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Ano II • Nº 12 • Junho 2000 • R$ 5,00

www.embalagemmarca.com.br

o presente e o futuro da logística • embalagens PARA CARNES


Carta do editor
Não, não estamos loucos
E sta é uma men­sa­gem
mui­to pes­soal de agra­
de­ci­men­to aos lei­to­res,
de­mais pu­bli­ca­ções do
se­tor con­ti­nuam aí e, sin­ce­
ra­men­te, es­pe­ro que se tor­
pode ser tão com­ple­to a
pon­to de ser com­ple­to.
Im­por­tan­te é fazer bem fei­
anun­cian­tes e ami­gos que nem cada vez me­lho­res. to aqui­lo que se faz, pro­cu­
Emb ­ al­ ag
­ em­Marc ­ a, sua En­ten­do que, em vez de ser ran­do sem­pre fazer me­lhor.
equi­pe e eu, pes­soal­men­te, “mais uma”, Emb ­ al
­ ag
­ em­ Isso, sim, con­ti­nua­re­mos a
ga­nha­mos ao lon­go dos Marc ­ a con­se­guiu fir­mar- ten­tar, acre­di­tan­do, como
úl­ti­mos doze me­ses. Ao se como ou­tra re­vis­ta, que, um ano atrás e sem­pre, que
che­gar­mos a esta edi­ção de ao con­trá­rio de ape­nas con­ o Bra­sil não vai aca­bar. Ao
pri­mei­ro ani­ver­sá­rio da cor­rer com as de­mais, veio con­trá­rio, vai cres­cer. Es­tou
re­vis­ta, con­cluo que, ao re­for­çar o ar­se­nal de in­for­ cer­to de que eu e to­dos que
con­trá­rio do que al­guns me ma­ções co­lo­ca­do à dis­po­ par­ti­lham des­sa idéia não
dis­se­ram um ano atrás ao si­ção dos pro­fis­sio­nais da es­ta­mos lou­cos. Até ju­lho.
sa­ber que lan­ça­ria uma ca­deia de em­ba­la­gem.
re­vis­ta, não es­ta­va lou­co. Se algo nos faz di­fe­ren­tes é Wilson Palhares
Em­bo­ra já exis­tis­sem re­vis­ a de­ter­mi­na­ção de abor­dar
tas em bom nú­me­ro no o uni­ver­so da em­ba­la­gem PS – Com ti­ra­gem ini­cial
segmento de embalagens, sob ân­gu­los não abor­da­dos de 5 000 exem­pla­res,
con­se­gui­mos con­quis­tar pelos ou­tros. Afi­nal (com Em­ba­la­gem­Mar­ca che­ga
nos­so lu­gar, sem re­ti­rar meus pe­di­dos de des­cul­pas a esta edi­ção com 8 000,
es­pa­ço de nin­guém. As pela fi­lo­so­fa­da), nin­guém au­di­ta­dos pelo IVC.

BLOCO
Espaço aberto
E x­cep­cio­nal­men­te, a equi­pe de
Em­ba­la­gem­Mar­ca ocu­pa este Es­pa­
Com­ple­ta­mos esta co­me­mo­ra­ção agra­
de­cen­do aos se­guin­tes anun­cian­tes
ço Aber­to a fim de re­gis­trar seus que nos pres­ti­gia­ram durante este ano:
agra­de­ci­men­tos pelo apoio aqui
ABIVIDRO
ma­ni­fes­ta­do por lei­to­res ao lon­go dos ABRE - Comitê de Design
úl­ti­mos doze me­ses, na forma de ADK
aplau­sos, crí­ti­cas e su­ges­tões. AGAPRINT
ALCAN
A equi­pe da revista agra­de­ce tam­ ALCANTARA MACHADO
bém aos anun­cian­tes, que tor­na­ram ALCOA
pos­sí­vel le­var adian­te o pro­je­to de ALLIVE
ofe­re­cer ao mercado um ins­tru­men­to ARCONVERT
AVERY DENNISON
de tra­ba­lho de lei­tu­ra útil e agra­dá­vel, BAUCH & CAMPOS
pau­ta­do pela im­par­cia­li­da­de e pela BRACELPA
de­ci­são de con­tri­buir para o for­ta­le­ci­ BRASEMBA
BRASIL RIO
men­to do uni­ver­so das embalagens e BRASILATA
das mar­cas. CALIXTO`S
Den­tro do ob­je­ti­vo de mostrar da CIA. METALÚRGICA PRADA
CISPER
melhor maneira possível o que acon­ CIV
tece na cadeia de embalagem, a re­vis­ pela Aga­print, em pra­zo re­cor­de. CONFIDENCE
ta se em­pe­nha para ser di­fe­ren­cia­da e Para com­ple­tar, as “em­ba­la­gens CSN
de trans­por­te” – os sacos com zíper DIPRO LTDA.
ino­va­do­ra não só no con­teú­do e na
EAC – EMPR. AMAZ. DE CANETAS
forma de seu ma­te­rial edi­to­rial. Tam­ que serviram para remeter os 8 000 ECO PLASTIC
bém na área co­mer­cial Emb ­ al
­ ag
­ em­ exem­pla­res des­ta edi­ção – fo­ram FENIX
Marc ­ a tem por meta ino­var, dar con­fec­cio­na­das pela Eco Plas­tic. A FRUGIS
GRÁFICA ESPÍRITO SANTO
des­ta­que aos produtos dos anun­cian­ criação ficou a cargo da Hi Design. GRÁFICA RAMI
tes, cau­sar im­pac­to. Esta edi­ção é um Com es­ses exem­plos, Emb ­ al­ a­ GRAPHIC DESIGNERS
exem­plo con­cre­to de que, com cria­ti­ gem­Marc ­ a rei­te­ra ao mercado sua GUI@ DA EMBALAGEM
HENKEL
vi­da­de, as pe­ças pu­bli­ci­tá­rias po­dem de­ter­mi­na­ção de for­ta­le­cer cada vez
IMAJE
ob­ter alta vi­si­bi­li­da­de e re­per­cus­são. mais as duas pa­ra­le­las em que per­ INAPEL EMBALAGENS
O pri­mei­ro exem­plo, até por cons­ cor­reu seus pri­mei­ros doze me­ses de KENWORK PACKAGING
vida: con­teú­do edi­to­rial isen­to e KROMOS
ti­tuir a “em­ba­la­gem” da pre­sen­te
MA ASSOCIADOS
edi­ção, é dado pela Cia. Su­za­no de co­mer­cial que tra­ga o má­xi­mo retor­ MÁLAGA
Pa­pel e Ce­lu­lo­se. A empresa apro­vei­ no aos anun­cian­tes. Nes­te as­pec­to, a MALLUMAR
tou a opor­tu­ni­da­de de ani­ver­sá­rio da re­vis­ta co­lo­ca a ca­pa­ci­da­de de tra­ba­ MD PAPÉIS
MILLER FREEMAN
re­vis­ta para apre­sen­tar, na forma de lho e a cria­ti­vi­da­de de sua equi­pe NADIR FIGUEIREDO
capa da pu­bli­ca­ção, seu mais re­cen­te para co­la­bo­rar com agên­cias e anun­ NOVELPRINT
lançamento, o Pa­pel­car­tão Su­pre­mo cian­tes na idea­li­za­ção de pe­ças NOVOFOTOLITO
PACKING DESIGN
Duo Design. Tra­ta-se de um car­tão pu­bli­ci­tá­rias in­te­ra­ti­vas, ino­va­do­ras
PAPIRUS
com am­plas pos­si­bi­li­da­des de uso e e im­pac­tan­tes. A pro­pó­si­to, em bre­ POLIGRAN
de gran­de efei­to em embalagens, em ve ha­ve­rá mais. POLY SCREEN
PRODESMAQ
ações pro­mo­cio­nais e no mercado PROMOSALONS
edi­to­rial, para ca­pas de li­vros – e de PS CARNEIRO
Mensagens para EmbalagemMarca
re­vis­tas, como se vê aqui. PTI POLYFIBRON BRASIL
Redação: Rua Arcílio Martins, 53 RAFT EMBALAGENS
CEP 04718-040 • São Paulo, SP REED EXHIBITION COMPANIES
Anúncios interativos Tel: (11) 5181-6533 REMARCA
Esta edição de aniversário marca o Fax: (11) 5182-9463 RIGESA WESTVACO DO BRASIL
ROTO DESIGN
início de uma nova era para a revista. redacao@embalagemmarca.com.br
SERAGINI DESIGN
Pretendemos, a partir de agora, levar SIPA
aos leitores anúncios diferenciados, SÃO PAULO FEIRAS COMERCIAIS
que tragam amostras de produtos e As men­sa­gens re­ce­bi­das por car­ta, STUDIO AG
e-mail ou fax po­de­rão ter tre­chos não SUZANO
tenham maior grau de interatividade. TETRA PAK
es­sen­ciais eli­mi­na­dos, em fun­ção do
Já na estréia temos dois exemplos. TME PLÁSTICOS
es­pa­ço dis­po­ní­vel, de modo a dar o VIFRAN
Os anún­cios cons­tan­tes do fol­der
maior nú­me­ro pos­­sí­vel de opor­­tu­ni­da­ WB2 DESIGN
da se­gun­da capa e da quar­ta capa des aos lei­to­res. As men­sa­gens po­de­rão WHEATON DO BRASIL
fo­ram cria­dos pela agên­cia Light tam­­bém ser in­se­ri­das no site da revista WHITE CAP
Comunicação, e o da ter­cei­ra capa, (www.embalagemmarca.com.br).
WILLETT
WMM ACAB. E EMBALAGENS
pela The Group. A im­pres­são foi fei­ta

4 – embalagemmarca • jun 2000


junho 2000
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

8
EN­TRE­VIS­TA: PEDRO Reportagem
FRANCISCO MOREIRA redacao@embalagemmarca.com.br
Presidente da Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br
Associação Brasileira Guilherme Kamio
de Movimentação e guma@embalagemmarca.com.br
Logística fala da Thays Freitas
thays@embalagemmarca.com.br
necessidade de
integração com a área Colaboradores
de embalagem Adélia Borges, Fernando Barros,
Josué Machado, Luiz Antonio Maciel

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METÁLICAS Diretor de Arte
Novos implementos Carlos Gustavo Curado
para latas de tintas e
Administração
alimentos investem na Marcos F. Palhares (Diretor)
praticidade para Eunice Fruet (Financeiro)
conquistar o consumidor
Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Wagner Ferreira

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CAPA: BRASIL
PACK TRENDS 2005 Circulação e Assinaturas
assinaturas@embalagemmarca.com.br
EmbalagemMarca Cesar Torres
antecipa documento
que traz a opinião de Público-Alvo
especialistas sobre os Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que
ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia

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CARNES rumos da embalagem e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­
Setor aposta em para os próximos anos ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para
materiais e em novos alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem
sistemas de como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
acondicionamento para com a ca­deia de em­ba­la­gem. A re­vis­ta é dis­
aproveitar o grande tri­buí­da gra­tui­ta­men­te a ór­gãos go­ver­na­men­
tais, uni­ver­si­da­des, cen­tros de pes­qui­sa, as­so­
potencial de mercado cia­ções, im­pren­sa e agên­cias de propaganda.

Tiragem

18
EQUIPAMENTOS 8 000 exemplares
Ficam mais acessíveis Filiada ao
as codificadoras a
laser, que podem
levar vantagem sobre
as ink jet, dependendo
da aplicação
EmbalagemMarca
E MAIS é uma publicação mensal da
ILustração de capa: the image bank

Bloco de Comunicação Ltda.


CARTA DO EDITOR ........................ 3 Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
ESPAÇO ABERTO ........................... 4 Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
ADESIVOS Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463

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LOGÍSTICA......................................24
Euromelt, da Henkel www.embalagemmarca.com.br
Loctite, inova ao vir REGISTRO .................................... 40
O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
acondicionado em PANORAMA ................................... 40 res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
embalagem feita com DISPLAY ........................................ 42 mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
o próprio material, EVENTOS ...................................... 49 Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­
evitando resíduos COMO ENCONTRAR .................... 49
sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem
após a utilização ne­ces­sa­ria­man­te a opi­nião da re­vis­ta.
ALMANAQUE ................................ 50
ENTREVISTA

Sem embalagem não há logística É so­bre essa ne­ces­si­da­de de in­te­


gra­ção em to­dos os níveis, cor­po­ra­
ti­vos e go­ver­na­men­tais, com ên­fa­se
na har­mo­nia em­ba­la­gem-lo­gís­ti­ca,
que fala nes­ta en­tre­vis­ta Pe­dro Fran­
cis­co Mo­rei­ra, pre­si­den­te da
Associação Brasileira de Mo­vi­men­
ta­ção e Lo­gís­ti­ca. Qua­li­fi­ca­ções não
lhe fal­tam para isso. For­ma­do em
en­ge­nha­ria in­dus­trial e em tec­no­lo­
gia de alimentos, ele tra­ba­lhou três
anos em in­dús­tria de alimentos.
De­pois, teve uma car­rei­ra de sete
anos no Ce­tea – Cen­tro de Tec­no­lo­
gia de Em­ba­la­gem. “Lá, tive uma
base mui­to im­por­tan­te so­bre a
im­por­tân­cia da em­ba­la­gem e sua
in­te­gra­ção com a lo­gís­ti­ca”, con­ta.
Pos­te­rior­men­te, como con­sul­tor por
dez anos, Mo­rei­ra par­ti­ci­pou de mais
de 130 pro­je­tos de lo­gís­ti­ca, de­sen­
vol­vi­men­to de embalagens e pla­ne­ja­
men­to es­tra­té­gi­co de em­pre­sas. De­di­
cou-se en­tão a seu pró­prio ne­gó­cio, a
empresa de mul­ti­pa­le­tes para embal­
agens Sped, que veio a as­so­ciar-se
Divulgação

com a gi­gan­te mun­dial des­sa área, a

N
Chep, da qual é di­re­tor no Bra­sil.
Como pre­si­den­te da ABML, ele
in­guém é tão de­sin­for­ re­pre­sen­ta a en­ti­da­de no Co­mi­tê de
PEDRO FRANCISCO ma­do a pon­to de não Lo­gís­ti­ca do Mer­co­sul, além de par­
MOREIRA, presidente sa­ber que, se a eco­no­mia ti­ci­par de mo­vi­men­tos de pa­dro­ni­
se glo­ba­li­za, o co­mér­cio za­ção de embalagens da in­dús­tria
da Associação ele­trô­ni­co se acen­tua e a au­to­mo­ti­va e de ações em ou­tras
Brasileira de con­cor­rên­cia se tor­na en­ti­da­des em­pre­sa­riais e ge­ren­ciais.
im­pie­do­sa, a lo­gís­ti­ca se Aqui, Pe­dro Fran­cis­co Mo­rei­ra
Movimentação e tor­na de­ci­si­va. É na­tu­ral, já que ela adian­ta um pou­co do que será de­ba­
Logística, fala dos se de­sen­vol­veu para aten­der ne­ces­ ti­do II Con­gres­so In­ter­na­cio­nal da
si­da­des de guer­ra, sen­do de­pois ABML, a rea­li­zar-se em ou­tu­bro
problemas, do enorme apli­ca­da em ati­vi­da­des in­dus­triais e pró­xi­mo em São Pau­lo, sob o tema
potencial do setor e co­mer­ciais – ou­tras for­mas de guer­ “A Lo­gís­ti­ca no Novo Mi­lê­nio”.
ra. Mas, ape­sar de cons­cien­tes da
da necessidade de im­por­tân­cia da lo­gís­ti­ca, nem to­dos Qual a si­tua­ção da lo­gís­ti­ca no
sua integracão com a os em­pre­sá­rios a va­lo­ri­zam na prá­ti­ Bra­sil em com­pa­ra­ção com paí­ses
ca. Tal­vez não te­nham ainda se dado da Eu­ro­pa, com os Es­ta­dos Uni­dos
área de embalagem con­ta de que, para que as coi­sas e com a Amé­ri­ca do Sul?
dêem cer­to é ne­ces­sá­rio que o con­ Hou­ve uma ex­plo­são a partir de
(em especial com os
jun­to fun­cio­ne de forma in­te­gra­da e 1994, em con­se­qüên­cia da es­ta­bi­li­
designers) har­mo­nio­sa. da­de eco­nô­mi­ca e da ten­dên­cia de

