Você está na página 1de 94

AS VÁRIAS FACES DA ÉTICA

DANIEL SOTELO

Goiânia, Janeiro de 2007

1

ÍNDICE

Introdução
1. Situação Atual dos Estudos da Ética
2. História da Ética
A. A Ética do Ser
1. Sócrates
2. Platão
3. Aristóteles
B. Ética Helenística
1. Epicurismo
2. Estoicismo
C. Ética do Período Medieval
1. Santo Agostinho
2. Santo Tomás de Aquino
D. Ética da Consciência
1. Hume e o Sentimento Moral
2. Emanuel Kant
E. Ética dos Valores
1. Utilitarismo
2. Ética Socialista
F. Ética da Linguagem
1. Emotivismo
2. Prescritivismo
3. A justiça como imparcialidade em John Rawls
G. Ética do Discurso
1. Ética como moral e moral como ética
2

2. A ética como Norma
3. O conhecer prático
H. O termo moral
1. Moral como substantivo
2. Moral como adjetivo
3. Moralidade
4. Ética
5. Meta ética

3

é o bem e o modo de escolha do bom. é a moral. é uma nova ciência. Ética é o estudo do comportamento moral. Ética é virtude. 4 .INTRODUÇÃO A ética é uma ciência. Ética é o ethos. Ética é uma palavra que vem do idioma grego e que significa todo conceito de modo de vida. Ela varia de época e de conceitos filosóficos. Cada filósofo teve uma abordagem conceitual em sua filosofia para compor a sua ética.

apesar de que várias filosofias eram moralistas ou que fazem uso das ferramentas da filosofia para adquirir coerência lógica e expositiva. felicidade. consciência. princípios e normas concretas. Cada teoria ética oferece uma determinada visão do fenômeno da moral e analisa de forma diferente esta ou aquela moral cultural. no Ocidente. SITUAÇÃO ATUAL DOS ESTUDOS DA ÉTICA Nos capítulos que se seguirão faremos a distinção entre as doutrinas morais e as teorias éticas. das coisas. As teorias éticas diferentemente das teorias morais não estão preocupadas com perguntas como: Que devemos fazer? Ou como devemos organizar tal sociedade em sociedades mais justas? O que devemos perguntar? Porque existem tais morais? Quais são as razões pelas quais usamos a moral para orientarmos nossa vida? As doutrinas morais oferecem como modelos de orientação para a vida das pessoas as virtudes. C. moral protestante. com Sócrates. Assim. As diferentes teorias éticas são úteis para entender o fenômeno da moralidade. virtudes. Mostraremos que as doutrinas morais são conjuntos de valores. bens. deveres. (com os pressocráticos) as questões de ética e da moral. ou até antes. 5 . moral leiga. e que as teorias éticas dão conta do fenômeno da moralidade em geral. começa-se a elaborar desde o século V a.1. liberdade. As éticas serão os modos como ordenam a vida e como sua prioridade e os métodos filosóficos são empregados. como formas de moralidades. As teorias éticas são diferentes não só nos conceitos que mudam na moral. Como podemos supor a resposta dos filósofos às estas questões não são unânimes. Não se pode falar de moral sem falar de valores. As éticas tiveram como sustento a questão: do ser. conduta. Estes sistemas morais ou doutrinas morais são apenas teorias ou doutrinas filosóficas. A primeira fase dos estudos da ética vai da Antiguidade à época Medieval. como por exemplo: moral católica. dos seres humanos.

O que mostra nesta história da ética é que as teorias têm grande possibilidade de serem adaptadas. A filosofia teve um giro de 360º e a ética também. Estes enfoques da ética são as várias visões expostas da história da ética. as tensões nas condições de desenvolvimento da própria filosofia. de Descartes ao início do século XX d.A segunda fase vai do período Medieval ao período da filosofia Moderna. Na história da ética as diversas teorias são contrapostas umas às outras e depois de serem discutidas chega-se a uma conclusão que passam a serem válidas para nós. Este tipo de ética tem como preocupação central e filosófica a questão da consciência. as assimilações dos gregos e latinos foram acrescentando nos seus aportes especiais. Antes de qualquer coisa a consciência é o novo ponto de partida da filosofia e da ética da moderna. Este tipo de ética passa a se preocupar com a questão econômica. Isto foi formulado pela filosofia e pela ética. A herança grega dos filósofos e a herança latina e cristã dos filósofos latinos. Esta mistura é fecunda de uma diversidade grande. A cultura ocidental foi assim influenciada por uma cultura sincretisada e que convivia em harmonia nestes aspectos distintos. influenciada pelas tecnologias e pelo capitalismo. política e lingüística. C. e de se elaborar novos conceitos e desenhar novas soluções. A terceira fase é a ética que passou por uma grande mudança. A questão da existência passa agora a ser a questão da essência da linguagem e da argumentação como fenômenos que mostram uma exigência de sentido. Estas diferentes teorias podem ser mostradas numa breve história do contexto cultural em que elas surgiram. A expansão do cristianismo. ou seja. Os seres humanos nos primeiros anos dos séculos XX e até o início do século XXI não conseguiram dar soluções para resolver estes problemas particulares. A 6 . os componentes gregos e latinos de nossa cultura foram enriquecidos pela sabedoria hebraica do Antigo Testamento e do Novo Testamento.

7 .questão principal é que a ética pode mudar em vários períodos e que poderão surgir novas teorias éticas.

pensavam as concepções do bom e do belo. a sua origem. Como era o ser. A moral vivida pelos gregos dos tempos antes da filosofia que já tinha os conceitos de: bem. 8 . O que entendiam da a sua natureza (do que todas as coisas eram compostas) e que chegaram às seguintes conclusões: de que tudo que via na natureza eram apenas aparências (apeíron em grego). O significado de ser melhor para os outros ou para a comunidade a qual pertence. da virtude que se mostram grandemente nos poemas de Homero: o bom era toda ação que ajuda a própria comunidade. o mundo e o futuro. os gregos. Depois perguntaram sobre a verdade (aretê em grego). virtudes e comunidade que são vitais para as primeiras formas éticas. à vontade era a forma de desenvolver algo e tornar tudo melhor. Na filosofia.2 – HISTÓRIAS DA ÉTICA A – A ÉTICA DO SER Os grandes filósofos da Grécia Antiga sempre fizeram a pergunta sobre a questão do ser. o seu destino. Esta forma se completava na idéia de “ser o melhor” (aristos). a virtude (Agatós em grego) do homem e o que significava o bom (kalós em grego).

da política. Ele não dá muita importância à retórica. Com respeito aos sofistas. E os sofistas identificavam que o ser existe como ser humano e com o existir político. Existem fragmentos e estes são de outros autores. do domínio da arte de convencer por meio da retórica. SÓCRATES Este autor não escreveu nada. posto que só quem chegue a conhecer tal bem pode colocá-lo em prática. Estes filósofos estão entre os sofistas e Sócrates está no século V a.1. Sócrates mostra que é importante à busca da verdade através da conversação. mas que a ironia e as perguntas críticas chegaram a uma abordagem correta. O que o preocupa é a questão do qual é a forma mais nobre do ser humano e como devemos levar a nossa vida adiante. C. Sócrates então na história da filosofia é o que forma os critérios básicos racionais para se saber a verdadeira virtude do que é mera virtude. Anunciavam que eles educavam os jovens para que chegassem a ser verdadeiros cidadãos e ao mesmo tempo negavam a forma de se chegar a um lugar seguro para saber a verdadeira cidadania. diálogo e a reflexão. A grandeza do homem está na atitude de busca do verdadeiro bem. Em suas doutrinas morais e filosóficas encontramos as questões individualistas e relativistas que conduzem ao ato do ceticismo em relação à noção da virtude política. O que possuímos obras sobre ele. Os poucos fragmentos são de Heráclito e Demóstenes e não podemos tirar destas reflexões de filosofia e de moral da mais alta qualidade. da virtude política e das gestões públicas. Tudo isto dependia da eloqüência. sabese que eles tinham a si mesmos como mestres da virtude moral. O primeiro ramo para alcançar a moral é o abandono de atitude dogmáticas e céticas que produzam a preguiça e a adoção de uma atitude crítica que só deixa convencer pelo melhor argumento: 9 .

Esta ética foi denominada de intelectualismo moral. como orientações para todos os homens. Esta semelhança pode encontrar naquilo que Sócrates chamava de maiêutica (a arte de ajudar a dar a luz): o seu próprio método de diálogo que leva à busca da verdade. O objetivo último da busca da verdade do ser é amor. Desta forma as verdades encontradas por poucos estudiosos. e é igual que seremos examinados um ou outro. ou até mesmo buscar: a sabedoria. revisável. Satisfação da curiosidade. e a partir daquilo que leu no templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”. e que ninguém que conhece realmente o bem verdadeiro peça algo de ruim. E perguntamos se acaso não é ilusório crer que alcançamos em cada momento. A resposta de Sócrates é que a verdade mora no fundo de nós mesmos e que chegamos a ela mediante a introspecção e o diálogo. que valem universalmente. pergunto e tu me respondes”. a felicidade ou a vida boa. Platão (Dialogo com Protágoras 333 c). como que também as questões morais.6. nunca fixado. que no momento dado podem servir como instante crítica frente às normas da própria comunidade. Mas que é um achado que ultrapassa os limites da própria comunidade na qual se vive. Aristóteles relata que Sócrates: “Só tratava de questões morais e nelas buscava o universal e tinha posto o seu pensamento diante de tudo na definição” (Aristóteles em: Metafísica I.987). Protágoras foi o primeiro filósofo a se preocupar com isto. A verdade no sumo bem humano é uma meta que continuadamente temos de seguir. senão a orientação dos conhecimentos necessários para trabalhar bem. Assim. dogmaticamente. posto que examino a coisa mesma. e assim realizar e alcançar a forma mais perfeita humana.“Não importa como eu penso ou não penso. O autoconhecimento foi para ele a via idônea para penetrar nos mistérios de todas as coisas. mediante a análise do método da maiêutica é provisório. 10 . Sócrates desta forma mostrava que estes conceitos estão materializados. Conclusão.

e conhecer o bem sempre se sente condicionado ao bem. A educação é importante porque os cidadãos têm uma ética primordial e que assim são verdadeiros bons cidadãos.Fazer o mal é ignorância. 11 .

Werner Jaeger: “A mesma essência e a mesma estrutura” (Werner Jaeger. p. Quer expor a visão da justiça na figura do estado. e para compreender melhor o que ocorre na alma humana. A forma utópica.Os guardiões ou defensores cometem a missão de defender a cidade. Paidéia. 1970. é assim uma representação ampliada da alma humana. Platão nos mostra que a concepção do Estado é orgânica. a vida do cidadão e a da polis. PLATÃO Platão em seus escritos: Diálogos. 588 ss). Para ter uma cidade feliz e para que cada um possa gozar da sua própria felicidade. Platão reflete sobre conceitos morais. uma utopia. um desenho perfeito elaborado pela razão e a imaginação. A realidade nos mostra como a vida moral é para o grande filósofo que fala sobre os gregos. o justo é para o indivíduo o qual se descobre como bem e serve para o bem como para alcançar. que herda de seu mestre Sócrates: a verdadeira moral tem de ser um acontecimento que tem de presidir ao mesmo tempo a vida do indivíduo e da comunidade. para lograr ou manter uma cidade feliz. Tal como é as suas colocações: . 12 . FCE. destinado a servir de referência a todos aqueles que pretendem reformar os costumes e as intuições para que a vida seja melhor em suas formas: social e individual. Esta moral é um conhecimento que nos orienta para alcançar a felicidade. Platão propõe um modelo ideal. México. Ele está entre os que estão conformados por vários degraus e que cumpre a forma que tem função dentro dos organismos social. O bom. que Platão descreve em A República.2.

vigiar. quando se produz um conflito entre a razão e os desejos instintos. Com o que nos referimos aos desejos. com o que o homem conhece. Desta forma Platão enumera justificas de espécie ou dimensões da alma humana: . desenvolvem também as atividades econômicas.A alma racional é o elemento superior e excelso. portanto.Os defensores da polis e do valor moral defendem a cidade e o cumprimento da ordem dos governantes.Os governos que tem a função de administrar. .Os produtores: camponeses e artesãos. e organizar a cidade com o fim de que este alcance o bem que lhe é próprio. tem realidade autônoma e da vida própria.. . com uma capacidade de raciocinar. 13 . A parte é irascível da alma deve superar a dor e o sofrimento e sacrificar os prazeres quando vejo necessário para uma punição como que assinala a razão. paixões e instintos. e que se caracteriza.Os produtores devem ter moderações ou a temperança com muito controle e harmonia ao submeter voluntariamente à autoridade dos governantes para que se realize uma ordem da produção e comunicação. é o componente inteligente. . Tem uma força interior que colocamos em ação ou deixamos de fazer. permite a regulação de todas as ações do homem.A alma irascível. . O correspondente. . Esta seria entendida como o saber que se aplica para alcançar o ser geral do indivíduo e que. a sede da decisão e da coragem fenômenos onde predomina nossa vontade. Tudo isto tudo pode ser entendido como a virtude específica.O apetite é chamado como a parte corruptível. então. a aptidão e disposição que lhes permitirá realizar a tarefa adequada: .Os governadores pela prudência entendem como é a sabedoria que se aplica ao ser humano e que este possa alcançar o bem geral da cidade. A virtude própria da alma racional é a sabedoria ou prudência.

580 e. Pois a alma joga o prazer virtual. A virtude acolhe e harmoniza a todo o conjunto da cidade e todos os elementos que conformam no indivíduo: consiste em harmonia e perfeitas desordenarão com que cada parte da alma cumpra e realiza a função especial que lhe corresponde. “Com uma parte falamos que o homem aprende.C. a parte do apetite. sexo e os outros modos que o acompanham “ (Platão em A República. desenvolvendo-a segundo a virtude específica. como não a têm tampouco suas partes ou espécies da alma.). Alma Parte racional Parte irascível Parte concupiscível Justiça Prudência + Valor + Cidade Os governantes Os Guardiões Os produtores Moderação 14 . em efeito. que são entendidos como perseverança e firmeza para seguir os mandatos da razão. morais e essência e a raiz da justiça temos de buscá-la nos mistérios do homem: “Não nos será acaso necessário convir que em cada um de nós habitem os mesmos gêneros e formas que o Estado? Pois estes não chegam aos Estados procedentes de nenhum lado” (Platão em A República 435 d. A outra acomoda suas formas várias. em razão da noite e da forma dos desejos concernentes à comida. A virtude da justiça não tem assinado um lugar determinado na cidade. liberdade. com a outra se apaixona. não se tem achado um homem diferente que lhe possa aplicar senão que temos designado o que ele predomina a escolha com maior força. d). O apetite (concupiscência) tem com virtude a moderação ou temperança: a capacidade de assegurar-se a ordem imposta pela razão.é a virtude da fortaleza ou do valor.

mas que o conhecimento do bem lhe impulsionará para trabalhar a este bem: O intelecto assim como a moral socrática está sempre no pano de fundo na ética da República de Platão. O bem constitui a razão última de tudo o quanto existe e de toda a possibilidade de conhecimento.O que nos mostra na teoria de Platão sobre a sua ética é a inexistência da noção de um bem absoluto e objetivo. ter as virtudes próprias de sua função social na mesma sociedade ou grupo moral. sempre e quando. O bem é quase em sua qualidade a idéia Suprema no mundo das idéias. Platão fala de várias maneiras diferentes (com sua analogia do sol como bem e no mito da caverna) que o bem é uma realidade de si mesmo. Na obra A República.filósofos e a sua posição moral não podem ser melhores. 15 . Outras pessoas que não tem a contemplação da Idéia do bem encontram o tipo de felicidade que lhes corresponde com a forma de capacidades que tenham. algo diferente e separado das coisas sociais: assim aquilo que são coisas boas deve-se a estas coisas boas e o que obscurece a inteligência de toda a realidade permite que seja conhecido de todos. Estas pessoas seriam os governantes . Platão sustenta que só os que têm capacidade e a constância se tornarão cheio do bem e que a experiência os levará a um encontro místico com o sobrenatural e terá ainda um conhecimento maior. uma ciência do bem que mostre e que possui para governar com retidão e justiça todas as situações da polis. por suposta.

Na contemplação ou compreensão dos conhecimentos. 1. O conceito de ser feliz tem sido difícil de ser entendido. toda ação e eleição tem que ir para algum bem”. mais coletivos este é o bem. mas uma filosofia moral. É uma atividade que não deseja a si mesmo as realizações. A busca da riqueza e da honra não é a verdadeira felicidade. A busca de vários bens não pessoais. Mas o filósofo Aristóteles mostra que conceber a vida feliz terá que ser um bem perfeito. A ética de Aristóteles não é como uma ética moderna. com o que se possui e que não desejar ter mais nada. a atividade desenvolvida para preencher nossas ânsias de felicidade. A ética toda é a ética da eudaimonia: a boa vida ou felicidade do homem. honra. como ter uma função própria do ser humano. é a felicidade em Aristóteles. 1094 a). Ele afirma: “Toda arte e toda investigação. A função do ser humano é cumprir na própria comunidade. etc. ARISTÓTELES Aristóteles em sua obra: Ética a Nicômaco foi o primeiro filósofo a falar e sistematizar a ética. O bem supremo do homem deverá ser de uma forma e de outra que a realização de sua própria vida. o dever moral em suas próprias funções morais. que desempenhe sempre todas as coisas em benefício do outro e não em benefício próprio. O verdadeiro fim da vida do homem é o ser autossuficiente.3. sexo. Aristóteles reconhece que o ideal de uma vida contemplativa continua só possível para os deuses: 16 . mas a realização dos outros. Uns pensam em: dinheiro. está a felicidade. Aristóteles então mostra que: a felicidade mais perfeita para todo o ser humano está no exercício da inteligência teórica. posto que quem alcance a felicidade e a busca da própria felicidade é o fim último. O bem é a busca de sua função. poder. O trabalhador que trabalha em benefício dos outros. Feliz é a busca sem fim de algo e que preencha o vazio da vida. fama. as virtudes desenvolvidas em benefício da sociedade. (Ética a Nicômaco I.

