Elementos de Geodesia (1

)
GEODESIA: é uma disciplina do ramo da Geofísica. É a ciência que
se ocupa da forma e dimensões da Terra e medição do seu campo
gravítico, com vista à representação cartográfica, e que introduziu o
conceito de geóide.
A Terra não é plana:
Problemas a resolver:
• Dimensões;
• Representação num plano (plano cartográfico) de uma superfície que não é
plana.

A Terra localmente pode ser descrita através de um modelo Euclidiano.
A Terra globalmente não pode ser descrita através de um modelo
Euclidiano.
A Terra é achatada nos pólos, devido à existência de uma força centrífuga,
que é função do seu movimento de rotação, em torno do seu eixo.

1

Elementos de Geodesia (2)
Geóide:

é uma superfície de nível que corresponde aproximadamente ao
nível médio da água dos mares. Esta superfície é uma ficção. As altitudes são
contadas a partir do Geoíde. É nos marégrafos que se efectuam as medições
das marés. Tem a forma de um elipsóide de revolução, que não é regular, ou
seja, tem algumas ondulações (+ou- 100m). Em Portugal o marégrafo está
colocado na baía de Cascais.
R - é um vector paralelo ao eixo de rotação da Terra

Latitude Natural: Ø = 90º- α
Ø

α

Altitude Natural

Superfície equipotencial

Geóide: é uma superfície
equipotencial (gravítico)
Linha de força é perpendicular á Superfície equipotencial.

Plano Meridiano: Plano definido pelo versor da direcção da linha de força e
pelo vector R.
2

Elementos de Geodesia (3)
Coordenadas Naturais (ou Astronómicas):

são referidas à
superfície da Terra, em relação ao Geóide, medidas num sistema tridimensional de
coordenadas curvilíneas, definido por superfícies equipotenciais e linhas de força.
altitude natural ou ortométrica: é a distância sobre a linha de força entre o ponto e o Geóide;
latitude natural de um ponto à superfície da Terra, é o complemento do ângulo dos vectores R
e do versor da linha de força. É contada de 0º a 90º para e Norte e Sul do Equador. É medida
num meridiano, segundo uma linha equipotencial.
longitude natural é o ângulo diedro dos planos meridianos do ponto e de Greenwich, no Reino
Unido. É contada positivamente de 0º a 180º para Este e Oeste de Grw.

Norte Magnético versus Norte Geográfico
N-S

α

Norte Geográfico: O ponto de
intersecção da linha norte-sul
com a esfera celeste, na
direcção do pólo celeste.

Norte magnético: o sentido para onde aponta o pólo norte
de uma agulha magnética, quando livre de outros efeitos
que não sejam o campo magnético da Terra.
•Azimute do plano vertical:é o ângulo que uma semi-recta faz (contida no plano horizontal de cada lugar)
com a direcção N-S, contado no sentido horário, e que
também passa no ponto P.
•α - declinação magnética: varia periodicamente com o
tempo, e é relativamente grande, e além disso, não é a
mesma em vários pontos da Terra.
3

Elementos de Geodesia (4)
Elipsóide de Revolução: é uma superfície gerada por uma
elipse achatada nos pólos. É a superfície que melhor
representa a distribuição de massa da Terra. Os elipsóides
de revolução são as superfícies que permitem uma melhor
aproximação do Geóide. Chama-se a isso um elispóide
regularizador do Geóide.
Elipsóide de revolução
Parâmetros de Elipsóides
b

a

Elipsóide

Data

Clarke
Bessel
Hayford
WGS84

1880
1841
1909
1984

a(Km)
6 378.249
6 377.397155
6 378.388
6378.137

b(Km)
6 356.515
6 356.078963
6 356.911946
6 356.752314
4

Elementos de Geodesia (4a)
Meridiano do Lugar:

5

embora possam ser associados diversos conjuntos de coordenadas Geodésicas. 6 . Nota: A cada ponto da superfície terrestre. Estamos perante um Datum Geodésico. Neste ponto o elispóide não coincide com o Geóide.Elementos de Geodesia (5) Linha perpendicular ao elipsóide N φ1 R Terreno B N Elipsóide R φ3 N φ2 A N R R Geóide R Ponto em que o Geóide coincide com o elipsóide. tal que. está associado um conjunto único de coordenadas naturais. a latitude Geodésica é igual á latitude natural (ou astronómica). em virtude da adopção de diferentes Data Geodésicos e elipsóides regularizadores do Geóide.

