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DICAS PARA A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA CONCURSO DA POLÍCIA FEDERAL

DE 2015

SUMÁRIO

Dicas para a Avaliação Psicológica concurso da Polícia Federal de 2015

1

1 Principais Dúvidas

3

1.1 Quando ocorre a avaliação psicológica?

3

1.2 Qual o marco regulatório da avaliação psicológica?

3

1.3 Como é aplicado a avaliação psicológica na Polícia Federal?

14

1.4 Como ser aprovado na avaliação psicológica?

14

1.5 Quais os motivos de reprovação na avaliação psicológica?

15

1.6 Vale a pena ir em psicólogas para se preparar para a avaliação psicológica?

15

1.7 Há entrevistas ou dinâmicas de grupo na avaliação psicológica?

16

1.8 É possível se preparar para a avaliação psicológica? Não me prejudicarei se fizer

isso?

16

1.9

Onde tirar outras dúvidas sobre a avaliação psicológica?

16

2 Dicas de Preparação

16

2.1 Qual a melhor dica para se preparar para a avaliação psicológica?

16

2.2 Esses métodos de preparação são garantidos?

17

2.3 Quais as principais dicas para o dia da prova de avaliação psicológica?

17

3 Testes Cobrados no último concurso e índices

17

3.1 Quais testes foram cobrados na última avaliação psicológica da Polícia Federal? 17

3.2 Quais eram os índices e regras para aprovação na última avaliação psicológica da

Polícia Federal?

17

3.3 Qual a taxa de reprovação da avaliação psicológica no último concurso?

24

3.4 Quais os principais erros cometidos pelos candidatos na avaliação psicológica?

24

4 Atualizações referentes ao Manual do Psicotécnico 2ª edição

25

4.1

O que vale a pena aprender além do que está na segunda edição do Manual do

Psicotécnico?

25

4.2 Quais testes estão disponíveis na internet e não estão no Manual do Psicotécnico?

25

4.3 Será publicada uma terceira edição do Manual do Psicotécnico?

25

5 Palpites para a próxima avaliação psicológica (Agente 2015)

26

5.2 Quais os testes mais importantes para estudar para o concurso de Agente de 2015?

 

26

5.3 O novo PMK pode ser aplicado no concurso de Agente de 2015?

26

1 Principais Dúvidas

1.1 Quando ocorre a avaliação psicológica?

R: Geralmente depois do TAF e do exame médico. No concurso de APF 2014, por exemplo, foi essa a ordem seguida. Pelo Decreto 6944/2009, deve ser sempre realizada depois das provas escritas e do TAF.

1.2 QUAL O MARCO REGULATÓRIO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: As principais regulamentações do assunto são:

Decreto 6944/2009: Determina que a realização de avaliação psicológica só pode ser feita se houver determinação legal (evitando que os órgãos decidam criar essa etapa para quaisquer concursos, sendo que a lei não o faz). Os artigos que tratam dessa etapa estão abaixo listados:

Art. 14. A realização de avaliação psicológica está condicionada à existência de previsão legal específica e deverá estar prevista no edital. (Redação dada pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 1º Para os fins deste Decreto, considera-se avaliação psicológica o emprego de procedimentos científicos destinados

a aferir a compatibilidade das características psicológicas do candidato com as atribuições do cargo. (Redação dada pelo

Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 2º A avaliação psicológica será realizada após a aplicação das provas escritas, orais e de aptidão física, quando houver. (Redação dada pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 3º Os requisitos psicológicos para o desempenho no cargo deverão ser estabelecidos previamente, por meio de estudo

científico das atribuições e responsabilidades dos cargos, descrição detalhada das atividades e tarefas, identificação dos

conhecimentos, habilidades e características pessoais necessários para sua execução e identificação de características restritivas ou impeditivas para o cargo. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 4º A avaliação psicológica deverá ser realizada mediante o uso de instrumentos de avaliação psicológica, capazes de aferir, de forma objetiva e padronizada, os requisitos psicológicos do candidato para o desempenho das atribuições inerentes ao cargo. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 5º O edital especificará os requisitos psicológicos que serão aferidos na avaliação. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

Art. 14-A. O resultado final da avaliação psicológica do candidato será divulgado, exclusivamente, como “apto” ou “inapto”. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 1º Todas as avaliações psicológicas serão fundamentadas e os candidatos poderão obter cópia de todo o processado envolvendo sua avaliação, independentemente de requerimento específico e ainda que o candidato tenha sido considerado apto. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 2º Os prazos e a forma de interposição de recurso acerca do resultado da avaliação psicológica serão definidos pelo edital do concurso. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 3º Os profissionais que efetuaram avaliações psicológicas no certame não poderão participar do julgamento de recursos. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

§ 4º É lícito ao candidato apresentar parecer de assistente técnico na fase recursal. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de

2010)

§ 5º Caso no julgamento de recurso se entenda que a documentação e a fundamentação da avaliação psicológica são insuficientes para se concluir sobre as condições do candidato, a avaliação psicológica será anulada e realizado novo exame. (Incluído pelo Decreto nº 7.308, de 2010)

Lei 4878/65: Dá a previsão legal para a realização da avaliação psicológica no concurso da Polícia Federal,

VII - possuir

temperamento adequado ao exercício da função policial, apurado em exame psicotécnico realizado pela

Academia Nacional de Polícia”.

nos termos do artigo 9º: “São requisitos para matrícula na Academia Nacional de Polícia:

Edital do Concurso: O edital de cada concurso regra a avaliação psicológica equivalente. Para o concurso de Agente 2014, as regras constantes são as abaixo:

13 - DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

13.1 A Avaliação Psicológica será realizada de acordo com os subitens descritos abaixo e conforme o

Anexo IV deste edital, na data provável de 24 a 26 de abril de 2015

13.2 A Avaliação Psicológica, de caráter unicamente eliminatório, será realizada pelo Cespe.

13.3 A Avaliação Psicológica consistirá na aplicação e na avaliação de baterias de testes e instrumentos psicológicos

científicos, que permitam identificar a compatibilidade de características psicológicas do candidato, com deficiência ou

não, com as atribuições do cargo, visando verificar, entre outros:

a) capacidade de concentração e atenção;

b) capacidade de memória;

c) tipos de raciocínio;

d) características de personalidade como: controle emocional, relacionamento interpessoal, extroversão, altruísmo,

assertividade, disciplina, ordem, dinamismo, persistência, entre outras.

13.3.1 A Avaliação Psicológica poderá avaliar também as características de personalidade restritivas ou impeditivas ao desempenho das atribuições inerentes ao cargo como, por exemplo, agressividade inadequada, instabilidade emocional exacerbada, impulsividade inadequada e ansiedade exacerbada.

13.4 Na Avaliação Psicológica, o candidato será considerado “apto” ou “inapto” conforme estabelecido no Anexo IV

deste edital. O candidato considerado “inapto” na Avaliação Psicológica será eliminado do concurso e não terá

classificação alguma.

3.5 O candidato poderá ser submetido, ainda, a avaliações psicológicas complementares, conforme disposto no Anexo IV, de caráter unicamente eliminatório, durante o Curso de Formação Profissional, caso a Direção da Academia Nacional de Polícia, de maneira fundamentada, entenda necessário.

