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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

1- TIPOS DE ESFORÇOS

Uma força pode ser aplicada num corpo de diferentes maneiras, originando portanto, diversos tipos de solicitações, tais como: tração, compressão, cisalhamento, flexão e torção.

Quando cada tipo se apresenta isoladamente, diz-se que a solicitação é SIMPLES. No caso de dois ou mais tipos agirem conjuntamente a solicitação é COMPOSTA.

TRAÇÃO – solicitação que tende a alongar a peça no sentido da reta de ação da força aplicada.

a peça no sentido da reta de ação da força aplicada. COMPRESSÃO – solicitação que tende

COMPRESSÃO – solicitação que tende a encurtar a peça no sentido da reta da força aplicada.

a encurtar a peça no sentido da reta da força aplicada. CISALHAMENTO – solicitação que tende

CISALHAMENTO – solicitação que tende a deslocar paralelamente, em sentido oposto, duas seções de uma peça (força cortante).

que tende a deslocar paralelamente, em sentido oposto, duas seções de uma peça (força cortante). Prof.

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FLEXÃO – solicitação que tende a modificar o eixo geométrico de uma peça. Ex.: uma barra inicialmente reta que passa a ser uma curva.

Ex.: uma barra inicialmente reta que passa a ser uma curva. TORÇÃO – solicitação que tende

TORÇÃO – solicitação que tende a girar as secções de uma peça, uma em relação às outras.

que tende a girar as secções de uma peça, uma em relação às outras. SIMBOLOGIA DAS

SIMBOLOGIA DAS TENSÕES

que tende a girar as secções de uma peça, uma em relação às outras. SIMBOLOGIA DAS

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2- DEFORMAÇÃO

A ação de qualquer força sobre um corpo altera a sua forma, isto é, provoca uma deformação.

Com o aumento da intensidade da força, há um aumento da deformação.

Existem dois tipos de deformação: Deformação Elástica e Deformação Plástica.

Deformação Elástica - deformação transitória, ou seja, o corpo retomará suas dimensões iniciais quando a força for removida.

suas dimensões iniciais quando a força for removida. Deformação plástica – deformação permanente, ou

Deformação plástica – deformação permanente, ou seja, o corpo não retornará para suas dimensões iniciais depois de cessado o esforço aplicado.

dimensões iniciais depois de cessado o esforço aplicado. O ponto que separa os dois tipos de

O ponto que separa os dois tipos de deformações é o limite de escoamento.

DEFORMAÇÃO UNITÁRIA ou DEFORMAÇÃO ESPECÍFICA => (AXIAL)

Deformação específica ( ) é a relação entre o alongamento total ( l ou ) e o comprimento inicial ( l ).

0

a

=

l l = ou 0 l 0
l
l
=
ou
0
l
0

ou

=

l

f

l

0

l

0

(

( l ). 0 a = l l = ou 0 l 0 ou = l

mm

mm

)

[1.1]

- é adimensional, ou seja, não tem unidade e pode ser expresso em porcentagem multiplicando por 100.

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS 3- TENSÃO É uma grandeza vetorial que foi introduzida na resistência dos materiais

3- TENSÃO

É uma grandeza vetorial que foi introduzida na resistência dos materiais em 1822, por Augustin Louis Cauchy. É definida como sendo a resistência interna de um corpo qualquer, à aplicação de uma força externa por unidade de área, ou seja, é a força por unidade de área.

F =  kgf A  2  cm onde:
F
=
 kgf
A
2
cm
onde:

  ou

( N
(
N

mm

2 )

= (MPa)

[1.2]

=> Tensão Normal uniforme que pode ser tração simples ou compressão simples

F => Força aplicada ao corpo (kgf ou N)

A => Área da seção transversal do corpo (cm 2 ou mm 2 )

corpo  ( kgf ou N) A => Área da seção transversal do corpo  (

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4- DIAGRAMA TENSÃO DEFORMAÇÃO

O ensaio de tração consiste em aplicar num corpo de prova uma força axial

com o objetivo de deformá-lo até que se produza sua ruptura.

o objetivo de deformá-lo até que se produza sua ruptura. Aumentando-se a tensão, a deformação também

