Você está na página 1de 32
DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO)

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO)

Prezados Alunos!

Segue a Aula 3 de Direito Eleitoral!

Agora vamos lá!

Por sua aprovação!

QUADRO SINÓPTICO DA AULA:

1. O

(voto): sanções ao

inadimplemento, isenção, justificação pelo não comparecimento à eleição;

dever

eleitoral

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

1

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

1. O dever eleitoral (voto): sanções ao inadimplemento, isenção, justificação pelo não comparecimento à eleição.

Estudamos em Aula pretérita o Princípio da Obrigatoriedade do Alistamento e do Voto.

A Capacidade Eleitoral Ativa ou Alistabilidade, como estudada, é a capacidade de ser eleitor, que constitui o direito de votar.

Por outro lado, a capacidade eleitoral passiva é possibilidade de

concorrer a um mandato eletivo, de eleger-se (é o direito de ser votado).

Com efeito, para que se adquira o direito de votar, é preciso que o indivíduo realize seu ALISTAMENTO ELEITORAL, nos termos do art. 14, §1º, da CF-88, que regulou com detalhes a obrigatoriedade do alistamento da seguinte maneira:

CF-88

 

Art. 14

§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

 

a)

os analfabetos;

b)

os maiores de setenta anos;

c)

os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

O

art.

14,

§1º,

da

CF-88 dispõe, portanto, sobre a

obrigatoriedade do alistamento e do voto. Abaixo um quadro esquemático para memorização:

ALISTAMENTO ELEITORAL e VOTO

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

2

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

OBRIGATÓRIOS

FACULTATIVOS

Apenas para os maiores de 18 anos e menores de 70 anos

18 anos < X < 70 anos

o

o

analfabetos

maiores de 16 anos e menores de 18 anos

maiores de 70 anos

o

Resumo:

16 anos < X < 18 anos;

X > 70 anos

A Resolução TSE nº 21.538/2003, em seu art. 14

prevê, em outras palavras, que é preciso comprovar a idade 16 ANOS completos na data do pleito, e não necessariamente na data do alistamento eleitoral, desde que a inscrição seja no mesmo ano eleitoral. Assim, desde já assiná-lo que é possível alistar-se com 15 anos de idade, desde que se prove possuir os 16 anos completos quando da eleição e que seja no mesmo ano do pleito.

Observação:

Resolução TSE nº 21.538/03

Art. 14. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do menor que completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.

Por outro lado, como não poderemos nos esquecer do nosso velho Código Eleitoral, é importante considerarmos que é previsto nele maiores disposições sobre a obrigatoriedade do alistamento e do voto. Em regra, não são cobrados em concursos na mesma freqüência que os conhecimentos do texto constitucional, mas iremos enfrentá-los para o caso de eventualmente constar na prova.

O Código Eleitoral prevê no seu art. 6º, caput, que o “alistamento e voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo”. No entanto, vige atualmente o previsto no art. 14, § 1º, I e II da CF-88:

alistamento e voto obrigatórios para os maiores de

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

3

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

dezoito anos (18 anos).

alistamento e voto facultativos para os analfabetos, para os maiores de setenta anos (70 anos) e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos (16 anos < x < 18 anos).

Com efeito, prevê o mesmo art. 6º uma certa facultatividade para o alistamento e para o voto, nos seguintes termos:

Código Eleitoral

Art. 6º O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo, salvo:

I - quanto ao alistamento:

a) os inválidos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os que se encontrem fora do país.

II - quanto ao voto:

a) os enfermos;

b) os que se encontrem fora do seu domicílio;

c) os funcionários civis e os militares, em serviço que os impossibilite de votar.

Com facultativo para:

isso,

segundo

o

Código

Eleitoral,

o

alistamento

seria

INVÁLIDOS; 1

MAIORES DE 70 ANOS (> 70 anos) – já previsto no novo texto constitucional;

OS QUE SE ENCONTREM FORA DO PAÍS (brasileiros natos ou naturalizados que estejam fora do Brasil);

1 Faço apenas uma pequena observação de que, segundo a Res.-TSE no 21.920/2004, em seu art. 1º, o alistamento eleitoral e voto obrigatórios para pessoas portadoras de deficiência.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

4

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Por sua vez, o voto seria facultativo para:

ENFERMOS;

 

OS QUE SE ENCONTREM FORA DO SEU DOMICÍLIO;

FUNCIONÁRIOS CIVIS E OS MILITARES, EM SERVIÇO QUE OS IMPOSSIBILITE DE VOTAR

Por

fim,

que

se

dedicar

especial

atenção

à

previsão

constitucional da obrigatoriedade e facultatividade do alistamento e do voto, não se esquecendo desta previsão contida no Código Eleitoral.

ATENÇÃO!

IMPEDITIVOS PARA O ALISTAMENTO!

Você sabia que os “conscritos” não podem ser eleitores?? E, igualmente, os estrangeiros?

O art. 14, §2º, da CF-88 determina que não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

CF-88

Art. 14

§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

Estrangeiro é fácil! Por exclusão, é aquele que não é brasileiro, nato e naturalizado. Se o estrangeiro quiser votar, é preciso que, primeiro, faça a devida naturalização, segundo as regras constitucionais.

Observação 1:

A especial condição dos Portugueses no Brasil.

A CF-88, no seu art. 12, §1º, assegura aos portugueses com residência no país os direitos inerentes ao brasileiro se houver reciprocidade em favor dos brasileiros em Portugal. Isso assegura, de fato, aos portugueses, uma espécie de quase naturalização. Desse modo, poderão alistar-se da mesma maneira que um brasileiro naturalizado o poderá. Veremos logo à frente que os Portugueses sofrem limitações apenas quanto à elegibilidade.