13.6

Demais informações a respeito da Avaliação Psicológica constarão de edital específico de convocação para essa

fase.

ANEXO IV - DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Consoante o disposto no inciso III do artigo 8° do Decreto-Lei n° 2.320, de 26 de janeiro de 1987, no inciso VII da Lei nº 4.878, de 3 de dezembro de 1965, no Decreto nº 6.944, de 21 de agosto de 2009, com redação alterada pelo Decreto nº 7.308, de 20 de setembro de 2010, assim como nas Resoluções nº 01, de 19 de abril de 2002, e nº 02/2003, de 24 de março de 2003, do Conselho Federal de Psicologia, e diante da necessidade de regular a aplicação da Avaliação Psicológica nos concursos públicos para provimento de cargos policiais, a Avaliação Psicológica será realizada nos seguintes termos:

1

Considera-se Avaliação Psicológica o processo realizado mediante o emprego de um conjunto de procedimentos

científicos destinados a aferir a compatibilidade das características psicológicas do candidato, com deficiência ou não,

com as atribuições do cargo.

2 A Avaliação Psicológica, de caráter unicamente eliminatório, será realizada após a aplicação das provas escritas e do Exame de Aptidão Física.

3 A Avaliação Psicológica será realizada com base em estudo científico das atribuições, das responsabilidades e das competências necessárias para cada cargo policial integrante do Departamento de Polícia Federal.

3.1 Os requisitos psicológicos para o desempenho no cargo serão estabelecidos previamente, por meio de estudo

científico das atribuições e responsabilidades do cargo, ou seja, descrição detalhada das atividades e tarefas, identificação

dos conhecimentos, habilidades e características pessoais necessários para sua execução e identificação de características restritivas ou impeditivas para o cargo.

4 A Avaliação Psicológica poderá consistir na aplicação coletiva e(ou) individual de instrumentos, capazes de aferir, de forma objetiva e padronizada, os requisitos psicológicos do candidato para o desempenho das atribuições inerentes ao cargo.

4.1 São requisitos da Avaliação Psicológica características de personalidade, capacidade intelectual e habilidades

específicas, definidos em consonância com o estudo científico citado no subitem 3.1 deste Anexo.

5 A Avaliação Psicológica será realizada por banca examinadora constituída por psicólogos regularmente inscritos em Conselho Regional de Psicologia.

6 A banca examinadora utilizará testes psicológicos validados no país e aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, em conformidade com a Resolução nº 2/2003, de 24 de março de 2003, do Conselho Federal de Psicologia.

7 O resultado da Avaliação Psicológica será obtido por meio da análise de todos os instrumentos psicológicos utilizados,

considerando os critérios estabelecidos, a partir do estudo científico do cargo, os quais deverão ser relacionados aos

requisitos psicológicos do candidato para o desempenho das atribuições inerentes ao cargo.

8 Na Avaliação Psicológica, o candidato será considerado “apto” ou “inapto”.

8.1 Será considerado “apto” o candidato que apresentar características de personalidade, capacidade intelectual e

habilidades específicas, de acordo com os requisitos psicológicos para o desempenho das atribuições inerentes ao cargo.

8.2 Será considerado “inapto” o candidato que apresentar características restritivas ou impeditivas e(ou) não apresentar

características de personalidade, capacidade intelectual, habilidades específicas, isolada ou cumulativamente, de acordo

com os requisitos psicológicos para o desempenho das atribuições inerentes ao cargo.

8.3 A inaptidão na Avaliação Psicológica não significa, necessariamente, incapacidade intelectual ou existência de

transtornos de personalidade; indica apenas que o candidato não atendeu aos requisitos para o desempenho das

atribuições inerentes ao cargo pretendido.

9 O candidato considerado “inapto” na Avaliação Psicológica ou que não comparecer à avaliação, no local, na(s) data(s)

e no(s) horário(s) previsto(s) para a sua realização, no edital específico de convocação dessa fase, será eliminado do

concurso.

10 A publicação do resultado da Avaliação Psicológica listará apenas os candidatos “aptos”, em obediência ao que preceitua o artigo 6º da Resolução nº 01/2002, de 19 de abril de 2002, do Conselho Federal de Psicologia.

11 Será assegurado ao candidato “inapto” conhecer as razões que determinaram a sua inaptidão, por meio da Sessão de Conhecimento das Razões da Inaptidão, bem como a possibilidade de interpor recurso.

11.1

A Sessão de Conhecimento das Razões da Inaptidão é o procedimento técnico, de caráter exclusivamente

informativo, no qual um psicólogo contratado pelo Cespe explica ao candidato o seu resultado e esclarece suas eventuais

dúvidas.

11.2 O resultado obtido na Avaliação Psicológica poderá ser conhecido apenas pelo candidato ou pelo candidato, com

o auxílio de um psicólogo, constituído às suas expensas, que irá assessorá-lo, no local e perante o psicólogo designado

pelo Cespe.

11.3 O psicólogo contratado pelo candidato, se foro caso, deverá apresentar, na Sessão de Conhecimento das Razões

da Inaptidão, comprovação de registro no Conselho Regional de Psicologia, ou seja, a Carteira de Identidade

Profissional de Psicólogo.

11.4 Na Sessão de Conhecimento das Razões da Inaptidão, serão apresentados aos psicólogos constituídos e apenas a

esses, os Manuais Técnicos dos testes aplicados no certame, que não são comercializados.

11.5 Não será permitido ao candidato, nem ao psicólogo contratado, gravar a Sessão de Conhecimento das Razões da

Inaptidão tampouco retirar, fotografar e(ou) reproduzir os manuais técnicos, os testes psicológicos e as folhas de

respostas do candidato.

11.6 O candidato e o psicólogo contratado, quando for o caso, somente poderão ter acesso à documentação pertinente

à Avaliação Psicológica do candidato na presença de um psicólogo da banca examinadora.

12 Após a Sessão de Conhecimento das Razões da Inaptidão, o candidato que desejar, poderá interpor recurso,

orientado ou não pelo seu psicólogo representante.

13 Será facultado ao candidato anexar outros documentos ao interpor seu recurso. Contudo, deve-se observar que o

recurso administrativo levará em conta os resultados apresentados pelo candidato no momento da avaliação psicológica

do certame.

14 A banca avaliadora dos recursos será independente da banca examinadora, ou seja, será composta por psicólogos que

não participaram das outras fases da Avaliação Psicológica.

15 Será eliminado do concurso público o candidato que for considerado inapto na avaliação psicológica.

16 Em obediência ao artigo 6º, alíneas c e f, ao artigo 8º, inciso III, do Decreto-Lei nº 2.320, de 26 de janeiro de 1987,

ao artigo 9º, incisos VI e VII da Lei nº 4.878, de 3 de dezembro de 1965, ao artigo 14 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, o candidato poderá ser submetido a avaliações psicológicas complementares, de caráter unicamente

eliminatório, durante o Curso de Formação Profissional, caso a Direção da Academia Nacional de Polícia, de maneira fundamentada, entenda como necessário.

17 Nenhum candidato poderá alegar desconhecimento das regras deste Anexo.

18 As dúvidas, as controvérsias e os casos não previstos neste Anexo serão dirimidos pela Diretoria de Gestão de Pessoal, ouvida a Coordenação de Recrutamento e Seleção.

