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09:30 – Sessão de Abertura - Internacionalização na História Medieval

10:00 – Denise Moura, FLUL
Apoios à Investigação no âmbito da FLUL
10:30 – Covadonga Valdaliso, CHSC - Universidade de Coimbra & CHUL
Congressos Internacionais em História Medieval
II Sessão - Processos de territorialização
11:15 – Ana S. Leitão, ICS & CHUL
Apresentação da linha de investigação “Portugal medieval: do território à cartografia”
11:30 – Maria da Graça Vicente, CHUL
Entre Tejo e Zêzere nos séculos XII – XV
12:15 – Luís Carlos Ribeiro Gonçalves, CHUL & CIDEHUS – U. Évora
Espaço e povoamento na periferia urbana de Coimbra, Santarém e Lisboa entre os séculos XI
e XIII: uma abordagem micro-espacial ao espaço periurbano. Problemáticas e desafios

III Seminário “Memórias, Discursos e
Práticas Sociais”

III Sessão - Processos de Institucionalização
14:15 – Armando Norte, CHUL
Apresentação da linha de investigação “Escolares Portugueses na Universidade de Lisboa
(1288-1537)”
14:30 – André de Oliveira-Leitão, CHUL & CEHR – Universidade Católica

5 de Março de 2012

Escolares portugueses na christianitas (séculos XII-XV): circulação, redes e percursos
15:15 – P. Francisco Mendes, CHUL

Sala 5.2 - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

O Cisma do Ocidente nas instituições eclesiásticas portuguesas
16:00 – Filipa Roldão, CHUL & CHSC - Universidade de Coimbra
Cidades do Reino, Cidades da Ásia: modelos e práticas de administração municipal (séculos
XVI-XVII). De Évora a Cochim e Macau
IV Sessão - Aproximações ao estudo da Realeza
17:00 – Adriana R. de Almeida, ICS & CHUL
Apresentação da linha de investigação “Tesouros das casas reais ibéricas: um estudo
comparativo (s. XIII-XVI)”
17:15 – Rita Melro, IHAUL & CHUL
O Tesouro Medieval, forma e conteúdos. O exemplo do Tesouro de D. Dinis
18:00 – Isabel de Pina Baleiras, CHUL
A Coroa e as mulheres da realeza portuguesa (séculos XII-XIII)
18:45 – Encerramento

