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Como fazer Análises de Riscos de sucesso www.hazoper.com Daniel Wege 2014 www.hazoper.com 1

Como fazer Análises de Riscos de sucesso

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Daniel Wege

2014

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1 Introdução SUMÁRIO 1.1 Seus desejos realizados 1.2 Problemas a serem resolvidos 1.3 Minha história

1 Introdução

SUMÁRIO

1.1 Seus desejos realizados

1.2 Problemas a serem resolvidos

1.3 Minha história

1.4 Por que fazer análise de risco

1.5 Equipe necessária

1.6 Conceitos

2 Execução

2.1 APP e APR

2.2 HazOp

2.3 Check-list

3 Obstáculos e Superações

4 Motivação

4.1 Frase

4.2 Revisão

4.3 Tarefa

5 Anexos

5.1 Agradecimentos

5.2 Sobre o autor

5.3 Dados bibliográficos

5.4 Glossário

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1 www.hazoper.com Introdução 3

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Introdução

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Esse livro tem como meta: ● Encurtar seu caminho para atingir resultados e objetivos no

Esse livro tem como meta:

Encurtar seu caminho para atingir resultados e objetivos no Gerenciamento de Riscos.

Reduzir seu trabalho de descobrir ou procurar informações sobre gerenciamento de riscos.

Dar-te um método de gerenciamento de riscos que funciona.

Disponibilizar informações resumidas e prontas.

Mostrar-te os passos a serem seguidos para um gerenciamento de riscos de sucesso.

Ensinar-te a pensar e gerir orientado a riscos.

1.1 Seus desejos realizados

Este e-book ajudará você a melhorar a gestão de riscos de seus projetos e

processos através de uma linguagem simples e objetiva para que você:

Reduza as perdas causadas por eventos evitáveis;

Reduza o tempo gasto “apagando incêndios”;

Aumente a previsibilidade dos acontecimentos dos projetos e processos;

Aumente conhecimento da equipe sobre o negócio;

Aumente a integração e a motivações de equipes de áreas diferentes para atingirem um resultado comum.

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1.2 Problemas a serem resolvidos Se você trabalha com Projetos e Processos provavelmente já passou

1.2 Problemas a serem resolvidos

Se você trabalha com Projetos e Processos provavelmente já passou por algum

desses problemas, como por exemplo:

Não sei identificar um risco. Hoje em dia o termo “Risco” é usado constantemente, mas geralmente paramos para refletir sobre esse “inimigo em comum” quando ele bate à nossa porta e daí as soluções possíveis já não são as mais baratas e muitas vezes tampouco permanentes, ou seja, é um contínuo apagar de incêndios.

Não sei como reduzir o risco que identifiquei. OK, o Risco foi identificado e agora o que fazer com ele? Simplesmente escrever que ele existe não fará com que ele suma e colocar uma solução genérica muito menos, alguns preferem passar a diante pensar como se ele não existisse, mas para quem deseja realmente gerenciar os riscos, deverá levantar medidas para a sua redução ou controle.

Minha equipe e/ou superiores não acham que gerenciar riscos seja importante. Em um ambiente agitado cheio de projetos com cronogramas apertados e equipes sobrecarregadas, parar para fazer a Gestão dos Riscos não parece uma prioridade, a palavra de ordem é vender e entregar. Porém se engana quem acha que para concluir esses dois itens da melhor maneira se pode negligenciar os Riscos envolvidos nesse ciclo. O pior risco é o desconhecido.

Não tenho tempo para fazer gestão de riscos. Se você não tem tempo para gerenciar os riscos, os riscos terão tempo para gerenciar você. Pare e pense em quanto tempo é gasto na sua empresa resolvendo

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problemas que surgiram de última hora e devem ser resolvidos para que tudo possa continuar

problemas que surgiram de última hora e devem ser resolvidos para que tudo possa continuar a andar, porém soluções feitas às pressas geralmente não são as melhores, nem as mais baratas, além de interromper o fluxo normal dos processos, criando necessidade de forças-tarefas, compras emergenciais, dentre outros desconfortos. Gerenciar riscos é poupar tempo e dinheiro no futuro.

Cometemos os mesmo erros constantemente e não temos históricos dos eventos. Mudança de pessoal da equipe, mudança de tecnologia, curvas de aprendizado dos novos projetos, ajustes e falhas, metas de desempenho e pressão dos superiores, tudo colabora para que todos estejam ocupados 100% em atividades produtivas, mas quanto tempo deveria ser empregado em atividades preventivas? Confiar somente na cabeça das pessoas para saber o que pode dar errado ou dar certo, não parece ser prudente em um ambiente como esse, aliás em Gestão de Riscos veremos que as taxas de falha das pessoas aumentam muito nessas condições.

A Gestão de Risco é "para inglês ver”. Essa é uma prática comum, porém existe um ALTO RISCO de sua organização ter diversos problemas como perda de dinheiro, tempo e quem sabe até vidas, por esse tipo de comportamento, mas nunca é tarde para pegar aquela Análise de Risco da gaveta e tirar a poeira dela.

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1.3 Minha história Eu também já passei por estes problemas, trabalho com Gestão de Riscos

1.3 Minha história

Eu também já passei por estes problemas, trabalho com Gestão de Riscos desde 2004, prestei consultoria para todo de empresas desde um pequeno negócio como um bar até grandes negócios como a Petrobras (onde fiz a gestão de riscos de mais de 20 projetos), além disso também já gerenciei diversos projetos, educacionais, culturais, sociais, ambientais, obras civis até projeto de software, fui funcionário e também tive negócios próprios, e em todas as situações haviam riscos que quando mal gerenciados levavam a situações não muito confortáveis.

Alguns dos problemas que enfrentei foram:

É tanta coisa para controlar e pensar que nem sei por onde começar. Principalmente em empresas privadas e com projetos de cronogramas e orçamentos apertados, a palavra de ordem é “Entregar a qualquer custo”, se faz horas-extras, se leva trabalho para casa, todo mundo está sempre ocupado realizando tarefas produtivas que dificilmente alguém tem tempo para levantar os riscos, e geralmente quem tem a visão dos riscos é o mais ocupado, ou seja, nada é feito com relação aos Riscos.

Nada nunca sai exatamente como o planejado. E quando se tem tempo para levantar os Riscos, mesmo assim as coisas não saem como planejado, é gasto muito tempo planejando, mais tempo ainda controlando o que deve ser feito e mesmo assim eventualidades acontecem e se não for por um forte “jogo de cintura” da equipe, quase sobrehumano, o projeto não sai como o esperado.

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● As pessoas menosprezam os perigos e riscos. Ou por falta de treinamento ou consciência

As pessoas menosprezam os perigos e riscos. Ou por falta de treinamento ou consciência sobre o que está acontecendo, as pessoas tendem a menosprezar os perigos e riscos, principalmente quando é um processo realizado freqüentemente, daí então é pior, pois se adquire confiança e se relaxa no comportamento preventivo, aumentando ainda mais a exposição (abrindo a guarda) e consequentemente o risco de danos, sejam eles de qualquer natureza.

Passar sempre pelos mesmos problemas. Esse é um incrível fenômeno da natureza: O eterno retorno dos Problemas já resolvidos. O segredo é que ele nunca foi resolvido de fato, ainda existe uma causa-raiz não eliminada está muito longe do efeito, este último, sim, foi atacado.

As pessoas mudam e os erros continuam a acontecer. Tão incrível quanto o item anterior é esse item. Como uma mão mágica que comanda os eventos aleatórios dos projetos e processos, apesar de serem eliminadas todas as pessoas que se acreditava serem as causas dos problemas, depois um tempo, magicamente, eles voltam a acontecer.

E para resolver esses problemas tentei e vi algumas ações que nunca resolviam bem meus problemas:

Controle do controle. Essa parece ser uma solução comum em grandes empresas que não possuem um sistema de informações consistente. Como cada dono de um processo ou atividade controla as informações que lhe são relevantes, o resultado final é um monte de gente com planilhas controlando as mesmas coisas, porém se compararem os

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controles os dados não coincidem, então se cria um outro controle para controlar os controles

controles os dados não coincidem, então se cria um outro controle para controlar os controles e é gasto um bom tempo depois gerando relatórios da compilação disso tudo.

Criação de manuais, normas, procedimentos e processos. Eu mesmo já me vi como um viciado em fazer manuais, principalmente depois de tirar certificação de auditor ISO 9001, para eu mapear detalhadamente os processos e escrever as instruções de trabalho com passo-a-passo era a solução para que tudo desse certo, o único problema é que ninguém lê.

