pela USP. Mestre em Direito
Civil Comparado pela PUCSP. Professor do programa de mestrado e doutorado da FADISP.
Professor dos cursos de graduação e pós-graduação da EPD, sendo coordenador dos
últimos. Professor da Rede LFG. Autor da Editora...

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22/11/2014 12:00

TJERJ - consulta - Descrição

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Processo nº:

0176073-33.2011.8.19.0001

Tipo do Movimento:

Sentença

Descrição:

JUÍZO DE DIREITO DA 36ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL PROCESSO Nº:
0176073-33.2011.8.19.0001 SENTENÇA Trata-se de ação ordinária ajuizada por LUCIANA SILVA
TAMBURINI contra JOÃO CARLOS DE SOUZA CORREA ao argumento de que em 12/02/2011 estava
trabalhando na ´Operação lei seca´ na Av. Bartolomeu Mitre em frente ao nº 1600 quando foi determinada
a parada do carro dirigido pelo réu; que o réu estava sem habilitação e que o veículo estava sem registro,
sem placa e com nota fiscal datada de 19/01/2011; que ao ouvir a autora dizer que o veículo seria
apreendido o réu mostrou desconhecer a proibição de trafegar após o período permitido; que a autora
ficou surpresa; que o réu afirmou a autora que apenas entregaria o carro na presença de um delegado de
polícia; que o réu deu voz de prisão à autora e mandou que ela entrasse na viatura a fim de seguir para a
DP momento no qual a autora disse que o réu não era Deus; que o réu retirou o veículo da tenda da
operação e representou contra a autora junto a Procuradoria Geral da Justiça; requer a condenação do
réu ao pagamento de 41 salários mínimos a título de danos morais, bem como a condenação do mesmo
aos ônus da sucumbência. Inicial instruída com os documentos de fls. 14/52. Citado, o réu apresentou a
contestação de fls. 60/68 acompanhada dos documentos de fls. 69/74 alegando que a autora dispensou
ao réu tratamento grosseiro apesar de saber que o autor é magistrado; que o réu fez o exame de
etilômetro cujo resultado foi negativo, sem que tenha até então se identificado; que a sua esposa levou a
carteira de habilitação até o local; que a liberação do veículo demorava em razão da ausência de placa;
que neste momento a autora dirigiu-se ao réu e disse ´mas você é juiz de direito e não conhece a lei?´;
ainda voltando-se para os agentes a autora disse ´que pouco importava ser juiz; que ela cumpria ordens e
que ele é só juiz não é Deus´; que como a autora continuava a hostilizar e debochar do réu, este deu-lhe
voz de prisão por desacato; que a autora desconsiderou a ordem e voltou á tenda, e somente após
dirigiu-se à autoridade policial na DP onde restituiu a carteira de motorista ao réu e este entregou o
veículo á autoridade; que o autor agiu no exercício regular de um direito; que inexiste dano moral; requer
a improcedência do pedido. Reconvenção ás fls. 76/80 alegando que a reconvinda / autora dispensou ao
reconvinte/ réu tratamento grosseiro apesar de saber que o autor é magistrado; que o reconvinte/ réu fez
o exame de etilômetro cujo resultado foi negativo, sem que tenha até então se identificado; que a sua
esposa levou a carteira de habilitação até o local; que a liberação do veículo demorava em razão da
ausência de placa; que neste momento a reconvinda/autora dirigiu-se ao reconvinte/réu e disse ´mas você
é juiz de direito e não conhece a lei?´; ainda voltando-se para os agentes a autora disse ´que pouco
importava ser juiz; que ela cumpria ordens e que ele é só juiz não é Deus´; que como a reconvinda/autora
continuava a hostilizar e debochar do reconvinte/réu, este deu-lhe voz de prisão por desacato; que a
autora desconsiderou a ordem e voltou á tenda. Requer a condenação da reconvinda ao pagamento de
indenização por danos morais. Contestação à reconvenção às fls. 96/102 firmando que o autor pretendia
tratamento diferenciado; que não teve dolo de injuriar;; que ao compará-lo a Deus o fez após o ato de
prisão; que nunca fora detida; requer a improcedência do pedido. ´Réplica´ às fls. 103/108. Instadas a se
manifestarem em provas às fls. 109 as partes assim o fizeram às fls. 110 e 112. Decisão de saneamento
às fls. 115. O autor juntou documento às fls. 116/139. Ata da audiência de instrução e julgamento ás fls.
