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GUIA PRÁTICO PARA

IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE VOO

GUIA PRÁTICO PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE VOO André Valongueiro

André Valongueiro

ACADEMIA DE PILOTOS

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GUIA PRÁTICO PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE VOO André Valongueiro

Todos os direitos reservados © 2014 Mude.nu Este eBook é gratuito e foi disponibilizado em http://mude.nu

Versão 1.0 - 27 de maio de 2014

ÍNDICE

ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

04

CAPÍTULO 01

08

Desconstruindo sonhos

CAPÍTULO 02

13

Reconstruindo sonhos

CAPÍTULO 03

16

Separando seus Destinos

CAPÍTULO 04

19

Tornando o abstrato concreto

CAPÍTULO 05

23

Iniciando a logística

CAPÍTULO 06

29

Tudo é perfumaria

CAPÍTULO 07

33

Substituindo hábitos ruins

CAPÍTULO 08

40

Classificando seus próximos passos

CAPÍTULO 09

45

O que fazer daqui para frente?

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APRESENTAÇÃO

APRESENTAÇÃO

Meu nome é André Valongueiro e eu sou um estudioso de técnicas e padrões de mudança de vida.

Desde que comecei a estudar o tema, passei de funcionário padrão a empreen- dedor sócio de uma rede social com mais de 20 mil membros; de sedentário a tri- atleta amador; de músico sem realizações a vocalista de bandas de Heavy Metal, com diversos shows na Europa.

Você pode saber mais detalhes sobre a minha história no meu livro “Eu, Piloto - A história de como deixei de ser passageiro da minha própria vida”. Aqui, quero apenas contar a você que todas as mudanças que fiz só foram possíveis depois que elaborei para mim mesmo um plano de mudança que me fizesse sair da teoria para a prática.

Quando comecei a estudar sobre estilo de vida, produtividade pessoal, controle fi- nanceiro, saúde e outros temas, minha vida ficou meio bagunçada. Eu lia um livro ou comparecia a um seminário sobre um tópico e avançava demais em um tema, deixando os outros para trás.

Assim, quando comecei a me tornar um triatleta mais forte e dedicado, minha

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APRESENTAÇÃO

carreira musical estagnou. Quando dei atenção para a banda, fiquei sem publicar no meu site. Quando foquei no trabalho, deixei de dar atenção ao meu relaciona- mento. Era sempre essa a dinâmica da coisa.

Percebi que eu precisava de um esquema abrangente, que cobrisse todas as bases. Peguei as melhores ideias dos melhores especialistas dos mais de cem livros que

li no período e comecei a experimentar. O que ia funcionando, eu colocava den-

tro de um plano de ação prático, o que não funcionava eu descartava e partia em busca de algo mais eficiente.

Eu chamei esse esquema de Plano de Voo.

Foi quando terminei este método que minha vida realmente decolou. Em apenas seis meses do ano de 2013, eu consegui largar o meu emprego tradicional e me dedicar somente às atividades que realmente me davam prazer: manter o Mude. nu, treinar e correr provas de Triatlhon, tocar com o Pandemmy, estudar os mais diversos assuntos e ajudar pessoas, individualmente e em grupos, como coach em desenvolvimento pessoal e estilo de vida.

Foi com esses clientes individuais que eu comecei a testar em outras pessoas o Plano de Voo. Afinal de contas, se aquilo havia funcionado tão bem para mim, será que funcionaria para outros?

A resposta foi extremamente positiva. Passei a usar os mesmos conceitos nos cur-

sos presenciais e online que passei a dar desde que saí do emprego. Todos os de- poimentos que obtive foram positivos, e cada sugestão de melhoria foi aprimo- rando o Plano de Voo com o passar do tempo. O Plano virou uma fórmula testada

e aprovada!

Eu tinha em mãos uma ferramenta que podia fazer com que as pessoas assumis- sem o comando de suas próprias vidas! Seguindo este Guia Prático, você também terá em mãos um Plano que vai lhe dar um panorama geral da sua vida:

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APRESENTAÇÃO

PRINCÍPIOS PRINCÍPIOS ÁREAS METAS PRINCÍPIOS PRINCÍPIOS DESTINOS
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIOS
ÁREAS
METAS
PRINCÍPIOS
PRINCÍPIOS
DESTINOS
ÁREAS METAS PRINCÍPIOS PRINCÍPIOS DESTINOS DESCARTE POSSO NÃO AGIR? ALGUM DIA ARQUIVE ROTINA
ÁREAS METAS PRINCÍPIOS PRINCÍPIOS DESTINOS DESCARTE POSSO NÃO AGIR? ALGUM DIA ARQUIVE ROTINA
ÁREAS METAS PRINCÍPIOS PRINCÍPIOS DESTINOS DESCARTE POSSO NÃO AGIR? ALGUM DIA ARQUIVE ROTINA
DESCARTE POSSO NÃO AGIR? ALGUM DIA
DESCARTE
POSSO
NÃO
AGIR?
ALGUM DIA

ARQUIVE

ROTINA HÁBITO
ROTINA
HÁBITO

GATILHO

RECOMPENSA

SIM PASSO PASSOS PASSOS ÚNICO MÚLTIPLOS CÍCLICOS
SIM
PASSO
PASSOS
PASSOS
ÚNICO
MÚLTIPLOS
CÍCLICOS
PROJETO DESAFIO TMI
PROJETO
DESAFIO
TMI
PASSOS PASSOS ÚNICO MÚLTIPLOS CÍCLICOS PROJETO DESAFIO TMI LUGAR TEMPO DINHEIRO PRIORIDADE SEU PRÓXIMO PASSO! 6

LUGAR

TEMPO

DINHEIRO

PRIORIDADE

SEU PRÓXIMO

PASSO!

6
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APRESENTAÇÃO

Neste Guia Prático para Implementação do Plano de Voo, eu apresento um passo a passo extremamente objetivo de como você deve fazer para preencher o seu plano de mudança.

Mas atenção: eu não abordarei neste Guia a parte teórica! Isso você pode encon- trar nos artigos do Mude.nu e nos meus cursos presenciais e online. O foco aqui é praticidade, concretude, objetividade.

O objetivo deste Guia é fazer com que você deixe de ser Passageiro da sua própria vida, sendo levado de um lado para o outro de acordo com as circunstâncias e com a vontade dos outros, para tornar-se um Piloto, que pega o boeing da sua vida e o leva para onde quiser.

Chega de papo. Vamos para a prática!

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CAPÍTULO 01

CAPÍTULO 01 CAPÍTULO 01 DESCONSTRUINDO SONHOS Sonhos são aquelas coisas abstratas que todos nós temos. Sonho

CAPÍTULO 01

DESCONSTRUINDO SONHOS

Sonhos são aquelas coisas abstratas que todos nós temos. Sonho de ser mais livre,

de trabalhar onde quiser, de ter muito dinheiro, de entrar em forma, de encontrar

um grande amor, ou de simplesmente ter um Camaro amarelo. Não há limites para os sonhos.

Antes que você comece a se animar, este Guia não é sobre sonhos. Nem poderia ser. Afinal, estamos falando de um manual prático e objetivo, e sonhos geralmente afastam-se bastante desses dois adjetivos.

Comecei falando de sonhos apenas porque vamos usá-los como ponto de partida para formularmos o seu Plano de Voo.