Resumos das conferências e notas biográficas

abade do mosteiro de Maceira Dão.(A Beira Interior Sul). A Beira Interior Sul foi. sempre que nos debruçamos sobre o passado histórico desta região»2. pp. Coimbra. pouco urbanizada e com uma reduzida cobertura monástica durante o período medieval4. Com o nosso estudo sobre esta vasta área geográfica. esta região de fronteira com o Islão e com os reinos cristãos de Leão e Castela. Faculdade de Letras. do bispo e cabido da Sé da Guarda. Histórica Seráfica da Ordem dos Frades Menores de S. de que há registo. 2006. a instalar-se nesta área geográfica parece ter sido a Ordem de Cister. 6No ano de 1917 a fuga de um preso da cadeia da vila da Sertã. “O foral da Covilhã de 1186 e a evolução do Concelho na Idade Media”. Do foral de D. Separata Revista Portuguesa de História. Séculos XII-XV nos seus percursos superiores. relacionando esse esforço de colonização com a importância estratégica que assumia. VIII. pp. 9-34. . Francisco na Província de Portugal. no que diz respeito à génese de aldeias ou núcleos urbanos. segundo Frei Manuel da Esperança. pretendemos identificar e analisar os ritmos da ocupação e politização deste espaço entre os finais do século XII e meados do Como referiu José Marques. alargada à totalidade do território nacional. Reconstruir as ligações existentes entre as várias unidades geográficas diferenciadas ecologicamente e socialmente. acrescentava que «sentimos uma sensação de frustração. Sobre este mosteiro veja-se a nossa Tese de Mestrado. no sítio de Boidobra por volta do ano de 1220. vol. A Covilhã: O espaço e os homens. também à Covilhã. ainda. despojada dos espólios concelhios e paroquias. 50-51. Cf.cm-serta. in Revista de História. acrescentava nunca ter sido […] sequer tentado. que se mantém na actualidade. in Revista de Ciências Históricas.Processos de territorialização Região de passagem e penetração foi. identificar a cobertura religiosa e assistencial. 4 A primeira Ordem monástica. numa perspectiva global. Porto. Miguel de Oliveira. analisando as interacções existentes entre os poderes em presença e a sua influência regional e junto do poder central. que destruiu o edifício e devorou os arquivos. Lisboa. Pretende-se. Arquivo Municipal da Sertã. de forma sistemática. terá obtido licença para a sua edificação. não só pelo que representa em relação aos sacrifícios com que o povo do concelho vae ser onerado. “Povoamento e defesa na estruturação do estado medieval português”. 2 Humberto Baquero Moreno. delimitada desde 1165 entre os rios Zêzere e Tejo Entre Tejo e Zêzere .II Sessão . Mas ainda pela perda do seu repositório de longas tradições históricas na vida d‟este tão antigo Município”. 149-160. especialmente pp. Sancho à integração do Senhorio na Casa do Infante D. aldeias e seus termos). «continuamos a ignorar os aspectos fundamentais que se prendem com as origens de grande parte dos centros urbanos e rurais século XV. Identificar os recursos económicos e o seu aproveitamento. Alguns anos depois. 1987. 1951. in htt://www. chegaram os Franciscanos. bem como as redes de trocas comerciais.pt. Origem da Ordem de Cister em 1 Portugal. 421-436. 1988. aliás. […] está longe de se poder considerar estudado […]». em 1235. pp. tomo V. Mendo. ao longo dos séculos. CHUL perdidos pela incúria dos homens e o passar dos tempos. Vol. Henrique (1186-1415). Livro das actas das sessões da Câmara Municipal. 5 Por exemplo vila de Sarzedas onde os exércitos napoleónicos estanciaram utilizando a igreja matriz como estrebaria. O caso da Beira Interior Sul não constitui excepção. Virgílio Nunes da Silva no dia 9 de Fevereiro desse ano nos seguintes termos “ é uma catástrofe enorme. inequivocamente relacionados com a economia e com as mais genuínas bases das nossas comunidades locais […]»1. Ano em que D. 1656. da região da Beira Interior». instalada nos Paços do Concelho. provocou um “terrível incêndio”. Identificar as modalidades de povoamento (vilas.º 1. II. Universidade Portucalense. Universidade de Lisboa. Os monges cistercienses instalaram-se no termo da Covilhã. 3 Problema. saqueados pela soldadesca5. de fraca densidade populacional3. n. uma região pobre. devorados pelas chamas6 ou 11:30 – Maria da Graça Vicente. então. No último quartel do século passado escrevia Humberto Baquero Moreno. folha 2. na senda de Rui de Azevedo que. «O problema do povoamento do território português ao longo da Idade Média. Do facto se lamentou o então Presidente da Câmara Dr. José Marques. tradicionalmente.

CHUL & CIDEHUS – U. através do método prosopográfico. genericamente compreendida entre o século XII (data da autonomização da construção política portuguesa face à Coroa de Castela e a progressiva identificação entre súbditos e Regnum) e o século XV (com o advento do humanismo e a emergência de um novo paradigma cultural). atendendo em particular os sistemas de irrigação. Nesse sentido. durante a Baixa Idade Média. associada à fragilidade do poder central. o nosso objecto não se cingirá apenas aos estudantes. o seu ambiente caracteriza-se tanto mais pelo perigo militar constante. subordinado à temática «Escolares portugueses na christianitas (séculos XII-XV): circulação. bem como da circulação do clero . Santarém e Lisboa. tendo em vista a progressão nos seus estudos. devolver estes homens ao seu contexto histórico. no âmbito da circulação dos letrados e dos saberes na «Europa» medieval. Problemáticas e desafios Escolares portugueses na christianitas (séculos XII-XV): circulação. conforme era prescrito pela maior parte dos regimentos universitários. redes e percursos Coimbra.Processos de institucionalização Espaço e povoamento na periferia urbana de Coimbra. conjugadas sob uma análise micro-espacial com uma análise regional centrada na periferia urbana. Isso só se torna possível através da conjugação das fontes documentais e iconográficas com os achados arqueológicos mais recentes. como por uma sociedade culturalmente complexa onde a presença de conquistados e conquistadores. CHUL & CEHR – Universidade Católica Lisboa entre os séculos XI e XIII: uma abordagem micro-espacial ao espaço periurbano. sempre que possível. mas também a todos aqueles que. O nosso projecto de doutoramento. procura-se dar uma imagem dos reflexos dessa sociedade em transição sobre os sistemas de povoamento e organização territorial das suas periferias urbanas entre o domínio islâmico e meados do século XIII. redes e percursos». Três cidades situadas na periferia do al-Andalus e do FCT: SFRH/BD/77835/2011 Império hispânico de Afonso VII que desde a sua conquista até meados do século XIII se tornaram nos núcleos basilares da formação do reino português.12:15 – Luís Carlos Ribeiro Gonçalves. se conjugam em episódios de conflituosidade. Situadas num território de fronteira. e integrá-los. Tentar-se-á. Évora III Sessão . Santarém e 14:30 – André de Oliveira-Leitão. tem como objectivo central a identificação de escolares com origem no território hoje português. se deslocaram a universidades estrangeiras a fim de aí prosseguirem os estudos ou leccionarem as matérias em que se haviam formado. nos vários Estudos Gerais da cristandade medieval. tendo obtido o grau de bacharel ou licenciado em Portugal.

