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Três Passos, terça-feira, 23 de dezembro de 2014 | Suplemento da edição 911 | Nº 73

Cuidados com a saúde nas festas de final de ano

| Nº 73 Cuidados com a saúde nas festas de final de ano Com a chegada

Com a chegada do final de ano, as tempera- turas aumentam e as festas de Natal e Réveillon animam o término de um ciclo para o começo de outro. Para aproveitar praia, viagens e eventos, a saúde precisa ser cuidada. Manter o corpo hidratado é essencial, uma vez que as perdas de líquidos e de sais minerais pelo organismo são maiores do que em outras esta- ções do ano. Para evitar a desidratação, as pesso-

as, principalmente crianças e idosos, precisam ter uma boa alimentação e ingerir líquidos de forma regular. Durante o verão, é importante usar roupas leves, fazer exercícios físicos nos períodos mais frescos do dia (antes das 10h ou após às 16hs), preferir local arejado e com sombra e estar atento

à seleção, conservação e a forma de preparo dos alimentos.

É comum, na estação mais quente do ano,

ocorrer inibição da fome. Este efeito anorexígeno induzido pelo calor, pode agir negativamente se o

indivíduo ficar em jejum. Por isso, a melhor forma

de

contornar este problema é consumir alimentos

de

fácil digestão, como saladas, frutas, legumes,

carnes magras, tomando cuidado com os petis-

cos e sobremesas, geralmente muito calóricos e

de difícil digestão. Embora essa época do ano seja a mais indi-

cada para fazer projetos de vida, com certeza é

a menos acertada para começar qualquer prática

que lembre dieta ou regime. A relação com a co-

mida deve ser a mais natural e agradável possível.

A melhor receita é comemorar, desde que haja bom senso.

A ceia de Natal, no Brasil, é composta basi-

camente por uma mistura de pratos tradicionais europeus. Para manter a tradição da ceia, não é

preciso abolir os princípios nutricionais. É perfei- tamente possível criar uma ceia de Natal leve, sem excesso de carnes gordurosas, abusando de tem- peros e ervas finas. A grande variedade de legu- mes e frutas cultivados no Brasil permite enfeitar pratos típicos das festas, como o peru e o ches- ter, tornando-os mais apetitosos e saudáveis. As frutas podem também ser uma excelente opção de sobremesa ou fazer parte de saladas mistas e coloridas.

O importante é, após as comidas de final de

ano, retomar as práticas alimentares saudáveis.

mistas e coloridas. O importante é, após as comidas de final de ano, retomar as práticas

Três Passos, terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Como manter o peso com tantas festas e comemorações que vem por aí?

Pois bem, “um quilinho extra incomoda muita gente, dois qui-

e muitos quilinhos extras

incomodam muuuuiiito mais!!!” Ao chegar perto das comemorações de final de ano sempre vem uma ideia básica: o que fazer para não engordar? Esta é uma pergunta comum no consultório nesta época do ano

e também uma preocupação do nutricionista, para que todos fi-

quem de bem com a balança sem deixar de comemorar. Pensando nisso, e também naqueles que ainda não viram na reeducação ali- mentar um pilar para a prevenção e controle de doenças ou mesmo

para a conquista do peso desejado e melhora da qualidade de vida,

aí vão algumas recomendações básicas:

1º - Comer devagar e mastigar bem os alimentos; 2º - Começar o dia com um bom café da manhã (ah, se acordar próximo à hora do almoço, um iogurte desnatado e uma fruta, já está de bom tamanho ) 3º - Se possível, manter o fracionamento das refeições: as três principais - café da manhã, almoço e jantar e lanches intermediários; 4º - Não esquecer das frutas – 3 a 4 para crianças e 4 a 5 para adultos, distribuídas ao longo do dia;

linhos extras incomodam muito mais

5º - Incluir muita salada no almoço e jantar (não esquecendo de comê-la primeiro, sabem porque, né??? Quem não sabe, tente, para ver o que acontece!) 6º - Lembrar sempre da hidratação. Então, a água deve estar

marcando presença sempre, principalmente se rolar “alguma” be-

bida alcoólica

quanto a gordura dos alimentos; 7º - Devagar no refrigerante

Águas gaseificadas também não

mas digamos, menos prejudiciais. Nos dois casos

a moderação é recomendada;

