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ÍNDICE

I– A FÉ QUE INVADE O IMPOSSÍVEL.

II- SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR À DEUS

III- COMO POSSUIR UMA FÉ QUE PRODUZ FRUTOS

IV - A MEDIDA DA MINHA FÉ

V- COMO POSSO PROVAR QUE O EVANGELHO EXISTE PARA QUEM NÃO


CRÊ?

VI- APRENDA A MOVER O MUNDO ESPIRITUAL

VII- A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO: A NOSSA FÉ!

VIII- O BOM COMBATE DA FÉ

IX- O QUE ESTÁ DENTRO VENCE O QUE ESTÁ FORA I


(REFLEXÃO SOBRE A PESCA MARAVILHOSA)

X- O QUE ESTÁ DENTRO VENCE O QUE ESTÁ FORA II


(O CEGO DE JERICÓ)

XI- CONFISSÃO DA FORÇA EXPLOSIVA DA FÉ

XII- HÁ RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA

XIII- PORQUE SOMOS SALVOS PELA FÉ?

XIV- QUANDO DEUS É REFÚGIO E FORTALEZA. PARTE FINAL

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 1


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I

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSÍVEL

Algumas notícias chegam aos nossos ouvidos como se fossem


verdadeiras bombas atômicas. É neste momento que Satanás se aproveita
para semear a dúvida e o medo, os principais inimigos da nossa fé. Por outro
lado, a fé que invade o impossível é inimiga do medo e da insegurança. Ela
somente surge quando reconhecemos a Soberania de Deus, principalmente
diante dos momentos mais drásticos de nossa vida.

I. INTRODUÇÃO
Base para leitura bíblica: II Cr 20: 1-15

A Bíblia relata uma admirável demonstração do Poder de Deus através


de um acontecimento singular na vida do rei Josafá, o qual governou Judá em
uma época que muitos inimigos se levantaram contra o seu reinado. Mas,
antes de prosseguirmos, também é importante ressaltar que, na dispensação
do Velho Testamento, era nação contra nação, exército contra exército, isto é,
o ministério era carnal e Deus sabia que o Seu povo era como uma criança
mimada (e muitas vezes desobediente). Esta observação é importante para
entendermos o porquê encontramos nas passagens do Velho Testamento
sinais grandiosos da manifestação de Deus, tais como: O mar se abrir, o fogo
descer do céu, as muralhas de uma cidade ruírem com o sonido das
trombetas e vários outros exemplos. Já no Novo Testamento, apesar de
encontrarmos o maior de todos os milagres (nascimento – morte –
ressurreição - ascensão do Senhor Jesus) encontramos um outro tipo de
ministério: O ministério espiritual, onde aprendemos que a nossa luta não é
contra o sangue e nem contra a carne, mas sim contra principados,
dominadores e forças espirituais da maldade (Ef 6: 12).
Então, voltando ao exemplo do rei Josafá, podemos aprender uma lição
importante no interminável aprendizado da fé: O tipo de fé que invade o
impossível!
É o que veremos a seguir.

II. QUANDO SURGEM AS MÁS NOTÍCIAS

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“ E sucedeu que, depois disto, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e
com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Josafá.
Então vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma
grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-
Tamar, que é En-Gedi (II Cr 20:1, 2)”.

Observe atentamente, na passagem acima, que a Bíblia declara que os


inimigos vieram à peleja contra Josafá (moabitas e amonitas) e que “ vieram
alguns que avisaram a Josafá”. Agora observe o que eles avisaram: “Vem
contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria”. Ora, estas pessoas,
quando vieram alertar Josafá, descreveram o acontecimento de forma
grandiosa, como se fosse algo insuperável, ou seja, um obstáculo
praticamente impossível de ser ultrapassado. Em nossa vida, muitas vezes,
acontece o mesmo: As notícias chegam aos nossos ouvidos como se fossem
verdadeiras bombas atômicas. É neste momento que Satanás se aproveita
para semear a dúvida e o medo, os principais inimigos da nossa fé.

Certa ocasião, quando eu comecei a pastorear uma Igreja em New


Bedford, Massachusetts, USA, vivi uma situação semelhante. Esta cidade tem
um Inverno muito rigoroso e, sem me importar com isto, resolvi fazer uma
reunião de avivamento em uma 6ª feira, à noite, conforme cria em meu
coração. Pois bem, quando comecei a anunciar a reunião algumas pessoas
disseram: “Aqui não é assim. Neva muito. Será difícil alguém vir ao culto da
noite”. Realmente foi um balde de água fria na minha fé. Contudo,
permaneci imperturbável e perseverei, mesmo estando consciente de que o
problema existia. Por outro lado, continuavam a “vir alguns que avisavam”:
Tempestade de neve, estradas interditadas, falta de energia elétrica e por aí
afora… Como afirmei acima, permaneci firme e não dei ouvidos aquelas
vozes. Se eu realmente cria, deveria ficar imune a tudo isto, tomar uma
atitude de fé e, depois, seguir em frente. Todavia, vamos fazer uma pequena
pausa nesta experiência pessoal (mais a frente eu descrevo o final) e vamos
perguntar a nós mesmos: O que devemos fazer em situações como esta, tão
comuns em nosso dia-a-dia? Para responder, vamos prosseguir com exemplo
do rei Josafá.

III. A IMPORTÂNCIA DA NOSSA ATITUDE

“ Então Josafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em


todo o Judá. E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de
todas as cidades de Judá vieram para buscar ao SENHOR. E pôs-se Josafá em
pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do SENHOR, diante do
pátio novo (II Cr 20: 3-5)”.

Observe que a primeira atitude de Josafá foi temer. Mas temer como? Ora, a
palavra temer pode ter 2 (dois) significados completamente diferentes:
FUGIR OU CONFIAR.

Algumas pessoas, diante de uma notícia desagradável ou de uma


situação têm medo, acovardam-se e fogem. Este tipo de pessoa é uma presa
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fácil nas garras de Satanás e seus demônios, os quais acabam por aprisioná-
la em seus próprios pesadelos.
Obviamente, neste caso há uma ausência de fé e, quando isto
acontece, é impossível para a pessoa conquistar qualquer bênção da parte
de Deus. Medite no que diz a Palavra:

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que


se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o
buscam (Hb 11:6)”

O temor de Josafá foi confiar, buscar uma solução diante de Deus.


Todos estavam cientes do gravíssimo problema que enfrentavam e, ao invés
de fugirem e se acovardarem, buscaram ao Senhor Deus de todo o coração.
Como a própria Bíblia afirma: “ Eles se ajuntaram para pedir socorro ao
Senhor”!
Esta deve ser a nossa atitude diante de toda e qualquer situação que possa
vislumbrar uma derrota em nossa vida, seja em que área for. O rei Josafá foi
sábio e a sua sabedoria começou a movimentar o mundo espiritual. Quando
este mundo se movimenta começa a surgir a fé que invade o impossível.
Vamos saber, agora, como isto acontece!

IV. COMO MOVIMENTAR O MUNDO ESPIRITUAL

Após o povo estar reunido, o rei Josafá fez uma oração que tocou no coração
de Deus. Sua oração foi:

“E disse: Ah! SENHOR Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos
céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações? Na tua mão
há força e potência, e não há quem te possa resistir. Porventura, ó nosso
Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo
Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo? E
habitaram nela e edificaram-te nela um santuário ao teu nome, dizendo: Se
algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos
apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta
casa, e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás (2 Cr
20: 6-9)”.
Que oração poderosa. Que oração profundamente reveladora sobre a
dependência que devemos ter diante de Deus. O que o rei Josafá e o povo
confessaram foi:
1º) A Soberania de Deus sobre todos os povos e todas as nações;
2º) A aliança de Deus com Abraão
3º) A fé em Deus em toda e qualquer situação (perseverança)

Estes 3 (três) pontos são essenciais. Praticá-los em nosso coração


representa “tocar no coração de Deus”. Assim como o rei Josafá e o povo,
nós também temos que clamar a Soberania de Deus sobre a nossa vida. O
Senhor Jesus, traduziu esta situação com o seguinte ensinamento:

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“E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não
temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. Portanto, qualquer
que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai,
que está nos céus (Mt 10:32)”.
Em outras palavras, quando confessamos a Soberania de Deus em
nossa oração, então, imediatamente o Espírito Santo nos faz lembrar da
aliança que Deus fez conosco. Como caso do povo de Judá, a aliança era
uma herança de Abraão, o pai da fé. Em nosso caso, esta aliança chegou até
nós por intermédio do Mediador, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Leia
como esta aliança também nos pertence:

“ Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós;


porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para
que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito”. Gl 3: 13-14

Agora só falta a confissão de perseverança: Aquela que nos mantém


firmes na fé, independentemente da situação que possa estar ao nosso redor.
Justamente confesse como o apóstolo Paulo, cheio do Espírito Santo, ensinou
aos crentes da Igreja de Corinto:

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas


não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não
destruídos (2 Co 4: 8-9)”.

Pronto! O mundo espiritual começará a se movimentar em seu favor.


Simplesmente creia e vá em frente. Não acredite em doutrinas heréticas
como maldição hereditária, regressão ao útero para descobrir um problema,
manifestações artísticas fantasiadas de demonstração de fé e outras
artimanhas malignas proporcionadas pela apostasia destes últimos tempos.
Caia fora disto.

Você precisa agir desta maneira:

1º) Confessar a Soberania de Deus


2º) Crer na aliança que Deus tem contigo por intermédio de Cristo Jesus
3º) Ser perseverante na sua fé em toda e qualquer situação

Aqui começa a fé que invade o impossível, como veremos a seguir.

V. A FÉ QUE INVADE O IMPOSSÍVEL

Como prometi, vou voltar ao relato sobre o que me aconteceu quando


eu era pastor na cidade de New Bedford. Pois bem, as notícias eram
desanimadoras, mas busquei ao Senhor e recebi a certeza (fé) de que
deveria prosseguir em frente, não obstante as dificuldades. Aquela certeza
criou dentro de mim uma convicção (fé) inabalável. O que aconteceu em
seguida foi maravilhoso. Em uma noite de Novembro, com a neve a cair, a

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nossa pequena Igreja de madeira ficou superlotada, para a honra e glória do
Senhor Jesus. A bênção foi tamanha que tivemos que abrir a porta de
entrada e, independentemente da neve e do frio, algumas pessoas ficaram
do lado de fora com seus guarda-chuvas abertos e encostados uns aos
outros.
Era um salão pequeno, com capacidade para cerca de 90 pessoas, mas
naquele dia tornou-se a maior Igreja da face da Terra. Uma experiência
realmente inesquecível, apesar de eu ter vivido há 15 anos. Assim é a fé que
invade o impossível: Um tipo de fé que movimenta o mundo espiritual
através da certeza e da convicção que nasce em nosso coração, a partir do
momento que assumimos uma posição espiritual diante de Deus.

Apenas para concluir o episódio vivido pelo povo de Judá, após a


oração de Josafá, Deus levantou um profeta que trouxe a resposta de Deus
para o Seu povo. Esta resposta foi assim:

“Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois
a peleja não é vossa, mas de Deus (2 Cr 20: 15)”.

VI. CONCLUSÃO

A fé que invade o impossível é inimiga do medo e da insegurança. Ela


somente surge quando reconhecemos a Soberania de Deus diante dos
problemas, principalmente nos momentos mais drásticos de nossa vida. Esta
atitude traz todas as conquistas que o Senhor obteve por nós e para nós (a
Sua Igreja), pois o Espírito Santo começa a agir e a perseverança agiganta-se
perante todas as dificuldades. Então, o mundo espiritual entra em grande
movimentação. Um verdadeiro Exército: infinitas vezes mais poderoso do
que qualquer exército que alguém possa imaginar. Este Exército luta por
nós, pois a batalha que estamos enfrentado não É nossa, mas do nosso
Deus. Este poderoso Exército, invencível nos céus, na Terra e debaixo da
Terra, somente entra em ação quando exercemos o único tipo de fé que
pode torná-lo operacional: A FÉ QUE INVADE O IMPOSSÍVEL!

“ Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém


celestial, e aos muitos milhares de anjos; a universal assembléia e igreja dos
primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos
espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma nova
aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”.
Hb 12: 22-24

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II

SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS

(Hb 11:6)

Ao mesmo tempo que Deus ensina que sem fé é impossível agradá-Lo,


também mostra quais são os caminhos necessários para que esta
plenitude de fé seja real, na vida daquele que crê. Como devemos nos
aproximar do Senhor Deus? O que significa crer?
Por que Deus é galardoador daqueles que O buscam?
____________________________________________________________________________

I.INTRODUÇÃO

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que


se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o
buscam (Hb 11:6)”

O versículo acima é um dos mais importantes de toda a Bíblia.


