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Estudo Científico

Estudo Científico o Estudo MERCuRY II Atingindo metas lipídicas em pacientes de alto risco com rosuvastatina

o Estudo MERCuRY II Atingindo metas lipídicas em pacientes de alto risco com rosuvastatina

Achieving LDL cholesterol, non-HDL cholesterol, and apolipoprotein B target levels in high-risk patients:

Measuring Effective Reductions in Cholesterol Using Rosuvastatin therapy (MERCURY) II*

Ballantyne CM, Bertolami MC, Garcia HRH, Nul D, et al. Am Heart J 2006; 151:975.e1-975.e9.

Mais um estudo do Programa GALAXY TM foi re-

centemente publicado no American Heart Journal, tendo como segundo autor o Dr. Marcelo Bertola- mi, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

O Dr. Bertolami representa o time dos investiga-

dores brasileiros que participaram brilhantemente

desse estudo. Seu desenho multinacional de 16 semanas abrangeu 1.993 pacientes de alto risco, que, após um período de orientação dietética de seis semanas, foram randomi- zados para receber rosuvastatina 20 mg, atorvastatina

10 mg, atorvastatina 20 mg, sinvastatina 20 mg ou

sinvastatina 40 mg por oito semanas (período 1). No

período 2, os pacientes do grupo rosuvastatina 20 mg permaneceram com o mes- mo tratamento, enquanto que os demais pacientes continu- avam com seus tratamentos

do período 1 ou os trocavam,

da seguinte forma: de ator- vastatina 10 mg para rosu- vastatina 10 mg, de atorvas-

tatina 20 mg para rosuvasta- tina 20 mg, de sinvastatina

20 mg para rosuvastatina 10

mg e de sinvastatina 40 mg

para rosuvastatina 20 mg. Ao fim do estudo, mais pacientes atingiram suas metas de LDL-C quando

passaram para rosuvastatina

também levou mais pacientes para as metas de LDL-C do que ficar sob tratamento com atorvastatina 20 mg (79% vs 64%; p<0,001) ou sinvastatina 40 mg (84% vs 56%; p<0,001). A troca do tratamento para rosuvas- tatina trouxe maiores reduções de LDL-C, colesterol total, não-HDL-C, apolipoproteína B e razões lipídi- cas. Todos os tratamentos foram bem tolerados, sem diferenças entre os grupos no que se refere a eventos adversos, sejam renais, musculares ou hepáticos. Os autores concluíram que rosuvastatina 10 ou 20 mg se constitui em uma opção terapêutica eficaz e segura para que os pacientes de alto risco atinjam suas metas lipídicas e de apolipoproteínas.

Pacientes que atingiram a meta de LdL-C <100 mg/dL em 16 semanas 100 90 *
Pacientes que atingiram a meta de LdL-C <100 mg/dL em 16 semanas
100
90
*
*
80
83%
84%
*
79%
70
*
73%
68%
60
64%
56%
50
40
42%
30
32%
20
10
0
Período 1
RSV20
ATV10
ATV10
ATV20
ATV20
SIM20
SIM20
SIM40
SIM40
Período 2
RSV20
ATV10
RSV10
ATV20
RSV20
SIM20
RSV10
SIM40
RSV20
Figura 1. Proporção de pacientes que atingiram a meta de LDL-C <100 mg/dL do NCEP ATP
III em 16 semanas, com a troca para rosuvastatina (RSV) ou a permanência de atorvastatina
(ATV) ou sinvastatina (SIM) a partir da semana 8. *p<0,001 para as comparações dentro do
mesmo braço de rosuvastatina vs. atorvastatina ou sinvastatina.
% de pacientes que atingiram a meta
CRL.06.G.187 (1615224)

10 mg tendo usado anterior-

mente atorvastatina 10 mg

(66% vs 42%; p<0,001) ou sinvastatina 20 mg (73% vs 32%; p<0,001). Mudar para rosuvastatina 20 mg

(73% vs 32%; p<0,001). Mudar para rosuvastatina 20 mg DEPARTAMENTO DE ATEROSCLEROSE Sociedade Brasileira de

DEPARTAMENTO DE

ATEROSCLEROSE

Sociedade Brasileira de Cardiologia

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