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re­du­zir cus­tos em di­ver­sas ati­vi­da­ par do pla­ne­ja­men­to, da es­co­lha da ne­gó­cios. Isso se acen­tua com a
des, in­cluin­do as de lo­gís­ti­ca. Até lo­ca­li­za­ção es­tra­té­gi­ca de fá­bri­cas e pers­pec­ti­va de crescimento do
en­tão pre­do­mi­na­va nas em­pre­sas a de­pó­si­tos. É ne­ces­sá­rio di­fun­dir a co­mér­cio ele­trô­ni­co, no qual as exi­
cul­tu­ra in­fla­cio­ná­ria, com foco no cul­tu­ra cor­po­ra­ti­va de lo­gís­ti­ca. gên­cias do con­su­mi­dor se acen­tuam
au­men­to de pre­ços e dos ga­nhos na Esse é um pro­ble­ma sé­rio de for­ma­ quan­to a pra­zos, tro­cas e de­vo­lu­
ci­ran­da fi­nan­cei­ra. Em 1994 ocor­reu ção de pro­fis­sio­nais, não há uni­ver­ ções. Uma res­pos­ta ina­de­qua­da da
um cor­te nes­sa rea­li­da­de. As em­pre­ si­da­des fo­ca­das em lo­gís­ti­ca. Exis­ área de lo­gís­ti­ca não pode com­pro­
sas pas­sam a en­con­trar di­fi­cul­da­de tem al­guns cen­tros preocupados me­ter o e-com­mer­ce?
em re­pas­sar cus­tos. A saí­da foi re­du­ com isso, mas é pre­ci­so dis­se­mi­nar Sem dú­vi­da. A lo­gís­ti­ca é um dos
zi-los na pro­du­ção, na ad­mi­nis­tra­ a cul­tu­ra cor­po­ra­ti­va. Lo­gi­ca­men­te, pi­la­res de sus­ten­ta­ção do e-com­
ção, até che­gar à lo­gís­ti­ca, não só no te­mos pro­ble­mas, o Bra­sil é um país mer­ce. Quem pen­sa que vai abrir
as­pec­to do trans­por­te, mas passando con­ti­nen­tal , há um pro­ble­ma sé­rio um e-com­mer­ce sem en­trar na lo­gís­
por pla­ne­ja­men­to, ges­tão e con­tro­le ti­ca tem os dias con­ta­dos. Na re­la­
do flu­xo de in­for­ma­ções e ma­te­riais, ção empresa-empresa, a re­la­ção
da cap­ta­ção do pe­di­do à dis­tri­bui­ A logística é um B2B, a prá­ti­ca da lo­gís­ti­ca é um
ção. Foi uma gran­de ex­pe­riên­cia. As pou­co tran­qüi­la. Os vo­lu­mes tran­sa­
ati­vi­da­des de lo­gís­ti­ca, que en­glo­ dos pilares de cio­na­dos são maio­res, a dis­tri­bui­ção
bam pre­vi­são de ven­das, pro­du­ção, sustentação do é fei­ta pon­to a pon­to, dá para apli­car
ar­ma­ze­na­gem etc., es­ta­vam dis­so­ al­guns mo­de­los tra­di­cio­nais da
cia­das. Via-se e ainda se vê o trans­ comércio eletrônico. lo­gís­ti­ca. Já na ven­da para o con­su­
por­te sob o cha­péu da di­re­to­ria Quem pensa que mi­dor final, a re­la­ção B2C, o ne­gó­
ad­mi­nis­tra­ti­va ou fi­nan­cei­ra. cio pega. Ve­mos ca­sos de em­pre­sas
vai abrir um que ten­ta­ram fazer mo­de­los con­
Então, não hou­ve pro­gres­so? ven­cio­nais de lo­gís­ti­ca para a prá­ti­
e-commerce sem
Evo­luiu, mas o Bra­sil tem po­ten­cial ca do B2C e es­tão en­fren­tan­do pro­
mui­to gran­de para ex­pan­dir, tan­to entrar na questão ble­mas sé­rios de pra­zo de en­tre­ga.
nas cor­po­ra­ções in­dus­triais quan­to
nas de ser­vi­ço. Com­pa­ra­do aos
da logística está Como prever esses prazos?
gran­des cen­tros, es­ta­mos um pou­co com os seus A pre­vi­são de ven­das é uma in­cóg­
dis­tan­tes. Em ter­mos de Amé­ri­ca do ni­ta. Como pre­ver ven­das de um
Sul te­mos van­ta­gens, como a
dias contados ne­gó­cio que pode acon­te­cer em
Argentina, que tem mos­tra­do bom ques­tão de se­gun­dos? A co­ber­tu­ra
avan­ço em lo­gís­ti­ca. Cito um in­di­ de ba­lan­cea­men­to de de­man­da, que de es­to­que é ou­tro gran­de de­sa­fio.
ca­dor: a em­pi­lha­dei­ra, que é um é mui­to con­cen­tra­da. Numa área de Qual é a taxa de co­ber­tu­ra de es­to­
equi­pa­men­to de mo­vi­men­ta­ção lar­ 1 000 qui­lô­me­tros em tor­no de São que que se deve dar? Quais os pro­
ga­men­te uti­li­za­do, mos­tra um pou­ Pau­lo se con­cen­tram cer­ca de 60% ces­sos in­ter­nos de se­le­ção de pe­di­
co da evo­lu­ção da lo­gís­ti­ca nas do nos­so PIB, e te­mos de ven­cer um dos, que são mui­to fra­cio­na­dos? As
em­pre­sas. De tudo o que se ven­de ter­ri­tó­rio imen­so. Aí en­tra­mos nos en­tre­gas são mui­to fra­cio­na­das. A
de em­pi­lha­dei­ras no mun­do, o Bra­ pro­ble­mas es­tru­tu­rais do país, na di­nâ­mi­ca é ou­tra. Esse as­pec­to da
sil par­ti­ci­pa ape­nas com 1%. Con­si­ es­tru­tu­ra ro­do­viá­ria, na fer­ro­viá­ria, lo­gís­ti­ca é fun­da­men­tal. Em­pre­sas
de­ran­do o nos­so PIB, o fato de que na hi­dro­viá­ria. De qual­quer forma, de e-com­mer­ce que não ti­ve­rem
so­mos hoje a nona po­tên­cia eco­nô­ pro­gre­di­mos al­gu­ma coi­sa. O go­ver­ bons pro­fis­sio­nais de lo­gís­ti­ca, que
mi­ca mun­dial, algo as­sim, te­mos no tem fei­to um tra­ba­lho mui­to in­te­ não co­nhe­çam a ma­té­ria, es­tão fa­da­
um po­ten­cial imen­so para cres­cer. res­san­te, um pa­co­te de ações vi­san­ das ao in­su­ces­so. Tan­to é ver­da­de
do in­te­grar os mo­dais e mo­der­ni­zá- que nes­te ano o flu­xo de ca­pi­tais
Quais as prin­ci­pais bar­rei­ras para los. Os pro­ces­sos de pri­va­ti­za­ção, para em­pre­sas de e-com­mer­ce no
que a área de lo­gís­ti­ca se tor­ne ques­tio­ná­veis ou não, de al­gu­ma Bra­sil deve gi­rar em tor­no de 500
mais efi­caz? forma têm tra­zi­do al­gu­ma me­lho­ra milhões de dó­la­res. Des­se total,
Um dos gran­des en­tra­ves é a cria­ção nas con­di­ções. Pelo me­nos a mé­dio apro­xi­ma­da­men­te 40% se­rão de­di­
de uma cul­tu­ra cor­po­ra­ti­va da lo­gís­ pra­zo a pers­pec­ti­va é boa. ca­dos à per­for­man­ce lo­gís­ti­ca des­
ti­ca. As em­pre­sas pre­ci­sam en­ten­der sas em­pre­sas. Isso é im­por­tan­te,
a lo­gís­ti­ca como algo es­tra­té­gi­co A lo­gís­ti­ca se tor­na cada vez mais por­que é um novo ne­gó­cio no mun­
para o seu ne­gó­cio. De­vem par­ti­ci­ um fa­tor de com­pe­ti­ti­vi­da­de nos do. Este ano o mun­do deverá mo­vi­

10 – embalagemmarca • jul 2000


men­tar 940 bi-lhões de dó­la­res em Com cer­te­za, de 50%, pelo me­nos. Con­su­mer Res­pon­se. Exis­te essa
tran­sa­ções co­mer­ciais via e-com­ Em paí­ses de­sen­vol­vi­dos isso cai apro­xi­ma­ção com téc­ni­cos e de­sig­
mer­ce. Esse nú­me­ro deve do­brar no para seis ma­nu­seios. Ou­tro pro­ble­ma ners de em­ba­la­gem?
ano que vem, e o crescimento é é que, além de ma­ni­pu­lar mui­to a Esse é o gran­de de­sa­fio. A em­ba­la­
ex­po­nen­cial para os pró­xi­mos anos. car­ga, o Bra­sil me­ca­ni­za pou­co. gem ade­qua­da não é a mais bo­ni­ta,
A lo­gís­ti­ca cres­ce­rá em im­por­tân­ Pe­gue­mos uma mé­dia na­cio­nal: de mas a que é in­te­li­gen­te. Na área de
cia. tudo que o Bra­sil dis­tri­bui de produ­ alimentos já exis­te in­te­gra­ção na
tos e bens de con­su­mo, não mais de hora do de­sen­vol­vi­men­to. Já se
Qual é hoje a po­si­ção do se­tor na 50% são pa­le­ti­za­dos. Há em­pre­sas co­lo­ca a ques­tão: “Este pro­du­to que
ques­tão da em­ba­la­gem? A em­ba­la­ que mo­vi­men­tam 70% da car­ga es­ta­mos lan­çan­do tem uma ca­deia
gem bra­si­lei­ra, de modo ge­ral, atin­ pa­le­ti­za­da, mas na mé­dia pon­de­ra­da pro­du­ti­va com­pli­ca­da, a ma­ni­pu­la­
ge as ne­ces­si­da­des da lo­gís­ti­ca? não se pas­sa dos 50%. Na Argentina, ção é gran­de, hoje te­mos um cus­to
A em­ba­la­gem é um dos fo­cos da esse ín­di­ce che­ga a 75%, na Eu­ro­pa lo­gís­ti­co mui­to gran­de, va­mos ten­tar
lo­gís­ti­ca, tem re­la­ção di­re­ta com ela. oti­mi­zar es­pa­ço”. Às vezes pro­je­ta-
O que se ob­ser­va no Bra­sil é que, se uma em­ba­la­gem fan­tás­ti­ca, mas
mesmo na em­ba­la­gem pri­má­ria, Às vezes projetamos quan­do vai se fazer sua mo­du­la­ção
exis­te ainda fal­ta de in­te­gra­ção no no pá­tio o apro­vei­ta­men­to da área é
uma embalagem per-
de­sen­vol­vi­men­to di­men­sio­nal. Há de ape­nas de 60%. Per­de-se 40% de
pro­gres­sos, mas há ca­rên­cias. Do feita, mas es­pa­ço de ar­ma­ze­na­gem, de trans­
pon­to de vis­ta di­men­sio­nal, os de­sig­ por­te. Tudo isso é cus­to que está
ners não es­tão mui­to aten­tos a as­pec­
quando vai se fazer
sen­do ge­ra­do.
tos lo­gís­ti­cos. Não se vê uma bus­ca sua modulação
de oti­mi­za­ção da em­ba­la­gem se­cun­ A pa­la­vra, em suma, é in­te­gra­ção.
dá­ria, da em­ba­la­gem de trans­por­te,
no pátio o Per­fei­ta­men­te, é fun­da­men­tal. Ao
do pa­le­te, do sis­te­ma de ar­ma­ze­na­ aproveitamento da fazer o brie­fing do novo pro­du­to ou
men­to e trans­por­te, para que haja da em­ba­la­gem, é pre­ci­so cha­mar
ga­nho de ocu­pa­ção por me­tro. Isso área é de apenas pro­fis­sio­nais de lo­gís­ti­ca para a tro­ca
não quer di­zer que a em­ba­la­gem 60%. Perde-se 40% de in­for­ma­ções, para mos­trar os pro­
tem de ser qua­dra­di­nha para oti­mi­ ble­mas que apa­re­cem na ca­deia
zar es­pa­ço, mas tem de ser in­te­li­ do espaço de arma- lo­gís­ti­ca e o quan­to a em­ba­la­gem
gen­te, tem de bus­car a oti­mi­za­ção. A zenagem pode aju­dar na me­lho­ria. Além do
fal­ta de in­te­gra­ção di­men­sio­nal da mais, te­mos soft­wa­res que aju­dam,
em­ba­la­gem é o que vejo como uma que dão ba­li­za­men­to bá­si­co di­men­
ca­rên­cia no mercado brasileiro. No che­ga a 80%, 90%. Te­mos de me­ca­ sio­nal, mo­vi­men­to de lar­gu­ra e al­tu­
as­pec­to de re­sis­tên­cia, o Bra­sil ainda ni­zar mais, e isso in­fluen­cia di­re­ta­ ra, oti­mi­za­ção de es­pa­ço e tudo o
per­de mui­tos produtos de­vi­do a men­te na em­ba­la­gem. A em­ba­la­gem mais. A partir des­sas re­fe­rên­cias bá­si­
em­ba­la­gem ina­de­qua­da. Há ca­sos e a lo­gís­ti­ca de­vem ca­mi­nhar jun­tas. cas, o de­sig­ner te­ria con­di­ções de
em que 60% das ava­rias de produtos criar e co­lo­car sua arte em prá­ti­ca.
de­cor­rem de embalagens ina­de­qua­ Os pro­fis­sio­nais de mar­ke­ting e,
das. Ou­tro pro­ble­ma é a nos­sa con­ prin­ci­pal­men­te, de de­sign vêem a É um de­sa­fio para as duas pon­tas,
di­ção de ma­nu­seio. O Bra­sil é um pa­la­vra pa­dro­ni­za­ção como uma prin­ci­pal­men­te para os de­signers.
dos paí­ses que ma­nu­seia mui­to a es­pé­cie de aná­te­ma. Em­bo­ra te­nham Exa­ta­men­te. Em­ba­la­gem in­te­li­gen­te
car­ga. Da in­dús­tria ao con­su­mi­dor de su­bor­di­nar-se a ques­tões de cus­ é aque­la que está in­te­gra­da no pro­
final, aque­le que vai bus­car o pro­du­ to para que os produtos das em­pre­ ces­so. Pega to­dos os be­ne­fí­cios, é
to, o pro­du­to pode ter de ca­tor­ze a sas e clien­tes se­jam com­pe­ti­ti­vos, bo­ni­ta, tem uma boa dia­gra­ma­ção,
de­zoi­to ma­nu­seios. São vá­rios em ge­ral de­fen­dem a ne­ces­si­da­de um bom de­sign. Se com­ple­ta toda a
ca­nais de dis­tri­bui­ção, vá­rios re­pas­ de di­fe­ren­cia­ção da em­ba­la­gem ca­deia lo­gís­ti­ca, traz ga­nhos para a
ses, e isso gera uma ma­ni­pu­la­ção como fa­tor cru­cial na de­ci­são de empresa, oti­mi­za cus­tos. O ECR se
mui­to gran­de. com­pra do con­su­mi­dor. O mo­vi­ preo­cu­pa com isso. Se é es­pa­ço, é
men­to de apro­xi­ma­ção en­tre pro­fis­ cus­to. É ne­ces­sá­rio que o de­sig­ner
Em com­pa­ra­ção com paí­ses efi­ca­ sio­nais de lo­gís­ti­ca e de mar­ke­ting, faça um cur­so de lo­gís­ti­ca para
zes nes­se cam­po, isso sig­ni­fi­ca um en­tre ou­tros, de modo ge­ral ocor­re co­nhe­cer a rea­li­da­de ope­ra­cio­nal.
ônus de quan­to? nas ati­vi­da­des de ECR, o Ef­fi­cient A AMBL está aí para ajudar.

12 – embalagemmarca • jul 2000


bandejas e filmes
carnes

Materiais e sistemas modernos são a aposta do mercado de car

a in­da há mui­to a fazer –


ou seja, há gran­des opor­
tu­ni­da­des – no mercado
de carne bo­vi­na no Bra­
sil, in­clu­si­ve para a in­dús­tria de
embalagens. Com­pa­ra­da aos mé­to­
dos de pro­du­ção e de acon­di­cio­na­
men­to de aves, por exem­plo, a carne
ver­me­lha per­de de go­lea­da. Para
su­pe­rar tal si­tua­ção, os fa­bri­can­tes
de embalagens assumem im­por­tân­
cia cru­cial, em­bo­ra se saiba que
pro­je­tos de em­ba­la­gem, por si só,
não podem re­sol­ver pro­ble­mas que
per­du­ram no segmento, como mé­to­
dos pre­cá­rios de pro­ces­sa­men­to,
trans­por­te e co­mer­cia­li­za­ção.
“A in­te­gra­ção en­tre su­per­mer­ca­
dos, açou­gues, fri­go­rí­fi­cos e dis­tri­
bui­do­res é fun­da­men­tal na bus­ca de
uma ca­deia de dis­tri­bui­ção efi­cien­te
e de uma carne de boa qua­li­da­de”,
afir­ma Clai­re Sa­ran­tó­pou­los, en­ge­
nhei­ra pesquisadora do Cen­tro de
Tec­no­lo­gia de Em­ba­la­gem (Ce­tea)
do ITAL – Ins­ti­tu­to de Tec­no­lo­gia
fotos: divulgação

de Alimentos. Essa ne­ces­si­da­de é


re­for­ça­da pela pre­ca­rie­da­de da
co­mer­cia­li­za­ção em re­giões dis­tan­
tes – em ca­sos ex­tre­mos, há a ex­po­
si­ção da carne em ca­va­le­tes im­pro­ Mas, como diz o antigo ditado, nio é o maior ini­mi­go da con­ser­va­
vi­sa­dos ao ar li­vre – e até mesmo há ma­les que vêm para bem. A fal­ta ção dos alimentos”, lem­bra a pes­
nas re­giões me­tro­po­li­ta­nas, sobretu­ de es­tru­tu­ra lo­gís­ti­ca cau­sou in­ten­sa quisadora do Ce­tea.
do nos açou­gues mais po­pu­la­res, mo­vi­men­ta­ção dos fa­bri­can­tes de
onde o bi­nô­mio de­fi­ciên­cia de dis­ em­ba­la­gem no sen­ti­do de ga­ran­tir No vá­cuo da opor­tu­ni­da­de
tri­bui­ção e embalagens ina­de­qua­das maior tem­po de pra­te­lei­ra (shelf Por er­ra­di­car esse ini­mi­go, as
mui­tas vezes se tra­duz na ven­da de life) aos produtos, mi­ni­mi­zan­do embalagens a vá­cuo tor­na­ram-se
car­nes im­pró­prias para con­su­mo. per­das. Por isso, o em­pre­go de fil­ qua­se vi­tais para o trans­por­te em
Se­gun­do Clai­re, há de­fi­ciên­cia na mes de alta bar­rei­ra tor­nou-se cru­ gran­des dis­tân­cias, já que mi­ni­mi­
maio­ria dos es­to­ques e pon­tos-de- cial, por te­rem bai­xa taxa de per­ zam, com efi­cá­cia, os efei­tos da
ven­da em ter­mos de re­fri­ge­ra­ção. mea­bi­li­da­de de oxi­gê­nio. “O oxi­gê­ de­fi­ci­tá­ria ca­deia do frio. Com

