caderno do

ensino médio

1a SÉRIE
volume 2 - 2009

LÍNGUA PORTUGUESA

PROFESSOR

Coordenação do Desenvolvimento dos
Conteúdos Programáticos e dos Cadernos dos
Professores
Ghisleine Trigo Silveira
AUTORES
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton
Luís Martins e Renê José Trentin Silveira
Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime
Tadeu Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina
Araujo, Regina Célia Bega dos Santos e
Sérgio Adas

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Arte: Geraldo de Oliveira Suzigan, Gisa Picosque,
Jéssica Mami Makino, Mirian Celeste Martins e
Sayonara Pereira
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza,
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata
Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira
LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira
da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues,
Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo
Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João Henrique
Nogueira Mateos

Governador
José Serra

História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
Raquel dos Santos Funari

Vice-Governador
Alberto Goldman

Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Schrijnemaekers

Secretário da Educação
Paulo Renato Souza

Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore
Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Ferreira da
Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Walter Spinelli

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Caderno do Gestor

Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar
Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo
Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares
de Camargo

Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice
Murrie

Secretário-Adjunto
Guilherme Bueno de Camargo
Chefe de Gabinete
Fernando Padula
Coordenadora de Estudos e Normas
Pedagógicas
Valéria de Souza
Coordenador de Ensino da Região
Metropolitana da Grande São Paulo
José Benedito de Oliveira
Coordenador de Ensino do Interior
Rubens Antonio Mandetta
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Fábio Bonini Simões de Lima

EXECUÇÃO
Coordenação Geral
Maria Inês Fini
Concepção
Guiomar Namo de Mello
Lino de Macedo
Luis Carlos de Menezes
Maria Inês Fini
Ruy Berger

Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina
Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume
Física: Luis Carlos de Menezes, Sonia Salem,
Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã
Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de
Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de
Oliveira, Maxwell Roger da Purificação Siqueira e
Yassuko Hosoume
Química: Denilse Morais Zambom, Fabio
Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto,
Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi
Akahoshi, Maria Eunice Ribeiro Marcondes,
Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone
Mussa Esperidião

Matemática

Equipe de Produção
Coordenação Executiva: Beatriz Scavazza
Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos Carvalho,
Beatriz Blay, Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias
de Oliveira, José Carlos Augusto, Luiza Christov,
Maria Eloisa Pires Tavares, Paulo Eduardo Mendes,
Paulo Roberto da Cunha, Pepita Prata, Ruy César
Pietropaolo, Solange Wagner Locatelli e Vanessa
Dias Moretti
Equipe Editorial
Coordenação Executiva: Angela Sprenger
Assessores: Denise Blanes e Luis Márcio Barbosa
Projeto Editorial: Zuleika de Felice Murrie
Edição e Produção Editorial: Conexão Editorial,
Buscato Informação Corporativa, Verba Editorial e
Occy Design (projeto gráfico)
APOIO
FDE – Fundação para o Desenvolvimento da
Educação
CTP, Impressão e Acabamento
Esdeva Indústria Gráfica

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais
secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos* deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei no 9.610/98.
* Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não
estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.

GESTÃO
Fundação Carlos Alberto Vanzolini

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

Presidente do Conselho Curador:
Antonio Rafael Namur Muscat

S239c

Presidente da Diretoria Executiva:
Mauro Zilbovicius
Diretor de Gestão de Tecnologias
aplicadas à Educação:
Guilherme Ary Plonski
Coordenadoras Executivas de Projetos:
Beatriz Scavazza e Angela Sprenger
COORDENAÇÃO TÉCNICA
CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas
Pedagógicas

São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
Caderno do professor: língua portuguesa, ensino médio - 1ª série, volume
2 / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Débora
Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, João Henrique Nogueira
Mateos, José Luís Marques López Landeira.– São Paulo : SEE, 2009.
ISBN 978-85-7849-289-2
1. Língua Portuguesa 2. Ensino Médio 3. Estudo e ensino I. Fini, Maria Inês.
II. Ângelo, Débora Mallet Pezarim de. III. Aguiar, Eliane Aparecida de.
IV. Mateos, João Henrique Nogueira. V. Landeira, José Luís Marques López.
VI. Título.
CDU: 373.5:806.90

Prezado(a) professor(a),
Vinte e cinco anos depois de haver aceito o convite do nosso saudoso e querido
Governador Franco Montoro para gerir a Educação no Estado de São Paulo, novamente assumo a nossa Secretaria da Educação, convocado agora pelo Governador
José Serra. Apesar da notória mudança na cor dos cabelos, que os vinte e cinco anos
não negam, o que permanece imutável é o meu entusiasmo para abraçar novamente a
causa da Educação no Estado de São Paulo. Entusiasmo alicerçado na visão de que
a Educação é o único caminho para construirmos um país melhor e mais justo, com
oportunidades para todos, e na convicção de que é possível realizar grandes mudanças nesta área a partir da ação do poder público.
Nos anos 1980, o nosso maior desafio era criar oportunidades de educação para todas
as crianças. No período, tivemos de construir uma escola nova por dia, uma sala de aula
a cada três horas para dar conta da demanda. Aliás, até recentemente, todas as políticas
recomendadas para melhorar a qualidade do ensino concentravam-se nas condições de
ensino, com a expectativa de que viessem a produzir os efeitos desejados na aprendizagem dos alunos. No Brasil e em São Paulo, em particular, apesar de não termos atingido
as condições ideais em relação aos meios para desenvolvermos um bom ensino, o fato é
que estamos melhor do que há dez ou doze anos em todos esses quesitos. Entretanto, os
indicadores de desempenho dos alunos não têm evoluído na mesma proporção.
O grande desafio que hoje enfrentamos é justamente esse: melhorar a qualidade de
nossa educação pública medida pelos indicadores de proficiência dos alunos. Não estamos sós neste particular. A maioria dos países, inclusive os mais desenvolvidos, estão
lidando com o mesmo tipo de situação. O Presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, dedicou um dos seus primeiros discursos após a posse para destacar exatamente
esse mesmo desafio em relação à educação pública em seu país.
Melhorar esses indicadores, porém, não é tarefa de presidentes, governadores ou
secretários. É dos professores em sala de aula no trabalho diário com os seus alunos.
Este material que hoje lhe oferecemos busca ajudá-lo nesta sua missão. Foi elaborado
com a ajuda de especialistas e está organizado em bimestres. O Caderno do Professor
oferece orientação completa para o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem
propostas para cada disciplina.
Espero que este material lhe seja útil e que você leve em consideração as orientações didático-pedagógicas aqui contidas. Estaremos atentos e prontos para esclarecer
suas dúvidas e acatar suas sugestões para melhorar a eficácia deste trabalho.
Alcançarmos melhores indicadores de qualidade em nosso ensino é uma questão
de honra para todos nós. Juntos, haveremos de conduzir nossas crianças e jovens a um
mundo de melhores oportunidades por meio da educação.

Paulo Renato Souza
Secretário da Educação do Estado de São Paulo

Sumário
São Paulo faz escola — Uma Proposta Curricular para o Estado
Ficha do Caderno

5

7

Orientação sobre os conteúdos do bimestre
Situações de Aprendizagem

8

10

Situação de Aprendizagem 1 — Exposição de fotojornalismo – O sabor da Língua
Portuguesa 10
Situação de Aprendizagem 2 — Divulgando a exposição!

20

Situação de Aprendizagem 3 — Quando as palavras resolvem fazer arte!
Situação de Aprendizagem 4 — Um, dois, três... ação!
Proposta de questões para aplicação em avaliação
Proposta de Situações de Recuperação

26

37

51

54

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 55

SãO PAUlO FAz ESCOlA – UmA PROPOStA

CURRiCUlAR PARA O EStAdO

Prezado(a) professor(a),
É com muita satisfação que apresento a todos a versão revista dos Cadernos
do Professor, parte integrante da Proposta Curricular de 5a a 8a séries do Ensino
Fundamental – Ciclo II e do Ensino Médio do Estado de São Paulo. Esta nova versão
também tem a sua autoria, uma vez que inclui suas sugestões e críticas, apresentadas
durante a primeira fase de implantação da proposta.
Os Cadernos foram lidos, analisados e aplicados, e a nova versão tem agora a
medida das práticas de nossas salas de aula. Sabemos que o material causou excelente
impacto na Rede Estadual de Ensino como um todo. Não houve discriminação.
Críticas e sugestões surgiram, mas em nenhum momento se considerou que os
Cadernos não deveriam ser produzidos. Ao contrário, as indicações vieram no sentido
de aperfeiçoá-los.
A Proposta Curricular não foi comunicada como dogma ou aceite sem restrição.
Foi vivida nos Cadernos do Professor e compreendida como um texto repleto de
significados, mas em construção. Isso provocou ajustes que incorporaram as práticas
e consideraram os problemas da implantação, por meio de um intenso diálogo sobre
o que estava sendo proposto.
Os Cadernos dialogaram com seu público-alvo e geraram indicações preciosas
para o processo de ensino-aprendizagem nas escolas e para a Secretaria, que gerencia
esse processo.
Esta nova versão considera o “tempo de discussão”, fundamental à implantação
da Proposta Curricular. Esse “tempo” foi compreendido como um momento único,
gerador de novos significados e de mudanças de ideias e atitudes.

5

O uso dos Cadernos em sala de aula foi um sucesso! Estão de parabéns todos os que acreditaram na possibilidade de mudar os rumos da escola pública. revelando uma maneira inédita de relacionar teoria e prática e integrando as disciplinas e as séries em um projeto interdisciplinar por meio de um enfoque filosófico de Educação que definiu conteúdos. na Proposta Curricular. para cumprir as 10 metas do Plano Estadual de Educação. porque os docentes da Rede Pública do Estado de São Paulo fizeram dos Cadernos um instrumento pedagógico com vida e resultados. O objetivo dos Cadernos sempre será apoiar os professores em suas práticas de sala de aula. referência comum a todas as escolas da Rede Estadual. Posso dizer que esse objetivo foi alcançado. de forma objetiva. para que possamos marcar a História da Educação do Estado de São Paulo como sendo este um período em que buscamos e conseguimos. com sucesso. Bom ano letivo de trabalho a todos! maria inês Fini Coordenadora Geral Projeto São Paulo Faz Escola 6 . Esta nova versão dá continuidade ao projeto político-educacional do Governo de São Paulo. e faz parte das ações propostas para a construção de uma escola melhor. avaliação e recursos didáticos. Para nós. que também é de vocês. da Secretaria. com indicações permanentes sobre a avaliação dos critérios de qualidade da aprendizagem e de seus resultados. Conto mais uma vez com o entusiasmo e a dedicação de todos os professores. metodologias. no contexto das escolas. Sempre é oportuno relembrar que os Cadernos espelharam-se. reverter o estigma que pesou sobre a escola pública nos últimos anos e oferecer educação básica de qualidade a todas as crianças e jovens de nossa Rede. apostando na possibilidade de desenvolvimento da autonomia escolar. competências e habilidades. transformando-a em um espaço.Os ajustes nos Cadernos levaram em conta o apoio a movimentos inovadores. de aprendizagem. por excelência. já é possível antever esse sucesso.

Códigos e suas Tecnologias Ensino Médio 1a 2o bimestre de 2009 Linguagem – a constituição subjetiva e social do sujeito 7 .FiChA dO CAdERnO A palavra une o ser e o tempo nome da disciplina: área: Etapa da educação básica: Série: Período letivo: temas e conteúdos: Língua Portuguesa Linguagens.

Competências e habilidades gerais para o 2o bimestre f Construir e valorizar expectativas producentes de leitura. competências e habilidades que devem ganhar importância em todas as Situações de Aprendizagem propostas. . continuar tecendo essa rede viva de linguagem através da existência humana. elaboram e polemizam a cultura e a realidade. Mas como trabalhar com este Caderno de modo que se desenvolvam os conteúdos. Gerações que vieram ao nosso encontro por meio da palavra. as Situações de Aprendizagem dão continuidade às trabalhadas no primeiro bimestre. por outro. levando em conta aspectos linguísticos.ORiEntAçãO SObRE OS COntEúdOS dO bimEStRE A palavra constitui o ser humano e. históricos e sociais. neste Caderno. ao mesmo tempo. progressivamente. obra de muitas gerações humanas. remete-o ao mundo da cultura e do outro: o mundo exterior. privilegiamos alguns aspectos que podem contribuir para que o desenvolvimento pretendido seja trabalhado na escola e. ao mesmo tempo. f Adaptar textos em diferentes linguagens. como parte essencial de sua identidade e. por um lado. as competências e as habilidades que pretendemos? Neste bimestre. Multiplicidade de “outros” que nos interpelam em uma delicada e complexa rede que nos instiga a desenvolver a habilidade de compreender. Somente assim podemos. seu valor operativo no processo de leitura e escrita. sugerimos que sejam recapituladas as orientações fornecidas no Caderno anterior. competências e habilidades tratados na escola contribui para que os alunos não vejam o ensino como 8 A seguir. Por isso. A escola é um espaço privilegiado para que novas gerações compreendam e utilizem amplamente os textos produzidos em sociedade. A linguagem e seu ensino. f Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte. formem uma rede articulada com a vida dos alunos. tornando o verbo um valor operativo. algo fragmentado e desconectado da vida. vistos dessa forma. reconhecendo-a. A continuidade dos conteúdos. que se funde com essas duas como parte integrante delas. analisar e interpretar os textos produzidos em sociedade. como instrumento construtor da cultura e da realidade. A organização dos fenômenos a que chamamos de “mundo” é. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias centrais. de forma autônoma e criativa. na verdade. f Identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. espera-se que as aulas de Língua Portuguesa contribuam para que os alunos desenvolvam. f Relacionar textos visando encontrar entre eles a intertextualidade temática. Por isso. conteúdos. uma relação afetiva com a língua materna. Para tornar clara a relação entre um bimestre e outro. f Inferir tese. bem como o conceito de adequação social. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações.

65. que incluirão a estruturação da atividade escrita de um novo texto. antes de iniciar a leitura específica do texto. Como parte desse processo. é necessária a reflexão estilística das construções morfossintáticas e lexicais empregadas. é importante que conteúdos de ortografia. f Linguagem e projeto de atividades. 2007. f Literatura como instituição social. que permitirão aos alunos ver o texto como palco da construção de uma identidade que interage socialmente visando a atender. com os alunos. diversas estratégias de pré-leitura. 9 . Por exemplo. pela produção/ recepção textual.Língua Portuguesa . Martin. que se dá por meio de nós. a uma intencionalidade comunicativa. f Intertextualidade temática. é constituído.Volume 2 Conteúdos gerais para o 2o bimestre f Discurso e valores pessoais e sociais. o professor desenvolverá. BUBER. inclusive nós mesmos e nossas obras. Também deverão ser feitas considerações específicas sobre o indivíduo e os pontos de vista e valores sociais. Esse ser-constituído do universo. Nesse processo de leitura e escrita. então. f Organização da informação. Tradução de Carlos Almeida Pereira.1a série . metodologia e estratégias É importante ressaltar que os conteúdos não devem ser desenvolvidos sob uma perspectiva linear. visando compreender as diferentes possibilidades de construção de sentidos. nós somos constituídos. regência e concordância sejam dados pertinentemente pelo professor conforme as necessidades que observar entre os alunos. de acordo com a avaliação que fizer da produção textual. f Uso expressivo do verbo. o professor realizará exercícios de identificação das palavras e ideias-chave e chegará. Campinas: Verus. a diferentes estratégias de pós-leitura. p. diante de um texto. Além disso. Aprofundando conhecimentos Todos esses seres são constituídos. é o fato básico do ser que nos é acessível como seres existentes. mas articulados em rede. Eclipse de Deus: considerações sobre a relação entre religião e filosofia. nosso encontro com eles é constituído e assim o vir-a-ser do mundo.