A partir de agora, peço que você encare os seus sonhos como um projeto de logísti- ca. Um projeto que vai levar você de um ponto A para um ponto B, seguindo uma série de pequenos passos pré-determinados.

O que o Plano de Voo faz é desconstruir sonhos. Ele pega essas coisas abstratas

e distantes e as transforma em uma sequência de ações práticas. Com isso, você

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CAPÍTULO 01

poderá finalmente aproximar-se intencionalmente de algo que antes parecia ficar sempre ao sabor dos ventos.

Ou, como eu gosto de pensar, você deixa de ser um Passageiro da sua própria vida e torna-se um Piloto capaz de direcioná-la para onde quiser, apesar dos aconte- cimentos externos.

Porém, algo muito importante que você precisa definir antes mesmo de começar essa desconstrução, é perguntar-se sinceramente os porquês dos seus sonhos.

Por que você quer ter muito dinheiro? Por que quer ter as pernas grossas ou uma “barriga tanquinho”? Por que quer ser um músico famoso? Por que quer um Ca- maro, e por que amarelo?

Acredite em mim, poucas coisas são mais frustrantes do que realizar um antigo sonho para então se perguntar “isso é tudo?”.

Os seres humanos são experts em criar fantasias de que a vida será melhor quando atingirem X ou Y, quando tiverem Z ou W. E no momento em que conquistam esse algo, já criam um novo objetivo; um objetivo do qual a sua felicidade passa imediatamente a tornar-se dependente. Freud resumiu esse círculo vicioso com uma frase genial:

“A posse mata o desejo.” ~ Sigmund Freud

Quando você, depois de anos de trabalho e um financiamento a perder de vista, finalmente toma posse do seu Camaro amarelo, a satisfação é enorme. Ela dura alguns dias. Logo depois, a rotina com seu novo carro já não é mais tão atraente, ele começa a apresentar defeitos, a realidade ofusca o sonho. Fica evidente que a felicidade não está naquele objeto.

O que você faz? Cria um novo objetivo, algo distante. Um iate, talvez. E começa

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CAPÍTULO 01

novamente a correr atrás do sonho, como um louco correndo em uma “esteira do sofrimento”, sem nunca sair do lugar.

em uma “esteira do sofrimento”, sem nunca sair do lugar. É natural que isso ocorra. Afinal,

É natural que isso ocorra. Afinal, você estava procurando o meio (o ter) como se fosse o fim que realmente desejava (o ser).

Para evitar isso, e traçar um Plano de Voo que realmente seja significativo para você, vamos começar perguntando Por quê? em vez de O quê?

Todo Plano de Voo deve começar por esses Princípios, ou seja, pelos valores que governam a sua vida.

Os Princípios que você escolher e hierarquizar neste primeiro passo vão influen- ciar cada decisão que você tomar durante a montagem do seu Plano de Voo.

Um exemplo prático. O que você valoriza mais: conforto ou aventura?

A simples opção por um ou outro pode influenciar o trabalho que você escolhe (concurso público ou empresa própria?), o lugar onde mora (uma casa em um con- domínio fechado ou um sobrado na beira da praia?), o estilo das roupas (social ou bermuda e mochila?), a forma de investir o dinheiro (títulos públicos ou ações de grandes empresas?) e muitas outras coisas!

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CAPÍTULO 01

Os Princípios funcionam como uma bússola que guia cada decisão que o Piloto toma durante o Voo. São os Princípios que esclarecem por que você faz o que você faz.

Quando eu entendi que valorizava muito mais a liberdade do que o conforto e a segurança, pude finalmente largar o meu emprego formal e jogar um monte de objetos materiais fora para adotar de vez o minimalismo.

Quando vi que preferia ajudar pessoas a lidar com máquinas, deixei a área de de- senvolvimento de sites e aplicativos para internet e passei a trabalhar como coach em desenvolvimento pessoal e estilo de vida.

Embora todos nós inconscientemente saibamos mais ou menos quais são nossos Princípios, poucos são aqueles que os colocam no papel e hierarquizam tudo isso de uma forma racional.

Então vamos lá, primeiro passo do Guia Prático: escolha seus Princípios e colo- que-os em ordem de importância para você.

Reflita sobre o estilo de vida ideal que você quer levar e veja quais os Princípios que estão na base desse estilo de vida. A lista da página seguinte é meramente exemplificativa, mas você pode obter boas ideias nela.

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CAPÍTULO 01

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CAPÍTULO 02

CAPÍTULO 02 CAPÍTULO 02 RECONSTRUINDO SONHOS OK, agora que sabemos quais são os valores que governam

CAPÍTULO 02

RECONSTRUINDO SONHOS

OK, agora que sabemos quais são os valores que governam a sua vida podemos voltar a sonhar, porém de forma mais estruturada.

Neste segundo passo você deve observar e anotar como se vê em um futuro ideal. No Plano de Voo, eu chamo essa visão de futuro de Destinos.

Os Destinos são para onde você quer ir, em termos amplos. Por exemplo, quando jovem, eu sempre me via no futuro como dono da minha própria empresa e como um “rockstar”. Você pode achar que são sonhos adolescentes, mas era esse o futuro que eu queria para mim.

Só que por não levar essa visão de futuro a sério, acabei sucumbindo aos padrões da maioria. Larguei meu pequeno negócio de desenvolvimento de sites e fui tra- balhar com carteira assinada e livro de ponto em uma empresa qualquer. Larguei meus estudos no Conservatório Pernambucano de Música e fiquei mais tempo afastado da música do que gostaria.

Mas por que traçar seus Destinos?

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CAPÍTULO 02

Tudo o que o ser humano criou foi concebido primeiro na mente. Da mesma maneira que inventores e cientistas criam soluções antes nem sonhadas, como o computador que você usa neste exato momento, um Piloto traça seus Destinos primeiro na mente para depois começar a realizá-los concretamente.

Uma vez que você traça seus Destinos, estará ativando o que na Psicologia é definido como Sistema de Ativação Reticular. O nome é pomposo, mas você já o deve ter ativado ao longo da vida.

Sabe quando você quer comprar um determinado modelo de carro, de roupa ou de qualquer outro bem de consumo e então passa a ver objetos similares a ele por toda parte?

Isso é o Sistema de Ativação Reticular em ação. Agora que o objeto passou a ser significativo para você, seu cérebro começa a percebê-lo em todo lugar.

A questão aqui é que em vez de carro, roupa ou outro objeto de menor significân-

cia, estamos falando do seu próprio futuro. Uma vez que você defina claramente sua visão de futuro, o Destino ao qual quer chegar, o Sistema de Ativação Re- ticular lhe ajudará a identificar oportunidades de avançar no caminho. Oportuni- dades que antes passavam desapercebidas.

Essa mudança de postura mental proporciona um alinhamento mais preciso com

os seus so-nhos e com o seu futuro.

No momento de traçar seus Destinos, você ainda não precisará se preocupar em como irá chegar até eles. Neste segundo passo, deixe a imaginação livre para des- crever como você vislumbra o seu futuro ideal.

Quem você deseja ser? Como é sua casa ideal? Sua família? Seus relacionamen- tos? Quais as realizações que lhe orgulham? Quais os projetos que completou?