Somente Deus conseguiria, em tão poucas palavras, expressar tanto. Que
riqueza para a nossa vida espiritual. Observe que nesta passagem há 2
(dois) sentidos: 1º) Uma afirmação incondicional: “sem fé é impossível
agradar a Deus”; 2º) Uma justificativa para esta afirmação incondicional:
“porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele
existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

Se por um lado Deus revela categoricamente como poderemos agradá-


Lo (FÉ), por outro lado Ele mostra quais são os caminhos que podem nos
levar até esta plenitude de fé. Esta é uma revelação muito particular da
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parte do Senhor Deus, pois estes caminhos da fé estão interligados pelos
verbos aproximar, crer e buscar, ou seja, primeiro devemos nos aproximar
de Deus, depois crermos n’Ele para, finalmente, buscá-Lo.

Deixemos que a Pessoa do Espírito Santo nos conduza por estes


caminhos!
II. POR QUE É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS SEM FÉ?

Porque o Senhor revelou a Sua própria existência através de um ato de


fé. Como assim? Ora, basta lermos os primeiros versículos da Bíblia, no livro
de Gênesis, para nos depararmos com esta verdade. No versículo 3 está
escrito: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Observe atentamente que foi
algo imperativo, isto é, o verbo haver simboliza uma ordem e, depois, o
mesmo verbo torna-se uma concretização desta mesma ordem. Isto quer
dizer que Deus, em Sua Soberania, além de trazer à existência o que não
existia (Rm 1:20), também revelou a própria essência da fé: mover o
sobrenatural, o inexplicável, aquilo que os olhos não vêem e a razão jamais
compreenderá. Em todas as páginas da Bíblia Sagrada somos confrontados
com a manifestação desta fé sobrenatural. Assim sendo, sem o
conhecimento e a prática desta fé sobrenatural, ninguém poderá agradar a
Deus, o que nos leva a percorrer os caminhos da fé para chegarmos até a
Sua Santa presença!

III. 1º PASSO: APROXIMAR-SE DE DEUS

“Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de
Cristo chegastes perto (Ef 2:13)”.

O Sangue de Jesus foi derramado como prova de amor e preço de


redenção. A prova de amor está relacionada com a morte expiatória de
Cristo Jesus, isto é, quando Ele foi pregado naquela rude cruz para ser o
nosso Substituto. Isto porque não havia qualquer dúvida sobre o propósito de
Deus, conforme a Bíblia nos revela:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo
3:16)”

Esta foi a prova de amor definitiva da parte de Deus, contudo esta


prova foi acompanhada de um veredicto: o sangue que Ele derramou.
Imagine um julgamento. Você está sendo acusado (Satanás) e, seu
Advogado (Jesus Cristo), apresenta provas concretas sobre a sua inocência.
O juiz aceita as provas e o caso vai para a decisão final do júri, que diz:
inocente! Foi exatamente isto que aconteceu no mundo espiritual. Quando
cremos que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador e entregamos a nossa
vida em suas mãos, então somos Perdoados (crucificação/sangue
derramado) e justificados (ressurreição/justificação):

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“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa
justificação (Rm 4:25)”.

O aproximar-se de Deus está diretamente ligado ao conhecimento


espiritual de que somos inocentes pelo sangue inocente que foi derramado
por nós.
A partir deste instante temos o perdão e a justificação de todos os
nossos pecados.
Esta é uma reflexão essencial e importante, pois se não fosse desta
maneira, jamais poderíamos nos aproximar de Deus, pois sentiríamos o peso
da culpa (pecado) e da acusação desta culpa (Satanás). Necessitamos estar
livre de tudo isto para termos uma comunhão com Deus e,
consequentemente, estarmos próximos dEle. Como se vê, trata-se de uma
questão de fé. Uma fé sobrenatural que o Espírito Santo faz surgir dentro de
nós, a partir do momento que a nossa sede relaciona-se com o
conhecimento de Deus (Rm 10:17).

IV. 2º PASSO: CRER EM DEUS

Ao nos aproximarmos do Senhor ficamos diante da realidade do mundo


espiritual. Isto quer dizer que a fé começa a exigir que tenhamos atitudes
coerentes com ela, isto é, se quero a fé procedente do Senhor (a fé
sobrenatural), então devo agir conforme a essência desta fé. Ora, esta
essência é totalmente contrária aos nossos 5 sentidos (visão, audição, olfato,
paladar e tacto). É exatamente por isto que muitos, usando da chamada
sabedoria popular, apregoam (e com razão) que a fé é o 6º sentido.
Obviamente que trata-se de um 6º sentido, como já dissemos, somente para
quem encontra-se próximo do Senhor Deus. A Bíblia diz assim:

“Porque andamos por fé, e não por vista (II Coríntios 5:7)”.

Andar por fé ou andar pela fé significa colocar a fé que possuímos (e


está dentro de nós) em ação. Também significa crer que tudo o que Deus
promete Ele cumpre. O Senhor tem um caráter imutável: Ele é Fiel e Justo.
Ao nos aproximarmos d’Ele, a fé nascerá. Depois temos que colocar esta fé
em ação. Isto significa crer em Deus: aproximação + fé em ação = crer. A
Palavra de Deus nos afirma nos revela que Abraão é o pai da fé (Rm 4.16-18)
justamente porque ele soube como expressá-la (o nascimento de Isaque).
Isto significa crer em Deus:

“O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-


se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua
descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio
corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o
amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por
incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, e estando
certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o
fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça (Rm 4: 18-22)”.

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V. 3º PASSO: BUSCAR A DEUS

Como já estamos perto e também cremos, então falta saber como


buscar o resultado de toda esta atividade espiritual. Aqui reside o valor da
oração. A oração é uma atitude inevitável na vida de quem está próximo do
Senhor e, consequentemente, crê na manifestação do Seu Poder. Ela não é
algo repetitiva ou que busca seus próprios interesses. Não. A oração flui
como as águas de um rio que são conduzidas pela própria corrente.
A verdadeira oração nasce de uma necessidade interior, como se fosse
um vulcão a entrar em erupção. Um vulcão cujas larvas necessitam chegar
ao coração do Senhor Deus, o Único e Fiel Galardoador (Recompensador)
daqueles que O buscam. Observe este exemplo: “ Eu estou próximo do meu
Deus. Eu fui comprado (a) e lavado(a) com o Seu precioso Sangue. Eu creio
que o meu Deus, segundo a Sua riqueza, suprirá todas as minhas
necessidades, em Cristo Jesus. Esta é a minha confissão de fé. Ò Deus, em
Nome do Senhor Jesus, eu apresento a Ti a minha oração”. Observou? Ora,
tudo vem em uma seqüência:

1º) A proximidade com Deus nos proporciona certeza e confiança;

2º) Esta certeza e esta confiança produzem a fé sobrenatural;

3º) Esta fé sobrenatural nos faz crer;

4º) Este crer nos faz falar com Deus;

5º) Ao falarmos com Deus dentro desta visão bíblica, as nossas


necessidades são preenchidas. Totalmente preenchidas!

“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas


necessidades em glória, por Cristo Jesus (Fp 4:19)”.

VI. CONCLUSÃO

Quem almejar ter um relacionamento íntimo e abençoado com o


Senhor, deve ter a consciência espiritual de que necessita percorrer os
caminhos da fé, pois somente assim terá dentro de si uma fé sobrenatural. A
fé que agrada a Deus:

1º) Aproximação = Perdão + Justificação

2º) Aproximação + Fé em ação = Crer

3º) Crer + Oração = O Deus Galardoador dos que O buscam

Percorra estes caminhos da fé e desfrute de uma plena comunhão com o


nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Autor de nossa fé (Hb 12:2)!

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III

COMO POSSUIR UMA FÉ QUE PRODUZ FRUTOS

A Bíblia diz que “ a fé sem obras é morta (Tg 2:17)”. Isto quer dizer
que a fé necessita produzir frutos (frutos são as obras da fé em ação), caso
contrário seremos como aqueles que dizem crer, mas não vêem resultados
em suas vidas. Qual será, então, o segredo para possuirmos uma fé que nos
faça conquistar tudo aquilo que necessitamos para nossas vidas?

Primeiramente devemos entender que a fé é totalmente contrária à


razão, pois enquanto a razão tenta entender os motivos pelos quais as coisas
aconteceram, acontecem e acontecerão (a palavra COMO); a fé é a certeza
das coisas que esperamos que aconteçam e a convicção dos fatos que não
podemos ver (Hb 11:1). A fé nos mostra o porquê Deus quer fazer e não
como deve ser feito!

Citarei alguns exemplos que podem parecer loucura, mas


exemplificam muito bem o que passo a relatar:

1º) Noé construiu uma arca no meio de uma floresta porque Deus havia dito
a ele que assim fizesse. Os incrédulos riram da atitude de Noé, que teve fé
para obedecer ao que Deus havia dito (Gen 6: 11, 14 e Hb 11:7).

2º) Todas as vezes que o profeta Eliseu, homem de Deus, passava pela
cidade de Suném, uma mulher rica dava-lhe de comer e tratava-o muito

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bem, ao ponto de mandar fazer um quarto para alojá-lo toda a vez que ele
fosse à cidade.

O profeta, agradecido, orou para que ela engravidasse porque seu


marido era idoso e, após algum tempo, nasceu-lhe um lindo menino. O
tempo passou-se e o menino cresceu. Um certo dia, o menino estava junto
do seu pai e teve uma terrível dor de cabeça e, passado algum tempo,
morreu. A mulher sunamita, desesperada, colocou o corpo do seu filho
deitado na cama que o profeta usava e mandou chamá-lo com urgência. Ao
chegar, ela relatou-lhe o ocorrido.

O profeta, então, dirigiu-se ao menino, orou por ele e o menino


ressuscitou. Que exemplo admirável de fé.

A mulher creu e porque creu, ela exigiu os seus direitos. Por causa
desta atitude, o homem de Deus ao orar e deitar-se sobre o corpo do
menino, provocou da parte de Deus este lindo milagre de ressurreição. A
mãe não ficou perguntando-se como fazer. Não! Ela agiu pela fé! (2 Rs 4: 8-
37)

3º) Jesus ordenou que Pedro andasse sobre as águas. Enquanto Pedro creu
(creu porque Jesus havia dito), ele andou por cima das águas sem
problemas. Infelizmente, quando ele pensou e perguntou-se “como isto pode
estar a ser possível?”, ele afundou. Afundou porque o medo é um dos
sintomas dos “comos desta vida”! A fé não é construída por “comos”, a fé
tem “seus porquês”. (Mt 14: 24-32)

Para a nossa fé ter resultados (obras/ frutos) torna-se necessário saber


qual é a vontade de Deus para cada um de nós (o porquê de Deus). Esta
atitude resume-se em praticar os caminhos da fé: entendimento / oração/
ação. Estes caminhos devem ser percorridos dentro dos seguintes princípios
de fé:

1º) A Palavra de Deus é infalível e imutável. A Palavra de Deus é o que ela


declara ser!

2º) A realidade do nosso resgate em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

3º) Na mente de Deus nós fomos recriados em Cristo Jesus, nosso Senhor e
Salvador.

4º) Deus declarou a Sua justiça ao nosso favor por intermédio de Cristo
Jesus, nosso Senhor e Salvador.

5º) O Espírito Santo habita em nós.

6º) Fomos resgatados pelo Sangue de Jesus derramado na Cruz. Isto


aconteceu para termos comunhão com Jesus Cristo, nosso Senhor e
Salvador.

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7º) Clamar o Sangue de Jesus e usar com autoridade do Nome de Jesus.

IV

A MEDIDA DA MINHA FÉ

A MEDIDA DA FÉ QUE DEUS REPARTIU A CADA UM

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil …
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo
mesmo Espírito, a palavra da ciência. E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé…
(I Co 12:8-9)”

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I. INTRODUÇÃO

O Senhor Deus reparte o dom da fé segundo uma medida específica


para cada pessoa. Esta medida, como afirmei, já vem especificada pelo
próprio Deus, é a primeira referência para vivermos as primeiras
experiências relativas à fé bíblica, ou seja, aquela fé que traz à existência as
coisas que não existem (Rm 4:17). Assim sendo precisamos saber medir a
nossa fé, segundo os princípios bíblicos que a norteiam, para
testemunharmos os frutos resultantes dela.
A Bíblia é repleta de exemplos práticos sobre este assunto; basta
analisarmos as características próprias de alguns homens de Deus do
passado como, por exemplo, o legislador Moisés, o profeta Elias e o apóstolo
Paulo. Todos eles possuíam uma autêntica fé bíblica, sendo que cada um
havia recebido uma medida de fé própria, pois Deus tinha um propósito
específico para cada um deles. Ora, assim também acontece com cada um
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de nós, pois quando recebemos o dom da fé é exatamente como se
recebêssemos uma pedra preciosa bruta que necessita ser lapidada para
transformar-se em uma jóia de valor.

Somente após a lapidação é que saberemos a medida da nossa fé, ou


seja, que tipo de pedra preciosa nos tornamos para Deus. Então, precisamos
de 3 (três) ensinamentos essenciais: 1º) Quem é o Lapidador? 2º) O que
acontece durante a lapidação? 3º)Qual o resultado desta lapidação? É o que
o Espírito irá nos revelar a seguir!

