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OS SEGREDOS REVELADOS
para teres uma
Vida de Sucesso
e para seres uma
Excelente Defensora dos Animais
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© Miguel Moutinho

OS SEGREDOS REVELADOS para teres uma Vida de Sucesso e para seres uma
Excelente Defensora dos Animais
INTRODUÇÃO
Gostaria de começar por cumprimentar quem lê estas palavras e de fazer uma
pequena mas importante nota introdutória acerca deste texto, do que me levou a
escrevê-lo e daquilo que a meu ver o faz ser importante para todas as pessoas que se
consideram defensoras dos animais.
Devo dizer, desde logo, que, apesar de me parecer que este texto pode ser útil
para qualquer pessoa – visto que todos os princípios que apresenta podem ser
adaptados e usados por qualquer pessoa em qualquer contexto da sua vida –, a verdade
é que esta é uma mensagem que dirijo sobretudo aos defensores dos animais. E, por
este termo, entendo qualquer pessoa que, por sentir uma empatia especial com os
animais não-humanos, não só procura ter um estilo de vida e hábitos de consumo que
tenham o menor impacto negativo possível para os animais, mas escolhe também
seguir uma abordagem mais prática, procurando, de muitas maneiras diferentes,
ajudá-los e fazer com que o mundo governado pelos humanos seja cada vez mais justo
e equilibrado para os outros animais que não pertencem à nossa espécie.
Devo também esclarecer que este texto não é sobre os aspectos filosóficos ou
teóricos dos direitos dos animais e da defesa deles, nem é sobre a maneira como estes
são todos os dias afectados negativamente por muitas actividades humanas. Já existem
muitos livros e sítios na Internet que tratam e apresentam abundantemente essas
questões e factos. Este texto é, isso sim, sobre como qualquer pessoa que esteja
activamente empenhada na defesa dos animais pode seguir por esse caminho de uma
maneira verdadeiramente bem-sucedida, conseguindo não só fazer com que os animais
sejam muito mais beneficiados pela sua acção do que actualmente acontece, mas
conseguindo também ser muito mais feliz em termos pessoais, podendo ter a vida boa
e compensadora que justamente merece.
Devo também indicar que, uma vez que a maioria das pessoas que são
defensoras dos animais são mulheres (embora felizmente haja muitos homens – cada
vez mais, na verdade – a incluírem-se nesta categoria), é no feminino que me dirijo aos
leitores desta mensagem. Quero, porém, deixar claro que a mensagem em si se destina
obviamente tanto a mulheres como a homens, sendo válida para ambos, pelo que o

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
Este texto é distribuído livre e gratuitamente pelo seu autor, que autoriza e agradece a sua livre e gratuita
distribuição por quem o ler, assim como a citação, se pretendida, de qualquer parte do seu conteúdo, desde
que seja sempre feita referência à fonte original.

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facto de me dirigir à leitora no feminino não exclui, de modo algum, os homens desta
– devendo salientar que o autor desta mensagem é um homem.
E, porque esta é uma mensagem de um defensor dos animais para uma “colega”
defensora dos animais, escolho tratar a leitora por “tu”. E porquê? Porque,
independentemente da idade que tenhas e da idade que eu tenho, e
independentemente do facto de possivelmente não nos conhecermos, a verdade é que
esta é uma mensagem simples e genuinamente bem intencionada, carregada daqueles
conselhos que, se nós nos conhecêssemos pessoalmente e se fôssemos amigos, eu faria
toda a questão de partilhar contigo, pois seriam verdadeiros conselhos de amigo. Ora,
como a informalidade do discurso é própria das conversas entre amigos e colegas, é
informalmente que tomo a liberdade de me dirigir a ti, além de o fazer também por
acreditar que a minha mensagem fluirá, assim, mais facilmente.
Finalmente, cumpre-me dar resposta a uma pergunta que muito provavelmente
te ocorrerá: “Mas porque é que a minha mensagem é importante e por que razão
haverás de a querer ler?”.
Bom, é claro que a esta questão só tu poderás responder satisfatoriamente
depois de leres as minhas palavras e formulares as tuas conclusões. Contudo, posso
adiantar-te que a minha visão sobre todas estas questões poderá ser de grande
utilidade para ti, dado que dediquei uma enorme parte da minha vida, entre os meus
17 e os meus 30 anos, à defesa activa, pública e multifacetada dos animais em Portugal
e na Europa, tendo tido um papel de liderança e grande destaque neste campo. Fi-lo
com pouquíssimos recursos mas, apesar disso, com considerável sucesso para os
animais. No entanto, paguei um preço demasiadamente alto por isso. Neste sentido,
esta experiência trouxe-me muitas lições, aprendidas tanto de forma positiva quanto
negativa, que me com vontade de partilhar com todas as pessoas que tanto queiram
aproveitar os meus eventuais bons exemplos quanto queiram evitar os erros que eu
cometi – e as suas consequências, claro.
Esta mensagem funda-se, pois, na minha longa experiência neste campo (cheia
de dificuldades mas também de bons momentos) e nas conclusões mais importantes a
que cheguei depois de muitos anos de envolvimento na defesa dos animais. Depois de
um período sabático de recuperação, estudo e reflexão pelo qual tenho passado desde
que deixei de estar tão activo neste domínio quanto estive no passado, venho então
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falar-te, não tanto daquilo que fiz e do modo como ajudou os animais e me afectou,
mas sim sobre aquilo que acredito ser fundamental saberes. Falo de princípios e
saberes aparentemente óbvios mas vulgarmente (e recorrentemente) desconhecidos
ou esquecidos pelos defensores dos animais, e que são absolutamente decisivos para
que as pessoas que de algum modo se dedicam a esta causa sejam não só bemsucedidas neste seu trabalho mas sejam também felizes e bem-sucedidas na sua vida,
de um modo geral, sabendo articular esta importante e absorvente causa com as
restantes dimensões das suas vidas. E, porque estes princípios e saberes de que falo,
apesar de serem bastante evidentes, acabam por raramente ser seguidos pelos
defensores dos animais – para prejuízo deles e dos animais –, resolvi, de forma
deliberadamente provocadora, chamar-lhes “segredos” e revelar-tos, para que os
conheças ou relembres, e para que os ponhas em prática – para teu bem e para bem
daqueles que queres ajudar.
Sem querer ser paternalista ou pretensioso, eis-me então aqui, a apresentar as
conclusões e conselhos que gostaria que me tivessem sido apresentados quando eu
comecei a envolver-me com a defesa dos animais, pois isso ter-me-ia tornado muito
mais eficaz nessa função logo desde que me envolvi com esta causa, além de que me
teria também poupado muitos dissabores e frustrações. No entanto, em boa verdade
digo-te que é meu propósito fazer mais do que isto. Mais do que a ajuda que
humildemente te ofereço sob a forma dos conselhos, princípios e saberes que aqui te
apresento, quero dizer-te, explicitamente, que, sendo um dos meus propósitos fazer de
todas as defensoras dos animais pessoas felizes, extremamente bem-sucedidas,
poderosas e influentes (ou seja, extremamente capazes de ajudar os animais de uma
maneira muito significativa, em função destes poderes), tens aqui a minha garantia de
que, se levares a sério esta minha mensagem e quiseres integrar os seus ensinamentos
na tua vida e no modo como doravante passarás a pensar e agir, então podes estar certa
de que poderás contar comigo para, de uma forma mais pessoal e acompanhada,
ajudar-te a conseguir cumprir os teus objectivos. Quero, pois, que saibas que, se tiveres
a atitude certa e se te identificares verdadeiramente com a importante mensagem que
te trago, terás em mim, mais do que um amigo, um verdadeiro aliado.

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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Por isso, para o caso destas minhas palavras te poderem ser úteis, eis que tas
deixo aqui (e a quem mais as possa querer ler), na esperança de que te possas realmente
valer delas.
Por fim, não posso terminar esta introdução sem que se imponha uma última e
relevante anotação. Ao leres as minhas palavras, notarás porventura que a minha
abordagem é essencialmente pragmática, que me preocupo muito com aspectos
estratégicos e que me foco muito naquilo que está de acordo com os teus interesses.
Notarás também que, a fazeres fé nas minhas recomendações, é preciso estudo e
preparação para bem defender os animais. De igual modo, perceberás que advogo uma
visão do mundo seriamente objectiva e pouco poetizada, ao contrário do que
porventura seria de esperar ouvir (ou ler, neste caso) de alguém envolvido numa causa
ética. Não tenhas dúvidas de que esta minha abordagem é inteiramente justificada, e
estou certo de que compreenderás porquê à medida que fores lendo esta minha
mensagem para ti.
Julgo, porém, ser útil aflorar já no início deste texto algumas razões que
fundamentam a visão pouco poetizada e bastante crua acerca da defesa dos animais e
da vida em geral que te proponho que consideres.
Nota bem que, se identificas uma série de situações erradas que ocorrem no
mundo e se queres, dentro daquilo que te é possível, pôr fim a essas situações, então
tens necessariamente de saber como é que o mundo de facto funciona, como é que as
pessoas de facto se comportam, como é que as mudanças de facto se operam e o que
podes fazer de mais eficaz para produzires as mudanças que queres que aconteçam. De
nada te adiantará teres uma visão poetizada acerca de como o mundo funciona, pois só
te distanciará do cumprimento dos teus objectivos. De nada te adiantará defenderes
uma teoria belíssima que é completamente incompatível com a prática. E de nada te
adiantará insistires em seguir por um caminho que comprovadamente é ineficaz ou
pouco eficaz, que exige um dispêndio de energia (emocional, física e financeira)
verdadeiramente tremendo, para, no fim de contas, vires, por essa via, a produzir
frustrantemente pouco. A questão que deves colocar a ti mesma é: quero sonhar acerca
de como o mundo deve mudar e quero desgastar-me terrivelmente trabalhando em
função desse sonho, que efectivamente não conseguirei realizar, ou quero,
simplesmente, escolher o caminho que de facto me permite, em termos muito práticos
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e palpáveis, criar as mudanças positivas que sei serem as certas e que quero realmente
ver acontecer o mais depressa possível? Se escolheste esta última opção, então estamos
de acordo e esta mensagem é definitivamente para ti. Lê-a, pois, com toda a tua
atenção.

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~ PARTE I ~

OS DEZ PRINCÍPIOS

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1. SÊ FELIZ
Sê feliz. Lembra-te de que esse deve ser sempre o teu primeiro objectivo. Sê
verdadeiramente feliz e não te contentes com menos do que isso.
A vida é um fenómeno belo e grandioso, idealmente com mais experiências e
acontecimentos felizes do que infelizes. É uma viagem de aprendizagem, crescimento,
contradições, descobertas, frustrações, realizações, e de conquista de sabedoria. É
aquilo que não só nos permite testemunhar o que acontece no mundo como também
nos permite deixar a nossa marca e passar o nosso testemunho aos outros, tocando-os
positivamente. E, exactamente porque a vida é tão importante, não a desperdices nem
percas tempo com o que não interessa.
Não te deixes deprimir pelas injustiças e crueldades do mundo, sejam elas
cometidas contra quem forem, e não permitas, em momento algum, que a vida te torne
amarga devido aos horrores que eventualmente testemunharás. Sempre que vires algo
de injusto ou cruel, além de pensares no que poderás fazer para corrigires esse mal,
lembra-te que a vida é e deve ser um fenómeno belo e essencialmente bom, e canaliza
esse pensamento para aqueles que são alvo das injustiças ou crueldades que
testemunhares: pensa que também para eles a vida deveria ser assim e pensa no que
podes fazer para que a vida assim seja para eles também.
Nunca deixes de te divertir, de sorrir e de procurar aquilo que pretendes
conquistar, e nunca permitas que outros te convençam de que, só porque há tanta
miséria no mundo, tu tens o dever moral de ser miserável. Esse assalto psicológico é
extremamente perigoso e deves repeli-lo categoricamente.
Em qualquer caso, independentemente do que as pessoas fizerem ou tentarem
fazer contra ti, contra aqueles de quem gostas, ou simplesmente contra aqueles que
não conheces mas com os quais empatizas e te preocupas, não caias na tentação de
amaldiçoares a tua vida com amargura. Protege-te, protege os teus, protege os outros
com os quais empatizas, previne esses males o mais que possas, e, se não puderes
preveni-los, corrige-os e riposta da maneira mais forte que tenhas à tua disposição.
Simplesmente, faças o que fizeres, não percas o amor pela tua vida e pela tua felicidade,
pois só se estiveres bem, equilibrada e feliz estarás em condições de, continuamente,