12 – embalagemmarca • jun 2000


ampliam vida da carne
ne vermelha para superar entraves logísticos e de armazenagem

re­fri­ge­ra­ção e se­lan­tes ade­qua­dos, dos fri­go­rí­fi­cos, o pe­que­no va­re­jo Atmosfera modificada


as embalagens a vá­cuo ga­ran­tem tam­bém está de­mons­tran­do in­te­res­ mantém a coloração
trin­ta ou mais dias de vida útil à se em acon­di­cio­nar car­nes utilizan­ avermelhada
carne. No vá­cuo, po­rém, o produto do esse sis­te­ma.
ad­qui­re uma apa­rên­cia es­cu­ra, De olho nes­se pa­no­ra­ma, a Du
ainda não to­tal­men­te as­si­mi­la­da Pont apos­ta na re­si­na io­no­mé­ri­ca
pelo con­su­mi­dor brasileiro. Surlyn, que, “usa­da in­ter­na­men­te
“Apesar de dei­xar a carne ar­ro­ nos fil­mes mul­ti­ca­ma­da, man­tém o
xea­da, as embalagens a vá­cuo têm vá­cuo ín­te­gro, pois é efi­cien­te na
boas pers­pec­ti­vas de crescimento, se­la­gem através de con­ta­mi­na­ção,
pois di­mi­nuem o pro­ces­so de de­gra­ isto é, sela mesmo que a área de são bem mais ca­ras”, com­pa­ra Wal­
da­ção mi­cro­bio­ló­gi­ca e es­ten­dem o se­la­gem con­te­nha tra­ços de san­gue ter Fol­co, res­pon­sá­vel pela área
tem­po de pra­te­lei­ra do pro­du­to, ou gordura”, ilus­tra Walmil Sol­ler. co­mer­cial da In­ter­vac. En­tre­tan­to, a
fa­ci­li­tan­do a dis­tri­bui­ção e o trans­ “E em li­nhas au­to­má­ti­cas, onde a al­ter­na­ti­va é me­nos re­sis­ten­te do
por­te”, de­fi­ne Wal­mir Sol­ler, ge­ren­ efi­ciên­cia e a pro­du­ti­vi­da­de são crí­ que os fil­mes ter­moen­co­lhí­veis,
te de embalagens da Du Pont. Ele ti­cas, ele faz as má­qui­nas fluí­rem sobretudo na mo­vi­men­ta­ção e nos
afir­ma que “o acon­di­cio­na­men­to a sem pro­ble­mas com per­da de vá­cuo cor­tes com osso, si­tua­ções que tra­
vá­cuo tam­bém agre­ga valor, pois ou reem­ba­la­gem”. zem pres­são ex­tra à em­ba­la­gem.
pode le­var à ma­tu­ra­ção da carne, Já a Cryo­vac, sub­si­diá­ria da nor­
tor­nan­do-a mais ma­cia”. Filmes lisos te-ame­ri­ca­na Sea­led Air Cor­po­ra­
Ade­mais, a carne ad­qui­re sua Para em­ba­lar a vá­cuo, a op­ção mais tion, ofe­re­ce vá­rias op­ções de
co­lo­ra­ção ver­me­lha no­va­men­te co­mum são fil­mes ter­moen­co­lhí­ embalagens que, em li­nhas ge­rais,
quando é ex­po­sta ao ar. “O con­su­ veis, mas há al­ter­na­ti­vas. A In­ter­ se di­fe­ren­ciam pela tem­pe­ra­tu­ra de
mi­dor já está se ade­quan­do a essa vac, por exem­plo, ofe­re­ce so­lu­ções en­co­lhi­men­to, pela re­sis­tên­cia
tec­no­lo­gia”, afir­ma Re­nal­do Lo­nat em fil­mes li­sos. A empresa tra­ba­lha me­câ­ni­ca e pelos níveis de bar­rei­ra.
Jr., su­per­vi­sor de ven­das da Se­lo­ com o nylon-poli (nái­lon e po­liés­ter Com essa linha, a empresa con­se­
vac, uma das prin­ci­pais fa­bri­can­tes em cin­co ca­ma­das), cujo gran­de guiu tor­nar sua mar­ca si­nô­ni­mo de
de má­qui­nas para acon­di­cio­na­men­ ape­lo é dri­blar al­tos investimentos. sis­te­mas de em­ba­la­gem a vá­cuo no
to a vá­cuo. Ele res­sal­ta que, de­pois “As embalagens ter­moen­co­lhí­veis Bra­sil. Essa es­pe­cia­li­za­ção re­sul­tou
em estratégias bem de­fi­ni­das de
atua­ção. “Nos­so ob­je­ti­vo”, re­ve­la o
ge­ren­te de ven­das Pau­lo de Lara, “é
fo­men­tar o mercado de carne de­sos­
sa­da, como ocor­re nos Es­ta­dos Uni­
dos, onde 99% da carne con­su­mi­da
são co­mer­cia­li­za­dos as­sim”. A
empresa ofe­re­ce, to­da­via, um pro­
ces­so de acon­di­cio­na­men­to a vá­cuo
que usa um fil­me ca­paz de su­por­tar
Embalagens a vácuo da a pres­são dos cor­tes com osso.
Intervac (acima) e da Cryovac Ou­tra op­ção que au­men­ta o shelf
jun 2000 • embalagemmarca – 13
life da carne é o acon­di­cio­na­men­to
com at­mos­fe­ra mo­di­fi­ca­da, por
meio de mis­tu­ras ga­so­sas de alta
con­cen­tra­ção de oxi­gê­nio. Isso
man­tém a co­lo­ra­ção ver­me­lha da
carne por mais tem­po do que em ar.
“Con­tu­do, a vida útil do pro­du­to,
Um nicho estratégico em­bo­ra mais lon­ga que no ar – oito
a doze dias ver­sus dois a três – é
Ao lado de fil­mes e ban­de­jas, os me­nor que no vá­cuo”, ob­ser­va Clai­ Bandejas da CFS em XPP
ab­sor­ven­tes re­pre­sen­tam um nicho re Sarantópoulos, do Ce­tea. Para se
es­tra­té­gi­co no atual mercado de tra­ba­lhar com at­mos­fe­ra mo­di­fi­ca­ idéia, das 704 000 to­ne­la­das de
embalagens para carne. Tan­to que, da, tam­bém são ne­ces­sá­rios fil­mes PVC con­su­mi­das no Bra­sil em
para in­ten­si­fi­car a atua­ção nes­se es­pe­ciais, que ga­ran­tam a pro­te­ção 1999, 7 000 fo­ram ex­tru­da­das em
ni­cho, a Cryo­vac pre­ten­de cons­truir
con­tra per­da das mis­tu­ras ga­so­sas. fil­mes es­ti­cá­veis, para acon­di­cio­nar
uma nova uni­da­de in­dus­trial de­di­
alimentos. O dado é do Ins­ti­tu­to do
ca­da ao pro­du­to. Fei­tos de pol­pa de
ce­lu­lo­se ve­ge­tal vir­gem, os ab­sor­
Do freezer ao microondas PVC, que pre­vê para este ano um
ven­tes ofe­re­ci­dos pela Cryo­vac
En­tre as em­pre­sas que tra­ba­lham crescimento de 10% a 20% nes­se
fo­ram pa­ten­tea­dos sob a mar­ca Dri- nes­se segmento, a Con­ve­nien­ce nú­me­ro, pu­xa­do pe­las em­pre­sas
Loc. “A fun­ção dos ab­sor­ven­tes é Food Systems apos­ta em fil­mes es­pe­cia­li­za­das.
re­ter os su­cos na­tu­rais que toda que in­ter­ca­lam ca­ma­das de PET, A Good­year, tra­di­cio­nal fa­bri­
carne li­be­ra, man­ten­do a ban­de­ja SiOx e po­lie­ti­le­no, com tra­ta­men­to can­te de pneus para au­to­mó­veis, já
lim­pa”, ex­pli­ca o ge­ren­te de ven­das an­tiem­ba­çan­te. “O SiOx subs­ti­tui o for­ne­ce há al­gum tem­po o Om­ni­
Pau­lo de Lara. EVOH, ge­ral­men­te usa­do para bar­ film Açou­gue, es­pe­cial para bai­xas
Além da Cryo­vac, a John­son & rei­ra, com van­ta­gens, por ser me­nos tem­pe­ra­tu­ras com agen­te an­tiem­ba­
John­son vem pro­du­zin­do, des­de es­pes­so e mais trans­pa­ren­te”, ilus­ çan­te. Se­gun­do Fer­nan­do Cor­rêa
1998, pe­lí­cu­las ab­sor­ven­tes re­gis­
tra a en­ge­nhei­ra de ven­das da Jú­nior, ins­pe­tor de ven­das da empre­
tra­das como Sa­fe­drier. Como ex­pli­
empresa, Ales­san­dra Sa­les. sa, as re­des de va­re­jo vêm sen­do a
ca Luiz Car­los Du­tra, do de­par­ta­
A Con­ve­nien­ce Food Systems prin­ci­pal clien­te­la do pro­du­to. Já a
men­to de as­sun­tos pú­bli­cos da
empresa, elas se es­tru­tu­ram em
apos­ta também em ban­de­jas com Du Pont apos­ta na fa­mí­lia Clysar de
três ca­ma­das: fil­me plás­ti­co, pol­pa base em fil­me de po­li­pro­pi­le­no fil­mes en­co­lhí­veis e es­ti­cá­veis de
de ce­lu­lo­se e um não te­ci­do. A ini­ ex­pan­di­do (XPP) que, “por te­rem po­lio­le­fi­na de alta trans­pa­rên­cia,
cia­ti­va de en­trar no segmento, bas­ me­mó­ria, não que­bram nem amas­ ade­qua­da a li­nhas au­to­má­ti­cas de
tan­te es­pe­cí­fi­ca se com­pa­ra­da à sam e po­dem ir di­re­to do free­zer gran­de ve­lo­ci­da­de. Se­gun­do Mar­
vo­ca­ção da J&J, de pro­du­zir itens ao mi­croon­das sem va­ria­ção de cos Can­ta­ri­no, ge­ren­te da área de
de hi­gie­ne pes­soal, foi se­di­men­ta­da tem­pe­ra­tu­ra”, diz Ro­gi­val­do Coe­ fil­mes po­lio­le­fí­ni­cos da empresa, “o
em dois fa­to­res. Pri­mei­ro, o boom lho de Oli­vei­ra, da área de ven­das Clysar é ade­qua­do à carne fres­ca,
dos alimentos im­por­ta­dos nas gôn­ da empresa. Essas bandejas po­dem pois não pos­sui bar­rei­ra e dei­xa o
do­las na­cio­nais di­vul­gou as pe­lí­cu­
pos­suir bar­rei­ra de EVOH para alimento res­pi­rar”.
las para uma es­tra­té­gi­ca fa­tia de
acondicionar produtos em at­mos­ Omnifilm Açougue,
consumidores. “Além dis­so, a
fe­ra mo­di­fi­ca­da e são en­con­tra­das da Goodyear
in­cur­são nes­ta área deve-se à fa­ci­li­
da­de de pro­du­ção, pois já de­tí­nha­
em di­ver­sas co­res. Já a Band Plast
mos a tec­no­lo­gia”, lem­bra Du­tra, apos­ta em ban­de­jas de po­lie­ti­le­no
evo­can­do o know-how na pro­du­ção de alta den­si­da­de (PEAD), que
d e ab­sor­ven­tes ín­ti­mos re­sis­tem a al­te­ra­ções de tem­pe­ra­
fe­mi­ni­nos. tu­ra e tam­bém são mais du­rá­veis,
de acor­do com José To­nha­to de
Lima, ge­ren­te co­mer­cial da
empresa.
O auto-ser­vi­ço tam­bém pro­mo­
veu uma ex­plo­são para os fil­mes
es­ti­cá­veis de PVC. Para se ter uma

16 – embalagemmarca • jun 2000


EQUIPAMENTOS

codificação
premium
Tec­no­lo­gia la­ser traz van­ta­gens, de­pen­den­do da apli­ca­ção

o pa­no­ra­ma está se agi­


tan­do na área de co­di­fi­
ca­ção, hoje do­mi­na­da
pe­las im­pres­so­ras ink
jet (a jato de tin­ta). É ver­da­de que a
tec­no­lo­gia des­ses equi­pa­men­tos vem
se aper­fei­çoan­do sen­si­vel­men­te e
tor­nan­do pos­sí­vel in­se­rir da­dos nos
mais va­ria­dos ti­pos de ró­tu­los e
embalagens. No entanto, es­tão fi­can­
do mais aces­sí­veis as im­pres­so­ras a
la­ser, que tra­zem ape­los con­si­de­rá­
veis para a pro­du­ção, como redução

andré godoy
de cus­tos a mé­dio pra­zo e maior
se­gu­ran­ça. Nes­te caso, o be­ne­fí­cio
se deve ao fato de o la­ser im­pri­mir
Produtos da Stiefel. No destaque, codificação com ink jet (à dir.) e a laser
có­di­gos a partir de ca­lor, que não
cor­rem o ris­co de “de­sa­pa­re­cer”.
O la­bo­ra­tó­rio Stie­fel, fa­bri­can­te
de produtos der­ma­to­ló­gi­cos e pe­diá­
tri­cos, ado­tou essa nova op­ção e pa­men­to e a redução dos gas­tos com por­que não há ma­nu­seio de tin­tas.
subs­ti­tuiu, em abril, uma de suas sete os itens con­su­mí­veis, es­pe­ra­mos ter Por atuar no mercado far­ma­cêu­
co­di­fi­ca­do­ras ink jet por uma Wil­lett retorno den­tro de cin­co anos”, pre­vê ti­co, a Stie­fel pre­ci­sa de am­bien­te de
550 a la­ser. O la­bo­ra­tó­rio usa as Bo­net­ti. Ou­tra van­ta­gem, segundo tra­ba­lho lim­po, as­pec­to em que a
co­di­fi­ca­do­ras para im­pri­mir nú­me­ ele, é a manutenção da co­di­fi­ca­do­ra co­di­fi­ca­do­ra a la­ser é mais ade­qua­
ros de lo­tes e da­tas de fa­bri­ca­ção e a la­ser, mais sim­ples e mais prá­ti­ca, da. “Com a ink jet, já ocor­reu de cair
va­li­da­de em fras­cos de po­lie­ti­le­no. tin­ta durante o pre­pa­ro e man­char o
Wal­dir Al­lan Bo­net­ti, di­re­tor in­dus­ piso e o equi­pa­men­to”, con­ta Bo­net­
trial da Stiefel, re­ve­la que a in­ten­ção ti. “Na im­pres­so­ra a la­ser, bas­ta pas­
da empresa é trocar to­das as má­qui­ sar um pano úmi­do por fora da
nas a jato de tin­ta pe­las a la­ser. “Elas má­qui­na para re­mo­ver a poei­ra.”
dis­pen­sam o uso de tin­tas e sol­ven­
tes, que são ca­rís­si­mos”, ele diz. Para gran­des li­nhas
Como a co­di­fi­ca­do­ra a la­ser é Não obs­tan­te es­sas van­ta­gens, nem
divulgação

bem mais cara do que uma ink jet, o sem­pre o la­ser é a me­lhor op­ção.
in­ves­ti­men­to não tem retorno ime­ Se­gun­do Edi­son Lou­rei­ro, coor­de­
dia­to. “Cal­cu­lan­do o valor do equi­ Modelo 550 da Willett na­dor de mar­ke­ting da Sunny­va­le,

18 – embalagemmarca • jun 2000


por cus­tar até o dobro de uma ink pro­du­ção de hi­gie­ne má­xi­ma. En­tre­
LaserPro
jet a co­di­fi­ca­do­ra a la­ser é mais DM, da
tan­to, ele lem­bra que o la­ser mal
in­di­ca­da para gran­des li­nhas de Videojet di­re­cio­na­do pode cau­sar es­tra­gos,
pro­du­ção. “O cus­to com in­su­mos Comprint como der­re­ter embalagens de PET,
pra­ti­ca­men­te de­sa­pa­re­ce e o con­su­ acrí­li­co ou bor­ra­cha e al­te­rar qui­mi­
mo de ener­gia é me­nor, mas o equi­ ca­men­te a su­per­fí­cie do PVC.
pa­men­to a la­ser é caro”, ele ob­ser­
va. Por isso, a seu ver, a ink jet Espaço para todos
ainda é mais acon­se­lhá­vel para A Nytek é ou­tra empresa que ofe­
em­pre­sas com bai­xa pro­du­ção. re­ce equi­pa­men­tos a la­ser. O mo­de­
A Sunny­va­le dis­po­ni­bi­li­za ao lo Linx Li­te­Mar­que im­pri­me até
mercado a co­di­fi­ca­do­ra di­gi­tal a seis li­nhas com ve­lo­ci­da­de de 2
la­ser DDC3, da Do­mi­no, que pos­ 500 ca­rac­te­res por segundo e
sui ca­be­ço­te com sete ca­nhões. Isso me­mó­ria para men­sa­gens de até 1
per­mi­te me­lhor ajus­te de po­tên­cia, 365 ca­rac­te­res. Wan­der­ley Fé­lix,
com im­pres­sões per­ma­nen­tes em ge­ren­te de ser­vi­ços da empresa,
embalagens plás­ti­cas e em pa­pel ad­ver­te que a co­di­fi­ca­do­ra, além de
car­tão sem da­ni­fi­cá-los. “São ser mais cara, exi­ge fun­cio­ná­rios
ca­nhões de bai­xa po­tên­cia, que má­xi­ma de 133 dpi (pon­tos por po­le­ trei­na­dos para ope­rá-la e que ma­te­
ge­ram me­nos ca­lor e, con­se­qüen­te­ ga­da). Ri­car­do Mon­tag­ni­ni, re­pre­sen­ riais mui­to fi­nos po­dem ser da­ni­fi­
men­te, gas­tam me­nos ener­gia”, tan­te de ven­das da Vi­deo­jet, afir­ma ca­dos pelo la­ser, inclusive pre­ju­di­
afir­ma Lou­rei­ro. Além dis­so, que a aqui­si­ção de uma co­di­fi­ca­do­ra a cando as ca­rac­te­rís­ti­cas do pro­du­to.
segundo ele, o equi­pa­men­to pode la­ser é um in­ves­ti­men­to in­te­res­san­te No entanto, Fé­lix acre­di­ta que há
continuar ope­ran­do mesmo sem para em­pre­sas que bus­cam ob­ter se­los es­pa­ço para am­bas as tec­no­lo­gias.
um ou dois ca­nhões, di­mi­nuin­do de qua­li­da­de. “Por não usar produtos “A ink jet não será subs­ti­tuí­da
ape­nas o ta­ma­nho da fon­te. tó­xi­cos, a co­di­fi­ca­do­ra a la­ser é ade­ to­tal­men­te e nem a cur­to pra­zo”,
qua­da ao selo ISO 14000”, lem­bra. diz. “Para que isso ocor­ra, as co­di­
Adequada à ISO 14000 Ele res­sal­ta, contudo, que o la­ser pode fi­ca­do­ras a la­ser de­vem fi­car me­no­
Bus­can­do man­ter com­pe­ti­ti­vi­da­de ser pe­ri­go­so se ma­nu­sea­do de forma res e mais ba­ra­tas.”
nes­se mercado, a Vi­deo­jet Com­print er­ra­da. “É pre­ci­so cui­da­do na ope­ra­ Da mes­ma forma, a Tec­no­tra­de,
está lan­çan­do a La­ser­Pro DM, fa­bri­ ção, já que o raio é in­vi­sí­vel e cor­ta”, que for­ne­ce no Bra­sil im­pres­so­ras a
ca­da nos Es­ta­dos Uni­dos pela Mar­co­ diz. “Usar ma­te­riais que pro­du­zam la­ser da fa­bri­can­te ale­mã GSI
ni Data Systems. O sis­te­ma per­mi­te re­fle­xos, por exem­plo, pode cau­sar Lu­mo­nics, não vê con­fli­tos na ven­
fotos: divulgação

