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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO RIO GRANDE DO NORTE
CAMPUS MOSSORÓ
Disciplina: Segurança do Trabalho

Docente: Drª. Priscylla Cinthya Alves Gondim

“Viver com Segurança: direito de todos, dever de cada um”.

Mossoró/RN
Março – 2011
3 ª Revisão

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN
Campus Mossoró
Disciplina: Segurança no Trabalho

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SUMÁRIO
Introdução ...................................................................................................
1. Princípios da Segurança do Trabalho...................................................
1.1 O cotidiano do Trabalhador ..................................................................................
1.2 Histórico do prevencionismo .................................................................................
1.2.1 Revolução Industrial ...........................................................................................
1.2.2 Impactos sociais da Revolução Industrial ..........................................................
1.2.3 Revolução Social .................................................................................................
1.2.4 Evolução da Legislação no Brasil ......................................................................
1.3 Segurança do Trabalho – conceito e objetivo ......................................................
1.3.1 Vantagens da implementação da Segurança do Trabalho .................................
1.4 Saúde do trabalhador – Exames médicos ............................................................
1.4.1 ASO – Atestado de Saúde Ocupacional ..............................................................
1.5 Atuação da Saúde e Segurança do trabalho na empresa ...................................
1.6 Responsabilidades pela Segurança do Trabalho .................................................
1.7 Normas Regulamentadoras – NR’s ......................................................................

2. Riscos no ambiente de trabalho ............................................................
2.1 A importância de conhecer os riscos ambientais .................................................
2.2 Avaliação de riscos .................................................................................................
2.3 Classificação dos riscos ambientais ......................................................................
2.3.1 Riscos Físicos ......................................................................................................
a) Ruído ................................................................................................................
b) Vibração ...........................................................................................................
c) Umidade ...........................................................................................................
d) Calor ................................................................................................................
e) Frio ...................................................................................................................
f) Pressões Anormais ...........................................................................................
g) Radiações ionizantes ........................................................................................
h) Radiações não ionizantes .................................................................................
2.3.2 Riscos Químicos ..................................................................................................
a) Aerodispersóides .............................................................................................
b) Gases ...............................................................................................................
c) Vapores ...........................................................................................................
2.3.2.1 Penetração no organismo ............................................................................
2.3.3 Riscos Biológicos .................................................................................................
a) Bactérias ..........................................................................................................
b) Fungos .............................................................................................................
c) Protozoários ....................................................................................................
d) Vírus ...............................................................................................................
2.3.4 Riscos Ergonômicos .............................................................................................
2.3.4.1 Organização de um ambiente de trabalho seguro e confortável ....................
a) Alterne sua posição ........................................................................................
b) Pés, joelhos e pernas ......................................................................................
c) Espaço suficiente para as pernas ....................................................................
d) Costas .............................................................................................................
e) Procurar ficar confortável ..............................................................................
g) Antebraço, pulso e mãos ................................................................................
Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

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Campus Mossoró
Disciplina: Segurança no Trabalho

g.1) Não entorte os pulsos ...............................................................................
g.2) Posicionamento do monitor .....................................................................
g.3) Ajuste da altura do monitor .....................................................................
g.4) Alinhamento do mouse e teclado .............................................................
2.4 Mapa de Riscos .......................................................................................................
2.4.1 Objetivo do Mapa de Riscos ................................................................................
2.4.2 Benefícios da adoção do Mapa de Riscos ............................................................
2.4.3 Elaboração do Mapa de Riscos ...........................................................................
2.4.3.1 Etapas da elaboração ......................................................................................

3. Acidente do trabalho ..............................................................................
3.1 Prevenção dos acidentes e doenças decorrentes do trabalho .............................
3.2 Prejuízos dos Acidentes ...........................................................................................
3.2.1 Aos trabalhadores ................................................................................................
3.2.2 A empresa .......... .................................................................................................
3.2.3 A Sociedade ..........................................................................................................
3.2.4 Ao País .................................................................................................................
3.3 Acidente do Trabalho – definição .........................................................................
3.3.1 Conceito legal ......................................................................................................
3.3.2 Conceito prevencionista .......................................................................................
3.3.3 Casos de acidentes catastróficos .........................................................................
3.3.3.1 O Desastre de Bophal ......................................................................................
3.3.3.2 O Desastre de Chernobyl ................................................................................
3.3.4 Caso de acidente envolvendo trabalhador ...........................................................
3.3.5 Doenças Ocupacionais ........................................................................................
a) Doenças Profissionais ......................................................................................
b) Doenças do Trabalho .......................................................................................
3.3.6 Equiparação ao acidente do trabalho .................................................................
3.4 Tipos de Acidentes .................................................................................................
3.5 Classificação dos Acidentes de Trabalho ..............................................................
3.6 Principais conceitos .................................................................................................
3.7 Principais causas dos acidentes e doenças ocupacionais .....................................
3.8 Conseqüências dos acidentes ..................................................................................
3.8.1 Benefícios ao trabalhador ....................................................................................
a) Auxílio doença acidentário ..............................................................................
b) Auxílio Acidente ..............................................................................................
c) Aposentadoria por invalidez ............................................................................
d) Pensão por morte .............................................................................................
e) Reabilitação ......................................................................................................
3.8.2 Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT ...................................................
3.9 Causas dos Acidentes e doenças profissionais ........................................................
3.9.1 Falha Humana .....................................................................................................
3.9.2 Fatores Ambientais ..............................................................................................
3.10 Responsabilidade legal ..........................................................................................
3.10.1 Negligência ........................................................................................................
3.10.2 Imprudência .......................................................................................................
3.10.3 Imperícia ............................................................................................................
3.11 A Estatística e a Segurança do Trabalho ............................................................

4. Serviço Especializado de Segurança e em Medicina do Trabalho –
SESMT...........................................................................................................
4.1 Composição do SESMT ..........................................................................................
Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

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Proteção e combate contra incêndio ....... 7................... 6.....................................................5 Propagação do fogo ............... 7......................3 Triângulo do fogo .....2 Convecção ............................................3 Conseqüências do adicional de insalubridade ................................2 Comburente ......5.....................5............4..... 6......4........................... 5...................... 6............... 7...............................edu.2 Principais conceitos ...........................................................................................................5 Cabe ao Secretário da CIPA .................3....1.............. 6.............................. Adicional de Insalubridade e Periculosidade ........................................................... 5......4....................8.2 Breve histórico da insalubridade ......... 7.............................................1 Ponto de fulgor ...........5 Neutralização da insalubridade ............ 7.... 7.........1 Adicional de insalubridade ............................ e-mail: priscylla.....................gondim@ifrn.............. 7...........................................4 Registro do SESMT ...... 6....3 Objetivo ............................................................... 5... 7.....................1.......... 6................................................................................................ 6.......1 Histórico do fogo .............. 5.................................. 6.................................................................................................................................... Priscylla Gondim....2 Ponto de combustão ................... 5....................1 Isolamento ........................................................................... 4.........1 Breve histórico da CIPA ............................. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 4...................................................................................................... 6......................................................................................................1...............5......... 7............................................................................................................1 Adicional de Periculosidade ............ 4.... 6................................1 Cabe aos empregados ... 6....................................6 Dimensionamento .................................4 Organização ..................................... 7................................................................2 Constituição da CIPA .....................................3 Radiação ......................................................... 6................................................................3 Cabe ao Vice-Presidente .......... 6..................2 Abafamento ........................ 6.....1....................... Docente: Drª...8.................................. 5............. 7................................ Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA .......................................................................................6........6.................4 Experiência prática em laboratório . 6............................................. 7.........................................................................................6 Processos de extinção de incêndio ...........3..........................................1 Insalubridade .................... 7............................................................................................................................................... 7....................4............................12 Semana Interna de Prevenção de Acidente – SIPAT .......................... 7...............................8.......................2 Periculosidade ........................................................................................ 6.....................................................................10 Treinamento ................Instituto Federal de Educação.............................................................. 5...........................2 Cabe ao Presidente da CIPA .....................................................................................4 Cabe ao Presidente e Vice-Presidente da CIPA em conjunto .. 7............................ 7.3 Ponto de ignição ...........................................................5 Representantes .................................................1 Combustível ......... 5..........................3...........................................7 Regras gerais da CIPA ............. 6.....................4 Graus de insalubridade ............................................................................................

.................................br 5 88 89 89 89 89 90 90 90 91 91 91 91 91 92 92 93 93 93 94 94 95 95 95 95 96 96 97 97 98 98 99 99 100 100 101 101 101 101 101 102 102 102 106 106 111 111 111 111 112 112 ..........................................................................................3 Como escolher o EPI ............................................8................ d) Espuma ..........................................................6 Incêndio Edifício Joelma .......................................4 Gran Circo Norte Americano ................................................... Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 7..................................... 8.......................... 7.............................. 7........................................ 7...................edu.............................................9...................... 7.......................... 8...........................8............................................1Teatro Iroquais .......................................................... 7..........................................................7...............3 Iluminação de emergência .....................9........................................................................................................................................................5 Obrigações Legais ........................................................3 Duração de descarga .........................................................................3 Classe C .9................... 7.................2 Classe B ........................... 7......................... 7...... 7..................5 Incêndio Edifício Andraus .................................... 8.8............................................................4 Classe D ......................................................8 Agentes extintores de incêndio ......................................................................... a) Água .........................9 Tipologia.............................................................................................................7..............6... 7........................................................... 7................. Medidas e Equipamentos de Proteção ....................... 7...1 Classe A .................... e-mail: priscylla.......................................................2 Casa de Opera Rhoads ..................................12......................................................................3 Certificado de Aprovação – CA ........................................... 7....8..7.2................. 7..................................gondim@ifrn.......2 Detector de fumaça ...................................................................................................................................................... 8.................. 7.........8.............................. 7....................................9.....................2............3 Escola Elementar Collinwood em Late View .........................6 Localização e sinalização ................9.......................7 Incêndio Edifício Andorinhas ................................................................. 7........... 7.....................1 Hidrante de parede ......................3 Resfriamento ............................................................................ 7..9........................ 7........2..................... 7................................................... a) Tipo óptico ..........................................................................................9.....................7.............6 Para Raio ..................................8 Simbologia ...........................................................2.............13 Recomendações em caso de incêndio ....... Docente: Drª................................................................ 7..................12....... 7............................. b) Gás carbônico ...... c) Pó Químico Seco .........12................ Priscylla Gondim..8 Ycua Bolaños .......7 Selo de garantia ................... 7............ 8........................................4 Sistema de chuveiros automáticos ..............................................................................................................................................................................................11 Brigada de Incêndio ........................................................................................ 7......................................................................................................................1 Capacidade extintora .......... 7.......................................5 Ponta corta fogo ..................................................9 Casos de Incêndio ..8......... 7..............2 Equipamento de Protecao Individual – EPI .........Instituto Federal de Educação.. 7.................. 7............................ 7...................................................... 7..........8................2 Nomenclatura e constituição ................................................................ 7.............................4 Equipamento de Proteção Individual Conjugado ......................................................................... 8.....................5 Treinamento .9............................. 8........ b) Tipo iônico .............................................. 7......1 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC .......................................................................9................12..................................................................................................................... 7....................12...8.......................................................................12 Outras formas de combate a Incêndio ....................................8.4 Forma de descarga ..........................................................................9 Cromagron ....................1 Quando usar EPI ............12..........2..............7 Classes de incêndio ............................10 Fatores que influenciam o incêndio ............................................ 7................................... 8.................................................

.................2...................... Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 8........2..... 8.....................................2.......2 Cabe ao empregado .....................1 Cabe ao empregador ....8 Uso e comprovação dos EPI’s ..............gondim@ifrn............................5......................br 6 112 113 113 118 118 126 ..........................5.........................................7 Responsabilidades do SESMT e da CIPA ....................edu.............. 8.....................Instituto Federal de Educação... e-mail: priscylla....................................................... Referencial Bibliográfico . 8........................... Docente: Drª............................................ 8...........2...2............ Priscylla Gondim................6 Classificação dos EPI’s ........................

conforme tem sido demonstrado. vem sendo experimentado ao longo da história da sociedade moderna. a nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de Prevenção de Acidentes. Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. não se apega à Prevenção.edu. Priscylla Gondim. Propostas para construir um Brasil moderno e Docente: Drª. Os problemas referentes à segurança. em equipamentos e em métodos de trabalho para incutir em seu pessoal o Espírito Prevencionista e. assim mesmo. buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os trabalhadores. a Produção e o Custo. isso. perda material. nas centrais sindicais e na sociedade como um todo.br . é que teremos o primeiro contato com a Prevenção de Acidentes. tradicionalmente. com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. atinge forte e danosamente a Qualidade. até o nosso ingresso no mercado de trabalho e. neuroses e as lesões por esforços repetitivos). ao meio ambiente e à qualidade de vida no trabalho vêm ganhando importância no Governo. já há séculos vêm sendo diagnosticadas. A Segurança e Medicina do Trabalho preocupa-se com todas as ocorrências que interfiram em solução de continuidade em qualquer processo produtivo.Instituto Federal de Educação. à saúde. pior ainda. a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 7 Introdução É sabido que o brasileiro. Assim. É possível conciliar economia e saúde no trabalho. A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que. combater em seu meio o Acidentes do Trabalho que. investir em treinamento. através de técnicas e de sensibilização. As doenças aparentemente modernas (stress.gondim@ifrn. nem ao menos com a sua necessidade. perda de tempo ou mesmo esses três fatores conjuntos. Até os dias atuais diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do trabalho. As doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção. independente se nele tenha resultado lesão corporal. nas entidades empresariais. infelizmente. da empresa em que trabalharemos. dependendo do setor de atividade e. e-mail: priscylla. já na idade adulta! Daí.

Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 8 competitivo. porém elas indicam o caminho obrigatório e determinam limites mínimos de ação para que se alcancem. A disciplina de Segurança no Trabalho utiliza metodologia adequada para introduzir e facilitar a adoção de boas práticas de gestão para prevenção de acidentes e doenças no âmbito das empresas. Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho. devem ser apoiadas. Utilizando uma forma de abordagem fácil. É necessário que se conheçam seus caminhos e possibilidades e. Docente: Drª. no comércio e nos serviços. e-mail: priscylla. com progresso social na agricultura. a responsabilidade das empresas e dos trabalhadores perante a segurança do trabalho. na indústria. os recursos existentes na legislação. Trabalhador saudável e qualificado representa produtividade no mercado globalizado. trabalhistas. civil e penal. principalmente. com isso. ao máximo.gondim@ifrn. focalização como um dos objetivos da empresa e.edu. com sistematização das ações desenvolvidas no ambiente de trabalho. bem como as conseqüências pelo não cumprimento da legislação. Apresentamos na apostila um breve histórico sobre a Segurança e Medicina do Trabalho. conseguir eliminar. com menor número de acidentes e doenças de trabalho. aplicação do conceito de melhoria contínua. os riscos nos ambientes de trabalho. possibilita um atendimento mais direto às empresas. Apresenta-se também a conceituação legal de Acidente do Trabalho e as suas conseqüências previdenciárias. É sabido que prevenção de acidentes não se faz simplesmente com a aplicação de normas.Instituto Federal de Educação. na plenitude. a superação dos requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho estabelecidos pela legislação brasileira. Priscylla Gondim.br .

predominava o trabalho escravo e manual (SALIBA. construção de edifícios. O ambiente ocupacional é aquele em que o trabalhador exerce sua atividade laboral. facas etc). fontes de calor e frio. Tomando o alfaiate da Idade Média como exemplo. vez que. barros. teremos 8 (oito) horas reservadas para o trabalho.1 Revolução Industrial Desde a Idade Média o homem transformava matérias-primas (pedras. 2002). ruído intenso. etc. com o crescimento da economia. dominando. Princípios básicos da Segurança do Trabalho 1. acidentes e doenças provenientes do trabalho antes desta Revolução. dentre outras. Docente: Drª.edu. peles. Trata-se de um antigo método de transformação a que denominou artesanato. O produto era apenas para atender as necessidades do lar. etc. cada um desempenhando uma atividade específica. Assim. buscando-se produzir crescentemente para o mercado. e-mail: priscylla. ou seja. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 9 1. Já na idade moderna. máquinas (prensa hidráulica. juntamente com sua família. O ponto de partida para se falar em prevencionismo será a Revolução Industrial. Esse espaço físico é preparado para receber o trabalhador nas mais diversas atividades: fabricação de móveis. pelo que burgueses. em regiões onde estas atividades eram desenvolvidas. 1. e o pequeno excesso era vendido. os artesãos) de possuí-las. extração de minério. já que existem poucos relatos sobre segurança. Nesse sistema o artesão trabalhava por conta própria. Esse sistema de produção caracterizou-se basicamente pela divisão do trabalho e aumento da produtividade. até ter pronto a roupa (produto final). assim. verificamos que era ele quem preparava o tecido. podemos encontrar: ferramentas manuais (alicates. produtos químicos potencialmente tóxicos – gases. os artesãos foram muitas vezes reunidos num mesmo local de trabalho. cortava-o com sua tesoura ou faca e costurava-o com linhas e agulhas próprias. todas as etapas da transformação da matéria-prima até chegar ao produto final desejado. serra circular etc).) em produtos úteis à sua sobrevivência. utilizando principalmente as mãos para transformar a matéria-prima no produto final. névoas. que ele venderia a algum interessado. 1. que lhe pertencia.Instituto Federal de Educação. Finalmente. Entretanto. fazendo surgir o que se denominou manufatura. trigo.2.gondim@ifrn. bem como a sua evolução. poeiras.2 Histórico do prevencionismo É importante que o estudante conheça um pouco da história do prevencionismo para uma melhor compreensão de como surgiu a Segurança e o Direito do Trabalho.1 O cotidiano do trabalhador Analisando a distribuição das 24 (vinte e quatro) horas de um dia. Priscylla Gondim. a produção de artigos para o mercado passou a ser feita em série com o uso das máquinas de fiação e tecelagem. possuía os instrumentos (meios de produção) necessários à confecção do produto.br . neste período. lã. prestação de serviços. o custo relativamente elevado das máquinas não mais permitiu ao próprio artífice (quem cria algo. nesses ambientes. a preço elevado.

A indústria exigia muito do operário. eram rapidamente transformados em fábricas. ocasionando significativas mudanças sociais. então. • Não existiam férias.edu. • O ambiente de trabalho era fechado. no seu interior. que marcou o início da Idade Contemporânea.br . A esse processo de alteração estrutural da economia. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 10 antevendo as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção. Surgiu. idade. • Exposição dos trabalhadores ao risco de acidentes sem qualquer direito de reclamação ou proteção jurídica. os burgueses “reinavam” sobre os trabalhadores. e-mail: priscylla. 1. Assim. • Havia exploração de mão de obra infantil (com 6 anos de idade as crianças já trabalhavam). o Direito do Trabalho ou quaisquer outros direitos sociais. em conseqüência disto. onde a ventilação era precária. não só homens. garantiam um suprimento fácil de mão-de-obra. sendo aceitos como trabalhadores. mas também mulheres e crianças. Estes acontecimentos tiveram profunda influência sobre a economia mundial. o maior número possível de máquinas de fiação e tecelagem. Priscylla Gondim. Assim sendo. o trabalho naquela época era realizado da seguinte forma: • Jornadas de trabalho excessivas (15 a 16 horas diárias). surgiram. A exploração da mão de obra era exorbitante. políticas e culturais para o homem contemporâneo. O incremento da produção em série deixou à mostra a fragilidade do homem na competição desleal com a máquina. assim. assim. os galpões. as seguintes anomalias nas instalações das Fábricas: • Eram improvisadas. folgas ou qualquer outro tipo de benefício trabalhista. sem quaisquer restrições quanto ao estado de saúde. • Os salários eram baixos e não havia nenhum tipo de benefício. decidiram adquiri-las e empregar pessoas para fazê-las funcionar. desenvolvimento físico etc. a) Instalações precárias Em função do crescimento da industrialização. Docente: Drª. basicamente ligados às instalações precárias. para posteriormente serem revendidas aos empregadores. • O lay-out (distribuição física de elementos num determinado espaço) não era definido. com elas. esta revolução veio alterar o cenário e gerar novos e graves problemas. muitas vezes estendidas até de madrugada. b) Exploração (abuso) de mão de obra Nas grandes cidades inglesas.Instituto Federal de Educação.gondim@ifrn. 2008). não existia vínculo empregatício e não havia qualquer tipo de regra de proteção ao trabalhador. sem oferecer quaisquer garantias de segurança. aumentando. o baixo nível de vida e as famílias com numerosos filhos. o Capital e o Trabalho. colocandose. dentre outros.2. velhos armazéns e estábulos (abrigos para os gados). as primeiras indústrias de tecidos (têxteis) e. ao lado dos lucros crescentes dos burgueses e da expansão capitalista (SALIBA. Os problemas desta época foram. o risco de acidentes. chamamos de Revolução Industrial. • Inexistência de treinamentos e capacitação de mão-de-obra. • Local de trabalho sujo e sem quaisquer condições higiênicas. • A iluminação era deficiente. Intermediários inescrupulosos percorriam as grandes cidades inglesas arrebanhando crianças que lhes eram vendidas por pais miseráveis.2 Impactos sociais da Revolução Industrial É importante salientar que na época da Revolução Industrial não havia a preocupação com a Segurança do Trabalho. • Condições gerais de trabalho agressivas. à exploração (abuso) da mão-de-obra e às máquinas produtivas deficientes.

além das revisões periódicas das existentes. • Afastamento do trabalho por motivo dos acidentes e doenças. era irrelevante. . Docente: Drª. A segurança e saúde da classe operária assumiam posição secundária. No decorrer dos anos a preocupação com Segurança do Trabalho foi evoluindo. conseguiu que em 1802 fosse aprovada a primeira lei de proteção dos trabalhadores: a “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”. e-mail: priscylla.Tornava obrigatória a ventilação industrial.Salário. . os serviços médicos industriais. Empregadores começavam a se preocupar com os casos de doenças ocupacionais de seus trabalhadores. • Ocorrências de numerosos acidentes graves e fatais. porém. naquele momento. então. já que o mais importante para os empregadores. Além disto. . não havia nenhuma preocupação dos projetistas com este assunto. Tal dramática situação dos trabalhadores não poderia deixar indiferente a opinião pública. uns eram mais rigorosos. 1.Duração máxima da jornada. e por esta razão criou-se. no Parlamento Britânico. esta deficiência proporcionou diversos problemas nas indústrias daquela época. . a necessidade de se criar regras internacionais de Proteção ao Trabalhador que orientassem todos os países do mundo a seguirem igualmente um caminho. dentre as quais. • Gastos relacionados à parada de equipamentos e do processo produtivo. fazendo com que buscassem auxílio médico para diagnosticar e tratar tais problemas de saúde. destacam-se: • Inexistência de programas de manutenções periódicas nas máquinas.3 Revolução Social Tornaram-se expressivos os danos sofridos pelos trabalhadores devido aos riscos que estavam expostos ao operar o maquinário. Assim. em geral pouco eficientes devido à forte oposição dos empregadores. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 11 c) Máquinas produtivas deficientes O projeto das máquinas que eram utilizadas nos processos produtivos não previa nenhum tipo de proteção contra acidentes. Novas leis de proteção ao trabalhador foram criadas. A Revolução Social expandiu por todo o mundo.edu. Sem dúvida. cujo objetivo era criar Recomendações e Convenções internacionais buscando a solução de problemas relacionados com o trabalho.gondim@ifrn.Proibia o trabalho noturno. assim.Proteção dos trabalhadores contra acidentes do trabalho e enfermidades. surgindo. Assim. • O ruído provocado pelas máquinas era altíssimo. era a larga expansão da produção e consequentemente o lucro. • Máquinas sem nenhum tipo de proteção nas engrenagens que impedisse o contato acidental dos trabalhadores.Obrigava os empregadores a lavar as paredes das fábricas duas vezes por ano. e assim foi seguida de leis complementares surgidas em 1819. onde cada país criava sua própria regra de proteção ao trabalhador.2.Limite de 12 horas de trabalho por dia. como a surdez ocupacional.Instituto Federal de Educação.br . • Aparecimento de doenças do trabalho.Regulamentação das horas de trabalho. uma comissão de inquérito que. outros não. foi criada a OIT – Organização Internacional do Trabalho. . resolvia somente parte do problema. esta Lei foi um marco importante na história da humanidade.Liberdade sindical. que estabelecia: . tais como: . após longa e exaustiva luta. pois eram muito primitivas. . • Interrupções dos processos produtivos. Priscylla Gondim. que. em 1919. em Genebra (Suíça). em contraposição à segurança no ambiente de trabalho. Observou-se. .

ginástica laboral. onde pode levar o funcionário ao absenteísmo. nesse ponto. Fique por dentro! • Ginástica Laboral: é o conjunto de práticas de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho com a finalidade de colocar previamente cada pessoa — e todos — da equipe ou grupo de trabalho bem preparadas para o exercício do labor diário. Docente: Drª. O Decreto n. desde o início do século XX.4 Evolução da Legislação no Brasil No Brasil. é lamentável constatar que as indenizações por acidente do trabalho tem sido o argumento mais convincente para motivar o empregador ao cumprimento das normas de segurança e saúde no local de trabalho. ou seja. bem como proteger a integridade física e a capacidade de trabalho do trabalhador encontrado nos riscos ambientais.edu.724 de 15/01/1919. dentre eles. sendo orientada ou supervisionada por um fisioterapeuta. stress. Esse esforço resultou na aprovação do Decreto n. dos membros.3 Segurança do Trabalho – conceito e objetivo A segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar ou prevenir os acidentes de trabalho. considerado a primeira lei acidentária do país (OLIVEIRA. O grande desafio da hora presente é dar efetividade aos preceitos instituídos. etc. e-mail: priscylla.Etc. tornar real o que já é legal. Priscylla Gondim. 3. Segundo Araújo (2008) a OIT é composta por representantes de governos e de organizações de empregadores e trabalhadores dos 178 Estados membros. Usualmente baseia-se em técnicas de alongamento.724 de 15/01/1919 abriu as portas para criação de novas Leis de Proteção do Trabalhador. Podem filiar-se à OIT todos os países membros das Organizações das Nações Unidas – ONU. Diálogo Diário de Segurança (DDS). Entende-se por conjunto de medidas as ações realizadas para tentar eliminar ou reduzir os riscos ambientais. educador físico ou por algum especialista treinado. A capacidade de trabalho vão desde a lesão física até algum dano psicológico. à cabeça. 3. passando pelo tronco.br 1. 1.oit.br .gondim@ifrn.org. diversos projetos buscavam instituir uma lei específica para regulamentar as regras do trabalho. distribuídas pelas várias partes do corpo.2. as doenças e acidentes do trabalho continuam afetando duramente a classe trabalhadora. proteção em máquinas e equipamentos.Instituto Federal de Educação. Não há dúvida de que a OIT possui um papel relevante na humanização das condições de trabalho do mundo. E. O empregador foi onerado com a responsabilidade pelo pagamento das indenizações acidentárias. como exemplos podemos citar: treinamentos educativos. como pressamento de dedos. p. sobretudo pelo rápido progresso de industrialização a que vivemos e pela não importância aos assuntos relativos a Segurança do Trabalho. 35). Infelizmente. sendo que há escritórios instalados em mais de 40 países. projetos de engenharia. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 12 . com o objetivo de aproximar e facilitar o contato com os governos daqueles países. Para maiores informações acesse: www. doenças ocupacionais. 2007. luxação. o Brasil. apesar do progresso normativo.

Quando aliamos a prática de segurança do trabalho em uma determinada empresa. para a discussão e instruções básicas de assuntos ligados à segurança no trabalho que devem ser utilizadas e praticadas por todos os participantes. incêndios. calor. máquinas e equipamentos.edu. tomar todas as providências para que o acidente não tenha possibilidade de ocorrer. conseqüentemente trazendo danos para a produção. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 13 • Diálogo Diário de Segurança (DDS): constitui basicamente na reserva de um • pequeno espaço de tempo. manuseio de produtos perigosos (tóxicos. É um grave problema enfrentado pelos gestores de recursos humanos já que esse afastamento temporário se dá por diversos motivos. chegar antes do acidente. Nesse sentido. gases.gondim@ifrn. enfim. Priscylla Gondim. e-mail: priscylla. o que reduz a Docente: Drª. é muito importante observar que um acidente não é simples obra do acaso e pode trazer conseqüências indesejáveis. Administração. armazenamento e transporte de materiais. A prevenção de acidentes é uma atividade perfeitamente ao alcance do homem. diminuindo o lucro e sobrecarregando outros funcionários. seja por falta ou atraso. Prevenir quer dizer ver antecipadamente.Instituto Federal de Educação. poeiras. Absenteísmo: usado para designar as ausências dos trabalhadores no processo de trabalho. ruído. RH. etc) as operações tendem a serem realizadas com mais segurança e controle. Dentre os fatores de riscos operacionais destacam-se a eletricidade. a outras áreas com uma boa gestão (Engenharia. recomendado antes do inicio das atividades diárias na empresa e com duração de 5 a 15 minutos. todos aqueles riscos existentes em um ambiente de trabalho. visto que uma das mais evidentes características de superioridade do ser humano sobre os demais seres vivos é a sua capacidade de raciocínio e a previsão dos fatos e ocorrências que afetam o seu meio ambiente. inflamáveis. devido a algum motivo interveniente. O objetivo da Segurança do Trabalho é a prevenção de Acidentes e Doenças ao trabalhador. etc).br .

para os trabalhadores entre 18 anos e 45 anos de idade. e amplia a competitividade da empresa. procurar detectar alterações de Saúde que predisponham aos acidentes de trabalho e doenças profissionais. para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas. cada um com sua particularidade.1) a cada ano ou a intervalos menores. continuamente. os exames deverão ser repetidos: a. os ambientes de trabalho. avaliar as repercussões da atividade laboral na Saúde do trabalhador e diagnosticar precocemente as alterações de Saúde relacionadas ou não com o trabalho. e-mail: priscylla. a saber: a) admissional. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 14 possibilidade de interrupção do seu processo produtivo em decorrência de acidentes e doenças ocupacionais. a critério do médico encarregado.4 Saúde do Trabalhador . b) periódico.edu. d) de mudança de função.              1.Instituto Federal de Educação. Este exame tem como objetivos. potencializa as relações interpessoais.gondim@ifrn. ainda. Priscylla Gondim.1) anual. ou seja. O exame médico periódico deverá ser de acordo com os critérios abaixo: a) para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional. a NR7 do Ministério do Trabalho. c) de retorno ao trabalho. cujo assunto é Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. na sua admissão. diminuir o absenteísmo. ou seja. Docente: Drª. isto é. Assim. b. evita o pagamento de perícias. aumenta a produtividade. ou. proteger a integridade física e mental dos trabalhadores. a) Admissional: Deverá ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades.3. prédeterminados. quando menores de 18 anos e maiores de 45 anos de idade. Tem como objetivo principal avaliar se o empregado é capaz de desenvolver a tarefa da qual vai ser responsável. 1. b) Periódico – Periódico significa que ocorre em intervalos regulares. educar para adoção de práticas preventivas.1 Vantagens da implementação da Segurança no Trabalho: previnir e reduzir os acidentes e doenças. e) demissional. evitar prejuízos à imagem da empresa.br .Exames médicos Para diagnosticar e acompanhar a saúde dos trabalhadores e até mesmo diagnosticar doenças relacionadas ao trabalho é necessário um bom controle através da realização de exames médicos. atende aos requisitos da legislação.2) a cada dois anos. melhorar. evitar os custos com avaliações ambientais. b) para os demais trabalhadores: b. determina a realização de determinados exames. expande seu mercado de atuação. honorários e indenizações legais. com segurança e eficiência.