Aumentando-se a tensão, a deformação também vai aumentando e os resultados da experiência podem ser mostrados por um gráfico ( x ),

marcando em abscissas (eixo “X”) as deformações e em ordenadas (eixo “Y”)

as tensões.

as deformações e em ordenadas (eixo “Y”) as tensões. GRÁFICO TENSÃO DEFORMAÇÃO ( Prof. Luiz Gustavo

GRÁFICO TENSÃO DEFORMAÇÃO (

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x

)

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

No gráfico os pontos marcados significam respectivamente:

Ponto P – Tensão Limite de Proporcionalidade ( p )

Abaixo deste ponto, a tensão é proporcional à deformação específica ( ) , portanto a Lei de Hooke, que estabelece que a tensão é proporcional à deformação, vale somente até este ponto.

Ponto E – Tensão Limite de Escoamento (

Caracteriza o ponto de escoamento, ou seja, a perda da propriedade elástica do material. Nos aços de médio e baixo teor de carbono, ocorre um visível alongamento do corpo-de-prova praticamente sem aumento da tensão.

e )

Ponto R – Tensão Limite de Resistência (

É a maior tensão que o corpo-de-prova pode suportar antes de se romper.

r )

Obs.: conceitualmente pode-se admitir que

p

= 

e

5- RELAÇÕES ENTRE TENSÃO E DEFORMAÇÃO

MÓDULO DE ELASTICIDADE A Lei de Hooke (Robert Hooke 1678) estabelece que até a tensão limite de

proporcionalidade ( p ), ou seja até o ponto P do Diagrama Tensão-

Deformação, a tensão em um material é proporcional à deformação nele produzida. Devido a esta condição de proporcionalidade pode se escrever que:

E =

onde:

de proporcionalidade pode se escrever que: E = onde: = E . ( MPa ) [1.3]

= E.

(MPa)

[1.3]

=> Tensão de tração

=> Deformação específica

E => Módulo de elasticidade ou módulo de Young (MPa)

(ver tabela 1)

Obs.: Módulo de Elasticidade é a medida de rigidez do material: quanto maior

o valor de “E” menor a deformação elástica e mais rígido é o material.

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Substituindo as expressões [1.1] e [1.2] na expressão [1.3] e ordenando, tem- se a equação [1.4] para a deformação total:

= l 0 F = A = E.
=
l
0
F
=
A
= E.

[1.1]

[1.2]

[1.3]

=

F

.

L

E

.

A

(mm)

[1.4]

MÓDULO DE ELASTICIDADE TRANSVERSAL Através de ensaios com corpos-de-prova submetidos a cisalhamento puro por torção, pode-se escrever que:

onde:

= G.

(MPa)

[1.5]

=> Tensão de cisalhamento por torção (MPa)

=> Deformação angular ou distorção que é a alteração sofrida em um ângulo reto de um elemento (rad) G => Módulo de elasticidade ao cisalhamento ou módulo de elasticidade

Transversal (MPa) (ver tabela 1)

COEFICIENTE DE POISON As experiências demonstram que um material, quando submetido à tração, sofre além da deformação axial (alongamento), uma deformação transversal (afinamento). Poisson demonstrou que estas duas deformações eram proporcionais uma em relação à outra, dentro dos limites da Lei de Hooke (até o ponto P do Diagrama Tensão- Deformação).

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Esta constante é dada por:

=

Deformação

L Tansversal

Deformação

L Axial

onde:

t = a
t
=
a

=> Coeficiente de Poisson

(adimensional)

[1.6]

(ver tabela 1)

As três constantes se relacionam através da expressão:

E = 2.G(1+ )

(MPa)

[1.7]

TABELA 1 – PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS

 

Módulo de Elasticidade (MPa) “E”

Mód. Elasticidade Transversal (MPa) “G”

Coeficiente

Material

de Poisson

µ

Aços

210000

80000

0,30

Alumínio

72400

26700

0,33

Bronze

113200

42200

0,35

Cobre

121300

45600

0,33

Ferro

     

Fundido

102000

42200

0,21

Cinzento

Latão

108000

40800

0,32

Madeira

     

(Pinho)

11200

4200

0,33

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6- DIMENSIONAMENTO (TENSÕES ADMISSÍVEIS E COEFICIENTE DE SEGURANÇA)

No dimensionamento dos elementos de máquinas, as peças a serem calculadas deverão suportar as cargas com segurança. Para isto, admitem-se apenas deformações elásticas, portanto, a tensão de trabalho fixada deve ser inferior à tensão de escoamento do material.