8º - O suco verde, em jejum, é uma boa para começar bem o

(para aqueles que tem

a sua receitinha, melhor, pois o que é bom para um, pode não ser

para o outro); 9º - Ter boas horas de sono e rir muito 10º - Essa não pode ficar de fora: exercício físico – pelo menos 1 hora das 24hs deve ser dedicada a isso. Colocando essas recomendações em prática (que nem exigem tanto esforço assim), sem dúvida nenhuma o resultado será satis- fatório e você poderá se divertir muito!

dia, principalmente se a noite foi “longa”

são saudáveis

melhor moderar, pois o álcool engorda quase tanto

melhor moderar, pois o álcool engorda quase tanto Feliz Natal e um Ano Novo com muita

Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde, desejos realizados, paz e alegrias!

Um abraço em especial a todos os amigos e pacientes. Obrigada pela confiança depositada no meu trabalho!

BOAS FESTAS!!!!

Um abraço em especial a todos os amigos e pacientes. Obrigada pela confiança depositada no meu
Um abraço em especial a todos os amigos e pacientes. Obrigada pela confiança depositada no meu
Três Passos, terça-feira, 23 de dezembro de 2014 “Meu filho tem dor de cabeça. É

Três Passos, terça-feira, 23 de dezembro de 2014

“Meu filho tem dor de cabeça. É grave?”

Dor de cabeça, ou cefaleia, constitui uma das queixas mais comuns pelas quais as crianças são trazidas à consulta neuropediátrica. Apesar de divergências meto- dológicas, grandes séries da literatura são unânimes em revelar alta incidência de cefaléia na população pediátrica em geral: aos 15 anos, cerca de 75% das crianças já apresentaram episódios de cefaléia. Em muitas destas, o episódio é intenso ou são crises suficientemente duradouras ou recorrentes para motivar a consulta. Para os pais, uma dor de cabeça sempre vem acompanhada de apreensão. O medo de que possa existir uma causa mais grave está sempre presente, daí a importância de uma avaliação cuidadosa. Por isso, os pais devem estar atentos e valorizar principalmente a dor de cabeça que: inicia de forma aguda, repentinamen- te, em uma criança que nunca teve cefaleia; têm uma frequência ou intensidade crescentes; desperta a criança durante a noite; é acompanhada por vômitos, espe- cialmente se a dor inicia pela manhã, ao acordar; é acompanhada por alterações para caminhar ou alterações visuais; e ocorre em crianças menores de 5 anos. Por outro lado, muitas vezes estamos diante de uma criança com dores de cabe- ça recorrentes, ou seja, cefaleia crônica. Nessa situação, as duas causas mais co- muns de cefaleia (90%) são a migrânea (enxaqueca) e a cefaleia tensional. No caso da enxaqueca, nem sempre se dá a devida importância aos sintomas da criança; alguns acham que a criança só quer chamar atenção ou imitar o comportamento dos adultos, e vários casos não chegam aos especialistas. Na maioria das vezes, a dor é unilateral, latejante, forte e se acentua com os esforços físicos. Em algumas pessoas, as crises podem ser desencadeadas por fatores como emoção, estresse, alimentos, mudanças no horário de sono ou calor excessivo. Costuma causar en- joos, vômitos, intolerância à luz, aos ruídos e até a cheiros. A criança fica apática, para de brincar, muda de humor e, muitas vezes, acaba sem condições de ir à escola. Já a cefaleia tensional é uma dor em aperto que acomete toda a cabeça, sendo sua intensidade de fraca à moderada. Pode ter duração de 30 minutos até 7 dias. Em alguns casos, temos uma combinação de enxaqueca e cefaléia tensional. Existem, além das citadas anteriormente, inúmeros tipos de cefaleia. É funda- mental que não se subestimem as queixas da criança, que muitas vezes não é ca- paz de expressar exatamente o mal-estar que sente. Por isso a importância de uma avaliação adequada, valorizando o que a criança tem a nos dizer, para que possa ser realizada a investigação adequada dos sintomas.