visto não nos parecer crível que o espaço cultural alemão constituísse um vazio para os escolares portugueses. está ainda mal estudado e/ou sistematizado na História Medieval portuguesa: o impacto interno do Grande Cisma do Ocidente (1378 – 1417) nas instituições eclesiásticas portuguesas: dioceses. indícios de existência de abades rivais para o mesmo mosteiro. tendo em vista compendiar a difusão dos saberes próprios da cultura letrada (incluindo-se neste campo a formação e transmissão de bibliotecas de cariz privado). Parece-nos também importante abordar os espaços do antigo Sacro Império Romano-Germânico. articulando-os. quer ainda ao Regnum. quando possível. e sobretudo em cronologias mais tardias (séculos XV-XVI). quer à Ecclesia. cabidos enfrentados contra o seu prelado e até cabidos e dignidades rivais. Com esta investigação pretende-se aprofundar um tema que. cabidos divididos internamente. pequenas nótulas) sobre a presença de portugueses na maior parte dos Estudos das Coroas de Castela.15:15 – P. Aragão. Perante o que nos parece ser uma lacuna na abordagem do tema. tentar perceber se existiu algum interesse político subjacente à deslocação de portugueses para estudos no estrangeiro. visto incidirem apenas sobre um conjunto reduzido de universidades (Salamanca. Apesar (e a partir) destes factos. e tentar reconstituir os seus percursos académicos. França. cabidos. conventos e ordens militares. eclesiásticos de diversos graus em fuga para dioceses estrangeiras e vice-versa. a nível interno. ou ainda nas cidades italianas. ordens mendicantes em convulsão interna devido à obediência. um fraco conhecimento sobre as vicissitudes das diferentes instituições da Igreja aquando dos momentos críticos da cisão eclesial. impõem-se questões para esclarecimento ou sistematização: . procurando-se igualmente tentar uma aproximação sociológica ao estudo destes escolares. Conhecem-se as posições régias e de alguns elementos da hierarquia eclesiástica em certos momentos desta longa querela que dividiu em duas (e a partir de certo momento em três) a Igreja Latina ao seu mais alto nível. O Grande Cisma do Ocidente e as instituições eclesiásticas portuguesas Embora a temática dos escolares portugueses na «Europa» medieval tenha já suscitado alguns estudos. Francisco Mendes. entre outras. como cistercienses e augustinianos) de concessão de bolsas de estudo. nalguns casos. bem assim. algumas ordens militares cindidas. Inglaterra. nomeadamente no período da tríplice obediência (Roma. Os factos mostram-nos dois bispos de obediência diferente em várias sés. Bolonha. Avinhão e Pisa) e. designadamente através da política régia (mas também de certas ordens religiosas. mosteiros. subtração de obediência da parte portuguesa das dioceses com sede em Castela. e procurando obter uma visão de conjunto. Paris. Toulouse ou Montpellier). o objectivo deste projecto não se esgota na simples elaboração de uma base de dados prosopográfica. mas há períodos mal esclarecidos quanto às posições portuguesas. quais as matérias preferencialmente escolhidas pelos estudantes portugueses no estrangeiro (e se por insuficiência dos conhecimentos ministrados na universidade portuguesa) e. Com efeito. não existem estudos sistemáticos (embora haja. indícios de casas do ramo feminino contra o ramo masculino da mesma Ordem. quer ao Studium. estes são parcelares. CHUL diocesano. salvo melhor opinião. na construção de carreiras ligadas.