A ética de Aristóteles tem uma moral. o caráter moral. e outras virtudes: a fortaleza. A ética não está dissociada da política: é o bem individual. . coragem ao contrário é a covardia e a temeridade. a felicidade numa polis com leis justas e com a prática da justiça. o que não sobra e nem falta. do alimento e dos demais cuidados”. por ser homem. A justiça é a capacidade que mostra os indivíduos contemplativos a se tornarem homens justos e que estes faziam tomar decisões prudentes e nos capacitar para uma vida social. (Ética a Nicômaco X. 17 . já que nossa natureza não se basta a si mesma para a contemplação. Ele entendeu a vida moral como uma forma de auto-realização.Uma pessoa virtuosa é aquela pessoa feliz. aquele que vive uma sociedade regida por leis boas. conforme estes autores podem ser da seguinte forma: . . A prudência nos facilita o discernir a tomar decisões. o dominar as paixões e ter um modo amável e satisfatório com o mundo natural emocional no qual estamos integrados. Aquela moral que nos ajuda a buscar as virtudes.A principal virtude ética é a prudência.“O homem contemplativo. que necessita da saúde do corpo. 8. A possessão da vida significa que nosso comportamento tem que ser mais elevado. sem. A perfeição. As virtudes. Ser generoso é estar entre o mesquinho e a doação. Esta moral é para os seres humanos buscar a felicidade e leva-los às orientações morais. o que é e o que não é conveniente. como o exercício do entendimento prático. Aristóteles mostra que existem outros meios de alcançar a felicidade. O prazer está na satisfação do caracter invisível. 11786). a sabedoria prática: ela nos ajuda a ser corretos. Esta forma de ética é eudemonista e que se diferencia das outras através da busca do prazer (hedonê). nos guia a um grande equilíbrio entre o excesso e o defeito. terá necessidade do bem estar extenso.

Relações.Inteligência (morais) Ciência (epistemê) Teoria Sabedoria (Sofia) Prudência (frênesis) Virtudes éticas ou intelectuais Arte em técnica (tecnê). B. discrição (gnome) Perspicácia (sínesis) Som Prática conselho (eubolia) Fortaleza ou coragem (andréia) Temperança ou Domínio moderação (sofisme) Pudor (aidos) Justiça (dikaiosine) Virtudes éticas ou Generosidade do caracter. ÉTICA HELENÍSTICA 18 . Magnificência (eleuteriotes) Amabilidade (filia) Veracidade (aletéia) Bom (eutrapelia) Doçura (praotes) humor (megalo prepeia) Magnanimidade (negado fixia).

A verdadeira sabedoria e a real felicidade: o prazer e o conhecer devem ser medidos na vida de um homem e que tem de ser contrabalanceado. uns são para a felicidade. só são conseguidos e que durante a existência do homem feliz é aquele que calcular melhor as formas de prazeres. a busca do caráter sensível. sexual e imediato. Desta forma isto nos permite separar as formas de prazeres e as formas de desejo: “Parte de nossos desejos são naturais. Estas escolas afirmam que a felicidade e a sabedoria andam juntas. e os outros são desejos vãos. Entre os não necessários. este homem será sábio.C. A polis já não é mais a mesma. A causa principal é o surgimento de grandes impérios (Alexandre Mágno e depois o Império Romano). Por outro lado. o estoicismo e o epicurismo. Os estóicos e os epicureus se diferenciam na forma como eles entendem o conceito de natureza e como deve ser o ideal da sabedoria. Ele mostra em sua filosofia que o que move o homem é a busca do prazer. 1. Essas formas de hedonismo foram depois criticadas por Platão e Aristóteles. e o sábio é aquele que “vive de acordo com a natureza”. O maior prazer e a dor menor. uns são necessários e outros não. Hedone vem do grego que significa a moral interligada à busca da felicidade como forma do prazer. O prazer aqui é o sensual. Epicuro viveu entre 341 – 270 a. Estes impérios trazem consigo não valoração dos indivíduos como modo da centralização do poder político. 19 .Nesta época os gregos passam por problemas políticos e a situação moral não é boa. escolas filosóficas opostas uma à outra retrabalham as questões éticas no sentido da busca da felicidade e da perfeição. da satisfação e os desejos. Mas Epicuro refaz e dá um caráter mais sério neste tipo hedonismo”. Para os sofistas e os discípulos de Sócrates teve também os “Cirenaios’ que defendem o bem do homem com o prazer. EPICURISMO O epicurismo como tem uma ética hedonista. Os sofistas já eram hedonistas antes que os epicuristas.

outros para o bem estar do corpo e outros para a vida mesma. Para este autor todo ser e acontecer tem de ter seu fundamento na razão. e quando conseguirmos as coisas que não precisamos mais delas. mas a 20 .) influiu nesta forma de pensar a moral. A sua escola dura 500 anos e tem influenciado as éticas posteriores: medievais.C. Ele acredita que é preciso perguntar sobre a ordem do universo para saber qual deve ser o tipo de moral de vida mais correto para os homens. Este autor é do período do século III a. Este longo trecho de Epicuro mostra que seu hedonismo difere do hedonismo dos sofistas.C.C. não estão de acordo ou que entende mal a doutrina. porque nele consiste a vida feliz. Heráclito de Éfeso (VI a V a. A sua colocação filosófica esta relacionada com a moral da vida. Teve como sucessores e discípulos Sêneca. senão que não sofrem a dor no corpo nem estar perturbado do na alma. 2. (Carta a Meneceu). Por isso. e que a razão não é infinita. Este predomínio está relacionado com as necessidades reais do corpo e da alma. apenas o frio calando que busca as causas de toda eleição ou recusa e abandona as falsas opiniões das que procedem a grande perturbação que se apoderar da alma”. ESTOICISMO. Ele propõe um ideal de felicidade ao gozo moderado e tranqüilo dos prazeres naturais. Esta forma de filosofia ocorre nos séculos III a.C. Ele fundou uma escola desta filosofia em Atenas na Grécia. Assim atuamos para não sofrer dor nem prazer. Conhecendo sem estes modos de desejos é possíveis referir toda a eleição à saúde do corpo e a serenidade da alma. falamos que o prazer é o objetivo final. ao século II a. não mais referimos aos prazeres dos vícios a que acreditam os que esquecem. modernas e contemporâneas. e que tem como fundador Zenon de Cítio. Porque nem banquetes nem jogos dão a felicidade. Epíteto. Marco Aurélio e Posidônio.

Assim entende os estóicos o conceito de fatalidade.e o os que fogem ou tentam fugir desta ordem eterna pagarão o preço da culpa. A liberdade é assim. comum. e que o torna capaz de enfrentar o sofrer e as criticas dos outros. tem que ter uma Razão primeira. Esta convicção é uma forma lógica. Eles afirmavam certo modo de liberdade do homem. Eles pensaram e ensinaram as formas morais que pregam este paradoxo de questionar a vida e instruíram os seus discípulos a fazerem desta maneira. Este modo de pensar mostra como o estoicismo 21 . Isto os torna não perturbados e desta forma este é o único caminho que nos conduz à felicidade. Os personagens nestas tragédias trabalham como se fossem donos de si mesmos e tinham a capacidade de evitar o que o destino tem fixado para eles. mas uma concepção cientifica. Ou seja. o conhecer e o aceitar a necessidade de que rege o universo. e que todas as coisas estão interligadas a ela: o destino (moira) e a fatalidade. e que são determinados pelos oráculos – a razão comum ou lei universal . racional do homem e isto era descrito na tragédia grega. A sua ética era então entendida da seguinte maneira: o ideal de sabedoria é conhecer a felicidade e que isto depende do destino. O sábio estóico é aquele individuo que consegue os bens interiores e despreza assim os exteriores. Conforme o filosofo Sêneca dizia que: “o homem é o fabricador (artífice) da própria vida”. Os estóicos têm uma concepção da cosmologia e afirmam que a razão cósmica é a lei universal. O homem acreditava no destino e que a fé é uma superstição não conforme os estóicos. Desta maneira começa a distinguir os mundos dos estóicos: a liberdade interior e que este mundo depende de cada individuo e o mundo exterior que deixa fora nossas possibilidades de ação e modificação. que assegura a paz interior. uma razão misteriosa que se impõe sobre a vontade dos deuses e dos homens fazendo que tudo suceda fatalmente “tal como deveria suceder realmente”. o Logos é o que cuida de toda forma de existência. e que deve ser sempre a Lei que rege o universo. Esta razão cósmica.capacidade de aceitar a sucessão infinita das causas.

22 .pensava a liberdade humana como forma de autonomia e que posteriormente vai ser agregado à teologia e ao pensamento de Agostinho e modernamente com Emanuel Kant.

Os cristãos intelectuais elaboram as primeiras idéias. os homens não souberam encontrar a chave da felicidade. SANTO AGOSTINHO. Deus em sua infinita bondade. mas aquelas apresentadas pela Bíblia. Escreveu muito e é a base para a teologia e filosofia usando os conceitos do filósofo Aristóteles até os dias de hoje. A moral de Agostinho está registrada na sua grande obra: “A cidade de Deus”. Os filósofos falam da moral como um conjunto de normas cujas funções ajudam os seres humanos a encontrar a vida feliz. 1. Para Agostinho a felicidade está no encontro amoroso com o Deus Pai que Cristo anunciou nos Evangelhos. Neste período o cristianismo incorporou pensamentos da Bíblia e dos primeiros escritos cristãos na ética e na moral. Está ligado o seu desenvolvimento na Europa que está relacionada com o fim do Império Romano e o começo da Idade Média. onde ele critica as tentações egoístas. A educação moral das crianças não devia ser aquela dos modelos e heróis gregos e latinos. A felicidade não é uma questão principal desta ética medieval. As narrações não foram esquecidas e que as pessoas cultas conheceriam a nova era cristã como era a formação das tradições e das conformações éticas. A mistura da moral vivida com a moral pensada era agora a ênfase da Ética Medieval. O primeiro a sistematizar esta forma de pensar a moral e ética o grande teólogo e filosofo Santo Agostinho. A ética de Agostinho não está sistematizada em suas obras. AS ÉTICAS MEDIEVAIS. Este grande intelectual vem da África e é o primeiro bispo negro em Roma. Santo Agostinho tem escrito muito e tem elaborado vários conceitos de teologia e de filosofia que serão fundamentais para a Idade Média. mas o fundamento é a liberdade. crenças e morais deste período. Porém.C. os Santos e Jesus. toma a iniciativa de nos dar: a sabedoria feita carne em seu próprio filho e que sua graça 23 . A ética Medieval está ligada ao cristianismo.

As éticas são éticas religiosas e que tem uma explicação moral. 2. art 8). A perfeita felicidade para o homem não existe nesta vida. Este teólogo é o introdutor da filosofia Aristotélica na teologia medieval. aí está o parentesco com Aristóteles. mas o caminho para todo o ser humano e não para só os inteligentes. Juntamente com Averrois. Do qual se segue que nada pode ser a vontade do homem e não é o bem universal.(dom) é para acabar com a nossa vontade débil. parte II q 2. como o objeto do entendimento é a verdade universal. dizia Santo Agostinho. “Ama e faz o que quiseres”. Assim a ética de Aristóteles é adaptada com roupagem cristã. A moral é o único caminho da felicidade verdadeira. Ele segue Santo Agostinho no sentido que a moral leva a pensar Deus como verdadeiro rumo da moral: “O objeto da vontade é o bem universal. Tomo I. Maimonides. Pois se Deus não é só a fonte na que o ser humano acabará com a sede. TOMÁS DE AQUINO. um médico e filósofo judeu. A ética medieval introduz o conceito religioso e pergunta: as crenças religiosas têm um sistema de filosofia moral? Esta ética é uma ética de máximas e mínimas. Santo Tomás de Aquino é um teólogo cristão que utiliza a filosofia de Aristóteles na teologia. sim na vida futura e definitiva. um filósofo e médico árabe. Porém a felicidade que para Santo Tomás é a felicidade que contempla a verdadeira forma de vida. o ensinamento que está no mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. fome e desta forma virá o governador do universo para julgar a todos. que não se encontra em nenhum bem criado sendo sós em Deus” (Suma Theologica. Ele parte da ética eudemonista quando esta considera a felicidade como fim da atividade humana: tem uma moral para que todos os homens sejam felizes. A moral aqui é o ensinamento da palavra e a obra de Jesus. Assim que Deus tem dado a lei eterna e que ela fixa a verdade moral como lei natural: 24 .

pelo qual discernimos o bom do mal. Tomás de Aquino crê que todo homem entende os preceitos básicos.T. a lei natural não é a participação da lei eterna na criatura racional” (S. e que faz parte da Providência sendo providente sobre si e os demais. É. I – II. esta lei inclina naturalmente à ação de vida e ao fim da mesma. satisfazer as necessidades corporais e atender as obrigações sociais e intelectuais.“Todas as coisas estão submetidas à Providência Divina e são reguladas e medidas pela lei eterna. pois que. O que significa fazer o bem? É o que concebemos de inclinações naturais e que a natureza coloca em nós a lei divina. é assim que todos participam pela lei eterna de alguma forma. A criatura racional entre várias. 25 . A lei natural no obriga a fazer tais coisas como conservar a vida. Isto significa a consciência (sinderesis) que é a chave da vida moral: a nossa semelhança com Deus se manifesta na criatividade. q 91 art 2). Assim participa da razão eterna. é o fim da lei natural não fosse outra coisa que a lei divina. e que estes se acham nas nossas mentes. então a intuição tem como “hábito que contém os preceitos da lei natural” que está no homem. como pela impressão dessa lei até em seus próprios atos. está submetida à Providência. A lei natural conta o princípio imperativo que vem do conceito de bem: “tem que fazer o bem e evitar o mal”. como se a luz da razão natural.

A forma da moral é alheia à experiência sensível. Surgem novos modos de vida e novas filosofias. O homem é capaz de se entender e se analisar e chegar à conclusão se fez mal ou bem para outrem. Hume considera a razão ou entendimento como faculdade cognoscitiva e que questiona a verdade ou falsidade dos juízos os quais só são conhecidos na experiência do sensível. Isto se nos mostra nos atos. a moral e a ética começam uma nova fase com as descobertas científicas e o iluminismo. A partir dos séculos XVI e XVII d. ÉTICA DA CONSCIÊNCIA. Mas a moral é insuficiente para ter efeitos prático e incapaz de julgar a vontade ou maldade das ações: 26 . as moralidades não são atos e sim sentimentos subjetivos de agrado ou desagrado que no tempo experimentamos os atos objetivos. mas sentimentos. Hume considera a razão ou entendimento como modo de conhecimento de onde deve questionar a verdade ou falsidade dos juízos e que se referem ao âmbito da experiência sensível. Ele considera que o papel da razão é a sua forma moral e o conhecimento dado e a possibilidade de julgar corretamente para se chegar a uma meta. 1. Estas nos mostram os atos. A forma da moral. os descobrimentos. conforme Hume é alheio à experiência sensível. Toda mudança com o surgimento da imprensa. e que isto nada mais era do que a que a razão idealista e acusa de ignorância as paixões humanas.D. A ética da consciência baseia-se apenas no exame da própria consciência. pois a moralidade não são fatos.C. as novas concepções de vida. HUME E O SENTIMENTO MORAL. David Hume recusa o pensar racional e que ele denunciava como falta de sentimento moral.

nunca é em si um motivo da vontade. a teologia e a religião. Estas ações se orientam para uma determinada meta na proposta pela razão. 2 vols. A bondade ou maldade destas ações dependem dos sentimentos de agrado ou desagrado que provocam em nós. ao prazer ou não fazer isto ou aquilo os 27 . Hume denuncia os juízos de dever moral.3). Para este autor as nossas ações produzem-se em formas de paixões. e sobre a forma ou não dos meios para se conseguir os fins dados pelo desejo: “A razão é e só deve ser escrava das paixões e esta não pode aspirar a nenhuma outra função que a de servir e obedecer-lhas”. p 617). (Tratado do Entendimento Humano Vol. e o papel da razão que nos eleva a elas não passa de ser o de dar-nos conhecimento de tudo.“A razão significa o discernimento da verdade e da falsidade. não influencia nada sem que afete a paixão ou afeição”. 1977. mas pelo sentimento. A vontade. As nossas paixões e ações não são sós questões de fatos nem são relações de idéias. existem. Estas idéias são assim que se dão. O sentimento mesmo constitui nosso louvor ou admiração”. o erro dos racionalistas e de todos os mortais é que a conduta deve ser regida pela razão. as paixões. Na sua concepção da ética Hume está criticando aos racionalistas. Madrid Editora Nacional. que a forma incorreção está nos casos do dever e dever ser. As normas morais são dadas. II. a nossa moral e os nossos juízos de valor são as utilidades e a simpatia.2).1. “Ter consciência da virtude não é mais que sentir a satisfação da contemplação de uma pessoa. III. os desejos são fontes diretas imediatas das ações. (Tratado do Entendimento Humano vol. 3. (Grifo e traduções minhas da sua obra: “Tratado da Natureza Humana”. e que não são não explicáveis. As funções da moral para Hume não são menos importantes que a razão e as paixões e o sentimento. Conforme Hume. são levadas a serem sentidas e executadas.

a virtude da justiça. Para Kant estes dois aspectos ocorrem em que a razão humana saia da ignorância e a superstição que desde a filosofia se tornam medidas para disciplinar a reflexão sem se deixar levar por arroubos ingênuos e irresponsáveis. por que elas nos afetam. sempre que é nosso e que são crescentes. mas com freqüência e aplicação se ocupa delas a reflexão: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim”. e que nos leva a reagir perante elas. e que nem sempre nos acompanhe a vontade de cumpri-las. ele faz o “giro copernicano” da filosofia na forma prática. como formas de imperativos categóricos. O ponto de partida de toda ética não é o bem. mas nas quais as ações de outros ressoam em nós provocando a mesma aprovação ou censura que tem causado nos afetados nelas. Emanuel Kant afirma o seguinte: “Duas coisas enchem o animo de admiração e respeito. Ela está na origem de uma virtude que o autor considera artificial. para cumprir o que a razão nos apresenta como um dever. Na forma prática. KANT Na sua obra “Crítica da Razão Prática”.maiores prejuízos que ocasionam a obediência das mesmas. Isto não leva à sua utilidade. As inclinações naturais. A simpatia está no sentimento. como todos sabem pela experiência. Kant muda assim a moral e a filosofia. Porque o dever não é deduzido do bem (como fugir de Hume ao recusar a deduzir de um 28 . o ponto de partida é um fator da razão: o fato de que todos os homens têm consciência de certos mandatos que experimentamos como eles são condicionados. A filosofia de Kant mostra qual é que a situação apresentada como estas duas formas: a teoria que é a que ocorre de fato no universo conforme a sua própria dinâmica e a prática que é que pode ocorrer por obra da vontade livre dos seres humanos. mas o dever. Todos nós somos conscientes do dever de cumprir algumas regras.

