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PACOTE DE EXERCÍCIOS PARA ANALISTA JUDICIÁRIO SEM ESPECIALIDADE DO TJ/RJ PROFESSOR ALBERT IGLESIA

Apresentação do Professor

Caro Aluno, Sou o professor Albert Iglésia. É com imensa satisfação que me aproximo de você. Neste primeiro contato, gostaria de falar um pouco sobre minha formação e minha experiência no ensino de Língua Portuguesa para concursos.

Sou graduado em Letras (Português/Literatura) pela Universidade de Brasília (UnB) e possuo especialização em Língua Portuguesa pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Universidade Castelo Branco. Há onze anos ministro aulas voltadas para concursos públicos. Iniciei minhas atividades docentes no Rio de Janeiro – meu estado de origem. Desde 2004 moro em Brasília, onde dou aulas de gramática, compreensão e interpretação de texto e redação oficial. Possuo experiência com diversas bancas examinadoras. Entre elas, destaco aqui as principais: Cespe, FCC, Esaf, FGV e Cesgranrio. Já participei da preparação de diversos alunos para os mais importantes concursos nacionais e regionais (Senado Federal, TCU, MPU, Tribunais, Petrobras, BNDES, Receita Federal, PF, Bacen, CGU, Abin, PCDF, TCDF, TJDFT etc.). Além de ensinar nos cursinhos preparatórios, também atuo como

instrutor da Esaf (já tendo lecionado aulas de gramática e redação oficial para auditores e analistas da Receita Federal) e de outras instituições profissionalizantes. Por quase seis anos estive cedido à Casa Civil da Presidência da República, onde atuei no setor de capacitação de servidores e ministrei cursos de atualização gramatical e redação oficial. Sempre que precisar, faça contato comigo, meu endereço eletrônico é: albert@pontodosconcursos.com.br. Nessa etapa da sua vida, quero me colocar ao seu lado para ajudá-lo a conquistar a tão sonhada vaga.

“Talento

transpiração” (Thomas Edison).

Para

você

refletir:

é

1%

inspiração

e

99%

PACOTE DE EXERCÍCIOS PARA ANALISTA JUDICIÁRIO SEM ESPECIALIDADE DO TJ/RJ PROFESSOR ALBERT IGLESIA

O Curso que Proponho

Este é um curso de exercícios comentados e está dividido em sete aulas, que serão disponibilizadas a você semanalmente. Contém aproximadamente 385 páginas e 280 questões extraídas, prioritariamente, de concursos da FCC. Eis o que estudaremos, tendo em vista o edital recentemente publicado:

Aula 1 – Ortografia oficial Acentuação gráfica Homônimos e parônimos

 

Aula 2 – Emprego das classes de palavras

 

Aula 3 – Sintaxe de regência Crase

 

Aula 4 – Sintaxe da oração e do período

 

Aula 5 – Pontuação

Aula 6 – Sintaxe de concordância

 

Confronto

e

reconhecimento

de

frases

corretas

e

incorretas

Aula 7 – Compreensão e interpretação de texto Tipologia textual Significação das palavras

 

Cabe ressaltar que o programa é o mesmo para os cargos de nível superior e nível médio, a quantidade de questões de Língua Portuguesa também (30) e não haverá prova discursiva para ninguém. Outro esclarecimento que preciso fazer desde já é sobre a forma de conduzirmos nossos estudos. Este não é um curso de teoria e exercícios. Significa dizer que a ênfase não recai sobre os aspectos teóricos dos itens do programa. Obviamente não podemos negligenciar a teoria, mas o foco aqui é resolver cada questão com objetividade e precisão.

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Por isso é importante que você traga para a aula conhecimentos teóricos prévios sobre os assuntos que serão abordados aqui. Entenda que, para ser aprovado em concurso público, você não precisa saber tudo sobre todos os assuntos; mas precisa saber o que as bancas examinadoras normalmente exigem dos candidatos em cada assunto. E como eu só me preocupo com uma disciplina (você tem que se preocupar com várias ao mesmo tempo), julgo que levo vantagem sobre você na identificação do que elas costumam cobrar em matéria de Língua Portuguesa. Espero que aproveite cada explicação e cada exemplo da melhor forma possível. Solicito que você interaja comigo por meio de mensagens eletrônicas no fórum de discussão. A sua participação é fundamental para o bom rendimento de todos nós. Ao término de cada aula, as questões utilizadas serão transcritas sem os respectivos comentários na última parte do material, para que você tenha a oportunidade de resolvê-las sem a influência imediata do professor. Na sequência estará o gabarito delas. Além disso, apresentarei uma espécie de resumo esquemático da teoria que você precisa lembrar. Vamos, agora, resolver questões sobre os assuntos relativos a esta

aula 1.

1. (FCC/2009/TRT 16ª Região/Técnico Judiciário) A frase em que há palavras escritas de modo INCORRETO é:

(A) A aridez que sempre caracterizou as paisagens do Nordeste brasileiro aparece agora, para assombro de todos, na região Sul, comprometendo as safras de grãos. (B) Alguns estudiosos reagem com sensatez às recentes explicações, considerando se o papel da bomba biótica é realmente crucial na circulação do ar.

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(C)

Se for comprovada a correção da nova teoria, a preservação das florestas torna-se essencial para garantir a qualidade de vida em todo o planeta.

(D)

O

desmatamento indescriminado, que reduz os índices de chuvas e altera

o

ciclo das águas, pode transformar um continente em um estenso e

inabitável deserto.

(E)

Com ventos mais próximos ao mar, o ar úmido resultante da evaporação da água do oceano é puxado para o continente, distribuindo a chuva ao redor do planeta.

Comentário – A alternativa D apresenta dois problemas. A palavra “indescriminado” deve ser grafada assim: indiscriminado (= sem controle, sem ordem, sem critério, descontrolado, desordenado, desregrado). Veja outro exemplo da aplicação dessa palavra: Ministério Público quer reprimir o uso indiscriminado de agrotóxicos na capital e no interior de Sergipe. O segundo erro está na grafia do vocábulo “estenso”, que deve ser escrito com x: extenso (= que tem (grande) extensão, amplo, espaçoso, vasto). Veja outra aplicação desse palavra: planície extensa. Resposta – D

2.

(FCC/2004/TRT 22ª Região (PI)/Analista Judiciário – adaptada) Quanto à ortografia, julgue as alternativas abaixo:

(A)

Nós não nos insurjimos contra esse despropositado aparato de leis porque não temos quaisquer convicções quanto aos nossos fundamentos morais.

(B)

A lengalenga de leis, em que se vão transformando nossos códigos, opõe- se à concisão das normas que vijem de modo implícito na sociedade sudanesa.

Comentário – Grafa-se com G o verbo insurgir (= rebelar(-se) contra a ordem estabelecida, ou seu(s) representante(s); revoltar(-se); insubordinar(-se); revolucionar(-se)). Em suas flexões, tal letra deverá ser mantida, exceto diante de A ou O: nós nos insurjamos; eu me insurjo.

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Recomendação semelhante vale também para o verbo viger

(= vigorar). Tradicionalmente considerado verbo defectivo, tem ocorrido,

todavia, também no presente do subjuntivo:

Resposta – Itens errados.

para que a lei vija

3. (FCC/2008/TRF 5ª Região/Analista Judiciário – adaptada) Todas as palavras estão corretamente grafadas na frase:

Algumas pessoas não admitem hesitação ou abstensão, quando nos inquirem: você se arroula entre os pessimistas ou entre os otimistas? Comentário – A grafia correta é abstenção (= ação ou resultado de abster-se). Por derivar de uma palavra que possui T no radical, deve ser escrita com Ç. Também não está certa a palavra “arroula”. A forma adequada é “arrola” (= incluir em uma lista). Resposta – Item errado.

4.

(FCC/2011/TRT-19ª Região/Analista Judiciário/Arquivologia) Quanto à ortografia, há INCORREÇÕES na frase:

(A)

O

crescimento da classe C tem tido uma importância incomensurável para

o

comércio, mas vem ocasionando também uma elevação na taxa de

inadimplência, o que é perturbador.

(B)

Milhões de pessoas têm sido beneficiadas com o crescimento econômico que se vê no país, saltando da classe D para a C, algo que há poucos anos não pareceria factível.

(C)

Alguns especialistas vêm disseminando a teoria de que, a partir da distribuição de riqueza por meio da geração de milhões de novos empregos, a classe E deixe de existir.

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(D)

Os “consumidores emergentes”, como vêm sendo chamados os novos integrantes da classe C, ainda têm dificuldade em poupar e adquirem grande parcela de produtos a crédito.

(E)

Sabe-se que a ascenção da classe D tem proporcionado um aumento expresivo do consumo de bens duráveis, o que pode acelerar sobremaneira esse mercado.

Comentário – Erradas estão as palavras “ascenção” e “expresivo”, na última alternativa. A primeira é escrita com s em vez de ç: asecensão. É assim que se comportam as palavras derivadas daquelas que possuem (n)d: ascender > ascensão; repreender > repreensão. Já a palavra expressivo é escrita com ss, para que o som não seja de z. Resposta – E.

5.

(FCC/2008/TRT 18ª Região (GO)/Analista Judiciário – adaptada) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:

Tentou convencer o jovem a desligar a engenhoca, mas não obteve sucesso nessa tentativa de dissuazão.

Comentário – A palavra “dissuazão” escrita com “z” constitui erro. Ela deve ser grafada com S (“dissuasão”) e deriva de “dissuadir” (= convencer alguém a mudar de opinião ou desistir de uma intenção). Emprega-se a letra S nas palavras derivadas daquelas que possuem D, RT ou RG no seu radical: iludir – ilusão, defender – defesa; divertir – diversão, inverter – inversão; imergir – imersão, submergir – submersão; Resposta – Item errado.