135 dias para as empresas de grau de risco 1 e 2. verificar se possui aptidão física e psicológica para a nova função. o médico deverá emitir o Atestado de Saúde Ocupacional .ASO. mediante recibo na primeira via.3. d) o nome do médico coordenador. ou seja. e-mail: priscylla.90 dias para as empresas de grau de risco 3 e 4. b) os riscos ocupacionais específicos existentes. em 2 (duas) vias. 1. . O exame médico demissional será obrigatoriamente realizado até a data de homologação. será obrigatoriamente realizada antes da data da mudança. Por exemplo: um trabalhador mudando de função “pedreiro” para “soldados”. analisando se houve alguma alteração de saúde. correlacionando o exame médico realizado com os demais exames. Docente: Drª. São atividades totalmente diferentes. onde a primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador.Instituto Federal de Educação. se o trabalhador está apto ou inapto para exercer a função. com segurança e eficiência. desde a época da sua admissão. O ASO deverá conter no mínimo: a) nome do trabalhador. o ASO é um documento emitido pelo médico dando seu parecer.edu. após a realização dos exames médicos. Este exame tem como objetivo Verificar a saúde atual do trabalhador. Priscylla Gondim. número da identidade e sua função. periódico etc).1 ASO – Atestado de Saúde Ocupacional Resumidamente.br . com respectivo CRM. Para maior entendimento ler o capítulo 4. d) Mudança de função – O item 7. A mudança de função é caracterizada por toda e qualquer alteração de atividade. de natureza ocupacional ou não.gondim@ifrn. além dos novos riscos a que estará exposto. quando o empregado é desligado da empresa. definido pela NR4. Onde grau 1 é o mais leva e o grau 4 o mais moderado. Para cada exame médico realizado. O objetivo do exame de retorno ao trabalho é avaliar se o trabalhador mantém a capacidade de desenvolver a mesma atividade laboral desenvolvida antes do afastamento. quando houver. ou parto. e pode variar de 1 a 4.4. É necessário realizar exames específicos para ver se o trabalhador tem aptidão para operar o equipamento. O seu principal objetivo é avaliar se o trabalhador é capaz de desenvolver a nova tarefa da qual vai ser responsável. e) Demissional – Este exame é realizado quando há rescisão de contrato de trabalho. procurar detectar alterações de Saúde (seqüelas e/ou limitações físicas e/ou mentais) que predisponham aos acidentes de trabalho e doenças profissionais. isto é. com segurança e eficiência. posto de trabalho ou de setor que implique a exposição do trabalhador à risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança.4. Fique por dentro! Grau de Risco: Está relacionado ao tipo de atividade que a empresa realiza. c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador. desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de: . à disposição da fiscalização do trabalho e a segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador. isto é. quaisquer que sejam (admissional. deverá ser realizado obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 15 c) Retorno ao trabalho – No exame médico de retorno ao trabalho.4 preconiza que no exame médico de mudança de função.

É um documento importante que atesta os riscos ambientais ao qual o trabalhador estará suceptivel. f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato. Priscylla Gondim.Instituto Federal de Educação. bem como atesta se o funcionário está saudável durante toda o seu tempo na empresa. MODELO DE ASO 1. e-mail: priscylla. o processo de fabricação requer cuidados com a saúde e segurança dos trabalhadores por meio da implantação de programas nesta área. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 16 e) definição de apto ou inapto para a função que o trabalhador vai exercer.gondim@ifrn. oois o produto final é apreciado em quase todo o mundo. como é o caso de uma fábrica de doces. CRM O Atestado de Saúde Ocupacional é parte integrante de um ato médico.br . através de uma equipe multidisciplinar composta por Docente: Drª.5 Atuação da Saúde e Segurança do Trabalho na empresa Aparentemente. A seguir é demonstrado um modelo de ASO. algumas atividades laborais parecem inofensivas.edu. exerce ou exerceu. g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo n.

demonstrando na prática prevencionista. na íntegra. ratificadas pelo Brasil. de dividir a regulamentação em normas separadas por tema. Priscylla Gondim. Essas normas existem para regular o dispositivo legal existente. de 22 de Dezembro de 1977. de 8 de Junho de 1978. relativo à segurança e medicina do trabalho. reciclagens. As Normas Regulamentadoras. Também os empregados da empresa contribuem para a promoção da saúde e bem estar do trabalhador ao constituírem a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). contribuindo para a manutenção das condições de trabalho saudáveis. empregador e empregado.7 Normas Regulamentadoras – NR’s A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. cada uma com um tema específico. de acordo com a maior demanda ou necessidade do momento.214. cabe ao empregador fazer cumprir essa legislação. O SESMT como a CIPA. Médico do Trabalho. podendo ser punido em caso de desrespeito às exigências e cabe ao trabalhador cumprir as exigências de saúde e segurança nos locais de trabalho. o propósito é o de indicar efetivamente essa ocorrência.br . realizando a prevenção através de cursos. como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho. no endereço (internet) www. também conhecidas como “NRs”. praticamente 6 meses após a criação da Lei 6. Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho (também conhecido como Técnico de Enfermagem). passando pelo SESMT e CIPA até o chão de fábrica (todos os funcionários que fazem parte da produção). Atualmente existem 33 NR’s. 1. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 17 Técnico de Segurança do Trabalho. regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil.gov. Considerando-se que as normas existentes têm uma inter-relação entre si.514. Administradores. tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. que alterou o Capítulo V do Titulo II da CLT. composta por representantes do empregador e representantes dos empregados. Título II. Sócios. Assim. que muito pouco adianta atender uma NR sem levar em consideração a outra. através do Capítulo V. e-mail: priscylla. presente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). sinalização. O intuito neste título é que se tenha uma noção de todas as NR’s. A metodologia adotada. com o título Da Segurança e Medicina do Trabalho. cabe ao poder público a criação e fiscalização das normas e leis que versam sobre segurança e saúde no trabalho.br. Docente: Drª.6 Responsabilidade pela Segurança do Trabalho A responsabilidade pela segurança do trabalho é tripartite: poder público.Instituto Federal de Educação. Engenheiro de Segurança do Trabalho.mte. Estes profissionais formam o que chamamos de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). 1. permite ao Ministério do Trabalho promover atualizações parciais. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras e outras leis complementares. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. palestras. treinamento. etc.gondim@ifrn.edu. Então a Segurança do Trabalho atua na empresa desde a mais alta cúpula como Gerente. obedecendo às normas e leis específicas. As normas regulamentadoras poderão ser obtidas. relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. As NR’s foram aprovadas pela Portaria 3.

Instituto Federal de Educação. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Docente: Drª. chuvas. reconhecimento.PCMSO Trata dos exames médicos obrigatórios para as empresas. setor de serviço.PPRA Estabelece a obrigatoriedade do empregador de elaborar e implementar o PPRA visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da antecipação. e-mail: priscylla. objetivos. O SESMT é composto por profissionais especializados em segurança: Engenheiro e Técnico em Segurança. NR4 .br . execução. O PCMSO tem o caráter preventivo.EPI Obriga as empresas de fornecerem gratuitamente os Equipamentos de Proteção Individual. etc). seu funcionamento.Inspeção Prévia Determina que todo estabelecimento novo deva solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do Ministério do Trabalho. destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. NR2 . incluindo terceiros e usuários. além de atribuir responsabilidades a estes. Enfermeiro e auxiliar de enfermeiro do Trabalho. deveres e direitos de seus componentes. máquina ou equipamento. ou embargo de uma obra em função da existência de risco grave e iminente para o trabalhador. incluindo projeto. reforma e ampliação. NR6 – Equipamento de Proteção Individual . apresentaremos um resumo das 33 NR’s em vigor e uma em consulta pública (NR-34): NR1 – Disposições Gerais Estabelece as competências relativas às NR’s no âmbito dos órgãos governamentais. Os empregados devem ser submetidos a exames médicos de acordo com os riscos que estão expostos. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 18 A seguir. em função dos riscos a que estão expostos. operação. NR3 . que emitirá o CAI . em suas diversas etapas. NR9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais .edu. define os termos usados nas normas e estabelece as obrigações gerais do empregador e do empregado. tendo em consideração o meio ambiente e os recursos naturais.Certificado de Aprovação de Instalações.gondim@ifrn. Médico. atribuições. Priscylla Gondim.Embargo ou Interdição Estabelece as condições em que pode ocorrer interdição de um estabelecimento. NR7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . pois objetiva diagnosticar doenças profissionais e danos à saúde decorrentes do trabalho. manutenção. proteção contra intempéries (insolação. escadas. NR5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA Estabelece a obrigatoriedade da constituição da CIPA nas empresas.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT Obriga as empresas de constituírem o SESMT. NR10 – Instalações e serviços em eletricidade Trata das condições mínimas para garantir a segurança daqueles que trabalham em instalações elétricas. NR8 – Edificações Estabelece os requisitos técnicos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança aos que nelas trabalham como os pisos. além das obrigações dos empregados e do empregador. cuja finalidade é de promover a saúde e proteger o trabalhador. os chamados EPI’s.

Esta norma determina que seja pago mensalmente adicional de periculosidade (30% sobre o salário base) quando a empresa constatar que o empregado trabalha exposto a risco acentuado de acidente.Explosivos Define e classifica os explosivos assim como as normas de segurança para o manuseio e transporte desses produtos. os trabalhos com materiais explosivos. podendo. os mobiliários nos postos de trabalho (assentos. venda e locação de máquinas e equipamentos. a iluminação de interiores. tanto de forma mecânica. etc.Máquinas e Equipamentos Estabelece as condições a ser observadas nas instalações e áreas de trabalho. operação e manutenção de fornos industriais. Movimentação. Priscylla Gondim. tubulações. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 19 NR11–Transporte. líquidos inflamáveis. à movimentação. como exemplo. Trata da melhora das condições de trabalho.br . etc. no que se refere ao transporte. e define as normas de segurança do trabalho no serviço de exploração de pedreiras. NR13 – Caldeiras e vasos sob pressão É uma norma complexa. temperatura. como exemplo a exposição ao ruído. Esta norma determina que seja pago mensalmente o adicional de insalubridade (10.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Define e classifica líquidos combustíveis e inflamáveis e estabelece normas de segurança para a armazenagem desses produtos. importação. estabelece os requisitos para a construção de depósitos de explosivos e define os períodos para inspeção dos explosivos de forma a verificar sua condição de uso. etc. vibrações. de modo a evitar acidentes no local de trabalho.Trabalho a céu aberto Estabelece as medidas de proteção para trabalhos realizados a céu aberto. dimensionamento. reatores. poeiras. que causa danos à saúde.Operações e Atividades Periculosas Periculoso significa ambiente perigoso. NR19 . Define as normas de segurança das máquinas e equipamentos. Armazenagem e Manuseio de Materiais Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. assim. NR16 . à armazenagem e ao manuseio de materiais. Estabelece regras gerais para Caldeiras e Vasos sob pressão (compressores de ar.). NR 15 – Operações e Atividades Insalubres Insalubridade significa ambiente nocivo. Estabelece as medidas prevencionistas a serem adotadas na construção. NR. NR17 – Ergonomia Esta norma fixa os parâmetros mínimos que permitam a adaptação do trabalho ao homem.Instituto Federal de Educação. inclusive para os gases liquefeitos. NR20 . incluindo as condições de moradia do trabalhador e de sua família que residirem no local de trabalho. umidade.14 Fornos. Docente: Drª. nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria de construção. NR12 . São quaisquer equipamentos que armazenem produtos sob pressão. NR21 . quanto manual.gondim@ifrn. causar danos à sua saúde. bem como estabelece critérios a ser observados na fabricação. 20 ou 40% sobre o salário mínimo) quando a empresa constatar que o empregado trabalha exposto a risco acima do limite do qual seu organismo tolera. calor. assim como sua manutenção e operação. NR18 – Segurança na Construção Civil Estabelece as diretrizes de ordem administrativa e de planejamento de organização que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. Consta nesta norma regras para o levantamento e transporte manual de cargas. gases. as condições ambientais de trabalho (ruído.edu. e-mail: priscylla. etc) e a organização do trabalho. etc). altura.

NR23 – Proteção contra incêndios Todas as empresas deverão possuir: proteção contra incêndio. risco biológico. líquidos de alta toxidade. pois ela define de forma explícita as multas por violação de normas de segurança. Docente: Drª. devidamente registrado através das DRTs regionais. vestiários. NR27 – Registro do Técnico de Segurança no Ministério do Trabalho e Emprego Todo técnico de segurança deve ser portador de certificado de conclusão do 2º grau de Técnico de Segurança e Saúde no Trabalho. avaliação. Priscylla Gondim.gondim@ifrn.edu. beneficiamento de minerais e pesquisa mineral. pecuária e exploração florestal Esta Norma estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho.Segurança e saúde no trabalho portuário. pecuária e exploração florestal com a segurança e saúde e meio ambiente. à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. NR24 . identificando os equipamentos de segurança. e pessoas treinadas no uso correto destes equipamentos.br .Sinalização de Segurança Fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço. de forma a garantir permanentemente a segurança e a saúde os trabalhadores que integram direta ou indiretamente nesses espaços. a exemplo do césio em Goiás. NR26 . e-mail: priscylla. radioativo. Esta NR aborda ponto importante no que tange à prevenção ao Acidente do Trabalho. monitoramento e controle dos riscos existentes. e advertindo contra riscos. Tem por objetivo regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais.Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Trata das instalações sanitárias. em caso de incêndio.Instituto Federal de Educação. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. refeitórios. NR 34 . equipamento suficiente para combater o fogo em seu início. cozinhas. NR 30 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. sólidos. NR-28 – fiscalizações e Penalidades. delimitando áreas. facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 20 NR 22 – Trabalhos subterrâneos Destina-se aos trabalhos em minerações subterrâneas ou a céu aberto. com currículo do Ministério do Trabalho e Emprego. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de fluídos (líquidos e gases).Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval (Texto em Consulta Pública) Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança. alojamentos e demais condições de higiene e conforto que devem ser proporcionadas ao trabalhador. garimpos. NR32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde Estabelece a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. NR31 – Norma para trabalhos na agricultura.Resíduos Industriais Trata da eliminação dos resíduos gasosos. NR33 – Segurança e saúde em espaços confinados Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. NR25 . NR 29 . periculosidade.

8. e) Diminuição da oferta de trabalho e emprego. atua no âmbito da empresa. bem como corrigindo as conseqüências delas advindas que são prejudiciais ao homem. se for um serviço rápido c) solicitar apoio da manutenção d) solicitar reparo a qualquer pessoa Docente: Drª. o trabalhador deve: a) improvisar reparo.edu. pelo menos. o que é segurança do trabalho? b) Cite uma ou duas situações que presenciou ou de que tenha conhecimento. c) Sua evolução deve-se principalmente à classe trabalhadora. 4. Antes de nos aprofundar nos fundamentos teóricos da disciplina Segurança do Trabalho. Quantas são as normas operacionais de segurança ocupacional no Brasil? Escolha três e comente sobre elas. empregador e poder público nas questões de segurança do trabalho? 6. Numa indústria.Instituto Federal de Educação. e) Caracteriza-se pelos altos índices de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. podemos afirmar: a) É o ramo que visa à preservação da saúde do trabalhador. faz-se necessário captar o que cada um sabe a respeito desse conceito. Dê três exemplos. 3.br . que pôs/puseram em risco a vida de um trabalhador. Estadual e Municipal. 5. Priscylla Gondim. diminuir os acidentes e doenças do trabalho. melhorando as condições de sua atividade. b) É de única e exclusiva responsabilidade do poder público. se for profissional antigo b) improvisar reparo. 2. c) Aumento da qualidade de vida do trabalhador. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 21  Atividade 1. responda: a) Para você. d) É a ciência que tem como objetivo estudar os meios que permitem eliminar ou. O que é ASO? Quais os exames médicos de acordo com a NR-7? 10. 9. e-mail: priscylla. São aspectos positivos em relação à segurança do trabalho: a) Diminuição dos acidentes de trânsito no caminho de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Quais os impactos sociais gerados pela Revolução Industrial? Comente um pouco sobre eles. b) Aumento do número de beneficiários da previdência social. Em relação à Segurança do Trabalho. Neste caso.gondim@ifrn. d) Aumento dos impostos a serem pagos em nível Federal. Como a Segurança do trabalho. com os conhecimentos adquiridos na sua experiência de vida. Quais as vantagens e as desvantagens de uma empresa investir em Segurança do Trabalho? (cite quatro de cada). Qual o papel do trabalhador. Como está organizada a Legislação de Segurança do Trabalho no Brasil? 7. o trabalhador vê uma tomada elétrica com vários equipamentos conectados. então. 11.

O que um empregado deve fazer para desligar um equipamento elétrico que não esteja corretamente fixado a tomada? a) tirar a tomada puxando pelos fios b) desligar o equipamento no botão liga/desliga c) não fazer nada. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 22 12. d) segurar bem firme a máquina e pedir a um colega que puxe pelos fios para desligá-la.gondim@ifrn.Instituto Federal de Educação. pois os equipamentos desligam automaticamente.br . Docente: Drª. Priscylla Gondim. e-mail: priscylla.edu.

Isso vai depender da combinação ou relação de diversos fatores. manipulação ou exposição a agentes físicos. além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa. concentração. 2. utiliza-se apenas a sensibilidade do avaliador para identificar o risco existente no local de trabalho. é a forma mais simples de avaliação. biológicos. relações interpessoais.edu. obrigatoriamente. existe perigo para a saúde. médio e longo prazo. em qualquer tipo de atividade laboral. a) Qualificar A avaliação qualitativa.2 Avaliação de riscos É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e decidir se um risco é ou não tolerável. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 23 2. pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas características de organização. e-mail: priscylla. intensidade ou tempo de exposição. Nesta. A avaliação dos riscos consiste em quantificar ou qualificar o risco ambiental existente no setor de trabalho.Instituto Federal de Educação. torna-se imprescindível a necessidade de investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão expostos os trabalhadores e sua intensidade. objetivando dimensionar o quanto os trabalhadores estão expostos.gondim@ifrn. doenças ou a morte. provocando lesões imediatas. biológica ou ergonômica. podem comprometer a vida do trabalhador em curto. b) Quantificar Visa medir. Priscylla Gondim. neutralização ou controle dos riscos através de instrumentos de medição. podem vir a causar danos à saúde do trabalhador por sua natureza. existem duas modalidades básicas de avaliação.1 A importância de conhecer os riscos ambientais Os locais de trabalho. o nível de toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. Desta forma. situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes. química. através da utilização de instrumentos de medição ou métodos de inspeção. Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os riscos ambientais. Docente: Drª. comparar e estabelecer medidas de eliminação. como a concentração e a forma do contaminante no ambiente de trabalho. É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos locais de trabalho não quer dizer que. 2.br . conhecida como preliminar. que uma vez estando presentes no ambiente de trabalho. Riscos no ambiente do trabalho Os riscos ambientais são todos os riscos causados por qualquer agente de natureza física. químicos.

e passam por cabines de compressão e descompressão. Em condições de exposição prolongada ao ruído por parte do aparelho auditivo. podem ser físicos. e a unidade usada como medida é o decibel ou abreviadamente dB. Os principais aparelhos utilizados para medição do ruído são: Docente: Drª. deixando o trabalhador com dificuldades para se relacionar com os colegas e família . bem como a produtividade da empresa. acaba por afetar o cérebro e o sistema nervoso. a depender de sua natureza. para conservar a temperatura do corpo. Por esse fato. podem comprometer a segurança e a saúde dos funcionários.1 Riscos Físicos São representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores. para diagnóstico precoce da lesão auditiva. químicos ou biológicos que.3 Classificação dos Riscos Ambientais Há vários fatores de risco que afetam o trabalhador no desenvolvimento das suas tarefas diárias. pressões anormais e umidade. que se podem ser comparadas aos acidentes do trabalho. impedir que a exposição continue por mais alguns anos e acabe por resultar numa surdez total. Alguns destes riscos atingem grupos específicos de profissionais. Quando não são controlados ou previamente avaliados. como é o caso. isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso.edu. O ruído é um agente físico que pode afetar de modo significativo a qualidade de vida. assim como dificuldades acrescidas em se perceber a movimentação de veículos ou máquinas . e-mail: priscylla. calor. O controle médico deve ser feito por meio do exame audiométrico admissional e periódico. Mede-se o ruído utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora. o excesso de intensidade do ruído. como: ruídos. visando. que trabalham submetidos a altas pressões e a baixas temperaturas. vibrações. 2. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som que causa sensação desagradável ao homem. agravando as suas condições de risco por acidente físico. concentração. cada vez que mergulham ou sobem à superfície. radiações. Priscylla Gondim.br . Dessa forma. são obrigados a usar roupas especiais.gondim@ifrn. Os riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos. os efeitos podem resultar na surdez profissional cuja cura é impossível. intensidade ou tempo de exposição. químicos. dos mergulhadores. Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma com que atuam no organismo humano. biológicos. podendo provocar acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho. frio. a) Ruído: Quando um de nós se encontra num ambiente de trabalho e não consegue ouvir perfeitamente a fala das pessoas no mesmo recinto. Sem medidas de controle ou proteção. os riscos ambientais afetam o trabalhador a curto. portanto. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 24 2. médio e longo prazo.Instituto Federal de Educação.3. ergonômicos e de acidentes.

gondim@ifrn.edu. sendo retirado no final da jornada. Dependendo do tempo de exposição. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 25 Medidor de Pressão Sonora (Conhecido como Decibelímetro) : Equipamento que avalia a exposição ocupacional instantânea de ruído no ambiente de trabalho. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. Deve ser colocado no próprio funcionário antes de começar a trabalhar. nível sonoro e da sensibilidade individual. Dosímetro: Equipamento que avalia a exposição ocupacional média de ruído no trabalhador. Docente: Drª. médio e longo prazo provocarem sérios prejuízos à saúde. podendo a curto. Priscylla Gondim.br . Quanto maior o nível de ruído. (Ver tabela abaixo – Anexo 1 – NR 15). As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos. as alterações auditivas poderão manifestar-se imediatamente ou se começará a perder a audição gradativamente. menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional. e-mail: priscylla.Instituto Federal de Educação.

as quais podem ser nocivas ao colaborador. causam. Na industria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações. A vibração também provoca uma doença na circulação arterial da mão. em maior e menor grau. podendo provocar: • Lesões na coluna vertebral. lesões deformantes das articulações das mãos e dos punhos. Docente: Drª. capazes de produzir danos à saúde dos colaboradores. As vibrações podem ser: a) Localizadas: São provocadas por ferramentas manuais. como os motoristas de caminhões. com umidade excessiva. motoserras etc.gondim@ifrn.Instituto Federal de Educação. sem proteção auditiva. com o tempo. As atividades ou operações executadas em locais alagadas ou encharcadas. Como exemplo temos os lajavatos por sua natureza são locais cuja umidade é intensa para a limpeza dos automóveis. ônibus e tratores. c) Umidade: Decorrente de atividades relacionadas com água ou líquidos. A utilização de instrumento vibrantes. • Dores lombares. • Problemas nas articulações das mãos e braços: Osteoporose (perda da substancia óssea). A prevenção a nível médico e feita por meio de exames periódicos dos indivíduos expostos. e que se caracteriza por bloqueio da circulação local quando a mão e exposta ao frio. portanto. b) Vibração: As vibrações caracterizam-se pela sua amplitude e frequência. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 26 Fique por dentro! • Para 8 horas diárias de trabalho. o limite máximo de ruído estabelecido é de 85 decibéis. levar a: • Alterações neurovasculares nas mãos. perfuratrizes. é de 1 hora. que atinge principalmente os dedos do indivíduo. Apresentam geralmente baixas frequências e conduzem-se por materiais sólidos.br . Priscylla Gondim. depois de alguns anos de trabalho. elétricas e pneumáticas podendo. como marteletes pneumáticos. • O ruído emitido por uma britadeira é equivalente a 100 decibéis. b) Generalizadas: As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas.edu. lixadeiras. evitar a completa instalação da doença. e-mail: priscylla. O limite máximo de exposição contínua do trabalhador a esse ruído. são situações insalubres e deve ter a atenção dos prevencionista através de inspeções realizadas nos locais de trabalho para se estudar a implantação de medidas de controle. para diagnosticar precocemente as alterações e.

br . tornando-se mais fácil e menos perigoso o trabalho em ambientes sob altas temperaturas. e os problemas de pele. Verifica-se a presença de calor em inúmeras operações industriais. • Ingerir bastante água à temperatura ambiente. portas ou outras aberturas necessárias a uma boa ventilação). etc.Instituto Federal de Educação. Priscylla Gondim.de bulbo seco. O principal equipamento utilizado para avaliação da exposição ao calor é: Termômetro de Globo Digital: Equipamento que avalia a exposição ocupacional ao calor. (ou adaptação). • Implementar turnos com menor carga horária em situações onde ocorre exposição a ambientes hostis. • Em situações de elevadas temperaturas. toda essa combinação pode gerar alta temperatura prejudicial à saúde do trabalhador. maçaricos etc. principalmente na fase de aclimatação. ou pelo tipo de material utilizado e características das construções (insuficiência de janelas. e. em razão do maior desgaste físico e da perda de água e de sais. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 27 d) Calor Nos ambientes onde há a necessidade do uso de fornos. as cãimbras do calor. A temperatura resultante é função dos seguintes fatores: • umidade relativa do ar • velocidade e temperatura do ar • calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente. inicial. a diminuição do rendimento normal do trabalhador. A sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura resultante existente no local e do esforço físico que fazemos para executar um trabalho. Docente: Drª. O equipamento possui três termômetros . a prostração térmica. Somente. As medidas a tomar para minimizar os efeitos do Stress Térmico podem ser: • Em primeiro lugar uma correta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo.. a desidratação. • Devem ser tomadas a nível de layout medidas de ventilação. de bulbo úmido e de globo. padarias. Os principais quadros clínicos causados pelo calor são: a intermação. é que o trabalhador consegue a aclimatação. depois do que o indivíduo perde totalmente a adaptação ao calor. O trabalho efetuado com exposição a altas temperaturas provoca fadiga intensa e. consequentemente. como na fundição de metais. Não beber álcool. de acordo com o anexo 3 da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres).edu. também. e-mail: priscylla. em cerâmicas. O controle médico do trabalhador deve ser rigoroso. após 3 semanas trabalhando sob calor. que combinados adequadamente fornecem a sobrecarga térmica a que se encontram expostos os trabalhadores. como fornos e maçaricos. como por exemplo uma siderurgia a água a ingerir deve conter uma pequena porção de sal de modo a compensar as perdas devido à transpiração. após o retorno de férias ou após qualquer afastamento por mais de 2 semanas. moderar o consumo de cafeína. • Evitar alimentação rica em gorduras visto que estas retêm os líquidos no organismo.gondim@ifrn.

