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ROMPENDO O CICLO DA EXCLUSÃO

Reconhecimento, Validação e

Uma estratégia
para a inclusão

2 JULHO 2005 CIDADE SOLIDÁRIA


validar competências

Certificação de Competências

Um novo instrumento
ao serviço do País
visando a superação
de uma das principais
causas de Pobreza
e Exclusão nos nossos
dias – a Baixa
Qualificação
dos Portugueses
Texto de Ana Cameira *

A
Santa Casa da Misericórdia de Lis-
boa (SCML) tem em funciona-
mento, desde Janeiro de 2004, um
Centro de Reconhecimento, Validação e
Certificação de Competências (CRVCC).
A funcionar no Largo Trindade Coelho em
Lisboa e na Aldeia de Santa Isabel em
Albarraque, este Centro destina-se a adul-
tos maiores de 18 anos que, não possuin-
do uma escolaridade mínima obrigatória,
podem solicitar o reconhecimento e valida-
ção dos saberes e competências adquiridos
nos mais variados contextos ao longo da
vida, podendo resultar na obtenção de uma
certificação com equivalência escolar ao ní-
vel do 4º, 6º ou 9º ano (1º, 2º ou 3º Ciclo)
do Ensino Básico.
Este Centro integra o sistema nacional de
RVCC, que consiste na instalação de uma
rede de Centros RVCC, constituída já por
um total de 87 Centros. A implementação
deste sistema, da responsabilidade da Di-
recção Geral de Formação Vocacional, vem
dar resposta à necessidade de reconhecer,
validar e certificar os conhecimentos/com-

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ROMPENDO O CICLO DA EXCLUSÃO

• Desenvolver acções de informação,


aconselhamento e acompanhamento
que visem o reconhecimento e a certi-
ficação dessas competências;
• Apoiar a população-alvo na construção
dos seus projectos futuros;
• Contribuir para a valorização de uma
população activa até aqui socialmente
desprestigiada.
No ano de 2004 o Centro de RVCC da
SCML registou uma procura por parte de
564 pessoas. Por iniciativa própria procu-
raram os seus serviços um total de 105 fun-
cionários da SCML, 20 ex-formandos da
Aldeia de Santa Isabel (ASI) (na sequência
da mobilização efectuada em conjunto com
o respectivo Centro de Formação Profissio-
nal e 157 outros. Encaminhados por outros
serviços registou-se:
• Um total de 154 pessoas, identificadas
A equipa técnica do Centro de RVCC da SCML com os oito primeiros candidatos certificados por parte das Direcções de Acção So-
no júri de validação realizado no dia 9 de Julho de 2004 cial Local da SCML;
• 10, por parte dos Serviços de Orienta-
ção, Formação e Inserção Profissional
petências desenvolvidos ao longo da vida, tem na obtenção de diplomas. Deparamo- (OFIP) da SCML;
bem como de promover uma atitude que -nos então com uma população subcertifi- • 105, por parte Centro de Formação da
valorize a aprendizagem contínua. cada no sentido em que os seus reais conhe- Associação de Escolas do Concelho da
Portugal apresenta níveis de escolarida- cimentos têm uma correspondência a um Amadora;
de da sua população activa muito baixos. nível escolar superior àquele que possuem. • 13 por outros serviços/entidades.
No entanto, e de acordo com o Plano Na- Os objectivos principais da actuação do Formalizaram a sua Inscrição no Centro
cional de Acção para a Inclusão (2001), Centro de RVCC da SCML são: 479 pessoas, sendo 54,5% da categoria
cerca de 62% da população activa com uma • Proporcionar qualificação escolar a uma supra-referida, seguindo-se os Funcioná-
escolaridade inferior à actual escolaridade população activa (interna e externa à rios da SCML, com um peso de 21,9%. Em
obrigatória (9º ano de escolaridade ou 3º ci- SCML) que não possui uma escolarida- todas as subcategorias de público verifica-
clo do Ensino Básico) encontra-se numa si- de mínima de 9 anos; se uma predominância do sexo feminino
tuação de subcertificação. Os conhecimen- • Identificar as competências, adquiridas (gráfico 1).
tos e competências, desenvolvidos nos mais ao longo da vida, dessa mesma popu- Dos 479 inscritos em 2004, a maioria
diversos contextos de vida, não se conver- lação; (32%), tem idade compreendida entre os

Gráfico 1. Total de procura e inscritos no ano de 2004


por género e público
Procura
H 66 57 23 9

M 209 107 82 11

HM 275 164 105 20

Inscritos
H 66 33 23 9

M 195 60 82 11
Candidatos numa Sessão de Balanço
de Competências com a formadora HM 261 93 105 20
de Linguagem de Comunicação 0 100 200 300 400 500 600
e Cidadania e Empregabilidade Outros ASL / OFIP Funcionários SCML Ex-Formandos ASI

