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REFLEXÃO CRÍTICA

Módulo: Cartografia e Território

Formador: Ana Rita Costa

Formando: Eduardo Santana


Resumo da matéria:

 Caracterização e aplicação de técnicas de orientação.


 Identificar e aplicar instrumentos de orientação no
terreno.
 Conteúdos
 A Cartografia.
 Noções de Orientação.
 Cartografia Temática.
 Instrumentos de Orientação.
 Orientações Turísticas.
 A História da Cartografia.
 A Demarcação dos territórios por parte dos povos da
antiguidade.
 Origens da Demarcação dos Mapas; Manuel Francisco
Carvalhosa.
 Definição de Cartografia pela Associação de Cartografia
Internacional.
 Os Primeiros Mapas / temos pré-históricos.
 Mapas, na Grécia Antiga com Latitudes e Longitudes.
 A Influência da Religião Católica sobre a cartografia em
Roma.
 A Cartografia na Idade Moderna, a influência dos
Árabes na Cartografia pelas Tecnologias de Medição.
 Processos Tecnológicos que contribuíram para estas
inovações, Bússola, Astrolábio, Caravela.
 A Introdução da Rosa-dos-Ventos pelos Portulanos,
atingindo um grande reconhecimento e validação
Cientifico.
 A Responsabilidade da Holanda na Universalização das
representações Cartográficas.
 Cartografia Actual.
 Mapas a partir dos Computadores e dos Satélites.
 SIG – Sistemas de Informação Geográfica.
 CAD – Especializado na Realização de Mapas.
 O Porquê do crescimento dos mapas digitais em
Detrimento dos Analógicos.

 Noções de Orientação.
 Orientação por Indícios.
 Orientação pela Lua.
 Orientação de Mapas.
 Escala – Numérica / Gráfica.
 Legenda.
 Titulo.
 Carta topográfica.
 Mapa Temático.
 Processo Cartográfico – Detecção, Discriminação e
Identificação.
 Simbologia Cartográfica.
 Cartografia Temática – De Notação, Estatística, Síntese.
Impacto da Aprendizagem ao nível da minha vida pessoal e social:

Este módulo teve uma importância muito significativa na minha


aprendizagem.
A Cartografia é a ciência de criar mapas. Envolve a recolha de
informação geográfica, o armazenamento, processamento e edição desta
informação, e sua a representação em forma de mapas ou cartas, relaciona-se
com diversas outras áreas, como a Geodesia, a Topografia, o Posicionamento
e Navegação por Satélite, a Detecção Remota e os Sistemas de Informação
Geográfica.
A sua origem calcula-se que provenha dos povos da antiguidade, o
Neolítico. Também os egípcios já representavam graficamente os seus
espaços, as suas actividades e seus pensamentos em paredes. Tento imaginar
como seria nestes primórdios, há 6 a 6.500 anos; como tudo na vida, a
cartografia também têm vindo a sofrer a sua evolução. E desde essa época,
até aos dias de hoje, o desenvolvimento tem sido tremendo!
Esta palavra, Cartografia, teria sido proferida pela primeira vez em
território nacional por Manuel Francisco Carvalhosa, historiador, isto por volta
do primeiro quartel do séc. XIV. Entre os sécs. XV e XVI, foi impulsionada pelo
desenvolvimento de tecnologias e dos instrumentos de orientação, já a cima
enfatizados.
É de conhecimento público que a Grécia antiga inovou os mapas,
dotando-os de componentes bastante úteis e que ainda hoje constituem uma
parte estrutural e imprescindível em orientação, definidas por latitude e
longitude. Já a partir do séc., XVI, foi a vez de os árabes causarem impacto
neste processo de evolução. Pois as suas técnicas de medição serviram de
linhas orientadoras para estratégias das forças militares e apoio à navegação,
nomeadamente, ajudando a conhecer o Mediterrânico.
Calculo a dedicação, o empenho e as horas de reflexão que teriam sido
necessários para a criação destes parâmetros de precisão. E por falar em
precisão, saliento a rosa-dos-ventos. Não tinha conhecimento que teria sido
introduzida pelos portulanos. Esta representando uma volta completa ao
horizonte, dando uma nova possibilidade de precisão à navegação, a de indicar
com exactidão, qualquer direcção.
Sensivelmente cem anos depois, estaríamos em meados do séc. XVII,
quando os holandeses decidiram, - Na minha opinião muito bem - universalizar
estas representações. No séc. XIX, deu-se o maior impacto ao nível da difusão
destes conhecimentos, desta feita pela publicação do Atlas. Se bem que a
representação até hoje e de longe mais preferida das sociedades, é a do globo.
Com certeza por ser aquela que mais se assemelha à realidade.
A cartografia actual tem sofrido novamente alterações muito
significativas, desde a segunda guerra mundial que se começaram a obter
registos mais concisos de algumas áreas consideradas meritórias de ser
cadastradas. Passando ao século XXI, a cartografia e com o aparecimento das
novas tecnologias e dos mecanismos que destas advêm, fortemente e
rapidamente se reforçam e actualizam, chegando mesmo a tempo real, todas
as informações, desde ao nível climatérico, geográfico, auxiliando até
investigação criminal, entre outras.
A grande tendência actual são os mapas digitais em detrimento dos seus
ante sucessores, os analógicos. É certo e sabido que estas tendências terão a
sua lógica, uma vez que estes documentos passaram a estar disponíveis em
formato digital, tornando-os mais fáceis de partilhar e claro, não menos
importante, o facto de serem mais ecológicos e fáceis de armazenar.
É para mim muito gratificante ter aprendido e apreendido esta matéria…
ainda não há muito tempo eu e a minha família, fomos até à bela localidade de
Tomar, e eu tive o prazer de ter feito, no terreno, uma breve explicação aos
meus dois filhos, sobre orientação por indícios. Nada mais pertinente que a
Mata Nacional dos Sete Montes para lhes explicar o porquê das cascas das
árvores se apresentarem mais rugosas e algumas mesmo, até com musgo… e
como poderíamos fazer as devidas analogias de forma a definirmos a nossa
orientação face ao Norte ou seja, de um modo geral, esta situação comprova
que a cultura geral não faz mal a ninguém e recomendando-se o seu cultivo.
Tentando contribuir com a minha parte, por isso aqui estou eu!

Pontos fortes e pontos fracos da formação:


Quanto aos pontos fortes deste módulo… penso que o facto da formadora Rita
ter demonstrado entusiasmo e dinamismo na apresentação da matéria.
Um ponto menos positivo, a meu ver, poderiamos ter preparado uma aula e tê-
la colocado em prática, no terreno. Reforçaríamos ainda mais esta noção de
orientação e cartografia.
Este módulo correspondeu às minhas expectativas. Tendo-me dotado
das ferramentas base, de forma a poder agora, pelos meus próprios meios,
continuar a pesquisar e assimilar assuntos relacionados com esta ciência.