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-

INSPETOR DE INSTRUME - NtAÇÃO NIVEL 1

,

CONSTRUÇÃO, MONTAGEM E CONDICIONAMENTO DE ' INSTRUMENTAÇÃO.

• atlp

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~

PErROBRAS .

.Ministé ri o de Minas e Energ i a

GO V ERNO

P A i s

RI C O

FE DE RAL

I ~ ~ ~ """IL

t PA is

S EM P O B RE Z A

lNDICE

APRESENTA Ç ÃO

1 5

DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

17

1 TRA T A M E NT O M ET R O L ÓG I CO

19

1 DEFINiÇÕES USADAS EM INSTRUMENTAÇÃO

. 1

19

1 F aixa de me d içã o ( V IM 5. 4 )

. 1 . 1

20

1.1 . 2

Grande z a ( Men s ur á vel )

21

1

. 1 .3

U n i d ad e de M e d i d a

21

1 Sistem a de Un i dades

. 1. 4

21

1 R e s ulta do de uma mediçã o

. 1 . 5

2 1

1 Valo r Ve r dade i ro Conv e ncional

. 1 . 6

21

1 . 1 . 7

E

r ro ( E )

2 2

1 Erro Aleatór i o ( Ea )

. 1 . 8

22

1 . 1 . 9

E

rr o S i s t e má t i co Es ( V I M 3 . 14)

22

1 Correç ã o ( VIM 3 . 15 )

. 1 . 1 0

2 3

1.1 . 11

In

s tr u me n t o de M ed içã o

2 4

1 Sis t ema e Medição

. 1 . 12

2 4

1 Escal a d e u m I n st rument o

. 1 . 13

24

1 Valo r de uma D i visão

. 1 . 1 4

24

1 . 1 . 1 5

A

j u s t e ( deu m i ns tru m e n t o ) d e M e d i çã o ( VI M 4 .30 )

24

1 Regulagem ( de um inst ru mento ) d e Med içã o (4 . 3 1)

. 1 . 16

2 4

C

1 ali b r a çã o ( d e um in s t r um en t o ) d e Me d içã o ( VIM 6 . 11 )

.1. 1 7

2 5

1 a st r eabilidade

. 1 . 1 8

R

25

1 Pad rã o

. 1 . 19

26

1 . 1 . 20

F ai x a Nom i na l ( RANGE )

2 6

1 . 1 . 21

A m pl itu de da F ai x a No min al ( SPAN ) ( VIM 5 . 2 )

26

1 Cond i ç ões de r efe rê nc i a

. 1. 22

2 6

1.1 . 23

Se n s i b i lid ade

27

1 .1 .24

Resolu ç ão ( de u m d i sposit i vo mostr ado r) ( VIM 5 . 12 )

2 7

1 25

. 1.

Zo na M o rta

27

1 26

. 1.

De r iv a

28

1 . 1 . 27

Tempo de Respost a

28

1.1.28

E

x a ti dão de um Ins tr umento de Medi çã o '

2 8

1

. 1 . 29

Classe de E x a t id ã o ( VI M 5 . 1 9 )

28

1 . 1 . 30

Erro ( de Indica ç ão ) de um Inst r umento de Med i ção ( VIM 5 . 20 )

 

29

1 . 1 . 31

Tendê n c i a ( de u m I nst r umento de Medição )

30

1 . 1 . 32

Histeres e

30

1 . 1 . 33

Repe t i t iv i dade ( de um Ins t r u mento de M edição ) ( V IM 5 .27 )

3 1

1 . 1. 3 4

Erro F i duc i al ( de um I nst ru mento de Medi ç ão )

32

1 . 1 . 35

Incerteza da Medi çã o ( VIM 3 . 9)

32

1.1

. 36

Rangeab i l i dade ( La r gu ra de Fa i x a )

33

1 . 2

 

APLICAÇÃO DO VIM DURANTE A CAL l BRAÇÃO

34

1 . 3

PROCEDIMENTOS USUAiS

35

1 . 3 . 1

Le it u r a dos valo r es e re g i stro dos r es u l t ados

3 7

1.

4

ALGARISMOS SIGNIFICAT I VOS E REGRAS PARA

ARREDONDAMENTO

 

38

1 . 5

 

OPERAÇÕES COM ALGAR I SMOS SiGNIFiCATiVOS

 

42

1 . 5.1

Ope raçã o de adi ç ão e s u bt raçã o

4 2

1.5.2

Opera ç ões de multiplica ç ão e divisão

 

4 3

2

I NTRODUÇÃO À CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE I N STRU M ENTAÇÃO

 

. 4 5

2 . 1.1

Receb i mento e a r ma z enamen t o

 

46

2 . 1 . 2

Calibração :

47

2.

1 .3

Montagem :

4 8

2 . 1. 4

Condic i onamento de

ins tr umentos e painéis:

 

4 8

2 . 1 . 5

Preservação :

4 8

2 . 1 . 6

I nspeção

de r eceb im ento

 

4 9

2 . 1 . 7

Inspeção

de receb i mento dife r enc i ada

50

2 . 1 . 8

Ma t eriais

de instrumentação de uso geral.

50

2 . 1 . 9

Painéis de ba ix a tensão , de cont r ole , de alarm e e t c :

 

5 1

2.1

. 10

Inspe ç ão v i sual

e m ecânica :

 

5 1

2 . 1.11

Ver i ficações elét ric as :

"

53

2 . 1 . 12

V erif ica ç ões

espec i ais . "

 

"

""

"" "

"

"

55

2 . 2

INSTRUME 1 ' H OS DE CAMPO TRANSMI SSORES , IND I CADOR E S E ACESSÓRIOS

 

56

2 . 3

INSTRUMENTOS

DE

CAMPO

( VÁLVULAS

 

DE

CON T ROL E ,

SEGURAN Ç A ,

EMERGÊNCIA E ACESSÓR I OS ) :

 

""

"

"

"

 

56

2 . 3 . 1

Analisadores e detetores "

 

57

2 . 3 . 2

Bobinas de cabos , mult i cabos e cabos de e x te n são "

 

"

5 7

Equ i pamen t os que possuam i nst r ume nt ação acop l ada ( s ki d mou nt aded )

" " . ""

""

58

2 . 3 . 3 2 . 3.4

2 .3 . 5

Procedimen t o de inspeção e teste " " ." ." " .""

"""

Recursos Humanos

" . "". "

" "

""

"

" " "

"" " " . ""

"

"."""."""

" " "

" "

" """" " """

"."" 58

58

2.3

. 6

Documentos de confcrrnidade .c. r

"

".""" " ." "

"" " " . """"" " " " " "." ""."

"

 

"

"" " "

"

"

" 59

2 . 3 . 7

Aspectos técnicos da execução do recebimento "

" " "" " " .""" " "" " "" " " " " " "

"" " """" " " " " "

 

60

2.3

. 8

T i pos de locais de a r mazenamento . i .c . c . c .

v.

""

""

 

"

"

"

6 1

2.3

. 9

Aspec t os t éc n i c o s d a e x e cuçã o d o r eceb i m en to e armaz e namen to

6 4

2

. 3 .1 0

V

á lv ula com d a no

devido a arma z enamen t o i n a d e q ua do

 

6 4

2.4

MONTAGEM

 

66

2.

4 . 1

It

ens ge ra i s de m o nt a g e m

66

2

. 5

ITENS ESPECíF I COS DE M ONTAGEM

 

69

2

: 5 . 1

Documentos de conformidade

7 5

2

. 5 . 2

As pe ctos t écn ic os d a e x e c u ç ã o de mo nt a g e m e de in sp eçã o de m on t a g e m

7 5

2

. 5 . 3

Cond iç ões Espe cífi cas

 

7 6

2

. 5. 4

I

nstrumentos

de Tempe r atu ra

77

2

. 5 . 5

In

st r um e nt os

de P r e s são

7 8

2.5

. 6

Instrumentos

de Va zã o

 

7 8

2

. 5 . 7

Inst r umentos

de N í vel

7 9

2

. 5 . 8

Vál v ul a s de Co ntr ole , d e Seguran ça e Solenó i de

 

7 9

2

. 5 . 9

Analisadores e Detetores

 

8 0

2

. 5 . 10

Aspectos de SMS

80

2

. 5 . 1 1

Reg i s tr os

81

2

. 5 . 12

Condicionamento

8 1

2

. 5 .1 3

P

r oced i men t os - I t ens espec í f i cos

8 6

2

. 5 . 1 4

E

m ensaios e testes :

8 7

2

. 5 . 15

Recursos Humanos

 

90

2

. 5.16

Doc u men t os de co n fo r m i dade

90

2

. 5.17

Aspec t os t écnicos da e x ec u ção dos testes

91

2

. 5.18

Aspectos de SMS

 

:

92

2

. 5 . 19

Re g is tr os

 

92

2

. 5 . 20

Preservação

93

2

. 5.21

P

r oced i men t os - Itens específ icos

95

2

. 5.2 2

Rec ur sos Hu m anos

 

9 5

2

. 5 . 23

Documentos de confo r midade

:

.

.:

96

2.5

. 2 4

Aspectos t écnicos da e x ec u ç ã o de preserv aç ão e de i ns p e ç ão de pr ese r va çã o

96

2.5

. 25

Sala de Cont r ole e p a i n é i s loc a is

 

9 7

2.5

. 26

Instrumentos de campo

97

2

. 5 . 27

Aspectos de S M S

98

2

. 5 . 28

Reg i s t ros

98

2

. 6

RESISTÊNCIA MECÂNICA E ESTANQUEIDADE

 

99

2

. 6 . 1

Objet i vo e aplic aç ão

 

99

2.6.2

Documentos de r efe rê nc i a

99

2.6

. 3

Desenvolvimento e descrição da técnica

1 00

2

. 6.4

Recome n dações técn i cas e de qualidade

1 0 1

2

. 6 . 5

R

e co mendaç ões esp e c í f i cas p a r a ca d a tes te

1 02

2

. 6 . 6

Forma de aplica ç ã o

 

103

2

. 6 . 7

C

rit é r io de a cei taçã o

10 4

2

. 6 . 8

Fin a lizando o teste

 

10 4

2

. 6.9

Regis t ros

104

2

. 7

TESTE DE RESIST Ê NC I A DE I SOLAME N TO

1 05

2

. 7 . 1

Objetivo e aplica ç ão

 

1 05

2

. 7 . 2

Doc um en t os de refe r ên ci a :

1 0 5

2.7.3

Desenvolvimento e desc riç ão da t é cnica

105

2

. 7 . 4

Ve rifi ca ç ões e tes t es a n te s do i n í cio d a cal i b r a çã o :

1 0 6

2.