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validar competências

Para Marie-Christine Josso "não podemos pensar no futuro se não há


uma reflexão crítica sobre o que foi o passado e se não pensamos
também sobre todos os recursos que acumulámos
progressivamente no decurso da nossa vida passada, incluindo
também os projectos que deixámos e que constituem
potencialidades para o futuro"

26 e os 35 anos, seguindo-se o escalão etário jovens”, com apenas 0,5% com idade su- colaridade) não se verificando diferenças
dos 36 aos 45 anos de idade, com um peso perior a 26 anos e os Funcionários da significativas entre homens e mulheres.
de 28%. No escalão etário dos 46 a 55 SCML os “menos jovens” onde cerca de Numa análise por tipo de público cons-
encontram-se cerca de 20% do total de ins- 54% tem idade igual ou superior a 46 anos. tata-se que todos os Ex-Formandos têm o
critos. Os escalões etários dos indivíduos A maioria dos inscritos provenientes da 2º Ciclo completo (tipo de público com
com idade inferior a 25 anos e com idade Acção Social Local (ASL) e do OFIP têm maior nível de escolaridade de entrada), se-
superior a 56 abrangem, respectivamente, idade compreendida entre os 26 e os 35 guindo-se os Outros com 67% de inscritos
14% e 6% do total de inscritos. anos (com um peso de 43%), sendo o es- com o 6º ano de escolaridade. Os inscritos
A distribuição dos inscritos no ano de 2004 calão seguinte (inscritos com idade entre 36 da ASL/OFIP e Funcionários da SCML
por escalão etário apresenta algumas diferen- e 45 anos) o que assume maior peso na ca- apresentam uma distribuição semelhante,
ças numa análise por género, constatando-se tegoria Outros (36%). com cerca de 49% de pessoas com o 2º
que os homens são “mais jovens” que as mu- Relativamente à distribuição da idade Ciclo do Ensino Básico (gráfico 3).
lheres (com idade igual ou inferior a 35 anos entre géneros verifica-se alguma homoge- Analisando a situação face ao emprego
encontram-se cerca de 66% dos homens e neidade nos Ex-Formandos da ASI e do dos inscritos constata-se que a maioria,
apenas cerca de 38% das mulheres). conjunto ASL/OFIP. No que respeita aos 61%, é Trabalhador por Conta de Outrem,
Numa análise por tipo de público cons- Funcionários da SCML e Outros constata- seguindo-se os Desempregados de Longa
tatam-se, igualmente, algumas diferenças, -se que os homens são mais jovens que as Duração, com um peso de cerca de 20% do
quer entre o total de inscritos por tipo pú- mulheres (gráfico 2). total de inscritos. Não se verificam grandes
blico, quer entre homens e mulheres da Em relação às habilitações académicas de diferenças entre géneros.
mesma categoria de público. Deste modo entrada a maioria (61%) dos inscritos tem Numa análise por tipo de público verifi-
verifica-se que os ex-formandos são os “mais o 2º Ciclo do Ensino Básico (6º ano de es- ca-se alguma semelhança na distribuição

Gráfico 2. Inscritos por tipo de público, género Gráfico 3. Inscritos por tipo de público, género
e escalão etário e habilitações académicas
100% 100%

90% 90%

80% 80%

70% 70%

60% 60%

50% 50%

40% 40%

30% 30%

20% 20%

10% 10%

0% 0%
H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM
s os IP s l
io nd ASI tro ta
n ár M L a OF Ou To
io SC rm L/
nc -fo AS
Fu Ex
=< 25 26 a 35 36 a 45 46 a 55 >= 56 < 1º ciclo 1º ciclo 2º ciclo

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ROMPENDO O CICLO DA EXCLUSÃO

Candidatos com profissional de RVCC preparando os posters para apresentação em sessão de júri