com o plano equatorial do mesmo.Elementos de Geodesia (6) Coordenadas Geodésicas: são referidas a um elispóide regularizador do Geóide. contado de 0º a 180º para Este e Oeste de Grw. altitude geodésica (ou elipsóidal): é o comprimento do segmento de recta entre o ponto P e a sua projecção P0 no elipsóide. Cartográficas 7 . Processo de Transformação de Coordenadas: Coord. Quando a superfície regularizadora do Geóide é uma circunferência. o termo Geodésico transforma-se em Geográfico: latitude geodésica: ângulo da normal ao elipsóide no ponto P. Astronómicas Coord. Geodésicas Coord. longitude geodésica: ângulo diedro dos planos que contêm os meridianos geodésicos de P e Grw.

8 . As pontos da rede geodésica dá-se o nome de vértices geodésicos. A rede geodésica apresenta uma distribuição triangular. onde as coordenadas geodésicas relativas a diversos elipsóides de referência. são conhecidas com rigor.Elementos de Geodesia (7) Rede Geodésica Nacional: é o conjunto de pontos à superfície da Terra.

Naturais  Coord. Geodésicas  Coord. conhecidas. ou seja. Geodésicas relativas a um elipsóide de referência posicionadas por um Datum Geodésico  Coord. num Datum Geodésico) • Coord. Geodésicas. 9 . • Coord. Cartesianas (3D). • Coord. Cartesianas (3D) relativas a um elipsóide de referência posicionadas por um Datum Geodésico  Coord. Cartesianas (3D) relativas a um segundo elipsóide de referência posicionadas por um Datum Geodésico diferente.Elementos de Geodesia (8) Transformações de Coordenadas em Geodesia: (para todos os casos à que determinar as dimensões do eixo menor e maior do elipsóide que melhor se aproxima do Geóide posicionálo num ponto de coord. • Coord. Geodésicas relativas a um segundo elipsóide de referência posicionadas por um Datum Geodésico diferente.

em que uma está num ponto da rede geodésica. obter ∆x. É um ponto da rede geodésica. 2 P2 (x2. x2 = ∆x + x1 calcular x2.Elementos de Geodesia (9) Posicionamento por GPS: Posicionamento Absoluto (x. de coordenadas conhecidas. ∆z a partir do GPS. transformar as coordenadas geodésicas do ponto 1 em coordenadas cartesianas tridimensionais (para o WGS84). P1 (x1.posicionamento de duas antenas. z1) (ponto de coordenadas conhecidas) Processo: conhecer as coordenadas geodésicas do ponto 1 (para um elipsóide). z2) (ponto de coordenadas a determinar) 1 Marco Geodésico: é um ponto de coordenadas geodésicas conhecidas. y2. z) . y2.utilização de apenas uma antena. Posicionamento Relativo . z2 . y. através das expressões: y2 = ∆y + y1 z2 = ∆z + z1 10 . y1. ∆y.

Elementos de Geodesia (10) Síntese das transformações entre sistemas de coordenadas: Datum 1 Datum 2 11 .

como a esfera. • Cartografia Assistida por Computador − utilização de suporte informático para as diferentes fases de concepção e produção de cartografia.Elementos de Cartografia (1) CARTOGRAFIA: Ciência que trata da concepção. Produção da responsabilidade do Instituto Hidrográfico. o cone ou o cilindro. como o plano. • Cartografia Temática − cartas associadas a temas (assuntos) específicos/particulares. • Cartografia Matemática − estudo da projecção das superfícies de dupla curvatura. em superfícies de curvatura simples. difusão e utilização de cartas. • Cartografia Espacial − representação do espaço interestelar e interplanetário. o elipsóide de revolução. A série cartográfica M888 à escala 1/25000 do IGEOE é um bom exemplo. • Cartografia Náutica − cartas náuticas. produção. • Cartografia Cadastral − realização de plantas cadastrais. 12 . • Cartografia Topográfica − cartas que representam o relevo do terreno.