6.

(FCC/2008/TRF-5ª

ocorrências de incorreção ortográfica na frase:

Região/Analista

Judiciário

Informática)

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(A)

Quando o poder econômico influi nas decisões governamentais, acaba por reservar-se privilégios inconcebíveis.

(B)

Mão-de-obra ociosa ou paralizada pode decorrer de uma incidiosa e frustrante concentração do poder econômico.

(C)

Embora tenha sido escrito há tantas décadas, o texto de Einstein mantém- se atualíssimo, dissipando assim uma possível alegação de anacronismo.

(D)

Os empreendimentos econômicos não podem obliterar os aspectos sociais intrínsecos a toda e qualquer mobilização de capital.

(E)

A arrogância inescrupulosa de alguns capitalistas presunçosos impede que haja não apenas distribuição das riquezas, mas acesso às informações.

Comentário – É importante notar quando a questão foi elaborada: 2008, ano em que o novo Acordo Ortográfico não estava em vigor e a palavra mão-de-obra (conjunto de trabalhadores de uma região, país etc.) era escrita com hífen. A regra geral para palavras compostas é que se deve empregar o hífen APENAS SE OS SEUS ELEMENTOS FORMADORES (palavras que formam o composto) PERDERAM SUA SIGNIFICAÇÃO INDIVIDUAL para que a palavra composta adquirisse um significado único. Observe os exemplos seguintes.

Abaixo assinado x abaixo-assinado Mesa redonda x mesa-redonda testa de ferro x testa-de-ferro

Sem o hífen, as palavras mantêm seu significado individual. Abaixo assinado – indivíduo que subscreve, que assina abaixo de um texto ou reivindicação. Mesa redonda – é uma mesa de formato redondo. Nas palavras compostas, nas quais o hífen é usado, repare que OS ELEMENTOS FORMADORES PERDEM SUA SIGNIFICAÇÃO INDIVIDUAL para que a palavra composta formada adquira um significado completamente novo.

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Abaixo-assinado – é o documento que normalmente contém um texto ou reivindicação assinada por várias pessoas. Mesa-redonda – é uma reunião destinada a debater determinado assunto. Com a vigência do novo sistema ortográfico (a partir de 1º de janeiro de 2009), a regra geral sofreu alteração: hífen foi eliminado dos compostos com elemento de ligação e mantido nos COMPOSTOS SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO (de, da, do etc.) em que os elementos de natureza nominal, adjetiva, numeral ou verbal constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio. Exemplos:

abaixo-assinado, amor-perfeito, água-marinha, ano-luz, arco-íris, beija-flor, decreto-lei, joão-ninguém, médico-cirurgião, mesa-redonda, tenente-coronel, tio-avô, zé-povinho, afro-brasileiro, azul-escuro, amor-perfeito, boa-fé, guarda-costas, guarda-noturno, má-fé, mato-grossense, norte-americano, sempre-viva, sobrinha-neta, sul-africano, verbo-nominal, primeiro-ministro, segundo-sargento, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, vaga-lume, porta-aviões, porta-retrato, porta-moedas etc.

Consequentemente, a palavra mão de obra passou a ser escrita sem hífen. Mas esse não é o problema da questão, que foi aplicada em 2008. As palavras paralisada (que guarda relação com paralisia, com S) e insidiosa são escritas com S no lugar do “z” (“paralizada”) e do “c” (“incidiosa.”).

Resposta – B

7. (FCC/2011/Banco do Brasil/Escriturário) Todas as palavras estão escritas corretamente na frase:

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(A)

Os esforsos para entender os fenômenos da natureza nem sempre conseguem hêsito, como, por exemplo, algumas pesquisas sobre aves.

(B)

O crecente desenvolvimento tecnológico permitiu aos pesquisadores analizar as reações provocadas pelo fluxo de sangue no bico do tucano.

(C)

O imenso tamanho do bico do tucano sempre causou estranheza naqueles que costumam observar os exemplos oferecidos pela natureza.

(D)

Com o tamanho imprecionante de seu bico, o tucano é considerado por estudiosos uma das aves brasileira mais exquizitas.

(E)

Os cientistas que se puzeram a estudar os tucanos concluíram que existem diverças funções para o enorme bico dessa ave.

Comentário – Na prova, você não pode perder muito tempo com esse tipo de questão. Sugiro que você elimine imediatamente as opções absurdas, que contêm palavras escandalosamente erradas.

Alternativa A: esforços;

êxito (que nada

tem

a

ver

com

hesitar).

Alternativa B: crescente (a banca maldosamente “engoliu” o s); analisar (deriva de análise, que já tem s). Alternativa D: impressionante; esquisitas. Alternativa E: puseram (jamais escreva as formas derivadas dos verbos pôr e querer com z); diversas. Resposta – C

8. (FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Assistente de Procuradoria) Todas as palavras estão escritas corretamente na frase (não estão sendo consideradas as alterações que passaram a vigorar recentemente):

(A)

Intervensões governamentais massiças e até agora sem precedentes não conseguiram conter os impactos da crise financeira em diversos países.

(B)

A permanência e a gravidade dos desdobramentos da crise financeira deicham dúvidas e originam expeculações em todo o mundo.

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(C)

A ganância por lucros cada vez maiores fez com que os riscos dos investimentos crecessem esponencialmente no mercado financeiro.

(D)

A excessiva circulação de instrumentos financeiros imbutia imenço potencial de perigos redundando, como se viu, em enormes prejuízos.

(E)

O êxito das resoluções tomadas em outros países depende de um maior controle das instituições financeiras, o que atinge interesses múltiplos e provoca resistência.

Comentário – Alternativa A: as palavras “Intervensões” e “massiças” estão erradas. A primeira grafa-se com Ç no lugar do “s”: intervenções; a segunda, com C no lugar do “ss": maciças. Alternativa B: note o uso incorreto do dígrafo “ch” após o ditongo “ei” na palavra “deicham”. Vamos corrigi-la: deixam (com X). Com S no lugar do “x” é a correta forma de escrever o substantivo especulações. Alternativa C: há aqui dois erros sequenciais: “crecessem esponencialmente”, percebeu? No verbo, faltou a letra “s” para compor o dígrafo SC: crescessem. No advérbio, o “s” deve dar lugar ao X:

exponencialmente. Alternativa D: outra sequência de erros: “imbutia imenço”. O verbo é escrito com E inicial: embutia. Já o adjetivo é grafado com S no lugar do “ç”: imenso.

Alternativa E: sem erros ortográficos. Observe a forma correta de grafar a palavra “êxito”: com X, e não com Z. Resposta – E

9.

(FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Superior – Administrador) É adequado o emprego e correta a grafia de todas as palavras da frase:

(A)

Os poetas românticos eram obsecados por imagens que, figurando a distância, expressavam com ela a gososa inatingibilidade de um ideal.

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SEM ESPECIALIDADE DO TJ/RJ

PROFESSOR ALBERT IGLESIA

(B)

É prazeroso o reconhecimento de uma pessoa que, surgindo longínqua,

parece então mais próxima que nunca – paradoxo pleno de poesia.

(C)

A abstensão da proximidade de alguém não impede, segundo o cronista,

que nossa afetividade aflore e haja para promover uma aproximação.

(D)

Nenhuma distância dilui o afeto, pelo contrário: o reconhecimento da

amada longeva avisinha-a de nós, fá-la mais próxima que nunca.

(E)

O cronista ratifica o que diz um velho provérbio: a distância que os olhos

acusam não exclue a proximidade que o nosso coração promove.

Comentário – Alternativa A: grafa-se com C no lugar do “s” o adjetivo

obcecados (que está com a consciência obscurecida; paralisado do intelecto;

cego de entendimento); já a palavra gozosa (em que há gozo, prazer,

satisfação) deve ser escrita com Z no lugar do primeiro “s”.

Alternativa B: não há erro ou inadequação aqui. Destaque

para o acréscimo do sufixo OSO ao substantivo prazer, o que derivou o

adjetivo “prazeroso”.

Alternativa C: deve ser escrito com Ç em vez do segundo “s”

o vocábulo abstenção (ação ou efeito de privar a si mesmo de algo – comida,

bebida, hábito ou vício etc.); além desse, outro erro sutil: o verbo agir deve

ser escrito sem “h”, mesmo conjugado no presente do subjuntivo: aja. Com

“h” (“ nossa afetividade aflore e haja a referência é ao verbo haver,

que não se adéqua ao sentido da frase.

que

”),

Alternativa D: o verbo avizinhar (fazer ficar mais perto ou

chegar mais perto – física, espacial, temporal ou moralmente) é grafado com Z

em vez de “s”.

Alternativa E: emprega-se a letra I na sílaba final de formas

conjugadas dos verbos terminados em –UIR (diminui; influi, influis; possui,

possuis, instiui; exclui etc.).

Resposta – B

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10. (FCC/2011/TRF 1ª Região/Técnico Judiciário/Operação de Computador) As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:

(A)

Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos aeroportos.

(B)

Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneidade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de pessoa cortês.

(C)

Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do pátio.

(D)

Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho na superação dessa sua crise.

(E)

O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na concessão de privilégios ilegítimos.