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CAPÍTULO 02

Quais os grandes desafios que você cumpriu na vida? Como gostaria que seu corpo fosse? Quanto de dinheiro possui no banco? Como você contribuiu para o mundo? Que habilidades deseja adquirir? O que você faria daqui para frente se soubesse que é impossível fracassar?

Para mim, a principal pergunta é: Como eu posso alcançar esses Destinos e aprovei- tar a jornada até eles, ao mesmo tempo em que beneficio as pessoas ao meu redor?

Entenda que apenas alcançar os Destinos não tem lá tanta importância. O que realmente importa é o ser humano que você se torna durante o processo, é o pro- cesso de transformação.

Escreva livremente, sem se preocupar com estrutura ou mesmo com o português correto. Neste momento, apenas jogue no papel ou na tela as suas ideias e as suas aspirações.

Só há uma regra aqui. Os seus Destinos devem obrigatoriamente estar alinhados com os Princípios que você definiu no passo anterior.

Não faz sentido algum você dizer que seus maiores Princípios são liberdade, au- tonomia e aventura e no seu Destino você se visualizar como servidor público, casado, com seis filhos e um financiamento de 30 anos para pagar a casa que você comprou. Você precisa ser coerente.

Se todos os Destinos que você visualiza não batem com os Princípios que você diz valorizar, um ou outro está errado. E só você pode dizer qual dos dois.

Então, segundo passo do Guia Prático: escreva como você se vê em um futuro ideal. Lembre-se de cobrir aspectos como saúde, finanças, carreira profissional, relacionamentos, família, local de moradia etc. Nesta fase, você pode voltar a so- nhar à vontade. No terceiro passo veremos como transformar esses Destinos em realidade.

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CAPÍTULO 03

CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 03

SEPARANDO SEUS DESTINOS

Se você implementou os passos 1 e 2, agora você já tem um painel claro de quais são seus Princípios e e os seus Destinos (ou seja, sua visão de futuro alinhada com esses Princípios).

Se você não implementou, sinceramente não sei o que está fazendo lendo este Guia Prático, pois não dará e nada no final. :-)

O terceiro passo para implementação do Plano de Voo é sobretudo organizativo. Vou pedir que você separe os seus Destinos em Áreas de Responsabilidade.

Todos nós assumimos diversos papéis diante de vida. No meu caso, eu às vezes atuo como filho, outras como coach, outras como desenvolvedor de sistemas para internet, outras como vocalista, outras como triatleta amador. Cada um desses pa- péis possui um código de comportamento diferente, que preciso adotar de acordo com o ambiente em que estou.

Definir suas Áreas de Controle nada mais é do que classificar os seus Destinos nas diferentes frentes em que você atua. Isso serve para efeito de organização e

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CAPÍTULO 03

também para mantermos nossas identidades sempre coerentes com os Princípios

que definimos, com uma visão clara dos diferentes papéis que assumimos ao longo

do

dia.

Se

você atua em várias frentes, como eu, pode estar enfrentando o seguinte prob-

lema: há tantas coisas para fazer, tantas áreas nas quais você está tentando pro- gredir ao mesmo tempo, que manter tudo isso funcionando sem colocar nas suas costas uma grande carga de estresse e ansiedade parece impossível.

Eu estou lutando para fazer isso acontecer há anos e, graças ao coach norte-ame- ricano Brad Branson, eu encontrei uma solução inteligente para esse grande de- safio: os ciclos de imersão e manutenção. Vou explicar para você do que se trata.

A ideia por trás dos ciclos de imersão e manutenção é simples: em vez de tentar avançar com todos os seus projetos e progredir em todas as áreas da sua vida ao mesmo tempo, escolha alguns deles e mergulhe fundo!

Mas não se esqueça de todo o restante: apenas coloque-os no “modo manutenção”.

O objetivo é definir períodos (ciclos) de trabalho intenso e alta produtividade

(imersão) para alcançar determinado resultado em algumas áreas, enquanto se faz o mínimo necessário (e, por isso, usam-se menos recursos) para manter suas habili- dades ou evitar grandes perdas em outras áreas.

Após o término do período definido para o ciclo você poderá então mudar o seu direcionamento, passando a colocar o seu foco (iniciar um novo ciclo de imersão) naqueles projetos e áreas que estavam no “modo manutenção” e colocando em “modo manutenção” os projetos e áreas nos quais você estava imerso antes.

Para isso funcionar, no entanto, você deve separar os seus Destinos em Áreas de Responsabilidade, para ter clareza sobre quais são as frentes em que você real- mente atua.

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CAPÍTULO 03

Aqui vão algumas sugestões de Áreas de Responsabilidade, mas, claro, você deve listar as áreas de acordo com a sua própria vida:

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CAPÍTULO 04

CAPÍTULO 04 CAPÍTULO 04 TORNANDO O ABSTRATO CONCRETO O quarto passo deste Guia Prático é o

CAPÍTULO 04

TORNANDO O ABSTRATO CONCRETO

O quarto passo deste Guia Prático é o que vai começar a transformar o

abstrato em concreto: traçar Metas!

Traçar Metas é a maneira de esculpirmos nossa própria existência.

Muita gente acha que possui metas claras: perder peso, comprar um car- ro, mudar de emprego, mudar o visual, fazer mais aventuras.

Mas, na verdade, isso não são metas. São apenas sonhos, intenções, ou, como definimos no Plano de Voo, Destinos.

Quanto peso você quer perder? Qual carro vai comprar? Vai mudar para qual emprego? Qual visual vai abandonar e qual vai adotar? Que aven- turas vai fazer?

Há muito tempo, especialistas em produtividade pessoal definiram que

as metas devem ser Smart, palavra da língua inglesa que significa “esper-

ta”, mas que também é um acrônimo para Específicas (Specifics), Mensu-

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CAPÍTULO 04

ráveis (Measurable), Realizáveis (Achievable), Relevantes (Relevants) e com Prazo Definido (Timed).

Em vez de sonhar que quer “perder peso” você deve definir uma meta de que vai perder, por exemplo, 10 quilos de gordura, mantendo o per- centual de massa magra, dentro de no máximo 12 meses a partir de 7 de julho, para melhorar sua saúde e sentir-se mais atraente.

Observe como uma meta que cumpre os cinco critérios do acrônimo Smart são muito mais factíveis de serem cumpridas do que um simples e amplo sonho, uma visão de futuro.

Vamos analisar melhor a meta acima:

Específica e Mensurável. Perder 10 quilos de gordura, mantendo o per- centual de massa magra.

Realizável e com Prazo Definido. O prazo é de 12 meses a partir de 7 de julho. Perder os 10 quilos de gordura em 1 ano é algo bastante realista (menos de 1 quilo por mês) e, por conseguinte, realizável.

Relevante. A melhoria da saúde e da auto-estima é algo relevante para a nossa vida.

O essencial para quem quer realmente cumprir uma meta Smart é re- gistrá-la por escrito, sempre verificando se os cinco critérios das Metas Smart estão sendo cumpridos.

Tenha bastante claro o porquê de você estar correndo atrás daquela Meta. Em outras palavras, veja se ela está alinhada com os Princípios que você definiu no primeiro passo deste Guia.

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CAPÍTULO 04

Pense no prazer que você terá na jornada para cumpri-la e no momento em que finalmente a alcançar. Procure viver esse momento antecipa- damente, usando a sua imaginação. Se você tiver um conjunto bastante forte de motivos, poderá imaginar como alcançar qualquer meta.