Decreto-Lei n° 2.320/87: Dispõe sobre o ingresso na carreira de Polícia Federal e determina que um dos requisitos para ingressar no curso de formação é possuir temperamento adequado ao exercício das atividades inerentes à categoria funcional a que concorrer, apurado em exame psicotécnico (Art. 8º, III).

Resolução 1/2002 do Conselho Federal de Psicologia: Regulamenta a Avaliação Psicológica em Concurso Público e processos seletivos da mesma natureza, trazendo o seguinte teor:

Art. 1º - A avaliação psicológica para fins de seleção de candidatos é um processo, realizado mediante o emprego de um conjunto de procedimentos objetivos e científicos, que permite identificar aspectos psicológicos do candidato para fins de prognóstico do desempenho das atividades relativas ao cargo pretendido.

§ 1º - Para proceder à avaliação referida no caput deste artigo, o psicólogo deverá utilizar métodos e técnicas psicológicas que possuam características e normas obtidas por meio de procedimentos psicológicos reconhecidos pela comunidade científica como adequados para instrumentos dessa natureza.

§ 2º - Optando pelo uso de testes psicológicos, o psicólogo deverá utilizar testes validados em nível nacional, aprovados pelo CFP de acordo com a Resolução CFP n.º 25/2001, que garantam a precisão dos diagnósticos individuais obtidos pelos candidatos.

Art. 2º - Para alcançar os objetivos referidos no artigo anterior, o psicólogo deverá:

I - utilizar testes definidos com base no perfil profissiográfico do cargo pretendido;

incluir, nos instrumentos de avaliação, técnicas capazes, minimamente, de aferir características tais como inteligência, funções cognitivas, habilidades específicas e personalidade;

II

III

- à luz dos resultados de cada instrumento, proceder à análise conjunta de todas as técnicas utilizadas, relacionando-

as

ao perfil do cargo e aos fatores restritivos para a profissão, considerando a capacidade do candidato para utilizar as

funções psicológicas necessárias ao desempenho do cargo;

IV - seguir sempre a recomendação atualizada dos manuais técnicos adotados a respeito dos procedimentos de aplicação

e avaliação quantitativa e qualitativa.

Art. 3º - O Edital deverá conter informações, em linguagem compreensível ao leigo, sobre a avaliação psicológica a ser realizada e os critérios de avaliação, relacionando-os aos aspectos psicológicos considerados compatíveis com o desempenho esperado para o cargo.

Art. 4º - O psicólogo ou comissão responsável deverá ser designada pela instituição ou empresa que promove o concurso

ou a seleção, através de ato formal, devendo todos estarem regularmente inscritos em Conselho Regional de Psicologia.

Art. 5º - O psicólogo deverá declarar-se impedido de avaliar candidatos com os quais tenha relação que possa interferir

na avaliação.

Parágrafo Único Na hipótese do exposto no caput desse artigo, o candidato deverá ser encaminhado a outro membro

da comissão de avaliação ou a outro profissional.

Art. 6º - A publicação do resultado da avaliação psicológica será feita por meio de relação nominal, constando os candidatos indicados.

§ 1º - O sigilo sobre os resultados obtidos na avaliação psicológica deverá ser mantido pelo psicólogo, na forma prevista pelo código de ética da categoria profissional.

§ 2º - Será facultado ao candidato, e somente a este, conhecer o resultado da avaliação por meio de entrevista devolutiva.

Art. 7º Na hipótese de recurso à instância competente, o candidato poderá ser assessorado ou representado por psicólogo que não tenha feito parte da comissão avaliadora, que fundamentará o pedido e a revisão do processo de avaliação do recorrente, com base nas provas realizadas.

§ 1º - Havendo recurso para realização de perícia, ficam os membros da comissão impedidos de participarem do processo.

§ 2º - Os peritos deverão considerar todas as informações referentes ao cargo, fornecidas pelo órgão.

Art. 8º - Tanto para a entrevista de devolução quanto para a apresentação do recurso, não será admitida a remoção dos testes do candidato do seu local de arquivamento público, devendo o psicólogo contratado fazer seu trabalho na presença

de um psicólogo da comissão examinadora, salvo determinação judicial.

Art. 9º - A avaliação psicológica em concurso público ou processo seletivo da mesma natureza terá sua validade de acordo com a Resolução CFP n.º 25/2001.

Parágrafo Único Caso o candidato possua aprovação em concurso público e o exame psicológico esteja fora do prazo

de validade, a admissão do candidato estará sujeita a nova avaliação psicológica.

Art. 10 - O laudo psicológico deverá ser assinado, ao menos, pelo responsável técnico da avaliação.

Resolução 2/2003 do Conselho Federal de Psicologia: Define e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de testes psicológicos. Seu teor é o seguinte:

Art. 1º. Os Testes Psicológicos são instrumentos de avaliação ou mensuração de características psicológicas, constituindo-se um método ou técnica de uso privativo do psicólogo, em decorrência do que dispõe o § 1° do Art. 13

da Lei n° 4.119/62. Para que possam ser reconhecidos como testes psicológicos em condições de uso deverão atender

aos requisitos técnicos e científicos, definidos no anexo da Resolução CFP n° 002/2003, e aos seguintes requisitos

éticos e de defesa dos direitos humanos: (Redação dada pela Resolução CFP nº 005/2012):

I - Considerar os princípios e artigos previstos no Código de Ética Profissional dos Psicólogos; (Redação dada pela Resolução CFP nº 005/2012)

II - Considerar a perspectiva da integralidade dos fenômenos sociais, multifatoriais, culturais e historicamente construídos; (Redação dada pela Resolução CFP nº 005/2012)

III - Considerar os determinantes socioeconômicos que interferem nas relações de trabalho e no processo de exclusão

social e desemprego. (Redação dada pela Resolução CFP nº 005/2012)

Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput deste artigo, os testes psicológicos são procedimentos sistemáticos de observação e registro de amostras de comportamentos e respostas de indivíduos com o objetivo de descrever e/ou mensurar características e processos psicológicos, compreendidos tradicionalmente nas áreas emoção/afeto, cognição/inteligência, motivação, personalidade, psicomotricidade, atenção, memória, percepção, dentre outras, nas suas mais diversas formas de expressão, segundo padrões definidos pela construção dos instrumentos. (Redação dada pela Resolução CFP nº 005/2012)

Art. 2º - Os documentos a seguir são referências para a definição dos conceitos, princípios e procedimentos, bem como

o detalhamento dos requisitos estabelecidos nesta Resolução:

I - International Test Commission (2000). ITC Guidelines on Adapting Tests. International Test Commission. Disponível On-line em: http://www.intestcom.org.

II - American Educational Research Association, American Psychological Association &National Council on

Measurement in Education (1999). Standards for Educational and Psychological Testing. New York: American

Educational Research Association.

III - Canadian Psychological Association (1996). Guidelines for Educational and Psychological Testing. Ontário, CA:

CPA. Disponível On-Line em: http://www.cpa.ca/guide9.html

Art. 3º - Os requisitos mínimos que os instrumentos devem possuir para serem reconhecidos como testes psicológicos

e possam ser utilizados pelos profissionais da psicologia são os previstos nesta Resolução.

