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Ano III • Nº 40 • Dezembro 2002 • R$ 6,00

www.embalagemmarca.com.br

cobertura especial do emballage 2002, em paris


Um compromisso que se reforça
E m re­tri­bui­ção e agra­
de­ci­men­to ao cres­
cen­te apoio de nos­
se tor­nou tra­di­ção, pela
quar­ta vez, no fi­nal do ano,
a re­por­ta­gem de capa – fei­
Igual­men­te com a in­ten­ção
de apre­sen­tar em suas pá­gi­
nas o que acon­te­ce de mais
sos lei­to­res e anun­cian­tes, ta com base em da­dos, in­te­res­san­te no uni­ver­so do
e tam­bém às men­sa­gens de prog­nós­ti­cos e opi­niões de pac­ka­ging, Emb ­ al­ ag
­ em­
Boas Fes­tas re­ce­bi­das pela di­fe­ren­tes pro­fis­sio­nais Marc ­ a en­viou Lean­dro
pas­sa­gem de ano, trans­mi­ li­ga­dos à ca­deia de em­ba­ Ha­ber­li es­pe­cial­men­te a
to a to­dos, em nome da la­gem e acon­di­cio­na­men­to Pa­ris, para a co­ber­tu­ra do
equi­pe de Emb ­ al
­ ag
­ em­ – é uma ten­ta­ti­va de mos­ Em­bal­la­ge 2002, um dos
Marc ­ a, vo­tos de fe­li­ci­da­ trar as Ten­dên­cias e Pers­ mais im­por­tan­tes sa­lões
de pes­soal e de bons ne­gó­ pec­ti­vas para o pró­xi­mo mun­diais do se­tor.
cios em 2003. Sen­do esta exer­cí­cio. O re­tor­no dado Por fim, em­bo­ra de me­nor
uma épo­ca de afir­ma­ção às três edi­ções an­te­rio­res ex­ten­são, ou­tras re­por­ta­
A todos, votos de de in­ten­ções e pla­ne­ja­men­ des­se ser­vi­ço nos in­cen­ti­va gens e no­tas im­por­tan­tes
to, apro­vei­to para rei­te­rar a con­ti­nuá-lo. Con­sul­tan­do com­ple­men­tam esta edi­
felicidade pessoal nos­so com­pro­mis­so de a re­por­ta­gem, de au­to­ria de ção. Nos­so com­pro­mis­so
e bons negócios buscar sempre a me­lho­ra Gui­lher­me Ka­mio, os lei­ com a ino­va­ção pros­se­gui­
em 2003. Nosso da qua­li­da­de dos ser­vi­ços to­res te­rão um ro­tei­ro se­gu­ rá mais for­te em 2003.
compromisso pres­ta­dos pela re­vis­ta. ro dos pro­vá­veis ru­mos Até ja­nei­ro.
Acre­di­to que esta edi­ção pe­los quais en­ve­re­da­rão
com a inovação cum­pre e re­for­ça mais uma di­fe­ren­tes seg­men­tos do Wil­son Pa­lha­res
seguirá mais forte vez essa in­ten­ção. Como já mer­ca­do em 2003.
de ver­niz fos­co on line, à base de 2002). Vejo com gran­de en­tu­sias­mo
água, em to­das as fo­lhas, na fase a apro­xi­ma­ção en­tre as agên­cias de
fi­nal da im­pres­são em qua­tro co­res. mar­ke­ting pro­mo­cio­nal e os for­ne­
Do ân­gu­lo de vi­são dos edi­to­res, é ce­do­res de em­ba­la­gens, como os de
fru­to do com­pro­mis­so de, na me­di­ ró­tu­los auto-ade­si­vos. Pa­ra­béns
da do pos­sí­vel, in­ves­tir per­ma­nen­ pela ín­te­gra.
te­men­te no aper­fei­çoa­men­to do Ro­ber­to In­son
con­teú­do e da apre­sen­ta­ção da Ge­ren­te de Mar­ke­ting
re­vis­ta. Pra­ko­lar Ró­tu­los
Auto-Ade­si­vos Ltda.

G os­ta­ría­mos de pa­ra­be­ni­zá-los
Q
São Pau­lo, SP

E s­cre­vo para ma­ni­fes­tar mi­nha


sur­pre­sa com a qua­li­da­de ob­ti­da na
por mais uma óti­ma edi­ção des­ta
re­vis­ta que já se tor­nou uma im­por­
tan­te re­fe­rên­cia do mer­ca­do bra­si­
ue­ro pa­ra­be­ni­zar a to­dos de
Em­ba­la­gem­Mar­ca por man­ter a
qua­li­da­de téc­ni­ca em suas re­por­ta­
pro­du­ção da edi­ção de ou­tu­bro (nº lei­ro de pu­bli­ca­ções seg­men­ta­das. gens nas suas úl­ti­mas edi­ções. Es­ta­
38) de Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a. Ao Na es­pe­ran­ça de vis­lum­brar o fu­tu­ mos pre­pa­ran­do os lan­ça­men­tos de
re­ce­ber a re­vis­ta fui de ime­dia­to ro e aqui­lo que está por vir, aguar­ nos­sa re­pre­sen­ta­da Bauch & Cam­
con­fe­rir nos­so anún­cio. Após ter da­mos an­sio­sa­men­te cada nova pos e a nova pro­gra­ma­ção vi­sual do
sa­cia­do mi­nha cu­rio­si­da­de, per­ce­bi pu­bli­ca­ção de Emb ­ al­ ag
­ em­Marc ­ a. E-Pac­king, bem como no­vos pro­je­
que ha­via algo novo, não ape­nas No en­tan­to, para tal, não po­de­mos tos que irão des­pon­tar em 2003.
com o anún­cio em ques­tão e sim dei­xar de ana­li­sar o pas­sa­do e o Mar­co An­to­nio Dias de Oli­vei­ra
com toda a re­vis­ta: a qua­li­da­de da pre­sen­te, algo que vo­cês fa­zem de Di­re­tor Co­mer­cial
de­fi­ni­ção das co­res foi o pri­mei­ro ma­nei­ra ma­gis­tral. Pa­ra­béns e E-Pac­king Group
pon­to que me afe­tou. Mais além, a obri­ga­do pelo óti­mo e im­por­tan­te São Pau­lo, SP
pró­pria tex­tu­ra das fo­lhas es­ta­va tra­ba­lho.
di­fe­ren­te, pa­re­cia ou­tro pa­pel. Val­di­vo J. Be­gal­li Jr.
Mensagens para EmbalagemMarca
Im­pres­sio­nan­te! O que mu­dou? Ge­ren­te de Mar­ke­ting
Ter­mi­no pa­ra­be­ni­zan­do toda equi­pe Ce­bal Bra­sil Redação: Rua Arcílio Martins, 53
de Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a pelo ex­ce­ Mogi das Cru­zes, SP CEP 04718-040 • São Paulo, SP

P
len­te tra­ba­lho que vem rea­li­zan­do, Tel (11) 5181-6533
não ape­nas nes­sa edi­ção, mas em a­ra­béns pelo edi­to­rial da edi­ção Fax (11) 5182-9463
ge­ral, for­ne­cen­do uma re­vis­ta de 38 de Em­ba­la­gem­Mar­ca. Foi além redacao@embalagemmarca.com.br
óti­ma qua­li­da­de e con­teú­do. da em­ba­la­gem e en­trou no con­teú­
Bru­no Zam­bot­ti do das coi­sas. As men­sa­gens re­ce­bi­das por carta,
Mar­ke­ting Ne­mér­cio No­guei­ra e-mail ou fax po­de­rão ter tre­chos não
Whea­ton Bra­sil R.P. Con­sult es­sen­ciais eli­mi­na­dos, em função do
São Ber­nar­do do Cam­po, SP São Pau­lo, SP es-paço disponível, de modo a dar maior

Do pon­to de vis­ta téc­ni­co, a Con­


graf, res­pon­sá­vel pela im­pres­são e
B as­tan­te opor­tu­na a re­por­ta­gem
jun­to à As­so­cia­ção de Mar­ke­ting
número possível de oportunidades aos
leitores. As mensagens poderão tam-
bém ser in­se­ri­das no site da revista
pelo aca­ba­men­to da edi­ção, ex­pli­ Pro­mo­cio­nal (“Pro­mo­ção­ Tam­bém (www.embalagemmarca.com.br).
ca: a mu­dan­ça se deve à apli­ca­ção Cons­trói”, edi­ção nº 36, agos­to de
dezembro 2002
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

8
Reportagem
capa: Tendências e redacao@embalagemmarca.com.br
perspectivas 2003 Flávio Palhares
Problemas continuarão, flavio@embalagemmarca.com.br
Guilherme Kamio
mas indústria aguarda guma@embalagemmarca.com.br
um ano melhor. Leandro Haberli
Oportunidades para a leandro@embalagemmarca.com.br

cadeia de embalagem Colaboradores


não faltarão Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
Diretor de Arte

24
Carlos Gustavo Curado
emballage 2002 arte@embalagemmarca.com.br
Em sua 35ª edição,
Administração
salão francês expôs os Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
rumos e revelou novas Eunice Fruet (Diretora Financeira)
tendências do cada vez Departamento Comercial
mais internacional comercial@embalagemmarca.com.br
mercado de embalagens Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas

36
making of Marcella de Freitas Monteiro
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Escova dental da J&J Assinatura anual: R$ 60,00
ganha otimização nas Público-Alvo
embalagens primária e Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que

16 Label brasil 2003 secundária ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia


e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­
Empresários e executi- ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para
vos da área de auto-ad- alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem
esivos reúnem-se para como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
discutir ameaças com a ca­deia de em­ba­la­gem.
e oportunidades Tiragem desta edição
para o setor. 7 500 exemplares
Filiada ao

20 prêmio
Anunciados os
ganhadores do 38 ecodesign
Evento em Florianópolis
Im­pres­sa em pa­pel da Ripasa – 0800-113257
Image Art 145 g/m2 (capa)

Prêmio Max Feffer aponta rumos para a


criação com viés e Image Mate 115 g/m2 (miolo)
amigável ao ambiente

40
perfil Impressão: Congraf – (11) 5563-3466

Carnevalli: 100% nacio-


nal, há 40 anos fabrican-
EmbalagemMarca é uma publicação
do bens duráveis mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
42 Painel gráfico 46 Display
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
capa: philipp mai – mai 3d

Novidades do setor, da criação Lançamentos e novidades – e www.embalagemmarca.com.br


ao acabamento de embalagens seus sistemas de embalagem O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
44 Panorama 50 Almanaque
mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
Movimentação na indústria de Fatos e curiosidades do mundo Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­
sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem
embalagens e seus lançamentos das marcas e das embalagens ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião da re­vis­ta.
capa

Perspectivas 2003
Ce­ti­cis­mo, pe­las di­fi­cul­da­des vi­vi­das nos dois úl­ti­mos anos,
e oti­mis­mo, pela gui­na­da go­ver­na­men­tal, se en­tre­la­çam nas
tendências e perspectivas 2003

ex­pec­ta­ti­vas para o pró­xi­mo ano. O mais pro­vá­vel é um exer­cí­cio


que con­ti­nua­rá nu­bla­do pe­los tem­po­rais ma­croe­co­nô­mi­cos
Por Guilherme Kamio

V
a­ci­na­da pe­las lam­ba­das de 2001, a Por isso, em ter­mos ge­rais 2002 fe­cha­rá como
maio­ria das pes­soas, sem po­sar de um clo­ne de 2001, com um cres­ci­men­to ve­ge­ta­
pi­to­ni­sa, já pre­via com os pés no ti­vo do PIB, na casa do 1,5%.
chão que 2002 tam­bém se­ria um Ago­ra, no pe­río­do de pro­je­ções para o pró­xi­
ano de va­cas ma­gras para a eco­no­ mo ano, o qua­se-con­sen­so é de que em 2003 as
mia bra­si­lei­ra. Dito e fei­to. A re­ces­são glo­bal com­pli­ca­ções con­ti­nua­rão. Uma ca­tás­tro­fe é
re­cru­des­ceu, as ten­sões po­lí­ti­cas in­ter­na­cio­nais im­pro­vá­vel, po­rém es­ta­re­mos lon­ge da bo­nan­ça.
ilustrações: philipp mai – mai 3d

con­ti­nua­ram e vi­ve­mos ain­da as elei­ções. Es­ses Mes­mo sa­ben­do das di­fi­cul­da­des de se tra­çarem
fa­to­res cria­ram um ce­ná­rio de in­cer­te­zas, do ce­ná­rios con­fiá­veis dian­te de va­riá­veis ci­clo­tí­mi­
qual pro­li­fe­ra­ram es­pe­cu­la­ções, ins­ta­bi­li­da­de cas, como o com­por­ta­men­to do con­su­mi­dor e a
cam­bial e uma con­se­qüen­te alta de in­su­mos dis­po­si­ção dos in­ves­ti­do­res, e de fa­to­res que
es­sen­ciais. No ge­ral, os ne­gó­cios es­fria­ram e o po­dem re­pen­ti­na­men­te en­trar em jogo, como
gar­ro­te so­bre o con­su­mo e a pro­du­ção aper­tou. gar­ga­los es­tru­tu­rais ou ati­vi­da­des ter­ro­ris­tas, o

8 – embalagemmarca • dez 2002


ano de tro­voa­das é plau­sí­vel pela ne­ces­si­da­de plás­ti­cas, por exem­plo, au­men­ta­ram de pre­ço
da con­so­li­da­ção da tran­si­ção go­ver­na­men­tal e em ou­tu­bro e em no­vem­bro, e as pe­tro­quí­mi­cas
pelo fato de que os en­tra­ves ma­croe­co­nô­mi­cos já anun­cia­ram um novo rea­jus­te, de 15%, para
de 2002, como a es­tag­na­ção das eco­no­mias ja­nei­ro. “Fi­ca­mos como re­cheio de san­duí­che:
ex­te­rio­res, os ju­ros al­tos, o sobe-e-des­ce cam­ de um lado o for­ne­ce­dor de re­si­na
bial e, o que mais as­sus­ta, o re­tor­no da in­fla­ção, em­pur­ran­do um pre­ço do­la­ri­
irão se es­praiar para o pró­xi­mo exer­cí­cio. za­do, do ou­tro o clien­
Já se con­si­de­ra fato con­su­ma­do que a in­fla­ te ab­so­lu­ta­men­te
ção, no acu­mu­la­do anual, atin­ja a casa dos dois fe­c ha­d o a
dí­gi­tos até o fim de 2002. Há seis anos isso não ne­go­ciar qual­
acon­te­cia. Se a es­ca­la­da de pre­ços se in­ten­si­fi­ quer au­men­to”,
car, a ele­va­ção da taxa de ju­ros, an­tí­do­to usei­ diz Ser­g io
ro e ve­zei­ro para con­tê-la, su­fo­ca­rá ain­da mais Ha­ber­feld, pre­si­
o se­tor pro­du­ti­vo em 2003. Con­tra essa pos­si­ den­te da As­so­cia­
bi­li­da­de tra­ba­lha a es­pe­ran­ça dos que en­ten­ ção Bra­si­lei­ra da
dem que, como a in­fla­ção não é de de­man­da, In­dús­tria de Em­ba­
ou seja, não se deve ao au­men­to do con­su­mo, la­gens Plás­ti­cas Fle­
até por­que os sa­lá­rios es­tão min­gua­dos há tem­ xí­veis (ABIEF), lem­
pos, a cha­ma­da bo­lha in­fla­cio­ná­ria ten­de­rá a bran­d o que, do
ce­der caso o go­ver­no crie con­di­ções para que au­m en­t o mé­d io de
o dó­lar re­cue e se des­car­te a in­de­xa­ção de pre­ 55% no ano em ma­té­
ços. As­sim, se­ria pos­sí­vel re­du­zir ju­ros, ain­da rias-pri­mas, 40% fo­ram
que cau­te­lo­sa­men­te. re­p as­s a­d os às em­b a­l a­
gens.
Pas­so o re­pas­se? Es­sas que­das de bra­ço
Os agen­tes da ca­deia pro­du­ti­va tor­cem para en­tre os elos da ca­deia pro­
que essa apos­ta se con­fir­me, o que abri­ria cam­ du­ti­va e a pres­são so­bre os
po para vol­tar a se pen­sar em cres­ci­men­to e fa­bri­can­tes de bens in­ter­me­
amor­ti­za­ria o dra­ma do re­pas­se, que vem di­mi­ diá­rios para a ab­sor­ção do ônus in­f la­
nuin­do mar­gens das em­pre­sas. Tal fa­tor vem cio­ná­rio se­rão ine­vi­tá­veis caso o dó­lar não
sen­do a nê­me­sis da in­dús­tria de em­ba­la­gem, re­tro­ce­da. O va­re­jo já mos­trou, no se­gun­do
que so­fre como elo in­ter­me­diá­rio. As re­si­nas se­mes­tre de 2002, que a dis­po­si­ção de re­pas­sar

Pre­ço cor­rói o char­me das mar­cas


Um mo­vi­men­to in­fluen­cia­do pe­los ain­da mais con­tun­den­te, é dada pró­pria cres­ceu 33%, pas­san­do
pre­ços in­fla­cio­na­dos nos úl­ti­mos por uma re­cen­te pes­qui­sa da AC de 15 493, em 2001, para 20 681
me­ses, e ao qual a in­dús­tria de­ve­rá Niel­sen. Se­gun­do ela, nos úl­ti­mos em 2002. Evo­lu­ções no con­cei­to
es­tar mui­tís­si­mo an­te­na­da, já que três me­ses um em cada cin­co con­ des­ses pro­du­tos, como o pró­prio
ten­de a con­ti­nuar em 2003, é a su­mi­do­res está com­pran­do a mar­ cui­da­do com a apre­sen­ta­ção, vêm
re­le­vân­cia que o con­su­mi­dor está ca mais ba­ra­ta em quais­quer pro­ fa­zen­do com que eles entrem em
dan­do ao pre­ço em suas de­ci­sões du­tos. O es­tu­do tam­bém apon­ta competição cada vez mais intensa
de com­pra. Pes­qui­sa mos­tra­da em que 74,9% dos en­tre­vis­ta­dos dei­ com mar­cas tra­di­cio­nais. “Há
nos­sa edi­ção an­te­rior, do La­tin xa­ram de ad­qui­rir al­gum item, seja maior sor­ti­men­to de mar­cas pró­
Pa­nel, ór­gão li­ga­do ao Ibo­pe, re­ve­ ele um su­pér­fluo ou um bem de prias, in­di­can­do que o va­re­jo está
la que as mar­cas lí­de­res vêm per­ pri­mei­ra ne­ces­si­da­de. ofe­re­cen­do ao con­su­mi­dor mais
den­do sha­re para mar­cas de va­lor Vale ainda en­fa­ti­zar o cres­ci­men­to ver­sões den­tro das ca­te­go­rias,
in­ter­me­diá­rio nos úl­ti­mos me­ses. no­tá­vel das mar­cas pró­prias. De como no­vas em­ba­la­gens, fra­grân­
Ou­tra cons­ta­ta­ção de que o char­ acor­do com o 8º Es­tu­do Anual de cias e sa­bo­res”, re­su­me Cláu­dia
me das mar­cas vem ar­re­fe­cen­do Mar­cas Pró­prias, da AC Niel­sen, o Bin­do, res­pon­sá­vel pelo es­tu­do
dian­te dos ho­le­ri­tes par­cos, só que nú­me­ro to­tal de itens de mar­ca da AC Niel­sen.