Pense também na dor que você terá se, mais uma vez, desistir pelo meio do caminho e continuar sem realizar seus sonhos.

Como você se sentirá consigo mesmo se não se esforçar de verdade pela meta? Seja emocional nesse ponto, não apenas racional. Lembre-se que somos mais governados pela emoção do que pela razão. Essa é a principal alavanca para você conquistar o que deseja.

Você deve perseguir as suas Metas, mas não caia na besteira de vincular toda sua felicidade pessoal ao cumprimento delas.

Você precisa aproveitar a jornada, toda ela. Sinta-se feliz só pelo fato de estar viajando rumo aos Destinos traçados. Não deixe para aproveitar só quando chegar lá.

As Metas proporcionam uma direção e um meio hábil para nos focarmos em algo. Nós devemos, entretanto, viver cada dia de forma plena, inde- pendentemente do sucesso ou fracasso em cumprir determinada meta.

Pode acontecer de você não conseguir cumprir uma meta traçada, por mais que se esforce. Se isso acontecer, não há problema: reveja o que deu errado, trace novas metas, siga em frente.

Mude seu enfoque de acordo com o contexto e tente novamente, sem nunca abandonar a orientação traçada para seus Destinos. Um Piloto entende que nem toda Meta Smart que ele deseja vai se tornar realidade, mas como não tem apego específico àquele desejo, isso não se torna um

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CAPÍTULO 04

problema maior. O importante é nunca abandonar a visão final.

Mãos à obra: você agora deve pegar cada um dos Destinos que traçou, de cada área, e transformá-los em Metas Smart (específicas, mensuráveis, realizáveis, relevantes e com prazo definido).

Mais uma vez, vou dar meu exemplo pessoal para orientá-lo. Já contei que, em meu Destino, eu me via como um empreendedor e não como um empregado com carteira assinada. Isso era o contrário do que eu vivia na realidade.

Quando tracei o meu Plano de Voo, uma das minhas Metas mais claras era justamente essa: Sair do emprego no qual estava há vários anos até o final do ano de 2013 e me sustentar apenas com meus cursos e orienta- ções individuais como coach.

Ao deixar isso claro na minha mente, comecei a tomar pequenos pas- sos rumo à minha meta e o inevitável aconteceu: em 19 de setembro de 2013, três meses antes do prazo estipulado, pedi demissão e embarquei de vez na carreira de empreendedor.

Tudo isso estava bastante alinhado com os meus Princípios e com os meus Destinos. Por isso, apesar do medo e da insegurança que bate ao largar um bom emprego e um salário garantido no final do mês, eu sabia que estava fazendo a coisa certa.

Agora é a sua vez. Transforme os seus abstratos sonhos em metas concre- tas, nestes mesmos moldes que dei como exemplo. A seguir, iremos ver como cumprir essas Metas na prática.

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CAPÍTULO 05

CAPÍTULO 05 CAPÍTULO 05 INICIANDO A LOGÍSTICA Lembra no início deste Guia quando falei que você

CAPÍTULO 05

INICIANDO A LOGÍSTICA

Lembra no início deste Guia quando falei que você deve encarar os seus sonhos como um projeto de logística? Um projeto que vai levar você de um ponto A para um ponto B, seguindo uma série de pequenos passos pré-determinados?

Pois é chegada a hora de definir esses pequenos passos.

Se você é um bom observador, já percebeu que o que estamos fazendo desde o primeiro capítulo é desdobrar coisas grandes e abstratas em itens pequenos e con- cretos:

Um Princípio se desdobra em um Destino, que se divide em Áreas de Responsabi- lidade para se desdobrar em Metas Smart.

Neste quinto passo, vamos desdobrar suas Metas Smart em Projetos e Desafios.

Dentro do estudo acadêmico da Administração, existe uma disciplina chamada Gerenciamento de Projetos que define projeto como “um esforço temporário em- preendido para criar um produto, serviço ou resultado específico”.

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CAPÍTULO 05

Aqui no Plano de Voo eu vou usar o termo Projeto para me referir a qualquer tipo de desdobramento de uma Meta Smart que signifique uma sequência de ações e hábitos necessários para alcançar (ou aproximar-se) de um determinado Destino.

Vou dar mais um exemplo pessoal para ilustrar o que quero dizer. Eu tenho como meta transformar o Mude.nu em uma empresa formal até o final do ano de 2016. Para isso, tenho vários projetos que compõem essa meta:

• Fazer um curso de empreendedorismo no Sebrae ou similar

• Formalizar a empresa na Junta Comercial e na Receita Federal

• Estimar o fluxo de caixa necessário para manter a empresa

• Descobrir novas fontes de renda para o site

• Contratar designer, programador e redator

Todos os projetos são partes da minha Meta maior. Sem eles, posso até conseguir a meta, mas não da forma como desejo. Os Projetos são etapas necessárias para o cumprimento de uma Meta.

Esse conceito de Projeto foi criado por David Allen, um dos caras que me ensinou muito do que sei sobre produtividade pessoal. Se você ainda não leu o livro clás- sico dele, chamado Getting Things Done (ou simplesmente GTD), recomendo que leia o quanto antes.

Para David Allen, qualquer coisa que necessite mais do que uma simples ação deve ser encarado como um Projeto.

Por muito tempo eu usei esse conceito, só que com o tempo percebi que meus Projetos cotidianos se misturavam com Projetos mais ousados, e não havia uma diferença clara entre eles.

Sendo mais claro: no meu planejamento anterior ao Plano de Voo, algo corriqueiro como “Organizar o meu guarda-roupas” seria um Projeto no mesmo patamar de

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CAPÍTULO 05

“Disputar um Ironman”. São coisas de proporções e dificuldades absolutamente diferentes.

Aquilo sempre me incomodou, pois estava misturando coisas diferentes somente por terem a mesma estrutura (uma série de ações em um busca de um objetivo maior).

Foi aí que decidi utilizar o próprio conceito do Mude.nu para separar Projetos de Desafios.

Quando me refiro a Desafio, estou falando daqueles projetos capazes de gerar mu- danças significativas, intensas e que sejam “divisores de água” na sua vida.

Em essência, um Desafio é uma espécie do gênero Projeto. O Desafio é um tipo de Projeto mais complexo e desafiador.

A diferença no seu Plano de Voo é que os Projetos são relacionados ao seu cotidi-

ano, àquilo que fazemos para manter a vida em funcionamento. São itens relacio- nados ao seu dia-a-dia de trabalho e estudo: pagamento de contas, manutenção da casa, compras no supermercado etc.

Já os Desafios são pontos de ruptura, são ações que você não está certo se estão

dentro do seu campo de possibilidades.

Um bom Desafio é aquele que te faz sair da roda. A roda do casa-trabalho-casa. A roda de querer, alcançar, e aí querer outra coisa. A roda do papai e mamãe. A roda dos dias iguais, nos quais mesmo as formas de sair da roda são iguais.

Dê uma olhada na lista de desafios do Mude.nu para entender melhor sobre o que estamos falando: saltar de paraquedas, entrar em forma, praticar voluntariado, publicar um livro, conquistar independência financeira, completar um triathlon, trabalhar no que se ama etc. São muitas possibilidades!