levava a escolhas de campo. se adapta e se reinventa à medida dos contextos sóciopolíticos e económicos asiáticos. Este projecto procurará avaliar o modo como a matriz municipal. a conflitualidade interna. sociais. territoriais. de Évora a Cochim e Macau. Sendo reconhecido que a questão do Cisma desempenhou papel fulcral na definição de campos e na própria independência do país. jurisdicionais. João I e o alinhamento com Roma: numa leitura apressada do que existe disponível. efetivamente. na caracterização do funcionamento concreto dessa dimensão municipal. por um lado. no período da tríplice obediência? E depois de assumida esta obediência. Ora o que é verdade é que dentro a cisão lavrava e fazia vítimas. A identidade municipal é aqui abordada na longa duração temporal que une medievalidade e modernidade. qual foi a importância da continuação do Cisma no exterior para a vida política e eclesial portuguesa? Cidades do Reino.Filipa Roldão. dotando-o de elementos exportados do Ocidente. a obediência «oficial» à morte do «Formoso»? Como lidaram as instituições eclesiásticas com o tempo do Interregno e a subida ao trono do Mestre de Avis? Qual o grau de ingerência régia no espoletar e no resolver das diferentes situações? Depois da definição da obediência romana por parte de D. João I. que cisões nas instituições eclesiásticas portuguesas? Como terminou o cisma e o confronto dentro das instituições? Qual foi a participação de Portugal e dos portugueses na resolução final do Cisma? Que portugueses se encontravam no estrangeiro? municípios foi concedido o mesmo modelo jurídico de configuração municipal expansão portuguesa. e. Cidades da Ásia: modelos e práticas de administração municipal (séculos XVI-XVII). abusos e apropriações e ao enfraquecimento da disciplina eclesiástica. parece que o Cisma. no estudo das condições de atribuíção a estas cidades dos referidos corpora normativos. ressalta claramente. que os problemas em Portugal relacionados com o Cisma não ficaram resolvidos com a subida ao trono de D. enquanto dimensão estruturadora e identitária do Reino português no período medieval. O trabalho de investigação incidirá. Fernando? E qual era. . a cujos transferido do Reino: o foral e os privilégios da cidade de Évora. Cochim e Macau. quem ficou e quem veio? Que mudanças e benesses (políticas. religiosas) foram concedidas/conseguidas? governativa da experiência municipal em duas cidades do espaço asiático de A reconciliação: Como ecoaram e como é que (até certo ponto) vingaram em Portugal as ideias conciliaristas? Como compreender o alinhar de Portugal com o antipapa de Pisa. sobrevive e se concretiza no espaço asiático da expansão. concomitantemente.Protagonistas eclesiásticos: quais foram as linhas de sucessão episcopal? Quem eram os membros dos cabidos? Quem estava à frente das Ordens e das suas casas? 16:00 . Sobretudo. para a Igreja que está em Portugal. se resolveu como por encanto nas Cortes de Coimbra. ao longo dos séculos XVI e XVII. por outro. estas questões necessitam de resposta e os dados já conhecidos carecem de sistematização. CHUL & CHSC . É ao esclarecimento destas questões que se quer dedicar esta investigação. De Évora a Cochim e Macau FCT/BPD/76818/2011 O presente projecto propõe-se analisar a sustentação institucional e a praxis Consequências para as instituições e protagonistas eclesiásticos: que êxodos de clérigos aconteceram? Quem foi. e.Universidade de Coimbra Protagonistas institucionais: quais foram efetivamente as obediências assumidas pelas instituições eclesiásticas durante o período do Cisma? Que querelas houve? A Igreja e o rei: como lidaram as instituições eclesiásticas com as variadas obediências assumidas por D. e como primeira evidência.

