Tópico Suplementar B

A DEPENDÊNCIA COM O CAMINHO DO TEMPO PRÓPRIO

217

O Paradoxo do Gémeo

B-1.

Introdução
Recentemente, muito tem sido escrito sobre o que é chamado de
paradoxo do gémeo ou do relógio (v. ref. 1). Einstein, em 1911 [2],
previu especificamente que:
"Se tivéssemos um organismo vivo numa caixa... poderíamos
proceder de maneira que o organismo, depois de um vôo longo arbitrário retornasse ao ponto inicial, numa condição muito pouco alterada,
enquanto que os organismos correspondentes, que permaneceram em
suas posições iniciais, haviam há tempo cedido lugar a novas gerações.
Para o organismo em movimento, o longo tempo de jornada foi um
mero instante, desde que o movimento tenha sido realizado com uma
velocidade aproximada à da luz"
Se o organismo estacionário é um homem e aquele em viagem é
o seu irmão gémeo, então o viajante retorna a sua casa e encontra o
seu irmão gémeo, muito mais envelhecido, comparado consigo. O paradoxo gira em torno da discussão de que, na Relatividade, qualquer
um dos gémeos pode considerar o outro como viajante, caso em que
cada um deveria achar o outro mais jovem — uma contradição lógica. Esta contenda admite que as situações dos géneros são simétricas
e permutáveis, uma suposição que não está correta. Além disso, as
experiências acessíveis têm sido realizadas e apoiam a previsão de
Einstein. Nas seções que seguem, veremos com mais cuidado, vários
aspectos deste problema.
B-2 A dependência com o caminho do tempo próprio.
Consideremos um diagrama de espaço-tempo (Fig. B-l«) que é
pertinente ao nosso problema. Nós podemos unir os eventos P e Q com
diferentes linhas possíveis do universo (1 e 2 na Fig. B-la). Não ficamos
surpresos pelo fato de que a distância percorrida entre P e Q (leitura
no velocímetro) depende do caminho que tomamos. Entretanto, é

também verdade que o tempo registrado pelos relógios em movimento
depende do caminho seguido. Vamos ilustrar este resultado diretamente.
O tempo registrado por um relógio, preso ao objeto que descreve uma
linha do universo, é o tempo próprio. Nós vimos (eq. 2-12) que a relação
entre o tempo próprio t e t é dx = dt yj\ v2/c2. Para o movimento
no espaço de uma dimensão podemos também escrever isto com
dx = Jdt2 - dx2/c2 . O tempo próprio decorrido entre os eventos P e
Q é então, simplesmente
(B-l)
onde nós integramos ao longo (linha do universo) do caminho de P
a Q. Consideremos agora o caso particular Fig. B-l/?, onde uma linha
do universo representa um relógio em repouso no eixo x; isto dá uma
reta vertical. Suponhamos agora que temos um segundo caminho pelo
qual um segundo relógio idêntico é levado de P a Q. Tal relógio se
afasta do primeiro e então volta até êle, os relógios sendo coincidentes
era P e em Q. O tempo próprio decorrido ao longo da primeira linha do
universo é

pois, dx = 0 ao longo deste caminho e o tempo próprio coincide com o

218

O PARADOXO DO GÉMEO

intervalo de tempo tQ~tP, registrado pelos relógios em repouso. Ao
longo da segunda linha do universo, o tempo próprio decorrido é,
no entanto.