im­pres­são em vá­rios ti­pos de ma­te­ sé­rios aci­den­tes.” da dos dois ti­pos de tec­no­lo­gia.
riais, com ro­ta­ção de 360º e có­di­gos “Con­se­gui­mos aten­der em­pre­sas de
em até três li­nhas, com ve­lo­ci­da­de de Evolução por­tes di­fe­ren­tes em vá­rios seg­men­
225 me­tros por mi­nu­to e re­so­lu­ção Já o ge­ren­te de ven­das da Wil­lett, tos de mercado”, con­ta Eli­sa Ba­tel­
Joa­quim Vi­le­la, vê a co­di­fi­ca­do­ra a li, do de­par­ta­men­to de mar­ke­ting da
la­ser como uma evo­lu­ção da ink jet, empresa. “É uma es­co­lha do clien­
que na sua opi­nião pode vir a ser te, de sua apli­ca­ção e de sua ca­pa­ci­
subs­ti­tuí­da. “O la­ser é uma al­ter­na­ da­de de in­ves­ti­men­to ini­cial.”
ti­va mais mo­der­na, com me­lhor
Codificadora qua­li­da­de de im­pres­são, baixo cus­to
DDC3, da Linx LiteMarque,
Domino
de manutenção e maior se­gu­ran­ça,
comercializada
pelo fato de a im­pres­são ser in­de­lé­ pela Nytek
vel”, re­su­me. A Wil­lett ofe­re­ce,
além do 550, dois ou­tros mo­de­los a
la­ser, que po­dem ser es­pe­ci­fi­ca­dos
de acor­do com a ne­ces­si­da­de do
clien­te. Vi­le­la acre­di­ta que o la­ser
subs­ti­tui­rá o jato de tin­ta nas in­dús­
trias ali­men­tí­cia, far­ma­cêu­ti­ca e de
be­bi­das, onde se exi­ge am­bien­te de

20 – embalagemmarca • jun 2000


ADESIVOS

sem resíduos
Henkel faz embalagem com o
material do próprio produto

andré godoy
s e, do pon­to de vis­ta am­bien­tal, boa em­ba­la­gem
é aque­la que de­pois de usa­da dei­xa pou­cos re­sí­
duos, o Eu­ro­melt, da Hen­kel Loc­ti­te Ade­si­vos,
tem a em­ba­la­gem per­fei­ta. O gran­de atra­ti­vo
tec­no­ló­gi­co do pro­du­to – um hot-melt de pres­são sen­si­
ti­va para uso nos pro­ces­sos de ro­tu­la­gem e co­la­gem – é
jus­ta­men­te seu en­vol­tó­rio, fa­bri­ca­do com ma­te­rial do
pró­prio ade­si­vo. Isso sig­ni­fi­ca que o pro­du­to não pre­ci­sa
Bra­sil, na mes­ma área de Ja­ca­reí (SP) onde a Hen­kel
inau­gu­rou, no ano pas­sa­do, a fá­bri­ca de Tech­no­melt,
um hot melt gra­nu­la­do ob­ti­do em pro­ces­so de Gra­nu­la­
ção Sub­mer­sa em Água (Un­der­wa­ter Gra­nu­la­tion).
Kampf in­for­ma que a nova fá­bri­ca, úni­ca uni­da­de de
pro­du­ção do Eu­ro­melt fora da Ale­ma­nha, abas­te­ce­rá
toda a Amé­ri­ca do Sul e fi­ca­rá dis­po­ní­vel para ex­por­tar
para ou­tras re­giões. Toda a tec­no­lo­gia uti­li­za­da pela
ser de­sem­ba­la­do para sua uti­li­za­ção. Basta de­po­si­tá-lo fá­bri­ca do Eu­ro­melt foi de­sen­vol­vi­da pela Hen­kel na
no co­lei­ro, para que re­ci­pien­te e con­teú­do se fun­dam Ale­ma­nha, e a im­plan­ta­ção dos sis­te­mas de pro­du­ção foi
to­tal­men­te. Em ou­tras pa­la­vras, a em­ba­la­gem de­sa­pa­re­ fei­ta com total as­ses­so­ria de pro­fis­sio­nais da­que­le país.
ce ao ser usa­da.
Ju­lio Mu­ñoz Kampf, di­re­tor de ade­si­vos in­dus­triais Preocupação ambiental – O diretor da Henkel
da Hen­kel Loc­ti­te para a Amé­ri­ca do Sul, ob­ser­va que, Loctite destaca que “a empresa se preo­cu­pa com o for­
além de pro­pi­ciar be­ne­fí­cios am­bien­tais, a em­ba­la­gem ne­ci­men­to de ma­te­riais que cau­sem o mí­ni­mo im­pac­to
do Eu­ro­melt é um fa­ci­li­ta­dor de uso, tra­zen­do gran­des pos­sí­vel ao am­bien­te, par­tin­do do de­sen­vol­vi­men­to de
van­ta­gens de pro­du­ti­vi­da­de. Com ela foi dis­pen­sa­do o produtos com ca­rac­te­rís­ti­cas bio­de­gra­dá­veis e con­si­de­
en­vol­tó­rio de pa­pel si­li­co­na­do em que eram acon­di­cio­ ran­do o ci­clo de vida de seus produtos”. Por le­var às
na­dos os cu­bos de hot melt de pres­são sen­si­ti­va. “A úl­ti­mas con­se­qüên­cias essa preo­cu­pa­ção, cum­prin­do as
eli­mi­na­ção da­que­la em­ba­la­gem, que era im­por­ta­da, sig­ nor­mas da ISO 14001, lem­bra ele, a Hen­kel foi no­va­
ni­fi­ca o fim da ma­ni­pu­la­ção e do des­car­te”, ele diz. men­te cer­ti­fi­ca­da pelo BVQI (Bu­reau Ve­ri­tas).
O executivo da Henkel não re­ve­la de­ta­lhes do pro­ As cai­xas de pa­pe­lão on­du­la­do em que são trans­por­
ces­so de acon­di­cio­na­men­to do Eu­ro­melt, mas cha­ma a ta­dos os sa­chês de Eu­ro­melt tam­bém se en­qua­dram no
aten­ção para o fato de tra­tar-se de tec­no­lo­gia mui­to con­cei­to de embalagens não agres­si­vas ao am­bien­te e
avan­ça­da, já que o en­vol­tó­rio é se­la­do com o con­teú­do fa­ci­li­ta­do­ras de uso. Re­ci­clá­veis, não uti­li­zam gram­pos
em tem­pe­ra­tu­ra su­pe­rior a 140ºC. O lançamento do e tra­zem na parte ex­ter­na ins­tru­ções de uso ape­nas
Eu­ro­melt mar­ca a inau­gu­ra­ção da fá­bri­ca do pro­du­to no vi­suais, com­preen­sí­veis em qual­quer idio­ma.

22 – embalagemmarca • jun 2000


LOGÍSTICA

parceria global,
produção local
Intermediate Bulk Containers terão fabricação nacional

o
Guilherme Kamio

pe­rar so­lu­ções res­guar­


da­das pela ex­pe­riên­cia
de par­cei­ros in­ter­na­cio­
nais vem sen­do a tô­ni­ca
nas gran­des em­pre­sas na­cio­nais
li­ga­das à mo­vi­men­ta­ção de car­
gas. Com tec­no­lo­gia e know-how
de sis­te­mas já con­sa­gra­dos em
mercados ex­te­rio­res, ga­nha-se
ape­lo de ex­ce­lên­cia e, aci­ma de
tudo, no­vas ar­mas para plei­tear
es­pa­ço jun­to ao enor­me cam­po de
opor­tu­ni­da­des que o Bra­sil apre­
sen­ta na área de lo­gís­ti­ca. O re­cen­
te anún­cio da im­plan­ta­ção da
Schütz do Bra­sil é mais um caso a
ilus­trar essa ten­dên­cia.
A empresa é fru­to da união da
ale­mã Schütz Wer­ke, lí­der mun­ mercado mais por­te de lí­qui­dos e produtos
dial no for­ne­ci­men­to de In­ter­me­ im­por­tan­te para pas­to­sos. Tem ca­pa­ci­da­de
dia­te Bulk Con­tai­ners (IBCs), nós no Mer­co­sul”, ava­lia o fran­ para car­re­gar o volume de cin­co
com as na­cio­nais Steel­Drum-Raft cês Ber­nard Hen­net, mem­bro do tam­bo­res de aço, po­rém ocu­pan­do
Em­ba­la­gens, pro­du­to­ra de tam­ con­se­lho e vice-pre­si­den­te da o es­pa­ço de qua­tro, é re­tor­ná­vel e
bo­res, a ope­ra­do­ra lo­gís­ti­ca In­ter­ Schütz em sua ma­triz. O volume pos­sui sis­te­mas de vál­vu­las e man­
Tank e a J.C. Thomp­son Con­sul­ de tais con­têi­ne­res em ati­vi­da­de guei­ras es­pe­ciais mo­du­la­res, que
to­ria. A joint-ven­tu­re irá per­mi­tir no Bra­sil, es­ti­ma­do em sete a im­pe­dem va­za­men­tos – um forte
uma ope­ra­ção iné­di­ta: a fa­bri­ca­ oito mil uni­da­des, re­ve­la um ape­lo eco­ló­gi­co. Com cor­po em
ção lo­cal de IBCs, atual­men­te mercado cres­cen­te e se­du­tor. po­lie­ti­le­no de alta den­si­da­de
im­por­ta­dos. Para tan­to, já está (PEAD), o IBC já é for­ne­ci­do
fotos: divulgação

sen­do cons­truí­da uma mo­der­na Forte apelo ecológico so­bre pa­le­tes, que po­dem ser de
plan­ta in­dus­trial em Jun­diaí (SP), O pro­du­to, cria­do em 1975 por ma­dei­ra, aço ou plás­ti­co, e é en­vol­
cu­jos investimentos che­gam a 10 Udo Schütz, fun­da­dor da Schütz vi­do por gra­de de aço gal­va­ni­za­do
milhões de dó­la­res. “O Bra­sil é o Wer­ke, apre­sen­ta vir­tu­des no trans­ com cha­pa de ro­tu­la­gem. “O IBC

24 – embalagemmarca • jun 2000


O contêiner é fornecido sobre palete de aço, plástico ou madeira

irá se im­por na­tu­ral­men­te, prin­ci­ si­mi­la­res ao re­dor do mun­do,


pal­men­te no trans­por­te de produ­ numa po­lí­ti­ca de par­ce­rias glo­
tos quí­mi­cos, por ser op­ção que bais. No caso brasileiro, a união
ma­xi­mi­za ga­nhos na ca­deia pro­du­ de for­ças é vi­sí­vel: a Schütz for­
ti­va como um todo”, ar­gu­men­ta ne­ce a tec­no­lo­gia, à In­ter­Tank
Ber­nard Hen­net. cabe o ser­vi­ço de re­cu­pe­ra­ção e
re­co­lhi­men­to dos IBCs após o uso
Preços reduzidos e a Raft en­tra com a ex­pe­riên­cia
Se­gun­do José Car­los Thomp­son, de fa­bri­ca­ção lo­cal, sal­va­guar­da­
di­re­tor co­mer­cial da Raft Em­ba­la­ da por re­cen­tes investimentos em
gens, a meta é ini­ciar a pro­du­ção seus par­ques in­dus­triais de Re­sen­
dos IBCs de 640, 1000 e 1250 de (RJ) e Gua­ru­lhos (SP), para o
li­tros já no iní­cio do pró­xi­mo ano. for­ne­ci­men­to de tam­bo­res de aço,
Ele ga­ran­te que os pre­ços se­rão que, ape­sar de se­rem con­cor­ren­tes
dras­ti­ca­men­te re­du­zi­dos, pela di­re­tos dos IBCs, “te­rão sem­pre
su­pres­são dos im­pos­tos al­fan­de­ sua fa­tia de mercado res­guar­da­da,
gá­rios e pela po­lí­ti­ca da Schütz de sem ca­ni­ba­li­za­ção ma­ci­ça”, no
ofe­re­cer ser­vi­ços e con­di­ções en­ten­der de Thomp­son.

O IBC ocupa o
espaço de quatro
tambores, mas tem o
volume equivalente ao de cinco
METÁLICAS

latas Mais práticas


Tin­tas, sol­ven­tes, óleos e alimentos
ga­nham com novos im­ple­men­tos

d
is­po­si­ti­vos prá­ti­cos são
fun­da­men­tais na luta
pela con­quis­ta da aten­
ção do con­su­mi­dor.
Fa­ci­li­tar o uso do pro­
du­to através da em­ba­la­
gem sem­pre dei­xa a
im­pres­são de preo­cu­pa­ção com o
usuá­rio, o que aca­ba re­ver­ten­do
num ines­ti­má­vel ga­nho em ima­
gem – e em ven­das. Quem vem
sen­do be­ne­fi­cia­da por pro­gres­si­
vas evo­lu­ções em acon­di­cio­na­

andré godoy
men­to são as la­tas, uti­li­za­das nos
mais di­ver­sos mercados, como o
de tin­tas, sol­ven­tes, alimentos e Biplus, da Brasilata: abaixo, o uso do batoque, com lacre que vira alça
óleos, tan­to lu­bri­fi­can­tes quan­to
co­mes­tí­veis.
A Bra­si­la­ta, uma das prin­ci­pais
for­ne­ce­do­ras de embalagens me­tá­

divulgação
li­cas no país, apresentou no­vi­da­
des durante a Bra­sil­pack, no final
de abril. A nova lata Bi­plus é uma
de­las. Tra­ta-se de uma lata ar­re­ pa­ren­te, tam­bém per­mi­te me­lhor com o Di­plo­ma de Pra­ta no prê­
don­da­da com a já co­nhe­ci­da tam­ vi­sua­li­za­ção da cor pelo usuá­rio. mio in­ter­na­cio­nal Cans of the Year
pa Plus e um ba­to­que plás­ti­co O fe­cha­men­to es­pe­cial está dis­po­ de 1999 – com a con­fec­ção de
trans­pa­ren­te em seu cen­tro. O ní­vel ini­cial­men­te no ga­lão (lata re­for­ços ver­ti­cais nas ares­tas.
ba­to­que, in­se­ri­do na tam­pa por com 3,6 li­tros) e será es­ten­di­do, “Além do ga­nho em ri­gi­dez, que
pro­ces­so pneu­má­ti­co, pos­sui la­cre no pró­xi­mo ano, às la­tas de 900 pos­si­bi­li­ta maior car­ga de em­pi­
ex­clu­si­vo que, de­pois de rom­pi­do, mi­li­li­tros e 18 li­tros. lha­men­to, há eco­no­
se trans­for­ma numa alça, ga­ran­tin­ mia na ma­té­ria-pri­
do a se­gu­ran­ça do usuá­rio e oti­mi­ Frisos e vincos ma, com a di­mi­nui­
zan­do o tem­po de abrir e fe­char o Além da Bi­plus, a Bra­ ção sen­sí­vel na es­pes­
re­ci­pien­te. si­la­ta apos­ta em sua su­ra das fo­lhas”, diz
De­vi­do à fa­ci­li­da­de de aber­tu­ lata re­tan­gu­lar de 5 Car­los Vi­ter­bo Jú­nior,
ra, a nova lata per­mi­te me­lhor tra­ li­tros com fri­sos ho­ri­ ge­ren­te de mar­ke­ting
ba­lho com os mis­tu­ra­do­res de pig­ zon­tais e vin­cos ver­ti­ da Bra­si­la­ta.
men­to dos sis­te­mas tin­to­mé­tri­cos cais. O pro­du­to é re­sul­ Ou­tra no­vi­da­de
(mix ma­chi­nes), agi­li­zan­do o pre­ ta­do da com­bi­na­ção da
Lata retangular de 5
pa­ro de co­lo­ra­ções de tin­tas imo­ téc­ni­ca de fri­sos ho­ri­ litros da Brasilata:
bi­liá­rias. Como o ba­to­que é trans­ zon­tais – con­tem­pla­da empilhamento fácil

jun 2000 • embalagemmarca – 27


andré godoy
vem da Uni­da­de Me­tal­grá­fi­ca ga­ran­te o ma­nu­seio mais fá­cil,
da Ren­ner Herr­mann, do Rio prin­ci­pal­men­te para si­tua­ções em

divulgação
Gran­de do Sul: a lata cô­ni­ca que o con­teú­do das la­tas é uti­li­za­
para múl­ti­plas apli­ca­ções. Ela do aos pou­cos, como mar­ga­ri­nas
tem bo­cal com bor­da en­ro­la­ e até tin­tas”, ilus­tra Djal­ma Car­
da, para evi­tar des­per­dí­cio do los, ge­ren­te de ven­das da empre­
Lata
con­teú­do e es­cor­ri­men­to pe­las cônica da
sa.
pa­re­des ex­ter­nas da em­ba­la­ Renner A Pra­da anun­cia tam­bém que
gem. O fe­cha­men­to é fei­to Herrmann está pre­pa­ran­do no­vas op­ções em
com tam­pa de pres­são du­pla, alimentos e de tin­tas, o tra­ba­lho tam­pas easy-open para alimentos,
o que “pro­por­cio­na ve­da­ção total com suas la­tas de qua­tro fri­sos a se­rem di­vul­ga­das em bre­ve.
e fá­cil aber­tu­ra”, segundo José ver­ti­cais e tam­pa de pres­são
Vic­tor Bas­so, ge­ren­te da Me­tal­ La­ta­lim­pa. Esta con­sis­te num sis­
grá­fi­ca. A nova lata cô­ni­ca per­mi­ te­ma de fe­cha­men­to do tipo tam­
te ainda o en­cai­xe su­per­pos­to de per-evi­dent, de­sen­vol­vi­do para
la­tas va­zias, fa­ci­li­tan­do o es­to­que. ga­ran­tir a in­vio­la­bi­li­da­de do pro­
“Há um ga­nho de até 62% em du­to e para eli­mi­nar áreas de
es­pa­ço com o em­pi­lha­men­to que a pos­sí­vel oxi­da­ção nas ares­tas da
lata per­mi­te”, afir­ma Bas­so. em­ba­la­gem.
Para maior co­mo­di­da­de do

andré godoy
Diâmetro maior usuá­rio, o sis­te­ma con­ta com
Já a Cia. Me­ta­lúr­gi­ca Pra­da, ou­tra aber­tu­ra de diâ­me­tro pro­lon­ga­do,
tra­di­cio­nal for­ne­ce­do­ra na área, de 210 mi­lí­me­tros, em vez dos Frisos aumentam a resistência;
está re­for­çan­do, nos se­to­res de tra­di­cio­nais 170 mi­lí­me­tros. “Isso abertura maior facilita o manuseio