CF-88

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

5

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Art. 12

Aos portugueses com residência permanente no País, se

houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta

Constituição.

§ 1º

De outro lado, os Conscritos, segundo Alexandre de Moraes, são aqueles médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar obrigatório na forma da Lei nº 5.292, e aqueles que prestam serviço militar na condição de prorrogação de engajamento.

Segundo a Res.-TSE no 15.850/89: a palavra “conscritos” alcança também aqueles matriculados nos órgãos de formação de reserva e os mencionados médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial obrigatório.

Este conceito é apenas para entendermos o que são os conscritos. De todo modo, o que importa é lembrarmos que, segundo a CF-88:

NÃO PODEM ALISTAR-SE COMO ELEITORES os

Estrangeiros e

os

Conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório.

Vale frisar novamente que, conforme o art. 14, §2º da CF-88, é vedado o alistamento apenas aos conscritos, durante o serviço militar!

Com isso, os militares não estão apartados do alistamento eleitoral. Pelo contrário, como regra, os militares são alistáveis. Inclusive, adianto as condições para eleição de militares alistáveis (previstas no art. 14, §8º, da CF-88):

se contar com menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;

se contar com mais de 10 anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

CF-88

Art. 14

§

-

O

militar

alistável é elegível, atendidas as seguintes

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

6

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

condições:

I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;

II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela

autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato

da diplomação, para a inatividade.

Sanções ao Inadimplemento.

O art. 8º do Código Eleitoral prevê multa para o eleitor que ficar inadimplente com a Justiça Eleitoral por não se alistar no prazo legal.

Todavia, a Resolução nº 21.538/03 também veio dispondo exatamente sobre esta sanção, mas trouxe algumas peculiaridades relevantes, a seguir dispostas.

Sofrerá pena de MULTA o eleitor:

1. Brasileiro NATO – que não se alistar até os 19 ANOS de idade;

2. Brasileiro Naturalizado – que não se alistar até 1 ANO depois de adquirida a nacionalidade.

Observe que a intenção da lei é não permitir que indivíduos fiquem mais de 1 ano sem alistar-se como eleitores a contar da data limite para a qual poderiam fazê-lo.

Isto é, a lei coage ao brasileiro nato a alistar-se impondo multa caso não o faça em até 1 ano após completar 18 anos de idade (quando começa a obrigatoriedade de alistamento). Da mesma forma o brasileiro naturalizado, é também obrigado a alistar-se com 1 ano após a sua naturalização.

da Lei nº 9.504/97, a Resolução nº

21.538/2003 dispõe que não sofrerá a multa o não-alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o 150 (cento e cinqüenta) DIAS anteriores à eleição subseqüente à data em que completar 19 anos. Ou seja, mesmo ultrapassando os 19 ANOS de idade, se for ano eleitoral, o cidadão não será

Na

esteira do

art.

91

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

7

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

multado caso aliste-se até o 150º dias anteriores à eleição.

Já relatamos sobre a discussão doutrinária a respeito do prazo legal de alistamento. O prazo de alistamento previsto no art. 91 da Lei nº 9.504/97 e no referido art. 15, parágrafo único, da Resolução nº 21.538 teriam revogado as disposições do Código Eleitoral (Lei Complementar) sobre prazos de alistabilidade?

Importa termos em mente que a Lei nº 9.504/97, a despeito de ser Lei Ordinária, em tese não revogadora do Código Eleitoral, em seu art. 91 prevê que nos 150 DIAS anteriores à eleição não será recebido nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência (período de fechamento do cadastro eleitoral). A Resolução nº 21.538/03 segue este mesmo entendimento.

Mais uma vez, aconselho a todos a atentarem-se aos prazos concedidos pelo Código Eleitoral e pelos referidos diplomas legais, tentando adivinhar o que a prova está cobrando. Deveras, nas provas mais recentes, os examinadores têm apontado pela revogação do Código Eleitoral neste aspecto, aplicando-se o prazo da Lei Eleitoral (Lei nº 9.504/97) e da Resolução nº

21.538/03.

Lei Eleitoral

Art. 91. Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos 150 (cento e cinqüenta) DIAS anteriores à data da eleição.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou

o naturalizado que não se alistar até 1 (um) ano depois de

adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.

Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não-alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º (centésimo qüinquagésimo primeiro) dia anterior à eleição subseqüente

à data em que completar 19 anos (Código Eleitoral, art. 8º c.c.

a Lei nº 9.504/97, art. 91).

Além disso, vale frisar que, segundo a Resolução nº 21.538/03,

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

8

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

esta multa deve ser cobrada nos termos do seu art. 85, que prevê como base de cálculo para aplicação das multas a UFIR e não mais o salário-mínimo, como o faz ainda o Código Eleitoral.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 85. A base de cálculo para aplicação das multas previstas pelo Código Eleitoral e leis conexas, bem como das de que trata esta resolução, será o último valor fixado para a Ufir, multiplicado pelo fator 33,02, até que seja aprovado novo índice, em conformidade com as regras de atualização dos débitos para com a União.

Esta é o atual entendimento do TSE a respeito das multas eleitorais, inclusive o aplicado na prática. Recordo apenas que os dispositivos do Código Eleitoral ainda não foram revogados expressamente pela legislação em vigor.

foram revogados expressamente pela legislação em vigor. Observação: adianto que os brasileiros natos e os

Observação: adianto que os brasileiros natos e os naturalizados

maiores de 18 anos que não se alistarem como eleitores, além da multa prevista no art. 8º do Código, sofrerão também as limitações previstas no art. 7º, §1º, que estudaremos a seguir.