Para que uma máxima seja lei moral. Particular: Os seres têm seus fins em si mesmos: “trabalhe de tal modo que trate a unanimidade. A missão da Ética é descobrir os traços formais que tais imperativos tem de possuir para que percebam neles a forma da razão. Será a lei moral a que obrigue a respeitar aos seres que tem valor absoluto e que fins em si mesmos. prazer ser uma lei um reino 29 . Kant mostra que os imperativos morais se acham já presentes na vida cotidiana. As formas imperativas é imoral que possa nos conduzir ao prazer ou a felicidade e que as condutas que eles recomendam ou proíbem são as que a razão são próprias ou impróprias dos seres humanos. Será lei moral aquela que compreende que todos deveriam cumprir. A diferença dos imperativos hipotéticos das categorias é: se quiser.dever. ajude quem está a perigo. Os imperativos categóricos são os que mandam fazer as coisas sem condições: cumpre tuas promessas. para um ser). sempre como unificar ao mesmo tempo e nunca só como um meio”. faça de dever ou não dever. A moral para Kant é: a. mas que são de preservação e promoção daquilo que temos um valor absoluto: as pessoas e os mesmos indivíduos. Universal: “trabalhe só segundo a máxima tal que possas quere ao mesmo tempo em que se torne uma lei universal”. b. Estes imperativos não são ordens dos quartéis. Geral: Vale como norma para uma legislação universal num reino dos fins: “trabalhe por máximos de um membro legislador universal um possível reino dos fins”. que são normas morais. Mas que o bem próprio e a forma da moral não é mais que o cumprimento do dever. c. não meios simples. Então para Kant as máximas morais são os pensamentos que guiam nossa conduta. Para tais traços formais Kant propõe um modo que expõe através do que denomina ”as formulações do imperativo categórico”. pela verdade. não são meramente invenções dos filósofos. tanto a sua pessoa como a de qualquer outro.

Ao obedecer tais mandatos. então é lógico que precisamos guiar por normas e critérios de agir. aquilo que conduz a ter uma própria vida obedecendo a 30 . Ao obedecer a imperativos morais não só mostra um respeito que merece os demais. com leis eternas que regem todos os fenômenos. posto que não se trate de mandatos impostos de fora. a qualidade humana mais surpreendente. como funções que exercem sobre nossa razão. Deste modo tem que ser considerado como alguém e não algo. senão também o respeito e a estima por si mesmo. Esta é a liberdade como autonomia. por isso a pessoa não tem preço. Nós somos capazes de decidir por nós mesmos. como um fim e não um meio. seguindo a nossa própria razão. é a razão pela qual reconhecemos os seres humanos um valor absoluto.intimo em que todos os seres racionais chegaram verem realmente tratados como um fim e não como um meio. como uma pessoa e não objeto. o ser humano já não pode ser considerado como uma coisa a mais. pois é isto o que nos ensina. Em virtude disso. as forças sociais e os condicionamentos de todo tipo. Se tivermos condições e a capacidades de decidir algo. uma suposição que não procede da ciência. A liberdade como possibilidade de decidir por si mesmo é para Kant. estamos obedecendo a nós mesmos. senão dignidade. de modo que deve ser considerado o protagonista de sua própria vida. A chave dos mandatos morais autênticos não é aquela que pode ser pensado como se fosse lei universalmente cumprida sem que isso implique nenhuma incoerência. senão como consciência por si mesmo. A existência de formas morais que nos conduz ao conhecer a liberdade é a razão de ser das próprias orientações morais. como um objeto. Kant questiona e afirma que o bem próprio da moral consiste em chegar a ter uma boa vontade. senão que tem de ser considerado o protagonista de sua própria vida. inclusive os fenômenos humanos. Para Kant como para Newton: no universo tudo funciona como uma forma mecânica. A resposta é que a afirmação da liberdade é um modo da razão. esta capacidade de que cada um possa chegar a conduzir pelas normas que sua própria consciência reconhece como universais.

Porém chegar a outra vida e nesta é possível ir transformando a vida individual e social em ordem a que todos sejamos pessoas boas. em construir a vida concreta da vida. Se Deus existe. uma sociedade mais justa. aos instintos e outros fatores alheios à própria determinação da razão. A boa vontade é o dever de cumprir o seu próprio compromisso com a dignidade das pessoas. o bem moral não é para Kant o bem supremo: este último só pode entender como a união entre o bem moral e a felicidade da qual as precisamos por natureza. e que a razão leva à: mortalidade da alma. 31 . O bem moral. o que é mesmo. Para Kant a necessidade de constituir na história uma comunidade ética. e que significa que “a moral é trabalhar de acordo com os de todos de minha própria consciência. parte que se trata de reforçar minha decisão de proteger a própria dignidade”. Pois a razão humana não pode oferecer nenhuma garantia de que alguma vez pode alcançar um bem supremo. como teoria afirmada na maioria das éticas tradicionais.imperativos categóricos. na felicidade. Na sua obra: “Crítica da Razão Pura”: Kant trata da existência de Deus. O único que pode ter razão é remetermos à fé religiosa. Ele afirma a necessidade de estarmos abertos à esperança de que Deus exista e a afirmar a existência de Deus como outro postulado da razão. Pois. existe o bem supremo de que as pessoas boas alcançam a felicidade que merecem. com a certeza absoluta. senão em conduzir com autonomia. A ética de Kant leva a uma reforma política para termos um mundo com a superação do pior dos males – a guerra – com a justa sustentação da “paz perpetua” para todos os povos da terra. conforme Kant. aquele tem dado uma verdadeira liberdade diante dos próprios medos. Conforme o que foi dito por Kant: “o dever pelo dever”.

o que é valioso é reconhecido sempre. que conhece as partes e as condições sempre à posteriori. pois o desejo é um ato sentimental e afetivo. o que não é. Esta teoria ética: o bem e o dever. Desta forma Kant vive a razão prática e que a moral demanda a universalidade e a incondicionalidade é o apriorismo. VALORES POSITIVOS E NEGATIVOS 32 . o espírito humano tem uma “intenção emocional” e que realiza atos que não são dependentes do pensamento puro racional nem da sensibilidade subjetiva. ÉTICA DOS VALORES. Kant erra como os filósofos empiristas que para Scheler é a afirmação da existência de dois tipos de faculdade do ser humano: a razão que nos dá a prévia universalidade e incondicionalidade e a sensibilidade. mas que valem ou pretendem valer. - O valor antes que este mesmo valor devem ser valores que são captados por nossa situação emocional.E.Todos os valores são negativos ou positivos. - Valor e dever estão relacionados. Esta ética em Scheler recebe a denominação de Axiomas (afirmações): . O que é. O que não é e o que não pode ser entendidos como coisas ou maneira de ser das coisas. Max Scheler propõe superar a forma errônea da questão de Kant como uma outra maneira de pensar sobre as virtudes do método fenomenológico que Husserl começou. M. pois a captação de um valor não realizado se acompanha do dever de realizá-lo. tem valores úteis. A ética no início do século XX é uma ética dos valores que começa com Max Scheler e depois de Kant. Scheler afirma que a razão e a sensibilidade. O que é desejável e o desejado. e que tudo isto está no âmbito da ética dos valores.

Em qualquer escolha. UTILITARISMO. Este tipo de moralidade ao mesmo tempo é o critério para qualquer decisão racional. Em sua aplicação à vida na sociedade. o maior prazer para o maior número de seres vivos. 33 . trabalham corretamente desde o ponto de vista moral e quem opte pela ação que proporcione a maior felicidade para o menor número. Esta moral é um setor que cobre o domínio da época moderna. É uma forma da busca do prazer.Úteis Capaz – incapaz Caro – barato Abundante – escasso Doente – são Vitais Seleto – vulgar Enérgico – inerte Intelectuais Forte – de Conhecimento – isso Exato – aproximado Morais Evidente – provável Justo – injusto Bom – mal Espirituais Bondoso – mau Escrupuloso – relaxado Estéticos Leal – desleal Belo – feio Gracioso – tono Elegante – deselegante Harmoniosos – desarmonioso Religiosos Sagrado – profano Divino – demoníaco Supremo – derivado Milagroso – mecânico 1. O fim da moral é alcançar a máxima felicidade.

a qual se realiza em certos valores morais. mas teve um papel importante também no século XIX. proximidade e seguridade e calcular a maior quantia de prazer. O socialismo utópico é base desta moral social. ÉTICA SOCIALISTA. Esta ética teve influencia nos movimentos operários e nos surgimentos das utopias modernas. na época das revoluções sociais e industriais. Jeremy Bentham fala de uma matemática de prazeres: - O prazer pode ser medido. afirmava J. Mill.este princípio tem estado e é a origem do desenvolvimento da economia do bem estar e de grande melhoria social: “A máxima felicidade possível para o maior número possível de pessoas”. pode convencer a uma pessoa da obrigação moral de enunciar a sua felicidade individual em favor da felicidade comum: - Utilitarismo do ato demanda a moral das ações como por caso. 2. É referente à justiça social. consideradas morais pela utilidade geral. etc. Fala de uma sociedade próspera e justa que usa as técnicas modernas e a que exige a eliminação das desigualdades econômicas que permitem que poucos ricos vivam opulentamente e de uma maioria que vive miseravelmente. 34 . - As pessoas podem comparar seus prazeres entre si para lograr um máximo de prazer. porque todos os prazeres são iguais. Esta ética se relaciona muito com as questões sociais. A ética utilitária é idealista. Bentham. S. Tendo os critérios de intensidade. econômicas e políticas. duração. J. A ética socialista que tem maior influencia no século XX. - O utilitarismo da regra recomenda o ajuste de nossas ações para com as regras habituais.

ÉTICA DA LINGUAGEM. F. 35 . igualdade e solidariedade.No socialismo libertário e anarquista fala de uma moral que é uma proposta da realização da justiça. pois fala de uma sociedade justa que tem que acabar com todos os tipos de oposição (submissão ao governo e poderes que impedem os homens de serem donos de suas próprias vidas) e de exploração (apropriação injusta de capital produzida pelo trabalhador e que o benefício é do capitalista). A ética é justiça solidária e que será de uma sociedade mais justa. Esta ética tem como base do iluminismo ou do renascimento e do utopismo francês: liberdade.

Para Nietzsche. moral e extra-moral. Isto mostra que o valor da moral deriva das conseqüências: das procedências (atenção) e a da não intenção. O emotivismo está em várias que as do saber.Esta ética está ligada a F. A moral nasce do imoral. o que é verdade. os enganos. Para os não moralistas . de um homem. 1. Estes a mesma a dos morais e que o termo moral é uma proposição como aprovação ou desaprovação. A genealogia é a tentativa de interpretar e desmascarar as ilusões. os problemas básicos são os valores e a transvalorização. A moral é um caso da imoralidade. Os juízos morais não intentam descrever situações. Nietzsche. do extra moral: a vontade de poder. 36 . de uma forma de vida. Para ele existem muitos tipos e etapas da moral: pré moral. Para este autor o bom pode ser captado pela intuição – Se nega o conceito de bom que foi denominado de intencionismo ético como o emotivismo. A reflexão filosófica do século XIX mudou com o giro lingüístico. E que sua moral é histórica e psicológica como uma forma da crítica da linguagem moral.Nietzsche usa esta expressão para si mesmo e para quem pensa como ele – e é isto que decide o valor de uma ação. tem uma dupla função: alternações subjetivas ou sentimentos e influem em nossas atitudes. Nesta obra ele analisa os atos morais e as outras morais. Nietzsche faz uma história natural da moral. e que para ele as intenções são prejuízos que tem que ser superados na auto superação da moral. O que é valor moral? A função da genealogia com a etnologia nos ajuda a chegar às origens da moral. que vem de uma forma de ser. EMOTIVISMO. (Ver a sua obra: “Genealogia da moral”. e que tem como base a história dos conceitos morais. a moral está em sua obra: “Para além do bem e do mal”. Moore esclarece as questões da ética da linguagem moral e que analisam a confusão de termo bom. sem provocar atitudes. ou ainda: “Para além do bem e do mal”). Esta é a moral de Nietzsche. G.

mas é incapaz de justificar o significado de alguns termos morais e o fato da argumentação em ética. Rawls.Princípio de liberdades iguais. Para ele os princípios morais sem produtos de pessoas iguais. Hare mostra que a linguagem. PRESCRITIVISMO. deficiência do interacionismo. - Princípio de justa igualdade de oportunidades. por razões o que se julga ou se expressa as uma linguagem descritiva: - Diz-se que o som. relevante. R. A justiça como sim parcialidade proposta por J. sexual. moral é uma linguagem de valor. E que podem ver das em: . 37 . contra abusos e de violência não justificados. - Princípios de diferenças. Todos são iguais perante a lei. fala sobre os princípios morais mediante um raciocínio desenvolvido na situação ideal de alegorização denominado de posição original. este predicado atribui aos que tem a mesma característica e com lógica. Esta aquela prescreve a conduta orienta aconselhando ou mandando. A ética do discurso. Recusa de todo tipo de disseminação racional. O princípio de justiça que leva a condições de vida humana mais humana e moral. ideológico. - A obrigação de que tem que fazer algo por ser bom. Esta ética trata do formalismo dialógico e de ética de procedimento. racionais e livres. Tem modelo ético da deontologia. A justiça como imparcialidade = John Rawls.M. Tem aspectos práticos e que coincide com Kant nas normas acerca do que é justo e não do que é bom.

p. justiça e solidariedade através do diálogo. Habermas. 116 – 117). os valores de liberdade. (J. e as que em humanizam. 38 . Consciência Moral e ação comunicativa. as relações entre elas existe e que para ser mais humana deve ser justa. como participantes de um discurso prático”. O diálogo nos permitirá por em questão as normas vigentes na sociedade e distinta das moralmente válidas. e que no diálogo temos as pessoas. O princípio da ética do discurso: “Só pode pretender validade as normas que encontram a certa por parte de todos os afetados.É uma ética que encarna na sociedade. como o único procedimento capaz de respeitar a individualidade das pessoas e de forma solidária.

religiosa. Um tipo de saber que pretende orientar as ações dos seres humanos. Na Antigüidade. Desta forma filosofamos para dar sentido ao que somos e o que fazemos. A moral por sua vez. A ética é uma forma de saber que tenta construir racionalmente.Ética como moral e moral como ética. pois esta propõe ações concretas a casos bem concretos. A . a Filosofia Moral. e assim.A ética como norma. a Ética. denominavam a Ética como um tipo de saber por normas. e o sentido é para que encha as nossas ânsias de liberdade. A ética é aquela reflexão sobre questões morais e aquela que pretende ser os conceitos e os argumentos que permitem compreender a dimensão moral da pessoa humana e que a auto moral é sem ver uma redução = psicológica.CAPÍTULO I – FILOSOFIA PRÁTICA OU MORAL. 1. é um outro tipo de saber que oferece como agir. a falta de sentido à experiência com certo tipo de escravidão. terá conseguido dar razão do fenômeno moral que dá conta racional da dimensão moral humana. Os conceitos e argumentos. pode dizer que. e que por outro lado. que usa o rigor conceitual e os métodos de análise e explicações próprias da filosofia. sociológica. Moral refere-se ao relativo e ética refere-se ao absoluto. A ética é mais abrangente que a moral. A ética como a filosofia moral – as formas de reflexão sobre as distinções morais e sobre os emitindo modos de justificar racionalmente a vida moral. econômica. o homem terá alcançado um maior grau de liberdade. os filósofos na Grécia. de modo que sua maneira 39 . A ética não ignora tais formas que sempre influem o mundo moral.