Comentário – Alternativa B: errada. O primeiro erro encontra-se na palavra “deslises”, que deve ser escrita com z no lugar do segundo “s” (deslizes = pequenas faltas, equívocos, erros). O segundo deslize está na palavra “cheque”. Escrita com “ch”, significa documento fornecido por um banco a quem nele tem conta, que equivale a dinheiro, uma vez preenchido com determinada quantia e assinado pelo titular da conta; ordem de pagamento, documento. Esse sentido destoa do contexto. O certo é escrever a palavra com x (xeque), para indicar, figuradamente, uma situação que representa ameaça ou perigo; risco.

Alternativa C: errada. A palavra “descançar” deve ser grafada com s em vez de “ç” (descansar). O adjetivo “frondoza” também está escrito erradamente. O sufixo –oso(a), que comunica a ideia de abundância (cheio de, cheia de), escreve-se com s. Alternativa D: errada. Estamos às voltas novamente com o verbo influir. Emprega-se a letra I na sílaba final de formas dos verbos terminados em –UIR (diminui, diminuis, influi, influis, possui, possuis, instiui etc.). Na dúvida, releia os comentários das três questões anteriores. Também

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está errada a grafia da palavra “impecilho”, que deve receber a letra e no lugar do primeiro “i” (empecilho). Alternativa E: errada. Escreve-se corretamene hesitou (= demonstrou insegurança ou dúvida) em vez de “exitou”. As formas flexionadas do verbo querer são grafadas com s em vez de “z” (quis; quisera). Agora leia que observação interessante nos faz o dicionário Houaiss: “taxam-se de más ou boas qualidades as pessoas e as coisas – diferentemente do que ocorre com o verbo homônimo tachar, que significa ‘pôr tacha, defeito’: só se tacha alguém ou algo de más qualidades” (grifos meus). Resposta – A

11. (FCC/2011/TRT

19ª

Região

(AL)/Técnico

Judiciário/Tecnologia

da

Informação) Estão grafadas corretamente todas as palavras da frase:

(A)

O mercado mais atraente é necessáriamente aquele que possue mais produtos disponíveis.

(B)

Com o adivento da internet, deparamos com uma imença cidade virtual, onde há os melhores preços do mercado.

(C)

A escacês de mercadorias no campo foi determinante para explicar o porque dos homens se agruparem nas cidades.

(D)

As empresas virtuais vêm se tornando concorrentes desleais das que se encontram no mundo físico.

(E) O mercado de relacionamentos virtuais assistiu a um avanço discomunal com a consolidassão da internet.

Comentário – Alguns erros são muito grosseiros. Basta o aluno ter o hábito da leitura para percebê-los facilmente. Aproveite a questão para confirmar o que eu disse: a FCC adora os verbos terminados em –UIR. Alternativa A: errada. Não recebe acento agudo a palavra necessariamente (ao contrário de necessário), uma paroxítona terminada

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em E. A sílaba tônica dela é men. E o que dizer da forma “possue”? Bem, isso já está mais do que explicado, certo? Eis a correção: possui (conjugação de possuir).

Alternativa B: errada. O substantivo advento escreve-se sem

I, e o adjetivo imensa grafa-se com S.

Alternativa C: errada. Cuidado com esta palavra: escassez, com SS e Z no final. Ela não recebe acento circunflexo porque é oxítona terminada em EZ (compare com freguês, que termina em ES). A palavra “porque” deve receber acento (porquê), pois se trata de um substantivo (note

que ela está precedida de artigo). Também não devem se contrair a preposição

e o artigo que integra o sujeito de um verbo. Assim sendo, em vez de “dos

homens se agruparem”, escreva de os homens se agruparem. Alternativa D: certa. Destaque para o acento circunflexo na forma verbal “vêm”, flexionada na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito “As empresas virtuais”. Lembre-se de que o acento é proibido na terceira pessoa do singular: A empresa virtual vem se tornando Alternativa E: errada. O vocábulo descomunal é escrito com E, e não com I. Além disso, consolidação recebe Ç em vez de SS. Resposta – D

12. (FCC/2008/TRF 5ª Região/Analista Judiciário) Todas as palavras estão corretamente grafadas na frase:

As sensações espectantes produzem, entre os mais pessimistas, muito temor, e entre os otimistas, uma gososa, deleitosa ansiedade.

Comentário – Em “espectantes” o examinador trocou o X pelo primeiro S. Eis

a grafia certa do adjetivo: expectante (= que espera, ansiosa e atentamente; que está na expectativa ou que a demonstra). Além disso, há um problema na grafia do adjeitvo “gososa”. O certo é gozosa (em que há gozo, prazer, satisfação) com Z, pois ele deriva de gozo, também com Z. Houve quem

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pensasse, equivocadamente, se tratar da palavra gostosa, caso em que a letra T estaria ausente. Resposta – Item errado.

13. (FCC/2008/TRT 18ª Região (GO)/Analista Judiciário – adaptada) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:

(A)

Por que não se institue a determinação de por um fim ao abuso dos ruídos no interior de um ônibus?

(B)

É difícil explicar o porquê de tanta gente sentir-se extasiada diante das iniqüidades de um filme violento.

Comentário – Na primeira alternativa, a expressão “Por que” está correta, pois integra uma frase interrogativa e figura no início dela; mas o vocábulo “institue” está grafado erradamente. Emprega-se a letra I na sílaba final de formas dos verbos terminados em –UIR (diminui, diminuis, influi, influis, possui, possuis, instiui etc.). Igualmente errada está a grafia do verbo “por” sem o acento circunflexo (pôr). Na segunda alternativa, a expressão “porquê” (= motivo) está correta; o artigo que o antecede é a dica para você escrever o vocábulo junto e com acento, saber que ele se trata de um substantivo e pode ser pluralizado (os porquês). Destaque ainda para as corretas grafias de “extasiada” (de êxtase = estado de arrebatamento causado por um prazer muito forte ou por uma grande admiração) e “iniqüidade”, com trema. Frise-se que o novo Acordo Ortográfico o aboliu. Resposta – B

Observação: para confirmar o que disse a respeito da sílaba final dos verbos termindos em –UIR, veja outras questões envolvendo esse conhecimento.

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14. (FCC/2010/TRE-RS/Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) A lacuna que deve ser preenchida pela forma grafada como na piada Por quê , ou pela forma por quê, para que esteja em conformidade com o padrão culto escrito, é a da frase:

(A)

Eu não sei o

de sua indecisão.

(B)

foi tão inábil na condução do problema?

(C)

Ele está tão apreensivo

?

 

(D)

Decidiu-se somente ontem

dependia de consulta à família.

(E)

A razão

partiu sem avisar ainda é desconhecida.

Comentário – Como o examinador indicou a grafia separada e com acento, o melhor a fazermos é encontrar uma lacuna no final de uma pergunta. Ela só aparece na letra C, na frase Ele está tão apreensivo por quê? Veja agora a grafia correta referente às outras lacunas:

- alternativa A: porquê (substantivo). Note que o vocábulo está antecedido do artigo “o”.

- alternativa B: Por que (pronome interrogativo). A expressão encontra-se no início de uma frase interrogativa.

- alternativa D: porque (conjunção). Quando se trata de uma

explicação, justificativa, causa ou razão, a expressão é escrita sem separação, como um vocábulo apenas. - alternativa E: por que (preposição + pronome relativo). Observe que é possível a substituição por pela qual. Resposta – C

15. (FCC/2011/TRF 1ª Região/Técnico Judiciário/Segurança e Transporte)

porque

tudo lá foi feito ali mesmo

A grafia da palavra destacada acima está correta, como acontece com a sublinhada em:

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(A)

Não sabia porque deveria incriminá-lo, por isso não o culpou de nada.

(B)

Reconheceram-lhe o mérito porque foi ela quem garantiu o excelente acordo.

(C)

Perguntou-me a razão de minhas restrições ao programa, mas ele bem sabe porque.

(D)

Porque haveria de contrariar suas orientações?

(E)

Busca o porque da polêmica, mas não encontra nada que a justifique.

Comentário – Eu acredito que as explicações acima são suficientes e não deixam dúvidas quanto à resposta, mas

– Alternativa A: por que, pois se trata de uma oração

interrogativa indireta. – Alternativa C: por quê, no final de frase. – Alternativa D: Por que, no início de oração interrogativa.

– Alternativa E: porquê, é substantivo, está precedido de

artigo. Resposta – B

16. (FCC/2010/TCM-CE/ACE – adaptada) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

Sendo também ele próprio funcionário público e escritor, Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica aonde fala de tal caso.

Comentário – Não precisamos do texto para analisar o item. Basta perceber que a expressão “aonde” foi usada erroneamente. Não existe verbo de movimento que exija a preposição “a”. Resposta – Item errado.

17. (FCC/2010/TCE-SP/Agente da Fiscalização Financeira – adaptada) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

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Estão nos destinos extraordinários toda a argúcia das fábulas populares, aonde as reviravoltas simbolizam igualmente transtornos sociais.

Comentário – Aqui também não precisamos do texto para analisar o item. Basta perceber de novo que a expressão “aonde” foi usada erroneamente. Não existe verbo de movimento que exija a preposição “a”. Além disso, o sujeito da forma verbal “Estão” é o termo “toda a argúcia das fábulas populares”, cujo núcleo é o substantivo singular “argúcia” (= perspicácia, sagacidade, argumento astucioso, matreiro). Isso obriga o verbo a se flexionar na terceira pessoa do singular: “Está”. Resposta – Item errado.

18. (FCC/2009/TRT 7ª Região (CE)/Analista Judiciário – adaptada) Julgue a assertiva seguinte.

Traduz-se corretamente o sentido do segmento destacado em:

Contra o trabalho infantil alinham-se = vão ao encontro do trabalho infantil.