II. QUEM É O LAPIDADOR?

O lapidador Divino é o Espírito Santo, ou seja, esta é a missão do


Espírito Santo no âmbito da fé: lapidar quem recebeu este dom do Senhor
Deus. Por quê? Ora, porque esta fé resultará em poder e somente o Espírito
Santo pode manifestar esta essência na vida daquele que crê. O próprio
Senhor Jesus diz o seguinte:

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de


enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de
mim (Jo 15: 26)”.
Ora, o que a pessoa testifica? Testifica o próprio poder de Deus revelado no
Evangelho e que contém as insondáveis riquezas de Cristo Jesus. Observe
atentamente:

FÉ …………. DOM DE DEUS (Está dentro de quem Deus escolhe)


ESPÍRITO SANTO …………. DOM DE DEUS (É revelado na vida de quem tem o
dom da fé)
FÉ + ESPÍRITO SANTO …………. PODER DE DEUS (Manifesta-se na vida de
quem crê)
PODER DE DEUS ..………. EVANGELHO

Por isto, um pouco antes de ascender aos céus, o Senhor Jesus repetiu
esta maravilhosa revelação. Observe mais uma vez:

“… Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e


sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e
Samaria e até aos confins da terra (At 1:8)”

III. O QUE ACONTECE DURANTE A LAPIDAÇÃO?

A Pessoa do Espírito Santo começa a manifestar a Sua presença, na


vida de quem possui o dom da fé, através de Seus próprios atributos divinos.
Um exemplo, que ilustra muito bem esta afirmação, aconteceu com o
evangelista Filipe, um homem que possuía o dom da fé e estava cheio do
Espírito Santo. Ele não sabia qual era o movimento do mundo espiritual, mas
Deus queria usá-lo para algo importante e a fé de Filipe começou a ser
lapidada neste sentido, pois já era notório aquela fé que habitava nele era
um maravilhoso dom que recebera de Deus (Act 8: 5-8). Todavia, Deus
A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 14
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queria mais de Filipe e, então, começou a lapidá-lo. Pois bem, em seguida
ele obedeceu ao que o anjo do Senhor lhe dissera (Act 8:26) e foi para a
estrada que ligava Jerusalém a Gaza. Deus sabia que algo importante
deveria acontecer e envolveria a vida de Filipe e outra pessoa, apesar deles
estarem alheios a este movimento do mundo espiritual. Então, o Espírito
Santo falou-lhe:

“Chega-te, e ajunta-te a esse carro (At 8:29)”

Filipe obedeceu e, então, o propósito de Deus seria revelado: a


conversão daquele eunuco.
“E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu
o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E
rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse (At 8: 30,31)”.

Pronto. O propósito de Deus fora estabelecido tanto no ministério de


Filipe como na vida do eunuco. Ambos foram abençoados segundo a medida
de fé que possuíam. O dom da fé existia em ambos, contudo competia ao
Espírito Santo lapidar aquele dom que fora recebido para que o Evangelho
fosse revelado em poder. Assim como Filipe teve ouvidos para ouvir (a
vontade de Deus revelada em espírito e no Espírito/ o falar do Espírito
Santo), o eunuco foi alcançado por sua fé lapidada e, devido a isto, também
conheceu a sua própria medida de fé ao afirmar:

“Eis aqui água; que impede que eu seja batizado (Act 8:36)”?

O que acontece durante esta lapidação é um aproximar do Espírito em


nós. Um aproximar que traz comunhão espiritual com Deus e,
consequentemente, nos revela a Sua soberana vontade!

IV. QUAL O RESULTADO DESTA LAPIDAÇÃO?

A partir do instante que a soberana vontade de Deus passa a ser uma


prioridade na vida daquele que crê, então o Espírito Santo passa a ter
liberdade para relacionar-se com aquela pessoa, ao ponto dela compreender
que existe um contínuo movimento, invisível e sobrenatural, no mundo
espiritual, sempre revelando os propósitos de Deus. Foi exatamente por isto
que o Senhor Jesus atribuiu tamanha importância ao Espírito Santo. Leia com
atenção estas passagens:

“ … Aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,


esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos
tenho dito (Jo 14: 26).”

“… Quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar,


aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo
15:26).”

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“…Quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a
verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e
vos anunciará o que há de vir (Jo 16:13)”

Quem permite que o Espírito Santo tenha liberdade para agir em sua vida,
descobre a vontade de Deus. Neste momento, a fé bíblica (aquela que traz a
existência as coisas que não existem - Rm 14:17) surge e, com ela, a
manifestação da fé que tem frutos!

V. CONCLUSÃO

Não há fórmulas ou conceitos capazes de definir a fé. A Bíblia afirma que a fé


não é de todos (II Tess 3:2).
Quando ela nos é apresentada, já faz parte de alguma ação que foi
desencadeada: ouvir, certeza, convicção (Rm 4:17; Hb 11: 1). Ou seja, a fé,
como dom de Deus, é dada por Ele a quem Ele quer e na medida que Ele
também quer.

“Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não
pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação,
conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12: 3)”.

Quem recebe este dom deve ser lapidado (a) pelo Espírito Santo para
viver pela fé e, assim, descobrir a soberana vontade de Deus através do
contínuo mover do mundo espiritual que o cerca para conquistar todas as
bênçãos que o Senhor Jesus, a Videira Verdadeira, conquistou para ela!

“Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele
(Hb 10:38)”

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V

COMO POSSO PROVAR QUE O EVANGELHO É VERDADEIRO

PARA QUEM NÃO CRÊ?

PERGUNTAS QUE EU QUERO FAZER. RESPOSTAS QUE EU QUERO TER

A fé não pode ser provada por experimentos científicos. Crer é um ato


de fé. A Palavra de Deus, descrita nos 4 (quatro) Evangelhos, é uma
expressão viva da própria existência de Deus. Portanto, provar a quem fecha
seu coração à fé é como querer ver o ar que respiramos. Será uma discussão
inútil. Contudo, ao encontrarmos uma pessoa que aceite ser honesta e
sincera diante de Deus e que se disponha a ter um coração aberto para a
ação do Espírito Santo, podemos apresentar alguns fatos irrefutáveis:

1. Jesus esteve neste mundo que vivemos: Nenhum historiador de reputação


negaria isto, desde que muitos documentos históricos atestam sua vida,
alguns com historiadores respeitados do mundo antigo como, por exemplo,
Flávio Josefo.

2. Jesus morreu na cruz e foi sepultado: Mais uma vez, não há dúvida
verdadeira sobre isto. A própria história nunca negou este fato.

3. Três dias depois a sepultura de Jesus estava vazia: Ora, pense bem: se a
tumba não estivesse vazia, os mesmos que o crucificaram poderiam ter
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apresentado o corpo morto de Jesus e, assim, silenciavam para sempre a
pregação da ressurreição. Glória a Deus!

4. Muitas pessoas sensatas e honestas viram Jesus depois de sua morte:


Estes fatos históricos merecem uma explicação mais detalhada, como
veremos a seguir:

1. O corpo de Jesus foi furtado: Impossível. O sepulcro estava guardado pelos


soldados romanos porque eles temiam que acontecesse justamente isto! E
para que furtariam o Seu corpo... Para quê? Para morrerem como mártires
por uma mentira fabricada por suas mentes fantasiosas? Ora, francamente!

2. Os discípulos e as outras pessoas foram à sepultura errada: Mais uma vez,


francamente.

Como a localização da tumba poderia ter sido esquecida em apenas


três dias? Principalmente por ser uma tumba identificada como pertencente
ao nobre José de Arimatéia. Finalmente, como poderiam aparecer os lençóis
que cobriram o corpo do Senhor na sepultura: “Chegou pois Simão Pedro,
que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis. E que o lenço,
que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas
enrolado num lugar a parte (João 20:6-7)”.

3. Jesus nunca morreu. Deram uma bebida para que Seu coração parasse por
algum tempo; ele apenas desmaiou e reviveu no sepulcro: Pois bem, os
romanos tinham extrema experiência em crucificação e sabiam constatar
quando alguém estava realmente morto. Além disto, imagine como Ele
conseguiria livrar-se daquelas faixas apertadas que eles usavam no
sepultamento (como foi o caso de Lázaro). Outra evidência: teria que
remover uma pedra extremamente pesada, não ser notado pelos guardas
que lá estavam e ainda andar cerca de 11 quilômetros (cerca de sessenta
estádios): “E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que
distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús (Lucas 24:13).

Depois apareceu à frente de Seus discípulos, em carne e osso: “Ele


lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos
aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu
mesmo apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como
vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés (Jo 24:
38,40)”. Tudo isto de forma natural e dando o testemunho de tudo o que
havia pregado para eles. Ó quão indescritível e maravilhoso Poder!

4. Jesus tinha falsas visões, fruto de Sua fértil imaginação: Que férteis
imaginações, por maiores que sejam, podem produzir o efeito de uma tumba
vazia sem explicações e uma ressurreição em Glória e Poder? Aliás, a tumba
permanece vazia até hoje......

5. A explicação oriunda da fé que habita em um coração voltado para Deus:


Jesus foi ressuscitado. Esta é a explicação mais simples para quem desejar

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receber a revelação do Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
em Sua vida. Somente a fé pode provar esta evidência.

Conclusão

A tudo o que for dito, acrescente outras evidências: profecias cumpridas,


milagres (sinais e maravilhas), ensinamentos que persistem aos séculos e
atualizam-se a cada dia, o caráter de Jesus, o Cristo.

Qualquer pessoa honesta que procure pela Verdade será compelida a crer,
por causa do peso da evidência. A evidência que a fé bíblica produz em
nosso coração!

VI

APRENDA COMO MOVER O MUNDO ESPIRITUAL

Há um mundo sobrenatural e invisível ao nosso redor. Este mundo é a porta


de entrada onde o impossível para os homens torna-se possível para Deus.
Você deseja movimentar este mundo? Quer saber como usar a fé bíblica?
Não perca a oportunidade de revolucionar o seu relacionamento com Deus.
Uma leitura altamente recomendada!

______________________________________________________________________

[RECOMENDA-SE A LEITURA DESTE ARTIGO COM A BÍBLIA ABERTA


EM II REIS, CAPÍTULO 7]

I. INTRODUÇÃO

Muitos teólogos fracassados insistem em afirmar que a época de milagres


já acabou ou que Deus, hoje em dia, não opera da mesma maneira que
operava no passado. Uma pura ignorância que é resultante da falta de
experiência com o mundo espiritual. Obviamente refiro-me a experiências
verdadeiramente bíblicas e descarto qualquer tipo de modismo (doutrinas
humanas baseadas em emoções ou experiências extra bíblicas) e as já

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conhecidas apostasias e heresias (desvios doutrinários em relação a sã
doutrina do Evangelho, tal como o chamado “evangelho de resultados”).

Ora, o que vamos abordar neste artigo chama-se fé bíblica, ou seja, a fé


que crê, confessa e pratica tudo o que a Palavra de Deus afirma. A fé que
ensina como “entrar dentro da Bíblia” e viver o que está acontecendo
naquela passagem, exatamente como se lá estivéssemos. Somente esta fé
pode nos revelar o mundo espiritual. É o que iremos refletir ao longo desta
abençoada matéria.

II. O MUNDO ESPIRITUAL

Este é o mundo onde Deus habita. Observe que não é raro encontrar no
Velho Testamento a expressão “ Senhor do Exércitos”, quando alguns servos
(as) do passado dirigiam-se ao Senhor. Por quê? Por 2 (dois) simples
motivos:

1º) Ainda não havia sido revelado o nome de Deus, por isto o chamavam sob
a forma de vários adjetivos. Observe atentamente estes significados:

1. ‘El Shaddai: “Deus Todo Poderoso”


2. ‘El Elyon: “Deus Altíssimo”
3. ‘El Ròi: “O Deus que vê”
4. ‘El Olam: “O Deus Eterno”
5. ‘El Elohe Yisráel: “Deus, o Deus de Israel”
6. Yawehw-Ropheka: “O Senhor teu médico”
7. Yaweh- Nissi: “O Senhor minha bandeira”
8. Yaweh- Shalon: “O Senhor é minha paz”
9. Yaweh Rafá: "O Senhor que Sara (ou cura)"
10. Yaweh- Ròi: “O Senhor é o meu pastor”
11. Yaweh- Tsidkenu: “O Senhor justiça nossa”
12. Yaweh- Shammah: “O Senhor está ali”
13. Yaweh- Sabaoth: “O Senhor dos Exércitos”
14. Qedosh Yiráel: “O Santo de Israel”
15. Tsur: “Rocha”
16. Abba: “Pai” ou “O Pai”
17. Melek: “Rei”
18. Gòel: “Redentor”
19. Rishoh Wa-Acharon: “O 1º e o Último”
20. Elohe ‘Emeth: “O Verdadeiro”
21. EL = DEUS
* Uma observação importante*

Os nomes de Deus (YHWH): “O hebraico não tem vogais e estas foram


acrescentadas ao longo dos anos, exatamente para se permitir a pronúncia.
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Em virtude disto, as variações que surgiram fazem com que se tenham
diferentes formas para o nome. Com relação ao nome de Deus, então, como
os judeus não o pronunciam, não houve, por parte deles, qualquer interesse
em fazê-lo. De qualquer modo, a forma mais antiga e considerada mais
próxima da realidade é Javé, embora, repitamos, a forma não pronunciável
seja a única aceita pelos judeus. A forma Jeová, entretanto, é bem mais
recente e foi utilizada como um estratagema para se permitir a pronúncia do
nome não pronunciável de Deus, utilizando-se das vogais do nome "Adonai",
que quer dizer Senhor. Portanto, Jeová não é, em absoluto, o nome
originariamente dado ao tetragrama, residindo aí, até, um dos grandes
equívocos dos seguidores da seita Testemunhas de Jeová”.