dos inscritos por situação face ao emprego


Gráfico 4. Inscritos por Trabalho conta própria
entre Ex-Formandos e Outros, com a pre-
Trabalho conta outrém
tipo de público, género DLD (> 12 meses) dominância de Trabalhadores por Conta de
e situação face ao emprego Não DLD (< 12 meses)
Outrem. A categoria ASL/OFIP destaca-se
À procura do 1º emprego
Outra com cerca de 65% de Desempregados de
100% Longa Duração (gráfico 4).
90% Iniciaram no ano, o processo de RVCC
um total de 144 pessoas sendo a maioria do
80%
género feminino. A maioria dos iniciados
70% é Funcionário da SCML (41%) seguindo-
60%
-se os Outros (33%). Entre os restantes en-
contram-se aproximadamente 15% das
50%
pessoas que chegaram ao Centro através do
40% encaminhamento por outros Serviços da
SCML, designadamente os Serviços de Ac-
30%
ção Social Local e cerca de 11% das pesso-
20% as haviam sido formandos do Centro de
10% Formação Profissional da Aldeia de Santa
Isabel.
0%
H M HM H M HM H M HM H M HM H M HM Foram realizadas 11 sessões de Júri de Va-
ios do
s IP tro
s
ta
l lidação e Certificação, tendo sido atribuí-
n ár ML a n ASI / OF Ou To
o
i SC r m L das 42 Carteiras Pessoais de Competências
nc -fo AS
Fu Ex Chave ainda no ano 2004, das quais 37 cul-

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validar competências

Gráfico 5. Inscritos que iniciaram e concluíram Gráfico 6. Concluídos por escalão etário,
processo de RVCC por género e tipo de público situação face ao emprego, habilitações à entrada
e saída e tipo de público
Iniciaram processo
H 49 >25 anos
M 95 26 a 35 anos
36 a 45 anos
HM 144 46 a 55 anos
Concluíram processo >56 anos
6º ano de escolaridade 1 HOMENS Trabalho conta própria
17 Trabalho conta outrém
9º ano de escolaridade
DLD (>12 meses)
Validado 1
Não DLD (<12 meses)
6º ano de escolaridade 3 MULHERES Outra
<1º ciclo
9º ano de escolaridade 20
1º ciclo
6º ano de escolaridade 4 HOMENS 2º ciclo
MULHERES 1º ciclo
9º ano de escolaridade 37
2º ciclo
Validado 1 3º ciclo
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Funcionários Ex-Formandos ASL / OFIP Outros

minaram na emissão de certificado ao ní- Comparando a escolaridade de entrada Não obstante


vel do 3º Ciclo do Ensino Básico (9º ano com o nível de certificação alcançado, 40
de escolaridade - B3) e 4 na emissão de cer- pessoas obtiveram validação/certificação no o processo de RVCC
tificado ao nível do 2º Ciclo do Ensino Bá- nível escolar imediatamente a seguir ao que
sico (6º ano de escolaridade - B2). Verifi- possuíam, e 2 pessoas, obtiveram certifica-
ter uma duração
cou-se ainda uma pessoa validada par- ção ao nível do 9º ano, possuindo à parti- média de 50 horas
cialmente ao nível do 6º ano de escolarida- da apenas 1º ciclo. Verifica-se ainda um
de (V). Dos adultos validados/certificados Funcionário validado parcialmente ao ní- é, no entanto,
cerca de 55% são mulheres e 45% homens vel do 6º ano de escolaridade não se regis- um processo
(gráfico 5). tando, desta forma, um aumento da esco-
laridade (gráfico 6). individualizado
Em 2004 Numa análise da “taxa de conclusão” do
processo por tipo de público (rácio entre os
40 pessoas adultos que iniciaram e os que concluíram
obtiveram o processo de RVCC em 2004 por tipo de
público) verifica-se uma taxa de conclusão
validação/ de 35% para os Outros, 33% para Ex-
-Formandos do CFP-ASI, 20% para Fun-
/certificação cionários da SCML e 14% para adultos en-
no nível escolar caminhados pelas Direcções da ASL e do
OFIP. Não obstante, o processo de RVCC
imediatamente ter uma duração média de 50 horas é, no
a seguir ao que entanto, um processo individualizado. As-
sim, a maior taxa de conclusão para Outros
possuíam, e Ex-Formandos encontra-se relacionada
com o facto de a maioria destes adultos te-
e duas pessoas, rem menores necessidades formativas (pré-
obtiveram certificação vias e complementares ao processo de
RVCC), para além de apresentarem maior
ao nível do 9º ano, autonomia e motivação. Quanto aos Fun-
possuindo à partida cionários e aos adultos encaminhados pe-
las Direcções da ASL e do OFIP a menor
apenas 1º ciclo taxa de conclusão deve-se a maiores neces-

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ROMPENDO O CICLO DA EXCLUSÃO