revisão de atividades feitas. Nesse fundo. e o brasileiro Antônio Francisco Lisboa. paralelamente. Avaliação: produção de texto expositivo. com a participação dialógica do aluno e com a preparação e o conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor. elaborar estratégias de leitura e produção de textos expositivos. a uma breve e significativa discussão sobre o Barroco que poderá ser ampliada pela utilização adequada do livro didático. dicionário de língua portuguesa. embora outras imagens também possam ser utilizadas. construir expectativas de progressão textual. emerge a proposta desta Situação de Aprendizagem. relacionar linguagens verbais e não-verbais possibilitando transmitir conteúdos que revelem posicionamento crítico e social. Estratégias: aula interativa. produção de texto coletivo. Recursos: livro didático. Observe que os mesmos objetivos permeiam a inclusão do soneto Buscando a Cristo de Gregório de Matos. o Aleijadinho (1739-1814). texto expositivo: valor estilístico do verbo. O objetivo da atividade. mas investigar relações de semelhança e diferença entre elas. desenvolver e valorizar expectativas de leitura.SitUAçÕES dE APREndizAGEm SITUAçãO DE APRENDIzAGEM 1 ExPOSIçãO DE FOTOJORNALISMO – O SABOR DA LíNGUA PORTUGUESA Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo desenvolver habilidades que possibilitem aos alunos relacionar a linguagem verbal e não-verbal em espaços de comunicação e interação social formal. preparação de exposição de fotojornalismo a partir da construção gradual do conceito. o grego Domenikos Theotokopoulos. dessa maneira. Sondagem A escolha adotada no Caderno do Aluno permite que se aprofunde. . por meio de discussão e sistematização dos temas discutidos. relacionar textos visando a encontrar entre eles a intertextualidade temática. Além disso. dá-se início. conforme interpretado por três grandes mestres da arte: o holandês Jan Sanders van Hemessen (15001566). não é 10 discutir aspectos religiosos. a análise é polemizada pela comparação com a imagem fotográfica atual. Finalmente. tempo previsto: 8 a 10 aulas. As reproduções artísticas com que abrimos esta Situação de Aprendizagem no Caderno do Aluno apresentam-nos “Cristo carregando a cruz”. o tema do Barroco. para este caso. fotografias e textos de livros extraclasse. projeto de exposição fotojornalística. Competências e habilidades: projetar atividades futuras envolvendo a linguagem. ao observá-las. o El Greco (1541-1614). Conteúdos e temas: a exposição artística e o uso da palavra. que tem como situação-problema a preparação de uma exposição de fotojornalismo na escola. escolhemos a de Carol Quintanilha.

que.Volume 2 No bimestre passado. Há outras opções de fotografias que poderão ser usadas.1a série . sacas de café os separam. O público que assiste a tudo não participa dessa esfera divina.com>. conferindo à imagem um ar transcendente.htm>. não deixe de notar as semelhanças entre o menino (trabalho infantil) Disponível em: <http://www. que não aceite as injustiças sociais. em que as figuras humanas ganham aspectos de divindade por meio do trabalho. trabalhadores braçais realizam o seu trabalho. de Sebastião Salgado. Em Colheita de sisal. presente também no Caderno do Aluno. por exemplo. Acesso em: 16 nov. f O que sugerem os raios de sol incidindo sobre o grupo? f Qual é a importância das sacas de café nessa fotografia? Peça aos alunos que sugiram como completar a legenda da foto.flickr. trabalho a ser feito não pelos que o veem. elaborando as fotos e as legendas que serão expostas neste bimestre. sobram sacas de café. Assim. No plano superior. 1 2 © Carol Quintanilha Para você. Sugerimos Allana coffee curing works1. Para isso.fao. 11 . Disponível em: <http://www. no site <http://www. longe de nós. serão carregadas manualmente para os caminhões. embora elas. Exiba a fotografia. Acesso em: 19 jan. professor! O importante é analisar detalhadamente as características da foto e procurar construir sentido a partir de seus diferentes elementos. do outro lado. Observe que a foto divide o espaço em dois planos: no inferior.Língua Portuguesa . provavelmente. mas pelos que estão lá. Consulte o site antes de realizar a atividade. de Carol Quintanilha. não deixe de perguntar: f O que as pessoas na foto estão fazendo? f Quais os dois planos em que se divide a fotografia? Lembramos que o objetivo é “fotografar” um espaço que possibilite um olhar crítico. a não ser por contemplação. Outras fotos podem ser usadas. trabalhamos em torno do projeto jornalístico “O sabor da Língua Portuguesa”.org/spanish/newsroom/field/042005_salgado_photo_gallery/salgado3.com/photos/quintacarol/1714027304/>. quase religioso. Nesse caso. 2009. possam exigir adaptações para a atividade aqui proposta. especialmente aquelas que desvalorizam a riqueza plural da nossa língua. Sugerimos a Colheita de sisal 2. 2008. Muitas são encontradas na internet. Sebastião Salgado diz-nos por imagens que o trabalho dignifica o homem. Entre o plano quase sagrado do trabalho braçal e duro e o público. propomos que se parta de uma fotografia jornalística que tenha na “denúncia social” o seu foco central.flickr. sabemos. O ambiente é interno e raios de sol filtrados incidem sobre eles.

a seguir. a episódios da história. o ritmo dialogante de leitura e a postura do corpo.carregando o sisal e a imagem clássica da tradição cristã de Jesus carregando a cruz. mas. peça a alguns alunos que leiam o texto todo em voz alta. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 1 f A exposição de fotojornalismo e o uso da palavra Conceito da exposição de fotojornalismo: foto. Intercale partes do texto com as reflexões. f texto expositivo: valor estilístico do verbo Análise do valor expressivo do verbo. em sentido figurado. Temas associados ao barroco podem ser desenvolvidos. Leia o texto a seguir com os alunos. o lide do texto: Exposição de fotojornalismo Diálogos EUA-Brasil: Um olhar fotográfico sobre 50 anos de história. seja este o próprio fato. com o objetivo de desenvolver estratégias de leitura do texto expositivo. Nosso primeiro objetivo é desenvolver o conceito de “exposição” ao mesmo tempo que aprofundaremos o gênero textual expositivo. 12 Flashes da história momento de reflexão 1 (discuta oralmente com os alunos) f O que lhe sugere o título do texto expositivo? f Que expectativas de leitura se formam em sua mente a partir do título? Analise. em especial o presente do indicativo no texto expositivo. Ele aparece propositadamente “fatiado”. Aprofundando conhecimentos O lide tem por objetivo introduzir o leitor na reportagem e despertar seu interesse pelo texto já nas linhas iniciais. Ao mesmo tempo possibilita organizar. em cartaz na Galeria Olido. Pressupõe que qualquer texto publicado no jornal disponha de um núcleo de interesse. em especial aqueles que abordam o jogo entre contrastes. O Caderno do Aluno desenvolve essas aproximações. Durante a leitura. em continuação ao bimestre passado. ajude-os a melhorar o tom de voz. Observe que. relembra fatos e personalidades marcantes dos dois países. legenda e projeto. Isso reforça a importância do título no texto e a necessidade de que suas diferentes partes se articulem adequadamente entre si. antes da leitura do texto. uma . uma discussão inicial com eles a respeito do título permite valorizar as expectativas que ele gera. relacionar e interpretar informações para tomar decisões que permitam a construção de expectativas de progressão do texto. momento de reflexão 2 (peça aos alunos que registrem a pergunta e as respostas por escrito) f Que relações podem ser estabelecidas entre esse primeiro parágrafo (também chamado de lide) e o título do texto? Observe que o termo flashes tanto faz referência a fotografias – muitas vezes feitas com o recurso do flash – como. ao final.

de autoria de fotógrafos renomados como Jorge Araújo. não existe. a mostra. foram escolhidos para compor a exposição Diálogos EUA-Brasil: Um olhar fotográfico sobre 50 anos de história. a ideia mais significativa de um debate. Arquivo Nacional Americano e The Associated Press. Por essa razão. Os trabalhos selecionados ocupam as páginas de publicações como O Estado de S. Continuemos o texto! Em cartaz na Galeria Olido a partir do dia 10.Língua Portuguesa . patrocinada pelo Programa Fullbright. estado-unidense. por muitos especialistas. brasileiro.Paulo. São Paulo: Publifolha. Com 120 imagens coloridas e em preto e branco. faz um paralelo entre a produção brasileira e norte-americana de fotojornalismo das últimas décadas.1a série . Agora vamos à continuidade do texto! O que o jogador brasileiro Pelé e o americano Michael Jordan teriam em comum? Por terem sido considerados.] Por ser uma síntese da notícia e da reportagem.Paulo. os melhores atletas de todos os tempos em suas modalidades. Victor Jorgensen. f Qual é o objetivo de se apresentar esse exemplo? Introduz a proposta da exposição anunciada.. 2001. O Globo. com escrita burocrática. serão 13 . momento de reflexão 4 (discuta oralmente com os alunos) O segundo parágrafo responde a perguntas básicas sobre o acontecimento: f Qual é a proposta do acontecimento? f Onde ocorre? f Quando ocorre? Uma mostra fotográfica ocorre na Galeria Olido a partir do dia 10. Manual de redação: Folha de S.. Folha de S. Paulo. Muitos deles integram também os acervos da Agência de Fotojornalismo Magnum. [.Volume 2 revelação. o que nos faz pensar que deve ser no momento em que o texto circula na sociedade. Não pode ele ser realizado de maneira automática. momento de reflexão 3 (discuta oralmente com os alunos) f Qual é o exemplo apresentado no primeiro parágrafo? Faz referência a Pelé e Michael Jordan. Não se menciona o mês. no entanto. Matt zimmerman e Justin Newman. o aspecto mais curioso ou polêmico de um evento ou a declaração de maior impacto ou originalidade de um personagem. o outro. tiveram suas imagens frequentemente estampadas nos principais jornais de todo o mundo. The New York Times e The Washington Post. considerados os melhores atletas de todos os tempos em suas modalidades: um. um modelo para a redação do texto do lide.

Grátis. reforçam a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos”. Galeria Olido – 1o pavimento. nov. como os Movimentos das Diretas Já. De 11/11 a 30/12. das 12h às 19h30..7. a seguir. Chico Buarque e Ayrton Senna. Atividade 2 Agora. O professor anota na lousa as respostas.) reforçam a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos” com (2) “vários fatos vividos (. Centro. apresenta distanciamento e término da ação. Dentro do texto. isso faria diferença? Por quê? Sim. o que é uma exposição de fotojornalismo? A partir das respostas obtidas. por exemplo.. “reforçam”. f Compare: (1) “vários fatos vividos (. nos Estados Unidos. Por meio deles. n. Em cartaz – Guia da Secretaria Municipal de Cultura. Para facilitar a compreensão. curador da mostra. força e paixão. relembrados momentos e personalidades dos dois países. Prefeitura da Cidade de São Paulo – Secretaria da Cultura. 3a a sáb. os presidentes depostos Nixon e Collor. Emoção. como Frank Sinatra. 15h (abertura). anotam no caderno esse texto produzido em conjunto. Política. momento de reflexão 5 (peça aos alunos que registrem as perguntas e as respostas por escrito) f Qual é a finalidade do segundo e do terceiro parágrafos dentro do texto? Eles fornecem uma descrição do evento. “reforçaram”. Os alunos. Segundo João Kulcsár. os trabalhos serão agrupados em seis temas: Herança comum. aproxima a ação do interlocutor ao acontecimento.. a preocupação comum com a preservação da natureza. 2007. das 12h às 21h30. momentos de conquista dos cidadãos. No segundo exemplo. Depois. Para você. flagrantes de artistas e esportistas.Continuemos a leitura. “nos últimos anos. Dia 10/11. Dom. São Paulo.) reforçaram a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos”. a partir dessas anotações e utilizando-se das sugestões dos alunos. ou separadamente.. Cidadania. 54-55. com base na análise do texto estudado. africanas e indígenas. professor! O que é um texto coletivo? Os alunos vão dando diversas respostas à pergunta feita. no Brasil. 14 . o público poderá. comparar registros das heranças europeias. e dos Direitos Civis. pois o verbo no presente. escreve-se uma resposta única. discuta com os alunos: Afinal. Cultura e Meio ambiente. vários fatos vividos em conjunto. elabore um texto coletivo... o verbo no pretérito. p.

f O local onde a exposição ocorrerá é importante? Deve ser planejado? Sim. uma outra estratégia. a fim de diluir quaisquer dúvidas de grafia ou significado dos vocábulos. um projeto para a exposição. sem se preocupar se coincidem com a formação original dos grupos que fizeram as fotos anteriormente e peça a eles que discutam as seguintes questões: f Objetivo: Que benefícios a exposição trará para o espectador? Ou seja. em conjunto. recomendamos que converse com o coordenador da escola. se possível. em parceria com outro professor da mesma série. Primeiro. agora. com sua turma. f Como planejar uma exposição de fotojornalismo? Aproveite para adequar essa pergunta à realidade local vivida pela comunidade onde está inserida a escola. aproximando-os. por exemplo. professor! Cabe decidir a quem será aberta a exposição! Talvez seja importante apresentar este projeto ao coordenador da escola. Além disso. Inicialmente. Sugerimos que pense na exposição em dois momentos. em uma exposição aberta a toda a comunidade estudantil ou até local. de forma generosa. o que vocês querem atingir com a exposição? f Justificativa: Por que alguém deveria aprofundar o tema proposto (O sabor da língua)? f metodologia: Como vocês vão expor as fotos? Quem vai fazer o que nessa exposição? Haverá partes orais ou somente escritas? 15 . O tema da exposição que perpassa todos os trabalhos expostos. no Grêmio da Escola –. expostas para visitação pública. novamente.Língua Portuguesa . mas seguiremos. Na construção do texto coletivo. mas o que é uma exposição fotojornalística? Trata-se do conjunto de fotografias com características próprias sobre um tema. o que amarra os diferentes trabalhos expostos? HTPC. deve ser adequado ao tema proposto e ao público esperado. A atividade sugerida é. a do texto coletivo. Outra questão a pensar: onde serão expostas as fotografias? Novamente. Chamamos também de exposição ao local onde essas fotografias ficarão expostas. Utilize também. na HTPC. o dicionário.1a série . aprofunde o uso dos conectivos que permitem a coesão entre os diferentes pensamentos apresentados pela turma. é muito importante porque ele deve permitir que todos os trabalhos sejam vistos pelo maior número de pessoas. segundo uma comissão instituída pela coordenação – podemos pensar. serão exibidas. na Atividade 3 Depois das respostas para as questões anteriores. elabore. divida a classe em grupos heterogêneos. Para você. as diversas séries deverão expor os trabalhos em sala de aula – esta parte é o mínimo obrigatório! As melhores fotos de cada classe.Volume 2 f Segundo o texto.

e. Decida. houve acontecimentos na vida do aluno. Então. sob outra perspectiva. coletivo. dizer que não há nada a mudar pode ser deixar de lado uma oportunidade de refletir e verificar as mudanças que ocorreram em nossa maneira de pensar desde a última vez em que mexemos no texto. Depois. ninguém escreveria uma legenda para uma fotografia . Atividade 4 Reúna as fotografias. da mesma forma. as legendas e seus alunos. certamente. Em geral. estaremos sempre mexendo em um texto. uma exposição fotojornalística é uma apresentação organizada a partir de um assunto a que o público tem acesso por meio de explicações orais ou escritas. nomes. por exemplo. em conjunto com os alunos. E isso é verdade. se a participação oral complementará as explicações escritas. Comentem o texto a seguir: A importância da legenda A legenda de uma foto normalmente é neutra e informativa: uma data. Para você. construindo um texto único. mas o processo de aprender a escrever. Por isso. apresentamos um texto que permite valorizar o papel social da legenda na interação com a fotografia. esse sim. o projeto da reportagem fotográfica do primeiro bimestre. Lembramos que legenda é um pequeno texto escrito que explica e amplia a compreensão das fotos. professor! A atividade aqui proposta tem como objetivo criar condições para que o aluno desenvolva a habilidade de retornar ao texto feito a fim de melhorá-lo. chamando a atenção do leitor para detalhes importantes.Para você. destaque que desde que as legendas foram feitas até agora. Uma foto sobre um atentado terrorista. professor! Observe que esta atividade retoma. que será a pauta da classe para a organização da exposição. como já vimos no bimestre passado. uma vez que o objetivo final de qualquer texto é o destinatário. não teria a seguinte legenda: “Não vejo a hora de acabar com tudo isto!”. nas legendas das fotos. um lugar. socialize as respostas da turma. que ele nunca ficará pronto. Além disso. Esses acontecimentos mudam a nossa maneira de ser e de pensar. Lembre os alunos do trabalho anteriormente feito e reforce a importância de projetar aquilo que se pretende fazer ou escrever. embora não signifique que possamos ficar com o texto o resto da vida em nossas mãos. A legenda não pode resumir-se a repetir aquilo que é visto na fotografia. Isso poderá levar alguns alunos a dizer também que. é contínuo. desse jeito. Essas informações escritas aparecem. A tendência natural de alguns alunos será dizer que não há nada a melhorar na legenda que 16 fizeram.