dez 2002 • embalagemmarca – 9


os au­men­tos im­ple­men­ta­ção da Área de Li­vre Co­mér­cio das
para os pre­ Amé­ri­cas (Alca), cujo cro­no­gra­ma pre­vê a
ços de gôn­ apre­sen­ta­ção de pro­pos­tas pre­li­mi­na­res até 15
do­la é mí­ni­ de fe­ve­rei­ro e a de pro­pos­tas de­fi­ni­ti­vas até 15
ma. An­te­ci­par de ju­lho.
ru­mos nes­sa A in­dús­tria de em­ba­la­gem tem in­te­res­se
ques­tão é di­fí­ di­re­to no tema, pelo pa­pel es­tra­té­gi­co que pos­
cil, já que so­bre sui no pla­no de ele­var ex­por­ta­ções. O país já
o hu­mor cam­bial co­mer­cia­li­zou para fora, em 2002, uma quan­ti­
pai­ra um ruço da­de maior de pro­du­tos acondiciona­dos, mas
es­p es­s o e nin­ vá­rios ni­chos man­têm-se pou­co ex­plo­ra­dos,
guém ar­ris­ca pre­ como as com­mo­di­ties agrí­co­las, que vêm se
di­ções, de­vi­do às va­lo­ri­zan­do, mas con­ti­nuam sen­do em gran­de
re­v i­r a­v ol­t as de par­te re­me­ti­das a gra­nel para o ex­te­rior.
2002. E, ain­da que soe re­pe­ti­ti­vo, per­du­ra o ve­lho
Ou­t ros fa­t o­r es de­sa­fio de em­bar­car pro­du­tos de maior va­lor
po­de­rão atin­gir as agre­ga­do, em­ba­la­dos an­tes de sua saí­da do
re­la­ções en­tre usuá­ país. Isso re­ver­te­ria, como já si­na­li­zou o pre­si­
rios e for­ne­ce­do­res den­te da As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de Em­ba­la­gem
de em­b a­l a­g em. (ABRE), Fa­bio Mes­tri­ner, num “ga­nho du­plo,
En­tre elas es­tão um pois não só ga­ran­ti­ria au­men­to das ex­por­ta­ções
pos­sí­vel des­con­tro­le como tam­bém uma maior pre­sen­ça da em­ba­la­
do pre­ço do pe­tró­leo, gem na­cio­nal lá fora”. Hoje ape­nas 8% da pro­
para o qual pesa uma du­ção do se­tor de em­ba­la­gens são ex­por­ta­dos,
imi­nen­te guer­ra en­tre mor­men­te para paí­ses do Mer­co­sul. Por isso, a
Es­ta­dos Uni­dos e Ira­ ABRE pre­ten­de lan­çar, em mea­dos de 2003,
que, e a in­su­fi­ciên­cia de ma­té­ria-pri­ma. No uma car­ti­lha in­for­ma­ti­va para in­cen­ti­var ex­por­
to­can­te ao pri­mei­ro pon­to, Lula já de­cla­rou a ta­ções de pe­que­nas e mé­dias em­pre­sas, ini­cia­
in­ten­ção de criar me­ca­nis­mos para amor­te­cer ti­va em par­ce­ria com o Se­brae. No­tí­cia ani­ma­
im­pac­tos cam­biais so­bre o pre­ço do pe­tró­leo e do­ra é que seg­men­tos com­po­nen­tes
de seus de­ri­va­dos, mas as ações ain­da não da in­d ús­t ria na­c io­n al de
es­tão cla­ras. em­ba­la­gem já anun­cia­
Quan­to ao úl­ti­mo que­si­to, há um te­mor de ram que em 2003 irão
tendências e perspectivas 2003

con­ver­te­do­res, como os de ró­tu­los e eti­que­tas e in­ten­si­fi­car os diá­lo­gos


os de em­ba­la­gens ce­lu­ló­si­cas fle­xí­veis, de que com os mer­c a­d os
fal­t e pa­p el no mer­c a­d o, as­s un­t o ven­t i­l a­d o in­t er­n a­c io­n ais (ver
in­clu­si­ve em re­cen­te even­to, o La­bel Bra­sil qua­dro), e as pró­xi­mas
2003 (ver página 16), que con­gre­gou for­ne­ce­ edi­ç ões das fei­r as
do­res de so­lu­ções auto-ade­si­vas. In­cen­ti­va­das co­mer­ciais do se­tor evi­
pelo câm­bio atra­ti­vo, as in­dús­trias de ce­lu­lo­se, den­c ia­r ão essa es­t ra­t é­
pa­pel e pa­pe­lão para em­ba­la­gens vêm ex­por­ gia, pois se pre­ten­de que
tan­do como nun­ca e, se­gun­do da­dos re­cen­tes, elas for­ti­fi­quem seu ca­rá­
com per­to de 95% de ca­pa­ci­da­de ocu­pa­da. ter cos­mo­po­li­ta.
Como os se­to­res de con­ver­são ci­ta­dos pre­vêem Ou­tra pos­si­bi­li­da­de que
ex­pan­são, mes­mo com o qua­dro re­ces­si­vo, pode ser com­pen­sa­do­ra ao
po­de­rá ha­ver de­man­da re­pri­mi­da. se­t or de em­b a­l a­g em é a
na­cio­na­li­za­ção de pro­du­tos,
De olho na ba­lan­ça es­p e­c ial­m en­t e má­q ui­n as.
No to­can­te à ba­lan­ça co­mer­cial, aliás, ou­tro Diz o Ins­ti­tu­to de Es­tu­dos
pon­to ao qual a ca­deia do pac­ka­ging e os para o De­s en­v ol­v i­m en­t o
de­mais se­to­res in­dus­triais es­ta­rão ine­vi­ta­vel­ In­dus­trial (Iedi) que, em­bo­ra
men­te aten­tos em 2003 é a dis­cus­são so­bre a o es­pa­ço para a subs­ti­tui­ção de

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im­por­ta­ções de bens de con­su­mo es­te­ Con­cor­rem para esse oti­mis­mo os anún­cios
ja no li­mi­te, o se­tor de bens de já fei­tos pelo novo go­ver­no, como a re­vi­são do
ca­pi­tal ain­da pode quei­mar cer­ta sa­lá­rio mí­ni­mo e o pro­gra­ma Fome Zero,
gor­du­ra. me­di­das ani­ma­do­ras por con­tem­pla­rem a
par­ce­la da po­pu­la­ção que mais tem so­fri­do
Oti­mis­mo, ma non trop­ com a in­fla­ção, a de bai­xo po­der aqui­si­ti­vo,
po já que os ali­men­tos e pro­du­tos de ne­ces­si­
Mes­mo dian­te des­ses sa­bi­dos da­de bá­si­ca, como os de hi­gie­ne pes­soal,
de­sa­fios e bar­rei­ras e do pos­sí­ são os que mais têm pu­xa­do a alta de pre­
vel sur­gi­men­to de so­bres­sal­tos, ços. Fica, po­rém, a ve­lha res­tri­ção
é in­t e­r es­s an­t e no­t ar que o pon­tual: se os ju­ros con­ti­nua­rem
em­pre­sa­ria­do en­ca­ra com cer­ al­tos, os im­pac­tos re­ces­si­vos po­dem
to oti­mis­mo o pró­xi­mo exer­cí­ neu­tra­li­zar os efei­tos des­sa in­je­ção
cio. Uma pes­qui­sa da Câ­ma­ra de di­nhei­ro.
Ame­r i­c a­n a de Co­m ér­c io A in­dús­tria de em­ba­la­gem tam­
(Am­c ham-SP) e do Ibo­p e bém pro­je­ta cres­ci­men­to, se­guin­
jun­to a exe­cu­ti­vos de 400 do o pro­vá­vel re­sul­ta­do de 2002,
com­pa­nhias so­bre pers­pec­ti­ para o qual se aguar­da um fa­tu­ra­
vas para o pró­xi­mo ano si­na­ men­to cer­ca de 10% maior – um
li­za um cres­ci­men­to do PIB sal­to de 15,7 bi­lhões de reais
na casa dos 2,5%, se­guin­do para 17 bi­lhões de reais mo­vi­
a es­t i­m a­t i­v a anun­c ia­d a men­ta­dos. Aliás, o setor chega
re­c en­t e­m en­t e pelo Ban­c o a comemorar um possível salto
Cen­t ral. Para 57,4% dos para além dos 20 bilhões de
en­t re­v is­t a­d os, ha­v e­r á reais, estimulado antes pela
au­m en­t o de ven­d as no questão cambial do que pelo
transcorrer do próximo ano, crescimento em volume de
con­t ra 5,94% que acham vendas. De qualquer forma,
que elas deverão se con­trair. acredita-se num ba­lan­ço si­mi­

O caminho da ren­ta­bi­li­da­de está lá fora


Os úl­ti­mos dois anos pro­va­ram úl­ti­mas fei­ras in­ter­na­cio­nais das im­por­ta­ções.
tendências e perspectivas 2003

para cer­tos seg­men­tos da in­dús­ quais a en­ti­da­de par­ti­ci­pou. Já o Pro­gra­ma Se­to­rial In­te­gra­do
tria na­cio­nal, via con­se­cu­ti­vos Ou­tras ini­cia­ti­vas de des­ta­que da In­dús­tria Grá­fi­ca, ban­ca­do
re­sul­ta­dos mor­nos e ocio­si­da­de vêm da ca­deia do plás­ti­co e do pela As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra da
pro­du­ti­va, que o mer­ca­do in­ter­no se­tor grá­fi­co, que ini­ciam em In­dús­tria Grá­fi­ca (Abi­graf), pela
não é um eter­no maná para os ja­nei­ro pro­gra­mas de in­cen­ti­vo à Apex e pelo Se­brae, in­ves­ti­rá em
ne­gó­cios. É por isso que em ex­por­ta­ção, apoia­dos por suas 24 me­ses per­to de 10 mi­lhões de
2003, an­te­vés­pe­ra do aguar­da­do en­ti­da­des de clas­se e pela Agên­ reais para be­ne­fi­ciar pe­que­nas,
iní­cio da Alca, o se­tor de em­ba­la­ cia de Pro­mo­ção de Ex­por­ta­ções mé­dias e gran­des em­pre­sas,
gem in­ten­si­fi­ca­rá es­for­ços para (Apex). No caso do plás­ti­co, o es­pe­ran­do um cres­ci­men­to de
en­ca­rar os de­sa­fios da eco­no­mia pro­je­to visa ge­rar su­pe­rá­vit 13% nas ex­por­ta­ções no pri­mei­ro
glo­ba­li­za­da. co­mer­cial de 1 bi­lhão de dó­la­res ano. De­vi­do aos cons­tan­tes
A ABRE, por exem­plo, está crian­ num pra­zo ain­da não de­ter­mi­na­ in­ves­ti­men­tos, o po­ten­cial com­
do um Co­mi­tê de Ex­por­ta­ções do. Um dos prin­ci­pais ob­je­ti­vos pe­ti­ti­vo do se­tor é gran­de, se­gun­
para fo­men­tar o co­mér­cio ex­te­rior do pro­gra­ma é em­bar­car mais do Má­rio Cé­sar de Ca­mar­go, pre­
de suas as­so­cia­das, pois, se­gun­ pro­du­tos aca­ba­dos, como em­ba­ si­den­te da Abi­graf. Ape­nas em
do seu pre­si­den­te, Fa­bio Mes­tri­ la­gens, por es­tes pos­suí­rem até 2002 fo­ram in­je­ta­dos cer­ca de 420
ner, hou­ve um gran­de in­te­res­se dez ve­zes mais va­lor agre­ga­do do mi­lhões de dó­la­res em mo­der­ni­
por em­ba­la­gens bra­si­lei­ras nas que as re­si­nas, e subs­ti­tuir za­ção de par­ques grá­fi­cos.

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lar a par­tir da sen­sa­ ches e ou­tras so­lu­ções so­fis­ti­ca­
ção, já ci­ta­da, de que o das, lon­ge das es­tru­tu­ras mo­no­
pró­x i­m o ano de­v e­r á web, e po­dem se be­ne­fi­ciar, se a
se­guir a cor­ren­te­za de si­tua­ção aper­tar, de uma vio­len­ta
2002. In­d e­p en­d en­t e­ pre­co­ni­za­ção do fa­tor cus­to nas
men­t e de qual­q uer de­ci­sões por em­ba­la­gem de vá­rias
es­p e­c u­l a­ç ão, uma em­pre­sas. Ra­ções ani­mais tam­
afir­ma­ção é se­gu­ra: bém vêm pu­xan­do gor­dos for­ne­ci­
con­ti­nua­rão a ple­na men­tos en­tre as fle­xí­veis.
car­ga as dis­pu­tas de As vi­dra­rias, se­guin­do mo­vi­
mer­c a­d o en­t re os men­to in­ci­pien­te nos úl­ti­mos dois
di­ferentes ma­te­riais e anos, con­ti­nua­rão bu­ri­lan­do o res­
sis­te­mas de em­ba­la­ ga­te do ape­lo de seus fras­cos e po­tes
gem. para ali­men­tos, e tor­cem por uma
re­va­li­da­ção dos va­si­lha­mes re­tor­ná­
Sem inér­cia nos veis para be­bi­das. O se­tor de ali­men­
mer­ca­dos tos tam­bém pro­me­te ser pal­co de um
Os pro­v á­v eis em­b a­t es ata­que do alu­mí­nio, ca­pi­ta­nea­do por
di­fi­cil­men­te fu­gi­rão das um es­for­ço da Al­can, já que o es­pa­ço
ten­dên­cias já de­tec­ta­das para o cres­ci­men­to das la­tas para be­bi­
an­te­rior­men­te por Em­ba­ das não é o de ou­tro­ra. Ni­chos de ape­lo
la g­ em­Marc ­ a. Va­lem, para pre­mium em be­bi­das, como os de ener­
to­dos os seg­men­tos, al­gu­ gé­ti­cos e de drin­ques ice, vêm dan­do
mas cons­t a­t a­ç ões: como o novo im­pul­so à lata de aço, es­pe­cial­men­te
ce­ná­rio crí­ti­co ten­de a con­ti­nuar, as de for­ma­to slim – tan­to que a Cia. Pra­da
de­ve­rá man­ter-se cres­cen­te a de­man­ inau­gu­rou re­cen­te­men­te uma li­nha de pro­du­
da por so­lu­ções pro­mo­cio­nais, se­guin­ ção de­di­ca­da a es­ses re­ci­pien­tes.
do mo­vi­men­to dos úl­ti­mos Já o se­tor de pa­pel car­tão mira seg­men­tos
anos, e em pro­p or­ç ão in­v er­s a como os de bis­coi­tos, ce­reais, grãos e mas­sas e,
deve es­friar um pou­co o mer­ca­do as­sim como as ou­tras em­ba­la­gens de­ri­va­
para os sis­te­mas de de­co­ra­ção das da ce­lu­lo­se, po­de­rá se ver numa con­
e de­mais so­lu­ções de alta for­tá­vel po­si­ção de ne­go­cia­ção jun­to a
tendências e perspectivas 2003

no­bre­za. clien­tes em po­ten­cial dian­te do hu­mor


Em­ba­la­gens de plás­ti­co das co­ta­ções do pe­tró­leo – ain­da que
rí­gi­do, como as de PET, con­ seus pre­ços na base se atre­lem ao
ti­n ua­r ão bus­c an­d o alar­g ar dó­lar. Para as em­ba­la­gens assépticas,
pre­sen­ça em mer­ca­dos para tipo lon­ga vida, uma per­for­man­ce
além do de re­fri­ge­ran­tes, que as­cen­den­te de­pen­de­rá da com­pe­ti­ti­
cres­c e em rit­m o ve­g e­t a­t i­v o, vi­da­de em ni­chos como su­cos pron­
como os de me­di­ca­men­tos e de tos e ou­tras be­bi­das não-car­bo­na­
cos­mé­ti­cos, e as de­ri­va­das de ta­das, já que em lei­tes pa­re­ce que
ou­tras re­si­nas têm ain­da es­pa­ço se che­gou a uma zona li­mí­tro­fe
em ali­men­tos, food ser­vi­ce e no de ex­pan­são.
cha­ma­do mer­ca­do de HMR (Home
Meal Re­pla­ce­ment, ou seja, re­fei­ Sobram opor­tu­ni­da­des
ções pron­tas ou se­mi­pron­tas). To­das es­sas pos­si­bi­li­da­des ser­
O mer­ca­do de água mi­ne­ral tam­bém vem para en­fa­ti­zar, mais uma
é atra­ti­vo para as gar­ra­fas plás­ti­cas, seja vez, ser fal­sa a no­ção de que
qual for o ma­te­rial. Por sua vez, as em­ba­ si­tua­ções re­ces­si­vas im­pli­
la­gens plás­ti­cas fle­xí­veis con­ti­nuam a cam ne­ces­sa­ria­men­te inér­
vis­lum­brar po­ten­cial para stand-up pou­ cia na po­lí­ti­ca de em­ba­la­

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tendências e perspectivas 2003
gem das em­pre­sas. Em que pese soar como de­se­jo de que o novo go­ver­no ini­cie sua ad­mi­
aren­ga, o di­ta­do chi­nês de que cri­ses tam­bém nis­tra­ção su­pe­ran­do ex­pec­ta­ti­vas.
tra­zem opor­tu­ni­da­des é pro­va­do na prá­ti­ca: In­de­pen­den­te­men­te das me­di­das que se­jam
di­ver­sos mer­ca­dos vêm cres­cen­do no­ta­vel­men­ ado­ta­das, à ca­deia de em­ba­la­gem não es­ta­rá re­ser­
te, e mui­tos de­les de con­si­de­rá­vel va­lor agre­ga­ va­do mui­to mais nem mui­to me­nos do que sem­pre
do, o que pa­vi­men­ta ca­mi­nho para so­lu­ções de cou­be aos in­te­gran­tes da eco­no­mia em ge­ral: tra­
alta tec­no­lo­gia em acon­di­cio­na­men­to. No ou­tro ba­lho duro e su­pe­ra­ção de obs­tá­cu­los.
ex­tre­mo tam­bém se abre um po­ten­cial de
in­ves­ti­men­to em cria­ção e ino­va­ção em em­ba­
la­gens para pro­du­tos de per­fil po­pu­lar (ver
ex­cer­to so­bre mar­cas).
É ób­vio que, no âm­bi­to ge­ral, a si­tua­ção
atual, a mes­ma aguar­da­da para 2003 e de­fi­
ni­da por mui­tos como re­pre­sa­men­to eco­
nô­mi­co, não é nada agra­dá­vel. No que diz
res­pei­to ao de­sen­vol­vi­men­to da em­ba­la­
gem no país, um efei­to ne­ga­ti­vo é o cer­
cea­men­to à en­tra­da de no­vas tec­no­lo­gias
e pro­ces­sos que aju­da­riam na qua­li­da­de
da pro­du­ção. Por es­sas, e por mui­tas
ou­tras, não só a in­dús­tria, mas a so­cie­
da­de em seu con­jun­to, já dei­xou cla­ro o
evento

Um por todos
Se­tor de auto-ade­si­vos vê na união a re­cei­ta para pros­pe­rar

J
un­tar for­ças para fa­zer o se­tor
cres­cer e, com isso, to­dos ga­nha­
rem. Essa foi uma das prin­ci­pais
con­clu­sões do La­bel Bra­sil 2003,
rea­li­za­do em São Pau­lo no dia 26
de no­vem­bro úl­ti­mo. “O ob­je­ti­vo des­te
even­to é apro­xi­mar o mer­ca­do for­ne­ce­dor
de auto-ade­si­vos do mer­ca­do com­pra­dor”,
diz Clê­mie Blaud, da Sala 21, em­pre­sa
or­ga­ni­za­do­ra do se­mi­ná­rio, que teve o
apoio de EmbalagemMarca. “É cla­ro que
es­tes pú­bli­cos já se co­mu­ni­cam, pois isso
faz par­te do co­ti­dia­no dos ne­gó­cios, mas é
no even­to que se tem a opor­tu­ni­da­de de tro­ Label Brasil ber quan­do o po­ten­cial de ven­da para um
2003 reuniu
car ex­pe­riên­cias e ob­ter in­for­ma­ções so­bre profissionais clien­te não é totalmente ex­plo­ra­do.
as ex­pec­ta­ti­vas dos clien­tes.” ligados ao setor
Em sua se­gun­da edi­ção, o even­to reu­niu de auto-adesivos Pre­ço não é tudo
em­pre­sá­rios e exe­cu­ti­vos da área de auto-ade­ Na se­qüên­cia, o pro­fes­sor da FGV-RJ e
si­vos para dis­cu­tir pos­si­bi­li­da­des e pers­pec­ti­ di­re­tor de Mar­ke­ting da U.Near, Mar­ce­lo
vas para 2003, e con­so­li­dou-se como par­te Smar­ri­to, cha­mou a aten­ção dos pre­sen­tes
obri­ga­tó­ria da agen­da de quem se in­te­res­sa para o fato de que, gra­ças à enor­me evo­lu­
por esse sis­te­ma de de­co­ra­ção de em­ba­la­gens. ção da tec­no­lo­gia de in­for­ma­ção, “os clien­
Por isso mes­mo, Clê­mie já pen­sa em 2003. tes es­tão cada vez mais en­con­trá­veis”.
“O mer­ca­do de auto-ade­si­vos tem Smar­ri­to apon­tou para a relevân­
cres­ci­do sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te, o que cia da con­ve­niên­cia nas ati­vi­da­des
faz com que a ne­ces­si­da­de de re­la­ de con­su­mo. Se­gun­do ele, a es­cas­
cio­na­men­to e cre­di­bi­li­da­de jun­to sez de tem­po para la­zer leva as
aos usuá­rios de ró­tu­los e eti­que­tas pes­soas a va­lo­ri­za­rem cada vez
au­men­te tam­bém”, ela diz. “Na mais for­mas de con­su­mo que não
me­di­da em que even­tos como este se con­so­li­ ab­sor­vam as pou­cas ho­ras li­vres que lhes
dam, to­dos saem ga­nhan­do.” so­bram. Ecoan­do a opi­nião de Ta­la­ri­co, o
pro­fes­sor en­fa­ti­zou ser vital para uma
Vi­são es­tra­té­gi­ca empresa possuir um bom ban­co de da­dos.
O con­sul­tor Edi­son Ta­la­ri­co, da Thin­ker, “O de­sa­fio é re­la­cio­nar-se in­di­vi­dual­men­te
abriu o dia fa­lan­do da ne­ces­si­da­de de se ter com aque­les que, em úl­ti­ma ins­tân­cia,
es­tra­té­gias de ven­das para gran­des clien­tes. pa­gam nos­sos sa­lá­rios: os clien­tes.” Por
Se­gun­do ele, é fun­da­men­tal que as em­pre­sas isso, bri­gar por pre­ços não é sem­pre a
pa­rem de gas­tar to­das as suas ener­gias para me­lhor es­tra­té­gia. “Co­mo­di­da­de e con­ve­
cum­prir me­tas tá­ti­co-ope­ra­cio­nais. “Co­me­ niên­cia po­dem ser usa­dos para que se con­
cem a es­ta­be­le­cer ob­je­ti­vos para cin­co, dez si­gam me­lho­res pre­ços.”
anos”, re­co­men­dou Ta­la­ri­co. O con­sul­tor
aler­tou para a im­por­tân­cia de ban­cos de Ino­var para so­bre­vi­ver
da­dos bem es­tru­tu­ra­dos, que per­mi­tam A úl­ti­ma pa­les­tra da par­te da ma­nhã foi pro­
acom­pa­nhar o de­sem­pe­nho das ven­das em fe­ri­da pelo tam­bém pro­fes­sor Luiz Car­los
cada clien­te. Des­sa ma­nei­ra, pode-se per­ce­ Di Se­rio, da FGV-SP. Ele en­fa­ti­zou a im­por­