7 .5

Teste dos bornes cont r a a est r utu r a ou invóluc r o

106

2

. 7 . 6

Re gi st r os dos r esul t ados :

 

1 0 6

2

. 7 . 7

C

rité r i o de a cei t a ç ão

1 06

2

. 8

TESTE DE RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO DE CABOS E MULTICABOS

10 7

2

. 8 . 1

O

bj e t ivo e ap l i c aç ão

10 7

2.8.2

Documentos de r e f erência :

 

10 7

2

. 8 . 3

Desenvolv im ento e desc riçã o da té cn i ca

1 0 7

2

. 8. 4

Ve r if i ca ç ões e t estes an t es do i n í cio d a calíb r a ç ã o :

108

2

. 8 . 5

Testes dos condutores cont r a a malha

108

2

. 8 . 6

Tes t e de conduto r a condu t o r .

108

2

. 8 . 7

Registros dos resultados

 

109

2

. 8 . 8

C

ri t éri o de ace it a ç ão

1 09

2

. 9

TESTE DE CONTINUIDADE EM CIRCUITOS DE PA I NEL E CABOS

110

2.

9 . 1

Objetivo e apl i c aç ão

 

11 0

2.9.2

Documentos d e refer ê ncia

1 10

2

. 9 . 3

Desenvolv i mento e descriç ã o da técnica

:

1 1 0

2

. 9. 4

V

i s ua l

1 1 0

2.9

. 5

Tes t e de continuid i d e

 

11 1

2.9

. 6

Reg i s t ros dos resu lt a dos

111

2.9.

7

C

r ité r io de ac e i tação

11 1

2

. 1 0

TESTES DE TENSÃO APLI CADA

1 12

2

. 10. 1

Objet iv o e aplica ç ão

 

1 1 2

2.10

. 2

Documentos de refe r ênc i a :

112

2.10.

3

Desenvo l v i mento e desc r iç ão da t é cn i c a

1 12

.2.10. 4

Verifica ç ões e tes t es antes do início da calibração :

112

2

. 10. 5

Tes t es dos bornes cont r a a est r u tur a ou i nvólucro

1 1 3

2

. 10.6

Reg i st r os dos resul t ados

 

1 1 3

2

. 10.7

C

r itério de ace i tação

11 3

2

. 11

INSPEÇÃO DE CABOS

 

114

2.11

. 1

Análise de documentação :

1-14

2.11

. 2

E x ame visual e x te r no :

114

2

. 11 . 3

E x ame visual e x terno

115

2.11.

4

E x ame visual interno

115

2.11.5

E x am e dimensional

116

2

. 11 . 6

Ensaios

de Rotina

116

2

. 1 1 . 7

Ensa i os Espec i ais

 

117

2.12

 

ENSAIOS DE TiPO

117

2

. 12 . 1

Elé t ri c os

117

2.12

. 2

Não - elétricos

117

2

. 12.3

Complementa r es

:

118

2

. 12.4

Inspeção final

118

2

. 12 . 5

Procedimentos

de teste e calibra ç ão de válvulas

1 18

2

. 12 . 6

Teste do atuado r

 

118

2

. 12 . 7

Pos i cionadores

119

2

. 12 . 8

Posicionadores eletrônicos

1 22

2

. 13

ATUADORES

124

2.

1 3 . 1

Atuado r es elétr i cos

 

· .12 4

2

. 13.2

Atuadores pneumáticos

1 25

2

. 13 . 3

Indicado r es de posição

1 25

2.13.4

Teste nos corpos e vedação de válvulas

1 26

2

. 1 4

GRAUS DE PROTEÇÃO

130

2

. 15

CLASSE DE TEMPERATURA.

1 32

2.16

 

CERTIFICAÇÃO

1 32

2

.1 7

CERTIFICADO DE CONFORMIDADE

1 33

2

. 17.1

Marca ç ão

133

2

. 18

REQU I SITOS PARA I NSTALAÇÃO

 

1 3 4

2

. 19

SISTEMAS COM ELETRODUTOS

1 35

2

. 20

SISTEMA

COM CABOS

136

2

. 21

SISTEMA MiSTO

 

137

2.22

 

INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EX-I

137

ANEXO

 

1 39

BIBLIOGRAFIA

 

151

LISTA DE FIGURAS

Figura

1 -

Gráfico de r epresenta ç ão do Erro

23

Figu r a

2 -

G r áficos de representa ç ão da Histe r ese

31

Figura

3 -

Gráfico de representação da repetitividade

32

F

i gura

4 -

Leitura

da escala

4 0

F

i gu r a

5 -

Leitu r a

da escala

4 0

Figura

6 -

Leitura

da escala

41

Figura

7 - Montagem de componentes na régua n u m painel sem acompanha m ento na fá brica

54

Figura 8 - Válvula armazenada deitada e sem a p r oteção nos f langes ( esquerda ) e a d ir e i ta v á lv u la danificada no transporte

61

F

i gu r a

9 -

Válvula dan i f i cada dev i do a a r mazenamento i nadequado

6 4

Figura

10 -

Cone x ão dos conduto r es no equipamen t o

107

Figura

11 -

Indicação do megômetro

108

Figura

12 -

Teste

de condutor

1 09

Figura

13 -

Tipos

de Atuadores

1 19

Figura

14 -

Atuador pneumático com mola

120

Figura

15 -

Esquema de um posicionador e atuador com mola

120

Figura

16 -

Posicionador eletropneumático

121

Figura

17 -

Posicionador manual .

122

Figura

18 - Pos i c i onadores eletrônicos

1 23

Figura 19 -

Atuado r elétrico

124

Figura

20 -

Atuador pneumático :

125

Figura

21 - Indicador de posição

1 26

Figura

22 - PIT : Programa de inspeção e testes de uma válvula

128

Figu r a

23 - Graus de proteção

130

F

i gura 24 - Documentação

 

131

Figura

25 - Certificado de conformidade

133

Figura

26 -

Terminologias do certif i cado

1 34

Figura

27 - S i stema Misto

 

1 37

LISTA DE TABELAS

Tabela

1

-

Reg i st r o

da

le i t u ta

du ra n t e a cal i bração

 

3 2

Tabela

2 -

Regist r o

da

leituta

1 durante

a calibra ç ão

de u m manômetro

3 8

T

a bel a

3 - Registro

da le i tuta

2 dura nt e

a calibração

de um manôm e tro

3 9

, ,

APRESENTAÇAO

Nesta série de materiais desenvolvidos Pet r ob r as par a Inspeto r d e In st r ume n ta ç ão

/ o u t o t a l m en t e. ABNT .

e

para o projeto Prominp -

Ní ve l 1 s er ão co m pil ada s a lg um as N orm a s AB NT , parc i a l

I sso s e d e ve ao f ato de a Pet r obras p os s u ir l ic en ça de u so e x c lu s i v o das N o rmas

para os cu r sos d e qu a lificaç ã o

Ta m b é m f oram ut il iz adas N o r mas PET ROBRAS p a rci al

de uso e x clusivo para qual i f i ca ç ão do pessoal para atua ç ão em suas unidades pelo Pro j eto Prom i n p .

e / o u t ota lm en te , po r se trat a r d e u m mat e r i al

Pela co m ple x i d a de

qu e surg ir alguma apl i cação espec í f i c a , el a deve rá se r a g r egada nes t e mater i al ao qu e e stá ex pos t o .

do tema , não f or a m esgo t adas a s n o r ma s p ertine ntes

a o ass u nto . À m ed ida e m

E

condicionamen t o de s i stemas

ar

sistemas e / ou i nstrumentos

st e

ma t e r ial

tem como

ob j e t ivo

f ix a r

as condi ç õ e s

e xi gíveis

na const r u çã o ,

e

i ncl ui ndo o receb im e nto , e ace ssó ri os , quai s o s

mo nt agem

de i nstrumen t a ç ão ,

mon tage m , teste e c a l i b raçã o d e in s tru m en t os

controle e a uto maçã o ,

ma z e nam ento , p r eservaç ã o ,

aplicados e os requisi t os técnicos e p r át i cos r ecomendados .

Ap li cam-se os segu in t e s s i s t emas o u i ns tru mentos :

1 ) sistemas

n í vel ;

s i stemas

de medi ç ão , . tr ansmissão e controle d e temperatura ,

de r edes i ndust ri a i s , SDCD , PLC e r e de s de c amp o ;

d e pressão , de va z ão e de

2

3 v á lvulas de controle , v á lvulas de segu r ança , anal i sadores , de t ec t ores e pa i n é is ; s i s t e m as de ali m en t a çã o de e n e rg i a , de me d i ç ão e m lin ha e de m i s tura e m l i nha .

4)

)

)

DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

O s d o cument o s relac i onados

c ond i ci o n a m e nt o de in s trum entos .

a seguir contêm p r e s cr i ç õe s

vá li da s p a ra a co nstruçã o ,

m o ntage m e

Po r t ar ia M TE n Q 3 . 21 4 , de 08 / 06 / 7 8 - No rma R e gula m en tad o ra n Q 1 0 ( NR-10 ) Instala ç ões e S erv i ç o s

e m Elet r i c i d a d e ;

Po r ta ri a n Q 29 - V I M - Vocabulá ri o

PETROBRAS PETROB R AS PETROB R AS

N - 115 - M ontage m d e T u b u la ç õ e s M e tá lic as ; N-38 1 - E x ecuçã o de De s en h o e Outr os Doc um e n tos Té cni cos e m Ge r al ;

PETROB R AS N -1 591 - Ligas Me t áli c as e Metais - Identi f ica çã o

Po n tos ;

PETROB R AS

PETROB R AS PETROBRAS PETROBRAS PE T ROBRAS N - 1 7 35 PETROBRAS PETROBRAS PETROB R AS

In s trume nt açã o ;

PETROBRAS N-20 2 2 - Detalhe s de Inst a la çã o de Instr umentos de P r essão ; PETROBRAS N -2 15 4 - C la ss i fica ç ão de Á r eas para I n s t a laç ões E létr i c as em Re gi ões de P e r fur a çã o

e P r od uçã o ;

PE T ROBRAS N -2 166 - Cl a ss ifi ca ç ão de Áreas para Ins ta la ç ões El é t ri ca s em Re f i n a ria s de P et r ó l eo;

PETROB R AS N - 2167 - Classif i c açã o de Áreas par a Insta l a ç ões E l ét ri cas em Unidades de T ran spor te de Pe tr óleo , G á s e Der i vados ;

In t ernac i onal de Me t rolo g i a ;

N-1 2 - Acondicionamento e Embalagem de Válvulas ;

At r av é s de Testes pelo í m ã e por

N- 1 5 92 - E n sa i o Nã o - Des trutiv o

- Tes te pe l o ímã e p o r Po nt os ;

N -1 596 - Ens a io N ã o-Des t r ut ivo - L í q ui do Pene t r a nt e ; N-1600 - Constru ç ão , Montagem e Condicionamen t o de Redes Elétri cas ;

N-16 44 - Const r u çã o de F un da ç ões e de Est r ut ura s de Co n c r e t o A r mad o ;

- P in t ur a de Má q u i n as , Equip a me nt os

E

l é tri cos e I n s trum e nt os ;

N - 1882 - C ri térios para Elaboração de P r ojetos de I n st r umen t a ç ão ; N-193 1 - Material de Tubula ç ão par a Instru me nt a çã o ; N- 1 939 - Fo rmulári os p ara Co n struçã o , M o ntag e m e Con dic i oname nt o de