Código Eleitoral

Art. 7

§ 2º Os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos, salvo os excetuados nos arts. 5º e 6º, nº 1, sem prova de estarem alistados não poderão praticar os atos relacionados no parágrafo anterior.

Por outro lado, acredito que sanções maiores são as previstas no §1º do art. 7º, pois estas restringem em demasia os direitos daquele eleitor faltoso e negligente com suas obrigações eleitorais.

Vamos detalhar melhor:

Código Eleitoral

Art. 7º

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

9

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

§ 1º

respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor:

I - inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

eleição, pagou a

Sem a prova

de

que

votou

na última

II

- receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos

de

função ou emprego público, autárquico ou para estatal, bem

como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subseqüente ao da eleição;

III - participar de concorrência pública ou administrativa da

União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;

IV - obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia

mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e

estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja

administração este participe, e com essas entidades celebrar

contratos;

V - obter passaporte ou carteira de identidade;

VI - renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial

ou fiscalizado pelo governo;

VII - praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

caixas

de

previdência

social,

bem

como

em

qualquer

A despeito da obrigatoriedade do voto prevista na CF-88, este dispositivo da época da Ditadura Militar acaba por ferir a liberdade do cidadão, ao restringir de forma injustificada direitos pessoais.

Igualmente, não vamos aqui discutir a eficácia social da norma e sua aplicabilidade pela Justiça Eleitoral. O que precisamos saber é o que se encontra na Lei, e ela elenca essas diversas limitações em caso de

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

10

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

inadimplência eleitoral.

Para que o eleitor receba todas essas restrições, segundo a Lei Eleitoral, é preciso que ele não consiga provar pelo menos 1 das 3 situações:

1. que votou na última eleição;

2. que pagou a multa eleitoral;

3. que se justificou devidamente.

Caso ele consiga provar pelo menos 1 dessas hipóteses (que justificou, ou que pagou a multa ou, melhor ainda, que votou na última eleição), nenhuma dessas limitações poderão ser-lhe impostas.

Para melhor fixação, resumirei as restrições do art. 7º, §1º:

1.

inscrever-se

em

concurso

ou

prova,

investir-se

ou

empossar-se neles;

Percebam que o cidadão não poderá INSCREVER-SE EM CONCURSO! “Pode um negócio desse?” Rsrs. Pior ainda, não poderá INVESTIR-SE e ser EMPOSSADO. Não tomará posse enquanto não comprovar a regularidade perante a Justiça Eleitoral!

2. receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos PÚBLICOS correspondentes ao segundo mês subseqüente ao da eleição;

Em tese, segundo a lei, o servidor ou empregado público não receberá a remuneração referente ao 2º mês após a sua eleição!

3. participar de concorrência pública ou administrativa DOS ENTES FEDERADOS;

Em suma, não poderá participar de procedimentos licitatórios e de processos seletivos promovidos por qualquer dos entes da federação (União, Estados, DF e Municípios).

4. obter

empréstimos

EM

ESTABELECIMENTOS

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

PÚBLICOS

11

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

(Empresas

Autarquias, etc);

Públicas,

Instituições

Financeiras

Públicas,

5. obter passaporte ou carteira de identidade;

6. renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

7. praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Obs: assinalei os mais relevantes.

ou imposto de renda . Obs: assinalei os mais relevantes. Atenção: conforme adiantado, o §2º do

Atenção: conforme adiantado, o §2º do art. 7º do Código Eleitoral

inclui entre os que receberão referidas limitações aqueles brasileiros natos ou naturalizados que não se alistarem como eleitores, que mantiverem a condição de NÃO ALISTADOS.

Código Eleitoral

Art. 7

§ 2º Os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos, salvo os excetuados nos arts. 5º e 6º, nº 1, sem prova de estarem alistados não poderão praticar os atos relacionados no parágrafo anterior.

Assim, além daqueles eleitores que não provaram que votaram na última eleição, que pagaram a multa ou que justificaram, o cidadão maior de 18 anos que não se alistar como eleitor também não poderá realizar qualquer ato previsto no §1º do art. 7º enquanto mantiver esta condição.

De forma redundante, referido dispositivo previu que os inalistáveis não sofrerão tais limitações, ao excetuar os dispostos no art. 5º e 6º, I. Se a pessoa não pode alistar-se, também não poderá receber sanções decorrentes do não alistamento, não é verdade?

Concluindo, até que o maior de 18 anos alistável, ainda não

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

12

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

alistado, venha a alistar-se, ficará com esta “Espada de Dâmocles” na cabeça! Rsrs. Isto é, sofrerá todas as limitações previstas no art. 7º, §1º do Código Eleitoral.

Justificação do Não-Comparecimento à Eleição.

O Código Eleitoral prevê que se o eleitor deixar de votar e não se justificar no prazo de 30 DIAS após a realização da eleição, incorre em multa de 3-10% do salário-mínimo.

Código Eleitoral

Art. 7º O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 30 (trinta) dias após a realização da eleição, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 (dez) por cento sobre o salário-mínimo da região, imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista no art. 367. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 4.5.1966)

Contudo, mais recentemente, com a edição da Resolução nº

21.538/03, o TSE determina que o prazo para justificação seria de

após a eleição. Ademais, o TSE previu que a base de cálculo para a multa não seria mais o salário-mínimo, mas sim na Unidade Fiscal de Referência (UFIR), num percentual variando entre 3-10% da Unidade. É isso o que tem sido aplicado na prática.