AT' não será igual a AT. De fato. como dx2 é sempre positivo, encontramos que
AT' < AT
(B-2)
Os relógios darão tempos diferentes, quando são trazidos de volta,
juntos, o relógio em movimento andando atrasado (registrando uma
diferença de tempo menor do que) em relação ao relógio que permanece
em casa.
Deveríamos aqui notar que o sistema x t é inercial. O movimento
do relógio em viagem c representado, neste sistema, por uma linha
curva do universo, pois este relógio- sofre um movimento acelerado,
ao invés de um movimento com velocidade uniforme. Por exemplo,
não poderia retornar até o relógio estacionário sem inverter a sua velocidade. A teoria especial da Relatividade pode prever o comportamento
de objetos acelerados, desde que, nas formulações das leis físicas, adotemos o ponto de vista do observador inercial (não acelerado). É o
que fizemos até aqui. Um sistema ligado ao relógio em movimento
ao longo do seu caminho de ida e volta não seria um sistema inercial.
Podíamos reformular as leis da Física, de tal modo que elas tenham
a mesma forma para os observadores acelerados (não inerciais) - este
é o programa da teoria da Relatividade Geral - mas, não é necessário
assim proceder para explicar o paradoxo do gémeo. Tudo que desejamos
assinalar aqui é que a situação não é simétrica em relação aos relógios
(ou gémeos); um está sempre num único sistema inercial e o outro não.
B-3 Diagrama do espaço-tempo do "paradoxo do gémeo".
Nas nossas discussões anteriores da dilatação do tempo, nós
falamos de "relógios em movimento avançando devagar". O que
aquela frase significa é o seguinte, um relógio em movimento com uma
velocidade constante li, em relação a um sistema inercial contendo
relógios sincronizados, será encontrado avançando devagar pelo fator
s/l - u2/c2 com relação ao tempo cronometrado por estes relógios* Isto

DIAGRAMA IX) ESPAÇO-TEMPO DO "PARADOXO IX) OÊMBO"

21')

é, para cronometrar um relógio em movimento com uma velocidade
relativa constante em relação a um sistema inercial, precisamos de
pelo menos dois relógios sincronizados naquele sistema. Nós encontramos este resultado como sendo recíproco no sentido de que um só
relógio S' é cronometrado como avançando devagar por vários relógios
S, e um só relógio S é cronometrado como avançando devagar por
vários relógios S'.
A situação no paradoxo de gémeo é diferente. Se o gémeo em viagem
se deslocasse sempre, com uma velocidade constante, em linha reta,
êle nunca voltaria para casa. E cada gémeo insistiria, de fato, que o
relógio do outro avança lentamente comparado com aqueles sincronizados no seu próprio sistema. Para retornar a casa - isto é, para
efetuar a viagem de ida e volta - o gémeo em viagem teria de mudar a
sua velocidade. iO que queremos comparar, no caso do paradoxo do
gémeo, é um único relógio em movimento com um SÓ em repouso.
Para realizar isto devemos fazer coincidir os relógios, duas vezes - eles
devem estar juntos de novo no fim da viagem. Não é a ideia de que consideramos um relógio em movimento e o outro em repouso, que leva
a diferentes leituras do relógio, pois, se cada um dos dois observadores
parece ao outro como estando em movimento em uma linha reta. com
uma velocidade constante, eles não podem afirmar de modo absoluto
quem está se movendo e quem não está. Ao invés disso, é devido ao fato
de que um relógio mudou a sua velocidade e o outro não, que torna
a situação não simétrica.
Você pode perguntar como os gémeos podem dizer quem mudou
de velocidade. Isto é evidente, cada gémeo pode transportar um acelerador. Se êle muda a sua velocidade ou a direção do seu movimento,
a aceleração será detetada. Nós podemos não estar sentindo o movimento
de um avião ou de um trem, se o mesmo fôr de velocidade uniforme;
mas faça-os descrever uma curva, subir e descer, acelerar ou desacelerar
e seremos o próprio acelerômetro, quando somos sacudidos. O gémeo
no solo observando-nos não experimenta estas sensações - o seu
acelerômetro nada registra. Portanto, nós podemos distinguir os gémeos pelo fato de que aquele que executa uma viagem de ida e volta
experimenta e registra acelerações, enquanto que aquele que permaneceu
em casa, não.
Um exemplo numérico sugerido por Darwin [3], é útil para fixar
as ideias. Imaginemos que, no ano novo. Bob deixa o seu irmão gémeo
Dave, que está em repouso, numa nave espacial flutuando no vácuo.

