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PETER HABERLE Professor tuar do Doo PUbicoe de -Fiosona do Ove da Unversiae do Augeburg RFA HERMENEUTICA CONSTITUCIONAL, [A SOCIEOADE ABERTA DOS INTERPRETES DA ‘CONSTITUIGAO: CONTRIBUICAO PARA A INTERPRETAGAO PLURALISTAE “PROCEDIMENTAL" DA CONSTITUIGAO Traduyio de Giimar Ferreira Mendes ‘Douter em Date pola Universidade de Munster RFA Profesor da Unversiace de rasa Sergio Antonio Fabris Ettor orto Alegre! 1987 FReepossae 2002 (0 Peter Hable “Tilo do origina Disoffene Gell der Vefisunginerprten im Boia sar plarlisichen und proces” Verasunpinepreation As caraceiicas gifs dena obra of discs de publics, foc ou paca, em liga poropues,penencem 3 editor diorgio leis: Formato Aes Grist Reserva adoro dinctos de publneo, coe ou pari a SERGIO ANTONIO FABRIS EDITOR Rus Rischueo, 1238 Ceno Foes (ax51) 3227-5435 ~ 0900516118, ‘CEP 90010-273— Porto Alege RS 288, ua Sano Amato, 345 ~ Bela Visa ones (a1) 3101-5883/3101-7039 ~0800-7712401 (CED 01315.001 ~ So Paulo- SP SUMARIO Abreviatrss| [Apeesentagao |LTESE FUNDAMENTAL, ESTAGIO DO PROBLEMA Sia atal ds tora da intespretagio coasttuconal 2. Novo questlonamento erese scarecimento da texee concen de inerpreagio 11, OS PARTICIFANTES DO PROCESSO DE INTERPRETAGAO CONSTITUCIONAL Coasiderages prcianinares sobre 0 método Catalogo sistemiico 5. Bsclarecimento do cxtiloge sistem IIL APRECIAGAO DA ANALISE DESENVOLVIDA Pocsives objegaes eeriteas Legtimagio do ponta de wsta ca teona do diet, dt rad norma eda tora da ntereetagao 43. Legtimagao decorente das reflexbes totic consti 4 Reflexdes sobre a Teoria da Democraca como Legit so. TV. CONSEQUIENCIAS PARA A LHERMENEUTICA CONSTITUCIONAL JURIDICA Relavzacio da inteepretaio jurdica ~ novo entendimen to de sus areas 2 a 9 20 23 » 3 a 2 Dimensio e Intense co controle julia ~ Dierencia {Go em face da media de parurpagio 4. Conseaiiencias para a conformagio © wiizgio do direto proces constacional \V, NOVAS INDAGACOES PARA A THORIA CONSTITUCIONAL, Sobre a existéncia de diferentes ebjeuvos e unlzagio de tiversos metodo de intespretacio 2 Funes da teoria consitucional “ 4“ st 38 nx ade ant GHG act BRD eG ben ov vm s cs ess, IGG we N Nt ers: Arch Ws, ABREVIATURAS. Archiv des ollentichen Rechts Gest des Hen wirembergerischen Sansgenehishot (Leda Cote Costtacional dl Eade de Baden Waterberg) unadsgerchshot (Superior Tal de Justia) ‘Bundestepubl« Deutschland (Replica Feder sdaAemanta) Bundesverassungsgonchisensehexlungen (Deeisoes a Corte Consttucionl alent -0 Primero mero relerese 0 vole, Segundo 3s pgs) Bunsdesverasungspercht (Cone Consttucional sem ic Oflentche Vervaung, Deutsches Vervalrungblt Fests (Estudos em Homenagem) GGedictunsshrit (Estudos em Meme) Ges ds Hesschen Sangeet les Ogee, i Gone Cortona do ser de Hse) Jussenatng, ewe Juristsche Wochensetit Novas do Trador Verve ‘ercinigng der Deutschen Seaehislerer (ssoctacio des Pofesores lems de Diet Piblco) APRESENTAGAO Acredito que em boa hora decktly © editor Sergio Fabris ppbliat a tadugio dle um ds textos mais instigates do Dito Constitucional modemo, da lave do Profesor Peter Haberle Tratase de “A Sociedade aberta dos Incépretes da Contigo (Dee offene Gesolschat der Verassungsintepreten), que, deste ‘su publicacdo Inaugueal, em 1975, despera rand teres © tdsciesto na iterator juries, Como o letor poderi aprender, Hiberle propagna pela