Colocar os riscos por colocar. Já vi isso dezenas de vezes em gerenciamento de projetos, Risco do Projeto: Atraso no cronograma e aumento do orçamento. Bem, quem conseguir gerenciar esses riscos me avise, pois não consigo imaginar algo mais genérico. Ou pior ainda, copiar os riscos de outro sistema, projeto ou processo, isso é inferir que você está fazendo é exatamente igual à sua fonte de cópia.

Só uma pessoa pensa em "todos" os riscos. Mais um evento acredito que gerado pela super ocupação da equipe. Uma pessoa fica responsável pelos riscos, senta em sua mesa e pensa em todos os riscos possíveis. Esse é o exemplo clássico de como criar uma visão uni-dimensional dos riscos. Se for um engenheiro de segurança pensando nos riscos, o resultado será um, se for um administrador, o resultado será outro, se for um estatístico, outro, nunca será uma visão sistêmica.

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● Reunião emergencial para resolução de problemas. Finalmente o risco que deveria ter sido identificado

Reunião emergencial para resolução de problemas. Finalmente o risco que deveria ter sido identificado lá atrás se materializou e agora está todo mundo desesperado para resolvê-lo. Então, muitas vezes segue o seguinte cenário, o chefe chama uma reunião, fala do problema e já indica uma possível solução que lhe agrada. Depois de algumas horas de discussão, a solução do chefe é a aceita, mas mesmo assim ainda se sai da reunião sem uma tarefa clara, um dono e uma data de resolução.

Depois de passar por várias metodologias aplicadas em diferentes tipos de projetos e processos, algumas ações mostraram melhores resultados, como:

Usar Equipe multidisciplinar. É impressionante como pessoas de diferentes áreas possuem visões diferentes e sua interação, se bem coordenada, cria cenários e alternativas nunca possíveis com as pessoas sozinhas.

Fazer Brainstorm. Se essas pessoas de áreas diferentes souberam pensar no impensável fica melhor ainda, pois criam soluções inovadoras que podem resolver as causas primordiais dos problemas.

Fazer reuniões eficientes. Reuniões eficientes são diferentes das reuniões comuns, pois quando elas acabam todos percebem que se está mais próximo do fim do problema.

Fracionar e limitar o objeto de análise. No nosso mundo super conectado, infinito e dinâmico é fácil escaparmos de onde estamos e

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perder o foco, começar por um pedaço, mas sempre lembrando que ele faz parte de

perder o foco, começar por um pedaço, mas sempre lembrando que ele faz parte de algo maior pode ser um caminho.

Criar donos para as ações. As ações, assim como as medidas preventivas e protetivas não se realizam sozinhas, precisa de “donos” que comecem e terminem, e esses “donos” são pessoas, indivíduos. Então quando ouvir em uma discussão que “Nós fazemos” desconfie, pois “Nós” não faz nada, quem faz sou “Eu”.

Com essas ações juntamente com outras técnicas e muitos erros e acertos consegui alguns resultados surpreendentes e nem foram tão difíceis, como por exemplo:

União e motivação conjunta de times antes "inimigos". Times de departamentos diferentes muitas vezes competem entre si, pois acham que o outro é o responsável pelos problemas que aparecem, mas existem formas de todos verem os impactos de suas ações e a necessidade de fazê-las bem. Isso cria um real senso de equipe que trabalha junta em prol dos resultados de todos.

Time com visão sistêmica e orientado a prevenção. Através de um método de visualização do sistema, seus objetivos e cada parte do que ele é feito e como ela é efetada, as pessoas començam a ter em mente todo o funcionamento do sistema, por que ele existe e o que é importante nele, facilitando assim, a tomada de decisão e a comunicação entre todos.

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● Economia de até 40% em investimentos. Com uma visão sistêmica sobre qual a função

Economia de até 40% em investimentos. Com uma visão sistêmica sobre qual a função do sistema e qual é o valor que cada ação deve agregar ao resultado final, as decisões começam a serem priorizadas a partir desses critérios, eliminando muitos itens supérfluos ou que não teriam o resultado esperado, além da economia de tempo do pessoal.

Eu quero te ensinar aqui Como fazer Análises de Riscos de Sucesso.

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1.4 Por que fazer análise de risco CETESB O Termo de Referência da CETESB P4.261

1.4 Por que fazer análise de risco

CETESB

O Termo de Referência da CETESB P4.261 de Maio/2003 (Manual de

Orientação para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos), recomenda os

seguintes passos:

1. Caracterização do empreendimento e da região;

2. Identificação de perigos e consolidação dos cenários acidentais (APP e HAZOP);

3. Estimativa dos efeitos físicos e análise de vulnerabilidade;

4. Estimativa de frequências;

5. Estimativa e avaliação de riscos;

6. Gerenciamento de riscos.

PETROBRÁS

A norma N-2782 (DEZ/2010) solicita a aplicação das seguintes técnicas de

acordo com as fases da instalação:

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Tabela 1 - Técnicas Usualmente Aplicáveis às Diversas Fases do Ciclo de Vida da Instalação

Tabela 1 - Técnicas Usualmente Aplicáveis às Diversas Fases do Ciclo de Vida da Instalação Industrial.

Diversas Fases do Ciclo de Vida da Instalação Industrial . SEU NEGÓCIO 61% das causas que

SEU NEGÓCIO

61% das causas que geram 30% das perdas são desvios identificáveis no HazOp.

Tabela 2: Relação de Eventos e Perdas.

Eventos

Perdas (%)

Causas (%)

Falhas Mecanicas

13

41

Falhas operacionais

17

20

Desconhecido

12

15

Falhas no processo

17

6

Natural

15

6

Erro de projeto

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5

Sabotagem

7

7

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1.5 Equipe necessária ● Chefe do projeto o Este normalmente é o engenheiro responsável por

1.5 Equipe necessária

Chefe do projeto

o Este normalmente é o engenheiro responsável por manter os custos do projeto dentro do orçamento. Ele deve ter consciência de que quanto mais cedo forem descobertos riscos ou problemas operacionais, menor será o custo para contorná-los. Caso ele não seja uma pessoa que possua profundos conhecimentos sobre equipamentos, alguém com estas características também deverá fazer parte do grupo.

Coordenador

o Definir a equipe

o Reunir informações atualizadas, tais como: fluxogramas de engenharia, especificações técnicas do projeto, etc

o Distribuir material para a equipe

o Programar as reuniões

o Encaminhar aos responsáveis as sugestões e modificações oriundas da análise.

Líder

o Explicar a metodologia a ser empregada aos demais participantes

o Conduzir as reuniões e definir o ritmo de andamento das mesmas

o Cobrar dos participantes pendências de reuniões anteriores.

o Preferencialmente, ser independente da planta ou projeto que está sendo analisado.

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o Prestar atenção meticulosa aos detalhes da análise. ● Relator o Pessoa que tenha poder

o Prestar atenção meticulosa aos detalhes da análise.

Relator

o Pessoa que tenha poder de síntese para fazer anotações, preenchendo as as planilhas e formulários de forma clara e objetiva.

Especialistas

o Pessoas que estarão ou não ligadas ao evento, mas que detêm informações sobre o sistema a ser analisado ou experiência adquirida em sistemas similares.

Chefe da unidade ou engenheiro de produção

o Engenheiro responsável pela operação da planta.

Supervisor-chefe da unidade

o

É

a pessoa que conhece aquilo que de fato acontece na planta

e

não aquilo que deveria estar acontecendo.

Engenheiro de pesquisa e desenvolvimento

o Responsável pela investigação dos problemas técnicos e pela transferência dos resultados de um piloto para a fábrica.

Engenheiro de processos

o Geralmente é o engenheiro que elaborou o fluxograma do processo. Deve ser alguém com considerável conhecimento na área de processos.

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● Engenheiro de automação o Devido ao fato de as indústrias modernas possuírem sistemas de

Engenheiro de automação

o Devido ao fato de as indústrias modernas possuírem sistemas de controle e proteção bastante automatizados, este engenheiro é de fundamental importância na constituição da equipe.

Engenheiro eletricista

o Se o projeto envolver aspectos importantes de continuidade no fornecimento de energia, principalmente em processos contínuos, esta pessoa também deverá fazer parte do grupo.

Engenheiro de manutenção

o Responsável pela manutenção da unidade. Responsável pela instrumentação: é aquela pessoa responsável pela manutenção dos instrumentos do processo, que pode ser executada tanto por engenheiros de automação como por eletricistas, ou por ambos.