explique a função do verbo na construção do texto expositivo..... as evocam (7) leveza............ os alunos mantêm as mesmas legendas? Ou há algo que gostariam de mudar? É bom lembrar que. Preocupamo-nos. Para cada espaço vazio... Na nave principal... mas de apresentar uma recapitulação do tema que permita a reflexão.. (3) peças suspensas que sugerem (4) a reflexão sobre a aparente fragilidade de suas formas em detrimento da densidade ... enquanto a cerâmica branca . reúne tir do dia 24...... neste momento........... pontua De acordo com a artista... mais fácil ficará qualquer explicação oral........... sete peças – imponentes asas com imagens construídas. mas alguns verbos foram retirados. Cabe a você escolher a mais apropriada: f Como aplicar as sugestões dadas antes às legendas feitas? f Depois de tudo o que aprenderam desde então...... temos três possibilidades. Atividade 6 Utilizando-se do livro didático adotado...... explicar bem não significa necessariamente explicar muito.......... Além disso....... na Capela do Morumbi...1a série .Volume 2 de um homem com a perna engessada: “O paciente na certa vai ficar manco!”. que será retomado nas próximas Situações de Aprendizagem.. (5)... Claro que o fotógrafo viu. Também não há necessidade de a legenda mencionar algo como “Eu vi isto acontecer”. em analisar com os alunos o presente do indicativo... (1) brincão – brincam – brinca (2) ganhão – ganham – ganha (3) reúne – reúnem – reunirão (4) sujerem – sugerem – sujeriram (5) compõe – compõem – compuseram (6) pontuaram – pontua – pontuam (7) evoca – evocão – evocam (8) espelharam – espelharão – espelham (9) criou – criando – cria (10) brinque – brincam – brinquem (11) esplica – explica – ezplica instalações... às 14h................ (6) o conceito de peso.. A menos que seja uma mentira.......... quanto mais clara estiver a legenda.... Algum tempo já se passou desde que os grupos desenvolveram essa atividade. A mostra ..... naturalmente........ Atividade 5 Este é momento de trabalhar a revisão da escrita....... Não se trata... instalações da artista plástiganham (2) leitura contemporânea na exposição Terra apresentada a parca Heloísa Galvão ...... de esgotar o assunto.. O texto expositivo a seguir explica o tema de uma exposição ocorrida em São Paulo.. 17 .. compõe do material que as .. brincam (1) com conceito de gravidade Produzidas a partir de material tradicional – a porcelana chinesa –......Língua Portuguesa ........

a frase publicitária apresenta-se como um conselho.. Mudando o advérbio. induzindo o interlocutor à ação. O segundo exemplo apresenta-nos um hábito: Pedro come todos os dias naquele boteco. explica (11)...... esse tempo verbal aproxima a ação do interlocutor.. o que permite que os outros (“viaja” e “arruma”).... f João vai para Manaus amanhã. Além disso. mantenham a ideia de passado. suavizando a ideia de ordem... O uso do presente do indicativo Muitos ensinam que o presente é o tempo verbal que indica a ação praticada ao mesmo tempo em que se fala.... ao término da atividade.. 18 Note que a ideia de passado já é transmitida pelo verbo “morreu”.. criando (9) formas que .. Ou seja.. É como se a viagem da viúva e o novo namorado que ela “arrumou” fossem ações que se tornassem mais próximas e.. 2007. É o que se verifica no terceiro caso: o verbo “vai”. .. apesar de estar no presente.. Desperta o interesse a fim de estimular o desejo. mostrando a sua atemporalidade.. o verbo “compra” tem sentido de imperativo. você pode discutir com os alunos. 7. uma verdade científica é apresentada à comunidade por meio do presente do indicativo. .. tem aqui sentido de futuro e isso é marcado pela presença do advérbio “amanhã”... o locutor afirma: “Aqui você compra mais barato!” . na correção. por assim dizer. Em “A água ferve a cem graus”. os verbos “viaja” e “arruma” estão no presente do indicativo.. Escreva na lousa as seguintes frases: f Assim que o marido morreu...cerca de três metros – ..... brincam (10) com a ideia de gravidade”.. mesmo no presente. O ponto de partida é que...... uma definição que abranja toda a realidade do uso do presente do indicativo.. para manipulá-la..... espelham (8) a transposição do solo para o ar. de acordo com as necessidades locais. do acontecimento. outros aspectos morfossintáticos associados ao uso normativo do verbo. Esta atividade permite que sejam trabalhados... f A água ferve a cem graus.... Em vez de “Compre aqui!”. Observe.. São Paulo: Prefeitura da Cidade de São Paulo – Secretaria da Cultura. alguns aspectos importantes semântico-pragmáticos do verbo.... Os verbos no presente nos aproximam. Essa não é. 56... contudo. mudamos o sentido do verbo... além de questões ligadas à concordância e ortografia.... a importância do uso do tempo presente neste gênero textual.. “Desloco a terra de seu espaço original. Em cartaz – Guia da Secretaria Municipal de Cultura... mais do que indicar uma ação no presente. já o verbo “morreu” está no pretérito perfeito. p. come hoje e comerá amanhã.. Apelando para a emoção do consumidor. comeu ontem.... para fortalecer a expressão de verdade e proximidade entre texto e leitor..... aumenta mais ainda o nosso espanto: o marido mal tinha morrido e ela já estava viajando e arrumando novos amores. o chão. n.... nov. com isso.. f Pedro come naquele boteco todos os dias.. Esse hábito é indicado pela locução adverbial “todos os dias”. No quinto exemplo.. f Aqui você compra mais barato! No primeiro exemplo.. a viúva viaja para Londres e arruma um namorado.

atentamente. em que lugar o texto será ouvido ou lido. discutir. autores. Neste momento. existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situação comunicativa. 19 . esses critérios. o interesse do leitor e estimula-se o desejo. Questione qual o sentido no uso do presente do indicativo no título e no texto. A intencionalidade comunicativa obriga-nos a pensar em quem fala ou escreve. as dos outros. por meio do uso do presente. f presença de informações precisas sobre o que é a exposição. A discussão enriquece qualquer leitor se. ou seja. produzir um texto expositivo seguindo o modelo de Flashes da História (o texto trabalhado no início desta Situação de Aprendizagem). explícitas ou não.1a série . a produção de um texto escrito. f limpeza e boa organização no trabalho. f uso do verbo adequado ao texto proposto. professor! Observe que os verbos no presente do indicativo aproximam o evento do leitor. De uma forma muito sutil. Atividade 8 Os mesmos grupos que realizaram as fotos no primeiro bimestre devem. para quem se fala ou se escreve e para onde se fala ou se escreve. explique o que é intencionalidade comunicativa: trata-se do conjunto de intenções. professor! É sempre recomendável que o aluno conheça os critérios pelos quais o seu trabalho será avaliado antes mesmo de começá-lo. f clareza e coerência das explicações dadas. Recomendar a leitura. é importante dividi-la com os amigos. por exemplo. ao mesmo tempo que ele expressa suas ideias e impressões. desperta-se. como. de um modo gostoso. por exemplo. conversar animadamente sobre livros. Atividade 9 Incentive seus alunos a ler um conto ou um outro texto literário. na hora do intervalo. f correção nas informações apresentadas. Siga no entanto algumas estratégias de pré-leitura – levantando expectativas – e de pós-leitura. quando e onde ela ocorrerá. Explique que critérios orientarão o olhar para o texto: f preocupação com a intencionalidade comunicativa. evite controlar o processo de leitura. Ao terminar de ler uma narrativa de que gostamos. de modo diferente de outros momentos educativos. escreva na lousa. de forma bem visível. O texto será usado para fazer a publicidade do evento junto à comunidade. Para isso. Neste momento.Volume 2 Atividade 7 Analise com seus alunos o texto Instalações brincam com conceito de gravidade. Para você. agora. ouve. narrativas. Para você.Língua Portuguesa .

Com criatividade. dicionário de língua portuguesa. desenvolver estratégias de argumentação. projeto de folheto informativo de divulgação. foco. desenvolver e valorizar expectativas de leitura. Estratégias: aula interativa com a participação dialógica do aluno. talvez descubra. uma vez que objetiva tanto informar a comunidade de um conteúdo específico como convencê-la a ir ao evento. revisam textos dos colegas 20 . junto com seu coordenador e/ou diretor. Para isso. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. expandiremos o projeto para mais uma situação-problema – a elaboração de um folheto de divulgação. preocupar-se com a coesão e coerência em um texto. avançaremos no desenvolvimento da compreensão dos fenômenos linguísticos na circulação social dos textos. preparação da divulgação da exposição de fotojornalismo. transformando-os em momentos de agradável discussão cultural. Conteúdos e temas: gênero textual – folheto de divulgação. possibilidades de ampliar o espaço educativo dos corredores e intervalos escolares. refletiremos sobre um tipo textual que transita entre o informativo e o persuasivo. tempo previsto: 5 a 6 aulas. É uma excelente oportunidade para iniciarmos o nosso trabalho com a argumentação. uma vez que esse gênero textual é conhecido de grande parte dos alunos e faz referência direta ao universo em que eles se encontram nesse momento de sua aprendizagem. projetar textos e atividades. Recursos: livro didático. possibilitando a transmissão de conteúdos que revelem intenções comunicativas. SITUAçãO DE APRENDIzAGEM 2 DIVULGANDO A ExPOSIçãO! A partir do projeto da exposição de fotojornalismo. de posse de orientações sobre características do gênero de texto trabalhado. Com isso. fotografias e textos de livros extraclasse. Competências e habilidades: relacionar linguagens verbais e não-verbais. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação em situação de avaliação na qual os alunos.

12. – Tel. Uma sugestão é pedir aos alunos que tragam tais textos para a sala de aula. na Igreja da Santidade. São textos facilmente encontráveis em cinemas. na Avenida da Igualdade. Centro. supermercados.1a série .S. 125. Jardim Esperança – Cubatão. uma sugestão: José da Silva Maria da Silva Ignácio Pereira Santos Aparecida Santos Convidam para a cerimônia religiosa do casamento de seus filhos Olaveilton Silva e Ignacida Pereira Santos A realizar-se no dia vinte e três de maio de dois mil e oito. SP R.P. ela pode tornar-se.Volume 2 Sondagem em semáforos somos abordados por esses textos. Após a cerimônia. 190 Boa Viagem – São Paulo. Estudantes.V. uma excelente oportunidade 21 . Centro. na Avenida da Igualdade. os noivos receberão os convidados no Salão de Festas do Buffet Cotia.Língua Portuguesa . professor! Embora esta seção não vise à transmissão de conteúdos. fundos. neste momento. São Paulo-SP. Até Apresente-lhes também um convite de casamento tradicional. para que servem esses textos? f Que diferenças e semelhanças existem entre eles? f Como você definiria um texto informativo? Para você. São Paulo. instituições culturais etc. Rua Conde de Além-Mar. SP Av. 138. Ateíldes Discutam em classe: f Quanto à finalidade.: (11) 299-9900 até o dia 12/05 com sra. A seguir. lanchonetes. Apresente aos alunos diversos folhetos de divulgação de um evento.

São Paulo – SP Vejamos primeiro aquilo que você deve lembrar aos alunos para nãO fazer. dessa forma. Vila Santa Catarina. de acordo com o leitor visado.para recapitular conceitos desenvolvidos no bimestre passado. oportunamente. Neste momento. 439. na sala de informática. chame a atenção dos seus alunos para certas tendências dos textos informativos: enquanto os folhetos visam a persuadir o leitor. Para isso. os contraexemplos. o que permite brincar com fontes diferentes e. Exposição de Fotojornalismo “O Sabor da Língua” Os primeiros anos do Ensino Médio têm muito prazer em apresentar para a comunidade esta interessante exposição de fotojornalismo com uma importante reflexão sobre o delicioso sabor da língua portuguesa 22 . João Amos Comenius Av. o convite de casamento procura ser mais neutro e centra-se em transmitir as informações necessárias. E. Vale a pena repassar. levando em conta fatores linguísticos e sociais. Estevão Mendonça. mas um modo de realizar linguisticamente objetivos determinados em contextos sociais específicos. o conceito de texto informativo. as fotografias que integrarão a mais nova exposição do colégio já estão prontas e legendadas. Além disso. E. a exposição. antes de ministrar a aula. f Foco Estudo da seleção feita entre o que se vai destacar em um texto. vamos produzir folhetos que divulguem no colégio. e até mesmo fora dele. de preferência. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 2 f Gênero textual: folheto de divulgação Estudo das características do gênero a partir de seu uso na comunidade linguística a que pertence o aluno. mais facilmente chamar a atenção dos leitores. f Projeto de folheto informativo de divulgação Planejamento do texto. O tema centrado na expressividade da língua portuguesa apresenta o conflito constante entre vanguarda e tradição que está presente na linguagem. não dominamos uma forma linguística. Ou seja. Sugerimos fazer os folhetos no computador. Mas como produzir um eficiente folheto informativo de divulgação de uma atividade como essa? As recomendações a seguir devem ser. transmitidas em sala de aula. Aprofundando conhecimentos Ao dominarmos certo gênero textual. Chegou a hora de anunciar esse trabalho.

uma exposição de fotojornalismo intitulada O sabor da língua. como construir e aplicar conceitos das diferentes áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos linguísticos na materialização do texto informativo de divulgação. São Paulo: Cortez. f Evite construir uma página cansativa. Contraste esses contraexemplos com a intenção comunicativa do texto e com o diálogo social que esse texto forçosamente fará com as fotografias. .. com repetições desnecessárias de conteúdos e de formas. teremos no próximo sábado.. tipificação e interação. por isso. 2147 Aclimação São Paulo .Não falte! .Inaugurando mais uma atividade cultural do nosso colégio. f Não utilize o mesmo espaço livre entre os quadros. BAzERMAN.Não falte! A galera vai amar. então. Charles. p. . por isso.Volume 2 f Não coloque tudo em quadros! Forme quadros com linhas invisíveis nos quais devem ser inseridos os textos.. . entre “sabemos a importância” e “de valorizarmos a língua portuguesa. f Não use tipos de letras muito comuns. Ouse e use contrastes! f Preste atenção nas quebras de linha: não interrompa a linha em pontos que quebram a coesão do texto. Aprofundando conhecimentos [. Para você.] Muitos textos são produzidos. 21. “Não falte!” f Não oscile o registro de linguagem entre o formal e o informal. pela negativa. anunciando uma manifestação artística específi ca. como fazer? 23 . E o que é mais significante. Gêneros textuais.1a série . mUitA AtEnçãO..Língua Portuguesa .Todos sabemos da importância . 2005. Esses fatos não poderiam existir se as pessoas não os realizassem por meio da criação de textos.! Local: E. GAlERA! Exposição de fotojornalismo O sabor da língua no Anastácia Miranda! . por exemplo.A exposição fotografou momentos em que a língua portuguesa ganha sabor especial na vida dos brasileiros. como. Questione: “De que forma a qualidade de um lança expectativas sobre a qualidade do outro?”. diversos fatos sociais são produzidos. E..SP f Não use hífens no lugar de sinais de tópicos.de valorizarmos a língua portuguesa. Ainda há mais a nãO fazer! mas.. professor! O objetivo de apresentar contraexemplos é fazer com que o aluno perceba. como Times New Roman ou Arial.” ou entre esse trecho e o que vem na sequência. Anastácia Miranda Rua Almeida Torres. Note que se repete desnecessariamente a informação do evento e o tipo de letra permanece sempre o mesmo.