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tân­cia do fa­tor hu­ma­no nos pro­ces­sos pro­ de­sa­ti­va­ção (bas­ta adi­cio­nar um co­man­do no
du­ti­vos. “As pes­soas es­tão des­mo­ti­va­das, lei­tor óti­co no pon­to de check out), pela dis­cri­
in­fe­li­zes no tra­ba­lho, e isso leva a uma ção (pode ser es­con­di­do fa­cil­men­te na em­ba­
si­tua­ção de bai­xa pro­du­ti­vi­da­de.” O pro­fes­ la­gem) e pela fa­ci­li­da­de na apli­ca­ção. Um
sor mos­trou tam­bém que o cum­pri­men­to de obs­tá­cu­lo à ado­ção uni­ver­sal des­se sis­te­ma
pra­zos é o re­sul­ta­do de qua­li­da­de em toda a pela in­dús­tria de em­ba­la­gens é a im­pos­si­bi­li­
ca­deia, e que ino­var é im­pres­cin­dí­vel nos da­de de apli­ca­ção so­bre su­per­fí­cies me­tá­li­cas.
dias de hoje. “A ino­va­ção é onde dei­xa­mos Gi­ran­do em tor­no de 7 cen­ta­vos de dó­lar a
os con­cor­ren­tes na fu­ma­ça”, en­si­na ele. uni­da­de (para gran­des quan­ti­da­des), o re­pas­se
de cus­tos da eti­que­ta­gem na ori­gem pro­me­te
Pro­te­ção na ori­gem ser (mais um) fa­tor de dis­pu­ta en­tre va­re­jo e
Na par­te da tar­de, o even­to foi aber­to por in­dús­tria.
Ro­gé­rio Vis­car­di, ge­ren­te de eti­que­ta­gem na
ori­gem da Check­point, em­pre­sa for­ne­ce­do­ra Es­tu­dar al­ter­na­ti­vas
de eti­que­tas de se­gu­ran­ça. Mos­tran­do que o A apre­sen­ta­ção seguinte foi fei­ta por Edél­
va­re­jo per­de cer­ca de 2% de seu fa­tu­ra­men­to cio Fo­ra­to­ri, ge­ren­te de de­sen­vol­vi­men­to
bru­to em fun­ção de fur­tos, Vis­car­di in­for­mou de em­ba­la­gem da Uni­le­ver Bes­tfoods. Ele
que, num fu­tu­ro não mui­to dis­tan­te, de­ve­rá fa­lou so­bre a ne­ces­si­da­de que a em­pre­sa
vi­go­rar a exi­gên­cia de que eti­que­tas anti-fur­to ti­nha de fa­zer suas mar­ga­ri­nas ga­nha­rem
se­jam apli­ca­das na ori­gem, pelo pró­prio fa­bri­ maior des­ta­que nas gôn­do­las. A em­pre­sa
can­te (já é as­sim na Ar­gen­ti­na), dei­xan­do de ana­li­sou di­ver­sas al­ter­na­ti­vas. O in-mold
ser res­pon­sa­bi­li­da­de do va­re­jo. Nes­se caso, la­bel – “o so­nho de todo fa­bri­can­te de mar­
acre­di­ta Vis­car­di, o sis­te­ma de rá­dio-fre­qüên­ ga­ri­na”, como de­fi­niu Fo­ra­to­ri – foi des­car­
cia se­ria o mais apro­pria­do, pela fa­ci­li­da­de na ta­do em fun­ção do pre­ço. Al­ter­na­ti­vas de
bai­xo cus­to, como a pré-im­pres­são da tam­
pa e a im­pres­são so­bre tam­pas co­lo­ri­das,
fo­ram aban­do­na­das por res­trin­gi­rem a par­te
vi­sual. A la­mi­na­ção, que se­ria uma al­ter­na­
ti­va de mé­dio cus­to, tam­bém ti­nha pro­ble­
mas na par­te grá­fi­ca, ge­ra­dos no pro­ces­so
de ter­mo­for­ma­gem. A Uni­le­ver de­ci­diu
usar tam­pas com co­res for­tes (co­lo­ri­das
com mas­ter­batch), so­bre as quais apli­ca­ria
ró­tu­los auto-ade­si­vos, mes­mo não sen­do
esta a al­ter­na­ti­va mais ba­ra­ta. “A re­la­ção
cus­to-be­ne­fí­cio é o que deve ser le­va­do em
con­ta”, diz Fo­ra­to­ri. Como ró­tu­lo e tam­pa
Na hora do
eram for­ne­ci­dos por em­pre­sas di­fe­ren­tes, coffee break, muitos
bril. Ela fa­lou so­bre a li­nha de pro­du­tos de
ha­via di­fi­cul­da­des na par­te lo­gís­ti­ca – su­pe­ contatos lim­pe­za da com­pa­nhia, que en­fren­ta­va pro­
ra­das com a apli­ca­ção dos ró­tu­los na fá­bri­ ble­mas de pe­ne­tra­ção no mer­ca­do. “Uma
ca de tam­pas, via­bi­li­za­da por par­ce­rias. pes­qui­sa qua­li­ta­ti­va mos­trou que as em­ba­
la­gens não eram apro­pria­das”, ex­pli­ca Cris­
Be­ne­fí­cios lo­gís­ti­cos tia­ne. De­pois de seis me­ses de mui­to es­tu­
De­pois, veio a pa­les­tra de Adria­na Seki, do, a Bom­bril de­ci­diu re­for­mu­lar as em­ba­
se­nior exe­cu­ti­ve Ge­rên­cia de Pro­du­ção da la­gens da li­nha de pro­du­tos de lim­pe­za.
No­var­tis. Ela fa­lou so­bre os ga­nhos lo­gís­ti­ “Mu­da­mos o sha­pe dos fras­cos, cria­mos
cos ob­ti­dos com a subs­ti­tui­ção de am­po­las uma nova mar­ca e subs­ti­tuí­mos os ró­tu­los
pré-im­pres­sas pela ro­tu­la­gem auto-ade­si­va, de pa­pel com cola por auto-ade­si­vos.” No
num mer­ca­do em que as exi­gên­cias da lei caso es­pe­cí­fi­co do sis­te­ma de de­co­ra­ção – o
são mui­to ri­go­ro­sas. A No­var­tis, por ex­por­ foco da pa­les­tra –, Cris­tia­ne con­ta que a
tar o mes­mo me­di­ca­men­to para di­fe­ren­tes es­co­lha obe­de­ceu cri­té­rios de pro­du­ti­vi­da­
paí­ses, pre­ci­sa­va man­ter es­to­ques de am­po­ de (uma mes­ma ro­tu­la­dei­ra, por exem­plo,
las pré-im­pres­sas para cada des­ti­no, por aten­de toda a li­nha) e de mar­ke­ting (apelo
cau­sa de di­fe­ren­ças nas leis de rotulagem visual e me­lhor fi­xa­ção na em­ba­la­gem).
– o que ge­ra­va trans­tor­nos em ter­mos de
ajus­te de má­qui­na a cada tro­ca de lote. Di­fí­cil, mas fa­vo­rá­vel
“Com o auto-ade­si­vo, eli­mi­na­mos es­ses O La­bel Bra­sil 2003 foi en­cer­ra­do com
pro­ble­mas, pois po­de­mos en­cher a to­ta­li­da­ uma mesa-re­don­da coor­de­na­da por Clê­
de de am­po­las com de­ter­mi­na­do me­di­ca­ mie Blaud, da qual par­ti­ci­pa­ram Lu­cia­na
men­to e fa­zer a se­pa­ra­ção ape­nas no Pel­le­gri­no, di­re­to­ra exe­cu­ti­va da Abre,
mo­men­to de ro­tu­lar”, con­ta Adria­na. “Por Ru­bens Wil­mers, da Com­print, Al­fre­do
isso, mes­mo com um cus­to ini­cial su­pe­rior, Mayns-Ni­cholls, da HP In­di­go, Jean Chat­
essa so­lu­ção trou­xe van­ta­gens.” ziefs­tra­tiou, da Pra­ko­lar, Dá­rio Cruz, da
Grá­fi­ca Es­pí­ri­to San­to, Fran­cis­co Paz, da
Pro­du­ção e mar­ke­ting Grif, e Ro­ber­to As­pis, da Avery Den­ni­son
O úl­ti­mo case foi tra­zi­do por Cris­tia­ne - Fas­son. Eles apre­sen­ta­ram suas ex­pec­ta­
Duar­te, ge­ren­te de pro­du­to senior da Bom­ ti­vas para 2003, e res­pon­de­ram per­gun­tas
dos pre­sen­tes. O oti­mis­mo com o cres­ci­
men­to po­ten­cial do se­tor es­bar­rou na
si­tua­ção crí­ti­ca ge­ra­da por um câm­bio
so­bre­va­lo­ri­za­do. Com a alta do dó­lar, deve
fal­tar pa­pel (os fa­bri­can­tes da ma­té­ria-pri­
ma es­tão apro­vei­tan­do os bons pre­ços no
mer­ca­do in­ter­na­cio­nal), e o BOPP está
com o pre­ço mui­to ele­va­do. Mes­mo as­sim,
Auditórios cheios o se­tor acre­di­ta que, unin­do for­ças, po­de­rá
em todas as palestras ter um 2003 fa­vo­rá­vel.

18 – embalagemmarca • dez 2002


prêmio

Papel valorizado
Suzano entrega o primeiro Prêmio Max Feffer de Design Gráfico

C
om o mote “va­lo­ri­zan­do o pa­pel O cor­po de ju­ra­dos foi for­ma­do por
de quem co­lo­ca ta­len­to no pa­pel”, Ro­nald Ka­paz (OZ De­sign), Ri­car­do Oh­ta­
o prê­mio re­co­nhe­ceu a com­pe­ ke (cu­ra­dor da V Bie­nal In­ter­na­cio­nal de
tên­cia de pro­fis­sio­nais com tra­ba­ Ar­qui­te­tu­ra), Gil­ber­to Strunck (Dia
lhos de­sen­vol­vi­dos nos pa­péis De­sign), Hel­ga Mieth­ke (de­sig­ner) e Rico
Re­ci­cla­to (pa­pel off­set 100% re­ci­cla­do) e Lins (In­te­rac­ti­ve).
Su­pre­mo Duo De­sign (pa­pel car­tão que per­mi­ Os pri­mei­ros co­lo­ca­dos re­ce­be­ram R$
te a im­pres­são dos dois la­dos). Par­ti­ci­pa­ram Finalistas do 12 mil em tí­tu­los de pre­vi­dên­cia pri­va­da.
primeiro prêmio
mais de 600 tra­ba­lhos de todo o País. Max Feffer de
O prê­mio para os se­gun­dos co­lo­ca­dos foi
Fo­ram con­ce­di­dos quin­ze prê­mios, Design Gráfico de R$ 5 mil.
di­vi­di­dos nas ca­te­go­rias O Prê­mio Max Fef­fer
Edi­to­rial, Pro­mo­cio­nal, de De­sign Grá­fi­co foi
Cor­po­ra­ti­vo e Mis­ce­lâ­ ela­bo­ra­do se­guin­do di­re­
nea. Se­riam de­zes­seis tri­zes do In­ter­na­tio­nal
prê­mios, mas a ca­te­go­ria Coun­cil of Gra­phic
Em­ba­la­gem não foi agra­ De­sig­ners As­so­cia­tion
cia­da, pois os pro­je­tos (Ico­gra­da) e teve o apoio
apre­sen­ta­dos, se­gun­do os ins­ti­tu­cio­nal da As­so­cia­
ju­ra­dos, não trou­xe­ram ção dos De­sig­ners Grá­fi­
no­vi­da­des sig­ni­fi­ca­ti­vas cos (ADG) e da As­so­cia­
no uso do pa­pel Su­pre­mo ção Bra­si­lei­ra de Em­ba­
Duo De­sign. la­gem (ABRE).

Su­pre­mo Duo De­sign reciclato suzano


Ca­te­go­ria Edi­to­rial: Ca­te­go­ria Cor­po­ra­ti­vo:
1º Flo­ra Me­di­ci­nal, Uma His­tó­ria Sin­gu­lar – Wil­son 1º PAGE – To­más Lo­ren­te e Car­los Do­min­gos, AGE, SP
Spi­nar­di Ju­nior, Mo­dern­sign, SP 2º Re­la­tó­rio Anual Ban­co do Bra­sil – José Luiz Men­die­ta
2º Per­fil Ce­tiqt – May­ra Mes­so­ra, Pós Ima­gem­De­ Fi­lho, Grot­te­ra, SP
sign, RJ
Ca­te­go­ria Edi­to­rial:
PREMIADOS

Ca­te­go­ria Pro­mo­cio­nal: 1º Ti­po­gra­fia Bra­si­lis II – Wla­di­mir A. Araú­jo e Ce­cí­lia Con­so­


1º Book Pro­du­tos 2002 – Ales­san­dra Ma­ria Soa­res lo, Re­le­vo Araú­jo, SP
e Cláu­dio San­tos, Vol­ta De­sign, MG 2º Re­vis­ta Jóias da Flo­res­ta – Jor­ge Co­lom­bo, Gui­ma­rães, SP
1º Car­tão Bra­des­co In­fi­ni­te – San­dra Do­min­gues,
Neo­ga­ma, SP Ca­te­go­ria Pro­mo­cio­nal:
2º Car­tão 2003 – Le­tí­cia Mou­ra e Mar­ce­lo Ci­pis, 1º O Ba­ra­to do Bre­chó – Luiz Car­los Oli­vei­ra San­tos Ju­nior,
Aziz De­sign e Co­mu­ni­ca­ção, SP Z3 De­sign, SP
2º De­sig­ner Fó­rum An­glo Go­lol Bra­sil – De­nil­son 2º Pa­pe­la­ria Li­tro – Ma­ria­na Gon­çal­ves Gu­chel­mel­li, Li­tro
Cra­vo, Vhe­re Co­mu­ni­ca­ção, MG De­sign, SP

Ca­te­go­ria Mis­ce­lâ­nea: Ca­te­go­ria Mis­ce­lâ­nea:


1º Car­dá­pio To­chei­ro – João Cas­te­lo Bran­co, Pris­ 1º Me­tro – A Me­tró­po­le em Você – An­dré Sto­lars­hi, Ana Pau­la
ma Pu­bli­ci­da­de, PE Pon­tes e Fer­nan­do Abreu, Sto­lars­hi De­sign, SP
2º Me­dia Gui­de Copa do Mun­do 2002-CBF – Wil­ton 2º Meus Guar­da­dos – Cris­ti­na de Mel­lo Cas­tro Gi­ro­let­ti e
Co­trim, Bi In­te­rac­ti­ve, RJ Re­na­ta Al­ves Cor­rêa, Dot. Moda + De­sign, MG

20 – embalagemmarca • nov 2002


A qualidade Cong Kit Presenteável com
Estojos e Berços Cortes Especiais

Desenvolvimento
da Congraf em
Plotter Marbach

Hot Stamping Prata


com Relevo Seco Hot Stamping
Azul
Verniz
Rótulos Cartuchos Finos para Cosméticos Setor Alimentício
raf ao seu alcance
Lacre Inviolável
ial Re­vo­lu­ção em bus­ca
Meio Corte Espec da evo­lu­ção... Esse é o
jei­to de ser da Con­graf.