Há. Priscylla Gondim. A descompressão pode causar uma grande embolia gasosa que. Na compressão.2) Pressões Hipobáricas: As condições hipobáricas caracterizam-se quando há a queda da pressão dos gases.gondim@ifrn. f. e-mail: priscylla.1) Pressões hiperbáricas: A pressão hiperbárica é necessária para o trabalho em tubulações. em trabalhos submarinos (mergulhadores) O trabalhador pode sofrer problemas durante a compressão e a descompressão. • Enregelamento: ficar congelado (podendo causar gangrena e. O tratamento da doença descompressiva e a imediata recompressão do indivíduo. • Predisposição para doenças das vias respiratórias. após algum tempo (de meses a alguns anos). seios paranasais e até de dentes. • Rachaduras e necrose da pele. ou seja. fábricas de gelo. ombro. seguramente. conseqüências a longo prazo da doença descompressiva. sorvete e picolés. ou. Para prevenir estas ocorrências devem ser feitos exames médicos diários. trauma de ouvido. conseqüentemente a amputação do membro lesado). Podemos encontrar este riscos ambiental em frigoríficos. evita a ocorrência de doença descompressiva. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 28 e) Frio: O trabalho realizado em baixas temperaturas também é nocivo à saúde. o organismo tende à hipóxia.edu. um quadro mais brando. por meio da tabela médica de tratamento. há risco de barotrauma. A melhor prevenção é obedecer corretamente as tabelas de compressão e descompressão. quadril). Como o ar entra com muito menos pressão no Docente: Drª. f) Pressões Anormais: f. ainda. chamado de doença descompressiva ou mal dos caixões. em muitos indivíduos afetados. • Agravamento de doenças musculares periféricas preexistentes. a destruição de segmentos ósseos de grandes articulações (por exemplo. pois. surge necrose asséptica. procedimento que. em geral. então.br . cabeça do fêmur).Instituto Federal de Educação. em câmaras frias. provocando no doente deformidades e incapacidade para o trabalho. leva à morte rapidamente. que é caracterizado por dor violenta nas grandes articulações (joelho. seguida de descompressão lenta. Nessa pressão. • Agravamento de doenças reumáticas. ou seja. podendo provocar as seguintes lesões: • Feridas.

principalmente em controle de qualidade (gamagrafia). Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 29 pulmão. • falta de apetite.3. emitidas de equipamentos de radiologia ou de materiais radiativos .Instituto Federal de Educação. ocasionar a morte poucos dias após a exposição do indivíduo. Priscylla Gondim. hoje amplamente utilizados em grande variedade de atividades. e as partículas α e β . • insônia. a radiação ionizante ocasiona uma síndrome. como também nas subseqüentes. A exposição a essas radiações. Em uma exposição maciça.2 Riscos Químicos São identificados pelo grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e mental dos trabalhadores. na freqüência cardíaca e na pressão arterial (também aumentam). podendo. A hipóxia. ou seja. com anemia. A radiação ultravioleta provém principalmente da operação de solda elétrica e causa queimaduras na pele e irritação nos olhos. afim de que haja um aumento do fluxo sangüíneo. perda de apetite. • digestão lenta.br . há imediatamente um reajuste na freqüência respiratória (aumenta). h) Radiações não ionizantes As radiações não ionizantes mais comuns em indústrias são a infravermelha e a ultravioleta. A catarata por infravermelho é. vômitos. Para a prevenção.edu. genéticos ou somáticos (físicos). A exposição durante anos a este agente provoca catarata. podendo afetar órgãos ou partes do organismo ou se manifestarem nos descendentes das pessoas expostas a este tipo de radiação. também conhecida como Síndrome Mal da Montanha tem como sintomas: dor de cabeça. que podem aparecer nos descendentes do indivíduo. barreiras nas paredes e vidros das salas de radiação. fraqueza intensa e sangramentos. óculos pumblíferos. deve-se fazer controle rigoroso da exposição do indivíduo exposto e da utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) apropriados como Colete de Chumbo. A infravermelha é proveniente do aquecimento intenso de metais ou vidros fundentes ou semifundentes. e-mail: priscylla. além de alterações genéticas. 2. g) Radiações ionizantes São basicamente os raios-X. de longa data. principalmente as mais penetrantes(raios-X e Y) causa doenças graves como o câncer. • lentificação dos reflexos. • aumento do volume urinário. raios-Y.gondim@ifrn. chamada "catarata dos vidreiros". ainda. doença ocular do cristalino que pode levar a cegueira. Seus efeitos podem ser crônicos ou agudos. não só na primeira geração. a Docente: Drª.

como por em processo “spray”) e neblinas (são partículas líquidas produzidas por condensações de vapores). visíveis apenas com microscópio. Priscylla Gondim. fumaça (sistemas de partículas combinadas com gases que se originam em combustões incompletas). Estes podem ser classificados em: Aerodispersóides . neblinas. a. de onde são expelidas através de tosse. O tempo que os aerodispersóides podem permanecer no ar depende do seu tamanho. pois podem ser absorvidas pelo organismo através do sistema respiratório. Britamento. névoas.br . segundo a natureza química ou de acordo com sua ação no organismo. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 30 exemplo temos: poeiras. fumos. oriundos de diversas atividades. a) Aerodispersóides São dispersões de partículas sólidas ou líquidas de tamanho bastante reduzido. compostos ou outros produtos químicos. produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores). expectoração. substâncias. transporte de grãos etc. Evidentemente. produzidos mecanicamente por ruptura de pastículas sólidas. Estas constituem a chamada fração respirável. menor o tempo de permanência) e velocidade de movimentação do ar. ou pela ação dos cílios. fumos (são partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos). uma atividade típica que gera poeiras. digestiva e.1) poeiras – são materiais em partículas finas em suspensão no ar. maior é a chance de ser inalado e produzir intoxicações no trabalhador. e-mail: priscylla. britagem. como demolição. A enorme utilização de produtos químicos acarreta grande incidência de doenças profissionais causadas por esses produtos. névoas (partículas líquidas produzidas mecanicamente. que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar.edu. de vapores e sólida. normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do aparelho respiratório. Exemplos: poeiras (são partículas sólidas. Docente: Drª. quanto mais tempo o aerodispersóides permanece no ar. As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10 mícrons.Instituto Federal de Educação. são chamados de contaminantes atmosféricos.Gases – Vapores. gases. Os agentes químicos. e podem penetrar no organismo pelas vias respiratórias. vapores. Os produtos químicos são encontrados no ambiente de trabalho sob as formas líquida. através da pele e olhos. gasosa. quando se encontram em suspensão ou dispersão no ar atmosférico. dependendo das características físico-químicas das substancias. também.gondim@ifrn. Podemos classificar os agentes químicos. As partículas maiores. peso específico (quanto maior o peso específico.

etc. Os fumos metálicos podem aparecer em operações como a soldadura. o seu tamanho varia entre os 0. fundições.4) neblina .br . a. Por exemplo. a. Os possíveis riscos a saúde causada por exposições a fumos metálicos durante a soldagem a arco com eletrodo metálico coberto dependem. Docente: Drª. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 31 As medidas ou avaliações dos agentes químicos em suspensão no ar são obtidas por meio de aparelhos especiais que medem a concentração.001 µm e os 10 µm. e-mail: priscylla.edu. fumos e vapores. Priscylla Gondim. Na imagem. Os limites máximos de concentração de cada um dos produtos diferem de acordo com o seu grau de perigo para a saúde. geralmente de tamanho de partículas menores de 1 µm diâmetro. ou seja. ebulição. a.Instituto Federal de Educação. instrumento para avaliar poeiras. obviamente do metal que esta sendo soldado e da composição do eletrodo.Suspensão gasosa de pequenas gotas de líquido que se geram por condensação de um estado gasoso ou pela desintegração de um estado líquido por atomização. A seguir a ilustração de uma bomba gravimétrica.3) névoas – são produtos químicos em forma de gotas minúsculas que podem ser produzidas por aspersão ou por reações químicas/fotoquímicas.2) fumos – Partículas sólidas que surgem quando um material sólido se evapora e ao arrefecer condensa.gondim@ifrn. percentagem existente em relação ao ar atmosférico. etc. os vapores metálicos arrefecem e condensam em partículas extremamente pequenas. Na atividade de soldagem elétrica é comum a produção de fumos metálicos. podemos ver a “fumaça” que na verdade são fumos produzidos pela fusão da solda.

temos poeiras de origem animal. como a poeira mineral de sílica encontrada nas areias para moldes de fundição. não podem ser total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido. tintas .1 Penetração no organismo Certas substâncias químicas. usado como combustível. Não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir indefinidamente.Instituto Federal de Educação. 2. e tudo o que está no ar acaba por passar nos pulmões e nas vias aéreas superiores. misturadas completamente com este (o próprio ar é uma mistura de gases). No estado sólido.3. Uma outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma concentração máxima no ar. Quanto aos agentes líquidos. líquido e gasoso. c) Vapores São também dispersões de moléculas no ar.edu. e-mail: priscylla. Essas substâncias podem apresentar-se nos estados sólido. ou gases libertados nas queimas ou nos processos de transformação das matérias primas. mineral e vegetal. porque respiramos continuadamente. que não é ultrapassada. Docente: Drª. ou que ficaram muito tempo expostas a produtos químicos. fragmentação ou emanações gasosas. • Via digestiva: se o trabalhador comer ou beber algo com as mãos sujas. Abaixo ilustração do Detector de gases – instrumento para medir os gases no setor de trabalho. temos o GLP (gás liquefeito de petróleo). À temperatura ordinária.2. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 32 b) Gases São dispersões de moléculas no ar. que ao contrário dos gases.br . No estado gasoso. atingindo o estômago e podendo provocar sérios riscos à saúde. Priscylla Gondim. podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. chamada de saturação. Esses agentes químicos ficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo do trabalhador através: • Via respiratória: essa é a principal porta de entrada dos agentes químicos. mesmo sujeitos à pressão fortes. vernizes ou esmaltes. parte das substâncias químicas serão ingeridas com o alimento. são lançadas no ambiente de trabalho através de processos de pulverização. como exemplo. utilizadas nos processos de produção industrial.gondim@ifrn. eles apresentam-se sob a forma de solventes.

Podem ou não causar doenças. ou mais graves como a hepatite. frigoríficos. mas se o trabalhador estiver desprotegido e tiver contato com substâncias químicas. havendo deposição no corpo. e-mail: priscylla. Priscylla Gondim. são responsáveis por algumas doenças profissionais. bacilos e outras espécies de microorganismos. podendo dar origem a doenças menos graves como infecções intestinais ou a simples gripe. o que mostra que a penetração dos agentes químicos pode ocorrer também pela vista. protozoários. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho • • 33 Epiderme (cutânea): essa via de penetração é a mais difícil. fungos.edu. Quando se bebe um copo de leite. Tal problema pode viabilizar. parasitas. uma vez que acreditando no seu valor.3 Riscos Biológicos Estão associados ao contato do homem com vírus.br . as medidas de higiene industrial e os cuidados higiênicos ficam em segundo plano. Tal tipo de risco pode ser decorrente também. (cobras) nos locais de trabalho. produção de alimentos. por exemplo. produção animal e outras como a arqueologia. Penetrando no organismo do homem por via digestiva.gondim@ifrn. Sua utilização é até em alguns casos prejudicial. serão absorvidas pela pele. a presença de animais transmissores de doenças (ratos. bactérias. Via ocular: alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação nos olhos e conjuntivite.Instituto Federal de Educação. meningite ou AIDS. mosquitos. como atividades na área de saúde. ele para para o estômago. eles são arrastados para os pulmões.3. respiratória. de deficiências na higienização do ambiente de trabalho. O que o leite tem a ver como desintoxicante pulmonar por substancias nocivas? Nada! O leite pode ser considerado alimento. Há uma série de atividades humanas relacionadas à contaminação biológica. olhos e pele. 2. Os riscos biológicos são riscos originados de microorganismos que podem vir a provocar danos à saúde do trabalhador. nunca um preventivo de intoxicação. etc) ou de animais peçonhentos. Os principais riscos biológicos são: a) Bactérias São micro-organismos unicelulares extremamente simples sem núcleo organizado. Fique por dentro! Falso Remédio Quando se respira um ar com produtos químicos. Docente: Drª.

sarcodíneos por possuírem movimento por pseudópodes. os vírus só atacam células específicas. cujo conjunto em um mesmo organismo é chamado de micélio. ou seja. e. Os vírus possuem uma “vida” completamente diferente das células. Priscylla Gondim.br . Os vírus não fazem metabolismo.gondim@ifrn. São organismo simples que possuem núcleo organizado e são classificados de acordo com seu movimento em: flagelados por possuírem flagelos. Os fungos são importantes na produção de alimentos. Docente: Drª.Instituto Federal de Educação.edu. pelo fato de haver dúvidas sobre se devem o não ser considerados seres vivos. São compostos de filamentos chamados de hifa. c) Protozoários São organismos unicelulares com núcleos organizados que podem ou não provocar doenças. d) Vírus Não se enquadram facilmente em qualquer das categorias de classificação dos seres vivos. ciliados por possuírem movimentos por fios e esporozoários que não se movimentam. sem eles. biscoitos. cervejas e bebidas. e-mail: priscylla. não haveria vários tipos de queijos deliciosos como o gorgonzola ou o roquefort. Os fungos aparecem em materiais orgânicos e são usados em uma quantidade de processos industriais principalmente na fermentação. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 34 b) Fungos Constituem um reino biológico próprio. são usados para produzirem combustível como o etanol. como pão. Isso ocorre devido a como classificá-los. apenas se reproduzem e somente em células que tenha afinidades.

mas complicadas quando não tratadas a tempo. Priscylla Gondim. ao esforço físico intenso. Verifica-se que algumas vezes que os postos de trabalho não estão bem adaptados ás características do operador .Instituto Federal de Educação. quer no espaço disponível ou na posição das ferramentas e materiais que utiliza nas suas funções. trabalho em turno e noturno. • ventilação permanente e adequada. levantamento e transporte manual de peso. • controle médico constante. com vacinação sempre que possível.4 Riscos Ergonômicos Estão ligados à execução de tarefas. Movimentos repetitivos dos dedos. acredita-se. • uso de equipamentos individuais para evitar contato direto com os microrganismos. que serão analisadas em laboratórios especializados. repetitividade e outras situações causadoras de estresse. controle rígido de tempo para produtividade. monotonia. • A rigorosa higiene de corpo e das roupas. 2. posturas incorretas. • Destruição por processos de elevação da temperatura (esterilização) ou uso de cloro. da cabeça e do tronco produzem monotonia muscular e levam ao desenvolvimento de doenças inflamatórias. jornadas de trabalho prolongadas. A verificação da presença de agentes biológicos em ambientes de trabalho é feita por meio de recolha de amostras de ar e de água.br . as medidas preventivas a tomar terão de ser relacionadas com: • A rigorosa higiene de locais de trabalho. Docente: Drª. Para estudar as implicações destes problemas existe uma ciência que avalia as condições de trabalho do operador.gondim@ifrn. quanto ao esforço que o mesmo realiza para executar as suas tarefas. à organização e às relações de trabalho. chamadas genericamente de Lesões por Esforços Repetitivos. curáveis em estágios iniciais. quer quanto à posição da máquina com que trabalha. imposição de ritmos excessivos. dos pés. mobiliário inadequado.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 35 Como estes microrganismos se adaptam melhor e se reproduzem mais em ambientes sujos. não cause danos à saúde do trabalhador) previstos na NR15 “Operações e atividades insalubres”. das mãos. Ergonomia é a ciência que procura alcançar o ajustamento mútuo ideal entre o homem e o seu ambiente de trabalho. e-mail: priscylla. Os dados obtidos das avaliações quantitativas devem ser comparados com os Limites de Tolerância (valor máximo permitido que.3.

o que pode ser conseguido a partir de: • Rotação do pessoal. a mobília. • Postura correta sentado. em pé. costas. Ao ajustar o ambiente de trabalho e seus hábitos pessoais.gondim@ifrn.Instituto Federal de Educação. movimentos forçados e posturas incômodas. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 36 As lesões resultantes de condições ergonômicas inadequadas são conhecidas como Lesões por Esforço Repetitivo (LER). e-mail: priscylla. Você também poderá ter um certo controle sobre a iluminação e outros fatores. você poderá minimizar a fadiga e o desconforto. pernas. podem provocar danos físicos. ou carregando e levantando pesos. como sempre. você fará escolhas que afetam seu conforto e. As LER são lesões dolorosas e freqüentemente incapacitantes.3. você escolhe a postura de trabalho e a posição do seu corpo em relação ao computador. a iluminação.edu. telefone. • Intervalos mais freqüentes. material de referência e papéis.1 Organização de um ambiente de trabalho seguro e confortável Sua postura. Isso acontece quer você utilize um teclado comum e um monitor em um escritório. • Exames médicos periódicos. que afetam principalmente os punhos. potencialmente. além de reduzir o risco de tensões que.4. Docente: Drª. • Evitar esforços superiores a 25 kg para homens e 12 kg para mulheres. Priscylla Gondim. As causas para estas lesões são o trabalho prolongado envolvendo movimentos repetitivos. um teclado sem fio no seu colo ou um computador portátil no aeroporto. é a prevenção. ombros. a organização do trabalho e outras condições e hábitos no trabalho podem afetar a maneira como você se sente e a sua eficiência no trabalho. a melhor arma. Sempre que usar o computador. sua segurança. 2. Distúrbios Ósteo-musculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou Lesões por Movimentos Repetitivos (LMR). músculos e articulações. segundo alguns cientistas. Em todos os casos.br . pescoço. Contra os males provocados pelos agentes ergonômicos. • Exercícios compensatórios freqüentes para trabalhos repetitivos. um notebook no seu quarto.

mude de posição com freqüência no decorrer do dia. e) Procure Ficar Confortável Certifique-se sempre de que a parte inferior das costas esteja bem apoiada. d) Costas Use a cadeira para apoiar completamente o corpo. e-mail: priscylla. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 37 a) Alterne sua Posição Dependendo de suas tarefas.edu.Instituto Federal de Educação. Distribua o peso de maneira uniforme e use todo o assento e todo o encosto para apoiar o corpo. certifique-se de que seja suficientemente largo para acomodar posições variadas das pernas dentro de sua área pessoal de conforto c) Espaço suficiente para as pernas Proporcione espaço suficiente para os joelhos e pernas debaixo do espaço de trabalho. Use uma superfície de trabalho e uma cadeira ajustável que permitam que seus pés se apóiem firmemente no chão. Evite pontos concentrados de pressão debaixo da coxa. Procure sentir-se confortável na posição em que está trabalhando. Docente: Drª. alinhe os contornos do encosto para que correspondam à curva natural da espinha dorsal. Priscylla Gondim. você pode encontrar várias posições confortáveis. Se a cadeira tiver suporte ajustável para as costas. Joelhos e Pernas Certifique-se de que seus pés estejam firme e confortavelmente apoiados no chão quando estiver sentado.gondim@ifrn. Em sua área pessoal de conforto. Se utilizar um descanso para os pés. Alongue as pernas e varie sua postura durante o dia. esteja você sentado ou em pé. ou utilize um descanso para os pés. b) Pés. perto do joelho e na parte de trás da perna.br .

Essa posição não deve fazer com que o pescoço se incline para frente de forma desconfortável ou excessivamente para trás. g. Priscylla Gondim.4) Alinhamento do mouse e do teclado Ao utilizar um mouse. Talvez seja mais confortável colocar o monitor de forma que a linha superior do texto fique logo abaixo da altura dos olhos. pulsos e mãos na zona neutra de conforto.Instituto Federal de Educação. Você deverá olhar ligeiramente para baixo quando estiver visualizando o centro da tela. Você é quem melhor pode julgar o que é mais confortável para você. Essas posições podem fazer com que você dobre perceptivelmente os pulsos em direção às laterais ou podem deixá-los muito estendidos Docente: Drª. g. g. Evite colocar o dispositivo a uma distância muito grande da lateral do teclado ou em direção ao canto posterior do mesmo. não entorte ou apóie os pulsos na superfície de trabalho. g. nas pernas ou no descanso para mãos (às vezes chamado de descanso para pulsos). coloque o dispositivo logo à direita ou à esquerda do teclado e próximo ao canto frontal do mesmo. O ato de apoiar as mãos durante a digitação pode ser prejudicial pois pode fazer com que os dedos e pulsos sejam flexionados para trás.gondim@ifrn.2) Posicionamento do Monitor Coloque o monitor diretamente na sua frente. Coloque o monitor perto dessa posição.3) Ajuste da Altura do Monitor A posição do monitor deve possibilitar o equilíbrio confortável da cabeça sobre os ombros. Se necessário.br . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 38 f) Ombros e Cotovelos Para minimizar a tensão muscular. mantenha os antebraços. Pulsos e Mãos Ao digitar ou usar um dispositivo apontador. aproxime ou afaste o monitor até poder visualizar o texto exibido de forma nítida e confortável. estique o braço em direção ao monitor e observe a posição da sua mão. g) Antebraços. nem elevados e nem caídos e os cotovelos devem estar confortavelmente colocados em relação à altura do teclado. os ombros devem estar relaxados. que deve estar fechada.edu. Para determinar uma distância confortável de visualização.1) Não entorte os pulsos Quando estiver digitando. e-mail: priscylla.

máquina e equipamentos sem proteção. Serve como um instrumento de levantamento preliminar de riscos. Priscylla Gondim. a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores.gondim@ifrn. e possibilitar.4. permitindo fácil elaboração e visualização.4 Mapa de Riscos O Mapa de Riscos é uma das modalidades mais simples de avaliação qualitativa dos riscos existentes nos locais de trabalho.edu. durante a sua elaboração. É um instrumento participativo. É a representação gráfica dos riscos por meio de círculos de diferentes cores e tamanhos.5 Riscos de Acidentes São muito diversificados e estão presentes no arranjo físico inadequado (má organização do ambiente). Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 39 2. material ou matériaprima fora de especificação. que deverão opinar. pisos pouco resistentes ou irregulares. discutir e elaborar o Mapa de Riscos e divulgá-lo ao conjunto dos trabalhadores da empresa através da fixação e exposição em local visível. ferramentas impróprias ou defeituosas. elaborado pelos próprios trabalhadores e de conformidade com as suas sensibilidades. medicação. As informações e queixas partem dos trabalhadores. e Docente: Drª.2 Benefícios da adoção do Mapa de Riscos identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho aos quais os trabalhadores poderão estar expostos.Instituto Federal de Educação.4. 2. • • • • 2. O Mapa de Riscos está baseado no conceito filosófico de que quem faz o trabalho é quem conhece o trabalho.3. conscientização quanto ao uso adequado das medidas e dos equipamentos de proteção coletiva e individual. e de planejamento para as ações preventivas que serão adotadas pela empresa. instalações elétricas defeituosas. 2.br . de informação para os demais empregados e visitantes.1 Objetivo do Mapa de Riscos Reunir as informações básicas necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação da segurança e saúde no trabalho na empresa. e-mail: priscylla. probabilidade de incêndio ou explosão. animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes. iluminação excessiva ou insuficiente. ninguém conhece melhor a máquina do que o seu operador. bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. substituição de trabalhadores e danos patrimoniais. indenização. facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com aumento da segurança interna e externa. redução de gastos com acidentes e doenças. armazenamento inadequado.

edu. treinamento recebido. cobras. Conflito Tensões emocionais Calor Umidade Insetos. competitividade e 2.3 Elaboração do Mapa de Riscos São utilizadas cores para identificar o tipo de risco. • Círculo Médio: risco que gera relativo incômodo mas que pode ser controlado. Docente: Drª. sexo. jornada. • os equipamentos. e-mail: priscylla. Conhecer o processo de trabalho do local avaliado: • os trabalhadores .número. 2. compostos ou produtos químicos em geral. gerar doenças e que não dispõe de mecanismo para redução.br .1 Etapas de elaboração 1. aranhas. • o ambiente.gondim@ifrn. mutilar. neutralização ou controle. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho melhoria do lucratividade. • clima organizacional. Desconforto Monotonia Grupo V Agentes Mecânicos Arranjo físico deficiente Máquinas sem proteção Matéria-prima fora de especificação Equipamentos inadequados defeituosos ou inexistentes Ferramentas defeituosas inadequadas ou inexistentes Iluminação deficiente Eletricidade Incêndio Edificações Armazenamento Outros Outros Outros Outros Outros VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL 2.4.Instituto Federal de Educação. queixas de saúde. Tabela dos riscos ambientais Grupo I Agentes Químicos Grupo II Agentes Físicos Grupo III Grupo IV Agentes Biológicos Agentes Ergonômicos Poeira Ruído Vírus Trabalho físico pesado Fumos Metálicos Vibração Bactéria Posturas incorretas Névoas Radiação ionizantes Protozoários e não ionizantes Treinamento inadequado inexistente Vapores Pressões anormais Fungos Jornadas prolongadas de trabalho Gases Temperaturas extremas Bacilos Trabalho noturno Produtos químicos em geral Frio Parasitas Responsabilidade Substâncias. A gravidade é representada pelo tamanho dos círculos. conforme a tabela de classificação dos riscos ambientais. • Círculo Grande: risco que pode matar. Identificar os agentes de riscos existentes no local avaliado. • as atividades exercidas e. instrumentos e materiais de trabalho. conforme a tabela de classificação dos riscos ambientais. maior 40 produtividade. Priscylla Gondim.4.3. idade. etc. • Círculo Pequeno: risco pequeno por sua essência.

• acidentes de trabalho ocorridos. área de lazer. Identificar os indicadores de saúde: • queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos. • doenças profissionais diagnosticadas e. de acordo com a percepção dos trabalhadores. ou ergonômico repetitividade. indicando através do círculo: • o número de trabalhadores expostos ao risco. • e a intensidade do risco. • causas mais freqüentes de ausência ao trabalho. e-mail: priscylla. armários. ritmo excessivo) que deve ser anotado também dentro do círculo.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 41 3. 5. sobre uma planta ou desenho do local de trabalho.gondim@ifrn. • a especificação do agente (por exemplo: amônia. Priscylla Gondim. que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. bebedouros. Exemplo de mapa de riscos ambientais Docente: Drª. lavatórios. Se houver na empresa um SESMT. Elaborar o Mapa de Riscos.Instituto Federal de Educação. • organização do trabalho.br . e • higiene e conforto: banheiro. 4.CIPA e os trabalhadores na elaboração do Mapa de Riscos. esta deverá auxiliar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente a: • proteção coletiva. refeitórios. ácido clorídico. • proteção individual. o qual deve ser anotado dentro do círculo. vestiários.

b) verde. a cor que identifica o risco químico no mapa de riscos é: a) azul. d) amarelo e) vermelho. fazendo com que o local e a organização do trabalho se ajuste às necessidades físicas e mentais de cada trabalhador individualmente. marrom e azul. Em relação à segurança do trabalho. 3. Na representação gráfica do mapa. pouco ventilada. por exemplo:  Combate à incêndio. Docente: Drª. vermelho e marrom. o mesmo deverá estar aliado a alguma medidas de controle: * Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho:  Redução do tempo de exposição.Instituto Federal de Educação. causa aborrecimento. Em casos extremos. pelas cores: a) vermelho. um ambiente inadequado no escritório pode causar doenças. cansaço visual. As lesões e doenças relacionadas com condições ergonômicas inadequadas podem ser prevenidas. * Medidas de controle individual – EPI  Atividade 1.  Ordem e limpeza. Priscylla Gondim. grau (intensidade). 4.  Sinalização. mas somente eles não resolvem um problema. Uma área de trabalho que é muito fria ou muito quente. 2. Na elaboração do Mapa de Riscos. Observe atentamente a fábrica abaixo e identifique as situações de risco ambientais e por fim desenhe o mapa de risco. foi constatada a existência de três tipos de riscos ambientais: radiações não ionizantes.br . elabore uma tabela contendo os riscos ambientais locais existentes. barulhenta.  Adequação do ritmo de trabalho. amarelo e azul. pouco iluminada. respectivamente. c) verde.edu. * Equipamento de proteção coletivo. ou com odores desagradáveis. esforço físico intenso e arranjo físico inadequado. d) verde. Baseado no exemplo de mapa de riscos ambientais dado acima. fadiga. O Mapa de Risco Ambiental ajuda nesta detecção destes agentes causadores de acidentes e doenças ocupacionais. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 42 Condições ambientais adequadas são importantes para o completo bem estar dos trabalhadores e a produtividade. stress. c) marrom. agente causador e sugestões de medidas preventivas aplicadas. dor de cabeça e outros problemas. e-mail: priscylla.  Treinamentos.gondim@ifrn. b) vermelho. marrom e amarelo. os riscos serão identificados. amarelo e azul.  Funcionamento de máquinas em períodos com menor número de trabalhadores expostos entre outras. e) verde.

Instituto Federal de Educação.gondim@ifrn. e-mail: priscylla.br 43 . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Imagine que você está vendo tudo do alto Docente: Drª. Priscylla Gondim.edu.

Instituto Federal de Educação.edu. Relate dando três atividades (funções) que estejam expostos aos riscos físicos. umidade. ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 6. Docente: Drª. Priscylla Gondim.gondim@ifrn.br . b) calor. São exemplos de agentes químicos prejudiciais à saúde e à segurança no trabalho: a) gás. e-mail: priscylla. umidade. poeira. Qual a exposição máxima de ruído permitida sem causar dano à saúde do trabalhador em uma jornada de trabalho de oito horas: a) 80 dB(A) b) 81 dB(A) c) 83 dB(A) d) 85 dB(A) 7. calor. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 44 5.

fumaça. 12. Na classificação em grupos dos principais riscos ambientais de uma empresa. c) iluminação inadequada. 9. Vermelho III. Cite algumas conseqüências do calor excessivo no ambiente de trabalho. Quais as formas de avaliação dos riscos? Explique-as. 14. c) armazenamento inadequado.gondim@ifrn. b) a presença de gases. Marrom V. d) ambientes demasiadamente frios. e) ambientes demasiadamente quentes. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 45 c) poeira. parasita. Docente: Drª. neblina. Correlacione às colunas: ( ) Risco químico ( ) Risco físico ( ) Risco de Acidente ( ) Risco biológico ( ) Risco ergonômico I. no mapa de riscos. 8. Priscylla Gondim. a cor marrom. e) parasita. O que o ruído do ambiente de trabalho pode nos causar? a) somente dificuldade de concentração b) somente dificuldade em ouvir se alguém está chamando c) dificuldade de enxergar d) dano permanente ao aparelho auditivo nas exposições prolongadas a ruídos intensos.edu. deve ser considerada para indicar: a) a presença de bactérias. vapor. a cor azul. e) ambientes demasiadamente quentes.br . Azul II. deve ser considerada para indicar: a) a presença de bactérias.Instituto Federal de Educação. gás. Verde 11. 13. ruído. b) a presença de gases. O que é mapa de riscos e qual seu principal objetivo. 10. e-mail: priscylla. e outros problemas. d) ambientes demasiadamente frios. Amarelo IV. d) fumos. Na classificação em grupos dos principais riscos ambientais de uma empresa. no mapa de riscos.