Art. 4º - Para efeito do disposto no artigo anterior, são requisitos mínimos e obrigatórios para os instrumentos de avaliação psicológica que utilizam questões de múltipla escolha e outros similares, tais como "acerto e erro", "inventários" e "escalas":

I - apresentação da fundamentação teórica do instrumento, com especial ênfase na definição do construto, sendo o

instrumento descrito em seu aspecto constitutivo e operacional, incluindo a definição dos seus possíveis propósitos e os

contextos principais para os quais ele foi desenvolvido;

- apresentação de evidências empíricas de validade e precisão das interpretações propostas para os escores do teste, justificando os procedimentos específicos adotados na investigação;

II

III - apresentação de dados empíricos sobre as propriedades psicométricas dos itens do instrumento;

IV - apresentação do sistema de correção e interpretação dos escores, explicitando a lógica que fundamenta o procedimento, em função do sistema de interpretação adotado, que pode ser:

a) referenciada à norma, devendo, nesse caso, relatar as características da amostra de padronização de maneira clara e exaustiva, preferencialmente comparando com estimativas nacionais, possibilitando o julgamento do nível de representatividade do grupo d e referência usado para a transformação dos escores.

b) Diferente da interpretação referenciada à norma, devendo, nesse caso, explicar o embasamento teórico e justificar a lógica do procedimento de interpretação utilizado.

V - apresentação clara dos procedimentos de aplicação e correção, bem como as condições nas quais o teste deve ser

aplicado, para que haja a garantia da uniformidade dos procedimentos envolvidos na sua aplicação;

VI - compilação das informações indicadas acima, bem como outras que forem importantes, em um manual contendo,

pelo menos, informações sobre:

a) o aspecto técnico-científico, relatando a fundamentação e os estudos empíricos sobre o instrumento;

b) o aspecto prático, explicando a aplicação, correção e interpretação dos resultados do teste;

c) a literatura científica relacionada ao instrumento, indicando os meios para a sua obtenção.

Art. 5º - São requisitos mínimos obrigatórios para os instrumentos de avaliação psicológica classificados como "testes

projetivos":

I - apresentação da fundamentação teórica do instrumento com especial ênfase na definição do construto a ser avaliado

e dos possíveis propósitos do instrumento e os contextos principais para os quais ele foi desenvolvido;

II - apresentação de evidências empíricas de validade e precisão das interpretações propostas para os escores do teste, com justificativas para os procedimentos específicos adotados na investigação, com especial ênfase na precisão de avaliadores, quando o processo de correção for complexo;

III apresentação do sistema de correção e interpretação dos escores, explicitando a lógica que fundamenta o

procedimento, em função do sistema de interpretação adotado, que pode ser:

a) referenciada à norma, devendo , nesse caso , relatar as características da amostra de padronização de maneira clara e exaustiva, preferencialmente comparando com estimativas nacionais, possibilitando o julgamento do nível de representatividade do grupo de referência usado para a transformação dos escores;

b) Diferente da interpretação referenciada à norma, devendo , nesse caso , explicar o embasamento teórico e

justificar a lógica do procedimento de interpretação utilizado;

IV - apresentação clara dos procedimentos de aplicação e correção e das condições nas quais o teste deve ser aplicado

para garantir a uniformidade dos procedimentos envolvidos na sua aplicação;

V - compilação das informações indicadas acima, bem como outras que forem importantes, em um manual contendo,

pelo menos, informações sobre:

a) o aspecto técnico-científico, relatando a fundamentação e os estudos empíricos sobre o instrumento;

b) o aspecto prático, explicando a aplicação, correção e interpretação dos resultados do teste e

c) a literatura científica relacionada ao instrumento, indicando os meios para a sua obtenção.

Art. 6º - Os requisitos mínimos obrigatórios são aqueles contidos no Anexo I desta Resolução, Formulário de Avaliação

da Qualidade de Testes Psicológicos.

Parágrafo Único O Anexo que trata o caput deste Artigo é parte integrante desta Resolução.

Art. 7º - Também estão sujeitos aos requisitos estabelecidos na presente Resolução os testes estrangeiros de qualquer natureza, traduzidos para o português, que devem ser adequados a partir de estudos realizados com amostras brasileiras, considerando a relação de contingência entre as evidências de validade, precisão e dados normativos com o ambiente cultural onde foram realizados os estudos para sua elaboração.

Parágrafo Único - Os requerentes, autores, editores, laboratórios e responsáveis técnicos de testes psicológicos, comercializados ou não, poderão encaminhar os mesmos ao CFP a qualquer tempo, protocolando requerimento dirigido ao presidente do CFP, acompanhado de 2 (dois) exemplares completos do instrumento.

Art. 8º O CFP manterá uma Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica integrada por psicólogos convidados, de reconhecido saber em testes psicológicos, com o objetivo de analisar e emitir parecer sobre os testes psicológicos encaminhados ao CFP, com base nos parâmetros definidos nesta Resolução, bem como apresentar sugestões para o aprimoramento dos procedimentos e critérios envolvidos nessa tarefa, subsidiando as decisões do Plenário a respeito

da matéria.

§ 1º A Comissão de que trata o caput deste artigo, nomeada Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, será composta por, no mínimo, 4 (quatro) membros, podendo valer-se da colaboração de pareceristas Ad hoc.

§ 2º - Os pareceristas Ad hoc serão psicólogos convidados pelo CFP, escolhidos por notório saber na área.

§ 3º - O trabalho da Comissão e dos pareceristas Ad hoc não será remunerado, e não representará vínculo empregatício com o CFP.

Art. 9º Os testes recebidos terão tramitação interna de acordo com as seguintes etapas, cujo procedimento se

descreve:

I Recepção;

II Análise;

III Avaliação;

IV Comunicação da avaliação aos requerentes, com prazo para recurso;

V Análise de recurso;

VI Avaliação Final .

§ 1º A recepção consiste no protocolo de recebimento, inclusão no banco de dados e encaminhamento para análise.

§ 2º A análise é feita com a verificação técnica do cumprimento das condições mínimas contidas no Anexo I desta

Resolução, realizada inicialmente pelos pareceristas Ad hoc e posteriormente, pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, resultando em um parecer a ser enviado para decisão da Plenária do CFP.

§ 3º A avaliação poderá ser favorável quando, por decisão do Plenário do CFP, o teste é considerado em condições

de uso , ou desfavorável quando, por decisão do Plenário do CFP, a análise indica que o teste não apresenta as condições

mínimas para uso. Nesse caso, o Parecer deverá apresentar as razões, bem como as orientações para que o problema

seja sanado.

§ 4º - A comunicação de avaliação ocorre quando do recebimento desta pelo requerente, podendo o mesmo apresentar

recurso no prazo de 30 dias, previsto no Art. 12 inciso IV desta Resolução, a contar da data que consta no Aviso de

Recebimento (AR).

§ 5º - A análise do recurso à avaliação desfavorável, realizada pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, ocorre quando do recebimento do recurso do requerente.

§ 6º A avaliação final desfavorável ocorre quando, mediante análise, a avaliação desfavorável prevalece diante da

resposta de que trata o parágrafo anterior, ou quando esta resposta não for apresentada no prazo estabelecido nesta

resolução, caso em que o teste será considerado sem condições de uso.

Art. 10 - Será considerado teste psicológico em condições de uso, seja ele comercializado ou disponibilizado por outros meios, aquele que, após recebe r Parecer da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, for aprovado pelo CFP.