adogio de uma hermenéutca constnicional adequada f soce tae pluraista ou a chamada sociedad aber, Tendo em vista o papel fundante da Constvigao para a sociedadew par o Estado, ssenta Hier que todo aquele que wve 3 Consuelo € um Seu lego interpret sea concepgio exige uma radical evisio da metodologta Juridica tradicional, que, como assinala Here, estewe muito inculada ao modelo de una sociedade fechada, A interpre tagio constitucional dos juizes, ainda que relevante, nio € (nem deve ser) a dates. Ad feves, cdadios € peupas de inte: ress, érgios esatas, sistema pablico © 2 opinizo publica onstituiam forgas produtivs de interpretagio, atvande, Belo menos, como préintepretes (Mrntrpreer) do com: plexo normativo consttucional Em outro trabalho, hava anotada Hele qe nfo existe norma juridie, sendo norma juidica interpreta (Es bt Keine Kechrsnormen, es pbt nur interpreverte Rechrsnommen)®, re saltando que tnterpretar um ako normativo nada mals & do {que colocila no tempo ov intege-o na realidade pubes Binen Rechsste "auslegen" bedeutet, thn in die Zot, din die ftfertche Wirkchkel stellen ~ um seiner Wivksamket wile ‘Assim, se se recnlve ea norma ado & uma dio previ, simples ¢ sea, tonse, aecesartamente, de indagar sobre 08 parispantes no seu desenvciiment felon sobre as fora vas {Ew in pubic scion. A amplacso do irelo. de itérpretes ‘onsttuina para Hubele apenas uma consiuéncia dh necesidade de ntgragt da reldade no proceso de interpretac10 TEdentemente, esa abordagem tem consequéacas para o proprio proceso consituciona, Haberleenfiza que os instr frentos Ge informagio dos juzes constitcionals dover ser 3m Dlkidos aperfigohs, especialmente no reerente 45 formas frdativas de partispacso 2 prapna possbilidade de inter Dretagio no procesio constituclonal (notadamente nas 4 {igncias e nas “intervenges’. Inpde-se, pols, para Haber, um Fefinamenta do proceso consttucionl, de modo a se estabe- lecer uma comunicagio efetva entre. os partipantes deste pro- ‘cesso ampla de interpretagio. Pornto, o proceso consti torna.se parte do dieto de pariipagio democritica sas beeves nous servem para demonstrar 0 peculiar sgnicado da proposta de Haber para uma democrizicio da interpretagio constiucional, ov, se se quser, para uma here nesta consttuconal da sociedade ert, xperamos que a presente obra susie una price discuss Sobze # hermeneutic Constuconal ene 9s, coetnbuido ta bbém para uma reflado mais aprofundath sobre 0 afer dos és integrates a jrsdigso consttusonal e sobre a neces de rmodmizacto do pripra drat processiteonsitcona Gimar Fereea Mendes Baas, fevereieo de 1997 1 TESE FUNDAMENTAL, ESTAGIO DO PROBLEMA. 1. Situagdo aual da teria da iteepretacao constitucional ‘A teoria da interpretagio constitucional tem colocado até aqui duas questoes essenciis = a indagaio sobre as tres @ 08 objetivos da interpre= taco constituciona,e ~ a indagacio sobre os métodos (pracesso da interpreta (fo constiucionaly (egras de imterpreugio} No se confer até aqul malor significado A questi relat ‘v1 20 contexto sistemitico em que se coloca um terceito (90¥0) problema relativo ans parcipantes da interpretacio, questio fue, cumpre ressltar, prowoca a prix em geral, Uma andlise sgenésica demonstra que existe um citculo. muito amplo. de partcipantes do processo de interpretago pluralist, processo teste que se mostra muits vezes difso. Ito }4 sera Fa28o ‘tale sities tues (4, or caer Weac 39 ) (Sie 0, 5, er uta este Nh) pobre ag cal {Sehgrethsen, spon pds reas ep pe scien He p moe seater see suficente para a doutrina tatar de mane destacdla ese te tna, tendo em vista, especialmente, uma concepcio teérc, CGentfica © democritca, A teora da interpeetacio eoastituctonal seve muito vinculada a um modelo de interpreacio de uma sociedide fechica™. Ha reduz, ainda, seu Ambito de investiga io, na medida que se concent, prmaramente, na interpre facio constitucional dos juaes © nos procedimentos formal ‘dos. ‘Se se consklera que uns torla da interpetagfo constitu: ciomil dove enearar seriamente 0 tema "Consttuigo e reali {de consiticlonal”~ aqui se pensa na exigencia de incorporacio Gas ciencis soca” também as teorsjucdicofuncionas', bbem como nos métodos de intepretacio voltados para atendi- mento do ineresse pblico © do bemvestar geal’ ~, ento hi fe se penguntar, de forma mais decidila, sobre Os agentes ‘onformadores a “realiade consteuconal 2. Novo questionamentoe tese esse sentido, permitese colocar a questio sobre os pat ticipantes do. processo da interpretcio: de uma sociedade fechads dos imézpretes da Constulgio parz uma interprets "et, pom,» nei de Eke QYVDSIL 20 (15, 7.58.0) 2. 125 wld pos comune 0 dc Caines) pas (he Sor penne sues © fate” Cal Yerinfig ont Goch Denker) beer seu complemen: “anes” (Hane) (Cat 1, 198 Wepre, Sey TA. 0s * chy a proto, hme WDSRL2 (1968, p55 CH); Heep 9.29 (iba SB aot 7 Us [oz 188A. a8 3 HEHE. 2 io consttucional pela e para uma sociedade aber (von fer geschlossenen’ Gesellschaft der Verfssungsintepreren Sur Verfsungsinterpretaion durch und fir dle offene Gesellschaft), Propiese, pols, a seguinte tese: no proceso de inter pretaglo constiuctonal estio potencilmente,vinculados to: fos os érgios exatas, todas a6 poténcas publicas, todos os tiladios e grupos, nio Sendo possvel estabelecerse um een fo cerrado ou fd com numerus causus de sncérpretes da Constuici, TInterpretagio consttucional tem sido, a6 agora, cons- ‘ientemente, cola de uma sociedade fechada. Dela tomam par te apenas os intérpretes juridicos "vinculades & corporagbes"| (Gntmissige Interpreten) e aqueles partcipantes formas do processo consttuclonal. A interpretacio consiucional &, em realidade, mais um clemento da sociedade aber. Todas 2s poténcias piblicas, paripantes matesas do processo soca, festio nela envolvidis, sendo ea, a um 86 tempo, elemento Fesukante ds sociedade aberta e um elemento formadoe ou constituinte dessa sociedade (weil Verfassungsimerpeettion lieseoffene Gesellschaft immer von neuem mitkonstituirt und von the Konstituler wird) Os crténos de interpretacio const tucional ho de ser tanto mais abertos quanto mais plurals Tora sociedade, 3. Fsclarecimento da tese € © conceto de Interpetagio recama um esclarecimento ‘que pode ser assim formulado quem vise @ norma acaba por inerprecia ou pelos menos por corinterpretiia (Wer ie Norm “ebt’, interpreter ste auch (mit). Toda stualiacao da Constiuigio, por meio da atuaglo de qualquer individuo, a constitu, ainda que parcialmente, uma iterpretagio constite ‘onal ancecipada, Orginariamente, indicase como interpreta (Glo apenas a ausidade que. de forma consciente e intencio- ful, dingese a comprcensio ¢ a explictacio de sentido de {ima norma @e um text). A utlizagio de um conceto de Interpretacio delimitado também faz