Outro funcionário. Ele ainda relatou que o técnico de segurança da obra. também recebeu a descarga elétrica. que estava molhada. Homicídio culposo A delegada Rosa Maria Quaresma. uma vez que elas rasgaram ao receber a descarga elétrica. após verificar o local onde o acidente aconteceu e depois dos trabalhos realizados pelos peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim). a princípio. Jorge Luís França Mendes. O auxiliar de pedreiro Marco Aurélio contou que chegou a receber parte da descarga e que só não morreu porque usavas luvas. Outros funcionários ainda conseguiram retirar Careca de dentro da casa com vida e três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda compareceram no local. Acidentes e doenças do trabalho Acidentes ocorrem em todos os lugares do mundo. "Careca empurrou o técnico quando ele ia tentar subir na laje e morreu no lugar dele". do governo federal.gondim@ifrn. o pedreiro José de Ribamar Sousa Santos. Minha Vida". Várias são as situações que contribuem para que ocorra um acidente. Umberto França Mendes. elas usavam apenas capacete e botas e o fio de alta tensão.Dois funcionários da empresa Niágara Empreendimentos Ltda. para salvar o companheiro. O acidente aconteceu na quinta-feira. Ele recebia. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. do 13° Distrito Policial (Cohatrac). contou que as luvas usadas por Marco Aurélio não eram adequadas. identificado apenas como Jorge. que preferiu não se identificar. 10. acompanhado do secretário geral. mas o operário não resistiu ao choque. informou que um inquérito policial será instaurado para apurar os responsáveis pelo fato. estiveram no local e. morreram eletrocutados quando trabalhavam em uma obra do programa "Minha Casa. escapou por pouco de morrer.br . enfrentaram dificuldades para ter acesso a área do acidente e acompanhar os Docente: Drª. e-mail: priscylla. em São Luís/MA. quando a barra tocou no fio de alta tensão. Ao tentar subir na laje. revelou o operário. Vejamos esta reportagem. que ela afirmou se tratar de um homicídio culposo. Operários morrem eletrocutados em obra no Maranhão Data: 11/02/2011 / Fonte: Jornal Pequeno São Luís/MA . Eu senti o choque e minha luva até rasgou". estava na laje de uma das casas em construção. De acordo com o ajudante de pedreiro Marco Aurélio Araújo da Silva. "Eu tive foi sorte porque estava de luva. uma barra de ferro para ser colocada dentro de uma "canaleta". que testemunhou todo o fato. todos os dias pessoas sofrem ou causam acidentes a terceiros que levam à morte ou incapacidade de trabalho. o "Tutoia". extraída do site da Revista Proteção. Priscylla Gondim. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 46 3. que estava localizado a menos de dois metros do topo da construção. não estava encapado. em acidente de trabalho.edu. das mãos do próprio Marco Aurélio. na construção do Residencial Nova Aurora. causando sua morte instantânea. natural da cidade de mesmo nome. o servente Douglas Jackson Nogueira.Instituto Federal de Educação. Segundo os companheiros de trabalho das vítimas. detalhou. que era morador do Bairro do Coroadinho. transmitindo a descarga elétrica para José de Ribamar. conhecido como "Careca".

 marginalização.2 Prejuízos dos Acidentes O somatório das perdas.  desamparo à família. e-mail: priscylla.edu. considerando apenas os dados do trabalho formal. é avaliado e determinado levando-se em consideração os danos causados à integridade física e mental do trabalhador. Jorge Luís declarou que houve responsabilidade da empresa. O custo total de um acidente é Docente: Drª. com data de junho de 2010. sociais e econômicos que custam muito para o País. por lei.1 Aos Trabalhadores Os trabalhadores que sobrevivem a esses infortúnios são também atingidos por danos que se materializam em:  sofrimento físico e mental. vamos denunciar o caso ao Ministério Público". 3. As estatísticas da Previdência Social. no acidente.Instituto Federal de Educação.br .1 Prevenção dos acidentes e doenças decorrentes do trabalho Sob todos os aspectos em que possam ser analisados. que. Priscylla Gondim. com a fiação sem nenhum tipo de proteção.  próteses e assistência médica. apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato. Anualmente. 3. e o provável é que não tinham conhecimento do risco que corriam. os prejuízos da empresa e os demais custos resultantes para a sociedade. 3. as altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízos humanos. para o trabalhador acidentado e para a sociedade. de forma correta".  cirurgias e remédios. encarregada pela obra. O sindicato vai fazer de tudo para que as famílias desses operários sejam indenizadas. 3.  desemprego. Após os trabalhos da perícia. Essas pessoas nunca haviam trabalhado antes em uma obra. "Se não nos deixarem entrar. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 47 trabalhos periciais. é obrigatória existir em obras com no mínimo quatro metros de distância da rede elétrica. revelam uma enorme quantidade de pessoas prematuramente mortas ou incapacitadas para o trabalho.gondim@ifrn. "A construção está muito próxima da rede de alta tensão.  fisioterapia e assistência psicológica.  depressão e traumas. chegou a afirmar o presidente. Tiveram a carteira assinada pela primeira vez aqui.2.  estigmatização do acidentado.2.  diminuição do poder aquisitivo. muitas delas irreparáveis.2 A empresa As empresas são fortemente atingidas pelas conseqüências dos acidentes e doenças. os acidentes e doenças decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa. que registram os acidentes e doenças decorrentes do trabalho.  dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção.

visando a garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na legislação previdenciária. de acordo com o objetivo estabelecido para a investigação.4 Ao País redução da população economicamente ativa. aumento de impostos e taxas. Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4. e benefícios previdenciários. • Danos aos bens públicos.       3. • Área do meio ambiente atingida. esses jovens trabalhadores.br . pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos. o valor da vida humana não pode ser matematizado.2. para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho. pois. basicamente. justamente quando estão em plena condição física. desfalcam as empresas e oneram a sociedade. a exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social. particularmente no caso de fornecedores de companhias maiores. em sua intensidade. Muitas vezes. qualquer dos itens apresentados abaixo. otimiza conceito e imagem junto à clientela e potencializa a sua competitividade.3 A sociedade As estatísticas informam que os acidentes atingem.2. ou seja. da mesma forma. apesar de todos os cálculos.gondim@ifrn. sendo o mais importante no estudo o conjunto de benefícios que a empresa consegue com a adoção de boas práticas de Saúde e Segurança no Trabalho. socorro e medicação de urgência. • Prejuízo em função da paralisação da produção • Danos ao patrimônio de terceiros. além de prevenir acidentes e doenças. aumento da taxação securitária.Instituto Federal de Educação. mais leitos nos hospitais e. Docente: Drª. está vacinada contra os imprevistos acidentários. • Perda de imagem institucional da empresa. Um acidente do trabalho pode ser medido. Priscylla Gondim. A outra parcela refere-se ao custo indireto (custo não segurado). como referência. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 48 dado pela soma de duas parcelas: uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado). Pode ser utilizada. principalmente. que sustentam suas famílias com seu trabalho. • Perda de contratos. • Multas trabalhistas. intervenções cirúrgicas. e-mail: priscylla.edu. • Danos ao patrimônio da empresa. reduz os custos. • Tempo despendido pela alta administração e especialistas na investigação de acidentes e acompanhamento de perícias 3. desde acidente fatal até um simples atendimento ambulatorial. O elemento selecionado para referenciar a intensidade do acidente varia. através da quantificação de danos e perdas. maior apoio da família e da comunidade. são gastos 4 com os custos não segurados. É importante ressaltar que. combinações entre eles: • Número de vítimas • Número de vítimas por gravidade da lesão. para cada real gasto com os custos segurados.

guindastes.Instituto Federal de Educação. tais como: empilhadeiras.3.  Tempo – Perda de tempo é o resultado constante de todo acidente.  Material – Quando o acidente afeta apenas o material. a perda da visão. Por exemplo. Priscylla Gondim.3 Acidente de trabalho – definição Existem dois tipos de conceitos relacionados à segurança do trabalho: o conceito prevencionista ou da prevenção e o conceito legal ou previdenciário. transportadoras. que interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade.3. É importante salientar que esse conceito refere-se única e exclusivamente aos danos ocasionados ao trabalhador. • Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido.. Docente: Drª.gondim@ifrn. como a perda de um membro. não interessa ao INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social – os danos ocorridos devido às perdas de tempo ou danos materiais ocorridos no ambiente de trabalho resultante de um acidente. seja ele leve. 21. equipamentos e ferramentas. quebra de máquinas. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 49 3. e-mail: priscylla. que representa apenas um dos possíveis resultados de um acidente. e/ou danos materiais. • Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano. 3.  Maquinário – Quando o acidente afeta apenas as máquinas. 3. • Exercício do trabalho é o período em que o empregado esteja trabalhando ou por conta do empregador. por exemplo. Raramente um acidente com máquina se limita a danificar somente a máquina. mesmo que não haja dano a nenhum dos fatores acima mencionados. que está relacionado à previdência social. Um acidente pode envolver qualquer um. da capacidade para o trabalho. como. O art. pode ser definido como a ocorrência não programada.3. tais como: diminuição do ritmo da produção para o atendimento ao acidentado.  Equipamento – Quando envolver equipamentos.br . caracteriza uma perturbação funcional. etc. ou grave. sob o aspecto prevencionista.3 Casos de acidentes catastróficos 3. Destacando alguns termos. Esse conceito abraça todos os prejuízos oriundos de um acidente no ambiente de uma empresa. geração de outros acidentes em decorrência do sentimento de insegurança no ambiente de trabalho. inesperada ou não. ao patrimônio de terceiros. 3. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. sob sua responsabilidade. uma vez que somente ele é objeto de preocupação da previdência social.2 Conceito prevencionista Acidente de Trabalho.. aos bens públicos. ou uma combinação dos seguintes fatores:  Homem – Uma lesão. ao meio ambiente e às pessoas.1 Conceito legal Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. provocada por uma pancada na cabeça. ocasionando perda de tempo útil e/ ou lesões nos trabalhadores. um ferimento cortante no dedo. permanente ou temporária.3.1 O Desatre em Bophal Causando danos ao patrimônio da empresa. §1º considera também a exercício do trabalho os períodos de refeição. ferimentos físicos no trabalhador.3.edu. descanso ou por ocasião da satisfação das necessidades fisiológicas.

Cerca de 150 mil pessoas ainda sofrem com os efeitos do acidente e aproximadamente 50 mil pessoas estão incapacitadas para o trabalho.Instituto Federal de Educação. foram expostas aos gases e pelo menos 27 mil morreram por conta disso. informações sobre a composição dos gases que vazaram e seus efeitos na saúde.gondim@ifrn. a sua maioria trabalhadores. A indenização acordada não cobriu despesa médicas ou prejuízos Docente: Drª. A Union foi intimada a compensar aqueles que. seria suficiente apenas para cobrir despesas médicas por cinco anos. dentro e no entorno da antiga fábrica. É o pior desastre industrial ocorrido até hoje e pode ser considerado um exemplo de crime corporativo. a Dow Química(Dow Chemicals). empresa de pesticidas de origem americana. os médicos não tiveram condições de tratar adequadamente os indivíduos expostos. Priscylla Gondim. Mesmo hoje os sobreviventes do desastre e as agências de saúde da Índia ainda não conseguiram obter da Union Carbide e de seu novo dono. quando 40 toneladas de gases tóxicos vazaram na fábrica de pesticidas da empresa norte-americana Union Carbide.edu. As crianças que nascem na região filhas de pessoas afetadas pelos gases também apresentam problemas de saúde. com o desastre. de US$ 370 a US$ 533 por pessoa. A indenização médica. Mais de 500 mil pessoas. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 50 A tragédia de Bhopal foi um desastre industrial que ocorreu na madrugada de 3 de dezembro de 1984. e. A empresa tentou se livrar da responsabilidade pelas mortes provocadas pelo desastre. Muitas das vítimas. o Governo Indiano e a empresa chegaram a um acordo de US$ 470 milhões. a fábrica da Union Carbide em Bhopal permanece abandonada desde a explosão tóxica enquanto que resíduos perigosos e materiais contaminados ainda estão espalhados pela área. perderam sua capacidade de trabalhar.br . Supostamente. como conseqüência. contaminando solo e águas subterrâneas. Apesar deste quadro absurdo. e-mail: priscylla. A companhia se recusou a pagar US$ 220 milhões exigidos pelas organizações de sobreviventes. se negou a fornecer informações detalhadas sobre a natureza dos contaminantes. pagando ao governo da Índia uma indenização irrisória em face a gravidade da contaminação. esta quantia deveria pôr fim a toda responsabilidade da indústria perante à sociedade. depois de cinco anos de disputa legal. incluindo-se crianças sofrerão os efeitos pelo resto da vida. Em fevereiro de 1989. devido a problemas de saúde. A Union Carbide.

após dois meses de trabalho na empresa. foram retiradas aproximadamente 200 mil m² de granito.br . por dano material. até completar 70 anos. Docente: Drª. Mesmo assim. aos bens públicos. A explosão ocorreu quando o sistema era testado em um dos blocos da usina. Ironicamente. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 51 relacionados à exposição contínua à área contaminada. o reator poderia apresentar instabilidade num curto período de tempo. animais e o meio ambiente de uma vasta extensão do tamanho de Guadalupe na Africa. procederam-se à realização de alguns testes para observar o funcionamento do reator a baixa energia. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. tudo havia sido mantido em segredo.org/wiki/Desastre_de_Bhopal 3.3.wikipedia. às 1:23 horas. e houve contaminação significativa de florestas. segundo ele. não foi possível a reocupação de todas as áreas que foram contaminadas. ao meio ambiente e às pessoas.4 Casos de acidentes envolvendo trabalhadores Pedreiro será indenizado em 30 mil por acidente de trabalho Data: 07/10/2010 / Fonte: TST Um pedreiro que. Os moradores encontram-se revoltados e indignados com a situação em que vivem. Rachna Dhingra é um morador que sente na pela a tortura causada pela toxicidade do local e. Em 26 de Abril de 1986. explodiu um reator da central de Chernobyl que libertou uma imensa nuvem radioativa contaminando pessoas. o acidente se deu durante o teste de um mecanismo de segurança que garantiria a produção de energia em caso de acidentes. sendo que alguns estão vivos até hoje.2 O Desatre de Chernobyl Causando danos ao patrimônio da empresa. o governo não é nem um pouco sensível à essa situação: olha para os sobreviventes com um olhar de desgosto.48 por ação. até então. após a Segunda Guerra Mundial. no valor do salário que recebia à época do acidente. (Pivovarov & Mikhalev 2004) 5 milhões de hectares de terras foram inutilizados. provavelmente devido à instabilidade do reator provocada por uma combinação de erros humanos na sua operação e sua construção estar incompleta à época. Danos causados até mesmo em outros países. As pessoas foram alertadas 30 horas depois do acidente.3. ________________________________________________________________________ Vide o artigo “Chernobyl”no site: http://pt. acrescido de uma pensão mensal. O acidente de Chernobyl teve 400 vezes mais radiação do que a bomba atômica de Hiroshima no Japão. e-mail: priscylla.Instituto Federal de Educação.org/wiki/Chernobyl 3. A turma entendeu que houve no acidente responsabilidade objetiva da empresa. No início da madrugada do dia 26. o que acabou por acontecer. O maior acidente industrial do mundo custou à Union Carbide apenas US$ 0. Os técnicos encarregados desses testes não seguiram as normas de segurança e pelo fato de o moderador de neutrons ser à base de grafite. Nos territórios contaminados.gondim@ifrn. receberá indenização de R$ 30 mil a título de dano moral.wikipedia. ao julgar recurso da empresa contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) que havia concedido as indenizações. ______________________________________________________________ Vide o artigo “Desastre de Bhopal no site: http://pt.Boatos dizem que as vítimas não receberam todo o dinheiro da compensação paga pela Union Carbide ao governo. 2500 km de estradas foram asfaltados e alguns vilarejos foram destruídos e soterrados.edu. Apenas 5 trabalhadores da usina sobreviveram ao acidente. Priscylla Gondim. foi vítima de um acidente de trabalho que o deixou com incapacidade total e permanente para o trabalho. ao patrimônio de terceiros.3. aproveitando um desligamento de rotina.

quando duas lajotas despencaram de um andar superior na obra onde se encontrava trabalhando. Priscylla Gondim. sem a devida proteção. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 52 O acidente ocorreu em 2002. A própria atividade laborativa basta para comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença.br . Após o acidente o empregado passou a sofrer de "tetraparesia espástica dolorosa". e são divididas em: a) Doença Profissional b) Doenças do Trabalho a) Doença Profissional É a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. 3.3. pode levar ao aparecimento de uma doença chamada silicose.gondim@ifrn. Docente: Drª. atingindo-o na cabeça e atrás do pescoço. doença que ocasionou a diminuição da força muscular de seus quatro membros.Instituto Federal de Educação. e-mail: priscylla.5 Doenças Ocupacionais As doenças ocupacionais são consideradas Acidentes do Trabalho. incapacitando-o de forma definitiva para o trabalho.edu. Como exemplo podemos citar o trabalho com manipulação de areia.

a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. para a redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. de negligência (falta de atenção) ou de imperícia (inabilitação) de terceiro ou de companheiro de trabalho.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho. embora não tenha sido a causa única. A doença do trabalho não está vinculada necessariamente a esta ou aquela profissão. e-mail: priscylla. Como exemplo temos um trabalho num local com muito ruído e sem a proteção recomendada pode levar ao aparecimento de uma surdez.  a inerente a grupo etário = o reumatismo. a exemplo da malária. II . e e) desabamento. III .3. b) ofensa física intencional. inundação.Neste caso.edu. Seu aparecimento decorre da forma em que o trabalho é prestado ou das condições específicas do ambiente de trabalho. sem vinculação direta a determinada profissão. adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva. necessita-se comprovar a relação de causa e efeito entre o trabalho e a doença. são os trabalhadores que realizam a esforços repetitivos e adquirem a LER/DORT. em conseqüência de: a) ato de agressão. ou produzido lesão que exija atenção médica para sua recuperação. já que podem ser adquiridas ou desencadeadas em qualquer atividade. Como exemplo. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. inclusive de terceiro. o louco. a AIDS adquirida por profissional de saúde ao manipular instrumento com sangue ou outro produto derivado contaminado. 3. IV .6 Equiparação ao acidente de trabalho I .o acidente sofrido pelo segurado.o acidente ligado ao trabalho que.gondim@ifrn. d) ato de pessoa privada do uso da razão. Priscylla Gondim. ainda que fora do local e horário de trabalho: Docente: Drª. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho.Instituto Federal de Educação. e  a doença endêmica. por exemplo.br . Fique por dentro! NÃO são consideradas como doenças do trabalho:  a doença degenerativa = diabetes. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 53 b) Doença do trabalho É a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. incêndio e outros casos fortuitos (quedas de raios) ou decorrentes de força maior (enchentes). salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. Outro caso. c) ato de imprudência (excesso de confiança).  a que não produza incapacidade laborativa = a miopia.

a) Acidente típico: é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.br . é aquela em que o acidentado depois de algum tempo afastado do serviço devido ao acidente. segundo opinião do médico. • Incapacidade temporária: É a perda total da capacidade para o trabalho para um período limitado de tempo.4 Tipos de acidentes Os acidentes do trabalho pessoais dividem-se em 3 grupos: Típico. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 54 a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. e-mail: priscylla. volta ao mesmo executanto suas funções normalmente como as fazia antes do acidente. independentemente do meio de locomoção utilizado. o empregado é considerado no exercício do trabalho. podem ser classificados como acidentes típicos. Doença e Trajeto. b) Doença profissional ou do trabalho). c) em viagem a serviço da empresa.gondim@ifrn. pode exercer sua função normal no mesmo dia do acidente. considerando a distância e o tempo de deslocamento compatíveis com o percurso do referido trajeto. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra. no local de trabalho ou durante este. 3. ou no dia imediato ao dia do acidente. ou de um para outro local de trabalho habitual. inclusive veículo de propriedade do segurado. Priscylla Gondim. c) Acidente de trajeto: é aquele que ocorre no percurso do local de residência para o de trabalho. Portanto. e d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. desde que não seja interrompido ou alterado o percurso habitual. Abaixo. incapacidadfe permanente ou morte do acientado. inclusive veículo de propriedade do segurado. qualquer que seja o meio de locomoção. havendo lesão. no horário regulamentar.Instituto Federal de Educação.nos períodos destinados à refeição ou ao descanso. V . Docente: Drª.5 Classificação dos acidentes do trabalho • Acidente sem afastamento: É o acidente em que o acidentado. 3. nunca superior a um ano. • Acidente com afastamento: É o acidente que provoca a incapacidade temporária.edu. desse para aquele. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. casos que.

dano ou outro tipo de perda. Sabe-se que os acidentes causam enormes prejuízos.6 Principais conceitos Acidente: É o evento não-programado nem planejado que resulta em lesão. obra do acaso. 3. Desvio: São as posturas. de mais de um membro. desta forma. podendo ser: • Lesão sem perda de tempo . ou a combinação destes. Docente: Drª. perda de um dedo. Sob o ponto de vista prevencionista. aos trabalhadores.8 Conseqüências aos trabalhadores Os acidentes podem provocar lesões ou doenças ocupacionais das mais variadas gravidades. Morte: Fim da vida 3. Perigo: É a fonte ou situação com potencial para provocar danos ao homem. Risco: É a combinação da probabilidade de ocorrência e da gravidade de um determinado evento perigoso. Incidente: É o evento que tem o potencial de levar a um acidente ou que deu origem a um acidente. o consolo para os infortúnios através da alegação de que foi coisa do destino. pertubação de qualquer membro ou parte do mesmo. eles. na maioria das vezes. Exemplo: Perda da visão de um olho e redução simultânea de mais da metade da visão do outro.Instituto Federal de Educação. Os acidentes não são inevitáveis. através da eliminação a tempo de suas causas. causa de acidente é qualquer fator que. doença ou morte. Por exemplo. má sorte. adotam-se concepções simples e erradas para aquilo que causou os acidentes ou doenças. em suas partes essenciais. prejuízo à propriedade.br . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho • • • • 55 Incapacidade permanente: É a capacidade temporária que ultrapassa um ano.gondim@ifrn. teria evitado o acidente. e-mail: priscylla. em termos de lesão. buscando-se. à propriedade ou ao meio ambiente.edu. desde surdez até um câncer. ao governo. portanto possíveis de prevenção. 3. mental e social do ser humano. Dano: É a conseqüência de um perigo. todos os acidentes podem ser evitados se providências forem adotadas com antecedência e de maneira compromissada e responsável. Pode ser parcial ou total Incapacidade parcial permanente: É a perda de qualquer membro ou parde dele.7 Principais causas dos acidentes e doenças do trabalho Inúmeros fatores contribuem para a ocorrência de acidentes e doenças nos locais de trabalho. Geralmente. Na verdade. conceituando-se como partes essenciasis da mão e o pé. Priscylla Gondim. se removido a tempo. Exemplos: perda de um dos olhos. Saúde: É o equilíbrio do bem-estar físico. doença. são causados. e. um curativo feito em um pequeno corte. Incapacidade total permanente: Perda anatômica ou impossibilidade funcional. meio ambiente ou uma combinação destes. desde um pequeno corte até a morte. não surgem por acaso. castigo de Deus. às empresas e à sociedade. respectivamente. ações ou condições ambientais inseguras que podem gerar acidentes ou incidentes.O trabalhador recebe atendimento médico e retorna no mesmo dia às suas atividades profissionais. tanto material quanto moral.

213/91). • Renda mensal de 91% do salário-de-benefício¹. • Será devido a partir do 16o dia de afastamento do trabalho. • Se considerado inválido. Dentre elas. 42 § 1º da Lei 8. Esta incapacidade pode ser total ou parcial. por exemplo. seja natural ou decorrente de acidente do trabalho. (art. d) Pensão por morte Quando o trabalhador morre. No caso de doença. b) Auxílio acidente Se o trabalhador tiver seqüelas.213/91).gondim@ifrn.Instituto Federal de Educação. 43 e 44 da Lei 8.1 Benefícios aos trabalhadores A Previdência Social. quando ele retornar ao trabalho.edu.213/91. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho • • • 56 Incapacidade temporária – Trabalhador fica afastado do trabalho por um período até que esteja apto para retornar sua atividade profissional. 60. decorrente de acidente de trabalho.213/91). encerra-se o auxílio-doença acidentário.213/91) • Será devido quando cessar o auxílio doença acidentário. Óbito – O trabalhador falece em decorrência do acidente do trabalho. • Renda mensal de 100% do salário-de-benefício (art. e-mail: priscylla. a família tem o direito de receber uma pensão por morte (art. (Art.213/91). ou seja. tem direito ao auxílio acidente.8. através da Lei 8. que impliquem na redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. • A concessão depende de exame médico-pericial a cargo do INSS (art. os gastos previdenciários decorrentes do acidente do trabalho são: a) Auxílio doença acidentário b) Auxílio acidente c) Aposentadoria por invalidez d) Pensão por morte e) Reabilitação a) Auxílio doença acidentário Se o trabalhador ficar doente ou afastar do trabalho (incapacidade temporária) em decorrência de acidente por mais de 15 dias consecutivos. criou regras para beneficiar os trabalhadores em diversas situações envolventes das relações do trabalho. • Durante o afastamento será considerado pela empresa como licenciado (art. 86 da Lei 8. o afastamento do trabalhador devido fratura na perna decorrente de uma queda de 4 metros de altura. por exemplo. No caso de lesão.213/91). um soldador adquirir febre dos fumos metálicos. 61 da Lei 8. lei 8. perda das duas visões etc. os casos de acidentes do trabalho.213/91). A perda de um membro do corpo que incapacite totalmente o trabalhador. 74 da Lei 8. tem direito ao auxílio doença acidentário (art. 42 da Lei 8. 3. Desse modo. Incapacidade permanente – O trabalhador fica incapacitado de exercer sua atividade profissional.213/91). Docente: Drª. Priscylla Gondim. • Renda mensal de 50% do salário-de-benefício c) Aposentadoria por invalidez Caso o trabalhador não tiver condições de retornar ao trabalho (incapacidade permanente) tem o direito de aposentar por invalidez enquanto permanecer nesta condição (art.br . 63 da Lei 8.

9 Causas dos Acidentes e Doenças Profissionais Sob o ponto de vista prevencionista. (art 89 da Lei 8. causa de acidente é qualquer fato que. 3. após a cessação do auxílio-doença acidentário. Na falta de comunicação por parte da empresa. Priscylla Gondim.CAT Após a execução das medidas de primeiros socorros e assistência ao acidentado. Em caso de morte.CAT à Previdência Social deverá ser de acordo com formulário próprio criado pelo INSS. cujo modelo pode ser obtido pela internet no endereço http://www. o que é comum ocorrer nos casos das doenças ocupacionais ou nos exames médicos para novo emprego.2 Comunicação do Acidente de Trabalho . o INSS poderá aplicar multas. pelo prazo mínimo de doze meses.gov. reparação ou substituição de aparelho de prótese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a perda ou redução da capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos equipamentos necessários à reabilitação profissional. toda empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. independentemente de percepção de auxílio-acidente. Docente: Drª. daí a importância da colheita imediata de provas no local do acidente. quando necessário. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho • • • 57 Recebe o marido. em caso de morte. é obrigatória a comunicação à autoridade policial. O INSS controla e publica as estatísticas de acidentes do trabalho no Brasil. são passíveis de prevenção. Renda mensal de 100% do salário-de-benefício (art. Com relação ao acidente que cause a morte do trabalhador. o próprio trabalhador poderá comunicá-lo. a CAT deverá ser emitida pela ex-empregadora.br . seus dependentes. Compreende reabilitação profissional: • O fornecimento. à autoridade competente.gondim@ifrn. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. pai e mãe. quando o trabalhador estiver desempregado. a mulher ou companheira (o).br sendo que atualmente a remessa também pode ser feita eletronicamente. filho menor de 21 anos ou inválido de qualquer idade. A comunicação de acidentes permite ao INSS estimar e acompanhar o real impacto do trabalho sobre a saúde e a segurança da população brasileira. • O transporte do acidentado do trabalho. Os acidentes são evitáveis. Caso o acidente de trabalho seja detectado tardiamente.Instituto Federal de Educação. 75 da Lei 8. portanto.213/91). de imediato. A Comunicação do Acidente do Trabalho . se removido a tempo. é importante a sua comunicação porque é preciso que a autoridade policial investigue no inquérito próprio se há delito a ser punido na esfera criminal. 3. a entidade sindical competente. teria evitado o acidente.previdenciasocial. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública.213/91).edu. e-mail: priscylla. não surgem por acaso e. Ao segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida.8. Sabemos que os acidentes ocorrem por falha humana ou por fatores ambientais. sucessivamente aumentada nas reincidências. podem formalizá-la o próprio acidentado. sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite do salário da contribuição. Caso a empresa omitir o acidente. No caso da não comunicação. e) Reabilitação A reabilitação profissional deve proporcionar ao beneficiário incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho os meios para a reeducação e de readaptação profissional para participar do mercado de trabalho e do contexto em que vive. não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. irmão menor de 21 anos ou inválido de qualquer idade.

viola regra de segurança por vontade própria. d) falta de limpeza e ordem (asseio). g) proteção insuficiente ou ausente para o trabalhador.gondim@ifrn. as campanhas e outros recursos se prestarão a reduzir sensivelmente tais falhas. d) Operação de máquinas com velocidade inseguras.Instituto Federal de Educação. podemos citar: a) falta de iluminação. e) passagens e corredores obstruídos.edu. é definida como sendo aquela que decorre da execução de tarefas de forma contrária às normas de segurança. Priscylla Gondim. mesmo treinado e sabendo discernir o certo do errado. f) piso escorregadio. Os processos educativos.9. b) Permanecer embaixo de cargas suspensas. Por ocasião das inspeções de segurança são levantados os fatores ambientais de insegurança e. O ato o inseguro é cometido quando o trabalhador. que podem ocorrer em virtude de: a) Levantamento impróprio de carga.1 Falha Humana A falha humana. a repetição das inspeções. dando causa ao acidente.2 Fatores ambientais Os fatores ambientais (condições inseguras) de um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalho. e-mail: priscylla. é sempre possível encontrar soluções parciais para as situações mais complexas e soluções totais para a maior parte dos problemas observados. c) falta de proteção nas partes móveis das máquinas. Embora nem todas as condições inseguras possam ser resolvidas. Docente: Drª. e) Uso de equipamentos inadequados ao realizar uma tarefa 3. c) Realização de operações ao qual não esteja devidamente autorizado. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 58 3. também chamada de Ato Inseguro. b) ruídos em excesso.9.br . Exemplificando. elas poderão ser evitadas. por meio de recomendações para correção de tais falhas.