60 DIAS

Resolução nº 21.538/2003

Art. 80. O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 60 dias após a realização da eleição incorrerá em MULTA imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista nos arts. 7º e 367 do Código Eleitoral, no que couber, e 85 desta resolução.

Art. 85. A base de cálculo para aplicação das MULTAS previstas pelo Código Eleitoral e leis conexas, bem como das de que trata esta resolução, será o último valor fixado para a UFIR, multiplicado pelo fator 33,02, até que seja aprovado novo índice, em conformidade com as regras de atualização dos débitos para

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

13

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

com a União.

Art. 80

§ 4º A fixação do valor da multa pelo não-exercício do voto observará o que dispõe o art. 85 desta resolução e a variação entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo (UFIR).

Em tese, os dispositivos do Código Eleitoral sobre o tema não foram revogados expressamente e não foram declarados inconstitucionais, mas a jurisprudência não os têm mais aplicado. Com isso, basta uma atenção para o que a questão exige, se com base na Resolução ou no Código. Algumas provas recentes têm cobrado também o Código Eleitoral. De todo modo, é mais provável que cobre o que dispõe a Resolução, ok?

Por seu turno, a sanção de multa pelo não comparecimento à eleição somente ocorrerá se conjugados 2 fatores ao mesmo tempo:

1. deixar de votar – não comparecer no dia da eleição para votar;

2. não se justificar no prazo de 60 DIAS após a eleição, conforme a Resolução nº 21.538/03, ou 30 dias, conforme o Código Eleitoral.

DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)

DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)
DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)

Para eleitores que estão no exterior, o prazo é de 30 DIAS a contar do retorno ao país.

O pedido de justificação pode ser realizado em qualquer Zona Eleitoral do país, mas sempre será dirigido ao Juiz Eleitoral da Zona de inscrição do eleitor. Em caso de aplicação de multa, sendo esta paga, tem o eleitor direito a imediata emissão de Certidão de Quitação Eleitoral.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 80

§ 1º Para eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito, o prazo de que trata o caput será de 30 dias, contados do seu retorno ao país.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

14

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

§ 2º O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição, podendo ser formulado na zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará sua remessa ao juízo competente.

§ 3º Indeferido o requerimento de justificação ou decorridos os prazos de que cuidam o caput e os §§ 1º e 2º, deverá ser aplicada multa ao eleitor, podendo, após o pagamento, ser-lhe fornecida certidão de quitação.

Caso o eleitor abstenha-se de votar (não compareça às urnas) por 3 ELEIÇÕES CONSECUTIVAS, não apresente justificativa e não

pague possíveis multas impostas, terão suas inscrições

Esta sanção de cancelamento da inscrição, somente ocorrerá se o eleitor não votar em 3 eleições. Frise-se que são 3 eleições consecutivas! Isto é, o eleitor não terá sua inscrição eleitoral cancelada na seguinte situação: não ter votado em 2 eleições seguidas, na 3ª tiver comparecido e na 4ª eleição não tiver votado, pois, nesse caso, não foi preenchido o requisito legal de 3 eleições consecutivas para o cancelamento.

Não se sujeitam ao cancelamento por ausência em 3 pleitos os não obrigados ao exercício do voto por norma constitucional (hipóteses de voto facultativo):

Segundo a CF-88: os analfabetos, os maiores de setenta anos (70 anos) e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos (16 anos < x < 18 anos).

Segundo o §3º do art. 7º do Código Eleitoral, o eleitor terá sua inscrição cancelada caso não vote por 3 eleições seguidas, ou não pague a multa ou não justifique o voto no prazo de 6 meses a contar da última eleição (3ª eleição consecutiva) a que deveria ter comparecido.

CANCELADAS

!

Código Eleitoral

Art. 7º

§ 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico de dados, será CANCELADA A INSCRIÇÃO do eleitor que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar

em 3 (três) eleições consecutivas , não pagar a multa ou não se justificar no prazo

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

15

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

da data da última eleição a que deveria ter comparecido.

Resolução TSE nº

21.538/2003, o cancelamento somente poderá se dar após ausência de justificação do eleitor e do não pagamento da multa.

Na esteira do

contido

no

art.

80,

§6º, da

Art. 80

§ 6º Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em 3 (três) eleições consecutivas, salvo se houver apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de multa, ficando EXCLUÍDOS do cancelamento os eleitores que, por prerrogativa constitucional, não estejam obrigados ao exercício do voto.

No entanto, caput do art. 80 da Resolução TSE nº 21.538/2003,

prevê que o prazo para justificação na hipótese de abstenção às urnas por 3 vezes consecutivas é de 60 DIAS, contrariamente ao que prevê o art. 7º, §3º, do Código Eleitoral (6 meses). O raciocínio já comentado a respeito das divergências entre os 2 diplomas estudados também se aplica a este caso.

CANCELAMENTO DA INSCRIÇÃO por

inadimplemento eleitoral:

Condições

para

o

1. NÃO VOTAR POR 3 ELEIÇÕES CONSECUTIVAS; ou

2. NÃO PAGAR A MULTA;

3. NÃO SE JUSTIFICAR NO PRAZO DE

60 DIAS

(Resolução

ELEIÇÃO CONSECUTIVA.

21.538/03)

ou

6

meses

(Código

Eleitoral)

DA

O documento de justificação entregue pelos Mesários ao eleitor no dia da eleição faz prova da ausência do eleitor do seu domicílio eleitoral.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 81. O documento de justificação formalizado perante a Justiça Eleitoral, no dia da eleição, prova a ausência do eleitor do seu domicílio eleitoral.

