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por escrito

revista da Escola Profissional de Carvalhais


ano 1  n.º 1  janeiro/junho 2009  distribuição gratuita

2 entrevista
Pe. Miguel Pereira,
Director do CPS e
Pároco de Carvalhais
4 contra factos
há argumentos
O dialecto SMS
7 10 textos
criativos
dos alunos
actividades
Deslocação a Vila
Nova de Gaia
e Festa de Natal
entrevista Pe. Miguel
Quem é o Pe. Miguel no CPS? Depois, temos os livros de realidade com que me deparei. Gosto muito de Direito…
Pe. Miguel Rodrigues Pereira, formação, que vão sempre cheguei a estar matriculado na
Pároco de Carvalhais e saindo… Personalidade que Faculdade de Direito da
Director do Centro de Por fim, gosto de livros ligados gostaria de conhecer Universidade de Coimbra.
Promoção Social à Filosofia. Desses, aconselho pessoalmente. Porquê? Talvez seguisse esse caminho…
todos! Desde Platão a (sem hesitar) S. Paulo! Pela
Quais os seus hobbies? Aristóteles, passando por sua personalidade, amor à Como vê a EPC no seu
Sempre que posso leio! Além Sartre e pelo Tomismo (S. verdade, coragem e cultura. enquadramento local e
disso, mais raramente, Tomás de Aquino). Pelo modo como vivia a regional?
dedico-me à pesca, viagens e à verdade na sua vida, sempre a Vejo a EPC como uma
música clássica. Qual o seu prato favorito? procurou, mesmo quando foi comunidade educativa numa
Qualquer coisa… não tenho perseguido. relação entre professores –
Que filme mais o marcou? grandes preferências. Posso alunos – pais – comunidade.
Porquê? dizer que prefiro peixe a carne Decisão que se tenha Vejo como ela foi criada, pela
Não gosto de filmes. Vejo e que gosto de comidas arrependido? preocupação em ajudar,
poucos e os poucos que vejo é magras, pratos leves. Nenhuma. Há sempre sobretudo jovens na vida que
pelas paisagens. Os filmes são pequenas coisas que faríamos têm pela frente!
ficção… e por isso não consigo Que viagem voltaria a de forma diferente, mas das
viver os argumentos. Dos fazer? Porquê? questões de fundo, não me De forma breve caracterize:
poucos que gostei, destaco o Gosto muito de viajar! arrependo de nenhuma. Professores – orientadores
Ben Hur. Nem do filme “10 Talvez a viagem que mais me de pessoas
Mandamentos” gostei… tinha, surpreendeu pela positiva foi a Que ambições tem para o Alunos – pessoas que
inclusive, erros bíblicos. que fiz à Turquia, o ano futuro? precisam de ser ajudadas,
passado. Fiquei admirado do (risos) Neste momento as embora nem sempre estejam
Que livro aconselha aos ponto vista social e económico! minhas ambições são de convencidas disso.
nossos alunos? Costumo viajar à descoberta… continuidade, de progredir e Escola – comunidade
Costumo dividir os livros que muitas vezes são colegas meus não parar. Matemática – filosofia em
leio em três categorias. Na que organizam ou consulto os números
classe dos literários, aconselho catálogos que as agências de Que pensamento orienta Juventude – alegria, que
todos os livros de Eça de viagem enviam, que têm a sua vida? devia ser, nem sempre é!
Queirós, que considero o circuitos organizados. A minha principal preocupação Preto – apenas uma cor.
melhor escritor português. Também gostei muito da é a verdade, e olho para Cristo Choro – manifestação do
Dum ponto de vista mais minha ida à Rússia (Moscovo, como sendo essa verdade. coração, podendo ser de
recente, gosto de António Kiev). Gostei de observar o alegria ou de tristeza.
Lobo Antunes e Miguel Torga, confronto entre as ideias que Se não fosse padre, o que Sucesso – realização do
um artesão de palavras. tinha pré-concebidas e a gostaria de ser? sonho.

Vejo a EPC como uma comunidade


educativa numa relação entre professores –
alunos – pais – comunidade.
Vejo como ela foi criada,
pela preocupação em ajudar,
sobretudo jovens na vida que têm pela frente!

2
sumário editorial
2 Entrevista
Uma Escola…
4 Contra Factos Um Projecto… O Futuro!...
há Argumentos

C
omunicar é darmo-nos uns aos outros e, juntos, partilhar-
6 Opinião
mos vontades, construindo (sempre) caminhos de futuro.
Textos Criativos
7 Alunos
Comunicar, enquanto acto participativo intrínseco a cada um de
nós, só se revela como tal se nele se reflectir a dimensão do nosso
querer e, através dele, se descobrir o desejo, a determinação e o
10 Tintim por tintim empenho daqueles que, connosco, apostam em caminhar rumo
à mudança, de olhos postos nesse lugar incerto a que todos
11 Actividades chamamos futuro.

As preocupações E hoje, mais do que nunca, a comunicação reveste-se como uma


14 dos alunos das ferramentas mais importantes que as organizações têm à sua
disposição para que os seus desempenhos se tornem profícuos;

15 Turismo sejam dignos de sucesso.


E nós, enquanto organização, quando acreditamos que os nossos
sonhos têm uma forte probabilidade de se tornarem realidade,
16 Informática
fazemos da comunicação um instrumento que nos ajude a con-
quistar esses mesmos sonhos.
21 Restauração
Assim sendo, “Por Escrito…” surge-nos como uma ponte, um
22 Termalismo elo de ligação, entre todos aqueles que se identificam com a
Escola Profissional de Carvalhais e nela se revêem, enquanto

23 Animador Sociocultural organização que oferece à região e ao país um projecto educati-


vo, um rumo profissional… o futuro.

24 Comunidade Educativa Aqui, “Por Escrito…”, ficará a permanente vontade que existe
em nós de partilharmos com toda a comunidade aquilo que
somos, o que fazemos, o que construímos. Aqui, “Por
25 Vária
Escrito…”, perdurará para memória futura o caminho que
escolhemos, as metas que traçamos, os troféus que conquista-
26 Passatempos
mos. Aqui, “Por Escrito…”, resistirá o nosso pranto, a nossa
desilusão, a nossa incerteza. Aqui, “Por Escrito…”, estará o
Textos Criativos
27 Professores
nosso acreditar, a nossa determinação, o nosso desejo de sonhar!

“Por Escrito…” será a nossa voz, em formato de papel, através


do qual estaremos reunidos, periodicamente, abraçando von-

ficha técnica
Revista da Escola Profissional de
tades, construindo caminhos de futuro, em torno de um projec-
to que tem rosto e se recomenda: Escola Profissional de
Carvalhais
Carvalhais.
Coordenação: “Por Escrito…” será nosso, de todos. Com ele estaremos, lado
Direcção Pedagógica; Margarida Azevedo;
Marisa Araújo; Vanessa Paiva a lado, passo a passo, crescendo no caminho do primor, em favor
Colaboração: de uma escola, de um projecto, do futuro.
Comunidade Escolar; Fernando Ribeiro
Tiragem: 1000 exemplares
Design e Paginação: José Manuel Tavares
Inês Ramos - inesramos.designer@gmail.com
Impressão: Tipografia Beira Alta
(Director Pedagógico da EPC)
Distribuição gratuita

3
contra factos há argumentos
O Dialecto SMS
OMG – Oh my God!
Adrt – adoro-te
Amt – amo-te
Xkec – esquece
Dsclp – desculpa
Gmdt - gosto muito de ti
Bué – muito
Mxm – mesmo
<3 – amo-te
Qq – qualquer
Pq – porque

:
Bjx – beijos

S
Dp – depois

S M
Poix – pois
PC – computador
Beiinho – beijinho
TQM – Te quero muito

l i t i s m o Dahh – parvo

ou faci
LOL – lots of laugh
Yap – sim

código
XP – lingua de fora
N – não
gua portuguesa, e a linguagem
Neps – não
encontrar exemplar desta escrita coloquial das SMS. Isto explica-
até mesmo nos testes escritos. se, se tivermos em conta a ex- Beca – bocado
Totil – muito

A
língua é um instrumento vivo Qual a reacção dos alunos quan- posição demasiado longa dos
e em constante mutação, mas do um professor faz a distinção jovens à Internet, ou a utilização Ffs/ffx – fofos
também é um bem valioso e a entre a grafia certa e a errada, facilitada do telemóvel, com os Mnh – minha
sua simplificação pode empo- quando lhes explica que não é baixos índices de leitura pratica- Sms /msg – mensagem
brecê-la, na medida em que afec- assim que se escreve determina- dos. Fds – fim-de-semana
ta a sua diversidade. da palavra? A resposta é, inva- Jovens impacientes, não são pes- Axo – acho
A era das novas tecnologias riavelmente, “assim percebe-se soas acostumadas a ler extensos Pexoas – pessoas
entrou em grande força nas na mesma o que queremos di- romances ou livros, do princípio
Tb – tudo bem
vivências da nossa juventude, zer”. Para os alunos é apenas isso ao fim. Estão acostumados à lin-
sobretudo com o uso do telemó- que importa. guagem da Internet, concisa e Tbm – também
vel e da Internet, mudando os Uma coisa é a escrita de uma lín- objectiva. Scola – escola
hábitos de escrita e de comuni- gua segundo as regras, outra A maior parte dos jovens, que :) – sorriso
cação no mundo inteiro. coisa são sinais combinados que usa este tipo de linguagem, em Ps – pois
A digitação rápida e a produção tornam possível a comunicação. exagero, no futuro terá grandes Ent – então
de mensagens instantâneas con- Em vez dos “danos” que, inevi- dificuldades em escrever correc- Ns – nós
correm com a produção de textos tavelmente, trará à língua, estas tamente em português. Pguntr – perguntar
escritos à mão no papel. A escri- formas de comunicação deviam A situação será mais ou menos Pxo – posso
ta de SMS (short message ser- servir para aumentar a preocu- grave de acordo com o grau de
Tnh – tenho
vice) democratizou a escrita a pação com a aprendizagem do alfabetização das pessoas. Entre
pessoas que nunca escreviam português nas escolas. as pessoas mais cultas, a utiliza- Tns – tens
nada, expondo-as à necessidade No que se refere às novas gera- ção de síncopes ou sinais mais Mlhr – melhor
de o fazerem diariamente. ções, ainda em formação, é reduzidos, não acarreta qualquer Agr – agora
Qual o objectivo desta escrita em grande a confusão que se esta- prejuízo. Noutros casos, o “pre- Ota – outra
“código”? Será simplificar? Será belece entre a norma culta da lín- juízo” será inegável. Uma coisa é Pa – para
comunicar mais depressa? uma pessoa que já tem conheci- Gst – gosto
A intenção dos jovens será a de mentos sólidos da língua e Mndr – mandar
poupar letras, mas as palavras
Em vez dos “danos”
aprende uma espécie de “código” Cmo – como
acabam por se transformar num que, inevitavelmente, para simplificar a escrita; outra
Nd – nada
código que parece não fazer sen- trará à língua, estas são os jovens que, em fase de
tido, tornando-se por vezes, difí- aprendizagem, muitas vezes têm M – me
formas de Ms – mas
cil de decifrar. O objectivo é, grandes dificuldades em escrever
sobretudo, a simplificação. Co- comunicação deviam correctamente e que, ainda por Oje – hoje
municar mais e mais depressa, servir para aumentar cima, leva com este “dialecto” Rsp - resposta
permitindo-lhes assumir o meio a preocupação com a que em nada ajuda na sua apren-
escrito como se fosse oral. dizagem. Recolha efectuada nas
aprendizagem do
Este cenário encontra-se em turmas de TIG 3º e AS 3º
todas as escolas, abrangendo português nas Ana Paula Macário
todos os jovens, sendo possível escolas. Professora
4
Escrita SMS:
uma nova linguagem?
A
língua está sujeita a alterações, quer ao nível da expressão oral, quer ao
nível da expressão escrita. Alterações estas que, segundo os entendidos,
facilitam de algum modo a utilização e funcionamento da língua…
Mas nem todas as alterações a melhoram. É o caso desta nova tendên-
cia, a chamada “linguagem SMS” que, além de negligenciar muitas
das mais elementares regras da nossa língua, utiliza letras que, até
há bem pouco tempo, não faziam sequer parte do nosso alfabeto.
Será isto correcto? Não será com certeza. Esta tendência começa
a tomar proporções verdadeiramente assustadoras. E digo as-
sustadoras, porque gera inúmeros constran-
gimentos. As gerações mais jovens come-
çam a não saber escrever… E as suas limita-
ções ao nível do desenvolvimento linguísti-
co saltam à vista. Como poderá, então, ha-
ver evolução, se a nossa língua materna se
perde ao ritmo de mensagens escritas?
É esta a realidade de hoje… Cada vez mais cedo as
crianças começam a ter acesso às tecnologias mo-
dernas e, consequentemente, a esta nova forma
de expressão escrita,
que sem que estas se
apercebam, surgem
como um obstáculo à
sua aprendizagem, in-
capacitando-as na aqui-
sição de competências de
base. E este facto comprova-se fa-
cilmente: basta abrir um cader-
no da escola, ou até mesmo
um teste. A má escrita está
presente em cada vez
mais tipos de registo es-
critos. E isto é grave. Um
jovem utilizador deste género de linguagem
encontra-se limitado na sua busca individual
de sucesso, por muito inteligente que seja.
Dificilmente alcançará um bom posto pro-
fissional, por exemplo, uma vez que nem
apetência para redigir um texto possui.
Assim, estes pequenos exemplos demons-
tram que, por vezes, algo que vemos como
prático e inofensivo, pode acarretar conse-
quências que podem condicionar todo o nosso
processo individual de evolução.