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ao longo de toda a tua vida, teres um impacto realmente positivo e transformador nas
vidas dos que amas e daqueles com quem empatizas.
Pensarás talvez que deverás ser mais altruísta e menos egoísta. Depende do
caso, claro, mas, como em tudo, é uma questão de medida e equilíbrio. O egoísmo é
algo de primário, essencial e saudável, pois quereres estar bem e cuidar de ti nada tem
de errado. No entanto, é óbvio que, se pensares apenas em ti e naquilo que te interessa,
isso não é bom nem saudável. De igual modo, se pensares apenas nos outros e nos seus
interesses, isso será negativo para ti, de muitas maneiras, e, ironicamente, poderá vir
também a ter sérios reflexos negativos nos outros.
Nota bem que, se te preocupares mais com os outros do que contigo, e sobretudo
se procurares proteger e tomar conta dos interesses dos outros antes ainda de
protegeres e tomares conta dos teus, desgastar-te-ás tremendamente, estarás sempre
a esbarrar nos obstáculos que a instabilidade e falta de segurança e felicidade na tua
vida te trazem, e virás a sentir uma crescente frustração e revolta, quer porque haverá
sempre tanto de errado a ser cometido contra os outros, quer porque, à medida que te
desgastas nessa “missão missionária” de insustentável abnegação, vais-te enterrando
e esvaziando de poderes e recursos, a ponto de seres cada vez menos capaz de fazer
aquilo que te motivou em primeiro lugar – ajudar os animais. Corres, além do mais, o
risco de cair num buraco de problemas do qual poderá ser muito difícil sair, depois.
Por isso, antes de tudo o mais, e para sempre ao longo da tua vida, procura ser
feliz e cuidar adequadamente dos teus interesses. Fá-lo por ti, porque tu importas
assim como importa (e muito) aquilo que sentes, vives e desejas, mas fá-lo também
pelas pessoas que gostam de ti assim como pelos animais, dado que só se estiveres bem,
equilibrada, forte e feliz poderás tocar as vidas de todos os outros da maneira que o
desejas fazer.
2. SÊ SOBERANA, CRÍTICA, LIVRE E INDEPENDENTE
Sê soberana, literalmente. Sê quem governa a tua vida, o teu pensamento, as
tuas decisões e as tuas acções. Não cedas essas prerrogativas a nada nem a ninguém –
seja ao Estado, a uma organização, a um grupo ou a qualquer pessoa. Alia-te a quem te

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pareça que merece a tua colaboração, seja em que frente for, mas estabelece essa
aliança ou oferece essa colaboração marcando sempre a tua independência e liberdade.
Ouve as opiniões dos outros, procura informação e ouve as teorias e versões de
todas as partes, fazendo-o sempre de modo crítico e racional. Nunca aceites facilmente
as ideias que te são apresentadas sem as submeteres a um exame apurado.
Sê também crítica em relação a ti mesma e escuta as críticas que te possam
dirigir, mesmo que sejam injustas. Conhece-as e analisa-as, para depois poderes julgar
se deves mudar algo em função disso.
Ainda a este propósito deves ter consciência de algumas questões importantes
das quais de seguida te falo.
Naturalmente, as organizações ou os promotores informais de iniciativas
diversas convidam sempre os seus apoiantes a emprestarem-lhes a sua palavra e
tomada de posição, e isso é necessário e faz sentido, em muitos contextos – se não
houver abusos. Infelizmente, porém, muitas vezes há abusos, no sentido em que por
vezes algumas organizações ou promotores de iniciativas tentarão comprometer-te e
vincular-te às suas reivindicações, mesmo quando tu não concordas inteiramente com
elas. Às vezes fazem-no até recorrendo a autêntica chantagem emocional, tentando
absorver-te, literalmente, sempre “em nome dos animais” – falsamente, claro. Por isso,
não te deixes enganar.
Além disso, há um problema porventura maior. Existe, entre os defensores dos
animais, uma minoria que se comporta como uma espécie de “polícia moral” do
movimento. São pessoas que se julgam lançadas num caminho de pureza e santidade
moral e que se sentem no direito de sair por aí a apontar o dedo a torto e a direito,
sempre moralizando todos os outros e condenando-os pelos “crimes” que cometerão,
crimes estes que poderão ser preciosismos ridículos tais como usar uma margarina
vegetal (e saliento o “vegetal”, ou seja, sem ingredientes de origem animal) que é
produzida por uma empresa que não é vegana, só porque é menos cara que a margarina
vegetal produzida pela empresa vegana, ou não conseguir deixar de fumar (o que é
criticado porque o tabaco é, geralmente, testado em animais). Esta “polícia moral”
chega ao cúmulo de, sem o fazer sequer de uma maneira pertinente, positiva ou
pedagógica, policiar o uso das palavras das pessoas, quase rogando-lhes pragas se,

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apenas por nunca terem pensado nisso, ou por hábito ou por distracção, empregarem
um termo especista, exageradamente censurado por esta “polícia moral”.
Acresce que os que pertencem a esta “polícia moral” se sentem no direito de
decidir quem de facto respeita e defende os animais e quem não o faz de verdade,
criando, por exemplo, divisões entre os veganos e os vegetarianos, censurando
agressivamente estes últimos, e relegando os não-vegetarianos para uma categoria
claramente inferior entre os defensores dos animais.
Nunca lhes passa pela cabeça que aquilo que fazem só afasta as pessoas, ao invés
de as aproximar da defesa dos animais, e só cria uma má imagem para quem defende
os animais – que muitas vezes é vítima dos estigmas absurdos provocados por esta
“polícia moral”. E, além das suas “acções policiais” acabarem por desajudar os animais
(ao invés de os ajudarem, como estes “polícias” alegam ser sua pretensão), há outro
aspecto que estas pessoas esquecem: se elas se forem julgar a si próprias de acordo com
os seus exigentes padrões, nem elas são aprovadas nesse exame, visto que, por mais
que nos esforcemos, é infelizmente impossível termos um estilo de vida que não tenha
qualquer impacto negativo nas vidas dos animais. Por isso, a acusação de incoerência
vinda dessas pessoas vira-se sempre contra elas próprias, já que a pureza que elas
professam é tão inatingível por elas mesmas quanto por aqueles que elas acusam.
Ora, vem isto a propósito da tua soberania, espírito crítico, liberdade e
independência. Se souberes de antemão isto que te conto, e se levares muito a sério a
necessidade de prezares estes teus valores pessoais, estarás acima destes erros em que
caiem algumas pessoas ligadas à defesa dos animais e nunca serás influenciada ou
prejudicada por essas atitudes erradas. Esse é um passo muito importante para seres
uma bem-sucedida defensora dos animais.
Por outro lado, e ainda a propósito do teu lado crítico e independente, há outra
armadilha em que nunca deves cair – a da ingenuidade.
Em termos muito simples, digo-te que não sejas ingénua. Não sejas ingénua,
antes de mais, acerca de como o mundo funciona. Poderás ser uma pessoa idealista e
deves ser fiel aos teus princípios, mas é de importância vital que compreendas bem
como funciona o mundo. Percebe como é que as pequenas e grandes transformações
históricas e sociais acontecem e o que está na sua base. Não cometas o erro de deixar
que o teu eventual idealismo te tolde o juízo – uma coisa é o que é, outra coisa é o que
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deve ser, e outra coisa ainda é o que queres que seja. Por isso, sê uma excelente
observadora e analista do mundo e da informação de que dispões, e cedo estarás
defendida contra a ameaça da ingenuidade neste plano.
Num outro plano, digo-te mais uma vez que não sejas ingénua, mas desta vez
acerca de como as pessoas são e funcionam. Não te direi aqui que todas as pessoas são
péssimas e que estão apenas à espera de uma oportunidade para te prejudicarem. Isso
não é verdade e dizê-lo seria injusto e irrazoável. No entanto, é verdade que, como regra
geral, não deves confiar demasiadamente nas pessoas, excepto naquelas que te dão
razões inabaláveis para tal – e reconhecerás que estas são poucas. É também verdade
que nunca – nunca, repito – deves dizer tudo o que pensas. Eu sei que acreditarás que
a sinceridade é muito importante. E é, em grande medida. Mas a inteligência e a
sensatez também o são e estas ditam que, se disseres sempre tudo o que pensas, muitas
vezes arrepender-te-ás disso.
Assim, em suma, confia nas pessoas e sê sincera com elas na medida certa.
Assim, quanto mais razões elas te derem para nelas confiares e com elas seres sincera,
mais te abrirás com elas. E, se o inverso acontecer, será de modo inverso que agirás.
Esta atitude é de importância fulcral para preservares a tua independência, soberania
e liberdade.
3. SÊ VERDADEIRA E CONSISTENTE
Pensa, intelectual e emocionalmente, acerca daquilo que faz com que os animais
sejam tão importantes para ti. Se sempre te sentiste especialmente próxima deles, se
sempre sentiste uma grande empatia para com eles, ou se isso nunca aconteceu
propriamente até ao dia em que algo de extraordinário aconteceu contigo e tu sentiste
essa ligação empática a estabelecer-se, então, ainda antes de te lançares nas mais
diversas iniciativas que poderás empreender em defesa dos animais, começa por te
mudar a ti mesma e sê verdadeira contigo a propósito daquilo que te tocou e mudou
neste sentido.
Há muitas pessoas que se envolvem na defesa dos animais de forma irreflectida
ou por razões pouco saudáveis. Por exemplo, há pessoas que vêem na defesa dos
animais um modo de expiarem alguns dos seus fantasmas. Outras vêem nesta causa a
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oportunidade de se destacarem e fazerem algo de importante, quando tudo o resto que
acontece nas suas vidas em princípio não lhes permitiria isso. Pode parecer incrível,
mas algumas pessoas tornam-se temporariamente defensoras dos animais porque
acham que isso é uma nova moda, ou porque os seus amigos também o são. E,
finalmente, há outras pessoas que o fazem porque têm outros fins que pretendem
atingir que, apesar de nada terem a ver com os animais, são mais facilmente atingíveis
através desta causa.
Enfim, há muitos exemplos de motivações diferentes e inadequadas
(chamemos-lhes assim) que levam as pessoas a envolverem-se na defesa dos animais.
Felizmente, porém, não são a maioria (longe disso, embora às vezes possam quase
produzir o ruído correspondente ao de uma pequena maioria). A larga maioria das
pessoas decide fazer o que está ao seu alcance para ajudar os animais porque realmente
sente uma especial empatia com eles e reconhece que há uma questão moral
importante que a deve levar a proceder dessa maneira.
Ora, se esse é o teu caso (e eu estou certo de que sim, ou já não estarias a ler as
minhas palavras), sê, então, não só verdadeira contigo mesma mas também
consistente.
Analisa não só as razões que te fazem ser uma defensora dos animais mas
também de que modo é que a tua vida, os teus hábitos e as tuas escolhas são
consistentes com essas razões e com os princípios que advogas. Aqui é importante ser
um pouco mais específico. Poderás ter um ou mais animais que resgataste das ruas ou
que adoptaste de um canil ou gatil, poderás fazer voluntariado num abrigo ou poderás
participar em manifestações e em campanhas diversas. No entanto, se ainda comeres
animais e tiveres outros hábitos de consumo que directa ou indirectamente os
prejudicarem, então não estarás a ser consistente com aquilo que defendes nem
verdadeira relativamente a este aspecto tão importante da tua vida.
É tão simples e ao mesmo tempo tão importante quanto isto. Defender os
animais implica, antes de mais, procurar, razoável e equilibradamente mas de forma
clara e expressiva, reduzir o impacto negativo que a nossa vida tem na vida dos animais.
Isto significa que temos que deixar de os comer (carne, peixe, marisco, caracóis, etc.) e
que temos que deixar de consumir os produtos que são obtidos através do tratamento