Na dose cer­ta, sem es­cor­rer e denunciando violações


As tam­pas re­trá­teis es­tão com tudo. empresa de Co­lom­bo (PR) que já for­ da­de es­pa­nho­la da empresa têm
São vis­tas em nú­me­ro cada vez ne­ce es­sas tam­pas para azei­tes de au­men­ta­do bas­tan­te, prin­ci­pal­men­te
maior de produtos, e a pers­pec­ti­va oli­va e pre­ten­de au­men­tar a par­ti­ci­pa­ por parte de mar­cas for­tes do seg­
de crescimento em novos mercados ção em ali­men­tos. A empresa in­ves­tiu mento. “A ten­dên­cia é que tais
é das me­lho­res, pois es­tão subs­ti­ cer­ca de 1,5 mi­lhão de dó­la­res no produtos já che­guem aqui com as
tuin­do ba­to­ques tra­di­cio­nais com de­sen­vol­vi­men­to de ma­té­rias-pri­mas tam­pas”, ele acre­di­ta. A Be­ri­cap está
ape­los ir­re­sis­tí­veis. Além de não que re­sis­tis­sem às mais va­ria­das na­cio­na­li­zan­do pro­gres­si­va­men­te a
ne­ces­si­ta­rem de ins­tru­men­tos pon­ con­di­ções de uso e aos mais di­fe­ren­ fa­bri­ca­ção das tam­pas re­trá­teis, e
tia­gu­dos para aber­tura, ser­vem tes produtos en­va­sa­dos. As tam­pas já pre­ten­de for­ne­cer toda a linha na­cio­
como bico do­sa­dor – o que gera es­tão sen­do fa­bri­ca­das no Bra­sil, a na­li­za­da até o fim do ano.
se­gu­ran­ça ao im­pe­dir os ine­vi­tá­veis partir de um mix de ma­té­ria-pri­ma Já a Tam­pa­flex, de São Pau­lo, con­se­
es­cor­ri­men­tos pelo cor­po da em­ba­la­ na­cio­nal e im­por­ta­da, e têm vá­rias guiu de­sen­vol­ver um pro­ces­so de
gem – e tra­zem la­cres, para a com­ op­ções de ta­ma­nhos. fa­bri­ca­ção de tais tam­pas sem a
pro­va­ção de vio­la­ções do pro­du­to. A Be­ri­cap tam­bém vê o mercado de ne­ces­si­da­de de tra­ta­men­to gama-
“A opi­nião do con­su­mi­dor vem sen­ azei­tes de oli­va como po­ten­cial con­ mo­le­cu­lar, fase ra­dia­ti­va que ser­ve
do de­ci­si­va para a ado­ção das re­trá­ su­mi­do­ra das re­trá­teis. De acor­do para fe­char mi­cro­fu­ros ine­ren­tes ao
teis”, con­si­de­ra Car­los Barfk­necht, com o ge­ren­te de ven­das Iri­neu Sa­la­ pro­ces­so de re­ti­cu­la­ção do po­lí­me­ro.
su­per­vi­sor co­mer­cial da Tec­plas, ta, os pe­di­dos des­sa in­dús­tria à uni­ “Isso per­mi­tiu uma redução drás­ti­ca
no pre­ço final”, ex­põe o gerente de
Retráteis da Tampaflex
marketing Adria­no Mar­çal Var­gas. As
tam­pas, fei­tas a partir de uma mis­tu­
ra de po­li­pro­pi­le­no de alta e bai­xa
den­si­da­de com adi­ti­vos quí­mi­cos,
têm vá­rias co­res, po­den­do com­bi­nar
divulgação

com a li­to­gra­fia da lata. “Além de


se­gu­ran­ça e pra­ti­ci­da­de, o ape­lo
visual tam­bém é forte”, diz Var­gas.

28 – embalagemmarca • jun 2000


CAPA 05
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bom espaço
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Pa i­çã
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para crescer
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s
Ten­dên­cias de em­ba­la­gem nos pró­xi­mos anos

i­tua­do de forma des­ta­ca­da na rota de ex­pan­ a embalagem no século xxi:


são do va­re­jo in­ter­na­cio­nal e, por­tan­to, cons­ perspectivas e tendências
ti­tuin­do um cam­po fér­til para a ex­pan­são da
Luis Madi, di­re­tor ge­ral do Ins­ti­tu­to de Tec­no­lo­gia de
in­dús­tria de produtos de con­su­mo, o Bra­sil
Alimentos - ITAL
tem lar­go es­pa­ço para o crescimento e para as ino­va­

A
ções de todo tipo no se­tor de embalagens. Fren­te aos in­dús­tria de em­ba­la­gem é uma das mais im­por­tan­
de­sa­fios da glo­ba­li­za­ção e do rá­pi­do de­sen­vol­vi­men­ tes no mun­do, em­bo­ra so­men­te ago­ra co­me­ce a
to tec­no­ló­gi­co daí de­cor­ren­te, já em 1998 o Ce­tea – ser re­co­nhe­ci­da como es­tra­té­gi­ca. Isto se deve
Cen­tro de Tec­no­lo­gia de Em­ba­la­gem do Ins­ti­tu­to de prin­ci­pal­men­te ao tra­ba­lho das as­so­cia­ções e sin­di­ca­tos
Tec­no­lo­gia de Alimentos (ITAL) criou o li­ga­dos ao se­tor, bem como o de todo o seg­
Bra­sil Pack Trends 2005, um va­lio­so con­ mento in­dus­trial e ins­ti­tui­ções de pes­qui­sa e
jun­to de in­for­ma­ções e aná­li­ses de ten­ de­sen­vol­vi­men­to, como o Ce­tea – Cen­tro de
dên­cias na ca­deia de em­ba­la­gem no país. Tec­no­lo­gia de Em­ba­la­gem do Ital no Bra­sil.
De­sen­vol­vi­do com apoio da Da­ta­ Mun­dial­men­te, a in­dús­tria de
mark, da Mül­ler As­so­cia­dos e da Fis­ em­ba­la­gem re­pre­sen­ta um mercado
pal, o do­cu­men­to tor­nou-se uma re­fe­ de 500 bilhões de dólares, com es­ti­
rên­cia para o se­tor. No entanto, de lá ma­ti­va de 100 000 em­pre­sas e ge­ra­ção
para cá o pro­ces­so evo­lu­ti­vo da área de 5 milhões de em­pre­gos. O con­su­
acen­tuou-se, mo­ti­van­do o Ce­tea a mo está con­cen­tra­do na Eu­ro­pa, nos
fazer a Edi­ção 2000 da­que­le tra­ba­lho, Estados Unidos e no Ja­pão, paí­ses que
com apoio da Ar­thur An­der­sen Bu­si­ atin­gi­ram a ma­tu­ri­da­de em qua­se
ness Con­sul­ting. O novo do­cu­men­to, to­dos os seg­men­tos, mas novos há­bi­
ba­sea­do nas pa­les­tras de vin­te es­pe­ tos de ali­men­ta­ção, es­ti­lo de vida e
cia­lis­tas de di­fe­ren­tes seg­men­tos pre­ apa­re­ci­men­to de ni­chos pro­por­cio­nam
pa­ra­das para o Se­mi­ná­rio Bra­sil Pack opor­tu­ni­da­des de crescimento, que a
Trends 2005 Fis­pal 2000, tem seu lan- longo prazo deverá ocorrer sobretudo
çamento pro­gra­ma­do para se­tem­bro nos paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to.
pró­xi­mo. Seu con­teú­do abran­ge­rá a Até 2005 a in­dús­tria de em­ba­la­
vas­ta ex­pe­riên­cia dos pa­les­tran­tes e gem será afe­ta­da por fa­to­res de mé­dio
in­for­ma­ções de do­cu­men­tos pu­bli­ca­ e lon­go ter­mo, como crescimento da
dos por cer­ca de cin­qüen­ta es­pe­cia­ po­pu­la­ção, PIB, im­pac­to da redução
lis­tas de mais de vin­te paí­ses. de peso e uso de ma­te­riais nas embala­
Nas pró­xi­mas pá­gi­nas, por cor­te­sia do Ce­tea, que gens, além de no­vas tec­no­lo­gias e im­po­si­ções le­gais.
per­mi­tiu o aces­so da re­por­ta­gem aos tra­ba­lhos em Es­tes tra­ba­lhos or­ga­ni­za­dos pelo Ce­tea pro­cu­ram mos­
an­da­men­to para o even­to pa­ra­le­lo à fei­ra de alimen- trar, com base em in­di­ca­do­res, es­tu­dos e pes­qui­sas,
tos que se rea­li­za to­dos os anos em ju­nho, em São quais as di­fe­ren­tes ten­dên­cias de embalagens no mun­do,
Pau­lo, Emb ­ al­ ag
­ em­Marc
­ a faz um re­su­mo an­te­ci­pa­do prin­ci­pal­men­te nos Es­ta­dos Uni­dos, na Eu­ro­pa e no
do que será o Bra­sil Pack Trends 2005 Edi­ção 2000. Ja­pão. Ex­tra­po­lá-las para o ce­ná­rio brasileiro é o de­sa­fio
Na pró­xi­ma edi­ção esse tra­ba­lho será apro­fun­da­do. que os par­ti­ci­pan­tes ten­tam res­pon­der aqui.

30 – embalagemmarca • jun 2000


o panorama geral
o po­der da in­for­ma­ção e o pa­pel A em­ba­la­gem deve es­tar em dia com a tec­no­lo­gia
de pon­ta. O de­sen­vol­vi­men­to pas­sa hoje por embala­
das as­so­cia­ções na in­dús­tria de
gens pro­du­zi­das com me­nos ma­te­rial, a cha­ma­da
em­ba­la­gem
redução na fon­te. Ao lado dis­so, um gran­de de­sa­fio é o
Sér­gio Ha­ber­feld, pre­si­den­te da Associação Brasileira de de­sen­vol­vi­men­to de embalagens que aten­dam às re­des
Em­ba­la­gem (Abre), União La­ti­no-Ame­ri­ca­na de Em­ba­la­ vir­tuais de co­mér­cio. O e-com­mer­ce dis­pen­sa embala­
gem (Ula­de) e Or­ga­ni­za­ção Mun­dial de Em­ba­la­gem (WPO)
gens atra­ti­vas que ven­dam o pro­du­to na tela do com­pu­

D
e­pois da in­ten­sa evo­lu­ção que os ma­te­riais e ta­dor, mas des­per­ta a ne­ces­si­da­de de embalagens mui­
má­qui­nas para em­ba­la­gem ex­pe­ri­men­ta­ram nos to mais re­sis­ten­tes, le­ves e ba­ra­tas, que via­bi­li­zem a
úl­ti­mos anos, a in­for­ma­ção pode ser con­si­de­ra­da en­tre­ga de um CD ou de uma ge­la­dei­ra em qual­quer
um dos prin­ci­pais in­gre­dien­tes da atua­li­da­de para o parte do mun­do in­tac­tos.
su­ces­so de um ne­gó­cio. Em­pre­sá­rios e em­pre­sas que Mas os de­sa­fios não pa­ram por aí. É pre­ci­so trans­
pre­ten­dam se si­tuar no ce­ná­rio dos bem su­ce­di­dos de­ve­ for­mar to­dos os da­dos e nú­me­ros que even­tual­men­te
rão ne­ces­sa­ria­men­te ser bem in­for­ma­dos. Um dos pa­péis che­guem a nos­sas mãos em ma­té­ria-pri­ma para gran­des
bá­si­cos das as­so­cia­ções e or­ga­ni­za­ções do se­tor é ge­rar rea­li­za­ções. Todo o ma­te­rial de apoio para o su­ces­so de
e pro­pa­gar da­dos que nor­teiem ne­gó­cios e pro­mo­vam a uma empresa de em­ba­la­gem não tem ra­zão de ser se
in­te­ra­ção e a glo­ba­li­za­ção de ações e estratégias. não for ade­qua­da­men­te di­vul­ga­do e pro­mo­vi­do. Este é
Nes­se pa­no­ra­ma, o se­tor de embalagens terá de o prin­ci­pal pa­pel das as­so­cia­ções do se­tor, como Abre,
en­fren­tar nos pró­xi­mos anos al­guns de­sa­fios para se Ula­de e WPO. Os mercados exis­tem e as for­mas para
man­ter com­pe­ti­ti­vo em toda a ca­deia e con­fir­mar a afir­ ex­plo­rá-los têm de ser cada vez mais tra­ba­lha­das. O
ma­ção de que em­ba­la­gem ven­de. Hoje co­bra-se da se­tor de embalagens tem la­ten­te um di­na­mis­mo úni­co
em­ba­la­gem uma atua­ção res­pon­sá­vel, que não se li­mi­ta que, por si só, im­pu­li­so­na a evo­lu­ção e a re­vo­lu­ção de
aos la­res in­di­vi­dual­men­te. Cada vez mais as re­des de há­bi­tos de con­su­mo Par­ti­ci­par des­se pro­ce­so não é
dis­tri­bui­ção, os su­per­mer­ca­dos e as lo­jas de con­ve­niên­ mais uma op­ção, e sim uma ne­ces­si­da­de.
cia con­tam com a em­ba­la­gem como um ele­men­to fa­ci­
li­ta­dor do dia-a-dia e ala­van­ca­dor de ne­gó­cios. Os
su­per­mer­ca­dos, prin­ci­pal­men­te, es­tão in­ves­tin­do em a evo­lu­ção do mercado brasileiro
ECR (Ef­fi­cient Con­su­mer Res­pon­se), es­pe­ran­do a par­ de em­ba­la­gem e sua in­ser­ção
ti­ci­pa­ção ati­va da in­dús­tria de em­ba­la­gem.
no mercado in­ter­na­cio­nal
Ou­tro de­sa­fio é ter embalagens que agüen­tem fir­me as
eta­pas de trans­por­te e dis­tri­bui­ção e che­guem in­tac­tas ao Gra­ham Wal­lis, só­cio da Da­ta­mark