Parágrafo único Para o disposto no caput deste artigo, o Conselho Federal de Psicologia considerará os parâmetros

de construção e princípios reconhecidos pela comunidade científica, especialmente os desenvolvidos pela Psicometria.

Art. 11 As condições de uso dos instrumentos devem ser consideradas apenas para os contextos e propósitos para os quais os estudos empíricos indicaram resultados favoráveis.

Parágrafo Único A consideração da informação referida no caput deste artigo é parte fundamental do processo de avaliação psicológica, especialmente na escolha do teste mais adequado a cada propósito e será de responsabilidade do psicólogo que utilizar o instrumento.

Art . 12 Os prazos para cada etapa descrita no Art. 9º desta Resolução são de até:

I

30 (trinta) dias, a partir da data de recebimento do teste psicológico pelo CFP, para os procedimentos de recepção

e

encaminhamento à Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica ou parecerista Ad hoc por esta indicado;

II

60 (sessenta) dias, a partir do recebimento do teste para análise, para emissão de parecer pelo parecerista Ad hoc;

III 30 (trinta) dias, a partir do recebimento do parecer, para emissão do parecer pela Comissão Consultiva em

Avaliação Psicológica;

IV 30 (trinta) dias, a partir da notificação, para apresentação de recurso pelo responsável técnico pelo teste

psicológico;

V

30 (trinta) dias, a partir do recebimento, para análise e parecer da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica

ao

recurso do requerente.

§ 1º Caso haja desacordo entre o parecer do parecerista Ad hoc e o da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica,

o instrumento será enviado para outro parecerista Ad hoc, que terá o prazo de até 40 (quarenta) dias para emissão de novo parecer.

§ 2º Em quaisquer dos casos, o Plenário do CFP apreciará o parecer da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica

na sessão subsequente à data do seu recebimento.

§ 3º - Os prazos previstos no caput deste artigo serão calculados em dias úteis, seguindo a rotina de funcionamento do Conselho Federal de Psicologia.

Art. 13 Os testes com avaliação final desfavorável por não atenderem às condições mínimas poderão, após revisados,

ser reapresentados a qualquer tempo e seguirão o trâmite normal como disposto no artigo 9º desta Resolução.

Art. 14 - Os dados empíricos das propriedades de um teste psicológico devem ser revisados periodicamente, não podendo o intervalo entre um estudo e outro ultrapassar: 15 (quinze) anos, para os dados referentes à padronização, e 20 (vinte) anos, para os dados referentes a validade e precisão . (Redação dada pela Resolução CFP nº 006/2004)

§ 1º - Não sendo apresentada a revisão no prazo estabelecido no caput deste artigo, o teste psicológico perderá a condição de uso e será excluído da relação de testes em condições de comercialização e uso.

§ 2º - O estudo de revisão deve concluir:

- se houve alteração nos dados empíricos requerendo revisões menores ligadas às interpretações dos escores ou indicadores como, por exemplo, alterações de expectativas normativas , ou

II

III - se não houve mudanças substanciais e os dados antigos continuam sendo aplicáveis.

§ 3º - Caso haja necessidade de mudança substancial no instrumento, a versão antiga não poderá ser utilizada pelos psicólogos até que se estabeleçam as propriedades mínimas definidas nesta Resolução.

§ 4º - Caso haja necessidade de mudanças menores, ou não haja necessidade de mudança, uma nova publicação do

manual ou um anexo ao manual original deve ser preparada pelo psicólogo responsável técnico pela edição do mesmo,

relatando e ste estudo de revisão, fornecendo os novos dados, as conclusões e as alterações produzidas.

§ 5º - Os resultados da revisão deverão ser apresentados ao Conselho Federal de Psicologia pelos autores, psicólogos responsáveis técnicos ou editoras de testes psicológicos, no prazo estabelecido no caput deste artigo.

Art. 15 - A responsabilidade pela revisão periódica dos testes será do autor, do psicólogo responsável técnico pela edição

e da Editora, que responderão individual e solidariamente em caso de desrespeito à Lei e ao disposto nesta Resolução, no âmbito de suas respectivas competências e responsabilidades.

§ 1º - A revisão dos testes psicológicos deverá ser realizada por pesquisadores ou laboratórios de pesquisa, com competência comprovada na área da Psicometria, que deverão publicar os estudos nos veículos de comunicação científica disponíveis.

§ 2º - Autores e editores poderão utilizar a compilação de diversos estudos para consubstanciar um estudo de revisão de um determinado teste, desde que incluam os aspectos fundamentais e críticos do instrumento, notadamente as evidências de validade, precisão e expectativas normativas.

§ 3º - O CFP manterá relação de testes em condições de uso em função da análise da documentação apresentada.

Art. 16 - Será considerada falta ética, conforme disposto na alínea c do Art. 1º e na alínea m do Art. 2º do Código de Ética Profissional do Psicólogo, a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo CFP, salvo os casos de pesquisa.

Parágrafo Único - O psicólogo que utiliza testes psicológicos como instrumento de trabalho, além do disposto no caput deste artigo, deve observar as informações contidas nos respectivos manuais e buscar informações adicionais para maior qualificação no aspecto técnico operacional do uso do instrumento, sobre a fundamentação teórica referente ao construto avaliado, sobre pesquisas recentes realizadas com o teste, além de conhecimentos de Psicometria e Estatística.

Art. 17 O CFP disponibilizará, em seus veículos de comunicação, informações atualizadas sobre as etapas de cada teste psicológico em análise e a relação de testes aprovados com inclusão e/ou exclusão de instrumentos em função do cumprimento ou não do que dispõe esta Resolução, especialmente por meio de divulgação na página www.pol.org.br,

na rede mundial de comunicação (internet).

Art. 18 - Todos os testes psicológicos estão sujeitos ao disposto nesta Resolução e deverão:

I - ter um psicólogo responsável técnico, que cuidará do cumprimento desta Resolução;

II - estar aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia;

III - ter sua comercialização e seu uso restrito a psicólogos regularmente inscritos em Conselho Regional de Psicologia.

§ 1º - Os manuais de testes psicológicos devem conter a informação, com destaque, que sua comercialização e seu uso são restritos a psicólogos regularmente inscritos em Conselho Regional de Psicologia, citando como fundamento jurídico o § 1º do Art. 13 da Lei no 4.119/62 e esta Resolução.

§ 2º - Na comercialização de testes psicológicos, as editoras , por meio de seus responsáveis técnicos , manterão

procedimento de controle onde conste o nome do psicólogo que os adquiriu, o seu número de inscrição no CRP e o(s)

número(s) de série dos testes adquiridos.

§ 3º Para efeito do disposto nos parágrafos anteriores deste artigo, considera-se manual toda publicação, de qualquer natureza, que contenha as informações especificadas nos incisos VI do artigo 4º e V do artigo 5º.

Art. 19 Os Conselhos Regionais de Psicologia adotarão as providências para o cumprimento desta Resolução, em suas respectivas jurisdições, procedendo à orientação, à fiscalização e ao julgamento, podendo:

I - notificar o autor ou o psicólogo responsável técnico a respeito de irregularidade, dando prazo para regularização;

II - apreender lote de testes psicológicos não autorizados para o uso

III - representar contra profissional ou pessoa jurídica por falta disciplinar;

IV - dar conhecimento às autoridades competentes de possíveis irregularidades.