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cruel ou injusto que lhes é destinado (ovos, leite, derivados, pele ou pêlo, lã, e produtos
que tenham ingredientes de origem animal ou que tenham sido testados em animais).
Não é suposto sermos santos, obviamente, nem é suposto ficarmos obcecados
com tudo aquilo que fazemos que possa colidir com os interesses dos animais. Isso não
é saudável nem fazível. Afinal, infelizmente, no mundo em que vivemos, quase tudo
aquilo que fazemos no dia-a-dia tem um impacto negativo na vida dos animais, como
mais atrás já te referi. Não vamos, por isso, tornar-nos eremitas e viver numa
montanha, longe da civilização e desses impactos negativos (até mesmo porque,
eventualmente, nem nesse contexto extremo conseguiríamos viver sem, ainda que
inconscientemente, prejudicarmos de algum modo algum animal). Devemos, isso sim,
tentar levar uma vida perfeitamente normal, muito em linha com aquilo que sempre
fizemos, simplesmente procurando mudar nesta vida tudo aquilo que não é compatível
com a tal relação de empatia e respeito que temos para com os animais e que podemos
mudar sem qualquer sacrifício. E isso, além de simples, é forçoso, se quiseres ser
verdadeira e consistente contigo mesma.
Lembra-te também que, se não o fizeres, a tua credibilidade enquanto defensora
dos animais estará sempre posta em causa por ti mesma e pelo modo como, ao não
seres consistente com aquilo que defendes, fazes com que não possas ser levada a sério
pelas outras pessoas. Já se, pelo contrário, procurares viver em consonância com
aquilo que acreditas ser importante, mesmo as pessoas que mais ferozmente
discordarem do que acreditas ser justo para os animais serão forçadas a reconhecer a
tua credibilidade e coerência, em função de fazeres corresponder as tuas acções aos
teus pensamentos, sentimentos e palavras. E isso, só por si, já é um passo muito
importante a dar nesta área.
4. SÊ PODEROSA E INFLUENTE
Esta é uma das mais importantes mensagens que tenho para ti e não há outra
maneira de ta comunicar, a não ser esta: torna-te uma pessoa poderosa e influente.
Determina e executa uma estratégia de obtenção e acumulação de riqueza – ou seja, de
poder e influência económica e financeira, que por sua vez te trarão poder e influência
social e política. Empreende todas as iniciativas que estiverem ao teu dispor para te
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tornares uma pessoa que, mais do que financeiramente independente, seja fartamente
abastada. Assim, não só poderás ter a vida livre, confortável, estimulante,
enriquecedora e compensadora que naturalmente desejas, como também estarás em
excelentes condições para salvares e para transformares, da maneira mais positiva
possível, inúmeras vidas de animais, pois conseguirás usar todo o teu poder e
influência em benefício destes. Aqui é importantíssimo destacá-lo: não tenhas dúvidas
de que, se há algo de que os animais precisam, é de ter amigos ricos, poderosos e
influentes.
Para melhor compreenderes este meu ponto, tem, em primeiro lugar, em
consideração que a defesa dos animais, assim como qualquer grande causa que envolve
enormes transformações sociais, económicas e políticas, é uma corrida de fundo. É um
propósito que já existia antes de ti e que estava tanto por se realizar antes de tu lhe
juntares os teus esforços, quanto continuará a existir e por se realizar inteiramente
depois de ti, dado que é altamente improvável, para não dizer mais, que os animais do
mundo venham a ser todos perfeitamente respeitados e protegidos durante o tempo da
tua vida. Por isso, e porque tu queres, ao longo da tua vida, deixar uma contribuição
contínua, duradoura e decisiva, não só não te podes esgotar, à tua energia e aos teus
recursos, em pouco tempo, como também não poderás ter o impacto verdadeiramente
significativo que queres ter se escolheres ou aceitares empobrecer-te enquanto
prossegues este propósito, tentando fazê-lo, além do mais, a um ritmo que
forçosamente, por ser insustentável, terás que vir a interromper, abrupta e talvez
penosamente. Não faças isso. Não sigas esse caminho. É errado para ti e acaba por ser
errado para tantos outros que se preocupam contigo ou que dependem de ti – incluindo
os animais, claro.
Pensa, em segundo lugar, nesta questão sob uma outra perspectiva, igualmente
importante. Lembra-te que, enquanto defender os animais, nos seus mais diversos
aspectos, envolve sempre despesas e nunca gera retorno material (claro que gera
retorno espiritual, moral e emocional, mas não é desse que estou a falar agora), já
explorar e abusar de animais gera, frequentemente, receitas e lucros. Ou seja, enquanto
a maioria dos defensores dos animais cai no erro de se envolver num ciclo de pobreza,
em que gasta sempre cada vez mais para ajudar os animais sem se preocupar com
construir, antes de tudo, uma estrutura de criação de riqueza que lhe permita ajudar
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
Este texto é distribuído livre e gratuitamente pelo seu autor, que autoriza e agradece a sua livre e gratuita
distribuição por quem o ler, assim como a citação, se pretendida, de qualquer parte do seu conteúdo, desde
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os animais de forma sustentada e contínua (e com assegurar que essa estrutura é não
só preservada mas também aumentada), já aqueles que exploram e abusam dos
animais estão normalmente na barreira oposta: preservam ou chegam mesmo a
aumentar a sua riqueza e a sua estrutura de rendimentos com base no tratamento
injusto ou cruel que destinam aos animais, reinvestindo parte do que ganham na
manutenção dessas actividades e das compensações financeiras que essas lhes trazem.
Esta é uma armadilha clássica da qual os defensores dos animais têm que se libertar
urgentemente. Por isso, dá prioridade a este objectivo e age de tal modo que te possas
tornar poderosa e influente, desde logo do ponto de vista económico, porque a esse se
seguirão todos os outros, e fá-lo de forma inteligente, corajosa, estrategicamente
estudada e meticulosamente executada, para quebrares este perigoso e errado ciclo.
Considera, em terceiro lugar, que, se há algo no mundo que está na base de todas
as transformações que ocorrem, boas ou más – as que afectam pessoas individuais,
povos inteiros e a humanidade como um todo –, é o dinheiro e o modo como é
produzido, transaccionado, conquistado e multiplicado. Ou, por outras palavras, para
o bem e para o mal, a economia, a criação e a alocação de riqueza, assim como os
desejos e exigências daqueles que controlam a maior fatia da riqueza, são aquilo que
determina, em tantas medidas diferentes, de que maneira se dará a evolução política e
social de qualquer sociedade e de qualquer país. E é assim tanto nas vidas colectivas
dos povos quanto nas vidas individuais de cada pessoa. As mudanças, boas ou más, que
se dão nas vidas das pessoas e dos povos operam-se em função da riqueza disponível,
de como está distribuída, de como é produzida e de como é usada. E, do mesmo modo,
as preocupações e prioridades de cada indivíduo ou colectivo decidem-se e organizamse também em função deste factor.
Se pensares bem nisso, se alguém passa fome, certamente não vai pensar nos
direitos dos animais ou sequer nos direitos humanos. A única coisa em que vai pensar
é como conseguirá obter uma refeição. Se alguém vive com pouco dinheiro, nem sequer
vai pensar em ir ao cinema ou a um concerto de música, pois terá que se concentrar
apenas em viver (ou sobreviver) com o pouco que tem, limitando-se ao essencial. Essa
pessoa poderia gostar muito de ir ao cinema, mas fazê-lo nem lhe passa pela cabeça,
porque não se encontra numa posição que lhe permita fazê-lo. Numa tal situação,
pensar nos direitos dos animais seria, como compreenderás, um verdadeiro luxo. Do
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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mesmo modo, se um povo está sob grande pressão económica e financeira e a pobreza
extrema é um mal existente, o seu parlamento não irá certamente legislar acerca de
questões morais como a protecção dos animais (porque não é uma prioridade e porque
pode inclusivamente exigir perda de actividade económica e de receita para o estado).
E, mesmo que o país seja muito pobre mas a sua população não esteja numa situação
de pobreza extrema, num tal contexto, até as actividades culturais, por exemplo,
dificilmente serão uma prioridade do governo. Os direitos dos animais, escusado será
dizê-lo, menos ainda. Em conclusão, só quando existe um mínimo de conforto e
liberdade económica é que, tanto individual quanto colectivamente, as pessoas se
podem ocupar de questões como os direitos dos animais, entre outras questões morais.
Há, portanto, e como apontou o psicólogo americano Abraham Maslow, uma
hierarquia de necessidades e prioridades que as pessoas, assim como os povos,
colectivamente, seguem. Ignorar esta escala é um erro de pensamento e de estratégia
que uma defensora dos animais inteligente e eficaz não deve cometer, sobretudo no
contexto de crise financeira e económica que o mundo vive actualmente.
Em quarto lugar, há ainda outro ponto a reter a este respeito. Se uma dada
actividade económica tiver um peso muito grande no PIB de um país, seja oficial ou
não-oficialmente, então, por muito moralmente censurável que essa actividade possa
ser, nenhum parlamento ou governo se oporá a ela, pois isso será economicamente
inviável, dada a dependência económica que o país tem em relação a esta.
Eventualmente, nem a maioria do povo desse país se insurgirá contra essa actividade,
já que muito provavelmente pelo menos uma pessoa em cada família dependerá
economicamente dela. Por outro lado, se esta for economicamente pouco importante e
se a sua diminuição ou abolição for economicamente pouco expressiva, é bastante mais
fazível não só conseguir que as pessoas aceitem a sua abolição, mas também conseguir
que o parlamento e o governo considerem fazer algo para a reformar ou pôr-lhe fim.
A título de exemplo, quando, no séc. XIX, se deu a Guerra Civil nos Estados
Unidos da América, opondo o Norte ao Sul, a escravatura esteve na base da discórdia
entre as duas facções em conflito. O Norte favorecia a abolição da escravatura enquanto
o Sul nem sequer concebia um tal cenário. No entanto, esta divisão não se deveu apenas
ou principalmente a razões morais. A verdade é que, enquanto a economia do Norte
era eminentemente industrial, dependendo de trabalho qualificado e na qual não havia
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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praticamente lugar para escravos (embora estes trabalhadores não tivessem as
melhores condições do mundo, diga-se), já a economia do Sul era principalmente
agrícola, dependendo estruturalmente do trabalho não-qualificado dos escravos. Ou
seja, o Norte estava em condições económicas de se opor à escravatura, por não
precisar dela, enquanto o Sul estava economicamente obrigado a defendê-la. Por outro
lado, houve um grave e intenso conflito político a respeito de uma série de impostos
que o Norte estava a tentar generalizar e aplicar aos estados do Sul, que sentiam que
não tinham que os assumir. Este conflito explicava-se, pois, mais do ponto de vista
económico do que do ponto de vista moral, dado que foram pesados factores
económicos que causaram essencialmente este conflito. O factor moral veio apenas a
ser uma parte desta equação, e certamente não a decisiva. Felizmente, porém, a
escravatura foi abolida nos EUA pouco depois do início desse conflito e considera-se
hoje essencialmente erradicada do mundo. Contudo, para quem quer defender a
abolição de uma determinada actividade – e é certo que todos os defensores dos
animais o querem fazer –, é fundamental conhecer todos os aspectos desta questão, já
que é impossível conceber e executar um bom plano para atingir qualquer objectivo
(seja ele abolir a escravatura ou abolir uma qualquer actividade injusta ou cruel para
os animais) sem estudar e pesar todos os elementos que estão na base da questão que
queremos tratar – nomeada e especialmente os económicos, que estão sempre ou
quase sempre presentes.
Obviamente – faço questão de salientá-lo –, não pretendo com isto tentar de
algum modo legitimar, por razões económicas, algo que é, do ponto de vista moral,
absolutamente errado. Longe disso. Limito-me apenas a, vendo as coisas sob este
incontornável prisma, olhar para a realidade e analisá-la, tal como ela é, para melhor
poder avaliar como e o que posso fazer para que ela se transforme em como ela deve
ser.
E, pela pertinência deste tema e de quão importante é bem ilustrar o modo como
a economia (chamemos-lhe assim, para simplificar esta questão) dita tanto as grandes
transformações das sociedades, sejam elas boas ou más, cito ainda um outro exemplo,
muito actual e próximo de nós.
Tomemos em consideração o caso de Portugal e das dramáticas transformações
que o país tem estado a conhecer. Antes da crise económica e financeira que Portugal
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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tem estado a viver, e antes da crise do Euro, quem acreditaria que a sociedade
portuguesa, cuja matriz sociopolítica é essencialmente socialista e baseada no princípio
do Estado-Providência, aceitaria com tanta passividade e resignação a eliminação e
redução de tantos serviços e prestações do Estado acompanhadas do aumento dos
preços e custos (através de impostos ou de taxas) dos serviços e prestações que ficaram
reduzidos? Ninguém acreditaria que tal fosse possível, mas a verdade é que está a
acontecer, ante a relativa e até algo surpreendente passividade do povo português.
Como é que isto se veio a tornar, então, possível? A resposta é simples: é tudo uma
questão de dinheiro.
Ou seja, porque Portugal é actualmente um Estado falido, com uma dívida
pública brutal, com uma despesa pública tremenda em relação à riqueza que o país
gera e à receita fiscal desta que o Estado consegue obter, com um défice teimosamente
elevado e com cada vez menos recursos próprios (tendo vindo, exactamente a este
propósito, a vender muitas das suas “jóias da coroa”, nomeadamente grandes empresas
públicas, para realizar dinheiro a fim de tentar abater o défice), este é um país atirado
para as mãos dos seus credores e da chamada assistência financeira internacional. Ora,
os seus credores, e sobretudo as entidades que prestam a referida assistência financeira
internacional, colocam uma quantidade de exigências ao cumprimento das quais fica
condicionada a dita prestação de assistência financeira ou compra de dívida. Isto
significa que, se o Estado português não aceitar e não cumprir essas exigências, deixa
de ter dinheiro para as suas despesas, uma vez que não tem como se financiar pelos
meios que até aqui usou para ter dinheiro disponível para o seu funcionamento. Por
isso, o Estado aceita e cumpre essas exigências, eliminando uns e reduzindo outros
serviços e prestações públicas, e aumentando os seus custos para os contribuintes,
além de aumentar a carga fiscal e de procurar vender as suas já referidas “jóias da
coroa”. Assim, tem acesso ao financiamento destas entidades, mas as pessoas pagam
um preço muito elevado para que tal aconteça. Temos, assim, um povo que, contra a
sua matriz ideológica e sociopolítica, contra os valores de organização política e
económica que prezava e que dava por garantidos, empobrece a passos largos e em
todas as frentes, vê o seu governo e restantes instituições a aceitarem as referidas
exigências e a incluírem-nas nos seus programas e na sua acção governativa e
legislativa, e aceita, com grande passividade e resignação, estas violentíssimas
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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transformações. Se não fosse assim, o Estado entraria em bancarrota automaticamente
e dar-se-ia um caos financeiro (embora tudo isto seja muito discutível do ponto de vista
económico e financeiro, mas essa é uma questão que não deve ser tratada, obviamente,
na presente mensagem). Por outras palavras, isto acontece por causa de dinheiro, ou,
melhor, por causa da falta de dinheiro de uns (os devedores, no caso o Estado
português), da disponibilidade de dinheiro de outros (os credores, no caso a troika) e
das exigências destes últimos.
Claro está, devo salientá-lo, que mais uma vez não estou a legitimar, de modo
algum, o que se está a passar em Portugal nem sequer estou a manifestar a minha
opinião acerca do que está a acontecer no país (tal é uma outra questão que obviamente
não trato nesta minha mensagem, pois este não é o lugar certo para falar das minhas
visões económicas e políticas). Limito-me a apresentar uma sucessão de factos que
exemplificam bem o modo como, mesmo diante dos valores mais arreigados de um
povo, é a economia (ou o dinheiro) que acaba por ditar o modo como os acontecimentos
se desenham. E, em termos muito simples, é ingénuo pensar que as coisas funcionam
de outra maneira, sendo certo que essa é uma ingenuidade a que uma boa defensora
dos animais não se deve prestar.
Repito, para que retenhas bem esta fundamental ideia: em Portugal, assim como
em todo o mundo, hoje assim como sempre, o poder político, as transformações sociais
que ocorrem e o sentido da história estão umbilicalmente relacionados com o dinheiro,
com quem o tem, com quem o faz, com a sua disponibilidade, com o modo como ele é
multiplicado e a ele se pode aceder, e com os desejos ou mesmo exigências daqueles
que o têm e que usam esse poder para influenciar o exercício de todos os outros. É uma
ilusão pensar que são os políticos que mandam nos governos, nos parlamentos ou nos
países. É uma não menor ilusão pensar que são os povos que mandam nos políticos.
Quem efectivamente decide como é que os políticos exercem as suas funções, em que
sentido decidem e agem, e de que maneira as vidas dos povos progridem é quem
controla o dinheiro – isto é verdade em pequena escala e em grande escala. No fim de
contas, trata-se de uma regra de ouro, que se pode definir nestes termos: “Quem tem o
ouro é quem dita as regras”.
Claro está que, diante destas constatações, podemos lamentar que o mundo
funcione assim, podemos diabolizar o dinheiro e defender a romântica ideia e o nobre
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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propósito de tornar o mundo menos materialista. Ou, pelo menos, podemos
simplesmente tentar tornar o mundo menos centrado no dinheiro e colocar o dinheiro
mais ao serviço de outros valores que são mais importantes. No entanto, ainda que se
possa decidir seguir por esse caminho, há uma questão definitiva, na qual se esbarra
no imediato e em relação à qual a maneira como se lidar com ela decidirá se poderemos
vir a ter uma grande influência, em termos mais imediatos e mais expressivos, na
maneira como o mundo funciona: temos o dinheiro suficiente para assumir esse papel
e para ter esse poder, ou não?
Ora, tendo tudo isto em consideração, julgo que fica muito claro quão
importante é para ti, enquanto defensora dos animais, seres uma pessoa económica e
financeiramente poderosa e influente. Porque isso te dará a oportunidade real de
ajudares, de forma mais imediata, expressiva, abrangente, diversificada e contínua,
uma quantidade tremenda de animais que precisam urgentemente desta ajuda, e
porque te dará igualmente a oportunidade de exerceres o teu poder económico – assim
como o poder e a influência em termos políticos e sociais que dele te advirão – de modo
a mudares a maneira como os animais são vistos e tratados no mundo. Isto, além da
vida boa que poderás ter e proporcionar àqueles de quem gostas.
Finalmente, ainda a respeito deste princípio, poderás retorquir que defender a
importância de se ser rica para poder ajudar os animais é fácil e que o difícil é conseguir
efectivamente ser-se rica. Ao que se segue a minha resposta: os princípios para a
criação e expansão de riqueza podem ser estudados e aplicados por qualquer pessoa. A
informação está abundante e gratuitamente disponível, e o que há a fazer é estudar os
padrões decisórios e de acção dos mais bem-sucedidos investidores, por exemplo,
nomeadamente daqueles que começaram do nada, para perceber como chegaram onde
estão hoje, na categoria de multi-milionários, ou mesmo de bilionários.
Eu tenho estudado exaustivamente estes saberes e estes padrões de decisão e
acção e posso garantir-te uma coisa: apesar do mundo todo estar mergulhado numa
brutal crise financeira e económica, este é um tempo de enormes oportunidades que,
se bem aproveitadas, poderão transformar pessoas remediadas em pessoas
incrivelmente ricas. Foi em todas as grandes crises económicas e financeiras do mundo
que os grandes bilionários de hoje fizeram as suas fortunas. E esta crise não é diferente
das outras nisso: quem compreender aprofundadamente o que está a acontecer,
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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porque é que está a acontecer e souber como agir, poderá sair desta crise muito mais
rico do que alguma vez pensou poder ser. Aqueles que conseguiram criar e multiplicar
muitas vezes as suas fortunas olham para tempos conturbados como os actuais como
tempos excitantes de oportunidades incríveis, e estas pessoas caracterizam-se pela
frieza, disciplina, sentido de oportunidade de coragem que têm para tirarem proveito
das oportunidades que se colocam em contextos como aquele em que actualmente
vivemos.
5. SÊ EXCELENTE
Seja o que for que faças na tua vida, fá-lo bem. Tem esse cuidado e tem orgulho
em fazeres tudo da maneira mais precisa, rigorosa e eficaz possível. Aplica-te, pesquisa
e aperfeiçoa-te a ponto de tal te acontecer naturalmente, sem um grande esforço. Numa
palavra, sê excelente.
Sê uma excelente pessoa, uma excelente estudante, uma excelente profissional,
uma excelente patroa, uma excelente trabalhadora, uma excelente administradora,
uma excelente investidora, uma excelente pensadora, uma excelente fazedora, uma
excelente comunicadora, uma excelente mulher, uma excelente amiga, uma excelente
filha e uma excelente mãe. Sê a personificação do sucesso, na medida em que és bemsucedida em tudo aquilo que fazes. Sê assim como expressão da tua visão acerca de ti
mesma e do teu papel no mundo. E sente-te justamente orgulhosa disso, assim como
verdadeiramente livre, pois não és refém da preguiça, do desleixo ou da mediocridade.
Ao seres bem-sucedida e cultivares a excelência em tudo aquilo que fazes
(sempre sem te esqueceres de ser humilde, porque precisas sempre de continuar a
aprender e a melhorar-te, sempre sem seres pretensiosa, que é um defeito que sabes
ser desprezível), tu apresentas-te naturalmente como um bom exemplo. As pessoas
olharão para ti com respeito e admiração naturais, quererão sempre ouvir o que tens
para dizer e ver-te-ão como um modelo daquilo que gostariam de ver acontecer nas
suas vidas. Claro está que muitas pessoas te invejarão, muitas das quais com profunda
maldade. Quanto a essas, tem as cautelas necessárias e protege-te. De resto, concentrate nas pessoas que importam.