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CAPÍTULO 05

São os Desafios que nos impelem para a ação com mais facilidade. Muitas pessoas consideram-se preguiçosas, mas a verdade é que elas possuem apenas Projetos, coisas normais, que não as animam, não as tiram da zona de conforto.

Não se empolgue, no entanto, para ter apenas Desafios na sua lista. Ninguém vive assim. Todos temos que pagar as contas e manter a rotina em ordem, até para poder ocupar a cabeça com coisas mais instigantes.

Convenhamos: arrumar a casa, manter as contas em dia, dar banho no cachorro, entregar um trabalho no emprego ou na escola podem ser essenciais para que a vida siga em frente, mas não são tarefas lá muito atrativas.

Ou você já viu alguém acordar explodindo de entusiasmo e dizendo: “Oba! Hoje

eu

tenho que ir ao banco pagar as contas!”?

Se

você possui Desafios excitantes, isso irá gerar um ímpeto de conseguir tempo,

dinheiro, contatos e energia física para vencê-los o mais cedo que puder. Desafios nos fazem dormir tarde e acordar cedo, nos fazem dar o melhor de nós mesmos.

O meu grande Desafio pessoal no momento é Disputar um Ironman antes de

completar 35 anos. Eu tracei esse desafio já há alguns anos, quando estava preso em mais um dos intermináveis engarrafamentos do Recife, voltando de um dia no emprego que já não me satisfazia mais.

Da janela do ônibus, vi um Gol vermelho que carregava uma bicicleta atrás e pos- suía um adesivo que dizia simplesmente: Ironman. Lembro que passei boa parte da noite no YouTube vendo vídeos épicos de pessoas terminando um triathlon com 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42 km de corrida!

Aquilo era absolutamente incrível e também absolutamente impossível para mim

na época. Era um Desafio perfeito!

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CAPÍTULO 05

Eu era bem sedentário nessa época e já achava o máximo alguém conseguir cum- prir uma simples corrida de 5Km ou 10Km. Agora imagine cumprir uma marato- na depois de nadar quase quatro quilômetros e ainda pedalar por mais 180 quilô- metros.

Aquilo parecia impossível para mim, mas comecei a treinar devagarzinho, uma modalidade de cada vez, e logo logo consegui completar a minha primeira prova de triathlon. Isso me deu ânimo para seguir em frente rumo ao Desafio maior, que pretendo cumprir ainda antes do prazo definido (faltam quatro anos para eu completar 35). Você pode me cobrar!

Apesar desse meu exemplo, não confunda Desafios com esportes de aventura ou algo do tipo. Um Desafio pode ser algo puramente intelectual, como publicar um livro, por exemplo.

Para saber se algo que você planeja fazer é um Projeto ou Desafio, faça-se as seguintes perguntas:

• Eu já fiz isso antes?

• É algo que a maioria das pessoas nunca fez antes?

• É algo com início, meio e fim?

• É algo que vai gerar um alto nível de adrenalina ou entusiasmo durante e/ou ao final de sua realização?

• Eu fico entusiasmado só de pensar na possibilidade de realizá-lo?

• Principalmente, é algo que vai me levar além dos meus limites atuais?

O mais importante ao transformar uma Meta em um Desafio é encontrar algo que seja grande o bastante para inspirar você.

Se, à primeira vista, o Desafio parece impossível de ser realizado de acordo com o seu histórico de vida, está aí uma boa pista de que você tem um ótimo Desafio em mãos. Foi exatamente o que senti quando me desafiei a disputar o Ironman.

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CAPÍTULO 05

Se você falhou em tentativas anteriores de realizar uma transformação, provavel- mente é porque não estabeleceu Desafios que realmente o inspirassem.

Mas acho que já falei muito. Chegou a sua hora de subdividir as suas Metas Smart em Projetos e Desafios. Faça isso com todas as suas Metas, uma de cada vez. Ao final, você deve ter um bom número de Projetos e Desafios em mãos.

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CAPÍTULO 06

CAPÍTULO 06 CAPÍTULO 06 TUDO É PERFUMARIA Espero que você não entenda mal o que vou

CAPÍTULO 06

TUDO É PERFUMARIA

Espero que você não entenda mal o que vou dizer agora, mas tudo o que você fez até agora - apesar de importantíssimo - não passa de perfumaria.

Você pode ter Princípios lindos, visualizar Destinos fascinantes e traçar as Metas Smart mais precisas, entretanto nada disso terá valia se não começar a botar a mão na massa.

Saber o que fazer não adianta de nada se você não faz o que sabe!

Nada de significante vai mudar na sua vida se você não agir diariamente para isso.

Assim que você tiver seus Projetos e Desafios definidos, comece imediatamente a criar o ímpeto de agir. Se possível, dê o primeiro passo no momento em que de- cidiu fazer algo, antes mesmo de ler a próxima página deste Guia.

Lembre-se de que até que você tome uma ação, tudo o que você fez não passa de imaginação. Mesmo que seja um pequeno passo, o importante é ir em frente, aproximar-se um pouco dos seus Destinos todo santo dia.

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CAPÍTULO 06

A chave para chegar aos Destinos traçados é você empenhar-se diuturnamente

em uma só coisa: avançar. Se você for adiante, mesmo que um milímetro a cada dia, a vida recompensará seu empenho com os resultados que você tanto busca.

O que separa as pessoas que até realizam mudanças esporádicas só para depois

cair em velhos comportamentos daquelas que realmente assumem o controle das próprias vidas é a capacidade de ação diária, constante e consistente.

Tudo o que fizemos até aqui é inspirador: listar Princípios, imaginar Destinos glo- riosos, traçar Metas Smart e planejar Projetos e Desafios. Tudo isso é estimulante!

Mas, se você não tomar cuidado, isso pode se tornar apenas uma distração e não irá levar você a lugar nenhum.

“A vida e aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro” ~ John Lennon

Pode ser que você já tenha feito planos grandiosos antes, apenas para não seguir em frente e depois de algum tempo refazer novos planos fascinantes.

Novos planos esses que muitas vezes não funcionam. Não funcionam para você entrar em forma, não funcionam para ganhar mais dinheiro, não funcionam para conseguir um novo emprego.

E a principal razão pela qual esses planos não funcionam é porque eles nos dis- traem do que realmente é importante: a ação diária, constante e consistente.

Eu mesmo caí nessa armadilha diversas vezes. Acho que fiquei mais de um ano traçando planos, sonhando, e depois perguntando porque as coisas não aconte- ciam na velocidade que eu queria. Eu era expert em apontar o dedo para os outros e para as circunstâncias, em vez de tomar vergonha na cara e partir para a ação. Não espere resultados das suas desculpas!

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CAPÍTULO 06

Se você for internalizar uma e só uma recomendação deste Guia Prático, grave esta a ferro e fogo no seu cérebro: sem ação nada acontece!

Agora vamos à parte prática deste passo.

O que você precisa é pegar cada uma dos seus Projetos e cada um dos seus De-

safios e desdobrá-los em pequenos passos práticos. Um passo prático é a menor unidade de ação em que um Projeto ou Desafio pode ser quebrado.