§ 1º - Os Conselhos Regionais de Psicologia manterão cadastro atualizado das pessoas físicas e jurídicas que, em sua jurisdição, disponibilizam para uso os testes psicológicos.

§ 2º - O cadastro de que trata o parágrafo anterior será encaminhado ao Conselho Federal de Psicologia ao término de cada ano ou sempre que haja alteração que justifique o fato.

Art. 20 - O descumprimento ao que dispõe a presente Resolução sujeitará o responsável às penalidades da lei e das Resoluções editadas pelo Conselho Federal de Psicologia.

Art. 20ª . Ao psicólogo, na produção, validação, tradução, normatização, comercialização e aplicação de testes psicológicos é vedado: (Incluído pela Resolução CFP nº005/2012)

a) Realizar atividades que caracterizem negligência, preconceito, exploração, violência, crueldade ou opressão;

(Incluído pela Resolução CFP nº 005/2012)

b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, raciais, de orientação sexual; (Incluído pela

Resolução CFP nº 005/2012)

c) Favorecer o uso de conhecimento da ciência psicológica e normatizar a utilização de práticas psicológicas como

instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência. (Incluído pela Resolução CFP nº 005/2012)

Art. 20-B. Os psicólogos não poderão elaborar, validar, traduzir, normatizar, comercializar e fomentar instrumentos

ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas ou estereótipos (Incluído pela Resolução CFP nº 005/2012)

Art. 20-C. O psicólogo na realização de estudos, pesquisas e atividades voltadas para a produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias atuará considerando as fases do desenvolvimento humano, configurações familiares, conjugalidade, sexualidade e intimidade como construções sociais, históricas e culturais (Incluído pela Resolução CFP

nº 005/2012).

1.3

COMO É APLICADO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA POLÍCIA FEDERAL?

R: Esse assunto foi tratado em detalhes no Manual do Psicotécnico 2ª edição, no trecho que reproduzimos abaixo:

“Geralmente a avaliação é feita em pelos menos dois horários (de manhã e à tarde, em um mesmo dia, por exemplo). Quando são usados testes com aplicação individual (como o PMK), usa-se mais de um dia de testes e os candidatos são separados em horários diferentes. Assim, só pelos horários da convocação do teste já é possível se inferir algo sobre que tipo de avaliação será feita. Em concursos públicos, é comum se dividir em turmas de 30 alunos aproximadamente por

sala e colocar pelo menos dois psicólogos observando a sala, sendo que um é responsável pela apresentação dos testes e coordenação do processo. Geralmente são contratados psicólogos apenas para o dia da apresentação, pois as bancas não possuem funcionários suficientes para atender todas as salas. Estes psicólogos são treinados anteriormente e no dia existe um psicólogo-chefe, servidor da banca do concurso, que orienta e supervisiona o processo. Cada candidato é alocado em uma sala, com a supervisão do psicólogo responsável pelo processo. Geralmente, antes do início dos testes o psicólogo se apresenta e mostra quais testes serão aplicados e quais os tempos que serão usados em cada teste. Isso está impresso e colado na sala ou escrito na lousa. Como os testes são apresentados pelo seu nome, que geralmente é uma abreviatura, do tipo IFP ou TMV, para o candidato que não teve contato anterior com materiais como este Manual, esta informação é um tanto quanto inútil. Após explicar que os testes serão aplicados e quais os tempos, geralmente é feita alguma explicação, que vem redigida e é lida pelo psicólogo, do tipo “Faremos hoje a avaliação psicológica para o concurso de Perito da Polícia Federal. O candidato deve responder de acordo com sua personalidade, da maneira mais

honesta possível. Não existem respostas certas. Blá, blá, blá

Este protocolo é feito de forma a que o candidato

responda de forma mais inocente possível os testes. Claro que há respostas certas, pois se não houvesse, não haveria pessoas eliminadas na avaliação. Mas deixemos essa discussão para depois. Quem ler este Manual terá a certeza de quanto é falsa essa apresentação preliminar. Depois dessa apresentação inicial, o psicólogo começará a aplicar os testes. É comum começar com um teste de atenção. Estes testes são rápidos (geralmente 5 minutos) e difíceis de serem terminados usualmente (nem é necessário terminar para ser aprovado nele, geralmente, porém), o que faz o candidato “acordar” e começar a fazer com mais atenção os testes posteriores. Todos os testes vêm em envelopes lacrados e as folhas são distribuídas para todos os candidatos antes de o psicólogo começar a explicar o teste. O candidato geralmente escreve seu nome e assina o caderno de teste, de forma a manter uma ligação entre este e o teste, para o caso de contestação posterior. As explicações são escritas no Manual do teste e às vezes no próprio caderno que é entregue ao avaliado. O que o psicólogo faz é simplesmente ler o que está escrito e abrir para esclarecimentos pelos candidatos

sobre o que está escrito. Muitos psicólogos sequer conhecem direito os testes, de forma que não teriam condição de

explicar muito mais do que isso, de qualquer maneira (falaremos sobre isso depois). Depois de explicado o teste, o psicólogo dá o sinal e começa a execução. No caso dos testes de atenção (que explicaremos posteriormente), o candidato tem, por exemplo, 5 minutos para riscar os desenhos selecionados entre outros na folha. Após o sinal, todos os candidatos devem parar a execução imediatamente (e para isso os psicólogos adicionais na sala para evitar desobediência). De qualquer maneira, não é difícil ver candidatos fazendo marcações alguns segundos depois do

Após recolherem os testes, passa-se para o próximo teste. Repete-se o procedimento: entrega

comando para parar

dos testes, assinatura do candidato, explicação, perguntas, início da execução, final da execução, recolhimento do teste. Após os teste de atenção é costumeiro se aplicar um inventário de personalidade, depois outro de raciocínio, etc. Testes após testes são aplicados e recolhidos e quando todos os testes planejados tiverem sido aplicados, a avaliação está encerrada e os cadernos resolvidos pelo avaliado serão levados para a correção. Assim, esta etapa está encerrada. Quando há testes de aplicação individual, como o PMK (que deve voltar a ser usado, em uma nova versão aprovada pelo CFP), o protocolo de aplicação muda um pouco. Ao invés de vários candidatos reunidos em uma sala, cada candidato entra por vez com o psicólogo, ele lhe explica o teste e faz a aplicação, recolhendo os resultados ao final.

Adicionais explicações serão dadas quando falarmos de avaliações específicas e dos testes específicos.”

”.

1.4 COMO SER APROVADO NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Não há garantias de aprovação, mas se preparando pelas dicas aqui dadas e pelo Manual do Psicotécnico 2ª edição a chance de aprovação é muito alta.

1.5

QUAIS OS MOTIVOS DE REPROVAÇÃO NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Depois que o site Segredos do Psicotécnico e o Manual do Psicotécnico foram publicados, a maior parte dos candidatos sabe o que irá enfrentar a taxa de reprovação caiu muito. Mesmo assim, alguns candidatos, por desconhecimento ou por achar que não devem estudar, não procuram informações e acabam reprovando. Entre os que se preparam, 95% das reprovações ocorre nos testes de atenção, por nervosismo do candidato geralmente, ao fazer pela primeira vez o teste de atenção (são muitos testes possíveis e é fácil a banca desenvolver novos testes ao contrário do que ocorre com os testes de personalidade).