Hoje a situação é completamente diferente: O Senhor dos Exércitos,


que expressa toda glória e soberania de Deus, tem um nome revelado. Nós
somos privilegiados porque sabemos qual é o Nome de Deus.
Sim, há um nome que está acima de todo Nome. Jesus Cristo é Senhor
e Salvador. Este é o nome de Deus:

JESUS = O SENHOR É O SEU SALVADOR


CRISTO = MESSIAS, SUBSTITUTO, UNGIDO DE DEUS

“ Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que
é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos
que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse
que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2: 9-11

2º) Também, ao mencionarem Senhor dos Exércitos, queriam referir-se ao


Deus que move o sobrenatural. O Deus Criador dos Céus e da Terra que
pode todas as coisas. Eles sabiam o seguinte: “Há um Deus invisível e
Soberano. Alguns povos adoram o sol, outros a lua, enquanto alguns voltam-
se para falsas divindades em forma de gesso, madeira ou metal. Nós, porém,
adoramos o Senhor dos Exércitos. O Criador de Tudo. O Deus Todo
Poderoso”.

Vamos, então, aprender com esta fé que praticavam. Continue comigo!

III. APRENDENDO COMO O MUNDO ESPIRITUAL É MOVIDO

Um excelente exemplo está descrito no II livro de Reis, no capítulo 7,


quando Deus decide honrar a palavra de um servo temente a Ele: O profeta
Eliseu. Ele tinha uma fé sobrenatural dentro dele. Ele cria que ao exercer o
seu ofício de profeta, Deus iria honrar a Sua palavra. Ele vivia dentro deste
ambiente de fé, apesar de estar cercado de incredulidade. Realmente, a
situação na época de Eliseu não era nada fácil. Observe: Jorão era um rei
desleal e perverso (filho de Acabe e Jezabel). Seu reinado foi um desastre.
Com toda esta iniqüidade em suas mãos atraiu maldição para o reino de
Israel. A fome era uma delas.

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Samaria, a capital, estava cercada e as pessoas desesperadas,
desorientadas e somente esperando o pior. Obviamente que Deus nunca
desejou aquela situação, contudo o povo teimava em desobedecer-lhe; em
manter uma postura de rebeldia diante d’Ele. Assim, com a Sua misericórdia,
o Senhor preservou a vida de um homem de Deus, o profeta Eliseu, e deu
uma grande lição naquele povo, deixando-nos uma herança em saber como
mover o mundo espiritual. Como aconteceu isto?

Eliseu, consciente da fome e da miséria espiritual da nação de Israel,


foi chamado pelo corrupto Jorão para interceder diante de Deus. E foi o que
Eliseu fez. Mas fez de maneira clara e direta. Cheio de fé, o profeta clamou:

“ENTÃO disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR:


Amanhã, quase a este tempo, haverá uma medida de farinha por um siclo, e
duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samaria”. II Rs 7:1

Aqui está a revelação do grande mistério. Eliseu creu. Ao Crer, confessou. Ao


confessar, movimentou o mundo espiritual. Todavia, apesar desta atitude
houve uma resistência: O capitão da guarda do rei corrupto. Aquele capitão,
logo após a confissão de fé poderosa e extraordinária de Eliseu, disse:

“Eis que ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso?”

Quer dizer, não somente duvidou da palavra do homem de Deus como pôs
em causa a Soberania do próprio Deus. Mas isto não abalou Eliseu, que
simplesmente disse-lhe que a bênção viria e ele não iria desfrutar dela. Bem
até aqui parece que não há nada de especial. Engano! O mundo espiritual
havia começado a se movimentar, mesmo que os olhos do profeta Eliseu, do
rei Jorão e todos na nação de Israel não estivessem a ver.
Não muito longe dali estavam 4 (quatro) leprosos. Eles estavam perto do
arraial dos sírios que eram os inimigos que se preparavam para invadir
Israel. Estes leprosos não sabiam, mas seriam usados por Deus para que a
confissão do profeta Eliseu se tornasse realidade (depois leia atentamente,
em sua Bíblia, II Rs 7: 3-20). O que aconteceu de sobrenatural foi:

1º) Os leprosos decidiram entrar no arraial dos sírios, mesmo conscientes de


que poderiam ser mortos.

2º) Deus fez com que um ruído semelhante de um exército fosse ouvido
pelos sírios. Então, eles fugiram.

3º) Os leprosos, ao entrarem no arraial dos sírios, encontraram-no vazio.


Após se banquetearem, decidiram avisar ao rei de Israel.

4º) O corrupto rei Jorão enviou cavaleiros, os quais confirmaram o que os


leprosos disseram.

5º) O povo de Israel invadiu o arraial dos sírios e comeram fartamente, como
o profeta Eliseu havia dito.
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6º) O capitão da guarda morreu e não desfrutou da bênção
Agora surge uma pergunta: Como estes ensinamentos podem ser aplicados
em minha vida? Como eu posso movimentar o mundo espiritual a partir
deste exemplo bíblico? É justamente o que saberemos a seguir, como
conclusão de nossa matéria.

IV. O MOVER DO MUNDO ESPIRITUAL EM NOSSA VIDA (CONCLUSÃO)

Primeiramente não dê importância ao que os seus olhos vêem ou ao


que os seus sentimentos indicam. Mantenha-se firme em uma posição
espiritual. Creia que você é uma pessoa única para Deus e muitíssimo
importante para Ele, pois o Seu próprio Filho foi entregue em seu lugar.

Assuma isto: EU TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE!

Este ponto é básico. Digamos que seja o ponto de partida. Então, após
esta confissão de fé, determine o que você deseja obter da mão de Deus
(cura, bênção financeira, familiar, sabedoria, enfim, confesse a sua bênção
como se ela já existisse). O que acontecerá? Ora, Deus irá trazer à existência
o que não existe, como fez com os sírios: Não existia exército algum,
contudo Deus fez com que aquele exército existisse para os sírios. Entendeu
como funcionou? O mundo espiritual moveu-se. Assim também pode
acontecer com você ou com qualquer pessoa que assuma a sua posição
espiritual diante de Deus. Então faça o seguinte:

1º) Creia que Jesus Cristo é a Videira e você é um ramo desta videira ( Jo 15).
Um ramo que dá fruto. Um ramo abençoado que não aceita fracassos em
sua vida. Sim, exatamente isto: Somos ramos de uma Videira que é Cristo
Jesus.

2º) Em seguida confesse que sem Jesus você nada poderá fazer. Confesse
que é totalmente dependente d’Ele (Jo 15:5).

3º) Agora, confesse com a mesma fé do profeta Eliseu: “ Ó Deus, em Nome


de Jesus, eu confesso ………………………………………… E assim será, para a
Tua honra e (Aqui é a sua confissão de fé) Glória, em Nome de Jesus!

4º) Pronto! O mundo espiritual já começou a mover-se em seu favor,


mediante a medida da sua fé (Rm 12:3).

5º) Faça como Eliseu. Não dê ouvidos a opiniões negativas. Siga em frente
na sua fé. Não contamine os seus ouvidos com palavras cheias de veneno e
de dúvidas. O que você determinou através da sua fé, em Nome de Jesus há
de acontecer.

6º) Se a bênção parecer demorada, não se preocupe. Continue na fé e na


perseverança. Lembre-se do que o Senhor Jesus nos ensinou: “E Deus não

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fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda
que tardio para com eles?” Lc 18:7

7º) Se você chegou até aqui, então, não se preocupe. O mundo espiritual irá
abrir bênçãos sem medidas sobre a sua vida, pois se aconteceu no ministério
do profeta Eliseu há de acontecer na sua vida. A Palavra de Deus nos afirma
isto:

“E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de


Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os
quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas,
fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio
da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram
em fuga os exércitos dos estranhos.

As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram


torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor
ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e
prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada;
andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e
maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e
montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido
testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, PROVENDO DEUS ALGUMA
COISA MELHOR A NOSSO RESPEITO, para que eles sem nós não fossem
aperfeiçoados”. Hebreus 11:32-40

Agora é contigo: Vá nesta tua fé e movimente o mundo espiritual!

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VII

A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO: A NOSSA FÉ!

Quando temos entendimento para usar o Nome de Jesus com autoridade e


poder, todas as portas que necessitamos são abertas na nossa vida, pois
esta foi a grande bênção que Ele nos deixou (Mt 18: 18-20).

________________________________________________________________

Portanto, para as bênçãos de Deus chegarem até nós, devemos crer no


que a Palavra de Deus nos afirma sobre o Nome de Jesus (Fp 2: 5 – 11). Esta
foi a condição que o Pai o colocou após Sua ascensão aos céus: Senhor da
Glória!

A palavra glória significa honra; significa também fama adquirida por


obras ou virtudes. Assim, a cada um é dado o que merece. É o que a Bíblia
diz: “ Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem

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imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra (Rm 13: 7)”.
Jesus tornou-se Digno de toda honra, glória, temor e louvor. Tornou-se Digno
porque Ele é o Senhor e porque sujeitou todas as coisas debaixo dos seus
pés e, na paixão da sua morte, provou a morte por todos. É Digno porque ao
morrer em nosso lugar Ele tornou-se o Príncipe da nossa salvação e, por
causa disto, Nele somos santificados. Ele é tão Digno que nós cantamos
louvores a Ele porque o Pai colocou Nele a Sua confiança. E, finalmente,
Jesus também é Digno porque, como filhos de Deus, recebemos a liberdade
que Ele conquistou para cada um de nós quando, pela Sua morte, aniquilou o
diabo (Hb 2: 8-14).

Em outras palavras: O Nome de Jesus é o que Ele recebeu de Deus e


em o Nome de Jesus é a expressão que mostra o que os filhos de Deus,
partilham com Ele.

Ao determinarmos “ Em o Nome de Jesus” recebemos da parte do Pai


um tipo diferente de confiança: Isto significa que recebemos autorização
para levar conosco o Filho de Deus.

DEUS CONFIOU O SEU FILHO A NÓS E NOS AUTORIZOU A USAR O


NOME DELE. O NOME QUE ELE COLOCOU ACIMA DE TODO O NOME!

Para recebermos estas e outras grandes bênçãos, basta usarmos o


Nome de Jesus com entendimento espiritual e fé. Preste atenção: Durante a
sua última noite na terra, Jesus disse aos seus discípulos: “ E tudo quanto
pedirdes em Meu Nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho
(Jo 14:13)”. Em outras palavras: O Pai é responsável pelo uso que nós
fazemos do Nome do Seu Filho porque Ele nos deu o Seu Filho. Use o Nome
de Jesus com autoridade e poder. Diga: Em o Nome de Jesus eu determino a
minha vitória contra o mal. Chame este mal que te aflige pelo nome (dívida,
cancro, vício, etc...), e use contra este mal, o Nome que está acima de todo o
nome: O Nome de Jesus!

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VIII

O BOM COMBATE DA FÉ

I. INTRODUÇÃO Ver: I Tim 6:12

Não precisamos combater o diabo: ele está derrotado (Hb 2:14). Não
precisamos combater o pecado: ele está derrotado (Rm 6:14). Não
precisamos combater a doença: ela também está derrotada (Mt 8: 16,17).
Também não precisamos combater a mágoa que surge contra alguém ou a
carnalidade no nosso relacionamento com Deus, pois em Cristo Jesus somos
novas criaturas (2 Cor 5:17). Então, o que precisamos combater?

Simplesmente nós, como Igreja de Cristo, precisamos aprender que o


único combate que somos chamados a combater é o bom combate da fé.

Assim sendo, vamos tomar como exemplo o que aconteceu quando


Jesus amaldiçoou a figueira. Ver Mc 11: 12-14 e 20-24. Observe que Jesus
exortou os seus discípulos para terem fé em Deus. É exatamente o mesmo
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do que dizer “tende a fé do tipo de Deus”. Esta fé é aquela que fala –
confessa - aquilo que crê o coração - entendimento da Palavra de Deus. Ao
assumirmos este tipo de fé, estaremos prontos para iniciarmos o bom
combate da fé!

II. 1ª FASE DO BOM COMBATE DA FÉ:

“Dizer ao monte: Ergue-te e lança-te ao mar!”

