Você está na página 1de 52
MDA Medicina Legal Prof. Eduardo Magalhães Material didático para acompanhamento na disciplina de Medicina Legal

MDA

Medicina Legal

Prof. Eduardo Magalhães

Material didático para acompanhamento na disciplina de Medicina Legal do curso de Direito.

Aluno:

SEXOLOGIA CRIMINAL

Medicina Legal - Turma

2

Conceito

Crimes contra os costumes X Crimes contra a dignidade sexual

Modificações na sociedade

Forças biológicas

- Nutrição Fome

- Perpetuação - Libido

Atos libidinosos

Todos aqueles atos praticados com o intuito de desafogar, completa ou parcialmente, a libido, o desejo erótico, o apetite sexual.

Variação na forma e na intensidade

Cópula Tópica (conjunção carnal)

Cópulas Ectópicas

- Vulvar ou vestibular

-

Auricular

- Anal ou sodomítica

-

Axilar

- Interglútea

-

Umbilical

- Intercrural ou interfêmural

-

Colostomia

- Intermamária

-

Podálica

- Bucal ou felação

Anilíngua

Masturbação

- Automasturbação

- Heteromasturbação

- Pseudomasturbação

Contatos voluptuosos

Beijo

Contemplação da nudez

- Orovulvar cunilingua

Aluno:

Transtornos da Sexualidade

Medicina Legal - Turma

3

Qualitativos ou quantitativos

Transtornos psicossexuais X Perversão sexual

Não constituem infrações penais

Fatores criminogênicos (escândalos, chantagens, ameaças, corrupções, violências)

Esfera cívil (separação judicial, divórcio, anulação do casamento, perda do pátrio poder)

DSM IV

- Disfunções Sexuais

- Transtornos de identidade de gênero

- Parafilias

Disfunção Sexual

Transtorno do desejo sexual hipoativo

Transtorno de aversão sexual

Transtorno de excitação sexual

Transtorno erétil masculino

Transtorno orgástico

Ejaculação precoce

Dispareunia

Vaginismo

Transtorno de desejo sexual hipoativo

Deficiência ou ausência de fantasias sexuais e do desejo de ter atividade sexual, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Frigidez ou anafrodisia

Transtorno de aversão sexual

Aversão e esquiva ativa do contato genital com o parceiro, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Transtorno de excitação sexual

Incapacidade persistente ou recorrente de adquirir ou manter uma resposta de excitação adequada, de lubrificação e turgência genital, até a conclusão da atividade sexual, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Somente no sexo feminino.

Aluno:

Transtorno erétil masculino

Medicina Legal - Turma

4

Incapacidade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção adequada até a conclusão da atividade sexual, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Impotentia coeundi.

Transtorno orgástico

Atraso ou ausência, persistente ou recorrente, do orgasmo, após uma fase normal de excitação sexual, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Ambos os sexos

Ejaculação Precoce

Desencadeamento persistente ou recorrente, do orgasmo e da ejaculação mediante estimulação mínima, antes, durante ou logo após a penetração e sem que o indivíduo deseje, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Dispareunia

Dor genital associada ou intercurso sexual, antes durante ou depois do coito, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Masculino e feminino

Vaginismo

Contração involuntária, recorrente ou persistente, dos músculos do períneo, adjacentes ao terço inferior da vagina, quando é tentada a penetração vaginal com pênis, dedo, tampão ou espéculo, com acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

Impotentia coeundi feminina.

Transtorno de identidade de Gênero

Convicção íntima do gênero

3 anos de idade

Forte identificação sexual com o gênero oposto, acompanhada por desconforto persistente com o próprio sexo que lhe é atribuído.

Parafilias

Aluno:

Medicina Legal - Turma

5

Anseios, fantasias ou comportamentos sexuais, manifestados de modo intenso e recorrente, que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida.

Coprofilia

Coprolalia

Exibicionismo

Fetichismo

Homossexualismo

Lubricidade senil

Masoquismo

Necrofilia

Ninfomania

Pedofilia

Transexualismo

Aluno:

Medicina Legal - Turma

6

Crimes contra a dignidade sexual

Lei 12.015/2009 Título VI do Código Penal

Capítulo I Dos crimes contra a liberdade sexual [estupro (art. 213); violação sexual mediante fraude (art. 215); assédio sexual (art. 216-A)]

Capítulo II Dos crimes sexuais contra vulnerável [estupro de vulnerável (art. 217-A); corrupção de menores(art. 218); satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente (art. 218-A); favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável (art. 218-B)

Lei 12.015, de 7 de Agosto de 2009

Estupro

Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:

Pena reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. (Redação dada

§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.

§ 2o Se da conduta resulta morte: Pena reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) Anos.

Unificou o estupro e o atentado violento ao pudor

Estupro

1. O constrangimento mediante Violência e grave ameaça.

2. A qualquer pessoa, masculino e feminino

3. Conjunção carnal

4. Qualquer ato libidinoso

Constrangimento mediante violência ou grave ameaça

Constranger

Força física

Grave ameaça

Dirigido a pessoa ou coisa que lhe são próximas

Implícita ou explícita; direta ou indireta

Ameaça não necessariamente injusta, Art. 147 do CP.

Pode ser dirigido a qualquer pessoa, sexo masculino e feminino

Independente do sexo

Conjunção carnal

Efeito psicológico, inferiorização, repulsa social

Aluno:

Medicina Legal - Turma

7

Cifra negra

Delegacias especializadas

Conjunção carnal X Ato libidinoso

Sistema restrito / Sistema amplo e amplíssimo

Conjunção carnal e outro ato libidinoso

Pratique e com ele permita que se pratique

Conduta

- Ativa

- Passiva

- Por terceiro a mando daquele

Conjunção carnal

Atuação pessoal do agente

Sujeito ativo do sexo masculino

Sujeito passivo do sexo feminino

Se consuma com a efetiva penetração do pênis na vagina, não importa se total ou parcial, não havendo necessidade de ejaculação

Presença de vestígios

Ato libidinoso

Ato libidinoso diverso da conjunção carnal

Sujeito ativo do sexo masculino ou feminino

Sujeito passivo do sexo feminino ou masculino

Partes consideradas pudendas (seios, nádegas, pernas, vagina [desde que não haja penetração, que se configuraria na primeira parte do tipo penal], pênis, etc.)