„‟The Concept of Spolia‟‟. en (dir.277-287. Ao longo do tempo foram assumindo novos lugares em novos tesouros importa compreender o Tesouro Medieval como um todo constituído por objectos através das heranças e ofertas adquirindo uma „vida‟ própria. „‟La imagen del rey a través de la indumentaria: el ejemplo de Juan I de Castilla‟‟. Bulletín Hispanique. „‟La cultura secular y las artes suntuarias em Portugal (siglos XII-XIV) Quintana. Beatriz (1349-1358)”. guerra y politica en la corona de Castilla (siglos XIV-XVII).) J. CASTILLO CÁCERES. L. Beatriz.. 2001. etc. contas da Casa. 16/17 (2008). CSIC. and Leonor. Serão usadas fontes documentais tais como inventários. Tese de Mestrado da FLUL. GRASSOTTI. 2012. Luís U. Elisenda. 233-252. SCHRAMN. pp. Brill. Percy Ernst. Dinis se conjugavam reflectindo uma complexa composição visual e simbólica a diversos2 Estes ricos objectos de luxo interligavam-se no que parece ter sido um „projecto vivo‟ que ia sendo acrescentado com a aquisição de novas e ricas peças Mais do que um estudo material da prataria. Rita. ESPAÑOL BELTRÁN. ourivesaria. 1994. „‟The treasures and fundations of Isabel. Ana Maria S. Dinis no contexto dos tesouros medievais. e. 1 . A Companion to Medieval Art: Romanesque and Gothic in Northern Europe. O Tesouro de D. forma e conteúdos. Hilda. aonde se encontram descrições que reforçam o testemunho memorial da cultura vivida.269-288. Madrid. Castela e Portugal) Sobre os tesouros medievais peninsulares veja-se: FERNANDES. uniformizando o seu consumo e o uso dos mesmos. O exemplo do Tesouro de D. Clio.) C.Rita Melro. 2007. Luxuosas peças eram encomendadas para serem usados em rituais preciosos. Madrid. pp. O Tesouro de D. Archivo Español de Arte. 2 Sobre as funções e simbologia presentes nas diferentes tipologias do tesouro do monarca. como foi o caso dos objectos de regalia simultaneamente o significado que na época era dado aos próprios materiais ou de spolia3. 61: 242. U. rainha de Portugal. vol 1.. pp..141-152. in (ed. „‟El tesoro de don Álvaro de Luna en el Castillo de Escalona‟‟. pp. Rudolph.. à cor e à luz. Reassessing the Roles of Woman as ‘’Masters’’ of Medieval Art and Architecture. e AFONSO. 2006. 363394. Maravillas de la España Medieval. etc. Os monarcas 17:15 . do qual resultou uma tendência para agrupar tipologias específicas que O Tesouro Medieval. artísticas. veja-se: MELRO. Tesoro sagrado y monarquia. Lisboa.IV Sessão – Aproximações ao estudo da Realeza permitiram a circulação e produção destes bens preciosos e de luxo. vestuário. como expressão artística e reflexo máximo dos valores que estavam presentes no período que vai do final do século XIII até aos reinados da primeira metade do século XV.13-47. joalharia.) Therese Martin. assim como ao „número‟. in (ed. Isabel de Aragão. Oxford. As informações e detalhes dos itens referidos nos respectivos documentos.G. MARTÍNEZ MARTÍNEZ. „‟El Tesoro sagrado de los reyes de la corona de Aragón‟‟. RODRIGUES. As constantes ligações entre os reinos na Península Ibérica (Aragão. nº9. principalmente no com funções simbólicas e práticas especificas sendo imprescindível compreender que diz respeito a determinadas tipologias. Leiden. Tese de Mestrado da FLUL. GONÇALVES.1960. Neste estudo será feita uma análise dos tesouros dos monarcas e de alguns dos pretendentes aos tronos dos reinos da Península Ibérica dando um novo ênfase a alguns dos documentos anteriormente conhecidos. MELRO. Bango Torviso. dão-nos uma aproximação de como seriam os tesouros e a sua função como papel fundamental na imagem do suserano. em conjunto com alguns dos objectos remanescentes. Las insignias de la realeza en la Edad Media. 96-2. como podemos verificar nos diferentes bens dos tesouros atestados em alguns dos estudos já efectuados1. Valladolid. „‟El Tesoro de Pedro El Cruel‟‟. D. IHAUL & CHUL pretenderam ver reconhecida e difundida uma imagem ideal utilizando o seu tesouro como um meio para concretizar esta projecção numa espécie de jogo de espelhos. IPPC-MNMC. António Nogueira. Rita. O Tesouro de D. Lisboa. testamentos.. The art patronage of the four queens of Portugal and Aragon in the 14th century‟‟. AFONSO. pp. Maria. Francesca. Hermenegildo. 2011. Abril e Junho 1988. Junta de Castilla y León. 1983. pp. pp. Dinis no contexto dos tesouros medievais. “Do luxo à economia do dom: em torno do tesouro da rainha D. Coimbra. 3 Sobre o conceito de spolia ver: Kindley. in Estudos sobre cultura. 2011.A.269-287. cartas. Buenos Aires. Santiago Compostela.