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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Ao seres excelente, o que tiveres para dizer tornar-se-á automaticamente
importante para os outros e aquilo que for importante para ti será objecto da
curiosidade alheia. Para aquilo que nos interessa a propósito desta mensagem,
imprimirás uma credibilidade à defesa dos animais que não terá preço, uma vez que
qualquer pessoa que saiba quão bem-sucedida e digna de admiração e respeito és, mais
facilmente se interessará por compreender por que razão os animais e a sua defesa são
valores tão fundamentais para ti. E isso, tanto numa pequena quanto numa grande
escala, pode ter um impacto decisivo naquilo que fizeres por eles. Por isso, por ti e
também pelos objectivos altruístas que prossegues, sê excelente.
6. SÊ INFORMADA, CULTA E CONHECEDORA
No mundo da defesa dos animais, assim como em qualquer outro domínio
profissional ou social em que as pessoas se envolvem, a informação nunca é demais.
Na verdade, porque a defesa dos animais é ainda muito incompreendida ou vista
como um valor de menor importância, a generalidade das pessoas, assim como dos
jornalistas, dos políticos e de outros decisores, costuma ter uma predisposição para
levar menos a sério os defensores dos animais. Por vezes, isso acontece com base em
preconceitos e estereótipos acerca destes que são infelizmente originados por alguns
deles, ou seja, pelas atitudes estranhas e disparatadas de alguns defensores dos animais
que ajudam a gerar esses mesmos estereótipos.
Ora, se assim é, torna-se ainda mais importante para uma defensora dos
animais excelente ser uma pessoa extremamente informada, culta e conhecedora, não
só acerca dos factos e questões especificamente relativos à defesa dos animais (é
fundamental conhecer bem todos os dossiers que estão a ser tratados, todos os factos
relevantes acerca dos mesmos, assim como todas as posições favoráveis e desfavoráveis
ao tema em questão), mas tendo também uma verdadeira cultura geral. É preciso serse letrada.
Uma excelente defensora dos animais deve ser uma pessoa educada, informada
e culta, que saiba muito acerca do mundo, e que, por muito que naturalmente se possa
embrenhar no trabalho em defesa dos animais, nunca se permite ficar refém desse
mundo, perdendo perspectiva e deixando de acompanhar tudo o resto que acontece no
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mundo. Deste modo, uma defensora dos animais excelente está habilitada para
manter, em qualquer circunstância, uma conversa interessante sobre temas
diversificados, revelando-se uma pessoa com quem todas as outras gostam de
conversar. Ao apresentar-se deste modo, fica numa muito melhor posição para ir
introduzindo (embora devendo sempre fazê-lo de maneira ligeira e oportuna) questões
acerca dos direitos dos animais, podendo alertar cada vez mais pessoas para estas
questões e fazendo-o de uma maneira tão agradável, interessante e credível, que será
capaz de deixar uma forte e positiva impressão em quem a ouve.
Este ponto é verdadeiramente importante e prende-se com outro, que a ele está
intimamente ligado: além de informada, culta e conhecedora, uma excelente defensora
dos animais deve estar perfeitamente integrada no tecido social. Digo isto a propósito
do facto de muitos defensores dos animais erradamente acabarem por se distanciar da
“sociedade normal”, por não se identificarem com pessoas que não partilham estes
mesmos valores. Acontece que isto é um erro. Enquanto defensora dos animais, é
importante que nunca te esqueças de que, apesar de ser natural conseguires criar
positivos e intuitivos laços emocionais com pessoas que, como tu, respeitam e
protegem os animais, não deves por isso reduzir a estas pessoas os círculos sociais em
que estás inserida – sob pena de ficares simplesmente a falar com pessoas já
“convertidas”, quando é às pessoas que ainda não estão conscientes das questões
relativas aos direitos dos animais que a ti, para que cumpras os teus objectivos deste
âmbito, interessa alcançar. E isso só será possível se te relacionares com elas e se
conseguires criar nelas uma impressão positiva. Afastares-te delas, seja por que modo
for, só as afastará da oportunidade de conhecerem, compreenderem e eventualmente
adoptarem os valores que defendes e que é tão importante para ti que se universalizem.
Por isso, sê uma pessoa do mundo. Fixa bem este princípio e toma-o em séria
consideração.
7. SÊ SEDUTORA E PERSUASIVA
Este é um outro princípio que se liga com o anterior e que não é menos
importante (quase faz parte do anterior, na verdade). Uma excelente defensora dos
animais tem que ser uma excelente comunicadora, uma vez que, em tantos contextos
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diferentes, aquilo que precisa de fazer é exactamente comunicar as diversas questões
relativas aos direitos dos animais.
Ora, a comunicação é uma arte. E, embora seja verdade que algumas pessoas
nascem com um dom para serem boas comunicadoras enquanto com outras isso não
acontece, é também verdade que esta é, como tantas outras, uma arte que se aprende,
nomeadamente através de estudo e através da experiência.
Assim, deves, antes de mais, estudar a arte de argumentar. Deves igualmente
estudar a história e o perfil de figuras públicas que tenham sido ou que sejam grandes
comunicadoras, deves estudar a maneira como comunicavam ou comunicam, quer
quanto à linguagem verbal que usam, quer quanto à linguagem corporal. Deves
também estudar o modo como a mente humana funciona, a relevância disso para a arte
da persuasão, bem como a ciência da comunicação e a sedução conversacional que se
desenvolveram em função destes estudos (a programação neuro-linguística é, por isso,
de estudo altamente recomendado).
Por outro lado, deves ir buscar inspiração à importância que os animais e o teu
envolvimento na defesa deles têm para ti de modo a imprimires carisma na tua maneira
de comunicar sobre estas questões. Deves ser uma comunicadora convicta, carismática
e vibrante, que cativa a atenção das pessoas – mesmo das pessoas que discordam de ti
– e que de certo modo as seduz. Isto requer firmeza na defesa de convicções sem
agressividade ou arrogância. Requer charme, sem dúvida alguma. Requer inteligência
e estratégia na maneira como te exprimes acerca destas questões, nas emoções que
consegues expressar e despertar nos outros, e no modo como consegues gerar as
reacções nas outras pessoas que desejas que elas tenham àquilo que dizes.
Imagina que és uma advogada diante de um juiz e de um júri de 12 pessoas.
Imagina que tens que convencer todas estas pessoas de que o teu cliente é inocente,
mesmo sabendo que elas têm uma predisposição infundada para o considerarem
culpado. Para o conseguires fazer, não basta que o teu cliente seja realmente inocente
– tu tens que saber que ele é inocente, acreditar que ele é inocente, mostrar
racionalmente que ele é inocente, defender apaixonadamente (tocando quem te está a
ouvir) que ele é inocente, mas fazendo tudo com a dose certa de razão e emoção, e com
uma linguagem verbal e corporal impecáveis, de modo a arrebatares os teus ouvintes
ou interlocutores.
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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Isto pode parecer difícil, mas não é. É uma questão de treino e prática
conversacional. Treina-te a falar com muitas pessoas. Treina-te sozinha. Mais uma vez,
estuda os bons exemplos. E, à medida que o fizeres, serás capaz de o fazer
naturalmente, sem qualquer esforço e, a dado momento, sem uma preparação de
maior. É isso que os melhores advogados e relações públicas fazem todos os dias por
todo o mundo. E eles não fazem apenas com que isso pareça fácil – para eles, é fácil
porque seguem estas regras e praticam-nas a um ponto tal, que as palavras, expressões
e gestos certos acabam por fluir naturalmente deles na dose certa. Uma excelente
defensora dos animais deve ser uma excelente advogada dos animais – e, se te baseares
na importância que os animais têm para ti, não tenhas dúvidas de que eles terão em ti
a melhor advogada do mundo.
8. SÊ DETERMINADA, DISCIPLINADA E EFICAZ
Se há algo que é decisivo para atingires qualquer objectivo, é seres determinada
e disciplinada. Se tiveres estas duas características, serás também eficaz.
Este conjunto de princípios tem tudo a ver com a atitude que deves manter. Dou-te um
exemplo para que melhor compreendas o que quero significar com estas minhas
palavras.
Muitos defensores dos animais, apesar de dedicarem uma quantidade
impressionante do seu tempo, da sua energia e dos seus recursos nesta causa que
abraçam, dão-se, ao mesmo tempo, por derrotados por princípio. É comum, por
exemplo, ouvir defensores dos animais que protestam contra as touradas dizerem “é
claro que estamos a protestar contra esta crueldade, mas infelizmente as touradas
nunca vão acabar”. É também comum ouvir defensores dos animais que trabalham no
resgate e assistência a animais errantes e abandonados dizerem “é claro que ajudamos
estes animais e fazemos o que podemos, mas infelizmente o abandono e a crueldade
contra animais nunca vão acabar porque as pessoas são egoístas e más”. Outros dizem
“claro que sou vegano, mas sei que esta é apenas uma pequena gota num grande
oceano”. Poderia dar-te outros exemplos, mas estes bastam para mostrar o meu ponto:
como se não bastasse tudo aquilo que já têm contra si por estarem do lado dos animais
(ou seja, todos os obstáculos que já se apresentam por estarem nesta posição e terem
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
Este texto é distribuído livre e gratuitamente pelo seu autor, que autoriza e agradece a sua livre e gratuita
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este interesse), estas pessoas têm uma atitude derrotista e pessimista em relação aos
seus objectivos e esforços que empreendem para os atingir, menorizando a
importância e impacto dos seus esforços e iniciativas, ao mesmo tempo em que
persistem em dedicar-se a pôr termo às injustiças que denunciam e que querem ver
erradicadas.
Ora, isto é um erro tremendo. É um verdadeiro crime que os defensores dos
animais cometem contra si mesmos, uma vez que exercem uma violência psicólogica
contra si próprios, derrotando-se desde o princípio, enquanto se envolvem na
prossecução de um objectivo que eles, afinal de contas, julgam ser impossível de
conquistar. Se há absurdo maior do que este, sinceramente desconheço-o.
Digo-te, por isto, que, à tua convicção – de que estás certa, de que sabes porque
é que estás certa e de que estás realmente comprometida com as razões que te levaram
a seres uma defensora dos animais –, deves juntar uma determinação inabalável.
Deves, neste contexto como em todos os outros da tua vida, ter a atitude conquistadora
de alguém que diz para si, sabendo-o como verdade indesmentível, que pode
efectivamente fazer e conseguir tudo aquilo que deseja. Se queres acabar com o
abandono dos animais, a primeira pessoa que tens de convencer de que isso é possível
és tu. Afinal, por que é que um decisor político haveria de se convencer de que isso é
possível, se tu própria não estás certa disso? Por isso, sim, tu (em colaboração com
outros, claro) és capaz de acabar com o abandono de animais, com as touradas, com a
criação e morte de animais para consumo, ou com o que quer que seja. Desde que tu
sejas absolutamente convicta e determinada nas tuas ideias, palavras e acções a esse
respeito, não tenhas dúvidas de que consegues fazê-lo. Não podes é permitir que a
dúvida de que és capaz te assalte e tome conta de ti por um segundo que seja.
Sê, por isso, determinada e sê disciplinada no sentido em que não dás qualquer
oportunidade a ti mesma para falhares ao teu compromisso. Se queres que X aconteça
e se estás completamente determinada a fazer com que X aconteça, então começa por
disciplinar a maneira como pensas acerca de X e de como X pode e deve acontecer, e
disciplina também a maneira como prosseguirás e cumprirás esse teu objectivo. Assim
serás eficaz.