É apropriado não centralizar o título e alinhar o texto à esquerda. f A repetição em um folheto deve ser pensada com cuidado. f Coloque um título. Contudo. o leitor achará muito cansativo ler todas as palavrinhas do texto a fim de compreender a mensagem. Esse será o seu foco forte. repetir um ou outro detalhe assegura a coesão textual. na forma (aspecto visual) e no conteúdo (significado). Ousadia com propósitos específicos garantirão a criatividade do trabalho. na forma de tópicos. perdendo-se assim a intencionalidade comunicativa do texto. A tendência é deixar tudo grande para “chamar a atenção”! No entanto. figura ou clip-art enorme. Se o foco atrair o leitor.Muitos folhetos cometem o erro de não tirar proveito do contraste e da hierarquia de informações. Para você. segundo a divisão feita para a realização das fotografias. f Use subtítulos fortes. Para você. o leitor interromperá a leitura. Prefira uma imagem visual que não confunda o leitor com muitas informações. nada poderá despertar a atenção do leitor. f O texto deve apresentar um alinhamento devidamente pensado. por exemplo. professor! A fim de não minar a criatividade dos grupos e fortalecer a compreensão verbal do trabalho. explique o que não deve ser feito. professor! O foco é uma seleção feita entre o que se vai destacar no texto de acordo com o leitor visado. mas sem subtítulos. este se sentirá mais inclinado a ler o restante do texto. Pergunte: quantos “sobrevivem” à análise de qualidade a partir dos critérios estabelecidos? Por quê? . o que será focado como mais importante no texto deve priorizar a quem se destina o texto. temos de selecionar as informações: f O que é mais importante no texto? f O que deve vir em letra grande? f O que é menos importante e pode vir em letra menor? Usar o contraste possibilitará criar um foco forte para organizar apropriadamente as informações e orientar o olhar do leitor pela página. Contraste essas explicações com os folhetos da sondagem. como. Ou seja. O objetivo do texto informativo não é aprofundar o conhecimento (esse é o objetivo do texto expositivo). Assegure-se de exemplificar essas explicações. Então. Se os subtítulos não despertarem o interesse. ou seja. optamos por não apresentar nenhum exemplo positivo de folheto informativo. uma das fotos da exposição. O objetivo é que os leitores possam passar os olhos rapidamente pelo folheto e captar a 24 ideia essencial. Explique que cada grupo produzirá um folheto informativo de divulgação. Mas como desenvolver esses conteúdos em sala de aula? Atividade 1 Proponha que os alunos se reúnam em grupos. antes de tudo. raciocine com seus alunos: se o texto for escrito inteiramente em letras grandes. Antes de tudo.

Sutilmente. os grupos já terão selecionado.Língua Portuguesa . Como o objetivo da classe é o mesmo. Trata-se de uma forma simples de ensinar a argumentar e defender pontos de vista. permitirá que eles consigam relacionar teoria e prática linguísticas. já terão escolhido o registro de linguagem mais apropriado. sem talvez se darem conta disso. professor! A explicação pode vir junto com a atividade de sondagem dos folhetos que os alunos têm em mãos. é uma boa oportunidade para uma recapitulação extra ou para exercícios de fixação que você pode encontrar no livro didático. presente do indicativo. os grupos vão elaborar um “boneco” do folheto em papel A4. professor! Atividade 2 Explique as características próprias de um folheto informativo eficiente. em especial do Atividade 4 Peça aos alunos que troquem os diferentes trabalhos entre os grupos. Pode ser apresentada gradativamente. mas. se necessário. Mesmo assim. Eles podem até ser escritos na lousa. não há motivos para rivalidades entre os grupos. pergunte o motivo da justificativa apresentada.1a série . a fim de obter os resultados desejados. f Qual é a informação mais importante do texto? f Quais são as informações essenciais no texto. Avise aos alunos que o boneco deve reproduzir o mais fielmente possível o resultado final. Seria interessante apresentar os contraexemplos visualmente. ao mesmo tempo. Cada grupo fará uma observação sobre pontos positivos ou pontos a melhorar no trabalho dos colegas. embora não constituam o foco central? f A que público específico destina-se o folheto? De acordo com essas informações. a lápis e de forma sutil. tentando encontrar o porquê do por quê. Esse projeto de texto deve responder às seguintes questões: Retome as explicações sobre o uso expressivo do presente do indicativo desenvolvidas na Situação de Aprendizagem anterior. Isso assegurará o desenvolvimento gradativo dos conhecimentos teóricos dos alunos. tomar a decisão de seguir ou não as sugestões apresentadas cabe a cada grupo. Atividade 3 Agora. Para você. Destaque a importância de. No entanto. Outros tempos verbais serão estudados oportunamente. 25 . Procure compreender o ponto de vista dos alunos e. explore as potencialidades da pergunta “por quê?”. Peça a eles que levem em conta a função do tempo verbal no texto. o que deve vir em tipos grandes e o que deve aparecer em tipos menores. Além disso. Peça que anotem as sugestões no próprio boneco. Acompanhe o interesse e a dedicação dos alunos durante a execução da atividade.Volume 2 Para você. elaborar um projeto de texto dos folhetos informativos.

Incentive ao máximo a criatividade dos grupos. inferir tese. Estratégias: aula interativa. professor! Leve os alunos à sala de informática. com a participação dialógica do aluno. não é apenas compreensão de texto ou um jogo emocional de gosta-não-gosta.Atividade 5 Para você. relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção. há poucas estratégias desenvolvidas no Ensino Médio visando à construção do gosto literário dos alunos. por não ser uma tarefa fácil. que deverá eleger um representante para digitar o trabalho. Certifique-se previamente de saber como esses trabalhos serão impressos! Quais as suas opções? Verifique se é possível imprimir na sala de informática de sua escola ou na sala dos professores ou na secretaria. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. Claro. tema ou assunto principal em um texto. O ideal é que haja um computador para cada grupo. de forma geral. a escola acaba preferindo trabalhar a história da literatura em vez de desenvolver a autonomia leitora literária do aluno. Fale com o seu coordenador para resolver as dúvidas. Então. discussões orais. Compreender esse jogo é o objetivo central das nossas atividades nesta Situação de Aprendizagem. Conteúdos e temas: literatura e arte. eu aprendi a gostar de Sicrana!”). porque acreditamos que é muito mais fácil gostar daquilo que se conhece. Verifique previamente a possibilidade de esse trabalho ser impresso. SITUAçãO DE APRENDIzAGEM 3 QUANDO AS PALAVRAS RESOLVEM FAzER ARTE! Abordar literatura na escola é abordar o gosto pela leitura. entende. o que seria o primeiro passo para a construção do gosto pela leitura. Embora muitos concordem que o ser humano pode aprender a gostar de algo (ouvimos até pessoas falando: “Puxa. crônica. a verdade é que. porém. Lamentavelmente. compreender a literatura como sistema social em que se concretizam valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional. atividades individuais e em grupo. dicionário de língua portuguesa. compreende (como quando ouvimos: “Depois que eu a conheci melhor. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. o prazer do texto constitui-se como jogo entre a compreensão do próprio texto como fenômeno de leitura literária e a interação com a delicada trama social que é a instituição literária. 26 . Competências e habilidades: distinguir as marcas próprias do texto literário e estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção. Mas a literatura é também uma instituição. situando aspectos do contexto histórico. social e político. projetar texto narrativo. Ou seja. Recursos: livro didático. seguindo. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação. passei a gostar mais dela!”). tempo previsto: 10 a 12 aulas. fotografias e textos de livros extraclasse. A literatura participa na consolidação da teia humana que chamamos “sociedade”. critérios adequados. desenvolver estratégias de leitura de texto literário.

o que é arte? f Você sente necessidade de arte? Escolha. Mas eu. um poema que considera bonito. além.br/ pesquisa/DetalheObraForm. rústico. Ou seja. mas um processo que tem seu início nesta Situação de Aprendizagem. enganado Quem não é com meu mal engrandecido. honras a outra gente. Tenho por baixo. Andar sempre dos homens apartado E dos tratos humanos esquecido. é claro. 27 . fogo. Pergunte: f Por que considera esse texto bonito? f Acha que se trata de uma obra de arte? Para você. Solicite que comparem esse texto com o que trouxeram. apresentando um ponto de vista único. que considerem “bonito” ou “belo”. Luís de. no livro didático que adotou. Fornecemos um texto literário como sugestão: Julga-me a gente toda por perdido.1a série . seja também considerado uma obra literária importante. E quase que sobre ele ando dobrado. presente na sociedade. que tenho o mundo conhecido.dominiopublico. para os três anos do Ensino Médio. Vencendo ferro. mas que. Esta Situação de Aprendizagem dedica-se ao estudo da Literatura.Língua Portuguesa . CAMÕES. não devemos ser dogmáticos.gov. o mar e o vento. Vá revolvendo a terra. Acesso em: 19 jan. do tecido textual. O desenvolvimento de um conceito de literatura é uma atividade gradativa. 2009.Volume 2 Sondagem Peça previamente aos alunos que tragam para a sala de aula um texto que eles gostem de ler. f Crônica Características da crônica literária e estratégias de leitura e escrita. Questione os alunos para saber se consideram o texto bonito e peça a eles que apresentem os motivos para isso. Busque riquezas. Desejamos mostrar a literatura como um sistema aberto. professor! Observe que estamos considerando a literatura como um conceito aberto. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 3 f literatura e Arte Conceito de Literatura como expressão artística e instituição social. Sonetos (1616). Que eu só em humilde estado me contento De trazer esculpido eternamente Vosso fermoso gesto dentro na alma. Disponível em: <http://www. Permita que os alunos apresentem os motivos que os levam a considerar cada texto como “belo”. Vendo-me tão entregue a meu cuidado. frio e calma. que sofre influências de fatores sociais e psíquicos. Pergunte: Qual deles considera mais artístico? Por quê? Qual deles permite que pensemos melhor em nossa identidade e existência? Por quê? Para você. ao mesmo tempo. mas abrir-nos para a argumentação e para o diálogo.do?select_action=&co_ obra=1872>. Soneto 105.

1a ed.br>.] esses juízos têm. 2007. certos elementos de natureza social e psíquica. É mais que um conhecimento a ser reelaborado. trecho 2 A literatura. A literatura nos diz o que somos e nos incentiva a desejar e a expressar o mundo por nós mesmos. Ou seja. desdobramentos e pontos de vista. Estes denominadores são. E o que é arte? Também de forma muito simplificada. Antonio.com. não apenas ao gosto particular. <http://www. COSSON. E isso se dá porque a literatura é uma experiência a ser realizada. imagens). arte é aquilo que é belo. Os juízos de valor que a constituem [isto é. eles próprios. vários conceitos de literatura tenham se desenvolvido. distinguida por certas propriedades comuns. que se manifestam historicamente. 2001. Atividade 1 Leia os trechos a seguir com seus alunos. no decorrer da história. tentando explicar o que faz com que um texto seja considerado literário. encontramos o senso de nós mesmos e da comunidade a que pertencemos. Com tantas variáveis. p.. que permitem reconhecer as notas dominantes duma fase.editoracontexto. embora literariamente organizados. em última análise. tema. consideramos literário o texto que se apresenta ao interlocutor como uma obra de arte. não é de estranhar que. Letramento literário: teoria e prática.. EAGLETON. 15 e 22. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. trecho 1 Na leitura e na escritura do texto literário. Tradução de Waltensir Dutra. mas aos pressupostos pelos quais certos grupos sociais exercem e mantêm o poder sobre os outros. Nem todos gostam das mesmas coisas. a literatura] são historicamente variáveis. Mas isso apenas nos leva de um problema para outro: o que é a beleza? Como a beleza influencia a ponto de fazer com que uma obra seja considerada artística? E o ditado que diz que “Gosto e cor não se discutem”. ela é a 28 trecho 3 [A literatura]. Teoria da literatura: uma introdução. p. considerada aqui um sistema de obras ligadas por denominadores comuns. Acesso em: 19 jan. Eles se referem. não existe. 2006. além das características internas (língua. . mas [. 2a reimp. 2009. 17. incorporação do outro em mim sem renúncia de minha própria identidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul. assim como a pintura é a forma de arte que se utiliza das imagens pintadas. São Paulo: Martins Fontes.mas o que é literatura? De um modo simplificado. Rildo. Terry. São Paulo: Contexto. a literatura seria a forma de arte que utiliza as palavras como matéria-prima. CANDIDO. no sentido de uma coleção de obras de valor real e inalterável. o que significa? Falar de gostos é um assunto difícil. uma estreita relação com as ideologias sociais.

acreditamos.1a série . O prazer do texto: perspectivas para o ensino de literatura. Alice. campo em que. 1989. nesse momento.. mas utilize-se das letras de música. as opiniões dos estudiosos no assunto podem ajudar-nos a construir a nossa e a evitar que caiamos em erros e deturpações. São Paulo: EPU. esclarecendo dúvidas pontuais e estimulando o uso do dicionário. peça aos grupos que procurem o trecho que melhor combine com a frase sorteada.. durante a correção. Ou seja: por que as letras de música de Chico Buarque são consideradas clássicos de bom gosto e muitos viram a cara ao rap ou ao axé? Relacione os comentários com os diferentes pontos de vista sobre o texto literário. Cada um de nós deve construir a sua e saber defendê-la diante dos outros. chegando a uma compreensão mais profunda de si mesmo e do homem. Em seguida. trecho 4: A literatura é um modo de satisfazer às nossas necessidades de fantasia e ficção. circule pela classe incentivando os alunos a encontrar as relações. a maioria apresenta um melhor repertório e que permite igual questionamento do que é considerado “bom” ou “ruim”. 13 e 26. VIEIRA. É possível que o repertório literário da maioria dos alunos não seja muito amplo. Observe que esse é também um primeiro passo para desenvolver a habilidade de relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção. assim como outras formas de manifestação artística. Faça essa relação a cada ideia-chave sorteada. Anote. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. em que os alunos exponham suas opiniões pessoais. p. faça um sorteio. ou seja. um espírito de questionamento constante. Durante a atividade.] [uma pessoa é levada] a refletir sobre a sua própria existência. procurar a ideia-chave nos trechos dados.] Observando e analisando a condição humana. possibilitando-lhe por meio da palavra a recriação e reinvenção do universo. Conforme elas forem saindo. [. Observe o desenvolvimento das habilidades de localizar e relacionar itens concorrentes ou contrários de uma informação explícita. [. que não há apenas uma única definição válida. Reúna os alunos em grupos de quatro. 29 .. No entanto. eles estão tanto relacionando informações sobre diferentes conceitos de literatura como sintetizando ideias-chave.Volume 2 trecho 4 A literatura. preenche a necessidade de ficção do homem.Língua Portuguesa . Para você.. as ideias-chave abaixo. Com base nessas diferentes definições. promova. trecho 2: A literatura é o conjunto de textos que os poderosos decidem que seja arte. Observe que. em papéis separados. destaque que o conceito de literatura é aberto. trecho 1: A literatura é uma experiência que permite a construção da minha identidade. e não simplesmente fazer uma relação direta. efetivamente. trecho 3: A literatura é uma herança cultural transmitida para todos nós. através dos sentimentos e conflitos existenciais das personagens de ficção. professor! É muito importante não deixar de fazer o sorteio para que os alunos possam. Para esse fim.

que. Atividade 4 A seguir. In: MURRIE. LANDEIRA. Quando as palavras resolvem fazer arte. que procuram atender a essa necessidade humana de arte são chamados de literatura. José Luís. as pessoas cantam e ouvem músicas. Com esse enfoque. Além disso. a lista de livros mais vendidos que encontramos em revistas e jornais etc. zuleika de Felice (coord.Atividade 2 Pergunte a seus alunos: podemos aprender a gostar de algo de que não gostávamos? Os gostos de música de antigamente são os mesmos de hoje? Por que mudaram? Explique a eles que grande parte daquilo que gostamos é resultado de termos aprendido a gostar. inclusive aprender a desenvolver os gostos que vão atender à sua necessidade pessoal de arte. fazem isso por 30 Para você. Aprendemos a satisfazer as nossas necessidades de arte e beleza. Consegue até aprender a gostar do que não gostava. retome essa definição e procure novos modos de aprofundá-la. uma lista de livros de literatura. de aprender. Os gostos mudam de acordo com a época. que deve ser copiada em uma folha A4 e afixada no mural da classe. no entanto. assistem a uma novela na televisão ou leem um livro. copiam versos para a pessoa amada. . Brasília: MEC/Inep. de sonhar. a seleção de livros das livrarias. Por isso. adianta dizer que não vai ler porque ele. Ocorre. grupos sociais tentam impor o seu conceito de literatura para outros. a crônica. Aprendemos a viver e a valorizar a necessidade que todos nós temos de gostar.). vamos considerar mais de perto um gênero literário específico. p. Neste momento. professor! É importante destacar aqui o papel social da literatura. o lugar e o grupo social. ao se preparar para o exame. solicite que cada grupo elabore a sua própria definição de literatura. 84. Linguagens. Atividade 3 Discutam a seguinte questão: se um aluno vai prestar vestibular e encontra. Uma pessoa consegue aprender a gostar. não considera aqueles livros como literários? Aprofundando conhecimentos Muitos concordariam ser verdade que o homem consegue aprender a gostar das coisas. Aprendemos a gostar de coisas novas e a valorizar coisas antigas. valorize a dimensão social do texto literário. orais e escritos. Outros exemplos poderão ser considerados: a adaptação de um texto literário para o cinema ou para a televisão. que nem todos consideram literatura como o mesmo conjunto de textos. acaba por selecionar o que é texto literário e o que não é. pessoalmente. Trata-se de um gênero importante. Muitas vezes. 2002. Ao final da Situação de Aprendizagem. em especial de Língua Portuguesa. meio de instituições como a escola. Os textos literários. a lista de livros da biblioteca. Ela será reexaminada em outras ocasiões. por meio das bibliotecas e dos textos adotados pelos professores. códigos e suas tecnologias: livro do estudante (Ensino Médio). por ter grande aceitação e circulação social.