já têm o relevo da superfície terrestre representado por curvas de nível.. João Matos e Miguel Baio: LIDEL 13 . Em geral utiliza-se o elipsóide. para a representação de pequenas porções da superfície terrestre a escalas grandes.ainda não têm o relevo da superfície terrestre representado por curvas de nível. etc. • corográficas . Plantas: representações de escalas > 1:10000 (caso da planta topográfica de Lisboa à escala 1:10000). • Escala gráfica: 1 0 1 2 As representações cartográficas são classificadas em três categorias(*) : Mapas: representações de escalas < 1:500000 (utilização da esfera como superfície de referência). 1/500000.Elementos de Cartografia (2) Escala: Razão entre comprimentos gráficos e os correspondentes comprimentos reais: • Escala numérica: 1/100 ou 1:100. Cartas: representações de escalas  1:500000 ∩  1:10000 (exemplo da cartografia topográfica à escala 1:25000 do IGEOE). (*) – Topografia Geral: João Casaca. 1/25000. • topográficas .

temperaturas. relativa a fenómenos de natureza física.Elementos de Cartografia (3) Informação Geográfica: Informação qualitativa e quantitativa. habitações. que se distribui espacialmente sobre a superfície terrestre: • Topográfica: acidentes naturais e artificiais da superfície da Terra. pluviosidade.) Diagrama de Produção Cartográfica Informação Geog. • Não Topográfica: cartografia temática => (demografia. 14 . vias de comunicação. humana. Projecção em esfera ou elipsóide Projecção no plano cart. linhas de água. etc. com especial destaque para o relevo. etc. exposição solar. entre outras.

Elementos de Cartografia (4) A cartografia em papel é uma fonte de erros. Erro do instrumento de medida. Erros de Posicionamento: Ex: Escala 1/100 1/1000 1/5000 1/10000 1/25000 1/50000 1/500000 Erro 2cm 2dm 1m 2m 5m 10m 100m • Erro Planimétrico. A conjunção da fotografia aérea vertical. Erros de Representação (Simbologia / Toponímia).2mm Erro de deformação do papel. Erros: Erro de graficismo: • ±0. • Erro Altimétrico. 15 . com o GPS e com os meios informáticos veio permitir reduzir os tempos de produção e actualização da Cartografia. Com o recurso à Informática. podem-se armazenar com alguma facilidade dados com elevada precisão.

Características da carta.Elementos de Cartografia (5) LEGENDA: Simbologia. 16 .

a era da informação. Tópico comum: análise de informação georeferenciada. 17 . XVIII placas de argila representando cadastro rústico). As definições de SIG denotam um carácter genérico. Os SIG distinguem-se de outros sistemas: capacidade de integração de tipos diversos de informação espacial. ou seja. Tal diversidade provém da grande variedade de aplicações dos SIG e a exploração de dados multisectoriais.Sistemas de Informação Geográfica (1) Os primeiros SIG datam dos primórdios da cartografia (séc. Surgimento dos computadores pessoais  SIG computadorizado. Um SIG é um sistema de apoio à decisão. Os SIG são um reflexo da era pós-industrial. Os SIG são caracterizados como um subconjunto dos Sistemas de Informação. Não existe uma única definição. de origens diversas e natureza distinta. cobrindo um vasto leque de assuntos e actividades.

bombeiros. etc. saneamento. Programação de Investimentos) Gestão Ambiental Gestão de áreas de risco/sensíveis Gestão imobiliária Gestão Municipal Localização de equipamentos (escolares. água. PSP. recolha de lixo. saúde. electricidade. desportivos. segurança pública) Optimização de recursos (entregas.) Simulação Urbanismo 18 . autocarros escolares. Análise interna.Sistemas de Informação Geográfica (2) Exemplos de Áreas de Aplicação dos SIG’s: Actividade Empresarial (Estudos de mercado. etc. 112.) Produção Cartográfica Programação de Infra-estruturas (Estradas.

como um conjunto de ferramentas para: a recolha. Os dados não são apenas necessários durante o processo de implementação do sistema mas. Capacidade de executar operações de análise espacial: operações de sobreposição (overlay). já que têm validade e é necessário efectuar com determinada frequência a sua actualização.Sistemas de Informação Geográfica (3) Os SIG podem ser considerados. também. sob o ponto de vista da sua funcionalidade. organização e selecção. após o mesmo. as operações de análises de redes e determinação de áreas de influência (buffer). armazenamento. para que as análises efectuadas pelo sistema produzam informação fiável. transformação e representação de informação de natureza espacial do mundo que nos rodeia. software. dados e liveware. Os componentes de um SIG dividem-se em quatro grupos básicos: hardware. 19 .