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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Deves também compreender que o melhor caminho para atingires os teus
objectivos é sempre o mais eficaz. Isto pode parecer-te uma evidência, mas não é.
Deixa-me explicar-te melhor o que quero dizer.
Um dos princípios do Judo, uma antiga arte marcial japonesa, reza assim:
“máxima eficácia, mínimo esforço”. Daqui segue-se, no mundo das artes marciais
assim como na vida em geral, que, para cumprires um qualquer desígnio que tenhas
na tua vida, aquilo com que te deves preocupar é como o poderás fazer da maneira mais
eficaz e não da maneira mais bonita, ou mais espectacular, ou mais impressionante, ou
mais heroica, ou, enfim, mais qualquer coisa que não seja a mais eficaz. Para
perceberes melhor este ponto, considera, por exemplo, um combate entre duas pessoas
em que uma quer literalmente liquidar a outra. Num tal combate, usar toda uma série
de técnicas de artes marciais lindíssimas e altamente acrobáticas, artísticas e
impressionantes – ou seja, que envolvem um grande esforço – é muito menos eficaz
do que simplesmente usar um sabre ou uma arma de fogo. Neste caso, um dos
combatentes poderá ter um desempenho verdadeiramente espectacular mas sem ter
qualquer eficácia nas suas técnicas, acabando morto, enquanto o outro poderá ser
desconcertantemente simples mas absolutamente eficaz, acabando vivo. De igual
modo, no mundo das artes marciais, é comum ver-se que, em situações de combate
real, o combatente mais eficaz é o que usa as técnicas de combate mais simples, directas
e destrutivas, enquanto o menos eficaz é o que usa as mais acrobáticas e complexas.
Esteticamente, é muito mais apreciável ver o modo como este último se comporta em
combate, mas isso nada interessa se este último perder porque o outro foi
verdadeiramente eficaz e se preocupou com o que realmente interessava – vencer o
combate –, enquanto o primeiro estava distraído numa espécie de dança marcial.
O modo como isto se aplica na defesa dos animais é simples. As estratégias,
tácticas e planos que delineias e pões em prática para cumprires os teus objectivos
devem medir-se, adaptar-se e melhorar-se em função da sua eficácia e nada mais. Usa
o que funciona e põe de parte o que não resulta. Tudo o resto é ruído e distracção, que
em nada importa para aquilo que pretendes alcançar. Não saberes isto, ou sabê-lo mas
não o considerares, é um erro crasso.