220

O PARADOXO DO GÉMEO

DIAGRAMA DO ESPAÇO-TEMPO DO "PARADOXO DO GÊMlio"

Bob, numa outra nave solta foguetes que o põe em movimento com
uma velocidade de 0,8c em relação a Dave, e segundo seu próprio
relógio viaja por 3 anos. Solta então foguetes mais poderosos, que
invertem exatamente seu movimento e retorna a Dave, depois de 3
outros anos, segundo seu relógio. Soltando foguetes pela terceira vez,
êle para ao lado de Dave e compara as leituras dos relógios. O relógio
de Bob diz que êle esteve fora por 6 anos, mas o de Dave diz que 10 anos
foram decorridos. Vejamos como isto acontece.
Primeiro, podemos simplificar o assunto ignorando o efeito das
acelerações sobre o relógio em movimento. Por exemplo, Bob pode
parar o seu relógio durante os 3 períodos de aceleração. O erro daí

decorrente pode ser tornado muito pequeno, comparado com o tempo
total da viagem, pois, podemos efetuar a viagem tão longe e por tanto
tempo quanto desejamos, sem mudar os intervalos de aceleração. De
qualquer modo, é o tempo total que está em discussão aqui.* Nós
não destruímos a assimetria, pois, mesmo na sua simplificação ideal
da Fig. B-2 (onde as linhas do universo são retas ao invés de curvas)
Dave está sempre num sistema inercial, enquanto que Bob está decididamente em dois sistemas inerciais diferentes - um partindo (0,8c)
e outro chegando (-0,8c).
Suponhamos que as naves estejam equipadas com relógios idênticos, que enviam sinais luminosos em intervalos de um ano. Dave
recebe os sinais provenientes do relógio de Bob e registra-os versus os
sinais anuais do seu próprio relógio; analogamente Bob recebe os
sinais do relógio de Dave e registra-os versus os sinais anuais do seu
relógio.
Na Fig. B-2, a linha do universo de Dave é uma reta ao longo do
eixo ct, êle está em x 0 e marcamos 10 anos (em termos de ct), cada
ponto correspondendo ao sinal anual do ano novo do seu relógio. A
linha do universo de Bob, no início, é uma reta inclinada em relação
ao eixo ct, correspondente ao eixo ct' de um sistema em movimento,
com uma velocidade de 0,8c relativa ao sistema de Dave. Marcamos 3
anos (em termos de ct'), um ponto correspondendo ao sinal anual do
ano novo de seu relógio. Depois de 3 dos anos de Bob, êle muda para
outro sistema inercial, cuja linha do universo é uma reta inclinada em
relação ao eixo ct, correspondente ao eixo ct" de um sistema em movimento com uma velocidade de -0,8c, relativa ao sistema de Dave.
Marcamos 3 anos (em termos de ct"), cada ponto correspondendo ao
sinal do ano novo de seu relógio. Note a dilatação do intervalo de tempo
do relógio de Bob, comparado com o de Dave.
Vamos agora traçar os sinais luminosos do relógio de Bob. De
cada ponto da linha do universo de Bob, traçamos uma reta inclinada de
45° em relação aos eixos (correspondendo ao sinal luminoso de velocidade c), dirigida para Dave, sobre a reta e m x = 0. Existem 6 sinais,
o último emitido quando Bob retorna ao ponto de partida junto a Dave.

w = ct

Fig. B-2.

221

• U m a analogia é que a distancia total percorrida por 2 moiorislas enlrc os mesmos dois pontos, um ao longo da hipotenusa de um triângulo relângulo e o oulro ao longo d o s outros dois lados do triangulo, pode ser bastante diferente
U m motorista sempre se move ao longo de uma rela. e n q u a n t o que o outro dobra para a direita para caminhar ao
longo de duas retas P o d e m o s tornar a distância entre os dois pontos tão grande q u a n t o desejarmos, sem alterar o lato
de que somente uma conversão deve ser feita. A diferença e m milhagem caminhada pelos motoristas não c certamente
adquirida na conversão da direção que um deles executa.

O PARAIX)XO DO GÉMEO
222
Analogamente, os sinais do relógio de Dave são retas, passando por
cada ponto da linha do universo de Dave, inclinadas de 45° em relação aos eixos e dirigidas para a nave de Bob. Vemos que existem
dez sinais, o último emitido quando Bob retorna para junto de Dave.
Como podemos confirmar numericamente este diagrama do espaço-lempo? Simplesmente pelo efeito Doppler. A medida que os relógios
se afastam um do outro, a frequência de seus sinais é reduzida cm relação à frequência própria pelo efeito Doppler. Neste caso o fator de
Doppler (v. eq. 2-29) é

fç - v_ lc - 0 , 8 c _

/Õ2_

fL_J_

yjc + v~yc + o,8c y 1,8 y 9 3 •
Portanto, Bob recebe o primeiro sinal de Dave depois de três dos seus

anos, exatamente quando está voltando. De modo semelhante, Dave
recebe mensagem de Bob enquanto fora, uma vez para cada três de
seus anos, recebendo três sinais em nove anos. A medida que os relógios se aproximam um do outro, a frequência de seus sinais é aumentada
em relação á frequência própria pelo efeito Doppler. Neste caso o fator
de Doppler (v. eq. 2-28) é