Sistemas de Informação Geográfica (4) Estrutura de um SIG Imagens digitais Mapas em papel Imagens em papel Digitalização Dados digitalizados Georeferenciação Raster e Vectorial Dados actuais validados Atributos Validação Estabelecimento de ligações Dados Espaciais Query Controlo Resultado Query Base de dados Controlo do SIG Dados espaciais Relações Interface de Entrada os d Homem / Computador an os m n Co nter i Visualização em monitor Interface de Saída Saída de dados Homem / Computador Saída em papel ou outro formato 20 .

21 . funções de manutenção e análise de atributos. como os Sistemas de Detecção Remota. O módulo Controlo do SIG. os Sistemas CAD e os Sistemas de Gestão de Base de Dados. Propõem-se quatro conjuntos de funções de análise de um SIG: funções de manutenção e análise de dados espaciais. marca a diferença entre os SIG e congéneres.Sistemas de Informação Geográfica (5) A capacidade de análise geográfica de padrões e relacionamentos. funções de análise integrada de dados espaciais e de atributos e funções de formato de saída. Realização de queries e análises integradas. realizadas num SIG. o mesmo designa-se por desktop mapping. Quando num sistema apenas de efectuam queries. integra o conjunto de funções de análise.

dos sistemas técnicos de urbanização e dos serviços à comunidade na área do município. cartas de declives. Apoio à decisão na área do Ambiente: Atlas do Ambiente Dinâmico. cartas de intervisibilidades. Elaboração de cartografia temática: representação do relevo. caminho mais curto. apoio à realização das tarefas de planeamento e gestão do uso do solo. etc. Apoio à gestão de frotas de veículos: determinação de percursos óptimos. planos de bacias hidrográficas. cartas de exposição solar.Sistemas de Informação Geográfica (6) Algumas respostas dadas por um SIG: Gestão de cadastro rústico e urbano. plano nacional da água. Apoio à gestão municipal: apoio à elaboração de estudos e projectos de iniciativa ou de interesse para as autarquias. 22 . planos de ordenamento de áreas protegidas. determinação da Reserva Ecológica Nacional (REN).

Estudos relacionados com a vida animal selvagem. Localizar potenciais consumidores de um determinado produto. 23 .Sistemas de Informação Geográfica (7) Algumas respostas dadas por um SIG (cont. Determinação de locais ideias para a localização de infraestruturas de telecomunicações móveis.. cheias. etc. Gerir recursos após catástrofes como incêndios. Gerir extensos territórios florestais. Estudos de estratégia militar.): Localizar o melhor local para um determinado negócio. Identificar áreas naturais com necessidade de protecção. Simulação de catástrofes naturais em zonas rurais e urbanas.

Binómio CARTOGRAFIA  SIG COMPUTADORIZADO The new source of Power is not money in the hands of a few. but information in the hands of many. -John Naisbitt Megatrends 24 .Sistemas de Informação Geográfica (8) Sem dados não há SIG.

cor). linhas. padrão do tipo de traço.Sistemas de Informação Geográfica (9) Modelação Geográfica: A Cartografia representa uma visão generalizada do mundo real. • uma simbologia (ex.: pontos.: par de coordenadas). 25 . A representação das entidades em SIG tem: • uma localização (ex. Objectos gráficos são representações em mapas de entidades do mundo real. polígonos. células (pixel). linhas. polígonos. células).: espessura de traço. • uma forma (ex. são os objectos gráficos que são usados para representar cartograficamente todas as entidades do mundo real. Pontos.

Linha. Grelha de células. Polígono.Sistemas de Informação Geográfica (10) Modelação geográfica Vectorial: Ponto. Objectos gráficos Modelação geográfica Raster: Célula. Objectos gráficos 26 .

actualmente o mais divulgado. adequado pois ao tratamento de fenómenos de natureza descontínua. entre outros. ou segundo o paradigma de orientação por objectos. Lida com objectos de fronteiras definidas. linhas e polígonos. agregando vários dos anteriores de natureza igual ou diferente.Sistemas de Informação Geográfica (11) Um SIG baseado numa modelação geográfica vectorial: opera com objectos enquadrados nas classes de pontos. os objectos podem ser geridos numa base de dados segundo o paradigma relacional. 27 . sendo possível a utilização de objectos compostos.