A
pon­to-de-ven­da, aten­den­do às ne­ces­si­da­des do con­su­mi­ in­dús­tria bra­si­lei­ra de embalagens, es­ti­ma­da em
dor, com o plus da con­ve­niên­cia. Acres­ce a esse de­sa­fio o 5,5 milhões de to­ne­la­das (10 bilhões de dó­la­res)
re­sul­tan­te da preo­cu­pa­ção “ver­de”. Até que pon­to a em 1998, dos quais 61% fo­ram para alimentos,
em­ba­la­gem é a vilã da his­tó­ria da po­lui­ção e da ge­ra­ção cresceu 10% em volume no ano se­guin­te, mas caiu para
de re­sí­duos só­li­dos? Até o pon­to em que a in­dús­tria não 6,8 bilhões de dó­la­res, de­vi­do à des­va­lo­ri­za­ção do real.
sou­ber se de­fen­der cor­re­ta­men­te e pro­var que todo o Até 2005, o se­tor deverá
ma­te­rial de em­ba­la­gem é pas­sí­vel de re­ci­cla­gem ou de cres­cer 35% em volume,
ou­tros ti­pos de rea­pro­vei­ta­men­to, des­de que o go­ver­no al­can­çan­do 7,4 bilhões
cum­pra sua parte, pro­mo­ven­do a co­le­ta se­le­ti­va de ma­nei­ de to­ne­la­das, ou 8,7 bi-
ra efi­cien­te e não ta­xan­do ma­te­rial re­ci­cla­do com im­pos­ lhões de dó­la­res aos pre­
tos su­pe­rio­res aos da ma­té­ria-pri­ma vir­gem. Mas a re­cu­ ços de 1999.
pe­ra­ção e a re­ci­cla­gem não são as úni­cas preo­cu­pa­ções da Com to­das es­sas
in­dús­tria para pre­ser­var o meio-am­bien­te. O se­tor deve va­ria­ções, o Bra­sil per­
mo­bi­li­zar-se, tor­nar-se pró-ati­vo na ques­tão, e não fi­car ma­ne­ce em nono lu­gar
sim­ples­men­te à mer­cê dos âni­mos de le­gis­la­do­res que no ran­king dos prin­ci­pais
ten­tam im­por re­gu­la­men­ta­ções no mí­ni­mo in­ca­bí­veis. mercados mun­diais de

jun 2000 • embalagemmarca – 31


Principais mercados de embalagens uti­li­za­dos, a em­ba­la­
gem pos­sui as ca­rac­te­
rís­ti­cas ex­clu­si­vas de
con­ta­to di­re­to, tá­til, sen­
so­rial e in­te­lec­tual com
seu usuá­rio. Esse con­ta­
to é ca­paz de trans­mi­tir
o po­si­cio­na­men­to da
mar­ca, no sen­ti­do de
re­for­çar sua per­so­na­li­
da­de, seu va-lor e seus

fonte: datamark
be­ne­fí­cios fun­cio­nais aos consumidores. Es­tes, hoje, já
não exi­gem das embalagens ape­nas pro­te­ção, con­ser­
va­ção e hi­gie­ne.
em­ba­la­gem, com gran­de poten­cial para o fu­tu­ro. En­tre É mui­to ní­ti­da a rea­ção dos consumidores atuais
os três maio­res mercados da Amé­ri­ca La­ti­na, o Bra­sil dian­te de novos ma­te­riais e de fa­ci­li­da­des de uso das
se destaca no con­su­mo em to­dos os ma­te­riais, ex­ce­to embalagens, além de novo com­por­ta­men­to e novo
no vi­dro, onde está atrás do Mé­xi­co. No con­su­mo per po­si­cio­na­men­to pe­ran­te a ques­tão am­bien­tal. O cer­to é
ca­pi­ta, Argentina e Mé­xi­co es­tão na fren­te. A im­por­tân­ que in­fluên­cias exer­ci­das pe­las no­vas con­di­ções de
cia do mercado brasileiro pode ser me­di­da, tam­bém, mercado re­fle­tem e in­du­zem novos com­por­ta­men­tos,
por ser o país o ter­cei­ro maior con­su­mi­dor de re­fri­ge­ tor­nan­do os consumidores oni­po­ten­tes no mercado de
ran­tes de­pois dos Es­ta­dos Uni­dos e do Mé­xi­co, o sex­to con­su­mo. A em­ba­la­gem é o fa­tor que mais in­flui na
co­lo­ca­do mun­dial em cer­ve­ja e um dos mais im­por­tan­ per­cep­ção que eles têm do pro­du­to. Se o con­su­mi­dor
tes do mun­do em alimentos. não é con­quis­ta­do pela em­ba­la­gem, o pro­du­to pas­sa
Consumo de embalagens des­per­ce­bi­do ou se tor­na frá­gil ante o con­cor­ren­te.
Nes­se qua­dro, onde co­me­çam e onde ter­mi­nam as
fonte: amee, cenem, datamark

res­pon­sa­bi­li­da­des dos agen­tes da ca­deia pro­du­ti­va de


embalagens? Suas res­pon­sa­bi­li­da­des não só com­preen­
dem suas res­pec­ti­vas ati­vi­da­des e seus li­mi­tes de atua­
ção, mas tam­bém os com­pro­me­ti­men­tos com seus
par­cei­ros em de­sen­vol­ver em con­jun­to embalagens
ino­va­do­ras e con­di­zen­tes com as ne­ces­si­da­des e de­se­
jos dos mais di­ver­sos ti­pos de con­su­mi­dor.
O ali­nha­men­to dos in­te­res­ses dos agen­tes da ca­deia
o consumidor e a embalagem pode pro­mo­ver uma com­pe­ti­ção sau­dá­vel e fo­men­tar o
de­sen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel do se­tor brasileiro de
Ar­thur An­der­sen Bu­si­ness Con­sul­ting
embalagens. As em­pre­sas fa­bri­can­tes de produtos de

O Bra­sil tem o maior ín­di­ce mun­dial de de­ci­são


de com­pra nas lo­jas (85%), in­di­ca­ti­vo de que o
con­su­mi­dor brasileiro não pla­ne­ja suas com­
pras, de­ci­din­do-as no pon­to-de-ven­da. Isso faz ne­ces­
con­su­mo aler­tam para que, mais do que nun­ca, haja
maior pró-ati­vi­da­de por parte das em­pre­sas de em­ba­la­
gem, de modo a aten­der com maior ra­pi­dez o que o
mercado está pe­din­do ou, mui­tas vezes, su­ge­rin­do.
sá­rio dar ên­fa­se ao mer­chan­di­sing e à pro­mo­ção no
pon­to-de-ven­da para con­quis­tar a aten­ção do con­su­mi­ Decisão de compra nas lojas
dor, con­tex­to em que o pa­pel da em­ba­la­gem se tor­na
im­por­tan­tís­si­mo. É in­te­res­san­te ob­ser­var que o brasil­
eiro gas­ta em mé­dia 12% a mais do que pla­ne­ja em sua
ida ao su­per­mer­ca­do e, tam­bém, que nas com­pras de
maior valor o ín­di­ce de com­pra não pla­ne­ja­da é
maior.
fonte: popai – jan/2000

Por di­fe­ren­tes ra­zões, a em­ba­la­gem pas­sou a repre­


sentar um meio de con­ta­to, co­mu­ni­ca­ção e con­quis­ta
jun­to ao con­su­mi­dor final. Se se fi­zer uma com­pa­ra­ção
com os ou­tros meios de co­mu­ni­ca­ção nor­mal­men­te

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a visão do cetea
alimentos be­bi­das
Clai­re Sa­ran­tó­pou­los, pes­qui­sa­do­ra Síl­via Ton­del­la Dan­tas, pes­qui­sa­do­ra

O O
con­su­mi­dor brasileiro está cada vez mais exi­ se­tor de embalagens para be­bi­das (34% do total)
gen­te, bus­can­do con­ve­niên­cia e pra­ti­ci­da­de no tem gran­de po­ten­cial de crescimento no Bra­sil,
pre­pa­ro e no con­su­mo de alimentos. Em­ba­la­ já que quase me­ta­de do con­su­mo no país é fei­ta
gens mais fun­cio­nais, com in­for­ma­ções cla­ras e ob­je­ti­ de forma não acon­di­cio­na­da. Re­gis­tram-se na área
vas, fá­ceis de usar, es­to­car e des­car­tar, ao lado de por­ im­por­tan­tes ten­dên­cias ino­va­do­ras.
ções me­no­res, são exi­gên­cias bá­si­cas. Em evi­dên­cia Em me­tá­li­cas, a ten­dên­cia é de di­mi­nui­ção de es­pes­
nos Es­ta­dos Uni­dos e cres­cen­te aqui, o mercado de su­ras e diâ­me­tros de tam­pas, com eco­no­mia de ma­te­rial
home meal re­pla­ce­ment, em que alimentos semi ou e melhoras lo­gís­ti­cas. As la­tas de 350ml reduzem con­
pré-pre­pa­ra­dos subs­ti­tuem a re­fei­ção ca­sei­ra, pede tinuamente o peso e a es­pes­su­ra da fo­lha de alu­mí­nio.
embalagens cada vez mais so­fis­ti­ca­das. Pra­tos pron­tos, Em novos for­ma­tos, as la­tas de três pe­ças vêm ten­do
con­ge­la­dos ou re­fri­ge­ra­dos, hor­ta­li­ças mi­ni­ma­men­te boa re­cep­ti­vi­da­de, e há cam­po para uso de re­le­vo ou
pro­ces­sa­das e em­ba­la­das em at­mos­fe­ra mo­di­fi­ca­da e de­pres­são em la­tas de alu­mí­nio ou aço. Ma­te­riais al­ter­
produtos se­mi­pron­tos, de­si­dra­ta­dos ou con­ge­la­dos têm na­ti­vos têm sido uti­li­za­dos na pro­du­ção de la­tas, como
fu­tu­ro ga­ran­ti­do. la­mi­na­dos e ex­tru­da­dos com po­lí­me­ros (po­liés­ter, po­lie­
Como cres­ce a im­por­tân­cia de tec­no­lo­gias de pro­du­ ti­le­no ou po­li­pro­pi­le­no), em subs­ti­tui­ção ao ver­niz.
ção e acon­di­cio­na­men­to que ga­ran­tam alimentos mais Na área de tam­pas, surgem vá­rias al­ter­na­ti­vas em
sau­dá­veis, bar­rei­ras se­rão mais exi­gi­das e, mui­tas vezes, fá­cil aber­tu­ra. Entre outras, a Z-Tab ga­ran­te que a lin­güe­
as­so­cia­das a at­mos­fe­ra mo­di­fi­ca­da, à me­di­da que con­ ta seja pu­xa­da para fora, me­lho­ran­do a hi­gie­ne; a stay on
ser­van­tes quí­mi­cos fo­rem sen­do eli­mi­na­dos. A se­gu­ran­ tab spout leva bico para in­ges­tão; e a pop ‘n’pour, cuja
ça ali­men­tar será va­lo­ri­za­da, e a exi­gên­cia de sa­ni­da­de aber­tu­ra é três vezes maior que a con­ven­cio­nal.
se es­ten­de­rá aos fa­bri­can­tes de em­ba­la­gem, que ten­dem Em embalagens plás­ti­cas, surgem gar­ra­fas de PET que
a im­plan­tar sa­las lim­pas para acon­di­cio­na­men­to e até aten­dem os re­qui­si­tos para novos mercados, prin­ci­pal­men­
mesmo para pro­du­ção de al­gu­mas embalagens. te o de cer­ve­jas. Tra­di­cio­nais fa­bri­can­tes de embalagens
Mer­ca­dos re­gio­nais das di­fe­ren­tes ca­te­go­rias de me­tá­li­cas e car­to­na­das di­ver­si­fi­ca­ram sua atua­ção e têm
alimentos te­rão suas pró­prias pre­fe­rên­cias apre­sen­ta­do di­fe­ren­tes
por embalagens. Pa­drões não aten­de­rão à op­ções de me­lho­ra­men­to da
seg­men­ta­ção, que pede so­lu­ções es­pe­cí­fi­ bar­rei­ra do PET a ga­ses.
cas. A in­ter­net, de­mo­cra­ti­zan­do o aces­so de Re­gis­tram-se me­lho­rias na
pe­que­nas e mé­dias em­pre­sas a in­for­ma­ções re­sis­tên­cia tér­mi­ca de embal­
e ser­vi­ços an­tes res­tri­tos aos gran­des, obri­ agens para pas­teu­ri­za­ção.
ga­rá as em­pre­sas lí­de­res a ace­le­rar ino­va­ Ou­tra ten­dên­cia é a con­tí­nua
ções para di­fe­ren­cia­r-se. redução de peso. A gar­ra­fa de
Com o crescimento do nú­me­ro de re­qui­ re­fri­ge­ran­te para dois li­tros,
si­tos que a em­ba­la­gem deverá aten­der, es­pe­ que há vin­te anos pe­sa­va 67g
ra-se ter maior va­rie­da­de de embalagens de e re­que­ria uma base de 24g,
va­re­jo e de trans­por­te. Do pon­to de vis­ta de atual­men­te pesa 47g.
oti­mi­za­ção, será mais ex­plo­ra­da a pos­si­bi­li­da­de de trans­ Reduzir peso é tam­bém meta da in­dús­tria vi­drei­ra,
fe­rên­cia das fun­ções en­tre os di­fe­ren­tes níveis de em­ba­ as­se­dia­da pelo avanço de re­ci­pien­tes de ma­te­riais al­ter­
la­gem: pri­má­ria, se­cun­dá­ria e de trans­por­te. A pri­má­ria na­ti­vos. O des­ta­que é a tec­no­lo­gia de pro­du­ção da gar­
deverá reu­nir, pre­fe­ren­cial­men­te, ape­nas as fun­ções que ra­fa NNPB – Nar­row Neck Press and Blow, que per­mi­
agre­guem va­lo­res per­ce­bi­dos pelo con­su­mi­dor. Fun­ções te dis­tri­buir me­lhor o vi­dro nas pa­re­des do re­ci­pien­te.
como re­sis­tên­cia me­câ­ni­ca ao em­pi­lha­men­to de­vem se Registram-se importantes ino­va­ções em embalagens
trans­fe­rir para a em­ba­la­gem se­cun­dá­ria. E mul­ti­packs car­to­na­das, com destaque para novos for­ma­tos e aces­
con­ti­nua­rão sen­do fer­ra­men­tas efi­cien­tes para ven­der. só­rios para fá­cil aber­tu­ra e re­tam­pa­men­to.

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far­ma­cêu­ti­cos cos­mé­ti­cos
Sylvio Al­ves Or­tiz, Pes­qui­sa­dor Leda Col­tro, pes­qui­sa­do­ra

E S
s­ti­ma-se que o se­tor far­ma­cêu­ti­co cres­ce­rá no e­gun­do a Da­ta­mark, o se­tor de hi­gie­ne pes­soal,
mun­do a uma taxa de 8% ao ano até 2002, com cos­mé­ti­cos e per­fu­ma­ria res­pon­deu, em 1999,
base nas pre­mis­sas de au­men­to da ex­pec­ta­ti­va de por ape­nas 5% do mercado total de embalagens
vida, sur­gi­men­to de no­vas dro­gas, avan­ço da quí­mi­ca no Bra­sil, evi­den­cian­do que o con­su­mo per ca­pi­ta
com­bi­na­tó­ria, bio-in­for­má­ti­ca e ge­né­ti­ca e fu­sões en­tre brasileiro des­ses produtos é ainda pe­que­no (o da
la­bo­ra­tó­rios. O mercado de far­ma­cêu­ti­cos brasileiro, Argentina é cin­co vezes maior, enquanto o da Itá­lia é
sé­ti­mo no mun­do, apresentou o maior crescimento den­ doze vezes su­pe­rior).
tre os dez prin­ci­pais mercados mun­diais nos úl­ti­mos O segmento de cos­mé­ti­cos di­vi­de-se em dois gran­
cin­co anos. des gru­pos: o de cos­mé­ti­cos con­ven­cio­nais, for­ma­do
Em 1999 fo­ram co­mer­cia­li­za­das 1,6 bilhão de uni­da­ por produtos de­co­ra­ti­vos, como cre­mes/lo­ções para
des de embalagens para o se­tor. Os pro­ces­sos e produ­ pele (92%), de ma­quia­gem, es­mal­tes para unha etc., e
tos, in­cluin­do a em­ba­la­gem, têm sido cons­tan­te­men­te o de cos­mé­ti­cos de tra­ta­men­to, tam­bém co­nhe­ci­dos
apri­mo­ra­dos, a fim de aten­der os re­qui­si­tos téc­ni­cos e como cos­me­cêu­ti­cos – produtos que nor­mal­men­te
le­gais, bem como a um mercado con­su­mi­dor cada vez apre­sen­tam ações pre­ven­ti­vas, sobretudo no tra­ta­men­
mais exi­gen­te. As ten­dên­cias se mul­ti­pli­ca­ram. to de pele, através do em­pre­go de áci­dos, vi­ta­mi­nas e
Mui­tos me­di­ca­men­tos pas­sa­ram a exi­gir dis­po­si­ti­ ou­tros.
vos de do­sa­gem mais pre­ci­sos. Pro­du­tos clas­si­fi­ca­dos O mercado de em­ba­la­gem para o se­tor é do­mi­na­do
ori­gi­nal­men­te como cos­mé­ti­cos pas­sa­ram a apre­sen­tar por plás­ti­cos e vi­dro. Além de ser a ma­té­ria-pri­ma
efei­tos te­ra­pêu­ti­cos. As embalagens in­te­li­gen­tes pro­li­fe­ mais uti­li­za­da, o plás­ti­co está pre­sen­te em to­dos os
ra­ram, prin­ci­pal­men­te por cau­sa do en­ve­lhe­ci­men­to da seg­men­tos do se­tor, enquanto que o vi­dro se con­cen­tra
po­pu­la­ção e da exi­gên­cia de me­di­ca­ção múl­ti­pla. Há em per­fu­ma­ria e cos­mé­ti­cos con­ven­cio­nais, es­pe­cial­
ên­fa­se na pre­ven­ção de frau­des, vio­la­ções e fal­si­fi­ca­ men­te es­mal­tes para unhas. Os ma­te­riais ce­lu­ló­si­cos
ções, em es­pe­cial para produtos de gran­de con­su­mo. A tam­bém ti­ve­ram par­ti­ci­pa­ção ex­pres­si­va, na forma de
glo­ba­li­za­ção in­cen­ti­va a pro­du­ção de me­di­ca­men­tos car­tu­chos e de em­ba­la­gem pri­má­ria de sa­bo­ne­tes.
mun­diais com embalagens ge­né­ri­cas, a exem­plo dos Em­bo­ra não se re­gis­trem gran­des mu­dan­ças
tu­bos co­lap­san­tes e pumps, res­pei­tan­do-se iden­ti­da­des es­tru­tu­rais e de ma­te­riais, nos úl­ti­mos anos hou­ve
cul­tu­rais e for­mas de con­su­mo de cada país. Por ra­zões con­cen­tra­ção dos es­for­ços no de­sen­vol­vi­men­to de
am­bien­tais e de cus­to, as embalagens do fu­tu­ro de­vem novos produtos e no de­sign da em­ba­la­gem. A
uti­li­zar me­nos ma­te­rial. redução de es­pes­su­ra das embalagens plás­ti­cas é
Am­po­las e fras­cos de vi­dro ten­dem a ado­tar sis­te­ um dos fa­to­res que movimentaram o cam­po do
mas de aber­tu­ra mais efi­ca­zes, ro­tu­la­gem com auto- de­sign para o se­tor. Ou­tro é a exi­gên­cia do con­su­
ade­si­vos e novos pro­ces­sos de en­chi­men­to e fe­cha­men­ mi­dor por embalagens
to. O PET poderá ga­nhar es­pa­ço e con­so­li­dar-se no mais prá­ti­cas. A ne­ces­si­
segmento, por ade­quar-se a mercados de pe­que­na pro­ da­de de pra­ti­ci­da­de, mas
du­ção e ter mais bar­rei­ra. Blis­ters ten­dem a uti­li­zar mais tam­b ém a ques­t ão
plás­ti­cos em sua es­tru­tu­ra, a ter ca­ma­das de alu­mí­nio am­b ien­t al, le­v a­r am a
me­nos es­pes­sas (21µ), e apri­mo­rar sis­te­mas à pro­va de fe­cha­men­tos mais so­fis­
aber­tu­ra por crian­ças (child-proof ). Ou­tra apos­ta forte ti­ca­dos. Nes­sa linha, as
é o blis­ter alu-alu, com duas ca­ma­das de alu­mí­nio. vál­vu­las pump ten­dem a
No cam­po de fe­cha­men­tos, deverá ha­ver es­for­ços se dis­se­mi­nar, pois dis­
para criar tam­pas child-proof, de um lado, e de fá­cil pen­sam pro­pe­len­tes e
aber­tu­ra, por ou­tro, para con­tem­plar a ter­cei­ra ida­de. As es­tão mais fun­cio­nais.
tam­pas ros­queá­veis de plás­ti­co de­ve­rão au­men­tar seu No­vos produtos de­vem ser de­sen­vol­vi­dos com
pre­do­mí­nio. Para ce­lu­ló­si­cos, os car­tu­chos de­vem re­ce­ en­fo­que nos ni­chos de mercado (produtos para pele
ber pa­pel-car­tão de me­no­res gra­ma­tu­ras e o car­tão tri­ mo­re­na, xam­pu para ca­be­los ca­chea­dos, e por aí) e
plex (bran­co em am­bas as fa­ces) deve se afir­mar, as­sim em itens com efei­to te­ra­pêu­ti­co. Assim, a de­man­da
como o car­tão du­plex de se­gu­ran­ça. O fu­tu­ro pró­xi­mo por embalagens mais com­ple­xas deve au­men­tar,
é promissor tam­bém para o ró­tu­lo mul­ti­pá­gi­na e para uma vez que em mui­tos ca­sos os com­po­nen­tes da
dis­po­si­ti­vos de se­gu­ran­ça como tin­tas rea­ti­vas, gra­va­ for­mu­la­ção só po­dem ser mis­tu­ra­dos ime­dia­ta­men­
ções em re­le­vo, car­tu­chos com abas co­la­das e la­cres. te an­tes do uso.
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decoração e design
ten­dên­cias de de­co­ra­ção con­fec­ção de embalagens, tor­nou-se di­fí­cil a apli­ca­ção
com sis­te­ma de lam­be­dei­ras; no­vas tec­no­lo­gias ofe­re­
Fer­nan­do Pi­rut­ti, su­pe­rin­ten­den­te co­mer­cial, e Chris­tian
cem maior se­gu­ran­ça, me­lhor apre­sen­ta­ção e re­sis­tên­cia
Klein, ge­ren­te de mar­ke­ting da No­vel­print
no ma­nu­seio; o mercado vem aban­do­nan­do o pro­ces­so.