Explicou que aprendera aquilo de ouvido. I – Crônicas.htm>. Assim ficara sabendo que não era ninguém.”. que não é tão ruim assim. e o outro continua daí. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha. ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Para você. p.. Depois peça aos alunos que leiam o texto. fazia o trabalho noturno. Naquele tempo eu também. a articulação das palavras e as pausas. professor! Faça a leitura do texto em voz alta. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. Rubem. Está bem. avisava gritando: – Não é ninguém. De resto não é bem uma greve. 31 . Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer. vol. 63-64. Pela sensibilidade do texto e do olhar atualizado que ela exige. e se despediu ainda sorrindo. 2008.com. para não incomodar os moradores. mas. Faça comentários e incentive-os conforme notar que seja necessário. Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12. Acesso em: 8 dez. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal. Tomo o meu café com pão dormido. não senhora. In: Para gostar de ler. eu era rapaz. O padeiro Rubem braga Levanto cedo. o jornal ainda quentinho da máquina. como os padeiros. é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. Disponível em: <http://www.1a série . é um lock-out. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma. como pão saído do forno. Fernando Sabino. misturando o cotidiano do autor com o cotidiano do mundo.br/aloescola/literatura/ cronicas/rubembraga. quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega. e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém.. Carlos Drummond de Andrade. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar. eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa.tvcultura. ed. BRAGA. São Paulo: Ática. acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo. é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. é o padeiro”.. e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre. greve dos patrões.Volume 2 A crônica é um gênero textual que surgiu nos jornais. além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar. ganhou um espaço na literatura de tal maneira que hoje podemos considerá-la um texto que tanto pertence à lista de textos jornalísticos como à de textos literários. Ah. faço minhas abluções. ainda que menos importante. que suspenderam o trabalho noturno.Língua Portuguesa . Avalie o ritmo de leitura. ia uma crônica ou artigo com o meu nome. “não é ninguém.. e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era.1989. Dois alunos podem encarregar-se de ler o texto todo: um lê do título até “Assim ficara sabendo que não era ninguém.

Quanto tempo passa? O tempo atual. lugar. permite que você avalie a habilidade dos alunos de inferir o tema e o assunto principal em um texto e desenvolva estratégias de recuperação de conteúdos que ainda não tenham sido devidamente assimilados. em que o narrador lembra. A . professor! Essa atividade. A origem da palavra “crônica” é A crônica é um gênero literário de origem brasileira. em que o narrador dialoga com o padeiro. Qual o acontecimento narrado? A lembrança do diálogo entre as personagens motivado pelo anúncio do padeiro: “Não é ninguém. 32 Mas será que existiu mesmo um padeiro do modo como o descreve Rubem Braga? Em matéria de ficção. Atividade 6 Com base na crônica lida. é o padeiro!”. caiam no jogo proposto pelo narrador e sintam o cheiro de pão fresquinho que vem do passado. Explique os elementos da narrativa: personagens. Ser confundido faz parte do nosso papel de leitor. e o tempo do passado. Para você.Atividade 5 Peça aos alunos que narrem. É possível que o livro didático adotado tenha informações complementares sobre esse tema. tempo. solicite que seus alunos preencham o quadro a seguir: Quais as personagens envolvidas? O narrador e o padeiro. Faz parte do trabalho dos escritores de ficção confundir os leitores ao escrever. Desse modo. Surgiu no século xIx. acompanhados da reflexão mais abrangente do escritor sobre o comportamento humano. o resumo da crônica. que significa “tempo”. Em que lugar ocorre ? Na casa do narrador. Tire dúvidas sobre essas questões. Entre os textos narrativos literários de maior circulação na sociedade. derivada de um gênero anterior chamado folhetim. Que reflexão sobre o comportamento humano nos apresenta o narrador? O valor da humildade no exercício profissional. oralmente. não adianta ter tais dúvidas. Isso porque uma das características definidoras da crônica é o seu caráter atual: fatos atuais são apresentados ao leitor. além de possibilitar que se desenvolva a habilidade de elaborar sínteses de textos lidos. desponta a crônica. ação. Aprofunde esse conhecimento. grega. de chronos. enquanto toma o café.

peça aos alunos que respondam individualmente às seguintes questões: Que imagem você formou do narrador da crônica O padeiro quanto à idade que ele tem e à forma como vê a vida? Que elementos do texto contribuíram para formar essa imagem? A seguir. A crônica é o texto que procura surpreender os momentos da vida que merecem ficar na memória.1a série . seguindo aquela narrada por Rubem Braga. Nesse encontro. a criação literária e a atividade jornalística. Em 1854. Dessa forma. preocupado em ser sensível aos acontecimentos. Em seus comentários. mas sempre com bom gosto e delicadeza. a partir de uma lembrança da véspera (“greve do pão dormido”) viaja ainda mais para o passado e traz um detalhe da vida cotidiana: o encontro do narrador e do seu padeiro. há espaço para toda uma reflexão sobre a existência humana e a necessidade de sermos humildes em tudo o que fazemos. ser encontradas nos livros de sua biblioteca ou sala de leitura ou no livro Crônica é um gênero textual caracterizado por representar um olhar diferenciado do autor. Para Machado de Assis.Volume 2 proposta do folhetim era juntar. no entanto. socialize as respostas. professor! Observe que essa socialização é um momento ideal para reforçar a definição de crônica: Observe que a vida do narrador é apresentada ao leitor a partir da rotina: nada de especialmente excitante ou diferente ocorre.. Atividade 7 A respeito da crônica O padeiro. reforce tudo aquilo que o aluno disser que revele alguma compreensão dessas relações de atualidade e sensibilidade lírica. com um olhar entre a comédia e a seriedade. Crônicas podem. ofereça outra oportunidade de leitura de uma crônica. mais própria da literatura. O folhetim evolui para crônica e esta para a crônica literária. por volta de 1859. no entanto. em um único texto. De Machado de Assis. 33 .. o folhetim foi misturando cada vez mais características próprias do texto jornalístico – como o conteúdo crítico e informativo – com a linguagem elaborada e crítica. o folhetim se origina da mistura entre o “útil e o fútil”. Agora. facilmente. Para você. procurando encontrar nos comentários a compreensão das características do gênero crônica. A memória. Atividade 8 Discuta as experiências pessoais dos alunos que.Língua Portuguesa . eles acreditam que dariam boas crônicas. José de Alencar surge como o principal nome do gênero. herdamos o modelo de crônica para a atualidade. em que se revelam reflexões críticas e até poéticas sobre aspectos do comportamento humano. no entanto. essa mistura entre a linguagem do cotidiano e a reflexão crítica e poética. conservando.

mas formei um firme propósito: não morrer antes de ver o Brasil campeão de novo. ouvia-se o jogo pelo rádio. Eu só tinha seis anos e ainda nada sabia de futebol. menino de 16 anos. Naquela Copa. Antes de começá-la. para mim. Tive que esperar 24 anos para que tal acontecesse. E o menino Pelé. ah! como foi! E aí chegamos em 1970. em plena época da televisão. Em 1962 eu já tinha dez anos e o futebol tinha me fisgado de vez. A Copa de 58 foi o momento de revelação do futebol. Em 1958 fomos campeões do mundo pela primeira vez. entrevistando Pelé em Johannesburgo. minha alegria ficou um pouco acobertada pela surra que levei quando. as miscigenações estão acontecendo vigorosamente. Outra das imagens que ficou da Copa de 58 foi uma foto na revista. aquilo era quase um atentado ao pudor. e explodindo em gritos de gol quando chegávamos a ele. mas nenhuma tão gratuita e intensa como as que o futebol me proporciona desde 1958. é ter as fotos da minha irmã Mariana. Duas loiras terem a coragem de abraçar um negro? O comentário mais sóbrio dizia que elas não tinham vergonha na cara. na revista O Cruzeiro. sugerimos a leitura de uma crônica da escritora catarinense Urda Alice Klueger. que é jornalista na África do Sul. depois que o seu país foi eliminado da disputa. e sentia nascer em mim a primeira emoção violenta da vida. mas do maravilhoso calor humano daquele povo que se colocou. hoje. porém. e deverão aumentar de intensidade no futuro. a minha grande admiração pelo México não advém dos Maias e Astecas. Tive inúmeras outras alegrias. por baixo dos panos). de ouvido encostado no rádio. no entanto. aparecia abraçado com duas suecas loiríssimas. centra-se em construir uma expectativa de leitura a partir do gênero e do título. na época (e que continua por aí. e atravessamos. quantas alegrias já me trouxe Costumo dizer que as mais puras e intensas alegrias da minha vida vieram do futebol. como o gênero e o título influenciam o leitor antes que ele inicie a leitura? Em outras palavras. no jornal que era apresentado antes dos filmes. Mas foi lindo ganhar. Estava fora de cogitação os adultos da época pensarem na probabilidade de. é claro. De novo ouvi os jogos pelo rádio – a televisão não tinha chegado ainda. neste país mestiço. a torcer pelo Brasil. Naquela época. decididamente. apresente o título e pergunte: o que podemos esperar de uma crônica chamada Futebol. seus filhos e netos se miscigenarem com a gloriosa e alegre etnia negra. tamanha foi a emoção que vivi. algum dia. mas gritava junto com meu pai. mas tinha a certeza de que não iria 34 . uns dois meses depois podia-se ver os gols no cinema. ébrios de patriotismo. quantas alegrias já me trouxe? Que alegrias podem tornar-se crônica? Uma crônica de memórias Futebol. Ou seja. que quebrei o pé-de-palito do mesmo. por exemplo. tive que amargar todas as derrotas do intervalo. via-se as fotos dos gols uma semana depois. Para a tacanha mentalidade que predominava em Santa Catarina. Mas falávamos em futebol. aqueles anos de 58 a 62. e nunca mais vamos ter uma Seleção como aquela! Por mais que curta História. e as imagens mais fortes daqueles dias de Copa são do meu pai. pulei tanto sobre o sofá novo pé-de-palito que a minha mãe acabara de ganhar. e. na época mais ou menos perdoado por seus gols pela indecência de abraçar duas loiras. hoje é rei e tem incontestável majestade e um dos orgulhos da minha família. vocês ficaram no meu coração! Na ocasião.didático. num dos gols do Brasil. eu tinha 18 anos. Esta atividade. O fato é que. Maravilhosos mexicanos. que tanto adoçou o Brasil. e podem me perguntar que sei ainda todinho o Hino da Seleção daquele ano. o que o leitor pode esperar de um texto com tal título e com as características de crônica? A seguir. se tivesse sorte. quando tinha seis anos de idade. onde Pelé.

Depois. Só que agora não quero morrer sem ver o Brasil campeão de novo. heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935). Pode rir quem quiser. a minha certeza de alegria e de bom humor. Mantenha um tom de voz cordial e uma boa articulação. 35 . o coração aquecido pela mais pura e intensa alegria. não há necessidade de aprofundar historicamente a identidade de Fernando Pessoa. A seguir. na frente da televisão. Afixe ou escreva na lousa a seguinte lista de critérios de correção do texto: f uso apropriado da norma-padrão da língua. Escritora e historiadora. individualidade ao mesmo tempo subjetiva e social.Volume 2 morrer antes de reviver a intensidade da alegria. f presença de atualidade e sensibilidade na escolha do tema. em dupla ou trio. f preocupação com a intencionalidade comunicativa. daqueles que acontecem conosco no nosso íntimo ou na relação com os outros.1a série . propomos. Para finalizarmos esta Situação de Aprendizagem. bom gosto e expressão poética da linguagem. Esperei 94 do mesmo jeito que esperara todas as outras copas: de camisa da Seleção. na frente da televisão. Discuta as características da crônica. Os exercícios propostos permitem aprofundar o conceito de literatura. ii. mas sou daquelas torcedoras que ouve o Hino Nacional de pé e em silêncio. pergunte: qual a ideia-chave do que foi lido? O que podemos esperar em seguida? Verifique sempre o ritmo de leitura e a clareza na pronúncia daquilo que se lê. quantas alegrias já me trouxe! KLUEGER. f criatividade. ação. A cada aluno. f uso producente dos elementos da narrativa: personagem. professor! Independentemente da crônica que adotar. quando surgem os problemas e fica difícil sair do baixo-astral. e coração pulsando na mão. Em 94. Esta atividade deve ser feita em oito movimentos: i. Atividade 9 Para você. Lembre aos alunos que a crônica pode versar sobre qualquer assunto atual: de uma ida à padaria ao jogo da final da Copa do Mundo. e aquelas fitas são. permita que os alunos expressem livremente suas opiniões pessoais a respeito do poema. gravei todos os jogos da nossa Seleção. divida a leitura do texto entre diversos alunos. A importância de dar significação a algum acontecimento atual. varie as estratégias de leitura desenvolvidas: leia primeiro todo o texto em voz alta.Língua Portuguesa . Quando alguma coisa não vai bem. solicite que os alunos escrevam. Minha meta foi atingida: vi o Brasil campeão mais uma vez. no Caderno do Aluno. Por isso. o famoso Poema em linha reta de Álvaro de Campos. que é vista aqui como uma construção contínua e dinâmica feita pelo aluno-leitor. Não demora muitos minutos para que eu esteja rindo sozinha igual a uma boba. espaço. hoje. eu revejo um dos jogos da World Cup. uma crônica literária. f utilização de projeto de texto. Esclareça dúvidas sobre o assunto. Neste momento. tempo. bandeiras na varanda. e quase tem um enfarto a cada jogada. um monte de simpatias para dar sorte. Ah! Futebol. Urda Alice.

Os alunos corrigem os problemas encontrados e reescrevem a crônica. incentive-os a trocá-lo com os colegas para que possam promover melhorias na produção textual. Antes que entreguem o texto. Vi. Para isso. além das dificuldades de domínio do gênero. de acordo com os critérios apresentados no enunciado do exercício. . dando opiniões construtivas. detalhando aqueles em que sentir maior dificuldade por parte da classe (observe que o item “Utilização de projeto de texto” será explicado a seguir. vamos nos esforçar para que o projeto de texto substitua o rascunho borrão. Vii. Os alunos elaboram o texto. aquelas pertinentes a questões ortográficas e de concordância e regência. incentivando o uso do dicionário. O professor corrige as crônicas.iii. Identifique. identificando nelas as principais dificuldades dos alunos. O professor participa circulando pela classe.) 36 V. Viii. É uma oportunidade para avaliar as dificuldades de interpretação e leitura dos alunos. Explique os itens. O professor discute e exemplifica as principais dificuldades encontradas. Não se trata de fazer outra redação. iV. tirando dúvidas. utilize pequenos trechos dos textos produzidos pelos alunos. que raramente produz efeitos didáticos de melhoria da escrita. mas de resolver os problemas encontrados.). professor! Durante este ano. Elementos da narrativa tema a ser abordado na crônica: Personagens: Ação principal: Espaço: tempo: Estrutura do texto introdução: (Questão básica: Como despertar a atenção do leitor para que ele leia o texto?) desenvolvimento da narrativa: Conclusão/desfecho: (Que reflexão eu gostaria de oferecer ao meu leitor? Deve harmonizar-se com a introdução. Forneça o modelo de projeto de texto: Para você.

compreender a linguagem verbal como realização cotidiana em circulação social por meio de gêneros textuais. fotografias e textos de livros extraclasse. retomaremos algumas habilidades que começamos a desenvolver em Situações de Aprendizagem anteriores e avançaremos com novos conhecimentos. contrastar o mesmo tema em diferentes textos e solicitar. em que um deles. o segundo. No entanto.. propomo-nos a investigar. identificar o valor estilístico do verbo (pretérito do indicativo) em textos literários.Língua Portuguesa . com os alunos. Para cada um. analisar textos teóricos que tratam do assunto abordado permitindo familiarizar o aluno com a linguagem própria do texto acadêmico. o valor estilístico do pretérito verbal.Volume 2 SITUAçãO DE APRENDIzAGEM 4 UM. Divida a classe em grupos. a fábula. compreender a literatura como sistema social em que concretizam valores sociais e humanos.1a série . o termo “fábula” é também usado em contexto teatral. como veremos. Além disso. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. verbo: aspectos estilísticos. e os reflexos na produção do texto narrativo e poético. desenvolver habilidades de argumentação. trabalhando dois gêneros textuais bem diversos: a fábula e o texto teatral. mas com quem se deve ser gentil para causar boa impressão. 37 . Competências e habilidades: reconhecer características básicas do texto dramático teatral. dicionário de língua portuguesa. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação.. determine uma das possibilidades de contextualizar a expressão: f Dizer “até logo!” a um amigo que nos ajuda em uma grande necessidade. Conteúdos e temas: conceito de gênero. Estratégias: aula interativa. por meio de perguntas e respostas orais. texto teatral: diferenças entre texto teatral e texto espetacular. em dado momento. f Dizer “até logo!” a um parente de quem não se gosta muito. AçãO! Nesta Situação de Aprendizagem. TRêS. Recursos: livro didático. O primeiro é narrativo. i. A expressão deve ser dita em um ponto culminante da representação. usa a expressão “Até logo!”. f Dizer “até logo!” a um cliente que acaba de fechar uma compra. polissemia. não pode ser jogada logo no começo. tempo previsto: 10 a 12 aulas. DOIS. dramático. Sondagem Jogo teatral: Até logo! Um grupo de três ou quatro alunos desenvolve e representa uma cena curta. especialmente no modo indicativo. de aproximadamente três minutos. desenvolver estratégias de leitura e produção do texto literário. com a participação dialógica do aluno.