PETROB R AS N-2 2 69

PETROBRAS N - 2270 - Fabricação e Montagem de Linha de Impulso ;

PETROBRAS N-22 7 1

PETROBRAS N -2 2 7 3 - Ve rifi ca çã o , Cal i b r a çã o e Tes t e de Vá l vula de Con t r ole ;

PETROBRAS N - 2276 - Teste Hid r ost áti co e Pneumát i co pa r a L inh a de Impulso ;

- Ver i f i ca çã o , Ca li b r a çã o e Teste de V álvula de Se gur a nç a e / o u Al í vi o ;

- Teste Pneumáti co

pa ra Linh a d e A li m e n t açã o e S ina l ;

PETROBRAS

N - 2368 - Inspeção de V á lvulas de Segurança e Alív i o ;

PETROBRAS

N - 25 1 O - Inspeção

e M a n u ten çã o de I n s t ala çã o Elé tri ca e m A t mos f e r a E x p l os iva ;

PETROBRAS

N - 2595

- C r it érios

de P r oj e to

e M a nuten ç ão

p ar a Sistem a s In strume nta dos

d e

Se gur a nça e m U nid ades In dus tri a i s ;

AB N T N BR 5 4 2 6 - Pl a nos d e A m os trag e m

ABNT NBR 5 4 29 - Pl a nos de Amos t ragem AB N T NBR 1 0861 - P r ensa-Cabos ;

AB N T NBR

e Uso;

CNEN NE-3 . 01 - Diret r i z es B á sic a s de Radiop r ote ç ão ; CN E N NE-3 . 02 - Se r v iç os d e Rad i op r o teçã o ;

CNEN

NE - 5 . 0 1 - T r anspo rt e d e M ate riai s R a d i oa ti vos ;

ISA 5.1 - Inst r umentat i on , Symbols , and Identifica t ion ;

e P r oc ed i me n t os n a Inspe çã o po r A tri b ut o s ;

e Proced i mentos

na Inspe çã o po r Var i áve i s ;

1 41 05 - M a n ô m e tr os com Se n so r de

E l e m e nt o E lá s tic o - Reco mend a ç ões de F a b ri c açã o

I

SA

RP

12 .6 - W iri ng P r ac ti ce s fo r Ha z a r dous ( Class i f ie d ) Loca ti o n s

In st ru me nt a ti o n

Pa rt 1 ;

I

SA R P 1 6 . 5 - In sta l l ati on , Ope rati o n , M a inten a n ce

In st ru ct i ons fo r G la ss Tube Varia ble A r e a M e ters

(

Rot a m et er s ) ;

 

ISA RP 16 . 6 - Methods and Equipment for Calibration of Variable A r ea Meters ( Ro t am et ers ) ;

I SA

RP 31 . 1 - Spec ificati o n ,

A N SI B 2 . 1 - P i pe Th r eads ;

API RP

In s tal la ti on , and Ca l i b r a ti o n o f T u r b in e Flo wm e ters ;

520 PT I - S i z i ng , Selection , and I nstallation of P r essure- Rel i eving Dev i ces i n Refi ner i es ; Pa r t

1- S iz ing and Selec t io n ;

AP I RP 520 PT 11 - S izing , Se l ect i on , and I ns t allat i o n o f P r ess ur e- Re li e ving De v ices in Re f i n e ri es P a r t

I I - Ins t allat i on ;

API Spec 6d - Pipelines Valves ;

AP I S t d 526 - F l anged Steel Safety Relief V a lves ;

AP I S t d 52 7

AP I Std 600 - Bol t ed Bonnet Steel Gate V a lves fo r Petroleum and N atu ral Gas I ndust r ies ; ASME B16 . 5 - P i pe Flan ge s and Flanged Fit t ings ;

AS M E

- . Seat T i g h t n ess o f P r essu r e Re li e f Va l ves ;

B 1 6 . 3 4 - Val v es - F l a ng e d , T hr eade d , and W e l d i ng En d ;

N

EMA WC 5 - T he rm opl a s t ic- In sula t ed

W ir e and Cab l e fo r th e T ran s m issio n

and D i s tri b uttcn

o f

Elect r ical Energy ;

 

N

E M A WC 8 - E th y l e n e - Propylene-Rubbe r-In sula t ed

W i re and Ca bl e f o r th e Tran s mi ssio n

a nd

D

i s tri buti on o f Elec tr ic a l Ene r gy ;

NFPA 70 - Natio n al Elec tr ica l Code ; NFPA 72 - Nat i onal Fire Ala r m Code .

1 TRATAMENTO METROLÓGICO

1 .1 DEFINiÇÕES USADAS EM I NSTRUMENTAÇÃO

As definições a seguir colocadas foram obtidas do VIM ( Vocabulário Internacional de Metrologia) e devem ser usadas na instrumenta ç ão de fo r ma compulsória a t é pa r a u ni form i zar a nossa ma n e ira d e

e x pressar de forma cor r eta em um relatório ou mesmo i nformalmente numa d i scussão .

Devemos abol ir o uso de alg u ns termos ta i s como

1)

Repetib i lidade

(não e x iste no Vocabulário

Internacional

de Metrologia

( VIM) e nem nos

d

i cionár i os ) e s i m r epet i tividade .

 

2)

Precisão (não deve ser utilizado como e x atidão) e sim como repetitividade .

 

3 ) Afe riç ão ( e xi ste somente no VIM em português - usa r Cal i bração )

E x iste uma regra que é conhecida como a regra de ouro da metrologia em que o instr umento que se r á

usado como padrão deve ser t r ês vezes mais e x ato que o instrumento a ser cal i brado. Esta r egra

pode ser aplicada de duas formas :

A primeira destas formas consiste

inst r umento a ser cal i brado ( pode ser também uma med i ção ou uma tolerânc i a do processo ) ,

d

utilizaremos para calibrar (ou medir )

em conhecer a especi f icação

da tolerãncia

permitida no

que

i vidi r mos

po r t r ês e o valor ali encontrado

deve se r no mín i mo a resolução do instrumento

é que ao invés de usarmos a

resolu ç ão do inst r umento faremos à co r reção do valo r encon trado na calibração ou na m ediç ão, produzindo o que a metrologia conhece como " valor corri gido " (compensação dos efeitos sistemáticos

conhecidos). O valor encontrado na div i são por t r ês da tole r ânc i a pe r m i t i da no instrumento a se r calibrado ( também pode ser também uma med i ção ou uma t olerância do processo ) e o valo r a li encontrado deve ser no mínimo igual a incerteza do sistema de medida que estamos ut i lizando . Esta incerteza vem e x presso nos relatórios ou certifi cados de ca l ibração emit i dos pelos labo r ató r ios e tem uma forma padronizada sugerida pela metrologia internacional (ISO GUM) Devemos incentiva r o uso de alguns termos tais como :

emitidos no

A segunda é praticamente a mesma definição anterior . O que muda

1) Validação

(termo da ISO-900 1 ) que consiste em avaliarmos

os resultados

certificado de calibração em relação aos requ i sitos deste instrumento . Estes requisitos

podem ser construtivos (normas construtivas ou especificação de fab ri cação ) ou de uso

( tolerân c ia d a med iç ão que r ealiza r emos ) .

2 ) Veri fica ç ão : consiste em avalia r mos o i nstrumento an t es do uso pa ra ve r se ele ap r esen t a condições de uso . No caso de uma trena poderíamos verificar se ela ainda possui todas as

marca ç ões em toda a f ai x a , se o dispositi vo de encosto (aba no ze r o mm) co r rige as medidas i nternas das e x ternas ( não travado ou com folga e x cessiva ) , se não h á dob r as permanentes na fai x a. No caso de um termômetro poderíamos ver se a escala não soltou ou se a coluna não está segmentada. 3 ) Revalidação : cons i ste em valida r mos um instr umento , após decor r ido o prazo do programa de calib r ação , e atribui r mos um novo pra z o na mesma propo r ção para seu uso , sem uma nova calibração . A revalidação só pode ser e x ecutada em instrumentos de uso ma i s corriquei r o e que não tem como propo r ciona r alte r ação na sua escala ou mecanismo . Deve ser p r eced i d a de uma verificação ( ve r item anteri o r). A trena pode ser um e x emplo . Se houver um defeito tal como mostrado no i tem " verificação " ela tem que se r descartada . Se não houver nenhum destes defeitos pode ser revalidado o relatório de calibração inicial , já

que não há como esticarmos a escala sem percebermos esta deforma ç ão . 4) Fai x a de i ndicação ( VIM 4 . 19 ) : Conjunto de valores li mitados pe l as i ndicações e x tremas . 5) Para um mostrador analógico pode ser chamado de fai x a de escala;

6)

A faix a de indicação é e x pressa nas unidades marcadas no mostrador , i ndependentemen t e da un i dade do mensurando e é normalmente estabelec i da em te r mos dos seus li mites

inferior e superior , por e x emplo 100 ° C a 200 ° C ;

1.1.1 Faixa de medição (VIM 5.4)

Conjunto de valores de um mensurando para o qual admite-se que o erro de um instrumento de mediç ão mantém - se dent r o dos lim i tes espec i ficados . 1) " erro " é determ i nado em relação a um valo r ve r dadeiro convencional

No caso de transmissores é comum que a medi ç ão seja especificada para atender a um p r ocesso , porém não podemos esquecer que a transmissão ocor r e dentro de uma out r a fai x a . Quando

mencionamos que o " instrumento

esquecer que a transmissão é a melhor das var i áveis a ser observado se o instr umento mantém suas

caracterí sticas . A transm i ssão sendo de 4 a 20 m A , por e x emplo , a fa ix a é 16 mA Um instrumento de medição pode medir com um erro menor em determinada fai x a , po r ém em outra seu erro pode inviabilizar uma medida . Um exemplo é o caso de manômetro . Os manômetros

no caso de 25 a 75 % da faixa . Se

industriais tem uma faixa de medição numa faixa intermediár i a ,

consultarmos a NBR 1 4105 verificaremos que nesta f aixa sua tole r ância é menor. Já na parte inic i a l ,

mantém-se dentro dos limites especificados " não podemos

ou seja de O a 25 % e na final de 75 a 100 % a tolerância é maio r chegando em alguns casos a se r o dobro . Consulta r a NBR 14105 ( Tabela de tolerânc i a , d i mens i onal teste e ens i os )

1.1.2 Grandeza (Mensurável)

É o atributo de um fenômeno ,

quantitativamente determinado .

1) Temperatura da água

corpo ou substânc i a que pode ser qualitativamente

2 )

3)

4) Velocidade de um automóvel

5 ) Comprimento de uma mesa

Pressão do ar Volume de um reservatório

1.1.3 Unidade de Medida

d

i st i nguido

e

É a grandeza específica , definida e adotada por convenção , com a qual outras grandezas de mesma natureza são comparadas para expressar suas magnitudes em relação àquela grandeza .