A esta tensão que oferece a peça uma condição de trabalho sem perigo, chamamos de TENSÃO ADMISSÍVEL.

Seu valor é determinado dividindo-se a tensão de resistência do material (

ou

r

r )por um coeficiente “S” chamado de COEFICIENTE DE SEGURANÇA.

r = S
r
=
S

ou

= r S
= r
S

(MPa)

[1.8]

O coeficiente de segurança é uma relação entre as tensões de resistência e admissível do material.

Em princípio, o coeficiente de segurança é determinado levando-se em consideração diversos fatores parciais, tais como, fator em função da homogeneidade do material, fator em função do tipo de carga a ser aplicado, fator em função de causas desconhecidas, etc.

Assim, a rigor o coeficiente de segurança é expresso da seguinte forma:

S= S1xS2xS3

Sendo:

S - Coeficiente de segurança total

S1, S2, S3,

– Fatores de segurança parciais

Porém, para os nossos cálculos de resistência adotaremos os valores de coeficientes de segurança já consagrados pela prática, baseados na qualidade do material e no tipo de carga aplicada à peça.

Os valores desses coeficientes já englobam todos os demais fatores acima referidos.

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Tipos de Solicitações: Basicamente existem 4 tipos de cargas:

- Carga Estática

Ocorre quando uma peça está sujeita a carga constante, invariável ao decorrer do tempo e aplicada lenta e gradualmente. EX: Vigas

do tempo e aplicada lenta e gradualmente. EX: Vigas - Carga Intermitente Ocorre quando uma peça

- Carga Intermitente

Ocorre quando uma peça está sujeita a uma carga variável de zero a um valor máximo, sempre com a mesma direção e sentido.

EX: dentes das engrenagens.

a mesma direção e sentido. EX: dentes das engrenagens. - Carga Alternada Ocorre quando uma peça

- Carga Alternada

Ocorre quando uma peça está sujeita a uma carga variável na mesma direção, mas com sentido contrario.

EX: Eixos Rotativos.

sujeita a uma carga variável na mesma direção, mas com sentido contrario. EX: Eixos Rotativos. Prof.

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-Carga de Choque Ocorre quando uma peça está sujeita a variação brusca ou a de choque. EX: Componentes de Prensas.

brusca ou a de choque. EX: Componentes de Prensas. Os valores de COEFICIENTE DE SEGURANÇA que

Os valores de COEFICIENTE DE SEGURANÇA que serão utilizados estão representados na Tabela 2 abaixo:

TABELA 2

 

COEFICIENTE DE SEGURANÇA (S) *

 
   

TIPOS DE CARGAS

 

MATERIAL

ESTÁTICA

INTERMITENTE

ALTERNADA

CHOQUE

Ferro Fundido

6

10

15

20

Aço mole (até SAE-1030)

5

6

8

12

Aço duro

4

6

8

12

Madeira

8

10

15

20

*EM RELAÇÃO À TENSÃO DE RESISTÊNCIA DO MATERIAL

As propriedades mecânicas dos materiais que serão utilizadas na resolução dos exercícios propostos estão listadas na tabela 3.

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TABELA 3 – PROPRIEDADES MECÂNICAS DE ALGUNS MATERIAIS

 

TENSÃO DE

TENSÃO DE ESCOAMENTO NA TRAÇÃO

(MPa)

   

RESISTÊNCIA

ALONG.

MATERIAL

(MPa)

(%)

OBS.:

tr

   

te

cr

cr

SAE-1010

350

350

260

130

33

 

SAE-1015

385

385

290

175

30

SAE-1020

420

420

320

193

26

SAE-1025

465

465

350

210

22

Aços carbono,

recozidos ou

         

SAE-1030

500

500

375

230

20

normalizados.

SAE-1040

580

580

435

262

18

SAE-1050

650

650

490

360

15

SAE-1070

700

700

525

420

9

SAE-2330

740

740

550

630

20

Aços Ni, recozidos

SAE-2340

700

700

525

485

25

ou normalizados.