T
udo co­me­çou quan­do, em 1972,
o amor pela pro­fis­são grá­fi­ca
tor­nou-se um em­preen­di­men­to.
Da bus­ca, na Ale­ma­nha, por equi­
pa­men­tos grá­fi­cos de pon­ta à
im­plan­ta­ção da pré-im­pres­são
den­tro da grá­fi­ca, ino­var
Janela d sem­pre foi a vo­ca­ção da Con­
e graf, que ago­ra re­vo­lu­cio­na mais
Acetato uma vez, com o Com­pu­ter To Pla­te
(CTP), que eli­mi­na o fo­to­li­to,
au­men­ta a ve­lo­ci­da­de e a qua­li­da­de
fi­nal dos tra­ba­lhos. Não in­te­res­sa
quem che­gou pri­mei­ro. Re­vo­lu­cio­
nar para a Con­graf é a bus­ca cons­
tan­te pela evo­lu­ção das ar­tes grá­fi­
cas, re­ve­lan­do uma in­quie­ta­ção cria­
ti­va e a bus­ca cons­tan­te por mu­dan­
ças.
O re­sul­ta­do des­ta re­vo­lu­ção está
lo­ca­li­za­do na zona sul de São Pau­lo,
num par­que grá­fi­co de 4 mil m2 de
área con­struí­da. São os úl­ti­mos avan­
ços em equi­pa­men­tos de pré-im­pres­
são, im­pres­são e aca­ba­men­to tor­nan­
Hot do rea­li­da­de os maio­res de­sa­fios em
pro­je­tos grá­fi­cos.
Stamping
Tecnologia,
Criatividade,
Perolizado Qualidade,
Atendimento
Promocionais Personalizado
Setor Farmacêutico ,
Bons Preços
internacional

“Valeu a pena”
No salão francês de embalagem, os rumos do setor
Por Lean­dro Ha­ber­li, en­via­do es­pe­cial a Pa­ris

C
las­si­fi­ca­do como o se­gun­do maior do mun­ dú­vi­da alheios ao com­preen­si­vel­men­te re­du­zi­do gru­po
do em seu seg­men­to, atrás ape­nas da mes­se de pro­fis­sio­nais bra­si­lei­ros que con­fe­riu de per­to esse
ale­mã In­ter­pack, o sa­lão fran­cês Em­bal­la­ge, mise en scè­ne fran­cês das em­ba­la­gens.
em sua mais re­cen­te e gran­dio­sa edi­ção em Ten­do to­ma­do qua­tro dos sete pa­vi­lhões do bem pro­
55 anos, ocor­ri­da en­tre 18 e 22 de no­vem­bro je­ta­do Parc des Ex­po­si­tions Pa­ris-Nord Vil­le­pin­te, o
úl­ti­mo, em Pa­ris, con­fir­mou os prog­nós­ti­cos po­si­ti­ maior da Fran­ça, Em­bal­la­ge 2002 se­lou uma par­ce­ria
vos.  Na verdade, ge­rou nos par­ti­ci­pan­tes um re­tor­no que ini­cia­da dois anos atrás com a re­no­ma­da fei­ra de pro­ces­
foi além da ins­pi­ra­ção re­sul­tan­te do con­ví­vio num uni­ sa­men­to de ali­men­tos IPA. Esta ocu­pou o res­tan­te do
ver­so de ino­va­ção, boas idéias e char­me. A apos­ta teve cen­tro de exi­bi­ções, de modo que o pú­bli­co ti­nha aces­so
ainda ou­tros pro­vei­tos, in­dis­pen­sá­veis a uma fei­ra de aos dois even­tos. Foi re­gis­tra­da a pre­sen­ça de mais de
ne­gó­cios que va­lha ver­da­dei­ra­men­te a pena. 110 000 vi­si­tan­tes, con­tra­rian­do as pre­vi­sões de mo­vi­
Quem foi ao evento teve a opor­tu­ni­da­de de con­so­li­ men­to mais bran­do, já que o sa­lão Em­bal­la­ge foi feito
da­ção de par­ce­rias, in­te­ra­ção com no­vas tec­no­lo­gias e, no vá­cuo de even­tos como a Pack Expo, ocor­ri­da em
tal­vez mais im­por­tan­te, uma ja­ne­la para se fa­zer no­tar Chi­ca­go ape­nas duas se­ma­nas an­tes do iní­cio da fei­ra
na cada vez mais in­ter­na­cio­na­li­za­da ca­deia do pac­ka­ pa­ri­sien­se, e o tam­bém so­fis­ti­ca­do Lu­xe­Pack, pos­to em
ging. Emballage 2002 teve a pre­sen­ça de 2 500 ex­po­si­ cena em Mô­na­co no fi­nal de ou­tu­bro.
to­res, de 42 paí­ses, com pelo me­nos me­ta­de dos es­tan­ Em pa­ra­le­lo a tudo o que es­ta­va ex­pos­to nos es­tan­
des ocu­pa­da por em­pre­sas não-fran­ce­sas. Com cer­te­za, des, acon­te­ceu uma sé­rie de pa­les­tras, abran­gen­do
e la­men­ta­vel­men­te, mais pre­sen­ças bra­si­lei­ras fo­ram temas como ro­tu­la­gem, lo­gís­ti­ca, de­sign, es­tu­do de
ve­ta­das pelo nó eco­nô­mi­co-fi­nan­cei­ro em que o Bra­sil co­res e con­tra­fa­ção. O Ca­na­dá, país es­co­lhi­do como
se en­con­tra ata­do. Mas ou­tras som­bras no ho­ri­zon­te con­vi­da­do de hon­ra nes­ta edi­ção do Sa­lão, a exem­plo do
con­tri­buí­ram para isso. que acon­te­ceu com o Bra­sil em 1998 e a Ín­dia em 2000,
Não se tra­ta de que­rer dis­se­mi­nar o fel de Cas­san­ foi tema de uma ro­da­da es­pe­cial de apre­sen­ta­ções. O
dra, nem de pa­de­cer de qual­quer sín­dro­me de ne­ga­ti­vis­ pre­si­den­te da As­so­cia­ção Ca­na­den­se de Em­ba­la­gem,
mo, mas pa­re­ce ób­vio que a vi­si­ta a uma fei­ra de ne­gó­ Jean-Ja­ques Bou­taud, de­fen­deu que, além de atraen­te
cios no ex­te­rior apre­sen­ta hoje tan­tos obs­tá­cu­los quan­to por si pró­prio, o Ca­na­dá é um ex­ce­len­te por­tal para o
as sa­bi­das re­com­pen­sas. Ain­da que esse tipo de opor­tu­ mer­ca­do ame­ri­ca­no. Ou­tro acon­te­ci­men­to re­le­van­te
ni­da­de es­te­ja mais aces­sí­vel, em de­cor­rên­cia da ex­plo­ nes­ta edi­ção do sa­lão, que con­tou ain­da com uma área
são do seg­men­to de ex­po­si­ções in­dus­triais no mun­do de em­ba­la­gens de luxo com 140 ex­po­si­to­res, foi a en­tre­
todo, apro­vei­tar os con­ta­tos e a atua­li­za­ção pro­fis­sio­nal, ga do Os­car de L’Em­bal­la­ge 2002, o mais re­co­nhe­ci­do
além da pos­si­bi­li­da­de de fa­zer tu­ris­mo, re­quer mais que prê­mio fran­cês do se­tor.
dis­po­si­ção para voar lon­gas ho­ras e, logo em se­gui­da, “Os even­tos pa­ra­le­los, o al­can­ce do pú­bli­co e a
en­ca­rar uma jor­na­da de ca­mi­nha­das em pa­vi­lhões ex­ten­são de ex­po­si­to­res de­ram a Em­bal­la­ge ares de
gi­gan­tes­cos. opor­tu­ni­da­de úni­ca para con­fe­rir tan­to, em tão pou­co
tem­po e num só lu­gar”, re­por­ta Sté­pha­nie Au­xe­nfans,
Risco zero di­re­to­ra do sa­lão. Tais pon­tos ser­vi­ram como sal­vo-con­
Com o cus­to do tu­ris­mo no ex­te­rior, in­clu­si­ve o de du­to para de­ta­lhes me­nos po­si­ti­vos, como a au­sên­cia de
ne­gó­cios, acom­pa­nhan­do o câm­bio de­so­la­dor, mes­mo ex­po­si­to­res bra­si­lei­ros – à ex­ce­ção da Abre, cujo es­tan­
a vi­si­ta a um even­to lá fora – que dirá o alu­guel de um de se tor­nou um mee­ting point tu­pi­ni­quim. Já aos pe­tits
es­pa­ço de exi­bi­ção! – se tor­nou um in­ves­ti­men­to que, co­mi­tés de exe­cu­ti­vos bra­si­lei­ros que se vi­ram pri­va­dos
para dar re­tor­no, pre­ci­sa ser mui­to bem apli­ca­do. Do da ida à Fran­ça por im­po­si­ções ma­croe­co­nô­mi­cas, ser­ve
con­trá­rio cor­re-se o ris­co de cair em amar­ga com­pun­ de alen­to a pro­mes­sa da pró­pria ma­de­moi­sel­le Au­xen­
ção, agin­do como o bê­ba­do ar­re­pen­di­do que ig­no­ra as fans de que, em 2004, quan­do ocor­re­rá a 36ª edi­ção do
ale­grias, mas lem­bra de to­dos os tom­bos de seu pi­le­que. Sa­lão Em­bal­la­ge, a que­bra de re­cor­des de pú­bli­co,
Pe­sar e in­sa­tis­fa­ção, con­tu­do, fo­ram sen­ti­men­tos sem ex­po­si­to­res e lan­ça­men­tos será re­pe­ti­da. Au re­voir!

24 – embalagemmarca • dez 2002


Algumas tendências Gar­ra­fa de alu­mí­nio
Em­bo­ra me­re­ce­do­ra de elo­gios, não Um trun­fo para man­ter a to­tal­men­te de alu­mí­nio.
se pode afir­mar que a edi­ção 2002 cer­ve­ja no gos­to dos fre­ For­ne­ci­da pela Pe­chi­ney
de Em­bal­la­ge te­nha sido ex­traor­di­ qüen­ta­do­res de dan­ce­te­ Ce­bal e com um de­sign
na­ria­men­te pró­di­ga em re­ve­lar pro­ rias e ca­sas no­tur­nas, onde que lem­bra o de uma long
se­li­tis­mos nos há­bi­tos de con­su­mo as be­bi­das ice vêm neck de vi­dro, a em­ba­la­
glo­bais. No en­tan­to, o even­to com­ ga­nhan­do cada vez mais gem fa­tu­rou um prê­mio no
pro­vou a con­so­li­da­ção de mo­vi­men­ adep­tos. As­sim foi de­fi­ni­da Os­car de L'Em­bal­la­ge 2002.
tos im­por­tan­tes, for­ne­cen­do a nova gar­ra­fa da cer­ve­ja­ www.pe­chi­ney.ce­bal.com
in­sights úteis ao pla­ne­ja­men­to de ria Hei­ne­ken, que é fei­ta No Bra­sil: (11) 4723-4700
mar­ke­ting de mui­tas em­pre­sas.
“Não vi nada de mui­to di­fe­ren­te do
que há no Bra­sil”, tes­te­mu­nha Car­
Pro­pul­são de ven­das
los Rosa, superintendente da Pro­ Es­pe­cia­li­za­da no mer­ca­do es­pi­ral, de­sen­vol­vi­da para
pack e um dos exe­cu­ti­vos bra­si­lei­ de em­ba­la­gens me­tá­li­cas o uís­que J&B, da Uni­ted
ros pri­vi­le­gia­dos com a ida ao sa­lão de luxo, a Vi­ro­jan­glor exi­biu Dis­til­lers & Vint­ners. A
fran­cês. “Mas a di­ver­si­da­de de so­lu­ em seu es­tan­de, en­tre ca­te­go­ria fa­tu­ra­da pela
ções apre­sen­ta­das para re­sol­ver ou­tras in­te­res­san­tes la­tas, “em­ba­la­gem-mola” foi a de
cada tipo de pro­ble­ma é fan­tás­ti­ca, a que lhe va­leu o prê­mio ino­va­ção, onde con­ta­vam
e fez a via­gem va­ler mui­to a pena”, re­cém-con­fe­ri­do pela Apeal as­pec­tos como a vi­sua­li­za­
com­ple­ta ele. (As­so­cia­ção Eu­ro­péia dos ção do con­teú­do.
Co­me­çan­do por uma das ve­de­tes da Pro­du­to­res de Aço para www.vi­ro­jan­glor.fr
fei­ra, a área de ró­tu­los foi em­ble­má­ti­ Em­ba­la­gem). Tra­ta-se de + 33 (1) 48 20 21 05
ca des­sa va­rie­da­de de al­ter­na­ti­vas. uma lata em for­ma­to de
Re­pre­sen­ta­do pela La­bel Vil­la­ge,
es­pa­ço que ocu­pou qua­se 25% des­
ta edi­ção do sa­lão Em­bal­la­ge, o
se­tor re­ve­lou ten­dên­cias já co­nhe­ci­
PET com to­que de vi­dro
das, mas nem por isso me­nos im­por­ A Eas­tman anun­ciou o lan­ça­men­to o vi­sual, como tam­bém o to­que de
tan­tes. Exem­plos fo­ram o enor­me de uma nova mar­ca de co-po­liés­ter, uma em­ba­la­gem de vi­dro”. A de­se­ja­
pi­que do mer­ca­do de eti­que­tas ras­ a Eas­tar AN001, que abar­ca re­si­nas da chan­ce­la Vic­to­ria Se­cret está
treá­veis de se­gu­ran­ça e a cres­cen­te es­pe­cial­men­te de­sen­vol­vi­das para en­tre as que já apos­ta­ram no PET
for­ça dos auto-ade­si­vos, que vem fras­cos PET de cos­mé­ti­cos. Se­gun­ “vi­ta­mi­na­do” para o mer­ca­do de
ace­le­ran­do a subs­ti­tui­ção de ró­tu­los do Scott Rook, ge­ren­te de ne­gó­cios cos­mé­ti­cos fi­nos.
de pa­pel pe­los de fil­mes plás­ti­cos, da em­pre­sa, a idéia é ofe­re­cer às www.eas­tman.com
como o po­li­pro­pi­le­no, o po­lie­ti­le­no e mar­cas des­te seg­men­to em­ba­la­gens No Bra­sil: (11) 5506 9989
o vi­nil (PVC). “Hoje es­tra­té­gi­cos para plás­ti­cas tão so­fis­ti­ca­das
a in­dús­tria de ró­tu­los, tais mo­vi­men­ quan­to as de vi­dro. “As com­
tos fi­ca­ram cla­ros para quem vi­si­tou pa­nhias de per­so­nal care têm
Em­bal­la­ge 2002”, co­men­tou Lu­cien pro­cu­ra­do cus­to mais aces­sí­
Mar­tin, pre­si­den­te da União Fran­ce­sa vel que o do vi­dro, sem abrir
dos Fa­bri­can­tes de Eti­que­tas e Ade­ mão da alta qua­li­da­de e do
si­vos e prin­ci­pal ar­ti­cu­la­dor da La­bel vi­sual pre­mium”, con­ta o exe­
Vil­la­ge. cu­ti­vo.
Não me­nos im­por­tan­te na ro­bus­ta Um dos se­gre­dos da so­fis­ti­ca­
lis­ta de ex­po­si­to­res, o se­tor de equi­ ção é o re­for­ço das em­ba­la­
pa­men­tos, área nun­ca vis­ta como gens: as pa­re­des dos fras­cos
uma das es­pe­cia­li­da­des da fei­ra mol­da­dos com Eas­tar têm
fran­ce­sa, foi este ano agra­cia­do por mais de 10mm de es­pes­su­ra.
uma apos­ta fe­liz. Com­me il faut, “Em gar­ra­fas de PET co­mum
Em­bal­la­ge co­lo­cou gran­des pla­yers as pa­re­des têm 3 mm de
glo­bais ao lado de fa­bri­can­tes es­pes­su­ra”, com­pa­ra Rook.
lo­cais, ge­ran­do uma si­ner­gia pro­ Além dis­so, o ma­te­rial é mais
pen­sa a boas no­vi­da­des – da mes­ trans­pa­ren­te e ad­qui­re co­res
ma for­ma como ocor­reu no am­plo vi­vas, de­fen­de o exe­cu­ti­vo.
“No fi­nal, a gar­ra­fa tem não só

dez 2002 • embalagemmarca – 25


pa­vi­lhão des­ti­na­do a so­lu­ções de
lo­gís­ti­ca. Bas­ta di­zer que só a Itá­lia, Ve­dan­do com um click
se­gun­do país que mais ven­de equi­ De­sen­vol­vi­da para trans­por­te de pro­du­tos
pa­men­tos de em­ba­la­gem no mun­do, far­ma­cêu­ti­cos, quí­mi­cos e pe­ri­go­sos, a
atrás ape­nas da Ale­ma­nha, reu­niu em­ba­la­gem Click Pack, da fran­ce­sa Cur­
300 exi­bi­do­res, en­tre gi­gan­tes glo­ tec, tem no sis­te­ma de fe­cha­men­to seu
bais e pe­que­nos e mé­dios em­preen­ prin­ci­pal di­fe­ren­cial. Do tipo tam­per-evi­
de­do­res. den­ce, a tam­pa é fe­cha­da com um giro de
“Esse re­sul­ta­do não nos sur­preen­ 90º, quan­do se ouve um click in­di­can­do a
deu”, de­cla­rou Gui­do Cor­be­la, di­re­ ve­da­ção. Para abri-la, bas­ta aper­tar um
tor da Uci­ma, a as­so­cia­ção de fa­bri­ pe­que­no dis­po­si­ti­vo que des­tra­va o sis­te­
can­tes de equi­pa­men­tos de em­ba­la­ ma. A em­ba­la­gem é fei­ta de um tipo
gem da Itá­lia.“Du­ran­te os úl­ti­mos ma­leá­vel de po­li­pro­pi­le­no (PP) e é ofe­re­ci­
três anos, a Fran­ça man­te­ve-se no da como uma al­ter­na­ti­va às latas me­tá­li­
pos­to de maior im­por­ta­dor glo­bal de cas em­pre­ga­das no mer­ca­do de tin­tas.
nos­sos equi­pa­men­tos”, ele diz. www.cur­tec.com / +31 01 34 38 76 77
Da área de má­qui­nas tam­bém veio a
im­pres­são de que so­lu­ções pro­gres­
si­va­men­te in­tui­ti­vas, cuja ope­ra­ção
La­tas de pa­pel
dis­pen­sa cur­sos dis­pen­dio­sos ou O mer­ca­do de la­tas ce­lu­ló­si­cas para ali­men­tos é es­pe­cial­men­te mo­vi­men­ta­
ma­nuais ca­te­drá­ti­cos, es­tão na cris­ do na Eu­ro­pa. Para snacks, por exem­plo, as la­tas tu­bu­la­res de pa­pel car­tão
ta da onda. É um de­ta­lhe que pa­re­ce re­ves­ti­das in­ter­na­men­te com fil­mes de alu­mí­nio plas­ti­fi­ca­dos são qua­se tão
se opor aos cada vez mais com­ple­ di­fun­di­das quan­to as em­ba­la­
xos acor­dos en­tre for­ne­ce­do­res, gens fle­xí­veis la­mi­na­das.
bus­can­do so­lu­ções ca­pa­zes de rea­ Pela am­pli­tu­de de opor­tu­ni­
li­zar ope­ra­ções tão dis­tin­tas quan­to da­des, o se­tor não pa­re­ce
mon­ta­gem, mar­ca­ção e fe­cha­men­to do­mi­na­do ape­nas por gi­gan­
de em­ba­la­gens. tes com atua­ção glo­bal,
Nas áreas re­ser­va­das à ex­po­si­ção como a ale­mã Wei­de­nham­
de em­ba­la­gens em si, mui­tas ten­ mer, for­ne­ce­do­ra das em­ba­la­
dên­cias im­por­tan­tes pu­de­ram ser gens da ba­ta­ta Prin­gles. Com
vis­tas, po­rém fi­cou a im­pres­são de clien­tes por en­quan­to res­tri­
que a maio­ria de­las está pre­sen­te tos à Fran­ça, a Can Pac­ka­
nas gôn­do­las bra­si­lei­ras, até por­que ging é um dos no­mes lo­cais
boa par­te das em­pre­sas que as des­se mer­ca­do que têm sur­
ex­pu­se­ram em Em­bal­la­ge era com­ gi­do com no­vi­da­des in­te­res­
pos­ta por mul­ti­na­cio­nais re­pre­sen­ta­ san­tes. Du­ran­te a Em­bal­la­ge,
das aqui. Em­ba­la­gens mul­ti-sen­so­ a em­pre­sa di­vul­gou a Light­Can, uma lata com tam­pa pee­la­ble que pro­me­te
riais es­tão cla­ra­men­te em alta, com ser mais leve que as con­cor­ren­tes, mas com igual grau de bar­rei­ra. “Pela
aces­só­rios so­fis­ti­ca­dos que exa­lam pra­ti­ci­da­de e pela eco­no­mia de ma­te­rial, é uma em­ba­la­gem per­fei­ta para o
aro­mas ou al­te­ram a per­cep­ção tá­til mer­ca­do de snacks”, con­ta Geor­ges Si­reix, di­re­tor-ge­ral da em­pre­sa.
dos con­su­mi­do­res. con­tact@can­pac­ka­ging.com / +33 (0) 3 89 54 04 44
No pa­vi­lhão des­ti­na­do à ex­po­si­ção www.wei­de­nham­mer.de / +31 (0) 78/6 17 76 66
de em­ba­la­gens de ali­men­tos, um
mo­vi­men­to re­su­me bem o que se
viu em Vil­le­pin­te: as em­pre­sas es­tão
Uma dose de sa­bão
Atuan­do no ramo de sprays para home care, a bel­
bus­can­do sem pa­rar so­lu­ções para
ga Dis­tri­flac apre­sen­tou uma nova mar­ca de gar­ra­
pro­lon­gar o shelf life dos pro­du­tos.
fas plás­ti­cas com do­sa­dor, a Dosy. Ape­sar da
Nes­sa li­nha, os itens des­ti­na­dos aos
se­me­lhan­ça con­cei­tual com do­sa­do­res para be­bi­
cha­ma­dos con­su­mi­do­res nô­ma­des,
das al­coó­li­cas, a so­lu­ção é vol­ta­da para o mer­ca­do
ou seja, aque­les que usam seus pro­
de lim­pe­za au­to­mo­ti­va. Reu­ti­li­zá­vel, a em­ba­la­gem
du­tos en­quan­to se mo­vi­men­tam,
se­pa­ra do­ses de 10 a 40ml, e de­ve­rá ser es­ten­di­da
re­ve­lam a ten­dên­cia de fe­cha­men­tos
para ou­tros pro­du­tos que pre­ci­sam ser di­luí­dos,
mais mo­der­nos e efi­ca­zes, fil­mes
além de de­ter­gen­tes con­cen­tra­dos.
com pro­gres­si­vas bar­rei­ras, es­pe­
www.dis­tri­flac.be
cia­li­da­des quí­mi­cas que re­for­çam
+32 87 35 03 36