Unidades de medida têm nomes e símbolos ace i tos por convenção .

1.1.4 Sistema de Unidades

É o conjunto das unidades de base e unidades derivadas, definido de acordo com regras específicas ,

para um dado sistema de grandezas . 1) Sistema Internacional de Unidades - SI

2)

Sistema de unidades - CGS

1.1.5 Resultado de uma medição

É o valor atribuído a um mensurando obtido por medição .

1.1.6 Valor Verdadeiro Convencional

É o valor atribuído a uma grandeza específica e aceito , às vezes por convenção ,

como tendo uma

incert e za ap r op ri ada para uma dad a f i na li dade .

1.1.7 Erro(E)

É o resultado de uma medi ç ão m e nos

o valor verdad e iro do mensurando .

Uma vez que o valor

ver dadeir o n ão pode se r d ete r mi nad o , u ti l i za - se , na p rá t i c a , u m valo r ve r dade i r o convencional.

1.1.8 Erro Alea t ório(Ea)

( VIM 3 . 13 ) É o resultado de uma med iç ão menos a média que resultaria de um infi n i to núme r o de

m ediç ões do mes m o m e n su r ando ef etuadas sob cond iç ões de r epe titiv idade .

( E , = E - E s )

E m raz ã o de que apenas um

deter m i na r u ma est i ma ti v a do er r o a lea t ór i o . As princ i pa i s ca r ac t e r í st i cas do e rro aleató ri o são q u e e l e está presente em todas as medições , var i a constantemente em módulo e sinal , durante as med i ções

e somen te pode se r determinado estatis ti camente através de uma sér i e de me d iç ões . O er r o aleató r io

é alt amente in f luenciado pelas condi ç ões de e x ecu çã o , seja do labo r ató ri o ( pad r ões / cond iç ões ambientais / ferramentas) , seja do operador ( treinamento / acuidade visual / sensibil i dade) . Temos , portanto , que ser bem cuidadosos quando tra t ar-se de equ i pa r um labora t ório pa r a a t e n dermos a essas condi ç ões operaciona i s para n ã o t e r mos um erro aleatório e x a g e r ado. O e rro aleató r io influencia a incerteza . Se tivermos um instrumento que no cer t ificado seja relatado um erro maior , compara ti vamente co m o ut ro com ce r te z a este seg un do teve a i nfl u ênc i a das cond iç ões de e x ecu ç ão influenc i ando , se não f o r do p r ópr i o in s tr umen t o j á q u e a r epet i tivid a de també m i nfl u enc ia a i ncerteza

de forma direta.

número f inito de medi çõe s ( amostr a ) pode se r f e it o , é p oss í vel a penas

1 . 1.9 Erro Sistemático Es (VIM 3. 1 4)

É a méd i a que resulta ri a de um in f inito n ú me r o d e m ed iç ões do mesmo me n su r ando , e f e t uadas sob condiç ões de r epe ti tividade , menos o valor ve r dadei r o do mensurando .

Em r azão de que apenas um número finito de med iç ões ( amostra ) pode se r f eito , é poss í vel apenas determi na r uma est i mat i va do e rr o sistemático .

Este erro é relatado

no certificado de calibração

e serve para e x ecuta r mos

a correção quando

e x ecutamos uma medi ç ão t a l qual como relatado no exemplo 2 do te r mo r esolução

As p ri nc ip a i s c ara cte rí s ti c a s

ser m ed i do po r i nst r umentos ou ou tros m eios e teo ri c a m ent e resultado final.

do e rr o s i stem á t i co s ã o q u e e l e vari a co nf o r me uma l e i o u p rin c í p i o , p ode

deve ri a

s em p r e

s er c o r r i g i do

n o

Figu r a 1 - G r áf i co de r epresenta ç ão

do E rro

o er r o sistemático vem e x pr es so nos ce rtif i cados de calib r a ç ão e resul ta do v alor obtido nas m ediç ões

(g e r a lme nte uma méd i a ) em r e l a çã o a o VVC .

Pod e ser corrig i do por se r conhecido . . sua part i c i pa çã o nos res u lt a dos .

Em a l guns casos n ão cor ri g i mos dev i do a não se r r e le van t e a

Ao utilizamos um paqu í me tr o que ap r esenta um er r o sistemáti co

cuja tole r â n cia é 0 , 2 m m, sabemos de antemã o que o er r o s i s t emá ti co considerar a i ncerteza)

de 0 , 0 1 mm p ar a medi r uma peç a

n ão a f e t a a l e itur a ( se m

1.1.10 Correção (VIM 3.15)

É o valor ad i cio na do algeb ri came nt e ao res u ltado n ão cor ri gido d e uma med iç ão para co m pensar um

erro sistemático . A correção é igual ao erro sistemático com sinal trocado Veja e x emplo da resolução .

A cor r e ç ão a que se r efe r e es t e ter m o do VIM é o que a pl i ca m os n uma m ed iç ão d e l abo r a t ó ri o , já q u e

não é comum usa r mos um inst r umento e o se u

cer t i f icado em med i das em loca i s f o r a do laboratóri o .

Muito embora poss í vel. Por este motivo ao lauda r mos um instr umen t o de trabalho , ge r almente o

pa râ me t ro b á s i co para aprovarmos é a sua espec if ica ç ão de f ab ri ca çã o ou no r ma . O m o tiv o pr in c i pal

é que ao d i sponib i liza r mos pa r a uso o usuá ri o v a i some nt e medi r, sem co r reção e sem nenhuma

ação metrológica sobre a medida .

out r a

1.1

. 11 Instrumento de Medição

É o d i spos iti vo c omple m enta r( s ).

uti liza do

pa r a

u ma

medi ç ão ,

1.1.12 Sistema e Medição

soz i nho

ou

e m

conjunto

com d i spos it ivo ( s )

É o conju nto completo de in s trum en t os de m ed iç ão e out r o s e qu i pa m entos a coplados pa ra e x ec ut a r

u ma m ed iç ão espe cífic a .

1.1. 1 3 Escala d e um Instrumento

É o conj un t o o r denado de m ar cas , associado a qualquer n um era ç ão , que f a z parte d e um di spos i t i vo

mostrador de um inst r umento de medi ç ão .

1.1.14 Valor de uma Divisão

É a diferença entre os valores da escala correspondentes a duas marcas sucess i vas .

1 .1.15 Ajuste (de um instrumento) de Medição (VIM 4. 3 0)

É a opera ç ão destinada a fazer com que um instrumento de med iç ão tenha desempenho compatí ve l

com seu uso . O aj u ste pode ser automático , semi-au t omá t ico

pad rão , consis t e e m compa r a r mos a um VVC. Temos , po rta n t o , que co ntro larmos a s con diç ões

amb i e nt a i s .

o u m a n ua l e co m o ele envolve um

A operação de ajuste pode ser feita num laboratório de calib r ação ou numa oficina de manuten ç ão de

ins t rumentos que possuam condições controladas , dev i do te r mos qu e ab r i r o in vóluc r o d o in st ru me n to

na mai or i a das vezes e a o mesm o t e m po co m pa r a r mos

com u m pad rã o .

1.1.16 Regulagem (de um instrumento) de Medição (4 .3 1)

É o a j uste realizado so m ente com os r ecursos dispon í veis no instrumento para o u su á r i o.

1)

Na medição de r es i s t ênc i a ôhm i ca o ato de in i cial m e nt e ze rar o o h m í metro .

Est e t ermo pode s er con f undido com a juste, p o r ém aqu i nã o h á a figu r a do pa drã o pod en do , po r t ant o ,

s e r e x ecutada em q ualquer l o ca l.

1 . 1.17 Calibra ç ã o (d e um in s trume nto) de Medição (VIM 6 . 11)

É o c on junto d e ope raçõ es que estab ele ce , sob c on diç õ e s e s pe c i f ic ad as ,

indicados po r um in s t r umen t o de me d içã o ou um sistem a d e m e di çã o o u valo re s r e p re sent a dos

u ma me d i d a m a teri al izada ou um m a teria l de re f e rê n cia , e o s va lo r es co rrespo ndente s da s grandezas

a r e laçã o entre os val o res

por

es

t a b e l ec i dos p o r pa d r õe s .

o

r esultado d e u ma calib r a ç ão pe r mit e t an t o o es ta belec im e nt o

d o s

v al o r es d o me n surand o para as

indicaçõ es , co m o a de terminaçã o das co rre çõ es a serem aplicadas. Uma c alibração p o de também de termi n ar o utr a s p r op rie d ad es m e tr o l ó gi c a s c o m o o e f e i to da s grand e za s de influência .

o r es u l tad o

de uma c a lib r a çã o pod e se r r egi s trad o e m um doc um e nt o , a l g umas ve zes den o minado

C

ERTI F I CADO D E CAL l BRAÇÃO O U R E LAT ÓR I O DE C AL l B RA ÇÃ O .

 

O

te r mo cal i b r a çã o é o ma i s conhecido da i ns trume ntaçã o.

Também é mu it o con fu ndido .

def

i n iç ão

pode m os obse r v a r q ue nã o s ã o ex ecu ta d a s

P e la a

aj u s t es o u reg u lage n s quand o r e alizam o s

ca li b r a çã o .

inclusive para a ISO 9001 e que deve a t e nder a out r as no r mas metrológicas t ambém . Podemo s c itar a

ISO 1 00 12 e a I SO 1 7 025 q u e são as ma i s im po r ta nt es

me tr o l og ia a p l i ca da , nã o d á pa ra n ã o a s co nhe c er .

é

Só t o m a m os

os v al o r es e os co l ocamos

num d oc um en t o

q u e se rv e co m um r egi s tr o ,

Co m o i ns t r um e ntaç ão

na m e tro l og i a .

O resultado , como mencionado é o " Cert i ficado de C a lib raçã o " que d eve co n t er os v a lo r es ob tid os em

seq üên c ias

pad rõe s p a ra seq u e n ci a r a r as tre ab i lid ade .

dos

O u tra s info rmaçõ es s ã o mu i t o i m p o rtant es , tai s co m o data,

e x ecu ta nte , t este s, etc .

de m ed içã o ,

a in ce rt e za

d e ca li b r a çã o ,

o s padr õe s

u s ad os

( t o d o s) a i n c erteza

1 . 1 . 1 8 R as tr eabi l idade

É a prop ri edade

r e f e rên ci a s es t ab el ec i das ,

con tí nua de compa ra ções , todas tendo incerte z as es t abe l ec i das .

do r es u l tad o

de uma m e d iç ão

o u d o v al or de um p a d rã o es tar re l acionado

a

ge r almen t e

a p ad r õ e s n ac i o n a is o u intern ac i o n a i s ,

atra vé s d e um a ca d e i a

1.1.19

Padrão

É a m ed i d a ma t e r ia li z ad a

medição destinado a def i ni r , realiza r , conse r var ou rep r oduzir u m a unid a de ou um ou mais valo r es d e uma grandeza para servir como refe r ência . E x emplos :

o u o i nst r u m ento d e medi çã o ou o m ate r i a l d e r e f e r ê n c ia o u o s i s t ema d e

1

)

M a ssa Pad r ão de 1 k g ;

2 ) Termômetro Cal i brado na RBC; 3) miliamperímetro padrão ;

4)

Manômet r o Digi t al Calibrado na RBC ;

5 )

Solu çã o de Re f e r ênc i a de pH .