Priscylla Gondim.Instituto Federal de Educação.gondim@ifrn. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Docente: Drª.br 59 .edu. e-mail: priscylla.

br .Instituto Federal de Educação. Ex. tempestades. Docente: Drª.1 Negligência É a omissão voluntária de diligência ou cuidado . b) Processos educativos para o trabalhador. os acidentes e doenças decorrentes do trabalho. 3. Os instrumentos mais eficazes para a prevenção dos acidentes são: a) Inspeções de segurança. ocorrem devido à culpa. mas são de difícil controle pelo homem (raios. ou não dar o devido cuidado. não fornecer o EPI em tempo hábil da execução da tarefa. civil. etc. c) Campanhas de segurança d) Análise dos acidentes e) CIPA atuante. Em síntese.10.: não utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI). ou desatender.edu. administrativa. Na visão jurídica. em sua maioria. mas ele ocorre pela falta de previsão daquilo que é perfeitamente previsível. 3. Culpa é uma conduta.) Se conseguirmos controlar as falhas humanas e os fatores ambientais que contribuem para a causa de um acidente de trabalho. furacões. imprudência ou imperícia. e-mail: priscylla. Priscylla Gondim.10 Responsabilidade legal O acidente e a doença do trabalho podem gerar responsabilidade penal. causando danos. consiste em desprezar. O ato culposo é aquele praticado por negligência. ação ou omissão de alguém que não quer que o dano aconteça. estaremos eliminando os acidentes. compreende a desatenção quando da execução de determinados atos.falta de atenção. realização de limpeza numa máquina em funcionamento.gondim@ifrn. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 60 Quadro Resumo Causas dos Acidentes e Doenças Ocupacionais CAUSAS DOS ACIDENTES E DOENÇAS OCUPACIONAIS H O M E M M E I O FATORES PESSOAIS FATORES MATERIAIS ATOS INSEGUROS CONDIÇÕES INSEGURAS A C I D E N T E S Lesões físicas Doenças profissionais Perda de tempo Danos materiais Os fenômenos da natureza podem ser previstos. acidentária do trabalho e trabalhista.

No conceito jurídico. de conseqüência previsível.gov. arte ou ofício.11 A Estatística e a Segurança do Trabalho Os objetivos da Estatística de acidentes na Segurança do Trabalho são: a) Possibilitar avaliações sobre o desempenho do programa de Segurança do Trabalho da empresa. compreende a falta de prática ou o não-conhecimento técnico necessário para o exercício de certa profissão ou arte. disponível para download. inclusive os dados referentes à acidentes do trabalho. etc. Nele estão contidos todos os dados estatísticos da Previdência Social. c) Fornecer aos órgãos públicos e particulares dados concretos e atualizados da estatística acidentária – nesse caso os interessados teriam parâmetros para avaliar a necessidade ou não de intervenção nos programas de segurança desenvolvido pelas empresas.previdenciasocial. junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).br. por força de lei. mas não as segue. d) Desenvolver programas que visem à redução de acidentes do trabalho e assim permitir que a empresa pague prêmios menores no tocante ao seguro de acidente do trabalho.br . alimentando. o descuido ou a imprevidência. 3. utilização imprópria do EPI – capacete no cotovelo. é o resultado do ato do agente em relação às consequências de seu ato ou de sua ação.3 Imperícia É a falta de aptidão especial. desinteresse em cooperar com a prevenção. é a falta de atenção. distribuídos por região.10. é o mesmo que inábil ou inexperiente. idade. Priscylla Gondim. Conforme observado em nossos estudos. Sabe-se também que existe um problema crônico no País que dificulta a confiabilidade dos dados apresentados por esta instituição: a falta de registros de acidentes. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 61 3. tenta fazê-lo.edu.: um mecânico realizar a tarefa de um eletricista. assim. Ex. é obrigada a enviar a CAT ao INSS. Docente: Drª. através de comparações de índices de acidentes ocorridos entre os seus diversos setores ou entre empresas de mesmo ramo de atividades na mesma ou em diferentes regiões do país ou no mundo. mesmo assim.gondim@ifrn. As estatísticas de acidentes no Brasil podem ser visualizadas no site da Previdência Social através do endereço eletrônico www. manusear o elevador de carga sem ter treinamento específico. habilidade. quando ocorre um acidente. que se faziam necessárias no momento para evitar um mal ou a infração da lei . operar máquina ou equipamento sem possuir habilitação. denominado “Anuário estatístico da previdência social”. O trabalhador/empregador tem consciência das normas de segurança. o seu banco de dados. ou ate mesmo pelo fato de simples omissão voluntária com intuito de evitar onerosidade futura. Ex. 3. a empresa. seja por desconhecimento da Lei. O trabalhador/empregador não tem qualificação para executar a tarefa e. experiência. as qual devia e podia prever.2 Imprudência Consiste na falta involuntária de observância das medidas de precauções e segurança. curso ou treinamento adequado e obrigatório. O interessante neste site é a existência de um documento.excesso de confiança. conduzir veículo.Instituto Federal de Educação. e-mail: priscylla. ou de previsão no exercício de determinada função. b) Propiciar o desenvolvimento de estudos referentes ao custo de acidentes.: Transportar pessoas de carona na empilhadeira. As estatísticas de acidentes do trabalho no Brasil são controladas pelo Ministério da Previdência Social. profissão.10.

tornando-se de aplicação obrigatória em todo o País. podemos citar a elaboração da Norma Regulamentadora NR.33 “Segurança em Espaços Confinados”. Priscylla Gondim. Como exemplo. Esta redução pode ser vista como Docente: Drª. e-mail: priscylla.Instituto Federal de Educação. comparando-se com a pequena quantidade de trabalhadores no mesmo período.gondim@ifrn.edu. ou seja. espaços que não são feitos para ocupação humana. em razão da aprovação das Normas Regulamentadoras – NR’s. ao longo dos anos. É um importante documento para os estudiosos no assunto. * Exemplo da importância da aplicação da estatística de acidentes do trabalho: Com base estatística os órgãos públicos se orientam na melhor forma de intervir e estabelecer regras para prevenção de acidentes no País. Somente a partir de 1978 os acidentes começaram a reduzir. Vejamos alguns dados estatísticos no que tange a segurança do trabalho nos períodos de 1970 a 2005: Observa-se que. a quantidade de trabalhadores no Brasil aumentou gradativamente. Esta norma foi elaborada em função da análise crítica das estatísticas de acidentes no Brasil envolvendo espaço confinado.br . como segue abaixo: Comentários sobre a involução da quantidade de acidentes entre 1970 a 2005: No período de 1970 a 1976 a quantidade de acidentes foi alta. Este dado é importante para fins de comparação com a evolução da quantidade de acidentes do trabalho no mesmo período. parte do corpo mais atingida dentre outros. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 62 tipos. Esta evolução é reflexo do crescimento econômico do País.

Vejamos os Acidentes por Regiões. Logicamente esta região possui um maior número de empresas e consequentemente maior número de mão-de-obra. FONTE: Adaptado da Revista Proteção e do IBGE Observa-se que a região em 1° lugar em número de acidentes é a Sudeste. por exemplo. Todavia. e-mail: priscylla. em valores monetários. Docente: Drª. Priscylla Gondim.Instituto Federal de Educação.ano 2005. Entende-se por produto interno bruto (PIB) a soma. tais conclusões somente são possíveis através de estudo científico aprofundado. de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região. fato este que justifica a enorme quantidade de acidentes comparada com às demais regiões. em 2° está a região Sul. correlacionados com o Produto Interno Bruto . a região Sudeste. observa-se que a quantidade de acidentes acompanha a porcentagem da participação do PIB da região. porém. corresponde a 56.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 63 positiva. em 4° a região Centro-Oeste e por último a Norte.PIB .5% do PIB do País. pois a quantidade de acidentes ainda são alarmantes e está praticamente estagnada desde 1994 até os dias de hoje.br . em 3° a região Nordeste. entretanto. Esta correlação pode ser resultado do reflexo da economia da região.gondim@ifrn. Ora. não podemos comemorar estes números. Regiões. Ao analisarmos este gráfico podemos tomar diversas conclusões.

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Acidentes por TIPO

FONTE: Revista Proteção

Observa-se em 2005 que os acidentes típicos praticamente compõem o total. Foram
393.921 acidentes típicos, o que corresponde a 80% do montante; 67.456 acidentes de
trajeto, o que corresponde a 14% do montante; e 30.334 casos de doenças ocupacionais, o
que corresponde a 6% do montante, totalizando, assim, 491.711 acidentes registrados.
Acidentes por IDADE

A faixa de idade mais atingida pelos acidentes são os trabalhadores entre 25 e 29 anos,
seguidos pelos trabalhadores entre 20 e 24 anos e em terceiro lugar os situados entre 30 e 34
anos. 
Atividade
1. Analisando a situação proposta, você vai averiguar e responder se o acidente relatado
aconteceu devido a “ato inseguro” ou “condição insegura” e por que você defende sua
opinião.
Um funcionário ao traspassar pelo portão da casa de um cliente para efetuar a leitura
do consumo de água, não sabendo da existência de um cachorro no local foi mordido pelo
mesmo e sofreu ferimentos leves na perna.
2. O que é acidente do trabalho:
a. do ponto de vista legal ou previdenciário?
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b. do ponto de vista prevencionista?
3. Que é doença do trabalho? Dê um exemplo.
4. Que é doença do trabalho? Dê um exemplo.
5. Que é acidente de trajeto?
6. Que é acidente fatal?
7. Identifique se a situação é Ato Inseguro ou Condição Insegura
Utilizar equipamentos
defeituosos
Assumir
posição
insegura
Arrumação perigosa
Desprezar dispositivos
de segurança
Usar
vestimenta
inadequada
Fazer misturas ou
combinações perigosas
Colocar os pés de
forma insegura

Ambiente
externo
perigoso
Brincar em serviço
Protetores inadequados
ou inexistentes
Conduzir veículo de
forma imprudente
Usar equipamento de
modo impróprio
Equipamentos
defeituosos
Ausência
de
sinalização ou aviso de
segurança

8. Quais as causas/fatores relacionados aos acidentes de trabalho?
9. Que são atos inseguros? Exemplifique.
10. Que são condições inseguras? Exemplifique.
11. Cite algumas (pelo menos três) conseqüências dos Acidentes do Trabalho visando os
trabalhadores, empresa e ao País.
12. Quais os benefícios e serviços da Previdência Social prestados aos segurados ou a seus
familiares, que estão diretamente relacionados com os acidentes de trabalho?
13. Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da
empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou
redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Logo o acidente de
trabalho deve-se principalmente a duas causas:
a) Ato inseguro e condição insegura
b) Ato involuntário e falta de orientação para o trabalhador
c) Condição insegura e péssimas condições de funcionamento da empresa
d) Ato inseguro e condição financeira da empresa
14. Diferencie: Acidente, Incidente e Desvio.
15. O que é a CAT? Relate seus benefícios.

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4. Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT
É sabido que qualquer empresa precisa possuir um corpo gerencial, administrativo,
técnico e operacional bem estruturado para que se tenha bom desempenho organizacional.
Assim, as empresas possuem em seu quadro de pessoal os profissionais necessários para o seu
funcionamento, como exemplo os contadores (controlam as atividades contábeis), os
mecânicos e eletricistas (realizam manutenções), os operadores (executam o planejado,
“fazem acontecer”), os engenheiros (desenvolvem projetos) dentre outros profissionais.
No que tange à Segurança e Medicina do Trabalho, também é preciso que as empresas
tenham em seu quadro de pessoal profissionais especialistas neste assunto, com formação
acadêmica específica, justamente para:
• Contribuir com a empresa na disseminação das NR’s e leis pertinentes;
• Assessorar, tecnicamente, o empregador e os trabalhadores sobre os requisitos
necessários para estabelecer e manter um ambiente de trabalho seguro e salubre;
• Promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.
Estes profissionais são chamados de Serviços Especializados
em Segurança e Medicina do Trabalho, mais conhecido como
“SESMT”, sendo peças fundamentais para a construção de um
ambiente de trabalho seguro e saudável, evitando acidentes e doenças
do trabalho. A composição, o dimensionamento (quantidade) e as
atribuições dos SESMT são regulamentados pelo Ministério do
Trabalho, através da NR4 “Serviços Especializados em Segurança e Medicina do
Trabalho”.
4.1 Composição dos SESMT
Faz parte da composição dos SESMT, segundo a NR-4, somente para os seguintes
profissionais: Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Enfermeiro
do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do
Trabalho (ou Técnico de Enfermagem do Trabalho). A NR4 determina que estes
profissionais deverão satisfazer, basicamente, os seguintes requisitos:
Profissional
Engenheiro de segurança
do trabalho

Médico do trabalho

Enfermeiro do trabalho
Auxiliar de enfermagem do
trabalho

Requisitos
Engenheiro (formação em qualquer
área) ou arquiteto, ambos com pósgraduação em
Engenharia
de
Segurança
do
Trabalho.
Médico, com pós-graduação em
Medicina do Trabalho, ou portador de
certificado de residência médica em
área de concentração em saúde do
trabalhador.
Enfermeiro, com pós-graduação em
Enfermagem do Trabalho.

Carga horária semanal
03 horas (tempo parcial)
ou
06 horas (tempo total)
03 horas (tempo parcial)
ou
06 horas (tempo total)

03 horas (tempo parcial)
ou
06 horas (tempo total)
Auxiliar de enfermagem ou técnico de 08 horas
enfermagem, portador de certificado

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

Técnico. 2. analisemos o quadro I da NR4 para identificarmos o grau de risco das atividades econômicas do Brasil. e-mail: priscylla. maior será a quantidade destes profissionais. b) Número total de funcionários: São os trabalhadores que estão executando suas atividades no estabelecimento. Para tanto esta Norma estabelece que quanto maior o risco da atividade econômica. ficando parcial. à gradação do risco da empresa e ao número total de empregados do estabelecimento. 3 ou 4. enquanto que o grau 4 é o de maior risco.2 Dimensionamento do SESMT Para efeitos desta Norma. Um outro fator considerado é o número de empregados na empresa.Instituto Federal de Educação.gondim@ifrn. Primeiramente. obrigatoriamente. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.CLT. pode ser classificada em 1. Para classificação do grau de risco das atividades econômicas. Assim. a NR4 estabelece que o dimensionamento dos SESMT vincula-se a dois parâmetros. visto que existem muitas atividades econômicas. sendo que o grau 1 é o de menor risco. Docente: Drª. não havendo necessidade de sua colocação na íntegra neste trabalho. durante o horário de sua atuação nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. ministrado por instituição especializada reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação. O quadro I foi adaptado da NR4. As empresas privadas e públicas. O objetivo aqui é apenas correlacionar atividade econômica x grau de risco. a) Gradação de risco: como já relatada. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. constantes em seus quadros I e II.br . Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário. A quantidade dos profissionais dos SESMT deve ser proporcional ao número de empregados na empresa. 4. portador de comprovação de 08 horas registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho. ficando por conta do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção do mesmo.edu. Priscylla Gondim. manterão. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Técnico de segurança do trabalho 67 de conclusão de curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho . dois fatores são determinantes: • Potencial do dano (ou sua gravidade). • Probabilidade da ocorrência do acidente. entende-se por Dimensionamento a quantidade mínima obrigatória dos profissionais dos SESMT nas empresas.

Instituto Federal de Educação.PARCIAL. código CNAE 34. possui o grau de risco 1. a atividade econômica de “fabricação de automóveis. Priscylla Gondim.10-0. Agora que sabemos como identificar o grau de risco das atividades econômicas. e-mail: priscylla. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 68 QUADRO I da NR4 .10-0. analisemos o Quadro II da NR4 para sabermos como dimensionar o SESMT. caminhonetas e utilitários”. • A atividade econômica de “Consultoria em sistemas de informática”.10 9. Exemplos: • Como exemplo. Para isto basta correlacionar o grau de risco da atividade econômica versus quantidade de empregados. código CNAE 11. possui o grau de risco 3. código CNAE 72. • A atividade econômica de “extração de petróleo e gás natural”.br . QUADRO II da NR4 – Dimensionamento dos SESMT Docente: Drª.gondim@ifrn.CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS .edu. possui o grau de risco 4.

de Equipamentos de Proteção Individual-EPI. 4.975 empregados próprios em seu estabelecimento. b) número de registro dos profissionais na Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho do MTE. desde que a concentração. obrigatoriamente. pelo trabalhador. a contratada deverá possuir seu próprio SESMT. b) determinar. cujo grau de risco é 3. nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa. f) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. estimulando-os em favor da prevenção. É importante ressaltar que. valendo-se ao máximo de suas observações. trabalhando 6h/semanais. O registro referido deverá conter os seguintes dados: a) nome dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. quando a empresa contratada não se enquadrar no Quadro II da NR4. o dimensionamento é para a empresa automobilística. Entretanto. Priscylla Gondim. não se estendendo para as empresas contratadas prestadoras de serviços. por estabelecimento. mesmo reduzido.3 Competências do SESMT Compete aos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. c) colaborar. conforme dispõe a NR 5.gondim@ifrn. trabalhando 8h/semanais. 4. a intensidade ou característica do agente assim o exija. c) número de empregados da requerente e grau de risco das atividades. embora não seja vedado o atendimento de emergência. no exemplo acima. e-mail: priscylla. tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente. h) as atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas.edu. trabalhando 8h semanais. possuir 2. Docente: Drª. a contratante deve estender aos empregados da contratada a assistência de seus SESMT. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. treiná-la e atendê-la. d) manter permanente relacionamento com a CIPA. quando se tornar necessário. além de apoiá-la. e) promover a realização de atividades de conscientização. d) especificação dos turnos de trabalho. quando solicitado. de acordo com o que determina a NR 6. trabalhando 6h/semanais. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. inclusive máquinas e equipamentos. será: • 6 Técnicos de segurança do trabalho. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 69 Assim. caminhonetas e utilitários. • 2 Auxiliares de enfermeiro do trabalho. g) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho. educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. • 1 Médico do trabalho.Instituto Federal de Educação. por estabelecimento. a utilização. o dimensionamento do SESMT. • 1 Engenheiro de segurança do trabalho.4 Registro do SESMT Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho de que trata esta NR deverão ser registrados no órgão regional do MTE.br . quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. Neste caso. se uma empresa automobilística fabricante de automóveis.

podemos afirmar: a) O regime de trabalho técnico de segurança do trabalho e o auxiliar de enfermagem são 6 (seis) horas por dia. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 70 e) horário de trabalho dos profissionais dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. durante o horário de sua atuação nos SESMT. de func. b) Tem como objetivo tomar medidas técnicas preventivas de acidente do trabalho ou doenças ocupacionais de modo a proteger os trabalhadores em relação aos riscos profissionais que porventura existam no ambiente de trabalho. 257 269 563 03 150 02 02 01 1007 32 1001 2. Docente: Drª.gondim@ifrn.  Atividade 1. Dimensione a quantidade de funcionários do SESMT e sua carga horária nas empresas abaixo: Empresa Extração de petróleo e gás Fabricação de cimento Fabricação de espelho Fabricação de condutores elétricos (fios. mediante acordo coletivo de trabalho. Priscylla Gondim.edu. e-mail: priscylla. etc) Fabricação de meias Farmácia Comércio varejista de tecidos Grau de Risco 04 04 03 Quant. cabos. c) O profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho poderá exercer outras atividades na empresa.Instituto Federal de Educação. d) Todos os estabelecimentos são obrigados a constituir SESMT.br . Em relação ao SESMT.

b) São constituídos apenas por profissionais de nível superior com formação especializada em segurança e medicina do trabalho. enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. durante o horário de sua atuação no SESMT. d) Deverão ser empregados da empresa em tempo integral. Quanto aos profissionais do SESMT. Priscylla Gondim. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 71 e) É constituído unicamente por médico do trabalho. 3. O que é SESMT? 5.Instituto Federal de Educação. Elenque três fatores de fracasso do SESMT na empresa.gondim@ifrn.edu. 4. Quantos e quais os profissionais que compõem o SESMT? Comente de forma sucinta sobre as atribuições de cada profissional.br . Cite quatro competências do SESMT. e-mail: priscylla. 7. O que é Grau de Risco? 10. 11. Docente: Drª. 30 horas ou 20 horas de trabalho na empresa. Como é feito o dimensionamento do SESMT? 8. c) É vedado o exercício de outras atividades na empresa. podemos afirmar: a) O seu dimensionamento está vinculado unicamente à gradação do risco da atividade principal. Qual a importância do SESMT dentro da empresa? 6. e) Tem carga horária semanal de 40 horas. Qual a carga horária dos profissionais do SESMT? 9.

1 Insalubridade São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. A NR15 Estabelece os Limites de Exposição para cada risco ambiental que. prejudicial à saúde. dependendo desta concentração. Insalubre significa pouco saudável. que significa saudável.gondim@ifrn. Entende-se por Limite de Tolerância. acima do limite permitido pela NR15. ficará caracterizada atividade insalubre. A Norma que estabelece as regras para as operações e atividades insalubres é a NR15 – “Operações e Atividades Insalubres”. a insalubridade é caracterizada quando há exposição do trabalhador ao risco ambiental acima de seu limite permitido. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. 5. Sendo assim. se um trabalhador fica exposto a uma determinada concentração de poeiras minerais. químicos (poeiras. durante a sua vida laboral. Abaixo será melhor descrito esses dois possíveis adicionais: 5. como já visto na NR9. Na verdade. que não causará dano à saúde do trabalhador. Adicional de Insalubridade e Periculosidade Dentro do ambiente de trabalhado o funcionário poderá receber um adicional por estar laborando em ambiente insalubre ou periculoso. para os fins desta Norma. também ficará caracterizada atividade insalubre. calor. é permitido ouvi-lo desde que não seja ultrapassado o seu limite estabelecido pela NR15. e-mail: priscylla. Portanto. benéfico. capaz de provocar doenças. por sua natureza. Por exemplo: o ruído gerado nos processos industriais. o trabalhador terá o direito de receber um adicional de insalubridade. condições ou métodos de trabalho. O seu antônimo é salubre. pois sua audição ficará comprometida e. embora seja um som desagradável. nocivo. gases etc) e biológicos (bactérias. A idéia do legislador em estabelecer a obrigatoriedade do pagamento do adicional de insalubridade tem como princípio punir o empregador por expor o trabalhador a riscos Docente: Drª. capazes de causar danos à saúde. Caso o trabalhador ficar exposto ao ruído acima do limite permitido.Instituto Federal de Educação. como exemplo a Silicose. Da mesma forma. operações e atividades insalubres são aquelas nocivas à saúde. se ultrapassado este limite. enquanto que as desenvolvidas acima dos limites de tolerância são insalubres. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 72 5. conforme previsto no art. a atividade será considerada insalubre. e assim está estabelecido na NR15. 7 da Constituição Federal. pode-se dizer que as atividades desenvolvidas abaixo dos limites de tolerância são salubres. Priscylla Gondim. Todavia.br . as atividades insalubres são aquelas que expõem os trabalhadores aos riscos físicos (ruído. poderá causar doenças pulmonares. a concentração ou intensidade máxima ou mínima. frio etc).edu. pois poderá levar o empregado a adquirir doenças. 189 da CLT). ao longo dos anos.1 Adicional de Insalubridade Constatado que o Limite de Tolerância do risco ambiental foi ultrapassado na operação ou atividade.1. poderá adquirir a PAIR – Perda Auditiva Induzida por Ruído. pouco saudáveis. doentio. higiênico. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos (art. pois. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. vírus etc).

o uso de ferramentas de avaliação dos ambientes de trabalho e a modernização dos processos industriais incorporando equipamentos mais seguros são o caminho para alcançar este objetivo. médio e máximo.1. De um lado. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 73 ambientais acima dos limites permissíveis. para insalubridade de grau médio. o trabalhador ficaria mais resistente às doenças ocupacionais. para insalubridade de grau máximo.edu. a insalubridade está classificada em graus mínimo. em 1º de maio de 1943. Quando os adicionais foram criados. pela utilização de processos.1. capazes de defender e proteger a saúde do trabalhador. foi previsto que as condições insalubres poderiam ser eliminadas pelo tempo limitado da exposição ao risco. A maioria da população brasileira não consegue sobreviver como ‘beneficiário’ do INSS. o aprimoramento do conhecimento. mas como aposentado precoce teria chance de buscar fontes complementares de renda. a finalidade era de que servissem como uma verba alimentar. Durante a implantação da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. face aos riscos gerados em seus processos produtivos. o contingente de adoecimentos cresceu ao invés de diminuir. No quadro abaixo podemos ver o percentual de cada risco ambiental preconizado pela NR15: Docente: Drª. esta sim parecendo ser a verdadeira mola propulsora da permanência dos adicionais. empregadores achando que sai mais barato pagar o adicional do que melhorar os processos de trabalho ou investir em proteções coletivas e individuais. o adicional de insalubridade teve origem em 1938.4 Graus de insalubridade O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional. 5. Como alguns agentes são mais danosos que outros. métodos ou disposições especiais. através do decreto-lei nº 399.gondim@ifrn.2 Breve histórico da insalubridade A prática da insalubridade teve sua origem durante a Revolução Industrial Inglesa (1760 – 1830). A expectativa era de que se alimentando melhor. os trabalhadores que se sujeitam a permanecerem desprotegidos pela “vantagem financeira” que acreditam estar levando. Quando instituídos os critérios de insalubridade a orientação oficial era que eles teriam um caráter temporário. comportamentos adicionais distintos para cada categoria. A evolução tecnológica.Instituto Federal de Educação. Ora. gerais ou individuais. Priscylla Gondim. Sabe-se que há condições e métodos para a eliminação ou neutralização dos riscos ambientais. 5. No Brasil. 5. saúde não se troca por dinheiro.3 Conseqüências do adicional de insalubridade O aumento nos vencimentos acabou por ser um atrativo para que houvesse cada vez mais pessoas dispostas a se exporem aos riscos e. Além do pagamento do adicional há a expectativa da aposentadoria especial. • 20% (vinte por cento). para insalubridade de grau mínimo. ou ainda pela adoção de medidas.1. e-mail: priscylla. • 10% (dez por cento).br . equivalente a: • 40% (quarenta por cento). De outro. durante o governo de Getúlio Vargas. com isto.

Priscylla Gondim. como exemplo. A Norma que estabelece as regras para as operações e atividades periculosas é a NR16 – “Operações e Atividades Periculosas”. e-mail: priscylla. será de 79 dB (95 – 16) ficando com uma exposição abaixo do limite de tolerância. na verdade. operações e atividades periculosas são aquelas que expõem o trabalhador a risco de vida.edu. A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância: São quaisquer medidas que o empregador adote visando manter o ambiente abaixo dos limites de tolerância.2 Periculosidade São consideradas atividades perigosas aquelas que. se um trabalhador fica exposto a 95 dB durante 8 horas e utiliza o Protetor Auricular.1. por sua natureza ou métodos de trabalho. Periculoso significa perigoso. anular. a instalação de um exaustor para a captação de poeiras geradas no processo produtivo. Decretos e leis. impliquem no contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. o ruído a que ficará exposto.Instituto Federal de Educação.369/85). Assim. pois o ruído abaixo de 85 dB não é considerado pela NR15 como insalubre. Por exemplo: existem Protetores Auriculares que possuem fator de atenuação de 16 dB. tampouco o enquadramento de aposentadoria especial. o enclausuramento de um motor visando reduzir a intensidade de ruído no ambiente etc.br . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 74 Graus de insalubridade 5. O contato do empregado com energia elétrica também confere direito ao adicional de periculosidade (Lei 7.5 Neutralização da insalubridade Neutralizar significa tornar-se nulo. b) com a utilização de equipamento de proteção individual: Os EPI’s possuem características que possibilitam reduzir os efeitos da nocividade dos agentes em relação aos limites de tolerância. Neste caso não será mais devido o pagamento do adicional de insalubridade. A NR15 preconiza que há duas possibilidades de neutralizar a insalubridade. Portarias. portanto.gondim@ifrn. 5. Docente: Drª.

Importante lembrar o adicional será devido para as atividades em contato permanente (trabalho contínuo na área de risco) e em contato intermitente (trabalho não contínuo.gondim@ifrn.edu. o motorista de carro forte. que é de 40% sobre o salário-mínimo regional. o socorrista das estradas.  Atividade: 1. e) 40% do salário mínimo regional. b) escolhido pelo Ministério do Trabalho. 2. os agentes a que estão submetidos não se classificam. d) da atividade preponderante. inflamáveis. 3. estão sujeitos ao perigo. em atividades insalubres de grau máximo. médio. A insalubridade proporciona ao trabalhador o adicional de grau máximo. e) determinado pelo Sindicato da categoria. o adicional devido será o: a) de maior valor. c) 20% do salário mínimo regional. prêmios ou participações nos lucros da empresa na ordem de: a) 15% b) 20% c) 25% d) 30% e) 35% 5. Um trabalhador. O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional sobre seu o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. b) ruído e radiação ionizante. em dois tipos de riscos físicos.br .Instituto Federal de Educação. Entretanto. Docente: Drª. pelo menos em nossa legislação. além de tantos outros. b) 10% do salário do trabalhador. receberá o adicional de: a) 05% do salário mínimo regional. 4. mas constantes). não inclui no cálculo os acréscimos decorrentes de gratificações. c) vibrações e radiação não ionizante. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 75 A periculosidade é a circunstância em que o empregado está sujeito ao risco. prêmios ou participações nos lucros da empresa. eletricidade e radiações ionizantes. por 4 agentes perigosos elencados pela legislação: explosivos. que são: a) ruído e calor. e-mail: priscylla. 5. Priscylla Gondim. É claro que o vigilante de banco. De três exemplos de atividades/funções que possuam grau de insalubridade máximo.1 Adicional de Periculosidade Os trabalhadores que exercem atividades periculosas têm direito a uma remuneração adicional de 30% sobre o salário que perceber. bem como adicional de periculosidade. d) 30% do salário base da sua categoria. O adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário contratado.2. Se o trabalhador exercer atividade insalubre e perigosa. como periculosos. c) escolhido pelo empregador. normalmente risco de vida. simultaneamente. Só não é devido quando o contato for eventual.

sem as devidas medidas de proteção. o cozinheiro realiza sua atividade.br . ( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado d) Em uma indústria de sacos plásticos. sem qualquer tipo de proteção. sem protetor auricular. e) radiação ionizante e trabalho sob condição hiperbárica. o trabalhador fica exposto 04 horas ao ruído de 88 dB. Associe os Adicionais com sua respectiva atividade a) 40% b) 30% c) 20% d) 10% ( ) Motorista de ônibus – vibração ( ) Eletricista ( ) Trabalho em câmara fria ( ) Motorista de líquidos inflamáveis ( ) Operador de máquina com ruído acima ( ) Contato com agente biológicos . ( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado 7. Diferencie ambiente Insalubre de Periculoso. os médicos trabalham. 8. 6 horas por dia e utilizando medidas de proteção adequada. em contato direto com os pacientes portadores de HIV.coveiro do LT ( ) Padeiro – calor acima do LT ( ) Técnico em Radiologia ( ) Minerador – poeira acima do LT ( ) Mergulhador * Legenda: LT – Limite de Tolerância Docente: Drª.Instituto Federal de Educação.edu.gondim@ifrn. 4 operadores de bomba e 1 servente. Priscylla Gondim. ( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado b) Em um restaurante. e-mail: priscylla. exposto 8 horas diárias ao ruído de 95 dB. Considerando o que são atividades insalubres e perigosas. ( ) Adicional de insalubridade ( ) Adicional de periculosidade ( ) Neutralizado c) Em um hospital especializado em doenças infecto contagiosas. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 76 d) calor e trabalho sob condição hiperbárica. 6. a) Em um posto de abastecimento de combustíveis trabalham na área de abastecimento. das 08 horas diárias de atividade. identifique quais atividades desenvolvidas abaixo faz jus ao adicional de insalubridade e/ou periculosidade e por que.