SAE-3120

630

630

475

530

22

Aços Ni-Cr,

SAE-3130

680

680

510

590

20

recozidos ou

SAE-3140

750

750

560

650

17

normalizados.

SAE-4130

690

690

520

575

20

Aços Cr-Mo,

         

recozidos ou

SAE-4140

760

760

570

650

17

normalizados.

SAE-4320

840

840

630

650

19

Aços Ni-Cr-Mo,

         

recozidos ou

SAE-4340

860

860

650

740

15

normalizados

SAE-5120

610

610

460

490

23

Aços Cr, recozidos

SAE-5140

740

740

550

620

18

ou normalizados

SAE-8620

620

620

465

560

18

Aços Ni-Cr-Mo,

         

recozidos ou

SAE-8640

750

750

560

630

14

normalizados

AISI-301

770

770

580

280

55

 

AISI-302

630

630

470

248

55

Aços inoxidáveis austeníticos

AISI-310

690

690

515

315

45

AISI-410

490

490

370

264

30

Aços inoxidáveis martensítico

 

120

600

       

Fo.Fo.

à

à

--

--

--

Ferro fundido

240

850

Cobre

225

225

168

70

45

 

Latão

342

342

255

120

57

 

Bronze

280

280

210

--

50

 

Alumínio

180

180

135

70

22

 

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7- TRAÇÃO E COMPRESSÃO

FÓRMULA DE TRAÇÃO E COMPRESSÃO:

F = t A
F
=
t A
A F
A
F

onde:

F = c A
F
=
c A

(MPa)

F A
F
A

=> Tensão Normal uniforme que pode ser tração simples ou compressão simples

F => Força aplicada ao corpo (N )

A => Área da seção transversal do corpo (mm 2 )

CRITÉRIO DE PROJETO: = tr Sendo: S
CRITÉRIO DE PROJETO:
= tr
Sendo:
S
= cr ou S
= cr
ou
S

(MPa)

FÓRMULA DO ALONGAMENTO TOTAL:

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F . L = E . A
F
.
L
=
E
.
A

(mm)

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8- CISALHAMENTO PURO

Esforço cortante simples desprezando a flexão. Ocorre quando uma peça é submetida a uma força F, atuando transversalmente ao seu eixo, produzindo um cisalhamento (corte).

F = C A
F
=
C A

(MPa)

eixo, produzindo um cisalhamento (corte). F = C A ( MPa ) onde:  => Tensão

onde:

=> Tensão de cisalhamento

F => Força aplicada ao corpo (N )

A => Área da seção transversal do corpo (mm 2 )

CRITÉRIO DE PROJETO: c r = Sendo: c S
CRITÉRIO DE PROJETO:
c r
=
Sendo:
c S

c

c

(MPa)

), para os materiais em geral,

obedecem aproximadamente a seguinte relação com referência à tensão de

As tensões de resistência ao cisalhamento ( cr

resistência à tração (

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tr

):

cr

=

0,6

a 0,8

tr

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9- COMPRESSÃO SUPERFICIAL (ESMAGAMENTO)

Se a carga “F” atua da maneira que se vê na figura abaixo, as partes “B” são tracionadas contra o rebite, ocasionando uma TENSÃO DE COMPRESSÃO NAS SUPERFÍCIES de contato “M”.

M F B F B M D t t
M
F
B
F
B
M
D
t
t

Num caso como este, normalmente se usa a área projetada do rebite para o cálculo da compressão na superfície “M”, ao se aplicar a fórmula

(

c

=

na superfície “M”, ao se aplicar a fórmula ( c = F A ). Substitui-se então

F

A

).

Substitui-se então a superfície real que é um semicilindro por um retângulo de dimensões “t” e “D”.

D t
D
t

Assim, a Tensão de Compressão sobre a superfície será obtida por:

c

=

F A
F
A

c

=

F
F

(t D)

.

(MPa)

Sendo “t” e “D” as dimensões da área projetada.

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

Observando a Figura, pode-se notar que as fibras da superfície do furo e as fibras da superfície do rebite estão comprimidas umas de encontro às outras, mas que a tensão de compressão devido à força “F” não atinge todo o rebite e nem se estende por toda a chapa. A esse tipo de esforço dá-se o nome de COMPRESSÃO SUPERFICIAL.