1 . 1.20 Faixa Nominal (RANGE)

É a fai x a de indica ç ão que se pode obter em uma posição específica dos controles de um instr umento

de mediç ão .

Fai x a nominal é normalmente

" 100 º C a 200 º C " . Quando o limite infe r ior é zero , a fai x a nominal é definida unicamente em t ermos do

li mit e supe r io r , po r e x emplo : a f a i x a nom i na l de OV

def i nida em termos de seus l i mi t es infe ri or e super i o r, po r e x emplo :

a 100V é e x pressa co m o " 1 OOV " .

1.1.21 Amp l itude da Faixa Nomina l (SPAN ) ( V I M 5 . 2 )

É a diferen ç a , em módulo , ent r e

dois lim i tes de u ma fa i x a nom i nal. E x emplos :

1

)

Fai x a

Nominal de - 1 0

V a 10 V a amplitude da fa i x a nominal

é 20 V ,

2

)

Fai x a

4 a 20 mA a amplit u de da fa ix a nom i nal é 16 m A .

3

)

F ai x a

Nom i na l de No mi n a l de

1 a 5 V a ampl i tude da f a i x a no mi na l é 4 V .

 

Em algum a s á r eas , a diferen ç a ent r e o ma i or e o meno r valor é denom i nada

caso é co m os in s tru mentos

e todos os cálculos pa t a ve r i f i cação da espe c ificação t em de leva r i s t o e m conta .

fa i x a . O cuidado neste

q u e poss u em f a i x as i n i c i ando aba i x o do z e r o o u q u e n ã o i n i c i am em z ero

1.1.22 Condições de referência

São as condições de uso prescritas para ensaio de desempenho de um i nst r umento de medição , ou p ara intercompara ç ão de r esultados de med iç ões (t emperatu r a , u m i dade , p r essão a t mos f érica ) .

1.1.23

Sensibilidade

É a v ar ia çã o da r esposta de u m in st rume nto d e medi çã o , di v i d i d a pel a co rre spo n d ente

es tím ulo .

va r i a ç ã o do

1.1.24 Resolução (de um dispositivo most r ado r ) (VIM 5 . 12)

É a m eno r d i fe r e nça e n t r e indi cações de u m d i spos i t iv o m os trado r q u e pode

p er ceb i d a.

se r s ignifi ca t i vam e n te

Pa r a d i spositivo mostrador digital , é a varia ç ão na indica ç ão q u ando o dígito menos s i gnifi cat i vo v a r ia

de

uma un idade. Es t e c onc e ito ta mbém se apl i ca a u m d i spos i t i vo r eg i st r ado r . Po r v e zes é co nfundi d a

co

m a m e n or divi s ã o , po r é m a re so luç ão se m p r e depe nde de o u t r os f a t o r es t a i s como a l a rgura d e u m

po nt e ir o , a v i bra ç ão , o mecanismo de transmiss ã o e t c.

Há um componente

con diç ões do inst r umento podemos at ri bu i r um a r eso l u çã o , se o i ns tru m e nt o

m e no r d ivi são e m 10 (máxim o ) e e st a passa r á

com u m é 5 divisões . A pa r tir da í as med i das deverão se r compa tíve i s com esta d i visão .

na defini çã o que leva muito em co n s i de r a ç ão

a se r a reso luç ão

que é a percep çã o .

A lém d as

pe r m it i r , q u e é div i d i r a

do instr ume n to . Um o utro m u i to

( 3

vezes me l hor ) q u e

de melho r f o r ma

medi r e laudar u ma

pe ç a podemos usa r da resolu çã o como forma de faze r uma boa l eitu r a . Se tivermos u m paqu ím etr o para medi r um a peça com tole rân cia de 0 , 1 5 m m. T endo um paq uímetro com r esol uçã o d e 0 , 02 é de se espe rar q u e s eja r eal i zad a u ma bo a med i da . Co n s id e r an d o o caso de uma m ed i çã o m a i s

medição no campo , em que não temos o certi f ic a do de cal i bra çã o e prec i samos

É um dos t ermos que podemos ut ili za r pa r a a t ende r a espec if ica ç ão da reg r a de ou r o da m e tro l og i a

n o r m a lmente é ut i l i zada e m med iç ões . U m o utro t e r mo qu e a t e n de a est a regr a , e

é a in certeza q u e t em q u e se r t r ês vezes m enor pa r a um ins tru men t o pad r ão . Num a

elaborada pode m os us ar das i nfo r ma ç ões do ce rti fi c a do . Cons i de ra n d o o mes m o caso a n te ri o r , se n do

consultado o certificado encontramos

um erro sistemáti co

de 0 , 0 1 e uma incerte z a declarad a

no

certif i cado

de 0 , 005 te r emos

u ma m e d iç ão

mais cond i zen t e

co m as reg ras metr ológ i cas .

Mai s

just ifi cável

at é

q u e o e x e m p l o a nte r io r .

1.1.25 Zona Morta

É o i n t e r valo m áxim o n o qual u m est ímul o pode va r i a r em ambos os se n t i dos , se m p r od u z ir va ri ação na r espos ta de u m i nst r umento de mediç ão . A Zona M or t a , alg u m a s ve z es , pode ser d el i be r adamen t e

ampliada , de modo a prevenir varia ç ões na resposta para pequenas var i ações no estímulo.

1.1.26 Deriva

É a variaçã o lenta de uma característi c a metrológica de um instrumento de medição .

1.1.27 Tempo de Resposta

É o intervalo de tempo entre o instante em que um estímul o é submetido a uma variação brusca e o

instante em que a resposta atinge e permanece dentro de limites especificados em torno do seu valor

f i nal estável .

1.1.28 Exatidão de um Instrumento de Medição

É

a aptidão de um instrumento

de medição para dar r espostas

pró xi mas a um valor verdadeiro.

E

x atidão é um conceito qualitativo .

1.1.29 Classe de Exatidão (VIM 5.19)

É a classe de i nstrumentos de medição que satisfazem a ce r tas e x igências metrológ i cas dest i nadas a

conservar os erros dentro de limites espec i ficados .

U m a classe de e x atidão pode ser ind i cada po r um n ú me r o ou símbolo adotado po r conve nç ão

denominado índice de classe.

e

Podemos def i nir como sendo a aptidão de um instrumento de med i ção pa r a dar respostas pró xi mas a um valor verdadeiro

A e x atidão pode ser descrita de três manei r as :

1) Percentual

do Fundo de Escala ( % do F . E . )

2)

Percentual

do Span ( % do Span )

3)

Percentual

do Valor

Lido ( % do V . L . )

Para um sensor de Temperatura

com Range de 50 a 250 º C e valor med i do 100 Q C determine

o

intervalo provável do valor re al pa ra as segu in tes cond iç ões :

)

1 E x at i dão 1% do Fundo de Esca la

2 Valo r r eal = 100 º C ± ( 0 , 01 . 2 50 ) = 100 º C ± 2 , 5 º C

)

Neste caso só p r ecisamos

calibração com este instrumento . Veja o caso de um multímetro que usamos numa cal i b r ação e que

m ede a t é 2000

i sto permite ap r ova r o mult í metro mesm o que poss u a um e r ro

metrologia ( t r ês vezes mais e x ato que o instr umen t o a se r calibrado ) se ut i l iza r e m os este mu lt í met ro

pa r a ca li b r a r um t r ansmisso r

confiável por pe r mit ir um erro mu i to g r ande.

u ma boa

sabe r qual é o fundo de escala , m as nem se m p r e obteremos

mA. Se ap r ovarmos

um i n st rum e n to co m um e rro de 0 , 1 % do FE ( f u n do de esc al a )

de 2 mA . Como f i ca a regra de our o da

n ã o ofe r ece u ma r ast r eabi l i d a de

d e 4 a 20 m A ? Es t e i nst r um e nt o

1 E x atidão 1 % da fai x a ( Spa n )

)

2 Valo r r ea l = 1 00 º C ± ( 0 , 0 1 . 200 ) = 1 00 º C ± 2 , 0 º C

)

Mais co m um dos t r ês t i pos de especi f i ca çã o .

para c a l i b r a çã o . O mesmo caso do mu l tím e t r o ante r i o r que pode a masca r a r uma calib r a ç ão

não oferecer uma boa rast r eabilidade

ca li b r a ç ão seja in c luí da a f ai x a d e nosso inte r esse , n o caso de ° a 20 mA e e l e se j a va li d a do n es t a

fai x a , no m í n i mo .

Muit o c u i dado com a f ai x a q ue r e a l m ente

u t i l izar e m os

por e l e que na

se ele não for calibrado na fai x a de uso . É necessá r i o

1)

2 )

E x atidão 1 % do Valor L i do ( Instantâneo )

Valo r r eal = 100 º C ± ( 0 , 01 . 100 ) = 1 00 º C ± 1 , 0 º C

Muito i ncomum , mas tem instrumento pad r ão

que são só desta

forma. É o caso da balanç a

de

massas

o u ba l an ç a de peso morto , c uj a especifi ca ç ão

e u so são de cad a m assa ap r e se n tada .

N a

balan ç a de massas temos uma massa inicia l ( fi x a) que é a massa do pistão e que fornece

uma

pressão ao inse rir mos uma p r ess ã o na sua base , e , se ac r escentamos

au men t a r ta l qu a l a defin içã o

cada massa vemos que ela possui u r n a tolerância p r óp r ia . Ao coloca r mos

estamos co l ocando também o seu e rr o e incerte z a . Por t an t o

o utras m assas a p r essão v a i

d e

da pr ess ã o q u e é fo r ç a so br e

ár e a . Se a n al i sa r m os a espec i f i ca ç ão

só se r efe r e

uma massa na balan ç a

essa e x a ti d ã o ao valo r l i do.

1.1.30 Erro (de Indicação) de um I nst r ume nto d e M e d ição (VI M 5.2 0)

É a indicação de um instrumento

correspondente .

de medição menos um valor verdadeiro da grandeza de ent r ada

1 Uma vez que um va l or verdade ir o não pode se r de t e r minado , verdadeiro convencional.

2 Este conceito aplica-se p r i ncipa l men t e

)

)

na prá t ica é util i zado u m v a lor

q u a n do o i ns tru men t o é compa ra do a um pad r ão d e

3 )

referência.

Para uma medida material i zada ,

a ind i ca ç ão é o valo r at r ibu í do a ela .

É a diferença

entre o valor lido ou transmitido

pelo instrumento em relação ao valor verdad eiro

convencional da va r iável medida. Se t i vermos o processo em regime pe r manente chama r emos de e rro está ti co que poderá se r pos i tivo ou negat i vo dependente da indicação do i nstrumento o q u al poderá esta r indicando a mais ou menos.