Para finalizar. Análise e comparações. professor! Esta é uma excelente ocasião para levar os alunos ao teatro ou fazer o teatro vir à escola. O que é um texto teatral? É um texto escrito composto com a intenção de ser representado como peça de teatro. f Verbo: aspectos estilísticos Estudo de elementos expressivos presentes no verbo. Para essa preparação são necessários apenas cinco a dez minutos. iii. recapitule o conceito de contexto. Solicite que anotem as frases no caderno. Reforce o fato de que a situação. de acordo com as diferentes possibilidades. É um roteiro que vira peça de teatro. para que apresentem o que prepararam. iV. Se necessário. f Quais as principais diferenças? f O jogo teatral não segue um texto teatral predefinido. O jogo teatral realizado pela classe não é a mesma coisa que teatro. que resulta do momento e do lugar em que a ação decorre. f Lucas parecia cansado. f Polissemia Análise prática do conceito de polissemia a partir da definição de fábula. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 4 38 f A fábula Conceito e definição de fábula na tipologia textual e na esfera teatral. Exemplos: f Lucas cumprimentou Sara. solicite aos demais alunos que se apresentem. Vii. por meio de frases breves. f Sara fez uma expressão de desagrado. Para você. é a principal influência para formatar como algo é expresso.ii. Em seguida a cada apresentação. Vi. f Conceito de gênero Atividade 1 Definição de gênero a partir das reflexões feitas até o presente momento. mas em contextos completamente diferentes. o modo como tais palavras são ditas muda. V. peça aos alunos que “resumam” as ações que presenciaram. Escreva na lousa essa narrativa. Lembre os alunos de que muitas palavras são repetidas todos os dias. Encontre no livro didático um exemplo de texto teatral. dentro das possibilidades de tempo. Apenas algumas indicações. De acordo com o contexto. Sorteie três grupos. f texto teatral: diferenças entre texto teatral e texto espetacular Conceito e relações entre o texto teatral e o espetacular. Viii. Mostre aos alunos a diferença . Peça sempre aos alunos que identifiquem o verbo de cada frase.

ó minha irmã. impondo-me ou o desterro para longe da pátria. faça os alunos observarem que. Atividade 2 Pergunte aos alunos de que textos espetaculares eles preferem participar. além das indicações cênicas. Édipo. 39 . julga acertado tratar-me cruelmente. Jocasta está na entrada do palácio e se interpõe entre Édipo e Creonte. por isso ele é dividido entre as personagens (locutoras) da peça. Convém lembrar que espetáculo é tudo o que se oferece ao olhar. esse imprudente debate? Não vos envergonhais em discutir questões íntimas.br/pesquisa/ DetalheObraForm. balé ou música clássica. Creonte.1a série . CREONTE: Édipo. um rito ou um culto em uma igreja ou uma apresentação de teatro. que é um animal cego. O texto teatral não apresenta um narrador. que se trata do trecho de uma peça teatral e que ele traz diálogos explícitos. A mãe resolveu fazer um teste: pôs diante dela um grão de incenso e perguntou-lhe o que era. respondeu a jovem toupeira. Acesso em: 9 mar. disse à sua mãe que estava enxergando. Faça a leitura dramática do texto e identifique as indicações cênicas. Trata-se de uma forma simples de desenvolver a habilidade de argumentação. “Um pedregulho”. ou a morte.Volume 2 entre o texto principal e as indicações cênicas ou texto secundário. a teus aposentos. (Jocasta está na entrada do palácio e se interpõe entre Édipo e Creonte) JOCASTA: Por que provocastes. um jogo de futebol. que suprem a função do narrador. Acusei-o de conspirar contra a minha pessoa. infelizes. com palavras vãs. as indicações cênicas desaparecem. O jogo teatral é um texto espetacular. na interpretação.do?select_action=&co_ obra=2255>. no texto a seguir. 2008.dominiopublico. assim como o são o show de rock. professor! Na leitura dramática do texto. Essas personagens são introduzidas pela citação do nome. Não exciteis. Disponível em: <http://www. Atividade 3 A toupeira Certa vez uma toupeira. Observe. minha esposa. Dirige-se a Édipo. teu marido. professor! Durante as diferentes respostas.Língua Portuguesa . uma discórdia funesta. pergunte-lhes sempre: por que consideram esse texto espetacular? Ouça seriamente as respostas de seus alunos e comente quando julgar conveniente. Para você. Édipo Rei. e tu.gov. no momento em que atroz calamidade cai sobre o país? (Dirige-se a Édipo) Volta a teu palácio. SÓFOCLES. ÉDIPO: É verdade. Para você.

de La Fontaine.A mãe lamentou-se: “Minha filha. ou seja.dominiopublico. Confundido com um calhau. Acesso em: 9 mar. Atividade 4 Peça aos alunos que comparem essa fábula com as crônicas que leram. com um “nada”. cega eu já sabia que você era. Elas objetivam mais a reflexão e costumam ser mais intimistas. A moral relaciona a jovem toupeira ao impostor. as personagens e a narrativa apresentam maior complexidade. O padeiro. 40 Atividade 5 Discuta oralmente para que serve a leitura de: f f f f uma fábula. um poema. Embora sejam mais curtas do que o romance. nem sempre são mais curtas do que as crônicas. . As crônicas têm uma proposta menos moralizadora do que as fábulas. Que semelhanças e diferenças encontram entre elas? ESOPO. Disponível em <http://www. se divide em duas partes: a narração propriamente dita e a moral. como a crônica. mais pessoais. uma pedra. o teste do “incenso”. confundido pela sua mãe. mas agora sei também que você perdeu o olfato!” O impostor promete o impossível: mas pouca coisa o desbarata. A conhecida fábula do lobo e do cordeiro. Traduzido especialmente para esta obra.do?select_action=&co_ obra=5236>. o tom de voz e a articulação das palavras. Para você. uma crônica. no texto. Fábulas. no entanto. uma notícia de jornal. professor! Observe que é fundamental saber que as toupeiras são conhecidas por enxergar mal. Peça que leiam a fábula em voz alta. As fábulas fazem uso de personagens humanos ou não – destaque que há muitas fábulas em que são os animas que falam.br/pesquisa/ DetalheObraForm. Nem sempre a moral de uma fábula. A fábula. É possível que alguns alunos digam que as fábulas são mais curtas. é um gênero textual narrativo. professor! A fábula. Por isso mesmo. São animais que vivem normalmente em tocas subterrâneas. no entanto. é muito ética. afirma que “a razão do mais forte é sempre a que vence”. sem alicerçar-se em uma moral simplista no modo de ver o mundo. revelaria não apenas que a jovem toupeira enxerga mal.gov. 2008. que pode estar explícita ou implícita no texto. sem tantas pretensões moralizadoras. Pergunte oralmente: a) De que conhecimentos necessita o leitor para compreender adequadamente o texto? b) Qual foi o erro da jovem toupeira? c) Que relação há entre a moral da fábula e a narrativa? Para você. mas que tem também problemas de olfato. por exemplo. Também é importante saber que o incenso exala um aroma forte. É o caso da crônica que examinamos. Verifique o ritmo de leitura.

uma janela etc. A fábula. Permita que.. 41 . agora que me acho casado contigo.. Grande mérito é esse. FLORêNCIA – Sei disso. mesmo que não haja qualquer proposta moral.] AMBRÓSIO – Escuta-me. é importante desenvolver o conceito de polissemia. FLORêNCIA – Toda eu sou atenção.. Esse trecho dá fortes indícios da fábula a ser apresentada na peça de teatro.br/pesquisa/ DetalheObraForm. porta de saída. os alunos expressem o que conseguem adiantar a esse respeito. Acesso em: 10 jan.. Martins. AMBRÓSIO – Dois filhos te ficaram do teu primeiro matrimônio. jarras com flores. Curiosamente. consolos. foi.do?select_action=&co_ obra=1993>. Crê que ponho todo o meu pensamento em fazer-te feliz. Florência. cortinas etc. dentro do contexto teatral. pode ser contínua e unificada (a grande maioria). É também uma ótima ocasião para discutir o papel social da literatura.1a série . mas. Neste momento. AMBRÓSIO – Foi.. e dá-me atenção.gov.Volume 2 f f f f uma receita culinária. uma fofoca. deixou-te herdeira de avultado cabedal. (À parte:) Se o sabia! (Alto:) Amei-te por simpatia. que uma mesma palavra pode ter diferentes significados de acordo com o contexto e as intenções em que é utilizada. FLORêNCIA – Pobre homem! AMBRÓSIO – Quando eu te vi pela primeira vez. O noviço. reforçando o conhecimento construído na Situação de Aprendizagem anterior. também se chama de fábula o relato ou história da peça de teatro: o relato de acontecimentos organizados em uma sequência temporal e causal de ações. No fundo.dominiopublico. professor! Este exercício tem como objetivo que o aluno perceba as diferenças de uso social dos gêneros textuais. A seguir. é de meu dever zelar essa fortuna que sempre desprezei.. Teu marido foi um digno homem e de muito juízo. AMBRÓSIO – E não foi o interesse que me obrigou a casar contigo. não sabia que eras viúva rica. um resumo de novela. Disponível em: <http://www. etc. [. ou formada por episódios autônomos que deixam o trabalho de confronto com a realidade para o espectador (como no caso de algumas produções do teatro atual). Para você. você encontra um resumo da fábula dessa peça. ou seja. etc. FLORêNCIA – Foi o amor que nos uniu. 2008. mangas de vidro. Professor.Língua Portuguesa . vidinha. Apenas a devida compreensão polissêmica do termo “fábula” garante o bom resultado desta Situação de Aprendizagem! Atividade 6 Para trabalharmos o conceito de fábula no teatro. oralmente. PENA. propomos que apresente o seguinte trecho de uma peça de teatro de Martins Pena: O noviço Ato primeiro Sala ricamente adornada: mesa. um comunicado da diretoria da escola.

.do?select_action=&co_ obra=1993>. Casar-se-á. o convento é tão triste! [. Sim. PENA. em maus lençóis quando Carlos. Incentive os alunos a ler essa peça de teatro. O que o trecho a seguir adianta sobre a fábula de peça de teatro O noviço? AMBRÓSIO – Tua filha está moça e em estado de casar-se.br/pesquisa/ DetalheObraForm.. jovem que fugira do convento para casar-se com Emília. Para você. casou-se com Florência. apenas um insignificante dote – e farás ação meritória.] 42 AMBRÓSIO – A respeito de teu filho direi o mesmo. apenas por interesse. encontra com Rosa. ao entrar para uma ordem religiosa). e intermináveis demandas. Acesso em: 10 jan. Carlos passa a fazer chantagem a Ambrósio. Bem sabes que ainda não fizestes inventário. não quero demandas. FLORêNCIA – Não. Ele se vê.. a quem abandonara depois de roubar os seus bens.] AMBRÓSIO – Que dúvida! E eu julgo que podes conciliar esses dois pontos. professor! Observe que é a indicação cênica “à parte” (para que Florência não ouça) que deixa claro o jogo irônico entre as falas e as intenções de Ambrósio. professor! Solicite aos alunos que usem o dicionário para verificar o sentido. Não terás nesse caso de dar legítima alguma. Ambrósio foge. mas ele já era casado com Rosa (na época não havia divórcio). mas nada que o sentido geral do texto ou ir de vez em quando ao dicionário não resolva. Disponível em: <http://www. Para você. Explique-lhes que O noviço. que seja freira. FLORêNCIA – Não tenho tido tempo. FLORêNCIA – Coitadinha! Sempre tenho pena dela. e custa-me tanto aturar procuradores! AMBRÓSIO – Teu filho também vai a crescer todos os dias e será preciso por fim dar-lhe a sua legítima..dominiopublico. mas como preveni-las? [. Apresente agora o seguinte resumo da fábula (texto expositivo) de O noviço: Ambrósio. e terás um genro que exigirá a legítima de sua mulher. Carlos fica livre do convento e pode se casar com Emília. Atividade 7 Leiamos mais um trecho da peça. no texto. 2008.gov. e desse dia principiarão as amofinações para ti.. O noviço. é uma peça de teatro do século xIx. mas é preso. mas a verdade termina vindo à tona: Florência fica sabendo do calhorda bígamo com quem se casara. Martins.Peça que encontrem as indicações cênicas no texto e que comentem a sua importância. “demandas” (exigências) e “professar” (fazer votos. Novas demandas. que tem dois filhos – Emília e Juca –. no entanto. AMBRÓSIO – É o que eu também digo. das palavras “legítima” (porção da herança reservada por lei aos herdeiros). fazendo Emília professar em um convento. . o que traz consigo algumas dificuldades para o leitor do século xxI. Tem ele nove anos e será prudente criarmo-lo desde já para frade. de Martins Pena..

seus conteúdos. Já o texto em prosa. é escrito em versos. Apenas desejamos que os alunos percebam as diferenças de forma e uso social que constituem os diferentes gêneros. a crônica. oportuno material de apoio para a preparação de sua aula. O objetivo dessa atividade é verificar a coerência que os alunos conseguem estabelecer entre o texto que produzem e o resumo da peça. elaboramos a nossa identidade. Toda manifestação da linguagem ocorre por meio de textos. Estamos inundados de gêneros textuais. Dominar o maior número possível de gêneros – interagindo com eles na recepção. Ao nos dirigirmos a alguém – não importando quem seja. oralmente. o momento de aprofundar as diferenças entre linguagem poética e linguagem em prosa. entretanto. fazemos uso das mais variadas linguagens. as diferenças entre fábula. bem como verificar o uso apropriado que fazem das indicações cênicas. o conjunto de versos em um poema é denominado “estrofe”. Trata-se de uma questão de recapitulação que visa a possibilitar que os alunos tomem consciência dos conteúdos apreendidos. Para nos comunicar. Atividade 10 Peça aos alunos que encontrem alguns poemas no livro didático que utilizam e os comparem com a fábula da toupeira. O texto poético. por exemplo. Para comunicar. na biblioteca ou sala de leitura de sua escola. Depois. gênero narrativo e fábula no texto teatral. os conceitos básicos que distinguem o texto poético do texto em prosa. 43 . cronistas ou contadores de fábulas ou poetas ou repórteres ou comentadores de programas de televisão ou cientistas etc. escrevam um trecho da peça de teatro. Explique também o que é rima e ritmo: você encontrará no livro didático adotado. que não nasce do nada. tornamo-nos. peça a eles que. Atividade 9 Pergunte. professor! Esta é a oportunidade de explicar. Cada linha de um texto em verso é denominada “verso”.Língua Portuguesa . ela precisa obedecer a certas regras.1a série . em dupla. Gênero – como a fábula. normalmente. na produção ou em ambas as situações – permite-nos melhorar o nosso relacionamento com os outros. seguindo o resumo. Este não é.Volume 2 Atividade 8 Solicite que os alunos relacionem os trechos da peça ao resumo. Os textos surgem de acordo com as diferentes atividades do ser humano. a notícia de jornal – é o nome dado às diferentes formas de linguagem que circulam no nosso dia-a-dia. É com esse olhar que desejamos promover esse questionamento. seu estilo ou a forma como são construídos. Se julgar conveniente. muito especialmente com a linguagem verbal – aquela que produzimos oralmente ou por escrito –. pergunte também: quando alguém lê um poema? Por quê? Todos somos seres de comunicação. brevemente. Qualquer atividade humana está relacionada com a linguagem. ou seja. Eles são a forma como a língua organiza-se nas inúmeras situações de comunicação que vivemos na sociedade. Os gêneros textuais surgem de acordo com a sua função na sociedade. Que diferenças encontram? Para você. o que possibilita serem agrupados em gêneros textuais. mesmo que esse alguém seja nós mesmos –. não.