Crimes contra a dignidade sexual

Elemento subjetivo

- Dolo

- Não é admissível a modalidade culposa

Modalidade comissiva e omissiva

Não ter havido o consentimento da(o) vítima(o)

pessoa vulnerável (Art. 217-A)

Resistência da vítima

Marido como sujeito ativo do estupro

Aluno:

Medicina Legal - Turma

8

- Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém,

mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.

Violação sexual mediante fraude

Mulher honesta

- Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.

1. A conduta de ter conjunção carnal; ou

2. Praticar outro ato libidinoso com alguém;

3. Mediante fraude; ou

4. Meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.

Estelionato sexual

Exame médico com intenção libidinosa

Pedofilia

Perversão sexual que se apresenta pela predileção erótica por crianças, indo desde os atos obscenos até a prática de manifestações libidinosas, denotando graves comprometimentos psíquicos e morais dos seus autores.”

Indicadores físicos da criança e do adolescente

- Infecções urinárias.

- Dor ou inchaço na área genital ou anal.

- Lesão ou sangramento genital ou anal.

- Secreções vaginais ou penianas.

- Doenças sexualmente transmissíveis.

- Dificuldade de caminhar ou sentar.

- Falta de controle ao urinar (incontinência urinária).

- Enfermidades psicossomáticas (doenças de pele ou digestivas, etc)

Comportamento da criança e do adolescente

- Comportamento sexual inadequado para a idade ou brincadeiras sexuais agressivas

Aluno:

Medicina Legal - Turma

9

- Palavras de conotação sexual incompatíveis com a idade.

- Falta de confiança em adultos.

- Fugas de casa.

- Alegações de abuso.

- Idéias e tentativas de suicídio.

- Autoflagelação (o jovem fere o próprio corpo).

-Terror noturno (sono agitado em que a criança acorda com medo, no meio da noite, normalmente chorando ou gritando)

Comportamento da família (quando conivente ou autora da violência)

- Oculta frequentemente o abuso.

- É muito possessiva, negando à criança contatos sociais normais.

- Acusa a criança de promiscuidade, sedução sexual e atividade sexual fora de casa.

- Afirma que o contato sexual é uma forma de amor familiar”.

PERÍCIA

Vestígios na vítima e no agressor

Identidade

Estado mental da vítima e do agressor

Metodologia do exame de conjunção carnal

Metodologia na violência sexual mediante fraude

Metodologia nos atos libidinosos

Conjunção carnal

Histórico

Exame subjetivo e objetivo

- Exame objetivo genérico

- Exame objetivo específico

1. Estudo da integridade himenal (virgem)

2. Hímens complacentes e vida sexual pregressa

- Gravidez

Aluno:

- Esperma na cavidade vaginal

Medicina Legal - Turma

- Dosagem de substâncias do líquido prostático

- Contaminação venérea profunda

Exame sexológico

Rotura himenal

Hímen

10

- Cicatrização 20 dias / Sangramento até 3 dias / orvalho sanguínio e equimose 2 a 6 dias / exsudação ou supuração 6 a 12 dias / cicatrizes recente (rosa) 10 a 20 dia.s

Presença de gravidez com idade compatível com o estupro

Esperma

Fosfatase ácida

Glicoproteína P30

Contágio por DST

Ausência de ejaculação

Agente ativo vasectomizado

Uso de preservativo

Provas biológicas

- anticorpos espermatóxicos

Identidade do autor

Coito anal

Alterações locais

Presença de esperma

Coito oral

Objetos

Aluno:

Medicina Legal - Turma

11

ASPECTOS MÉDICO-LEGAIS DO CASAMENTO

Conceito

Contrato X Instituição

IBGE - 747.151 (1993) / 710.950 (2002)

Medicina Legal Condições de natureza médica

- Impedir a realização do casamento

- Dissolução

- Anulação

- Nulidade

Código antigo (1916) Impedimentos matrimoniais

- Dirimentes absolutos, relativos e proibitivos.

Novo Código

Impedimentos apenas os absolutos incisos I a VII

Dirimentes relativos outras causas de anulação

Proibitivos causas suspensivas

Art. 1.521. Não podem casar:

I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;

II - os afins em linha reta;

III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do

adotante;

IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau

inclusive;

V - o adotado com o filho do adotante;

VI - as pessoas casadas;

VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.

Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher

manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz

os declara casados.

Aluno:

Identidade de Sexo.

- Hermafroditismo verdadeiro

Medicina Legal - Turma

12

- Pseudo-hermafroditismo interno/extero masculino/feminino

Perícia Médica

Parentesco

Art. 1.591. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes.

Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem descenderem uma da outra.

Art. 1.593. O parentesco é natural ou civil, conforme resulte de consangüinidade ou outra origem.

Art. 1.594. Contam-se, na linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente.

Art. 1.595. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade.

§ 1º O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro.

§ 2º Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável.

ou companheiro. § 2º Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do

Aluno:

Medicina Legal - Turma

13

Decreto-lei 3.200/41 Casamento entre Tio e sobrinha

Por afinidade (ético) Sogro e nora ou Sogra e genro

Bigamia (impedimento de vínculo)

Legislação brasileira adota a monogamia.

Art. 235 - Contrair alguém, sendo casado, novo casamento:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

Viúvo, divorciado, ou que o primeiro casamento tenha sido nulo ou anulado.

Separação judicial

Divórcio

Crime

Impossibilidade moral

Pessoa que matou ou tentou matar

Mesmo não tendo havido cumplicidade

Causas Suspensivas (impedimentos proibitivos)

Art. 1.523. Não devem casar:

I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros;

II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal;

III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal;

IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas.

Causa de anulação do casamento (impedimentos dirimentes relativos)

O casamento realizado é válido, mas padece de defeito capaz de prejudicar um dos cônjuges.

Requerer anulação dentro dos prazos estabelecidos.

Aluno:

Art. 1.550. É anulável o casamento:

Medicina Legal - Turma

14

I - de quem não completou a idade mínima para casar;

II - do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal;

III - por vício da vontade, nos termos dos arts. 1.556 a 1.558;

IV - do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento;

V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da

revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;

VI - por incompetência da autoridade celebrante.

Art. 1.556. O casamento pode ser anulado por vício da vontade, se houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro.

Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge:

I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado;

II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza,torne insuportável a vida conjugal;

III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave e transmissível, pelo contágio ou herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência;

IV - a ignorância, anterior ao casamento, de doença mental grave que, por sua natureza, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado.