Comentário – A expressão “ao encontro de” exprime ideia de favorabilidade, concordância. O sentido do segmento inicial é de oposição, marcada pela preposição “Contra”. Resposta – Item errado.

“Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos específicos, de não reconhecer a vantagem de se empregar um termo técnico em vez de um termo impreciso, de abolir, em suma, o vocabulário especializado (

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SEM ESPECIALIDADE DO TJ/RJ

PROFESSOR ALBERT IGLESIA

19.

(FCC/2010/DPE-SP/Agente de Defensoria) Na construção Não se trata de

ir contra ( de não reconhecer ( de abolir (3º parágrafo), os

),

),

elementos sublinhados têm, na ordem dada, o sentido de

(A)

contrariar - desconhecer - procrastinar

(B)

ir ao encontro - ignorar - suspender

(C)

contradizer - desmerecer - extinguir

(D)

contraditar - discordar - reprimir

(E)

ir de encontro - rejeitar - suprimir

Comentário – Se você ficou com dúvidas, quanto aos significados das

expressões, sugiro resolver a questão eliminando as mais fáceis. Conforme

explicado acima, ao encontro de exprime favorabilidade, concordância, o que

altera o sentido do texto. Elimine a alternativa B. Abolir pode significar

extinguir, suprimir, eliminar, deixar de lado, abandonar; mas não procrastinar

(= deixar para depois, adiar, postergar) ou reprimir (= conter, refrear, coibir,

controlar). Elimine as alternativas A e D. Finalmente, desmerecer significa

menosprezar, depreciar – por isso não serve como sinônimo de “não

reconhecer”. Elimine a alternativa C.

Resposta – E

20.

(FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) A informação negativa do

segmento chefes de estado tentando, em vão, aparar arestas deve-se,

sobretudo, ao elemento sublinhado. O mesmo ocorre em:

 

(A)

A tese foi rechaçada pelos emergentes, que esperavam obter ajuda (

)

(B)

(

)

não se dispunham a cumprir sequer metas modestas.

(C)

(

)

mesmo assim sem estabelecer compromissos obrigatórios (

)

(D)

(

)

inconformados por terem sido escanteados nas conversas finais.

 

(E)

O resultado final foi um documento político genérico (

)

 

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Comentário – Ao utilizar a expressão “sobretudo”, a banca indicou que quer como resposta aquela em que há ênfase do sentido negativo. Note, na segunda alternativa, o elemento de negação “não” anteposto à palavra “sequer” (= ao menos). Permita-me falar um pouco mais sobre ela:

Essa palavra é sinônimo de ao menos e nem sempre é bem empregada na frase. Algumas pessoas pensam que ela, por si só, exprime sentido negativo, o que é um engano.

a) O resultado seria diferente se a equipe tivesse sequer um

pouco de entusiasmo. (não há sentido negativo; substitua sequer por ao menos).

b) Como

o

time

estava

muito

mal,

a

torcida

sequer

compareceu ao estádio. (a intenção era dizer que a torcida não compareceu, mas foi dito que a torcida ao menos compareceu).

Em “b”, o problema pode ser resolvido com a anteposição de uma partícula que exprima sentido negativo:

c) Como o time estava muito mal, a torcida nem sequer

compareceu ao estádio. (

nem

ao menos compareceu

)

Em “C”, o advérbio sequer poderia até ser dispensado, pois ele apenas enfatiza a ideia negativa. Resposta – B

21. (FCC/Infraero/Analista

de

Sistemas/Segurança

da

Informação/2011)

Analise as frases abaixo do ponto de vista da redação.

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SEM ESPECIALIDADE DO TJ/RJ PROFESSOR ALBERT IGLESIA Estão redigidas de acordo com a norma culta APENAS

Estão redigidas de acordo com a norma culta APENAS as frases

(A)

I e III.

(B)

II e III.

(C)

I e IV.

(D)

I, II e IV.

(E)

II, III e IV.

Comentário – Item I: o verbo propor deve flexionar-se no singular: propõe, pois o núcleo do sujeito está no singular: “Gestão”. A palavra níveis deve receber acento por ser paroxítona terminada em ditongo. No lugar de ss, a palavra “consecussão” deve receber ç: consecução. Item IV: o verbo significar deve ficar no singular (significa) porque o seu sujeito é uma oração: “Minimizar eventuais lacunas de competências”. A palavra “discrepânsias” deve ser escrita com c no lugar do segundo s: discrepâncias. Restaram corretos os demais itens.

Resposta – B

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22. (FCC/2010/TRE-RS/Analista Judiciário – Área Judiciária) A frase em que a palavra destacada está empregada de modo equivocado é:

(A)

Inerme diante da ofensiva tão violenta, não lhe restou nada a fazer senão render-se.

(B)

Há quem proscreva construções linguísticas de cunho popular.

(C)

Fui informado do diferimento da reunião em que o fato seria analisado.

(D)

A descriminalização de algumas drogas é questão polêmica.

(E)

A flagrância do perfume inebriava a todos os convidados.

Comentário – Alternativa A: a palavra “Inerme” foi empregada adequadamente e significa que não tem meios de se defender. Alternativa B: a palavra “proscreva” foi empregada adequadamente e significa proíba, condene. Alternativa C: a palavra “diferimento” foi empregada adequadamente e significa adiamento. Alternativa D: a palavra “descriminalização” foi empregada adequadamente e significa ato ou efeito de descriminalizar, anular a criminalidade de um ato. Alternativa E: a palavra “flagrância” exprime a condição daquilo que é flagrante, o momento em que ocorre um flagrante e não foi adequadamente empregada na frase. Em seu lugar, deveria ser usada a palavra fragrância, que significa cheiro agradável das flores, plantas, perfumes etc. (fragrância de morango, fragrância de rosas); aroma. Resposta – E

23. (FCC/2011/TRT

14ª

Região

(RO

e

AC)/Técnico

Judiciário/Área

Administrativa) Das frases abaixo só NÃO há erros de ortografia em:

(A) Carbohidratos ricos em fibras são importantes aliados para manter estável

o nivel de energia do organismo.

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(B)

Sabe-se que uma substancia encontrada no guaraná pode estimular a função cerebral e auxiliar na concentrasão.

(C)

Consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do estresse.

(D)

O consumo de proteínas e gorduras em exceço pode ser nossivo para o processo digestivo.

(E)

Manter o organismo mau hidratado pode prejudicar a eliminação de toxínas e provocar sérios problemas de saúde.

Comentário – Alternativa A: errada. Grafa-se sem h a palavra carboidratos. A palavra nível deve receber acento, como todas as que terminam em L, N, R, X, PS, ON(S), UM, UNS, I(S), US, Ã(S), DITONGO ORAL. Alternativa B: errada. A palavra substância, conforme foi dito acima, recebe acento, pois é paroxítona terminada em ditongo oral. Com ç está correta a palavra concentração (o sufixo nominal –ção é usado para formar substantivos que indicam ação ou resultado dela) Alternativa C: correta. Não existe erro de qualquer natureza

aqui.

Alternativa D: errada. Preste atenção:

• Usa-se, normalmente, SS:

QUANDO

EXEMPLO

exceder/excesso

regredir/regressão

comprimir/compressão

demitir/demissão

intrometer/intromissão

discutir/discussão

nas palavras derivadas daquelas que possuem as expressões CED, GRED, PRIM, MIT, MET e CUT no radical

Já a palavra nocivo deve ser escrita corretamente com c no lugar do “s” que foi usado. Alternativa E: errada. Preste atenção:

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MAL x MAU

a) Ela se houve mal na prova. (advérbio de modo, contrário de bem,

refere-se a um verbo)

b) Mal

adverbial, equivale-se a quando, indica circunstância de tempo)

entrou,

os

portões

foram

fechados.

(conjunção

subordinativa

c) Apesar do mau tempo, foi à praia. (adjetivo, refere-se a um substantivo,

contrário de bom)

Resposta – C

24. (FCC/2010/TRE-RS/Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) A palavra em destaque está adequadamente empregada na seguinte frase:

(A)

Esse é o produto anticético mais poderoso já utilizado no hospital.

(B)

Temendo que sua fala fosse caçada, evitou agressões.

(C)

Esse estrato social é o mais afetado quando há chuvas torrenciais.

(D)

A correta emersão dos pães no caldo é que vai garantir o sucesso da receita.

(E)

O ilícito tráfego de influências que praticava o levou ao banco dos réus.

Comentário – Foram cometidos vários erros ortográficos. Na alternativa A, a grafia correta da palavra sublinhada é antisséptico – produto que impede a contaminação e combate a infecção (diz-se de medicamento). Anticéptico (com p) indica aquele que é adversário dos cépticos ou do cepticismo, isto é, doutrina dos que examinam e duvidam; estado dos que duvidam ou afetam duvidar de tudo; descrença. Em B, “caçada” com “ç” significa ação ou resultado de caçar, procurar com grande empenho, perseguição. Eis a forma adequada: cassada – revogação, anulação (mandato, licença, direitos políticos etc.); impedimento da continuidade ou da realização de algo; proibição.

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Na alternativa C, a palavra foi corretamente escrita e empregada adequadamente na frase; ela significa grupo ou camada social de uma população, definido em relação ao nível de renda, educação etc. Extrato com “x” pode expressar o produto de uma extração, aquilo que se extraiu; pequeno trecho extraído de um texto maior, para ilustração ou exemplificação; registro pormenorizado de operações bancárias realizadas em um determinado período.