bem elaborados. Para esclarecer um juízo moral se faz sempre a partir de alguma concepção moral determinada. O juízo ético seria aquele que nos conduz a aceitar como valida aquela concepção moral que nos serve de referência para nosso juízo moral anterior. Se pudéssemos elaborar um juízo ético sobre a guerra ou aborto ou outra questão de Ética ou moral. Ter certa especialidade da razão. Tanto a filosofia Moral como a Ética não deve incidir sobre a vida de cada um. pois pode realizar-se com certo grau de qualidade entre as pessoas que cultivam a vontade de pensar. e que tenham boas razões para preferir a doutrina moral escolhida. Esse juízo ético estará formulado corretamente se é a conclusão de uma série de argumentos filosóficos. B . prático e poético.O conhecer prático. conhecer os princípios básicos da doutrina moral que é válida. como elas são formas de esclarecer reflexivamente o campo da moral. uma opinião sobre a maldade ou malícia das intenções. as que mais só discutíveis em nossa sociedade. Para entendermos melhor a forma que se apresenta à Ética temos de lembrar da distinção que Aristóteles faz entre o conhecer teórico. atos. Podemos assimilar o juízo moral que nos reclamavam. e conseqüências que estão implicados estes problemas. 40 . sempre que tenham feito o esforço de pensar os problemas até o fim. Começamos esclarecer que na realidade se mostra pedindo um juízo moral. O juízo ético está ao alcance de todos especialistas em Filosofia Moral. e estão informados com estes assuntos em questão.de orientar a ação é indireta: em resumo pode assinalar que concepção moral é mais razoável para que possamos orientar nossos comportamentos. e este juízo moral coreto sobre assuntos morais da vida cotidiana não é preciso ser um grande especialista em Filosofia Moral. Assim este esclarecimento serve como orientação moral para quem quer trabalhar racionalmente no conjunto de toda a vida.

o que é assim porque assim o encontramos no mundo. e o que sucede. biologia. astronomia. no que seja de nossa vontade: o sol quente. senão como estabelece normas. sobre o que podemos controlar a vontade. Os saberes poéticos (poiein em grego). não descrevem o que tem. 41 . a respiração dos seres vivos. As diferentes ciências da natureza: física. são saberes teóricos na medida em que buscam é. que ocorre com o mundo e quais são as causas objetivas dos acontecimentos. A qual denominamos de tecnologia são iguais aos saberes que abrangem a técnica – conhecer teórico – ou como produção das artes. ou algum artefato útil (como a roda ou tecer uma rampa) o fazer um belo objeto (escultura. amores e orientações sobre como se deve atuar para conseguir o fim desejado (a roda ou veste. pertence a tipo de coisas que “não podem ser de outra maneira”. Os saberes poéticos e práticos tratam. Os saberes descritivos que nos mostra o que tem. Podemos impedir de alguma maneira ou de uma forma concreta vez a assim pelo sol utilizando para isso meios que colocamos ao nosso alcance. as plantas crescem.Os saberes teóricos (do original grego teorein – contemplar) se ocupar de pesquisar como são as coisas. no original significam: fazer. a água evapora. então. o sol quente depende de nossa vontade. pintura. As técnicas e as artes. as formas do saber deste mundo. desta forma. pintura ou escrever um poema). sobre “o que pode ser de outra forma”. Aristóteles mostrava como os saberes teóricos são “o que não poderia ser de outra maneira” ou seja. química. isto é. conforme o filósofo Estagirita Aristóteles. Os poderes poéticos diferentes dos saberes teóricos. Desta forma é assim e não podemos mudar. o que é. poema). escultura. mostram como é o mundo. ou fabricar ou produzir algo são os modos que nos leva a elaborar alguma produção. alguma obra.

Os saberes práticos (práxis no grego = fazer. a pergunta ética seria outra: “Quais são os deveres morais devem reger 42 . Ética. sobre o que deve ser (não ser). pois não pretendem servir de referência de vida. como é o do conceito de justiça. A classificação de Aristóteles exposto atrás é completa com a Filosofia Prática que pode ser a seguinte: - A ética conforme Aristóteles é um saber orientado ao esclarecer a boa vida. mas que são obtenções de vários resultados que se supõe o que buscamos. Economia. prática. como temos visto. como atuaremos. Conforme Aristóteles. como na Economia (saber prático da administração dos bens da casa – oikonomia – e da cidade) e a Política (saber prático que tem o bom Governo da polis): Saber conforme Aristóteles Poesia ou produção Prática (normas para a Teórico (descritivo): (normas para um vida em seu conjunto): Ciências da objetivo): técnica. a questão da felicidade deixa o ser humano no centro da reflexão para as teorias éticas modernas. A pergunta ética para Aristóteles era “quais são as virtudes morais temos de praticar para ter uma vida melhor. onde também estava a Ética. belas Filosofia. os saberes práticos são classificados dentro da filosofia prática. como trazer felicidade do homem e da comunidade. qual decisão é a mais correta em cada caso concreto para que a própria vida seja boa em todo o seu conjunto. Natureza artes.Os saberes poéticos são normas. negócio) são também normas e que orientam sobre o que fazemos ou devemos fazer para conduzir nossa vida de um modo bom e justo. Política. sobre o que seria bom como se fosse. (Saber prático encaminhado a orientar a tomada de decisão com prudência que nos conduz a ter uma boa vida). Trata sobre o que deve ter. e que como parte da filosofia prática. tarefa. como individual ou coletivo?” N época moderna.

até o ponto que podemos dizer que é como disciplina do modo prático. Seu interesse é refletir sobre as normas jurídicas: as condições válidas das mesmas.a vida dos homens para que seja possível uma convivência justa. A existência de Deus como investigação científica: a questão era ver a forma real do “ser supremo”. Filosofia Prática Ética ou filosofia Filosofia política moral (Economia) Hoje Filosofia do direito Filosofia de religião (ética) 2. o problema da explicação da origem do mundo (pessoas empenhadas em investigação). então de negação ou afirmação. a possibilidade de um código coerente. 43 . cremos que existem boas razões para o fenômeno religioso seja analisado de modo prático. tem deixado de ver uma questão científica como forma de fé racional e que se justifica com argumentos morais. O TERMO MORAL. separado da Ética e da filosofia política. filosofia política e hoje a filosofia da religião. A tomada de posição antes a existência de Deus. - As disciplinas: ética e filosofia jurídica. a questão dce Deus. Kant. com paz e liberdade. Esta filosofia da religião faz parte da filosofia teórica ou especulativa. - A filosofia do direito só surge em tempo depois de Aristóteles. Na época moderna. A questão é vincular a moral ao problema da justiça e do sofrimento humano. ou para juízo sobre ela. dado que há formas plurais do modo de ser feliz?” - A filosofia política é parte da filosofia prática e suas perguntas se referem à legitimidade do poder político e aos critérios que nos orientam para vários modelos políticos ou modelos de organização política melhores (moralmente desejáveis e tecnicamente viáveis).

a moral. O modo de vida coincide totalmente com as convicções e hábitos de todos os membros da sociedade torna da isoladamente. como se pode dizer: “um homem possui uma moral estrita”. preceitos. Começando como próprio sentido da palavra. história. não significa que não houve qualificativos morais. são sínteses de dois elementos: - O patrimonial moral do grupo social a qual pertence. Pode ser um conjunto de convicções e pautas de conduta que tem um sistema mais ou menos coerente e serve a si mesmo. e que a Ética pretende orientar a ação do homem. mandatos. São chamados as vezes de juízos ponderados. austeros e combativos. e que viviam como um modo de ser e viver que os difere dos outros povos na época do império. ou que “o homem não tem moral”. Estes conteúdos morais concretos. é um sistema de conteúdos que reflete as formas de vida. Isto o que queremos desfazer. proibições. e outras ciências sociais. A moral é a aceitação do termo. Estas disciplinas então estabelecem o modo de saber teórico. pode ser estudado pela sociologia. Os Romanos no período da república eram pessoas que trabalham. valores e ideais de vida boa. termo. tais como: idade. permissões. Estes juízos. a) Moral como substantivo. 44 . Esta elaboração pessoal está condicionada por várias razões. antropologia social.O termo moral nos dias atuais tem vários sentidos. e que emite em ótimas condições de grandes informações serenidade. Como substantivo pode ser modo em referencia no código da conduta pessoal de um homem. padrões de conduta. um modelo ideal de boa conduta socialmente estabelecido. liberdade. Assim estamos falando de um código moral que conduz a atos de uma pessoa concreta em toda a sua vida. assumidos pessoalmente. Moral no substantivo (moral no minúsculo) refere-se a um conjunto de principio. Os vários usos trazem interpretações errôneas. e como tal. e então também está entre os saberes práticos. No uso do termo. - A elaboração pessoal de que um recebe por herança de um grupo. Sejam eles adjetivos ou substantivos.

o que existe é uma variedade de doutrinas morais (moral católica. mas uma não confundir na lógica e na forma acadêmica: as doutrinas morais 45 . as ações humanas na ordem de uma bondade ou malicia. Os grandes reformadores morais de humanidade foram: Confúcio. ato da moral. que te em si teoria de éticas diferentes e contrarias (ética socrática. - As confissões religiosas. como moral vivida. comunista. Kantiana). A moral social estabelecida como moral pessoal são realidades da moral vivida com a moral pensada. - As filosofias (antropologia filosófica. as segundas são as que dão razão do ato: o ato que os seres humanos se orienta por códigos morais. Moral como substantivo (na forma maiúscula) é aquela que fala de bem geral. as crenças. Desta forma não temos uma doutrina da moral. e as interpretações dadas pelos chefes religiosos a tais crenças. Sócrates e Jesus. filosofia social e política) demais êxito entre os sábios e o povo. A maior parte dos conteúdos morais do código moral pessoal é igual ao do código moral social. Estes de algumas formas fora revolucionários quanto ao condigo moral na época. o temperamento. ética. preceitos e valores.condições socioeconômicos. teorias éticas. protestante. anarquista) e a disciplina filosófica. frente ao código moral pessoal ou social assumido pelas pessoas. As doutrinas morais podem ser entendidas ou confundidas com as teorias éticas. aristotélica. Há uma diferença entre os níveis lógicos das doutrinas morais e as teorias éticas: esta primeira sintetiza o conjunto dos princípios. normas. A crença do bem geral trata da existência. As doutrinas morais podem construir-se mediante a conjunção das fontes as que são: - As tradições dos ancestrais sobre o que é bem e mal. biografia familiar. a habilidade para raciocinar. filosofia da moral em ética. o fato de que ter moral. Buda. As doutrinas morais como as teorias éticas são modos da moral pensada. transmitida de geração a geração.

ou grupo (ter. agir. Estas expressões são sinônimas da não moral: ter bom ânimo tem forças e coragem. a razão e paixão: uma disposição de animo (individual ou comunitária) que aparece do caráter que tenha sido forçado. princípios e preceitos que constitui a moral no sentido que ate agora já falamos.tratador sistemáticos D conduta social de sobre questões morais .conjunto C . Existe atualmente uma complexidade da expressão moral que é para - entender a vida moral: ter moral. A moral não é só um saber. sujeito tal tem atitude moral decisões e dar uma adquirido por razão delas (a (o pelo moral regida) uma qual Carter a nos tomar pessoa moral).modelo de B . moral alto) C1 C2 teorias Doutrinas éticas morais (moral de concretas Aristóteles). mas uma atitude e caráter. grande moral. as teorias éticas pretendem remontar a reflexão ato o plano filosófico.dimensão da disposição de vida humana estabelecida convicções animo pela numa morais produzido vemos obrigado sociedade pessoais (moral vigente). uma disposição da pessoa que abrange a conquista emoção.E .permanecem no plano moral concreto. Esta forma tem como profundidade maior com sentido filosófico. Porém. USO DA MORAL COMO SUBSTANTIVO A . (moral católica) 46 . as crenças e sentimentos. O termo moral refere-se também à dimensão da vida humana: aa dimensão moral é a que mostra como tomar decisões e fazer algo. nem deve. a buscar orientações de valores.

Os animais não têm regeras morais. falamos exatamente agindo que acreditamos. A quem gosta da lei de Talião não gosta da expressão anterior: a vingança é imoral. suscetível de qualificação moral por que reúne. Moral no sentido do adjetivo pode ser entendido da seguinte maneira: - Moral é oposto da imoral. Ou como podemos falar de: virtude moral. Desta forma. O conceito de moral como adjetivo como conceito mais importante do que imoral.b) Moral como adjetivo. Todos estes termos têm a ver com a ética. Agora veremos o termo moral como adjetivo: filosofia moral. Moral é opôs a amoral. código moral. ou como moral ou imoral como sinônimos de imoralmente correto ou incorreto. princípios morais. Então moral ou amoral são conceitos de certas situações: expressam os termos que uma conduta é. doutrinas morais. mesmo que não haja prova para confirmar ou desmentir. 47 . Moral é a conduta aprovada ou reprovada. Se falarmos de vingança é moral e compreende que semelhante juízo pressupõe a adoção de algum código moral concreto para que a afirma não seja valida. A ética tem que ser requisitos ou critérios que regula o sentido do termo moralidade. os animais não são responsáveis pelos seus atos. minerais ou os astros. este uso mostra a existência de algum código moral que serve de referencia para emitir o correspondente o juízo moral. Porém os seres humanos têm uma certa moral. O uso do adjetivo moral. ou não é. alheio à moralidade e se situa no âmbito meramente psicológico. O que é imoral pode ser contraposto ao moral. eles são donos e responsáveis de seus atos. Outras não têm relação nenhuma com a ética ou com termo moral: quando falamos de certeza moral. Tanto menos os vegetais. valores. A conduta dos animais é amoral. Assim o termo usado como termino valorativo. valores morais temos a referencia constante a essa dimensão da vida humana que denominamos de moralidade. Eles têm uma conduta moral. porém que outros códigos morais. os requisitos indispensáveis para ser posto em relação com as orientações morais (normas. ou não reúne. conselhos).

Maria é uma pessoa honrada. porem mostra formas de conselhos no que se refere ao conjunto da vida humana. a dizer são de bens foi justa. os juízos morais fazem referencia ou atos livres. O termo moralidade é definido como o código moral concreto (devido detém atos morais. quere. As diferentes formas da moral ou a amoralidade em vários traços comuns das propostas diferentes de morais: - Todo tipo de moral se cumpre em juízos morais (essa moral é boa. Usos alheios à Ética: certeza moral Uso que interessam à Ética a) moral versus imoral b) moral versus amoral c) Moralidade. Estes tipos de juízo não expõem as mesmas coisas em várias épocas a sociedades. que são: exigível. As formas comuns dos diversos modos morais concretos.Uso do termo moral como adjetivo. Em vários conteúdos o termo moralidade tem significado da dimensão do ser ou da vida humana. desejam. não deves agredir o próximo). essa conduta é ótima. necessitam. João é defensor da moralidade e dos bons costumes). os juízos morais coincidem a referencias de que os seres humanos anelam. e que nos seres humanos uma estrutura da psicologia que faz possível e necessária a liberdade de eleição e a conseguinte responsabilidade e responsabilidade: a moral como estrutura. Moralidade é sinônimo de vida moral. - Os juízos morais têm morais diferentes: - O juízo moral em seus aspectos formal. - Morais têm vários sentidos através da história e ainda temos na atualidade uma pluralidade das formas de vida e de códigos diferentes que coexistem. obrigação e prescrições universais. - Quanto ao conteúdo. consideram importantes. Este termo pode ser definido de outras formas: - Moralidade diferencia-se de legalidade e religiosidade. Há uma distinção entre os vários tipos de juízo conforme seus conteúdos: os que se referem ao justo e aos que tratam ao bom. responsáveis e empestáveis. 48 .

na forma jurídica. As várias concepções da vida de uma forma comum de juízos em que se expressam. Estas coincidências etimológicas. ou do com junto de princípios. E é que a estrutura moral está remetendo a um modo particular da vida humana. A palavra ética vem do Grego ethos. ou com sentido de caráter/ou modo de ser de uma pessoa a um grupo no longo de sua vida. Este termo ultimo refere-se as classificações éticas. moris que significa costume. ética e moral são idênticos da seguinte maneira: tudo aquilo que se refere ao modo de ser ou caráter de por em prática costumes ou hábitos que podem ser bons. que tem sentido morada. preceitos e valores que regem a vida dos povos e dos indivíduos. d) Ética. lugar onde vivemos. Assim. O termo moral vem do latim mor. c) a contra posição filosófica de raiz hegeliana entre moralidade e eticidade. tradições culturais). e com o sentido de caráter ou modo de ser.assim que a moral concreta é diferente dos demais quanto ao modo de entender as formas das noções do justo e do bom. religiosa ou social: o âmbito da moralidade. Alguns usos do termo moralidade a) o sinônimo de moral no sentido de uma concepção moral concreta. b) como o sinônimo de moral: uma dimensão da vida humana (a vida moral. - O termo moralidade tem um sentido filosófico (conforme Hegel) que contrapões moralidade ética. como estranho à moral e ética parecem mudar nos contextos cotidianos: fala-se de atitude ética como atitude moralmente 49 . juízos morais. normas. O termo ética é sinônimo de moral. Pois a moralidade é um fenômeno complexo e de varias interpretações.