Art. 1.558. É anulável o casamento em virtude de coação, quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares.

Idade 16 anos ambos os sexos.

Art. 1.551. Não se anulará, por motivo de idade, o casamento de que resultou gravidez.

Débito conjugal Impotência sexual

- Generandi, concipiendi e coeundi.

Impotência coeundi

Aluno:

Medicina Legal - Turma

Fisiológica extremo das idades

Física Alteração na função e na forma

- Sexo masculino e feminino.

- Disfunção erétil

- Disfunção quantitativa

- Vaginismo

Psíquica

- Impotência seletiva

- Coitofobia

Perícia Médica

Moléstia grave e transmissível

15

Não fosse possível percebê-la antes do casamento.

AIDS, Hepatites B e C, TP, Hanseníase ou sífilis

Epilepsia essencial, hemofilia, dist. Metabólicos

Doença Mental Grave

Abrangência maior que ao art. 26 do CP.

“ É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.”

Intolerável a vida em comum

Coação

Incapacidade de Consentir

Surdo-mudos não educados

Oligofrênicos

Perícia Médica – vontade de aceitar “ de modo inequívoco”

Prazos

Art. 1.560. O prazo para ser intentada a ação de anulação do casamento, a contar da data da celebração, é de:

I - cento e oitenta dias, no caso do inciso IV do art. 1.550;

II - dois anos, se incompetente a autoridade celebrante;

Aluno:

Medicina Legal - Turma

16

III - três anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1.557;

IV - quatro anos, se houver coação.

§1º Extingue-se, em cento e oitenta dias, o direito de anular o casamento dos menores de dezesseis anos, contado o prazo para o menor do dia em que perfez essa idade; e da data do casamento, para seus representantes legais ou ascendentes.

§ 2º Na hipótese do inciso V do art. 1.550, o prazo para anulação do

casamento é de cento e oitenta dias, a partir da data em que o mandante tiver conhecimento da celebração.

Dissolução da Sociedade Conjugal

Art. 1.571. A sociedade conjugal termina:

I - pela morte de um dos cônjuges;

II pela nulidade ou anulação do casamento;

III - pela separação judicial;

IV - pelo divórcio.

§1º O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente.

§ 2º Dissolvido o casamento pelo divórcio direto ou por conversão, o cônjuge poderá manter o nome de casado; salvo, no segundo caso, dispondo em contrário a sentença de separação judicial.

Art. 1.572. Qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao outro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum.

§ 1º A separação judicial pode também ser pedida se um dos cônjuges provar ruptura da vida em comum há mais de um ano e a impossibilidade de sua reconstituição.

§ 2º O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver

acometido de doença mental grave, manifestada após o casamento, que torne impossível a continuação da vida em comum, desde que, após uma duração de dois anos, a enfermidade tenha sido reconhecida de cura improvável.

Aluno:

Medicina Legal - Turma

17

GRAVIDEZ, PARTO E PUERPÉRIO

CC - Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

Conceito

Fisiologia

Ovulação 5º ao 13º dia do ciclo

Importância Pericial

- Comprovação (simulação e dissimulação)

- Investigação de paternidade

- Infanticídio

- Prova de violação carnal

- Impossibilidade de anulação do casamento

Reprodução Assistida

Inseminação artificial

Fertilização “in vitro” ou Ectogênese

de anulação do casamento Reprodução Assistida Inseminação artificial Fertilização “in vitro” ou Ectogênese

Aluno:

Inseminação artificial

Casal não puder procriar

Homóloga / heteróloga

Medicina Legal - Turma

18

procriar Homóloga / heteróloga Medicina Legal - Turma 18 Fertilização “in vitro” – Ectogênese Retirada do

Fertilização “in vitro” – Ectogênese

Retirada do óvulo para fecundação

Homóloga / heteróloga

Retirada do óvulo para fecundação Homóloga / heteróloga Resolução CFM 1.957/2010  Consentimento informado

Resolução CFM 1.957/2010

Consentimento informado prévio obrigatório a todos os pacientes

As técnicas não podem ser utilizadas para a seleção de sexo, exceto em casos de doenças hereditárias ligadas ao sexo

Doação de gametas será sempre anônima, sendo que a identidade da doadora e da receptora nunca será revelada

Aluno:

Medicina Legal - Turma

19

Criopreservação de embriões excedentes e viáveis, não sendo permitido o descarte

Gestação de substituição (doação temporária do útero) permitida somente a parente até de segundo grau, sem fins lucrativos e comercial

Redefinição do número de embriões transferidos

Até 35 a. - 2 ,

36 a 39 3

,

acima de 40 - 4

Utilização de embriões e gametas de cônjuge post mortem

Realização de Reprodução Assistida em Solteiras e Casais Homossexuais

-

filhos:

CC

Art. 1.597. Presumem-se concebidos na constância do casamento os

III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido;

IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga;

V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido.

Diagnóstico de gravidez

Exame objetivo e subsidiário

Exame objetivo

- Sinais de presunção

- Sinais de probabilidade

- Sinais de certeza

Sinais de Presunção

Pertubações digestivas

Máscara gravídica (cloasma)

Lanugem (Sinal de Halban)

Alterações de aparelhos e sistemas

Pigmentação da linha alba

Congestão das mamas

Hipertricose

Estrias abdominais

Aluno:

Sinais de probabilidade

Medicina Legal - Turma

Suspensão da menstruação (amnorreia)

Cianose da vulva (Klüge)

Cianose da vagina (Jacquemier)

Pulsação vaginal (Oseander)

Redução dos fundos de saco (Puzos)

Rechaço vaginal

Flexibilidade do ístimo uterino

Hipertrofia e alterações da forma do útero

Modificação das glândulas mamárias

Sinais de certeza

20

Movimentos do feto (18ª semana)

Batimentos do coração fetal (20 a 21ª semana)

Rechaço uterino (16 a 18ª semana)

Palpação de segmentos fetais (18ª semana)

Estudo radiológico do esqueleto fetal

USG

RNM

Testes biológicos

- beta-hCG (4 a 6 dias após implantação do ovo)

Alteração na percepção da Gravidez

Suposição da gravidez (boa-fé)

Simulação da gravidez (má-fé)

Dissimulação da gravidez (boa ou má-fé)

Metassimulação da gravidez

Anomalias da gravidez

Gemeliparidadedade univitelina

Superfecundação

Superfetação

Gravidez extra-uterina

Gravidez molar

Duração da gravidez

270 a 280 dias, ideal 275 dias (40 semanas 9 meses)

Lei civil, concebidos na constância do casamento

I nascidos 180 dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal.

II nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento (art. 1.597)

Aluno:

Medicina Legal - Turma

21

Data do coito único, DUM, altura do fundo do útero, início dos movimentos ativos do feto, medidas do feto pela radiologia.

Retenção Fetal

Morte do feto

Obstétricos, laboratoriais e radiológicos.

Ausência de sinais vitais

Queda das taxas hormonais (estriol)

Radiológicos

- Achatamento da calvária, deformidades torácicas, etc

Após 5º mês maceração.

Perícia

- Confirmar a morte fetal

- Tempo de morte

Sinais de parto na mulher viva

Parto Antigo

Estrias e flacidez abdominal

Pigmentação das mamas

Cicatrizes himenais

Cicatrizes da fúrcula e períneo

Cicatriz abdominal

Cicatriz de órgãos internos

Sinais de parto na mulher morta

Parto Recente

Útero aumentado e cavidade com coágulos

Vasos abertos

Parto Antigo

Estado do útero

Perícia

Existência do parto

Recentidade ou antiguidade do parto

Número de partos

Provas laboratoriais

- Mucosidade vaginal

Aluno:

- Líquido amniótico

- Leite e colostro

- Mecônio

Medicina Legal - Turma

- Exame microscópico do útero e ovários

Puerpério

22

Desprendimento da placenta até condição anterior

Útero

- Diminuição de tamanho (metade na primeira semana)

Colo

Vagina (epitélio 8 a 10 semanas)

Ovário e ovulação

ABORTO

Parâmetros obstétrico X Parâmetros Legais

- Antes da 20ª semana ( menos que 500g 20 a 22 semanas)

Antes da 20ª semana ( menos que 500g – 20 a 22 semanas) • CP –
Antes da 20ª semana ( menos que 500g – 20 a 22 semanas) • CP –
Antes da 20ª semana ( menos que 500g – 20 a 22 semanas) • CP –
Antes da 20ª semana ( menos que 500g – 20 a 22 semanas) • CP –

CP Crimes contra a vida, Art. 124 128.

“ Art. 124 – Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque.

Art. 125 Provocar o aborto sem o consentimento da gestante;

Art. 126 Provocar o aborto com o consentimento da gestante.

Art. 128 Não se pune o aborto praticado por médico:

Aluno:

Medicina Legal - Turma

23

I Se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

II Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante, ou quando incapaz, de seu representante legal.”

Modalidades

Quanto ao objeto

- Ovular (até 8ª semana de gestação)

- Embrionário (até 15ª semana de gestação)

- Fetal (após 15ª semana de gestação)

Quanto à causa

-

Espontâneo

-

Acidental, ocasional ou circunstancial

-

Provocado

 

Tóxico (medicamentoso) vegetal ou mineral

 

-

Intoxicação com morte da gestante

-

Intoxicação com aborto e morte da gestante

-

Intoxicação com aborto e cura da gestante

-

Intoxicação sem aborto e com cura da gestante

 

Mecânico Diretos e Indiretos

Diretos

 

-

Cavidade vagina Duchas, cópulas repetidas

-

Colo uterino Cauterizações, dilatações

-

Cavidade uterina

Quanto à finalidade

Terapêutico

- Aborto necessário

- Salvar a vida da gestante ( sacrifício do bem menor)

Aluno:

1- A mãe apresenta risco de vida

Medicina Legal - Turma

24

2- O perigo esteja sob a dependência direta da gravidez

3- A interrupção da gravidez faça cessar esse perigo para a vida da mãe

4- O procedimento seja o único meio capaz de salvar a vida da gestante

5- Sempre que possível, com a confirmação ou concordância de outros dois colegas.

Sentimental

- Piedoso ou moral (estupro)

Eugênico

- Presença de doença, sexo não almejado

Econômico ou social

Estético

Por motivo de honra

Legal

- Necessário e o sentimental

Criminoso

- Gravidez fecundação até o parto (estados patológicos)

- Dolo (direto ou eventual)

- Emprego de técnica abortiva (diretas, indiretas ou extrauterinas)

- Morte do concepto no ventre materno ou após sua expulsão

Espécies de aborto criminoso

- Autoaborto

- Provocado por terceiro com o consentimento da gestante

- Aborto sofrido

- Aborto preterintencional ou preterdoloso

Provas da existência do crime

Aluno:

Existência da gravidez

Realidade do aborto

Natureza do aborto

A época do abortamento

A data da manobra abortiva

Lesão corporal ou a morte da gestante

Quesitos na perícia do aborto criminoso

Na viva

Medicina Legal - Turma

25

1. Se há vestígio de provocação de aborto.

2. Qual o meio empregado.

3. Se, em consequência do aborto ou meio empregado para provocá-lo, sofreu a gestante incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias, ou perigo de vida, ou debilidade permanente, ou perda , ou inutilização de membro, sentido ou função, ou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade incurável, ou deformidade permanente.

4. Se não havia outro meio de salvar a vida da gestante.

5. Se a gestante é alienada ou débil mental ou menor de 14 anos.

Quesitos na perícia do aborto criminoso

Na morta (após a necropsia)

1. Se houve morte.

2. Se a morte foi precedida de aborto.

3. Qual o meio empregado para a provocação do aborto.

4. Qual a causa da morte.

5. Se a morte da gestante sobreveio em consequência do aborto ou do meio empregado para provocá-lo.

Prática da interrupção seletiva da gravidez

Alvará judicial

Comissão para reforma do CP – “ Não constitui crime de aborto praticado por médico: se se comprovar, através de diagnóstico pré-natal, que o nascituro venha a nascer com graves e irreversíveis malformações físicas ou psíquicas, desde que a interrupção da gravidez ocorra até a vigésima semana e seja precedida de parecer de dois médicos diversos daquele que, ou sob cuja direção, o aborto é realizado (art. 128 III).”

Anencefalia

Argumentos Pró-aborto

Ideológicos, socioeconômicos e privados

Abortismo ideológico

- A mulher é dona do seu corpo e o feto faz parte do organismo da gestante.

Aluno:

Medicina Legal - Turma

- O feto é um ser humano ? Desde quando ?

Socioeconômico

- Caráter social, econômico e político

Privado

26

- Gravidez não desejada, pressões físicas e psicológicas

- Deficiência física e mental do futuro ser

- Fatores relacionados à contracepção

Violência contra recém-natos e crianças

Infanticídio

CP – “ matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após.”

Atenuante considerando a condição biopsicossocial do estado puerperal estado confusional

Psicose pós-parto

Crime próprio ( só a mãe ) por ação e omissão sempre doloso.

Elemento cronológico.

Sujeito passivo feto nascente ou recém-nascido.

CP Art. 134 – “expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria.”

Objetivos periciais

- crucis peritorum

- Diagnóstico de tempo de vida (natimorto, feto nascente, infante nascido ou recém- nascido)

Natimorto

- Feto morto durante o período perinatal (22ª semana 500g)

Feto nascente (feticídio)

- Não apresentou respiração

- Lesões nas regiões onde o feto começa a se expor

- Feridas produzidas em vida (características)

Aluno:

Objetivos periciais

Infante nascido

Medicina Legal - Turma

27

- Apresentou respiração e não recebeu nenhum cuidado.

- Estado sanguinolento.

- Induto sebáceo.

- Tumor do parto.

- Cordão umbilical.

- Presença de mecônio

- Respiração autônoma

Objetivos periciais

Recém-nascido

- Primeiros cuidados após o parto até o 7º dia do nascimento.

Prova da vida extra-uterina

- Respiração autônoma (vida independente)

Docimásias

- Docimásias e provas ocasionais.

Provas da possível respiração

Pulmonares

- Docimásia hidrostática pulmonar de galeno

- Baseado na densidade pulmonar

- Quatro fases

1ª - Se os órgão flutuam por inteiro ou a meia-água (positiva).

2ª - Só os pulmões (positiva).

3ª - Cortam-se os pulmões em fragmentos- no fundo (negativa).

4ª - Compressão dos fragmento se desprender finas bolhas gasosas com sangue (positiva).

Aluno:

Aluno: • Diafragmática de Ploquet • Óptica ou visual de Bouchut • Táctil de Nerio Rojas

Diafragmática de Ploquet

Óptica ou visual de Bouchut

Táctil de Nerio Rojas

Docimásias extrapulmonares

Gastrintestinal de Breslau.

Auricular de Vreden, Wendt e Gelé.

Provas ocasionais

Medicina Legal - Turma

Corpo estranho nas vias respiratórias

Substâncias alimentares no tubo digestivo

Lesões c/ reações vitais

Estado psíquico da parturiente

28

1. Se o parto ocorreu de forma angustiante ou dolorosa.

2. Se a parturiente, após ter realizado o crime, tratou ou não de esconder o cadáver do filho.

3. Se ela se lembra ou não de ter ocorrido ou se simula.

4. Se a mulher tem antecedentes psicóticos.

5. Se há vestígios de outra perturbação mental.

Síndrome da Criança Espancada

1971, criança maltratada

Constituição Federal / Lei 8.069/90 (ECA)

0 a 4 anos

Abuso físico

Privação de alimentos e de cuidados de higiene

Administração intencional de drogas e venenos

Abuso sexual

Negligência de assistência médica

Negligência de segurança

Abuso emocional

Aluno:

Medicina Legal - Turma

29

Aluno: Medicina Legal - Turma 29 INVESTIGAÇÃO DO VÍNCULO GENÉTICO • Importância. • Quem já tem

INVESTIGAÇÃO DO VÍNCULO

GENÉTICO

Importância.

Quem já tem a paternidade estabelecida.

Investigação de paternidade do filho adotivo.

- Art. 41 ECA.

Investigação de paternidade por iniciativa do pai.

Importância

Aluno:

Medicina Legal - Turma

30

Presidência

da

República

Casa Subchefia para Assuntos Jurídicos

Civil

LEI Nº 8.560, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1992.

Regula a investigação de paternidade dos filhos havidos fora do casamento e dá outras providências.

Provas médico-legais não genéticas

- Elementos relacionados com o ato gerador e suas consequências diretas

- Elementos relativos à idade do filho

Provas médico-legais genéticas

- Pré-mendelianas

- Mendelianas

Provas médico-legais não-genéticas

1. Elementos relacionados com o ato gerador e suas consequências diretas

- Dados biológicos sobre a duração da gestação

- Verificação da ausência ou da possibilidade de coabitação (virgindade, impotência)

- Verificação da impossibilidade de fecundação (esterilidade)

- Inexistência de parto

- Aplicação de métodos anticoncepcionais definitivos

2. Elementos relativos à idade do filho

- Para confronto com a época da coabitação

- Para confronto com a data conhecida do parto

Provas médico-legais genéticas

1. Pré-mendelianas

Aluno:

- Provas de semelhança fisionômica

- Caracteres adquiridos

- Impressões maternas

- Telegonia ou “barriga suja”

Medicina Legal - Turma

31

2. Provas médico-legais genéticas mendelianas

- Exame do pavilhão auricular

- Anomalias dos dedos

-

Cor da Pele

- Cor dos olhos

-

Mancha mongólica

- Os cabelos

-

Os dentes

Provas genéticas sanguíneas

Grupo sanguíneo (sistema ABO)

- Grupo O (46%) aglutinogênio o aglutininas a e b

- Grupo A (39%) aglutinogênio A aglutinina b

- Grupo B (11%) aglutinogênio B aglutinina a

- Grupo AB (4%) aglutinogênio a e b não tem aglutinina

Herança genética grupo O (OO)

- grupo A (AA ou AO)

- Grupo B (BB ou BO)

- Grupo AB (AB)

Fatores MN , fatores Rh, Grupo P, sistema HLA

Vínculo genético - DNA

DNA FINGERPRINTS

Código genético

Adenina, guanina, citocina e timina

Valor do perfil de DNA

Aluno:

Hoje os exames de DNA permitem:

Medicina Legal - Turma

32

a) identificação de suspeitos em casos de crimes sexuais,

b) identificação de cadáveres carbonizados e em decomposição;

c) identificação de cadáveres mutilados;

d) identificação de partes e órgãos de cadáveres;

e) estabelecimento de relação entre instrumento(s) lesivo(s) e vítima(s), por

produção de perfis de DNA recuperado e produzido a partir de material

biológico (sangue, esperma, pêlos, pele);

f) investigação de paternidade nos casos de gravidez resultante de estupro;

g) estudo de vínculo genético;

h) identificação de cadáveres abandonados nos casos de aborto provocado,

em casos de infanticídio e de falta de assistência após o parto.

DNA FINGER PRINT

1) Coleta de amostras biológicas que podem ser

saliva, sangue, esperma e cabelo com raiz, entre

outros.

2)

Extração e purificação do DNA.

3)

Corte com enzimas de restrição (tesouras

moleculares que reconhecem e cortam seqüências

específicas do DNA).

4) Eletroforese: onde, através de uma corrente

elétrica, são separados os fragmentos de DNA por

tamanho.

A partir daí, é formada uma espécie de código de

barras que é a identificação individual e

intransferível de cada indivíduo.

TÉCNICAS

Aluno:

Medicina Legal - Turma

33

RFLP (Restriction Fragment Lenght Polymorphism).

PCR (Polymerase Chain Reaction).

ALCOOLISMO E DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Conceito

- fase pré-alcoólica sintomática ou fase alfa de Jellineck

- fase prodrômica ou beta de Jellineck

- fase crucial ou gama

- fase crônica

Tolerância

Síndrome de dependência

Forte desejo ou senso de compulsão

- Dificuldade em controlar o consumo

- Abandono progressivo de prazeres alternativos

- Forte persistência no uso

Estado de abstinência

- Se foi praticado em razão de

- Se há nexo

- Redução ou abolição na capacidade de entendimento

CLASSIFICAÇÃO

(Substâncias psicoativas)

INTERNACIONAL

DAS

DOENÇAS

CID

10

Uso de álcool, opióides, múltiplas drogas, etc…

Intoxicação aguda

Uso nocivo

Síndrome de dependência

Estado de abstinência

Estado de abstinência com delírio

Transtorno psicótico

Aluno:

Medicina Legal - Turma

34

Síndrome amnéstica

Transtorno psicótico residual ou de instalação tardia

Embriaguez Alcoólica

Embriaguez alcoólica X alcoolismo.

Problemas de ordem médica, psiquiátrica, psicológica, policial e médico- legal.

Bebidas alcoólicas :

- Fermentadas (vinho, cerveja, etc

- Destiladas (uísque, conhaque

)

)

menor teor alcoólico.

grande concentração alcoólica.

- Alcoolizadas (vinho do porto, vinho madeira)

0,5° GL Gay-Lussac

Embriaguez Alcoólica Aguda

alcoólica. - Alcoolizadas (vinho do porto, vinho madeira) 0,5° GL – Gay-Lussac Embriaguez Alcoólica Aguda

Aluno:

Medicina Legal - Turma

35

Efeitos psiconeurossomáticos da intoxicação etílica imediata.

Intolerância individual.

Manifestações físicas :

- Congestão da conjuntiva.

- Taquicardia

- Taquipnéia

- Hálito alcoólico

Manifestações psíquicas :

- Progressivas

- Alterações do humor, do senso ético, da atenção, curso do pensamento

- Exagero e ridículo inconveniente, falastrão, memória prejudicada, atentar contra a moral pública - deficiência das inibições.

- Ato sexual prejudicado.

- Tendência ao obsceno e ao exibicionismo.

- Impulsos homossexuais (atitude foge à habitual).

Manifestações neurológicas :

-

Alterações do equilíbrio, marcha e coordenação motora

 

-

Disartria

-

Inibição relativa da sensibilidade táctil, dolorosa e térmica

 

-

Fenômenos

vagais

(soluço,

vômitos,

embotamento

das

funções

sensoriais).

Aluno:

Medicina Legal - Turma

36

Aluno: Medicina Legal - Turma 36 Pesquisa bioquímica do álcool Saliva, urina, humor, vítreo, bílis, ar

Pesquisa bioquímica do álcool

Saliva, urina, humor, vítreo, bílis, ar expirado e sangue

Medicina Legal - Turma 36 Pesquisa bioquímica do álcool Saliva, urina, humor, vítreo, bílis, ar expirado

Aluno:

Medicina Legal - Turma

37

0,5 ml (0,37g) por 1000ml - Intoxicação inaparente

1ml (0,75g) por 1000ml 0,4mg por litro de ar expirado

1 a 1,5 ml(0,75 a 1,12g) ebriedade

1,6ml a 3 ml(1,25 a 2,25g) embriagez completa

Acima de 2ml por 1000ml fenômenos neurológicos

3

a 4 ml por 1000ml coma alcoólico

5

a 6 ml por 1000ml morte

Dosagem no cadáver

Até o início dos fenômenos putrefativos

Veia femoral

LCR

Coágulo sanguíneo

Medula óssea

No sangue entre 0,6 e 2,0g/1.000ml

Manifestação clínica

Respostas

1º Se há ou não embriaguez;

2º Se, em caso afirmativo, a embriaguez é ou não completa;

3º Se a embriaguez comprovada é um fenômeno episódico, ocasional ou se se trata de um estado de embriaguez aguda manifestada em alcoolismo crônico;

4º Se é embriaguez patológica;

5º Se, no estado que se encontra o paciente, pode ele pôr em segurança própria ou alheia;

6º Se é necessário o tratamento compulsório.

Bafômetro.

Perícia

Recusa a submeter-se ao exame

Direito fundamental

risco a

ALCOOLISMO

Aluno:

Manifestações somáticas

Neurológicas

- Polineurite

Medicina Legal - Turma

38

- Poliencefalite superior hemorrágica de Wernicke

- Sindrome de Korsakow

Psíquicas

- Delirium tremens

- Alucinações dos bebedores

- Delírio de ciúmes dos bebedores

- Epilepsia alcoólica

- Dipsomanias

Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:

I - a emoção ou a paixão;

II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime:

I - a reincidência;

II - ter o agente cometido o crime:

l) em estado de embriaguez preordenada.

- É isento de pena o agente que, por doença mental ou

desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se

de acordo com esse entendimento.

Art.

26

Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Aluno:

Medicina Legal - Turma

Art. 165.

Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância

psicoativa que determine dependência:

Infração - gravíssima;

39

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;

Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.

Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165.

Parágrafo único. O Contran disciplinará as margens de tolerância quando a infração for apurada por meio de aparelho de medição, observada a legislação metrológica.

Art. 277. O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran, permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.

§ 2º A infração prevista no art. 165 também poderá ser caracterizada mediante imagem, vídeo, constatação de sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas.

Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência:

Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

§ 1º As condutas previstas no caput serão constatadas por:

I - concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar; ou

II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora.

§ 2º A verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova.

§

Aluno:

Medicina Legal - Turma

40

O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de

alcoolemia para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo.

Embriaguez habitual = Dependência alcoólica

neste artigo. Embriaguez habitual = Dependência alcoólica Evolução • Na produção • Na distribuição •

Evolução

Na produção

Na distribuição

Globalização

Crime organizado

15 a 25 anos

Desestruturação familiar

Lícitas X ilícitas

LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006.

Aluno:

Medicina Legal - Turma

41

Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União.

Substância Psicoativas

Delito cometido em razão da dependência

Delito cometido sob efeito de substância ou entorpecente que determina dependência física ou psíquica proveniente de caso fortuito ou força maior

Capacidade de entendimento

Tipos de Tóxicos

Maconha

Morfina

Heroína

Cocaína

LSD

Barbitúricos

Ópio

Anfetaminas

Crack

Merla

Cola

Maconha

Marijuana, diamba, haxixe

Cannabis sativa.

Xaropes, pastilhas, infusões, cigarros (baseado, dólar), cachimbos especiais.

Ausência de dependência, tolerância e abstinência.

Usuários pesados podem apresentar crises de abstinência.

Excitante (perturbações psíquicas)- associação com outras drogas.

Efeito varia de 2 a 8 h.

Uso médico.

Morfina

Morfinomania.

Alcalóide derivado do ópio. (líquido incolor)

Injeção intramuscular.

Eufórico, disposto, extrovertido, loquaz e alegre (lua-de-mel da morfina)

Emagrecido, pálido, envelhecimento precoce, insônia, sudorese, tremores período de estado.

Falecimento por tuberculose ou problemas cardíacos.

Processo de intoxicação rápido.

Pratica delitos para obter a droga.

Heroína

Aluno:

Medicina Legal - Turma

42

Produto sintético ( éter diacético da morfina )

Pó branco e cristalino.

Diluído e injetado ou misturado ao fumo.

Decadência maior e mais rápida que a morfina. (5 vezes)

Dependente com 30 dias de uso.

Cocaína

Alcalóide extraído da folha da coca.

Pó branco

Aspirado, fricção na mucosa, ou diluído para injeção.

Decadência física X humor imoderado e injustificável.

Sintomas psíquicos (excitação motora, agitação, ansiedade

Sintomas neurológicos (afasia, paralisia, tremores, convulsões

Sintomas circulatórios (taquicardia, elevação da PA, dor precordial

Sintomas respiratórios (irregularidade na repiração)

Alterações secundárias náuseas e vômitos

)

)

L S D

)

Eminentemente alucinógena

Dietilamina do ácido lisérgico (semi-sintético)

Líquido dissolvido.

4 grupos

- 1º grupo Reação megalomaníaca.

- 2º grupo Depressão profunda (suicídio)

- 3º grupo Perturbação paranóide

- 4º grupo Confusão geral (alucinações)

Barbitúricos

Derivados do ácido barbitúrico

Tratamento da insônia

Embriaguez barbitúrica

Ópio

Aluno:

Medicina Legal - Turma

43

Extraída da papoula papaver somniferum

Cigarros

Fase de excitação geral e de depressão .

Prejuízo na inteligência, memória, estado de prostração e angústia.

Anfetaminas

Drogas sintéticas. (bolinhas)

Aliviar a fadiga e desobstrução respiratória.

Uso nos esportes

Evitar sonolência, desinibir e euforizar.

Intoxicação aguda inquietação psicomotora, incapacidade de atenção, estado de confusão mental e delírio.

Ingestão (com bebidas alcoólicas) e dissolvidas por injeção venosa e fumada.

Mais usada e mais facilmente vendida no brasil. Êxtase

Crack

Efeito semelhante ao da cocaína (associação com bicarbonato de sódio)

Custo

Maior efeito de viciar e provocar danos.

Fumada (cachimbo)

Intoxicação aguda Dilatação das pupilas, irritabilidade, agressividade, delírios.

Posteriormente profundo cansaço e ansiedade.stão (com bebidas alcoólicas).

Merla

Opção mais barata do Crack (benzina, querosene, gasolina, éter, metanol

)

Fumada (cachimbo) ou cigarros.

Efeitos duram cerca de 15 min. m bem-estar e leveza

Posteriormente inquietação e nervosismo.

Poder destrutivo maior que o crack.

Pele com cheiro desagradável.

Perícia

Pesquisa e a identificação da substância tóxica

Quantidade consumida.

Caracterização do estado de dependência (biopsicológico).

Estudo da personalidade do examinado.

Imputabilidade do drogado

Art. 50 da Lei nº 11.343/2006.

§ 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.

Aluno:

PSIQUIATRIA FORENSE

Medicina Legal - Turma

Lei nº 10.216 de 04 de junho de 2001

44

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental,

de

que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.

Conceito

Imputabilidade e responsabilidade penal

Capacidade civil

Incapacidade laboral e invalidez

Acidente de trabalho

Imputabilidade Penal

Típica, antijurídica e culpabilidade caracterizada

Imputabilidade entendimento e autodeterminação

Critérios de Avaliação

- Biológico

- Psicológico

- Biopsicológico ou misto

Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Aluno:

Aluno: Limites e Modificadores • Ambientais - Grau de civilização - Multidões Medicina Legal - Turma

Limites e Modificadores

Ambientais

- Grau de civilização

- Multidões

Medicina Legal - Turma

45

Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena:

III - ter o agente:

e) cometido o crime sob a influência provocou.

Biológicos

- Idade

de multidão em

tumulto, se

não

o

Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial

Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena:

I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta)

Sexo

Sono, Sonambulismo e Hipnotismo

Consciência – “Conjunto de fenômenos psíquicos, afetivos ou intelectivos, que permite ao indivíduo, em um dado momento, dar-se conta de si e do meio em que se encontra.”

Aluno:

Emoção e paixão

Medicina Legal - Turma

46

Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:

I - a emoção ou a paixão;

Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena:

III - ter o agente:

c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima;

“Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

Surdo-mudez

Art. 192 (CPP) - O interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte:

I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá oralmente;

II -ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito;

III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará as respostas.

Parágrafo único - Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo.

Doença Mental (Psicóticos, dementes e epilépticos)

Psicoses juízo da realidade, agudas ou crônicas

Demênciais perda gradual dos atributos cognitivos

Epilepsia- neuropsiquiátrica psicoses epilépticas

Automatismo (furor epiléptico)

Fuga

Estados crepusculares

Perturbações da Saúde Mental

- Psicopatias (Personalidades psicóticas e neuroses)

Medicina Legal - Turma 47 Aluno: (F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto (FF60.)
Medicina Legal - Turma
47
Aluno:
(F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto
(FF60.) Transtorno de personalidade específico
(F60.0) Transtorno de personalidade paranóide
(F60.1) Transtorno de personalidade esquizóide
(F60.2) Transtorno de personalidade dissocial(sociopatia)
Transtorno de personalidade anti-social
(F60.3) Transtorno de personalidade emocionalmente instável
Transtorno de personalidade limítrofe
(F60.4) Transtorno de personalidade histriônica
(F60.5) Transtorno de personalidade anancástica
Transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva
(F60.6) Transtorno de personalidade esquiva
(F60.7) Transtorno de personalidade dependente
(F60.8) Outros Transtorno de personalidade específico
Transtorno de personalidade narcisista
Desenvolvimento Mental Retardado (oligofrenias)
Categoria
QI
Idade Mental
Habilidades
Idiota
< 25
< 3 anos
Incapacidade de cuidar-se
se a si mesmo
e d
Imbecil
entre 25 e 50
3 a 7 anos
Pode defender-se do perigos
incapaz
de
prover
sua
subsistên
condições normais
 

Aluno:

 

Medicina Legal - Turma

48

 

Débil Mental

 

entre 50 e 90

 

7 a 12 anos

Incapaz de concorrer com ou condições de igualdade; capaz de m em condições favoráveis

   

Classificação do Retardo Mental (CID-10)

 

Categoria

 

QI

Idade Mental

Habilidades

 

Leve

 

50

a 69

9

a < 12 anos

Dificuldade na escola, consegue emprego

para

Moderada

 

35

e 49

6

a < 9 anos

Alguma independência nos cuidados pessoa adequada, adultos necessitam de apóio para trabalhar

Grave

 

20

a 34

3

a < 6 anos

Precisam de assistência contínua

Profunda

 

< 20

< 3 anos

Graves limitações

 
 

Art. 96. As medidas de segurança são:

 

I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, a falta, em outro estabelecimento adequado;

 
 

II

- sujeição a tratamento ambulatorial.

 

Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (Art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial.

 
 

§

- A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá

ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução.

Art. 171 - Transitada em julgado a sentença que aplicar medida de segurança, será ordenada a expedição de guia para a execução.

Art. 172 - Ninguém será internado em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, ou submetido a tratamento ambulatorial, para cumprimento de medida de segurança, sem a guia expedida pela autoridade judiciária.

 

Perícia

 
 

Exame de Sanidade Mental

 

Art. 149(CPP) - Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do

 

Aluno:

Medicina Legal - Turma

49

defensor, do curador, do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a exame médico-legal.

Existência de Transtorno Mental

Tipo de Transtorno Mental

Nexo de Causalidade entre ilícito penal e o Transtorno

Capacidade de Entendimento

Capacidade de Autodeterminação

Cessação da Periculosidade

Art. 775 - A cessação ou não da periculosidade se verificará ao fim do prazo mínimo de duração da medida de segurança pelo exame das

condições da pessoa a que tiver sido imposta, observando-se o seguinte:

- se o indivíduo estiver internado em manicômio judiciário ou em casa de custódia e tratamento, o relatório será acompanhado do laudo de exame pericial feito por 2 (dois) médicos designados pelo diretor do

II

estabelecimento;

Capacidade Civil

Limitada ou Abolida

Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida

civil:

I - os menores de dezesseis anos;

os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;

II

-

III

- os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;

III

- os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;

IV - os pródigos.

Interdição e curatela

- Limites da incapacidade relativa

- Meios de recuperação

Perícia e Laudo Pericial

Aluno:

Medicina Legal - Turma

50

Entidades Médico-legais referidas no Código Civil

- Enfermidade mental que retira o discernimento para a prática dos atos da vida civil

- Deficiência mental que retira o discernimento para a prática dos atos da vida civil

- Motivo permanente ou transitório, que impeça a expressão da vontade

- Ébrios habituais

- Viciados em tóxicos

- Deficientes mentais que tenham o discernimento reduzido

- Excepcionais, sem desenvolvimento mental completo

- Prodigalidade

Perícia Previdenciária

Incapacidade/invalidez

Carência

Nexo causal

Maior inválido

Majoração de 25%

Isenção de IR

BPC/LOAS

INFORTUNÍSTICA E PERÍCIA PREVIDENCIÁRIA

Família Real no Brasil 1807

Abolição da escravatura 1988

Revolução industrial.

Movimentos anarquistas ( 1917 maior greve )

Início do século XX direito civil comum.

Responsabilidade extracontratual aquiliana.

Decreto Legislativo (DL) nº 3724, de 15 de janeiro de 1919 introduziu o conceito de risco profissional e determinou o pagamento de indenização ao segurado ou à família, proporcional à gravidade das seqüelas do acidente.

Culpa contratual ambiente seguro.

Lei 24.637 de 10/07/1934 – “doença causada exclusivamente pelo trabalho”

1966 Unificação da Previdência Social INPS.

Risco genérico, genérico agravado e específico.

Aluno:

Risco Profissional

- Fadiga

- Imprudência do trabalhador

- Automatismo.

- Aptidão individual.

- Adestramento.

LEI 8.213/91

Medicina Legal - Turma

51

Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Doenças ocupacionais

- doenças profissionais (tecnopatias)

- doenças do trabalho (mesopatias)

Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas:

I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;

II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em

função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione

diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.

§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:

a) a doença degenerativa;

b) a inerente a grupo etário;

c) a que não produza incapacidade laborativa;

Aluno:

Medicina Legal - Turma

52

d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

Acidente típico

Acidente de trajeto

Doenças ocupacionais

Art. 21-A. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças - CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento.

- CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento. Auxílio doença acidentário (E 91) •

Auxílio doença acidentário (E 91)

Acidente típico (CAT)

Doenças ocupacionais

Nexo Técnico Epidemiológico (NETEP)

Perícia

Incapacidade

Temporária X Permanente

Reabilitação profissional

Simulação

Metassimulação

Dissimulação