26 – embalagemmarca • dez 2002


re­si­nas plás­ti­cas, no­vas ge­ra­ções
de ade­si­vos para la­mi­na­ção, ou
La­ti­dos na guer­ra de ma­te­riais
mes­mo em­ba­la­gens com me­no­res Ao con­trá­rio do que ocor­re no Bra­sil, as
por­ções. Tudo em­pu­nha­do como in­ves­ti­das dos fil­mes plás­ti­cos no mer­ca­do
pe­dra-fi­lo­so­fal para pro­lon­gar a eu­ro­peu de pet food são re­la­ti­va­men­te
data de ex­pi­ra­ção dos pro­du­tos. pe­que­nas, com mui­tas mar­cas do se­tor,
Tam­bém foi vi­sí­vel o mo­vi­men­to in­clu­si­ve aque­las com po­si­cio­na­men­to
rumo a em­ba­la­gens com at­mos­fe­ra pre­mium, man­ten­do al­ter­na­ti­vas como o
mo­di­fi­ca­da. Na Eu­ro­pa, o mer­ca­do pa­pel kraft. No en­tan­to, esse ce­ná­rio co­me­
de car­ne é hoje do­mi­na­do por tal çou a mu­dar. A ita­lia­na Vol­plast, um dos
tec­no­lo­gia. Fil­mes in­di­vi­duais para no­mes for­tes do mer­ca­do de fil­mes de
frios fa­tia­dos e em­ba­la­gens a vá­cuo po­lie­ti­le­no (PE) por lá, mos­trou du­ran­te o
para gran­de va­rie­da­de de pro­du­tos, sa­lão Em­bal­la­ge al­gu­mas de suas no­vi­da­
des­de le­gu­mes a em­bu­ti­dos, são des no se­tor, como o Stand-Up Re­sea­la­ble
ou­tros lan­ces re­cor­ren­tes. Pack, já usa­do pela Nu­tri­na (foto). Como
No cam­po da dis­pu­ta en­tre ma­te­ van­ta­gens do ma­te­rial, a Vol­plast pro­pa­ga
riais, o sa­lão tam­bém ser­viu como me­lhor apre­sen­ta­ção vi­sual em re­la­ção ao
um bom la­bo­ra­tó­rio de ob­ser­va­ pa­pel – gra­ças aos avan­ços dos pro­ces­sos
ções. Pôde-se cons­ta­tar, por exem­ de im­pres­são fle­xo­grá­fi­ca –, maior shelf
plo, que o PET pros­se­gue sua saga life e “in­com­pa­rá­vel fa­ci­li­da­de de aber­tu­ra
no mer­ca­do de cer­ve­jas. Con­tu­do, e fe­cha­men­to”.
mes­mo nos paí­ses ri­cos as ex­pe­ www.vol­plast.com / +39 0736 32291
riên­cias dos cer­ve­jei­ros com a re­si­
na ain­da se vêem res­tri­tas pelo cus­
to ope­ra­cio­nal. Nes­se sen­ti­do,
Qua­se-blis­ters
Co­nhe­ci­da por sua atua­ em car­te­las de pa­pel car­
em­pre­sas li­ga­das à ca­deia do PET
ção no mer­ca­do de tão, dis­pen­san­do as
pa­re­cem bus­car ou­tros mer­ca­dos.
ba­ses de im­pres­são para bo­lhas plás­ti­cas nor­mal­
O alvo da vez é o se­tor de cos­mé­ti­
ró­tu­los auto-ade­si­vos, a men­te vis­tas em blis­ters
cos re­fi­na­dos, onde a pro­mes­sa é
Avery Den­ni­son, atra­vés con­ven­cio­nais.
ofe­re­cer fras­cos de PET com apa­
de sua di­vi­são de fe­cha­ O se­gun­do lan­ça­men­to
rên­cia e to­que si­mi­la­res aos de uma
men­tos (Fas­te­ner Eu­ro­ foi a Mi­cro­Tach, um dis­
em­ba­la­gem de vi­dro. Fil­mes plás­ti­
pe), ex­pôs duas no­vi­da­ po­si­ti­vo por­tá­til com for­
cos, la­mi­na­dos ou não, tam­bém
des no sa­lão Em­bal­la­ge. ma­to de pis­to­la, que
avan­çam, em de­tri­men­to das em­ba­
A pri­mei­ra é cha­ma­da de de­sem­pe­nha fun­ção
la­gens ce­lu­ló­si­cas, em áreas como
Va­ria­ble Nee­dle System se­me­lhan­te à do VNS,
as de sa­bões em pó e pet food.
(VNS), equi­pa­men­to po­rém vol­ta­do a li­nhas
Tan­tas ten­dên­cias e mo­vi­men­tos
com­pac­to que usa duas de pro­du­ção me­no­res.
re­ve­la­dos pelo sa­lão Em­bal­la­ge se
agu­lhas in­dus­triais e www.avery­den­ni­son.
con­so­li­da­ram também es­ta­tis­ti­ca­
pe­que­nos anéis de bor­ com/fas­te­ner
men­te: o sal­do de lan­ça­men­tos
ra­cha para fi­xar pro­du­tos +44 (0) 1628 859 9500
ca­ta­lo­ga­dos che­gou pró­xi­mo a 300

Sto­ra­ge oti­mi­za­do
no­vi­da­des. Tal re­sul­ta­do pode mur­
char a teo­ria de que as fei­ras de
em­ba­la­gem são pla­ne­ja­das com Na área de em­ba­la­gens in­dus­triais, a ale­mã
in­ter­va­los in­su­fi­cien­tes para o sur­ Schütz ex­pôs a li­nha Eco­bulk, com­pos­ta por con­
gi­men­to de no­vi­da­des que dêem têi­ne­res plás­ti­cos ara­ma­dos. Além da fa­ci­li­da­de
sus­ten­ta­ção às di­fe­ren­tes ro­da­das de en­chi­men­to, a em­pre­sa de­fen­de que os pro­du­
de ex­po­si­ções. Ade­mais, a vas­ti­dão tos oti­mi­zam es­pa­ço de ar­ma­ze­na­men­to, es­pe­
de no­vos e in­te­res­san­tes pro­du­tos cial­men­te quan­do sua per­for­man­ce é com­pa­ra­da
da fei­ra fran­ce­sa dei­xou la­ten­te que, à de con­têi­ne­res me­tá­li­cos. O ar­gu­men­to é o
ape­sar do sur­gi­men­to de tec­no­lo­ de que, em fun­ção de seu for­ma­to cú­bi­co, o
gias que am­pliam as for­mas de Eco­bulk apre­sen­ta uma ca­pa­ci­da­de de
in­ter-re­la­ção e de di­vul­ga­ção, even­ en­chi­men­to até qua­tro ve­zes maior que a de
tos de ne­gó­cios, quan­do pres­ti­gia­ um con­têi­ner de aço, nos ca­sos em que a
dos, são mes­mo fe­cun­dos para o área de ar­ma­ze­na­men­to é a mes­ma.
net­wor­king en­tre mar­cas, em­pre­sas www.schuetz.de
e pro­fis­sio­nais. No Bra­sil: (11) 6412-3331

28 – embalagemmarca • dez 2002


Lata de PET amplia leque de opções para be­bi­das
En­quan­to no Bra­sil o aço tem se es­for­ça­do para vol­tar am­pliam o le­que de op­ções de ma­te­riais para os fa­bri­
ao mer­ca­do de la­tas para be­bi­das, de onde foi pra­ti­ca­ can­tes de be­bi­das. O gru­po ame­ri­ca­no Owens-Il­li­nois
men­te cei­fa­do no iní­cio dos anos 90, por oca­sião do (O-I), lí­der mun­dial em em­ba­la­gens de vi­dro e atuan­te
cres­ci­men­to do alu­mí­nio no se­tor, no­vos pro­je­tos tam­bém no mer­ca­do de tam­pas, anun­ciou uma ino­va­do­ra
lata fei­ta de PET. Mul­ti­ca­ma­das, as la­tas são fei­tas a par­
tir de um tipo es­pe­cial de PET, o SurS­hield, que foi
pa­ten­tea­do pela O-I. “Mui­tas das be­bi­das hoje lan­ça­das
pos­suem co­res vi­bran­tes”, dis­se Ste­ve Car­ter, di­re­tor de
ven­das da di­vi­são plás­ti­ca do gru­po na Eu­ro­pa. “Acre­di­
ta­mos que a pos­si­bi­li­da­de de os con­su­mi­do­res vi­sua­li­za­
rem a be­bi­da pode re­ver­ter em au­men­to de ven­das para
as em­pre­sas do se­tor”, com­ple­tou. Para quem fi­cou com
sen­sa­ção de déjà vu, vale lem­brar que as la­tas de bo­las
de tê­nis são fei­tas nor­mal­men­te de PVC.
www.o-i.com
+44 (0) 1865 893 000

Mon­ta­do­ra rá­pi­da Fe­cha­men­tos in­te­li­gen­tes


A 3M agre­gou ao seu port­fó­lio de equi­pa­ Em sis­te­mas de fe­cha­men­to, uma so­lu­
men­tos uma nova mon­ta­do­ra de cai­xas de ção cu­rio­sa foi apre­sen­ta­da pelo Gru­po
pa­pe­lão on­du­la­do, a 400CF, cuja ve­lo­ci­da­de Se­rac, da Fran­ça. É a Shu­pon, uma tam­
na li­nha de pro­du­ção pode atin­gir até 14 pa des­ti­na­da prin­ci­pal­men­te ao mer­ca­
em­ba­la­gens por mi­nu­to. De­sen­vol­vi­do para do ali­men­tí­cio, que, ao ser aber­ta, li­be­ra
abar­car to­das as eta­pas de pre­pa­ra­ção das um aro­ma es­pe­cial, que pode ser es­co­
cai­xas an­tes de sua mon­ta­gem, o equi­pa­ lhi­do pelo usuá­rio da em­ba­la­gem den­tre
men­to pos­sui uma es­tru­tu­ra de ar­ma­ze­na­ inú­me­ras op­ções ofe­re­ci­das. Ar­ma­ze­na­
men­to com ca­pa­ci­da­de para até 150 uni­da­ do numa das es­tru­tu­ras da tam­pa, o
des, além de ser mo­du­lá­vel a so­lu­ções de aro­ma con­sis­te numa pe­que­na por­ção
co­di­fi­ca­ção e eti­que­ta­gem. de pó ou xa­ro­pe, que, de­pen­den­do da
www.3m.com • No Bra­sil: 0800 13 23 33 for­mu­la­ção, tam­bém tem a pro­prie­da­de
de au­men­tar o tem­po de pra­te­lei­ra dos
Fa­zen­do es­pu­ma pro­du­tos. A tam­pa foi con­si­de­ra­da pela
em­pre­sa a re­pre­sen­tan­te de uma nova
Ofe­re­cer dis­pen­sa­do­res para ge­ra­ção de fe­cha­men­tos in­te­li­gen­tes
lí­qui­dos e pro­du­tos vis­co­sos, que está por vir.
como sa­bo­ne­tes e cre­mes, +33 2 43 60 28 28
ca­pa­zes de criar es­pu­ma www.se­rac-group.com
sem a uti­li­za­ção de ga­ses
pro­pe­len­tes como o bu­ta­no e
o pro­pa­no, que no Bra­sil Pa­le­te ami­go da na­tu­re­za
subs­ti­tuíram o CFC (clo­ Ser­ra­gem de ma­dei­ra, um ma­te­rial com alto po­ten­cial, mas ain­da
rofluorcar­bo­no) nas la­tas de pou­co uti­li­za­do no ramo lo­gís­ti­co. É isso que a fran­ce­sa Orth fala
ae­ros­sóis, ain­da nos anos 80. so­bre a ma­té­ria-pri­ma de seus pa­le­tes, for­ne­ci­dos no ta­ma­nho que o
Essa é a pro­pos­ta da ho­lan­ clien­te es­co­lher. Com­pa­ra­dos aos tra­di­cio­nais, de ma­dei­ra, a em­pre­
de­sa Kel­tec para au­men­tar sa diz que a eco­no­mia de es­pa­ço é in­con­tes­tá­vel: em fun­ção da fa­ci­
as ven­das de uma de suas li­da­de de en­cai­xe, uma pi­lha de ses­sen­ta pa­le­tes de ser­ra­gem tem
li­nhas de fe­cha­men­tos. Fei­tas ape­nas dois me­tros de al­tu­ra. Ou­tro di­fe­ren­cial é o ape­lo eco­ló­gi­co,
to­tal­men­te de plás­ti­co, as tam­ já que a ser­ra­gem se­ria jo­ga­da no lixo. Por fim, a em­pre­sa de­fen­de
pas têm fun­cio­na­men­to me­câ­ni­ que o bom aca­ba­men­to am­plia o es­pec­tro de uso dos pro­du­tos, per­
co, co­res cus­to­mi­zá­veis e pos­si­bi­li­ mi­tin­do que se­jam, por exem­plo, ex­pos­tos
da­de de in­cor­po­ra­ção de “bi­cos-agu­ di­re­ta­men­te no pon­to-
lhe­ta”. A em­pre­sa ga­ran­te que o cus­ de-ven­da.
to da so­lu­ção é bem ami­gá­vel. www.orth.fr
www.kel­tecbv.com / +31 (0) 416-321 610 +31 03 88 59 10 59

30 – embalagemmarca • dez 2002


Com as­pi­ra­dor de fá­bri­ca
Lon­ge de es­ta­rem re­sig­na­dos com o lon­go pro­ces­so de po­pu­la­ri­za­
ção das gar­ra­fas PET no mer­ca­do de cer­ve­jas, gran­des for­ne­ce­do­res
de es­pe­cia­li­da­des quí­mi­cas es­ta­vam di­vul­gan­do na fei­ra no­vos pro­
du­tos e di­ri­min­do crí­ti­cas quan­to à de­fi­ciên­cia de bar­rei­ra da re­si­na.
A BP Che­mi­cal Com­pany mos­trou sua fa­mí­lia de po­liés­te­res de­sen­
vol­vi­da para ab­sor­ver oxi­gê­nio, a Amo­sorb dfc, cujo pú­bli­co-alvo é
exa­ta­men­te o dos cer­ve­jei­ros. A em­pre­sa diz que, com a fa­mí­lia
Amo­sorb dfc, a bar­rei­ra ao oxi­gê­nio das gar­ra­fas PET pode ser ajus­
ta­da de acor­do com o pro­du­to que se pre­ten­de acon­di­cio­nar. Nes­se
sen­ti­do, mes­mo que fo­ca­do no mer­ca­do de cer­ve­ja, o pro­du­to é vol­
ta­do a ou­tros se­to­res, in­clu­si­ve o de ali­men­tos. Se­gun­do a BP Che­
mi­cal Com­pany, “o novo po­liés­ter ga­ran­te o fres­cor dos itens acon­
di­cio­na­dos, sem com­pro­me­ter a es­té­ti­ca da em­ba­la­gem”.
+1 877 701 2726

Pet food de 1ª clas­se


Vôos lon­gos se­riam mui­to pio­res sem o ser­vi­ço de bor­do.
Para o cres­cen­te mer­ca­do de ca­te­ring, al­gu­mas es­tra­té­gias
de di­vul­ga­ção fo­ram de­sen­ca­dea­das du­ran­te o sa­lão
Em­bal­la­ge. A Alu­pak mos­trou sua li­nha de ti­ge­las me­tá­li­
cas para re­fei­ções a bor­do (à esquerda), além de uma
am­pla gama de tam­pas de alu­mí­nio para pra­tos de por­ce­
la­na uti­li­za­dos por al­gu­mas com­pa­nhias aé­reas. O cu­rio­so
é que a em­ba­la­gem é pa­re­ci­da com ou­tras que a pró­pria
em­pre­sa ofe­re­ce para o mer­ca­do de pet food, numa ver­são
com tam­pa ter­mo-se­lá­vel (à direita). Além des­ses mer­ca­
dos, a Alu­pak atua no seg­men­to de pra­tos pron­tos e co­mi­
da con­ge­la­da. www.alu­pak.com / +41 (0) 31 818 31 31

Mais cor e trans­pa­rên­cia


A gi­gan­te de es­pe­cia­li­da­des quí­mi­cas con­jun­to vi­sual ho­mo­gê­neo, pois se eli­
Mil­li­ken mos­trou as no­vas ge­ra­ções de mi­na o ris­co de que par­tes do cor­po de
po­lí­me­ros co­lo­ran­tes para em­ba­la­gens de uma mes­ma peça saiam com tons dis­tin­
po­li­pro­pi­le­no (PP). Os avan­ços es­tão re­la­ tos. A Mil­li­ken tam­bém se de­di­cou à
cio­na­dos à vi­sua­li­za­ção dos itens di­vul­ga­ção da mar­ca Mil­lad, com­pos­ta
acon­di­cio­na­dos e à re­sis­tên­cia por po­li­pro­pi­le­nos es­pe­ciais, que, se­gun­
das em­ba­la­gens. A em­pre­sa do a em­pre­sa, subs­ti­tuem com van­ta­
de­fen­de que, em­bo­ra pos­sam gens de cus­to e be­le­za re­si­nas
ser ob­ti­das co­res mais vi­vas, as como o PET e o PVC.
em­ba­la­gens tor­nam-se mais www.clearpp.com
trans­pa­ren­tes, além de apre­sen­ta­rem No Bra­sil: (11) 3043-7170

So­pra­do­ra e ro­tu­la­do­ra uni­das


Pla­yer glo­bal do mer­ca­do de é sua co­ne­xão com uma ro­tu­la­do­ra Na área de ro­tu­la­do­ras, a Krones
má­qui­nas para acon­di­cio­na­men­to da marca Can­ma­tic, que, segundo a corroborou a tendência de equipa-
de be­bi­das, a Kro­nes apre­sen­tou Krones, per­mi­te ajus­tes prá­ti­cos e mentos progressivamente
du­ran­te o sa­lão Em­bal­la­ge alguns de for­ma com­pac­ta. A empresa versáteis, ao exi­bir má­qui­nas
de seus mais recentes equipamen- tam­bém mos­trou novidades em ins­ mo­du­la­res, que reú­nem sis­te­mas
tos, como a nova li­nha Bloc, que pe­to­res, especialmente os uti­li­za­ de cola fria, cola quen­te e ro­tu­la­
con­ta com so­pra­do­ras Con­ti­form, dos para pre­for­mas PET, além do gem auto-ade­si­va.
pró­prias para gar­ra­fas PET. Uma novo Li­na­tro­nic 713 M2, sis­te­ma www.kro­nes.com
das maiores no­vi­da­des do sis­te­ma para ins­pe­ção de gar­ra­fas va­zias. No Bra­sil: (11) 4075-9630

dez 2002 • embalagemmarca – 31


Man­ga com lei­te
Os ró­tu­los-man­ga ter­moen­co­lhí­veis, ou slee­vers, es­tão di­fun­di­dos no va­re­
jo eu­ro­peu, onde há mui­to dei­xa­ram de ser um aces­só­rio res­tri­to a itens de
alto va­lor agre­ga­do, para se po­pu­la­ri­zar nas mais di­fe­ren­tes gôn­do­las. Na
Es­pa­nha, por exem­plo, a mar­ca de io­gur­tes pron­tos para be­ber Dan’up vem
usan­do slee­vers for­ne­ci­dos pela Fuji Seal, em­pre­sa de ori­gem ja­po­ne­sa
que se pro­cla­ma a in­ven­to­ra da so­lu­ção: os slee­vers te­riam sur­gi­do nos
anos 60, quan­do a Fuji Seal bus­ca­va cáp­su­las ter­moen­co­lhí­veis que fun­cio­
nas­sem como la­cres in­vio­lá­veis para um fa­bri­can­te de sakê. Ain­da no se­tor
lác­teo, a Fris­kies bel­ga ino­vou ao op­tar pe­los slee­vers em suas gar­ra­fi­nhas
de lei­te para ga­tos, ven­di­das sob a mar­ca Fe­lix. Já a fran­ce­sa Slee­ver In­ter­
na­tio­nal, pre­sen­te no Bra­sil, apro­vei­tou o sa­lão Em­bal­la­ge para di­vul­gar o
lan­ça­men­to de um ver­niz per­fu­ma­do que pode ser apli­ca­do nos slee­vers
de­sen­vol­vi­dos para gar­ra­fas de be­bi­das e tem o aro­ma li­be­ra­do por atri­to.
www.fu­ji­seal.com / +31 493 35 20 20
www.slee­ver.com / No Bra­sil: (11) 5641-3356