Diana Martins
Técnico de Turismo 3º ano
5
opinião

r o f i s s i o n a l
Ens ino P m p e t e n t e ?
n s i n o Co
ou E nosso entender, importa eviden-
ciar:
• A Reforma do Ensino Superior
proveniente da “Convenção de
Bolonha”, reestruturando os
cias. Na realidade, se ao tradicio-
nal “Ensino Profissional” dirigido
reforçadamente para o “saber-fa-
zer”… para a dimensão prática…
para o COMO SE FAZ, se associa-
Quem trabalha com a Técnica é • A rede de “ensino profissional” ciclos de estudo (1.º Ciclo – Li- rem as “competências” da maiêu-
um Profissional… alargada aos estabelecimentos cenciatura; 2.º Ciclo – Mestra- tica “socrática” e, daí, se estimular
(Anónimo) de ensino de ensino público do; 3.º Ciclo – Doutoramen- a “dúvida” metódica do PORQUE
tradicionalmente “vocaciona- to), reforçando a importância SE FAZ… então rapidamente ca-

O
convite que nos foi dirigido dos” para os cursos de carácter do ensino das/pelas compe- minharemos para um Ensino
pela Escola Profissional de geral; tências e estimulando a mobi- Competente:
Carvalhais, na pessoa do Sr. • A proliferação de ofertas for- lidade internacional dos alu- • Mais do que trabalhar com a
Prof. Vítor Fernando, para parti- mativas, na mesma região e nos e docentes. técnica é saber questioná-la…
lhar/testemunhar o nosso ponto nas mesmas áreas (apresen- À luz deste enquadramento, a for- • Mais do que o volume de co-
de vista sobre a importância do tadas simultaneamente pelas mação em contexto de trabalho nhecimento apreendido é sa-
Ensino Profissional, constitui, escolas profissionais e pelas assume singular importância e bê-lo aplicar em contexto de
desde logo, motivo de enorme escolas secundárias); constitui um factor distintivo no trabalho.
regozijo, não só institucional, • O desenvolvimento, por parte processo formativo de um futuro • Devemos preparar os nossos
como também pessoal. dos Estabelecimentos de En- “profissional”. Neste domínio, o futuros profissionais não só
O actual contexto onde se insere sino Superior, de Cursos de estabelecimento de parcerias en- para as respostas (sei fazer),
todo o Sistema de Ensino está Especialização Tecnológica tre escolas, empresas e outras como também para as pergun-
assinalavelmente marcado por (CET’s), em parceria com en- entidades assume-se como vector tas (porque se faz).
profundas alterações. Este novo tidades públicas e privadas estratégico para a afirmação do Se nos é permitido, deixamos um
paradigma escolar está alicerçado (entre as quais se destacam as Ensino Profissional. Um exemplo merecido testemunho dos vossos
em algumas dimensões que, no Escolas Profissionais); desta realidade é o que tem sido alunos que passaram pelo Ins-
feito entre a Escola Profissio- tituto Piaget e que, competente-
nal de Carvalhais e o Instituto mente nos interrogaram e profis-
á-la…
a é sabe r question Piaget de Viseu. sionalmente exerceram a sua Mis-
ar co m a técnic Mais do que permitir uma expe- são.
ue trabalh
Mais do q o riência profissional aos jovens que
apreendid
d e co n h ecimento estão em fase terminal de ciclo de Fernando Ribeiro Mateus
e
ue o volum e trabalho
. estudos (através de um estágio Instituto Piaget – Campus
Mais do q r e m contexto d
ap li ca curricular), tem-se vindo a confir- Universitário de Viseu
é sabê-lo
mar como sendo uma evidência do
para as
p ro fi ss io nais não só ensino virado para as Competên-
ros .
ossos futu ue se faz)
e m o s p re parar os n a s p e rg u ntas (porq
Dev para
o também
a s (s e i fa zer), com
respost

6
alunos textos criativos
flash interview
Miguel Cardoso (AS 3º)
Uma série de televisão: “Dead Zone”.
Um livro (ou mais): “O Medo”, de Al Berto.
Um filme: “Twilight”.
Uma voz: A da minha mãe.
Um álbum: Black Holes and revelations,
Muse.
Uma mulher/um homem: Os amigos.
A viagem da sua vida: Japão.
Livro Um retiro favorito: A floresta.
Objecto de estimação: As minhas luvas.
O retrato de Dorian Gray Um luxo de que não prescinde: A minha
família.
Numa breve crítica a este livro devo dizer que fiquei Um vício confessável: Tabaco.
surpreendida com o irlandês Oscar Wilde por exceder Personalidade que mais admira: Eu.
as minhas expectativas, não pela sensação de magia e Lema de vida: Viver um dia de cada vez.
mistério que a leitura provoca em nós, mas sim pela
facilidade que o autor encontrou ao passar o seu lega-
Isabel Prates (professora
do de forma simples e eficaz atendendo ao tipo de
público requisitado, sendo maioritariamente jovem. de Português)
Contudo, acho que não merecia tal rótulo, a meu ver Uma série de televisão: “Allô! Allô!”.
todos deveríamos abdicar do nosso tempo ocioso e ler, Um livro (ou mais): “As Brumas de
seja qual for a nossa idade ou modo de pensar. Avalon”, de Marion Zimmer Bradley
Aqui o autor retrata a beleza ilusória que todos nós, em e “A Sibila”, de Agustina Bessa-Luís.
Um filme: “África Minha”.
algum momento, julgamos nela ver a cura para as nos-
Uma voz: Interior, um “grilo” falante, muito
sas inquietações mais profundas e constantes. É certo exigente comigo, tão tolerante com os outros.
que, cada indivíduo se identifica de maneira diferente Um álbum: “Queen alive at Wembley”.
ao contemplar qualquer que seja o tipo de arte, neste Uma mulher/um homem: A minha
caso o autor vai mais longe e deixa implícita a men- mãe/Nelson Mandela.
sagem de que mais vale um espírito com ideias fixas, A viagem da sua vida: A que ainda não fiz,
boa índole e um intelecto desenvolvido durante toda porque a vida é primeiro para os filhos. Talvez
um dia viaje sem ser à volta do meu quarto.
uma vida, do que uma curta passagem pela leviandade
Um retiro favorito: Uma praia deserta, com
e imprudência que achamos ser possível enquanto um livro de poesia.
belos e jovens senhores da razão e dos actos desmedi- Objecto de estimação: Vários. Todos livros.
dos, sem que haja problemas maiores. Um luxo de que não prescinde: Tempo de
Tudo isto e muito mais é nesta história demonstrado qualidade para partilhar afectos com os meus
de forma fictícia, mas não obstante da realidade, pois filhos.
Um vício confessável: Ler. É um vício
existe um preço a pagar pela juventude, e o elixir da
muito caro.
vida traz consigo as consequências para qualquer um Personalidade que mais admira:
dos nossos actos. Mandela. É de admirar alguém que consegue
Agora se quiserem ver o preço que Dorian Gray pagou superar o azedume das injustiças, que sofreu
pela sua tão desejada beleza eterna, fica aqui a para construir um mundo melhor e mais justo
recomendação para folhearem o livro. para todos. Sem o ácido da vingança.
Lema de vida: Frontalidade, esforço e muito
Alexandra Almeida Ferreira carinho.
Turismo, 1º

7
textos criativos alunos
“O Canastro de ossos” O princípio do fim
(prelúdio para uma noite memorável)
rancisco Manuel, que morava em Carvalhais, perto de Inglaterra,
F precisamente já ali, na ternura dos seus 74 anos, andava alegre-
mente a descobrir as redondezas das quintas vizinhas quando se
No amanhecer daquele dia
Pela madrugada,
deparou com um passarito que tinha tido um ataque cardíaco e caiu Despertei com a alegria
no meio de um silvado. O homem, muito aflito com aquela situação, De ter tudo e nada…
desatou a correr ao encontro do passarito e, quando deu por si, estava
num túnel onde as silvas tapavam a entrada. Quando ía para agarrar Dia que com ânsia esperei,
a ave escorregou numa silva molhada e caiu de 30 metros de altura, Como um dos mais felizes da vida.
dentro de um poço de água muito suja. Até que chorei…
Quando conseguiu sair do poço, por um buraco de ratos, deparou com Talvez por imaginar a partida…
a luz do dia. Como os ratos estavam todos mortos, garantiram-lhe a
sobrevivência durante 3 dias, até que por fim, quando os ratos Com o passar da noite perfeita,
estavam mesmo a acabar ele, sem saber o que fazer, lembrou-se dos Percebi a importância
avós, com quem morava, pois os pais eram muito novos para cuidar Daquilo que se aproveita,
dele e estavam no estrangeiro para ganhar dinheiro para lhe propor- Antes e depois da infância…
cionar uma infância melhor.
E quando finalmente vi os sorrisos
Quando finalmente atingiu a luz do dia reparou numa igreja, que era
Notei que naquele espaço estava metade de mim…
fora do comum pois apesar de não ser utilizada há muito tempo ainda
Assim como muito não é preciso
mantinha no interior marcas de antigos rituais satânicos. Assustado,
Para vermos que ali… é o princípio do fim.
resolveu sair a correr para tentar encontrar outro caminho para
regressar a casa. Então deparou-se com um velho canastro feito de
palha e cabelo humano. Estava a observar esta estranha obra quando, Jil Coelho, nº 7, TIG3º
subitamente, começou a chover torrencialmente, a igreja desmoro-
nou-se com grande estrondo e ele resolveu entrar no canastro para se
proteger da tempestade e das pedras da igreja que voavam em todas
as direcções. Quando abriu a porta, que tinha como maçaneta dentes
humanos, vários ossos cairam sobre ele. Levantou-se aterrorizado Que desagradável sensação
mas quando tentou sair a porta dava agora para uma vala de 500 me- Esta de pensar com o coração
tros de fundura. Como não conseguiu parar a tempo começou a cair, E que só nos sabe magoar.
caiu, caiu e nunca mais chegava ao fundo. Passados 3 meses de monó-
tona viagem deu conta estava prestes a embater violentamente num Contudo há imaginação
gato que se aproximava a alta velocidade em sentido contrário. Sentiu Para nos distrairmos
um calor muito frio e subitamente acordou com o pai a molhá-lo com Do penoso coração.
uma vassoura, pensando que ele estava em coma, dizendo-lhe que
tinha regressado do estrangeiro e que tinha uma prenda para ele na Imaginação
cozinha. Ele foi a grande velocidade ver o que era a prenda e deparou- Que vagueia pelo infinito
-se com um canastro de formas idênticas às do seu sonho. Ao ver isto Sem ter pressa
teve um ataque cardíaco e morreu. Mas lá está o coração
A puxar-nos
Ana Isabel n.1, Ana Lúcia n.3, Bruno n.6, Fábio n.11 (TR 3º) Para a triste razão.