O eleitor poderá efetuar o pagamento de eventual multa

eleitoral em débito perante qualquer juízo eleitoral. Da mesma forma, o

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

16

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Eleitor que estiver quite com suas obrigações eleitorais poderá requerer Certidão de Quitação Eleitoral em qualquer Zona Eleitoral do país, não se limitando a pedir exclusivamente em sua zona eleitoral.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 82. O eleitor que não votar e não pagar a multa, caso se encontre fora de sua zona e necessite prova de quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento perante o juízo da zona em que estiver (Código Eleitoral, art. 11).

§ 4º O eleitor que estiver quite com suas obrigações eleitorais poderá requerer a expedição de certidão de quitação em zona eleitoral diversa daquela em que é inscrito (Res.-TSE nº 20.497, de

21.10.99).

Sanções aos Agentes Públicos.

A regra constante do art. 9 do Código Eleitoral é direcionada aos servidores da Justiça Eleitoral e da Administração Pública de todos os Entes da Federação que não cumprirem o disposto nos art. 7 e 8. Ou seja, caso os servidores dos Tribunais Eleitorais (vocês) não efetivem as multas eleitorais previstas no Código e não cancelem as inscrições na forma do §7º ou, os agentes públicos responsáveis pelo cumprimento das limitações previstas no §1º do art. 7º, não levem a cabo tais determinações, incorrerão em multa de 1-3 salários-mínimos ou suspensão disciplinar de até 30 dias!

Ressalto apenas que a multa a ser aplicada não é mais com base no salário-mínimo, mas em UFIRs.

Algumas vozes apontam também para aplicabilidade aos Juízes Eleitorais de tais sanções do art. 9º. No entanto, importa apenas sabermos de tal previsão de multa e suspensão disciplinar.

Código Eleitoral

Art. 9º Os responsáveis pela inobservância do disposto nos arts. 7º e 8º (servidores dos TREs e agentes públicos responsáveis) incorrerão na multa de 1 (um) a 3 (três) salários-mínimos vigentes na zona eleitoral ou de suspensão

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

17

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

disciplinar até 30 (trinta) dias.

Justificação pelo não comparecimento.

Os eleitores ausentes na votação das eleições, mas que devidamente justificaram, como também os inalistáveis, têm direito a uma certidão da Justiça Eleitoral que valerá como prova da justificação para os efeitos legais. Assim preleciona o art. 10:

Código Eleitoral

Art. 10. O juiz eleitoral fornecerá aos que não votarem por motivo justificado e aos não alistados nos termos dos artigos 5º e 6º, nº 1, documento que os isente das sanções legais.

Segundo o art. 10, quem têm direito ao documento isentivo das sanções legais?

Eleitores que justificaram;

Os inalistáveis.

O art. 11 apenas prevê a possibilidade do eleitor pagar multa eleitoral na Zona Eleitoral que estiver residindo, quando esta for diversa da que estiver inscrito. Os seus parágrafos merecem apenas uma leitura rápida.

Código Eleitoral

Art. 11. O eleitor que não votar e não pagar a multa, se se encontrar fora de sua zona e necessitar documento de quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento perante o Juízo da zona em que estiver.

§ 1º A multa será cobrada no máximo previsto, salvo se o eleitor quiser aguardar que o juiz da zona em que se encontrar solicite informações sobre o arbitramento ao Juízo da inscrição.

§. 2º Em qualquer das hipóteses, efetuado o pagamento través de selos federais inutilizados no próprio requerimento, o juiz que recolheu a multa comunicará o fato ao da zona de inscrição e fornecerá ao requerente comprovante do pagamento.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

18

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

EXERCÍCIOS COMENTADOS

-

31/01/2010.

A respeito da obrigatoriedade do voto, é correto afirmar que

a) o voto é facultativo para os maiores de 60 anos.

b) o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá sua inscrição cancelada.

c) para o eleitor que se encontrar no exterior, o prazo para justificação é de 30

dias contados da data da eleição.

d) os menores de 18 anos que deixarem de votar estarão sujeitos à multa.

e) os estrangeiros não naturalizados brasileiros votarão em separado.

QUESTÃO

89:

[FCC]

TRE

AM

Téc.

-

-

-

Administrativa

[FCC]

COMENTÁRIOS:

Segundo

para os

analfabetos. Logo, o item “a” está errado.

O item “b” - o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá sua inscrição cancelada – está correto porque, segundo a literalidade do Código Eleitoral, realmente a abstenção por 3 eleições consecutivas é causa de cancelamento da inscrição, conforme profetizam os arts. 7º, §3º, 71, V, do Código Eleitoral:

maiores de 70 anos, maiores de 16 e menos de 18 anos e

facultativo para os

o

art. 14,

§1º,

a

CF-88, o

voto somente

é

Código Eleitoral

Art. 7º

§ 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo processo eletrônico

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

19

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

de dados, será CANCELADA A INSCRIÇÃO do eleitor que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a contar da data da última eleição a que deveria ter comparecido.

Art. 71. São causas de cancelamento:

V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.

Ressalto, contudo, que o art. 80, §6º, da Resolução TSE nº 21.538/2003, determina que o cancelamento somente poderá se dar após ausência de justificação do eleitor e do não pagamento da multa.