Ape­lo pre­mium para vi­dros Mais es­pa­ço


Na área de de­co­ra­ção em
vi­dros, a ale­mã Kam­mann
pa­men­to K14-U. A cu­rio­si­
da­de é que, em seu ca­tá­
para a mar­ca
mos­trou seus prin­ci­pais lo­go in­ter­na­cio­nal, a Para alimentos frescos como
equi­pa­men­tos de im­pres­ Kam­mann mos­tra, en­tre le­gu­mes e fru­tas, a es­pa­nho­
são se­ri­grá­fi­ca. Com a co­pos fei­tos para tra­di­ la Dau­mar mos­trou um novo
li­nha CNC, a em­pre­sa ofe­ cio­nais cer­ve­ja­rias eu­ro­ equi­pa­men­to desenvolvido
re­ce tra­ba­lhos em até péias, um com o lo­go­ti­po para acon­di­cio­nar es­ses
seis co­res, es­pe­cial­men­te da An­tarc­ti­ca, in­di­can­do ali­men­tos em bem acaba-
para em­ba­la­gens de be­bi­ que a em­pre­sa está bem dos sa­cos de rá­fia co­ber­
das. Já no mer­ca­do de re­pre­sen­ta­da no Bra­sil. tos com fil­mes plás­ti­cos
per­fu­mes e cos­mé­ti­cos, a www.kam­mann.de
monocamada. Chamada de
em­pre­sa atua com o equi­ No Bra­sil: (11) 4034 3190
D-Pack, a máquina aplica
al­ças que fa­ci­li­tam o trans­
por­te dos pro­du­tos pelo
consumidor. Entretanto a
maior van­ta­gem da
solução pa­re­ce ser a
gran­de área dis­po­ní­vel
para im­pres­são, no ver­so e
na fren­te, além da pos­si­bi­li­da­de de man­ter a
em­ba­la­gem de pé na gôn­do­la – dois fa­to­res que
fa­vo­re­cem a ex­po­si­ção da mar­ca.
www.dau­mar.es
+34 954601593

Fle­xí­veis com for­ça em sa­bão em pó


Os for­ne­ce­do­res eu­ro­peus de fil­mes plás­ti­cos es­tão de olho no mer­ca­do de sa­bão
em pó. Esse se­tor por lá não di­fe­re mui­to do que se vê no Bra­sil, com cla­ro do­mí­
nio do pa­pel car­tão. Dis­pos­to a apa­gar o es­tig­ma de que em­ba­la­gens fle­xí­veis são
ex­clu­si­vas para mar­cas B de sa­bões em pó, o gru­po ita­lia­no Go­glio mos­trou
al­guns dos pro­je­tos que vem de­sen­vol­ven­do nes­sa área. Fei­tas com até três
ca­ma­das, as em­ba­la­gens da em­pre­sa têm al­ças para fa­ci­li­tar o trans­por­te pelo
con­su­mi­dor e acon­di­cio­nam até 10 qui­los de sa­bão. O mo­vi­men­ta­do mer­ca­do de
la­van­de­rias rá­pi­das é que mo­ti­vou a ofer­ta de em­ba­la­gens maio­res.
info@go­glio.it
+ 39 02 48043 300

32 – embalagemmarca • dez 2002


Car­re­gan­do água Foco no PDV
mi­ne­ral Para fru­tas, a or­dem do dia pa­re­ce
ser o de­sen­vol­vi­men­to de em­ba­la­
Em par­ce­ria com a gens que sir­vam tan­to para trans­
for­ne­ce­do­ra fran­ce­ por­tar os pro­du­tos durante os pro-
sa de água mi­ne­ral cessos de distribuição, quan­to
Eaux Mi­né­ra­les para expô-los no pon­to-de-ven­da.
d’Aix Les Bains, a A Arca Systems mos­trou um pou­
fa­bri­can­te de sis­te­ co de seu port­fó­lio de cai­xas plás­
mas de fe­cha­men­to ti­cas para esse se­tor (foto abaixo).
Pro­cap de­sen­vol­veu Em sua maio­ria, elas são des­mon­
uma prá­ti­ca tam­pa tá­veis, ca­rac­te­rís­ti­ca que tam­bém
para gar­ra­fas de fa­ci­li­ta a hi­gie­ni­za­ção das em­ba­la­
be­bi­das. Fei­ta de gens. Já no cam­po das cai­xas
qua­tro pe­ças, a tam­ des­car­tá­veis para fru­tas, o gru­po
pa acom­pa­nha o fran­cês Smur­fit mos­trou um pro­je­
de­sign das gar­ra­fas to de­sen­vol­vi­do para um pro­du­tor
e con­ta com uma eu­ro­peu de pês­se­gos. Tra­ta-se de
alça plás­ti­ca se­me­ um to­tem de pa­pe­lão on­du­la­do,
lhan­te às usa­das em que con­ta com bra­ços para en­cai­
ga­lões com mais xe e ex­po­si­ção das fru­tas em cai­
ca­pa­ci­da­de. O novo xas fei­tas do mes­mo ma­te­rial. A
pro­du­to va­leu à Pro­ solução faturou um dos prêmios
cap uma pre­mia­ção do Oscar de L’Emballage 2002.
no Os­car de L’Em­ www.ar­casys.com
bal­la­ge des­te ano. +31 04 74 76 79 47
www.pro­cap.com www.smur­fit-so­car.fr
+35 295 05 50 +31 01 49 57 43 42

Como um jogo de crian­ças Ga­nho de


Pre­sen­tes em peso na La­bel Vil­la­
ge, os fa­bri­can­tes de equi­pa­men­tos
ope­ra­cio­nal re­pre­sen­tam os maio­
res avan­ços dos úl­ti­mos dez anos
per­for­man­ce
de mar­ca­ção in­ves­tem em so­lu­ções no mer­ca­do de mar­ca­ção de em­ba­ Em li­nhas que pro­du­zem até mi­lha­res
cada vez mais ami­gá­veis. A Wil­lett la­gens se­cun­dá­rias. Além da fa­ci­li­ de em­ba­la­gens por hora, uma pe­que­na
620 foi a nova im­pres­so­ra di­gi­tal da­de de uso, a em­pre­sa diz que o por­cen­ta­gem adi­cio­nal pode sig­ni­fi­car
ink jet apre­sen­ta­da pela em­pre­sa con­su­mo de tin­ta é bai­xo. Já a mui­to no ba­lan­ço do mês, ou até do dia.
de ori­gem in­gle­sa para o mer­ca­do Do­mi­no divulgou, entre outras Gi­gan­te do se­tor de equi­pa­men­tos para
de co­di­fi­ca­ção. Tra­ta-se do pri­mei­ soluções, suas im­pres­so­ras de em­ba­la­gens plás­ti­cas, a Si­del apre­sen­
ro pro­du­to lan­ça­do com a nova marcação da Sé­rie C. Trata-se de tou du­ran­te o sa­lão Em­bal­la­ge um apli­
ge­ra­ção de soft­wa­res iQ Ap­plied, uma linha de equi­pa­men­tos de ca­ti­vo de­sen­vol­vi­do exa­ta­men­te para
que pro­me­te tor­nar a uti­li­za­ção dos co­di­fi­ca­ção que alia ro­bus­tez au­men­tar a efi­ciên­cia das li­nhas de pro­
equi­pa­men­tos um jogo de crian­ça, in­dus­trial a boa qua­li­da­de grá­fi­ca. du­ção de seus clien­tes. Ba­ti­za­do de EIT
tal a sim­pli­ci­da­de dos co­man­dos. www.wil­let.com (Ef­fi­ciency Im­pro­ve­ment Tool), o soft­wa­
In­ves­tin­do for­te nos dois lan­ça­men­ No Bra­sil (11) 4195-3260 re per­mi­te, entre outras vantagens,
tos, a Wil­lett diz que tan­to a im­pres­ www.do­mi­no-prin­ting.com mo­ni­to­ra­men­to re­mo­to das li­nhas e
so­ra 620 quan­to o novo sis­te­ma No Bra­sil (11) 3048-0110 aná­li­ses com­pa­ra­ti­vas de per­for­man­ce.
A em­pre­sa defende que tais pro­ce­di­
men­tos di­mi­nuem des­per­dí­cios e agi­li­
zam os start-ups das má­qui­nas. O apli­
ca­ti­vo pode ser em­pre­ga­do tan­to em
no­vas li­nhas quan­to nas já exis­ten­tes,
ace­le­rando o tempo de re­tor­no do ca­pi­
tal in­ves­ti­do.
www.si­del.com
No Bra­sil: (11) 3782-0044
Edição Especial de Luxo
Um panorama dos mercados em que “valor agregado”
e “preço premium” são mais do que pura retórica.

Você não pode ficar de fora.


Para obter informações mais detalhadas sobre
esse projeto editorial diferenciado, entre em
contato com o nosso departamento comercial.

(11) 5181-6533
comercial@embalagemmarca.com.br
making of

Força do conjunto
União de idéias mar­ca apre­sen­ta­ção ino­va­do­ra de nova es­co­va da J&J

C
om­bi­nar atri­bu­tos ven­de­do­res a cia­li­za­da em so­lu­ções para PDVs, lhe
ele­men­tos que fa­ci­li­tem os pro­ apre­sen­tou um dis­play de chão ino­va­dor,
ces­sos lo­gís­ti­cos é o ob­je­ti­vo que in­te­gra as fun­ções de em­ba­la­gem de
de­cla­ra­do de um sem-nú­me­ro trans­por­te e mos­truá­rio, trans­for­man­do
de pro­je­tos de sis­te­mas de em rá­pi­dos pas­sos uma tí­pi­ca cai­xa de
em­ba­la­gem. Ape­sar da lou­vá­vel in­ten­ção, em­bar­que de pa­pe­lão on­du­la­do, par­da e
nem sem­pre os re­sul­ta­dos apa­re­cem na sem qual­quer atra­ti­vo, num dis­play co­lo­
prá­ti­ca, por cau­sa de gar­ga­los no de­sen­vol­ ri­do. A “má­gi­ca” é pro­por­cio­na­da por um
vi­men­to, como in­su­fi­ciên­cia tec­no­ló­gi­ca, sis­te­ma de do­bras e en­cai­xes e pelo
cus­tos proi­bi­ti­vos ou mes­mo de­vi­do a um em­pas­ta­men­to in­ter­no da cai­xa com pa­pel
trabalho mal to­ca­do des­de o iní­cio. Exis­ cou­ché en­ver­ni­za­do, que per­mi­te uma
tem, no en­tan­to, ma­nei­ras de fa­ci­li­tar a de­co­ra­ção es­me­ra­da em off-set.
tri­lha por esse ca­mi­nho das pe­dras.
Uma de­las, de com­pro­va­da efi­cá­cia, é a Fera vira bela
si­ner­gia en­tre usuá­rio e seu pool de for­ne­ A so­lu­ção agra­dou tan­to que foi ra­pi­da­
ce­do­res. Exem­plo pro­vi­den­cial dis­so men­te in­cor­po­ra­da ao pro­je­to. “Sim­pli­fi­ca­
é o do sis­te­ma de acon­di­cio­na­men­to mos os pas­sos de mon­ta­gem e tra­ba­lha­mos
da nova es­co­va den­tal Reach Squee­ para pro­por­cio­nar um vi­sual que es­ti­mu­
ze, da John­son & John­son, que traz las­se as com­pras por im­pul­so”, diz Pe­rei­ra.
atra­ções não só para o con­su­mi­dor, Cria­do para o uso em pon­tos ex­tras nos
mas tam­bém para o tra­de. su­per­mer­ca­dos, o dis­play
de chão su­por­ta 48 uni­da­
Blister para apertar des de pro­du­to, di­vi­di­das
No que­si­to em­ba­la­gem pri­má­ria, cri­ em três ban­de­jas. “A des­
ou-se um blis­ter que foge dos for­ma­tos pei­to das par­ti­cu­la­ri­da­des,
es­tan­dar­di­za­dos para que o di­fe­ren­cial o sis­te­ma não traz di­fi­cul­
do pro­du­to, um cabo fle­xí­vel que, da­des para o em­bar­que”,
pres­sio­na­do, mo­vi­men­ta a ca­be­ça da con­ta Gil­mar Fer­nan­des,
es­co­va, pu­des­se ser sen­ti­do pelo con­ di­re­tor co­mer­cial da HP
su­mi­dor. Com di­men­sões re­du­zi­das, a Em­ba­la­gens, que, além de Metamorfose: a
caixa de papelão
car­te­la de pa­pel car­tão do con­jun­to, ter de­sen­vol­vi­do o fer­ra­
ao lado se
im­pres­sa pela Emi­bra, dei­xa proe­mi­ men­tal e de fa­bri­car a transforma num
nen­te uma es­tru­tu­ra de PVC, ter­mo­for­ es­tru­tu­ra plás­ti­ca da em­ba­ colorido display
Blister de chão em
permite que ma­da pela HP Em­ba­la­gens, que per­mi­ la­gem in­di­vi­dual, con­cen­
rápidos passos
consumidores te o tes­te da no­vi­da­de. Tam­bém cha­ma tra to­dos os pro­ces­sos de
sintam o mov- a aten­ção o fato de a par­te plás­ti­ca ser em­ba­la­gem da Reach
imento da
escova se­la­da en­tre as duas lâ­mi­nas de pa­pel Squee­ze.
Emi­bra
car­tão que es­tru­tu­ram a car­te­la. “Isso Pro­va da vin­gan­ça do sis­te­ma é que ele (11) 4748-2199
ga­ran­te a fá­cil se­pa­ra­ção dos ma­te­riais amea­lhou um Prê­mio Po­pai Bra­sil 2003 e, www.emi­bra.ind.br
para o des­car­te”, ex­pli­ca Pau­lo Eduar­do para fi­car nos nú­me­ros, trou­xe au­men­to de Es­ca­la 7
Pe­rei­ra, do de­par­ta­men­to de Pes­qui­sa e 6,8% em uni­da­des ven­di­das do pro­du­to, (11) 6914-2933
De­sen­vol­vi­men­to de Em­ba­la­gens da J&J. se­gun­do a J&J. “Na pri­mei­ra se­ma­na com www.es­ca­la7.com.br
O ou­tro des­ta­que do pro­je­to sur­giu es­sas em­ba­la­gens, o pro­du­to ven­deu uma HP Em­ba­la­gens
pos­te­rior­men­te à con­clu­são do blis­ter. quan­ti­da­de es­pe­ra­da para um mês”, co­me­ (11) 4612-5088
Pe­rei­ra con­ta que a grá­fi­ca Es­ca­la 7, es­pe­ mo­ra Pe­rei­ra. www.hpem­ba­la­gens.com.br

36 – embalagemmarca • dez 2002


ecodesign

Melhorar na origem
Even­to res­sal­ta im­por­tân­cia da di­men­são eco­ló­gi­ca na produção

P
ara criar uma cons­ciên­cia maior lo­gias que per­mi­tam a se­pa­ra­ção e o rea­pro­
so­bre a im­por­tân­cia dos as­pec­tos vei­ta­men­to dos di­fe­ren­tes ma­te­riais usa­do
am­bien­tais en­tre as pes­soas que nas suas em­ba­la­gens.
es­tão en­vol­vi­das com a área pro­ Os or­ga­ni­za­do­res re­sol­ve­ram in­ves­tir
du­ti­va – o se­tor de em­ba­la­gens suas ener­gias para via­bi­li­zar esta se­gun­da
in­clu­si­ve – na re­gião sul do Bra­sil, a Uni­ edi­ção do even­to na ex­pec­ta­ti­va de que a
ver­si­da­de Fe­de­ral de San­ta Ca­ta­ri­na cha­ma ge­ra­da pelo se­mi­ná­rio do ano pas­sa­
(UFSC), a Uni­ver­si­da­de do Es­ta­do de San­ta do não se apa­gas­se. “Nos­sa idéia é rea­li­zar
Ca­ta­ri­na (UDESC) um novo even­to no ano que vem,
e a Fa­cul­da­de Bard­ tal­vez um se­mi­ná­rio na­cio­nal so­bre
dal or­ga­ni­za­ram o 2º o tema, para que San­ta Ca­ta­ri­na pas­
Se­mi­ná­rio de Eco­ se a ser uma re­fe­rên­cia no Bra­sil”,
de­sign de San­ta adian­ta Me­ri­no. Em 2003, além do
Ca­ta­ri­na, rea­li­za­do meio aca­dê­mi­co (par­te pre­do­mi­nan­
no dia 25 de no­vem­ te do pú­bli­co des­te ano) ha­ve­rá
bro em Flo­ria­nó­po­ es­for­ços no sen­ti­do de tra­zer em­pre­
lis. “En­fa­ti­za­mos o sas para ex­por pro­je­tos, pro­du­tos e
as­pec­to do de­sign, pe­las pos­si­bi­li­da­des que UFSC ini­cia­ti­vas em eco­de­sign. “Que­re­mos ou­vir
essa ati­vi­da­de tem para me­lho­rar pro­ces­sos (48) 331-6614 não ape­nas as­pec­tos re­la­cio­na­dos a pro­du­
e em­ba­la­gens e, as­sim, mi­ni­mi­zar o im­pac­ tos, mas a quais­quer ini­cia­ti­vas que mi­ni­mi­
to am­bien­tal das ati­vi­da­des pro­du­ti­vas”, diz zam os im­pac­tos da ati­vi­da­de pro­du­ti­va
Eu­gê­nio Me­ri­no, pro­fes­sor da UFSC e um so­bre o am­bien­te”, ex­pli­ca o pro­fes­sor.
dos or­ga­ni­za­do­res do even­to. “Os de­sig­ners
têm um pa­pel im­por­tan­te, pois são es­pe­ci­fi­ Tra­ba­lho coo­pe­ra­do
ca­do­res e de­vem ofe­re­cer al­ter­na­ti­vas eco­ Nes­se sen­ti­do, Me­ri­no acre­di­ta que às uni­
lo­gi­ca­men­te me­lho­res aos em­pre­sá­rios.” ver­si­da­des ca­bem os pa­péis de agen­te trans­
for­ma­dor da opi­nião pú­bli­ca, pela gran­de
Empresas convidadas cre­di­bi­li­da­de que pos­suem jun­to à so­cie­da­
Da in­dús­tria de em­ba­la­gens, fo­ram con­vi­da­ de, e de in­fluen­cia­do­ra da ca­deia pro­du­ti­va
das a par­ti­ci­par, como pa­les­tran­tes, a Ri­ver­ na di­re­ção do de­sen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel.
wood In­ter­na­tio­nal e a Te­tra Pak. Car­los “A aca­de­mia quer con­tri­buir com a in­dús­
Zar­do, da Ri­ver­wood, fa­lou so­bre as pos­si­bi­ tria na bus­ca de so­lu­ções con­jun­tas para a
li­da­des da em­ba­la­gem de pa­pel car­tão, res­ ques­tão am­bien­tal.”
sal­tan­do as ca­rac­te­rís­ti­cas eco­ló­gi­cas do Para a in­dús­tria de em­ba­la­gens, boas
ma­te­rial, que é re­ci­clá­vel e bio­de­gra­dá­vel. pers­pec­ti­vas de ne­gó­cios po­dem ad­vir des­sa
Zar­do mos­trou que, na con­cep­ção de em­ba­ apro­xi­ma­ção com a aca­de­mia. Me­ri­no
la­gens, a va­lo­ri­za­ção de as­pec­tos mer­ca­do­ló­ anun­cia que, na uni­ver­si­da­de, há a in­ten­ção
gi­cos, tais como ape­lo vi­sual, não im­pe­de a de for­ta­le­cer o tra­ba­lho jun­to a pe­que­nos
con­si­de­ra­ção da di­men­são eco­ló­gi­ca. pro­du­to­res agrí­co­las e coo­pe­ra­ti­vas no in­te­
Mar­ce­lo Pra­do e Va­le­ria Mi­chel, da rior de San­ta Ca­ta­ri­na, para aju­dá-los, com
Te­tra Pak, fa­la­ram, res­pec­ti­va­men­te, so­bre bom de­sign e boas em­ba­la­gens, a co­lo­car
o pro­ces­so de fa­bri­ca­ção de em­ba­la­gens seus pro­du­tos no mer­ca­do. Quan­do con­si­
car­to­na­das as­sép­ti­cas e so­bre os in­ves­ti­ de­ra­dos in­di­vi­dual­men­te, são clien­tes
men­tos da em­pre­sa de ori­gem sue­ca na área pe­que­nos. Po­rém, se vis­tos em blo­co, po­dem
am­bien­tal e no de­sen­vol­vi­men­to de tec­no­ com­por um gran­de mer­ca­do.