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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9. SÊ INTELIGENTE E CRIATIVA, NA TEORIA, NA ESTRATÉGIA E NA
PRÁTICA
Falo-te agora de um outro princípio, que está intimamente ligado com o anterior
e que, saliento-o o mais possível, é fundamental que compreendas muito bem.
Tem sempre presente que nada se consegue sem inteligência e criatividade.
Desde as pequenas às grandes tarefas, é sempre precisa alguma dose de inteligência e
criatividade para que sejam bem executadas. E, quanto mais inteligente e fores criativa
na realização dessas tarefas, melhor e mais eficientemente executadas elas serão. Aqui
importa sublinhar que a inteligência e criatividade devem ser berços de uma acção
efectiva que materialize o que as primeiras conceberam – não adianta de nada seres
muito inteligente e criativa se não usares, em termos práticos, essas tuas virtudes.
Nota também que, quanto à teoria, à estratégia e à prática, há algo de elementar
a considerar: se não conheceres e actuares, por experiência própria, nos três planos,
qualquer um deles será inútil e conducente a frustrações e insucessos.
Posso dizer-te que, por exemplo, no que à defesa dos animais diz respeito,
enquanto a teoria é muito importante (tens que a estudar, conhecer e dominar), ela
consegue ser irrelevante ou mesmo disparatada quando quem a trata não conhece nem
actua na realidade. Os académicos que ficam fechados no mundo académico a
pesquisar, a escrever artigos, a produzir teses e em estéreis conferências e debates
tendem a formular teorias e defender posições que se revelam impraticáveis – quando
não se envolvem no campo prático. Por outro lado, se a prática é obviamente
fundamental, já uma prática desinformada, ignorante e acrítica leva a resultados
desastrosos. Serve isto para dizer que, para seres uma excelente defensora dos animais,
tens que fazer um casamento perfeito entre a teoria e a prática, privilegiando sempre
uma visão estratégica acerca de como melhor se pode realizar aquilo que se teoriza e
que se defende em termos ideais.
E, a propósito de estratégia, quero dizer-te que uma das grandes falhas do
movimento de defesa dos animais é que tende a funcionar sem uma estratégia
inteligente, dinâmica e que esteja bem ligada com a realidade. Este é um movimento
muito fraccionado que se pode dizer, em traços gerais, que se divide entre os puristas,
cujo juízo está muito toldado por teoria em excesso e divórcio cego com a realidade, e
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os pragmatistas, cujo desprezo pela teoria e pelos ideais corrompe tantas vezes os seus
feitos. É também um movimento em que, tanto do lado purista quanto do lado
pragmatista, há uma insistência contínua nas mesmas estratégias básicas e repetitivas,
mesmo quando elas já se revelam claramente gastas ou quando nunca se revelaram de
todo eficazes.
Ora, este é um desequilíbrio que deve ter um fim e que, sobretudo, não te deve
afectar. Tu sabes mais que isto e sabes, nomeadamente, que aquilo que tu pensas
(teoria) e aquilo que tu fazes (prática) para materializares o que tu pensas devem ser
extensões e interacções perfeitamente naturais, intuitivas, fluidas e praticáveis do
mundo da teoria e do mundo da prática. E, para que este casamento seja perfeito, sabes
que o deves enriquecer com uma impecável e dinâmica estratégia, que seja tão fiel à
teoria quanto casável com a prática e que evolua constantemente consoante o modo
como a realidade se altera.
Finalmente, tem também em consideração que, tal como acontece em todos os
combates, também o que se trava pelos direitos dos animais se pode e deve ganhar mais
pelo lado psicológico do que pelo lado físico. Há inúmeras maneiras de explorares as
fragilidades psicológicas (e não só) dos teus oponentes, o que te permitirá conseguires
vantagens decisivas sobre eles – mesmo quando eles têm uma força física (sendo o
dinheiro um exemplo disso, por exemplo) com a qual não podes, por enquanto,
competir. A este propósito, digo-te que muitas vezes quem ganha o combate não é o
guerreiro mais forte mas sim o mais inteligente e certeiro. Cito-te, neste sentido, um
princípio antigo das artes marciais que diz respeito aos pontos vitais e à
vulnerabilidade natural de qualquer indivíduo em função destes: “se uma borboleta
soubesse onde colocar as suas asas, poderia derrubar um Sumotori (um lutador de
Sumo)”. Segue-se daqui que, se conheceres os pontos vitais do teu oponente, não
importa se ele é gigante e tu anã – o que importa é como tirarás partido daquilo que tu
sabes para, empregando a força que tens – e porventura a própria força do teu
oponente contra si mesmo –, conseguires derrubá-lo.
Ainda neste sentido, em cada combate (ou iniciativa, para usar um termo não
marcial), independentemente de qual seja o objectivo que prossegues, deixo-te as
seguintes ideias que deverás sempre querer integrar na tua estratégia. Em primeiro
lugar, sê sempre tu quem inicia a acção e quem controla o tempo do conflito. Sê sempre
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tu a agir e deixa o teu oponente ficar sempre na posição daquele que tem que reagir.
Mantém sempre tu a iniciativa. Em segundo lugar, ataca em várias frentes, com
investidas diversificadas. Assim, crias vários focos de atenção e de tensão para o teu
oponente, que tem que se dispersar, ficando necessariamente nervoso e consciente de
que não tem o controlo da situação. Em terceiro lugar, usa sempre o elemento surpresa.
As acções mais eficazes são as mais surpreendentes e são aquelas que são executadas
não só de forma inesperada mas também com grande rapidez e impacto, o que deixará
o teu oponente pelo menos temporariamente perdido, mais uma vez sendo obrigado a
reagir apenas, sem iniciar a acção, sendo forçado a funcionar dentro das regras do teu
jogo, e provavelmente ficando tentado a fazê-lo de uma maneira irreflectida e
intempestiva, o que te permitirá explorares ainda mais as suas fragilidades. Para
manteres o elemento surpresa sempre fresco, não basta seres criativa – deves também
habituar o teu oponente a um certo tipo de intervenção da tua parte, durante um certo
tempo, para que ele julgue que já consegue antecipar o que farás de seguida, de modo
a que ele se concentre naquilo que espera de ti, e assim de algum modo se sinta mais
aliviado e baixe a guarda. Deste modo, quando ele pensar que conhece os tipos de
intervenção que pode esperar de ti e que pode antecipar as tuas ofensivas, tu surges
com acções novas e inesperadas. Podes e deves usar esta estratégia constantemente.
Em quarto lugar, e em linha com o que já te referi acima, num combate, a imagem que
projectas de ti, combinada com o aspecto psicológico da tua intervenção, ditarão muito
mais o resultado final do conflito e quem sairá vencedor deste, do que o confronto de
forças físicas. Por isso, gere de maneira brilhante a imagem da tua ofensiva, assim
como a sua construção e impacto psicológico destes elementos no teu oponente.
A este propósito, é forçoso recomendar-te leitura e estudo acerca de como se
fizeram e depois desfizeram (porque é tão importante conhecer as vantagens e factores
de alavancagem, quanto as desvantagens e factores de colapso) os grandes impérios ao
longo da história da Humanidade. Como se travaram e venceram (e perderam, quando
tal se deu) as mais importantes batalhas e guerras. Como se fizeram (e desfizeram, nos
casos em que aconteceu) as grandes figuras históricas, assim como as grandes
empresas. Como se mantiveram e prosperaram. Como foram esquecidas, se foram, e
como caíram, se caíram. Ao estudares estes exemplos, não o faças de um ponto de vista
moral. Não faças uma avaliação ética do que fizeram esses impérios, povos, figuras ou
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empresas, e, para benefício do teu estudo, não te choques com os métodos que
empregaram ou ainda empregam. Não é isso que está em causa neste teu estudo. Esse
é um julgamento que poderás fazer noutra ocasião. No sentido a que me estou a referir
neste capítulo, o que te deve importar é como é que esses empreendimentos grandiosos
foram conseguidos, quais foram as estratégias empregues e quais foram as mais bemsucedidas, assim como as que acabaram por se revelar desastrosas ou fatais. Estuda
esses exemplos e estuda também clássicos, como O Livro dos Cinco Anéis, de
Miyamoto Musashi, A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e o Hagakure, de Yamamoto
Tsunetomo, entre tantos outros. Estuda também contemporâneos.
10. SÊ AMÁVEL MAS PRUDENTE, FRIA E IMPLACÁVEL
Sê amável com as pessoas, o que se prende com a importância já antes
mencionada de seres persuasiva e sedutora. Sê genuinamente amável, sublinho-o, e
trata bem as pessoas. Lembra-te de que toda a gente gosta de ser bem tratada,
respeitada e alvo de amável atenção. Mesmo as pessoas que não são amáveis tendem a
gostar de ter esse tipo de atenção. Por isso, como regra geral, sê amável e verás que isso
tornará a tua vida e o teu trabalho mais fáceis. As pessoas boas gostarão mais de ti e tu
gostarás mais delas. As pessoas más poderão não gostar de ti, mas terão dificuldade
em ser ásperas contigo. Poderás, assim, desarmá-las com essa tua atitude.
Por outro lado, embora devas ser amável, deves igualmente ser prudente e
cautelosa. Tem consciência de que o sucesso cria inimigos. Quanto mais bem-sucedida
fores, mais inimigos terás (mas também terás amigos, claro). Por isso, não te exponhas
demais e, como já te disse anteriormente, não confies demais. Mantém sempre a
guarda levantada para estares preparada contra qualquer ataque, e lembra-te de que
as pessoas mal-intencionadas, mesmo que não te tentem prejudicar abertamente,
tentarão fazê-lo pelas costas. Assim, é desde logo importante seres amável com essas
pessoas e agires como se não soubesses que elas não gostam de ti e que te querem
prejudicar. Deste modo terás uma vantagem óbvia: se uma pessoa não gosta de ti e te
quer prejudicar mas disfarça-o, pensando que tu não sabes disso, cairá numa
verdadeira armadilha se tu souberes disso de antemão e mesmo assim continuares a
ser amável com ela. Tal permitir-te-á protegeres-te e não seres tu prejudicada, e, ao
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invés disso, antecipares e neutralizares um ataque antes dele acontecer. Aqui é
importante lembrar o célebre princípio: “mantém os teus amigos perto de ti e os teus
inimigos ainda mais próximos”.
E isto leva-me a outro ponto igualmente importante. Prepara-te para
conseguires ser fria e implacável porque – não tenhas ilusões – quem te quiser
prejudicar não vai deixar de o tentar fazer até que ajas com força e determinação
suficientes contra essa pessoa e contra o facto de te querer prejudicar.
Embora preferisse não o fazer, aqui vejo-me realmente obrigado a citar-te o meu
exemplo. Eu fui educado para pensar que o melhor a fazer quando alguém nos ofende
ou tenta prejudicar é, até à extensão máxima do possível, evitar o conflito e ignorar a
pessoa, que não merece a nossa atenção. Fui ensinado a ser superior a isso. Depois,
durante o meu longo treino e aprendizagem de artes marciais, interiorizei um princípio
básico da defesa pessoal: a melhor defesa contra um ataque é não estar lá quando
somos atacados, ou seja, é prevenir ou evitar o confronto. E assim procedi durante anos
e anos. Até que fui tão prejudicado por tantas pessoas (a maior parte das quais de
dentro do movimento de defesa dos animais), que me continuaram a prejudicar mesmo
depois de eu me esforçar por evitar os conflitos que elas tentaram criar e que criaram
de facto, que percebi, por experiência própria, que isto era um erro, que o mundo não
funciona assim e que as pessoas mal-intencionadas não se comportam de uma maneira
que me permita ter uma atitude destas.
Por isso, compreendi e concluí que, se alguém te tentar prejudicar, não deves
evitar o conflito. Se ele vai mesmo acontecer, mesmo que nada tenhas feito para que
assim seja, então assume-o e, com a tua inteligência e sentido de estratégia, assim como
com a tua força e firmeza, sê fria e implacável e neutraliza, desde logo, o teu oponente
e o modo como te pretende prejudicar. Sê particularmente dura e estabelece uma lição
ao fazê-lo. Isso ensinará essa pessoa a não voltar a incomodar-te e enviará, de resto,
uma importante mensagem aos outros, para que saibam como lidas com tentativas de
qualquer tipo de assalto – o que te poupará a muitos outros conflitos, acredita, porque
normalmente este tipo de pessoas não ousa enfrentar quem sabe que lhe vai dar uma
resposta implacável. E a mensagem de que sabes reagir e de que reages de facto e
quando é preciso cedo se espalhará e terá grande utilidade, acredita-me.