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1.6 Conceitos ● Sistema o Um sistema (do grego sietemiun), é um conjunto de elementos

1.6

Conceitos

Sistema

o

Um sistema (do grego sietemiun), é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. É uma definição que acontece em várias disciplinas, como biologia, medicina, informática, administração. Vindo do grego o termo "sistema" significa "combinar", "ajustar", "formar um conjunto".

o

Todo sistema possui um objetivo geral a ser atingido.

Intenção

possui um objetivo geral a ser atingido. ● Intenção o Define os parâmetros de funcionamento normal

o Define os parâmetros de funcionamento normal da planta, na ausência de desvios, nos nós-de-estudo.

Agente Perigoso

o

Elemento emissor/transmissor de perigo

o

OHSAS 18001:2007

Perigo - Fonte, situação ou ato com potencial para o dano em termos de lesões, ferimentos ou danos para a saúde ou uma combinação destes.

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▪ Exemplo de perigos - Torno mecânico, forno de pintura em operação, atividade de carga

Exemplo de perigos - Torno mecânico, forno de pintura em operação, atividade de carga e descarga de materiais, processo de soldagem, etc

Perigo

o Perigo existe.

o Perigo = Potencial de causar dano. Deriva de um agente perigoso.

o NR 10: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

o OHSAS 18001:2007: Fonte, situação ou ato com potencial para o dano em termos de lesões, ferimentos ou danos para a saúde ou uma combinação destes.

o Exemplo de perigos - Torno mecânico, forno de pintura em operação, atividade de carga e descarga de materiais, processo de soldagem, etc

Risco

o Risco acontece.

o Risco = Probabilidade de uma causa x Gravidade de um efeito

o Caso o efeito seja positivo, o risco será positivo, por exemplo, jogando na loteria, o risco é de ficar rico devido o recebimento do premio.

o NR-10: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas.

o OHSAS 18001:2007: Combinação da Probabilidade da ocorrência de um acontecimento perigoso ou exposição(ões) e da severidade das lesões, ferimentos, ou danos para a saúde, que pode ser causada pelo acontecimento ou pela(s) exposição(ões).

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o Exemplo de riscos: cortar a mão, perder uma perna, causar problemas na coluna, matar

o Exemplo de riscos: cortar a mão, perder uma perna, causar problemas na coluna, matar por intoxicação todos os trabalhadores da fábrica. Note que o risco é o resultado ou a consequência do perigo. Não existiriam riscos se não existissem perigos.

História dos Conceitos de Riscos x Perigos

Questionado sobre o assunto, o engenheiro Jorge Reis, respeitável ex-pesquisador da Fundacentro, responsável pela elaboração de normas regulamentadoras e por inúmeras outras contribuições para a área de engenharia de segurança esclarece:

As definições em inglês envolvem os termos "damage, risk e hazard".

Ao ser feita a tradução, profissionais que trabalhavam na Fundacentro não atentaram para a legislação nacional e, inadvertidamente, usaram a palavra "perigo", quando a versão dessa palavra seria "danger" em inglês.

Em nossa legislação fica bem claro que o perigo advém do risco acentuado e sem controle; ao se procurar traduzir a palavra por semelhança, corre-se o risco (perigo??) de cometer falhas grotescas.

Todos os trabalhos em português que se basearam naquela tradução carregam a mesma inadequação.

Como já discutimos intensamente, no GTTE, grupo Técnico Tripartite que antecedeu a NR 10, apesar de ser considerado um risco, um revólver vai representar perigo no momento em que ele está carregado ou não, se está nas suas mãos, nas mãos de um policial ou apontado para sua cabeça por um bandido, ou seja, pelo próprio bom senso, a palavra "perigo" não representa uma constante, mas uma variável cuja intensidade muda em função da forma como o risco (revólver) se apresenta!

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➢ Ou ainda, uma piscina cheia de água é um risco para uma pessoa que

Ou ainda, uma piscina cheia de água é um risco para uma pessoa que não saiba nadar, e um perigo quase nulo se a pessoa estiver a um quilômetro de suas bordas, mas vai se tornando um perigo maior à medida que essa pessoa se aproxima dela.

Em inglês, pode-se verificar que "hazard" não é simples sinônimo de "danger", cada palavra reflete um conceito distinto.

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● Evento Perigoso o É a única intersecção entre o risco e o perigo. ●

Evento Perigoso

o É a única intersecção entre o risco e o perigo.

o É a única intersecção entre o risco e o perigo. ● Causa o São os

Causa

o São os motivos pelos quais os desvios ocorrem. As causas dos desvios podem advir de falhas do sistema, erro humano, um estado de operação do processo não previsto.

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podem advir de falhas do sistema, erro humano, um estado de operação do processo não previsto.

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● Efeito o São os resultados decorrentes de um desvio da intenção de operação em

Efeito

o São os resultados decorrentes de um desvio da intenção de operação em um determinado nó-de-estudo.

da intenção de operação em um determinado nó-de-estudo. ● Cenário acidental o É definido como sendo

Cenário acidental

o

É definido como sendo o conjunto formado pelo perigo identificado, suas causas e cada um de seus efeitos.

o

(Derramamento de líquido no chao) devido (preenchimento excessivo do copo pelo garcom), gerando insatisfacao do cliente.

Worst Case

o

Pior hipótese, quanto a frequência e efeitos.

o

Quebra do copo, com derramamento de líquido sobre o cliente, devido imcompetencia do garcom, gerando perda do cliente e necessidade de reparo de danos morais.

Probabilidade/ Frequencia

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o Probabilidade de ocorrência da causa. Número de ocorrências de um evento por unidade de

o Probabilidade de ocorrência da causa. Número de ocorrências de um evento por unidade de tempo. Poderá ser determinada pela experiência ou por banco de dados.

Tabela 3: Frequencias de Eventos.

Freqüência

(anual)

Denominação

Descrição

EXTREMAMENTE

< 10-4

Conceitualmente possível, mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil do processo/

instalação.

REMOTA f

REMOTA

10-4 < f < 10-3

Não esperado ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação.

IMPROVÁVEL

10-3 < f < 10-2

Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação.

PROVÁVEL

10-2 < f < 10-1

Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do processo/ instalação.

Esperado de ocorrer várias vezes durante a vida útil do processo/

instalação.

FREQUENTE f > 10-1

o Escala de frequencia

5 = Frequente = Diario

4 = Provavel = Semanal

3 = Improvavel = Mensal

2 = Remoto = Anual

1 = Extremamente remoto = Sem registro

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● Gravidade/ Severidade o Medida das consequências dos efeitos o A escala de gravidade de

Gravidade/ Severidade

o

Medida das consequências dos efeitos

o

A escala de gravidade de efeitos pode sem concentrada em somente uma dimensão, como na tabela 4, ou com multiplas dimensões como na tabela 5.

Tabela 4: Gravidade de Efeitos com uma dimensão.

Categoria de

 

severidade

Efeitos

I – Desprezível

Nenhum dano ou dano não mensurável.

II – Marginal

Danos irrelevantes ao meio ambiente e à comunidade externa.

III – Crítica

Possíveis danos ao meio ambiente devido a liberações de substâncias químicas, tóxicas ou inflamáveis, alcançando áreas externas à instalação. Pode provocar lesões de gravidade moderada na população externa ou impactos ambientais com reduzido tempo de recuperação.

IV – Catastrófica

Impactos ambientais devido a liberações de substâncias químicas, tóxicas ou inflamáveis, atingindo áreas externas às instalações. Provoca mortes ou lesões graves na população externa ou impactos ao meio ambiente com tempo de recuperação elevado.

Tabela 5: Gravidade de Efeitos com “n” dimensões.

Nível

Segurança e

Meio

Danos à

Interrupção

saúde

ambiente

propriedade

de negócios

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Catastrófico - - Necessidade - Perdas superiores a US$ 10 M. - Tempo de parada

Catastrófico

-

- Necessidade

- Perdas superiores a US$ 10 M.

- Tempo de parada superior a 20 dias.

Fatalidade(s)

de cooperação

(≥3).

de órgãos

externos

 

regionais e

 

estaduais de

emergência.

o Escala

5 = Catastrofico = 100

4 = Critico = 80

3 = Marginal = 60

2 = Perceptivel = 40

1 = Imperceptivel < 40 (Aconteceu o desvio, mas o efeito e muito pequeno frente o tamanho do sistema.

Acidente

o Evento específico não planejado e indesejável, ou uma seqüência de eventos que geram conseqüências indesejáveis.

Incidente

o É o quase acidente, quando ocorreu o evento perigoso, porém sem danos.