sentido: a pergunta sobre ‘0 metodo, por exemplo, apenas se pode fazer quando se tem tim interpretagao Intencional ou consciente. Fart uma. pes: quis ov investigigio reaista do desenvolvimento da iter pretagio constitucional, pode ser exigivel um conceito fais amplo de hermenéutica: cxadios ¢ grupos, Ongios| stata, o sistema pico e a opinifo piblica (.) represen fam forgasproduthas de interpretagio (interpretatoische Produkcivkriftey, eles. sio intérpretes consttucionais em sentido lato, atuando aitidamente, pelo menos, como pré: iéspretes "(Vorinerpreten). Subsiste sempre’ a respon: ssbilidade da jurisdigdo constucional, que fornece, em geral 3 Sima palavea sobre a interpretaglo (com a ressalva da forea hormatzadors do voto mingatano). Se se quser. tem-se aq Uma democratizacio da interpretacio consiuciona’. Isso Significa que a teoria da interpretacio deve ser garantiéa sob a fnflugneia da teoria democrtica, Portanto, & impensivel uma interpretacio da Constiuicio sem 0 cidadio ativo © sem as, poténcias publics mencionadas. + fem ec ca ceo 2 Feet maker esc ung Conn Reg ‘Schaerer Tn Ther, ae pce re "vt 90 ‘escent, Coane 17.191 (99). Emer dem ccs Impl aimee, een, Be WDSERL 20 (163), 38 8, Sine dem pS © chapel, Zing, 272194) (83) “ Todo aque que vie no conte equi por una norma € «que vive com este content eso, € mesmo deat timintrpete dest norma O estan ds norma € parm tivo, muito mais tho do que se pode supor tadiconalmente, do proceso hemenéutea’ Como ndo 80 apenas ex teres Furleos da Conmigo que vem 4 norma, nio detém eles © Inonopodaterpretagso ds Consus. ‘ki do se ulda apenas da pits esata” (poe exempo a iterpetalo do art 54 septs da Let Fundamental peo Presidente da Republica ou do anigo 65 pelo Prmeim Mins 10) (WT 1), Em se tratando. de mus dletes fundamen FA se process a interpreagio (aver conscenemente?) 90 modo Como os desinatros di norma preenchem 0 Ambo de protec daguele dete, Desa forma, a. Cone Constitic fal define 0 fnbto de prseeio do an. 4%, a" 1 6 2 dt te FRindameneal, com” 0 auxio da concepsio da ig, das conganicagies'religosas © de opio” Semlhante sgnieado 5 winter «Schumann ition ant Lying. det Recs ne ‘sare, nar Eek deste, ach fr Rechte at eshmen 2, 1972p 9) ep, pct tte oy Da Fo 3 teem tipi tn sae aegis e no desert {Srot porrmet sts, como it fn eres jo demons Gad coh a fg rma ss Gpemsne Sante, Se, rmpreo 1D wera © me 54. eden Grint dre me i do Preven elo pr tm eid. Oa 8 hte Car gn ands pani Jo Ps Ms hansen) tbe, in Stmentinerts, que a de compete ar at ere paler 8 Cem (ache. BVeNOR 24, 236 8. QAT cm a relia apesa 4 “rece ‘Se yp, st BOX 90. 35 totes i: PeRR 1 (193) p08» See nn da cnc ds Sumner ecg spe owe shat ep mop Is podria ter a propria concep do asta par interpre cho abera da garanta ct Mbealade arsica (art 9, Mh, U1) ‘Tamhém part uma libenkade centifea, concebida de’ modo pluralist € processuaimente onentada, colocsse a questio de Xe saber em que medula esse dieito, com o seu conceto Stherto™ de cigncia” deve ser cosnterpretado pelas ciéncias Singulares.