38 – embalagemmarca • dez 2002


perfil

Grata exceção
100% na­cio­nal, Car­ne­val­li ce­le­bra 40 anos fabricando bens du­rá­veis

P
ara os des­cren­tes na con­so­li­da­
Vista aérea da uni-
ção da in­dús­tria na­cio­nal, em­pre­ dade fabril: área
sas es­tran­gei­ras fruem inar­re­dá­ construída
vel oni­pre­sen­ça em mui­tos se­to­ de 10 000 m2 e
produção de 300
res pro­du­ti­vos bra­si­lei­ros, de tal extrusoras por ano
modo que as co­le­gas tu­pi­ni­quins às ve­zes
não têm se­quer chan­ce de plei­tear um lu­gar
ao sol. Pes­si­mis­mo à par­te, há uma ra­zão
per­ti­nen­te para tal ra­cio­cí­nio: pou­quís­si­mas
são as com­pa­nhias bra­si­lei­ras que se con­so­
li­dam na in­dús­tria do país li­dan­do ape­nas
com tec­no­lo­gia pró­pria. Ten­do com­ple­ta­do,
no úl­ti­mo mês de se­tem­bro, 40 anos de qua­
se inin­ter­rup­to cres­ci­men­to no se­tor de
má­qui­nas para trans­for­ma­ção e aca­ba­men­
to de re­si­nas plás­ti­cas, a Car­ne­val­li acres­ ti­ca, im­pe­lem a re­si­na bru­ta con­tra um mol­
cen­ta a esse qua­dro uma grata ex­ce­ção. de va­za­do, a fim de con­for­má-la na con­fi­gu­
Pro­du­zin­do in­ter­na­men­te a maio­ria das ra­ção de­se­ja­da. Fo­ram os pri­mei­ros equi­pa­
pe­ças de suas má­qui­nas, e an­co­ra­da na tá­ti­ men­tos pro­du­zi­dos pela em­pre­sa nos anos
ca de for­ne­cer bens du­rá­veis para to­dos os 60, e até hoje eles per­ma­ne­cem es­tra­té­gi­cos:
pro­ces­sos de trans­for­ma­ção da ca­deia plás­ 300 ex­tru­so­ras saem das li­nhas de mon­ta­
ti­ca, hoje a em­pre­sa fi­gu­ra en­tre as maio­res gem da Car­ne­val­li a cada ano.
fa­bri­can­tes de equi­pa­men­tos in­dus­triais do
país. No seu rol de so­lu­ções há im­pres­so­ras “Nosso negócio é tecnologia”
fle­xo­grá­fi­cas de gran­de por­te, equi­pa­men­ “Po­rém, não nos po­si­cio­na­mos ape­nas como
tos de re­ci­cla­gem, além de má­qui­nas para um fa­bri­can­te de má­qui­nas”, diz Luiz An­tô­
fil­mes stretch. Mas os prin­ci­pais pro­du­tos nio Si­mões, ge­ren­te co­mer­cial. “Nos­so
são os con­jun­tos ex­tru­so­res – re­su­mi­da­ ne­gó­cio é aci­ma de tudo tec­no­lo­gia”. Para
men­te, as má­qui­nas que, na in­dús­tria plás­ che­gar à atual po­si­ção no mer­ca­do bra­si­lei­ro
de equi­pa­men­tos in­dus­trias, mui­ta água pas­
sou sob essa só­li­da pon­te, que co­me­çou a ser
er­gui­da por An­tô­nio Car­ne­val­li, hoje su­ce­di­
do pe­los fi­lhos na ad­mi­nis­tra­ção da em­pre­sa.
An­tes de de­di­car mais for­ça ao mer­ca­do de
em­ba­la­gem, a Car­ne­val­li for­ne­cia seus equi­
pa­men­tos para as mais va­ria­das apli­ca­ções:
tu­bos, man­guei­ras, per­fis e re­ves­ti­men­to de
fios e ca­bos elé­tri­cos, en­tre ou­tros. Só após
ár­dua la­bu­ta a em­pre­sa se es­tru­tu­rou para
res­pon­der à de­man­da por em­ba­la­gens, ini­
cial­men­te as de po­lie­ti­le­no (PE).
Em 1966, a Car­ne­val­li ini­ciou a pro­du­
ção de con­jun­tos para fil­mes tu­bu­la­res de
po­lie­ti­le­no de bai­xa den­si­da­de (PEBD). A
Modelo recente de coextrusora: peças feitas internamente prin­cí­pio eram equi­pa­men­tos sim­ples, mas

40 – embalagemmarca • dez 2002


que per­mi­ti­ram à em­pre­sa se con­so­li­dar
na­que­les anos em que sua mar­ca ain­da não
des­fru­ta­va do pres­tí­gio atual. “Hoje a Car­
ne­val­li aten­de 90% dos fa­bri­can­tes bra­si­lei­
ros de em­ba­la­gem de fil­mes plás­ti­cos”,
in­for­ma Luiz An­tô­nio Si­mões. “Com 15
en­ge­nhei­ros, téc­ni­cos e pro­je­tis­tas, além de
14 pon­tos de au­to­cad, es­ta­mos pron­tos para
li­dar com di­ver­sos per­fis de clien­te.”

Ráfias de PP
An­tes de con­tar com o atual cor­po de fun­
cio­ná­rios e es­tru­tu­ra pro­du­ti­va, a Car­ne­val­ maio de 1996. Dois anos mais tar­de, a Empresa tem
li tri­lhou va­ria­dos ca­mi­nhos, ten­do in­clu­si­ em­pre­sa inau­gu­rou seu novo cen­tro de conseguido
exportar 30% de
ve de­sen­vol­vi­do equi­pa­men­tos des­ti­na­dos ma­nu­fa­tu­ra, de­no­mi­na­do “G5”, num edi­fí­ sua produção
à pro­du­ção de rá­fias de po­li­pro­pi­le­no (PP), cio de 1 200 m2. Com a in­fra-es­tru­tu­ra de
es­pé­cie de em­ba­la­gem uti­li­za­da no se­tor Cum­bi­ca, a Car­ne­val­li pas­sou a con­tar com
agrí­co­la, prin­ci­pal­men­te para acon­di­cio­na­ uma área cons­truí­da de mais de 10 000
men­to e trans­por­te de fer­ti­li­zan­tes. A in­ser­ m2.
ção des­se pro­du­to no le­que da em­pre­sa Com os úl­ti­mos in­ves­ti­men­tos, a pro­du­
acon­te­ceu nos anos 70, dé­ca­da que foi mar­ ção de ex­tru­so­ras e im­pres­so­ras foi agi­li­za­
ca­da por ou­tros dois im­por­tan­tes fa­tos em da, tam­bém gra­ças a pon­tos ro­lan­tes re­cém-
sua tra­je­tó­ria. Em 1976, a Car­ne­val­li co­me­ ins­ta­la­dos. Ade­mais, o aca­ba­men­to dos
çou a in­ves­tir na tec­no­lo­gia de ca­be­ço­te com­po­nen­tes não foi des­me­re­ci­do: a em­pre­
gi­ra­tó­rio, para se ade­quar às exi­gên­cias téc­ sa ins­ta­lou duas li­nhas au­to­má­ti­cas de pin­
ni­cas dos en­tão re­vo­lu­cio­ná­rios fil­mes tu­ra e se­ca­gem na uni­da­de pro­du­ti­va.Ten­do
tu­bu­la­res. Três anos mais tar­de, a em­pre­sa fa­bri­ca­do ao lon­go des­ses 40 anos qua­se 2
co­me­çou a do­mi­nar o pro­ces­so de pro­du­ 700 equi­pa­men­tos para ex­tru­são, a Car­ne­
ção de equi­pa­men­tos para fil­mes de po­lie­ti­ val­li vem dan­do su­ces­si­vas pro­vas de que a
le­no de alta den­si­da­de (PEAD). in­dús­tria na­cio­nal pode com­pe­tir de ma­nei­
A con­so­li­da­ção do PEAD se tor­nou um ra equâ­ni­me com os fa­bri­can­tes es­tran­gei­
mar­co no mer­ca­do plás­ti­co mun­dial e não ros de equi­pa­men­tos in­dus­triais. Bas­ta di­zer
foi di­fe­ren­te na his­tó­ria da Car­ne­val­li: an­te­ que, nos seis úl­ti­mos anos, a em­pre­sa
ven­do a cres­cen­te ado­ção da nova re­si­na ex­por­tou mais de 30% da sua pro­du­ção
Carnevalli
para as mais di­fe­ren­tes apli­ca­ções, a em­pre­ anual para paí­ses da Eu­ro­pa, Áfri­ca, Amé­ www.carnevalli.com
sa de­sen­vol­veu equi­pa­men­tos es­pe­cí­fi­cos, ri­cas e Ocea­nia. (11) 6413-3811
que se tor­na­ram gran­des su­ces­sos de ven­
das. Tal es­tra­té­gia per­mi­tiu à Car­ne­val­li se
vol­tar, já no iní­cio dos anos 90, a in­ves­ti­
men­tos em novos sis­te­mas, com des­ta­que
para a fa­mí­lia de ca­be­ço­tes que per­mi­tia
ob­ter flu­xo uni­for­me de re­si­na nas má­qui­
nas ex­tru­so­ras. Mas não só in­ves­ti­men­tos
em no­vos pro­ces­sos pro­du­ti­vos eram vi­sa­ Flexográficas
dos pela em­pre­sa. de grande
porte vêm se
Ao lar­go dos avan­ços tec­no­ló­gi­cos, consolidando
mu­dan­ças es­tru­tu­rais tam­bém de­li­nea­ram a na estratégia
tra­je­tó­ria da Car­ne­val­li. Em 1991, suas ins­ da Carnevalli
ta­la­ções fo­ram am­plia­das e trans­fe­ri­das
para Cum­bi­ca, bair­ro que abri­ga o Ae­ro­por­
to In­ter­na­cio­nal de São Paulo, em Guarulhos.
Os se­to­res ad­mi­nis­tra­ti­vo e co­mer­cial fo­ram
trans­fe­ri­dos para as no­vas ins­ta­la­ções em

dez 2002 • embalagemmarca – 41


Rico port­fó­lio
Es­pe­cia­li­za­da em aca­ba­men­tos grá­fi­
cos, a UV­Pack está lan­çan­do seu
novo mos­truá­rio, que tam­bém traz
uma sé­rie de no­vi­da­des. En­tre eles,
des­ta­que para os fil­mes de po­liés­ter
(PET) me­ta­li­za­dos, com efei­to ho­lo­
grá­fi­co; os fil­mes de ace­ta­to de ce­lu­
lo­se, tan­to bri­lhan­tes como opa­cos,
ideais para ja­ne­las de cai­xas e car­tu­
chos; os ma­te­riais 3D, como as
es­tru­tu­ras len­ti­cu­la­res em po­liés­ter,
os ho­lo­gra­mas de po­lí­me­ro ade­si­va­
do e o plás­ti­co de ilu­são 3D em po­li­
car­bo­na­to; ver­ni­zes UV di­fe­ren­cia­
dos, como o Fluo­res­cen­te Glo, que
bri­lha no es­cu­ro, e o Ras­pe e Chei­re,
que exa­la fra­grân­cias; e o Hot Stam­
ping+Re­le­vo, que reú­ne es­ses dois
aca­ba­men­tos si­mul­ta­nea­men­te, na
mes­ma má­qui­na. O mos­truá­rio pode
ser so­li­ci­ta­do no site da em­pre­sa.
www.uv­pac­ka­ca­ba­men­tos.com.br

Ex­cur­sões tec­no­ló­gi­cas
O Demo Bus é a no­vi­da­de que a par­ re­ce trei­na­men­tos para aper­fei­çoa­
ce­ria en­tre a Hei­del­berg do Bra­sil e o men­to de mão-de-obra para a re­gião,
SE­NAI SP está apre­sen­tan­do para e os pro­fis­sio­nais da Hei­del­berg pro­
di­fun­dir a alta tec­no­lo­gia grá­fi­ca para fe­rem pa­les­tras de atua­li­za­ção tec­no­
os mais di­fe­ren­tes pon­tos do país. ló­gi­ca e de mer­ca­do.
Tra­ta-se de uma car­re­ta equi­pa­da O Demo Bus pode ser so­li­ci­ta­do em
com mo­der­nas má­qui­nas de pré-im­ cada re­gião pelo SE­NAI ou pela
pres­são, im­pres­são e do­bra, ofe­re­ ABI­GRAF lo­cal. “Es­ta­mos co­la­bo­
cen­do uma so­lu­ção para grá­fi­cas ran­do com a di­fu­são da tec­no­lo­gia
rá­pi­das. A uni­da­de mó­vel tem, e a am­plia­ção da pro­du­ti­vi­da­de na
em­bar­ca­dos, os equi­pa­men­tos Print­ área grá­fi­ca”, ex­pli­ca Cel­so Pe­rei­ra,
mas­ter QM 46-2, Quick­set­ter 460 e ge­ren­te na­cio­nal de ven­das da HP na Com­print
GTO 52-1, para rea­li­zar vi­si­tas de Hei­del­berg. A He­wlett Pac­kard e a Com­print
apro­xi­ma­da­men­te 30 dias em cada www.hei­del­berg.com.br anun­cia­ram uma par­ce­ria para a
ci­da­de. Nes­se pe­río­do, o SE­NAI ofe­ www.se­nai.br co­mer­cia­li­za­ção das im­pres­so­ras
di­gi­tais co­lo­ri­das HP In­di­go ali­
men­ta­das por bo­bi­na no mer­ca­
do grá­fi­co bra­si­lei­ro. O acor­do,
que pas­sou a vi­go­rar a par­tir de
no­vem­bro de 2002, en­vol­ve ven­
das e ser­vi­ços para o se­tor de
eti­que­tas auto-ade­si­vas, bi­rôs e
car­tões. Maio­res in­for­ma­ções no
site da Com­print.
www.com­print.com.br

42 – embalagemmarca • dez 2002


Di­ver­si­da­de mar­ca
Prê­mio Pini 2002
Pa­tro­ci­na­da pela As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra das In­dús­trias
Grá­fi­cas (Abi­graf) e pela As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de Tec­
no­lo­gia Grá­fi­ca (ABTG), a edi­ção 2002 do Prê­mio de
Ex­ce­lên­cia Grá­fi­ca Fer­nan­do Pini teve seu re­sul­ta­do
di­vul­ga­do em even­to na casa de es­pe­tá­cu­los Olym­pia,
em São Pau­lo, no úl­ti­mo dia 28 de no­vem­bro. En­tre as
di­ver­sas ca­te­go­rias con­tem­pla­das, des­ta­ca­mos aqui as
cor­re­la­tas à área de em­ba­la­gem. O re­sul­ta­do da pre­
mia­ção, na ín­te­gra, pode ser con­fe­ri­do no site da Abi­
graf (www.abi­graf.org.br).
Abaixo, alguns dos vencedores:

Categoria Ró­tu­los con­ven­cio­nais: Grá­fi­ca Rami, com


Vi­nho Mo­se­le bran­co sua­ve 750ml (Viti Vi­ní­co­la Ce­re­ser)
Categoria Ró­tu­los com efei­tos es­pe­ciais: Bra­sil­grá­fi­
ca, com Ró­tu­los Ba­car­di Car­ta Oro e Pre­mium Black
(Ba­car­di Mar­ti­ni do Bra­sil)
Categoria Eti­que­tas, ade­si­vos e de­cal­ques: M.W.
Bar­ro­so Silk Screen, com De­cal­que para Lan­chei­ra
Loo­ney Tu­nes (M. Agos­ti­ni)
Categoria Em­ba­la­gens semi-rí­gi­das con­ven­cio­nais:
Efei­to Ar­tes Grá­fi­cas e Edi­to­ra, com Em­ba­la­gem Pica-
pau (In­fo­gra­mes do Bra­sil)
Categoria Em­ba­la­gens semi-rí­gi­das con­ven­cio­nais
com efei­tos es­pe­ciais: Pan­crom In­dús­tria Grá­fi­ca,
com Cai­xa In­fo­gra­mes (In­fo­gra­mes do Bra­sil)
Categoria Em­ba­la­gens de mi­cro-on­du­la­dos: Lin­graf
In­dús­tria Grá­fi­ca, com Baby 3280 (No­kia do Bra­sil Tec­
no­lo­gia)
Categoria Em­ba­la­gens sa­zo­nais: Con­graf, com Kit
Ni­vea Beau­té (BDF Ni­vea)
Categoria Em­ba­la­gens fle­xí­veis: Em­pax Em­ba­la­gens,
com Ruf­fles Max Bar­be­cue 90 g. (Pep­si­co do Bra­sil)
Categoria Sa­co­las: An­ti­lhas, com Sa­co­la Lu­xe­pack
(Even­to Lu­xe­pack)
Categoria Me­lhor Aca­ba­men­to Car­to­téc­ni­co: Gon­
çal­ves S.A In­dús­tria Grá­fi­ca, com Cai­xa de Bom­bom
Tru­fa 180g (San­ta Ed­wi­ges)
Categoria Ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca: UV­PACK Edi­to­ra e
Aca­ba­men­tos Grá­fi­cos, com Mos­truá­rio UV­PACK
(UV­PACK)
Categoria For­ne­ce­do­res de Im­pres­são: Hei­del­berg
Categoria For­ne­ce­do­res de Ma­triz de Im­pres­são:
Agfa
Categoria For­ne­ce­do­res de Tin­tas: Sun Che­mi­cal
Categoria For­ne­ce­do­res de Aca­ba­men­to: Mul­ler
Mar­ti­ni
Categoria For­ne­ce­do­res de Subs­tra­to de Im­pres­
são: Cia. Su­za­no
To­dos jun­tos
)DEULFDQWH GH FkPDUDV FOLP®WLFDV RR Eti­que­tas aumenta distribuição
e de pe­ri­fé­ri­cos para a re­fri­ge­ra- A RR Eti­que­tas e Ala­goas In­for­má­ti­ em ad­qui­rir pe­que­nas quan­ti­da­des de
ção de trans­for­ma­ção de plás­ti- ca, em­pre­sa per­ten­cen­te ao Gru­po ro­los de eti­que­tas ou em­ba­la­gens fra­
cos, ba­nhos de gal­va­no­plas­tia e Ala­goas, for­ma­ram par­ce­ria para a cio­na­das. A Ala­goas ga­nha agi­li­da­de
LPSUHVV}HV IOH[RJU®ILFDV H URWR co­mer­cia­li­za­ção de eti­que­tas auto- na dis­tri­bui­ção dos pro­du­tos.
gráfi­cas, en­tre ou­tros pro­ces­sos, ade­si­vas para au­to­ma­ção co­mer­cial (11) 6525-9090
a Me­ca­lor inau­gu­rou sua nova e in­dus­trial. O ob­je­ti­vo prin­ci­pal é www.rretiquetas.com.br
I®EULFD HP 6mR 3DXOR QXP WHUUHQR per­mi­tir que os pro­du­tos RR te­nham
de 6 000 m2. Ela in­te­gra os di­ver- uma nova con­fi­gu­ra­ção de dis­tri­bui­
sos de­par­ta­men­tos da em­pre­sa, ção, atin­gin­do no­vos mer­ca­dos e
fa­ci­li­tan­do a co­mu­ni­ca­ção e oti- geran­do agi­li­da­de.
mi­zan­do os pro­ces­sos lo­gís­ti­cos. Ini­cial­men­te os pro­du­tos en­vol­vi­dos
nes­sa ne­go­cia­ção se­rão neu­tros e
Se­pa­ra­dos pa­dro­ni­za­dos, a fim de fa­ci­li­tar a
De­pois de seis anos à fren­te da co­mer­cia­li­za­ção e re­du­zir os pra­zos de
Mazz De­sign, em so­cie­da­de com en­tre­ga. Para a RR a gran­de van­ta­gem
José Ben­to da Sil­va, a de­sig­ner da par­ce­ria é que a par­tir de ago­ra
Mar­ta Car­do­so está abrin­do sua se­rão aten­di­dos clien­tes in­te­res­sa­dos
própria em­pre­sa, a Pan­de­sign.
Mais que de­sign gráfi­co e de Nova unidade maximiza pool
em­ba­la­gem, a agên­cia tem por
Nome for­te na área de lo­gís­ti­ca, a ano, den­tro do sis­te­ma de pool de
ob­je­ti­vo ofe­re­cer um pool de ser-
CHEP inau­gu­rou seu novo cen­tro de pa­le­tes que aten­de os cer­ca de 70
vi­ços de mar­ke­ting uni­fi­ca­do.
ser­vi­ços, em Lou­vei­ra (SP), lo­ca­li­za­do clien­tes da em­pre­sa, en­tre eles no­mes
es­tra­te­gi­ca­men­te na área de in­fluên­cia como Uni­le­ver, Proc­ter & Gam­ble,
18 anos
do Anel Viá­rio Me­tro­po­li­ta­no de São Kraft Foods, Di­xie Toga e Kai­ser. A
A agên­cia GadÕDe­sign está com-
Pau­lo e pró­xi­mo de 11 das prin­ci­pais CHEP cal­cu­la um cres­ci­men­to de 30%
ple­tan­do 18 anos e, para co­me-
ro­do­vias do país. Fru­to do in­ves­ti­men­ em 2002 e já pla­ne­ja a cria­ção de
mo­rar, está lan­çan­do uma pu­bli-
to de seis mi­lhões de reais, a uni­da­de mais três cen­tros de ser­vi­ços em 2003.
ca­ção para os clien­tes, com 50
terá ca­pa­ci­da­de para mo­vi­men­tar cer­ (11) 3371-0333
tra­ba­lhos, que mos­tra seu mix de
ca de nove mi­lhões de pa­le­tes por www.chep.com.br
ser­vi­ços.