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6. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA
A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é um grupo de trabalhadores que, além de exercerem suas
atividades normais na empresa, contribuem, para a melhoria
das condições de trabalho.
Portanto, o objetivo da CIPA é observar e relatar as
condições de riscos nos ambientes de trabalho e solicitar medidas
para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os
mesmos, de forma a preservar a saúde e integridade física de todos os trabalhadores.
Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e
conscientização, de forma criativa e participativa, entre empregador e empregados, em
relação à forma como os trabalhos são realizados, objetivando sempre melhorar as
condições de trabalho, visando a humanização do trabalho.
6.1 Breve histórico da CIPA
A CIPA surgiu em 1921 através da OIT – Organização Internacional do Trabalho,
que, ao demonstrar crescente preocupação com o tema “acidentes do trabalho”, recomendou
às empresas constituírem um grupo de trabalhadores que, além de realizar seus trabalhos
normais, tivessem um “olhar crítico” em relação à segurança do trabalho.
No Brasil, a CIPA foi instituída através do Decreto-lei n. 7.306, de 10 de Novembro
de 1944, consagrando, assim, a comunhão de esforços de trabalhadores e de empregadores
em busca da prevenção de acidentes do trabalho.
Atualmente as atividades da CIPA é regulamentada pela Norma Regulamentadora NR5 “Comissão Interna de Prevenção de Acidentes”. A NR5 estabelece as regras de
constituição da CIPA, organização, atribuição, funcionamento, treinamento, processo
eleitoral, entre outras.
6.2 Constituição da CIPA
Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento
as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta
e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras
instituições que admitam trabalhadores como empregados.
6.3 Objetivo
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA - tem como objetivo a
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador.
6.4 Organização
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de
acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5, onde os representantes dos
empregadores, titulares e suplentes, serão por eles designados e os representantes dos
empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem,
independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados.

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O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida
uma reeleição.
É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de
direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura
até um ano após o final de seu mandato.
Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas
atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem
a sua anuência.
6.5 Representantes
O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os
representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.
Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um secretário e seu
substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a
concordância do empregador.
6.6 Dimensionamento
Para que se entenda como é dimensionada a quantidade de Cipeiros de uma empresa,
primeiramente é necessário identificarmos em qual grupo de similaridade a empresa pertence,
observando o Quadro III da NR5.
Neste quadro temos todas as atividades econômicas com seus respectivos grupos:
QUADRO III Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE,
com correspondente agrupamento para dimensionamento de CIPA PARCIAL E
ADAPTADO PELA PROFESSORA.

Com a identificação do grupo de similaridade que varia de C-1 a C35 (Ex.: C-1
“MINERAIS”; C-2 “ALIMENTOS”; C-3 “TÊXTEIS” etc.), observamos no Quadro I o grupo
que pertence a empresa e a quantidade de funcionários existentes, com esses dados são
calculados a quantidade de integrantes da CIPA.
Desta forma, o número mínimo de empregados para se constituir uma CIPA varia
de acordo com o setor econômico onde está agrupada a empresa e a quantidade de
empregados.
QUADRO I - Dimensionamento de CIPA - PARCIAL e ADAPTADO PELA
PROFESSORA

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

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Exemplo Prático: Se uma empresa, por exemplo, possui o CNAE 34.10-0 “Fabricação de
Automóveis, Camionetas e Utilitários”, grupo C-16, e tem em seu quadro de pessoal 3.200
trabalhadores:

O dimensionamento da CIPA será de:
• Representantes do empregador: 10 efetivos e 7 suplentes (designados)
• Representantes dos empregados: 10 efetivos e 7 suplentes (eleitos)
Importante ressaltar que, os números contidos no Quadro I dizem respeito apenas a
cada uma das representações. Assim, para se fixar a quantidade correta dos titulares e
suplentes na CIPA, é necessário que tais números sejam duplicados, tendo em vista que a
Comissão é um organismo que possui duas bancadas (dos empregados e dos empregadores).
Fique por dentro!
Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará
um responsável pelo cumprimento dos objetivos da NR-5, podendo ser adotados
mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.
6.7 Regras gerais da CIPA
• Eleitos por ordem decrescente de votos: Os membros da CIPA, titulares e suplentes,
serão eleitos considerando a ordem decrescente de votos recebidos;
• O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma
reeleição;
• Estabilidade de emprego do cipista ELEITO e seu SUPLENTE: É vedada a
dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção
da CIPA desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu
mandato;
“Entende-se por despedida arbitrária aquela que não se fundar em motivo disciplinar,
técnico, econômico ou financeiro (art. 165 da CLT)”.
• Proibição de transferência de estabelecimento: Serão garantidas aos membros da
CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa,
sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência.
6.8 Atribuições da CIPA
a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a
participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde
houver;
b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de
problemas de segurança e saúde no trabalho;
c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção
necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;
d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho
visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e
saúde dos trabalhadores;

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

2 Cabe ao Presidente da CIPA: convocar os membros para as reuniões da CIPA.8.  observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Docente: Drª.3 Cabe ao Vice-Presidente:  executar atribuições que lhe forem delegadas. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 80 e) realizar.  preparar as correspondências. manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA. quando houver. divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento.        6. em conjunto com o SESMT. Priscylla Gondim.  colaborar com a gestão da CIPA. ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho. quando houver. h) participar.8. as decisões da comissão.8. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. e-mail: priscylla. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. quando houver.  substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários.edu. e redigir as atas apresentando-as para aprovação e assinatura dos membros presentes. onde houver.8. zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados.gondim@ifrn. delegar atribuições aos membros da CIPA.      6. em conjunto com o SESMT. 6. anualmente.Instituto Federal de Educação. coordenar as reuniões da CIPA. a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT.5 Cabo ao Secretário da CIPA:  acompanhar as reuniões da CIPA. 6. a cada reunião.4 Cabe ao Presidente e o Vice-Presidente da CIPA em conjunto: cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos. encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA. e  outras que lhe forem conferidas. ou ao empregador.  indicar à CIPA. delegar atribuições ao Vice-Presidente. coordenar e supervisionar as atividades da CIPA. onde houver.8.br . constituir a comissão eleitoral. promover o relacionamento da CIPA com o SESMT.1 Cabe aos empregados:  participar da eleição de seus representantes. encaminhando ao empregador e ao SESMT. g) requerer ao SESMT. 6. i) promover. coordenar e supervisionar as atividades de secretaria. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho.

Docente: Drª.Instituto Federal de Educação.br . Priscylla Gondim. entidade patronal. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 81 6. ocorrida durante o mandato. As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso. As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em local apropriado.11 Processo eleitoral O processo eleitoral observará as seguintes condições: a) publicação e divulgação de edital. entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas ministrados. obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição. de acordo com o calendário preestabelecido. A vacância definitiva de cargo. quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. 6. será suprida por suplente. e-mail: priscylla.edu. a) O treinamento para a CIPA deverá contemplar.9 Funcionamento A CIPA terá reuniões ordinárias mensais. sendo substituído por suplente. f) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho. O treinamento terá carga horária de vinte horas. no mínimo 45 dias antes da data marcada para a eleição. em locais de fácil acesso e visualização. no mínimo. O membro titular perderá o mandato. O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa. e medidas de prevenção.gondim@ifrn. e) noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS. os seguintes itens: b) estudo do ambiente. das condições de trabalho. c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento. Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência.10 Treinamento A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA. bem como dos riscos originados do processo produtivo. distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. antes da posse. titulares e suplentes. devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos. g) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos. b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal. d) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na empresa. As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros. com fornecimento de comprovante. independentemente de setores ou locais de trabalho. sendo que o período mínimo para inscrição será de quinze dias. b) inscrição e eleição individual. 6. c) houver solicitação expressa de uma das representações. c) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho. h) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão.

julgue os itens subseqüentes.12 Semana Interna de Prevenção de Acidente do Trabalho . a Semana Interna de Prevenção de Acidentes. • Concurso de frases e cartazes.º 5. quando houver.  Atividade 1. • Projeção de filmes ou “slides”sobre prevenção de acidente. Em caso de empate. Docente: Drª. • Concurso de fotos. • Concurso de músicas com temas relacionados à prevenção de acidentes. no âmbito da empresa pública hipotética apresentada acima. em horário normal de trabalho. 6.SIPAT Uma das atribuições da CIPA é promover. O empregado pode sugerir e propor atividades pelas quais tenha interesse. j) guarda. não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de dez dias. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 82 d) garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição. em conjunto com o SESMT. de todos os documentos relativos à eleição. Para tanto é necessária a motivação dos funcionários. ___O presidente da CIPA não pode ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo. respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados. ___ A empresa deve constituir uma CIPA. • Visita de familiares a empresa. assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento.Instituto Federal de Educação. colaborando na sua preparação. • Redação de filhos de funcionários. os candidatos mais votados. h) apuração dos votos.br . Priscylla Gondim. Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação. e) realização da eleição no mínimo trinta dias antes do término do mandato da CIPA. Assumirão a condição de membros titulares e suplentes. f) realização de eleição em dia normal de trabalho. com acompanhamento de representante do empregador e dos empregados.12. pelo empregador. do MTE. Uma das formas de motivar os funcionários a participar é fazer com que os mesmos se sintam responsáveis por ela. conhecida como SIPAT. • Atividades recreativas. por um período mínimo de cinco anos. em número a ser definido pela comissão eleitoral. 6.edu. • Gincana. i) faculdade de eleição por meios eletrônicos.1 Algumas sugestões a serem desenvolvidas durante a SIPAT • Palestras ou conferências. g) voto secreto. Com relação às questões relacionadas à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). • Peças teatrais. conforme a Norma Regulamentadora n. e-mail: priscylla.gondim@ifrn. anualmente.

edu.gondim@ifrn. ___Para cumprir as exigências mínimas da Norma Regulamentadora n. Quais os conteúdos mínimos do curso de formação da CIPA? 8. ___Após a posse dos membros de uma nova gestão da CIPA. o seu coordenador não poderá ser presidente da CIPA. ___O mapa de riscos da empresa deve ser elaborado pelo SESMT e corrigido pela CIPA. Qual a necessidade de se treinar a CIPA? 4. será necessário contratar um engenheiro de segurança do trabalho para o SESMT. Quais as vantagens de ser membro da CIPA? 5. Quais as responsabilidades do empregador em relação a CIPA? 6. ___O presidente da CIPA não pode ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo. Qual a importância da CIPA em uma empresa? 3. O que é a SIPAT? Quando e porque ela deve existir? Docente: Drª. 9.º4. ___O número de componentes efetivos da CIPA deverá ser sempre igual ao de suplentes. independentemente do número de empregados da empresa. ___Os representantes titulares do empregador devem ser aprovados pelos representantes dos empregados. ___Para cumprir as exigências mínimas da Norma Regulamentadora n. Qual a diferença entre SESMT e CIPA? 10.Instituto Federal de Educação. do MTE. Quem deve ser o presidente e o vice-presidente da CIPA? 7. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 83 ___Caso a empresa constitua um SESMT. Priscylla Gondim. 2. ___No SESMT. os técnicos de segurança devem estar subordinados hierarquicamente ao engenheiro de segurança.br . e-mail: priscylla.º 4. do MTE. será necessário contratar um engenheiro de segurança do trabalho para o SESMT. ___No SESMT. Cite 03 (três) atribuições da CIPA e faça comentário de sua importância. deve-se elaborar um novo mapa de riscos para a empresa. ___Os representantes titulares do empregador devem ser aprovados pelos representantes dos empregados. os técnicos de segurança devem estar subordinados hierarquicamente ao engenheiro de segurança.

Posteriormente. O avanço seguinte. O homem atual.2 Principais conceitos Prevenção: Abrange as medidas de segurança contra incêndio que objetivam “evitar” incêndios.br . Priscylla Gondim. no seu controle da natureza. Normalmente são divididas em proteções ativas e passivas. e-mail: priscylla. que consistia no impacto entre duas pedras para a produção de faíscas. na Inglaterra. muitas vezes deixando que o fogo se expandisse e tornasse grandes proporções. são as medidas que trabalham o controle dos materiais combustíveis (armazenamento/quantidade) das fontes de calor (solda/eletricidade/cigarro) e do treinamento (educação) das pessoas para hábitos e atitudes preventivas. outro método foi desenvolvido. foi descoberto que as fagulhas formadas eram mais fortes e persistentes. instrumentos e máquinas. aquecer e cozinhar. ou seja. utilizando métodos e equipamentos adequados. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 84 7. Desta forma. Os primeiros homens. a descoberta de que o atrito entre dois pedaços de madeira seca elevava a temperatura até produzir uma chama. Os primeiros fósforos fabricados acendiam por atrito e exalavam um cheiro muito desagradável. como lutar contra ele. talvez a observação de que ele se propagava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas.gondim@ifrn. cuja cabeça combustível contém outros componentes não inflamáveis. conduziu a mais uma forma de iniciar o fogo. tendo em vista que: • O homem conhece a natureza do fogo. como primeira reação. fundir metal para a fabricação de utensílios. Proteção e combate contra incêndio 7.1 Histórico do fogo O homem primitivo inicialmente observou o fogo surgido espontaneamente por meio da ação de relâmpagos sobre madeira de árvores e começou a utilizá-lo de maneira desorganizada. Hoje. sabe que fuga. • O homem possui os equipamentos necessários para combatê-lo. em 1845. Docente: Drª. A partir daí o homem pode aquecer. O elemento fósforo combina-se com o oxigênio tão facilmente que se acende apenas exposto ao ar. é sempre uma atitude errada. A observação de que fagulhas têm o poder de começar uma chama e que o choque de algumas rochas produz faíscas. cozer seus alimentos. fugiam por desconhecer sua natureza. do palito de fósforo.a partir daí.Instituto Federal de Educação. e bem mais recente. garantindo a sua utilização de forma segura.edu. Por falta de conhecimento de como combatê-lo. Não sabiam eles que um simples punhado de terra bastaria para apagar uma pequena chama. para iluminar. A etapa seguinte consistiria em produzir voluntariamente o fogo. de um processo simples de produção de fogo. Muito tempo depois. Esse processo persistiu até o século XIX. Proteção: São as medidas que objetivam dificultar a propagação do incêndio e manter a estabilidade da edificação. pois conhece o fogo como um fenômeno químico. • O fogo sempre começa pequeno (exceto em grandes explosões). começaram a ser fabricados os chamados fósforos de segurança. Mais adiante. quando se batia o mineral sílex com ferro ou aço. que tornaram possível o desenvolvimento presente. Um dos grandes marcos da história da civilização humana foi o domínio do fogo pelo homem. 7. tendo descoberto. em 1827. surgiria com a invenção. ao verem o fogo. porém o homem não precisa mais fugir. dando início à jornada tecnológica do homem.

etc.: Gás de cozinha.O2) É o elemento. Exemplo de medidas de proteção passiva: paredes e portas corta-fogo. • Combustível. Estados Físicos dos Combustíveis Sólido Ex. e • Calor (temperatura de ignição). condições de acesso à edificação pelo socorro público. e-mail: priscylla.Instituto Federal de Educação.edu. Para que exista fogo.4. 7. Priscylla Gondim. papel. • Comburente (oxigênio). reserva de água (e hidrantes públicos). Líquido Ex. álcool. 7.1 Combustível É toda substância capaz de queimar. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 85 conforme trabalhem. Gasoso Ex.3 Calor É o elemento que fornece a energia necessária para iniciar a reação entre o combustível e o comburente. líquido e gasoso.3. Docente: Drª.1 Ponto de fulgor É a temperatura mínima necessária para que um combustível comece a desprender vapores ou gases inflamáveis que. combinados com o oxigênio do ar e em contato com uma chama comecem a queimar. Combate: Compreende tudo o que é usado para se extinguir incêndios.: Gasolina. etc. participando da reação química do fogo. presente no ar atmosférico. Exemplo de medida de proteção ativa: sistema de chuveiros automáticos (sprinkler). servindo de propagação do fogo. sistemas automáticos de extinção.: Madeira. etc. tecido.3. tais como: equipamentos manuais (hidrantes e extintores) complementados por equipes treinadas. sistemas de detecção e alarmes.4 Características físico químicas 7. onde cada lado do triângulo representa um elemento participante desta reação. Os combustíveis podem se apresentar na natureza sob três estados físicos: sólido.3. etc.gondim@ifrn. 7. 7. acetona. corpo de bombeiros públicos e privados. três elementos são necessários.2 Comburente (Oxigênio . hidrogênio.br . mantendo e propagando a combustão.3 Triângulo do fogo O Triângulo do Fogo é uma didática criada para melhor ilustrar a reação química do fogo. 7. reagindo ou não em caso de incêndio. como a chama de um palito de fósforos. borracha.

• Ao continuar o aquecimento observaremos que a madeira começa a ficar amarela.42 .Instituto Federal de Educação. Neste momento atingiu-se o ponto de ignição.br .gondim@ifrn. São os combustíveis que possuem maior facilidade de desprender gases ou vapores.4 40 PONTO DE IGNIÇÃO O O C F 538 1000 371 700 538 1000 257 495 445 833 245 473 552 1026 Docente: Drª.4 Experiência prática em laboratório A fim de ilustrarmos o acima citado. Se no momento em que começar a enegrecer acendermos um fósforo na boca do frasco. Neste momento foi atingido o ponto de combustão. e-mail: priscylla. 7.17.edu. 7. esquentando-os em chama de gás. manter o fogo. • Com o aumento do calor veremos que os gases incendeiam-se em contato com a fonte de calor externo e se mantém em chamas. Segue abaixo exemplo de pontos de ignição e fulgor de alguns materiais combustíveis: Tabela: Exemplos de materiais e seus respectivos pontos de fulgor e ignição: MATERIAL Acetona Álcool Etílico Benzeno Gasolina Óleo de amendoim Parafina Tolueno PONTO DE FULGOR O O C F . vejamos a seguinte experiência muito simples: coloquemos em um frasco. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 86 É chamado ponto de lampejo ou flash point. pequenos pedaços de madeira. mesmo que se retire a chama.3 Ponto de ignição É a temperatura mínima em que os materiais. Isto explica porque certos combustíveis queimam mais rapidamente do que outros. A principal característica deste ponto.7 0 12.1 12 . é que.6 55 . começa a se desprender vapor de água. independente de qualquer fonte de calor.45 282 540 199 390 4. desprendendo gases ou vapores. Priscylla Gondim.4.4. ou seja. 7.11.4. não necessitando de uma fonte externa de calor. • Continuando a aquecer o frasco chegaremos a uma temperatura em que os gases se incendiarão somente em contato com o oxigênio do ar.2 Ponto de combustão É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que combinados com o oxigênio do ar e ao entrarem em contato com uma chama se inflamem e. marrom e finalmente negra a partir dos 150oC. notaremos que os vapores se incendiarão em contato com a chama mas não se sustentará. entram em combustão apenas ao contato com o oxigênio do ar. Neste momento foi atingido o ponto de fulgor. Com o desenvolvimento do calor passaremos a observar os seguintes fenômenos: • quando a temperatura alcançar 100oC . se retirarmos a chama o fogo se apagará devido a pouca quantidade de calor para produzir gases suficientes e manter a transformação em cadeira. o fogo não se apagará pois a temperatura faz gerar do combustível vapores e gases suficientes para manutenção da combustão ou transformação em cadeia.

isto é. Três são as formas de transmissão de calor: 7. No vácuo absoluto não há condutibilidade de calor.5 Propagação do fogo De importância indiscutível. Como exemplo. há calor. O calor foi transmitido de molécula para molécula da barra de ferro tomando conta da mesma como um todo. de matéria para matéria. sem utilizar qualquer tipo de material. e-mail: priscylla.5. etc. poderão entrar em combustão do outro lado da parede. e é este calor que faz com que o fogo apareça em pontos onde menos se espera.3 Radiação É a transmissão de calor por meio de ondas caloríficas que se propagam através do espaço. O ar e os gases de incêndio super aquecidos sobem pelo poço do elevador e aquecem materiais dois ou três andares acima. podemos citar o incêndio em um edifício.2 Convecção A transmissão de calor pela convecção é característica dos líquidos e gases. entrando em combustão e gerando novos focos de incêndio. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 87 7. estes se aquecerão e materiais que tenham seu ponto de ignição mais baixo e estejam em contato com o material aquecido. vigas ou outros materiais que se comuniquem com áreas adjacentes. A radiação é o processo pelo qual o calor flui. gerando um novo foco de incêndio. 7. Como exemplo podemos citar as ondas de calor emanadas do sol. quer nos trabalhos de prevenção. 7. Docente: Drª. em um incêndio temos treliças. Como Isto é possível? O incêndio que começou no segundo andar super aquece o ar neste andar. o segundo andar pegando fogo e de repente verificamos que no quarto ou quinto andar também começa um novo foco de incêndio. podemos citar uma experiência bastante simples: colocamos a ponta de uma barra de ferro em uma chama.5.Instituto Federal de Educação. na forma de propagação de ondas. mas.edu. Priscylla Gondim. Onde há fogo.. mesmo isoladas por paredes. Nestas substâncias as partes quentes tendem a subir e as mais frias a descer. Se. Como exemplo. Normalmente a convecção se faz no sentido vertical.gondim@ifrn.5. Temos por exemplo. Depois de algum tempo a outra ponta estará tão quente que não poderemos mais tocá-la. correntes de ar podem conduzir o calor por convecção para todas as direções. sem intervalo entre os corpos. de um corpo à alta temperatura para a superfície de outro à temperatura mais baixa.1 Condução É a transmissão de calor de molécula para molécula. é conhecer como o fogo pode se propagar. Estes materiais são aquecidos até atingirem seu ponto de ignição. quer nos trabalhos de extinção. A energia é transmitida na velocidade da luz e ao encontrar um corpo as ondas são absorvidas ou refletidas. de um forno.br . de uma fogueira.

6.6.br . Portanto.gondim@ifrn. e-mail: priscylla.3 Resfriamento Processo de extinção de incêndio que consiste na retirada parcial do calor (diminuição da temperatura). basta desfazer o triângulo. Priscylla Gondim. 7.1 Isolamento Processo de extinção de incêndio que constitui na retirada do combustível. isto é.Instituto Federal de Educação.6 Processos de extinção de incêndio Conhecido o triângulo do fogo. retirar um de seus lados.2 Abafamento Processo de extinção de incêndio que consiste na redução ou retirada do oxigênio. este só existirá quando estiverem presentes os três elementos constituintes.6. para extinguir o fogo. Docente: Drª. 7. 7.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 88 7.

7. computador.Instituto Federal de Educação. cinzas. Ex. 7. Docente: Drª. 7. graxa. Esses materiais apresentam duas propriedades:  Não deixam resíduos quando queimados. borracha. gasolina. etc.br .  Queimam em superfície e em profundidade. Esses materiais apresentam duas propriedades:  Deixam resíduos quando queimados (brasas. papel. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 89 7. Priscylla Gondim.  Queimam somente em superfície. carvão). querosene. Ex. diesel. e-mail: priscylla. Ao serem desligados da tomada. geladeira. etc.7 Classes de incêndio Para que as ações de combate ao incêndio possam ter a máxima objetividade e rendimento. 7.: álcool.gondim@ifrn.7.2 Classe B Incêndio em líquidos inflamáveis.: madeira.3 Classe C Incêndio em equipamentos eletro-eletrônicos energizados.edu.1 Classe A Incêndio em materiais sólidos combustíveis. os materiais combustíveis foram divididos em Classes de Incêndios. o incêndio passa a ser de classe A. Ex. tecido.7. com emprego correto de um agente extintor. etc.: televisor.

8. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 90 7. O sucesso do combate está relacionado com a sua correta utilização e o tipo de combustível. 7. magnésio.Instituto Federal de Educação. 7. e materiais combustíveis envolvidos. e-mail: priscylla.8 Agentes extintores de incêndio São substâncias que possuem a propriedade de extinguirem determinadas combustões.: sódio. O extintor portátil com massa até 196 N (20 kgf) não precisa ser colocado sobre rodas. Os princípios de incêndios têm características diferentes em função de sua origem elétrica ou não. Ex. e tem como objetivo o combate de princípio de incêndio.edu. São posicionadas em locais onde haja grande quantidade de materiais estocados e substituem o numero de extintores correspondentes a sua capacidade. A manutenção desses equipamentos juntamente com o treinamento de pessoas para seu uso é fundamental para seu objetivo.7.4 Classe D Incêndio em metais pirofóricos. Para extinção de fogo nesses materiais. etc. existem agentes extintores especiais. Docente: Drª. pois é o que vai determinar o poder de extinção e não deve ser confundido com unidade extintora. Os extintores portáteis fazem parte do sistema básico de segurança contra incêndio em edificações e devem ter como características principais: portabilidade. As carretas nada mais são do que extintores de grande volume que. o que exige o uso de agentes extintores apropriados para cada caso. acima desse valor necessita estar sobre rodas.br . O extintor com massa próxima a 196 N (20 kgf) não atende à portabilidade acima citada. Em função disso há uma classificação dos extintores. manejo e operação. são montados sobre rodas.1 Capacidade Extintora Capacidade extintora do extintor é um dado importante. Quanto ao transporte os extintores podem ser: portáteis e não-portáteis e esse último subdivide-se em sobre-roda e estacionário. Priscylla Gondim. principalmente quando colocado em ambiente cujas pessoas não estão acostumadas a esforços físicos. facilidade de uso.gondim@ifrn. para facilitar seu manejo e deslocamento.

os extintores recebem o nome do agente que acondicionam em seu interior. latão ou cobre. seu tempo de utilização é de aproximadamente um minuto. Para cada classe de incêndio existem um ou mais extintores próprios para combatê-la.8. utilizando um ou mais de um processo de extinção do fogo. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 91 7. e-mail: priscylla.6 Localização e Sinalização A parte superior do extintor deve estar. 7.20 m do piso.br . e) Perder o receio de operar o extintor.8. contendo em seu interior um agente extintor.edu. E sua parte inferior não deve estar a menos de 0. sendo absolutamente fundamental o treinamento prático periódico exercido. de recipientes de aço.3 Duração de descarga A quantidade de agente extintor é limitada nos extintores e são encontrados extintores com várias massas ou volumes para o mesmo tipo.8. cuja finalidade é eliminar o princípio de fogo. dos tipos de pressurização direta ou indireta. Quanto a sua nomenclatura. Docente: Drª.4 Forma de descarga Têm-se duas formas principais: a) Jato concentrado. d) Ter noção da distância segura para atacar o princípio de incêndio.5 Treinamento O treinamento deve preparar o operador para: a) Identificação dos vários tipos de extintores. 7. Seu emprego é limitado em função de sua reduzida carga extintora. mas não suficiente para capacitar o operador. Priscylla Gondim. A duração da descarga ou tempo efetivo de descarga é função de quantidade de agente extintor contido no extintor e vazão do agente extintor. O quadro de instruções de operação do extintor é necessário.Instituto Federal de Educação. Acima do extintor deve possuir uma identificação do tipo de extintor e abaixo dele um quadrado de 1m² assim como mostra a figura abaixo. 7.2 Nomenclatura e constituição Extintores de Incêndio são equipamentos para pronta utilização no combate ao princípios de incêndio. c) Operação para cada tipo de extintor quanto à seqüência para o uso. ou seja.gondim@ifrn. sempre lendo os quadros de instruções (rótulos) com as figuras ilustrativas.8. b) Jato em forma de névoa/nuvem.8. 7. no máximo. b) Familiaridade com os vários tipos de extintores.60 m do piso. São constituídos de modo geral. Em ambos os casos sua aplicação dependerá do princípio de incêndio. a 1. pelos menos duas vezes ao ano em campos de treinamento devidamente homologados pelo órgão ambiental estadual e ministrado por profissional reconhecido por órgão competente.

Algumas recomendações são úteis: • Facilmente visíveis por meio de sinalização. • Protegidos de intempéries e de ambientes agressivos com excesso de calor. pois irá permitir uma rápida intervenção para cessar o processo da evolução do incêndio. Próximo aos locais de entrada e saída. Priscylla Gondim. atmosferas corrosivas. o símbolo do Inmetro de cor prata. vento e poluição. e-mail: priscylla.8. Proteger contra vandalismo. • Não devem ficar atrás de portas de rotas de fuga. que possui marca dágua. • Fácil acesso levando se em conta a portabilidade. Docente: Drª. a manutenção e a recarga de extintores de incêndio devem observar o previsto na Norma Brasileira (NBR nº 12.br . • Sem obstáculos até o local de utilização. Atualmente adota-se um selo de execução dos serviços. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 92 A localização dos extintores é muito importante. veículos ou cargas.Instituto Federal de Educação. encontram-se uma simbologia indicando as classes de incêndio ao qual eles são eficientes e os que são proibidas às utilizações. maresias.8.gondim@ifrn.962). impresso em papel especial. 7.7 Selo de garantia A inspeção.edu. • Protegidos de acidentes provocados pela movimentação de pessoas. 7. • Bem distribuídos para cobrir a área protegida. de cor levemente esverdeada.8 Simbologia Nos extintores além do selo de garantia.