Quando tivermos

t

relação ao valor real da variável. Esta d i ferença entre

din ã mico .

a va r i á vel

al t erando

seu valor

ao longo

n a

atra sado e m

o valor real e o valor medido é chamado erro

do t empo

t eremos

um a t r aso

ransferência

de ene r gia do meio para o medidor . O va l o r medido es t ará gera l mente

A mediçã o desses e rr os de indica ç ão em vár i os pontos comporão o q u e chamamos de e rro de

linearidade . Analisando

ver dadeiro convenc i onal ,

ser e x p r esso pelo p i or dos afastamentos ( er r os ) entre es t as r etas de ca r ga .

pode

os valores obtidos em uma l i nha de carga (ou descarga) e a linha do valor

e as compa r ando

temos o erro de l i nea r idade .

O e rro de linea r idade

Geralmente são feitas ma i s de uma leitura ( ve r repetitividade) lei t u r as.

e a reta de medição será a média das

Quando não pude r mos ou não querermos corrigir este erro ele deve compor a incerteza de medição .

1.1.31 Tendência (de um Instrumento de Medição )

É o e rro s i s t emát i co da i nd i cação de um instrumen t o de m ed iç ão .

Tendência de um instrumento de medição é normalmente estimada pela média dos erros de indicação de u m núme r o aprop ri ado de medições repetidas .

1.1.32 Histerese

É a p r op r iedade de um i nstrumento de med i ção , pe l a qu a l a resposta a u m dado es tím ulo depende da

seqüência dos estímulos precedentes. Num instrumento de medição , é o erro má x imo apresentado

pelo instrumento ,

per corr e a escala nos sent i dos ascendente e descendente .

pa r a um mesmo valo r , em qualque r ponto da fai x a de t raba l ho , quando a variável

Como e x emplo num instrumento com

Fai x a Nominal de - 50 ° C a 100 ° C e histerese de ± 0 , 3 % , o e r ro

ser á de ± 0 , 3 % de 150 ° C = ± 0, 4 5 ° C . Devemos destacar que o te r mo " z ona mo r ta" está i n cl u í do na

h i sterese

v~l.Qt iMI~ ~Q ! }

9\1 ,1n~l~f

\ ~ id !

Leitura ou saída

'1 Jri h ~ t

IiltQma

20 0 · C

'"

1 2 f . 2

1 1 ~ . 8

i -

O

F i gu ra 2 - G r áf i cos d e re pre s en t a ç ã o

4

O

·

d a H i ste r e s e

Característica

.:

120

·

·

HISTERESIS

Diferença

máxima

Entrada rC)

2 00

1.1.33 Repetitividade (de um Instrumento de Medição) (VIM 5.27)

É aptidão de um instrumento de medição em fornece r indicações muito pró x imas , em repetidas

aplicações do mesmo , mensurando sob as mesmas condições de med i ção . stas condições incluem:

1 ) r edução ao mínimo das variações devido ao obse r vador ;

2) mesmo procedimento de med i ção ;

3)

mesmo observador; mesmo equipamento de medição , utilizado nas mesmas condições ;

4)

mesmo local ;

5

)

repet i ções em um curto pe rí odo de tempo.

Repetitividade pode ser e x pressa quantitativamente em termos das características da d i spersão das

indica ç ões.

A avaliação do erro de repetitividade não é pelo valor verdadeiro convencional (curva ideal) e sim pela

sua capacidade

de repetir

os valores

que ele lê . Podemos

t er um i nstrumento

ap r ovado na

repet i t i v i dade e reprovado na linear i dade ou r ep r ovado na r epet iti v i dade e ap r ovado na l i nearidade?

A resposta é sim em ambos os casos . Se o instrumento

fora da re t a ele es t á reprovado pe l a l i near i dade .

repete

sempre o mesmo valor, mas muito *

Se e l e não r epete os valo r es , mas a méd i a está

mu

i to * pró xi ma da re ta do VVC ele est ará só r ep r ovado de v i do a r epetiti v idade .

O mui to se r efe r e a

sua comp ar a ç ão co m a tole râ n cia de normal iz a ç ão o u espec i f i ca çã o .

v# l ç.> r í l 'ídIo ad ô

ou s i • .a• ' de

!fi~ d~

_rhtv , t

med i d a

F i gur a 3 - G r áf i co de repres e nta ç ão

da r e pe t it i v i dade

Ambos os casos devem ser observados e laudados pela incerteza também , po i s em ambos os casos ela i nterf er e diretame nt e . Pa r a ve rifi c ar a r epet it iv i dade devemos re a li zar 3 m edi ç ões , no mín i m o . E m

Po r e x e m p l o : Ao

cada ponto . Calc u l a mos o e r ro de r epet i t i v i dade pela

calibr armos um instrumento fazendo as t r ês l ei turas no ponto 4 mA achamos :

maior diferen ç a enco nt r a d a .

Le i tura 1

4

, 00

Leitura 2

4, 02

L e it u ra 3 4 , 03

T a bela 1 - R egistro da leit u ta d urante a ca l i b ra ç ão

Para acharmos o e rr o de repet i t i vidade ( maio r menos menor valo r nas t r ês l e itur as ) :

( 4 , 03 - 4 , 00 ) / 16).100 = 0 , 1875 % ou 0 , 19 % ( po r a r redond a mento )

1

. 1.34 Erro Fiducial (de um Instrumento de Med i ção )

É

o e rro de um i ns tru mento de med ição d i v i d i do p o r u m va lo r e spec i ficado p a ra o i ns trumento .

O

valo r especific ado é ge r almente denominado de valo r f i ducial e pode ser , po r e x emplo , a ampli t ude

d a fai x a nominal ou o l im i te s u pe ri or da fai x a nominal do instr u mento de med iç ão .

1.1.35 Incerteza da Medição (VIM 3.9)

Parâmetro associado ao resultado de medição que caracte r iza a d i spe r são dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos a um mensu r ando .

O parâmetro

inte r valo correspondente a um n í vel de confiança estabelecido . E x emplo ( 225 , 3 ± 0 , 6 ) "C

pode ser , por e x emplo , um desvio padrão (ou um múltiplo dele), ou a metade de um

A incerte z a de medi çã o comp r eende , e m gera l , mu i tos c ompo n entes . Alguns d e s te s compo n entes

p od em

pode m se r car ac terizad os po r d esvi o s padrõ e s e x p e rim e ntais .

s er e s t i mad os c o m b a se n a d istri b uiçã o

es tatí s tica d os r es ultado s das s éri es de mediç ões e

Os ou tr os compone nt es , que t am bém pod em se r ca r ac t e riza dos po r des v ios p a drões , s ã o ava l iados

po r m e i o d e dis tri bu içã o

i

de pr obab i l i dades

ass um idas , ba se ada s na e x pe riên c ia

o u e m o utr as

n f o r ma ç õe s .

E um dos princ i pa i s te rm os do VI M. De m ons t r a o q uant o boa f o i a ca l ib r a ç ão , o q u an t o

pad r ões só ana l i s a ndo

bo m s ã o os d e c ali br ação .

os r es ult ados .

De v e se r colocado e m t o d os os ce rtifi cados

E

x ige , no e nt anto , um conhecime n to ma i s ap r o f undado da me t rologia como ciênc i a .

N

ão es tá di ss em i na d a a s ua f o rma de cá l cu lo. O s pr o fi ss i o nai s

q u e a co nhe ce m s a b em que nã o é um

laboratório , seja dos e x ecutore s etc .

l culo

d i f í ci l d e s er e x ec ut ada .

Dev e , s im , c o nh ece r

a s s uas c o ndiç ões

de m e d i çã o ,

se ja d o

A f o r m a de e x ec uçã o ' dos cálc ul os é padro n i za d a

INMETRO que e la bo r ou

p e l a I SO co m um p a drão e d itad o n o B r as il pel o

o " Guia pa r a Cá l culo das Ince r te z as de Med içã o ". É um docu m en t o de d i f í c il

A simples le i tura não fac i l i ta a ap l ica çã o . Em m uitos casos é n ecessá ri o f a z e r u m curso

ente n dimento .

só sobre o cálculo de i ncer t ezas de med iç ão p ara e n te nd e r este padr ão de c á lc ul o .

A incerteza , obrigatoriamente

desvios padr ã o

de ca l ib r a çã o .

deve constar nos ce r tificados

de ca l ibra ç ão .

É r e l atado

com dois

ou pode ser três desv i os p a d rã o , po rém ,

i s t o é c l a r amente r eg i s trado n o ce rtif i c ado

Serve como par â metro básico para propagarmos a r ast r eab ili dad e . Sem este t ermo n ã o t em os co m o sabe r se a c a de i a m et r o l ó gi ca es tá sendo s e g u i d a.

Lembrar que , se não for corr i gido o erro s i stemá tico , es t e v a lor de e r ro ser á somado à incerteza.

1 .1.36 Rangeabi l idade ( Largu r a de Faixa)

É a r elaç ã o e ntr e o valo r m á xim o e o va l o r m í n i mo l i do com a m es m a e x a ti dão n a esca la d e um inst rum e nt o .

A r angea bi l i dade

e x a ti d ã o t emos u ma rela ç ão e ntr e a va zã o a se r m ed i da e o s in s trum e nt os

é mu i to u t il iz ada em m edi ç ões de va zã o ( po r e x emplo ) onde pa r a ob t e r mos uma

q ue s er ão uti l iz ados . É d e

s e e spe r a r que um inst r umento sej a mais i ndicado para uma m e d i da q u e out r o . Uma r a n geab i lidade

d e 1 0 para 1 s ignifi c a

e x a tidã o e m a nte r es ta e x atidã o

vazão cuj a e scal a é O a 300 m e tr o s c ú b i cos por ho ra e x ati d ã o de 1 % do Sp a n e ran g e a b ili d a d e

s i gni fica que a e x a t idão se r á re spei t ada en tre 30 e 300 metros c ú b i cos po r h ora .

que e s t e in s trum e nt o

numa fa ix a ini c ia l c o m uma

para um a o utr a medi d a 10 v e ze s m a i o r. E x emp lo : Pa r a um s ens o r de

10 : 1

p ode r ea l izar m ed i d as

A r angeabili dade

c a ract e rísticas cons t rutivas , s i s t ema de medição etc.

de a lg uns i nst rum entos

é ne s ta faixa , o utro pode s er m e n o r , depe n de das s uas

1 . 2 A P LICAÇÃ O CAllBRACÃO

~

DO VIM DURANTE A

Com o objetivo de mostr ar al g um a s f ormas de apl i ca ç ão dos c á lcu l o s e , baseado no Vocabul ári o

In t ern ac i o n a l

inst r umentos s s i stem as de p r ocesso .

de M e tr olog i a

é a p r esen ta do

à s té c ni c a s

de calibra ç ã o

e t estes a p r o pria dos

de

Algumas no r mas

n o d i a a d i a a so m en t e es t as :

de r e f e rên c i a t êm q ue s er co n su l tadas ,

com as c it ad a s aba i x o , nã o se r e st ri n gin do

1 )

)

N-858 - Constru çã o , Mon tage m e Condic i oname nt o de Ins t rume n ta çã o ;

N - 1939 - Formulários para Const r u ç ão , Montagem e Condicionamento de I n stru menta ç ão ;

N -2269 - Ve rifi ca çã o C ali b raçã o e Tes t es de V ál vu l a

N - 22 7 3 - V erifi ca ç ão

2)

3

4)

5) NBR 1 4 105 - Recomend aç ões de Fabrica ç ão e Uso de Manômetr os .

de se gur a nç a e A l ivi o ;

Ca li b raç ão e Testes de V ál v u la d e Con trole ;

Os m étodos de av a li a çã o e c á lculo de e rr os pa r a qu a lqu e r d os e rros o u d e sv i os para

rep e t it iv i dade ou h i ste r es e pode ser feita a pa rt i r da seg ui n te f ó r mu l a : e p x f = ±e [ u] o n d e :

a line a ridade ,

1) ep= er r o percentual ( Iinea r idade , repe ti tividad e , histe r ese ) ;

2 f = f a ix a ( valo r má xi mo - valo r m ínim o d o i n s t r um ento ) ;

3

4)

)

)

e =

e rr o ou d esv i o (v alo r l i do - valo r ve r d a d eiro co n venc i o n a l ) ;

mA etc. ) .

u = unidade ( kgf / cm 2 ; "C;

Pa r a a lin ea r id ade,

pelo valo r v e r dadeiro

convenc i onal .