– Minha filha – disse a mãe –. recapitule o que foi desenvolvido na aula anterior: a importância do contexto na produção do texto oral e o valor do verbo na construção da narrativa. A mãe colocou-a então à prova: deu-lhe um grão de incenso e perguntou o que era. corresponde aos pronomes pessoais eu (singular) e nós (plural). pessoa). Pessoa: O verbo possui três pessoas: 1a pessoa: aquele que fala. professor! Eis a história da toupeira – animal cego – que disse à mãe que estava enxergando. embora não se trate daquele de quem se fala. utilizamos o verbo flexionado na 3a pessoa. perdeste o olfato. Peça aos grupos que façam uma relação dos diferentes gêneros de textos utilizados por eles no dia-a-dia. certificando-se do aprendizado dos alunos. além de cega. número: Os verbos da língua portuguesa admitem dois números: o singular e o plural. O modo exprime. Observação Na língua portuguesa falada no Brasil. Expressa um fato que o enunciador acredita realmente acontecer em referência ao presente. Peça agora que encontrem os verbos na fábula da toupeira. Resposta: Para você. é comum que nos dirijamos àquele(s) com quem falamos por meio dos pronomes de tratamento “você” (singular) e “vocês” (plural).Atividade 11 Divida a classe em grupos de quatro a cinco alunos. elas (plural). ao passado ou ao futuro. Aproveite a oportunidade para recapitular a concordância verbal e a sua importância na produção de textos de caráter formal. Você encontrará reflexões no livro didático adotado. será necessário recapitular os conteúdos específicos sobre o que é verbo e quais as suas principais dimensões morfossintáticas de estudo (número. ela (singular) e eles. corresponde aos pronomes pessoais tu (singular) e vós (plural). 44 É o sujeito (singular ou plural) que determina o número do verbo. Atividade 12 Considere o jogo teatral feito no momento de “sondagem”. modo. tempo. Nesse caso. O impostor promete o impossível: basta um nada para confundi-lo. 3a pessoa: aquele de quem se fala. além daquelas que abordaremos aqui. . modo: a língua portuguesa apresenta três modos verbais. a atitude daquele que fala ou escreve em relação ao fato que enuncia: f indicativo: o modo da certeza e da realidade. Exemplo: “Sei que ele dança axé”. quantos estão diretamente relacionados a atividades de oralidade? E à linguagem escrita (leitura e produção escrita)? Circule pela sala durante as discussões. Entre os gêneros selecionados. 2a pessoa: aquele com quem se fala. Recorrendo às frases feitas. – Um calhau – respondeu a filha. Provavelmente. corresponde aos pronomes pessoais ele. no verbo.

Pergunte a eles por que a segunda frase parece estranha ao ouvido. além de cega. ocorre a mesma coisa. O verbo expressa uma atitude de convite a uma ação. é recomendável que o professor. pretérito e futuro. A escolha pelo uso do pretérito transmite a ideia de que a filha perdeu o olfato antes de a mãe começar a falar. em vez de simplesmente entregar a resposta aos alunos. sempre que alguém se porta como a toupeira. Entretanto.1a série . Considerando o tempo verbal empregado no exercício anterior podemos concluir que: a) a filha perdeu o olfato no mesmo instante em que a mãe fala. de intenção. Isso é bem apropriado para o tom de certeza moralizadora. além de cega. Explique então que. Para você. quando o acontecimento de uma narrativa é anterior ao acontecimento. Ou seja. b) – Minha filha – disse a mãe –. Use das observações feitas acima para orientar-se nessa reflexão. por favor! Atividade 13 Pergunte: que modo verbal predomina na fábula? O que isso nos revela? Predomina o modo verbal indicativo. f imperativo: o modo do pedido ou da ordem. Exemplo: dance axé. É possível que os alunos não forneçam a resposta esperada. Tudo o que é novo assusta em um primeiro momento. O verbo expressa uma atitude de incerteza. Apresente aos alunos estas duas frases: a) – Minha filha – disse a mãe –. Atividade 14 Vamos nos aprofundar no estudo da ordenação do tempo verbal nas narrativas. Os gramáticos nos ensinam que há três tempos naturais: presente. Trata-se de um território novo para os alunos. professor! Observe que estamos trabalhando no domínio da estilística do verbo. Destaque que a ordem “Não faça como a toupeira” aparece de forma implícita. usamos o pretérito do indicativo. você perde o olfato. Os verbos apresentam flexões de tempo tanto no modo indicativo como no subjuntivo. que se subdividem nos modos indicativo e subjuntivo. Atividade 15 Leia em classe o texto expositivo a seguir: 45 .Volume 2 f Subjuntivo: o modo da dúvida. b) a filha perdeu o olfato antes de a mãe começar a falar. conduza uma reflexão que faça com que eles encontrem as conclusões esperadas. Exemplo: “Duvido que ela dance axé”. de objetivo a ser alcançado ou mesmo de completa irrealidade. tempo: o tempo indica o momento em que ocorre o fato expresso pelo verbo. não sendo verbalizada em nenhum momento. O primeiro impulso do professor é completar o raciocínio.Língua Portuguesa . você perdeu o olfato.

agora eu jogo pingue-pongue”. f Qual é o tempo verbal dominante? Qual o seu sentido dentro do texto? Domina o presente do indicativo com o sentido de verdade de conhecimento. Atividade 17 Nas sentenças a seguir. zombamos. perceber. para ser estudado. 1999. rejeitamos. c) Dona Rute respondeu: “Estou muito ocupada!” Dona Rute está ocupada ao mesmo tempo em que responde. Atividade 18 Em dupla ou trio. percebemos. que é apropriado em um texto expositivo porque esse é um texto feito para um determinado conhecimento. PAVIS. Dicionário de teatro. limita. fornece ao irônico condições para criticar seu meio. demonstram. centra. é. Patrice. ou seja. é apresentada. . a) Disse-me Paulo: “Como fica claro.O cômico no teatro O cômico não se limita ao gênero da comédia. reflita com os alunos se o verbo sublinhado faz referência a um fato narrado antes ou ao mesmo tempo do momento da fala. é um fenômeno que pode ser apreendido por vários ângulos e em diversos campos. Arma social. aprofundando. ao gosto do homem pela brincadeira e pelo riso. 46 A ação de divertir-se ocorreu antes do pensamento de Luana. Peça aos alunos que identifiquem os verbos do texto. Direção de tradução de Jacó Guinsburg e Maria Lúcia Pereira. mascarar. fornece. responde ao instinto do jogo. Não pode deixar margem a dúvidas ou incertezas. A ação de jogar ocorre ao mesmo tempo em que Paulo me diz algo. os alunos vão transformar a fábula A toupeira em um texto teatral. centra a sua ação em conflitos e peripécias que demonstram a inventividade e o otimismo humanos perante a adversidade. pode ser apreendido. Atividade 16 Solicite que respondam às seguintes questões: f Qual é o modo verbal dominante no texto? Por que esse modo é apropriado para o texto expositivo? Domina o modo verbal indicativo. Gênero dramático. levando em conta as características desse gênero textual aqui estudadas. d) Dona Rute respondeu: “Estive muito ocupada!” Dona Rute estava ocupada antes de responder. 60. algo que é verdade ontem. à sua capacidade de perceber aspectos insólitos e ridículos da realidade física e social. São Paulo: Perspectiva. b) Luana pensou: “Ontem me diverti muito”. p. criticar. mascarar sua oposição por um traço espirituoso ou de farsa grotesca. Fenômeno antropológico. hoje e sempre. responde. apresenta.

É um tempo objetivo. fidelidade ao texto-base. próprio do historiador que narra as coisas sucedidas. A seguir. o que se refere ao pretérito perfeito e o que se refere ao pretérito imperfeito. outro no passado. mesmo que não haja qualquer proposta moral. f Foi o amor que nos unia. A primeira oração ainda representa friamente o passado. Manuel Rodrigues. Estilística da língua portuguesa. Incentive o uso do dicionário para tirar as dúvidas de vocabulário. leia com atenção o texto. Veja: f João almoçava no clube. p. Que diferença faz para a compreensão do texto o uso do perfeito ou do imperfeito no verbo “unir”? f Foi o amor que nos uniu. sereno. o relato de acontecimentos organizados em uma sequência temporal e causal de ações. sem relação com o presente nem com a pessoa que fala. deixava três filhos ainda meninos. sem repetição. Ao utilizar “unia” e não “uniu”. que eram agora todo o cuidado da princesa”. compreensão do gênero peça teatral. Florência sugeriria que o amor não os une mais. Qual das duas frases indica uma ação que se repete no passado? João almoçava no clube. Para você. lemos: “Foi o amor que nos uniu”. uso apropriado dos tempos verbais. e vivemos duradouramente os sucessos. incentive a encenação dessa peça de teatro. Modifiquemos agora o período neste sentido: “O príncipe morreu na guerra. f João almoçou no clube. peça que completem o quadro a seguir com as informações do exercício que fizeram: 47 . Relembre aos alunos que chamamos de fábula o relato ou história da peça de teatro. o contrário do que a ingênua personagem deseja dizer. Depois. as duas outras receberam agora um tom diferente: como que nos transportamos ao passado. que foram criados desveladamente pela princesa”. 1991. 150.Volume 2 Os critérios utilizados para a avaliação devem ser: f f f f criatividade. no pensamento de Lapa. São Paulo: Martins Fontes. Enfim. fornecendo clareza e segurança na voz.1a série . professor! Se possível. LAPA. Oriente a leitura de modo que os alunos identifiquem. temos um pé no presente. O perfeito marca de modo absoluto o fenômeno passado.Língua Portuguesa . Atividade 19 Em dado momento da peça de Martins Pena. Atividade 20 Nossa abordagem do pretérito verbal continua no texto expositivo a seguir. deixou três filhos ainda meninos. Como vemos. Exemplo: “O príncipe morreu na guerra. o imperfeito sugere ações passadas que se repetem enquanto o perfeito sugere ações que ocorreram no passado. pela fantasia e pelo sentimento.

não se aproxima dos contos de fadas para saber “quando” efetivamente ocorreram as ações. o pretérito imperfeito é também mais indicado quando nos referimos a tempos indeterminados. o termo “pretérito imperfeito” nem sequer aparece no texto. que eram agora todo o cuidado da princesa. sereno. Verifique de que forma as conclusões dos alunos sobre o uso de um ou outro tempo no texto traduzem a sua adequada compreensão do fenômeno linguístico.. Exemplo: Eu caminhava apressada quando vi meu namorado com outra. Além disso. em vez de “Foi uma vez. que foram criados desveladamente pela princesa. em que é 48 O ato de caminhar é parte de um cenário dentro do qual ocorre uma ação pontual: ver o namorado com outra mulher. deixou três filhos ainda meninos.. no qual havia fadas e outros seres fantásticos.. mas para aproximar o acontecido de sua imaginação e memória afetiva. Um leitor esclarecido. ..”. O conhecimento estilístico constrói uma ponte entre a dimensão literária e a linguística.” Atividade 21 Elabore uma pequena síntese do texto de Rodrigues Lapa.] tempo objetivo..”. próprio do historiador que narra as coisas sucedidas. Enfim. O pretérito perfeito é um tempo objetivo. outro no passado. deixava três filhos ainda meni- Conclusões sobre o uso de um ou outro tempo no texto Resposta pessoal. Leve em consideração que sínteses ou resumos não devem incluir exemplos. pela fantasia e pelo sentimento.” Características do imperfeito “como que nos transportamos ao passado. o pretérito imperfeito desenha um cenário dentro do qual ocorre determinada ação pontual. a menos que tenha determinada razão para isso.” Exemplo de uso do imperfeito “O príncipe morreu na guerra. Para você.. professor! O texto do estilólogo Rodrigues Lapa não permite que cheguemos à sua síntese por meio de palavras-chave que se repetem. e vivemos duradouramente os sucessos. nos. a nossa preocupação é destacar a ação que ocorreu nesse passado afetivo.” Exemplo de uso do perfeito “O príncipe morreu na guerra. Por exemplo. mais importante a dimensão emocional do passado do que a sua dimensão cronológica.Características do perfeito “marca de modo absoluto o fenômeno passado. temos um pé no presente. Caminhava: pretérito imperfeito Vi: pretérito perfeito Por causa da dimensão afetiva. que não envolve tanto o leitor como o pretérito imperfeito. um passado mágico. sem relação com o presente nem com a pessoa que fala [. Quando dizemos “Era uma vez. É necessário que o aluno compreenda claramente a oposição “perfeito e imperfeito” e depois aponte o que pertence a cada um desses tempos na fala do autor.

. heterônimo de Fernando Pessoa..dominiopublico. porque não soube/sabia Onde quis/queria ir. Mestre... Por isso. houve/havia entre mim e os meus passos Uma divergência instintiva.. O que é que tem que ser devagar? Se calhar é o universo.. Quis/queria pensar no que quis/queria dizer Este devagar.Língua Portuguesa . Sim. porque não sei Onde quero ir. em dupla ou em trio. Disponível em: <http://www.do?select_ action=&co_obra=16739> Acesso em: 12 fev. Nesse caso. Seria interessante visitar as características li- 49 . Quero pensar no que quer dizer Este devagar. Não: devagar. propomos que os alunos reunidos.. Talvez isso tudo. a etapa da vida seria apresentada como algo terminado objetivamente.Volume 2 Utilize diferentes textos do livro didático para mais exercícios de análise do uso expressivo do pretérito perfeito e imperfeito. devagar. Talvez o mundo exterior tenha pressa [demais... Mas o que me preocupou/preocupava foi/ [era esta palavra devagar......1a série .. “Não: devagar.. In: Poemas de Álvaro de Campos. Talvez a alma vulgar queira chegar mais [cedo. O que é que teve/tinha que ser devagar? Se calhar foi/era o universo. devagar. alterem o texto poético a seguir. Talvez a impressão dos momentos seja [muito próxima. Devagar. apresentaria uma carga mais expressiva do que o uso do pretérito perfeito do indicativo. Talvez isso tudo. Talvez a impressão dos momentos seja [muito próxima. Atividade 22 Para finalizar.. o predomínio do imperfeito do indicativo delinearia um cenário de vida dentro do qual se realizou uma existência de dúvidas e insatisfação que mantém importantes ecos no momento presente. Sim. Mas ouviu alguém isso a Deus?” No poema de Álvaro de Campos.... Devagar.. Fernando. tanto por ter ocorrido em um passado que não influiria tão fortemente no presente como por acrescentar-lhe a dimensão pontual de certeza e racionalidade.. 2008.gov. Talvez a alma vulgar queira chegar mais [cedo. de Álvaro de Campos... A verdade manda Deus que se diga. Devagar. houve/havia entre quem fui/era e [estive/estava Uma diferença de verbo Que correspondeu/correspondia à realidade. passando os verbos que estão no presente do indicativo (destacados) para o passado. Devagar.. há entre mim e os meus passos Uma divergência instintiva..br/pesquisa/DetalheObraForm. Talvez o mundo exterior tenha pressa [demais. há entre quem sou e estou Uma diferença de verbo Que corresponde à realidade. A verdade mandou/mandava Deus que [se diga... Mas o que me preocupa é esta palavra [devagar. Mas ouviu alguém isso a Deus?” PESSOA.