28 .y) (x.y) (x.y) (x.Sistemas de Informação Geográfica (12) Exemplos de objectos gráficos (modelação vectorial): linha (x.y) (x.y) Ponto (x.y) (x.y) (x.y) área Coordenadas do ponto inicial coincidentes com as do ponto final.y) (x.y) (x.y) (x.y) (x.

o primeiro par indicando o seu ponto inicial.: cinemas.: estradas. embora a área continue a não ter significado (ex. cujo valor da área não tem significado (ex. igrejas.Sistemas de Informação Geográfica (13) Pontos − objectos com posição (localização) discreta. restaurantes. etc. Os polígonos são o conjunto de pontos que estão interligados por uma linha formada por um conjunto de segmentos de recta. aos quais está associada um par de coordenadas. etc. Linhas − objectos cujo comprimento é grandemente superior à sua largura. de acordo com o sistema de coordenadas estabelecido. etc. rios. 29 .).). As linhas são formadas por segmentos de recta.: zonas de albufeiras. museus. Polígonos − objectos cuja área e o perímetro são parâmetros importantes (ex. em que o ponto inicial do primeiro segmento de recta coincide com o ponto final da último segmento de recta. caminhos de ferros.). cadastro rústico. em que cada um necessita de um par de coordenadas. e o segundo par indicando o seu ponto final. Os pontos são entidades sem dimensões. é possível definir um sentido para cada segmento de recta. Deste modo. As linhas correspondem a um conjunto de pontos que estão interligados.

Sistemas de Informação Geográfica (14) 30 .

Sistemas de Informação Geográfica (15) 31 .

32 . a informação topológica e a informação alfanumérica (atributos). Num sistema de informação geográfica implantado numa plataforma informática. da conectividade e das relações espaciais existentes numa estrutura de dados vectorial. pode estar ou não contida em ficheiros separados.Sistemas de Informação Geográfica (16) Legenda − permite uma melhor e mais rápida apreensão do conteúdo dos objectos contidos nos SIG’s. Numa estrutura de dados vectorial é necessário o uso do conceito de Topologia: Topologia: é a informação. armazenada de uma forma ordenada.

Camada. Uma base de dados SIG é um conjunto de temas. Tema de Pontos. Layer − conjunto temático de objectos gráficos e seus atributos comuns. Tema de Polígonos. Tema. profundidade média. caudal. Tema de Linhas. • Coluna − campo. Um Tema. Os atributos são armazenados em bases de dados (ex: modelo relacional). Camada ou Layer representa um conjunto de iguais objectos gráficos. 33 . qualidade da água).: atributos de uma linha de água: nome. comprimento. ou seja.Sistemas de Informação Geográfica (17) Atributos − informação textual que caracteriza os objectos gráficos em SIG (ex. Modelo relacional: • Linha − registo.

Pode-se também obter o(s) objecto(s) gráfico(s) de acordo com o(s) atributo(s) seleccionado(s).Sistemas de Informação Geográfica (18) Num Sistema de Informação Geográfica pode-se ter acesso aos atributos de um objecto gráfico seleccionando-o simplesmente no ambiente gráfico. Ponto 34 .

Sistemas de Informação Geográfica (20) Linha Tabela de Atributos 35 .

Sistemas de Informação Geográfica (21) Polígono 36 .

geradas de forma abstracta. particularmente adaptadas ao tratamento de fenómenos de natureza contínua. a relação espacial entre as células é estabelecida a priori pela estrutura matricial e as operações de análise e pesquisa espacial. 37 . lida com partições do espaço de natureza regular. na medida em que não se relaciona com a forma da entidade a representar. tornam-se extremamente simples de implementar. em geral rectangulares ou quadradas.Sistemas de Informação Geográfica (22) Um SIG baseado numa modelação raster (matricial): utiliza uma partição do espaço em células (pixel). identificadas por índices de linha e coluna numa matriz e às quais está associado um valor.

Sistemas de Informação Geográfica (23) Modelação Geográfica Raster (matricial): (x.y) Grelha de células ponto Linhas 8L L L Cada célula é uma unidade discreta linha 12L 38 .