Instituto Federal de Educação.9 Tipologia Existe no mercado uma grande variedade de extintores que se caracterizam por: agente extintor. a) Água É o agente extintor “universal”. sistema de ejeção. Priscylla Gondim. Não é tóxico. capacidade extintora e acionamento. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 93 7. porém ocorre a desvantagem desse agente ser condutor de corrente elétrica. secundariamente.br . sob diversas formas. nem danifica materiais eletrônicos.edu. Não conduz corrente elétrica. Docente: Drª. massa. mais pesado que o ar. inodoro. b) Gás Carbônico (CO2 – Dióxido de Carbono) É um gás incombustível. e-mail: priscylla. mas a sua ingestão em excesso provoca asfixia.gondim@ifrn. Atua por abafamento e. possibilitam uma boa aplicação em incêndios.8. volume. por resfriamento. A sua abundância na natureza e as suas características de emprego. Dissipa-se rapidamente quando aplicado em locais abertos. incolor.

e-mail: priscylla.gondim@ifrn.Instituto Federal de Educação. que atua por abafamento. Atua por abafamento e. Priscylla Gondim. em menor proporção. Atualmente. mas sua ingestão em excesso provoca asfixia. Conduz corrente elétrica. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 94 c) Pó Químico Seco (PQS) É um composto químico.edu. Por ser corrosivo. Quadro Resumo das Classes de Incêndio e Tipos de Extintores CLASSE DE FOGO Papel Madeira Borracha Líquidos inflamáveis Equipamentos Elétricos PQS CO2 Água PQS Sim (pouco eficiente) Sim indicado Sim (pouco eficiente) Sim indicado Não Sim indicado Não Sim indicado Sim indicado Não (risco ao operador) Sim (pode danificar o aparelho) Não Não (risco ao operador) Docente: Drª. o uso deste agente pode danificar os eletroeletrônicos. d) Espuma Solução aquosa obtida através de reação química ou processo mecânico.br Especial Não Espuma Sim indicado . por resfriamento. Não é tóxico. embora ainda seja utilizado por indústrias e pelo Corpo de Bombeiros. este agente extintor dificilmente é encontrado em estabelecimentos comerciais e residenciais. Não conduz corrente elétrica.

wikipedia.chipublib. normas e dos exercícios de escape e de combate ao fogo.1 Teatro Iroquois. e-mail: priscylla. Como diversos incêndios já haviam ocorrido em teatros.9.9. o fogo vitimou 600 delas (dentre as quais. a participação de pessoas aptas a orientar ações de abandono. Al. a implantação de adequadas saídas devidamente desobstruídas (destrancadas). esguichos e mangueiras.9.deadohio. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Fogo de Metais Pirofóricos Mg. etc. mas não foram tomadas pelos proprietários do Teatro.3 Escola Elementar Collinwood em Lake View A maior tragédia ocorrida em ambiente escolar nos EUA se desenrolou em 4 de março de 1908. vitimando 172 crianças. Ca. essa Casa de Ópera incendiou-se em 13 de janeiro de 1908. tanto na Europa quanto nos EUA.br . 7. entre outras. etc. 2 professores e uma pessoa que tentou socorrer as vítimas. Situava-se em um segundo pavimento e as saídas estavam fora de padrão ou obstruídas. e 32 anos após o incêndio que devastou a cidade. Tempo de descarga Alcance do jato Efeito 95 Não Não Não Sim indicado Não 6 kg – 25s 6 kg – 1 a 2m Abafa e resfria 10 L – 60s 10 L – 9 a 12m Resfria 4 kg – 10s 10L – 5m Abafa 4 kg – 10s 10L – 5m 10 L – 9m Abafa 10 L – 9m Abafa e resfria 7.html 7. Constavam de tais precauções a presença de bombeiros com equipamentos (extintores. Priscylla Gondim.2 Casa de Ópera Rhoads Situada em Boyertown. Docente: Drª. apenas um componente do grupo artístico e pessoal de apoio). O Teatro Iroquois era tido como supostamente seguro contra incêndios. Na. Devastador. esse incêndio reforçou a consciência americana sobre a necessidade de melhoria dos códigos.org/004chicago/disasters/iroquois_fire.org/wiki/Rhoads_Opera_House.htm. sem a mesma magnitude. aproximadamente um mês após a abertura do Teatro. em Chicago Ocorrido em 30 de dezembro de 1903. de onde foi extraída a foto abaixo. a existência de cortina de asbestos que isolasse o palco da platéia. A estreita saída existente não foi suficiente e 170 pessoas pereceram. No Teatro Iroquois algumas destas medidas não foram adotadas e outras não funcionaram a contento.).edu.gondim@ifrn. Mais detalhes em: http:// en. com a queda de uma lâmpada de querosene. Mais detalhes sobre o incêndio no endereço: http://www. que mostra a escola após o incêndio. Com aproximadamente 1600 pessoas na platéia. Pensilvânia. as precauções necessárias contra esse acidente eram conhecidas.Instituto Federal de Educação. Mais detalhes sobre esse incêndio podem ser obtidos no seguinte endereço eletrônico:http://www.9 Casos de Incêndios 7.com/collinwood.

5 Incêndio Edifício Andraus O primeiro grande incêndio em prédios elevados ocorreu em 24 de fevereiro de 1972.uol. tendo como resultado 250 mortos e 400 feridos.gondim@ifrn. "Recebi o dinheiro e. o toldo. quase na hora do incêndio.Instituto Federal de Educação. e de maior perda de vidas ocorridas em um circo até nossos dias. no edifício Andraus. O incêndio teve origens intencionais. além da Pirani. A ausência dos requisitos de escape para os espectadores. afirma a baiana Judith Santos Tolentino. entre a primeira e a segunda sobreloja das Casas Pirani. caiu sobre os dois mil e quinhentos espectadores. criminosas. Shell e várias corretoras de seguros. Os números de vítimas são contraditórios. Mais detalhes em http://www2.9. com 31 andares. Priscylla Gondim. porque os registros somam aos mortos retirados dos prédios a alguns que morreram depois.br/JC/_2000/1604/cd1604m. uma das empresas do condomínio.br . Do heliporto foram tiradas mais de 300 pessoas. o Andraus foi mais pavoroso que o Joelma. Aglomeradas no terraço. As outras inquilinas eram Petrobras. funcionário da Siemens. foram as causas da tragédia. resolvi ir comprar uma passagem na antiga rodoviária para meu irmão. A saída foi obstruída pelos corpos amontoados. Docente: Drª. As pessoas morreram queimadas e pisoteadas. em nosso País. onde o volume de fogo transformou a tragédia do Andraus num dos incêndios visualmente mais espetaculares da história. aconteceu em 17 de dezembro de 1961. Niterói. e-mail: priscylla. Ela era copeira da multinacional alemã e havia passado naquela tarde de quinta-feira para acertar as contas. "Não morri no Andraus porque pedi demissão na Siemens um dia antes". na cidade de São Paulo.com.edu. a inexistência de pessoas treinadas para conter o pânico e orientar o escape. em chamas. Vinte minutos antes de terminar o espetáculo. "Me deitaram no chão de um desses helicópteros e me levaram para a Praça Princesa Isabel e dali para o hospital". A cidade de Niterói só voltou a ver um novo circo quatorze anos depois da tragédia. Acredita-se que o fogo tenha começado nos cartazes de publicidade das Casas Pirani. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 96 7. em 1975. um incêndio tomou conta da lona. Rio de Janeiro O maior incêndio em perda de vidas. que forneceram 300 metros quadrados de pele humana congelada para ser usada no tratamento das vítimas. em que morreram 187 pessoas". Até que o capitão Hélio Caldas. 7. e a tragédia teve repercussão internacional. O coronel Lemes calcula que mais de 2 mil pessoas estavam no Andraus quando o fogo começou. Algumas pessoas lançaram-se do terraço ou das janelas. saltou de um dos aparelhos e abriu uma clareira para iniciar o resgate. comandante do tenente Lemes. Seu autor foi julgado e condenado.9. "Desse ponto de vista. recorda o publicitário Levy dos Santos. O vento empurrava as chamas para o lado da Avenida São João. elas impediam a descida dos helicópteros. colocados sobre a marquise do prédio. em Niterói (RJ) no Gran Circo Norte-Americano. afirma o coronel Lemes. no desespero de escapar da morte.. 47 anos ascensorista do Edifício Palladium. como não haviam dado baixa na carteira. que tinham suas vitrines no térreo. Tratava-se de um edifício comercial e de serviços (Loja Pirani e escritórios). enquanto uma multidão gritava da rua pedindo calma. estrutura em concreto armado e acabamento em pele de vidro.4 Gran Circo Norte-Americano. etc. como o dimensionamento e posicionamento de saídas. Em três minutos. com manifestações do Papa e auxilio dos EUA. situado na Avenida São João esquina com Rua Pedro Américo.

mais pessoas não pereceram pela existência de instalações de um heliponto na cobertura. longe das vistas da população). 7. não agüentando o calor. apesar do prédio ser de baixa altura. situase na Avenida Nove de Julho. apesar de a escada do edifício estar liberada para descida. O edifício. aguardando a chegada do socorro. assim como o Andraus. Num andar mais alto havia duas pessoas numa das janelas: um senhor deitado que quase não se mexia. permanecessem protegidas pela laje e pelos beirais desse equipamento. 22 (Praça da Bandeira). pessoas se projetaram pela fachada do prédio. gerou cento e setenta e nove mortos e trezentos e vinte feridos. entre eles Levy dos Santos. como ocorrera no da Triangle Shirtwait Factory. Priscylla Gondim. Foram momentos angustiantes com a expectativa de que ela. Quanto voltei. De vez em quando ela fazia menção de pular.edu. Ocorrido em 1º de fevereiro de 1974. 7. localizado no centro comercial e financeiro da cidade do Rio de Janeiro. apenas acenava e uma senhora que estava de pé no parapeito.br . Apesar de o edifício não possuir escada de segurança e a pele de vidro haver proporcionado uma fácil propagação vertical do incêndio pela fachada. o que permitiu que as pessoas que para lá se deslocaram. Judith guarda fotos de funcionários da Siemens. acenando para que as pessoas se afastassem. na confluência da Rua Almirante Barroso com Av. Docente: Drª. (20 mortos e cerca de 50 feridos). Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 97 que ia para Ilhéus. não possuía escada de segurança.9. cuja porta era mantida fechada por questões de segurança. Somado ao incêndio do edifício Andraus.7 Incêndio Edifício Andorinhas Na tarde do dia 17 de fevereiro de 1986. e-mail: priscylla.9. Do incêndio resultaram 352 vítimas. também construído em concreto armado.Instituto Federal de Educação. não possuindo escadas enclausuradas. pulasse.gondim@ifrn. bem como portas corta-fogo e os andares formavam verdadeiros labirintos devido a sua extensão. gerando imagens fortes e de grande comoção (a maior parte das pessoas que se projetou do telhado caiu em pátio interno. tomada sobrecarregada por vários aparelhos elétricos.6 Incêndio Edifício Joelma Esse edifício. dando início ao processo de reformulação das medidas de segurança contra incêndios. O prédio de construção antiga com mais de 50 anos não era adaptado ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros. pela semelhança dos acontecimentos e proximidade espacial e temporal. o prédio estava pegando fogo". o incêndio causou grande impacto. se acalmasse e esperasse pelos bombeiros. Nesse incêndio. Graça Aranha. com fachada tradicional (sem pele de vidro). as pessoas optaram por procurar abrigo no heliponto por temerem retornar ao interior do edifício. por ordem do administrador do condomínio. localizada no 9º andar. irrompeu incêndio no Edifício Andorinhas. Muitos dali foram retirados por helicópteros. possuindo 23 andares de estacionamentos e escritórios. seu padrinho de casamento. sendo 16 mortos e 336 feridos. O fogo começou nas dependências da sede da GE (General Eletric). Muitos ocupantes do edifício pereceram no telhado. provavelmente buscando um escape semelhante ao que ocorrera no edifício Andraus. Cerca de 90% das vítimas foram encontradas no acesso ao terraço. Todos os que lá estavam pediam para que ela não pulasse.

Instituto Federal de Educação. com a escada Magirus.com/bolanos. das seis portas de saída. Indica-se como causa do incêndio o uso de fogo de artifício no interior da edificação. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 98 Quando o carro dos bombeiros. 7. Fontes: Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Do incêndio resultaram aproximadamente trezentos e cinqüenta mortos. Docente: Drª.9.8 Ycua Bolaños Em 1º de agosto de 2004. no 12º andar. com setecentos e quatorze feridos. Sem a menor dúvida. Priscylla Gondim. achei que o drama iria finalmente acabar. no Paraguai. O incêndio atingiu temperaturas de cremação (aproximadamente 1. Materialmente a rede varejista perdeu toda a área do supermercado. em Buenos Aires. mas a escada não alcançava o andar onde a senhora estava (creio que 12º) e ela. como muitos dos que ali estavam. abaixo do teto. morreu. pulou para a morte. Iniciou-se sobre o forro. (Sergio Araújo. um incêndio no Boliche República Cromagnon deixou cento e setenta e cinco mortos. Eram 11:30 horas e encontravam-se no interior da edificação aproximadamente novecentas pessoas. deitado.php3. em que ela pulou. provavelmente pelo acúmulo de gordura e outros combustíveis nessa área. mas não consegui fazer a última foto. o qual teria inflamado o material de acabamento do teto. provocando uma rápida expansão do fogo pelo acesso ao oxigênio do ar.gondim@ifrn. com seis mil metros quadrados. aos poucos foi parando de acenar até que não agüentando as queimaduras e a falta de ar. Nesse momento. encontrava-se fechada quando da chegada do corpo de bombeiros. acionei o motor da câmera e vim acompanhando a queda fotografando toda a seqüência do pulo. Houve problemas com as rotas de fuga . 7. parte das saídas que se abria para o estacionamento de veículos. pegou fogo um supermercado da rede Ycua Bolaños. A queima lenta sobre o teto acelerou-se quando ele faliu. apresentavam alguma forma de bloqueio para evitar acesso gratuito de pessoas.contraincendioonline. setenta pessoas desaparecidas e aproximadamente trezentos feridos. O senhor que estava lá com ela. e seu conteúdo.9 Cromagnon Em 30 de dezembro de 2004.br . cento e dois deles em estado grave.edu. Testemunhas afirmam que portas do supermercado foram fechadas logo após o início do incêndio.9. fotógrafo.000° C). Dados e informações sobre o incêndio podem ser encontrados em http://www. No local encontravam-se aproximadamente três mil pessoas. chegou.quatro. Pois nesse momento. Superior Tribunal de Justiça – 27 de março de 2001 e depoimento de Sergio Araújo. fotógrafo). na cidade de Assunção. aparentemente para se evitar furtos. Tais combustíveis foram aquecidos pelo contato com o calor do duto de exaustão. e-mail: priscylla. que estava presente no local do incêndio. sem mais esperanças. a da queda no chão. parei de fotografar e chorei.

deve ser capaz de executar perfeitamente o plano de abandono para o local. j) projeto arquitetônico do ambiente e ou edifício. da ABNT. editada em 1978. bem como sistemas de hidrantes. as deficiências dos órgãos públicos. 7. falta de fiscalização dos órgãos públicos e a falta de hidrantes públicos com água. 7. i) aberturas entre ambientes para a propagação do incêndio. O pior de todos os riscos. b) superfície específica dos materiais combustíveis envolvidos. ninguém estava preparado (os responsáveis pela segurança do prédio. equipamentos para resposta a incêndios e pessoas adestradas para uso desses equipamentos. f) local do início do incêndio no ambiente. a fiscalização pública e o Corpo de Bombeiros) para combater ao incêndio. a insegurança do prédio. mais a realização de exercícios de alerta. extintores e alarme. haver ocorrido em países vizinhos e. bem dimensionada e treinada. auxiliam para que o incidente se torne uma tragédia.gondim@ifrn. c) distribuição dos materiais combustíveis no local. etc.quenoserepita. obriga que esses locais possuam: proteção contra incêndio..Requisitos. pois são vários os fatores que concorrem para seu início e desenvolvimento. Em todo grande incêndio.11 Brigada de incêndio É o grupo organizado de pessoas treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio. g) condições climáticas (temperatura e umidade relativa). por haver atingido locais de reunião de público. Fique por dentro! Norma Regulamentadora 23: Essa norma. tais como. nos quais a possibilidade de ocorrer vítimas ser potencialmente elevada. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 99 A maioria das vítimas teve problemas por inalação de fumaça e gases aquecidos. inexistência de sistema de sprinkler. Os incêndios acima citados foram escolhidos por serem recentes. escadas.com. d) quantidade de material combustível incorporado ou temporário. podendo-se citar: a) forma geométrica e dimensões da sala ou local. Dados. Essa equipe. especialmente. as deficiências continuam as mesmas.br .Instituto Federal de Educação. determina largura de saídas. portas. informações e vídeos sobre o que se passou no local podem ser encontrados no endereço: http://www. Em seu detalhamento. l) medidas de proteção contra incêndio instaladas. h) aberturas de ventilação do ambiente. conforme definição da NBR 14276:2006 .10 Fatores que influenciam o incêndio Não existem dois incêndios iguais.Plano de emergência Docente: Drª. k) medidas de prevenção de incêndio existentes. saídas. prevalecendo à falta de planejamento e preparação.edu.ar/. Comparando as condições de segurança contra incêndios de alguns prédios comerciais atuais com o passado. falta de segurança e de manutenção do prédio. com queimaduras nas vias aéreas. e) características de queima dos materiais envolvidos.Brigada de incêndio . e-mail: priscylla. elaborado conforme NBR 15219:2005 . obrigatória nos locais em que haja relação trabalhista regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. Priscylla Gondim. deficiências dos equipamentos do Corpo de Bombeiros. abandono de área e primeiros socorros.

escolas.gondim@ifrn. sem os equipamentos de proteção individual prescritos na norma de brigada. a cerca de um metro do piso. podendo ser dispostos em abrigo especial. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 100 contra incêndio . Sistema de proteção por hidrantes é o conjunto que compreende: • abrigo: compartimento destinado a proteger as mangueiras e demais pertences dos hidrantes. e-mail: priscylla. mas a grande maioria das edificações que dispõe de equipes com um treinamento anual. destinadas a interliga-las e conecta-las ao sistema de hidrante. • esguincho: dispositivo destinado a formas e orientar o jato de água. atacar o foco de princípio de incêndio. onde possua grande quantidade de pessoas transitando e trabalhando.Instituto Federal de Educação.12 Outras formas de combate a incêndio Além das unidades extintoras. embutidos em pareces (ou encostados a elas). Priscylla Gondim. as grandes empresas possuem equipes de brigadas de incêndio.edu. esguinchos e chaves de mangueiras. Geralmente. ou seja.br . sejam shoppings centers. 7. refinarias. aptas para atenderem às peculiaridades do local. precisam priorizar a saída das pessoas. prestar o atendimento pré-hospitalar e. por melhor que tenham sido treinadas. • engates rápidos: pecas localizadas nas extremidades das mangueiras. existem outras formas de combate a incêndio utilizadas em prédios. • chaves de união: pecas destinadas a facilitar a conexão das uniões ou engates.1 Hidrantes de parede São aqueles utilizados nas empresas particulares em instalações de proteção contra incêndios. onde também se acham os lances de mangueiras. com excelente qualidade técnica. A prioridade deve ser a preservação da vida. • mangueira: tubos flexíveis.12. se possível. dos ocupantes e também dos brigadistas. hospitais. Docente: Drª.Requisitos. entre tantos outros. Algumas das mais utilizadas são: 7. constituídos internamente de borracha e protegidos externamente com lona. plataformas marítimas.

Os detectores iônicos possuem duas câmeras ionizadas por uma fonte com baixo poder radioativo. Outra característica importante desse sistema é o acionamento do alarme simultaneamente com o início de operação. papel. o que propicia a fuga dos usuários com segurança. A fumaça que precede e acompanha um incêndio faz variar o fluxo luminoso. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 101 7. ou fumaça. A sua eficácia é reconhecida em função do menor tempo decorrido entre a detecção e o combate ao incêndio. locais com possível desenvolvimento rápido do fogo e alta liberação de energia.4 Sistema de chuveiros automáticos O sistema de chuveiros automáticos é um sistema fixo de combate a incêndio e caracteriza-se por entrar em operação automaticamente. haja formação de combustão. São constituídos por células foto-elétricas que emitem uma corrente variável segundo o fluxo luminoso que recebem.12. tecidos e outros. a dificuldade da visibilidade em corredores. Docente: Drª.12. Um sistema de iluminação de emergência bem dimensionado utiliza uma fonte de energia independentemente da fonte normal de alimentação do edifício. haja expectativa de formação de fumaça antes da deflagração do incêndio propriamente dito. antes da deflagração do incêndio propriamente dito. sendo uma câmara de referência e outra de análise.3 Iluminação de Emergência Quando o incêndio ocorre em um edifício. em caso de interrupção da fonte de energia normal. Recomendado em fogo de desenvolvimento lento.Instituto Federal de Educação. Priscylla Gondim.br . pois essa característica pode evitar a propagação do incêndio para o restante da edificação. 7. A história mostra que nos casos de incêndio em edificações o número de vítimas que sucumbiram em virtude de não conseguirem sair do edifício em razão da dificuldade de enxergar as saídas é significativo. 7. quando ativado por um foco de incêndio.gondim@ifrn. a) Tipo óptico: baseado em uma câmara escura complementada com um emissor e um receptor que detectam a presença de partículas de fumaça em seu interior. num princípio de incêndio. Constituem a parte sensível da instalação de detecção automática de incêndio. Utilizados em ambientes no qual. escadas e passagens pode significar a diferença entre uma evacuação ordenada e o caos. Utilizados em ambientes em que.edu.12.2 Detectores de fumaça São aparelhos encarregados de fazer a vigilância permanente de um local. liberando água em uma densidade adequada ao risco do local que visa proteger e de forma rápida para extingui-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. Exemplo: locais com presença de madeira. em conseqüência de qualquer falha. mesmo invisível. seja por reflexão da luz ou por obscurecimento. num princípio de incêndio. a diferença entre a vida e a morte. b) Tipo iônico: atua mediante a presença de produtos de combustão visíveis ou invisíveis. que mantém a iluminação necessária de forma automática. Exemplo: locais com presença de inflamáveis. e-mail: priscylla.

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O princípio de operação desse sistema consiste em confinar o fogo na área de
aplicação controlando ou extinguindo o foco do incêndio em seu estágio inicial, por meio de
descarga automática de água. Assim, em uma grande área sem compartimentação como, por
exemplo, em um galpão industrial, o sistema de chuveiros automáticos opera como
compartimentação agindo na área restrita ao foco do incêndio, evitando a propagação do fogo
e reduzindo os danos. Já o princípio de funcionamento do chuveiro automático é atuar como
alarme, detectar e combater o fogo.
7.12.5 Porta Corta Fogo
As portas corta-fogo são próprias para isolamento e proteção das rotas de fuga,
retardando a propagação do fogo e da fumaça. Elas devem resistir ao calor por 60 minutos, no
mínimo. Toda porta corta-fogo deve abrir sempre no sentido de saída das pessoas.
Seu fechamento deve ser completo. Além disso, elas nunca devem ser trancadas com
cadeados ou fechaduras e não devem ser usados calços ou qualquer outro artifício para mantêlas abertas. É sempre bom verificar constantemente o estado das molas, maçanetas, trincos e
folhas da porta.

7.12.6 Para Raio
Os pára-raios deve ser o ponto mais alto do edifício. Painéis de propaganda e
sinalização devem ser interligadas aos cabos de descida do pára-raios, integrando o sistema
de proteção contra descargas elétricas atmosféricas. Os pára-raios podem ser do tipo
FRANKLIN ou GAIOLA DE FARADAY.
A manutenção dos pára-raios deve ser feita anualmente, por empresas especializadas,
conforme instrução do fabricante.
7.13 Recomendações em caso de incêndio
• Manter a calma, evitando o pânico, correrias e gritarias;
• Usar extintores ou meios disponíveis para apagar o fogo;
• Acionar o botão de alarme mais próximo, ou telefonar para o ramal de emergência,
quando não se conseguir a extinção do fogo;
• Fechar portas e janelas, confinando o local do sinistro;
• Isolar materiais combustíveis e proteger os equipamentos, desligando-os da rede
elétrica;
• Comunicar o fato à chefia da área envolvida ou ao responsável do mesmo prédio;
• Existindo muita fumaça no ambiente ou local atingido, usar um lenço como mascara
(se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca;

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

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Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, manter molhadas
as roupas, cabelos, sapatos ou bota;
Seja qual for a emergência, nunca utilizar os elevadores;
Ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si (sem tranca-la e não
voltar ao local). 

Atividade
1. Definição de Proteção, Prevenção e Controle.
2. Defina incêndio de classe A e seu melhor agente extintor.
3. O que se deve fazer em caso de incêndio em um equipamento elétrico?
4. Defina os métodos de extinção dando exemplo.
5. Cite os 3 elementos necessários para que haja fogo e explique-os.
6. Quais os tipos de extintores existentes no mercado?
7. Que é brigada de incêndio?
8. O que é uma porta corta fogo?
9. Como deve ser a sinalização e localização dos extintores?
10. Uma pessoa esta com a roupa em chamas. Como apagar o fogo?
11. No quadro a seguir estão descritos alguns procedimentos que uma pessoa deve tomar para
apagar o fogo. Identifique o objetivo de cada um deles, tirar calor, tirar oxigênio ou tirar
combustível.
Providencia Tomada
Jogar água
Abafar o fogo com um cobertor
Fechar portas de salas onde há fogo
Resfriar casas vizinhas
Jogar areia

Objetivo

12. Classificar cada uma das afirmações a seguir como verdadeira(V) ou falsa(F):
( ) O resfriamento retira o calor e apaga o fogo.
( ) O gás carbônico é combustível.
( ) Pode-se usar extintor de água para apagar qualquer tipo de incêndio.
( ) Isolar o material que está queimando é um dos métodos de combate a incêndios.
( ) Em caso de incêndio não se deve usar o elevador.
13. E Por que não se deve usar água para apagar um incêndio provocado pela queima de óleo?

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

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14. Faça uma lista (cinco exemplos) dos combustíveis que você conhece.
15. Além da chama do palito de fósforo, cite três outras fontes de calor?
16. Faça uma lista de três situações, em casa ou no trabalho, que você deve evitar para
prevenir incêndios.
17. E Por que não se deve usar água para apagar um incêndio provocado pela queima de óleo?
18. Em caso de incêndio, relacionar as colunas A e B com a melhor resposta para cada linha.
(É possível existir mais de uma resposta por linha, mas use apenas a melhor e responda todas
as linhas, exceto uma).
COLUNA A
Elementos do fogo
Fogo em líquidos e gases inflamáveis
Fogo em madeira, papel, tecido
Retirada de um dos três elementos do
fogo
5. Método de extinção por resfriamento
6. Método de extinção por abafamento
7. Método de extinção por isolamento
1.
2.
3.
4.

8. Fogo em equipamentos energizados
9. Equipamentos de combate a incêndios
10. Portas contra-fogo
11. Em caso de incêndios
12. Após os expedientes

COLUNA B
Retirada do calor do fogo
Retirada do oxigênio do fogo
Retirada do combustível do fogo
Desligar equipamentos elétricos
Oxigênio, calor, combustível
Manter desobstruídos
Usar escadas
Hidrantes, splinkler, extintores,
mangueiras
Extinção do fogo
Fogo classe A
Fogo classe B
Fogo classe C

19. Leia os casos de incêndios que possuem neste capítulo e verifique o que os incêndios
possuem em comum.
20. Assinale com um x o tipo de extintor ideal para combater incêndios causados pelos
materiais combustíveis relacionados abaixo:
COMBUSTÍVEL

EXTINTOR(ES)
UTILIZADO(S)

MÉTODO UTILIZADO

Carvão
Gasolina
Querosene
Equipamento elétrico
Álcool
Plástico
Petróleo
21. O que é temperatura de ignição?
22. O que é ponto de fulgor?

Docente: Drª. Priscylla Gondim, e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.br

e-mail: priscylla. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 105 23. Defina incêndio de classe C e qual seu melhor agente extintor. O que é ponto de combustão? Docente: Drª. 25. 24.gondim@ifrn. Priscylla Gondim. Dê quatro de outros equipamentos utilizados para combate a incêndio.edu. Sabemos que as unidades extintoras fazem parte do combate a incêndio.br .Instituto Federal de Educação.

8. Medidas e Equipamento de Proteção Nas atividades que desempenhamos todos os dias são encontradas diversos riscos aos quais estamos susceptíveis. • Doenças respiratórias em função da emanação de poeiras e gases. doenças decorrentes de atividades desenvolvidas em ambientes nocivos à saúde e sem proteção levam milhares de trabalhadores a recorrer à Previdência Social. como exemplos temos: • Choque elétrico em função da exposição à eletricidade. Docente: Drª. Assim. Muitos trabalhadores ficam afastados do mercado de trabalho por terem desenvolvido doenças crônicas. perfurantes.edu. evitar que um trabalhador se acidente ou adquira uma doença do trabalho. • Surdez por exposição habitual ao ruído da fábrica.gondim@ifrn. • Queimaduras em função da exposição ao calor. • Outros. ai sim devemos atuar no trabahador. sinal. contraria todos os princípios prevencionistas. de todas as formas possíveis. Por este motivo a Segurança e Medicina do Trabalho busca. imagem.Instituto Federal de Educação. gerando gastos de bilhões de reais por ano.br . • Risco de contato das mãos com agentes cortantes. • Respingos de produtos químicos corrosivos sobre o corpo. o que poderia ser evitado se os mesmos estivessem devidamente protegidos por EPCs e EPIs. elétricos e térmicos (calor ou frio). Infelizmente. Os EPC’s podem intervir nos métodos e processos de trabalho e ações dentro da empresa. e acabam agravando os acidentes e doenças ocupacionais. Eles eliminam ou reduzem os riscos na própria fonte como é o caso do dispositivo de silenciador instalado nos automóveis para reduzir o ruído produzido pelo motor. mais conhecidos como “EPC e EPI”. Estes dispositivos são denominados Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual.1 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC É toda medida ou dispositivo. É importante que você saiba que o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) se caracteriza em beneficiar um grupo de trabalhadores indistintamente. Sabe-se que expor os trabalhadores a tais riscos sem observar os mínimos cuidados para protegê-lo. som. a ciência e as tecnologias colocam à nossa disposição uma série de medidas e equipamentos de proteção coletiva e individual. fornecendo-lhe determinados dispositivos que evitem ou atenuem (diminuam) a lesão ou reduza a probabilidade de se adquirir uma doença do trabalho em função dos riscos a que estão expostos. instrumento ou equipamento destinado à proteção de uma ou mais pessoas. Priscylla Gondim. • Impactos de objetos sobre o crânio. e-mail: priscylla. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 106 8. uma das formas que podemos proteger o trabalhador é primeiramente tentar eliminar ou neutralizar estes riscos na fonte e se não sanado. Para prevenir os acidentes e as doenças decorrentes do trabalho. • Queda em trabalhos em altura.