Pirâmide de Bird

o Em 1969, um estudo sobre acidentes industriais foi promovido por Frank E. Bird Jr., que era Diretor de Serviços de Engenharia

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para uma Companhia de Seguros dos Estados Unidos. Ele estava interessado na relação entre um

para uma Companhia de Seguros dos Estados Unidos. Ele estava interessado na relação entre um acidente com lesão grave para 29 acidentes com lesões menores e 300 incidentes (acidentes sem lesão), relação esta que foi discutida em 1931, no livro “Prevenção de Acidentes Industriais, de H.W.Heinrich, que referenciou a figura a seguir:

de H.W.Heinrich, que referenciou a figura a seguir: ● Gerenciamento de Risco o Processo de controle

Gerenciamento de Risco

o

Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.

o

Resumindo

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Figura 1: Processo resumido de Gerenciamento de Riscos. ● No/ Ponto selecionado o São os

Figura 1: Processo resumido de Gerenciamento de Riscos.

No/ Ponto selecionado

o

São os pontos do processo, localizados através dos fluxogramas da planta, que serão analisados nos casos em que ocorram desvios.

o

Dicas:

Marque os nós de acordo com as intenções dos equipamentos e/ou acumulo de produtos.

Use desenhos atualizados, se não houver uma versão atualizada, não realize o HAZOP.

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Figura 2: Desenho de processamento de bagaço. ● Parâmetro o São os fatores ou componentes

Figura 2: Desenho de processamento de bagaço.

Parâmetro

o São os fatores ou componentes da intenção de operação, ou seja, são as variáveis físicas do processo.

Palavra-guia

o São aplicadas aos parâmetros de processo, em cada nó-de-estudo, procura-se descobrir os desvios passíveis de ocorrência na intenção de operação do sistema.

Desvio

o São afastamentos das intenções de operação, que são evidenciados pela aplicação sistemática das palavras-guia aos nós-de-estudo.

Detecção

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o Forma de perceber o desvio do sistema. ● Efeitos Físicos o Incêndio   ▪

o Forma de perceber o desvio do sistema.

Efeitos Físicos

o

Incêndio

 

Tipo de reação química na qual os vapores de uma substância inflamável combinam-se com o oxigênio do ar atmosférico e uma fonte de ignição, causando liberação de calor.

o

Explosão

 

Processo onde ocorre uma rápida e violenta liberação de energia, associado a uma expansão de gases acarretando o aumento da pressão acima da pressão atmosférica.

o

Bola de fogo (fireball)

Fenômeno que se verifica quando o volume de vapor inflamável, inicialmente comprimido num recipiente, escapa repentinamente para a atmosfera e, devido à despressurização, forma um volume esférico de gás, cuja superfície externa queima, enquanto a massa inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento.

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Figura 3: Bola de fogo da bomba atômica Trinity. o BLEVE ▪ Do original inglês

Figura 3: Bola de fogo da bomba atômica Trinity.

o

BLEVE

Do original inglês Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion. Fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório, quando um líquido nele contido atinge uma temperatura bem acima da sua temperatura de ebulição à pressão atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática.

atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática. Figura 4: Ilustração BLEVE. www.hazoper.com 31

Figura 4: Ilustração BLEVE.

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o Explosão de vapor confinado (CVE) ▪ A explosão de vapor confinado (CVE-Confined Vapour Explosion)

o Explosão de vapor confinado (CVE)

A explosão de vapor confinado (CVE-Confined Vapour Explosion) é o fenômeno causado pela combustão de uma mistura inflamável num ambiente fechado, com aumento na temperatura e na pressão internas, gerando uma explosão. Esse tipo de explosão pode ocorrer com gases, vapores e pós. Neste caso, grande parte da energia manifesta-se na forma de ondas de choque e quase nada na forma de energia térmica.

ondas de choque e quase nada na forma de energia térmica. Figura 5: Ilustração de CVE.

Figura 5: Ilustração de CVE.

o Explosão de nuvem de vapor não-confinado (UVCE)

A explosão de nuvem de vapor não-confinado (UVCE-Unconfined Vapour Cloud Explosion) é a rápida combustão de uma nuvem de vapor inflamável ao ar livre, seguida de uma grande perda de conteúdo, gerada a partir de uma fonte de ignição. Neste caso, somente uma parte da energia total irá se desenvolver sobre a forma de ondas de pressão e a maior parte na forma de radiação térmica.

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Figura 6: Imagem de UVCE. o Flashfire ▪ Incêndio de uma nuvem de vapor onde

Figura 6: Imagem de UVCE.

o

Flashfire

Incêndio de uma nuvem de vapor onde a massa envolvida não é suficiente para atingir o estado de explosão. É um fogo extremamente rápido onde todas as pessoas que se encontram dentro da nuvem recebem queimaduras letais.

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Figura 7: Imagem de Flashfire. o Incêndio de poça (pool fire) ▪ Incêndio que ocorre

Figura 7: Imagem de Flashfire.

o Incêndio de poça (pool fire)

Incêndio que ocorre numa poça de produto, a partir de um furo ou rompimento de um tanque, esfera, tubulação, etc.; onde o produto estocado é lançado ao solo, formando uma poça que se incendeia, sob determinadas condições.

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Figura 8: Imagem de Pool fire. o Jato de fogo (jet fire) ▪ Fenômeno que

Figura 8: Imagem de Pool fire.

o Jato de fogo (jet fire)

Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável escoa a alta velocidade e encontra uma fonte de ignição próxima ao ponto de vazamento.

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Figura 9: Imagem de Jetfire. ● Prevenção o Ação para evitar que a causa ocorra

Figura 9: Imagem de Jetfire.

Prevenção

o Ação para evitar que a causa ocorra ou reduzir sua probabilidade de ocorrência.

Proteção

o Ação para proteger o sistema do efeito.

Exposição

o Possibilidade de um elemento ser atingido pelo efeito.

Tabela 6: Probabilidade de Exposição.

Probabilidade de exposição ao perigo

Valor

Contínuo

1

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Freqüente (diário) 0,6 Ocasional (semanal) 0,3 Incomum (mensal) 0,1 Raro (algumas vezes por ano e

Freqüente (diário)

0,6

Ocasional (semanal)

0,3

Incomum (mensal)

0,1

Raro (algumas vezes por ano e menos de 12)

0,05

Muito raro (anualmente)

0,02

Virtualmente sem exposição (menos de 1vez/ano)

0,01

HazOp

o

Analise de Operabilidade e Pergigo (Hazard and Operability Analysis)

o

Análise qualitativa, estruturada e sistemática de um processo planejado, existente ou em operação, a fim de identificar e avaliar problemas que possam representar riscos. Desenvolvido para analisar sistemas de processos químicos, hoje é aplicado a diversos tipos de sistemas, inclusive softwares. A HAZOP é uma técnica baseada em palavras-guia e é realizada por uma equipe multi-disciplinar durante uma série de reuniões.

Tabela 7: Planilha de HAZOP.

HazOp

Sistema: Transferência de produto corrosivo com caminhão para o tanque

Desvio

Mais

Causa

Consequencia

Recomendação

Falta de arqueamento do tanque

Transbordo do tanque de ácido

Instalação de medidor de nível no tanque

Caminhão com

quantidade de

Danos à estrutura do tanque.

Instalação de chave de nível

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vazão

produto maior do que     o tanque comporta O tubo de inspeção Danos aos

produto maior do que

   

o

tanque comporta

O

tubo de inspeção

Danos aos

Envio de nota fiscal do almoxarifado ao operador da ETA para checar quantidades.

não é vedado

equipamentos

O

dreno o tanque está

 

Elevar o tubo de inspeção

entupido

Geração de resíduos

O

dreno do tanque

Gastos na

Vedar o tubo de inspeção

está mais alto do que

manutenção

o

topo do tubo de

Gastos na

 

inspeção

descontaminação

Relocar botoeiras

APR/ APP

o

Análise Preliminar de Perigos (PHA - Preliminary Hazard Analysis)

o

Objetiva prever e identificar os perigos envolvidos em determinado empreendimento, tanto na fase de implantação quanto na fase de operação, com o intuito de eliminar, minimizar ou controlar os riscos antes que estes se materializem, exigindo gastos para o replanejamento da planta do empreendimento.

Tabela 8: Planilha de APP/ APR.

APP

Sistema: Transferência de produto corrosivo com caminhão para o tanque

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Perigo Causa Consequência Recomendações   Falha na vedação do tubo de inspeção Transbordo do

Perigo

Causa

Consequência

Recomendações

 

Falha na vedação do tubo de inspeção

Transbordo do tanque de ácido

Vedar o tubo de inspeção com tampa rosqueada e juntas "o-ring"

 

Danos à estrutura do tanque.