Para quê existir


O que eles pensam… Para quê existir
Se não se pode voar
por escrito Sem nada para entreter
Limito-me a observar
onheci esta escola graças ao Bioparque, quando aqui vim passar
C um fim-de-semana através da minha antiga escola. Na altura, não
sabia bem o que queria seguir quando acabasse o 9º ano, por isso,
A minha vida é assim
Não tem destino de ir
nesse mesmo fim-de-semana tomei conhecimento dos cursos que Como um jardim sem flores
iriam funcionar aqui na Escola Profissional de Carvalhais e fiquei Sem ficar nem esperança de partir
desde logo interessada em inscrever-me no curso de Turismo.
Quando consegui vir para cá, fiquei muito contente, porque tinha fica- Um olhar distante
do com uma boa impressão aquando da minha primeira visita. Feliz- Um olhar aqui
mente, depois de aqui estar há sete meses, as minhas expectativas não Observo o mundo
foram defraudadas. E tenho saudade de ti
Posso referir também que a escola ganha bastante com os espaços ao Saudade falsa
ar livre de que dispõe e que também possui boas condições estrutu- Contigo ao pé de mim
rais. Sinto a tua falta
Para finalizar, só quero dizer que tenho imensas expectativas, relati- É irónico amar assim.
vamente aos próximos três anos e que o meu futuro começará a partir
daqui, da Escola Profissional de Carvalhais. André Marques Nobre Nº4 TR3º
Raquel Cunha – Técnico de Turismo, 1º ano
8
Pensar em vez de sentir A minha experiência na
Reflicto no pensar
Indeciso de sentir
Porque um faz-me chorar
Escola Profissional de
Mas outro faz-me rir
Carvalhais
Olho para todos
m Setembro de 2006 iniciei na minha vida uma nova etapa, que nunca
Em redor da minha dor
E sofro com ambos
Preso no seu odor
E pensei que me marcasse tanto.
No início enfrentei algumas dificuldades, uma vez que, não pertencendo a
esta zona e, por conseguinte, não conhecendo ninguém, foi como se estives-
Sangro do pensamento
se a nascer de novo… longe da família, dos amigos que sempre conheci.
E jorro no sentir
Contudo, rapidamente fiz os “meus amigos”, que espero, prevaleçam para
Porque um passa com o tempo
o resto da minha vida.
Mas outro acaba por me destruir
Muitos foram os que se assinalaram no meu percurso, desde professores,
Fogo da minha alma funcionários, colegas, e também outras pessoas que em nada eram ligadas a
Incendeia o coração esta instituição. Sei que poderia referir nomes e o quanto significaram para
Porque ele é uma chaga mim, mas sei que se o tentasse fazer, acabaria por falhar em algum momen-
Que atormenta a ilusão to, pois felizmente “fui ganhando” muitos amigos e pessoas queridas. Cons-
truí uma nova rede de afectos, que a pouco e pouco, me foi definindo e trans-
E assim corpo perdido formando naquilo que estou a tentar ser.
Aceita o pensar E agora que estou prestes a seguir outros caminhos, chegado ao final do meu
Pois já estás tão ferido curso, penso nestes três anos que findam e no que significaram para mim. A
De tanto, tanto amar minha história passou por aqui. E quando chegar o dia final e as lágrimas me
correrem pelo rosto, não me importarei, nem tão pouco me envergonharei,
António Miguel Oliveira Campos, nº 5 TR3º pois serão lágrimas de alegria e da saudade que irei sentir deste local que foi
a minha casa, e desta gente que foi a minha família, durante três belos anos...
Por isso, no dia em que partir, poderei dizer, com gratidão: “Aqui fui feliz!”

Jil Coelho, Finalista do curso de Técnico de Informática de Gestão


Pensar e sentir
Tudo tão diferente
Sentindo só por sentir
Com um pensar tão distante. Uma lágrima
Algures onde estás um dia de trabalho, na ceifa, todos os camponeses, esfomeados, se
Pensas pela razão,
Mas não passarás
N libertaram do cansaço para irem conviver e comer.
Nessa noite, num amigável jogo de cartas, dois grandes amigos, um homem
Se não sentires pelo coração. e uma mulher, formaram uma dupla fantástica, eliminavam todas as outras
equipas, abraçando-se e felicitando-se pelas suas vitórias. Passado algum
Não podemos separar
tempo, sempre nas mesmas rotinas, o jovem conversava com o grupo de
O coração e a razão,
amigos e, em plena consciência, falava da melhor amiga, dizendo que ela
O sentir e o pensar,
tinha nele uma confiança cega. Eles gozaram com ele, dizendo que ela não
Porque todos nós sabemos
confiava nada nele e então decidiram fazer uma aposta em como ele não era
Que tudo está ligado,
capaz de namorar e desonrar a sua melhor amiga e depois abandoná-la.
Nada é como queremos.
Assim fez, e o rapaz um pouco confuso e sem pensar nas consequências co-
Nada pode mudar, meçou a tentar conquistá-la. Com as provas de “amor” e as tentativas de
Tudo é como é, conquista, a sua melhor amiga começou mesmo a ficar apaixonada por ele.
O coração não pensa Com o tempo começaram a ter uma relação íntima, ela confiava total-
E a razão nunca sente. mente nele, até porque era o seu grande e único amor e deixou-se envolver
por completo. Desta relação resultou uma gravidez, que não estava pre-
Ana Lopes, nº2, TR3º vista na aposta. O rapaz, desesperado por as coisas se terem descontrola-
do, ficou sobretudo contrariado porque não se queria prender já a alguém.
Ficou uns dias a pensar no caso e decidiu que tinha de a abandonar, resolvia
dois problemas, ganhava a aposta e não ficava preso a uma responsabili-
dade que não queria.
O sentimento do coração, da razão e da arte A rapariga, desesperada, dirigiu-se para uma rocha, onde tinham
Sinto e volto a sentir começado a relação e deixou cair sobre ela uma única lágrima, que
Penso e volto a pensar escorreu, deixando uma marca tão profunda, que até fez tremer a terra.
Pois sinto com o coração As pessoas dessa aldeia estranharam o tremor de terra, e passados
E repenso se tenho razão. alguns dias encontraram a rapariga, já morta, deitada numa cova da
pedra, que tinha sido feita recentemente por uma lágrima de amor.
Mas de tanto sentir Afinal este “melhor amigo” mostrou que não era uma pessoa sincera e
Ou de tanto pensar verdadeira, pois tornou-se no pior inimigo que alguma pessoa poderia
Nas mãos fico com o coração ter, portanto nunca devemos confiar totalmente em alguém, pois
E não chego a nenhuma conclusão. podemos magoar-nos.

Marina Soraia Lomba, nº17, TR3º João Marcelo nº12, António Campos nº5, Ricardo nº20,
Tamára nº23 (TR 3º)
9
tintim portintim

A nossa experiência
nuns estúdios
de televisão

N
o dia 12 de Dezembro de 2008, alguns alunos da Escola
Profissional de Carvalhais, a convite da Endemol, deslocaram-se
a Lisboa, com a finalidade de assistir às gravações de um progra-
ma de televisão.
A viagem de autocarro foi um pouco cansativa, mas ao mesmo tempo,
repleta de diversão. Éramos um grupo bastante animado, todos par-
ticiparam nas brincadeiras… Cantámos juntos, contámos histórias e
tirámos fotos (um pouco desfocadas, mas não eram más de todo).
Chegados finalmente ao estúdio, a euforia era notória. Todos estavam
ansiosos por ver e conhecer as maravilhas da TV. A verdade é que
aqueles estúdios têm, realmente, o seu lado fascinante. Mas também
têm outro lado, um pouco como uma “realidade escondida”, pois o que
se vê nas nossas televisões, não corresponde à realidade de que nos
apercebemos quando assistimos em directo, às gravações de um pro-
grama.
Dia Europeu das Línguas Assim, tudo parecia um pouco teatral, quase dramatizado: o público
não era assim tão vasto (ao contrário do que se pensa) e o próprio
palco não possui, também, as dimensões que pensamos. Apesar destas
26 de Setembro de 2008 referências, não estamos de todo, a demonstrar desilusão, mas sim a
fazer transparecer aquilo que mais nos surpreendeu. Isto porque foi

T
endo em conta os objectivos delineados pela Comissão realmente marcante ver de perto, pessoas que nos habituámos a ver à
Europeia, os Departamentos de Língua Materna e de Línguas distância, na televisão, filtradas por maquilhagens, por efeitos de luzes
Estrangeiras levaram a cabo uma série de actividades e truques de câmara…
(descritas no formulário de Proposta de Actividade). Assim, cabe- Foi, então, uma experiência única e inesquecível, pois ao contrário do
-nos referir que todas as iniciativas, pensadas para assinalar esta que se possa pensar, experiências como estas, só nos enriquecem cul-
efeméride foram concretizadas, envolvendo todos os destinatários turalmente.
para os quais foram pensadas. Deste modo, o dia em apreço foi
pensado no espaço de aula, através de actividades reflectidas em Joana Carvalheira, Turismo 1º
conjunto pelos elementos dos departamentos dinamizadores da Sabrina Pinto, Turismo 1º
proposta, tendo sido igualmente assinalado durante a hora de
almoço, por ter sido elaborada uma ementa adaptada ao espírito
requerido pelo dia. Para a concretização deste ponto, devemos
agradecer aos que tornaram esse objectivo uma realidade: a Dª Visita de estudo à Universidade
Fernandina, a professora Sara Bento, o professor João Eustáquio,
as funcionárias da cantina escolar e muito especialmente, alguns de Trás-os-Montes e Alto Douro
elementos da turma do 3º ano de Restauração, que confec- No dia 19 de Novembro de 2008, os alunos do 1º e 3º ano do curso
cionaram a sobremesa para toda a comunidade escolar. de Técnico de Informática de Gestão, visitaram as instalações da
Enfatizamos este ponto, tendo em mente o espírito subjacente a UTAD e participaram numa conferência técnica de informática,
qualquer actividade organizada para a comunidade escolar: a par- com a apresentação do projecto Smart Containers, classificado em
tilha e o envolvimento. A todos, o nosso bem-haja! quarto lugar no concurso mundial, Imagine Cup 2008, promovido
pela Microsoft.
As Coordenadoras dos Departamentos de Língua Esta actividade revelou-se de extrema importância, nomeadamente
Materna e de Línguas Estrangeiras, no que diz respeito à apresentação de novas ferramentas e técnicas,
Marisa Araújo e Vanessa Paiva que despertaram um grande interesse nos alunos da EPC, con-
tribuindo para o seu enriquecimento cultural e humano.

10
actividades
Deslocação a
Vila Nova de Gaia
Assistência da peça de teatro: “Felizmente
há luar!”, de Luís de Sttau Monteiro

N
o dia nove de Fevereiro de O mote para a realização desta
2009, três turmas do ter- actividade foi, obviamente, o
ceiro ano, da Escola Pro- facto de esta peça fazer parte do
fissional de Carvalhais, deslo- programa da disciplina de Por-
caram-se a Vila Nova de Gaia, tuguês, havendo por isso, uma
com a finalidade de assistirem à adequação pedagógica e didácti-
representação de um texto dra- ca, mas houve ainda um aspecto
mático leccionado nas aulas de determinante que foi tido em
Português e representado pelo consideração: a simples assistên-
Teatro Experimental do Porto. cia a uma peça de teatro. Isto

porque, sabemos que, de outra Julgamos, então, que sempre que


forma, grande parte dos nossos houver possibilidade, este tipo de
alunos não teria a possibilidade actividades devem ser dinami-
de assistir a uma encenação, le- zadas, dada a sua pertinência
vada a cabo por uma companhia pedagógica e o seu carácter deci-
profissional de teatro Assim, o sivo e o facto de se accionar, des-
departamento de Língua Ma- te modo, uma proficiência cul-
terna considera que esses dois tural que consideramos funda-
objectivos, enquanto factores mental proporcionar aos nossos
mobilizadores, foram plenamen- alunos.
te cumpridos, uma vez que as
manifestações posteriores dos A Coordenadora do
alunos nos permitem chegar a Departamento de Língua Materna
essa conclusão. Marisa Araújo

Halloween • Atreve-te a ler!... No dia 31 de Outubro, associado ao Halloween ou Dia das Bruxas, o Departamento de Línguas
Estrangeiras decidiu assinalar esse dia com um convite ao sombrio e assustador.
Com um cartaz apelativo onde se podia ler “Atreve-te a entrar!...”, toda a comunidade escolar foi convi-
dada a entrar numa sala da Escola, de forma a conhecer e experienciar o imaginário do Halloween. Nas
mesas foram dispostos diversos cartazes com informação relativa às origens desta comemoração, à
origem do nome “Halloween”, aos pratos típicos, costumes e crenças várias dos diferentes países que
celebram o feriado. Abóboras esculpidas com velas no deu interior, teias de aranha de plástico e velas
foram espalhadas entre os cartazes. O ambiente escurecido e a reprodução de sons relacionados com o
imaginário do “Halloween” garantiram à sala um ambiente soturno, característico desta comemoração.
Bobbing for Apples, um jogo associado às comemorações deste dia em países como Inglaterra, Irlanda
e Estados Unidos, foi também recriado. Num recipiente com água, foram colocadas maçãs a flutuar e
cada participante teria de retirar uma usando somente a boca, sem o auxílio das mãos.
Assim, durante todo o dia, (das 10h às 16h), grupos de alunos, professores e funcionários da Escola visitaram a sala. No seu interior, alunos
do 1º ano do curso Animador Sociocultural, caracterizados de personagens típicas desta celebração, reforçaram o ambiente lúgubre que se
pretendia alcançar pregando pequenos sustos aos visitantes!
Há quem diga… que a partir desse dia… se começaram a sentir estranhas correntes de ar e a ouvir vozes misteriosas na sala seis… ninguém
ainda conseguiu explicar o fenómeno!
Vanessa Paiva, Coordenadora do Departamento de Línguas Estrangeiras

11
actividades
Técnicos de Turismo
visitam referências de Viseu
s alunos de Técnico de Turismo 1º ano, no âmbito das disciplinas
O de HCA e TCAT, acompanhados pelas professoras Rosália
Marques e Elsa Lemos, iniciaram viagem no dia 20 de Fevereiro, pelas
nove horas da manhã, com destino à cidade de Viseu, onde visitaram o
Museu Grão Vasco e a Agência de Viagens Travel Gate.
Guiados pelo Director da Agência, os alunos tiveram o privilégio de
tomar conhecimento do trabalho efectuado por especialistas desta área,
dando-lhes, de igual modo, dicas sobre como lidar com os clientes, bem
como acerca todo o processo da venda de uma viagem.
Ainda na agência, o director pô-los a par das novas tendências do turis-
mo e tiveram ainda a vantagem de levar consigo algumas brochuras à
escolha. Foi bastante enriquecedor, tanto a nível cultural como profis-
sional, já que estiveram perante um testemunho que fomentou em todos
os alunos o interesse e a curiosidade de vir a executar mais tarde a
profissão.

A Festa de Natal Posteriormente, deu-se início à segunda parte da visita, mais propria-
mente ao Museu Grão Vasco, localizado junto à Sé de Viseu. Antes da
visita ao Museu, tiveram oportunidade de aplicar os conhecimentos já
adquiridos em História e Cultura das Artes, ao vislumbrar todo o interi-

N
o dia 17 de Dezembro de 2008, a Escola
or da Sé da cidade. Por volta das duas da tarde seguiram, então, para o
Profissional de Carvalhais uniu-se em torno de interior do Museu, sendo guiados por uma profissional da área que lhes
um objectivo comum: fazer uma grande festa de deu a conhecer o historial do edifício onde o Museu se encontra implan-
família. E esse foi mesmo o mote escolhido, sendo que tado, bem como as principais obras do mestre de pintura visiense - Grão
os alunos e respectivos directores de turma procu- Vasco.
raram responder a esse desafio, organizando activi- Esta foi, sem dúvida, uma visita em que os alunos puderam alargar os
dades que, de alguma forma fossem ao encontro não conhecimentos obtidos nas aulas, tornando-se estes úteis também para
só do tema, mas também da ambiência característica a formação de um(a) futuro(a) técnico(a) de turismo.
desta época festiva.
Alexandra Ferreira nº1, Joana Carvalheira nº 12,
Assim, naquilo que acabou por ser uma metáfora
Técnico de Turismo 1ºano
constante, as apresentações organizadas foram-se
sucedendo, mostrando a cada um dos que assistiram,
que os nossos alunos constituem, por si só, uma
grande família, subdividida em pequenas famílias,
que são as suas turmas. Deste modo, as expectativas
individuais e colectivas terão sido cumpridas, uma vez
que o empenho e esforço de todos assim o determinou,
unindo-nos a todos no nervoso miudinho que ante-
cipou cada intervenção.
Mas a noite da nossa festa também foi uma home-
nagem: ao mérito de uma aluna do ano lectivo anteri-
or, que, por se ter determinado, alcançou a melhor
média, no seio dos alunos finalistas. Assim, a Tânia
Marques, aluna do curso de Termalismo, teve direito a
um momento só seu, quando lhe foi entregue, pelo
Director Financeiro da escola, um cheque de quinhen-
tos euros, como prémio do seu esforço. E depois de
umas breves palavras, ficámos a saber que esta nossa
aluna prosseguiu os seus estudos no ensino superior e
que a formação que aqui terá recebido a auxiliou no
cumprimento desse propósito.
Resta-nos, então, finalizar com uma expressão de
agradecimento a todos os que generosamente se
envolveram durante dias a fio. A todos os que ensaia-
ram, que decoraram, que cantaram,… Enfim, a todos
os que transformaram aquele Natal, num Natal de ver-
dadeira união.
O nosso bem-haja!

Marisa Araújo

12
PR5 N
o âmbito do módulo 12 – Animação em
Destinos Turísticos, os alunos do 3º ano 11 turmas
do Curso de Técnico de Turismo no dia 3
de Março realizaram o percurso pedestre PR5
– trilho medieval na freguesia de Cambra, con-
11 filmes
celho de Vouzela. Os alunos participaram Visto que o cinema é
igualmente numa actividade de animação de- uma realidade
signada por “Peddy-Paper fotográfico” ao presente na vida dos
longo do percurso. Esta visita de estudo teve alunos da EPC, o
como objectivo proporcionar aos alunos o con- Departamento de
tacto com este tipo de equipamentos e infra- Ciências Sociais
estruturas e consequentemente levá-los a decidiu usar esse
perceber a importância que têm para o desen- instrumento para
volvimento local ao nível da restauração e do alertar e explorar
alojamento. alguns problemas
O turista desloca se com um objectivo muito sociais das sociedades
claro, ou seja, aproveitar os recursos (em sen- contemporâneas.
tido amplo) assim como praticar determinadas Entre os dias 26 de
actividades. Por tal há que oferecer-lhe a pos-
Janeiro e 6 de
sibilidade de o fazer: esta é a função dos
Fevereiro foram
equipamentos e infra estruturas de distracção
e de acesso aos recursos (utilização e explo-
exibidos vários filmes
ração dos recursos turísticos). O percurso que permitiram às
pedestre PR 5 - trilho medieval, enquadra-se turmas envolvidas o
nos equipamentos ligados à natureza. debate e a exploração
Depois de se criar 5 equipas, foi distribuído um de determinados
mapa e uma serie de fotografias (pormenores) assuntos abordados
para serem identificadas durante o percurso nas disciplinas de
pedestre. A equipa vencedora foi aquela que Área de Integração e
mais fotografias reconheceu. Psicologia.
O percurso pedestre iniciou-se no largo do Os filmes exibidos
cruzeiro, no ponto central da freguesia de foram:
Cambra, aqui o cenário envolvente atesta um O Bom Rebelde –
passado rico em história, podendo-se admirar TR1º
o imponente brasão do solar de Cambra, uma I am Sam – AS1º
casa oitocentista, com capela. O Clube dos
As equipas depois de definirem a sua estraté- Poetas Mortos –
gia seguiram em direcção à igreja paroquial de
TUR1º
Cambra, um edifício barroco do Séc. XVIII,
Mentes Perigosas
ornado por duas torres sineiras. A actividade
continuou pelo caminho do calvário, em
– TIG1º
direcção a Cambra de Baixo. Neste troço, A Vida é Bela –
embelezado por um aqueduto em pedra, a TR2º
ruralidade está expressa na paisagem. Capitães de Abril –
Chegados a Cambra de Baixo, bela pelo cinzen- TIG2º
to granítico das suas casas, as equipas Uma Mente
tomaram rumo em direcção ao ex-líbris da Brilhante –
freguesia, a Torre Medieval de Cambra. Esta TERM2º
ligação foi feita por uma quelha murada, muito Colisão – TR3º
estreita, que serve de ligação entre a dita O Código Da Vinci
povoação e a Torre, atravessando o rio – AS3º
Alfusqueiro por poldras. Cinema Paraíso –
A actividade terminou com a entrega das veri- TIG3º
ficações fotográficas de cada equipa. Ainda não Chocolate – TUR3º
rendidos pelo cansaço, antes de voltar à escola,
não podíamos deixar de visitar a Cova do Os alunos
Lobisomem onde, segundo a lenda, o enorme
envolveram-se na
monstro peludo se refugiava do olhar dos
actividade com
homens.
entusiasmo,
ade opinando e
Equipa vencedora da activid
discutindo as
Peddy-Paper fotográfico: “OS BATE MAL” diferentes temáticas
em relevo nestes
(André Pinho, António Fer filmes.
reira, Filipe
Gomes, Nu
no Monteir O Departamento
o e Saulo P
ereira) de Ciências Sociais

13
as preocupações dos alunos
É certo que cada um
de nós tem 2º ano
preocupações, mas
• futilidades
também é certo que • O estado do mundo:
essas preocupações “às vezes penso no
variam, consoante os estado do mundo, a
momentos das poluição, as guerras, os
nossas vidas. Assim, assaltos, as constantes
desavenças. Será que o
fomos repórteres por mundo consegue
um dia e recolhemos resistir a isto?”
as inquietações dos • desemprego
nossos alunos, de • as assimetrias em
acordo com o ano de África
• não acabar o curso
curso, de modo a “não conseguir
encontrar pontos ultrapassar as
comuns e/ou expectativas que a
divergentes. Eis os minha mãe deposita em
resultados: mim”
• emigração crescente,
como consequência da
crise socioeconómica
3º ano
1º ano • egoísmo social
• estágio (Formação em
Contexto de Trabalho)
• A entrada no mundo
do trabalho.
• Ter emprego no • 3º ano, a PAP (Prova • Deixar os amigos.
futuro. de Aptidão • A Prova de Aptidão
• Não deixar módulos Profissional) Profissional.
em atraso no final do 1º • violência crescente na • Que o sol deixe de
ano. nossa sociedade brilhar.
• Ter positiva a • as contingências do • O fim das coisas.
Matemática. amor • O final do curso.
• Ser um profissional • perder familiares • As mudanças.
competente e bem- • morte e tudo o que ela • As “máscaras” que as
sucedido. encerra pessoas usam.
• Finalizar o curso com • não trabalhar na área • As mágoas que se vão
uma boa média. na qual tirou o curso deixando para trás.
• Medo da morte/de ter • afastamento dos • O futuro.
um acidente. colegas no fim do curso • O Exame Nacional de
• Perder amigos. “saber que no final nos Português.
• Aumento da violência. vamos separar, cada • Esquecer o verdadeiro
• Efeitos nefastos da um de nós irá para um valor da vida.
poluição. lugar diferente com • O medo de não
• A educação das grandes probabilidades concretizar sonhos.
gerações futuras. de nunca mais nos • O que fazer hoje para
• Desiludir os pais. vermos” ser feliz amanhã.
• Fazer testes de • falta de solidariedade • O aquecimento global.
repetição e exames. social. • A felicidade dos que
nos rodeiam.
• O clima social actual,
feito de discrepâncias e
de injustiças.
• A indefinição do
nosso futuro.
• Não ter saúde para
superar os problemas.
• O mundo fora da
escola.
• A morte.
• O vazio da solidão.
• O desamparo dos
idosos.
• Um teste que corre
mal.

14
turismo
Portugal atinge
maioridade turística

“Descubra um Portugal Maior” é o slogan da cam- nt ados fazem pensar


panha que o Turismo de Portugal lançou no início do ano com o objec- Os números aprese
e dão para viajar…
tivo de acrescentar valor ao país enquanto destino turístico, estimu-
lando as vendas no mercado interno. Trata-se de uma nova forma de
dizer “Vá para fora cá dentro” quando a crise obriga os portugueses a
fazer contas à vida para poderem ir de férias. Além da área reservada aos diferentes destinos nacionais, o portal
A aposta em campanhas internas para promover turisticamente o país permite ainda aos hoteleiros e agentes de viagens disponibilizarem
agradou aos empresários do sector que viram a medida como uma promoções e serviços turísticos.
forma de incentivar os agentes de viagens a vender o produto Depois do investimento na promoção de “Portugal Europe West
nacional, muitas vezes desconhecido e menosprezado pelos portugue- Coast”, o Instituto do Turismo resolveu evocar o imaginário da
ses. Há muito para descobrir, de norte a sul do país. A oferta é diver- descoberta, desafiando os portugueses a partir em busca de um
sificada e tentadora. “Portugal Maior”. Já marcou as suas férias?!
Ao entrar no portal www.descubraportugal.com.pt, fica-se com a “Portugal: Europe’s West Coast”
sensação de que pouco ou nada se conhece deste rectângulo à beira
mar plantado, lugar comum português. Os números apresentados Margarida Azevedo
fazem pensar e dão para viajar… Formadora/Coordenadora do Curso Técnico de Turismo

Tendências do sector em anuário


“O Turismo em 2009” é o título do anuário que projecta as tendências do sector. A publicação foi elabora-
da pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, em colaboração com várias universi-
dades internacionais e conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República. O tema central desta ter-
ceira edição é a crise financeira internacional e a forma como os grandes grupos hoteleiros internacionais
encaram os novos investimentos. Vários especialistas escrevem sobre as tendências de evolução do sector
ao longo do ano.

15
informática
Determinantes
da vantagem
Nacional/Regional
(Universidades, Organismos Pú- da localização na vantagem com-
blicos e Associações Empre- petitiva. O conceito de Cluster,
sariais), que competem mas tam- impõe uma nova maneira de
bém cooperam entre si. São mas- pensar as economias nacionais e
sas críticas de êxito competitivo regionais, e aponta para a
extraordinário em determinadas redefinição dos papéis das
áreas de negócios, os Clusters empresas, dos governos e de ou-
constituem um aspecto impres- tras instituições que se esforçam

S
egundo Porter (1993), a Os Clusters Vs. sionante de quase todas as para au¬mentar a competitivi-
estrutura competitiva de um Dinamização Empresarial e economias nacionais, regionais, dade. Cons¬tituindo um fórum
país ou região, depende do Regional sobretudo nos países mais avan- que possibilita novas modali-
ambiente que se cria para a com- Os Clusters, são concentrações çados. dades de dialogo entre os inter-
petitividade e, em particular, o geográficas de empresas inter- venientes. A presença dos
apoio à inovação e desenvolvi- relacionadas, como exemplifica- A prevalência dos Clusters nas Clusters leva a que grande parte
mento que esse mesmo ambi- do na Figura 1. Incluem produ- economias, em vez de empresas e da vantagem competitiva se situe
ente permite. Os determinantes tores especializados, fornece- sectores isolados, proporcionam fora de determinada empresa, ou
da vantagem nacional ou regio- dores, prestadores de serviços, e importantes insights sobre a mesmo do sector, residindo na
nal, os quais o autor denominou outras instituições específicas natureza da competição e o papel localização das unidades de
de “Diamante Nacional”, são negócios. As probabilidades de
constituídos pelos seguintes ele- Figura 1 sucesso de uma empresa, são
mentos: estratégia, estrutura e muito maiores em Boston do que
Representação Esquemática da Estrutura de um Cluster
rivalidade das empresas (arena na maioria de outros lugares.
da competição); condições de Fonte: Análise do autor Variando em tamanho e desen-
factores (disponibilidade e con- volvimento, alguns Clusters con-
dições dos recursos humanos, sistem sobretudo, em empresas
recursos físicos, recursos de con- de pequeno e médio porte (por
hecimento, recursos de capital e exemplo, os Clusters de calçados
infra-estruturas); indústrias cor- na Itália). Outros envolvem
relacionadas e de apoio (institui- empresas de grande e pequeno
ções de apoio para formação de porte (por exemplo, os Clusters
redes e indústrias correla- de produtos químicos da
cionadas para implantação e Alemanha), onde os mais desen-
desenvolvimento dos Clusters); volvidos, apresentam bases de
e condições da procura (como os fornece¬dores e produtores mais
produtos e serviços são ofereci- profundas e especializadas, com
dos e procurados). Esta ideia, é uma maior amplitude de sectores
bem clara de toda a perspectiva correlacionados e instituições de
microeconómica latente na teo- apoio mais abrangentes. Mais
ria de Porter, onde a competi- amplos do que os sectores, eles
tividade é vista empresa a captam importantes efeitos com-
empresa e agente a agente. As plementaridade e efeitos cola-
indústrias de sucesso de cada terais, em termos de tecnologia,
nação, dependem sobretudo da qualificações, informação e mar-
competitividade das suas em- keting, que transpõem as empre-
presas, e estas melhoram as suas sas e os sectores. Como abor-
vantagens competitivas quando daremos de seguida, essas inter-
integradas dentro de Clusters relações são fundamentais para a
fortemente correlacionados, e competição, para a produtivida-
localizados em regiões bem de- de e, sobretudo, para o direc-
terminadas. cionamento e velocidade da ino-
16
vação e da formação de novas proporcionar acesso a materiais Cluster são, em geral, depen- divíduos mais rapidamente dei-
empresas. especializados de melhor quali- dentes, mas o mau desempenho xam as empresas estabelecidas
dade ou de custo mais baixo, de uma delas pode comprometer para iniciar novos negócios, com
Clusters e Vantagem como componentes, máquinas, o êxito das restantes. o objectivo de preencher essas
Competitiva serviços e recursos humanos, do O marketing, proporciona outra lacunas. As oportunidades perce-
Os Clusters, representam um dos que as alternativas de integração forma de complementaridade bidas nos Clusters são per-
componentes do "Diamante Na- vertical, alianças formais com dentro dos Clusters. A existência seguidas na própria região, onde
cional" (Sectores Correlacio- entidades externas ou a "impor- de um grupo de empresas e sec- as barreiras de entrada são mais
nados e de Apoio), mas são me- tação" de regiões mais distantes. tores correlacionados numa baixas do que noutros lugares. As
lhor interpretados como mani- Assim, o Cluster representa uma região, torna eficaz o marketing necessidades dos vários recur-
festação das interacções entre forma de organização espacial conjunto, e promove a reputação sos, em geral, encontram-se dis-
todas as quatro componentes. Os capaz de se tornar um meio mais da região numa determinada poníveis no Cluster e são reu-
Clusters influenciam a com- eficiente e eficaz de reunir os área, aumentando a probabili- nidos com facilidade para a cons-
petição de três maneiras amplas: inputs de uma indústria, desde dade de que os compradores
primeiro, pelo aumento da pro- que existam fornecedores locais levem em conta os seus fornece-
dutividade das empresas ou sec- eficientes.
tores inter-relacionados; segun- O abastecimento fora do Cluster
do, pelo fortalecimento da ca- às vezes é necessário, na hipótese
pacidade de inovação e, em con- da indisponibilidade de fornece-
sequência, pela elevação da pro- dores locais, embora esta não
dutividade; terceiro, pelo estí- seja a solução ideal. A obtenção
mulo à formação de novas em- de produtos e matérias-primas,
presas, que reforçam a inovação junto dos próprios participantes
e ampliam o Cluster. Muitas das do Cluster (abastecimento local),
vantagens dos Clusters decorrem geralmente resulta em custos
de economias externas às empre- mais baixos do que quando
sas ou dos efeitos colaterais de adquiridos a fornecedores afas-
vários tipos entre empresas e tados (abastecimento distante).
sectores. Assim, os Clusters se- O abastecimento local minimiza
riam definidos como um sistema a necessidade de Stocks, elimina
de empresas e instituições inter- os custos e os tempos de espera
relacionadas, cujo valor como vinculados às importações, facili-
um todo é maior do que a soma ta a comunicação, reduz o custo
das partes. da personalização dos produtos e
As vantagens competitivas dos facilita a prestação de serviços
Clusters não terão a mesma auxiliares ou de apoio, como
importância em todos os cam- instalações, solução de proble-
pos, apesar da ampla ocorrência mas e reparos de emergência. O Cluster contribui para o aumento da produtividade,
na economia. Em geral, quanto As alianças formais com fornece- não apenas através da aquisição de produtos,
dores afastados, são capazes de
atenuar al¬gumas das desvanta- mas também, pela facilidade das complementaridades
gens do abastecimento distante. entre as actividades dos diferentes participantes.
No entanto, a constituição dessas
alianças com empresas afastadas dores e produtores no momento tituição de novas empresas.
ou próximas acarreta complexos da compra. A Itália, por exemplo, As empresas de outras regiões
problemas de negociação e, conquistou uma forte reputação (estrangeiras e nacionais), geral-
talvez restrinja a flexibilidade da nas áreas de moda e Design, que mente constituem filiais em
empresa. beneficia as empresas dos sec- Clusters, em busca dos benefí-
Os Clusters também propor- tores de calçados, artigos de cios de produtividade e das van-
cionam vantagens de abasteci- couro, vestuário e acessórios. tagens de inovação já analisados.
mento semelhantes, embora não Em consequência da formação
idênticas, em termos de recursos Clusters e Formação de de novas empresas, os Clusters
humanos especializados e expe- Novas Empresas geralmente crescem em profun-
rientes, reduzindo os custos de A maioria das novas empresas, didade e amplitude ao longo do
mais fortes são as suas vanta- recrutamento e selecção. não as sedes ou escritórios, tempo, acentuando ainda mais
gens, e mais comercializados os O Cluster contribui assim, para o prefere instalar-se em Clusters as suas vantagens. A grande
seus produtos e serviços, menor aumento da produtividade, não existentes e não em zonas iso- competição no seu interior, além
é o número de localizações apenas através da aquisição de ladas. O que se explica, por uma das baixas barreiras à entrada e à
viáveis para os Clusters. A produtos, mas também, pela variedade de razões: os Clusters saída, resultam normalmente em
importância dos Clusters aumen- facilidade das complementari- proporcionam maiores incen- elevadas taxas de entrada e saída
ta com a sofisticação da com- dades entre as actividades dos tivos à entrada, através de me- de empresas, o que por vezes leva
petição, significando que eles diferentes participantes. No tu- lhores informações sobre as a que muitas das empresas so-
tendem a tornar-se mais nu- rismo, por exemplo, o fluxo de oportunidades existentes. Os in- breviventes conquistem posições
merosos com o desenvolvimento visitantes depende não só da divíduos que trabalham dentro em relação aos rivais de outras
da economia. principal atracção (como por ou nas suas proximidades, perce- regiões.
exemplo, as zonas históricas, bem com maior facilidade as la-
Clusters e Produtividade etc.), mas também do conforto e cunas a serem preenchidas nos Vítor Fernando
A região onde o Cluster está do serviço dos hotéis, restau- produtos, nos serviços, ou nos Coordenador do Curso de
implantado, tem condições para rantes, etc. onde as partes do fornecedores. Como tal, esses in- Informática de Gestão
17
informática
Apresentação do Curso de

Informática de Gestão BMS – Consultores; Câmara Mu-


nicipal de S. Pedro Sul; Cáritas
Diocesana de Viseu, Celeuma,
Publicidade e Comunicação;
Centro de Emprego de São Pedro
do Sul; Centro Social de Vala-
dares; Compladur-Sociedade de
Representações e Construção;
Dantal - Ferramentas do Castelo;
Disofone - Equipamentos, Tele-
comunicações e Informática;
Electro-Carcoda; Embeiral; Es-
cola de Negócios das Beiras; Fra-
desnet - Soluções de Informática;
Fradimob – Sociedade de Me-
diação Imobiliária; FreshWeb;
Gabiforma - Formação, Serviços
e Computadores; Grupo Visa-
beira SGPS; Imotamboreira;
Inforgráfic; Instituto Piaget -
• Colaborar Campus Universitário de Viseu;
na gestão de Kernel, Soluções Informáticas
meios humanos, Unip.; Lafobit; Lafofisco - Fisca-
materiais e financeiros; lidade, Contabilidade e Au-
• Participar na execução da ditoria; Larvouga - Comércio Ge-
contabilidade geral das empresas; ral de Electrodomésticos; Lopes
• Utilizar aplicações de factura- Garcia – Consultores; Master
ção, stocks, contas correntes, Decor; Meteol - Mobiliário e Eq.
imobilizados, contabilidade e de Telecomunicações; Moreira &
ver e efectuar a manutenção de salários; Rodrigues; NM Informática; Oli-

O
técnico de informática de bases de dados; • Participar na organização dos com; Pagina Doze; Perfisa - Fá-
gestão é o profissional quali- • Avaliar e participar na escolha processos e procedimentos das brica de Perfis Metálicos; Stand
ficado que possui competên- de utilitários, assim como nas obrigações fiscais; Flima; Termalistur - Termas de
cias no âmbito da gestão das políticas de segurança em sis- • Apoiar o expediente e o arqui- S. Pedro Sul, EM; Tipografia
organizações, nomeadamente na temas informáticos; vo; Lafões; Tipografia Vouzelense;
construção de modelos de gestão • Desenvolver, avaliar e parti- • Participar na elaboração de re- Unitecla; UBI - Universidade da
de negócios/projectos, criando cipar na escolha de ferramentas latórios e mapas de gestão. Beira Interior; UTAD - Universi-
matrizes com recurso a apli- de gestão; dade de Trás-os-Montes e Alto
cações informáticas para as • Parametrizar e adequar, a ne- Parcerias de Formação em Douro; Viscomp- Informática e
micro, pequenas e médias em- cessidades específicas, ferra- Contexto de Trabalho Computadores de Viseu; Viver-
presas, com vista à eficácia de mentas de gestão existentes; Como forma de proporcionar um vouga - sociedade de mediação
resultados. Está apto a apoiar a • Analisar problemas e propor complemento da formação imobiliária.
coordenação de departamentos soluções adequadas aos meios adquirida em sala de aula, a Co-
de informática e a proceder ao existentes na empresa; ordenação do curso de Informá- Provas de Aptidão
desenvolvimento, instalação e • Desenvolver módulos que com- tica de Gestão tem vindo a desen- Profissional
utilização de aplicações infor- plementem as aplicações de volver um conjunto de parcerias No âmbito do curso de Técnico
máticas em qualquer área fun- gestão, à medida das neces- com instituições da região. de Informática de Gestão, os alu-
cional de uma organização/ em- sidades da empresa; Destas parcerias têm surgido nos do 3.º ano, encontram-se na
presa. • Desenvolver, distribuir, instalar experiências positivas quer para fase de testes das aplicações e
e efectuar a manutenção de os alunos quer para as próprias redacção dos seus relatórios. A
Principais actividades aplicações informáticas, uti- instituições envolvidas. vontade de apresentar e defender
desempenhadas pelo lizando ambientes e linguagens uma PAP que se singularize pelo
técnico de Informática de de programação orientados a Instituições de acolhimento de elevado padrão de desempe-
Gestão: objectos, procedimentais e vi- de alunos na Formação em nho a que o curso exige, tem se
• Instalar, configurar e efectuar a suais; Contexto de Trabalho: revelado pelo empenho dos nos-
manutenção de diferentes sis- • Desenvolver, instalar e manter Allianz-Portugal; AEL- Associa- sos alunos. Facto este que nos
temas operativos e de software servidores, páginas e sistemas ção Empresarial de Lafões; ATS - enaltece quer pela qualidade das
de aplicação; de informação nas tecnologias Sistemas de Tecnologia Avan- ideias, quer pelo seu desenvolvi-
• Instalar, configurar, desenvol- web; çada; Auto Universal do Vouga; mento.
18
Novidades/Últimas:
Lista de projectos em curso:
Aluno Tema
Alexandre Sebastião da Silva Oliveira Software de Gestão de ATM’S
André Filipe Rocha Ferreira Software de Gestão de Automóveis em Stands
Bruno Alexandre Ferreira Martins Software de Gestão de Frotas
Bruno Manuel Lopes Camões Software de Gestão de Calçados
Fábio André Pinto dos Santos Software de Partilha de Conteúdos e Comunicações Empresariais
Francisco Emanuel R. P. da Silva Portal da Região de Lafões
Jil André Figueiredo Coelho Software de Gestão de Parques de Campismo
João Augusto Martins Carvalhas Software de Gestão de Hotéis
João Manuel Pereira da Silva Vídeo Clube online Brevemente a versão de teste do
SP2.
João Maurício Rodrigues da Silva Software de Gestão de Oficinas
A versão final deverá ser lançada
José Pedro Martins Ferreira CD Interactivo para apresentação de uma Empresa. no segundo trimestre deste ano.
Liliana Fernandes de Almeida Página Web “ O nosso cantinho” De acordo com um porta-voz da
Maurício João Carvalho Pereira Bock online – Aluguer de Livros companhia, citado pelo site Be-
Mauro Eduardo Martins Bruno Software de Gestão de Bares com utilização de Cartão de consumo taNews, a versão de teste do novo
Servive Pack para os sistemas
Nélson Alexandre Martins Lourenço Stand Virtual operativos Windows Vista e Win-
Nuno Miguel M. da Silva Martins Software de Gestão de Avarias dows Server 2008 pode ser lança-
Nuno Rafael Amaral de Almeida Software de Gestão de Confecções para Ind. Hoteleira da já na próxima semana.
Ricardo Jorge de Almeida Teixeira Software de Gestão de utentes para consultório médico No seu blogue oficial, a equipa do
Ricardo Manuel da Silva Garcia Software de Gestão de Orçamentos Windows informou que os utiliza-
dores inscritos na TechNet e
Ruben Hermínio Teixeira de Oliveira Software de Gestão de Videotecas MSDN começaram a receber as
Sandra Sofia de Almeida Oliveira Software de Gestão da Formação versões de teste durante esta se-
Tiago Filipe Pereira Oliveira Software de Gestão de Aluguer de automóveis mana e que, em breve, a versão
Release Candidate será libertada
para download.
Entre as novidades do SP2 está
ampliação do arquivo de actuali-
Com um desempenho extremo, zação, que terá 390 MB para as
versões de 32 bits, e 622 MB para
o novo processador da Intel chegou as versões de 64 bits, e as melho-
rias do sistema ao nível da compa-
O novo processador core i7 é uma coisa fantástica, é o processador de computador mais
tibilidade com gravações em for-
rápido do mundo. Este novo processador fez envergonhar o seu “irmão mais velho”, o
mato Blu-ray. Além disso, também
Core 2. Esperava-se que ele fosse um pouco mais rápido que o “irmão”, “mas assassi-
o Media Center terá melhores re-
nou-o” brutalmente com a sua rapidez.
cursos de protecção de conteúdos.
O core 2 já era muito bom, mas o novo CPU da Intel é muito mais rápido, e faz humi-
O lançamento da versão final do
lhar o core 2. O core i7 tem uma boa microarquitectura, com o nome de Nehalem.
Service Pack 2 para o Vista e
A Intel planeia aumentar drasticamente o número de cores nos seus processadores, nos
Server 2008 está previsto para o
próximos anos. Para isso a arquitectura tem que ter muita largura, para que o desem-
segundo trimestre de 2009.
penho seja realizado eficientemente, ou seja, é o que Nehalem consegue, com isto faz
com que o novo processador da Intel seja muito rápido e eficiente. Este CPU tem apenas
Alunos do 2º Ano do Curso
uma versão de quatro cores, mas está previsto que para o final de 2009 exista uma versão de 8 cores.
de TIG: André Vasconcelos,
A Intel para conseguir fazer este processador teve de repensar na maneira como faz os seus processadores
Luís Silva, Marco Alexandre
para computador. Neste processador todos os núcleos ou módulos do processador estão incluídos numa
e Tiago Pereira
só peça, não é como os Quad Core da geração anterior que era 2 processadores Core 2 ou Dual Core jun-
tos num só processador.
A junção destes dois processadores por um lado era boa porque melhorava a redução de latência, mas
tinha aspectos negativos, às vezes os dois processadores podiam entrar em conflito, porque tinham de ter
chips que comunicassem com o processador entre os quais, o chip Northbridge na motherboard que Sites em destaque:
exportava a comunicação, e o Front Side Bus que importava a comunicação para o processador. Com este http://www.pcguia.xl.pt
novo processador o Front Side Bus desapareceu e deu origem ao moderno Quick Path Interconnect (QPI). http://www.exameinformatica.clix.pt
Os processadores Core i7 para máquinas de secretária estão limitados a uma única ligação. Mas o QPI foi http://www.knoow.net/thebestab
criado para uma função diferente: proporcionar uma ligação de alta velocidade entre várias CPU nos sis- out/cienceconempr/gestao.htm
temas de estação de trabalho e servidor. Assim, as CPU Xeon baseadas na arquitectura Nehalem vão dis- http://www.designpconline.com
por de um máximo de três ligações QPI. http://pt.malavida.com
Seguindo-se na lista das funcionalidades integradas no Core i7 está o novo controlador de memória inte-
grado. Tal como já mencionámos, é algo que os processadores da AMD já têm. Mas no que os chips
Phenom e Athlon não conseguem estar à altura é na nova disposição em três canais do Core i7. O resulta-
Blogues:
http://portaldegestao.blogspot.com
do é um aumento gigantesco da largura de banda.
http://www.pplware.com
Adaptado da revista PCguia Fevereiro de 2009, por João Ferreira, TIG1 http://www.reloaded13.blogspot.com

19
informática

neio TECL A
Tor
N
o passado dia 4 de Fevereiro
de 2009, os alunos do 1.º,
2.º e 3.º ano do curso de
Técnico de Informática de
mas, os concorrentes podem
aplicar os seus conhecimentos de
Informática e de Programação,
em competição leal e salutar com
Gestão, participaram na pri- os seus colegas de outras escolas.
meira fase do Torneio Estudantil Nesta primeira fase, estiveram
de Computação multi-Lingua- em competição cerca de 200
gem de Aveiro (TECLA). O tor- alunos de várias escolas do ensi-
neio, desenvolvido em duas fa- no Secundário e Profissional. Os
ses, está a ser promovido pela alunos Carlos Tavares e Hugo
Escola Superior de Tecnologia e Silva, ambos do 1.º ano do curso
Gestão de Águeda (ESTGA) da de Técnico de Informática de
Universidade de Aveiro, e visa Gestão da Escola Profissional de
sensibilizar os alunos do ensino Carvalhais ficaram classificados
secundário ou equivalente para a em 2º Lugar, pelo que estarão
área da programação de com- presentes na fase final do
putadores, constituindo um pon- torneio, a realizar no próximo
to de encontro de âmbito regio- dia 15 de Abril, nas instalações
nal para alunos e professores da ESTGA da Universidade de
interessados no tema. Aveiro. Desde já desejamos
Através da resolução de proble- muita sorte e boa competição!

Visita de estudo à Universidade de Trás-os-Montes e


Alto Douro (UTAD)
No dia 19 de Novembro de 2008, os alunos do 1.º e 3.º ano do Curso de Técnico de Informática de Gestão, visitaram as
instalações da UTAD e participaram numa conferência técnica de informática com a apresentação do projecto Smart
Containers, classificado em 4.º lugar no concurso mundial, o Imagine Cup 2008, promovido pela Microsoft.
Esta actividade revelou-se de extrema importância, nomeadamente, as apresentações de novas ferramentas e técnicas que
despertaram um grande interesse nos alunos e contribuíram para o seu enriquecimento cultural e humano.

20
restauração
Pensar a Riscar (novas) atitudes
Restauração Fonte: Inter magazine Março 2009

A palavra crise é perigosa por si só. Assusta


todos os que a ouvem. Inibe o consumo, o
que para a restauração, representa más noticias.
Quanto mais se aprofunda o sentimento de
barco a afundar, menos oportunidades de negó-
cio surgirão. Em certas alturas, parecerá que
quase todos os clientes fugiram nos botes salva-
-vidas. Confusos com as sirenes de alerta que
ecoam de todos os lados, não querem ir ao
fundo, enredados no remoinho da recessão.
Mesmo que estejam numa posição relativa-
mente confortável.
Internamente, a palavra crise também acarreta
perigos. O eterno repetir da mesma aos colabo-
radores pode facilmente gerar sentimentos de
angústia, desespero, desconfiança. Crise, no

A
ctualmente, as empresas de restauração enfrentam uma forte com-
petição, sendo indispensável dar resposta à evolução das necessi- actual contexto, rima com negrume. E haverá
dades e expectativas dos clientes, assim como à inovação tecnológica. quem conclua que não vale a pena fazer grandes
A este propósito, tenho vindo a referir, em cada sessão, a importância da esforços, já que o destino fatal parece traçado.
definição do produto que pretendemos apresentar, produto este que cada Este tipo de emoções pode tornar-se impeditivo
vez mais tem não só o ciclo de vida encurtado, mas também necessita de
de atitudes positivas no serviço de sala. É impe-
melhoria contínua.
A actividade da restauração é um fenómeno de dimensão universal que rativo mostrar agrado ao cliente que “contraria”
proporciona e contribui para a resolução de problemas económicos, da a difícil conjuntura e entra num restaurante.
dinamização da actividade produtiva, da atenuação dos desequilíbrios Fazê-lo com um sorriso sincero e a amabilidade
regionais e da valorização do património cultural. Todos nós sabemos de quem recebe um…convidado.
que, cada vez mais, o fast-food faz parte do quotidiano, mas em cada Num artigo da Bloomberg News que solicitava a
ponto do nosso Portugal existem riquezas e experiências gastronómicas empresários da restauração londrina uma
únicas que, com a perseverança que caracteriza cada hoteleiro, vamos ter panorama para 2009, várias opiniões cen-
capacidade de dinamizar, criando momentos únicos aos nossos clientes. tralizaram-se no serviço. Pierre Gagnaire, co-
Este texto serve de reflexão para todos, mas em especial para os profis-
proprietário do Sketch, é elucidativo quanto
sionais que vão sair desta escola, formandos que ouviram no meu discur-
so a importância da humildade, honestidade, perseverança e espírito de baste: “ Vamos regressar à primeira obrigação
equipa, quatro factores que são a chave do sucesso. Chegou a hora de pen- de um homem da restauração: dar as boas-vin-
sar nos desafios que se avizinham. das ao cliente, tomar bem conta dele e, como o
Nesta conjuntura de crise, torna-se visível que as fraquezas podem ser poeta e resistente francês René Char disse, “ não
transformadas em oportunidades de negócio, com muito trabalho, é o estômago que precisa de sopa quente, mas
empenho e dedicação. Nada acontece por acaso e o importante é não ter sim o coração.”…
medo…
Uma palavra de agradecimento aos alunos que, durante três anos, estimu-
laram a nossa criatividade, tornando mais dinâmico e prático o nosso
saber. Cuidado com os cotovelos
estudo “Don’t Sit Close to me” levado a
Formador
António Tavares O cabo por pesquisadores da universidade de
Cornell, indica que os clientes de restaurante
gastronómicos prezam a distância entre a mesa
em que estão sentados e as restantes. O inquéri-
to realizado a cerca de 300 clientes de um esta-
belecimento nova-iorquino de fine dining, con-
cluiu que os clientes saiam mais satifeitos quan-
do jantavam em mesas separadas das outras
pelo menos um metro. As autoras do estudo,
Stepheni Robson e Sheryl Kimes, apesar de
reconhecerem as limitações do estudo (por
basear-se apenas em um restaurante), defendem
que o espaço entre mesas deve, por esta razão,
ter tido em conta na disposição da sala.

21
termalismo
Esta vida de estudante
está a dar cabo de nós…
egunda-feira… queríamos acordar ao
S meio dia, mas… a obrigação e o
dever de bons alunos falou mais alto.
Nove horas: calhou-nos em sorte o
Professor Nelson, de Área de Integração.

s...
Eis-nos a falar de cultura geral, da

ó
N lismo 2007/2010
sociedade, do ambiente, de política e de
outras coisas importantes para uma
melhor qualidade do nosso
conhecimento e desenvolvimento
pessoal e social.

Terma
No pavilhão, encontrámos a professora
Maria. A motricidade e o nosso
desenvolvimento físico estão em boas
condições. Obrigado, professora.
bom grupo de colegas e bons compa-
Outra vez na EPC. O forte da professora

V
indos de vários pontos do país, reuni- nheiros.
mo-nos na Escola Profissional de Inicialmente pensámos que seria difícil Vanessa é a Língua Portuguesa.
Carvalhais (EPC) pelo mesmo motivo. adaptarmo-nos a esta Escola, ao curso, Antíteses, comparações, metáforas e
Todos acreditamos que o nosso futuro se aos professores e colegas. Puro engano! outras coisas mais, é matéria a saber.
construirá tendo por base as aprendizagens Com o passar do tempo damo-nos por Falar de Eça de Queirós, de Almeida
que adquirimos no curso de Técnico de satisfeitos com tudo o que nos vem acon- Garrett e de outros autores… é uma
Termalismo que agora frequentamos. tecendo, ao longo deste nosso percurso delícia.
Desde Vilar Formoso até Águeda, passando escolar. Em Anatomia e Massagens sentimo-nos
por Mangualde, Viseu, Tondela, Castro Os nossos professores têm-nos ajudado a como “peixes na água”. Olá Dr. António
Daire… todos nos juntámos nesta Escola e, ultrapassar as dificuldades e a prova disso Jorge e professor Daniel!
aqui, vivemos os nossos dias, aprendendo são as nossas notas. Na nossa turma é
Quarta-feira… esfregamos as mãos de
coisas novas. A maior parte dos colegas, proibido tirar “negas”. Às vezes lá calha,
contentes… o fim-de-semana já demorou
porque são de longe, fica, durante a sema- mas nada é inultrapassável. O nosso
na, na residência da EPC. Coordenador de Curso tem sido amigo. A mais a chegar. Nos Balneários das
Apesar de nos distinguirmos pela nossa nossa DT tem sido “bué bacana”. Termas de S. Pedro do Sul
maneira de ser e pelo modo de ver as coisas, Como prova da nossa união, e para que se desenvolvemos as técnicas de
consideramo-nos uma turma unida e saiba, no passado dia 20 de Março, jantá- hidro-balneoterapia (electroterapia,
solidária. Como diz, muitas vezes, o nosso mos todos no restaurante S. Tiago. Foi um cinesioterapia, balneoterapia…).
colega Élio “somos uma malta fixe”. jantar oferecido pela Escola Profissional O doutor Paredes e as professoras
Uns mais sérios, outros mais divertidos, de Carvalhais. Helena Martins e Elisabete Santos
uns mais pacatos, outros intempestivos, Nada acontece ao acaso. Tudo acontece esperam por nós.
somos camaradas e julgamo-nos como um por merecimento. Quinta-feira repetimos a dose de aulas
práticas, à tarde. De permeio temos
Matemática (sim, Matemática), com a
As nossas expectativas para o futuro professora Helena Rodrigues, Inglês,
com a professora Fernanda Coelho,
Começou tudo no ano lectivo 2007/2008, pouco tempo antes do início das aulas... Biologia, com a professora Catarina
Viemos a uma entrevista, na qual fomos escolhidos para formarmos a turma do curso Oliveira e Fisico-Química, com a
de Termalismo.
professora Carla Ferreira.
Alguns de nós, antes de começar a frequentar o curso, não conhecíamos com detalhe
Saúde e Termalismo está no horário
o seu conteúdo.
Já lá vai algum tempo, e após o trajecto que percorremos, muitos de nós já têm as suas todas as sextas-feiras. Com a ajuda dos
expectativas, desde ir para o ensino superior ou entrar directamente no mercado de professores Carlos Granjo, Alcino Elói e
trabalho. José Manuel Rodrigues, adquirimos
Com quase dois anos de curso completos, a turma não está arrependida dizendo que conhecimentos sobre a anatomia do
foi uma boa opção, com boa saída profissional e recomenda a qualquer jovem estu- corpo humano.
dante que queira seguir a área de saúde. Aulas de Apoio? Não precisamos.
“Melhor escola não faria, escolhi arriscar-me nesta escola, neste curso, com baixas Que horas são? Quatro da tarde?
expectativas, mas depois de dois anos de tantos conhecimentos obtidos, as expectati- Adeus Tobias (a nossa mascote). Vamos
vas para o futuro são óptimas! até casa. Papás… Mamãs… esperem por
Mais do que nunca, as pessoas precisam de profissionais qualificados como nós, que nós porque estamos quase a chegar.
promovam o seu bem estar, físico e psicológico… Mas não só, este curso pode, tam-
Obrigado professores, obrigado EPC!...
bém, abrir-nos portas para a Universidade, para alcançar um pouco mais… obrigado!
Turma de Termalismo 2º Ano Os alunos de Termalismo