Na alternativa D, deveria ter sido utilizada a palavra imersão para indicar a ação ou o resultado de imergir(-se), de mergulhar(-se) em um líquido (imersão de um submarino). Emersão é a ação ou o resultado de emergir, vir à tona (emersão do submarino), antônimo de imersão. Em E, a palavra adequada é tráfico, comércio ilegal e clandestino. Tráfego é o mesmo que movimentação ou fluxo de veículos; trânsito. Resposta – C

25. (FCC/2008/TRF

Região/Analista

Judiciário

adaptada)

Todas

as

palavras estão corretamente grafadas na frase:

(A)

Ela não crê em rixa, mas em complementaridade entre o pessimismo e o otimismo, admitindo, assim, flexibilização das sensações humanas.

(B)

Em tese, não se deve previlegiar o otimismo ou o pessimismo; esses humores não reinvindicam, por si mesmos, nenhuma hegemonia.

Comentário – Na primeira alternativa, destaque para o acento circunflexo na forma verbal “crê”: monossílaba tônica terminada em E. Cuidado com aquelas palavrinhas que são escritas com consoante “muda”: abdicar, absoluto, adjetivo, admirar, afta, enigma, eclipse, digno, impugnar, maligno, optar, decepção, aptidão, rapto, réptil, repugnar, substancia. Os problemas surgem na segunda opção. Observe as grafias corretas das palavras privilegiar e reivindicam (ausência do primeiro N).

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Resposta – A

26. (FCC/2011/TRE-AP/Técnico Judiciário/Área Administrativa) Entre as frases que seguem, a única correta é:

(A)

Ele se esqueceu de que?

(B)

Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo entre os presentes.

(C)

Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.

(D)

O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos funcionários.

(E)

Não sei por que ele mereceria minha consideração.

Comentário – Alternativa A: incorreta. Em frases interrogativas, o que é tônico no final de frase, antes da pontuação. Assim sendo, esse vocábulo deve receber acento circunflexo. Veja a correção: Ele se esqueceu de quê? Alternativa B: incorreta. O adjetivo “ruím” acentuado configura erro. A vogal I tônica e como a segunda vogal do hiato somente recebe acento se estiver sozinha na sílaba ou acompanhada de S: Luís, juízes, juiz, ruim. É de acordo com essa regra que devemos acentuar a forma verbal distribuí-lo.

Alternativa C: errada. Toda palavra proparoxítona deve receber acento: devêssemos. Alternativa D: errada. Não existe acento o acento agudo usado em “juíz”, pelo motivo já explicado no comentário da alternativa B. Outro erro notável na sentença é a posição enclítica do pronome oblíquo “se”. Em virtude da presença do advérbio “nunca” (palavra atrativa), a próclise é obrigatória: nunca se negou. Alternativa E: correta. Em frases interrogativas diretas ou indiretas, a expressão por que deve ser usada separadamente. Observe que advérbio interrogativo “que” não está no final de frase nem antes de pontuação.

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Resposta – E

27. (FCC/2011/Infraero/Analista de Sistemas - Gestão de TI) Analise as frases abaixo do ponto de vista da redação.

I.

A Gestão por Competências, alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações, propõem-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes niveis da organização, as competências necessárias à consecussão de seus objetivos.

II.

A proposta da Gestão por Competências é compreender quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso empresarial, desdobrá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê- las junto ao quadro de funcionários internos.

III.

Na Gestão por Competências, direcionam-se as ações prioritariamente para o gerenciamento da lacuna de competências eventualmente existente na organização ou equipe, procurando suprimi-la ou minimizá-la.

IV.

Minimizar eventuais lacunas de competências significam orientar e estimular os profissionais a eliminar as discrepânsias entre o que eles são capazes de fazer e o que a organização espera que eles façam.

Estão redigidas de acordo com a norma culta APENAS as frases

(A)

I e III.

(B)

II e III.

(C)

I e IV.

(D)

I, II e IV.

(E)

II, III e IV.

Comentário – Os erros encontram-se nos itens I e IV. Observe e compare:

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I – A Gestão por Competências, alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações, propõe-se (o núcleo do sujeito está no singular) a orientar esforços para planejar,

captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis (paroxítona terminada em ditongo oral) da organização, as competências necessárias à consecução de seus objetivos.

IV – Minimizar eventuais lacunas de competências significa

(o sujeito no infinitivo mantém o verbo na terceira pessoa do singular) orientar e estimular os profissionais a eliminar as discrepâncias entre o que eles são capazes de fazer e o que a organização espera que eles façam. Resposta – B

28. (FCC/2008/TRF

Região/Analista

Judiciário

adaptada)

Todas

as

palavras estão corretamente grafadas na frase:

O autor do texto se apoia na tese segundo a qual não se deve descriminar em definitivo entre o pessimismo e o otimismo.

Comentário – Em primeiro lugar, frise-se que a prova foi aplicada em 2008, momento alheio à vigência do novo Acordo Ortográfico. Portanto a grafia

correta para a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo apoiar(-se) era apóia(-se), ditongo ÓI aberto e tônico. A partir de 2009 e até 31/12/2012, as duas formas estão corretas.

O outro problema do item diz respeito ao emprego de

“descriminar” (= considerar ou declarar inocente; tirar a culpa; absolver; inocentar). Percebe-se sem dificuldade que a informação do período não comporta esse significado, mas sim o de discrimimar (= perceber distinções em alguma coisa ou entre coisas diversas; diferençar; discernir; distinguir). Resposta – Item errado.

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29. (FCC/2008/TRT 18ª Região (GO)/Analista Judiciário – adaptada) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:

Muitos se deixam embalar por um mixto de torpor e devaneio, quando se entretém à janela do ônibus.

Comentário – A palavra “mixto” (com X) não existe. O correto é “misto” (= que resulta da mistura de dois ou mais elementos diversos (salada mista, método misto; com S). Além dela, a palavra “entretém” apresenta problema. Como se refere à terceira pessoa do plural (“Muitos”), o acento adequado é o circunflexo (^). Resposta – Item errado.

30. (FCC/2010/TRE-RS/Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) A frase totalmente correta do ponto de vista da grafia e/ou da acentuação é:

(A)

É o caso de se por em discussão se ele realmente crê na veracidade dos dados.

(B)

Referiu-se àquilo que todos esperavam sua ascensão na empresa , com um misto de humildade e prepotência.

(C)

Enquanto construimos esta ala, eles constroem a reservada aos aparelhos de rejuvenecimento.

(D)

Ele é sempre muito cortês, mas não pode evitar que sua ogeriza à ela transpareça.

(E)

Assinou o cheque, mas ninguém advinha o valor registrado, porisso foi devolvido pelo banco.

Comentário – Alternativa A: incorreta. O verbo pôr grafa-se com acento circunflexo para ser diferenciado da preposição por. Nem o novo Acordo modificou isso.

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Alternativa B: correta. Destaque para o acento circunflexo do vocábulo “prepotência”, justificado por ser uma paroxítona terminada em ditongo oral.

Alternativa C: incorreta. A forma verbal “construimos” deve receber acento agudo no “i”, pois esta letra constitui a sílaba tônica da palavra, representa a segunda vogal do hiato que forma com a vogal “u” e está sozinha na sílaba: construímos. Além disso, faltou um s na palavra “rejuvenecimento”:

rejuvenescimento. Alternativa D: incorreta. A grafia correta da palavra é com j:

ojeriza, e não com g, como foi escrita. Além disso, não se emprega acento grave indicativo de crase antes de pronome pessoal, seja do caso reto, seja do caso oblíquo. O certo, então, é: a ela. Alternativa E: incorreta. Escreve-se separadamente a conjunção conclusiva por isso. O verbo adivinhar deve ser escrito com o primeiro "i". Isso não ocorreu e também é um motivo de invalidação da sentença. Resposta – B

31. (FCC/2011/TRE-PE/Técnico Judiciário/Área Administrativa) O par grifado que constitui exemplo de parônimos está em:

(A)

No espaço de uma noite, o rio havia transbordado e inundado o quintal da casa. Pela manhã, foi possível constatar a força destrutiva das águas.

(B)

O rio se convertera em um caudaloso fluxo de águas sujas. O menino se assustou com a violência barrenta das águas.

(C)

Famílias eminentes podiam ir para o campo, fugindo do bulício da cidade. Eram iminentes os riscos causados pela inundação das águas barrentas do rio.

(D)

Era urgente

a

necessidade de obras para a contenção do rio. Havia

heroísmo na concentração dos homens que lutavam contra a corrente.

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(E) No pomar atrás da casa havia frutas, entre elas, mangas e cajus. Em mangas de camisa, homens tentavam salvar o que as águas levavam.

Comentário – O par de parônimos é formado pelas palavras “eminentes” (= nobres) e “iminentes” (= prestes a acontecer), na letra C. Alguns detalhes merecem ser comentados. Na letra B, as expressões destacadas são equivalentes (ou sinônimas). Na letra E, temos exemplo de homônimos perfeitos. Resposta – C

32. (FCC/2011/TRE-TO/Analista Judiciário/Área Judiciária)

capaz de fornecer

as mais diferentes soluções para questões humanas eminentes. (último

parágrafo)

Considerando-se o par de palavras eminentes / iminentes, é correto afirmar que se trata de exemplo de

(A)

antonímia.

(B)

sinonímia.

(C)

paronímia.

(D)

homonímia.

(E)

homofonia.

Comentário – Então, achou fácil? Pois é, esse assunto surge também em provas de nível superior. E parece que a FCC gosta de explorar a relação de sentidos desse par de palavras. Fique atento! Resposta – C

A título de exercício de fixação, fique agora com algumas questões de outra banca examinadora.