Manutenção

Trinca no tanque

periódica

 

Danos aos

Manutenção

Ruptura do tanque

equipamentos

periódica

Furo (10% Z) da tubulação

Geração de resíduos

Inspecionar a boca do caminhão, o estado da linha e das válvulas antes de iniciar o proc.

Ruptura da

Gastos na

Testar a estanqueidade do sistema antes de iniciar o proc.

tubulação

manutenção

Vazamento

   

Submeter a mangueira a testes hidrostáticos

de produto

Falhas nas válvulas e conexões

Gastos na descontaminação

corrosivo

Comparação APP x HAZOP

Tabela 9: Comparação Metodológica APP x HAZOP.

 

APP

HAZOP

Metodologi

 

a

Indutiva qualitativa

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Objetivo Identificação de perigos genéricos Identificação de desvios operacionais Fase inicial do projeto Revisão

Objetivo

Identificação de perigos genéricos

Identificação de desvios operacionais

Fase inicial do projeto

Revisão geral dse segurança de unidades em operação

Modificações de unidades em operação

Avaliação das consequencias dos desvios

Aplicação

Fornece ordenação qualitativa dos cenários acidentais identificados

Identificação de todos os desvios acreditáveis que possam conduzir a eventos perigosos ou a problemas operacionais

Qualitativos

Resultados

Geram informações úteis para a Avaliação Quantitativa de Riscos

Tabela 10: Vantagens x Desvantagens da APP e HAZOP.

APP

HAZOP

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Informa as causas que geram um dos eventos e respectivas consequências

Sistematicidade, flexibilidade e abrangencia para identificação de perigos e problemas operacionais.

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  Obtenção de uma avaliação qualitativa da severidade das consequências de ocorrência dos cenários e
 

Obtenção de uma avaliação qualitativa da severidade das consequências de ocorrência dos cenários e do risco associado.

Maior entendimento, pelos membros da equipe, do funcionamento da unidade em condições normais e, principalmente, quando da ocorrência de desvios, funcionando a análise de forma análoga a um "simulador " de processo.

 

Necessita de Equipe com grande experiência em várias áreas de atuação como: processo, projeto, manutenção e segurança.

Avalia apenas as falhas de

 

processo (T, P, Q, pH,

)

para

Desvantagens

determinar as potenciais anormalidades de engenharia.

o

Resumindo

APP = falha de equipamento (identifica perigos)

HAZOP = falha de processo (identifica desvios do processo)

Nem todo desvio é um perigo, mas todo perigo é um desvio.

As técnicas APP/ APR pode ser considerada um subconjunto da técnica HAZOP

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www.hazoper.com 2 Execução 42

www.hazoper.com

2

Execução

42

2.1 APP e APR A APR é uma técnica indutiva estruturada para identificar os principais

2.1 APP e APR

A

APR é uma técnica indutiva estruturada para identificar os principais perigos

e

situações acidentais, suas possíveis causas e conseqüências, avaliar

qualitativamente seus riscos, analisar as salvaguardas existentes e propor medidas adicionais (recomendações).

De acordo com DE CICCO e FANTAZZINI (1994b), a Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste no estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na sua fase operacional.

A APR é, portanto, uma análise inicial "qualitativa", desenvolvida na fase de

projeto e desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema, possuindo especial importância na investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente. Apesar das características básicas de análise inicial, é muito útil como ferramenta de revisão geral de segurança em sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes passam desapercebidos.

A APR teve seu desenvolvimento na área militar, sendo aplicada

primeiramente como revisão nos novos sistemas de mísseis. A necessidade, neste caso, era o fato de que tais sistemas possuíam características de alto risco, já que os mísseis haviam sido desenvolvidos para operarem com combustíveis líquidos perigosos. Assim, a APR foi aplicada com o intuito de verificar a possibilidade de não utilização de materiais e procedimentos de alto risco ou, no caso de tais materiais e procedimentos serem inevitáveis, no mínimo estudar e implantar medidas preventivas.

Para ter-se uma idéia da necessidade de segurança, na época, de setenta e dois silos de lançamento do míssil intercontinental Atlas, quatro deles foram destruídos quase que sucessivamente. Sem contar as perdas com o fator

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humano, as perdas financeiras estimadas eram de US$ 12 milhões para cada uma destas unidades

humano, as perdas financeiras estimadas eram de US$ 12 milhões para cada uma destas unidades perdidas.

A APR não é uma técnica aprofundada de análise de riscos e geralmente

precede outras técnicas mais detalhadas de análise, já que seu objetivo é determinar os riscos e as medidas preventivas antes da fase operacional. No estágio em que é desenvolvida podem existir ainda poucos detalhes finais de projeto e, neste caso, a falta de informações quanto aos procedimentos é ainda maior, já que os mesmos são geralmente definidos mais tarde.

Os princípios e metodologias da APR consistem em proceder-se uma revisão geral dos aspectos de segurança de forma padronizada, descrevendo todos os riscos e fazendo sua categorização de acordo com a MIL-STD-882. A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e efeitos (consequências) dos mesmos, o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de prevenção ou correção das possíveis falhas detectadas.

A priorização das ações é determinada pela categorização dos riscos, ou seja,

quanto mais prejudicial ou maior for o risco, mais rapidamente deve ser solucionado.

Desta forma, a APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de controle e prevenção de riscos desde o início operacional do sistema, o que permite revisões de projeto em tempo hábil, no sentido de dar maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao controle de riscos.

Segundo DE CICCO e FANTAZZINI (1994b), o desenvolvimento de uma APR passa por algumas etapas básicas, a saber:

a) Revisão de problemas conhecidos: Consiste na busca de analogia ou

similaridade com outros sistemas, para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido, tomando como base

a experiência passada.

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b) Revisão da missão a que se destina: Atentar para os objetivos, exigências de desempenho,

b) Revisão da missão a que se destina: Atentar para os objetivos, exigências

de desempenho, principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão

as operações, etc

delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina, o que e quem envolve e como será desenvolvida.

Enfim, consiste em estabelecer os limites de atuação e

c) Determinação dos riscos principais: Identificar os riscos potenciais com

potencialidade para causar lesões diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipamentos e perda de materiais.

d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: Elaborar séries de riscos,

determinando para cada risco principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associados.

e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos:Elaborar

um brainstorming dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos, a fim de estabelecer as melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do sistema.

f) Analisar os métodos de restrição de danos: Pesquisar os métodos possíveis que sejam mais eficientes para restrição geral, ou seja, para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda de controle sobre os riscos.

g) Indicação de quem levará a cabo as ações corretivas e/ou

preventivas: Indicar claramente os responsáveis pela execução de ações preventivas e/ou corretivas, designando também, para cada unidade, as atividades a desenvolver.

A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi enfatizado, necessita ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas que sejam já bastante conhecidos, cuja experiência acumulada conduz a um grande número de informações sobre riscos, esta técnica pode ser colocada em by-pass e, neste caso, partir-se diretamente para aplicação de outras técnicas mais específicas.

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A Figura 1 apresenta um fluxograma com as etapas de aplicação da metodologia de APR.

A Figura 1 apresenta um fluxograma com as etapas de aplicação da metodologia de APR.

com as etapas de aplicação da metodologia de APR. Fluxograma para Aplicação da Metodologia de APR.

Fluxograma para Aplicação da Metodologia de APR.

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A APR deve ser registrada em uma planilha. Para esse registro, pode ser utilizado o

A APR deve ser registrada em uma planilha. Para esse registro, pode ser utilizado o modelo apresentado.

Para cada sistema analisado, o cabeçalho da planilha de registro da APR, normalmente, contém os seguintes campos:

a) unidade: Unidade Operacional seguida da identificação da instalação de

processo que está em análise;

b) sistema: identificação do sistema ou etapa que está em análise;

c) subsistema: identificação do subsistema ou tarefa que está em análise

(quando aplicável);

d) identificação dos documentos utilizados na análise, incluindo revisão e data

de emissão;

e) data de realização da APR.

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2.2 HazOp Análise qualitativa, estruturada e sistemática de um processo planejado, existente ou em operação,

2.2

HazOp

Análise qualitativa, estruturada e sistemática de um processo planejado, existente ou em operação, a fim de identificar e avaliar problemas que possam representar riscos. Desenvolvido para analisar sistemas de processos químicos, hoje é aplicado a diversos tipos de sistemas, inclusive softwares. A HAZOP é uma técnica baseada em palavras-guia e é realizada por uma equipe multi-disciplinar durante uma série de reuniões.