Por exemplo, é comum que as pessoas acreditem que algo como “Trocar os óculos” é uma ação. Na verdade, contudo, “Trocar os óculos” é um Projeto composto de diversas pequenas ações:

1. Telefonar para marcar o oculista

2. Anotar na agenda/calendário data e horário da consulta

3. Avisar ao chefe que vai precisar se ausentar naquele dia e horário

4. Na data certa, ir ao oculista

5. Levar a receita a uma ótica e escolher a armação

6. Anotar na agenda/calendário data da entrega dos óculos

7. Buscar os óculos prontos na ótica na data marcada

8. Levar os novos óculos no consultório do oculista para checar com a receita

9. Guardar ou descartar os óculos antigos

Perceba que cada uma dessas ações é um pequeno passo prático. Passos que po- dem ser efetivamente realizados, diferente do que acontece com “Trocar os ócu- los” que é algo que você não pode realizar de uma só vez.

Quando você for desdobrar os seus Projetos e Desafios em pequenos passos, irá perceber que existem duas categorias de ações:

• Ações únicas, como essas que acabo de descrever no exemplo dos óculos

• Ações repetidas, muito comum em Projetos que envolvam mudança de hábitos

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CAPÍTULO 06

O melhor exemplo de ações repetidas está em Projetos relacionados à saúde. Se

o seu Projeto é “Perder a barriga”, por exemplo, você terá que ter ações repetidas como alimentar-se corretamente e fazer determinado exercício físico.

Na minha experiência, o grande diferencial para uma real mudança de vida está na formação de hábitos. Falarei sobre hábitos no próximo passo. Por enquanto, o que quero que você faça é justamente desconstruir os seus Projetos e Desafios em pequenos passos práticos.

Se você não sabe bem como fazer isso, uma dica é começar de trás para frente. Veja o resultado final e tente imaginar qual o passo imediatamente anterior, o anterior ao anterior e assim sucessivamente, até chegar ao ponto em que você está atualmente.

Outra dica é você pegar um caso real, um exemplo de alguma pessoa que já tenha realizado o Projeto ou Desafio que você está buscando realizar. Em livros ou mes- mo na internet, você consegue encontrar relatos de pessoas que conseguiram coi- sas incríveis e que contam a história de como fizeram.

Se elas não contam, escreva um e-mail perguntando como elas realizaram aquele

projeto, para ter uma dica de que caminho seguir. Você não precisa cometer todos

os erros se pegar a história de alguém que já errou por você e já sabe os atalhos para se conseguir algo.

Não se preocupe também em ser perfeito. Liste os pequenos passos práticos que

você conseguir identificar e siga em frente, não fique paralisado por não chegar

ao estado da arte da desconstrução de um Projeto ou Desafio. Faça o mínimo ne- cessário e comece a agir!

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CAPÍTULO 07

CAPÍTULO 07 CAPÍTULO 07 SUBSTITUINDO HÁBITOS RUINS A maioria das pessoas foca nas ações únicas quando

CAPÍTULO 07

SUBSTITUINDO HÁBITOS RUINS

A maioria das pessoas foca nas ações únicas quando tenta cumprir uma Meta ou realizar um Projeto ou Desafio.

Entretanto, para boa parte das suas Metas, Projetos e Desafios você deve dar mais importância aos novos hábitos que precisa criar para chegar aos Destinos que você visualizou do que às ações únicas identificadas.

Se queremos criar uma mudança de vida real a longo prazo, devemos reforçá-la constantemente. É preciso que sejamos condicionados para ter êxito não apenas uma vez, mas rotineiramente.

Pensar diferente é acreditar que é possível ir a uma academia de ginástica apenas uma vez no ano e achar que vai ter um corpão pelo resto da vida.

Mesmo que você racionalize e saiba com clareza a imensa importância das suas Metas, se você não se esforçar para criar novos Hábitos, com certeza acabará cain- do nos velhos padrões de comportamento.

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CAPÍTULO 07

Hábitos como passar ou não o fio dental, assistir à TV de noite ou fazer exercícios físicos fazem parte de nossa vida. Qualquer ação que repetimos com frequência, conscientemente ou não, é um hábito. Nada menos que 40% do nosso dia são tomados pelos hábitos, como mostra uma pesquisa da Universidade Duke, dos Estados Unidos.

É como se voássemos no piloto automático por mais de nove horas ao dia!

Por isso qualquer Meta Smart, Projeto ou Desafio que você escolha tem que ter não somente um plano de ação, mas também uma estratégia para formação ou quebra de hábitos.

Diversas pesquisas científicas têm estudado como podemos deliberadamente abandonar velhos Hábitos e criar novos.

O jornalista Charles Duhigg reuniu centenas delas, entrevistou mais de 300 pes-

quisadores e executivos e publicou tudo em um excelente livro chamado O Poder do Hábito. A conclusão a que o autor chegou, com ajuda dos especialistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), foi que a forma mais eficiente de mudar um hábito é entender o seu ciclo de formação e em seguida substituí-lo por outro.

As pesquisas a que Duhigg teve acesso mostram que, longe de ser uma coisa ruim,

os Hábitos funcionam como um verdadeiro mecanismo de sobrevivência.

Nosso cérebro tenta transformar qualquer atividade de rotina em um hábito, porque os hábitos permitem que nossa mente descanse um pouco. Um cérebro eficiente requer menos espaço, o que significa cabeças fisicamente menores, facili- tando partos e diminuindo a mortalidade infantil. O Hábito é um mecanismo de preservação da espécie!

É por isso que quebrar um Hábito não é algo fácil. Fazer isso requer mais energia,

requer sair da zona de conforto. Você vai precisar de tempo e disposição. E isso é

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CAPÍTULO 07

tudo o que o cérebro não quer.

Qual a saída? Compreender o ciclo de formação do hábito e adotar uma estratégia para substituí-lo.

O ciclo de um hábito compõe-se de três etapas, conforme o diagrama a seguir:

rotina gatilho HÁBITO
rotina
gatilho
HÁBITO

recompensa

A primeira etapa é o sinal, o gatilho que desencadeia o hábito. Depois vem a ro-

tina, ou o hábito propriamente dito. Por fim, uma recompensa, que é aquilo que inconscientemente buscamos ao repetir o hábito.

Charles Duhigg apresenta em seu livro um sistema que ensina como substituir hábitos destrutivos por outros melhores.

Esse sistema substitui a fracassada tentativa de nos apoiarmos exclusivamente em

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CAPÍTULO 07

nossa força de vontade. Quantos de nós já não dissemos que iríamos modificar determinado hábito só com nossa força de vontade? Até vamos bem no início, mas depois de algum tempo o hábito retorna, às vezes até com mais intensidade.

Fumantes, obesos, viciados em games, pessoas que navegam demais na internet, todos já caíram nessa armadilha. Isso ocorre porque a força de vontade é um re- cursos limitado, que se gasta, como já provaram diversas pesquisas científicas.

Logo de saída, o autor deixa claro que não se trata de uma receita de bolo: cada indivíduo e cada hábito é diferente. Mesmo com essa ressalva, Duhigg apresenta um “framework” para substituição de hábitos, composto de quatro ações:

1. IDENTIFICAR A ROTINA

Para entender seus hábitos, você precisa identificar em cada um deles os três com- ponentes do ciclo: gatilho, rotina e recompensa.

O primeiro passo para entender o ciclo é você identificar a rotina: Qual o compor-

tamento que você deseja modificar?

Depois, vem as etapas mais difíceis: Qual o gatilho para esta rotina? E qual é a

recompensa?