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33. (Cesgranrio/Sec. Administ.-TO/Assistente Social/2009) A segunda palavra é grafada com a(o) mesma(o) letra(dígrafo) que foi destacada(o) na palavra anterior em

(A)

propensão conten

 

ão

(B)

recreação

mpecilho

(C)

lazer anali

ar

(D)

socialização parali

 

ar

(E)

estresse exce

ão

Comentário – A palavra contenção (= ação ou resultado de conter(-se):

contenção de encostas, contenção de despesas; estado do que é impedido de se deslocar, se espalhar ou progredir) deriva de conter. As palavras derivadas daquelas que possuem T no radical são grafadas com Ç (deter > detenção; abster > abstenção). Ocorre que há também o registro da palavra contensão (= contenda, luta, confronto; do latim contensio), escrita com S. O vocábulo empecilho (= obstáculo, estorvo) é registrado com

E inicial.

As

formas

verbais

analisar

e

paralisar derivam,

respectivamente, dos substantivos análise e paralisia, grafados com S.

Tentou-se confundir o candidato com a escrita do sufixo IZAR (com Z)

formador de verbos derivados de palavras que NÃO possuem a letra S em sua terminação. Comparem:

canal > canalizar ameno > amenizar visual > visualização

bis > bisar aviso > avisar liso > alisar

Exceção, com Ç, deriva de exceto. As palavras derivadas daquelas que possuem T no radical, como já foi dito anteriormente, são escritas com a letra Ç. Atente para a escrita correta da palavra excesso (com SS). Ela deriva de exceder, ou seja, se a palavra de origem possuir CED no radical, a sua cognata será escrita com SS.

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Por admitir duas alternativas igualmente corretas (A e B), a questão foi anulada. Resposta – Anulada

34. (Cesgranrio/Fafen Energia S.A./Administrador/2009)

As razões

Não faça críticas negativas,

O que eu disser poderá ser

A opção cuja sequência completa, corretamente, as sentenças acima é

não simpatizo com você são muitas.

se arrependerá. interpretado.

(A)

por quê – senão – mal

(B)

por que – senão – mal

(C)

porquê – se não – mal

(D)

porque – se não – mau

(E)

porque – senão – mau

Comentário – A primeira lacuna deve ser preenchida com por que, cujo significado é o mesmo de pelas quais (= preposição + pronome relativo). A segunda lacuna deve ser preenchida com senão (junto), pois o vocábulo equivale-se a caso contrário. Mal é advérbio de modo, contrário de bem: Ela se houve mal

na prova.

Cuidado durante a prova, pois o examinador pode dar alguns exemplos e explorar a classe gramatical dessa palavra. Há possibilidade de mal ser advérbio, adjetivo e conjunção. Na dúvida, releia a parte teórica. Resposta – B

35. (Cesgranrio/Decea/Tradutor

e

Intérprete/2009)

São

acentuadas

graficamente pela mesma razão as palavras:

(A) audácia – prudência – imprescindíveis – equilíbrio

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(B)

política – sábia – destrói – ótimo

(C)

catástrofes – histórica – econômica – entretém

(D)

além – ninguém – você – órfão

(E)

três – há – até – só

Comentário – Na alternativa B, temos uma verdadeira “salada” de regras de acentuação: política e ótimo é acentuada por serem proparoxítonas; sábia recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo; o acento agudo em destrói justifica-se por causa do ditongo aberto OI formador da sílaba tônica final. Cuidado: o novo Acordo Ortográfico extinguiu o acento desse encontro vocálico quando ele formar a sílaba subtônica (anzoizinhos) ou a sílaba tônica de palavras paroxítonas (ovoide). Em C, o motivo da acentuação da palavra entretém difere do motivo das demais (todas proparoxítonas); ela é oxítona terminada por EM (ninguém, além etc.). Em D, a palavra você, apesar de oxítona, recebe acento por terminar em E (café, boné etc.); órfão é paroxítona terminada em ÃO (órgão, acórdão etc.).

Em E, até recebe acento por ser oxítona terminadas em E(S); as outras palavras são monossílabas tônicas terminadas por A(S), E(S) e O(S). A alternativa A foi inicialmente divulgada como o gabarito. Admitiu-se que todas as palavras são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral (crescente ou decrescente): au-dá-cia; pru-dên-cia; im-pres-cin-dí-veis; e-qui-lí-brio. Ocorre que os encontros vocálicos IA, IE, IO, UA, EU, UO finais átonos, seguidos ou não de S, classificam-se quer como ditongos (crescentes), quer como hiatos. Portanto é possível considerar au-dá-ci-a, pru-dên-ci-a e e-qui-lí-bri-o como hiatos. Nesse caso, elas passam a ser acentuadas por serem proparoxítonas. Resposta – Anulada

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36. (Cesgranrio/Bacen/Técnico2010) As palavras que se acentuam pelas

mesmas

respectivamente, são

regras

de

“conferência”,

“razoável”,

(A)

trajetória, inútil, café e baú.

(B)

exercício, balaústre, níveis e sofá.

(C)

necessário, túnel, infindáveis e só.

(D)

médio, nível, raízes e você.

(E)

éter, hífen, propôs e saída.

“países”

e

“será”,

Comentário – Verifiquemos os porquês dos acentos nas palavras destacadas no enunciado:

– “conferência”: paroxítona finalizada em ditongo oral;

– “razoável”: paroxítona terminada em L;

– “países”:

que

constituem a sílaba tônica da palavra, figuram sozinhos nela ou acompanhados de S, não estão diante de H nem de outra vogal idêntica.

enquadra-se

na regra

dos hiatos

I

e

U

– “será”: regra das oxítonas terminadas em A(S), E(S), O(S),

EM, ENS.

Portanto, as únicas palavras que correspondem às mesmas regras de acentuação são: médio, nível, raízes e você. Resposta – D

37. (Cesgranrio/Petrobras/Administrador completa corretamente a frase abaixo?

Júnior/2010)

Qual

sequência

Para

ajudá-lo a superar momentos do cotidiano, com criados por você mesmo.

a

de um especialista na área poderá

dos

(A)

mim – intercessão – exceção

(B)

mim – interseção – exceção

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(C)

mim– intersecção – excessão

(D)

eu – interseção – excessão

(E)

eu – intercessão – exceção.

Comentário – A primeira lacuna deve ser preenchida com o pronome pessoal do caso oblíquo tônico mim. Pronome pessoal do caso reto funciona, via de regra, como sujeito de verbo – que não é o caso aqui. Grave uma coisa: diante de preposição, o pronome pessoal do caso reto só será empregado se funcionar como sujeito de verbo (explícito ou oculto). Exemplos: Para eu fazer a prova, necessito estudar. A segunda lacuna deve ser preenchida com a palavra intercessão. Usa-se SS nas palavras derivadas daquelas que possuem as expressões CED (interceder), GRED, PRIM, MIT, MET e CUT no radical (suceder – sucessão, regredir – regressão, comprimir – compressão, demitir – demissão, intrometer – intromissão, discutir – discussão). A última lacuna deve ser preenchida com exceção. Usa-se Ç nas palavras derivadas daquelas que possuem T no radical: exceto – exceção, setor – seção, cantar – canção. Resposta – A

38. (Cesgranrio/BNDES/Direito/2010) Ao redigir respostas para “Por que quero conseguir um trabalho novo?”, cometeu-se, segundo o registro culto e formal da língua, um erro de ortografia em

(A) Não quero passar a minha vida inteira só cumprindo ordens sem nunca entender por quê. (B) Alguns constrangimentos porque venho passando me obrigam a considerar outras opções. (C) Para mim, a realização profissional, no momento presente, é importante porque implica melhoria de vida.

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(D)

Desse modo, eu poderei saber o motivo por que o sucesso de ontem não nos garante o de amanhã.

(E)

Um dia, atingindo o meu objetivo, eu talvez possa contar-lhe o porquê.

Comentário – Alternativa A: certa. Colocado no final da frase (antes de ponto final, de exclamação ou interrogação) ou no final de oração, antes de pausa, com o sentido de motivo, razão pela qual, sendo tônico. Exemplos:

O cantor estava inquieto, sem saber por quê. (Sem saber por quê, o cantor estava inquieto.

Advertido pelo presidente da Mesa, o deputado quis saber por quê.

Ninguém lhe dava atenção. Por quê?

Alternativa B: errada. Preposição + pronome relativo, usado separadamente e sem acento, equivale-se a pelos quais. Alternativa C: certa. Quando usada como conjunção subordinativa adverbial (indicando circunstância de causa): Não vim porque estava cansado. Ou, ainda, quando usada como conjunção coordenativa explicativa: Fique quieto, porque você está incomodando. Alternativa D: certa. Confirma-se o que disse anteriormente,

na letra B.

Alternativa E: certa. Vem precedido de determinante, é substantivo, equivale-se a motivo, razão, causa

Atenção! Sempre que estiver diante de uma pergunta (direta ou indireta), use a expressão separada.

Resposta – B

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39. (Cesgranrio/Prominp/Técnico/2010) A palavra que NÃO obedece à mesma regra de acentuação de domésticas, sendo acentuada por motivo distinto do vocábulo em destaque, é

(A)

plástico.

(B)

difícil.

(C)

obstáculo.

(D)

acúmulo.

(E)

protótipo.

Comentário – No enunciado, o emprego do acento agudo em doméstica

justifica-se

porque

a

palavra

é

proparoxítona,

como

as

palavras

das

alternativas A, C, D e E. Toda proparoxítona deve ser acentuada.