149 oportunidade na qual as partes concordaram em acolher os depoimentos colhidos em desde
administrativa. Alegações finais às fls. 160/167 e 168/173. Vieram-me os autos conclusos. É o Relatório.
Decido. Pretende a autor a condenação do réu ao pagamento de indenização por danos morais ao
argumento de que o mesmo lhe deu voz de prisão na Operação lei Seca oportunidade na qual estava
trabalhando, sendo certo que o autor estava sem habilitação e com o carro sem placa e com a licença
vencida. Ultimada a fase instrutória, apurou-se que: (i) o autor foi parada na operação lei seca; (ii) estava
sem a habilitação; (iii) submeteu-se ao etilômetro com resultado negativo ; (iv) a autora afirmou que o
autor desconhecia a lei e que não era Deus; (v) ainda na operação a carteira de habilitação do autor foi
trazida; (vi) verificou-se no sistema do DETRAN que as placas do carro estavam confeccionadas; (vii) o
carro foi liberado. As frases ´mas você é um juiz de direito e não conhece a lei?´ e ´que pouco importava
ser juiz´ e ´ela só cumpria ordens´ e ´ele é só Juiz e não é Deus´ foram ditas pela autora e este é fato
incontroverso, diante da admissão pela mesma que, de fato, proferiu estas afirmações. A prova oral
colhida no processo administrativo e que passou a integrar esta ação cujos termos de depoimentos estão
às fls. 153/157 dão conta de que durante todo o episódio o réu foi cortês e educado, ao passo que a
autora deu ao réu tratamento descortês e irônico. Esta certamente a razão da ordem de prisão a ela
dirigida em razão da configuração do crime de desacato. Não há nos autos nada que comprove ter o réu
atingido a honra, a imagem e a dignidade da autora que, não se sabe por que ficou tão irritada e proferiu
as frases acima declinadas. Foram as atitudes da própria autora que determinaram a sua condução à
Delegacia de Policia. Portanto, não deve ser acolhido o pedido da autora, ante a ausência de prova de
conduta culposa do réu, o que impede o nascimento do dever de indenizar. No tocante à reconvenção,
cuja causa de pedir é a atitude grosseira, desrespeitosa e descortês da reconvinda, apesar de existir
apenas uma única infração de trânsito, qual seja a licença de para-brisa vencida, entendo que as frases
proferidas pela reconvinda tiveram a intenção de diminuir o reconvinte na frente dos demais agentes da
operação. Questionar o reconvinte acerca do seu conhecimento, ou melhor, desconhecimento sobre a lei
tem apenas um objetivo: expô-lo ao ridículo. Afirmar que o reconvinte não é Deus revela clara intenção de
deboche. A reconvinda perdeu a razão ao ironizar o autor e repita-se as condutas de ambos estão
perfeitamente comprovadas na ação pelos depoimentos das testemunhas e, ainda, não são negadas pelas
partes. Na fixação do valor do dano levarei em consideração o princípio da razoabilidade a fim de evitar o
enriquecimento ilícito da vítima. Isto posto, na ação principal JULGO IMPROCEDENTE o pedido e em
consequência, resolvido o mérito, na forma do art. 269, I do CPC. Condeno a autora ao pagamento das
custas e honorários que arbitro em R$ 1.000,00 (um mil reais), na forma do art. 20, § 4º do CPC. Na
reconvenção, JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar a reconvinda ao pagamento de indenização
por danos morais que arbitro em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), a serem corrigidos monetariamente pelos
índices da CGJ a partir desta data e acrescidos dos juros legais desde 12/02/2011, e em consequência,
resolvido o mérito, na forma do art. 269, I do CPC. Condeno a autora ao pagamento das custas e
honorários que fixo em 10% sobre o valor da condenação. Transitada em julgado, certifique-se.

23/11/2014 13:19

TJERJ - consulta - Descrição

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Transcorridos 30 dias sem que nada tenha sido requerido, na forma do art. 229-A, § 1º, inciso I da
Consolidação Normativa da Corregedoria Geral de Justiça remetam-se os autos a Central ou Núcleo de
arquivamento do 1º NUR. P.I. Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 2014. ANDREA QUINTELA JUIZ DE
DIREITO
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23/11/2014 13:19