E
ntre as tendências mais comuns de decoração, dividi­ • Ró­tu­lo auto-ade­si­vo — Tem enor­mes pos­si­bi­li­da­des de
das em direta (impressão sobre a própria embalagem) crescimento, por aten­der a di­ver­sos seg­men­tos; a in­dús­
e indireta (uso de rótulos), destacam-se: tria bra­si­lei­ra se equi­pa­ra ao que há de mais avan­ça­do no
mun­do em equi­pa­men­tos, ma­te­riais e pro­ces­sos.
De­co­ra­ção di­re­ta – Exi­ge pré-es­to­ques, one­ran­do
cus­tos de ar­ma­ze­na­gem, mas os cus­tos finais podem
jus­ti­fi­car sua escolha. In­for­ma­ções variáveis são im­pres­ ten­dên­cias de de­sign
sas por sis­te­mas complementares.
Fá­bio Mes­tri­ner, di­re­tor da Pac­king Design de Em­ba­la­gem
• Se­ri­gra­fia (silk screen) – Ten­de a re­du­zir sua par­ti­ci­
pa­ção fren­te a no­vas tec­no­lo­gias, dada a li­mi­ta­ção de Des­de sua con­cei­tua­ção pela Bau­haus nos anos 20, o
co­res; per­ma­ne­ce­rá como op­ção para produtos de boa de­sign es­te­ve à fren­te das gran­des trans­for­ma­ções da
ti­ra­gem que não exi­jam gran­de ape­lo visual. so­cie­da­de. Avan­çar no fu­tu­ro e in­di­car ten­dên­cias é
• Off-set – Tem seu ni­cho de­fi­ni­do e vem sen­do uti­li­za­ missão do de­signer, que cria apoiado na rea­li­da­de. Com

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do prin­ci­pal­men­te na de­co­ra­ção de tu­bos de alu­mí­nio. base nela, o de­sign de em­ba­la­gem vai dar gran­de sal­to
• Li­to­gra­fia – Per­mi­te cada vez mais usar qua­dri­cro­mia qua­li­ta­ti­vo nos pró­xi­mos anos, pois cada vez mais a
em aço. Tem forte apelo no uso de fo­tos. As pro­prie­da­ in­dús­tria de produtos de con­su­mo vê nele a forma de
des do aço possibilitam am­pliar seu uso em al­tos e con­quis­tar e man­ter po­si­ções num am­bien­te que se
baixos re­le­vos, va­lo­ri­zan­do a ima­gem das embalagens. move em alta ve­lo­ci­da­de.
É pos­sí­vel vis­lum­brar uma evo­lu­ção ace­le­ra­da do
De­co­ra­ção in­di­re­ta – Pos­si­bi­li­ta, em mui­tos ca­sos, de­sign com a ex­plo­ra­ção in­ten­si­va de novos ma­te­riais,
que a de­co­ra­ção seja fei­ta an­tes ou de­pois do en­va­se, em pig­men­tos e re­cur­sos de im­pres­são. Essa evo­lu­ção pas­
linha. Isso re­duz es­to­ques e cus­tos de ar­ma­ze­na­gem. sa pelo cha­ma­do de­sign in­te­gra­do, que se ma­ni­fes­ta de
• Heat trans­fer – Sur­giu duas for­mas. Na pri­mei­ra, a tam­pa e o fras­co são con­
como forma eco­nô­mi­ca de ce­bi­dos e de­se­nha­dos jun­tos e se trans­for­mam num
de­co­ração, mas o cus­to de úni­co ob­je­to. Na se­gun­da, o ró­tu­lo de­sa­pa­re­ce no fras­

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equi­pa­men­tos e exi­gên­cias co, num efei­to cha­ma­do no-la­bel look, já que a trans­pa­
com re­la­ção à pa­re­de do rên­cia é mui­to va­lo­ri­za­da em em­ba­la­gem.
fras­co es­tag­na­ram seu A tec­no­lo­gia vem ofe­re­cen­do am­plo le­que de pos­si­
crescimento. bi­li­da­des em di­fe­ren­tes áreas. Na de pig­men­tos há tin­tas
• Slee­ve la­be­ling (luva) — lu­mi­no­sas e ex­tra-bri­lhan­tes. Multiplicam-se os tra­ta­
Permite en­vol­ver por in­tei­ro men­tos de su­per­fí­cie de filmes, a la­mi­na­ção com tex­tu­ras
for­mas ou­sa­das de embala­ a la­ser que imi­tam ho­lo­gra­fia e ou­tros efei­tos in­te­res­san­
gens, au­men­tan­do o le­que de tes. A aplicação de vernizes permite com­bi­nar su­per­fí­
pos­si­bi­li­da­des de apli­ca­ção. cies fos­cas e bri­lhan­tes. O de­sign se tor­na mais sin­té­ti­co
No Bra­sil, de­vi­do ao cus­to dos equi­pa­men­tos, tem sido usa­ e in­for­ma­ti­vo e se sin­to­ni­za cada vez mais com as­pec­tos
do ape­nas em produtos com alto valor agre­ga­do ou gran­des como a de­fe­sa do con­su­mi­dor, o im­pac­to am­bien­tal da
pro­du­ções. Com a ins­ta­la­ção de fá­bri­cas de slee­ve no país, em­ba­la­gem, a com­pu­ta­ção grá­fi­ca, a in­ter­net.
os pre­ços de­vem cair, ampliando o mercado para o sis­te­ma Hoje, em­pre­sas de qual­quer por­te po­dem dis­por de
• In mold – Cresce a pro­du­ção de embalagens de volu- bom de­sign de em­ba­la­gem. Isso obri­ga as em­pre­sas de
me mí­ni­mo de 1 li­tro com gran­des ti­ra­gens; a fa­ci­li­da­de pon­ta a recorrerem ca­da vez mais aos úl­ti­mos lan­ça­
na re­ci­cla­gem dos produtos de­co­ra­dos por esse sis­te­ma men­tos tec­no­ló­gi­cos para di­fe­ren­cia­r-se, num mo­vi­
leva em­pre­sas a ado­tá-lo, com van­ta­gens no cus­to. men­to que ace­le­ra a ino­va­ção e exi­ge mais cria­ti­vi­da­de
• Ró­tu­lo de pa­pel – Com a ado­ção de novos plás­ti­cos na da in­dús­tria e das em­pre­sas de de­sign.

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Panorama
Nova re­cra­va­dei­ra
fotos: divulgação

roll-on nacional
A Poly­pack anun­cia para ju­lho o iní­
cio do for­ne­ci­men­to da re­cra­va­dei­ra
au­to­má­ti­ca F201, da Fer­rum, ex­clu­
si­va para la­tas re­don­das de gran­des
di­men­sões com diâ­me­tros de até
230 mm. Com ca­pa­ci­da­de para até
20 la­tas de diâ­me­tro 230 mm por
mi­nu­to e até 60 la­tas de diâ­me­tro 99 Prê­mio em Nova York
mm por mi­nu­to, ela é fa­bri­ca­da As de­sig­ners Re­na­ta Mel­man e Mar­
ex­clu­si­va­men­te com ma­te­riais ino­xi­ ga­re­te Ta­ke­da, da a10 Design, fa­tu­
dá­veis e in­cor­po­ra um sis­te­ma ra­ram bron­ze no 2000 In­ter­na­tio­nal
fe­cha­do de lu­bri­fi­ca­ção a óleo, li­vre Print Ad­ver­ti­sing Collateral and
de manutenção. Design Com­pe­ti­tion, ocor­ri­do no
final de maio em Nova York (EUA),
A pro­du­to­ra brasileira de embala- com os de­se­nhos que cria­ram para
gens plás­ti­cas so­pra­das/in­je­ta­das o bolo pas­cal Gran Pás­coa e para o
Tec­max in­ves­tiu cer­ca de 1 mi­lhão Pa­ne­to­ne, da Bau­duc­co, am­bos em
de dó­la­res em in­fra-es­tru­tu­ra, pes­ embalagens me­tá­li­cas.
soal e equi­pa­men­tos, e já está pro­
du­zin­do embalagens para de­so­do­
ran­tes roll-on tipo “big ball”, tecno-
logia até en­tão exclusiva de mul­ti­
na­cio­nais. De acordo com o di­re­
tor co­mer­cial Luiz Fei­jão, o pro­du­
to representará cer­ca de 20% do
faturamento da empresa.

Aqui estão resumos de algumas A M Design lan­çou no fim de Cola em março che­ga­ram a
das notas publicadas em òltimas maio a M For­ma, nova uni­da­de 49,9% do mercado, con­tra 45,4%
Notícias, seção atualizada diari- de ne­gócios para de­sen­vol­vi- no mesmo mês de 1999.
amente no site da revista. men­to de for­mas para embala-
www.embalagemmarca.com.br gens. São par­cei­ras da M For­ma O fe­cha­men­to Plus, da Bra­si­la­ta,
as agên­cias Aes­the­te, es­pe­cia­lis- está dis­po­ní­vel na re­gião Nor­des-
$3UL­PR,Q­GXV­WULDO7HU­PR­SO®V­WL ta na área de per­fu­mes, e Reso te do país. Ele aca­ba de ser li­cen-
cos, que tra­ba­lha com pe­ças Design, na área de be­bi­das. FLD­GRSDUDDV,QG¡VWULDV5HX­QL
in­je­ta­das de plás­ti­co, como tam- das Ren­da, tra­di­cio­nal fa­bri­can­te
pas para embalagens, está A par­ti­ci­pa­ção da Coca-Cola nas de la­tas e ro­lhas me­tá­li­cas de
fa­zen­do 30 anos com um mo­ti­vo ven­das de re­fri­ge­ran­tes no Bra- Re­ci­fe (PE). A Ren­da pro­je­ta
es­pe­cial para co­me­mo­rar. A sil cresceu 11% no pri­mei­ro tri- crescimento de 20% em volume
empresa re­gis­trou crescimento mes­tre des­te ano em com­pa­ra- de la­tas pro­ces­sa­das em um ano,
de 31% nas ven­das no pri­mei­ro ção com o mesmo pe­río­do do a partir de ju­nho, quan­do se ini-
tri­mes­tre em re­la­ção ao mesmo ano pas­sa­do (dados do ins­ti­tu­to cia a pro­du­ção do ga­lão e da lata
SH­U§R­GRGH A.C.Niel­sen). As ven­das da Coca- de 18 li­tros com fe­cha­men­to Plus.

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Display
Embalagens permitidas pela Te­le­fó­ni­ca
A Te­le­fó­ni­ca As­sist, empresa do gru­po
Te­le­fó­ni­ca que co­mer­cia­li­za produtos,
vai co­lo­car no mercado novos apa­re­
lhos, que se­rão ven­di­dos nas lo­jas da
pró­pria empresa, em su­per­mer­ca­dos
e em lo­jas es­pe­cia­li­za­das. Os pri­mei­
ros apa­re­lhos são da linha Ama­zo­nas.
As embalagens, cria­das pela DIL, têm
as co­res da Te­le­fóni­ca – ver­de e azul –
De­lí­cia de visual novo
e la­ran­ja, um dos tons per­mi­ti­dos pelo A mar­ga­ri­na De­lí­cia che­ga aos
ma­nual de iden­ti­da­de da empresa. su­per­mer­ca­dos em no­vas embala­
gens. Os po­tes plás­ti­cos das ver­
sões Cre­mo­sa e Light têm novo
fotos: divulgação

Te­le­tub­bies vi­ram em­ba­la­gem for­ma­to, e são fabricados pela


A Bo­tany & Tree está lan­çan­do a linha de­sign das embalagens é o mesmo Di­xie Toga. As mu­dan­ças acom­pa­
de per­so­na­gens in­fan­tis da te­le­vi­são que a Bo­tany & Tree vem uti­li­zan­do nham a nova fór­mu­la do pro­du­to,
Te­le­tub­bies de cos­mé­ti­cos, des­ti­na­da des­de que a mar­ca foi lan­ça­da, em e exi­gi­ram investimentos de
a crian­ças de dois a seis anos de ida­ 1996, e foi de­sen­vol­vi­do pela equi­pe aproximadamente 500 000 reais
de, com­pos­ta por xam­pu, con­di­cio­na­ de mar­ke­ting da pró­pria empresa. Os nas três fá­bri­cas de mar­ga­ri­na da
dor, sa­bo­ne­te lí­qui­do e co­lô­nia. O fras­cos de 300ml e 200ml de PVC, San­tis­ta Alimentos, em Ja­gua­ré
fa­bri­ca­dos pela Po­li­blow, (SP), Gas­par (SC) e Ca­be­de­lo (PB).
têm as co­res ver­me­lha, A Ofi­ci­na d’Design é quem as­si­na
azul e ver­de cla­ro, os dois o novo visual do pro­du­to.
úl­ti­mos trans­lú­ci­dos. As
tam­pas dis­ktop de po­li­
pro­pi­le­no fa­ci­li­tam o uso
para o mercado de
e evi­tam des­per­dí­cio, e os food ser­vi­ce
ró­tu­los BOPP têm um A Oet­ker está co­lo­can­do no
ce­ná­rio di­fe­ren­te em cada mercado seus chás em la­tas
pro­du­to da linha. de­co­ra­das, de­di­ca­das ao prom­
issor segmento de food ser­vi­ce.
Minas Gerais, o mercado teste da Kaiser No in­te­rior da em­ba­la­gem há
nove di­vi­sões para acon­di­cio­nar
A Kai­ser está tra­zen­do ao mercado de se de la­tas de­co­ra­das com os mo­ti­vos os sa­chês de di­fe­ren­tes sa­bo­
Mi­nas Ge­rais a nova ver­são da cer­ve­ja dos três prin­ci­pais clu­bes de fu­te­bol res, e a parte ex­ter­na traz li­to­
Sum­mer Draft, em gar­ra­fa de 600 ml mi­nei­ros, o Atlé­ti­co, o Cru­zei­ro e o gra­fia re­pro­du­zin­do fru­tas so­bre
da Cisper. A ini­cia­ti­va é re­fle­xo dos Amé­ri­ca. Os clu­bes se­rão be­ne­fi­cia­dos fun­do azul. A for­ne­ce­do­ra das
bons nú­me­ros al­can­ça­dos pelo pro­du­ com 4% das ven­das lí­qui­das do pro­du­ la­tas é a CSN.
to no Es­ta­do, onde as ven­das cres­ce­ to, co­mer­cia­li­za­do em la­tas de 350 ml
ram 40% em re­la­ção ao ano pas­ da American National Can (ANC) ou
sa­do. A idéia é usar Mi­nas como da Crown Cork Embalagens.
mercado tes­te, pois “a
in­ten­ção é lan­çar o
pro­du­to em todo o
país”, diz o ge­ren­te de
ca­te­go­ria Mil­ton Tu­rol­la
Jú­nior. A cer­ve­ja­ria
apro­vei­tou tam­bém
para lan­çar no Es­ta­do
sua ex­ten­são do pro­je­
to Kai­ser Clu­be. Tra­ta-

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Display
Dona Ma­ria­na, uma nova for­ça em cos­mé­ti­cos

O mercado de cos­mé­ti­cos tem mais fo­ram de­sen­vol­vi­dos 14 produtos das re­pre­sen­tan­te no Bra­sil dos prin­ci­pais
um con­cor­ren­te: a Dona Ma­ria­na li­nhas fa­cial, cor­po­ral e ca­pi­lar para fa­bri­can­tes mun­diais de ma­té­rias-pri­
Cos­mé­ti­cos, di­ri­gi­da por Gi­se­la mu­lhe­res. Até o final do ano, a empresa mas. As embalagens, se­guin­do a
Pi­tan­guy, fi­lha do co­nhe­ci­do ci­rur­ vai gas­tar mais US$ 1 mi­lhão na cons­ mes­ma ten­dên­cia, são to­das im­por­ta­
gião plás­ti­co Ivo Pi­tan­guy. A nova tru­ção de uma fá­bri­ca pró­pria e no lan- das. Os fras­cos e po­tes são da vi­dra­
mar­ca está en­tran­do no mercado çamento de novos produtos. ria ale­mã Heinz Glass, as vál­vu­las,
com a linha Pre­vious, cria­da pelo A linha de tra­ta­men­to da Dona Ma­ria­na com pumps do­sa­do­res, são fa­bri­ca­
Nú­cleo de Pro­ce­di­men­tos Não Ci­rúr­ Cos­mé­ti­cos usa ma­té­rias-pri­mas das pela tam­bém ale­mã Pfeif­fer e as
gi­cos da Clí­ni­ca Ivo Pi­tan­guy. Com im­por­ta­das, através de par­ce­ria com a la­tas de alu­mí­nio são tra­zi­das do Chi­
investimentos de US$ 3 milhões Dis­trion Es­pe­cia­li­da­des Cos­mé­ti­cas, le, con­fec­cio­na­das pela Con­den­sa.