Essas não são respostas simples. Nós não comemos demais necessariamente porque estamos com fome, por exemplo. O gatilho, o evento que “dispara” o hábito, pode ser tédio, falta de um nutriente específico, procrastinação, horário de intervalo do trabalho etc.

E a recompensa também não é necessariamente o sabor da comida. Pode ser pas-

sar mais tempo à mesa, estender uma conversa ou ser simplesmente uma forma de distração temporária do trabalho.

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CAPÍTULO 07

Como as respostas não são óbvias, você terá que fazer um pouco de experimenta- ção com seus próprios hábitos.

2. EXPERIMENTAR COM RECOMPENSAS

Recompensa é aquilo que obtemos quando fazemos um hábito. Recompensas são poderosas porque satisfazem nossos desejos, embora estes não sejam tão óbvios. Para identificar quais os desejos que estão movendo seus hábitos, você terá que experimentar com diferentes tipos de recompensas.

Pense nisso como um experimento em que você é o cientista. Isso pode levar ape- nas alguns dias, mas também pode levar semanas. É importante ter consciência de que, nesse momento, você está realizando um experimento e não de fato modifi- cando os seus hábitos ainda. Não coloque pressão em si mesmo prematuramente.

No primeiro dia de teste, ajuste a rotina para obter uma recompensa diferente. No dia seguinte, teste outra. E assim sucessivamente.

O objetivo é testar diferentes hipóteses para determinar qual desejo está movendo

o seu hábito.

À medida em que você testa diferentes recompensas, Duhigg recomenda que você

anote no papel as três primeiras coisas que lhe vêm à mente quando você conclui

a rotina. Podem ser emoções, pensamentos aleatórios, reflexões sobre como você

se sente, ou simplesmente as três primeiras palavras que aparecem na sua cabeça.

A ideia aqui é forçar um pequeno momento de consciência sobre o que você está

pensando ou sentindo. Os estudos mostram que escrever algumas palavras ajuda você a se lembrar do que estava pensando no momento em que executava a rotina de um hábito.

Ao final do experimento, quando você revisar essas notas, será muito mais fácil

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CAPÍTULO 07

lembrar o que você estava sentindo.

Programe um alarme no seu celular para quinze minutos depois e então pergunte- se: Você ainda sente o mesmo desejo?

Lembre-se de que o ponto do experimento é identificar qual a recompensa que você deseja. Isolando a recompensa que você realmente deseja você poderá re- modelar suas rotinas para satisfazer o mesmo desejo.

3. ISOLAR O GATILHO

Assim como as recompensas, os gatilhos que “disparam” nossos Hábitos não são tão óbvios.

Você toma café da manhã todo dia por que está com fome? Ou é por que o relógio aponta sete horas da manhã? Ou é por que seus familiares estão à mesa?

Essas são algumas perguntas que Duhigg faz para compreendermos que os gatil- hos muitas vezes não são tão óbvios como pensamos. Mais uma vez, teremos que agir como cientistas em busca dos gatilhos, para podermos modificar nossos hábi- tos.

O segredo aqui é identificar categorias de comportamentos antes que eles acon-

teçam, para organizá-las de forma a reconhecer padrões. As pesquisas mostram que os gatilhos mais comuns caem em cinco categorias:

• Lugar

• Tempo

• Estado emocional

• Outras pessoas

• Ação imediatamente precedente

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CAPÍTULO 07

Então, a melhor maneira de você identificar os gatilhos de seus hábitos é responder a cinco perguntas no momento em que o desejo surge:

• Onde você está?

• Que horas são?

• Qual o seu estado emocional?

• Quem está por perto?

• Qual foi a ação que aconteceu imediatamente antes de surgir o desejo?

Dia após dia, faça-se essas perguntas e anote por escrito. Com apenas alguns dias, ficará bem claro qual dos gatilhos repetem-se e desencadeiam seus hábitos.

Procure substituir um hábito de cada vez, de acordo com as metas que traçou e com a visão de futuro para o final do ano seguinte.

Você pode estar neste momento pensando que isso é algo muito trabalhoso. E é mesmo.

Mas pense da seguinte forma: você prefere ter esse trabalho agora e modificar hábitos que podem mudar radicalmente sua vida nos próximos meses ou prefere não ter esse trabalho e continuar com os mesmos problemas que o perseguem há anos?

Modificar hábitos é a chave para uma vida mais saudável, para gerenciar melhor o seu dinheiro, para se sentir mais satisfeito com a vida, para abandonar vícios destrutivos. Então, sim, o processo é de fato trabalhoso. Mas vale muito a pena.

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CAPÍTULO 08

CAPÍTULO 08 CAPÍTULO 08 CLASSIFICANDO SEUS PRÓXIMOS PASSOS Muito bem, agora você tem em um só

CAPÍTULO 08

CLASSIFICANDO SEUS PRÓXIMOS PASSOS

Muito bem, agora você tem em um só lugar os seus Princípios, os Destinos que

visualiza para sua vida, as Metas Smart para chegar a esses Destinos, os Projetos

e Desafios que compõem essas metas e as ações únicas e as repetidas que levarão você a cumprir esses Projetos e Desafios.

O que falta agora? Fazer!

Como falei agora há pouco, se você efetivamente não agir no mundo real, todo esse planejamento não passa de perfumaria, de distração.

Saber o que fazer não adianta de nada se você não sabe o que faz! Eu não me canso de repetir isso.

O problema que surge nesta fase do Plano de Voo, e que me impediu por muito

tempo de avançar como eu gostaria, é ver aquela lista enorme de coisas para fazer

e não ter nem ideia de por onde começar.

Muitas e muitas vezes eu acordava bastante empolgado em realizar o máximo pos-

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CAPÍTULO 08

sível, mas acabava me perdendo na interminável lista de coisas a fazer que estava no meu Plano de Voo.

Descobri, então, que o segredo para de fato fazer o que eu sabia que tinha que fazer estava na classificação dos itens do meu Plano de Voo.

A primeira classificação diz respeito a Metas, Projetos e Desafios. Eu simples-

mente os classifico como Ativos ou Inativos.

Vou dar um exemplo. Eu quero ser pai um dia. Nos meus Destinos, eu me visua- lizo constituindo uma família.

Porém, eu não quero ser pai agora, nem nos próximos anos. Então essa, para mim, é Meta inativa, no momento. Eu a deixo “descansando” em uma lista que chamo

de Algum Dia.

Tudo o que eu quero algum dia fazer, mas não exatamente agora, vai para essa lista.

Só essa separação já exclui da minha lista de coisas a fazer um caminhão de Proje- tos, Desafios e Próximos Passos.

Só que isso ainda não é suficiente. O que eu sempre quis era que, ao pegar a minha lista de coisas a fazer, ela mesma me dissesse o que eu devia fazer no momento.

Não seria ideal?

Pois isso é possível, desde que você classifique cada Próximo Passo seu de acordo com quatro critérios:

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CAPÍTULO 08

• Lugar

• Tempo/Energia

• Dinheiro

• Prioridade

Lugar significa em que contexto a tarefa pode ser realizada. Por exemplo, a tarefa “Comprar molho de tomate” deve ser marcada com o contexto “supermercado”. Já “Trocar a resistência do chuveiro” só pode ser feita no contexto “casa”.