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Assim, uma vez que lides eficazmente com essa questão, poderás e deverás
seguir em frente, ocupando-te com questões e acontecimentos bem mais importantes.





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~ PARTE II ~

OS SEIS SABERES

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1. AS TRÊS DIMENSÕES DA TUA EXISTÊNCIA E A IMPORTÂNCIA DE AS
CULTIVARES E DOMINARES
Faz por ter uma vida em que alimentas, tratas e cultivas todas as dimensões da
tua existência: a espiritual, a mental e a física.
Nutre e engrandece o teu espírito, e aprende os segredos da mente humana e de
todo o seu potencial. Procura não deixar um milímetro que seja da tua mente por
conhecer e explorar, pois o teu crescimento e sucesso em tudo dependerão das portas
que conseguirás abrir usando o preciosíssimo recurso que é a tua mente.
Assegura-te de que tratas o teu corpo com o respeito e cuidado que ele merece.
Ele é a tua ligação física com tudo o que é material. Oferece-lhe conforto e prazer e
preserva-o do desgaste e da dor. Lembra-te de que é, em última análise, o teu corpo
que te permitirá materializar aquilo que o teu espírito quer e que a tua mente cria.
Mantém-te saudável, come bem, evita os excessos e certifica-te de que o teu corpo está
sempre tão são quanto estão o teu espírito e a tua mente.
Nunca caias na asneira de menosprezares ou desprezares a importância de
qualquer uma destas três dimensões da tua existência. Se o fizeres, pagarás um preço
elevado por isso e cedo perceberás o erro que cometeste. Se fores inteligente e não o
fizeres, a tua trajectória para o sucesso será uma linha bem demarcada sem quebras
pelo caminho.
Deves, em suma, conhecer e saber explorar tão bem as tuas três dimensões, a
ponto de as dominares e delas te servirem, ao todo que tu és.
2. VÊ A TUA VIDA COMO UM EDUCATIVO E ENRIQUECEDOR PROCESSO
DIALÉTICO
Sempre que viveres momentos bons e experiências boas, e sempre que puderes
usufruir da abundância, do conforto, do prazer, da liberdade, da felicidade e de tantas
outras circunstâncias e estados positivos para ti, não te podes esquecer de tomar algum
tempo para ganhares uma consciência tão absoluta e profunda quanto possível de
como te estás a sentir e de como é estares na feliz posição em que te encontras. É

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fundamental que procedas desta maneira e que valorizes adequadamente aquilo que
tens de bom e que estás a poder experienciar que é positivo e compensador para ti.
Do mesmo modo, sempre que viveres momentos maus, quaisquer experiências
negativas ou sentires a privação seja do que for (e reconhecerás naturalmente que,
ainda que tenhas uma vida excelentemente bem-sucedida, terás naturalmente
momentos em que estarás numa tal posição), mais uma vez encara essas experiências
como educativas e enriquecedoras para ti. Ao invés de as reconheceres apenas como
más e de te lamentares por passares por elas, procura ver nelas o que quer que possam
ter de positivo, nomeadamente a possível importante lição nelas escondida que te
poderá ensinar algo, e toma tempo para ganhares uma perfeita consciência de como é
estar nessa situação negativa, de como te sentes e de como te faz falta voltar a estar em
circunstâncias mais felizes, o que te fará atribuir o valor certo àquilo que tinhas e que,
certamente por via do teu poder, voltarás a ter. Além disso, serás também capaz de
apreciar melhor a situação de quem está mal, o que aumentará a tua capacidade
empática e a tua compreensão do mundo.
Assim, e seguindo um dos ensinamentos do filósofo Georg Wilhelm Friedrich
Hegel, ao passares por experiências positivas (tese) e negativas (antítese) e tiveres, em
cada uma delas, a presença de espírito e a sabedoria necessárias para aprenderes com
elas e para compreenderes bem o que é o ideal (tese) e o seu contrário (antítese), a
felicidade (tese) e a ausência dela (antítese), a abundância (tese) e a privação (antítese),
então conseguirás realizar um importante processo dialético, segundo o qual, depois
de passares por uma primeira fase boa (tese) e por uma segunda fase má (antítese),
seja em que campo da tua vida for, chegarás subsequentemente – por via do teu
esforço, talento, sabedoria, inteligência, coragem e vontade – a uma terceira fase, que
fará a síntese de tudo o que viveste e aprendeste, e que te fará olhar de um modo
muitíssimo mais sensato, inteligente, informado, crítico, correcto e equilibrado para a
vida, e para os outros indivíduos que estão contigo no mundo em que estás inserida,
assim como para o mundo como um todo.
Vê, pois, a tua vida como um educativo e enriquecedor processo dialético, como
um fenómeno que ocorre necessariamente oscilando entre um polo positivo e um polo
negativo, integrando necessariamente os dois, e, enfim, como uma contínua sucessão

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de ensinamentos que deves reter e compreender. Isso fará de ti alguém
verdadeiramente extraordinário.
3. A TUA VONTADE É A TUA MAIS IMPORTANTE ARMA
Qualquer que seja a batalha que tenhas que travar na vida, assim como no
mundo da defesa dos animais, é de extrema importância que saibas sempre escolher
as armas certas para o combate que vais travar.
A verdade, porém, é que há uma arma constante cuja importância está acima de
todas as outras na hierarquia: falo da tua vontade. A tua vontade, como expressão dos
teus desígnios, desejos e necessidades, é, pode e deve ser a força criadora de tudo aquilo
que, seja por que razão for, quiseres que aconteça. Se compreenderes a importância e
força da tua vontade, saberás que não há nada que não possas fazer. Literalmente nada.
A tua vontade é, pode e deve ser geradora dos acontecimentos e conquistas mais
extraordinários que possas imaginar.
Sabe que os únicos limites que se poderão opor à realização da tua vontade serão
aqueles que admitires e aos quais deres espaço para que te bloqueiem, pois a tua
vontade tem um poder tão limitado ou ilimitado quanto tu o queiras e concebas, já que
és tu, através da tua força, convicção e intenção criadora e libertadora, que decides
quão longe podes ir.
Para a tua vontade, não há impossíveis. Citando-te mais um pertinente e antigo
princípio do mundo das artes marciais e da enorme sabedoria que este encerra (um
mundo onde é a força da mente e da vontade que dita quão forte e indestrutível é um
guerreiro), digo-te que, “para um Bushi (guerreiro), se mil adversários vierem, mil
adversários cairão”. Significa isto que, para alguém cuja vontade seja inabalável,
indestrutível e ilimitável, não existe um único obstáculo que seja intransponível,
mesmo que esse obstáculo tenha mil faces e se abata sobre essa pessoa de uma vez só.
Se essa pessoa tiver consciência do poder da sua vontade e souber, mais do que
acreditar, que triunfará em todas as suas batalhas, então não há dúvida alguma de que
triunfará.
Assim, protege sempre a tua vontade como uma entidade livre e emancipada,
que não aceita constrangimentos nem tentativas de condicionamento. Que se defende
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repelindo-os e destruindo-os. Vê-a como um dos teus principais motores e não
permitas que se avarie em circunstância alguma.
Dito isto, faz na tua vida tudo aquilo que quiseres fazer. Não deixes sonho algum
por realizar. Não hesites em experimentar tudo aquilo que te pode fazer crescer – e
lembra-te que tanto podes crescer com o que se revelar bom quanto com o que se
revelar mau, pois só saberás que é mau depois de experimentares. Aceita o risco, uma
vez que, se não arriscares, nunca terás verdadeiramente vivido. E sê suficientemente
sábia para reconheceres que qualquer propensão que tenhas para fazer algo que te
diminua não é uma expressão da tua vontade, mas sim um teste à tua liberdade, à tua
sensatez e à tua disciplina. Um teste que só poderás passar se fores sensata e escutares
a tua intuição – à qual deves sempre prestar a tua maior atenção.
Saberás que as tuas decisões decorrem da tua vontade quando elas conduzam a
algo que te engrandece, que te faz crescer, que te faz ser plena, que te faz feliz, e que te
ensina uma lição importante.
Digo-te, pois, que faças da tua vontade a lei fundamental da tua vida, assim
como a fazedora das leis acessórias e instrumentais pelas quais reges a tua vida. Assim
serás livre e conseguirás tudo aquilo que quiseres alcançar. Assim conseguirás fazer
pelos animais literalmente tudo aquilo que conceberes como importante. Assim
poderás ter efectivamente uma vida de sucesso.
4. OS TEUS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, PALAVRAS E ACÇÕES
DEVEM ESTAR EM HARMONIA ENTRE SI E COM A TUA VONTADE
Ensina-te e disciplina-te de modo a assegurares-te de que os teus pensamentos,
sentimentos, palavras e acções estão sempre em harmonia entre si, a tua vontade e a
direcção da tua mente.
Tem, a este propósito, em consideração que tudo o que pensas, sentes, dizes e
fazes tem uma força imensa e tem um profundo significado. Não há pensamento,
sentimento, palavra ou acção que não tenha consequências. E, se tu queres que as
consequências de todas essas tuas manifestações sejam as que desejas e nenhumas
outras, então tens que te certificar de que cada uma destas tuas manifestações se dá em

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
Este texto é distribuído livre e gratuitamente pelo seu autor, que autoriza e agradece a sua livre e gratuita
distribuição por quem o ler, assim como a citação, se pretendida, de qualquer parte do seu conteúdo, desde
que seja sempre feita referência à fonte original.

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Excelente Defensora dos Animais
absoluta concordância com os teus desígnios e com o governo da tua vontade e da tua
mente.
Não permitas em caso algum que haja dissonância entre o queres e o que
exprimes, ou podes estar certa de que o que queres não se realizará e de que o que
exprimes, ainda que não seja o que queres que aconteça, será o que ditará o que
acontece de facto.
Compreende melhor este ponto tendo em conta o exemplo simples que de
seguida te apresento.
Se fizeres ou disseres a alguém de quem gostas algo que a magoe, mesmo que
esse não seja o teu objectivo, será isso que acontecerá. A tua intenção poderá não ter
sido essa, mas o resultado terá sido esse, sem dúvida alguma. E, assim, o mal estará
feito. Claro que podes pedir desculpas mas o que está feito não pode ser retirado e
obviamente o ideal seria não ter acontecido. Tem isto a ver com a intenção que preside
à acção – ela pode não ter sido aquela, mas foi assim que se materializou.
Ora, cabe-te disciplinar as tuas intenções, assim como as tuas acções. Não se
trata de te transformares numa máquina fria ou num autómato. Trata-se simplesmente
de assumires o controlo da tua vida. Afinal, deixa-me lembrar-te de que quem manda
em ti és tu mesma e que só tu és responsável pelo que fazes.
Claro está que poderás falhar e é certo que isso acontecerá, ao longo da tua vida.
Muitas vezes. Isso ocorrerá exactamente porque não és perfeita e porque certamente
não és um autómato. E ocorrerá também porque serás suficientemente corajosa para
correres riscos, para experimentares novas visões e iniciativas, aceitando que poderás
falhar como parte constitutiva de qualquer iniciativa que aspira a ser bem-sucedida.
No entanto, se de facto estiveres ao leme da tua vida, farás por errar o menos possível
e verás em cada erro, como já te disse anteriormente, uma lição pela qual ficarás grata
e que te levará a melhorares-te.
Ainda sobre esta matéria devo falar-te de uma outra questão central – o governo
das emoções e o governo das sensações.
É comum as pessoas dizerem que “não mandamos no que sentimos” ou que “não
somos de ferro”, a propósito de, em tantas instâncias, as emoções tomarem conta dos
acontecimentos precisamente quando deveriam ficar dominadas. É igualmente