Ainda que a certificação/validação


constitua o culminar do processo,
a intervenção do Centro, pela metodologia
adoptada, permite ao indivíduo
a possibilidade de redefinir um percurso
de vida que promova a sua autonomia
pessoal e profissional

sidades formativas. Verifica-se ainda, que os com o seu percurso de vida, o indivíduo si- tata que os principais efeitos de um processo
adultos encaminhados pelos serviços da multaneamente auto-consciencializa-se dos de RVCC incidem, exactamente, em di-
ASL/OFIP carecem de um maior número conhecimentos e saberes adquiridos ao lon- mensões pessoais de carácter eminentemen-
de sessões e de um maior apoio individua- go da vida, promovendo, desta forma, a te subjectivo: reforço da auto-estima e da
lizado. (re)definição de um novo percurso de vida. auto-valorização, reconstrução ou mesmo
Ainda que a certificação/validação cons- Grande parte do público que procura o definição do seu projecto pessoal e profis-
titua o culminar do processo, a intervenção Centro, e nomeadamente no que respeita sional. A consolidação destas variáveis pes-
do Centro, pela metodologia adoptada, aos públicos encaminhados pelos serviços soais contribui, indirectamente, para a
permite ao indivíduo a possibilidade de de Acção Social Local, não têm a noção de empregabilidade e para a inserção socio-
redefinir um percurso de vida que promo- que determinadas vivências são potencial- profissional dos adultos. De acordo com
va a sua autonomia pessoal e profissional. mente ricas em termos de competências e este estudo, o processo de RVCC, embora
A própria passagem pelo Centro de RVCC, saberes. Consideram, na sua maioria, que não directamente direccionado para o efei-
pela adopção de uma intervenção indivi- nada do seu passado é importante, o que co- to, tem promovido uma aproximação ao
dualizada e com base na história de vida do loca logo à partida um entrave à perspecti- mercado de trabalho por parte de desem-
indivíduo, constitui certamente um instru- vação de um projecto futuro. Para Marie- pregados e inactivos. No inquérito efectua-
mento de inclusão social. A participação no -Christine Josso “não podemos pensar no do aos adultos já certificados verifica-se:
processo de reconhecimento, validação e futuro se não há uma reflexão crítica sobre 29,2% dos adultos que se encontravam
certificação promove a valorização e cres- o que foi o passado e se não pensamos tam- desempregados no início do processo de
cimento dos indivíduos. Ao confrontar-se bém sobre todos os recursos que acumulá- RVCC estavam empregados seis meses após
mos progressivamente no decurso da nos- a certificação; 15,4% dos inicialmente
sa vida passada, incluindo também os pro- inactivos passaram a considerar-se desem-
jectos que deixámos e que constituem po- pregados seis meses após a certificação; os
tencialidades para o futuro”. indivíduos que se mantiveram desemprega-
Um estudo efectuado sobre o Impacto do dos (entre o início do processo e seis meses
Reconhecimento e Certificação de Compe- após a certificação) passaram a estar mais
tências Adquiridas ao Longo da Vida cons- motivados para arranjar trabalho.

Um estudo de Impacto do Reconhecimento


e Certificação de Competências Adquiridas
ao Longo da Vida constata que os principais
efeitos de um processo de RVCC incidem,
exactamente, em dimensões pessoais de
carácter eminentemente subjectivo:
Joaquim Castelo
e o seu poster
reforço da auto-estima e da auto-valorização,
apresentado reconstrução ou mesmo definição
em sessão de júri
do seu projecto pessoal e profissional

8 JULHO 2005 CIDADE SOLIDÁRIA


validar competências

Sessão de júri de validação, no Auditório da Aldeia de Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

29,2% dos adultos que se encontravam desempregados no início


do processo de RVCC estavam empregados seis meses após
a certificação

O Centro de RVCC, como resposta inte- pulação pouco escolarizada que, não exercen- empregabilidade, aumentando a sua capaci-
grada no âmbito da actuação da SCML so- do uma participação activa na sociedade, está dade para obter e manter um emprego, e evi-
bre os mais diversos públicos aos quais presta impedida de assumir a sua plena cidadania. tar situações de desemprego prolongado.
apoio no sentido de melhorar as suas condi- Actuar junto desta população numa lógica
ções de vida desempenha, deste modo, um preventiva, pela via do reconhecimento, vali- * Licenciada em Economia. Pós-graduada em
Políticas de Desenvolvimento dos Recursos Humanos.
papel de extrema importância na prevenção dação e certificação de competências, poderá Coordenadora do Centro de Reconhecimento,
de fenómenos de marginalização numa po- permitir aos indivíduos a promoção da sua Validação e Certificação de Competências da SCML.

BIBLIOGRAFIA

CIDEC (2004), O Impacto do Reconhecimento e Certificação de Competências Adquiridas ao Longo da Vida, Lisboa, DGFV
JOSSO, Marie-Christine, “As histórias de vida abrem novas potencialidades às pessoas”, in Aprender ao longo da vida, nº 2,
Outubro de 2004, Associação “O Direito de Aprender”, pp 16-23.
MTS (2001), Plano Nacional de Acção para a Inclusão 2001-2003, Lisboa, MTS.

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