1.6 VALE A PENA IR EM PSICÓLOGAS PARA SE PREPARAR PARA A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Reproduzindo novamente trecho do Manual a respeito disso:

“Só recomendo isso se a pessoa achar que ficará mais tranquila caso já tenha tido contato direto com o material dos testes antes do dia. Em caso contrário, não vale a pena.

Não vale pelos seguintes motivos:

- A consulta é cara.

- A maioria dos psicólogos não manja nada de testes psicológicos e menos ainda de como elessão aplicados em concursos públicos.

- Pelo código de ética da classe, os psicólogos são proibidos de ensinar os testes.

- Alguns testes são exclusivos da banca, não estando disponíveis para qualquer psicólogo comprar. É o que ocorre com

a maior parte dos testes exclusivos do CESPE.O único teste que valeria a pena treinar antes com um psicólogo seria o novo PMK, recentemente aprovado para uso. Se tiver um psicólogo de confiança, peça para ele lhe aplicar o Palográfico

e as pirâmides de Pfister. No mais, você não achará dicas melhores do que as que estão aqui no Manual.”

Quanto a ida a psicólogas especializadas em concursos públicos, segue outro trecho:

“Existem para quem não sabe, em algumas capitais, psicólogas que ministram cursos sobre avaliação em concursos. Não citarei os nomes, mas a maioria sabe quem são.

Em primeiro lugar, é necessário dizer que o que estas profissionais fazem é ilegal e fere o código de ética da Psicologia. Embora não digam claramente como passar nos testes, como fazemos aqui, elas fazem uma entrevista prévia com a pessoa e falam o que ela não deve demonstrar na avaliação, daquilo que avaliam em sua personalidade. Depois aplicam testes e os devolvem para os candidatos, marcando os itens que lhe trariam problemas no concurso. Se isso não é ensinar passar, não sei o que é. Isso deveria ser coibido pelo Conselho Federal de Psicologia, estivesse ele mesmo tão preocupado com a ética da classe. Mas, parece que só quer mesmo é manter o status quo da avaliação como hoje é. Em segundo lugar, estas psicólogas tentam desmerecer os materiais que estão na internet sobre os testes, falando mal de quem os fez e dizendo que o que está explicado é errado. As desafiamos a mostrar o que há de errado. E se falam mal, é porque sabem que está certo e que isso vai lhe tirar o dinheiro fácil e ilegal que ganham. Mas, voltando ao tema da pergunta, se estiver disposto a pagar o alto preço que cobram, pode valer a pena. Porém, nada que elas explicarão estará fora do que está aqui. No máximo elas lhe mostrarão que estavam entendendo algo de forma errada do que foi explicado aqui.

1.7

HÁ ENTREVISTAS OU DINÂMICAS DE GRUPO NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Não. Desde a regulamentação do assunto pelo Decreto 6944/2009 os concursos federais que aplicam avaliações psicológicas apenas podem aplicar testes objetivos e padronizados. Logo, avaliações subjetivas como entrevistas e dinâmicas, ainda comuns nos concursos estaduais, são proibidas em concursos federais.

1.8 É POSSÍVEL SE PREPARAR PARA A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA? NÃO ME PREJUDICAREI SE FIZER

ISSO?

R: Não apenas é possível se preparar, como é quase garantido passar na maioria dos testes aplicados quando se conhece a dinâmica da avaliação deles. Quanto a se prejudicar em treinar para os testes, segue trecho do Manual do Psicotécnico que fala a respeito:

“É comum ouvir psicólogos, principalmente no site dos CRPs, afirmando que a leitura dos materiais sobre a avaliação psicológica prejudica os candidatos. Esta é outra forma de defesa, para tentar manter o medo nos candidatos e evitar que eles descubram a verdade. Porém, fica claro que isto é falso. Acreditar nisso é o mesmo que acreditar que assistir aulas sobre uma matéria ou ler um livro antes da prova irá prejudicar o aluno, pois ele poderá entender alguma explicação errada e se confundir na hora da prova, de forma que o ideal seria ir para a prova sem saber de nada. Ninguém acreditaria neste absurdo. Mas, por conta da ignorância e obscuridade que cerca a avaliação psicológica, neste caso a mentira cola. É como se estivéssemos novamente na Idade Média. Assim como um candidato pode ler uma apostila de direito e entender de forma errada a explicação e errar uma questão na prova, alguém pode entender de forma errada algo que está explicado aqui e errar um item na avaliação psicológica. Porém, no geral, ele estará quilômetros à frente dos demais candidatos que nada sabem. Assim, quem quiser correr o risco de ir sem saber nada, fique à vontade. Poderá passar, claro, já que os testes, no fundo, são uma questão de bom senso. Mas, depois, se não der certo, poderá voltar aqui e ler o capítulo sobre as ações judiciais. A maioria dos candidatos tem mais medo de ler sobre os testes de personalidade do que sobre os de raciocínio e de atenção. Mas, este medo é apenas fruto da falta de conhecimento. Saber como estes testes funcionam permite passar em qualquer avaliação psicológica de concursos isto é algo que posso garantir.”

1.9 ONDE TIRAR OUTRAS DÚVIDAS SOBRE A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: No Manual do Psicotécnico 2ª edição e no site Segredos do Psicotécnico.

2 DICAS DE PREPARAÇÃO

2.1 QUAL A MELHOR DICA PARA SE PREPARAR PARA A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Ler todo o Manual do Psicotécnico 2ª edição, ver os materiais extras no site Segredos do Psicotécnico e treinar os testes, inclusive os de atenção.

2.2

ESSES MÉTODOS DE PREPARAÇÃO SÃO GARANTIDOS?

R: Nada é totalmente garantido quando se trata de provas e não seria diferente aqui. Mas com certeza a chance de ser aprovado é muitas vezes maior após se preparar.

2.3 QUAIS AS PRINCIPAIS DICAS PARA O DIA DA PROVA DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: Mantenha a calma principalmente se algum testes que não conhece, por não estar nos materiais de estudo, for aplicado. Se sentir que foi mal em um teste, não se deixe abalar, pois a reprovação em apenas um teste não reprova na avaliação psicológica. Além disso, é comum se ter a impressão que foi mal, pela obscuridade e clima de segredo que são colocados nessa avaliação.

3 TESTES COBRADOS NO ÚLTIMO CONCURSO E ÍNDICES

3.1 QUAIS TESTES FORAM COBRADOS NA ÚLTIMA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DA POLÍCIA FEDERAL?

R: Os testes aplicados foram esses:

Personalidade: ICFP-R, IFP-R, EsAVI, EdAAI

Raciocínio: BRD-VR, BRD-AR, BRD-SR, TRAD-C3

Atenção: BPA AC, BPA AD

Memória: TMV

3.2 QUAIS ERAM OS ÍNDICES E REGRAS PARA APROVAÇÃO NA ÚLTIMA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DA

POLÍCIA FEDERAL?