Resolução nº 21.538/2003

Art. 80

§ 6º Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de

apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de multa, ficando excluídos do cancelamento os eleitores que, por prerrogativa constitucional, não estejam obrigados ao exercício do voto e cuja idade não ultrapasse 80 anos.

votar

em

três

eleições

consecutivas,

votar em três eleições consecutivas , salvo se houver

salvo

se

houver

Assim, em termos práticos e doutrinários, o simples não comparecimento em 3 eleições consecutivas não é motivo, por si só, para automaticamente a inscrição ser cancelada. É preciso que se conjugue também o não pagamento da multa e a não justificação no prazo de 6 meses da 3ª eleição consecutiva (prazo do art. 7, §3º do Código Eleitoral).

NO ENTANTO, trata-se de questão da FCC, que exige o que mesmo dos candidatos? A literalidade do texto normativo! Assim, segundo o art. 7, §3º, do Código, o fato de não votar por 3 eleições consecutivas é fato que gera o cancelamento da inscrição. Deste modo, o item “b” está CORRETO.

RESPOSTA CERTA: B

QUESTÃO 90: TRE-PE - Analista Judiciário – Administrativa [FCC] -

25/01/2004.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

20

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Sem provar que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou que se justificou devidamente, dentre outras sanções, NÃO poderá o eleitor

a) obter passaporte.

b) abrir conta em qualquer estabelecimento bancário.

c) abrir crediário em lojas comerciais.

d) receber salários de empresas privadas.

e) ser empossado em cargo de empresa privada.

COMENTÁRIOS:

Veja que quem não votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou não se justificou, incide nas sanções previstas no art. 7º, §1º, do Código Eleitoral. Não poderão, entre outros, obter passaporte (inciso V).

Revisando: para que o eleitor receba todas essas restrições, segundo a Lei Eleitoral, é preciso que ele não consiga provar pelo menos 1 das 3 situações:

1. que votou na última eleição;

2. que pagou a multa eleitoral;

3. que se justificou devidamente.

Código Eleitoral

 

Art. 7º

 

§

Sem a prova

de

que votou

na última

eleição, pagou a

respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor:

I - inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

II

- receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos

de função ou emprego público, autárquico ou para estatal, bem

como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado,

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

21

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

correspondentes

eleição;

III - participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias;

da

ao

segundo

mês

subseqüente

ao

IV - obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia

mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e

estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar

contratos;

V - obter passaporte ou carteira de identidade;

VI - renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial

ou fiscalizado pelo governo;

VII - praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

caixas

de

previdência

social,

bem

como

em

qualquer

Por fim, lembrar que os brasileiros natos ou naturalizados maiores de 18 anos que mantiverem a condição de NÃO ALISTADOS, incorrerão nas mesmas sanções do art. 7º, §1º, do Código Eleitoral.

O eleitor não está impedido de abrir conta em estabelecimento bancário, nem de abrir crediário em lojas comerciais privadas. Conforme o inciso IV do §1º do art. 7, o eleitor não poderá adquirir empréstimo em instituições públicas. Por isso, estão errados os itens “b” e “c”.

Quanto ao item “d”, de acordo com o inciso II do mesmo dispositivo, o eleitor não poderá apenas receber vencimentos da Administração Pública, como servidor ou empregado público. Não existe a restrição aos salários de empresas privadas, por isso o item é também errado.

Finalmente, o item “e” está errado ao prevê que posse em cargo privado fosse outra limitação imposta ao eleitor. Tão somente posse e/ou investidura em cargo, emprego ou função pública é que é vedado ao eleitor sancionado.

RESPOSTA CERTA: A

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

22

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

QUESTÃO 91: TRE-SC - Analista Judiciário – Judiciária [FAPEU] -

19/06/2005.

O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo. Assim, assinale a alternativa CORRETA.

a)Estão dispensados de votar os enfermos, os que se encontrem fora de seu domicílio e os funcionários civis e militares em serviço que os impossibilite de votar.

b)Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte e tampouco empreender viagem ao exterior.

c)Estão dispensados de votar os inválidos, os maiores de 65 (sessenta e cinco) anos e os que se encontrem no exterior.

d)O brasileiro que deixou de ser analfabeto e não se alistou até um ano depois da escolarização, incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o valor do salário, com a devida atualização legal.

COMENTÁRIOS:

Segundo o art. 6, I e II, do Código Eleitoral, estão dispensados do alistamento e do voto:

I - quanto ao alistamento:

a) os inválidos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os que se encontrem fora do país.

II - quanto ao voto:

a) os enfermos;

b) os que se encontrem fora do seu domicílio;

c) os funcionários civis e os militares, em serviço que os impossibilite de votar.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

23

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Assim, o item “a” está correto e o item “c” está errado.

Quanto ao item “b”, consoante questão anterior, está errada apenas a última parte, ao limitar o eleitor de empreender viagem ao exterior.

Quanto ao item “d”, o analfabeto, mesmo que não se aliste após a sua escolarização, não pagará a multa eleitoral prevista no art. 8º do Código, conforme art. 16 da Resolução nº 21.538/2003:

Resolução nº 21.538/2003 Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo (Constituição
Resolução nº 21.538/2003
Art.
16.
O
alistamento
eleitoral
do
analfabeto
é
facultativo
(Constituição Federal, art. 14, § 1º,II, a).
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sêlo, deverá
requerer sua inscrição eleitoral, não ficando sujeito à multa
prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).

RESPOSTA CERTA: A

QUESTÃO 92: TRE-CE - Técnico Judiciário [FCC] - 01/11/2002.

Do despacho proferido em processo de alistamento caberá recurso

a) de ofício, ao Tribunal Regional Eleitoral competente.

b) interposto por qualquer eleitor, em se tratando de decisão de deferimento do pedido de inscrição eleitoral.

c) do alistando, quando a decisão indeferir a expedição do título de eleitor.

d) interposto por partido político, na hipótese de indeferimento de pedido de inscrição eleitoral ou de transferência, apresentado por filiado.

e) interposto por preparador ou funcionário da Junta Eleitoral, se identificado

erro material na decisão exarada pelo Juiz.