Assim, Bob recebe nove sinais de Dave na sua jornada de volta em 3
anos. Ao todo Bob recebe dez sinais de Dave. De modo semelhante
Dave recebe três sinais de Bob no último ano, antes que Bob retorne.
Ao todo Dave recebe seis sinais de Bob.
Não há divergência quanto aos sinais: Bob manda seis e Dave
recebe seis; Dave envia dez e Bob recebe dez. Tudo está de acordo,
cada um vendo o desvio correto de Doppler do relógio do outro, e
cada um concordando com o número de sinais que o outro enviou.
Os tempos totais diferentes, registrados pelos gémeos, correspondem
ao fato de que Dave vê Bob retirar-se por nove anos e voltar em um
ano, embora Bob tenha se retirado por três de seus anos e voltado
também, em três de seus anos. Os registros de Dave mostrarão que êle
recebeu sinais mais lentamente durante nove anos, e mais rapidamente
durante um ano. Os registros de Bob mostraram que êle recebeu sinais
mais lentamente durante três anos e mais rapidamente durante os três
outros anos. A assimetria essencial é. por isso, revelada por uma análise

ALGUMAS OUTRAS CONSIDERAÇ/ÕKS

223

do efeito de Doppler. Quando Bob e Dave comparam seus registros
eles concordam que o relógio de Dave registrou dez anos e o de Bob
somente seis. Passaram-se dez anos para Dave, durante a viagem de ida
e volta de Bob, de seis anos.
B-4 Algumas outras considerações.
Ficará Bob realmente quatro anos mais jovem do que seu irmão
gémeo? Como podíamos ter substituído a palavra "relógio" por qualquer fenómeno periódico natural, tal como a batida do coração ou a
pulsação, a resposta é sim. Podíamos dizer que Bob viveu numa razão
mais lenta do que Dave durante a sua viagem, suas funções físicas procedendo na mesma razão retardada que o relógio real. Os relógios
biológicos se comportam a este respeito, do mesmo modo que os relógios reais. Não há evidência de que haja qualquer diferença na Física
dos processos orgânicos e dos materiais inorgânicos, que estão envolvidos nestes processos. Se o movimento afeta o andamento de um relógio
real, esperamos que afete o relógio biológico da mesma maneira.
É de interesse observar a aceitação pública da ideia de que os
processos da vida humana podem ser retardados por refrigeração, tal
que um envelhecimento correspondente diferente dos gémeos pode ser
conseguido por diferença de temperatura. O que é paradoxal no caso
relativístico, onde o envelhecimento diferente é devido a diferença
de movimento, é que como o movimento "uniforme" é relativo, a situação parece (incorretamente) ser simétrica, mas assim como as diferenças de temperatura são reais, mensuráveis e combináveis pelos
gémeos no exemplo anterior, as diferenças de movimento são também
reais, mensuráveis e combináveis no caso relativístico - a variação
dos sistemas inerciais, isto é, as acelerações, não são simétricas. Os
resultados são absolutamente combinados.
Embora não haja necessidade de invocar a teoria da Relatividade
Geral para explicar o paradoxo de gémeo, o estudante pode desejar
saber qual seria o resultado da análise, se soubéssemos como tratar
os sistemas de referência acelerados. Poderíamos então usar a nave
de Bob como nosso sistema de referência, tal que Bob é o que permanece em casa, e seria Dave quem, nesse sistema, faria a jornada espacial
de ida e volta. Nós acharíamos que devemos ter um campo gravitacional
neste sistema, para explicar as acelerações, que Bob percebe e o fato
de que Dave não sente acelerações, embora êle faça a viagem de ida e
volta. Se, como é exigido na Relatividade Geral, calcularmos as variações