R: No Manual do Psicotécnico 2ª edição existe uma seção apenas voltada para esse discussão, que trata em detalhes dos concursos de 2004 até 2012. Direcionamos o leitor a esse material (vide capítulo 5 do Manual 2ª edição, das páginas 84 a 94). Aqui reproduzimos apenas algumas tabelas que são ilustrativas e resumes o assunto:

Testes de Personalidade

84 a 94). Aqui reproduzimos apenas algumas tabelas que são ilustrativas e resumes o assunto: Testes

Testes de Raciocínio

Testes de Raciocínio Testes de Atenção Testes de Memória Fora esses concursos, tivemos três concursos que

Testes de Atenção

Testes de Raciocínio Testes de Atenção Testes de Memória Fora esses concursos, tivemos três concursos que

Testes de Memória

Testes de Raciocínio Testes de Atenção Testes de Memória Fora esses concursos, tivemos três concursos que

Fora esses concursos, tivemos três concursos que vale a pena acrescentar aqui: Polícia Federal 2013 e PRF 2013, todos realizados pelo CESPE. Os laudos estão abaixo.

Escrivão PF 2012

Escrivão PF 2012
Escrivão PF 2012

Agente da PRF 2013

Agente da PRF 2013
Agente da PRF 2013
Agente da PRF 2013
3.3 – Q UAL A TAXA DE REPROVAÇÃO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO ÚLTIMO CONCURSO ?

3.3 QUAL A TAXA DE REPROVAÇÃO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO ÚLTIMO CONCURSO?

R: A taxa de reprovação foi de cerca de 7%.

3.4 QUAIS OS PRINCIPAIS ERROS COMETIDOS PELOS CANDIDATOS NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA?

R: O principal erro disparado é o de deixar de se preparar para essa etapa (como aliás, se faz em todas as outras

Acreditando na conversa de psicólogos, muitos candidatos deixam de ler os materiais publicados e acabam

reprovando por bobeira, principalmente pelo nervosismo que esses testes causam quando são aplicados pela primeira vez. Entre os candidatos que se preparam o erro mais comum é reprovar nos testes de atenção. Por conta disso, lembramos a todos de se preparar para os testes de atenção também, repetindo os testes que se encontram na página Segredos do Psicotécnico. Vale também a recomendação de que nem todos os testes de atenção estão disponíveis na internet e de que esses testes são mais fáceis de criar, de forma que podem ser aplicados testes diferentes em sua

avaliação logo esteja mentalmente preparado para novidades e mantenha a calma.

etapas

).

4 ATUALIZAÇÕES REFERENTES AO MANUAL DO PSICOTÉCNICO 2ª EDIÇÃO

4.1 O QUE VALE A PENA APRENDER ALÉM DO QUE ESTÁ NA SEGUNDA EDIÇÃO DO MANUAL DO

PSICOTÉCNICO?

R: Depois da publicação do Manual do Psicotécnico, 2ª edição, alguns bons materiais foram postados na página Segredos do Psicotécnico, que vale a pena serem vistos. Segue a lista:

Teste IFP-R, versão CESPE: o teste IFP-R, um dos testes principais de personalidade diretos, do tipo

site:

questionário,

está

agora

disponível

na

íntegra

no

Teste ICFP-R, versão CESPE: idem ao comentário anterior. No Manual 2ª edição esse teste ainda não estava disponível, mas agora ele está: http://b3.pinger.pl/ea55714e5abbd7b96f897a782b1ffb93/icfp-

BFP: outro teste bastante cobrado, que comentamos mas não tínhamos disponível na 2ª edição do Manual. Disponível em: http://b3.pinger.pl/bddaeb4a7b1656228c723050ebfeb5f5/bfp.pdf

Palográfico: novos comentários foram feitos e revisados e vale a pena dar uma lida, pois atualmente é o

aplicado:

teste

de

personalidade

projetivo

mais

BPR-5, TRAD e BRD: a versão aplicada em concursos do BRD de raciocínio verbal, com as respostas corretas, e o teste TRAD, também com as respostas corretas, estão agora disponíveis, além do BPR-5, já

disponível na época do Manual 2ª edição. Trata-se de leitura obrigatória, pois geralmente esses são os testes

de raciocínio

aplicados

no

concurso

da

PF:

Teste TMV: as figuras do TMV, teste de memória mais cobrado no concurso da PF, estão disponíveis agora. Atente-se, porém, para o fato de que existe mais de uma versão desses testes de memória e não faça besteira no dia do teste, ou seja, certifique-se que é o mesmo teste antes de sair marcando:

Teste de Atenção: como dito anteriormente, são vários testes existentes e alguns estão disponíveis

disponíveis:

recentemente

no

site,

valendo

a

pena

treinar

todos

os

que

estão

4.2 QUAIS TESTES ESTÃO DISPONÍVEIS NA INTERNET E NÃO ESTÃO NO MANUAL DO

PSICOTÉCNICO?

R: Os acima citados.

4.3 SERÁ PUBLICADA UMA TERCEIRA EDIÇÃO DO MANUAL DO PSICOTÉCNICO?

R: Pelo menor por ora, não. Tive muita dor de cabeça com a publicação da segunda edição e uma terceira agravaria a situação. Além do mais, ainda não houve mudanças significativas que valham a pena uma nova edição. Tudo que está escrito na segunda edição continua válido, com a exceção de que agora há uma nova versão do PMK que pode ser aplicada, diferente do que ocorria na época da segunda edição. Fora isso, leia o Manual e complemente com as atualizações aqui colocadas e tudo estará tranquilo.

5 PALPITES PARA A PRÓXIMA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA (AGENTE 2015)

5.1 QUAIS DEVERÃO SER OS TESTES APLICADOS NO CONCURSO DE AGENTE DE 2015?

R: É difícil saber ao certo os testes, principalmente os de atenção, que são bem variados. Dito isso, com base nos concursos passados, chutaria que os principais candidatos a serem aplicados são os testes abaixo (os primeiros citados são os mais prováveis):

Personalidade: EdAAI, ICFP-R, IFP-R, EsAvI, NEO PI, Palográfico

Raciocínio: TRAD, BRD VR, BRD AR, BRD SR, BPR-R VR, BPR-5 SR, BPR-5 AR, Teste dos relógios

Atenção: TEACO FF, TEADI, BPA AD, BPA AC, AD, AS

Memória: TMV, TSP

5.2 QUAIS OS TESTES MAIS IMPORTANTES PARA ESTUDAR PARA O CONCURSO DE AGENTE DE

2015?

R: Os acima citados. Estude, em especial, os testes TRAD, BRD VR, BPR-5 VR, BPR-5 AR, BPR-5 SR e TMV. Entenda bem o funcionamento dos testes de raciocínio e leia os testes listados acima. Treine o palográfico algumas vezes para pegar o jeito. Faça a simulação dos testes de raciocínio na página Segredos do Psicotécnico (quanto mais treinar esses testes, menor a chance de reprovar depois).

5.3 O NOVO PMK PODE SER APLICADO NO CONCURSO DE AGENTE DE 2015?

R: Creio que não, pois demandaria tempo treinar pessoal para isso, além do fato de a última aplicação deste teste ter sido ruim no concurso de 2009. Mas, é fácil saber se não for ser aplicado. Se na convocação para o psicotécnico não houver convocação de candidatos para horários diferenciados, é porque não haverá esse teste, que precisa ser aplicado de forma individual.