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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comum as pessoas dizerem que “estão exaustas” ou que “já não aguentam mais”, a
propósito do eventual cansaço físico ou emocional que sintam.
Ora, a este respeito quero antes de mais repetir-te, porque nunca é demais fazêlo, que tudo aquilo que possas identificar como negativo para ti deve ser prontamente
dispensado. Seja uma pessoa, uma relação, uma actividade, o que for. Naquilo que te
prejudica, não deves insistir de modo algum, ou estarás a cometer um ataque contra ti
mesma. E, se compreendes e aprecias as minhas palavras, sabes que não és esse tipo
de pessoa e que não cometerias conscientemente uma tal asneira.
Dito isto, deixa-me porém usar a minha maior firmeza para te dizer que, na
verdade, estarás muito enganada se aceitares como verdadeiras as frases que referi no
penúltimo parágrafo. Isto porque, na verdade, és realmente tu que mandas no que
sentes. Isto porque, na verdade, tu, mais do que de ferro, és feita de uma liga de aço
inquebrável e inoxidável com ouro e platina (se fosses um metal, serias, de todos, o
mais precioso, raro e resistente). Isto porque o cansaço, a exaustão ou a incapacidade
para suportar o que quer que seja só existem na tua mente se tu o permitires. Isto
porque, como todos os artistas marciais e guerreiros sabem bem demais, somos
absolutamente nós que mandamos em tudo aquilo que de nós faz parte e só assim
conseguimos produzir feitos grandiosos. Nunca te esqueças disto.
5. ABRAÇA O AMOR E DEIXA QUE ESSA GRANDE FORÇA TE ANIME E
ILUMINE
Todas as pessoas, das mais novas às mais velhas, das piores às melhores, já
sentiram a força única e luminosa do amor, pelo menos uma vez na vida. E basta que
tal tenha ocorrido pelo menos uma vez na vida para de imediato se concluir que não há
outra força nem outro sentimento como o amor.
O amor pode assumir várias formulações. Podes amar o teu namorado ou
marido, os teus pais, os teus filhos, os teus irmãos, os teus amigos, os teus cães ou gatos,
o teu trabalho, os teus estudos, os teus pertences mais pessoais e significativos, os teus
locais predilectos e mais simbólicos, enfim, podes sentir uma qualquer forma de amor
em muitos contextos diferentes. Na verdade, como defensora dos animais, sabes, além
do mais, que podes sentir amor e exprimi-lo sem reservas por criaturas que não
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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conheces de todo, com as quais não tens nenhuma ligação familiar, mas às quais
prontamente ofereces o teu amor, sob a forma da tua preocupação, da tua
solidariedade, do teu carinho, da tua protecção, através de uma taça de comida ou de
água, de um cobertor, de um lar cheio de amor, ou de uma campanha de alerta e
protesto, de uma acção judicial, ou de tantas outras maneiras. Na verdade, por detrás
de todos os genuínos actos de solidariedade que ocorrem no mundo, dirigidos a
humanos ou a animais não-humanos, está o amor. Tu, mais do que ninguém, sabes
isso.
Por tudo isto te digo que deves viver uma vida plena de amor. Uma vida onde o
amor está presente em todas as coisas que tu fazes e onde ele se exprime
apaixonadamente. E, muito em particular, deves ter um grande amor na tua vida e
vivê-lo de forma intensa e total. Deves ter essa experiência para que a tua vida seja
realmente completa e para que conheças esse pico de felicidade. Admite, só nessa
instância, ceder um pouco do controlo da tua vida para aceitares participar nessa
singular,

avassaladora,

quase

inexprimível

e

certamente

arriscada

(mas

compensadora) queda que é um grande amor apaixonado. Faças o que fizeres na tua
vida, não percas isso nem deixes de o viver. Quando o viveres, saberás por que razão é
tão importante passar por isso. Mesmo que te venhas a magoar, o que pode acontecer,
terá valido a pena porque aquilo que sentiste foi como nenhum outro sentimento que
experienciarás. E, se de facto saíres magoada, a pessoa que tu és – se aprecias e
compreendes a importância das palavras que te tenho estado a dirigir – saberá ter a
disciplina e a força necessárias, decorrentes do teu espírito, da tua mente e da tua
vontade, para superar essa mágoa e sair ainda mais forte desse episódio. Lembra-te
que até aqui podes aprender mais na queda, mesmo que te estateles, do que se
escolheres viver numa segurança estéril e apagada. Assim, nesta instância, digo-te: no
amor apaixonado, atira-te e deixa-te ir porque, aconteça o que acontecer, desde que tu
sejas sempre tu, inteligente e fiel a ti mesma, vai valer a pena. Mesmo que o destino
não seja o perfeito, valerá a pena pela viagem. O amor far-te-á sempre mais forte.
Finalmente, deixa que, como em tudo na tua vida, também o teu trabalho como
defensora dos animais seja intensamente iluminado pelo amor. Isso, a par de tudo o
resto que já aprendeste, irá garantir que serás uma excelente defensora dos animais de
verdade.
© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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6. APRENDE COM O PASSADO E PREPARA O FUTURO MAS VIVE O
PRESENTE
Muito em linha com o que te tenho vindo a transmitir ao longo deste texto,
apresento-te o sétimo saber como o último que gostaria de te indicar, e que será
efectivamente decisivo para ti, como certamente reconhecerás.
Olha sempre para o teu passado como a viagem fundamental, composta de
diversos episódios – uns mais positivos do que outros mas todos importantes –, que
tiveste que fazer para chegares aonde hoje te encontras. Preserva sempre as
lembranças do que te aconteceu, do que fizeste, do que deixaste por fazer, daquilo de
que te arrependeste e daquilo que foste capaz de aprender com isso, assim como
daquilo que realizaste e de como isso te tocou e veio a fazer parte da tua constituição.
Lembra-te de tudo o que de espiritual, mental e emocionalmente te aconteceu e que foi
bom para ti, e lembra também todas as sensações boas que experienciaste. No entanto,
faz um enorme favor a ti própria: independentemente daquilo que tenhas vivido, e aqui
refiro-me tanto às coisas boas quanto às más, não cometas o erro de viver em constante
nostalgia, de te agarrares demasiadamente às tuas memórias ou de ficares de algum
modo presa ao passado. O teu passado foi muito importante para ti, mas já passou. O
importante, agora, é o teu presente e a construção do teu futuro.
Neste sentido, quero tanto dizer-te que deves sempre ir preparando o teu futuro,
para que ele venha a ser exactamente como desejas, trazendo-te tudo aquilo que queres
atrair para ti, quanto deves concentrar-te no teu presente. Não tenhas dúvidas de que
uma das mais importantes atitudes que podes tomar para seres feliz, emancipada,
realizada e bem-sucedida é viveres o presente de forma absoluta.
Vive o agora. A cada episódio do presente da tua vida, responde-lhe com a tua
entrega inequívoca – sobretudo a cada episódio da tua vida que seja muito importante
e positivo. Vive-o, sente-o, toca-o, bebe-o, cheira-o, ingere-o, fuma-o, deixa-te imergir
pela boa energia de cada um desses acontecimentos e procede assim como se cada um
desses acontecimentos fosse o último da tua vida.
Assim, dificilmente virás a ter arrependimentos futuros acerca de como
gostarias de ter prestado mais atenção ao que viveste e de como gostarias ter dado mais
de ti a cada um desses momentos marcantes. Previne tais arrependimentos estando
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presente de forma absoluta em cada um dos momentos definidores da tua vida. Para
todos os casos e em todas as circunstâncias, se procederes como te recomendo, nunca
te arrependerás e ficarás grata por teres o saber suficiente para que, verdadeiramente,
não só vivas intensamente tudo o que de bom te acontece, mas, mais do que isso, te
fundas autenticamente com a poderosa energia de que esses momentos estão
recheados.
CONCLUSÃO
Ouso supor que, chegada aqui, terás já compreendido a importância e utilidade
desta minha mensagem e do modo como ela te poderá servir, para a tua vida em geral,
assim como (e especialmente) para o teu envolvimento na defesa dos animais. Talvez
esta minha suposição seja demasiadamente optimista, porventura poderá ser vista até
como presunçosa. No entanto, quero acreditar que, embora nesta minha mensagem eu
efectivamente nada diga de extremamente inovador, poderás reconhecer que é fácil,
quando uma pessoa se embrenha no mundo da defesa dos animais, desconhecer ou
esquecer todos estes princípios e saberes tão importantes. É essa a razão principal que
me leva a expô-los nesta mensagem, tomando a liberdade de ta dirigir com tanta
franqueza e abertura.
Muita gente que me conhece, depois de ler esta mensagem, poderá dizer que eu
próprio, ao longo do meu trabalho em prol dos direitos dos animais, cometi o erro de
desconhecer ou desconsiderar muitos dos princípios e saberes que agora faço tanta
questão de salientar, defender e recomendar. Aliás, eu sou o primeiro a afirmá-lo desde
o princípio deste texto. Todavia, as poucas pessoas que me conhecem realmente bem
sabem que as consequências de não ter observado esses princípios abateram-se
pesadamente sobre mim, de muitas maneiras diferentes, tendo dificultado o meu
trabalho pelos animais – não obstante os muitos sucessos em nome destes que
consegui estabelecer –, além de terem tornado a minha vida bastante mais difícil, em
tantos sentidos. E é exactamente a este propósito que chego ao último princípio ou
saber que te quero transmitir e que tem a ver com os erros.
De todas as vezes que eu, de uma maneira ou de outra, não levei estes princípios
em consideração ou não os pus em prática adequadamente, acabei por me aperceber
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do erro que cometi ao ter procedido desta maneira – e por pagar a factura por ter sido
menos sensato. E, com isso, aprendi imenso. Posso até dizer-te que, até hoje, aprendi
muito mais com as más experiências do que com as boas, porque as más foram muito
duras e deixaram-me uma lição que me marcou de forma importante mas que eu
escolhi ver como positiva.
É neste contexto que te digo o seguinte: sê humilde e aprende com os teus erros.
Encara cada erro que possas cometer como uma oportunidade para não o voltares a
repetir. Identifica cada falha que possas ter cometido e toma algum tempo para
perceber em que é que falhaste e porque é que isso aconteceu. Considera as
consequências dessa falha – para ti, para os outros e para os animais – e, em vez de te
deixares abater por teres permitido que isso acontecesse, lembra-te que és apenas
humana, que naturalmente não és perfeita, e que a única coisa que podes fazer em
relação a isso é continuares sempre, humildemente, a melhorar-te e a corrigires os teus
erros, prevenindo outros. Encara estas experiências como verdadeiras lições que
aprendes de maneira dura e que por isso mesmo dificilmente esquecerás, na certeza de
que, se vires a situação desta maneira, não cometerás os mesmos erros duas vezes.
Não te deites abaixo nem te deixes cair em tendências negativas ou depressivas
a propósito de qualquer falha que possas cometer. Pelo contrário, segue em frente,
mais sensata e mais preparada, e promete a ti mesma que, depois desta experiência,
não cairás no mesmo erro novamente e ficarás ainda mais cautelosa.
Não te esqueças também de pedir desculpa a quem tiveres que pedir desculpa,
se for o caso. Se a pessoa aceitar o pedido de desculpas, óptimo; se não aceitar,
lamenta-o, mas, em qualquer caso, segue em frente. Não fiques presa a esse episódio.
Talvez a pessoa tenha razão para não aceitar as desculpas, ou talvez esteja a exagerar e
a ser irrazoável. Seja como for, repito, segue em frente.
No fim de contas, o que é importante é aquilo que farás depois desta situação e
com o que aprendeste, tendo sempre presente que só quem não tenta e nada faz é que
não erra. E, mesmo assim, se pensares bem, quem não tenta e nada faz erra
precisamente por isto. E esse é um erro do qual tu nunca poderás ser acusada.
***FIM***

© Miguel Moutinho • Abril de 2014
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