50 6. assim como o aprendizado. históricos e sociais. se desenvolvam melhor no cotidiano da sala de aula. E o que desejamos que venha? Desejamos que nossos alunos desenvolvam-se como cidadãos autônomos no que diz respeito à leitura e à escrita.terárias de Fernando Pessoa para averiguar qual dos dois tempos seria preferido pelo poeta e por quê. tornando o verbo um valor operativo no processo de leitura e escrita. Iniciar não significa desconsiderar ou fazer de qualquer jeito porque depois “eles” aprendem melhor. Por isso. Elas representam parte de uma caminhada que se deseja ver amadurecer. Relacionar textos para encontrar entre eles a intertextualidade temática. Inferir tese. deixemos de perceber que a literatura é uma manifestação social da linguagem. avançando em todas as direções cronológicas. visando a amadurecer o processo de interação dos alunos com tais textos. por exemplo. Identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. Esse é foco da atividade de avaliação que findará o bimestre. que torna as dúvidas atemporais. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias principais. levando em conta aspectos linguísticos. bem como o conceito de adequação social. Ao contrário. Construir e valorizar expectativas producentes de leitura. o que permite retomar e aprofundar conhecimentos. 4. Nela. em nenhum momento. Naturalmente. neste bimestre. no entanto. significa orientar. o expositivo e o literário são os mesmos do bimestre passado. Adaptar textos em diferentes linguagens. visando mais frente àquilo que desejamos que venha no devido tempo. 3. 5. a própria forma do presente. Os gêneros textuais privilegiados. Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte. e que se estipulem critérios claros e conhecidos pelos alunos no processo de avaliação. Excetuando as duas habilidades iniciais propostas que. as demais são contempladas na avaliação final proposta. o informativo. Isso inclui considerar a palavra na sociedade. As quatro primeiras pertencem mais diretamente à esfera da atividade linguística e as duas últimas à esfera da compreensão literária. em uma nova abordagem. Para nós. Expectativas de aprendizagem e Grade de Avaliação O 2o bimestre da 1a série do Ensino Médio é ainda um momento de inícios. procuraremos compreender o desenvolvimento dos alunos nas seis habilidades identificadas como centrais no bimestre. somos inclinados a afirmar que o texto ganha com o uso do pretérito imperfeito. 2. Levando em conta. O que será avaliado no texto do aluno? . algumas competências e habilidades se destacaram: 1. Observe que o ato de escrita é processual. essas habilidades não se desenvolvem de uma hora para outra de forma completa. embora. acreditamos. competências e habilidades. duas estratégias devem ser levadas em conta no processo avaliativo: a repetição de conteúdos com grau de dificuldade crescente.

gov. dominiopublico. Mas o animal em pouco tempo se aproxima do mais preguiçoso e guloso deles. ESOPO. um título é apenas uma perda de tempo. Disponível em: <http://www. O homem. afastando-se dos demais companheiros. Disponível em: <http://www. Quando viu uma raposa. Pôs-lhe um cabresto e colocou-o no meio dos outros asnos que possuía. escapando de toda e qualquer labuta. Neste caso. correram para cima dele e lhe deram a maior surra. do?select_action=&co_obra=5236>. É importante perguntar: como os alunos reagem diante dessa parte do texto? Os conhecimentos e as habilidades que surgem agora pela primeira vez. a pergunta a fazer é: houve avanços em relação ao bimestre passado? Um avanço importante é a relação do leitor com o título da obra. é a capacidade que os alunos têm de utilizar o conhecimento construído para aplicá-lo com bom êxito em outras situações de aprendizado. busca-se o avanço da apropriação de tais conhecimentos e habilidades. Parece-nos apropriado utilizar uma fábula como ponto de partida. ii Um asno que usava a pele de um leão começou a causar terror entre os outros animais. Mas a raposa esperta. iii Um homem estava desejoso de comprar determinado asno. com segurança e autonomia. quis dar-lhe também um susto. 2008. então. dominiopublico. antes.br/pesquisa/DetalheObraForm. aqueles relacionados ao uso expressivo do verbo e da construção social da instituição literária. PROPOSTA DE QUESTÕES PARA APLICAçãO EM AVALIAçãO 1. Traduzido especialmente para esta obra. levá-lo para testar.Volume 2 No que diz respeito a conhecimentos e habilidades que retomam diretamente o bimestre anterior. E ali ficou.br/pesquisa/DetalheObraForm.Língua Portuguesa . Fábulas. Acesso em: 9 mar. Traduzido especialmente para esta obra. Para muitos. na construção de competências de ação linguística: ler e escrever. Mas bateu um vento forte e a pele voou para longe. O que é autonomia? Neste contexto. ESOPO. então. Todos. Fábulas. do?select_action=&co_obra=5236>. disse-lhe: “Eu teria levado um susto se não tivesse te ouvido zurrar”. que o tinha visto zurrar.gov. 2008. Qual das cinco fábulas a seguir é a mais apropriada para o título O homem que desejava comprar um asno? i Um asno pusera por cima do corpo uma pele de leão e todos passaram a crer que realmente se tratava de um leão: homens e animais fugiam dele. mas resolveu. amarrou-lhe uma corda ao pescoço e devolveu-o ao dono. Tanto o texto expositivo como o literário fazem bom proveito dos títulos.1a série . Acesso em: 9 mar. devem revelar que os alunos entraram no assunto bem. Este então 51 . O asno ficou nu. uma vez que ela foi um dos últimos gêneros literários trabalhados em sala de aula.

exclamou: “Puxa! Não tenho inveja da vida que você tem.” . Um dia. Enquanto caminhavam juntos. c) Somos julgados por nossas companhias. Releia a fábula correspondente ao item V da questão anterior.br/pesquisa/DetalheObraForm. e o asno. como também o animal morto. d) As astúcias dos maus não atingem o sensato. do?select_action=&co_obra=5236>. Imediatamente.gov.. Disponível em: <http://www. Traduzido especialmente para esta obra. numa linda manhã de sol.]. 2.perguntou se a experiência valera a pena. lamenta: “Como sou infeliz! Que destino triste eu tive! Não quis ajudar ao asno e. Acesso em: 9 mar. dominiopublico. do?select_action=&co_obra=5236>. ESOPO. Fábulas.br/pesquisa/DetalheObraForm. algum tempo depois.gov. O cavalo. dominiopublico. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: inferir tese. felicitou-o por sua pança redonda: “Você é feliz. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias principais. carrego tudo em dobro e até mesmo o morto!” ESOPO. o asno pede ao cavalo: “Se minha vida é importante para você. Fábulas. 52 Habilidades principais de leitura/escrita a serem desenvolvidas: construir e valorizar expectativas producentes de leitura. O cavalo. pois rapidamente vi que ele se parece com o companheiro que escolheu”. Disponível em: <http://www. Acesso em: 9 mar. ao que o homem respondeu: “Nem precisei testá-lo. 2008. do?select_action=&co_obra=5236>. V Uma vez. Qual a moral mais adequada à narrativa? a) Não devemos invejar as vantagens que nos expõem ao sofrimento. apanhando do dono. dominiopublico. Traduzido especialmente para esta obra. 2008. b) Para nos destruir mais. Observe o trecho a seguir da fábula IV da questão 1: “Um homem tinha um cavalo e um asno. e) A cada um sua própria condição. quando caminhavam juntos por uma estrada [. Disponível em: <http://www. caiu morto. Acesso em: 9 mar. ajude-me a carregar este meu pesado fardo”. agora.. poucos passos depois. 2008. orgulhoso.br/pesquisa/DetalheObraForm. um asno selvagem viu um asno domesticado. Traduzido especialmente para esta obra. iV Lá vai um homem para a feira com um cavalo e um asno. ainda por cima. ignorou-o. Fábulas. 3. o inimigo se faz pequeno diante de nós. meu amigo! Bela e regalada vida você tem! Tudo com fartura!” Mas. O dono então resolve acrescentar às costas do cavalo não só a carga do asno. agora que estou vendo como você paga a sua fartura!” ESOPO. quando o mesmo asno selvagem vê o seu amigo domesticado carregando pesada carga no lombo. dando-se conta de seu triste destino.gov.

57. com atenção. 3 – Obra poética em um volume – CECíLIA MEIRELES.1a série . Nova Fronteira.Língua Portuguesa . 53 . revista para ler. este trecho da crônica Mãe. e mais ainda em seu maiô. Foi então que ______________ (chegar) a Mãe (esta crônica é modesta contribuição ao Dia das Mães). Certifique-se de observar o quanto os alunos amadureceram a habilidade de compreender a literatura como sistema social em que se concretizam valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional e internacional. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. na manhã de sol. 5.Volume 2 O uso do pretérito imperfeito tem que função expressiva no texto? a) Determina de modo objetivo o momento cronológico em que as ações ocorreram. e complete-o com os tempos verbais apropriados dos verbos entre parênteses: O menino e seu amiguinho ____________ (brincar) nas primeiras espumas. 4. tornando-o um valor operativo no processo de leitura e escrita. uma esteirinha para se esticar. Trouxe óculos escuros. L&PM. p. Resposta esperada: observe a argumentação construída pelos alunos para defender a sua ideia. muito elegante em seu short. E o mundo _______________ (ser) inocente. batendo papo com um amigo. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. Leia. b) Desenha um fundo no qual ocorre determinada ação: a morte do asno e o aumento da carga do cavalo. o pai _______________ (fumar) um cigarro na praia. de Rubem Braga. pente para se pentear – e __________________ (trazer) seu coração de Mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte. 2 – O caçador de pipas – KHALED HOSSEINI. d) Dá maior frieza à narrativa. Com base nessas informações. c) Reforça a ideia de que o homem gostava muito de seus animais. óleo para a pele. tornando-a mais literária. 1964. explique o que é literatura e qual a sua importância na sociedade. Nova Aguilar. Rubem. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte. e) É mais interessante porque valoriza mais a língua portuguesa no uso correto das normas gramaticais. Observe as informações do quadro a seguir: Os mais vendidos do mês de JUNHO 1 – Fábulas – ESOPO. Rio de Janeiro: Editora do Autor. BRAGA. A cidade e a roça.

de preferência uma crônica. fumava. considera que deveriam ser explicados de novo porque não conseguiu entendê-los bem? Organize um quadro para tabular as respostas. informativos e literários. achou que foram pouco interessantes? Por quê? 3. compreendeu tão bem que poderia explicá-los para um colega sem problemas? 4. Lembre-se de que a apropriação dessas habilidades não é um processo que ocorre rapidamente. tornando o verbo um valor operativo no processo de leitura e escrita. auxilie-os a realizá-la oferecendo um quadro com conteúdos. que neste bimestre aproximou-se da habilidade de sintetizar textos. vendo-a como sistema social complexo. as competências e as habilidades que não foram apreendidos pela maioria da turma e quais os alunos que não se apropriaram de grande parte do que foi trabalhado. competências e habilidades trabalhados no bimestre (você pode compô-lo a partir dos elaborados para este Caderno) e um pequeno questionário que deverá ser respondido com base nesse quadro. PROPOSTA DE SITUAçÕES DE RECUPERAçãO As propostas de Situações de Recuperação podem ser elaboradas com base na verificação da aprendizagem.Resposta esperada: brincavam. de acordo com as necessidades específicas de sua turma. chegou. neste momento é importante que cada aluno faça uma autoavaliação da própria aprendizagem. construiu a principal ponte entre a dimensão literária e linguística no bimestre em que começamos a operacionalizar nossos conhecimentos de literatura. que conteúdos você: 1. Essa tabulação revelará quais os conteúdos. A mesma coisa ocorre com a inferência de tese. propomos que solicite a eles que tragam um texto literário. gostou de estudar? Por quê? 2. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: identificar o conceito de adequação social. Além dos instrumentos de avaliação desenvolvidos por você. era. trouxe. acompanhado de . Em relação aos conteúdos não dominados pela maioria da turma. elabore novas estratégias de leitura e escrita em textos expositivos. tema ou assunto principal em um texto. incluindo a valorização de expectativas de leitura e a intertextualidade temática. Por outro lado. tornando seu valor operativo no processo de leitura e escrita. Ele leva tempo e exige que os alunos avancem em sua maturidade. Caso você verifique (depois de retomar esses conteúdos de maneira diferente das que usou ao longo do bimestre) que alguns alunos ainda não conseguiram incorporar os conceitos e conteúdos especificados. Como isso nem sempre é um procedimento já apropriado pelos alunos. 54 Utilize esse quadro e os resultados das avaliações aplicadas por você para elaborar estratégias de recuperação imediata. identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. Durante este bimestre. entre outras questões.

EUA. nos apontamentos. com uma linguagem que compreenderão mais facilmente.1a série . ao responder ao questionário. que sabem tão bem o assunto que poderiam explicá-lo aos colegas. O jovem Will Shakespeare depara-se com um bloqueio da criatividade. 95 min. verifique se os alunos dispõem.Volume 2 uma breve análise escrita por eles. Direção: John Madden. o professor pode usar os seguintes recursos para aprofundar o assunto da aula: Filmes Poderosa Afrodite Comédia com Woody Allen. Direção: Woody Allen. RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALUNO PARA A COMPREENSãO DO TEMA Se for conveniente. Gêneros textuais. Peça que identifiquem. no caderno. ganham os que aprendem e os que ensinam. o homem decide ajudá-la a abandonar o submundo. interessante para ilustrar a Situação de Aprendizagem 4. definindo o que é literatura a partir desse texto. Mira Sorvino e Helena Bonham Carter. tipificação e interação. o pai adotivo procura a mãe biológica da criança e descobre que ela é uma prostituta decadente e burra. 1995. O filme mostra características do teatro grego. Antes de propor novos estudos. É importante. Estudo atualizado sobre o gênero e o tipo 55 . quais as reais dificuldades encontradas e peça que as revejam para verificar se as dúvidas foram solucionadas após as atividades de recuperação. Mas quando ele se apaixona por lady Viola. no qual devem identificar o gênero do texto e analisar o uso expressivo de cinco verbos (no pretérito) encontrados no texto. Peça também que comentem o valor literário dessa crônica. em um parágrafo de até dez linhas. São Paulo: Cortez. os que ensinam reorganizarão seus conhecimentos de tal maneira que estes ficarão mais firmemente incorporados. Os que aprendem terão o conteúdo visto pelos olhos de alguém mais próximo deles que o professor. que se dê atenção às dificuldades gerais da classe para trabalhar com elas ao longo do próximo bimestre. Também é necessário identificar os alunos que não dominam a maior parte do que foi trabalhado e organizar um roteiro de estudos pessoais para eles. das anotações necessárias para fazer os trabalhos indicados. 1998. Nessa interação.Língua Portuguesa . porém. Inconformado com a realidade sobre a mãe de seu filho. Charles. Comédia romântica que se passa em 1593. no entanto. começa a viver sua própria aventura de amor. Não hesite em formar grupos de estudos com esses alunos e aqueles que declararam. Oito anos depois de adotar um bebê. não conseguindo buscar entusiasmo para escrever uma nova peça teatral. 122 min. 2005. 14 anos. 14 anos. livros BAzERMAN. Shakespeare Apaixonado Com Joseph Fiennes e Gwyneth Paltrow. EUA/Inglaterra.

em especial em séries mais adiantadas. por exemplo. R. DIONíSIO. <http://www. Disponível em: <http://www. 2002. Acesso em: 11 dez. BEzERRA. Gêneros textuais & ensino. . Traz informações que ajudam a analisar uma crônica. M. Acesso em: 11 dez. textos com diálogos. MACHADO.. tvcultura. 2005.htm>. peça aos alunos para usarem seus livros para pesquisa sobre o tema. (Org.br/aloes cola/literatura/cronicas/desvendando. livro didático É importante também valorizar o livro didático. 2008. Indica os passos para escrever uma crônica. portanto. 2008. tais como tipo da letra e do papel e a impressão produzida nos leitores. tvcultura. br/aloescola/literatura/cronicas/facasuacroni ca. P. no que respeita à funcionalidade e estética.tvcultura. voltando o olhar para textos que tenham especial foco na interação. 2008.br/aloescola/literatura/croni cas/origem. Robin. ao iniciar a discussão do tema proposto. 56 Sites Releituras Este site tem grande variedade de textos literários e biografias de autores da literatura em língua portuguesa. Acesso em: 11 dez.htm>. A.com. Acesso em: 11 dez. Artigos diferentes.tvcultura. Disponível em: <http://www. 2008. São Paulo: Callis. Disponível em: http://www. Apresenta crônicas dos principais autores nacionais do gênero. Disponível em: <http://www. WILLIAMS.br/aloescola/literatura/cronicas/ galeria.com>.textual e a sua dimensão pedagógica. Acesso em: 11 dez.). A. 2008. Rio de Janeiro: Lucerna.com. releituras. TV Cultura Informações sobre a história e a estrutura de uma crônica. como..htm>. com qualidade variada. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual.com. procuram trazer o tema do gênero para o espaço escolar.com. Concentra-se nas relações entre aspectos formais do suporte textual.htm>. A. Aprofunda-se na aparência das páginas impressas e eletrônicas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful