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Palestra IV Antropologia Essencial Sete saberes para reconstruir um novo ser humano

Preliminares

Nesta palestra engendro esforços para compreender o ser humano na sua condição de complexidade. Uso a expressão “Antropologia Essencial” para designar o ser humano na sua essência (condição humana), naquilo que o torna humano reinserido na criação, pela superação da janela filosófico-temporal do Racionalismo e Evolucionismo.

Esta concepção de ser humano privilegia a pessoa nas suas possibilidades e limites, no alcance dos seus sonhos e nos horizontes de sua realidade, nos seus relacionamentos complexos de verticalidade e horizontalidade, nos seus elementos: corpóreo e espiritual, emocional e intelectual, nos caminhos a percorrer e nas veredas já trilhadas.

Esta antropologia, isto é, esta visão de ser humano, requer seja fruto de uma cosmovisão planetária que nos ligue como espécie e aprofunde, em uma espiral, nossa condição societária, nossa participação nas comunidades humanas (escola, igreja, empresa), nossa pertença a um núcleo familiar específico, para chegar, então, em nossa pessoalidade e interioridade.

Introdução

Um novo mundo exige um novo ser humano

Quatro pilares: reconstruir através da educação (quatro pilares UNESCO)

Integrativo (Aprender a Conhecer)

Integral (Aprender a Ser)

Integrador (Aprender a Fazer)

Integrado (Aprender a Viver Juntos)

Teoria da Complexidade – Edgar Naoum Morin

Primeiro Saber: Buscar a essência do ser humano

A existência do ser humano oscila entre dois ventres (do ventre à sepultura)

Como cristãos devemos ler Gênesis 2 (pó/sopro - barro/espírito)

Gênesis 2.7 (pó da terra)

Qohelet (Eclesiastes) 12.7 (pó volte à terra)

Jó 4.19 (fundamento é o pó)

Segundo Saber: Recontextualizar na Tradição Ocidental

Tradição judaico-cristã - ponto de partida

Contexto do discurso sobre o ser humano

Filtro utilizado:

Filosofia Grega

Fé Cristã

Compreender esse contexto

Terceiro Saber: Superar a “janela” greco-hebraica

Superar a “janela” filosófico-temporal (pré-socráticos) separação do mito/poesia da razão (Platão expulsou os poetas da sua cidade)

Ultrapassar os discursos religiosos (Antigo Testamento como relato cultural)

Logar o ser humano ao contexto das narrativas criacionais dos povos ancestrais

Quarto Saber: Libertar o conceito “homo” do evolucionismo

Teoria da Evolução:

seleção natural

predatória

darwinianismo social

Coloca o homem numa posição de supremacia, superioridade

O que lhe dá o direito de (de)predar o meio ambiente

Quinto Saber: Redefinir o conceito “homo”

Homo – hominídeo (latim)

Homo Sapiens (Sapiens + Demens)

Homo – similar, mesmo, igual (grego)

Humus - Adam + Adamah – homem + solo (hebraico)

Humus Sapores Vapores – solo + sabedoria + sopro

Sexto Saber: Relacionar o “humus” com o meio

Reinserir o “homo” na complexidade do cosmo/pessoa

Relacionar com a terra/planta/animais (todos da mesma essência)

Reinserir nos relacionamentos com os semelhantes

Reatar o relacionamento com o Criador

Sétimo Saber: Reagrupar o “humus” em seu todo e suas partes

Complexidade – três níveis

CORPO: racional, razão sensorial, razão

MENTE: afetivo, emoção, intuição, energia psíquica

ALMA: espírito, consciência de si, indizível, aspecto incriado

Resultados Preliminares

Ser humano que aprende a:

ser ecológico - » ser relacional - » ser espiritual - » ser dialógico - » ser intuitivo

ser emocional - » ser perceptivo - » ter um destino comum - » viver as incertezas

e ser, até, racional

Desafios e Tarefas

Antropologia Bíblica (integrativo – valores do Reino de Deus). Pautas do Antigo Testamento e Jesus

Antropologia Complexa (integral – complexo). O ser humano no todo e nas partes.

Antropologia Consistente (integrador – fazer/agir). Fazer o que deve ser feito – consistência entre discurso e ação.

Antropologia Relacional (integrado – relações). Sujeito Relacional – em relação com pessoas, ambiente e Criador.