A grelha de células é posicionada no espaço. esse ponto corresponde ao canto superior esquerdo da célula disposta no canto superior esquerdo da grelha de células. • Lx – dimensão segundo a direcção x: • Ly – dimensão segundo a direcção y. 39 . apresenta duas dimensões. O número de células segundo as direcções x e y representam a dimensão da grelha de células.Sistemas de Informação Geográfica (24) Características globais matricial do espaço: da representação A célula (pixel no caso de imagens). Em geral. permitindo caracterizar a resolução da grelha de células. A posição de cada célula é identificada pela linha e coluna lida na grelha de células. através de um ponto de referência. A cada célula está associado um único valor por tema (em geral com significado numérico).

originando um maior volume de dados. apresenta uma enorme semelhança com outras estruturas de informação. no entanto. Ressalta. pluviosidade.Sistemas de Informação Geográfica (25) Tópicos relativos à comparação entre a Modelação Geográfica Vectorial e a Modelação Geográfica Raster: A Modelação Geográfica Raster apresenta uma partição do espaço mais elementar. nomeadamente aquelas que são originárias de sistemas de detecção remota (aquisição de imagens aéreas ou de satélite). etc. que tal facto conduz à definição de uma área do espaço. A Modelação Geográfica Raster adapta-se satisfatoriamente à modelação de fenómenos que apresentem uma distribuição contínua no espaço. A Modelação Geográfica Raster. No entanto. partição essa que é realizada à priori. como é o caso de alguns temas como o relevo. humidade. existe a dificuldade em modelar entidades com fronteiras bem definidas. temperatura. maior do que a correspondente à soma de todas as áreas a modelar. caracterização dos solos. sem a necessidade de identificar as entidades a modelar. cujo seu conteúdo apresenta um carácter temático constante. 40 .

permite utilizar os conceitos da disciplina de Álgebra para a execução e manipulação de funções de análise espacial. fixando o canto superior esquerdo da grelha de células.): Embora a posição das células seja identificada pela posição da linha e coluna que as mesmas mantêm na grelha. Não há necessidade de integrar o conceito de topologia. No processo de análise espacial de Temas modelados geograficamente de acordo com uma estrutura Raster. embora apresentem um substancial desenvolvimento. A semelhança da Modelação Geográfica Raster com a representação de matrizes. é possível estabelecer um sistema de coordenadas métrico. Os algoritmos de análise espacial são relativamente simples. introduzindo o conceito de Álgebra de Mapas. para se atingir um determinado objectivo final.Sistemas de Informação Geográfica (26) Tópicos relativos à comparação entre a Modelação Geográfica Vectorial e a Modelação Geográfica Raster (cont. já que na Modelação Geográfica Raster não faz sentido estudar a posição relativa de entidades entre si. 41 . é vulgar obterem-se um enorme volumes de dados e resultados intermédios. recorrendo adicionalmente à sua resolução em x e em y.

Sistemas de Informação Geográfica (27) Identificação de alguns problemas na tradução de informação Raster em Vectorial e viceversa: Incerteza na determinação (Vectorial->Raster): da posição de entidades y P Yp P  Ly xp x Lx 42 .

Sistemas de Informação Geográfica (28) Identificação de alguns problemas na tradução de informação Raster em Vectorial e viceversa: Incerteza na determinação (Raster->Vectorial): da posição de entidades y P Ly  x Lx 43 .

Sistemas de Informação Geográfica (29) Identificação de alguns problemas na tradução de informação Raster em Vectorial e vice-versa: Incerteza na determinação de formas de entidades (Vectorial->Raster) e erro nos comprimentos de linhas: y  x 44 .

Sistemas de Informação Geográfica (30) Identificação de alguns problemas na tradução de informação Raster em Vectorial e vice-versa: Incerteza na determinação de formas de entidades (Raster->Vectorial): 45 .

Sistemas de Informação Geográfica (31) Identificação de alguns problemas na tradução de informação Raster em Vectorial e vice-versa: y Incerteza na determinação de formas de (Vectorial->Raster) e erro no cálculo das áreas: entidades  x 46 .

Sistemas de Informação Geográfica (32) Identificação de alguns problemas na tradução informação Raster em Vectorial e vice-versa: de Incerteza na determinação de formas de entidades (Raster>Vectorial) e erro no cálculo das áreas: 47 .

Sistemas de Informação Geográfica (33) Modelação Geográfica Raster (Matricial): Modelo Digital de Terreno Ampliação 48 .

Sistemas de Informação Geográfica (34) 49 .

Sistemas de Informação Geográfica (35) 50 .

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