(€. suas, metateorts). Em suma, devese sindagar Como os direitos Fundanientats ho de ser interpretados em Sentilo especifico, Em um sentido mais amplo, podersest Inuroduci aqui uma interpretacSo orientada pela relidade da fmevlerna democracia partdida (at. 21 € 38)", a doutrina da ™ Seiya de px, gra, Sch Ghee, Wasik? (7, pT Ph eb 9,19), Soh a de term nc Ce teednas a cane plural dy Rica seme etch ‘Srferat lo eiir pa» eons ta eer” CR der ‘ltr p10) Em fave ce unsure ser de ets eis, Ti Sindee an te Uesersan WT p38 33 8), qe se {cr atamente psn na nerpctalo nets ow Dre Fon or aprons Nase opp. 4 ember 8 167,64: ec a dtp cont Palen metre Mee m6 oll (= 2 37 SH ks ter tinaend (Ck BEeSE Ea [se] [= 12 19, oS, CD ew Propantomeu ago 1 1896185 ot 1) 16 formacio. profissional", a adlogio de um conceito. ample dle iberdae de imprensi ou de sua "atidade piles (Gtfentiche Aufgabe)" ou a interpretagio da chamada lberdade de cvalizo (ar. 9°, n® 3)", desde que ola considers a coneepcio de eoalzao ‘Arelewincia dessa concep ¢ da correspondente auagio do individ ou de grupos, mas também a dos Gngios estas po fra Soe ese {np bjs sper ror bem s bs Fee ‘Atma. Cont be ness apn, vate hs A sero pe. ‘Sori que von coo» caper pubs chan on em at es or erm pa eas ps ue seen ones poems en se cere sess ‘Seema (I eMC 3), S98 0,886 8,5) 2s © mutas wezes refer processo politico, que ase Sempre, éapresentdo como uta sub-espece de proceso Ie fm face-da imerpretagio consttacional, represen, constr tucione lata e de ftom elemento. importante ~ mais por tante do que se supe geralmente ~ interpreta, const tucionah, (politica come interpetacio constiucinal!”. Sse processo polkico nlo e climinado da Consttugio, conf ano ances um elemento lou central no mas puro sentido da paiva: cle deve set comparado a um motor que imp Sona esse proceso. Aqui, vericamse 0 movimento, 2 Inova {ou mudingy, que também contabuem para 0 foraicimento para a formagio do materal da interpreta constitucional 2 fer desenvalvida posterormente. Esse impulos 0, portant, pare da interpretacio consttucional, porue, no Se quad, So erase reaidades pubiease, muss vers, ess propa reaudade € slterada sem que a mudangs sla perceptive. O paler de conformicio de que die 0 legstador engquano Incrprete da Constuglo diferencias, quatatwamente, do ago que se ase 30 Jule consituconl a interpretaglo, Porguc est espago ¢ tao de maneia ders, com base em. rgomentos de indole técnica" nso nao significa, prem, qe, * nem ines arnt Sg atc R18), io ite pe lin por no de ert cise, > han eplain, ete conte tie Cae Cotacona 0 cn tele "norenc eres por eto Se ees, pela pce de nate ‘to de coaabes e plo pres emo se ermas fa ona pe. Faria far 9 pda Coe Catan io eaten cole eo BB em sun conta “eg” po esac pb” (ale Mice). A ‘ers pbles carr, pore purl con uae em i cneepo ttl na kt oe corn esa 2% de uma perspectiva quanta, exstadferenga fundamental lente as duas situagoes, ‘© processo politico ao é um processo libero da Cons: tiuigio, ele formula pontos de vists, provoca-e impulsiona desenvolvimentos que, depois, se revelam importants da per pectiva constiucional, quando, por exemplo, 0 juz constite ‘onal reconhece que é missi0 lo legal, no Ambito das Sitematias compatiels com a Constiuigio, atuar desta ou Alaguela forma” O leglslador cra uma parte da esfera pablica (Offendichkes) © da realidade da Constituigt, ele colocaacen- tos para 0 posterior desenvolvimento des principias const ‘clonal. Ble atua como elemento precursor da interpretagao constitucional e da processo de matagio constcacional”. Ele Imexpreta a Constituico, de modo "a possibiltar eventual revisio, por exempla, na concretizacio da vinculaio social da propnedade. Mesmo as deisdes em confaemidade com a Con ‘uigio sio constitucionalmente elevantes esusciam, a médlio 2 longo prizo, novos dsenvolvimentos dt realdade © da Publicidad (Offenlichkei) da Constuicio. Muitas vere, e838 concretizagbes passam a itegraro proprio contesido da Const ‘uigho, Feo, n(Ss [= 12 i257, So es pogo, Rade 5p) errand “arnt pi” juss cs etl ‘Sees ii go eva ui he Ie deve rr un ecu pape So eu (BPG 4, ross * seve o smut, of Habe R99 C74. 