onde código moral concreto. As formas diferentes de teorias éticas são resultados de orientação morais. que forma de pergunta e sustenta o código moral aceita como guia de conduta. A investigação ética pode levar a recomendar um único código moral. O fenômeno moral e as formas de modelos de razão. A forma da ética como filosofia moral nos conduz a mostrar que esta disciplina não é. Ética uma disciplina filosófica que constitui uma reflexão sobre os problemas morais. métodos e formas filosóficos. mas uma forma de princípios morais.correta conforme o código moral. A moral tem como condição que todo código moral é o cumprir uma coisa racional acertável. A ética não a orienta para educação de pessoas. ou formar de pensamento e linguagem sobre a ação moral. A moral é um conjunto de normas. Um comportamento ter sido pouco ético. a questão moral e central da Ética seria: porque devemos. Esta diferenciação é útil e que se refere a vários níveis de pensar. regras. É possível que os avanços da própria investigação ética chega a colocar de manifesto que a forma da filosofia moral não é um modo de razão de um código moral. a que temos chamado de moral. A pergunta é a moral: que devemos fazer. o resultado tem dever plural e aberto. Os termos ética e moral são sinônimos e podem denotar na maioria de seus contextos. como ajuste a padrões habituais da moral vigente. e tais condições podem ser cumpridas na pluralidade de modelos de vida moral. A ética tem funções como: esclarecer que é moral. princípios. e valores. de que cada geração passa para outra a confiança de que é um bom legado de orientações de como se comportar para levar uma vida boa e justa. A ética não é neutra. Isto não é nem tão discutidos diferentes códigos morais que existem ou existiram. 50 . Por outro lado. porem. nenhum código moral determinado. O termo ética refere à filosofia moral e continuar com o termo moral denota os diferentes formas de códigos morais concretos. fundamentam a moral e explicar as formas morais da vida social como funções e que nos âmbitos sociais uma moral crítica. um lugar de um código moral como imposição ou da ausência de referencia moral.

caráter formal. A meta ética é a analise da linguagem moral. o método diferente como verdade como modo de saber. e) A meta ética. Estas personagens podem acusar de dogmas se atem a um método determinado. Ética 51 . a utilidade vista. O dogma ensina a forma racional e que precisa do método: as regras são necessárias. a filosofia geral é vital que o filosofo tem afirmação para que o método para estabelecer formas razoáveis. linguagem moral.Na historia da filosofia oferece vários modelos éticos trata de cumprir as tuas funções: são as teorias éticas. os. Kantiana ou discursiva. São formas filosóficas. A ética de Aristóteles. O método da ética (caminho. A meta ética é um modo de reflexão e de linguagem. Filosofia analítica Filosofia moral analise da Termos como Meta ética Proposta Filosofia moral. As formas éticas são relevantes serão vistas depois. suficiência. e que o termo moral é a concepção moral concreta que adota os grupos e indivíduos que orientem seus comportamentos. epistemologia ajuda a discernir a ética ou moral. Dentro dos modos de saber na práxis moral: a destruição entre a ética e a meta ótica. A meta ética é uma nota linguagem que elucida as questões lingüísticas como epistemologia da ética. cuja ciência. A ética. A prática moral é a meta ética. em grego) é a forma aceitável em forma melhor. A meta ética analisa as expressões verbais morais. tentam dar conta do fenômeno da moral na medida que se ajustam a formas racionais que são modos filosóficos de que se trate. são exemplos destas várias teorias de éticas.

Concepções morais de Moral Conceitos morais de vida vida humana. 52 . humana.

Na ética o que é para um individuo tem que ver para todos. 1. A moral é um complemento da ética. Moral está relacionada com costumes. Existem critérios validos para a escolha de um melhor caminho de vida. a moral pressupõe partes da éticas: existem meios de construção da vida na moral que podem levar a uma verdadeira ética. Moral e moralidade constituem formas de ética. A ética é o todo moral. mandamentos. as proibições e permissões devem ser iguais para todos. Definições. a moralidade era entendida como a dimensão do ser humano. A ética é absoluta. As questões morais são orientações pares a entendermos a vida humana. refere-se no bem e ao mal. A moral tratada: mandatos. a dimensão moral do homem. No moral depende das tradições e das culturas. a) Como é a moral. permissões e formas de conduta. No período moderno a filosofia deixou o ser para a se concentra em consciência como conceito 53 . Moral refere-se a coisas relativas: o que é para minha vida pode não ser para outro. A orientação das pessoas para melhor caminho. Primeiro. A ética refere-se à filosofia do comportamento. Moral distingue-se de ética em vários aspectos. É uma forma de reger a vida diária. moral é tudo a que denominamos de comportamento.CAPITULO II – O QUE É MORAL. As regras. proibições. O juízo do que é certo e errado. filosofia de vida. para a plenitude humana. Tanto a filosofia antiga como as filosofias medievais distinguiram a noção de ser.

a mentira e a verdade. - As moralidades são as formas especificas das virtudes de um grupo ou individua ou a aptidão do solidário ou de uma comunidade especifica (comunitarismo). - A moralidade é a aptidão para a solução pratica de conflitos. a moralidade passou a ser a forma central da consciência: a consciência moral como consciência do dever. Na Grécia Antiga a moral se concebe como busca da felicidade ou vida boas. a filosofia contemporânea muda a forma de entender a moral. a lealdade e a infidelidade. - As moralidades são os princípios universais que nos permitem avaliar criticamente as concepções morais alheias onde uma comunidade. Eudemonismo – a ausência de prazer na vida. da 54 . Por ultimo. se a felicidade é entendida como prazer (o hedonismo) como se entende como auto realização (eudemonismo). Os diversos enfoques éticos tem levado a alguns pontos sobre as questões da moral: - A moralidade é o âmbito da realização da vida boa. Neste aspecto.vital. Esta característica nos leva a meios e estratégias que levam ao fim e meio para alcançarmos o Maximo da felicidade. - A moralidade como forma de a criação das virtudes que conduzem à felicidade. do prazer em toda a nossa vida. em grupos ou individuais. da vida feliz. de conduzir-se moralmente com prudência. Aristóteles Estagirita diferença moral racional que nos leva a felicidade de plena. o marxismo prazer da vida. Esta forma de compreender a moral é agora o enfoque da ética. A moral passa a ter um sentido de linguagem moral que tem como fundamento: o justo e injusto. Ser moral ora sinônimo de aplicar o intelecto a tarefa de descobrir e escolher em cada momento os meios mais oportunos de alcançar a vida plena (pleroma). Hedonismo. a moral é uma forma de deliberação. bens coletivos ou onde vive um ou muitos. a vida feliz e totalmente satisfatória. - A moralidade é o ajustamento de normas realmente humanas.

mas algo à conclusão que a profissão escolhida não é exatamente o que gostaria de exercer. Nos desenhos técnicos que os psicólogos fazem os testes com os pretendentes de uma profissão. em razão técnica é como ver o profissional correto situado certeza do que quer. mas admitem o prazer como felicidade como sentido. O individuo sente-se satisfeito com a solução para a sua vida. satisfação dos sentidos. É aquela que leva o sujeito às possibilidades e desejos próprios quantos às suas decisões”. e fazer uma razão individual. As técnicas exercidas ou praticadas não exatamente da minha real habilidade. sexo. As morais agitam o colorido aristotélico de prudência. Voltemos agora para as questões das morais. Os hedonistas vêm à felicidade só como prazer não no sentido de comida.técnica (racional vida de técnica) que é o meio o e fim para chegarmos ao ponto final (telos) da própria vida. pesquisa. A felicidade para os hedonistas tem o sentido de ausência de dor. Estas questões colocadas nos mostram como são as considerações morais. 55 . escolher uma profissão. passa no concurso. Por outro lado. Tenho que ser desta situação com honra. Em ética a Nicomaco Aristóteles fez essa diferenciação entre moral racional e técnica racional (ética a Nicomaco VI. Esta é a ética técnica ou moral técnica. Estudo. “A distinção entre razão prudencial ou razão moral para Aristóteles e não para Kant e a razão técnica tem um valor grande para entender algumas questões morais. mas acrescentam um modo especial ao prazer e a felicidade que é a atividade de se realizar de cada ser. mas adequada à sua personalidade. 4-5). É preciso mudar este sentido o Eudemonismo. A felicidade é interpretada como prazer. bebida. O ato de desenhar é a melhor solução técnica ou para identificar a capacidade técnica e moral de um jovem na escolha de sua profissão. e também em Aristóteles pensam a felicidade não como prazer. alguns exames. A razão prudencial me leva a passar que um prudencial é aquela que levou o individuo a pensar e fazer. O que devo fazer para escolher a profissão ou oficio como o olhar para a felicidade.

Os hedonistas e como os eudemonistas têm contra um comum: eles entendem a moral como busca da felicidade e concebem a razão moral como uma faculdade que nos ajuda a encontrar os meios adequados para se chegar a um fim determinado pela natureza. ler. mas que é a própria felicidade. mas feliz. 56 .C. compreenderam uma outra faceta da felicidade como exercício de outras atividades não necessariamente intelectual. é que se move nos seres humanos é à busca da felicidade ou a auto . As escolas filosóficas continuam afirmando que o bem maior é a felicidade e é o que os homens mais buscam. e que mais procuram experimentar prazeres. averiguar as respostas verdadeiras satisfazer curiosidade. refletir. A auto . Santo Agostinho afirmou que o amor é uma atividade maior que o conhecer (Cidade de Deus livro XI) Atualmente ainda encontramos escola hedonista em nossos meios intelectuais.realização é entendida como não hedonista. como satisfação sensível. a razão moral não é outra coisa que a razão calculadora. não se faz. e o prazer é a sensação agradável. entendido esse bem como o lograr a plena auto-realização. a seu juízo. Nas outras escolas filosóficas depois da expansão do cristianismo nos primeiros séculos a. ou que quando o homem soma ou diminui maior ou menor prazer. maior ou menor dor. Os hedonistas.Aristóteles pensava a atividade. Não renunciam o prazer. Porto que ma tarefa é ponderar os vários elementos a ter em contra cada situação com o objetivo de alcançar o maior bem possível no conjunto da vida.realização. mas também traço como um de que quando diz que o fim da vida humana não é a obtenção de prazer. Os Eudemonistas concebem a razão moral como a razão prudencial. mas entender o mundo é extasiar-nos naquilo que ele conter. o capitalismo é uma faceta diferente do hedonismo. tirar as dúvidas. O utilitarismo. Os filósofos utilitaristas mostram que a felicidade é igual ao prazer. O pensar e o conhecer não atividade própria do homem: estuda. mas alcançam outras metas nem sempre proporcionam uma satisfação sensível.

mostrar em forma: o individuo com grande moral segue a vida exercendo suas capacidades de responder com coragem os desafios quer a vida nos apresenta a cada momento. não de um modo geral que não dá para perceber ou analisar. pode ter projetos de auto . Exemplo: Um estudante precisa potenciar sua auto estima. pó deter lenta pra enfrentar com altura humana dos modos vitais ou caráter praticamente deles. A ética que só valoriza o altruísmo como valor moral. Para termos uma idéia completa da moral. e a tradição intelectual acabou com o sentido do termo moral. Quando falamos sobre a felicidade como auto-realização A ética que resiste na formação do caráter. Auto . Ter uma boa moral é importante como a auto . O homem 57 .realização e com boa dose de estima.b) A desmoralização. veja: A moral é um termo vago. seu uso é vago. bem o que o homem é realmente. são também para fomentar o altruísmo e o mínimo de auto estima. Cada um quer alcançar ao longo da vida e possuir confiança na sua própria capacidade para alcançar determinadas metas. A alta moral ou desmoralizada. de tal modo que o desenvolvimento pessoal permite a cada um enfrentar toda a vida com grande animo e muito poder: o moral alto. O sentido real é não deixar a outra pessoa sem moral. mas tirar a moral da esfera do moralismo. não é de contra posição. mas o sentido real pode ser visto como desmoralizar. Este é o primeiro agente da moralidade. não só por que é necessário para se adequar no desenvolvimento individual. Aqui este termo tem o sentido não de ser sem moral.realização em alta estima coletiva e pode estar em baixa moral. a sua eficácia.estima é um valor moral quanto o de encontramos os bens primários ou coisas que a pessoa necessita e deseja para levar o projeto de vida proposta. desmoralizar. A concepção moral – imoral. A explicação moral esta centrada na formação ou na construção caráter tem em primeiro lugar o individuo. A moral não é a performance que o homem acrescenta para ter o próprio. O moral alto ou a desmoralização social não se percebe em casos isolados.

é autolegislador. que esta fora de ma raiz antiética e aquele que não vive a sua vida. autônomo. maior relevância da nova visão da moralidade – centrada no conceito de dever. no juízo de Kant. Se o homem é aquele ser que tem dignidade e não preço. nem fecunda e não tem destino. Através dos séculos podemos ver a compreensão da moralidade. a realização da humanidade. c) O dever. os homens tendem por natureza a felicidade. a questão da felicidade torna-se relegada. teria que superar este naturalismo é a nossa busca individual da felicidade sempre está no limite a respeito da razão que nos obriga a praticar seus deveres como todo se consigo mesmo. como para Aristóteles. A grandeza do homem não consiste em ser capaz de ciência. capaz de conduzir-se de tal modo que 58 . as estórias colocaram o conceito de lei natural como centro da experiência moral. Este fenômeno da moralidade. Na ética medieval tem o reforço da categoria da lei natural. por esta dimensão a assemelharmos demais seres naturais: a felicidade é um fim natural. A resposta está em Kant de que a existência mesma da moral desde permite supor que os seres humanos que somos e que estamos situados mais alem da lei do preço. O âmbito da moral é aqui o da realização da autonomia humana. e assim é a centrada na moral Kantiana. Compreendiam a moral como o ajustamento da intenção e da conduta dita pela razão universal. não colocado pelo homem. senão em ser capaz da via moral.desmoralizado é aquele que não tem posse de si mesmo. ele deve e é capaz de subtrair-se à ordem natural. Na moralidade do dever. Os preceitos de moral nos orientam nossas vidas não autorizam a classificar os seres humanos quando estiverem seguros que tais danos nos leve a maior felicidade. e ano cria. A moral muda e retorna como a moda do vestuário. Na antiguidade. Os sistemas éticos colocam agora a noção de dever como o centro do discurso e assim.

e na forma de dize-las. Cada pessoa tem um a relação com a sua meta.um setor mais digno de ser feliz nesta vida. política. d) A paz. no nível individual ou coletivo. A solução está na realização dos homens com atuais. O motor da historia é o conflito. a paz. a vontade geral em J. senão o de conservação e promoção do absolutamente valioso: a vida de todas e cada uma das pessoas. Rousseau. G. Kant na sua obra Metafísica dos Costumes diz que a ação moral esta relacionada com o reino dos fins. Ao conceber esta nova moral tem como primeira reflexão sobre o âmbito social. 59 . nas democracias do Ocidente depois dos escritos de G. H. J. Mistério no fim se encontra harmoniosamente conjugados os fins que todos e cada um propõe lógicas no longo de sua vida. A nova forma de entender a moral. e através de sua racionalidade. As teorias do contrato social oferecem uma solução através da idéia do ponto social. Cada um renuncia a parte da sua vontade individual para que à vontade de qual prevalecer. A organização econômica. Esta proposta esta no giro pragmático que configura uma nova concepção de moral. os enfoques que entram a moralidade no individuo. O sentido da existência humana já não seria o de alcançar a felicidade conforme a sua própria noção. H. Mead fala da categoria do reconhecimento recíproco Hegel já tinha falado sobre este tema. social sempre está relacionada com o ser humano. A racionalidade está no feito de que os homens se dêem a si mesmas leis próprias. seu fim. A novidade está em situar a moral na compreensão de conflitos da ação. para justificar com o dialogo. Para ele é uma categoria para a compreensão do fenômeno moral. A moralidade é um problema a que está relacionada à filosofia política do que a uma filosofia qualquer. mas o homem deve buscar o bem geral. Mead no inicio do século XX.