Dentro da nossa visão espiritual, Jesus quer nos mostrar que devemos
nos dirigir diretamente ao problema e transportá-lo para um local onde ele
não represente mais nada. Este local é o mundo espiritual, onde podemos
derrotar todos os nossos inimigos.

Aliás, o que representa um monte dentro do mar? Nada. Assim


também os nossos problemas não representam nada no mundo espiritual
onde Deus reina e habita. Onde a Sua Igreja reina com Ele!

Portanto, depois desta atitude de fé, podemos enfrentá-lo frente a


frente, pois estaremos em vantagem e teremos condições de partir para o
ataque. Esta é a 1ª fase do bom combate da fé!

Analise estes exemplos, pois todos eles são atitudes espirituais


perante problemas que surgem no mundo natural que nos cerca:

1º) Maria agiu assim quando o anjo deu-lhe a notícia de que ficaria grávida
por obra do Espírito Santo (Lc 1: 31).

2º) Jesus fez isto contra os demônios que atormentavam a mulher encurvada
(Lc 13: 11-13).

3º) Os crentes da Igreja Primitiva oraram por Pedro quando ele estava preso
e isolado nas masmorras de uma prisão (At 12: 4, 5).

4º) Paulo fez uso da sua autoridade apostólica quando foi acusado de “
interesseiro” por falsos crentes da Igreja de Corinto (II Cor 10: 4, 5).

Ora, agora pense em um problema pelo qual esteja a passar. Depois comece
a enfrentá-lo da mesma maneira como os exemplos descritos acima. O que
acontecerá? O problema – monte – estará à sua frente no mundo espiritual.
Pronto! A partir deste momento inicia-se o bom combate da fé.

III. 2ª FASE DO BOM COMBATE DA FÉ:

“...E não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o
que disser lhe será feito.”

Como nesta fase o problema está em desvantagem devemos fazer o


seguinte:

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1º) Usar a fé no Nome de Jesus para chamar o mal pelo nome.

2º) Confessar com autoridade e poder a Palavra que cremos.

3º) Não se preocupar mais. Isto quer dizer que aquele problema foi colocado
na mão de Deus.

4º) Fazer a nossa parte: Crer, confessar e praticar!

IV. CONCLUSÃO

“Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis
e tê-lo-eis”

Combater o bom combate da fé não é combater o mal, mas


simplesmente dirigir-se a ele frente a frente e trazê-lo para o mundo
espiritual. Então, no mundo que Deus domina e que a Sua Igreja domina com
Ele, podemos enfrentá-los através da fé no Nome de Jesus e chamarmos o
mal pelo nome para então, confessarmos com autoridade e poder a Palavra
que cremos.

Esta atitude gera a determinação, a qual significa que não devemos


nos preocupar mais com aqueles problemas, mas simplesmente alimentar a
nossa vitória através do que cremos, confessamos e praticamos!

IX

O QUE ESTÁ DENTRO VENCE O QUE ESTÁ FORA I

I Jo 5: 5

Até que ponto o que está dentro tem condições reais de vencer o que
está fora?

Para respondermos esta questão devemos primeiramente analisar o


nosso coração (a alma, o espírito racional). Se o nosso coração é um coração
amedrontado, machucado, cansado, desanimado, ao nos levantarmos pela

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 29


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manhã, já não há estímulos para nós. Então fica claro que o que está fora
terá uma imensa vantagem sobre nós.

Ver: Provérbios 17:22

E por que chegamos a este extremo?

A Palavra de Deus nos orienta sobre isto. O Senhor Jesus explica tal
situação: “ A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos
forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus,
o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão
grandes serão tais trevas (Mateus 6: 22, 23) ”.

A porta de entrada para um coração forte e sadio começa na maneira


como olhamos para o que está à nossa volta. Quando temos bons olhos,
trazemos para dentro o fortalecimento necessário para combatermos o que
está fora.

Como distinguir os bons olhos?

Todos os dias enfrentamos os mais diversos tipos de problemas. Por


isto, quando pensamos nos problemas que nos tem afligido (ex: Doenças na
família, dívidas perseguições, etc...), e ficamos abatidos por eles, significa
que o que está fora quer vencer o que está dentro.

Por exemplo: O nosso filho adoece. Então, ao invés de vermos o


demônio que causa aquela doença e que está por trás daquela situação,
ficamos tristes e compadecidos porque enxergamos a doença e vemos nosso
filho sofrendo. Neste momento os nossos olhos estão a ser maus e, por isto,
o nosso corpo vai sofrer!

Entretanto, se naquele momento (ao sermos confrontados com o


problema) buscamos o fortalecimento interior (a nossa fé), temos
consciência do problema, mas o desprezamos, isto é, não damos ao
problema a importância que o diabo quer que ele tenha. Confessamos com
os lábios o que o coração crê!

Como buscar o fortalecimento interior?

Vamos buscar o nosso exemplo maior: O Senhor Jesus. Quando Ele era
confrontado com os problemas, a primeira coisa que fazia era mudar o
cenário daquela situação com os seus olhos e, consequentemente, com o
seu coração.

O que o Senhor fez na primeira multiplicação dos pães e peixes? O que


o Senhor fez quando apaziguou a tempestade? E a pesca maravilhosa?

Observe que para todos os problemas Ele tirava os olhos humanos (o


que vê o cenário de uma forma má) e olhava com bons olhos (desprezava o
cenário ruim em favor do que Ele tinha dentro: A certeza das coisas que Ele
esperava que acontecesse e a convicção dos fatos que Ele não via).
A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 30
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Ver: Mt 14: 13-21; Lc 5: 4-7; Mc 4: 35-41

Como satanás nos mostra o mau exemplo?

Ele procura sempre nos mostrar o lado negro das coisas. Por exemplo:
Se o problema é financeiro, ele mostra só contas e mais contas se
avolumando, até fazê-lo enxergar a falência.

Se é uma doença, o mínimo espirro se transforma em uma pneumonia


e a pessoa tosse! Neste momento, os maus pensamentos invadem você,
como, por exemplo, este: “ Foi assim que o fulano morreu!” Então a cada dia
a situação piora e, então, você vai ao médico e ele diz: “ A sua doença não
tem mais jeito!”

Se você acha que seu marido ou esposa lhe trai, ele faz você “ver
amantes por todos os lados”.

Se o filho se droga, ele faz seu filho drogar-se na sua frente e diz que
“as suas orações não valem nada” ou, então, “esqueça o novo nascimento
porque a sua fé não é o suficiente para esta situação”.

Como o que está dentro pode vencer o que está fora?

Além de crer e confessar com o coração, o louvor é uma grande arma


nesta guerra.

Quando subimos à presença de Deus para louvar devemos deixar no


chão os problemas, os filhos, o marido, a esposa, o pai, a mãe, enfim,
devemos nos desligar de tudo para sermos somente nós e nosso Deus.
Necessitamos ficar a sós com Deus e, assim, o louvor nos proporciona este
momento! Não pedimos nada, apenas enchemos o nosso coração da
presença de Deus. Esta arma fará o nosso coração alegrar-se e encher-se de
força e de vida!

Por fim, devemos ler diariamente a Palavra de Deus como o alimento


diário que dará suporte para a nossa fé! Pratique assim: Olhe para o seu
problema e diga que você pode todas as coisas naquele que te fortalece.
Repita: Sou mais do que vencedor. Diga o fraco, eu sou forte. Grande e
poderoso é o meu Deus, meu escudo e fortaleza! Lembre-se sempre das
várias situações que Cristo socorreu-lhe. Naqueles momentos nos quais você
pensou que ia naufragar, mas o Senhor estendeu-lhe a Sua mão e cuidou de
você.

Ver: Prov 24:10; Joel 3:10; Salmo 46:1; Rm 8:37.

REFLEXÃO SOBRE A PESCA MARAVILHOSA

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 31


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(Lc 5: 1 – 11)

1.“Estavam lavando as redes” Vers 2

1. Esta expressão significa que naquele exato momento eles estavam


desistindo da pescaria. Assim sendo, esta expressão tem o mesmo
sentido para a nossa vida em nosso dia a dia: Será que também
estamos lavando a nossa rede? Ou será que estamos desistindo de
alcançar os nossos objetivos?

2. Isto aconteceu porque eles tinham somente uma visão natural da


situação, pois eram bons pescadores e não conseguiam entender
porque não haviam pescado coisa alguma. Eles estavam presos em
seus próprios entendimentos. Estavam presos no que achavam como
pescadores!

3. Deus nos adverte que não devemos agir assim: Prov 3: 5, 6


“Fazes-te ao mar alto e lançai as vossas redes para pescar” Vers 4

4. Aqui, Jesus deixa bem claro que eles deveriam colocar em prática a fé
que agrada a Deus. Esta fé é aquela que crê com o coração e que fala
com a boca. É a obediência ao que diz a Palavra de Deus.

5. Portanto ir ao mar alto é irmos de encontro às bênçãos que Deus já


preparou para cada um de nós. Ver: Jo 6: 37

“ Mas, porque mandas, lançarei a rede” Vers 5. Isto significa que


devemos ir de encontro ao que Deus nos afirma na Sua Palavra,
independentemente do que achamos ou pensamos. Devemos agir desta
maneira para darmos liberdade ao Espírito Santo para agir na nossa vida.

6. Deus tem um plano para cada um de nós. Este plano somente é


revelado quando obedecemos integralmente incondicionalmente a Sua
Palavra. Ver Jo 7: 38

7. 4. “ E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes”


Vers 6
A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 32
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8. Este foi o resultado da obediência ao que Jesus determinou que eles
fizessem. A bênção de Deus é o resultado de quem obedece à Palavra
de Deus. Em lugar da afronta que o diabo quer nos sujeitar, Deus nos
dá dupla honra. Ver Is 61: 6 – 8

9. Resumo
Não ser guiado pela razão (2 Cor 5:7). Crer nas Escrituras; crê
somente! Crê na aliança que existe. Cuidar sempre do coração (Prov 4:
23) e usar a fé!

10-Crer na aliança que nos faz esquecer o passado e que nos dá um


coração novo na presença de Deus. Confesse sempre: “ Eu sai do Egito e
atravessei o deserto e agora estou em Canaã”. Hb 10: 16,17

O QUE ESTÁ DENTRO VENCE O QUE ESTÁ FORA II

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 33


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“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor
é a fortaleza da minha vida; a quem temerei.”
(Salmo 7:1)

I. Introdução

A Palavra de Deus define a fé como sendo “o firme fundamento das coisas


que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1)”.
Este firme fundamento é o alimento espiritual que precisamos ter dentro de
nós para servir como base ao exercício da nossa fé. Em outras palavras, o
firme fundamento é a própria Palavra de Deus. Portanto, o uso da fé que
agrada a Deus é a prática da Sua Palavra que habita em nós. É o alimento do
nosso espírito, o qual traz para a nossa vida “as coisas que esperamos que
aconteçam e a prova das coisas que não podemos ver!”
II. Os dois mundos

“Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados;
de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente (Hb 11:3)”.O
uso da fé é a única maneira de conciliar os conflitos que existem entre dois
mundos: O espiritual e o físico. O mundo espiritual é aquele onde Deus
habita e tem completa e soberana autoridade, enquanto que o mundo físico,
apesar de ter sido criado por Deus, tem o governo do diabo. Isto aconteceu
porque o ser humano entregou o poder deste mundo a satanás.

Ver Gen 2: 16,17 e comparar com Lc 4: 5-7 e I Jo 5:19

III. A nossa recompensa

“ Ora, sem fé é impossível agradar-Lhe, porque é necessário que aquele que


se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador daqueles que
o buscam (Hb 11: 6) ”.

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 34


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Apesar da nossa real recompensa ser a vida eterna que nos aguarda (no
mundo espiritual onde Deus habita), o uso da nossa fé agrada a Deus e traz
recompensas também nesta vida, tais como: paz de espírito e saúde, que
são as bênçãos que abrem as portas para a nossa prosperidade.

IV. A nossa atitude


I Jo 5:5
1. Crer na Palavra de Deus
2. Confessar a Palavra de Deus
3. Agir de acordo com o que cremos e confessamos
4. Perseverar
5. Confiar
QUEM É QUE VENCE O MUNDO – o que está fora – SENÃO AQUELE QUE CRÊ –
o que está dentro - QUE JESUS É O FILHO DE DEUS?

O CEGO DE JERICÓ

[...] “Saindo ele de Jericó com os seus discípulos e grande multidão,


Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho,
mendigando..."

[...] "Ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar: ‘Jesus, filho de
Davi, tem misericórdia de mim! ‘ Muitos o repreendiam, para que se calasse,
mas ele cada vez gritava mais: ‘Filho de Davi, tem misericórdia de mim! ‘
Jesus parou e disse: ‘Chamai-o’. Chamaram o cego, dizendo-lhe: ‘Tem bom
ânimo! Levanta-te! Ele te chama’. Lançando de si a capa, levantou-se de um
salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: ‘Que queres que te faça? ‘ O
cego lhe respondeu: ‘Rabi, eu quero ver’. Disse-lhe Jesus: ‘Vai a tua fé te
salvou’. Imediatamente ele tornou a ver, e seguia Jesus pelo caminho.” (Mc
10.46-52.)