224

REFERÊNCIAS

O PARADOXO DO GÉMEO

da frequência da luz neste campo gravitacional, chegamos a mesma
conclusão que na Relatividade Especial [v. ref. 4].
B-5. Um teste experimental.
As experiências a nós acessíveis não são as do astronauta viajando com uma velocidade próxima à da luz; ao invés, elas são sobre
os núcleos radioativos, cuja variação no tiquctaquear (razão do decaimento por fóton) com diferentes velocidades, pode ser medida com
uma precisão extremamente alta. Uma fonte radioativa de fótons
de raios gama pode ser ajustada para ressoar com um absorvedor de
tais fótons, dentro de um intervalo de freqiiência bem definido (efeito
Mossbauer). Uma fonte (núcleos radioativos de Fe-57), montada no
centro de um rotor e um absorvedor ressonante no perímetro, são
usados, as medidas sendo feitas como uma função da velocidade angular do rotor. A experiência pode ser analisada no sistema inercial da
fonte, usando a Relatividade Especial ou no sistema de referência do
absorvedor acelerado, usando a Relatividade Geral. As medidas podem
ser consideradas como um efeito Doppler transversal ou uma dilatação do tempo produzido peia gravitação, cada uma exprimindo o
mesmo fato de que o relógio que está acelerado está atrasado comparado com o relógio que está em repouso. Um dos gémeos permanece
em casa; o outro literalmente efetua uma viagem de ida e volta. Os
resultados destas experiências [refs. 5 a 7] mostram que um grupo
de núcleos radioativos sobre o perímetro do rotor em giro, sofre menos
desintegrações do que um conjunto idêntico de núcleos radioativos
em repouso no centro do rotor. O gémeo em viagem de ida e volta envelhece menos do que o seu irmão em casa, dentro dos limites do erro
experimental, pela quantidade exatamente prevista pela teoria da
Relatividade.
Questões e Problemas
1. Um caminho retilíneo entre dois pontos no espaço (Euclidiano) é de comprimento menor do que o caminho curvo que une estes pontos. É a reta do
do universo entre dois eventos no espaço (Minkowski) de tempo próprio,
mais curto ou mais longo do que uma linha curva do universo, ligando os
mesmos eventos? Explique.
2. Está, o envelhecimento assimétrico, associado à aceleração? Explique a
sua resposta.

225

3. Explique (em termos de batida do coração, atividades física e mental) |»>i
que o gémeo, que volta mais jovem, não viveu mais do que o seu próprio,
tempo próprio, embora os que permaneceram em casa possam di/.er que
êle viveu? Portanto, explique a frase "você envelhece de acordo com seu
próprio tempo próprio".
4. A dilatação do tempo é um efeito simétrico (recíproco). O resultado do
paradoxo do gémeo é assimétrico (não recíproco). Em que sentido estão
estes efeitos relacionados?

Referências

1. Vários artigos sobre este tópico são reproduzidos em Speeial Theory oj Relativity
- Selected Repriius. editado por Gerald Holton c publicado pelo American Institute
of Physics, New York, 1963.
2. Citado de A. Einstein, Vierteljahrachrift der Naturforsh. Gesellsch in Zurieh. 56 (1911).
A. Kopff, The Mathematical Theory oj Relativity. (Irad. H. Levy), Londres, 1923,
p. 52, por C. J. Whilrow em The Natural Philosophy oj'time. New York. Harper Torchbooks, 1961, p. 215.
3. C. G. Darwin, "The Clock Paradox in Relativity", Nature. 180. 976 (1957).
4. O. R. Frisch, "Time and Relativity: Part II". Contemporary Physics, 3. 194 (19621
Veja também, O. R. Frisch. "Time and Tclativity: Part V.' Contemporary Phvsics. 3,
16 (1961). Êsles artigos são exposições notáveis do problema.
5. J. J. Hay. J. P. Schiffer. T. E. Cranshaw. e P. A. EgelstaíT. Pkys. Rei. lx'tlers. 4. 165
(1960). discutido na referência 6.
6. J. Bronowski. "The Clock Paradox." Scientific American, fevereiro de 1963.
7. Walter Kundig. Phys. Rev., 129, 2371 (1963).

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