A Análise de Perigos e Operabilidade é uma técnica para identificação de perigos projetada para estudar possíveis desvios (anomalias) de projeto ou na operação de uma instalação.

O HazOp consiste na realização de uma revisão da instalação, a fim de

identificar os perigos potenciais e/ou problemas de operabilidade por meio de uma série de reuniões, durante as quais uma equipe multidisciplinar discute metodicamente o projeto da instalação. O líder da equipe orienta o grupo através de um conjunto de palavras-guias que focalizam os desvios dos parâmetros estabelecidos para o processo ou operação em análise. Essa análise requer a divisão da planta em pontos de estudo (nós) entre os quais existem componentes como bombas, vasos e trocadores de calor, entre outros. A equipe deve começar o estudo pelo início do processo, prosseguindo a análise no sentido do seu fluxo natural, aplicando as palavras-guias em cada

nó de estudo, possibilitando assim a identificação dos possíveis desvios nesses

pontos. Alguns exemplos de palavras-guias, parâmetros de processo e desvios, estão apresentados nas Tabelas 12 e 13.

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A equipe deve identificar as causas de cada desvio e, caso surja uma conseqüência de

A equipe deve identificar as causas de cada desvio e, caso surja uma conseqüência de interesse, devem ser avaliados os sistemas de proteção para determinar se estes são suficientes. A técnica é repetida até que cada seção do processo e equipamento de interesse tenham sido analisados. Em instalações novas o HazOp deve ser desenvolvido na fase em que o projeto se encontra razoavelmente consolidado, pois o método requer consultas a desenhos, P&ID's e plantas de disposição física da instalação, entre outros documentos.

Tabela 12 - Palavras-guias

Palavra-guia

Significado

Não

Negação da intenção de projeto

Menor

Diminuição quantitativa

Maior

Aumento quantitativo

Parte de

Diminuição qualitativa

Bem como

Aumento qualitativo

Reverso

Oposto lógico da intenção de projeto

Outro que

Substituição completa

Tabela 13 – Parâmetros, palavras-guias e desvios

Parâmetro

Palavra-guia

Desvio

 

Não

Sem fluxo

Fluxo

Menor

Menos fluxo

Maior

Mais fluxo

Reverso

Fluxo reverso

Pressão

Menor

Pressão baixa

Maior

Pressão alta

Temperatura

Menor

Baixa temperatura

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  Maior Alta temperatura   Nível Menor Nível baixo   Maior Nível alto Os
 

Maior

Alta temperatura

 

Nível

Menor

Nível baixo

 

Maior

Nível alto

Os

principais resultados obtido do HazOp são:

 

identificação de desvios que conduzem a eventos indesejáveis;

 

identificação das causas que podem ocasionar desvios do processo;

 

avaliação das possíveis conseqüências geradas por desvios operacionais;

recomendações para a prevenção de eventos perigosos ou minimização de possíveis conseqüências.

A

Figura

5

apresenta

um

exemplo

de

planilha

utilizada

para

o

desenvolvimento da análise de perigos e operabilidade.

Palavra

Parâmetro

Desvio

Causas

Efeitos

Observações e

-Guia

Recomendações

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50

Fluxograma de Aplicação de HazOp. www.hazoper.com 51

Fluxograma de Aplicação de HazOp.

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51

2.3 Check-list   Check-list de Analise de Risco   Sistema: Data: Chec     k

2.3

Check-list

 

Check-list de Analise de Risco

 

Sistema:

Data:

Chec

   

k

Lista

Observação

 

Listar participantes necessários

 
 

Listar documentos existentes

 
 

Agendar reunião

 
 

Realizar 2 a 3 reuniões por semana

 
 

Realizar reunião de no máximo 4 horas

 
 

Realizar reunião com no máximo 7 pessoas

 
 

Realizar reunião em local isolado

 
 

Enviar documentos para time

 
 

Imprimir desenho ou fluxogramas

 
 

Levar canetas preta, azul, vermelha e verde

 
 

Levar fita adesiva

 
 

Levar computador

 
 

Levar planilha de análise

 
 

Levar projetor ou TV

 
 

Pedir para desligarem celulares

 
 

Definir o limite do sistema

 
 

Apresentar o seu funcionamento

 
 

Apresentar o objetivo da reunião

 
 

Anotar premissas de análise

 
 

Executar análise

 
 

Anotar participantes presentes

 

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Concluir análise Enviar resultados aos interessados 3 Obstáculos e Superações www.hazoper.com 53
Concluir análise Enviar resultados aos interessados
Concluir análise Enviar resultados aos interessados

Concluir análise

Enviar resultados aos interessados

Concluir análise Enviar resultados aos interessados
Concluir análise Enviar resultados aos interessados

3 Obstáculos e Superações

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Nesses anos de consultoria já trabalhei com clientes de todo tipo, desde o prestativo e

Nesses anos de consultoria já trabalhei com clientes de todo tipo, desde o prestativo e que praticamente fazia a análise sozinho até aqueles que tentam impedir que eu fizesse a análise, para todos os casos é sempre um bom aprendizado.

Então eu listei alguns pontos que identiquei como sendo mais recorrentes nas minhas consultorias e acredito que poderão te ajudar e fique atento quando quando ouvir qualquer uma das frases abaixo, pois é uma pista da qualidade da participação das pessoas no processo de análise:

1 minutinho já volto.

Primeira ação que identifica alguém que está na reunião, mas não acha

que ela seja importante.

Aqui fazemos desse jeito.

Frase emitida por quem tem medo de mudar.

Como ninguém conhece tudo, todo mundo participa.

Cuidado! Ter um monte de gente em uma reunião pode ser uma

péssima idéia, pois não vai se concluir nada e só gastar tempo.

É tão complexo que não sabemos por onde começar.

De fato os processos geralmente são complexos, mas para isso existem

técnicas a serem adotadas para a sua análise (inclusive veremos nesse

livro).

Esse item e igual aquele outro, é só copiar.

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Geralmente igual em processos e projetos é bem difícil de ocorrer, então se atente com

Geralmente igual em processos e projetos é bem difícil de ocorrer, então se atente com cópias, pois pode ser estar criando suposições e premissas inexistentes, e suas decisões serão feitas a partir delas.

Isso não acontece aqui.

Tem certeza absoluta? É a pergunta que eu faço quando me dizem isso.

Já fiz um monte dessas análises.

Essa frase geralmente é emitida por quem acha que não precisa aprender nada de novo.

Não tem o documento, mas eu posso fazer um esboço.

Péssima idéia fazer isso. Pode parecer que se vai adiantar o processo de análise, mas na verdade se está “empurrando com a barriga”, pois esse “esboço” deveria estar disponível a todos os participantes com antecedência.

Não temos tempo para isso.

Quem não tem tempo para fazer gerenciar o risco, fará com que o risco tenha tempo para ele, e no final das contas será necessário mais tem0-po ainda “apagando incêndios”.

O "as built"/ “as is” está desatualizado, mas serve.

NÃO SERVE! Pois fazer uma análise sobre um documento desatualizado é certeza de se ter retrabalho, pois todas as suas recomendações e ações estão sendo construídas sobre a areia.

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● O fulano não veio, mas vamos tocar sem ele. Se fulano era importante e

O fulano não veio, mas vamos tocar sem ele.

Se fulano era importante e não foi, a reunião não deve continuar, pois estará faltando um ponto de vista.

O sistema não tem fim.

Não é possível analisar todas as relações existentes de sistemas complexos, mas é possível limitar partes do sistema para analisá-lo melhor.

O inimigo em comum aqui é a pressa em se terminar logo de fazer a análise de risco e a suposição que juntando algumas pessoas durante algumas horas será obtido como resultado uma excelente análise de riscos.

As pessoas vão à reunião para fazer a análise de riscos, mas estão despreparadas, ou seja, ainda precisarão aprender sobre o sistema e o problemas durante a reunião. Isso quando acreditam que sua participação é importante, pois na maioria das vezes quem está fisicamente na reunião, está mentalmente vendo seus emails e ao invésd e ajudar na resolução do problema, atrapalha, pois constantemente interrompe o fluxo de pensamento de quem participa para perguntar o que está acontecendo (Já viu isso acontecer?).

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O que deve ser feito nesses momentos é aplicar as técnicas de reuniões eficientes e

O que deve ser feito nesses momentos é aplicar as técnicas de reuniões eficientes e brainstormming que juntas criam um ambiente fértil para a rápida discussão do problema e definição de sua resolução, reduzindo o tempo de reunião pela metade e duplicando o QI do time.