Assim como Bartimeu, todos nós temos uma necessidade e precisamos de


um milagre.

De acordo com estes versículos, podemos analisar se nossas atitudes se


comparam com as de Bartimeu. Veja como ele se comporta ao saber que
Jesus estava por perto. Vs. 46 a 48

Bartimeu foi ousado o bastante para clamar por socorro enquanto Jesus
passava. A multidão, ainda que repreendendo-o, não foi capaz de silenciá-lo,
nem de fazê-lo desistir. Quantas vezes desistimos de nossa fé diante das
circunstâncias ou diante da opinião contrária de outras pessoas.

Quantas vezes deixamos de confiar no poder de Jesus e damos ouvidos


à incredulidade e às dificuldades que nos rodeiam. E assim, deixamos passar
a oportunidade de agirmos em fé e recebermos o milagre que precisamos.
Vs. 49
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Bartimeu consegue captar a atenção de Jesus. Com fé e determinação,
consegue fazer Jesus parar. E Jesus manda chamá-lo. Sua fé consegue
chamar a atenção de Deus? Sua fé faz com que Deus pare pra te atender?
Você está realmente determinado naquilo que tem buscado de Deus? Você
tem conseguido convencer a Deus de que realmente deseja alcançar este
milagre?

Deus procura fé nos homens. Seus olhos passam pela terra procurando
alguém que tenha fé. Somente assim Ele pode agir. Quando Deus encontra
fé em nossas vidas, então, Ele tem nas mãos o que é necessário para agir
em nosso favor. Nossa incredulidade impede o agir de Deus. Nossa fé move
Suas mãos. Vs. 50

Ao ouvir que Jesus o chamava, Bartimeu, ainda que cego, ainda que
rodeado por pessoas que o desanimavam, não olhou as suas dificuldades e
foi ao encontro d’Aquele que poderia salvá-lo. Bartimeu lança fora a capa,
que representava toda a sua miséria. Não se limite pelas dificuldades. Não
se limite na sua própria necessidade. Lance fora a capa de sua miséria. Dê
um salto em direção a Jesus. Dê um passo de fé. Seja ousado em confiar que
Deus pode resolver seu problema. Vs. 51

Jesus então pergunta a Bartimeu o que ele queria d’Ele. E Bartimeu,


nessa hora, é específico na sua resposta. Ele sabia exatamente o que
buscava.

Talvez Jesus esteja perguntando pra você o que você quer d’Ele. Como
tem sido sua resposta? “O que o Senhor quiser?” “Não sei bem o que
quero...” Seja específico com Deus. Você pode contar a Deus detalhes do
que tem sonhado. Deus tem prazer nisso, pois assim vê que você confia
n’Ele. Vs. 52

O resto da história é a única coisa que podemos esperar de Jesus. Jesus


supre a necessidade de Bartimeu. Bartimeu é curado de sua cegueira.

E é isso o que Ele quer fazer com as suas necessidades. Você pode
receber seu milagre ainda hoje se tiver fé. Qual é a sua necessidade? Precisa
de uma cura? Precisa de uma libertação? Jesus continua o mesmo. Ainda
hoje Ele realiza milagres.

Um detalhe no final do versículo 52 é o fato de que Bartimeu, após


receber a cura que buscava, passa a seguir Jesus de perto. O milagre deve
nos aproximar de Jesus. Não devemos ser como aqueles que recebem o
milagre e então se afastam. Melhor que aquilo que Deus pode fazer por nós
é a Sua presença, a Sua companhia. Nenhuma bênção se compara com a
alegria e a paz que Sua presença nos traz.

Não tenha medo de agir em fé. Não tenha medo de dar um salto em
direção a Jesus. Creia no que Sua Palavra diz. E não se esqueça que Deus é
digno de sua confiança.

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XI

CONFISSÃO A FORÇA EXPLOSIVA DA FÉ

“Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a


Jesus Cristo, apóstolo e sumo-sacerdote da nossa confissão (Hb 3:1)”.

I. INTRODUÇÃO

“Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai


a Jesus Cristo, apóstolo e sumo-sacerdote da nossa confissão (Hb 3:1)”.
Esta é uma das revelações mais extraordinárias sobre o mistério
sobrenatural que envolve a essência da fé. Isto porque a fé revela-se através
de alguma ação específica, cuja origem está em tudo o que a Palavra de
Deus nos apresenta.

Observe estes 2 (dois) exemplos:

1º) “… A fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm10:17)”.


Neste caso, a fé corresponde a uma ação singular: ouvir a Palavra de Deus.
Ora, a partir deste ponto, o Espírito Santo flui no coração daqueles que
ouvem e testemunham sobre o próprio Verbo em ação: Jesus Cristo é
apresentado, na vida daqueles que crêem, de forma viva, real e atuante (Hb
13:8)”.

2º) “ Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova


das coisas que se não vêem (Hb 11:1)”.

Aqui, especificamente, a fé já está em ação, ou seja, ela requer que


pratiquemos (crer) tudo o que ouvimos (o que a própria Palavra nos revela).
Assim sendo, os verbos esperar (crer em esperança até contra a própria
esperança – Rm 4:18) e provar (convicção inabalável de que tudo o que
Deus promete também cumpre - Rm 4: 20,21), apenas confirmam que o uso
da fé bíblica torna Deus e o mundo espiritual reais e, justamente por isto,
requer um contínuo testemunho por parte daqueles que crêem!

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Assim, vamos entender o valor deste testemunho de fé (confissão)!
II. O APÓSTOLO E SUMO - SACERDOTE DA CONFISSÃO DE FÉ

Confessar significa admitir ou reconhecer algo. Então, o conhecimento


espiritual sobre o valor da confissão está centralizado na essência de
admitirmos (e reconhecermos), sem quaisquer objeções, tudo o que a
Palavra de Deus nos revela. É aí que surge a missão de Jesus Cristo: o
Apóstolo e Sumo-Sacerdote desta nossa confissão.

A palavra apóstolo significa enviado ou mensageiro, ao passo que sumo-


sacerdote é traduzido por representante supremo. Ora, fica claro que Jesus
Cristo é o Mensageiro e Representante Supremo de tudo o que nós
admitimos e reconhecemos em relação à fé que nos foi concedida. Aqui
começa a força explosiva da fé, tendo por base a própria confissão, como
analisaremos a seguir.

III. CONFISSÃO: A FORÇA EXPLOSIVA DA FÉ

Como a nossa fé é bíblica e testemunha a própria vontade de Deus


então, quando confessamos o que cremos, nos tornamos participantes de
tudo o que Ele conquistou com a Sua morte expiatória (morreu por nós / Is
53:4,5) e a Sua ressurreição gloriosa (nos ressuscitou juntamente com Ele/ Ef
2:6). Vamos colocar em prática este ensinamento através de um simples
exemplo:

1º) Eu tenho uma doença: PROBLEMA

2º) A Bíblia afirma que Jesus Cristo levou esta doença na Cruz do Calvário:
REVELAÇÃO

3º) Eu creio no que a Palavra de Deus afirma: FÉ

4º) Eu confesso a minha fé: FORÇA EXPLOSIVA DA FÉ

PROBLEMA REVELAÇÃO FÉ

CONFISSÃO

FORÇA EXPLOSIVA DA FÉ

JESUS CRISTO
APÓSTOLO E SUMO-SACERDOTE

IV. TESTEMUNHO MINISTERIAL

Em Lisboa, no ano de 2007, onde exerço atualmente o meu ministério


em Cristo Jesus, fui procurado por uma senhora que trazia um grave
problema familiar. Ela disse-me o seguinte: “ Reverendo, estou preocupada
com um cunhado que mora no Brasil. Ele está com um problema de saúde e
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sente uma dor muito forte na região do peito e não está conseguindo
movimentar o braço adequadamente, mas eu creio que se o senhor orar, ele
ficará curado”.
Ora, situações como esta geralmente acontecem conosco, basta que
estejamos exercendo um ministério voltado ao Evangelho Pleno, na Graça de
nosso Senhor Jesus. Pois bem, vamos continuar. Em seguida eu disse para
aquela senhora: 1º) A Bíblia afirma que Jesus Cristo é o mesmo de ontem,
hoje e o será eternamente e eu creio que Ele poderá curar o seu cunhado
como curou o servo do centurião (expliquei-lhe resumidamente a passagem/
Mt 8:5-13); 2º) Perguntei se ela cria nesta Palavra, o que ela imediatamente
assentiu; 3º) Fiz uma imposição de mãos sobre ela e orei com fé,
confessando que da mesma forma que o Senhor operou na vida do servo do
centurião, também operaria no cunhado dela; 4º) Ela também confessou, no
mesmo espírito de fé. Em seguida, disse-lhe que fosse embora, pois o
assunto estava devidamente entregue na mão de Deus e que deveríamos
tão-somente crer.

No domingo seguinte, após o culto, aquela senhora veio falar comigo e,


toda cheia de alegria disse: “Reverendo, o meu cunhado foi curado. Foi
maravilhoso. Praticamente no mesmo instante que estávamos orando, Deus
operou na vida dele, lá no Brasil”. Obviamente que eu fiquei feliz, mas não
deixamos de dar Honra e Glória ao Apóstolo e Sumo-sacerdote da nossa
confissão: Jesus Cristo. Em outras palavras: a nossa confissão, por estarmos
totalmente dentro do que a Palavra de Deus nos ensina, transformou-se em
uma força explosiva de fé capaz de manifestar o Poder de Deus na vida
daquela pessoa, que eu nem sequer ainda conheci pessoalmente. Como o
Senhor Deus é maravilhoso!

Assim é a fé e assim também ele deve manifestar-se. Quão sublimes e


maravilhosas são as palavras do Senhor Jesus, tantas e tantas vezes
expressadas durante o Seu ministério terreno: Crê somente (Mc 5:36; Lc
8:50)!·

V. CONCLUSÃO

Alimente-se espiritualmente de tudo o que a Palavra de Deus ensina.


Creia nestes ensinamentos. A partir deste ponto é como se fôssemos
transportados para os pés da cruz, na própria solidão do Monte Calvário, a
verdadeira nascente da fé salvífica, cuja essência resume-se na revelação
sobrenatural da morte expiatória do Filho de Deus Encarnado (Is 53:4,5 / Rm
4:25). Aqui, uma nova e fantástica vida espiritual nos é apresentada através
da conseqüente e gloriosa ressurreição de Jesus, o Cristo (Ef 2:6). Então,
nesta posição espiritual, participamos dos frutos da própria ascensão aos
céus do Rei dos reis (Ef 2:8).

Pronto: eis o dom da fé em nossa vida! Com a manifestação do dom da


fé aprendemos que temos um Apóstolo (mensageiro, enviado) e Sumo-
Sacerdote (representante supremo) para tudo o que confessarmos
(reconhecermos ou admitirmos) em nossa atitude fé. Nesta confissão há a
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explosão da própria fé: a certeza do que esperamos que aconteça e a
convicção dos fatos que não vemos (Hb 11:1)! Vamos viver nesta dimensão
de fé, o Senhor, certamente, nos honrará. Ele sempre foi um Deus Fiel!

XII

HÁ RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA!

Todos querem possuir uma essência de fé que agrade a Deus. Elias era
um homem sujeito às mesmas paixões do que nós, mas possuía um espírito
aberto para Deus. Aqui reside a revelação para possuirmos a mesma
essência de fé que Elias professou durante a sua vida. É a chave para a fé
sobrenatural. Qual o segredo para este tipo de fé? Como obtê-la? O que
significa ter um espírito aberto para Deus?

_____________________________________________________________________

INTRODUÇÃO

A Bíblia descreve Elias como sendo “ um homem sujeito às mesmas


paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis
meses, não choveu sobre a Terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a
Terra produziu o seu fruto (Tg 5: 17,18)”. Ora, se Deus nos revelou esta
Palavra, então fica claro que é de Sua vontade que nós também podemos
agir com a mesma fé de Elias, principalmente em relação aos males que nos
cercam, sejam eles quais forem. Observe que Elias era um homem muito
especial para Deus. Por quê? Porque Elias confessava com a boca a fé que
existia em seu coração. Sempre que ele agia desta maneira,
independentemente dos males que o cercavam, ele tornava-se vitorioso. E
nós? O que devemos fazer? A resposta está abaixo:

1º) Devemos ter a mesma essência de fé que Elias tinha em seu coração
2º) Devemos confessar com a mesma certeza que Elias confessou.