ou ainda como a troca de jóias que reforçavam simbolicamente tratados e relações diplomáticas. como troféus em justas.reflectir sobre a monarquia portuguesa. XII-XIII). perceber o que esperavam a coroa e a sociedade destas figuras e o lugar que elas efectivamente ocuparam. sendo também algumas delas introduzidas por meio dos dotes de casamento. . quer a nível externo. estavam presentes nas acções e cultura régia e em livros ricamente adornados e em representações de imagens em diversas peças.compreender a importância do patronato para a afirmação política do «queenship». . . Chabaille. e trad. Os monarcas consideraram igualmente preciosos alguns bens não materiais. . sendo que o seu estudo nos pode dar uma melhor compreensão da produção artística e da própria atitude e interesses que serviram de inter-influência para as mensagens e gostos que se transmitiram à restante sociedade e que se mantiveram durante este período nos diferentes reinados peninsulares até ao século XV. modelo germano. Etapas possíveis: . Foi uma forma materializada do visível e invisível recheado de significados que caracterizavam uma mentalidade própria peninsular permeável entre os diversos reinos cristãos. 1863. símbolos e materiais dando-nos a conhecer tanto os hábitos. . na medida do possível.) P. ou bens intelectuais. 1 Brunetto Latini. monarquias ibéricas). . rituais e gostos.percepcionar se as mulheres da realeza tiveram ou não intervenção política nos assuntos relacionados com a coroa. de sabedoria e filosofia que reforçavam as diversas imagens de rei-sábio e justo. bens de conhecimento e cultura. 2 Isabel de Pina Baleiras escreve de acordo com a antiga caligrafia. quer a nível interno. importa compreender que esta atitude encontrava-se presente nas escolhas dos temas. A coroa e as mulheres da realeza portuguesa (sécs. todos eles foram também considerados tesouros1. como as relações sociais. Imprimerie Impériale. visões do mundo e do próprio poder régio. relacionando-a com as suas origens e pares (monarquia visigótica. materiais e de poder da realeza medieval peninsular. as suas casas e entender a relevância social e política das mesmas. Paris. . O Tesouro Medieval sintetizou em si os mais altos ideais espirituais.procurar explicar o conceito de regina. em oferendas de festas. Livres Dou Tresor. tanto na vivência como na arte não se dissociava o Esboço de intenções para projecto de doutoramento2 físico do psíquico.18:00 – Isabel de Pina Baleiras.reconstruir.definir a expressão mulheres da realeza. Durante o período medieval.estudar o tipo de relações que possa ter existido entre a coroa portuguesa. Objectivos: estudar a eventual relação política entre a coroa portuguesa e as mulheres da realeza. (introd. as mulheres da realeza e o sagrado. CHUL diários e extraordinários.

Notas biográficas _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ .

História Genealógica da Casa Real Portuguesa. IX-XIV) orientado pelo Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes e co-orientado pelo SPEM). Arqueologia Romana. “D. Filipa.Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal. Doutor José Varandas. Yuste). Destaco ainda a publicação de artigos nas Revistas: IACOBUS. Geografia do território. Miguel” e coleção Rainhas e Infantas de Portugal. Gradiva. “S. Segóvia). Julião do Pereiro” e insere a Reconquista cristã. Enquanto aluna de mestrado e doutoranda Povoamento e Organização Territorial: dois vales na periferia de Lisboa (finais do século tenho participado em vários seminários e congressos. “Hospital”. bem como em cursos de Verão (2003 . . Irrigação e mecanismos de controlo de água.Coleção Reis de Portugal. Contextos de transição (onde se Militares e religiosas de “Calatrava”.Universidade SEK. Islâmica. Sistemas “Premonstratenses”. vol. a conquista islâmica e a conquista romana). “D. (A P H. necessidades colectivas e afirmação profissional: o Hospital Real . . “D. Faculdade de Letras. (2004 - Prof. pela mesma Faculdade (2007). APH. Assistência e Medicina (profissões médicas). XV. 2010. com uma Mestrado em História Medieval na FLUL (2007-2012) sobre o título de Sistemas de Dissertação sobre a Covilhã Medieval. Sistemas de Informação . A senhora de Odivelas”. Mestre em História Medieval. CHUL Luís Carlos Ribeiro Gonçalves. 2010 e 2011. e A Cidade. CHUL & CIDEHUS Licenciatura em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Licenciado no curso de Arqueologia e História da FLUL (2002-2006). Universidade de Extremadura. Revista Cultural de Portalegre. Lisboa. Agrícolas. Áreas de interesse: História Medieval e Islâmica. Ordens Medieval e da Paisagem. Quidnovi/ APH. Miguel".Notas Biográficas Maria da Graça Vicente. (2002). de Todos os Santos em perspetiva”. Entre os estudos e publicações destaco a Situação Actual: Bolseiro pela Universidade de Évora no âmbito do Projecto participação em obras coletivas: “Decisão política. Geográfica.

no âmbito do Projecto «História da Universidade Medieval em Lisboa». Membro Correspondente da Academia inscrito na FLUL e em execução no Centro de Estudos de História Religiosa (UCP). em História Medieval na Faculdade de Letras de Lisboa em 2010. tendo desempenhado Outra parte da sua investigação histórica relaciona-se com o Santuário de Nossa funções de secretariado junto da direcção e ajudado a dinamizar várias iniciativas Senhora do Cabo Espichel (em Sesimbra) sobretudo no que diz respeito às origens científicas. Em 1995. história militar. é sacerdote da Diocese de Setúbal. redes «A criação da rede paroquial na Península de Setúbal: 1147-1385». licenciou- (FLUL. 2011). Francisco Mendes. congressos internacionais. tendo colaborado na redacção de uma ampla base de dados prosopográfica dos escolares portugueses. estagiário do Programa de Comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa (ULis2011). passado mês de Dezembro de 2011. foi bolseiro- peregrinação. Desde 2007. com a dissertação O se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. ao mesmo tempo que do qual é investigador. onde apresentou algumas comunicações. colaborou nessa e da cultura. Portuguesa da História. correntemente. na Universidade Católica Portuguesa. Entre Maio de 2010 e Abril de 2011. CHUL André de Oliveira-Leitão (AOL) nasceu em Lisboa em 1985. mestre em História Medieval (FLUL. seminários daquele local de culto e às tradições etnográficas associadas aos caminhos de especializados e cursos livres. mesma instituição. entre colóquios nacionais. É doutorando na Faculdade de Letras de Lisboa. 2007). actualmente. na história do ensino e das universidades medievais. história do al-Ândalus e. é bolseiro de doutoramento da FCT. Concluiu o Mestrado século IX – início do século XIV). Tem participado com regularidade em vários colóquios locais e nacionais. entre Novembro de 2007 e Abril de 2010. CHUL & CEHR – Universidade Católica P. com a dissertação com o projecto Escolares portugueses na christianitas (séculos XII-XV): circulação. no ano 2000. . coordenado por Hermenegildo Fernandes. orientado por Hermenegildo Fernandes e Hermínia Vasconcelos Vilar. Licenciado em História Francisco José dos Santos Mendes nasceu no Barreiro em 1973. Os seus interesses de investigação centram-se na história medieval. é também investigador no Centro de História mantém a sua atividade como jornalista. bem como em povoamento no Baixo Vale do Tejo: entre a territorialização e a militarização (meados do Teologia. publicada no e percursos.André de Oliveira-Leitão. sobretudo ligado às temáticas eclesiásticas da FLUL (no âmbito do Grupo de Investigação Modelos Identitários).