COMENTÁRIOS:

Como estudamos, em caso de indeferimento, cabe recurso do alistando no prazo de 5 dias ao TRE; em caso de deferimento, cabe recurso de delegado

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

24

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

de partido ao TRE no prazo de 10 dias (Art. 17, §1º, da Resolução Tse nº

21.538/2003).

Deferimento do RAE – recurso de Delegado de Partido 10 DIAS

INdeferimento do RAE – recurso do Alistando 5 DIAS

Código Eleitoral

Art. 45

§ 7º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição caberá recurso interposto pelo alistando, e do que o deferir poderá recorrer qualquer delegado de partido.

Desse modo, o item certo é o C.

RESPOSTA CERTA: C

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

25

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

RESUMO DA AULA

Resumo das restrições do art. 7º, §1º do Código Eleitoral:

1.

inscrever-se

em

concurso

ou

prova,

investir-se

ou

empossar-se neles;

 

2.

receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos PÚBLICOS correspondentes ao segundo mês subseqüente ao da eleição;

3.

participar de concorrência pública ou administrativa DOS ENTES FEDERADOS;

4.

obter empréstimos EM ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS (Empresas Públicas, Instituições Financeiras Públicas, Autarquias, etc);

5.

obter passaporte ou carteira de identidade;

 

6.

renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

7.

praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Para que o eleitor receba todas essas restrições, segundo a Lei Eleitoral, é preciso que ele não consiga provar pelo menos 1 das 3 situações:

1. que votou na última eleição;

2. que pagou a multa eleitoral;

3. que se justificou devidamente.

Com a edição da Resolução nº 21.538/03, o TSE determina que o

prazo para justificação seria de

previu que a base de cálculo para a multa não seria mais o salário-mínimo, mas sim na Unidade Fiscal de Referência (UFIR), num percentual

após a eleição. Ademais, o TSE

60 DIAS

60 DIAS

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

26

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

variando entre 3-10% da Unidade. É isso o que tem sido aplicado na prática.

A sanção de multa pelo não comparecimento à eleição somente ocorrerá se conjugados 2 fatores ao mesmo tempo:

1. deixar de votar – não comparecer no dia da eleição para votar;

2. não se justificar no prazo de 60 DIAS após a eleição, conforme a Resolução nº 21.538/03, ou 30 dias, conforme o Código Eleitoral.

DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)

DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)
DEIXAR DE VOTAR + NÃO SE JUSTIFICAR (até 60 DIAS)

Condições

para

inadimplemento eleitoral:

o

CANCELAMENTO

DA

INSCRIÇÃO

por

 

1. NÃO VOTAR POR 3 ELEIÇÕES CONSECUTIVAS; ou

 

2. NÃO PAGAR A MULTA;

 

3. NÃO SE JUSTIFICAR NO PRAZO DE

60 DIAS

(Resolução

 

21.538/03)

ou

6

meses

(Código

Eleitoral)

DA

ELEIÇÃO CONSECUTIVA.

 

O

ALISTAMENTO

se

faz

mediante

a

QUALIFICAÇÃO

e

INSCRIÇÃO do eleitor.

Domicílio ELEITORAL Domicílio CIVIL

Deferimento do RAE – recurso de Delegado de Partido 10 DIAS

INdeferimento do RAE – recurso do Alistando 5 DIAS

Os empregados contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), podem faltar ao serviço por até 2 DIAS para alistarem-se ou solicitarem transferência.

O art. 71 do Código Eleitoral prevê as hipóteses de Cancelamento da inscrição eleitoral. Vejamos cada uma delas:

1) as infrações dos artigos. 5º e 42 do Código Eleitoral:

Prof. Ricardo Gomes

Art. 5º - previsão legal dos

INALISTÁVEIS

caso o

27

www.pontodosconcursos.com.br

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

inalistável

cancelada! Deve-se verificar o conceito de inalistável de forma atualizada com a CF-88: estrangeiros e

inscrição

venha

a

alistar-se,

terá

sua

sabem

exprimir-se na língua nacional; os privados dos

seus direitos políticos, temporária definitivamente;

ou

conscritos;

Código

Eleitoral:

os

que

não

Art. 42 – Alistamento de eleitor feito em zona eleitoral diferente de seu domicílio – causa de cancelamento de sua inscrição. Esta é uma hipótese de fraude ao processo de qualificação e inscrição, quando o eleitor inscreve-se em zona eleitoral na qual não possui residência.

2) a Suspensão ou Perda dos direitos políticos;

3) a Pluralidade de inscrição;

4) o falecimento do eleitor;

5) deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.

Resumo das Hipóteses de Cancelamento das Inscrições:

a) a infração dos artigos. 5º (INALISTÁVEIS) e 42 (Alistamento de eleitor feito em zona eleitoral diferente de seu domicílio);

b) a suspensão ou perda dos direitos políticos;

c) a pluralidade de inscrição;

d) o falecimento do eleitor;

e) deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.

f) cancelamento de ofício dos títulos eleitorais não apresentados em procedimento de revisão de eleitorado.

g) por perda da nacionalidade (art. 12, §4º, da CF-88).

Legitimados para propor o cancelamento:

1. Ex ofício

Eleitoral procede no

cancelamento sempre que tiver conhecimento de algumas

isto

é,

o

próprio Juiz

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

28

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

das causas;

2. Delegado de Partido Político – este faz um requerimento formal solicitando o cancelamento de determinada(s) inscrição(ões).

