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16 de Janeiro de 2010

Melhor privado, melhor gasolina, melhor Mitsubishi e melhor português à chegada


Sexto lugar final corresponde ao seu quarto melhor resultado de sempre num Dakar

Carlos Sousa é o melhor dos não-oficiais


no final da 32ª edição do Dakar
Precisamente no dia em que comemora o 44º aniversário, a confirmação de um resultado que
premeia o talento e uma actuação a todos os títulos brilhante... Em estreia no figurino sul-americano
do Dakar, Carlos Sousa logrou ser o sexto classificado. Mas mais importante do que o resultado à
geral, destaque para o facto de ter sido o primeiro piloto não-oficial e o único a impedir que as
formações da Volkswagen e BMW monopolizassem o top-6 da classificação final. Com motivos
pessoais e desportivos que justificam os festejos à chegada a Buenos Aires, Carlos Sousa volta a
provar o porquê de ser considerado o melhor piloto nacional da história da disciplina e um dos
melhores do mundo na actualidade…

“Está feito!” – exclamou Carlos Sousa, minutos depois de concluir a sua 12ª participação no maior e
mais difícil rali do mundo. “É um orgulho poder estar novamente à chegada de um Dakar e partilhar
esta atmosfera única. Sinto que fiz uma excelente prova face a todos os condicionalismos com que
iniciei esta edição. E o resultado final – o sexto lugar – deixa-me orgulhoso a todos os níveis, com a
plena satisfação do dever cumprido. Sinceramente, acho que era impossível aspirar a melhor”,
destacou ainda o piloto, já em jeito de balanço a estas duas semanas de prova.

Para trás, ficaram nada menos do que nove mil quilómetros de percurso total e quase 4.800 disputados
contra o cronómetro, distribuídos por 14 etapas e os mais variados tipos de terreno: 939 quilómetros de
dunas, 3.178 de pistas em terra e 689 de caminhos em… pedras.

Provando a sua dureza e o epíteto de “maior rali do mundo”, o Argentina-Chile Dakar 2010 deixou pelo
caminho quase 50 por cento dos 362 participantes que se apresentaram à partida, em Buenos Aires, no
passado dia 1 de Janeiro. Hoje, no regresso à capital do país das Pampas, o pelotão já só era constituído
por 57 automóveis (largaram 134), 88 motos (contra 151), 14 quads (25 à partida) e 28 camiões (dos 52
iniciais).

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Protagonizando uma prova em crescendo e fazendo uso da sua enorme experiência e impressionante
regularidade, Carlos Sousa apenas por um dia (logo o primeiro) se viu afastado de um lugar no top-10 da
geral – o objectivo que estipulou à partida para esta edição. E mesmo aí, num 11º lugar, a escassos 14
segundos de diferença do décimo…

Em compensação, “saltou” para sétimo logo a partir da segunda etapa, para na seguinte chegar a sexto,
dois dias depois a quinto e logo de seguida a quarto da geral, igualando provisoriamente a sua melhor
classificação de sempre num Dakar. Após uma “complicada” sétima especial, mesmo na véspera do dia
de descanso, o português ainda regressou ao sétimo posto durante dois dias, para a partir da nona
etapa se fixar, em definitivo, no sexto lugar da classificação.

Mas mais do que o resultado à geral – o seu quarto melhor de sempre em 12 edições (já tinha sido
quarto em 2003 e quinto em 2001 e 2002) e sétimo da carreira incluído no top-10 final –, o principal
aspecto a ressalvar é mesmo o facto de Carlos Sousa ter sido o único a conseguir imiscuir-se na luta de
gigantes que opôs as duas equipas oficiais do pelotão. Basta ver que deixou a quase 50 minutos o Race
Touareg de Giniel de Villiers – apenas e só, o vencedor da última edição do Dakar – e que ficou a apenas
29 minutos de uma presença no top-5 final. Talvez com um restritor normal, talvez sem aquela hora
perdida na sétima especial…

“O PRIMEIRO DOS OUTROS”

Primeiro piloto não-oficial, vencedor da categoria reservada aos carros a gasolina, melhor Mitsubishi e
melhor português na corrida automóvel (com 2h49m de avanço para o segundo melhor piloto luso),
Carlos Sousa tem realmente motivos de sobra para fazer um balanço altamente positivo desta
participação: “Para quem estava afastado da competição há seis meses, não disputava um Dakar há
três anos e não conhecia o actual figurino sul-americano, é claro que o resultado final superou as
minhas melhores expectativas. Mais a mais, tive de adaptar-me a um novo navegador e a uma nova
motorização no Racing Lancer… Mas é evidente que a maior limitação esteve no facto de partirmos
para esta prova com um injusto e insólito ‘handicap’ no nosso carro, prejudicando sobremaneira a
nossa performance nas etapas mais rápidas, sobretudo ao nível da velocidade de ponta”, lamentou o
piloto, hoje a comemorar o seu 44º aniversário.

“Aliás, isso foi hoje mais uma vez perfeitamente visível. Quase parecia o carro-vassoura, com toda a
gente a ultrapassar-me em pista. Rectas, rectas e mais rectas e o pedal quase sempre a fundo. Pouco
mais havia a fazer na especial de hoje. Enfim, o resultado de hoje não foi brilhante, mas o principal já
estava feito. À nossa frente terminaram apenas cinco carros oficiais, três da Volkswagen e dois da
BMW, e todos diesel… Julgo que é importante reflectir neste aspecto e ponderar uma eventual
presença em 2011 numa viatura diesel. Para já, contudo, é tempo de festejar e saborear esta
excelente classificação. Amanhã (domingo) acredito que vamos ter um fim de festa em grande no
pódio de Buenos Aires. E se hoje sou eu a fazer anos, amanhã é a vez de o Matthieu (Baumel)
comemorar o seu aniversário. Na verdade, também ele está de parabéns pela magnífica prova que
realizou”, conclui Carlos Sousa.

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CLASSIFICAÇÃO ETAPA 14
1º Al-Attiyah VW 1h19m42s
2º Sainz VW + 36s
3º Chichérit BMW + 43s
4º Peterhansel BMW + 1m08s
5º Miller VW + 1m39s
(…)
15º SOUSA Mitsubishi + 5m49s

GERAL FINAL
1º Sainz VW 47h10m00s
2º Al-Attiyah VW + 2m12s
3º Miller VW + 32m51s
4º Peterhansel BMW + 2h17m21s
5º Chichérit BMW + 4h02m49s
6º SOUSA Mitsubishi + 4h31m45s

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