Com a aplicação dessas duas técnicas, hoje em dia minhas reuniões duram 15 minutos e o próprio time discute, valida hipóteses, cria os planos de ações e retiram seus impedimentos de execução.

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4 www.hazoper.com Motivação 58

4

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Motivação

58

4.1 Frase O pior Risco é o desconhecido. 4.2 Revisão Tudo está bem quando não

4.1 Frase

O pior Risco é o desconhecido.

4.2 Revisão

Tudo está bem quando não se sabe o que está acontecendo.

Faça as pessoas verem o que pode dar errado e pensarem nas soluções com antecedência.

4.3 Tarefa

Faça uma reunião de análise de risco de um sistema pequeno com seus colegas para exercitar.

Pode ser qualquer sistema, um copo, um mouse, um software, qualquer coisa, desde que você passe pelo check-list apresentado.

Exercitanto várias vezes essa prática a organização começará a pensar sistemicamente e querer se prevenir.

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www.hazoper.com 5 Anexos 60

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5

Anexos

60

5.1 Agradecimentos Agradeço a minha querida Fernanda Romano que me incentivou, me ouviu e teve

5.1

Agradecimentos

Agradeço a minha querida Fernanda Romano que me incentivou, me ouviu e teve paciência quando eu mais precisei durante o tempo em que eu estava escrevendo esse livro.

Agradeço aos amigos e colegas que opinaram e criticaram sinceramente esse trabalhos e todos aqueles que estão por vir.

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5.2 Sobre o autor Sou o Daniel Wege e eu ajudo gestores a mitigarem riscos

5.2 Sobre o autor

Sou o Daniel Wege e eu ajudo gestores a mitigarem riscos conquistando assim maior segurança em seus negócios. Trabalho desde 2004 em gerenciamento de riscos de projetos e processos e já atuei em empresas como Petrobras, Comgas, Gas Brasiliano, Votorantim, Wal-mart, Wizard, Unicamp, Louis Dreyfus, Ripasa e Unilever. Foram projetos desde análises preliminares até programas completos de gerenciamento de riscos e planos de ação de emergência, nos setores de Óleo & Gás, Papel & Celulose, Pesticidas & Fertilizantes, Químicos & Petroquímicos, Obras Civis e até Softwares. E depois de muito "quebrar a cabeça" e estudar, desenvolvi algumas técnicas otimizadas para fazer o processo de gestão de riscos ser mais prático e eficaz que podem ser conferidas em www.hazoper.com.

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5.3 Dados bibliográficos AGUIAR, L.A.A. et al. A Termelétrica de Santa Cruz: Laboratório Químico e

5.3 Dados bibliográficos

AGUIAR, L.A.A. et al. A Termelétrica de Santa Cruz: Laboratório Químico e Operações com Produtos Químicos na Área Industrial. Monografia do curso de Especialização em Eng. de Segurança do Trabalho UFRJ. Rio de Janeiro, 2001.

AIChE. Guidelines for Chemical Process Quantitative Risk Analysis (2nd Edition). Center for Chemical Process Safety/AIChE, 2000.

CETESB. Manual de orientação para a elaboração de estudos de análise de riscos. São Paulo, 2003.

ISO/IEC Guide 73 / 2002 - Risk Management Vocabulary Guidelines for use in standards (International Organization for Standardization / International Electrotechnical Commission Guide 73).

Kletz.T. HAZOP and Hazan: Identifying and Assessing Process Industry Hazards. Third Edition, Institution of Chemical Engineers, 1992.

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5.4 Glossário ▪ Acidente: Evento específico não planejado e indesejável, ou uma seqüência de eventos

5.4

Glossário

Acidente: Evento específico não planejado e indesejável, ou uma seqüência de eventos que geram conseqüências indesejáveis.

Análise de riscos: Estudo quantitativo de riscos numa instalação industrial, baseado em técnicas de identificação de perigos, estimativa de freqüências e conseqüências, análise de vulnerabilidade e na estimativa do risco.

Análise de vulnerabilidade: Estudo realizado por intermédio de modelos matemáticos para a previsão dos impactos danosos às pessoas, instalações e ao meio ambiente, baseado em limites de tolerância estabelecidos através do parâmetro Probit para os efeitos de sobre-pressão advinda de explosões, radiações térmicas decorrentes de incêndios e efeitos tóxicos advindos da exposição a uma alta concentração de substâncias químicas por um curto período de tempo.

Auditoria: Atividade pela qual se pode verificar, periodicamente, a conformidade dos procedimentos de operação, manutenção, segurança e treinamento, a fim de se identificar perigos, condições ou procedimentos inseguros, para verificar se a instalação atende aos códigos e práticas normais de operação e segurança; realizada normalmente através da utilização de checklists, podendo ser feita de forma programada ou não.

Avaliação de riscos: Processo pelo qual os resultados da análise de riscos são utilizados para a tomada de decisão, através de critérios comparativos de riscos, para definição da estratégia de gerenciamento

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dos empreendimento. riscos e aprovação do licenciamento ambiental de um ▪ BLEVE: Do original inglês

dos

empreendimento.

riscos

e

aprovação

do

licenciamento

ambiental

de

um

BLEVE: Do original inglês Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion. Fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório, quando um líquido nele contido atinge uma temperatura bem acima da sua temperatura de ebulição à pressão atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática.

Bola de fogo (fireball): Fenômeno que se verifica quando o volume de vapor inflamável, inicialmente comprimido num recipiente, escapa repentinamente para a atmosfera e, devido à despressurização, forma um volume esférico de gás, cuja superfície externa queima, enquanto a massa inteira eleva-se por efeito da redução da densidade provocada pelo superaquecimento.

Concentração letal 50 (CL50): Concentração calculada e estatisticamente obtida de um substância no ar que ingressa no organismo por inalação e que, em condições bem determinadas, é capaz de causar a morte de 50% de um grupo de organismos de uma determinada espécie. É normalmente expressa em ppm (partes por milhão), devendo também ser mencionado o tempo de duração da exposição do organismo à substância.

Curva F-N: Curva referente ao risco social determinada pela plotagem das freqüências acumuladas de acidentes com as respectivas conseqüências expressas em número de fatalidades.

Curva de iso-risco: Curva referente ao risco individual determinada pela intersecção de pontos com os mesmos valores de risco de uma mesma instalação industrial. Também conhecida como “contorno de

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risco”. ▪ Dano: Efeito adverso à integridade física de um organismo. ▪ Diagrama de instrumentação

risco”.

Dano: Efeito adverso à integridade física de um organismo.

Diagrama de instrumentação e tubulações (P & ID's): Representação esquemática de todas as tubulações, vasos, válvulas, filtros, bombas, compressores, etc., do processo. Os P & ID's mostram todas as linhas de processo, linhas de utilidades e suas dimensões, além de indicar também o tamanho e especificação das tubulações e válvulas, incluindo toda a instrumentação da instalação.

Dispersão atmosférica: Mistura de um gás ou vapor com o ar. Esta mistura é o resultado da troca de energia turbulenta, a qual é função da velocidade do vento e do perfil da temperatura ambiente.

Distância à população fixa (dp): Distância, em linha reta, da fonte de vazamento à pessoa mais próxima situada fora dos limites da instalação em estudo.

Distância segura (ds): Distância determinada pelo efeito físico decorrente do cenário acidental considerado, onde a probabilidade de fatalidade é de até 1% das pessoas expostas.

Dose letal 50 (DL50): Quantidade calculada e estatisticamente obtida de uma substância administrada por qualquer via, exceto a pulmonar e que, em condições bem determinadas, é capaz de causar a morte de 50% de um grupo de organismos de determinada espécie.

Duto: Qualquer tubulação, incluindo seus equipamentos e acessórios,

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destinada ao transporte de petróleo, derivados ou de outras substâncias químicas, situada fora dos limites

destinada ao transporte de petróleo, derivados ou de outras substâncias químicas, situada fora dos limites de áreas industriais.

Efeito dominó: Evento decorrente da sucessão de outros eventos parciais indesejáveis, cuja magnitude global é o somatório dos eventos individuais.

Empreendimento: Conjunto de ações, procedimentos, técnicas e benfeitorias que permitem a construção de uma instalação.

Erro humano: Ações indesejáveis ou omissões decorrentes de problemas de seqüenciamento, tempo (timing), conhecimento, interfaces e/ou procedimentos, que resultam em desvios de parâmetros estabelecidos ou normais e que colocam pessoas, equipamentos e sistemas em risco.