Quando houver mais de um elemento (rebite ou parafuso) utiliza-se:

c

=

F n .
F
n .

(t D)

.

(MPa)

Sendo “n” o número de elementos (parafuso ou rebite) em análise.

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10- FLEXÃO

Ocorre quando uma barra é submetida a uma força F, atuando perpendicularmente ao seu eixo, produzindo uma flexão na barra. Flexão pura – desprezam-se as forças cortantes.

f

=

M

f

W

f

(MPa)

LINHA

NEUTRA

F

L
L
b a h
b
a
h

onde:

f => Tensão de flexão

M

f => Momento fletor (N.mm)

VER TABELA 6

W

f

=> Módulo de resistência à flexão (mm 3 )

VER TABELA 5

O Módulo de resistência à Flexão é a característica geométrica da seção de uma viga que se opõe à flexão, e é expresso como:

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W f =

I

f

a

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

onde:

I f => Momento de Inércia à flexão da seção transversal (mm 4 )

VER TABELA 5

a => Distância da linha neutra à fibra externa (mm)

Exemplo de módulo de resistência à flexão (

W

f

):

( mm) Exemplo de módulo de resistência à flexão ( W f ): NOTA: As fórmulas
( mm) Exemplo de módulo de resistência à flexão ( W f ): NOTA: As fórmulas

NOTA: As fórmulas de Momento de Inércia

Flexão (

apresentadas na TABELA 5.

f ) e Módulo de Resistência à

) da maioria das seções de uso prático na engenharia estão

(

I

W

f

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

Tensão de Flexão: Na figura abaixo pode-se observar que uma viga ao se flexionar, as suas fibras situadas acima da LINHA NEUTRA se alongam, enquanto que as fibras inferiores, sofrem um achatamento, denotando uma compressão. Por outro lado, as fibras da camada neutra se mantêm inalteradas.

LINHA

NEUTRA

F

+ -
+
-

Dessa forma, deduz-se que o corpo sujeito a um esforço de flexão sofre, simultaneamente, uma tensão de tração e outra de compressão.

Consequentemente, para valores de tensões de resistência à flexão dos materiais, tomam-se os mesmos valores de tração ou de compressão, constantes na TABELA 3.

Caso os valores das resistências à tração forem diferentes aos da compressão, para flexão toma-se o menor valor.

fr

=

tr

ou

cr

DEFLEXÃO: Para todas as peças submetidas à flexão é necessário verificar a deflexão. A deflexão máxima atuante “f” é calculada utilizando-se as expressões da Tabela 6, e depende do tipo de apoio e carregamento.

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

Tensão de cisalhamento na flexão: Além das tensões normais (tração e compressão) que surgem numa seção transversal de uma viga fletida,

aparecem também, tensões de cisalhamento ( c ). As tensões de cisalhamento não se distribuem uniformemente sobre a seção transversal, quando ela age em conjunto com a Tensão de Flexão. Ela pode ser calculada através da expressão:

c

=

Q M

.

s

.

b I

f

Onde:

M

s

= Momento estático da área.

Q = Esforço cortante

I

f

= Momento de inércia à flexão

b = Largura da seção resistente

DISTRIBUIÇÃO DAS TENSÕES DE CISALHAMENTO NA SEÇÃO RESISTENTE DE UMA BARRA SUJEITA À FLEXÃO:

3 Q = . c máx 2 A
3
Q
=
.
c máx
2
A
4 Q = . c máx 3 A VERIFICAÇÃO: c c máx
4
Q
=
.
c máx
3
A
VERIFICAÇÃO:
c
c
máx

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SEÇÃO RETANGULAR

c c máx Prof. Luiz Gustavo SEÇÃO RETANGULAR c máx ⇒ 50% maior que SEÇÃO CIRCULAR

c máx

50% maior que

SEÇÃO CIRCULAR

Gustavo SEÇÃO RETANGULAR c máx ⇒ 50% maior que SEÇÃO CIRCULAR c máx ⇒ 33% maior

c máx

33% maior que

c

c

simples

simples

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

TABELA 5 – MOMENTO DE INÉRCIA À FLEXÃO, MÓDULO DE RESISTÊNCIA À FLEXÃO E RAIO DE GIRAÇÃO

TABELA 5 – MOMENTO DE INÉRCIA À FLEXÃO, MÓDULO DE RESISTÊNCIA À FLEXÃO E RAIO DE

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS Prof. Luiz Gustavo 22

Prof. Luiz Gustavo

22

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

TABELA 6 – FÓRMULAS RELATIVAS À FLEXÃO DE VIGAS DE SEÇÕES CONTÍNUAS

DOS MATERIAIS TABELA 6 – FÓRMULAS RELATIVAS À FLEXÃO DE VIGAS DE SEÇÕES CONTÍNUAS Prof. Luiz

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

11- EQUILÍBRIO DE CORPOS RÍGIDOS

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS 11- EQUILÍBRIO DE CORPOS RÍGIDOS Prof. Luiz Gustavo 24

Prof. Luiz Gustavo

24

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

CONVENÇÃO DE SINAIS

MOMENTO NO PONTO

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS CONVENÇÃO DE SINAIS MOMENTO NO PONTO FORÇAS NORMAIS + - + - OBS.:

FORÇAS NORMAIS

+

-

+RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS CONVENÇÃO DE SINAIS MOMENTO NO PONTO FORÇAS NORMAIS + - - OBS.: +

-RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS CONVENÇÃO DE SINAIS MOMENTO NO PONTO FORÇAS NORMAIS + - + OBS.: +

OBS.: +
OBS.:
+

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

APOIOS

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS APOIOS Prof. Luiz Gustavo 26

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26

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

TIPOS DE ESTRUTURAS

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS TIPOS DE ESTRUTURAS Prof. Luiz Gustavo 27

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27

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

12- DIAGRAMA DE CORPO LIVRE

DISPOSIÇÃO DAS CARGAS

CARGA CONCENTRADA: quando a carga age sobre um ponto da viga.

CONCENTRADA: quando a carga age sobre um ponto da viga. CARGA UNIFORMEMENTE DISTRIBUÍDA: quando a carga

CARGA UNIFORMEMENTE DISTRIBUÍDA: quando a carga se distribui igualmente ao longo da viga

quando a carga se distribui igualmente ao longo da viga CONVENÇÃO DE SINAIS FORÇA NORMAL (N)

CONVENÇÃO DE SINAIS

FORÇA NORMAL (N)

igualmente ao longo da viga CONVENÇÃO DE SINAIS FORÇA NORMAL (N) TRAÇÃO COMPRESSÃO Prof. Luiz Gustavo
igualmente ao longo da viga CONVENÇÃO DE SINAIS FORÇA NORMAL (N) TRAÇÃO COMPRESSÃO Prof. Luiz Gustavo

TRAÇÃO

igualmente ao longo da viga CONVENÇÃO DE SINAIS FORÇA NORMAL (N) TRAÇÃO COMPRESSÃO Prof. Luiz Gustavo
igualmente ao longo da viga CONVENÇÃO DE SINAIS FORÇA NORMAL (N) TRAÇÃO COMPRESSÃO Prof. Luiz Gustavo

COMPRESSÃO

Prof. Luiz Gustavo

+

-

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

FORÇA CORTANTE (Q)

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29

MOMENTO FLETOR (Mf)

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS FORÇA CORTANTE (Q) MOMENTO FLETOR (Mf) Prof. Luiz Gustavo 29

29

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

13- TORÇÃO

Ocorre quando uma barra é submetida a uma força P, agindo no plano perpendicular ao eixo da barra, que tende a girar cada seção transversal em relação às demais, produzindo uma torção, que por sua vez causará uma deformação ( ) que chamamos de ângulo de torção.

F Mt LINHA NEUTRA L x R
F
Mt
LINHA NEUTRA
L
x
R

onde:

=

M

t

t W

t

(MPa)

t => Tensão de torção

M

t => Momento torçor (N.mm)

M t =

F x

.

onde:

F => Força aplicada (N)

x

=> Distância entre a força aplicada e o

centro de torção da peça (mm)

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30

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

O Momento torçor pode ser obtido também pela seguinte fórmula:

onde:

M t = 9550.