Nes­cau do jei­to que cada um quer Puro êx­ta­se


Com investimentos da or­dem de A In­dús­trias Reu­ni­das de Be­bi­das
R$ 4 milhões, a Nes­tlé está re­for­ Ta­tu­zi­nho – 3 Fa­zen­das (IRB) está
çan­do sua par­ti­ci­pa­ção no mer­ lan­çan­do seu novo soft drink al­cóo­
cado de acho­co­la­ta­dos – no qual li­co, o Ecs­tasy, com co­res e sa­bo­res
de­tém a li­de­ran­ça com 53% de exó­ti­cos. O pro­du­to, dis­po­ní­vel em
mar­ket sha­re – com a mais nova três ver­sões – cu­ra­çao (azul), er­vas
ver­são do Nes­cau, o Nes­cau aro­má­ti­cas (ver­me­lho) e men­ta (ver­
Syrup. O pro­du­to traz para o Bra­ de) – che­ga para am­pliar a linha
sil um con­cei­to bas­tan­te di­fun­di­ First One, de­di­ca­da a jo­vens en­tre
do nos EUA e na Eu­ro­pa no con­ 18 e 35 anos. A empresa in­ves­tiu
su­mo do lei­te acho­co­la­ta­do, per­ cer­ca de 300 000 reais em tec­no­lo­
mi­tin­do que cada um pre­pa­re a gia e pes­qui­sas, que du­ra­ram qua­tro
be­bi­da da ma­nei­ra que mais gos­ me­ses, para lan­çar o pro­du­to. A
ta, mais cla­ro ou mais es­cu­ro, em­ba­la­gem é a gar­ra­fa de vi­dro long
neck, da Cisper.
fotos: divulgação

mais forte ou mais sua­ve. O fras­


co plás­ti­co do Nes­cau Syrup é
pro­du­zi­do pela Re­ma­print, e o
ró­tu­lo é for­ne­ci­do pela Pi­ma­co.

como enviar as suas informações


Quan­do a sua empresa ti­ver al­gum em­ba­la­gem (se for uma mu­dan­ça
lançamento que se en­cai­xe no per­fil de ma­te­rial, in­for­mar qual era o
des­ta se­ção, é im­por­tan­te que no an­te­rior), quem é o for­ne­ce­dor da
ma­te­rial en­via­do para a re­da­ção de em­ba­la­gem e quem é o res­pon­sá­
Em­ba­la­gem­Mar­ca cons­tem in­for­ma­ vel pelo de­sign. Assim, a sua in­for­
ções re­fe­ren­tes ao ma­te­rial da ma­ção ga­nha em con­teú­do.

44 – embalagemmarca • jun 2000


Display
Adria in­ves­te em bis­coi­tos Sa­chês
com vál­vu­la
A maio­ne­se Maio­
negg’s, da San­tis­ta
Alimentos, está
ga­nhan­do em ju­nho
nova rou­pa­gem e mais
op­ções. Ela poderá ser
en­con­tra­da tam­bém
em sa­chês de 500g e
200g, for­ne­ci­dos pela
Itap Be­mis, que te­rão

thomas kremer
ape­lo de fun­cio­nar
como re­fil. O sa­chê de
meio qui­lo traz vál­vu­la
Tra­di­cio­nal no segmento empresa so­bre uma gra­ de aber­tu­ra, o que eli­
de mas­sas, a Adria está va­ta, para ga­ran­tir for­ça e mi­na a ne­ces­si­da­de de
lan­çan­do sua linha de bis­ am­pliar a vi­si­bi­li­da­de. acon­di­cio­na­men­to em Quo­ti­dia­no,
coi­tos, com­pos­ta por 16 Fo­to­gra­fias dos produtos po­tes. Já o novo ró­tu­lo,
para o dia-a-dia
produtos, en­tre bis­coi­tos fo­ram in­se­ri­das para des­ que ago­ra traz forte
as­so­cia­ção com sa­la­das A Na­tu­ra lan­ça sua nova
do­ces, sal­ga­dos, se­cos e ta­car os di­fe­ren­ciais de
e lo­go­ti­po re­de­se­nha­ fra­grân­cia para o pú­bli­co
re­chea­dos. O pro­je­to grá­fi­ forma, re­cheio e de­se­
do, foi de­sen­vol­vi­do fe­mi­ni­no, a Quo­ti­dia­no de
co das embalagens fi­cou nhos. A Shell­mar é a for­
pela Ofi­ci­na d’Design. Na­tu­ra. A co­lô­nia é in­di­ca­
a car­go da M Design, que ne­ce­do­ra das embalagens
da para to­dos os mo­men­
apli­cou o lo­go­ti­po da fle­xí­veis da linha.
tos e si­tua­ções, com bou­
quet que com­bi­na ele­men­
Po­ké­mon em bo­li­nhos e lan­ches tos ver­des e aquo­sos,
am­pa­ra­dos por no­tas ama­
dei­ra­das. Em for­ma­to
re­tan­gu­lar, o fras­co do pro­
du­to – for­ne­ci­do pela vi­dra­
ria es­tran­gei­ra Saint Go­bain
– ex­plo­ra li­nhas re­tas e
sua­ves, com vál­vu­la ci­lín­
dri­ca em pra­ta fos­co.

Nes­tlé apos­ta em gla­cê


Os novos bis­coi­tos ao lei­te gia para se po­si­cio­nar
Sur­pre­sa Fun, da Tos­ti­nes fren­te ao segmento dos
(Nes­tlé), são os pri­mei­ros bis­coi­tos te­ma­ti­za­dos com
A Pull­man e a Plus Vita, tipo bis­na­gui­nha, fo­ram
com co­ber­tu­ra ex­clu­si­va de per­so­na­gens, que re­pre­
mar­cas da San­tis­ta fei­tas 12 embalagens
gla­cê de cho­co­la­te. Além sen­tam 25% do mercado
Alimentos, es­tão lan­çan­ ex­clu­si­vas, enquanto que
dis­so, o pro­du­to traz os total da ca­te­go­ria. A
do em ju­nho o Lan­chi­nho para o Bo­li­nho, de cho­
per­so­na­gens da Tur­ma da em­ba­la­gem, fle­xí­vel, é pro­
e o Bo­li­nho Po­ké­mon, co­la­te com re­cheio de
Mô­ni­ca em re­le­vo, es­tra­té­ du­zi­da pela Itap Be­mis.
que tra­zem ta­tua­gens doce-de-lei­te, qua­tro. O
dos mons­tri­nhos como visual fi­cou a car­go da
fotos: divulgação

brin­des para o pú­bli­co Mazz Design e quem


in­fan­til. Para o Lan­chi­nho, con­fec­cio­na as embala­
que con­sis­te em pães do gens é a Shell­mar.

46 – embalagemmarca • jun 2000


EVENTOS
Como Encontrar

JULHO
• FCE Pharma 2000 – Ex­po­si­ção
N esta se­ção en­con­tram-se, em or­dem al­fa­bé­ti­ca, os nú­me­ros de te­le­fo­ne
das em­pre­sas ci­ta­das nas re­por­ta­gens da pre­sen­te edi­ção. Em­ba­la­gem­
Marc
­ a fica à dis­po­si­ção para outras in­for­ma­ções.
de for­ne­ce­do­res da in­dús­tria far­
ma­cêu­ti­ca. De 5 a 7 de ju­lho no a10 Design (11) 3845-3503 Johnson & Johnson
Expo Cen­ter Nor­te, em São Pau­lo. (11) 3030-8797
ABML – Associação Brasileira
In­for­ma­ções: (11) 3873-0081.
• HBA South Ame­ri­ca – Feira de de Movimentação e Logística Light Comunicação
for­ne­ce­do­res para a in­dús­tria de (11) 549-4954 (11) 853-1411
cos­mé­ti­cos. De 5 a 7 de ju­lho, no
ABRE – Associação Brasileira Metalgráfica Renner Herrmann
Expo Cen­ter Nor­te, em São Pau­lo.
In­for­ma­ções: (11) 3873-0081. de Embalagem (11) 282-9722 (51) 344-5544

AGOSTO Agaprint Embalagens Novelprint (11) 268-4111


• Tec­no­Be­bi­da 2000 – Ex­po­si­ção (11) 6947-9200
Nytek (11) 3648-8000
e con­fe­rên­cias so­bre tec­no­lo­gia Arthur Andersen Business
para a in­dús­tria de be­bi­das. De 2 a Packing Design de Embalagem
Consulting (11) 5185-2444
4 de agos­to no Expo Cen­ter Nor­te, (11) 3064-9822
em São Pau­lo. (11) 3873-0081. Band Plast (11) 523-6031
Polypack (11) 3044-3555
• Mo­vi­mat 2000 – Fei­ra de lo­gís­ti­
ca, mo­vi­men­ta­ção, ar­ma­ze­na­gem Bericap (15) 225-1222
Selovac (11) 5641-5599
e trans­por­te. De 15 a 18 de agos­to Brasilata (11) 3619-4400
no Expo Cen­ter Nor­te. In­for­ma­ Steeldrum/Raft Embalagens
ções pelo telefone: (11) 575-1400. Cetea – Centro de Tecnologia (11) 6412-5177
de Embalagem (19) 241-5111
SETEMBRO Sunnyvale (11) 3842-9300
• Pack Expo Bra­sil 2000 – Apre­ Cia. Metalúrgica Prada
Tampaflex (11) 6160-9870
sen­tará no­vi­da­des em equi­pa­ (11) 524-4222
men­tos, pro­ces­sos, embalagens Convenience Food Systems Tecmax (11) 7972-0600
e com­po­nen­tes. De 12 a 15 de
(19) 232-3636 Tecnotrade (11) 7298-4355
se­tem­bro no ITM, em São Pau­
lo. (11) 3758-0996. Cryovac (11) 833-2600 Tecplas (41) 675-6750
OUTUBRO Datamark (11) 3819-1810 The Group Propaganda
• In­ter­phex South Ame­ri­ca – (11) 5506-1611
Du Pont 0800-171715
Voltada à in­dús­tria far­ma­cêu­ti­ca.
Videojet Comprint (11) 820-0077
De 25 a 27 de ou­tu­bro no ITM, Eco Plastic (19) 245-8800
em São Pau­lo. (11) 5505-7272. Willett (11) 7295-3261
Goodyear – Divisão
NOVEMBRO Na edi­ção an­te­rior de Em­ba­la­
Térmico-Técnicos (11) 608-7470 gem­Mar­ca, os te­le­fo­nes das
• Em­bal­la­ge 2000 – Pon­to de en­con­
Henkel (11) 3848-2321 em­pre­sas abai­xo saí­ram err­ra­
tro mun­dial do se­tor de embalagens,
dos. Ano­te os cor­re­tos.
com mais de 2 500 ex­po­si­to­res.
Hi Design (11) 251-5531 Labeltech (19) 3867-1327
Pa­ra­le­la­men­te, será rea­li­za­do even­to
de tec­no­lo­gia e pro­ces­so de alimen- InterTank (21) 233-2333 Multilabel (11) 5641-4573
tos. De 20 a 24 de no­vem­bro em
Intervac (11) 6941-6015 Prodesmaq (19) 3876-9300
Pa­ris, Fran­ça. (11) 881-1255.
Almanaque
Água bicentenária
A mar­ca Schwep­pes, carregada pela
famosa água tô­ni­ca, sur­giu em 1792, em
Lon­dres. Nes­se ano, o joa­lhei­ro suí­ço

Uma erva po­de­ro­sa


Ja­cob Schwep­pe mon­tou uma pe­que­na
in­dús­tria de água mi­ne­ral ga­sei­fi­ca­da,
que logo con­quis­tou os in­gle­ses por
sua qua­li­da­de e pe­las ori­gi­nais gar­ra­fas A pa­la­vra mate é um tí­pi­co exem­ ati­vi­da­de er­va­tei­ra che­gou a repre­
de vi­dro em forma de ovo. plo de pro­du­to que tem seu nome sentar 85% da eco­no­mia da nova
ori­gi­na­do do re­ci­pien­te. O ter­mo Pro­vín­cia, que no ano de sua au­to­
pro­vém de “mati”, que na lín­gua no­mia ti­nha no­ven­ta en­ge­nhos de
quí­chua de­sig­na­va a cuia onde era be­ne­fi­cia­men­to. Pa­ra­le­la­men­te à
fei­ta a in­fu­são das fo­lhas tri­tu­ra­das in­dús­tria er­va­tei­ra de­sen­vol­ve­ram-
da erva. O nome foi ado­ta­do em se as fá­bri­cas de bar­ri­cas, usa­das
toda a Amé­ri­ca do Sul para de­no­ para acon­di­cio­nar o pro­du­to con­
mi­nar a be­bi­da fei­ta da erva-mate. su­mi­do in­ter­na­men­te e o ex­por­ta­do
Se­gun­do pes­qui­sa do Par­que His­tó­ para a Argentina e o Uru­guai. Os
ri­co do Mate, da Se­cre­ta­ria de ró­tu­los, em li­to­gra­fia, eram im­pres­
Es­ta­do da Cul­tu­ra do Pa­ra­ná, o sos em Cu­ri­ti­ba, São Pau­lo e Rio
À mesa do bar pro­du­to foi o gran­de ar­gu­men­to de de Ja­nei­ro. Os que apa­re­cem aqui
or­dem eco­nô­mi­ca que le­vou à cir­cu­la­ram en­tre 1852 e 1921. A
Con­si­de­ra­da “a me­lhor do
mun­do” pelos apre­cia­do­res de
eman­ci­pa­ção po­lí­ti­ca do Pa­ra­ná, erva-mate foi o es­teio eco­nô­mi­co
cer­ve­ja, a pil­sen Ur­quell fa­bri­ con­cre­ti­za­da em 19 de de­zem­bro de do Pa­ra­ná até a II Guer­ra Mun­
ca­da na ci­da­de de Pil­sen, na 1853, quan­do dei­xou de ser co­mar­ dial, quan­do co­me­çou a ser subs­ti­
atual Re­pú­bli­ca Che­ca, foi a ca da Pro­vín­cia de São Pau­lo. A tuí­da por ou­tros ci­clos.
pri­mei­ra mar­ca co­mer­cia­li­za­da
nomun­do, em 1842.

* * *
A lo­go­mar­ca con­ten­do o A e uma
águia, da cer­ve­ja­ria nor­te-ame­ri­
ca­na Anheu­ser-Busch, foi ado­ta­
1995 Suaves 1911

da em 1872. A mar­ca Bud­wei­ser mudanças


nas­ceu qua­tro anos de­pois.
Se exis­te um pro­du­to que man­tém
fir­me­men­te o que os es­pe­cia­lis­tas cha­mam
de brand equity, ou seja, as ca­rac­te­rís­ti­cas
1970
bá­si­cas da mar­ca, que a tor­nam in­con­fun­dí­vel 1924

através do tem­po, esse pro­du­to é o Cre­me Ni­vea,


da Beiers­dorf. De­pois de sua cria­ção, em 1911, a
tam­pa da la­ti­nha de Ni­vea so­men­te pas­sou por
Participe desta seção uma mo­di­fi­ca­ção no­tá­vel em 1925, quan­do
Se você ti­ver, na sua empresa ou em mu­dou de cor e de lo­go­ti­pia. De­pois dis­so,
seus ar­qui­vos par­ti­cu­la­res, ima­gens, as mu­dan­ças, para adap­tar o visual a
1925
fo­tos e his­tó­rias in­te­res­san­tes re­la­ 1959 cada épo­ca, fo­ram sem­pre
cio­na­das a embalagens e mar­cas de sua­ves.
produtos, como as que cos­tu­mam
ser pu­bli­ca­das nes­ta se­ção, en­tre
em con­ta­to co­nos­co. Te­re­mos o
1949 1935
má­xi­mo pra­zer em pu­bli­car.

50 – embalagemmarca • jun 2000

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