È sobre esta essência de fé e certeza de confissão que consiste a matéria HÁ


RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA.
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III. A ESSÊNCIA DE FÉ QUE HABITAVA NO CORAÇÃO DE ELIAS

[Nota: Aconselha-se que os textos a seguir sejam acompanhados da


leitura da Bíblia, no Livro de I Reis, nos capítulos 17 e18. Essencialmente
sobre a oração de Elias ler I Reis 17:41 a 46 ]

Quando lemos a Bíblia descobrimos que Elias, o tisbita, era um homem


que surgiu misteriosamente (como se viesse do nada, sem linhagem e sem
ter qualquer preparação específica como profeta) e colocou o dedo na cara
de Acabe, corrupto rei de Israel, afirmando-lhe que não choveria em Israel.
Ora, naquela época, qualquer um que fizesse isto seria imediatamente morto
pela guarda do rei. Mas Elias não se preocupou com nada. Por quê? Porque
ele não lutava contra Acabe ou contra quem quer que seja, mas contra a
traição espiritual que aquele povo cometeu contra Deus. Note bem: Havia
dentro dele uma fé (certeza + convicção) de que o Senhor estava no
comando de todas as situações e que o guardaria em quaisquer
circunstâncias. Esta essência de fé nasce no coração e termina com a
confissão das palavras que saem pela boca. É exatamente esta fé que
agrada a Deus. A fé que traz bênçãos sem medidas sobre nós.
Apenas para que não digam: Ah!!!! Não é bem assim…. Ah!!!.....Isto e
aquilo… Então, deixe-me complementar o que afirmei acima. Por favor,
preste atenção:

Na Bíblia, um profeta não é alguém com poder de predizer o futuro. No


hebraico a palavra quer dizer “ pessoa inspirada”. No grego a palavra
significa “ o que anuncia” e não “ o que prediz”. Obviamente, muitas vezes
isto resultava na predição de coisas futuras. Para o profeta, o futuro é
simplesmente o que Deus vai fazer, não uma sorte fixa e predeterminada.
Assim, eles eram pessoas abertas o suficiente para Deus de modo que o
Senhor poderia comunicar-lhes as mensagens que desejava transmitir aos
outros. Aqui está a chave da bênção: PESSOAS ABERTAS O SUFICIENTE PARA
DEUS!

Nesta revelação reside o depósito da essência de fé. Assim, a mão de


Deus pode mover-se. É o que aprenderemos, juntos, a seguir.

III. HÁ RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA

Depois de assumir a sua condição espiritual diante de Deus, Elias foi


confrontado com 2 (duas) situações sobrenaturais. Vejamos:

1º) Foi isolado e alimentado por corvos

2º) Foi para o território de Baal (Sarepta)

Isto foi necessário para ele aprender a depender do Senhor e, também, para
preservá-lo da ira de Acabe, o rei corrupto e de Jezabel, a rainha idólatra
adoradora de Baal. Assim sendo, depois de ter passado por estas duas
A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 41
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situações e de ter alicerçado bem a sua confiança e a sua fé em Deus, Elias
recebeu uma grande notícia da parte do Senhor.

Leia comigo:

“E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a


Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; porque darei
chuva sobre a terra (I Rs 18:1)”.

Ora, Elias apresentou-se a Acabe sem nenhum medo, apesar dele


querer matá-lo a todo custo (leia o testemunho de Obadias: I Rs 18:10).
Quando Elias chegou à frente de Acabe foi recebido como sendo “ o
perturbador de Israel (I Rs 18:17)”, contudo não temeu e chamou o
governo de Acabe de corrupto, acusando-o de voltar-se para outro Deus e
corromper a fé do povo. Em seguida, sem deixar Acabe abrir a boca, lançou-
lhe o seguinte desafio:
“Agora, pois, manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo; como
também os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e os quatrocentos
profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel (I Rs18: 19)”.

Como sabemos, os profetas de Baal foram ridicularizados e o povo, depois


de muitos anos, clamou: “ Só o Senhor é Deus (I Rs 18:39)”. Diante de toda
esta situação, Elias virou-se para Acabe e disse:

“Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva (I Rs 18:41)”.

Observe que Elias confessou o que Deus já lhe havia dito, bem antes dele
confrontar-se com os profetas de Baal. Elias era um homem com o espírito
aberto para Deus e isto gerava nele uma essência de fé sobrenatural: Aquela
essência que faz a boca confessar o que o coração crê. Para entendermos
bem este tipo de fé, deixe-me apresentar estes pontos:

1º) Deus disse que choveria, mas não disse quando…..

2º) Elias guardou, no coração, o que Deus havia prometido. Isto aconteceu
bem antes de enfrentar os profetas de Baal.

3º) Quando o povo voltou-se outra vez para o Senhor, Elias teve a essência
de fé que agrada a Deus (certeza + convicção) e disse para Acabe que “há
ruído de uma abundante chuva”. Ele confessou o que Deus havia dito de
forma real, concreta, como se “a mão de Deus trouxesse à existência o que
não existia”.

4º) Um ruído é um barulho de menor intensidade sonora, mas naquele caso,


o ruído somente existia no coração de Elias. É o que aprendemos mais
acima: Elias era um homem de espírito aberto para Deus, o que gerava
dentro dele uma fé sobrenatural.

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Na parte final, vamos analisar a oração de Elias e como aplicar estes
ensinamentos em nossa vida.

IV. CONCLUSÃO

Elias, então, subiu ao Monte Carmelo. A Bíblia assim nos relata o que houve:

“…Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto
entre os seus joelhos. E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado
do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete
vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem,
como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a
Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E
sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e
veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro, e foi para Jizreel. E a mão
do SENHOR estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo
perante Acabe, até à entrada de Jizreel (I Rs 18: 42-46)”

Ensinamentos práticos para a nossa vida:

1º) “ Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu
rosto entre os seus joelhos….”
Uma atitude de dependência, de submissão à Vontade e Soberania de Deus,
mesmo estando convicto de que Deus iria honrar a sua oração.
E conosco? Agimos da mesma maneira? Observe quantas e quantas vezes o
Espírito Santo nos dá uma direção e surge uma fé dentro de nós. Cremos na
bênção, mas esquecemo-nos de algo essencial: Nos curvarmos diante da
Vontade e Soberania de Deus. Em outras palavras: “Eu sei que vai
acontecer. Eu sei que Deus é Fiel, mas não submeto esta fé ao próprio Deus,
digno de toda honra, glória e louvor. Muitos caem por causa disto. Por quê?
Porque enquanto oravam com dependência a Deus, recebiam bênçãos e
mais bênçãos, não obstante as lutas que enfrentavam, todavia ao verem
resultados em suas orações e começarem a estufar o peito (eu posso,
eu..eu…eu…. !!!!!), começavam um declínio espiritual. O exemplo extremo é
do próprio diabo!

2º) “E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e
olhou, e disse: Não há nada.”
Depois de submeter-se à Soberania e Vontade de Deus, Elias colocou em
prática a sua fé, já testada e aprovada como bem mostram os
acontecimentos anteriores. Mas, ao contrário do que poderíamos supor, o
resultado não foi nada agradável. A resposta foi: Não há nada!
Você já se imaginou em uma situação semelhante? Observe que Elias estava
cheio de fé. Vinha de uma grande vitória. Tinha visto uma manifestação
sobrenatural de Deus e, de repente, a resposta foi: Não há nada! O que ele

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fez? Desistiu? Apavorou-se? Resmungou? Desanimou? Não e não. O que ele
fez? Vamos ler a seguir.

3º) “E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e
olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes”.
Elias não ligou para o que disse aquele menino. Nada poderia perturbá-lo.
Nada poderia afastá-lo do que tinha dentro do seu coração: Aquela essência
de fé sobrenatural que faz a boca confessar o que o coração crê.
Elias tinha o espírito liberado para Deus, apesar de ter as mesmas
paixões do que nós. Se ele agiu assim e venceu, por que o mesmo não pode
acontecer conosco? Afinal, o nosso Deus não mudou.

O menino foi sete vezes. Imagine. Foram 7 vezes sem ver nada, isto é, a
primeira vez que trouxe a notícia e outras seis vezes. Procure entender este
particular do sobrenatural de Deus: Elias tinha fé + temor. Então o que
faltava? É o que veremos a seguir.

4º) “ E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem,
como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a
Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça.
Sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e
veio uma grande chuva”

Faltava a Elias a prática da perseverança. Por quê? Ora, não aprendemos


acima que Deus disse a ele apenas que iria “ dar chuva sobre a Terra (I Rs
18:1)”. Não aprendemos que Deus não havia marcado hora, nem dia para
isto acontecer? Não aprendemos também que a essência da fé que Elias
tinha em seu coração faria a mão de Deus se mover (como fez no caso dos
profetas de Baal)? Ora, então, Elias precisou ser perseverante e sustentar a
sua fé com oração. Uma oração que determinava a Soberania de Deus sobre
toda aquela situação e, ao mesmo tempo, honrava a determinação do Seu
servo. Vamos imaginar alguns trechos daquela oração de Elias, a oração com
o rosto entre as pernas, e, certamente, constataríamos que ela teve um
sentido como este:

“ Senhor, Tu és o Deus Criador dos Céus e da Terra, Aquele que derrotou os


profetas de Baal e que faz descer a chuva dos céus. Vem, Senhor, honra a
Tua palavra, segundo dissestes ao coração do Teu servo”. Assim, quando o
menino disse que havia uma nuvem do tamanho da mão de um homem e,
Elias explodiu de fé e afirmou: “Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e
desce, para que a chuva não te impeça”.

A expressão “HÁ RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA!” quer dizer: A


essência de fé que agrada a Deus é aquela que a boca confessa o que o
coração crê. Esta essência de fé faz a mão de Deus mover-se em nossa
direção, isto porque encontra o nosso espírito liberado para a sobrenatural
manifestação d’Ele em nós e através de nós. Se Deus fez isto com Elias e
através de Elias, algo muito melhor proveu para quem crê que Jesus Cristo é
Senhor e Salvador.
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Isto porque temos o Poder do Nome de Jesus, o clamor de Seu precioso
sangue a ação direta do Espírito Santo sobre nós. O que aprendemos é algo
real. Coloque em prática como o apóstolo Paulo, cheio do Espírito Santo,
ensinou aos corintos: “Quando sou fraco, então, é que sou forte (II Co
12:10)”.

Portanto, vamos em frente. Levante a sua cabeça.

CREIA.

PORQUE HÁ RUÍDO DE ABUNDANTE CHUVA!


O DÍZIMO DA GRAÇA É O DÍZIMO DA FÉ

A principal diferença entre a época da Lei – olho por olho e dente por
dente - e a época da Graça – Deus inclina-se para nós - é a distinção entre
obediência e fé. Na Lei, a característica principal era a obediência irrestrita
aos princípios estabelecidos pela própria Lei, isto porque o povo era de dura
cerviz – teimoso e obstinado - . Naquela época, quando alguém desobedecia
era amaldiçoado. Hoje em dia, na época da Graça, a característica principal é
a fé. A obediência que surge após a revelação de Jesus Cristo é a obediência
pela fé – praticar a Palavra de Deus - o que nos posiciona como filhos santos
do Senhor.

Dt 11: 26,28 e I Pe 1:13,16

Assim também acontece em relação ao nosso dízimo. Hoje


em dia, o nosso dízimo é proveniente da fé e, por isto, é muito
diferente do dízimo proveniente da Lei. As principais diferenças
são:

1 - No dízimo da Lei as pessoas eram obrigadas a dar o dízimo,


caso contrário seria cobradas pelos sacerdotes levitas e seriam
punidas com o rigor da Lei. Estas punições eram:
1 - Seriam amaldiçoadas.
2 - Seriam comparadas individualmente a um ladrão.
3 - Seriam impedidas de cultuar a Deus
O povo tinha uma cerviz tão dura que Deus mandava prová-Lo nos dízimos e
nas ofertas.

Vamos meditar em Malaquias 3: 7,11 porque nesta passagem bíblica há o


exemplo da Lei e da Graça.

2) O dízimo da Graça nasceu da atitude de Abraão. Ele deu o seu dízimo


porque possuía 4 (quatro) qualidades fundamentais que precisam existir em
todos os dizimistas. Estas qualidades eram:
1. Reconhecimento da Soberania de Deus.
2. Crença verdadeira e sincera de que tudo o que possuía era dom de Deus.

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1- Humilhação debaixo da poderosa mão de Deus (condição de dependência
espiritual).

2 - Agradecimento por todos os bens que possuía.

Desta forma, o dízimo de Abraão era o dízimo da fé – não havia


nenhuma lei para obrigá-lo -. Assim também deve ser em nossos dias; hoje
estamos na condição de Igreja de Cristo e, como filhos de Deus,
representamos a coluna da Igreja de Cristo na terra.
Agimos da mesma maneira que Abraão – o pai da fé - no qual, em
Cristo Jesus, nós somos herdeiros das bênçãos prometidas por Deus.
Quando somos fiéis no nosso dízimo e o entregamos na Casa de Deus
(onde nos alimentamos espiritualmente), passamos a ter direitos e
privilégios. Basta determinarmos e tomarmos posse do que nos pertence!

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XII

POR QUE NÓS SOMOS SALVOS PELA FÉ?