N

n

(N.mm)

N

= potência que aciona o eixo (W)

n

= rpm do eixo

W

t

=> Módulo de resistência à torção ou (mm 3 ) Módulo de resistência polar

VER TABELA 8

O Módulo de resistência polar é a característica geométrica da seção de uma viga que se opõe à torção, e é expresso como:

onde:

I t W t = R
I
t
W t =
R

I t => Momento de Inércia polar da seção transversal (mm 4 )

VER TABELA 8

R => Distância da linha neutra à fibra externa (mm)

Exemplo de módulo de resistência à torção (

W

t

):

mm) Exemplo de módulo de resistência à torção ( W t ): NOTA: Resistência Polar (

NOTA:

Resistência Polar (

estão apresentadas na TABELA 8.

fórmulas

As

de

) da maioria das seções de uso prático na engenharia

de

Momento

de

Inércia

Polar

(

I

t

)

e

Módulo

W

t

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31

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

É importante observar que as tensões de torção no corpo equivalem às tensões de cisalhamento.

Portanto, para as tensões de resistência à torção dos diferentes materiais, tomam-se os valores das tensões de resistência ao cisalhamento, TABELA 3, dos respectivos materiais.

tr

=

cr

ÂNGULO DE TORÇÃO DA SEÇÃO RESISTENTE

(

)

F Mt L x
F
Mt
L
x

O ângulo de torção ( ) poderá ser determinado pela seguinte expressão:

180. M L t . = . G I . t M . L t
180.
M
L
t .
=
.
G I
.
t
M
. L
t
=
G I
.
t

onde:

(graus)

(rad )

=> Ângulo de torção

M

M
L

L

G

I

t

t => Momento torçor (N.mm)

=> Comprimento da peça

(mm)

=> Módulo de Elasticidade Transversal (MPa)

VER TABELA 1

=> Momento de Inércia polar da seção transversal (mm 4 )

VER TABELA 8

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DISTORÇÃO

(

)

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS DISTORÇÃO ( ) onde:  => Distorção t => Tensão de torção t

onde:

=> Distorção

t => Tensão de

torção

t = G
t
=
G

(MPa)

G => Módulo de Elasticidade transversal

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(rad )

(MPa)

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

TABELA 8 – MOMENTO DE INÉRCIA POLAR E MÓDULO DE RESISTÊNCIA POLAR

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS TABELA 8 – MOMENTO DE INÉRCIA POLAR E MÓDULO DE RESISTÊNCIA POLAR Prof.

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

14.1- DEFINIÇÃO

14- FLAMBAGEM

A flambagem consiste na deformação de uma peça, causada por uma força de compressão axial, como ilustrada na figura abaixo. Como conseqüência, a peça pode perder a sua estabilidade (sofrer um colapso) sem que seu material atinja o limite de escoamento.

Este colapso sempre ocorrerá na direção do eixo de menor momento de inércia de sua seção transversal.

F L
F
L
F L EIXO DE MENOR MOMENTO DE INÉRCIA I=b.h 3 /12
F L EIXO DE MENOR MOMENTO DE INÉRCIA I=b.h 3 /12

EIXO DE MENOR MOMENTO DE INÉRCIA

I=b.h 3 /12

14.2- CARGA CRÍTICA (

F

CR

)

Denomina-se carga crítica, a carga axial que faz com que a peça venha a perder a sua estabilidade e comece a flambar.

Portanto, se flambagem.

F

F

cr

, não ocorre flambagem, e se

F F

cr , ocorre

Euler (1707-1783) foi o primeiro a estudar o fenômeno, e determinou a fórmula da carga crítica nas peças carregadas axialmente.

F cr =

2 E A

.

.

2

F cr

=> Carga crítica (N)

(N) eq. 1 (CARGA CRÍTICA)

E => Módulo de elasticidade do material ( MPa ) - Aço= 210.000 MPa

A

=> Área da seção transversal ( mm 2 )

=> Índice de esbeltez

(adimensional)

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

onde

Índice de Esbeltez ( ) => mede a facilidade ou a dificuldade que um elemento comprimido tem de flambar e é definido como sendo a relação entre o

comprimento de flambagem (

da peça. Uma peça é esbelta quando seu comprimento é grande perante sua seção transversal. Quanto maior o índice de esbeltez maior a probabilidade do elemento flambar.

f ) e o raio de giração ( R ) da seção transversal

l

=

l

f

R

Onde:

(ÍNDICE DE ESBELTEZ)

l

f

=> Comprimento de flambagem (mm)

R

=> Raio de giração (mm)

e

R =

I f MÍN A
I
f MÍN
A

Onde:

(RAIO DE GIRAÇÃO)

TABELA 6

I

A => Área da seção (mm 2 )

=> Menor momento de inércia da seção (mm 4 )

f MIN

Substituindo

2 , na equação 1, tem-se:

2 2 l f = 2 R 2  I  I f 2 
2
2 l
f
=
2
R
2
I
I f
2
f
R
=
=>
A
A
2
2
l
. A
2 l
f
f
=
=>
I
I
f
f
A
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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

 

2

.