tendo exercido funções como criadora de peças inspiradas FCT. e doutorada em História Medieval. Santarém e Lisboa (1179- ourivesaria ORVAS . XIII-XV).1981) é licenciada em História pela Faculdade de Frequentou Curso de Desenho Gráfico no ARCO (Lisboa). sob patrocínio da Monterroio & Lopes Lda. tendo tido também parcerias de memória da cidade.04. Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa. Património e Teoria do Restauro. pela mesma instituição. Trabalhou como artista por conta própria na 1325). e outros dois Cursos de Formação em Conservação de Colecções e Tesouros Eclesiásticos. leccionado pelo Dr. Possui ainda o Curso de História da Áreas científicas de interesse: História institucional. XVII-XIX. mestre em Arte. a iniciar o seu projecto de pós-doutoramento.Atelier Teresa Lima. CHUL & CHSC – Universidade de Coimbra Rita Melro. Cidades da Ásia: modelos e práticas de administração joalheiros da Coroa. Vasconcelos e Sousa. Encontra-se. Paleografia e Ourivesaria no território Português. Dinis no contexto dos tesouros europeus. Foi ainda. com a Joalharia tirado na escola de joalharia Contacto Directo e fez o estágio no atelier da dissertação Escrita e poderes urbanos nos concelhos de Coimbra. mestre em Paleografia e Diplomática. neste momento. Património e Teoria do Restauro com a dissertação O Tesouro de D. trabalhos com outros ateliers na produção de jóias de autor . Isabel de Pina Baleiras. reprodução de condecorações e insígnias do séc. História Urbana. no restauro de prataria e ourivesaria antiga. Possui um Curso de Letras da Universidade de Lisboa. Administração urbana e práticas de escrita em Évora (1415-1536).Consultores Lda.Filipa Roldão. com o título da tese: Os Tesouros régios medievais peninsulares – Transição entre o mundo medieval e a modernidade (sécs. Diplomática. actualmente é doutoranda em Arte. De Évora a Cochim e Macau”. e sob orientação científica dos Professores Doutores Maria Helena da Cruz em jóias antigas. sob o Trabalhou nos ateliers de prataria e ourivesaria da Casa Leitão&Irmão – Antigos tema “Cidades do Reino. Teoria da História e Latim Medieval e Moderno. do Museu de Arte Antiga Museu de Arte Antiga. CHUL . 16. com a tese A criação. pré-oficial de ourives trabalhando no atelier municipal (séculos XVI-XVII). no Instituto de História de Artes da Faculdade Letras de Lisboa. e ainda Coelho e Luís Filipe Barreto. produção e venda de Joalharia Artística. orientada por Fernando Grilo e Ana Maria Rodrigues. IHAUL & CHUL Filipa Roldão (Lisboa.

história@fl. a parte curricular do Mestrado em Estudos de Teatro. os seus estudos na mesma universidade. em diversos seminários e colóquios nacionais (Faculdade de Morada: ______________________________________________ Letras da Universidade do Porto. Universidade de Évora) e internacionais (University of Leeds. Para além de se dedicar à investigação e à escrita. na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). é também professora de História e de Teatro do 3º ciclo. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Telefone / Telemóvel: _______________________________________ Universidade Nova de Lisboa.Bordeaux.pt . fez a Profissionalização em História do 3ºCiclo e Secundário. uma mulher de poder? orientada pela Professora Doutora Manuela Santos Silva. Entrada Livre Inscrição para obtenção de certificado no Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Prosseguiu. o Curso de Especialização de Estudos de Teatro. A partir de 2009. terminou o Mestrado em História Medieval. Entre Ficha de Inscrição III Seminário “Memórias. Congrès National des Sociétés Historiques e-mail: ______________________________________________ et Scientifiques . em 2000. Leonor Teles. tem apresentado comunicações sobre o poder político da rainha Nome: ______________________________________________ Apelido: ______________________________________________ D. XII-XIII). em 2008. FLUL. que se concretizará possivelmente no tema A coroa e as mulheres da realeza portuguesa (sécs. com a defesa da tese Leonor Teles. Discursos e Práticas Sociais” 2004/2005. no Colégio do Bom Sucesso. na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e.Em 1990. está a ultimar uma biografia sobre a dita rainha que _________________ será publicada ainda este ano pelo Círculo de Leitores na Colecção Rainhas de Portugal. Isabel de Pina Baleiras licenciou-se em História. em 1996. centro. depois. e é actriz. de novo na FLUL. 21st International Congress of Historical Sciences - Já participou em outras actividades organizadas pelo Centro ? Amsterdam). Umea University. Actualmente. concluindo. Paralelamente gostaria de iniciar o doutoramento em História Medieval nas áreas ligadas à história política e das mentalidades com especial foco no estudo das rainhas e infantas.ul.