22
animador sociocultural
ultural.
a ao curso de Animador Socioc
Bem-vindos à página reservad Notícias
este curso,
re temas relacionados com
É aqui que iremos falar sob 20 mil participantes
em 10 anos de
dar notícias, apresentar novidades. Projecto "Cinema
para as Escolas"
Neste primeiro número gostaríamos de começar por divulgar o que é ser O projecto Cinema para as
Escolas do Cine Clube de
Viseu atingiu, neste mês de
animador sociocultural e que activid
ades são realizadas. Fevereiro, o número de 20 mil
alunos participantes nas suas
Seguidamente, apresent actividades.
amos algumas notícias
e informações úteis O Cine Clube de Viseu
para quem se promove a actividade, desde
interessa por 1999, com o objectivo de
esta área. Esp
eremos que go abranger todo o tecido escolar
stem.
do distrito de Viseu. Se na
cidade, e mesmo em grande
Animador Sociocultural: é um profissional qualificado a quem compete parte do concelho de Viseu, se
promover o desenvolvimento sociocultural de grupos e comunidades, orga- reconhece a existência de uma
nizando, coordenando e/ou desenvolvendo actividades de animação de oferta cultural diversificada,
carácter cultural, educativo, social, lúdico e recreativo. em muitas escolas do distrito
As actividades principais que o animador pode desempenhar são: as actividades extra-curriculares
• diagnosticar e analisar, em conjunto com técnicos de outras especiali- são um bem raro.
dades, situações de risco, planeando e implementando projectos de inter- O CCV conseguiu, na maioria
venção sócio-comunitária. das acções, descentralizar a
actividade do projecto e
• planear, organizar, promover e avaliar actividades culturais, desportivas,
chegar a zonas consideradas
sociais, recreativas e turísticas, entre outras, de acordo com as necessi-
desfavorecidas, em 23 dos 24
dades dos grupos, visando a melhoria da sua qualidade de vida. concelhos do distrito.
• promover a integração de indivíduos e grupos, fomentando a interacção entre os vários elementos Uma das escolas participantes
da comunidade. neste projecto foi a ESCOLA
PROFISSIONAL DE
CARVALHAIS com uma
Informações turma de ANIMADOR
SOCIOCULTURAL que
I Congresso Internacional de e Novos Espaços de Intervenção. promover cursos de formação construiu o filme
Animação Turística Para mais informações poderão em Animadores de Campos de “Tonito vai ser
Vai decorrer em Chaves o 1º consultar o site: Férias e Actividades de Tempos um grande
Congresso Internacional de www.animacaoturistica.com Livres. Estes cursos abordam pastor”. Este
Animação Turística, promovido várias temáticas como filme tem sido
pela APAP e pela UTAD, nos dias I Congresso de Animação Organização de Actividades, apresentado em
27 e 28 de Março. Sociocultural – Tondela Dinâmicas de Grupos, várias sessões e encontros de
Este congresso pretende fomentar As turmas de Animador Prevenção e Segurança, animação nacionais e
o debate e a reflexão em torno do Sociocultural da Escola Técnicas de Animação e internacionais.
turismo e da participação das Profissional de Carvalhais irão Dinâmicas de Acampamentos.
pessoas à volta de projectos de estar presentes no Congresso de Estes cursos funcionam em Actualmente, a propósito dos
desenvolvimento local, regional, Animação Sociocultural, em regime intensivo ou em regime 10 anos de projecto, está a ser
nacional e internacional e reflectir Tondela, no dia 22 de Abril. pós-laboral. Em relação ao distribuído por todos os
sobre a Animação Turística como Este Congresso tem como tema regime intensivo, este decorrerá agrupamentos escolares,
âmbito de Animação “O Emprego e o Animador” e terá em Vila Nova do Ceira bibliotecas e associações
Sociocultural e projectar no a participação de oradores de (Coimbra), entre 5 e 9 de Abril, juvenis do distrito de Viseu,
turismo as dimensões sociais, várias instituições. Para além sendo o alojamento e a um DVD com seis curtas
culturais e educativas. disso, serão eleitos os corpos alimentação da metragens dedicadas ao tema
Durante dois dias irão ser gerentes da nova associação de responsabilidade da associação. do ambiente, realizadas pelo
apresentadas intervenções de animação sociocultural - A.S. – O curso em regime pós-laboral Cine Clube de Viseu em
especialistas nacionais e sendo também apresentado o realizar-se-á à 3ª e 5ª entre os escolas de 4 concelhos da
internacionais sobre temas como: cartão de sócio. Por fim, será feita dias 5 e 28 de Maio em Lisboa. região, entre 2002 e 2006.
Animação, Turismo, Artes e a divulgação de um novo livro Esta associação está também a Entre os filmes seleccionados
Patrímónio; Animação Turística: intitulado “Técnicas de promover cursos de formação para integrar este DVD está o
Participação e Desenvolvimento; Animação". em Animação Sénior em trabalho realizado pela turma
Animação Sociocultural, Lisboa, de 13 a 24 de Outubro. de Animador Sociocultural,
Animação Turística e Tempo Formação de Animadores Para mais informações, contando com uma das
Livre; Relatos de Experiências de de Campos de Férias poderão consultar o site: personagens construídas como
Animação Turística; Novas Áreas A associação UPAJE está a www.upaje.pt imagem de capa do mesmo.

23
comunidade educativa
Como tudo começou…
por escrito
C
omo quase todos os projectos, a Escola nasceu de uma vontade,
que se foi conjugando com outras vontades, encontrando cami-
nhos e pessoas. Até ser real, até deixar de ser um projecto, ou um
sonho… como lhe quisermos chamar. E essa primeira vontade começou
Marisa Queirós por surgir de um só homem: do pároco da freguesia, José Rodrigues
Araújo Barros, que, olhando à sua volta, certamente se terá apercebido que
uma pequena aldeia como Carvalhais poderia oferecer perspectivas,
funcionando como um pólo agregador. Assim sendo, tudo terá começa-
do com a ideia de criar uma Escola Agrícola, que se foi materializando
e adaptando às necessidades da região.
Passado o período de intenções, deu-se início ao funcionamento dos
primeiros cursos aprovados, no ano lectivo de 1991/92: Mesa/Bar; Arte
da Pedra e Recepção/Atendimento. Mas o que nós, que só agora aqui
chegámos, não sabemos, é que as aulas eram leccionadas nas salas da
Telescola, que as refeições eram servidas na cantina da Escola Primária
e que o primeiro autocarro só foi adquirido um ano depois. Parece difí-
cil de imaginar, olhando para as
Parece difícil de imaginar, olhando para as condições físicas e humanas de que
condições físicas e humanas de que a a escola dispõe actualmente, mas as
escola dispõe actualmente, mas as vontades, quando se conjugam, são
vontades, quando se conjugam, são assim: assim: adaptam-se, (re)criam, actu-
am, oferecem.
adaptam-se, (re)criam, actuam, oferecem.
A partir desse primeiro ano, tudo se-
guiu o caminho próprio dos projec-
tos que se vão concretizando. Turis-
mo, Hotelaria e Restauração, Banca
Seguros, Animador Sociocultural,
Termalismo… Mais ofertas, mais
perspectivas, mais alunos, mais fu-
turo.
E tudo isto requer mais, sempre
mais. Por isso, o espaço físico tam-
bém foi crescendo, melhorando,
adaptando-se ao que ia vindo, aos
que aqui iam chegando. E foram sempre mais. São cada vez mais os
que aqui chegam. A esta pequena aldeia, que encontrou forma de ofe-
recer respostas, soluções e… vontades.

24
vária
Choose Love
I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
Rita
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh
Redshoes
Escolhe o Amor
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through Escolhi esconder-me
Tell me, are you goin' tired Mas procuro-te a toda a hora
Of what I don't do
Receitas da I wanna see, I wanna fight
Escolhi fugir
Mas estou a pedir que voltes
'Cause I don't feel scared

D Graciete
a Quero acabar
Honey, if you care Mas sei que aguentas
Fico um pouco
I choose to find Para ter a certeza que estás ao meu
Things that you left behind lado
I choose to stare Oh, oh
But I can take you anywhere
I wanna stay Não olhes para mim, olha só para ti
But my soul leaves you anyway Porque eu consigo ultrapassar
Can close the door Diz-me, estás a ficar cansado
And love, could you give me more Daquilo que eu não faço
Quero ver, quero lutar
Don't look at me, just look inside Porque não me sinto assustada
'Cause I can go through Querido, se te importas
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do Escolhi encontrar
I wanna see, I wanna fight Coisas que deixaste para trás
'Cause I don't feel scared Escolhi contemplar
Honey, if you care Mas posso-te levar a qualquer lado
Quero ficar
Choose love, choose love, love Mas a minha alma deixa-te de
Choose love, choose love, oh qualquer forma
Posso fechar a porta
Don't wanna hear, I wanna fight E amor, podes dar-me mais
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time Não olhes para mim, olha só para ti
Asking where do I belong Porque eu consigo ultrapassar
So let me know your love is real Diz-me, estás a ficar cansado
'Cause this time you won't control Daquilo que eu não faço
Tell me please, what do you feel
Sopa seca Do I have to save your soul
Quero ver, quero lutar
Porque não me sinto assustada
Ingredientes: Querido, se te importas

Carne de porco (costela); Escolhe o amor, escolhe o amor


Couves de casta; Escolhe o amor, escolhe o amor
Pão duro;
Alhos e hortelã q.b. Não quero ouvir, nao quero lutar
Porque desta vez nao vou errar
Coze-se o naco de carne de porco da salgadeira. E não posso desperdiçar este tempo
Na mesma água cozem-se couves de casta, de precioso
preferência os talos mais grossos. Quando estas Perguntando onde pertenço
levantarem fervura, junta-se bastantes folhas Então, diz-me que o teu amor é
de hortelã, muito alho picado e azeite caseiro, verdadeiro
para temperar. Por fim junta-se o pão duro, Porque desta vez, não vais controlar
partido aos bocadinhos. Rectifica-se os tempe- Diz-me, por favor, o que sentes
ros e deixa-se apurar. Tenho de salvar a tua alma

Nota: esta sopa fica ainda mais saborosa se for Tradução: Vanessa Paiva, professora
confeccionada de véspera.
25
passatempos
palavras cruzadas os efeitos da crise
O Mundo do Espectáculo

O Homem
Aranha ficou
sem
emprego…

Por falta de
régua e
esquadro
usa-se uma
cadeira.
Verticais: 1. Artista dramático (fem.).
Verticais: 2. Pessoa que se ocupa da caracterização do rosto de
um artista, recorrendo a cosméticos e outros produtos para
embelezamento ou disfarce.
Verticais: 3. Participantes de uma peça ou de um filme que vêm
à cena como parte de um grupo, geralmente sem falar.
Horizontais: 4. Pessoa que coadjuva um profissional no desem-
penho das suas funções.
Verticais: 5. Responsável pelos cenários de um espectáculo de O polvo dos
teatro ou de dança. pobres.
Horizontais: 6. Período de tempo que representa um ciclo de E enquanto
produção. há
Horizontais: 7. Responsável pela execução de um filme ou de um salsichas!...
programa televisivo.
Verticais: 8. Profissional que dirige um espectáculo de teatro ou
uma ópera.
Horizontais: 9. Artista que se dedica à dança, segundo as orien-
tações de um coreógrafo (fem.).
Verticais: 10. Pessoa que se dedica à arte musical, como compo-
sitor ou intérprete.
Horizontais: 11. Compositor ou músico que dirige uma orquestra.
Verticais: 12. Artista que executa sozinho um trecho musical.
Horizontais: 13. Responsável financeiro pela realização de um
filme, de uma peça de teatro ou de outro qualquer espectáculo.
Horizontais: 14. Artista que canta por profissão.
Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt

o lobo, a cabrinha e a couve


O Jeremias atravessa uma região inóspita levando consigo uma cabrinha, uma couve e um lobo. Durante todo
o percurso, o lobo quer comer a cabrinha e a cabrinha quer comer a couve, tendo ele de se acautelar para que
nenhuma destas desgraças aconteça. Ao chegar perto de um rio avista um pequeno barco que pode utilizar
para fazer a travessia, no entanto é tão pequeno que só cabe um elemento de cada vez: ou o lobo, ou a cabri-
nha, ou a couve. O Jeremias viu-se enrascado pois não podia deixar o lobo com a cabrinha, nem a cabrinha
com a couve. Como pode ele resolver o problema, de forma a que todos atravessem a margem?

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professores textos criativos

O significado das coisas:


carta aos alunos que partem

Marisa Araújo
professora

E numa noite tudo muda. Começa a contagem decrescente para o final. E assim,
tentamos apressadamente delinear os contornos dos rostos que vimos quase diariamente
durante três anos. Fechamos os olhos, para ver melhor. Procuramos cristalizá-los nas nossas
memórias. Guardá-los num lugar reservado a tudo aquilo que nos é grato.
E naquela noite todos brilhavam. Vestidos de novo, com os sapatos a magoar os pés. A dar iní-
cio a uma nova caminhada. A começar a dizer-nos adeus. Ninguém o verbalizou, mas naque-
la noite havia já algo a chorar por detrás de cada um dos sorrisos disparados e eternizados nas
fotografias. Talvez depois de tudo… depois da euforia do vestido novo, das unhas pintadas,
das gravatas de nó apertado, dos sapatos a brilhar… Talvez se tenha começado a olhar para
trás, para o tempo, para aqueles que generosamente o preencheram e lhe deram vida e
memórias e alegria.
Apesar de ser um ritual que se repete, consegue sempre ser reinventado. São eles que têm esse
condão. Os nossos alunos. Os nossos alunos… Que lentamente vão deixando de ser nossos e
passar a pertencer ao mundo. Tudo está certo. Cada um de nós sabe dentro de si que é assim
que tem de ser: eles vão passando e a memória que têm de nós, dos seus professores, fica quie-
ta, arrumada, parada no tempo. Nada mais lhe será acrescentado depois do último dia.
Porque cada um dos dias que partilhámos é irrepetível. E as salas vão ficar vazias. E os ecos
das vozes dos que partiram ainda se vão ouvir no silêncio.
Fazer parte da vida das pessoas significa saber aceitar que, a certa altura, os caminhos
divergem. Aceitar isso é saber igualmente que cada um de nós é uma possibilidade. De futuro.
E há encontros. Bons encontros. Que permanecem sob a forma de memórias, de pequenos
nadas que se matizam e se transformam em gratidão. Obrigada, então, a cada um dos nossos
alunos finalistas. A cada um dos que se prepara para partir.
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