POR QUE A FÉ É ESCOLHIDA como o canal da salvação? Nenhuma


dúvida é lançada sobre essa pergunta, muitas vezes. "Pois pela graça sois
salvos, por meio da fé" é seguramente a doutrina das Sagradas Escrituras e
a ordenança de Deus; mas; por que é assim? Por que a fé foi escolhida, ao
invés da esperança, ou do amor, ou da paciência?

__________________________________________________________________

Torna-se modesto para nós responder essa questão, pois os caminhos


de Deus nem sempre precisam ser entendidos, nem somos autorizados de
maneira presunçosa a lhes questionar.

Nós devemos responder humildemente, tão logo quanto podemos, que


a fé foi escolhida como o canal da graça porque há uma adaptação natural
da fé para ser usada como receptáculo. Suponha que eu pudesse dar
esmolas a um homem pobre: eu as coloco em sua mão - por quê? Bem, seria
difícil de ajustá-la na orelha dele, ou deixá-la debaixo dos pés; a mão parece
ter sido feita de propósito para recebê-la. Assim, em nossa moldura mental,
a fé foi criada de propósito para ser um receptáculo: é a mão do homem, e
há uma boa forma de receber graça por esse meio.

Deixe-me colocar isso claramente. A fé que recebe a Cristo é um ato


tão simples quanto a tua criança receber uma maçã de você, porque você a
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segura e promete dar a maçã se ela vier para isso. Crer e receber se
relacionam unicamente com a maçã, mas elas se transformam exatamente
no mesmo ato da fé que lida com a salvação eterna. Tal como a mão da
criança está para a maçã, assim está a tua fé quanto à perfeita salvação de
Cristo. A mão da criança não faz a maçã, nem a melhora, nem a merece; ela
somente a pega, e a fé foi escolhida por Deus para ser o receptáculo de
salvação, porque ela não finge criar a salvação, nem ajudá-la nisso, mas se
coloca humildemente contente para a receber.
"A fé é a língua que mendiga o perdão, a mão que o recebe, e o olho
que o vê, mas não é o preço com o qual o compras.
"A fé nunca faz por si mesma seu próprio apelo, ela descansa toda a
sua discussão sobre o sangue de Cristo. Ela se transforma em algo
empregado para trazer à alma as riquezas do Senhor Jesus, eis que ela
reconhece aquele que as desenhou, e possui a graça somente a ela
confiada.

A fé, uma vez mais, foi sem dúvida selecionada porque dá toda a glória
para Deus. É de fé que pode vir a graça, e é da graça que não pode se
contar vantagem, pois Deus não pode suportar o orgulho. "O orgulhoso dele
conhecido pôs ao longe" e Ele não deseja lhes trazer para mais perto.

Ele não dará a salvação de tal modo que se sugerirá ou se fomentará o


orgulho. Paulo disse: "Não por meio de obras, para que ninguém se glorie".
Ademais, a fé exclui toda jactância. A mão que recebe o amor não diz: "eu é
que devo ser agradecido por aceitar o presente"; isso é um absurdo.

Quando a mão traz o pão à boca, ela não diz ao corpo: "Agradeça-me
por te alimentar". É uma coisa muito simples o que a mão faz, embora algo
muito necessário, e ela nunca se arroga glória pelo que faz. Dessa forma,
Deus escolheu a fé para receber o presente indizível de Sua graça, porque
ela não pode tomar a si mesmo crédito qualquer, mas deve adorar ao Deus
de graça que é quem dá todo o bem. A fé estabelece a coroa sobre a correta
cabeça, e portanto o Senhor Jesus foi separado para pôr a coroa sobre a
cabeça da fé, dizendo: "A tua fé te salvou; vai-te em paz".

Em seguida, Deus escolhe a fé como o canal de salvação por ser um


método correto de vincular o homem a Deus. Quando o homem confia em
Deus, há um ponto de união entre eles, e essa união garante a bênção. A fé
nos salva por nos fazer apegar a Deus, e assim nos trazer à conexão com
Ele.

Muitas vezes eu usei o seguinte exemplo, mas devo repeti-lo, por não
poder pensar num melhor. Contei que, anos atrás, um barco navegava sobre
as cataratas do Niágara, e dois homens estavam sendo arrastados corrente
abaixo, quando pessoas na margem tentavam fazer uma corda fina flutuar
ao lado deles, corda essa que foi jogada para ambos. Um deles segurou-a
rapidamente, e foi conduzido com segurança à margem; mas o outro, vendo
um grande tronco flutuar, imprudentemente soltou a corda e pegou no
tronco, porque era o maior entre dois, e pelo visto seria melhor se agarrar a
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ele. Ai! Nisso o tronco com o homem foi por sobre o vasto abismo, porque
não havia união entre o tronco e a margem. O tamanho do tronco não foi
bom a quem nisso esperava; era preciso uma conexão com a margem para
haver segurança.

Assim, quando um homem confia em suas obras, sacramentos, ou


qualquer coisa do tipo, ele não será salvo, por não haver conexão entre elas
e Cristo; mas a fé, embora possa parecer uma corda fina, está nas mãos do
grande Deus no outro lado da margem: o poder infinito empurra a linha de
conexão, e assim conduz o homem para longe da destruição. Bendita seja a
fé, porque ela nos une a Deus!

A fé foi escolhida, ainda, porque ela toca as origens da ação. Até nas
coisas comuns a fé de um certo modo descansa na raiz de tudo. Eu
questiono se estaria errado dizer que jamais fazemos qualquer coisa exceto
por meio de algum tipo de fé. Se eu atravessar meu estudo será porque
creio que minhas pernas me carregaram. Um homem come porque crê na
necessidade de comida; ele vai aos negócios por crer no valor do dinheiro;
ele aceita um cheque por crer que o banco o honrará. Colombo descobriu a
América porque creu haver outro continente além do oceano, e os Pioneiros
o colonizaram porque creram que Deus seria com eles naquelas costas
rochosas.
A maioria dos grandes feitos são nascidos de fé; para o bem ou para o
mal, as obras da fé operam no homem no qual ela mora. A fé, em seu estado
natural, é uma força toda predominante, que estabelece todo tipo de ações
humanas.

Possivelmente aquele que ridiculariza a fé em Deus é o homem que de


uma má maneira tem mais fé; de fato, ele normalmente debanda para uma
credulidade que seria ridícula se não fosse vergonhosa. Deus dá a salvação
pela fé porque por criar em nós a fé Ele toca a principal fonte verdadeira de
nossas emoções e ações. Ele tem, por assim dizer, tomado posse da bateria,
e agora pode enviar a santa corrente por toda parte de nossa natureza.
Quando nós cremos em Cristo, e o coração tem herdado a posse de Deus,
então nós somos salvos do pecado, e ele fica comovido em direção ao
arrependimento, à santidade, ao zelo, à oração, à consagração, e a todas as
coisas advindas da graça.
"Como o óleo é para as rodas, como os pesos são para um relógio,
como as asas são para uma ave, como as velas são para um barco, assim é
a fé para todas as funções e serviços santos." Tenha fé, e todas as outras
graças se sucederão e continuarão a seguir seu próprio curso.

A fé, novamente, tem o poder de trabalhar por amor: ela influencia


nosso afeto em direção a Deus, e conduz o coração pelas melhores coisas.
Aquele que crê irá, além de tudo, amar a Deus. A fé é uma ação do
entendimento, mas ela também procede do coração. "Com o coração o
homem crê para a justiça"; daí Deus dá a salvação pela fé porque ela reside
na casa do lado do afeto, e está perto do amor; e o amor é o pai (ou a mãe)
e o enfermeiro de cada sentimento e ação santos.
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Amar a Deus é obediência, amar a Deus é santidade. Amar a Deus e
ao homem é estar ajustado à imagem de Cristo, e isso é a salvação.

Além do mais, a fé cria paz e alegria; aquele que a tem descansa, e


está tranqüilo, contente e alegre, e isso é uma preparação para o céu. Deus
dá todos os presentes celestiais pela fé e, por essa razão, dentre outras, que
a fé trabalha em nós a vida e o espírito que devem ser eternamente
manifestados num mundo superior e melhor. A fé nos reveste com armadura
para esta vida, e nos instrui para o porvir.

Permite ao mesmo tempo que um homem viva e se porte sem medo;


prepara ambos a ação e o sofrimento: daí o Senhor a escolhe como o mais
conveniente meio para conduzir graça a nós, e de assim prender-nos para
glória.

Certamente fé faz por nós aquilo que nada mais pode fazer: nos dá alegria e
paz, e nos faz estabelecer o descanso.

Por que o homem tenta ganhar a salvação por outros meios? Um


antigo pregador afirmou: "Um empregado tolo que é comissionado para abrir
uma porta, põe nela seus ombros e a empurra com todas as suas forças,
mas a porta não se abre, e ele não pode entrar, use ele a força que puder.
Um outro vem com uma chave, facilmente destranca a porta, e entra
perfeitamente.

Aquele que seria salvo pelas obras está empurrando o portão do céu
sem resultado, mas a fé é a chave que abre o portão imediatamente". Leitor,
você não usará essa chave? O Senhor manda que você creia em Seu
precioso Filho, portanto você pode fazer assim, e assim fazendo você viverá.
Não é esta a promessa do evangelho, "quem crer e for batizado será salvo"?
(Marcos 16:16).

Qual pode ser a tua objeção para um caminho de salvação que conduz
a si mesmo à piedade e à sabedoria de nosso Deus gracioso?

Fonte: www.spurgeon.org; tradução livre).

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XIV

PARTE FINAL

QUANDO DEUS É REFÚGIO, FORTALEZA E SOCORRO

O DEUS QUE É O NOSSO SOCORRO

A fé é um dom de Deus, mas ao chegar até nós entra em contacto com


a nossa mente. Ou seja: em primeira instância é uma atividade
especialmente da mente. É aí que tendemos a errar. Temos tanta
preocupação em contrastar a fé com a razão que caímos em erro. Dizemos
(corretamente) que ninguém jamais pode viver pela fé por meio do seu
entendimento. E então afirmamos: "Logo, a fé nada tem a ver com a razão".
Nesse ponto erramos porque há uma relação muito próxima entre a fé e a
razão, ou seja, a fé leva aos sentimentos e os inclui, porém os sentimentos
não vêm em primeiro lugar. Vou tentar ser mais prático para que não haja
dúvidas.

Observe comigo este exemplo: “ De repente eu sou surpreendido em


meio a um tiroteio e, como um bom crente, jogo-me ao chão e começo a
orar a Deus para que me livre daqueles tiros. Ora, o que me fez ter fé para
orar? Obviamente o fato de eu ter ficado indefeso no meio de um tiroteio.
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Então a razão (receber um tiro / elemento intelectual) acabou por estimular
um sentimento (ser socorrido naquela situação/elemento emocional) que,
por sua vez, gerou a fé (orar pelo socorro de Deus)”. Este exemplo é muito
importante porque muitos problemas em nossa vida começam em nossa
razão e geram os mais diversos tipos de sentimentos. É exatamente aqui
que devemos usar a fé bíblica; a fé que confessa com a boca o que o
coração crê, “independentemente da razão apresentada e dos sentimentos
que tenhamos naquele momento”. Um exemplo que muito nos fortalece é o
que aconteceu no Jardim do Getsêmani com o próprio Senhor Jesus (Lc 22:
39-46).

Ali, na solidão de Sua missão com o Pai, a razão de Jesus, enquanto


homem, apontava para o Calvário e para a ingratidão da humanidade, como
se a razão quisesse justificar que o Seu sacrifício seria em vão (para uma
humanidade caída e ingrata).
O sentimento da Sua alma também foi expresso pelo suor em sangue o
que poderia, em uma análise bem significativa, representar o que o apóstolo
Paulo, cheio do Espírito Santo, tão bem descreveu: “ De sorte que haja em
vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em
forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a
si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente
até à morte, e morte de cruz (Fp 2: 5-9)”. No final de Sua angústia, a fé viva
que havia no coração do Senhor fez com que a razão e os sentimentos
fossem dominados pela manifestação da vontade do Pai em Sua vida
(“todavia não se faça a minha vontade, mas a tua / Lc 22:42”)!

CONCLUSÃO

Todas as vezes que você necessitar de um socorro da parte de Deus,


entenda que já existirão 2 (dois) elementos que irão se opor ao uso da sua fé
em Deus: 1º) O elemento intelectual: a razão / o que está acontecendo; 2º)
O elemento emocional: o sentimento/ o que estou sentindo. Assim, para que
eu, você ou qualquer outra pessoa receba o socorro da parte de Deus é
necessário levar cativos tanto a razão quanto os sentimentos ao que afirma
a Palavra de Deus e, então, na intimidade de sua oração, clamar pela
manifestação da mão de Deus em sua vida (o socorro divino).

Esta foi a atitude dos heróis da fé, dos apóstolos na igreja primitiva e
do próprio Senhor Jesus que, na solidão de Sua cruz, clamou: Está
consumado!

Pela fé, confesse que a sua vitória já está consumada, em Cristo Jesus,
Senhor e Salvador e receba o socorro bem presente na hora da sua angústia!

A FÉ QUE INVADE O IMPOSSIVEL 52


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