A moral comum tria surge em reação contra tudo isto: o ser humano só chega à maturidade como o que se identifica com a comunidade concreta (uma família. Nos anos finais do século XX a filosofia moral comunitária. mostra o interiormente que leva o individuo com sua própria comunidade.e) Solidariedade. senão mais bem como tarefa de toda comunidade esforçando-se por desenvolver formas em que todos os seus membros pensam alcançar a solidariedade de uma vida plena de sentido. não comunitário e consumista que ta convertido às sociedades modernas um gigantescos agregados de pessoas isoladas e alienadas por uma cultura de modos e costumes superficialidade e frivolidades. fica sem raízes de personalizados e é um homem massa. A solidariedade imposta neste aspecto. A moralidade não se estende assim como uma questão de deveres e direitos. e que leva a uma solidariedade universalista. assim que a cada comunidade é herdeira de um conjunto de tradições que se cruzem constituem da sua própria identidade. f) Moralidade Universal. A forma comunitária de moral mostra que o individuo precisa pertencer à comunidade concreta plena socializar-se e adquirir vários valores. Os indivíduos têm suas raízes fortalecidas uma comunidade concreta. individualismo não solidário. ao contrario. um coletivo profissional. A moralidade da comunidade concreta e leva a uma comunidade universal e que os problemas morais que só podem ser enfrentadas se as pessoas são capazes de se por em outro lugar. uma nação). uma cidade. A moralidade contra elementos que são imprescindíveis para a descrição do fenômeno moral. Esta forma de moral é uma reação contra o individualismo moderno. O individuo pertence a uma comunidade. 60 . um vizinho. aquela que nasce e a que se educa e chega à maturidade. pois pode limitar-se à solidariedade de um grupo com éticas comunitárias. Pensar em comunidade é terá concepção de virtudes e de normas e instituições que as configuram.

Apel chega à universalidade. justiça. não Habermas. Os vários níveis de desenvolver a consciência moral nos seres humanos são de três modos: J. justiça. corretas praticadas veste grupo. para a solução da paz recíproco. Estoicismo e Kant cumprimento do dever. A moral como ajuste à violência. que pela convenção foram estabelecidas como princípios universais da justiça. Formas principais A moral como busca da Conceitos centrais Felicidade como auto- Teorias éticas Aristóteles. que passa do grau de moralidade para as normas da comunidade. Rawls. Corrente ética tradição da própria tradição. Tomás de vida realização Aquino – personalismo. Piaget desenvolveu este aspecto como níveis morais. nos conflitos. comunidade. Felicidade como prazer Epicuro-utilitarismo A moral como (hedonismo) Dever. 61 . Virtude. A moral como aptidão Reconhecimento Éticas de lógicas: Apel. O nível convencional em que a moralidade é a tendência do individuo a se identificar com a própria comunidade. comunidade. desenvolvimento que justiça e procedimentos.A polemica continua. E a forma universal que trata dar a razão da existência deste nível pósconvencional da consciência moral e negam reduzir a moralidade à mera constatação do que a considera bom e correto nas distintas tradições das comunidades concretas. comunitária. compor. Kohlberg. mas morar. O nível pós-convencional a pessoa é capaz de destinguir as normas comunitárias. Habermas. COMO ENTENDER A MORAL. Já moral como Desenvolvimento moral. Rawls.

Não no código de normas destinadas a orientar o cidadão acerca de certas ações. 62 . social e técnica. A posição moral é a intenção que orienta para uma moral concreta. não mais os princípios como obrigatoriedade para um conjunto de sujeitos morais. - A prescrição – é aquela que trata de enunciados que mostra aos indivíduos que seus atos são ou não obrigatórios para as pessoas. Não que todas tenham o mesmo conteúdo. força física do estado para estabelece-las ou para fazer cumpri-las. A moral no direito é aquela que rege os atos de um cidadão numa cidade. e que tem o mesmo valor. mas tenham o mesmo pressuposto ético. Políticas. a) Moral e direito. num país.2. o que é justiça. As normas dos direitos positivas estabelecem o âmbito da legalidade. o que isto implica na responsabilidade no compromisso. religiosa. A moralidade é um fenômeno importante e complexo. A moral em relação no direito é aquela que relaciona o comportamento individual que regem os mandatos. um dos traços fundamentais que a ética reconhece. A moral se manifesta como um código de normas um conjunto de prescrições e que isto não significa que a moral seja uma confusão entre normas morais e outras formas de morais: jurídica. Moral e outras ciências. Aquelas leis sociais. é a que chamamos de normatividade: ou que as concepções morais mostram preceitos. as proibições ou permissões como forma de justiça. mas o que é justo. O direito e a moral têm que ver separado das normas jurídicas ou legais e as morais. na imputabilidade. econômicas e religiosas que tem como exigências. Direito aqui não é o conjunto deles. - Os atos não voluntários. num estado. ação.

-

Não matar, não roubar, ajudar alguém no transito são conteúdos morais
como jurídicos com caráter moral.

-

As normas morais têm um sentido de obrigação, uma auto-obrigação que
um reconhece na consciência, tem um conteúdo normativo que alguém
não se põem a si mesmo, como exemplo podemos citar a moral em
família, na escola, na rua, na igreja. O importante é que um aceita a
norma voluntária e o outro a sente como obrigação.

-

As normas jurídicas impõem num tipo de obrigação externa não precisa
que o sujeito os acerte de bom grado para que se compra aquilo que se
lhe exige. A norma jurídica obriga todo membro da sociedade como do
cidadão, que esta na jurisdição dela governo, e assim está submetido a
sua ordem legal. Promulgada pelas instituições política de tal governo.
Alguns conteúdos morais e contrario a ordenação do estado em algum
momento.

-

As normas morais se apresentam com o instancia ultima da obrigação,
como também são normas religiosas. Isto significa que o individuo
considera sua própria consciência como o ultimo tribunal de apelação
onde ele da conta do cumprimento ou não de uma norma moral. A própria
pessoa (ou sua consciência) é a que promulga o mandato moral, o
destinatário de tal mandado e o tribunal a que ele responde. Os mandatos
legais se manifestam como forma ultima de referencia para a consciência
do sujeito: o cidadão sobre que tais mandatos são só promulgados por
organismos legislativos do estado, que obrigam aos membros da
comunidade política e que o não cumprimento terá de responder diante
dos tribunais de justiça.

As posições morais são de caráter universal que não são como as prescrições
jurídicas. Esta ultima exige o cumprimento das prescrições no conjunto do cidadão,
porem a os preceitos morais contem uma pretensão de universalidade que se
estende a todas pessoas. As prescrições morais são universais e significa isto que
um contendo é exigível a todo ser humano que se encontra na situação na que a
norma é aplicável. A consciência moral deve prever um equilíbrio ecológico para
manter o meio ambiente são, diz este proposto que acreditamos que todos nos
chegamos reconhecer o dever moral este ligado ao direito e o direito da vida. O
63

dever moral de prever como o meio ambiente, mesmo que o governo nem liga para
esta situação.
A economia não tem preocupação nenhuma com a ecologia nem com
preservação, nem com o homem.

Normas morais/normas jurídicas.

Semelhanças...............................Diferenças.............................................Direito.
Prescritividade...........................Auto-obrigação....................................................
........................................Obrigatoriedade interna...........Obrigatoriedade externa.
Atos livres..............Instancia última........Nenhuma instancia para orientar a ação.
Responsabilidade.................................. Incondicionalidade ................................
Muitos conteúdos.......................................Universalidade.............Coisas comuns.

Moral e religião.

Qualquer religião já implica num tipo de moral; as crenças: religiosas ou não,
ou apenas concepções do mundo e até as concepções do ateísmo, os valores da
vida nos princípios, normas ou preceitos que orientam as ações. As religiões de
tradições históricas mundiais: cristão, islã, budismo, são doutrinas morais bem
elaboradas, que possuem enfim, ideal, virtude ou normas.
O crente em alguma coisa tem uma concepção moral do grupo religioso a que
pertence. Eles possuem normas, códigos de leis, e uns códigos religiosos
(prescrições que procedem ter divindade e da revelação do magistério) e do código

64

moral (prescrições para reger a ação que se podem considerar racionalmente
exigível a todas as pessoas).
Muitos crentes não estão conscientes da responsabilidade dupla: religiosa ou
moral, que forme o código que rege sua conduta, de fato tem uma diferença entre a
auto-obrigação que corresponde à aceitação de regras seja religiosas ou autoobrigação que se baseia na mera racionalidade da prescrição.
A religião não é só um código moral, senão que: uma interpretação da
transcendência a do relacionamento com ela própria. Assim as prescrições
pertencem ao código moral religioso, na realidade, um caráter estritamente religioso,
e não são prescrições morais, mesmo que o crente tem sentido obrigado do mesmo
modo que na religião. A religião ordena a seus seguidores que façam seus rituais,
que buscarem a divindade com orações, e que as prescrições religiosas são
exigências e que estas exigências não são racionais exigidas a toda pessoa desta
mesma forma.
A concepção moral não faz referencias as concepções religiosas e quem tem
que fazer. As questões morais sempre estiveram em sentidos dentro das religiões e
que seus chefes tem oficiado a realizar as formas moralistas para orientar as ações
de seus seguidores e tem transferir nos que não são. Os preceitos de uma moral
não são visuais a dos aos crentes na religião. Então uma moral comum exigível a
todos crentes ou não, não pode ser uma moral confessional, nem liga (oposto a livre
existência das morais de inspiração religiosa), senão que tem de ser leiga, ou
dependente das crenças religiosas, pois não contrapostas a elas.
As morais são distintas que estão presentes numa sociedade pluralista pode
sustentar cada uma na sua crença – a moral cívica de princípios comuns
compartilhadas (respeito igual à consideração para todos, garanti à de direitos e
liberdades básicas para todos) que tenha uma forma distinta de Carter geral nas
concepções morais e de forma compreensiva (religiosa, leiga, a vida plena) possam
chamar as pessoas a ter seus ideais com argumentos e testemunhos.
Moral e Sociedade.
65

posto que as normas cumprem em todas as formas sociais. com coação e de modo moral. as normas morais propriamente ditam nos dão a obrigação na consciência (obrigação interna) e funcionam como modo ultimo de juízo para a própria conduta. Os usos e regras que norteiam como se sentar. podem ter uma cuja moral. 66 . ou os que sabem do caso). Os conteúdos morais (não agressão do irmão. A observância destas regras podem ver decisivas para quem pretenda alcançar de quem pretenda alcançar o social. beber são exemplos de uns costumes da sociedade. A sociedade que circunda o indivíduo reage de um modo mais violento quando se infringem normas morais que quando se trata de normas sociais. O mesmo podia-se dizer com respeito aos modos de vestir. As normas a penas sociais são formas obrigatórias externas. parentes. comer.Os costumes (moris no latim. mesmo que estes não sejam preceitos morais. Podemos detectar algumas diferenças entre normas morais e as que são formas sociais. Porém. pentear-se. saudação. como controle social e que permite uma ética de convivência mais ou menos pacifica e estável. Ou que um ladrão fuja com o dinheiro roubado de seus pais para outro e que se escandalizam de um barulho feito pelos vizinhos que chegaram tarde em casa. não roubar bens alheios) podem ser ao mesmo tempo regras da forma social. porem que as infrações às regras de trato social são julgadas pela sociedade que pertencem o infrator (vizinho. que vem a raiz de moral) são pontes integrantes da identidade de um povo e que tem relevância moral em sentido pleno. amigo. A relevância moral no costume não é realmente tão importante como um costume social. Nos casos das normas morais é a própria consciência o tribunal final que exige a prestação de contas de nossos atos. o romper com algumas destas e regras que a intenção e contexto indica outra coisa.

As normas técnicas têm também uma suma função de orientar nossas ações para alcançar os fins. Conforme Aristóteles. No saber técnico ou no saber prático. As normas técnicas orientam a conduta das pessoas. Semelhanças Prescritividade Orientação livres. nem do 67 . Moral e Tecnologia. a moral e a técnica se diferenciam e em muito quanto os fins das respectivas ações. As normas técnicas têm como meta gerar um bem e que as regras morais apontam para uma conseqüência do maior bem pratico que seja possível para um ser humano. Multidão de conteúdos Responde comuns (posição grupal/social) ultima Não são instancias para atos Instancia consciência Sanção ao o agente a própria Responde-se ao grupo infrator social é A variação ao infrator é imposta. para Diferenças Regras morais Regras sociais Obrigatoriedade interna Obrigatoriedade externa responsáveis e incondicional imputáveis. sua consciência imposta pelo grupo social é auto-reprovação. já que o fim da moral é a ação boa por si mesma. pois num sentido diferente as das normas morais: que a primeira orienta sobre os meios mais adequados para realizar todo tipo de fim sem ocupar-se da bondade ou malicia dos mesmos.Normas Morais/Normas Sociais. mas que tais pessoas sejam ao mesmo tempo coisas boas no sentido moral. As posições técnicas de lugar a pessoas hábeis que conhecem os meios para alcançar estes fins.

entre dever fazer. A norma técnica mostra que. responsáveis Apontam nos e imputáveis. a condição que cabe pensar como forma explicita. fins Técnicas de Fins imediatos da ação ação bondade eficácia Não proporcionam Proporcionam 68 . e o que ele deve cumprir. então muda a gasolina. se quiser que um carro funciona bem. As normas de tipo técnico só obrigam de algum modo a quem pretenda conseguir um fim concreto: norma só obriga ao usuário na medida em que tenha interesse em manter o modo do bom estado do funcionamento. Kant mostra em suas obras que as prescrições técnicas se expressam por meio de imperativos hipotéticos: se quiser. do bem supremo e o fim ultimo. Kant nos imperativos morais expressam os limites da racionalidade humana se contrapõe para não entrar em contradição que é diferente das normas técnicas que só obrigam a todo ser racional com caráter categórico. senão que expressa um modo de conduta que deveria seguir a um fim desejado pelo agente moral. senão por meio de imperativos categóricos diz que as normas morais não se expressam desta forma. A norma moral expressa que os agentes deveriam fazer completar-se como ser humano. Mude o óleo lubrificante a cada 5 mil km. segundo vai direto para os lícitos e ilícitos da moral dos diferentes fins.fim ultimo para adquirir os fins parciais. NORMAS MORAIS/NORMAS TÉCNICAS. não nos diz sobre as habilidades para se chegar a tal fim. Kant através destes imperativos hipotéticos. Semelhanças Diferenças Prescritividade Morais Atos livres. “Deves e cumpre tuas promessas” não é desta condição.

habilidades concretas habilidades concretas Carter categórico Caráter hipotético conforme Kant. conforme Kant TIPOS DE NORMAS Tipos de Fonte das Caracteres da Destinatários Tribunal último 69 .

em Os crentes. consciência. valores. pessoas nos consciência. Morais. As códigos. A divindade correspondente. normas. normas princípios. coação. urbano. moderna da sociedade circundante. estado. clientes. herdados. A fé das Interna. 70 . da consciência pessoal. Religiosas. Externa.normas normas Leis obrigação das normas à respostas Sistema legal O estado ou O estado do Externa jurídica antes (governo violência de como juizes) coativa cidadãos os são levados jurisdição a do Social. Ultimo. ensinos de não origem divino. costumes. vizinhos. hábitos coação. trato Tradições. companheiros. consciência. cortesia. não coação. Os membros Sociedade social. em questão. Interna. questões A própria Fontes.

a antropologia e a história da moral.CAPÍTULO III – O QUE É ÉTICA? A – Tipos de Ética. A grande variedade de enfoques tem sua origem. A outra forma é a qual a que descreve e explica os códigos morais e a sua evolução com os outros fenômenos culturais e sociais. As formas da ética são descritas pela ética descritiva e normativa. como a que oferece um critério perante novas normas. Madrid. Kutshera. A descritiva considera a moral como um fenômeno de descrever e explicar. a sociologia. As teorias éticas surgem através da forma de entender como é o fenômeno da moralidade. Reduziram a ética normativa à moral diária. metafísica (como em Aristóteles) e a forma transcendental (como em Kant). Ética naturalista e não naturalista. Fundamentos das Éticas (Cátedra. Na ética descritiva distingue a psicologia moral que descreve e explica as situações morais. que considera a moral como um conteúdo a recomendar. 1989). A ética normativa era aquela a que era de competência do filósofo moral. A ética normativa. As classificações da ética são vista por diversos modos lógicos baixo a possibilidade de reconstruir a ação moral. A ética pode ser classificada através das teorias da ética. como no utilitarismo fala de numa moral de normas ou regras. A uma tarefa principal era justificar a existência da moral: veja de forma psicológica (como em Aristóteles o Estagirita). 71 . Esta classificação foi feita por F. A diferença da moral diária que sempre é normativa e a descritiva é que uma é imediata e a outra como forma de ética normativa. por que eles pensavam que a ética normativa era um código moral. não do moralista. as diversidades dos métodos filosóficos empregados. A ética normativa.