E A

 

2

E A

 
   

F

=

.

=>

 

.

.

=>

cr

2

l

f

2

. A

 
 

I

f

 

2 .

E I

.

 

F

=

 

f

MÍN

 

cr

 

l

f

2

 

2

.

E A I

.

.

f

l

f

2

. A

(N)

2

.

E I

.

f

=>

l

eq. 2

2

f

(CARGA CRÍTICA)

14.3- COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM (

l

f )

Em função do tipo de fixação das suas extremidades, a peça apresenta diferentes comprimentos de flambagens:

do tipo de fixação das suas extremidades, a peça apresenta diferentes comprimentos de flambagens: Prof. Luiz

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37

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

14.4- CONDIÇÕES PARA USO DA FÓRMULA DE EULER

A fórmula de Euler é válida para colunas esbeltas, onde :

105 => Aço-carbono

80

=> FoFo

59

=> Alumínio

100

=> Madeira

OBS.: se 30.a.40 não existe flambagem.

14.5- TENSÃO CRÍTICA DE FLAMBAGEM (

fl

)

Tensão Crítica de Flambagem é a tensão que faz com que a peça perca a sua estabilidade e comece a flambar. A tensão crítica deverá ser menor ou igual à tensão de proporcionalidade (abaixo do escoamento) do material. Desta forma, observa- se que o material deverá estar sempre na região de deformação elástica.

F cr = fl A
F cr
=
fl
A

=>

2 . E = fl 2
2 . E
=
fl
2

(MPa)

(EQUAÇÃO DE EULER)

CRITÉRIO

fl

proporcionalidade

OBS.: Para que em uma barra não ocorra a flambagem, o valor de tensão desenvolvido pela força de compressão atuante deve ser menor que o da

Tensão Admissível Crítica de Flambagem (

fl

), isto é:

c

F

A

=

= fl
= fl

fl

onde

fl = fl S
fl
=
fl
S

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RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

DIMENSIONAMENTO

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS DIMENSIONAMENTO - NORMA ABNT NB-14 - AÇOS TABELA 1 – Expressões para aços,

- NORMA ABNT NB-14 - AÇOS

TABELA 1 – Expressões para aços, segundo ABNT NB-14

 

Índice ( )

 

Material

 

fl

(MPa)

 
 

< 105

Aço

 

fl

= 240 0,0046.

2

 

105

(Euler – def. elástica)

Aço

 

2 .

E

 

fl

=

     

2

– DEFORMAÇÕES ELASTO-PLÁSTICAS

-

DIMENSIONAMENTO

ESPECIAL

FLAMBAGEM

NO

CAMPO

DAS

Quando a tensão de flambagem ultrapassa a tensão de proporcionalidade do material, a fórmula de Euler (colunas delgadas) perde a sua validade. Para estes casos, utiliza-se o estudo de Tetmajer (colunas curtas) que indica:

 

TABELA 2 – Expressões de Tetmajer para colunas curtas

 

Índice ( )

Material

 

fl

(MPa)

 
 

< 100

Madeira (pinho)

 

fl

= 29,3 0,194.

 
 

< 80

Fofo cinzento

 

fl

= 776 12.

+ 0,053.

2

 

< 89

Aço duro

 

fl

= 335

0,62.

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ÁREAS DE FIGURAS PLANAS

FIGURA

h

h b
h b
b

b

b

a

a
a

D

D
D
d D
d
D

FÓRMULA

A = b.h

A = a

2

A =

. D

2

4

( 2 2 ) . D d A = 4
(
2
2
)
. D
d
A
=
4

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ALFABETO GREGO

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS ALFABETO GREGO Prof. Luiz Gustavo 41

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