Po r e x emplo : Sendo o ra nge de um in strume nt o de 50 a 2 00 Q C e o . e r ro de li n ea ri dade es p ec ifi c ad o pelo f abri c a n t e de ±0 , 5 % , t emos : el = (O, 5 / 1 00 ) x 1 50 = ± 0 , 7 5 º C

q u e in d i c a o m á x imo desvio q u e o in strum e nt o

apr ese nta d o co mp o rta m e n to

l inear . A curva de refe r ência é estabelec i da pelos

O c á lculo é fei t o tomando - se

po nt os f o rma dos

à média d a s l eituras e f etuadas em rela çã o a es t a curva.

Para a repetitividade

adotando sempre o mesmo sentido de var i ação (geralmente no ascendente ) . Po r e x emplo : Sendo' o

r ange de um inst r umento O - 150 oC , e o er r o de repetitividade fornec i do pelo fabricante 0 , 1 % , temos :

e

que é a má x ima diferença entre as leituras de um mesmo valor

da variável

r = ( 0 , 1 / 100 )

x 150 = ±0 , 15 ° c

Para a histerese que é a máxima diferença entre os valores indicados

sentido ascendente (média das leituras) e a leitura descendente

mesmo instrumento citado no e x emplo anterior , e para um erro de h i sterese fornecido pelo fab r icante

de 0 , 05 oC , temos: e r = ( 0 , 1 / 100)

nas leituras efetuadas

no

da escala . Por e x emplo :

P ara o

x 150 = ±0 , 15 ° c

A e x atidão é calculada como o maior valor de erro que um instrumento

range e que serve como um parâmetro i nic i al pa r a aceitarmos ou rejeitarmos um i nstrumento . O outro pode ser o próprio processo , porém , não é indicado para i nstrumentos novos uma vez que o processo normalmente é mais condescendente . Podemos calcular de duas mane i ras :

pode ter ao longo de seu

1)

Em porcentagem do valor medido (Valor Aplicado - VA). Por e x emplo : para uma de ±O , 1% e um valor de 120 oC , temos um erro máximo de ±O,12 o C .

e

x atidão

2

) Em porcentagem

do valor má x imo da escala do instrumento ( Fundo de Escala - FE ) . Por

E x emplo : para uma exatidão de 0 , 1 % e um range de 50 a 200 oC , temos um erro máxi mo

de ±0 , 2 oC.

A zona morta é a máxima variação que a variável de entrada possa ter sem que provoque variação na

o range de um instrumento de

indicação ou sinal de saída de um instrumento. Por exemplo : Sendo

100 a 300 ° C com

zona morta de 0 , 2 % temos : zrn« (O, 2 / 100) x 200 = 0 , 4 oC

A sensibilidade é a mínima variação que a variável de entrada possa ter que provoque variação de

saída de um instrumento .

Por e x emplo: Para um range de 20 a 180 ° C e uma sens i bilidade de 0 , 1 %,

= 0 , 16 oC

temos: s= ( 0 , 1 / 100)

x 160

1.3 PROCEDIMENTOS USUAIS

Antes do início dos serviços , os seguintes documentos devem se r prov i denc i ados os documentos que comprovam e atestam a adequação ao que foi projetado . Podemos citar alguns documentos que fazem parte desta verificação da adequação como sendo os seguintes documentos :

1)

Fo l ha de Dados do Ins t r ume n to ;

2 )

Manua l do Fab ri cante dos I n str u men t os ;

3)

Manuais dos Instrumentos Pad r õe s ( do F a b r ic a nte ) ;

4)

C erti f i cados de C a l i b r a çã o dos In s tru me n tos Padrões .

Outros documentos podem se r necessá r ios para atende r casos especí fi cos como , por e x emplo , a s n o r n a s const r ut i vas.

O r ecebi mento de mate r iais e de i nstrumentos deve se r e x ecu t ado com a ver i f i ca çã o v i sua l do e stado

ger a l do i n s tru men t o

tr ansport e ou de armazena m e n to .

o u mate r i a l q ue es tá se n do r eceb i do ,

p rin c i pal m e nt e

se so fre u a v a ri as d e

V e r i f i ca ç ão d i mens i ona l das cone x ões ao p r o c esso , q ue p od e s er e x ec ut ada co m c áli b r es de r osc a , paquímetro ou trena. Sendo instrumento a ser montado e n t r e flanges a distâ nc i a da linha de centro , a

d i s tâ nci a ent r e ce ntr os ou a d i st â n cia f ace a f ace de v e ser ve rifi cada . Cabos

d e sina l e e x t e n s ã o

devem se r t es t ados q u an t o isolamento ane x o )

a i so l a çã o e cont i n ui da d e .

( Ve r o p r oced i me nt o de t este de co n t in u i dade

e

A

documenta ç ão também deve ser ve rif i cada . I nclu í mos nest a ver i fica ç ão o ma n ual , o certi f i cado

d e

cal i b r ação , o certificado de conformidade a classificação de área a que se destina e os certificados de

testes do fab ri can t e .

Consulta r as rotinas de recebimento elabo r adas para disc i plinar o recebimento de ins t rum e nto

mate ria i s de i ns trum e n t aç ão

constru çã o montagem e cond i c i oname nt o

r ecebimen t o é pa r a um a u nidade q ue contenha vá r ios instrume nt os montados ) .

se

a N 858 qu e tra t a d a

( deve se r usada qu ando a in spe ç ão de

sob r e o r eceb im en t o

de cad a i tem espec í fic o ,

de inst r umentos

Para a escolha dos

n ã o e x igido pelo f abr i c a nte do i nstr um ento

r igo r osa , r eco m enda-se

vezes mais e x a t o ( reg r a de ouro da met r ologia )

calibrado podendo se r f eita à i nterpo l a ç ão ent r e duas div i sões , onde i sso se r p oss í ve l .

ln str u r r . e rr os

p a d r ão a se r em uti liz ados em quais que r fa z es d a i nspe ç ão , quando

i

ndustr ia l

u m a e x a t idão

do i n s t r u m en t o

do que o i nstru mento

i ndus t rial que está sendo

pad r ão m a i s

se r ado ta do o cr i t é r io de q u e o i nst rume nt o pa d r ã o d e v e se r , n o m í n im o , t r ê s

O range do instrumen t o padr ã o recomenda-s e ser i gual ao do instrumento industrial para instrumentos

e l etrônicos e uma vez e me i a o range do instru m e nt o in d u st r i al pa ra i nst r u m e nt os

m ec â n i cos .

Para ajuste de chaves, o instrumento padrão deve ser definido de tal fo r ma que o ponto de ajuste da chave es t e j a de ntr o do segundo t er ç o da esc a la do i n s trum e nt os pad r ão .

De v e se r a nalis a do

qua i sque r v erif ic açã o . Ve rific ar se o err o co n s t atado n a ca li b r a çã o do padrã o e stá dentro dos limite s de er r o estabelecidos pelo fabricant e do instr umento pad r ão ou pelo labora tório .

p ara

todo o c ertific a do

de c ali b raçã o d os in s trum en t os

que ser ão utilizad o s

Admi te-s e se r e m f e i tas co rr e ç ões de erros qu e o pad rã o possa t e r e qu e nã o f o r a m co rri g i dos , d esde que seja e x plic i tado n o cert ifi cado .

Ve ri f i ca r a val i d a de da c a l i b r a çã o do p a d r ão seg u ndo o pr o gr a m a d e c a l i b r a ç ão.

1

. 3.1 Leitura dos valores e reg i stro dos r esul t a d os

N

a le i t ur a de va l o r es em i nst rum entos padrão analó gi co , r ecome nd a - se

d i v i dir o es p a ç o ent r e duas

marcaçõ e s e colocar o algarismo sign i ficativo como o duvidoso . Para instrumentos digit ais o al gari smo duvidoso é o que osc i la . O alga ri smo d u v i doso pode se r ape n as um .

A cole ta de resul t ados da calib r a ç ão deve se r ex ecu ta d a defo rma a ob t e r t rês le itur as d i st i n t as uma da

outra , considerando a melhor capac i dade de l ei t ura dos instr umentos obt i dos.

A apli ca çã o da un i dade que s e quer calib r a r deve se r n o i nd i cado r do in st r umento e a leitura do v a l o r

real deve ser no padrão.

I / P e um l eito r de cor r en t e e m mA ) a

ap l ica ç ão da press ã o dev e se r no i ns tr u m en t o de m a i o r erro do ce rtifi cado de ca li b raçã o e a l e itur a n o

instr u m e n t o de meno r e r ro no cert i ficado de calibra ç ão .

Se houver em dois pad r ões d i st in tos ( po r e x em p lo : converso r

A lei tura, pa ra e f e it o de r e gi s tr o no f o rmu lá r io , de v e se r na uni da de qu e a f o lha d e dados es p ec ifi ca o u

em u ni dades do S i stema Int ernac i ona l, se n ã o ho u ver est a especi f ica çã o.

Todos os r esultados

fo r mu lár io adeq ua do ao i nstru m ento cond i c i onado.

d

a s ve rifi ca ç ões ,

aj u stes e tes t es

e x ec ut ados

deve m se r r eg i s t rados

e m

Para r egistros de não-conformidade , deve ser descrito cla r a e objetivamente o p r ob l ema consta t ado .

