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Shoppings Centers permanecem alvos de assaltantes

Antes considerados locais seguros, os shoppings são, cada vez mais,


alvejados por ladrões. Nos últimos dois meses, cinco lojas foram
assaltadas em São Paulo. As mais cobiçadas são as joalherias

Os índices de criminalidade registrados nas grandes cidades brasileiras


impressionam e assustam. Para muitos, a alternativa para aliar diversão e
segurança é freqüentar shoppings centers; porém, nos últimos meses,
esses locais não têm se mostrado tão seguro, já que diversos assaltos
foram realizados e, em alguns casos, até mesmo com o registro de troca de
tiros entre policiais e criminosos. Nesta terça-feira, 12 de janeiro, uma
joalheria foi alvo de ladrões no shopping Higienópolis, em São
Paulo.
Como impedir que essas ações continuem ocorrendo é o grande desafio
para os responsáveis pela segurança dos shoppings sendo a capacitação
profissional a principal dificuldade apresentada como justificativa. “Com
orçamentos cada vez mais enxutos, empresas de todos os tipos vêm
diminuindo a verba destinada à segurança e, com isso, aumentam
sobremaneira os riscos. Um dos principais problemas é a escolha dos
profissionais para atuar na área. Ao se economizar nos salários, certamente
compromete-se o seu grau de formação, que é menor do que o mínimo que
um vigilante deve ter”, alerta o consultor em Segurança Nilton Migdal.
Segundo ele, um dos maiores equívocos é a idéia de que o investimento
somente em tecnologia seja suficiente. “As pessoas se esquecem de que
quem manuseia a tecnologia são seres humanos, os quais têm limites.
Quanto menor for sua capacitação, menor o limite e menos útil a
tecnologia. Por questões financeiras, profissionais mais capacitados são
substituídos por outros menos preparados, o que resulta, ultimamente, no
significativo aumento de assaltos”, revela.
Ele diz que toda parafernália tecnológica, como câmeras e catracas
eletrônicas, de nada adianta se o recurso humano não estiver alerta,
vigiando e realizando um trabalho profissional. “Aconselho aos shoppings e
a todos os tipos de empresas e entidades que aumentem a segurança
tecnológica, porém, sem diminuir a qualidade dos profissionais
contratados; do contrário, continuaremos a presenciar, cada vez mais,
problemas graves em áreas antigamente consideradas ilhas de segurança”,
finaliza Migdal.

Nilton Migdal é formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo e com master em Business Security. Por mais de 15 anos atuou na área de Segurança
Comunitária. É especializado em treinamento e organização de sistema de segurança para
grandes eventos, empreendimentos e corporações. Atualmente, presta consultoria sobre o tema
aos mais diversos segmentos da sociedade.