A palavra difícil

recebe acento por ser uma paroxítona

terminada em L, assim como as que terminam em I(S), U(S), Ã(S), ÃO(S), UM, UNS, N, R, X, PS, DITONGO ORAL. Ex.: júri, íris, vírus, ímã, órfãs, órgão, sótãos, médium, álbuns, abdômen, mártir, látex, bíceps, íon, ions, vôlei, jóquei, história, gênio. Resposta – B

40. (Cesgranrio/Petrobras/Administrador Júnior/2010) O par de palavras que NÃO deve ser acentuado, segundo o registro culto e formal da língua, é

(A)

interim – polen.

(B)

itens – pudico.

(C)

juizes – prototipo.

(D)

economico – refem.

(E)

heroi – biceps.

Comentário – Alternativa A: os dois vocábulos devem ser acentuados. Ínterim é proparoxítono; pólen é paroxítona terminada em N.

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Alternativa B: nenhum dos vocábulos recebem acento. Itens

é paroxítono terminado em ENS, terminação que justifica o acento em palavras oxítonas (parabéns). Pudico também é vocábulo paroxítono. Com a terminação O, são acentuados os oxítonos (cipó) e os monossílabos tônicos (). Alternativa C: juízes enquadra-se na regra dos hiatos: vogal

I como a segunda do hiato, tônica e sozinha na sílaba. Já protótipo é proparoxítona – todas recebem acento, como econômico (alternativa D). Alternativa D: depois de ter citado acima a palavra econômico como exemplo de proparoxítona acentuada, resta-me justificar o acento agudo na palavra refém. Toda oxítona com terminação EM é acentuada (alguém).

Alternativa E: a palavra herói recebe acento não porque é uma oxítona, mas sim porque o ditongo OI (EI e EU também), segundo o novo Acordo Ortográfico, é aberto, tônico e não constitui a sílaba forte de palavra paroxítona (compare com heroico, em que o ditongo OI, aberto e tônico, agora surge em uma paroxítona). Bíceps é paroxítona terminada em PS. Resposta – B

41. (Cesgranrio/Prefeitura de Salvador/Professor de Língua Portuguesa/2010) Quanto à acentuação gráfica, a relação de palavras em que todas estão conformes ao atual Acordo Ortográfico é

(A)

família – arcaico – espermatozóide – pólo.

(B)

epopeia – voo – tranquilo – constrói.

(C)

troféu – bilíngue – feiúra – entrevêem.

(D)

decompor – agüentar – apóio – colmeia.

(E)

linguística – joia – refém – assembléia.

Comentário – Alternativa A: conforme comentário anterior (alternativa E), o ditongo OI (EI e EU também) em palavras paroxítonas, como em

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espermatozoide, deixou de existir. Também foram abolidos os acentos diferenciais, com exceção de:

pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder);

têm e vêm (terceira pessoa do plural dos verbos ter e vir – e seus derivados: mantêm, intervêm etc.);

pôr (verbo);

fôrma (substantivo, molde).

Alternativa B: aqui está a resposta. Os ditongos OI e EI já foram objetos do nosso comentário. O acento circunflexo na primeira vogal dos hiatos OO (enjoo, voo) e EE (creem, deem, leem, veem) foi abolido. A respeito da palavra tranquilo, o trema também foi extinto. Alternativa C: só me resta falar sobre a vogal U (vale para a vogal I também), tônica, em palavras paroxítonas e após ditongos: ela não será mais acentuada nessas condições. Antes era assim: feiúra, baiúca, Bocaiúva; agora é assim: feiura, baiuca, Bocaiuva. Na palavra Piauí, por exemplo, o acento continua porque a letra I constitui a sílaba tônica de uma oxítona. O novo Acordo “pegou no pé” das paroxítonas. Alternativa D: depois do que já expliquei até agora, fica fácil entender que aguentar e apoio grafam-se sem trema e sem acento agudo. Alternativa E: o problema está no acento do ditongo “éi” da palavra paroxítona “assembléia”, que não segue as novas regras ortográficas. Resposta – B

42. (Cesgranrio/BNDES/Direito/2010) De acordo com o registro culto e formal da língua, os vocábulos que são acentuados, respectivamente, pelas mesmas regras de “aí” e “até” são

(A)

sabiá – fé.

(B)

café – além.

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(C)

diário – reféns.

(D)

egoísta – você.

(E)

consciência – três.

Comentário – No enunciado, a palavra “aí” é acentuada porque a letra I representa a segunda vogal do hiato, está sozinha na sílaba (poderia estar acompanhada de S) e representa a sílaba tônica da palavra – ela NÃO é acentuada porque a palavra é oxítona, como café e sabiá, por exemplo. A palavra “até” enquadra-se na regra de acentuação das oxítonas terminadas em E. Semelhantemente, egoísta e você (alternativa D) são acentuadas pelos mesmos motivos. Sabiá, café, além, reféns e você são acentuadas por serem oxítonas terminadas em A, E, EM e ENS. Diário e consciência são paroxítonas terminadas em ditongo

oral.

O vocábulo três é monossílabo tônico terminado em E(S).

Resposta – D

Muito bem, por enquanto é só. Até a próxima aula!

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Manga (tecido)

Manga (fruta)

Banco (móvel para assento de pessoas)

Banco (instituição financeira)

Homônimos perfeitos

(mesma grafia e

pronúncia)

Homônimos homógrafos

(mesma grafia)

Esse (pronome – pronúncia fechada)

Esse (nome da letra S – pronúncia aberta)

Ele (pronome pessoal)

Ele (letra do alfabeto)

Homônimos homófonos

(mesma pronúncia)

Cela (aposento; mesmo que cadeia)

Sela (arreio acolchoado que se coloca no

dorso da cavalgadura e sobre o qual monta

o cavaleiro)

Parônimos – Palavras que têm formas parecidas, mas cujos

significados diferem (tudo é diferente, ainda que haja algo parecido):

descrição e discrição; eminente e iminente, tráfico e tráfego, emigrar e

imigrar.

Singela relação de homônimos e parônimos:

acender = atear fogo ascender = subir acerca de = a respeito de, sobre cerca de = aproximadamente há cerca de = faz aproximadamente afim = semelhante, com afinidade a fim de = com a finalidade de amoral = indiferente à moral imoral = contra a moral, libertino, devasso apreçar = marcar o preço apressar = acelerar arrear = pôr arreios arriar = abaixar bucho = estômago de ruminantes buxo = arbusto ornamental

coser = costurar cozer = cozinhar deferir = conceder diferir = adiar descrição = representação discrição = ato de ser discreto descriminar = inocentar discriminar = diferençar, distinguir despensa = compartimento dispensa = desobrigação despercebido = sem atenção, desatento desapercebido = desprevenido discente = relativo a alunos docente = relativo a professores emergir = vir à tona

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caçar = abater a caça cassar = anular cela = aposento sela = arreio censo = recenseamento senso = juízo cessão = ato de doar seção ou secção = corte, divisão sessão = reunião chá = bebida = título de soberano no Oriente chalé = casa campestre xale = cobertura para os ombros cheque = ordem de pagamento xeque = lance do jogo de xadrez comprimento = extensão cumprimento = saudação concertar = harmonizar, combinar consertar = remendar, reparar conjetura = suposição, hipótese conjuntura = situação, circunstância infligir = aplicar pena ou castigo infringir = transgredir, violar, desrespeitar intemerato = puro, íntegro, incorrupto intimorato = destemido, valente, corajoso intercessão = súplica, rogo interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas laço = laçada lasso = cansado, frouxo ratificar = confirmar retificar = corrigir soar = produzir som

imergir = mergulhar emigrante = o que sai imigrante = o que entra eminente = nobre, alto, excelente iminente = prestes a acontecer esperto = ativo, inteligente, vivo experto = perito, entendido espiar = olhar sorrateiramente expiar = sofrer pena ou castigo estada = permanência de pessoa estadia = permanência de veículo flagrante = evidente fragrante = aromático fúsil = que se pode fundir fuzil = carabina fusível = resistência de fusibilidade calibrada incerto = duvidoso inserto = inserido, incluso incipiente = iniciante insipiente = ignorante indefesso = incansável indefeso = sem defesa suar = transpirar sortir = abastecer surtir = originar sustar = suspender suster = sustentar tacha = brocha, pequeno prego taxa = tributo tachar = censurar, notar defeito em taxar = estabelecer o preço vultoso = volumoso vultuoso = atacado de vultuosidade

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Lista das Questões Comentadas

1.

(FCC/2009/TRT 16ª Região/Técnico Judiciário) A frase em que há palavras escritas de modo INCORRETO é:

(A)

A

aridez que sempre caracterizou as paisagens do Nordeste brasileiro

aparece agora, para assombro de todos, na região Sul, comprometendo as

safras de grãos.

(B)

Alguns estudiosos reagem com sensatez às recentes explicações, considerando se o papel da bomba biótica é realmente crucial na circulação do ar.

(C)

Se for comprovada a correção da nova teoria, a preservação das florestas torna-se essencial para garantir a qualidade de vida em todo o planeta.

(D)

O

desmatamento indescriminado, que reduz os índices de chuvas e altera

o

ciclo das águas, pode transformar um continente em um estenso e

inabitável deserto.

(E)

Com ventos mais próximos ao mar, o ar úmido resultante da evaporação da água do oceano é puxado para o continente, distribuindo a chuva ao redor do planeta.

2.

(FCC/2004/TRT 22ª Região (PI)/Analista Judiciário – adaptada) Quanto à ortografia, julgue as alternativas abaixo:

(A)

Nós não nos insurjimos contra esse despropositado aparato de leis porque não temos quaisquer convicções quanto aos nossos fundamentos morais.

(B)

A

lengalenga de leis, em que se vão transformando nossos códigos, opõe-

se à concisão das normas que vijem de modo implícito na sociedade sudanesa.