Tod a cal i b r a ç ão deve r á se r r egistr a da

considerado um registro segundo a ISO 9001

e deve rá se r colada um a e t iqueta n o ins trume nt o ca li b r ado e é

1.4

ALGARISMOS SIGNIF I CATIVOS E REGRAS

PARA ARREDONDAM E NTO

o objetivo é apresentar r esultados em trabalhos técn i cos incluindo relatórios de inspeção , certificados

de cal i bra ç ão , planilhas de teste etc que tenh am u m a fundamentação metrológica m ai s consistente.

É comum na e x ecução das atividades rotineiras a que estam os acostumados a apresenta ç ão de

r esultados de mediç ões

das mais va ri adas

f o rm as .

Estas ap r esenta ç ões

de r esultados podem ,

i nclus i ve, dep r ec i a r t odo conj u n t o de cu i dados que toma m os pa r a obtê-Ias . Basta d i ze r que é di f e r en t e

eu menc i onar um dete r minado valor com um ou com dois algarismos signi f icativos . Em se tratando de

há alg u m t e m po vem sen d o segu i da

sob r e o assunto , mas nos nossos traba l hos n ã o temos obse r vado o

labo r ató r ios pe r cebemos que j á

ABNT NBR 5891 1977 q u e ve r sa

mesmo critério .

a recomenda çã o da no r ma

No acompanhamento das at i vidades de cal i bra ç ão depa r amos com resultados r eg i strados desta

forma:

Estes resultados r eferem-se a calibração de um manômetr o classe Ai (NBR 1 4 107 ) de O a 24 kgf / cm 2

calibrado com um padrão A3 cujos valores foram colocados na planilha a seguir

 

PONTO

PONTO 2 ( 25 % }

PONTO 3(50 % )

PONTO 4 ( 75 % } 1 8 1 8 , 2 18 , 4 18 , 2 18 , 1 6

 

PONTO 5 ( 100 % }

UNIDADE

ENTRADA

1 (0 % ) O

6

12

24

kq f / cm ?

1 ª LE I TURA

O

5, 4

1 1 ,4

24 , 2 24 , 2 24 , 2 2 4 , 2 2 4

2 ª LEITURA

O

5 , 4 5 , 2 5 , 33

 

11 , 4 11 , 4 1 1 ,4

 

ª LEITURA MEDIA --- > DESCENDENTE

3

 

O O O

 

5 , 0

1 1

18 , 0

 

'

.

-

,

 

T

abe l a 2 - r legl 3 t r o da l ei t u t a 1 d u r a n t e a c al i bra ç âo d e u m ma no m et r o

 

Na l inha " entrada " r esul t ados regist r ados

O -

6 -

12

- 18 - 2 4 . Obse r vando

o ins trumento

a se r

calibrado fis i camente vemos que poderia ser reg i strado cada um dos valo r es com uma casa dec i mal ,

ou seja 0 , 0 - 6 , 0 - 12 , 0 - 18 , 0 - 2 4 , 0. Esta forma de apresentação torna mais consistente o registro

técnico da análise do instr u mento

analisarmos o instrumento em si.

a ser calibrado

e plena m en t e

possível

de ser r eal i zado

ao

Nas l i nhas segu i n t es 1ª - 2 ª - 3 ª le i tu r as em cada uma das co l unas

calculados a repetetividade e a média das leituras , deveria ser r eg i st r ado com duas casas decimais .

Cabe aqui uma observação.

e l i nhas q u e se r vem pa r a serem

Ao se r verificado o instrumento

padrão A3 vemos que ele pe r m i te a

leitura direta de uma cas a decimal.

decimal pois , construtivamente , o manômetro A3 tem um ponteiro fino o suficiente para perm i tir u ma

boa escolha do algarismo menos sign i f i cat i vo. Este algarismo é chamado d e al g a ri s m o duv i doso pel a

norma citada ac i ma.

c a sa

Fazemos uma inte r polação

pa r a ob t ermos

a segund a

A tabela abai x o pode ser um e x emplo de uma boa coleta e cálculo de resultados em que está sendo

observado a quantidade de algarismos significativos .

ENTRADA

1 ª LEITURA

2 ª LEITURA

3 ª LEI TURA

MEDIA --- >

DESCENDENTE

PO N TO

PONTO

PO N TO 3 ( 50 %) 12 , 0 11 , 41

11,40

1 1 , 39 11 ,40 1 1 , 41

 

PO N TO

PO N TO

U NI DADE

1 ( 0 % ) 0 , 0

2 ( 25 %) 6 , 0

4(7 5 %) 18 , 0

5 (1 00 % ) 24 , 0

kqf / cm "

0 , 00

5,40

18 , 20

24 , 20

0 , 00

5,41

18 , 40

24 , 20

0 , 00 0 , 00 0 , 00

5 , 29 5 , 37 5 , 48

18 , 20 1 8 , 20 1 8 , 4 5

2 4 , 20 2 4 , 20 2 4 , 20

 

-

-

Tabe l a 3 - Reg is t r o d a le i t uta 2 durante a cal l b r a ç ão de um manometro

A média , que serve para o cálculo da linearidade , tem que ser apresentada como sendo um valor que

melhor r ep r esente as t rês leitu r as de cada coluna . Deve te r , e nt ão , te r a mesma quant i d a de de

alga r ismos s i gni fi cativos de cada uma das colunas q u e ela represente , n ão podemos , portanto ,

aumentarmos ou dim i nuirmos a quanti dade de algari smos s i gnificati vos , po i s have ri a pe r da de

qualidade nos números fornecidos .

Na linha " descendente " que no caso se r ve pa r a calcular a histe r ese que o instrumento apresen t a

deve-se r eg i st r ar da mesma f orma que as t r ês leitu r as e x plicadas ante ri or m en t e .

Ao analisarmos e interpretarmos a NBR 5891 que trata de algarismos significativos temos várias

situações aqui descritas ; def i nimos algarismos s i gnificati vos como sendo t odos aqueles algari smos

que possuem u m s i g n if i cado fí sico e fornecem a i nformação r ea l do valo r de u ma g r andeza . E x . : 4 , 7

kPa , 4 , 65 k gf / cm 2

Os algarismos significativos do valor de uma grandeza , são todos aqueles necessários na notação

cient í fica , e x ceto os expoentes de dez .

1)

E x . : 1 , 20 X

10 3 = três algar i smos s i gnificativos

2 ) 2 , 450 X 10 -5 = quatro algarismos s i gnifi cativos

Os zeros que apenas

algarismos significativos .

indicam

a ordem

de grandeza

1) E x. : 0 , 00350 = três alga r ismos signi f icativos

2)

0 , 1 = um alga r ismo s i gnif i cativo

do valor medido não são considerados

Se a o f a z e rm os uma lei tur a na escala da f i g ur a aba ix o e a mesma só poss uí sse as divisões de fini das ,

a penas os alga rismos 1 e 4 se r i a m

(duvidoso) e o resultado s ignificati vos .

po r 14 , 3 k qf / crn " , com apen a s três alga r ismos

co rr e t os .

O alga ri s m o

3 se r i a o p r im e ir o a l ga r i smo

avali a do

da medid a s er ia e x presso

14 15 kgf / cm 2

R esult ad o 1 4 ,3 kgf i cm 2

F i g u r a 4 - L eitura da e s c a la

Ao real i za r uma med iç ão de p r essão c uja

a nterior . Ao tentar e x pressar o resu l tado desta m1edida , você percebe que ela e s tá compreend i da

se r ac r esce nt ad a

a 14, 3 kg f / cm 2 te rá que se r avaliada , p ois a escala nã o apresenta div i sões i n f er i o r es a O , 1 kqt / cm ".

ent r e 14 , 3 k g f / c m 2 e 14 , 4 kgf / c m 2 , v e r figur a aba i x o . A fra ç ão de pressão q u e d e v e rá

m e no r d i v i são é d e 0 , 1 k g f l cm 2 uma

d

i v i são a m a i s da f igura

P ara f a z e r es t a avalia ç ão , v ocê d e ve rá i ma gin a r o i nte r valo ent r e 14 , 3 e 14 , 4 kgf / c m 2 su bd iv i did o e m

dez partes igua i s e com is t o a fração de mil í metro poder á ser ob ti da com razoável apro x imação.

que d e ver á ser ac r escentada

a 14 , 3 kgf / cm 2 ,

Podemos avaliar por e x emplo a fra ç ão mencionada resultado da med i da pode r á ser e x p r esso como 1 4 , 35

como sendo cinco décimos k g f / cm 2 .

de kgf / cm 2 e o

R

esu l tado

14 , 3 5 kgf i cm 2

I I

14 14, 5 kgf ! cm 2

F i gu~a 5 - L e itura da e sca l a

Obse r ve que estamos seguros com r e laçã o aos algarismos 1 , 4 e 3 , po i s eles fo r am obtidos atrav é s

de divisões inteiras da escala , ou se j a , eles são alg ar ismo s co rre t os . E nt r e t a nt o , o a l gar i s m o

ava l i ado , i s t o é , você n ã o t e m

sendo 4 ou 6 , por e x emplo e estar correta a observa ç ão. Po r i sto , este a l garismo avaliado

det e r m i nado

descobr ir qual o alga r ismo

necessári o imag i nar o intervalo de 0 , 1 kqt / crn " subdividido

evi den t emente

k gf / cm 2 po r e x emplo , pode rí amos af ir mar que a aval i ação do alga r i s m o 4 ( segundo algari smo ava liado) , n ã o tem nenhum significado e assim , ele não deveria figurar no r esul t ado.

5 f o i

mu it a certeza sob r e o seu valor e o ut r a p esso a p o d e r i a a v a liá - I a co m o

i ncerto . É óbv i o que

é

não haveria sen t ido e m t e n ta r

o a l ga ri smo 5 . Pa r a i sto , se ri a

em 1 00 partes igua i s , o que

co m o 14 , 35 4

alga r ismo duv i doso ou alga ri smo

q u e deve r ia se r escrito na med i da , após

mentalmen t e

é i mposs í vel.

Po r tanto , se o resu l tado da medida f osse ap r esen t ado

P el o que vim os a c ima , n o res ulta do d e uma medi d a devem f igurar so mente os a lgari s m o s

(

a p r ese nta ç ão de resulta do s d e m ed i das e s ã o d e n o mina do s de a l gar i sm o s sign i fi c at i v o s .

co rret os

n a

e x at os ) e o prime i r o algarism o aval i ad o . Esta manei r a de pr oce de r é ad o tada c o nven i enteme nte

D

e sta m a neira , o r e sult a do d a m e did a da f ig u ra 2 d e ve s er e x p r esso como 1 4 , 35 k gf l cm 2 .

Po r ém , s e

c

a da d i v i s ã o

de 0 , 1 kg f / cm 2

da e sc a l a d a fi g ura 2 fosse sub divi dida

e m 1 0 p ar tes

i gua i s , a o

e

f e tu a rm os

a l e itura da p r es s ã o ( us an d o , po r e x e mpl o , uma l e nt e gradu ada ) , o alga ri s m o 5 pa ss aria a

se r co rr eto , po i s ir i a co rr esponde r a u m a d i v i s ã o i nte ir a d a esc a l a .

Di v i são

Ex i s tente

 

I

I

I

I

1

4