A ética de Kant distingue entre a validade da norma e a vigência da norma. pois trata da conduta humana e a conduta humana muda muito. A ética móvel realiza uma bula empírica das coisas das ações. que seu fim ou sem seja a proposta da plenitude humana.Esta ética foi proposta por G. É aquela que são reconhecidas pela lógica: verdadeira em falsa. hedonismo e do utilitarismo trata da conduta do homem. O cognitivo não é só falso ou verdadeiro. Éticas Móveis e dos fins. a verdadeira essência do homem está em que o homem seja plenamente homem. E. que sempre está sendo vistas pela sendo verdade ou falsidade). E que a moral é alheia no conhecer. A primeira triste do bem moral que é a realização de com fim seu objetivo. e como podem ser conhecidos na prática. A ética de Kant. Éticas cognitivas e não cognitivas. No empirismo. sofistas. A outra é aquela que está no cumprimento de um objetivo como: perfeição do indivíduo ou na perfeição da sociedade. As normas não dizem se são verdadeiras ou falsas. no obter um bem desejado. As duas formas de éticas tratam da natureza humana como forma de conduta e são diferentes nos métodos. 72 . Moore e que propõe uma ética não é identificada com nenhuma forma de fenômeno natural que afetam a vida humana. mas que aquele a argumentar com as normas de modo correto. mas se são corretas ou incorretas. Através dos fins querem superar as dificuldades da ética móvel ao buscar no trabalho e não na conduta do homem tudo sem aperfeiçoamento e plenitude humana. Éticas de bens e fins. Apel e Habermas (cognitivas.

um bem ou um valor supremo. Este tipo de ética mostra a vontade racional como que todas poderiam querer. que cada pessoa deseja adotar a perspectiva de igualdade e que o ponto de vista moral pode querer e defender mistérios universais. mas das formas dos mandatos. a recusa de Kant a todo fundamento da vontade que não seja a lei moral mesma. Com Kohlberg as éticas materiais são formas de consciências morais. Neste modelo temos Kohlberg. As éticas formais são as que dependem não do bem moral. Apel e Habermas. assim. no como de Kant. As éticas materiais estão abrigadas num fundamento da moral e não na moralidade. A contraposição entre ética material e formal feitas por Piaget e Kohlberg sobre o juízo moral. Piaget que se ocupa as estruturas morais. supõe que existe um bem. Esta revive o formalismo de Kant. Ontológico. Estes autores falam de uma ética de como proceder na vida em comunidade.Ética material e formal. Por isso. Os éticos materiais têm um critério de moralidade. um fim ou um valor e base moral. teológico. Rende este que pode ser. como expressa da moral no homem: esta é. Esta é uma proposta de Kant. Éticas substanciais e de procedimentos. 73 . As normas são determinadas formas da razão. As éticas materiais são heterônomas e que Kant propõe a autonomia da vontade e uma ética autonomia deixa de ser material para ser formal. psicológico ou sociológico: que mostra como descobrir um fim. a forma racional das normas se descobre a igualdade (num mundo de desigualdades) e da universalidade. a causa da revolução de Kant em forma de moral. As éticas de procedimentos são como herdeiras do formalismo de Kant.

a maturidade moral se busca e alcança no momento em que a pessoa é capaz de conhecer os interesses de cada um no diálogo. Para Kohlberg.A ética de Rawls. o diálogo leva a cabo um modo idealizado uma hipotética posição original nas pessoas morais que concordam com os princípios de justiça para a estrutura básica da sociedade. é esta a que corresponde que tipo de homem tem que ser pena ter direito a por a mão na roda da história”. 74 . da esperança do sentido da vida. A primeira e a que tenta dá correção ou incorreção das ações que levam a coisas boas ou más. Foi M. Scheler e D. Weber quem diferenciou a ética da intenção e de responsabilidade. Ross são os teóricos destas éticas. Pois quando ter uma atitude moral tem que ter em conta sua obrigação de responsabilidade. entre a vocação política e a vocação: “Quando entramos na ética. Na ética discursiva o diálogo deve ser pelas normas e as condições de simetria. É aquela que trabalha da liberdade. A ética deontológica é a do dever antes do bem e que só considera bom o adequado ao dever. Uma utilizaria e a outra é de intuição. responsabilidade e senso comum. e que a máxima do bem não moral. As éticas substancialistas falam da moral da tradição da religião. e que uma ação será correta ou incorreta em circunstâncias. Esta ética é aquela qualifica numa ação. Ética Teleológica e deontológica. O político é aquele que tem três qualidades: paixão. Ética da intenção e da responsabilidade. É aquela que discerne o que é bem não moral e o dever. M.

estes são exemplos de juízos morais. e o ético da responsabilidade é a má aceitação meio pena um fim bom. Em nossa vida cotidiana sempre falamos e fazemos coisas com juízo moral: a vida é injusta. e que estes atos são agrupados em torno da linguagem. por meio do qual falamos de nossos sentimentos. O ético da responsabilidade tem como ação os afetos das ações e que assume a responsabilidade. Mal e bem se encontram em reciprocidade dinâmica. Estes juízos fazem parte de nossa linguagem emocional. A primeira parte tem que ter a convicção interna. a pureza de intenção. As nossas expressões sempre tratam de atos. A questão: até que ponto as nossas expressões que chamamos morais constituem um tipo específico de discurso. distinto de outros discursos humanos. a correção da religião e a convicção da religião. a sociedade é má. 1. Eles fazem parte de nossa linguagem religiosa. e para explicar teríamos que assinalar os traços que diferenciam ao discurso moral com os demais discursos.Argumento moral e fundamental Ético. incondicionada e a de responsabilidade. B . nem a consciência. No início do século XX se observa um modo progressivo sobre as questões essenciais da reflexão filosófica: já não é o ser. senão 75 .A atitude do político deve ser: a ética absoluta. mediante o qual expomos nossas crenças mais ou menos não demonstráveis. Esta preocupação vem dos filósofos desde a Antigüidade e que se manifesta mais claramente a partir do chamado signo lingüístico da filosofia contemporânea.A linguagem Moral. A ética da convicção ou da intenção tem sua ação sobre a convicção do racionalismo comum-ético. muito roubo e assassinato.

Os significados previamente estabelecidos funcionam também o modo de regras para a construção de frases com sentidos. A mesma expressão pode ser utilizada de formas diferentes conforme a entonação do falante. Nos idiomas vários tem implicações pragmáticas das expressões utilizadas.o fato lingüístico. Existem regras sintáticas ou gramaticais. conforme o social de quem emitem. Tanto o neopositivismo lógico de Popper como a filosofia analítica de Wittgenstein tornaria possível esta mudança no ponto de partida ao insistir na necessidade de esclarecer os significados das expressões que tradicionalmente formam parte da filosofia que mostram incongruências e incoerências nos sistemas filosóficos tradicionais. conforme o contexto ou situação em que se emite. o fato de que emitimos mensagens que formam parte da linguagem. A construção sintática correta é uma condição indispensável para uma comunicação fluída entre os falantes. Há distinção da expressão lingüística: sintática. A primeira trata da relação de uma expressão em relação com a outra dentro do mesmo sistema lingüístico. A dimensão pragmática trata da relação entre as expressões lingüísticas e os usuários das mesmas. semântica e pragmática. embora que não as resolvam. Os resultados das investigações empreendiam não tem limpado as questões filosóficas. senão que. As regras sintáticas declaram incorretas ou corretas a construção de uma expressão. de modo que qualquer expressão se pretenda ter sentido na regra sintática e a do código lingüístico que esteja utilizando. A dimensão semântica trata da linguagem natural se estabelecem certas relações entre os sinais (palavras) e significados a que se referem tais signos. tem contribuído para enfocá-las de uma forma diferente e que tem ajudado a questionar melhor a maioria das questões. isto é. As dimensões das expressões lingüísticas. Nestas regras pragmáticas que regem a significação das expressões lingüísticas. supomos que estamos falando 76 .

As normas religiosas são deste modo. estamos afirmando que existe um modo pragmático de expressar. se expressam como contendo de modo implícito as razões que estão em seus mandamentos (não deve mentir e na forma de prescrição que tem parentesco o argumento de que sem ela não seria possível confiar na comunicação mútua). O significado de qualquer expressão não se pode conhecer se não tivermos as informações deste modo pragmático. as prescrições morais apresentam um caráter de razão. mas o fato de que sejam do homem mesmo e a ele os brigues. como expressões destinadas a servir de guia para a conduta própria. da raça. são os que enxergam na consciência à comunidade dos 77 . - A universalidade dos juízos moral é os que são válidos a todos os homens em todos os lugares do mundo. sem emanar de uma autoridade distinta da própria consciência. Que são prescrições jurídicas. dever cumprir). no sentido religioso. mas conscientemente. As expressões morais como prescrições. Pois a moral aparece também como uma forma de conduta ou de forma religiosa. responsáveis e imprestáveis e nisto coincidem com as prescrições jurídicas. sociais e religiosas. Por outro lado. morais e sociais. em contraposição aos imperativos dogmáticos (tem que fazer. A análise lógica da linguagem moral torna relevante a análise própria do discurso moral (Wittgenstein em Investigações). aplicados aos grupos humanos. como padrão ou medida de valor da conduta do outro.do futebol. Os juízos morais se referem a atos livres. Os juízos morais podem ser considerados como prescrições. o que caracteriza a auto-obrigação moral ao modo religioso não é tanto a admissão em consciência da prescrição. - A auto-obrigação são as normas morais que não podem ser cumpridas só externas.

atitudes ou juízos têm sentido se realmente se apoiam em razões que consideramos adequadas carecem de sentido por não ter uma base em tais razões. Que esta última que está ligada às conseqüências das ações e que é necessário manter o caráter incondicionado dos imperativos morais. por eliminação do caráter incondicionado nos parece desaconselhável.Estratégias de Argumentação Moral. os imperativos morais se apresentam como extensivos a todo ser humano. A argumentação põe de relevo a tais ações. Existem alguns tipos de estratégia de argumentos morais: - Referenciar a um ato ocorre quando a pergunta se termos ajudados a alguém respondem que era nosso amigo. A redução de tudo imperativo não condicionados poderia comportar à longa morte da moral. - Incondicionalidade é a forma das prescrições morais sem condicionais. Afirmam que podem conduzir a uma ética de existência. A argumentação moral consiste na exposição das razões que se consideram certos para avaliar ou desqualificar alguma ação.crentes. como próprios ou alheios. 78 . atitude ou juízo moral. A análise das exceções é sempre interessante e necessário. Existe alguma norma moral de ajudar aos amigos ou pessoas que pedem ajuda - Referenciar a sentimentos que não tenta justificar uma ação. atitude ou juízo moral mediante a recursos dos sentimentos próprios ou aos do interlocutor. ao menos como ideal regulativo. frente a uma ética de responsabilidade. 2. atitudes ou juízos morais. Os traços do fenômeno morais estão no ato da argumentação para justificar ou criticar as ações. são imperativas morais que questionado em nosso tempo por alguns filósofos. O modo de argumentar é insuficiente desde o ponto de vista moral.

A autoridade e matéria de moral podem ser uma pessoa ou instituição: os pais. A outra é se a diversão ética é realmente diferente dos códigos morais. tribunal de justiça alheio ao próprio indivíduo. É a que justifica uma ação. A pretensão do utilitarismo é a que dá atenção as conseqüências positivas ou negativas da ação ou da norma que é único fator a ter em conta na argumentação da moral. grupo de amigos. A teoria ética utilitarista é a única e definitiva forma moral: se considerado a toda ação que gera uma maior utilidade possível de gozo. - Referencia a um código moral que está ligado a um até ou a um sentimento torna implícita a alusão a alguma norma concreta que se supõe vigente por parte da pressa a que argumenta. A argumentação é que torna confiável uma norma que não é dita. - Referenciar à competência moral de certa autoridade é a que justifica suas opções morais recorrendo a certa autoridade competente. O utilitarismo não é capaz de ar razão do fato de que geralmente falamos da moral de valor os sacrifícios da própria vida. alegria. presidente do partido. satisfação e um menor dano em sofrimento. pena e desfeita. prazer.- Referenciar a possíveis conseqüências se dá quando uma pessoa justifica uma determinada ação por referência a uma mesma que indica que é obrigada a evitar possíveis danos às crianças. atitude ou um juízo moral é acrescentar a existência de uma norma que considera unida a uma pessoa e se dirige à argumentação. A referência a uma autoridade moral não tem que ser aceita pelo 79 . mas que tem validade racional. dor. não que seja a interpretação que se faz dela inadequada. e se o próprio código moral que se aponta é assim o fundamento racional vinculante. A primeira questão é que fez parte de um código moral. A argumentação moral deste tipo é racionalmente aceitável e que se coloca duas questões: a norma invocada é na realidade parte do código moral ao que pretende acolher. A ação moral pode ser moralmente obrigada. o Papa.

Fundamentos a Moral deixamos longe do fundamentalismo. isto é. político ou filosófico. e que as questões morais não existem nem pode existir uma autoridade semelhante à autoridade política ou religiosa. oferecer razões bem articuladas para aclamar os valores frente ao outro. outras da consciência e outras ainda da lingüística. As teorias éticas têm obrigado uma dessas justificando racionalmente nossa eleição e assim encontramos de novo no terreno da argumentação ética. fundamentá-la. 80 . umas teorias frente às outras. irracional e facilita a como os princípios de caráter religioso.interlocutor. Fundamentar é argumentar. Nem todas as filosofias têm um espaço para a reflexão ética: Não compartilham a convicção de que a filosofia deve tratar de fundamentar a vida moral. 3. A principal tarefa da ética é dar razão ao fenômeno moral. Cada teoria destas éticas tem um mesmo fim: investigar sem uma fundamentação da moral é possível. As expressões fundamentais e fundamentação estão em relação com fundamentalismo como adesão cega. As distintas teorias éticas fundamentam a moralidade: mas partem do ser. se é racional. critérios aos outros. revelações religiosas ou outros fatores como elementos que constituem o fundamento do fenômeno moral. atitudes de consciência tem de ser submetidas a mesma revisão da que temos falado nos parágrafos anteriores: é preciso averiguar até que ponto é racional valida a norma que se tem aplicado. as relações sociais e econômicas. As teorias apontam os sentimentos. - Referencia à consciência está na vida cotidiana tem muito que as apelam á própria consciência para justificar as ações.

sociológica ou genética no estados dos conteúdos morais caráter normativo. As recusas às fundamentações. A repulsa cientificista a toda fundamentação do moral se baseia na forma de separação que estabelece entre os atos e os valores. A situação na que fica na Ética é deplorável: ao não poder alcançar intersubjetividade no âmbito moral. o racionalismo crítico. arbitrárias e estarão contaminadas pelo compromisso do sujeito com determinados valores. É um tipo de reflexão de filosofia que abrange a racionalidade no âmbito dos saberes técnico-científico e humano e o que se refere ao irracionalismo. entre o que é e o que deve ser. ou como um bem os desnecessário: pragmatismo radical e mesmo os pós-modernos. e depois se desvanece como disciplina que aspira a orientar racionalmente as condutas ou a certa sua dissolução no seio das disciplinas empíricas. não pode aspirar ao estado de ciência. a ausência de todo compromisso valorativo. É uma doutrina criada por Comte. Racionalismo Crítico 81 . porém que as decisões será consideradas subjetivas. A forma cientificista: a ética reconhece que não existe uma racionalidade de moral. entre o conhecimento e a decisão: o conhecimento científico representa o objetivo. O cientificismo.Algumas correntes filosóficas declaram que este objetivo é impossível: o cientificismo. salvo que adote uma forma psicológica. Mach e o neopositivismo lógico. como Max Weber. o racional. os cientistas entendem que a centralidade científica e condição indispensável de objetividade. irracionais. deixando as decisões morais para o âmbito subjetivo das decisões e as preferências irracionais. O cientificismo abre um abismo entre a teoria e a prática.

Os valores ficam mais alem do que pode manejar a razão. que permite argumentar também em torno das opções que fazemos por uns e outros valores. O dogmatismo que encobre a decisão depois com princípio arquimedico a salvo de toda revisão crítica. pretensão ilustrada de um conhecimento sistemático que mostra as relações entre os diversos aspectos do real tornando um todo coerente. Na ética passou. Albert são os fundadores desta forma filosófica. como modo de um recurso um dogma ao que se considera auto evidente. Pergunta-se porque teríamos de optar pela racionalidade (entendida do modo fatalista) frente outras possíveis opções. O pensamento pós-moderno (pós-moral). A argumentação de H. Albert concite em que ele mesmo se encontra apossado pelo decisionismo dogmático que denuncia. Como nos sistemas filosóficos de Kant e 82 . que constitui a base de ciência e da ética”.K. Se existe ou não a possibilidade de utilizar um conceito de racionalidade diferente. como concebe o racionalíssimo crítico. Popper e H. ou baseado na experiência ou na intuição imediata. A renuncia ao que os filósofos chamam de razão total. sua resposta seria que “é uma decisão moral de ordem superior. A posição pós-moderna também recusa toda a possibilidade de fundamentar o moral. porque considera que a tradição filosófica pós-moderna tem sido vitima de um enganoso encantamento centrado na epistemologia. auto fundamentado.

desmistifica a idéia de progresso. respeitosa da diferença. que reivindica a atitude pós-moderna. fragmentária. desmistificando e relativizando qualquer articulação. A razão moderna (total. Olham ironicamente o com humor sobre todos os temas. incluídas as próprias declarações. aos que retalha de totais. alheios à pretensão valores éticos. Cultivar os valores estéticos que . abandonando os meta-relatos totais porque são encobridores suspeitosos de nossa própria debilidade decante do mundo. A perda do sentido emancipado da história. que mais bem tem que lhe deixar ser. Nietzsche e Heidegger nós temos aprendido que é vão pretender tal sistematização do ser. sistemática.sempre mudam. abandono de qualquer construto utópico global e substituição deste por propostas alternativas parciais que respondem a necessidades ou interesses parciais. recuperação do próprio corpo e das relações mais próximas cultivo do âmbito privado. Etnocentrismo ético. abandono do publico nas mãos dos especialistas. unificadora. Reconhecer essa debilidade significa instala-se sempre na finitude de nossa condição. e partidária descentramento). 83 . O Neo-individualismo.Hegel.