 Isolamento de áreas internas ou externas com sinalização vertical e horizontal.  Colocação de plataforma de proteção em todo o perímetro da face externa dos prédios nas obras de construção.  Proteção nas escadas através de corrimão.br . nos equipamentos e elevadores. à otimização dos ambientes de trabalho. as medidas e os equipamentos de proteção coletiva visam.  Instalação de avisos. EXEMPLOS PRÁTICOS DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE COLETIVA Docente: Drª. destacando-se por serem mais rentáveis e duráveis para a empresa. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 107 Portanto.  Colocação de aterramento elétrico nas máquinas e equipamentos.  Sistema de exaustão colocado em um ambiente de trabalho onde há poluição.  Isolamento ou afastamento de máquina muito ruidosa. e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu. Exemplos  Limpeza e organização dos locais de trabalho. demolição e reparos.  Iluminação adequada.Instituto Federal de Educação. Priscylla Gondim. rodapé e pastilha antiderrapante. alarmes e sensores nas máquinas.  Instalação de pára-raios. além proteger muitos trabalhadores ao mesmo tempo.  Limpeza ou substituição de filtros e tubulações de ar-condicionado.

Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Docente: Drª. e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu.Instituto Federal de Educação.br 108 . Priscylla Gondim.

Instituto Federal de Educação. Priscylla Gondim. e-mail: priscylla.gondim@ifrn.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho Docente: Drª.br 109 .

Docente: Drª. e-mail: priscylla. Antes da obrigação do uso de protetores auditivos. Não se pode fornecer EPI e deixar de observar a aplicação de outros recursos disponíveis.br . Por exemplo: É prioritária a redução dos níveis de ruído no setor de trabalho. Priscylla Gondim. devem ser adotadas todas as medidas capazes de reduzir os níveis ruído ou eliminar esse risco. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 110 É importante ressaltar que a aplicação das medidas de controle deve obedecer a uma hierarquia.gondim@ifrn.edu. como exemplo. o enclausuramento do equipamento.Instituto Federal de Educação.

Assim. é obtido o CA – Certificado de Aprovação. protegerá o trabalhador. isso impediu que o rosto e os olhos fossem atingidos. o grau de proteção que o equipamento deverá proporcionar. Assim. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – Docente: Drª. Graças ao uso correto do EPI. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.edu. expedido pelo Ministério do Trabalho.2.2 Equipamento de Proteção Individual – EPI Considera-se Equipamento de Proteção Individual . se possui Certificado de Aprovação . Ao derramar o metal.1 Quando usar o EPI Quando não for possível eliminar o risco por outras medidas ou equipamentos de proteção coletiva. pois estes devem oferecer garantias de que. visando verificar a sua resistência contra o risco a que foi produzido.2. como também das condições em que o trabalho é executado. 8. Para tanto. não podendo ser compartilhado com outros trabalhadores. o Certificado de Aprovação não é simplesmente um número. Após os testes.2. Em exposição de curto período. é estritamente de uso individual.CA do Ministério do Trabalho e Emprego e. caso o EPI for aprovado.Instituto Federal de Educação. 8. • • • • 8. Quando for necessário complementar a proteção coletiva. o uso a que se destina (adequação) e sobre o fabricante. causando uma explosão que lhe atingiu o rosto.3 Certificado de Aprovação .CA Qualquer produto comprado em uma loja deve possuir garantias quanto ao seu funcionamento ou contra algum tipo de defeito. Isto é um dever previsto no Código do Consumidor. Priscylla Gondim. este reagiu com a água. O EPI é como se fosse uma barreira entre a lesão e o trabalhador. principalmente. É preciso conhecer também o tipo de risco. a parte do corpo atingida. mas um "diploma".gondim@ifrn. todo dispositivo ou produto de uso individual. e-mail: priscylla. Da mesma forma acontece com os EPIs. os EPIs devem ser submetidos a determinados testes e ensaios em laboratórios com equipamentos e recursos para tal. Como escolher o EPI A escolha do EPI deve ser feita por pessoal especializado. conhecedor não só do equipamento. o fornecimento do EPI deve ser para cada trabalhador. O equipamento de proteção individual. Dado que o operador usava máscara. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 111 8. de fabricação nacional ou importado. com uma concha sem reparar que havia um pouco de água no fundo do molde.EPI. Exemplo: Um operador derramou metal fundido dentro de um molde. as características e qualidades técnicas do EPI. o operador não teve nenhuma lesão. durante o seu uso. com informações sobre o EPI. entretanto. faz-se imprescindível que os EPIs estejam em conformidade e devidamente certificados para que tenham o efeito desejado de verdadeiramente proteger os trabalhadores de eventuais acidentes.br .2. Cada EPI tem seu número do CA. Em trabalhos eventuais ou emergenciais. onde se cadastra um “número do CA” do EPI.

guarda e conservação: não se pode simplesmente fornecer o EPI.2. ou. o nome comercial da empresa fabricante. no caso de EPI importado.5. 8.br . expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. c) Fornecer ao trabalhador somente com CA: d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. o nome do importador.edu. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 112 CA. que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. b) Exigir seu uso: não se pode simplesmente fornecer o EPI e deixar à mercê do trabalhador quanto a sua utilização. como e o local adequado para guardá-lo.2. Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis.1 Cabe ao empregador a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade: É preciso conhecer a atividade e também o tipo de risco ao qual o trabalhador está exposto. Priscylla Gondim. O empregador deve também treinar o trabalhador quanto a sua colocação correta. o lote de fabricação e o número do CA. Havendo resistência quanto ao seu uso é permitido ao empregador reincidir o contrato de trabalho por justa causa. O que isso significa? O Equipamento Conjugado de Proteção Individual é todo aquele composto por vários dispositivos. o lote de fabricação e o número do CA. sob pena de responder por omissão ou negligência em caso de acidente. cabendo ao empregador tornar efetivamente obrigatório o seu uso. instruí-lo em qual momento deve ser utilizado.4 Equipamento de Proteção Individual Conjugado Você também pode encontrar um EPI conjugado. e-mail: priscylla. para assim escolher o adequado.gondim@ifrn. Foto parcial de um respirador contra poeiras com o n. do CA 8. Temos como exemplo o capacete de segurança acoplado com o protetor auricular tipo concha e protetor facial. além de lhe informar os cuidados para mantê-lo conservado.Instituto Federal de Educação.5 Obrigações legais: 8. Docente: Drª. bem como explicar as suas limitações.2.

desde advertências até aplicação de despedida por justa causa pelo empregador. e-mail: priscylla. Para realizar esta reposição é imprescindível que o empregador tenha-os em estoque.óculos de segurança (para PROTEÇÃO PARA A FACE partículas. g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. etc.6 Classificação dos EPI’s Os equipamentos de proteção individual são classificados de conformidade com a parte do em corpo que deve ser protegida. PROTEÇÃO AUDITIVA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PROTEÇÃO DO TRONCO contra níveis de ruído que . CRÂNIO cabelos arrancados. conforme o tipo de agente. muitas vezes faz uso do EPI de forma que o mesmo possa atendê-lo em outras situações diferentes das propostas. f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. contra os mais variados tipos de .capacete de segurança PROTEÇÃO PARA O batidas.Instituto Federal de Educação. ultratorneiros).5. etc. respiratórias. caso o trabalhador mantenha a posição de não usar o EPI. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 113 e) Substituir imediatamente.2.gondim@ifrn. contra riscos de queda de objetos . § 1º da CLT que “em caso de dano causado pelo empregado. utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina: Sabe-se que o trabalhador.respiradores com filtros nocivas ao organismo que tenham mecânicos. exemplos disso temos nos capacetes que ora servem como assento. ação de radiação calorífica esmerilhadores.br . d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado: A recusa quanto ao uso de EPIs constitui-se em falta grave e deve ser tratada.2.edu.Máscaras e escudos (para soldadores). de lona e de plástico. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso: O trabalhador deve ser treinado para poder avaliar em qual situação o EPI torna-se impróprio para uso. etc. sendo um produto consideravelmente caro. TIPO DE PROTEÇÃO FINALIDADE EQUIPAMENTO INDICADO contra riscos de impacto de . com sua “criatividade” peculiar. Docente: Drª. PVC. batidas por choque elétrico.aventais de napa ou couro. o desconto será lícito. ou luminosa (infra-vermelho. Priscylla Gondim. este deve guardar e conservá-lo. Não se justifica o trabalhador usar EPI defeituoso ou vencido pelo fato do empregador não tê-lo em estoque. o EPI não é encontrado em qualquer “mercearia”. ou não) .protetores de inserção (moldáveis ultrapassem os limites de tolerância. e. 8. desde que esta possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo do empregado”.protetores externos (tipo concha) contra gases ou outras substâncias . violeta e calor). b) responsabilizar-se pela guarda e conservação: Treinado o trabalhador. É importante salientar que está previsto no art. 8.2 Cabe ao empregado a) usar. Feito isto é dever dele comunicar ao empregador qualquer anormalidade. químicos ou com a por veículo de contaminação as vias combinação dos dois tipos. O trabalhador deve ter esta consciência. de agentes agressores. respingos de produtos maçariqueiros. rebarbadores. . quando danificado ou extraviado: O EPI deve ser substituído quando danificado ou extraviado. soldadores. químicos. Ora. 462. ora como recipiente para beber água.

térmicos. produtos DOS químicos. etc.luvas de malhas de aço. Máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas e radiação A viseira deve ter a maior transparência possível e não distorcer as imagens.sapatos de segurança . etc. de lona e algodão. Protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas. DOS escoriantes. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho PROTEÇÃO MEMBROS SUPERIORES PROTEÇÃO MEMBROS INFERIORES contra materiais cortantes. quando for necessário.botas (com biqueiras de aço.. Deve ser revestida com viés para evitar corte. Priscylla Gondim. elétricos. respingos de produtos químicos. de neoprene e vinil. respingos de produtos químicos ou radiações. biológicos e radiantes que podem provocar lesões nas mãos ou provocar doenças por intermédio delas. perfurantes. borracha. eletricidade. abrasivos. isolantes.edu. metais em fusão.br .perneiras . de borracha. umidade. RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS EPIs PREVISTO NO ANEXO I DA NR6 EPI para proteção da cabeça Capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio Capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica ou respingos de produtos químicos EPI para proteção dos olhos e face Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas. de raspa. Kevlar. e-mail: priscylla. Protege os olhos e o rosto contra respingos durante o manuseio e a aplicação. contra impactos. lona. etc. . EPI para proteção auditiva Protetor auditivo para proteção do sistema auditivo contra níveis de ruídos elevados Docente: Drª.Instituto Federal de Educação.gondim@ifrn. de couro. fabricados em couro. químicos. A viseira deve proporcionar conforto ao usuário e permitir o uso simultâneo do respirador. objetos cortantes ou pontiagudos. agentes biológicos. 114 . etc. O suporte deve permitir que a viseira não fique em contato com o rosto do trabalhador e embace.

cimentos. névoas ou finas partículas tóxicas através das vias respiratórias. os respiradores têm o objetivo de evitar a inalação de vapores orgânicos. e-mail: priscylla. névoas e fumos metálicos. Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra vapores de produtos químicos (tinta. Existem vários tipos de luvas no mercado e a utilização deve ser de acordo com o tipo de formulação do produto a ser manuseado. Priscylla Gondim. Respirador independente do ar atmosférico para proteção das vias respiratórias em locais com deficiência de oxigênio ou com altas concentrações de gases / vapores de produtos químicos EPI para proteção dos membros superiores Luva de segurança para proteção das mãos contra agentes: Um dos equipamentos de proteção mais importantes.br . etc) – muito usado nos processos das indústrias automobilísticas. Manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos. Existem basicamente dois tipos de respiradores: sem manutenção (chamados de descartáveis) que possuem uma vida útil relativamente curta e recebem a sigla PFF (Peça Facial Filtrante). Geralmente chamados de máscaras. Docente: Drª.Os respiradores mais utilizados nas aplicações de produtos fitossanitários são os que possuem filtros P2 ou P3.Instituto Federal de Educação.edu. agentes escoriantes. Para maiores informações consulte o fabricante. thinner. gasolina. normalmente mais duráveis. Creme protetor para proteção dos membros superiores contra agentes químicos Usados em agentes tais como tintas. pois protege as partes do corpo com maior risco de exposição: as mãos. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 115 EPI para proteção respiratória Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras. ácido clorídrico. e os de baixa manutenção que possuem filtros especiais para reposição.gondim@ifrn.

escoriantes. e-mail: priscylla. Docente: Drª. EPI para proteção dos membros inferiores Calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os pés. Priscylla Gondim. perfurantes.Instituto Federal de Educação. etc. construção civil. Evita a aspereza. etc.gondim@ifrn. térmicos. umidade. produtos químicos. o ressecamento. cortantes. EPI para proteção do corpo inteiro Macacão ou conjunto para proteção do corpo contra chamas. térmicos. agentes perfurantes. Paletós para proteção contra queimaduras. etc. preferencialmente de cano alto e resistentes aos solventes orgânicos. etc. produtos químicos. por exemplo. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 116 óleos. elétricos. choque elétrico. respingo de produtos químicos. Uso recomendado nas indústrias em geral. produtos químicos. etc. agentes térmicos. etc.edu. e fissuras na pele. Devem ser impermeáveis. dermatoses. cortantes. cortantes. PVC. Perneira para proteção da perna contra agentes escoriantes.br .

além destes. cada um com sua particularidade de proteção.br . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 117 EPI para proteção contra quedas em alturas Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em trabalhos em altura Acima estão os EPIs mais utilizados pelas indústrias. o trabalhador deve estar sempre bem barbeado. névoas ou vapores. Abaixo estão algumas empresas vendedoras de EPI’s no Brasil: • 3M do Brasil – especializada em equipamentos de proteção respiratória e auditiva – www. sem apertar as orelhas.edu.com.br Fique por dentro! Colocação correta do Respirador Respirador Deve ser colocado de forma que os dois elásticos fiquem fixados corretamente e sem dobras. não permitindo que haja abertura para a entrada de partículas.br • Balaska – diversos equipamentos – www.br • Protenge – diversos equipamentos – www.balaska.com. existem muitos outros disponíveis no mercado.Instituto Federal de Educação.jgb. na altura do pescoço. Priscylla Gondim.www.gondim@ifrn.br • JGB – diversos equipamentos .3m. Para usar o respirador.com. Ressalta-se que. e-mail: priscylla. fabricado por diversas empresas especializadas.protenge. um fixado na parte superior da cabeça e outro na parte inferior. O respirador deve encaixar perfeitamente na face do trabalhador.com. Docente: Drª.

8. Indispensável alertar as empresas que os EPIs devem ser fornecidos mediante anotação na ficha de controle. mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. Portanto deve-se pensar e executar uma boa forma de controle para registrar a entrega destes equipamentos aos trabalhadores. Sempre é bom lembrar que a entrega deve ser acompanhada de treinamento e orientação para o uso. nas empresas desobrigadas de manter o SESMT. Incorretamente utilizados. É importante que exista a formalização quanto à necessidade da freqüência da entrega de EPI. com todos os eventos datados – dia. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA. dos materiais e produtos manuseados e das características dos materiais em que os equipamentos de proteção individual são fabricados. está gerando uma evidência positiva. tenham conhecimento das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores. a exemplo de protetores auriculares descartáveis. e-mail: priscylla. Esta ficha deve ser mantida sem rasuras. cabe ao designado. mesmo aqueles cujo fornecimento seja constante. todos os equipamentos têm de estar relacionados analiticamente na ficha de entrega de EPI's. Priscylla Gondim. guarda e conservação. Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT. recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador.edu. pois constitui-se única prova a ser produzida em juízo da entrega de tais equipamentos.Instituto Federal de Educação. Uma forma de controlar esta entrega é através de um documento denominado “ficha de controle de EPI”.br . Manter uma ficha desta e nela registrar a entrega de um protetor auricular. dos riscos envolvidos nas operações.8 Uso e comprovação dos EPI’s Sabe-se que a empresa deve fornecer gratuitamente EPIs. Docente: Drª. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 118 8.2. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. mês e ano. para empregado que trabalhe em área ruidosa. por exemplo. É importante ressaltar que o simples fornecimento dos equipamentos de proteção individual não garante a proteção da saúde do trabalhador e nem evita contaminações. os EPI podem comprometer ainda mais a segurança do trabalhador. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.gondim@ifrn.2.7 Responsabilidades dos SESMT e da CIPA Evidentemente que as recomendações quanto ao uso dos EPIs adequados devem ser feitas por profissionais que tenham formação acadêmica específica em segurança e medicina do trabalho. sem possibilidade de espaços em branco e com cada entrega assinada pelo empregado.

Priscylla Gondim.edu. Bem informado.Instituto Federal de Educação. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 119 Acreditamos que o desenvolvimento da percepção do risco aliado a um conjunto de informações e regras básicas de segurança são as ferramentas mais importantes para evitar a exposição e assegurar o sucesso das medidas individuais de proteção a saúde do trabalhador. O uso correto dos EPI é um tema que vem evoluindo rapidamente e exige a reciclagem contínua dos profissionais que atuam na área de ciências agrárias através de treinamentos e do acesso a informações atualizadas. o profissional de ciências agrárias poderá adotar medidas cada vez mais econômicas e eficazes para proteger a saúde dos trabalhadores. Docente: Drª.gondim@ifrn. além de evitar problemas trabalhistas.br . e-mail: priscylla.

Estando os equipamentos em minha posse. e-mail: priscylla.gondim@ifrn. guardá-los e higienizá-los. 3. 482 da CLT combinado com a NR-1 NR-6 da Portaria 3. negligência ou extravio. Mossoró/RN. 462 da CLT). ______ de ______________________ de __________________. ficando ciente de que: 1. Se o equipamento for danificado ou inutilizado por emprego inadequado. Priscylla Gondim. devolverei o equipamento completo e em perfeito estado de conservação. conforme o determinado na NR-6 da Portaria 3. considerando-se o termo do uso do mesmo. só podendo fazê-lo se receber ordem por escrito da pessoa autorizada para tal fim. DO FUNCIONÁRIO Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Docente: Drª. a título de empréstimo.214/78. para meu uso exclusivo e obrigatório nas dependências da Empresa. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 120 TERMO DE RESPONSABILIDADE PELA GUARDA USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI MODELO 1 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADO Nome:______________________________________________________________________ Cargo:______________________________________________________________________ Seção:______________________________________________________________________ Recebi de _________________________________. a maneira correta de usá-los. 6. 4.br ASS.Instituto Federal de Educação. comprometendo-se a mantê-los em perfeito estado de conservação. DA EMPRESA . 2.214/78. os equipamentos especificados neste termo de responsabilidade.edu. 5. a empresa me fornecerá novo equipamento e cobrará o valor de um equipamento da mesma marca ou equivalente ao da praça (§ 1º do art. 7. Fico ciente de que não utilizando o equipamento de proteção individual em serviço estarei sujeito às sanções disciplinares cabíveis que irão desde simples advertências até a dispensa por justa causa nos termos do art. mau uso. estarei sujeito a inspeções sem prévio aviso. Em caso de dano. Fico proibido de dar ou emprestar o equipamento que estiver sob minha responsabilidade. bem como da minha responsabilidade quanto a seu uso conforme determinado na NR-1 da Portaria 3. ao setor competente.214/78. inutilização ou extravio do equipamento deverei comunicar imediatamente ao setor competente. Terminando os serviços ou no caso de rescisão do contrato de trabalho. Recebi treinamento quanto à necessidade na utilização dos referidos EPI’s. Ciente:_____________________________________________________________________ EPI RECEBIDO MOVIMENTO CA DATA ASS.

Instituto Federal de Educação. DA EMPRESA . • Mossoró/RN. (Este pagamento. ______ de ______________________ de __________________. pois continuam de propriedade da empresa). extravio. • Comprometo-me a devolvê-las quando não tiver mais condições de uso e em caso de desligamento. e-mail: priscylla. DO FUNCIONÁRIO Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Entrega Devolução Docente: Drª. perda ou roubo dos EPI’s. Priscylla Gondim.gondim@ifrn.br ASS. • Responsabilizo-me por sua guarda e conservação. Ciente:_____________________________________________________________________ EPI MOVIMENTO DATA ASS.: Um novo EPI será fornecido mediante a devolução da usada. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 121 CONTROLE DE FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI MODELO 2 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADO Nome:______________________________________________________________________ Cargo/ Função:_______________________________________________________________ Número identidade: ___________________________________________________________ Empresa: ___________________________________________________________________ Declaro haver recebido os equipamentos abaixo relacionados. • Em casos de danificação por uso inadequado. • Comprometo-me a utilizá-los apenas nos locais de trabalho da empresa. a empresa cobrará o valor das peças. Obs. a título de empréstimo de uso. • A não marcá-las com nome ou qualquer outra identificação indelével (permanente).edu. sob pena de não o fazendo ter descontado de meus haveres. por parte do empregado não caracteriza sua compra.

A. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 122 “JÓIAS RARAS” FOTOS DE TRABALHADORES UTILIZANDO “EPIs”  Atividade 1. Defina EPI e EPC relatando seus objetivos e finalidades.edu. Priscylla Gondim. Uma empresa nova pretende iniciar suas atividades no mês de julho de 2004. Cite três exemplos de EPI e EPC (de cada) relatando sua utilização.gondim@ifrn. e-mail: priscylla. Para tentar eliminar ou neutralizar os riscos ambientais qual o Equipamento que você tentaria aplicar primeiro EPI ou EPC? Justifique a sua resposta. foi prevista a aquisição de diversos EPI Docente: Drª. Após a realização de um estudo de antecipação de riscos.Instituto Federal de Educação. 4. Quais as principais dificuldades encontradas na utilização do EPI? 3.br . 6. Qual o objetivo da compra dos Equipamentos que possuem Certificado de Aprovação – C.? 5. 2.

___ O empregador tem a obrigação de orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado.edu. o nível de atenuação deve ser o único critério para a escolha da proteção auditiva adequada. treinamento e supervisão. Priscylla Gondim. 8) EPI utilizado para proteger o profissional de poeira em excesso. 7) Tipo de protetor auricular que cobre todo o pavilhão auditivo. ___ No caso de equipamentos de proteção auditiva. que o capacete deve ficar distante da cabeça.br .Instituto Federal de Educação. e-mail: priscylla. 4) EPI que protege a cabeça contra a queda de objetos.gondim@ifrn. com base nas questões abaixo: 1) Significado da letra “E” em EPI. 12) Distância aproximada. ___ Todo EPI deve ser considerado como item de estoque da empresa. 9) Protegem mãos e dedos do calor. julgue os itens a seguir. nos casos em que foi prevista sua necessidade. já que. 2) O corrimão de uma escada é um exemplo de qual tipo de equipamento de proteção? 3) Responsável pela compra do EPI. 5) Uma das obrigações dos empregados em relação ao EPI. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 123 para garantir a segurança e a saúde dos seus trabalhadores. 10) Protege o pé de perfurações. 05 04  02  01  07  09  11  10 06  08 03 12  8. devendo utilizar normas administrativas. a guarda e a conservação do EPI. ___ Para evitar transtornos com a fiscalização. Com relação a essa situação. em centímetros. 11) Desconhecê-lo é a principal causa de acidentes. para protegê-la efetivamente. ___ O fato de o empregador adquirir o EPI não o exime da responsabilidade de fazer cumprir a obrigatoriedade do seu uso. seu uso é obrigatório. ___ A neutralização da insalubridade pela utilização de EPI pode determinar a cessação do pagamento do adicional respectivo. Preencha as colunas. 6) O uso de EPI ______________ o risco. Docente: Drª. a empresa deve adquirir somente EPI com comunicado de aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego. 7. São consideradas medidas coletivas de proteção a riscos ambientais: a) exame médico admissional e periódico e protetores auriculares para os trabalhadores expostos ao ruído.

não podemos afirmar: a) a escolha requer conhecimento dos riscos ambientais: biológicos. Quem é responsável pela recomendação do uso do EPI? 16. d) medidas de higiene pessoal e ventilação. 12. e) uso de amortecedores. de uso individual. c) dispositivos ou produtos. c) cabe ao empregado responsabilizar-se pela manutenção periódica. Quanto aos EPC´s e EPI´s. e) orientar e treinar o trabalhador quanto a seu uso .Instituto Federal de Educação. botas e capacetes. d) responsabilizar-se por sua guarda e conservação.gondim@ifrn. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do CA. precauções especiais para evitar o contágio com agentes biológicos. c) adquirir o EPI adequado ao risco da atividade. destinado a proteção de riscos. físicos.edu. químicos e/ou biológicos. luvas e vacinação. e) cabe ao empregador cumprir as determinações quanto ao uso do epi. Os equipamentos de proteção individual são classificados de conformidade com a parte do em corpo que deve ser protegida. e) o EPI. São consideradas medidas de proteção Individual: a) cintos de segurança tipo pára-quedista com talabarte e treinamento. d) e obrigação do empregador adquirir o tipo adequado ao risco da atividade e tornar obrigatório o seu uso. corte e trituração de rochas. b) é considerado epi o aterramento elétrico. 9. utilizado pelo trabalhador. baseado nisto complete as colunas abaixo: Docente: Drª. guarda e conservação. d) são os instrumentos que tem por finalidade evitar ou amenizar riscos de acidentes. 10. b) mudança de processos manuais por mecânicos e uso de botas de segurança. c) e obrigação do empregado comunicar ao M T E qualquer irregularidade observada no seu equipamento. 11. aos quais o trabalhador estará exposto. podemos afirmar: a) são considerados epc´s: luvas.br . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 124 b) troca do agente nocivo por outro inócuo ou menos nocivo e emprego de água na perfuração. c) medidas de higiene pessoal e protetores respiratórios. Segundo a NR 06. e-mail: priscylla. b) recolher amostras de EP I e enviar ao empregador. e) aquelas utilizadas para atender situações de emergência e silnalização. em relação ao EPI. b) e competência do MTE fiscalizar a sua qualidade. é responsabilidade do MTE: a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI. Qual é a responsabilidade do trabalhador quanto ao uso dos EPI’s? 15. Qual é a responsabilidade do empregador quanto ao uso dos EPI’s? 14. 13. d) diminuição das horas de exposição e educação dos operários sobre os riscos a que estão expostos. Em relação ao EPI. Priscylla Gondim. de fabricação nacional ou importado.

gondim@ifrn. Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho TIPO DE PROTEÇÃO PROTEÇÃO PARA A FACE FINALIDADE EQUIPAMENTO INDICADO PROTEÇÃO AUDITIVA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA Docente: Drª. Priscylla Gondim.br 125 . e-mail: priscylla.edu.Instituto Federal de Educação.

Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Campus Mossoró Disciplina: Segurança no Trabalho 126 Referencial Bibliográfico 1. CHIAVENATO. 7. 9. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Disponível em: <http://www3. São Paulo: LTR.Hewlett-Packard Company.gov. 17. Giovanni Morais. GONÇALVES. Rio de Janeiro: 2004. 5. A Segurança Contra Incêndio. 2 ed. Normas regulamentadoras comentadas. 12. Glossário de termos relacionados com a segurança contra incêndio. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.htm>. Rio de Janeiro: 1997. Segurança do Trabalho. 3. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações.Ensaio de fogo em líquido inflamável. 1991. 20. 2009. 14. 11. Rio de Janeiro: 1998. Rio de Janeiro: 2003. Inspeção. 6. Setembro de 2002. Extintor de incêndio classe B . Lei nº 8. Rio de Janeiro. NBR 12962:98. NBR 12693:93. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ALEXANDRE Itiu Seito et al. 15. HP . 13. Legislação de Segurança e Saúde Ocupacional. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. FURSTENAU. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Acesso em: 18 ago. 8. 19. Natal: ETFRN.dataprev. Extintores de incêndio com carga de pó. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro: 2002. 1989. Rio de Janeiro: ABPA.213.edu. ARAÚJO. NBR-10898:1999. Extintor de incêndio classe A . Anjelo. manutenção e recarga em extintores de incêndio. MARIZ. Rio de Janeiro: 1993. Rio de Janeiro: 2002. 1985. 18. GIOVANNI MORAES de. de 24 de julho de 1991. NBR 10721:04. NBR 11716:04. Priscylla Gondim. Guia de Segurança e Conforto. Manual de segurança e saúde no Trabalho. NBR 9444:02. 10. 2. COSTA. Eugênio Erny. Edwar Abreu. Rio de Janeiro: 2002. 2007.br . 2ª Edição. Ed GVC. e-mail: priscylla. NBR 11715:03. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 13860/1997. 2000.gondim@ifrn. NBR 9443:02. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 496 p. Extintores de incêndio com carga para espuma mecânica. Extintores de incêndio com carga de dióxido de carbono (gás carbônico). Francisco. Rio de Janeiro: 2003.br/SISLEX/paginas/42/1991/8213. Extintores de incêndio com carga d’água. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. BRASIL. 4. 2004. Sistemas de proteção por extintores de incêndio. São Paulo: Projeto Editora.Ensaio de fogo em engradado de madeira. 2008. 16. Sistema de Iluminação de Emergência – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14280: Cadastro de acidente do. Dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social e dá outras providências. 6° edição. Idalberto. 2 ed. Brasília. Docente: Drª. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11751:03. Rio de Janeiro: GVC.Instituto Federal de Educação. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Segurança do trabalho: defenda essa causa. 2004. 2008. Rio de Janeiro: Elsevier.

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