Estabilidade atmosférica: Medida do grau de turbulência da atmosfera, normalmente definida em termos de gradiente de temperatura. A atmosfera é classificada, segundo Pasquill, em seis categorias de estabilidade, de A a F, sendo A a mais instável, F a mais estável e D a neutra. A classificação é realizada a partir da velocidade do vento, radiação solar e percentagem de cobertura de nuvem; a condição neutra corresponde a um gradiente de temperatura da ordem de 1 oC para cada 100 m de altitude.

Estimativa de conseqüências: Estimativa do comportamento de uma substância química quando de sua liberação acidental no meio ambiente.

Estudo de impacto ambiental (EIA): Processo de realização de estudos preditivos sobre um empreendimento, analisando e avaliando os

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resultados. O EIA é composto de duas partes: uma fase de previsão, em que se

resultados. O EIA é composto de duas partes: uma fase de previsão, em que se procura prever os efeitos de impactos esperados antes que ocorra o empreendimento e outra em que se procura medir, interpretar

e minimizar os efeitos ambientais durante a construção e após a

finalização do empreendimento. O EIA conduz a uma estimativa do impacto ambiental.

Explosão: Processo onde ocorre uma rápida e violenta liberação de energia, associado a uma expansão de gases acarretando o aumento da pressão acima da pressão atmosférica.

Explosão de vapor confinado (CVE): A explosão de vapor confinado (CVE-Confined Vapour Explosion) é o fenômeno causado pela combustão de uma mistura inflamável num ambiente fechado, com aumento na temperatura e na pressão internas, gerando uma explosão. Esse tipo de explosão pode ocorrer com gases, vapores e pós. Neste caso, grande parte da energia manifesta-se na forma de ondas de choque e quase nada na forma de energia térmica.

Explosão de nuvem de vapor não-confinado (UVCE): A explosão de nuvem de vapor não-confinado (UVCE-Unconfined Vapour Cloud

Explosion) é a rápida combustão de uma nuvem de vapor inflamável ao

ar livre, seguida de uma grande perda de conteúdo, gerada a partir de

uma fonte de ignição. Neste caso, somente uma parte da energia total irá se desenvolver sobre a forma de ondas de pressão e a maior parte na forma de radiação térmica.

Flashfire: Incêndio de uma nuvem de vapor onde a massa envolvida não é suficiente para atingir o estado de explosão. É um fogo extremamente rápido onde todas as pessoas que se encontram dentro da nuvem recebem queimaduras letais.

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▪ Fluxograma de processo: Representação esquemática do fluxo seguido no manuseio ou na transformação de

Fluxograma de processo: Representação esquemática do fluxo seguido no manuseio ou na transformação de matérias-primas em produtos intermediários e acabados. É constituída de equipamentos de caldeiraria (tanques, torres, vasos, reatores, etc.); máquinas (bombas, compressores, etc.); tubulações, válvulas e instrumentos principais, onde devem ser apresentados dados de pressão, temperatura, vazões, balanços de massa e de energia e demais variáveis de processo.

Freqüência: Número de ocorrências de um evento por unidade de tempo.

Gerenciamento de riscos: Processo de controle de riscos compreendendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.

Incêndio: Tipo de reação química na qual os vapores de uma substância inflamável combinam-se com o oxigênio do ar atmosférico e uma fonte de ignição, causando liberação de calor.

Incêndio de poça (pool fire): Incêndio que ocorre numa poça de produto, a partir de um furo ou rompimento de um tanque, esfera, tubulação, etc.; onde o produto estocado é lançado ao solo, formando uma poça que se incendeia, sob determinadas condições.

Instalação: Conjunto de equipamentos e sistemas que permitem o processamento, armazenamento e/ou transporte de insumos, matérias-primas ou produtos. Para fins deste manual, o termo é

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definido como a materialização de um determinado empreendimento. ▪ Jato de fogo ( jet fire

definido como a materialização de um determinado empreendimento.

Jato de fogo (jet fire): Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável escoa a alta velocidade e encontra uma fonte de ignição próxima ao ponto de vazamento.

Licenciamento ambiental: Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, modificação, ampliação e a operação de empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar a degradação ambiental, considerando as disposições legais e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Limite Inferior de Inflamabilidade (LII): Mínima concentração de gás que, misturada ao ar atmosférico, é capaz de provocar a combustão do produto, a partir do contato com uma fonte de ignição. Concentrações de gás abaixo do LII não são combustíveis pois, nesta condição, tem-se excesso de oxigênio e pequena quantidade do produto para a queima. Esta condição é denominada de “mistura pobre”.

Limite Superior de Inflamabilidade (LSI): Máxima concentração de gás que, misturada ao ar atmosférico, é capaz de provocar a combustão do produto, a partir de uma fonte de ignição. Concentrações de gás acima do LSI não são combustíveis pois nesta condição, tem-se excesso de produto e pequena quantidade de oxigênio para que a combustão ocorra. Esta condição é denominada “mistura rica”.

Perigo: Uma ou mais condições, físicas ou químicas, com potencial para causar danos às pessoas, à propriedade ao meio ambiente ou à combinação desses.

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▪ Planta: Conjunto de unidades de processo e/ou armazenamento com finalidade comum. ▪ Plano de

Planta: Conjunto de unidades de processo e/ou armazenamento com finalidade comum.

Plano de ação de emergência (PAE): Documento que define as responsabilidades, diretrizes e informações, visando a adoção de procedimentos técnicos e administrativos, estruturados de forma a propiciar respostas rápidas e eficientes em situações emergenciais.

Ponto de ebulição: Temperatura na qual a pressão interna de um líquido iguala-se à pressão atmosférica ou à pressão à qual está submetido.

Ponto de fulgor: Menor temperatura na qual uma substância libera vapores em quantidades suficientes para que a mistura de vapor e ar, logo acima de sua superfície, propague uma chama, a partir do contato com uma fonte de ignição.

População fixa: Pessoa ou agrupamento de pessoas em residências ou estabelecimentos industriais ou comerciais, presentes no entorno de um empreendimento. Vias com grande circulação de veículos, como rodovias, grandes avenidas e ruas movimentadas, devem ser consideradas como “população fixa”.

Pressão de vapor: Pressão exercida pelos vapores acima do nível de um líquido. Representa a tendência de uma substância gerar vapores. É normalmente expressa em mmHg a uma dada temperatura.

Probabilidade: Chance de um evento específico ocorrer ou de uma condição especial existir. A probabilidade é expressa numericamente na forma de fração ou de percentagem.

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▪ Probit: Parâmetro que serve para relacionar a intensidade de fenômenos como radiação térmica, sobrepressão

Probit: Parâmetro que serve para relacionar a intensidade de fenômenos como radiação térmica, sobrepressão e concentração tóxica com os danos que podem causar. O Probit (unidade de probabilidade) é uma variável randômica com média 5 e variância 1. O valor do Probit é relacionado a uma determinada porcentagem através de curvas ou tabelas.

Programa de gerenciamento de riscos (PGR): Documento que define a política e diretrizes de um sistema de gestão, com vista à prevenção de acidentes em instalações ou atividades potencialmente perigosas.

Relatório ambiental preliminar (RAP): Documento de caráter preliminar a ser apresentado no processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo. Tem como função instrumentalizar a decisão de exigência ou dispensa de EIA/RIMA para a obtenção da Licença Prévia.

Relatório de impacto ambiental (RIMA): Documento que tem por objetivo refletir as conclusões de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Suas informações técnicas devem ser expressas em linguagem acessível ao público, ilustradas por mapas com escalas adequadas,

quadro, gráficos e outras técnicas de comunicação visual, de modo que

se possam entender claramente as possíveis conseqüências ambientais

e suas alternativas, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Risco: Medida de danos à vida humana, resultante da combinação entre

a freqüência de ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (conseqüências).

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▪ Risco individual: Risco para uma pessoa presente na vizinhança de um perigo, considerando a

Risco individual: Risco para uma pessoa presente na vizinhança de um perigo, considerando a natureza da injúria que pode ocorrer e o período de tempo em que o dano pode acontecer.

Risco social: Risco para um determinado número ou agrupamento de pessoas expostas aos danos de um ou mais acidentes.

Rugosidade: Medida da altura média dos obstáculos que causam turbulência na atmosfera, devido à ação do vento, influenciando na dispersão de uma nuvem de gás ou vapor.

Sistema: Arranjo ordenado de componentes que estão interrelacionados e que atuam e interatuam com outros sistemas, para cumprir uma tarefa ou função num determinado ambiente.

Substância: Espécie da matéria que tem composição definida.

Unidade: Conjunto de equipamentos com finalidade de armazenar (unidade de armazenamento) ou de provocar uma transformação física e/ou química nas substâncias envolvidas (unidade de processo).

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