A idéia que existe no terreno teórico a todos os seres racionais tem caído em descrédito através das formas de pensamentos de Nietzsche. A fundamentação moral universal se verão obrigados a ater-se a um ponto de vista não espacial e não temporal. Numa comunidade e tradição na que nos socializamos. A tentativa de fundamentar de alguma forma a concepção moral concreta são atos que reavivam o enfrentamento e faz que ressinta a solidariedade. encantamento que difere o consenso social de nossas sociedades democráticas liberais. A contingência é apresentada como a categoria central de nossas vidas. a qualquer ser racional. Este pragmatismo entende que a verdade é “ aquilo que é bom para nós crermos” ( 84 . falamos de contingência com um determinado vocabulário. u. As posições etnocêntricas só podem ser justificadas numa decisão moral perante o que compartilham um mesmo modo de vida. Gadamer ou das contribuições de Davidson que mostram as diferenças entre as verdades permanentes ou contingentes.O etnocentrismo ético sustenta que é impossível justificar a bondade de uma opção tendo por interlocutor a qualquer pessoa. Heidegger. Nesta forma encontramos atualmente esta reflexão de R. de forma históricas ou geográficas – uma vã ilusão. A posição de R Rorty é denominada de pragmatismo radical. que é o valor a fomentar no interior da comunidade a que pertencemos. Rorty sobre a fundamentação moral que o etnocentrismo é uma realidade insuperável: a objetividade com a que sonharam os filósofos ilustrados como uma verdade universal sobre o ser humano.

etc. que sigam batalhando entre si as convicções religiosas e filosofam. ecologia. a guerra. Somente com a solução de uma moral universal setorial possível. 5 – Moral Universal. R Rorty dizia que a tradição democrática retirada do pensamento de Thomas Jefferson. Estamos atravessando graves problemas com difíceis soluções. A tarefa do pragmatismo é um é uma tarefa social pratica: ampliar o marxismo o acordo intersubjetivo em torno da tradição democrática liberal. catástrofes. o qual aconselhava privatizar as convicções religiosas como condição necessária para uma convivência estável e solidária. As soluções políticas e econômicas pioraram as situações e a nível ética moral também mostram as dificuldades para tais soluções: a fome. buscar fundamentos para a democracia ou para uma moral suposta universal supõe permitir que o mundo continue encantado. R Rorty afirmava que o democrata tem um dever moral de colaborar com o desencantamento do mundo e tem de pregar aa frivolidade em prol da solidariedade. que não tem mais verdade que a herdamos da concreta de nossa comunidade. em detrimento do principio de tolerância. K. o que mostra que nos encontramos numa situação de paradoxo: a urgência de uma 85 .William James). Porque tomar estas coisas a serio.

moral universal é cada vez mais solicitada. O ethos mundial se torna possível.
“Uma ética humanitária e planetária”. (Boff, Teologia da Libertação).
Apel descreve esta situação de paradoxo é que a mentalidade cientificista não
foi capaz de resolver, e que os filósofos tem trabalhado erroneamente para buscar
uma moral racional e que a única moral será da seguinte maneira capaz de
solucionar as questões deste tremendo paradoxo.
- Apel coloca evidente a questão do, ainda mente o que a solução não é
lógica, sintática ou semântica como H. Albert pretendia. Aristóteles já falava dos
paradigmas de argumentos: a racionalidade e os axiomas. As fundamentações
filosóficas elaboradas por Descartes, Leibniz e Kant que buscaram as evidências
últimas do gênero dos axiomas lógicos - formais e no âmbito epistemológico a
dimensão pragmática da linguagem.
-

Apel situa o problema da fundamentação no âmbito da busca das

condições transcendentais da validade intersubjetiva da argumentação, que
podem adiar na lógica de Kant, no sistema da coerência de Hegel, e na
semântica de Peirce ou na pragmática de Apel e Habermas.
-

Uma fundamentação filosófica tem de consistir uma argumentação

reflexiva acerca dos elementos que podem ser colocados na auto contradição,
nem podem provar-se uma petição de princípio, posto que constituem as
condições que fazem possível que tenha sentido a própria atividade de
argumentar.
-

Para fundamentar a moral não no sentido fundamentalista, mas como

sincronismo da busca de um primeiro princípio indemonstrável, a partir do qual,
como de deduzir-se um conjunto de normas morais, no sentido holista, atento a
total de condições que fazem possível o fenômeno a fundamentar. Este tipo de
fundamentação é o que praticou Kant quando buscava as condições de
possibilidades do fato moral. Hegel preferia falar de condições coerentes:
condições que fazem de um conteúdo concreto método relacional coerente. A
noção Hegel do fundamento filosófico. Tenta-se explicar as condições e
assinalam as categorias que fazem do discurso moral um fato coerente.
-

Hegel se dedica muito à noção de fundamento e que esta noção

expressa em geral que o que existe tem que ser considerado, não como um
86

imediato existente, não como algo posta. A noção de fundamento assinala a
necessidade de reflexão porque o imediato o dado, o puro se não é real e
verdadeiro, senão que necessita a mediação reflexiva para a ceder ao nível da
verdade. A formula expressa o recusar que é o que Leibniz dizia sobre o
“princípio de razão insuficiente”. Para compreender de que modo entenderam
Leibniz e Hegel sobre este princípio, o próprio Hegel fala que são formas de
intelecção da categoria de fundamentos e do principio da razão suficiente. Estes
fundamentos são: formal, real e a razão suficiente.
-

O fundamento formal, a teoria ética como no hedonismo e o utilitarismo

se situam neste modelo de fundamentação da moralidade, posto que os
argumentos que acrescem para justificar a forma moral. Ela explica a origem do
conteúdo dos juízos morais. Faz referencia à natureza humana psicológica em
sociológica. na medida em que a referencia se situa no nível empirista, tais
teorias ignoram algumas das categorias necessárias para dar razão suficiente da
forma moral.
-

O fundamento real expressa a eleição arbitraria de algumas das

determinações de fenômeno a fundamentar, alegando que tal determinação que
constitui este fundamento. Hegel propõe supor que alguém diz que o fundamento
da qualidade pedra é à força da gravidade, para fundamentação adequada da
moralidade

não

deveria

relacionar

de

modo

arbitrário

nenhuma

das

determinações contidas nela.

Fundamento moral.
Conforme a ética de Kant, tem moral em que o universo existe um tipo de
seres que tem um valor absoluto, e os purismos não devem ser tratados como
instrumentos, tem moral porque todo ser racional é fim em si mesmo e no meio pra
outra coisa. A moral em que as pessoas são seres absolutamente valiosos. Em Kant
o homem valioso, sem valor não esta nos instrumentos ou mercadorias, será que
seu valor reside neles mesmos.
Os objetos que podem ser mudados nas relações comerciais que são tipos de
mercadorias e que são coisas relativas valiosas e que vem satisfazer necessidades
87

e desejos humanos (valor de uso) e que mudam na medida em que podemos dar
equivalência entre elas e fixar-lhes um preço (valor de mudança). A autonomia da
pessoa se constitui no centro da fundamentação de Kant: tem moral porque os
humanos têm dignidade, e tem dignidade porque está dotado de autonomia. As
normas autenticamente morais serão aquelas que as pessoas possam considerar
como válidas para todas, as que representam o que toda pessoa queria para toda a
humanidade.
O discurso de Kant é para os direitos do homem e para os das obrigações
morais, e servem de orientações morais para a conduta, posto que dele se segue
que quem deseja comportar-se racionalmente tem de evitar a todo visto instrumento
para as pessoas, já que elas não são instrumentos. Estes levam a mandatos
negativos e positivos; os negativos em proibições são denominados de deveres
perfeitos ou imperfeitos. As proibições são consideradas como referia das as ações
mais, e os deveres perfeitos que em princípios não admitem graduação nem
exceção.
Nesse sentido, a moralidade apresentar uma dupla vertente: é algo normal na
medida em que todos os mandatos morais gerais retêm mais gerando na vida social
e tem sido assimilado pela pessoa através do processo de socialização, pois
também pessoal. Os mandatos morais apontam para a defesa de algum aspecto da
desigualdade da pessoa: a vida, a forma, diferente a dispor de certos bens em
propriedades, sem direito a ser informado com a verdade. Os deveres morais e os
valores que o sustentam não podem ser concebidos numa ordem hierárquica
absoluta e rígida não significa que estejamos afirmando a chamada a ética de
situação e menos amida o relativismo moral nem o ceticismo.

C - ÉTICA APLICADA.

A ética aplicada é aquela denominada em que a moralidade e a
fundamentação são aplicadas em vários âmbitos da vida social: a política, economia,
empresa, medicina, engenharia, genética, ecologia, meios de comunicação.
88

empresa. A ética aplicada funcionaria então de um modo dedutivo. posto que se trata de uma moral que conta com sólidos fundamentos de filosóficas e que já reconhece determinados valores e direitos como patrimônio comum de todos os seres humanos. Casuística Indutiva. A ética aplicada é meio confusa. que se refere com no silogismo prático: O momento universal e constituído por princípios universais e axiomáticos. genética. 89 . A cosmética seria a ante de aplicar qualquer tipo de princípio moral que se tenha em mãos os casos concretos. Esta ética casuística primeira começa com Platão e Aristóteles e depois com Tomas de Aquário e Espinoza. provocar uma sensação de que a ética conta com um conjunto de princípios claros e que só se trata de aplicá-los começamos concretos de uma maneira prudente. Para esta forma de ética aplicada temos alguns modos: característica. O. já que partiria de um dos axiomas desde os quais extrairia condições para as situações concretas. meios de comunicação e ecologia. J. pois ela. o de Kant (tentar as pessoas como fins em si mesmos e não como meios). A ética atual aplica em várias formas diferentes da vida social: medicina. Casuística dedutiva. a ética diabólica (não tomar como uma norma concreta se não a decidem todos os afetados. Recorre um modelo de aplicação semelhante seria necessário contar com princípios materiais universais. Apel. A ética aplicada nos âmbitos sociais de uma sociedade pluralista moderna tem que Ter em conta a moral cívica que rege neste tipo de sociedade. Rawls fala dos princípios da justiça. aplicação da ética do discurso em K. O principio da ética discursiva pretende valer de tornar universal e rumo procedimento.Existem alguns princípios éticos como no utilitarismo (ligar maior prazer de um número maior). após um dialogo celebrado em condições dessimétrica).

A cosmética segundo é um método de aplicação de caráter retórico e pratico. que deve ver se conhecido pela comunidade dos falantes. O principal problema não é. ou ao menos os especialistas. Apel e J. que alcança a probabilidade e na certeza. pois o do comunismo (resolver casos concretos). Apel fala da perspectiva dialógica dos conceitos de pessoa e desigualdade. as soluções dos conflitos não se alcançam pela aplicação de axioma. nos modelos em que nenhuma pessoa. senão pelo critério convergente de todos os homens. Habermas tratam de fundamento da moral que se transforma no diálogo do principio formal de Kant da autonomia da vontade no principio de procedimento da ética discursiva. A idéia de igualdade se torna agora comunicativa. Este tipo de juízos. A pessoa se nos apresenta agora como um interlocutor válido. A ética do discurso em K. mas a dos princípios (descobrir princípios universais).O. ou no menor dos maiores prudentes e sábios. As máximas são o resultado da sabedoria praticados homens e em culturas. formuladas a priori. Existe um principio ético que constituem o transfundo de uma cultura social e política democrática e pluralista se modula de distinta forma nos distintos modelos de vida social. e resultam num mesmo a ajuda mais valiosa para tomar decisões que os princípios de uma suposta razão pura. expressados em formas de maiorias de atuação. Além da dedução e indução. entendendo por retórica a arte de relatar juízos prováveis sobre situações individuais e concretas.Estatística pressupõe a uma substituição dos princípios ou axiomas pelas máximas. nenhum interlocutor válido pode ser excluído a priori da argumentação quando está implícita as normas que a afetam. K. A ética tem a missão fundamentar a dimensão normativa da moral coincide em Apel e Habermas as quais deveu de ética comunicativa a ética de 90 . entendidas como critérios sábios e prudentes de atenção pratica no que coincide todo o mundo no menor a maioria.

- As exigências de uma moral críticas colocadas pelo principio da Ética discursiva. de sorte que as conseqüências sejam benéficas. A ética social Também chamada de ética de sob intenção. Por isso é necessário transitar da lógica da ação individual a da ação coletiva. A ética deontológica tem uma estrutura aplicada. - O marco jurídico político corresponde à sociedade em questão. expressado na constituição e na legislação urgente. O princípio da ética do discurso é uma orientação. dizia Apel. O novo imperativo ético junta Apel com Habermas: “trabalha sempre de tal modo com situação vai encaminhada a por os seres de uma comunidade ideal de comunicação”. 91 . porque é nas formas referentes modelos de vida social onde está o transferindo do princípio ético. empresa.responsabilidade: “trabalho com o se não como nos membros de uma comunidade ideal de comunicação”. a economia. Ou como diz Habermas: “trabalhar como se fossem válidos daquelas normas de ações com as que poderiam estar de acordo todos positiveis afetados como participantes num discurso pratico”. - Os mecanismos adequados para ameaça-los uma sociedade moderna. mas que pode ser uma hermenêutica critica. e pode ser entendida como ética aplicada em que e mais importante a inteligência da boa vontade. ecologia. meios de comunicação às organizações e instituições sociais e as atividades profissionais e ofícios: - As metas sociais e seus sentidos. A ética pode ser dividida em: sanitária (medicina e enfermagem). - As exigências da moral avaliam como alcançar a sociedade. investigação tal a terminológica. o que significa que precisamos contar com outras tradições éticas para compor o modelo de aplicação. Esta forma mostra como descobrimos diferentes modos de vida a peculiar modulação dos principio comum. Ética Hermenêutica. moralizar as instituições e as organizações.

É igual a equidade e a justiça como valor típico de moral e a questão da eficiência como valor mesmo da 92 . no que os recursos são escassos e as necessidades são muito amplas e variadas. O princípio de justiça é o mais recente na consciência medica e na consciência social. investigação com humanos que até os direitos dos animais. a sorte provocada. fertilização in-vitro. Um mundo como o nosso. eutanásia.1 – O Âmbito da Ética Aplicada. um conjunto de conhecimento que coloca as mãos das pessoas o poder de decidir o futuro da evolução biológica de muitos seres vivos à espécie humana. A bioética seria uma pratica. Gen . clonagem. sanitário) e que permitem aplicações discutíveis como a possibilidades de criar novos tipos de seres humanos a partir de modificações genéticas: inseminação artificial. uma maneira de enfocar toda a ética desde a perspectiva da vida ameaçada.ética é aquela que trabalha no terreno da engenharia genética ou deporta algum receio nos setores sociais. desde do sexo dos embriões. Pertence ao caso da bioética: o anuncio. Ela trabalha com técnicos desenvolvidas no campo que permitem aplicações e erradicações de certas enfermidades hereditárias ou a conseqüências de novas espécies de animais e vegetais que possam ser úteis a humanidade por qualquer motivo (econômico. ecológico. recontamos de critérios para administrar tais recursos de tal maneira que o resultado seria considera justo. Ética Econômica é aquela que considera as questões econômicas nas suas relações com a ética. O princípio de justiça que tenta responder a pergunta: quem deve receber os benefícios da investigação e sofrer nas cargas. A questão essencial da ética econômica. Bioética e aquela que trabalha desde questões ecológicas a clínica.

tanto nos mistérios da empresa como de cara ao exterior. o tratamento de produtos tóxicos. as empresas que aditam certos valores éticos como guia de seus comportamentos. 93 . Se as empresas como se pensa em geral tem a convicção de que o negócio é negociar em geral os negócios e as gestões de uma empresa e precisa deixar uma ética comum de administração e concentra na obtenção de benefícios com todos os meios a nosso alcance. a contaminação das águas. Esta trata da ética dos negócios. tendo como único limite os do comprimento da legalidade e a sujeição das leis do mercado. como se relaciona a forma da empresa (provedores e consumidoras).economia a atividade de economia. porque se entendemos que o fim social da economia é a satisfação de necessidades humanas. a equidade se converte numa das condições que fazem possível uma verdadeira eficácia. A economia é uma atividade social. e atmosfera. chuva a vida. Ética empresarial é aquela que trata sobre a Ética cívica. a biodiversidade. uma forma de contribuir a manutenção e melhoria da própria sociedade. Emissão uma compreensão para produzir bens e serviços junto com uma distribuição para o consumo de produto. se as empresas que constituem o pular fundamental da atividade econômica moderna. e denominadas classes de medidas eficazes para fazer frente aos problemas tão graves como a desflorestação. Ética Ecológica trata do desenvolvimento sustentável. podem adotar uma razão moral em seus comportamentos. a camada de ozônio. A equidade não se opõe a busca da eficácia econômica. que restaura o valor da confiança.

tempo brasileira. R. Tratado da razão crítica. 1988. O. 94 .P.1998. S. S. RAWLS. Ética. S. Civilização Brasileira.. Ética. R. Sinodal. Teoria da Justiça Martins Fontes. K. VASQUEZ. O Vols. HABERMAS. H.J.BIBLIOGRAFIA. Abril Cultural S. D. ALBERT. D. 1998 (Pensadores) BONHOEFFER. HUME. Ética a Nicômaco. A. Tempo Brasileiro.S.. 1998. 2002. R. J.P. J. 1980 APEL. Loyola. S. P. A transformação da filosofia.P. 2000. Tratado da Natureza Humana Martins Fontes. Consciência moral e ação comunicativa. 2000. J. ARISTÓTELES. RJ.