3. Qualquer Eleitor – qualquer cidadão poderá pleitear o cancelamento de inscrição eleitoral.

Segundo o art. 75 do Código Eleitoral, o cancelamento da inscrição irregular deverá preferencialmente se dar na seguinte ordem:

1. na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral;

2. naquela cujo título não haja sido entregue ao eleitor;

3. naquela cujo título não haja sido utilizado para o exercício do voto na última eleição;

4. na mais antiga.

21.538 prevê apenas uma única

alteração na ordem: colocou como a 1ª a ser cancelada a inscrição MAIS

RECENTE, efetuada contrariamente às instruções em vigor.

O

art.

40

da Resolução nº

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

29

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

EXERCÍCIOS COM GABARITO

QUESTÃO

31/01/2010.

A respeito da obrigatoriedade do voto, é correto afirmar que

a) o voto é facultativo para os maiores de 60 anos.

b) o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas terá sua inscrição cancelada.

c) para o eleitor que se encontrar no exterior, o prazo para justificação é de 30

dias contados da data da eleição.

d) os menores de 18 anos que deixarem de votar estarão sujeitos à multa.

e) os estrangeiros não naturalizados brasileiros votarão em separado.

QUESTÃO 90: TRE-PE - Analista Judiciário – Administrativa [FCC] -

25/01/2004.

-

89:

[FCC]

TRE

AM

Téc.

-

-

-

Administrativa

[FCC]

Sem provar que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou que se justificou devidamente, dentre outras sanções, NÃO poderá o eleitor

a) obter passaporte.

b) abrir conta em qualquer estabelecimento bancário.

c) abrir crediário em lojas comerciais.

d) receber salários de empresas privadas.

e) ser empossado em cargo de empresa privada.

QUESTÃO 91: TRE-SC - Analista Judiciário – Judiciária [FAPEU] -

19/06/2005.

O alistamento e o voto são obrigatórios para os brasileiros de um e outro sexo.

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

30

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

Assim, assinale a alternativa CORRETA.

a)Estão dispensados de votar os enfermos, os que se encontrem fora de seu domicílio e os funcionários civis e militares em serviço que os impossibilite de votar.

b)Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor obter passaporte e tampouco empreender viagem ao exterior.

c)Estão dispensados de votar os inválidos, os maiores de 65 (sessenta e cinco) anos e os que se encontrem no exterior.

d)O brasileiro que deixou de ser analfabeto e não se alistou até um ano depois da escolarização, incorrerá na multa de três a dez por cento sobre o valor do salário, com a devida atualização legal.

QUESTÃO 92: TRE-CE - Técnico Judiciário [FCC] - 01/11/2002.

Do despacho proferido em processo de alistamento caberá recurso

a) de ofício, ao Tribunal Regional Eleitoral competente.

b) interposto por qualquer eleitor, em se tratando de decisão de deferimento do pedido de inscrição eleitoral.

c) do alistando, quando a decisão indeferir a expedição do título de eleitor.

d) interposto por partido político, na hipótese de indeferimento de pedido de inscrição eleitoral ou de transferência, apresentado por filiado.

e) interposto por preparador ou funcionário da Junta Eleitoral, se identificado

erro material na decisão exarada pelo Juiz.

GABARITOS OFICIAIS

89

90

91

92

B

A

A

C

Até a próxima Aula!

Bons estudos!

Ricardo Gomes

Por sua aprovação!

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

31

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E

DIEGOFELIPEBICALHODAR95723757253

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE RONDÔNIA (TRE/RO) DIREITO ELEITORAL - TEORIA E EXERCÍCIOS ANALISTA E TÉCNICO (TODOS OS CARGOS) AULA 3 PROF: RICARDO GOMES

REFERÊNCIAS

BARROS, Francisco Dirceu: Direito Eleitoral: teoria, jurisprudência. 8.ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 33. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

CÂNDIDO, Joel José. Direito Eleitoral. Bauru: Edipro, 2002.

Código eleitoral anotado e legislação complementar. 8. ed. rev. e atual. – Brasília : TSE, 2008.

CONEGLIAN, Olivar. Radiografia da Lei das Eleições 2010. 6.ed. Curitiba:

Juruá, 2010.

DAL POZZO, Antônio Araldo Ferraz. Lei nº 9.504/97: estrutura, análise e jurisprudência. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

FAGA, Tânia Regina Trombini. Julgamentos e Súmulas do STF e STJ. São Paulo: Método, 2009.

FERRAZ JUNIOR, Tércio Sampaio: Introdução ao estudo de direito:

técnica, decisão, dominação. 3.Ed. São Paulo: Atlas, 2001.

GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 5.ed. DelREy: 2010.

MELO, Henrique:

Método, 2010.

MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. 25.ed. São Paulo: Atlas, 2010.

PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário Jurídico. 18. ed. Rio de Janeiro: Forense,

2001.

PORTO, Roberto. Lei nº 9.504/97. São Paulo: Saraiva, 2009.

RAMAYANA, Marcos. Direito Eleitoral. 9.ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2009.

RIBEIRO, Fávila. Direito Eleitoral. 5.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998.

SILVA, Fernando Carlos Santos da. Anotações de direito eleitoral. Brasília:

Vestcon, 2008.

Direito Eleitoral para Concursos.

2.ed. São

Paulo:

Prof. Ricardo Gomes

www.pontodosconcursos.com.br

32

“O homem não é outra coisa senão seu projeto, e só existe à medida que se realiza”. - Jean Paul Sartre