„ Raquel Trautenmüller Kerber Binkowski

Três Passos, terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Comemoração de final de ano reúne médicos da Unimed Noroeste/RS

Em clima tropical, a Unimed Noroeste/RS reuniu seus médicos para as comemorações de final de ano. A tradicional festa, que ocorreu na Sociedade Ginástica Ijuí (Sogi) no início de dezembro, promoveu a integração de coope- rados e familiares de toda a região. O momento celebrou um ano mar- cado por importantes conquistas da Cooperativa Médica. “Estamos focados em uma gestão moderna e de valorização do cooperado e este evento vem ser mais um marco de aproximação entre os colegas de profissão”, ressalta o presidente Leandro Roberto Oss Zambon.

ressalta o presidente Leandro Roberto Oss Zambon. Liliane Lucca Jiorgio e Dr. Leandro Roberto Oss Zambon

Liliane Lucca Jiorgio e Dr. Leandro Roberto Oss Zambon

Liliane Lucca Jiorgio e Dr. Leandro Roberto Oss Zambon Dr. Claudius Wladimir C. de Figueiredo e

Dr. Claudius Wladimir C. de Figueiredo e Rafaela Schmidt Kochenborger

Wladimir C. de Figueiredo e Rafaela Schmidt Kochenborger Dr. Danilo Antônio Cerutti e Andrea Rodrigues Cerutti

Dr. Danilo Antônio Cerutti e Andrea Rodrigues Cerutti

Dr. Danilo Antônio Cerutti e Andrea Rodrigues Cerutti Dr. Conar Heck Weiller e Claudia Alexandra Maciel

Dr. Conar Heck Weiller e Claudia Alexandra Maciel

Cerutti Dr. Conar Heck Weiller e Claudia Alexandra Maciel Aprenda a identificar o TOC O transtorno

Aprenda a identificar o TOC

e Claudia Alexandra Maciel Aprenda a identificar o TOC O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é um

O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é um quadro mais comum do que imaginamos, tem ligação com a ansiedade e caracteriza-se pela pre- sença de obsessões e rituais compulsivos. O TOC acomete cerca de 2,5% da população geral, sendo considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente, ocorrendo entre homens e mulheres. Costuma ter dois tipos de manifestações: as obsessões o u idéias ob- sessivas e as compulsões ou rituais compulsivos. As obsessões são idéias ou imagens que vêm à mente da pessoa independentemente de sua von- tade e repetidamente. Embora a pessoa saiba que são idéias sem sentido, não consegue evitar de pensá-las. São frequentes as idéias relacionadas à religião, ao sexo, à agressão, à contaminação (por exemplo, a pessoa tem idéias repetidas de que suas mãos estão contaminadas por ter tocado em objetos “sujos”). As compulsões são atos ou rituais que o individuo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões. Se a pessoa não

executa o ato compulsivo, ela fica muito ansiosa. Os rituais são repetidos numerosas vezes, apesar da sensação que a pessoa tem de que não fa- zem sentido. Mania de limpeza é a mais característica, mas ela pode se expressar de muitas outras maneiras. A mania fica caracterizada como doença quando a pessoa tem a necessidade de repetir seus atos de forma compulsiva, ou seja, não consegue se controlar, faz sem perceber ou ainda não consegue impedir o ato por sua vontade. As pessoas com esses sintomas costu- mam ter uma personalidade muito própria. São pessoas extremamente escrupulosas, costumam ser formais e distantes no relacionamento e frias afetivamente. Costumam ser autoritárias quando elas ocupam postos de liderança e temerosas e tímidas quando não estão nesta posição. Intima- mente são medrosas embora não admitam, fazendo-se fortes.

O transtorno obsessivo compulsivo inicia em geral no fim da adolescên-

cia, por volta dos 20 anos, mas pode se manifestar em crianças também. Em geral, a doença evolui com períodos de melhora e piora. Com o trata- mento adequado há um controle satisfatório dos sintomas, embora seja

pouco frequente a cura completa da doença. Muitos portadores de TOC apresentam também outros transtornos como fobia social, depressão, transtorno de pânico e alcoolismo. Outras disfunções mentais como a tricotilomania (arrancar pelos ou ca- belos), o distúrbio dimórfico do corpo (idéia fixa de que há um pequeno defeito no corpo, em geral na face) e a síndrome de Tourette (síndrome dos tiques) parecem estar relacionados ao TOC. Como a própria pessoa

reconhece que seus pensamentos ou atos são sem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações, evitando conversar sobre esse assunto e re- lutando em procurar auxilio médico psiquiátrico.

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo envolve a combina-

ção de medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, em geral em doses elevadas e por tempo bastante prolongado.