Os contextos não significam necessariamente locais físicos. Por exemplo, você pode marcar com o contexto “telefone” todas as ações que tiver que realizar quan- do estiver ao telefone ou “online” para as ações que só podem ser feitas quando você estiver na internet.

Tempo está relacionado ao intervalo necessário para realizar a tarefa.

O ideal é criar marcadores em minutos para classificar suas ações. Os blocos de

minutos que recomendamos são 5~15, 15~30, 30~60, 60~120. Por exemplo,

se você estima que determinada ação vai levar cerca de dez minutos para ser feita, coloque o marcador 5~15.

Energia está relacionada ao esforço necessário para cumprir a tarefa. É algo sub- jetivo, mas você pode classificar as tarefas em “baixa”, “média” e “alta” energia. “Atualizar um aplicativo no celular” é uma tarefa que requer energia baixa: basta um clique e pronto. “Escrever uma página da tese de mestrado” já requer uma alta energia.

Tempo e energia geralmente estão relacionados, pois quando você está com sua energia em alta faz rapidamente uma tarefa que, de outra forma, levaria bem mais tempo.

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CAPÍTULO 08

URGÊNCIA

Dinheiro está ligado a quanto você precisa para realizar aquela ação. Nem todas as ações necessitam de dinheiro, mas todas têm um custo, seja de energia ou de tempo.

Prioridade está relacionada a qual próxima ação que vai lhe trazer mais proveito. Aqui utilizaremos o conceito dos quatro quadrantes de prioridade conhecidos como Matriz de Eisenhower, elaborada por Dwight Eisenhower, Presidente dos Estados Unidos entre 1953 e 1961.

Eisenhower, Presidente dos Estados Unidos entre 1953 e 1961. Delegue ou faça quando der Ignore Faça
Delegue ou faça quando der Ignore Faça agora! Programe-se para fazer

Delegue ou faça quando der

Delegue ou faça quando der Ignore Faça agora! Programe-se para fazer

Ignore

Delegue ou faça quando der Ignore Faça agora! Programe-se para fazer

Faça agora!

Programe-se para fazer
Programe-se para fazer

IMPORTÂNCIA

Ignore Faça agora! Programe-se para fazer IMPORTÂNCIA Assim, se uma tarefa é urgente e importante, você

Assim, se uma tarefa é urgente e importante, você deve marcar como “Prioridade 1”. Essas tarefas devem ser realizadas o quanto antes, pois já se tornaram uma crise ou incêndio.

Se for não urgente e não importante, coloque o marcador “Prioridade 4”. Essas açõem podem até ser ignoradas, já que não lhe trarão ganho algum, não passando de perda de tempo.

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CAPÍTULO 08

Já se a ação for urgente e não importante, marque como “Prioridade 3”. Essas são

aquelas tarefas que representam perda de tempo, então o ideal é você delegar ou

fazer quando der.

O

ideal mesmo é você se focar cada vez mais nas tarefas importantes mas não

urgentes, antes que elas se tornem urgentes e comecem a “injetar” estresse em você. Marque-as como “Prioridade 2” e concentre-se nelas para desenvolver as melhores estratégias e ações planejadas.

A utilização desses quatro marcadores – Lugar, Tempo/Energia, Dinheiro e Prio- ridade – é essencial para você avançar com consistência rumo a suas metas!

Então vamos ao seu dever de casa: pegue a sua lista de Próximos Passos e classi- fique-os de acordo com esses quatro critérios.

Quando você tiver isso pronto, ficará bastante fácil para você decidir quais ações deve executar em um dado momento. Digamos que você tem uma janela de tem-

po de 30 minutos no início da noite, está em casa e com baixos níveis de energia.

Tudo o que você tem a fazer é buscar na sua lista as ações marcadas com o lugar “casa”, com os blocos de tempo “5~15″ e “15~30″ e/ou com o nível de energia “baixo”. Daí tudo o que você tem a fazer é escolher a de maior prioridade e execu- tá-la.

Criando o hábito de fazer isso, você simplesmente sempre saberá o que fazer!

Você agora tem estabelecidos antecipadamente os critérios do que fazer em di-

versas situações. Se você estivesse no escritório, com uma hora disponível e nível

de energia turbinado por uma xícara de café no início da manhã, a lista de tarefas

seria diferente.

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CAPÍTULO 09

CAPÍTULO 09 CAPÍTULO 09 O QUE FAZER DAQUI PARA FRENTE? Como falei no início, este é

CAPÍTULO 09

O QUE FAZER DAQUI PARA FRENTE?

Como falei no início, este é um Guia Prático. Eu deixei de fora muitos conceitos teóricos para me concentrar em passos práticos que podem ser efetivamente rea- lizados por você à medida em que vai lendo o Guia.

Para o seu Plano de Voo atingir o estado ideal de prática do dia-a-dia, ainda falta você escolher um sistema confiável para gerenciar suas listas de coisas a fazer (eu uso o Wunderlist), um sistema para anotações e referências (uso o Evernote) e a aplicação de uma série de técnicas de produtividade (tais como a Técnica Pomo- doro, os Ciclos de Imersão e Manutenção, a Promessa Pública, o Aprendizado Acelerado, o Jogo da Vida e tantas outras que recomendo).

Também podem lhe faltar três recursos essenciais:

• Dinheiro

• Energia física

• Pessoas com quem contar

Além disso, pode lhe faltar o essencial, a mentalidade de que é possível direcionar

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CAPÍTULO 08

sua própria vida para os Destinos que você visualizou. O que eu chamo de men- talidade de Piloto.

Para complementar as fraquezas deste Guia, eu estou escrevendo e vou disponibi- lizar gratuitamente no Mude.nu por um tempo outros cinco guias semelhantes focados em cada um desses aspectos: mente, corpo, dinheiro, produtividade e rela- cionamentos com outras pessoas.

Fique ligado no site e no seu e-mail que o material deve chegar em breve :-)

Se você seguir os passos práticos deste Guia, terá uma vantagem competitiva em relação a mais de 90% da população mundial, que vive apenas de sonhos abstratos e não sabe bem o que fazer para direcionar a sua vida.

Como eu gosto de dizer, essas pessoas são Passageiras das suas próprias vidas, sen- do levadas de um lado para o outro de acordo com as circunstâncias.

Daqui para frente, o que você deve fazer é ter sempre em mãos esse Plano de Voo que você acaba de elaborar. Você deve revisá-lo, no mínimo, em uma base semanal. Mas o ideal é consultá-lo todo dia, para avançar consistentemente rumo aos seus Destinos.

Imagine-se quem você se tornará se fizer isso habitualmente. Como serão suas finanças, sua saúde, seus relacionamentos, sua carreira profissional daqui a seis meses? Daqui a um ano? Daqui a cinco anos?

Além disso, ter essa visão geral traz uma paz de espírito, uma calma anterior, que só surge para aqueles que sabem o que fazer e agem de acordo com seus Princípios.

Só peço, mais uma vez, que você não fique apenas no planejamento e coloque a mão na massa cotidianamente. A única maneira de transformar metas em reali- dade é através da ação. Nada de significante vai mudar na sua vida se você não

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CAPÍTULO 08

agir diariamente para isso. Mesmo que seja um pequeno passo, o importante é ir em frente e aproximar-se um pouco dos seus objetivos todo santo dia.

Desejo o melhor para sua vida!

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