3.

(FCC/2008/TRF 5ª Região/Analista Judiciário – adaptada) Todas as palavras estão corretamente grafadas na frase:

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Algumas pessoas não admitem hesitação ou abstensão, quando nos inquirem: você se arroula entre os pessimistas ou entre os otimistas?

4.

(FCC/2011/TRT-19ª Região/Analista Judiciário/Arquivologia) Quanto à ortografia, há INCORREÇÕES na frase:

(A)

O

crescimento da classe C tem tido uma importância incomensurável para

o

comércio, mas vem ocasionando também uma elevação na taxa de

inadimplência, o que é perturbador.

(B)

Milhões de pessoas têm sido beneficiadas com o crescimento econômico que se vê no país, saltando da classe D para a C, algo que há poucos anos não pareceria factível.

(C)

Alguns especialistas vêm disseminando a teoria de que, a partir da distribuição de riqueza por meio da geração de milhões de novos empregos, a classe E deixe de existir.

(D)

Os “consumidores emergentes”, como vêm sendo chamados os novos integrantes da classe C, ainda têm dificuldade em poupar e adquirem grande parcela de produtos a crédito.

(E)

Sabe-se que a ascenção da classe D tem proporcionado um aumento expresivo do consumo de bens duráveis, o que pode acelerar sobremaneira esse mercado.

5.

(FCC/2008/TRT 18ª Região (GO)/Analista Judiciário – adaptada) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:

Tentou convencer o jovem a desligar a engenhoca, mas não obteve sucesso nessa tentativa de dissuazão.

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6.

(FCC/2008/TRF-5ª Região/Analista Judiciário – Informática) Há ocorrências de incorreção ortográfica na frase:

(A)

Quando o poder econômico influi nas decisões governamentais, acaba por reservar-se privilégios inconcebíveis.

(B)

Mão-de-obra ociosa ou paralizada pode decorrer de uma incidiosa e frustrante concentração do poder econômico.

(C)

Embora tenha sido escrito há tantas décadas, o texto de Einstein mantém- se atualíssimo, dissipando assim uma possível alegação de anacronismo.

(D)

Os empreendimentos econômicos não podem obliterar os aspectos sociais intrínsecos a toda e qualquer mobilização de capital.

(E)

A arrogância inescrupulosa de alguns capitalistas presunçosos impede que haja não apenas distribuição das riquezas, mas acesso às informações.

7.

(FCC/2011/Banco do Brasil/Escriturário) Todas as palavras estão escritas corretamente na frase:

(A)

Os esforsos para entender os fenômenos da natureza nem sempre conseguem hêsito, como, por exemplo, algumas pesquisas sobre aves.

(B)

O crecente desenvolvimento tecnológico permitiu aos pesquisadores analizar as reações provocadas pelo fluxo de sangue no bico do tucano.

(C)

O imenso tamanho do bico do tucano sempre causou estranheza naqueles que costumam observar os exemplos oferecidos pela natureza.

(D)

Com o tamanho imprecionante de seu bico, o tucano é considerado por estudiosos uma das aves brasileira mais exquizitas.

(E)

Os cientistas que se puzeram a estudar os tucanos concluíram que existem diverças funções para o enorme bico dessa ave.

8.

(FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Assistente de Procuradoria) Todas as palavras estão escritas corretamente na frase (não estão sendo consideradas as alterações que passaram a vigorar recentemente):

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(A)

Intervensões governamentais massiças e até agora sem precedentes não conseguiram conter os impactos da crise financeira em diversos países.

(B)

A permanência e a gravidade dos desdobramentos da crise financeira deicham dúvidas e originam expeculações em todo o mundo.

(C)

A ganância por lucros cada vez maiores fez com que os riscos dos investimentos crecessem esponencialmente no mercado financeiro.

(D)

A excessiva circulação de instrumentos financeiros imbutia imenço potencial de perigos redundando, como se viu, em enormes prejuízos.

(E)

O êxito das resoluções tomadas em outros países depende de um maior controle das instituições financeiras, o que atinge interesses múltiplos e provoca resistência.

9.

(FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Superior – Administrador) É adequado o emprego e correta a grafia de todas as palavras da frase:

(A)

Os poetas românticos eram obsecados por imagens que, figurando a distância, expressavam com ela a gososa inatingibilidade de um ideal.

(B)

É prazeroso o reconhecimento de uma pessoa que, surgindo longínqua, parece então mais próxima que nunca – paradoxo pleno de poesia.

(C)

A abstensão da proximidade de alguém não impede, segundo o cronista, que nossa afetividade aflore e haja para promover uma aproximação.

(D)

Nenhuma distância dilui o afeto, pelo contrário: o reconhecimento da amada longeva avisinha-a de nós, fá-la mais próxima que nunca.

(E)

O cronista ratifica o que diz um velho provérbio: a distância que os olhos acusam não exclue a proximidade que o nosso coração promove.

10.

(FCC/2011/TRF 1ª Região/Técnico Judiciário/Operação de Computador) As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:

(A)

Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos aeroportos.

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(B)

Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneidade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de pessoa cortês.

(C)

Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do pátio.

(D)

Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho na superação dessa sua crise.

(E)

O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na concessão de privilégios ilegítimos.

11. (FCC/2011/TRT

19ª

Região

(AL)/Técnico

Judiciário/Tecnologia

da

Informação) Estão grafadas corretamente todas as palavras da frase:

(A)

O mercado mais atraente é necessáriamente aquele que possue mais produtos disponíveis.

(B)

Com o adivento da internet, deparamos com uma imença cidade virtual, onde há os melhores preços do mercado.

(C)

A escacês de mercadorias no campo foi determinante para explicar o porque dos homens se agruparem nas cidades.

(D)

As empresas virtuais vêm se tornando concorrentes desleais das que se encontram no mundo físico.

(E) O mercado de relacionamentos virtuais assistiu a um avanço discomunal com a consolidassão da internet.

12. (FCC/2008/TRF 5ª Região/Analista Judiciário) Todas as palavras estão corretamente grafadas na frase:

As sensações espectantes produzem, entre os mais pessimistas, muito temor, e entre os otimistas, uma gososa, deleitosa ansiedade.

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13.

(FCC/2008/TRT 18ª Região (GO)/Analista Judiciário – adaptada) Está correta a grafia de todas as palavras da frase:

(A)

Por que não se institue a determinação de por um fim ao abuso dos ruídos no interior de um ônibus?

(B)

difícil explicar o porquê de tanta gente sentir-se extasiada diante das iniqüidades de um filme violento.

É

14.

(FCC/2010/TRE-RS/Técnico Judiciário – Programação de Sistemas) A lacuna que deve ser preenchida pela forma grafada como na piada Por quê , ou pela forma por quê, para que esteja em conformidade com o padrão culto escrito, é a da frase:

(A)

Eu não sei o

de sua indecisão.

 

(B)

foi tão inábil na condução do problema?

(C)

Ele está tão apreensivo

?

(D)

Decidiu-se somente ontem

 

dependia de consulta à família.

(E)

A razão

partiu sem avisar ainda é desconhecida.

15.

(FCC/2011/TRF 1ª Região/Técnico Judiciário/Segurança e Transporte)

 

porque

tudo lá foi feito ali mesmo

 
 

A

grafia da palavra destacada acima está correta, como acontece com a

sublinhada em:

 

(A)

Não sabia porque deveria incriminá-lo, por isso não o culpou de nada.

(B)

Reconheceram-lhe o mérito porque foi ela quem garantiu o excelente acordo.

(C)

Perguntou-me a razão de minhas restrições ao programa, mas ele bem sabe porque.

(D)

Porque haveria de contrariar suas orientações?

(E)

Busca o porque da polêmica, mas não encontra nada que a justifique.

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16.

(FCC/2010/TCM-CE/ACE – adaptada) Está clara e correta a redação deste

livre comentário sobre o texto:

 

Sendo também ele próprio funcionário público e escritor, Carlos

Drummond de Andrade escreveu uma crônica aonde fala de tal caso.

17.

(FCC/2010/TCE-SP/Agente da Fiscalização Financeira – adaptada) Está

clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

Estão nos destinos extraordinários toda a argúcia das fábulas populares,

aonde as reviravoltas simbolizam igualmente transtornos sociais.

18.

(FCC/2009/TRT 7ª Região (CE)/Analista Judiciário – adaptada) Julgue a

assertiva seguinte.

 

Traduz-se corretamente o sentido do segmento destacado em:

Contra o trabalho infantil alinham-se = vão ao encontro do trabalho

infantil.

“Não se trata de ir contra a necessidade do uso de conceitos específicos,

de não reconhecer a vantagem de se empregar um termo técnico em vez

de um termo impreciso, de abolir, em suma, o vocabulário especializado

(

19.

(FCC/2010/DPE-SP/Agente de Defensoria) Na construção Não se trata de

ir contra ( de não reconhecer ( de abolir (3º parágrafo), os

),

),

elementos sublinhados têm, na ordem dada, o sentido de

(A)

contrariar - desconhecer - procrastinar

 

(B)

ir ao encontro - ignorar - suspender

(C)

contradizer - desmerecer - extinguir

(D)

contraditar - discordar - reprimir

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(E) ir de encontro - rejeitar - suprimir

20. (FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) A informação negativa do segmento chefes de estado tentando, em vão, aparar arestas deve-se, sobretudo, ao elemento sublinhado. O mesmo ocorre em:

(A)

A tese foi rechaçada pelos emergentes, que esperavam obter ajuda (

)

(B)

(

)

não se dispunham a cumprir sequer metas modestas.

<