Des­ta­que sem tam­pa


A Uni­le­ver di­vul­gou seus pre­mia-
dos como for­ne­ce­do­res do ano.
Na ca­te­go­ria Em­ba­la­gem o voto
foi para a ar­gen­ti­na EXAL, res­pon-
V®YHO SHOD QRYD HPEDODJHP GR
Axe Ae­ro­sol Sem Tam­pa. O de­sen-
YROYLPHQWR WDPEpP UHQGHX Á
EXAL o prê­mio Ino­va­ção.

É tri
Pela ter­cei­ra vez não-con­se­cu­ti­va
o pre­si­den­te da As­so­cia­ção Bra­si-
OHLUD GD ,QG¡VWULD GR 3OiVWLFR $EL
plast), Me­rheg Ca­chum, foi elei­to
tam­bém pre­si­den­te da As­so­cia­ção
/DWLQR-$PHULFDQD GD ,QG¡VWULD GR
Plás­ti­co (Ali­plast). No novo man­da-
to, de um ano, a prin­ci­pal pau­ta
VHU® D LQWHJUDomR GR VHWRU j $OFD

44 – embalagemmarca • nov 2002


Embalagem para monumento
Para co­me­mo­rar seus 150 anos, a Ibi­ra­pue­ra (SP), com 17 me­tros de
mul­ti­na­cio­nal suí­ça SIG pa­tro­ci­nou, al­tu­ra e 75 me­tros de diâ­me­tro. A
em São Pau­lo, a cria­ção da maior obra, “Em­ba­lan­do o pas­sa­do e o
tela já pin­ta­da no mun­do, com 90m pre­sen­te. Um pre­sen­te para o fu­tu­
x 90m, pelo ar­tis­ta José Ro­ber­to ro”, faz par­te do pro­je­to Pac­ka­ging
Agui­lar. De­pois de pron­ta, a tela Com­pe­ti­tion, um de­sa­fio im­pos­to
será uti­li­za­da para em­ba­lar a Oca, pela ma­triz suí­ça da SIG a al­gu­mas
um pré­dio ar­qui­te­ta­do por Os­car de suas fi­liais em todo o mun­do.
Nie­me­yer, lo­ca­li­za­do no Par­que do www.sig-group.com

Co­nec­ti­vi­da­de é com ela mesma Bag-in-box com


Fa­ci­li­tar a vida das em­pre­sas que pro­du­ção lo­cal
co­me­çam a uti­li­zar có­di­gos de bar­
ras é a pro­pos­ta da im­pres­so­ra Pio­nei­ra na pro­du­ção de em­ba­la­

2746e, que a Ze­bra Tech­no­lo­gies gens plás­ti­cas fle­xí­veis do tipo bag-

está lan­çan­do mun­dial­men­te. Com in-box, uti­li­za­das em lar­ga es­ca­la na

co­ber­tu­ra rí­gi­da de aço, a 2746e lo­gís­ti­ca de be­bi­das, pro­du­tos pas­

pos­sui por­ta USB pa­drão, op­ções to­sos e quí­mi­cos, a ame­ri­ca­na

de co­nec­ti­vi­da­de Ether­net (in­ter­na) e Schol­le inau­gu­rou ofi­cial­men­te, no

me­mó­ria adi­cio­nal para au­men­tar o úl­ti­mo dia 4 de de­zem­bro, sua fá­bri­

com­pri­men­to das eti­que­tas. ca de Vi­nhe­do (SP), a 27ª da com­pa­

A 2746e im­pri­me eti­que­tas com nhia no mun­do. Com a nova plan­ta,

com­pri­men­to de até 22 po­le­ga­das, de 8 000 me­tros qua­dra­dos de área

ou 559 cm. cons­truí­da, a com­pa­nhia pas­sa a

(11) 3857-1466 • www.ze­bra.com su­prir o mer­ca­do com pro­du­ção


lo­cal, já que an­te­rior­men­te ti­nha de

CSN e Co­rus rom­pem acor­do im­por­tar seus pro­du­tos dos Es­ta­


dos Uni­dos, da Aus­trá­lia e da Eu­ro­
Pe­gan­do o mer­ca­do de sur­pre­sa, o lei­ros”. Por sua vez, a CSN ale­ga pa. A fá­bri­ca será base dos ne­gó­
me­mo­ran­do de in­ten­ções que pre­via que a in­ten­ção de can­ce­lar o ne­gó­ cios da Schol­le não só no Bra­sil,
a fu­são, em mar­ço de 2003, dos cio par­tiu de si pró­pria, por­que ele mas em toda a Amé­ri­ca La­ti­na, e
ne­gó­cios da Com­pa­nhia Si­de­rúr­gi­ca dei­xou de lhe ser in­te­res­san­te. De es­pe­ra-se, se­gun­do Mi­chael
Na­cio­nal e da si­de­rúr­gi­ca an­glo-ho­ acor­do com a com­pa­nhia na­cio­nal, Ed­wards, di­re­tor ge­ral da em­pre­sa,
lan­de­sa Co­rus foi rom­pi­do ofi­cial­ a Co­rus ha­via fei­to pro­je­ções de que a nova fá­bri­ca ope­re em três
men­te no dia 13 de no­vem­bro. nú­me­ros, no me­mo­ran­do as­si­na­do tur­nos já em mar­ço de 2003, o que
Se­gun­do a com­pa­nhia es­tran­gei­ra, em 17 de ju­lho, que não te­riam lhe da­ria ca­pa­ci­da­de para pro­du­zir 3
o ne­gó­cio foi des­fei­to “por cau­sa das con­di­ções de se­rem al­can­ça­dos, bi­lhões de em­ba­la­gens por ano.
in­cer­te­zas nos mer­ca­dos mun­diais e se­gun­do uma au­di­to­ria. (19) 3826-8800 • www.schol­le.com.br
da vo­la­ti­li­da­de dos mer­ca­dos bra­si­ www.csn.com.br

Van Leer é agora Greif


Foi for­mal­men­te anun­cia­da ao mer­ca­do mun­dial, no dia 3 de no­vem­bro, a
nova lo­go­mar­ca da com­pa­nhia ame­ri­ca­na Greif. A mu­dan­ça tem o ob­je­ti­
vo de mar­car uma nova fase, com a con­so­li­da­ção da in­cor­po­ra­ção da Van
Leer. O nome de fan­ta­sia e a lo­go­mar­ca da Van Leer se­rão subs­ti­tuí­dos
pe­los da Greif, in­clu­si­ve no Bra­sil,
in­for­ma Flá­vio Car­nei­ro, do mar­ke­
ting da Van Leer.
(11) 5694-9700 • www.vanleer.com.br

nov 2002 • embalagemmarca – 45


M&M's tem nova em­ba­la­gem Novo vi­sual do Cor­co­va­do
Para ge­rar um con­su­mo maior do M&M's, a Ef­fem Bra­sil Con­vo­ca­da pela ADM do
Inc. & Cia. Di­vi­são de Snack­foods está lan­çan­do o cho­co­ Bra­sil para atua­li­zar a
la­te em uma em­ba­la­gem blis­ter, com 23 gra­mas. A no­vi­da­ em­ba­la­gem do óleo de
de faz par­te do pro­je­to Im­pul­so, que tem como ob­je­ti­vo soja Cor­co­va­do, que até
de­sen­vol­ver os pro­du­tos da em­pre­sa em no­vas em­ba­la­ en­tão só exis­tia em lata,
gens. “A in­ten­ção é co­lo­car o M&M's no mer­ca­do com um a Oz De­sign criou o
pre­ço me­nor”, ex­pli­ca Pe­dro Oli­vei­ra, en­ge­nhei­ro res­pon­ de­sign do ró­tu­lo para PET
sá­vel pelo de­sen­vol­vi­men­to de em­ba­la­gens da Ef­fem. A e re­no­vou a an­ti­ga lata
nova em­ba­la­gem exi­giu sete me­ses de pes­qui­sa, que usan­do o mes­mo pa­drão
en­vol­veu a aná­li­se de vá­rios grá­fi­co fei­to para o PET.
ma­te­riais até che­gar à Se­gun­do Gio­van­ni Van­
apre­sen­ta­ção fi­nal do blis­ nuc­chi, só­cio-di­re­tor da
ter em for­ma da le­tra M. A Oz, além de mais atual, a
No­vel­print fi­cou res­pon­sá­ nova em­ba­la­gem mu­dou
vel pelo de­sen­vol­vi­men­to a lin­gua­gem do pro­du­to,
de uma so­lu­ção ade­si­va pas­san­do a trans­mi­tir um
para a tam­pa da em­ba­la­gem. con­cei­to de qua­li­da­de, A antiga embalagem
pou­co pre­sen­te na em­ba­ (acima) e a nova
"Quan­do o pro­je­to foi en­tre­gue,
a idéia ini­cial pre­via a aber­tu­ra la­gem an­te­rior.
da em­ba­la­gem ape­nas por meio A Oz re­du­ziu a cena do
d e pi­co­tes. Mas a No­vel­ Cor­co­va­do com o Cris­to
print per­ce­beu Re­den­tor re­de­se­nhan­do a
que isso não ima­gem como um selo. O
se­ria mui­to des­ta­que pas­sou ser o
efi­cien­te e lo­go­ti­po, em bran­co so­bre
po­de­ria ver­me­lho, mui­to mais vi­sí­
até cau­ vel que na ver­são an­te­
sar um rior. Em ta­ma­nho maior, a
em­ba­ra­ço le­tra “A” da pa­la­vra Cor­
para o con­su­mi­ co­va­do re­me­te à idéia da
dor na hora de abrir", mon­ta­nha do pon­to tu­rís­
lem­bra Oli­vei­ra. A No­vel­print apre­ ti­co ca­rio­ca. O ver­de e o
sen­tou en­tão uma eti­que­ta ade­si­va ver­me­lho fo­ram pre­ser­va­
com fi­ti­lho, que ser­ve como um guia para dos, po­rém em tons mais
a aber­tu­ra. De acor­do com Os­val­do Be­lin­ta­ni, su­pe­rin­ten­ vi­vos, e foi ado­ta­do o
den­te téc­ni­co da em­pre­sa, a maior di­fi­cul­da­de do pro­je­to dou­ra­do la­mi­na­do como
foi im­pri­mir so­bre o ade­si­vo. A im­pres­são é fei­ta dos dois base do ró­tu­lo para re­for­
la­dos de­pois o fi­ti­lho é apli­ca­do. çar a cor do óleo.

Caixas de cereal matinal? Não, de roupas


Dan­do se­qüên­cia às di­ver­ti­das cai­xas para crian­ças, fo­ram de­sen­vol­vi­das ma­ti­nais.
para pre­sen­te no for­ma­to de em­ba­la­ em­ba­la­gens de rou­pas ins­pi­ra­das “A es­co­lha para esta pa­ró­dia vi­sual
gens cartonadas para su­cos de fru­ nos tra­di­cio­nais ce­reais man­tém o con­cei­to ‘Sa­bor de Ve­rão’
tas que ex­plo­ra­vam as co­res do das em­ba­la­gens da gri­fe e in­te­gra o
ve­rão bra­si­lei­ro, cria­das no ve­rão uni­ver­so do pú­bli­co in­fan­til”, con­ta
pas­sa­do para a gri­fe ca­rio­ca de o de­sig­ner Mar­ce­lo Mar­ti­nez, só­cio
fotos: divulgação

moda praia To­tem, a Por­to+Mar­ti­ da Por­to+Mar­ti­nez de­signS­tu­dio.


nez de­signS­tu­dio ele­geu este ano As em­ba­la­gens fo­ram ilus­tra­das
ou­tro clás­si­co para ho­me­na­gear. pelo car­tu­nis­ta Fer­nan­do Mil­ler e
Para a li­nha To­tem Kids, vol­ta­da pro­du­zi­das em pa­pel car­tão 350g
pela On­du­pel.
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Ba­yer re­for­ça mar­ca com Ad­van­ta­ge DUO
Para o lan­ça­men­to de Ad­van­ta­ge
DUO, pro­du­to Ba­yer – Di­vi­são
Saú­de Ani­mal, a ZGraph De­sign
criou o la­yout e a em­ba­la­gem do
pro­du­to e de­sen­vol­veu a mala
di­re­ta des­ti­na­da a mé­di­cos ve­te­
ri­ná­rios. Por tra­tar-se de um pro­
du­to éti­co, o de­sa­fio foi criar um
ma­te­rial ao mes­mo tem­po sé­rio e
de alto im­pac­to. A mala di­re­ta
de­sen­vol­vi­da con­tém amos­tras
grá­tis de cada pro­du­to, lâ­mi­na
de apre­sen­ta­ção, ma­nual do pro­
du­to, blo­co re­cei­tuá­rio e fo­lhe­to
ex­pli­ca­ti­vo. Tam­bém foi cria­do
dis­play ex­clu­si­vo para a mesa do
mé­di­co ve­te­ri­ná­rio.

K&M am­plia li­nha Kuat terá la­tas co­me­mo­ra­ti­vas


A K&M está am­plian­do seu port­
fó­lio, dis­po­ni­bi­li­zan­do ao seg­men­
to de lim­pe­za do­més­ti­ca no­vos
itens, como o Ta­co­lac, que é um
res­tau­ra­dor para mó­veis de
ma­dei­ra, o Casa & Per­fu­me Bi­fá­si­
co para lim­pe­za pe­sa­da e o odo­
ri­za­dor de am­bien­tes Bem Es­tar.
To­das as em­ba­la­gens fo­ram de­co­
ra­das com ró­tu­los auto-ade­si­vos
fabricados pela Pro­des­maq, que
as­ses­so­rou a em­pre­sa durante o
andamento do pro­je­to.

No dia pri­mei­ro de de­zem­bro xar mi­nha cama sem­pre ar­ru­ma­


en­tra­ram no mer­ca­do na­cio­nal da. Vou pas­sar to­das as noi­tes
qua­tro la­tas co­me­mo­ra­ti­vas do fora". A se­gun­da, em la­ran­ja, "Em
Gua­ra­ná Kuat, que tra­zem uma 2003 pro­me­to en­con­trar um na­mo­
pro­pos­ta de re­no­va­ção com a ro per­fei­to. En­quan­to isso vou
as­si­na­tu­ra "2003 pro­me­te". São trei­nan­do com os im­per­fei­tos". Na
qua­tro la­tas co­lo­ri­das, com de­se­ de cor roxa, "Em 2003 vou vi­ver
nhos e fra­ses des­con­traí­das, mais pró­xi­mo da na­tu­re­za. Vou
como tem sido a li­nha de co­mu­ni­ an­dar mais pe­la­do. E por úl­ti­mo,
ca­ção ado­ta­da para a mar­ca. A na rosa, "Em 2003, pro­me­to co­lo­
pri­mei­ra de­las, da cor azul, diz o car um pier­cing na lín­gua. Não na
se­guin­te: "Em 2003 pro­me­to dei­ mi­nha, cla­ro."

48 – embalagemmarca • dez 2002


Almanaque
União de criatividade e coincidência
De­sa­ni­ma­do com a fal­ta de em­pre­go cau­sa­da pela Gran­de De­pres­são de 1929, o mar­ce­nei­
ro di­na­mar­quês Ole Kirk Chris­tian­sen bo­tou o es­pí­ri­to em­preen­de­dor para fun­cio­nar
e, em 1932, ar­ris­cou suas eco­no­mias num novo ne­gó­cio: uma pe­que­na fá­bri­ca de
brin­que­dos de ma­dei­ra. Em 1934, ele ado­ta­va a mar­ca LEGO para sua em­pre­sa e
seus pro­du­tos, uma jun­ção das pri­mei­ras sí­la­bas da ex­pres­são di­na­mar­que­sa
“leg godt” (jo­gue bem). Des­co­briu-se, pos­te­rior­men­te, que a pa­la­vra tam­
bém sig­ni­fi­ca­va “eu uno” em la­tim. Nasceu daí a idéia de lan­çar blo­qui­nhos de
mon­tar, que sur­gi­ram em 1942, já feitos de plás­ti­co. O subseqüente sucesso da mar­ca
só re­for­ça a má­xi­ma “cri­ses tam­bém tra­zem opor­tu­ni­da­des”.

Fer­men­ta­ção na­tu­ral Amos­tra dá idéia do peru


O cos­tu­me de usar as lâ­mi­nas
Diz uma len­da que o io­gur­te, até pou­co tem­po
de alu­mí­nio em as­sa­dos sur­
atrás um dos sím­bo­los do “fim da in­fla­ção” no
giu pou­co an­tes da II Guer­
Bra­sil, te­ria sido des­co­ber­to por vol­ta de 1200
ra, quan­do a mu­lher de um
da Era Cris­tã, por um sol­da­do de Geng­his
exe­cu­ti­vo da Rey­nolds
Khan. Atra­ves­san­do o de­ser­to, de­ci­diu to­mar o
nos Es­ta­dos Uni­dos
lei­te que ti­nha no can­til. Es­ta­va gros­so e aze­do,
quis pre­pa­rar um peru
mas ele be­beu as­sim mes­mo. Sen­tin­do-se com as
para o Dia de Ação
for­ças re­no­va­das, con­tou a no­vi­da­de para os
de Gra­ças. Na fal­ta
de­mais sol­da­dos, e to­mar io­gur­te vi­rou moda.
de uma for­ma ade­
Isso é o que diz a len­
qua­da, ele su­ge­riu
da, mas há re­gis­tros
en­vol­ver o peru
das pro­prie­da­des
numa amos­tra do
re­vi­go­ran­tes de
pro­du­to que ti­nha em
pro­du­tos lác­
sua pas­ta. Como
teos fer­men­ta­
pra­ti­ca­men­te
dos, em­bo­ra não
toda a pro­d u­ ç ã o do
com o nome de
me­tal era usa­da para fins bé­li­cos, foi pre­ci­so es­pe­
io­gur­te, mui­to
rar o fim do con­fli­to para di­fun­dir o novo uso.
an­te­rio­res,
Hoje os ro­los de alu­mi­nium foil es­tão pre­sen­tes em
in­clu­si­ve na Bí­blia.
98% das co­zi­nhas ame­ri­ca­nas.

Marca retaliada pelo Führer


Co­nhe­ci­da como “a mar­ca nas olim­pía­das de Ber­lim, em
das três lis­tras”, a Adi­das foi ple­no apo­geu do na­zis­mo,
fun­da­da pelo ale­mão Adolf Hi­tler teve de en­go­lir o êxi­to
Dass­ler na dé­ca­da de 20, do atle­ta ne­gro ame­ri­ca­no
após ele ter cons­truí­do seu Jes­se Owens, que ga­nhou
pri­mei­ro tê­nis na área se ser­ qua­tro me­da­lhas de ouro
vi­ço de sua casa, to­tal­men­te usan­do os tê­nis da Adi­das.
à mão. A mar­ca veio da jun­ Em 1939, o tro­co: os na­zis­tas
ção de seu ape­li­do (Adi) às con­fis­ca­vam a fá­bri­ca de
três le­tras ini­ciais de seu Dass­ler, que só a re­to­ma­ria
so­bre­no­me (das). Em 1936, al­guns anos mais tar­de.

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