4879) et,» pepatio, mins tee: Die Wenger des 19 Ab 2 161 ego, 8328 tmp Bp ea ” ator ewenciale muito avo € propa Cenc do Diteto ‘Constitucional. A juricigio consiucional € um cataisador es ‘Sencal sind que nio tink, da Ciéneta do Direto Cons titucional como interpretacio constiucional. sua feta influéneia interprecativa suscita indagaclo sobre sua Keg timagdo, questo que também se aplica para as outras forts partipantes do process de interpreacio ¢ que relama uma Enilise dos pontos até aqul desenvolvidos ‘tmauDtngtoceg, At fr 5) pba Cre Cnn 7, 18 (20 Gyan eer el fe tor 3, 101) do panopse vide de Slave (863, HII ED ‘es PS 26). 3.17 N, comna efreca He ‘omaha ede bundeccundices Varun) sen Se Sine (Ye 12295 254) a» Ill, APRECIACAO DA ANALISE DESENVOLVIDA |. Possiveis objegiese citicas Luma possivel objesto poderia ser a de que, dependendo da forma como seja prticds, a inverprctagio consttuconal posers "alssolverse” nun grande minvero de snterpretagies © fle iméapretes Vn eoria constitucionl que tem por escopo a produgio de uma unilade politea e que afrma ¢ reker 0 pseudo da unidade da Constiuiedo ests abrigada a subme- se a esta erties. Tal siuacio, todas, no se i de verifeat apenas no qucfo de um inventano realist, Boss objegbes dlevem ser avaliadas de maneinacferencal, tendo em Wsta a leita dos diferentes interpretes cla Consuls. ‘Aqquestio da legtimacio colocase para todos aqueles que rio esto formal, oficial ou competencilmeate nomeados para ‘exercer a fungio de intérpretes da Constiuicio, Comperéncias formats tm apenas aqueles drgios que estio vinculades Consctuigio © que aruam de acordo com um procedimento pré-estabelecido ~ Iegicincie medkante procediment cons tucional®. Sio os ompios estatais fat. 20, ns 2e 3 da lei Fundamental ~ viculagio da ordem consttacional 8 let € 40 direto). Tambem os parimentares (an 38 n° 1, da Let Fundamental estio vinculados & Consttuigio desde que eles » nfo postulem sit alteragio, Vinculados & Constituigto também ‘atio as partidos politicos, os grupos, os vidadaos, ainda que de orma diferencia, A maior esti vinculada apenas por Inceemédio do Poder Estatal sinconador, Resta evidente aq {que uma vinculagio linia 3 Consttuicio corresponde a uma Toiiagiojqualmente mais esti 2, Legitimagao do ponto de vista da teora do direito, da teora da norma eda teoria da interpeetacio -Acstnta corespondéncla entre vinculagio @ Constiuigio) « legitimacio para a interpretacio penle, todav fle expressio quando se consideram os novos conhecimentes tds teora da lnterpretagio:interpretagio & um processo aber. Nao &, pois, um processo de passiva submssio, nem se con funce’ Goma recepgio de uma onlem. A’ interpreta onhece possibldades ¢ alternativas diversas. A vinculaglo se Converte em lperdade na medida que se recanhece que & no Na onentacio hemmienéutica consegue contrariar a weologia da Subsungio. A ampliagio do circulo dos intépretes.aqut Sustemtada € apenas a consequéncia da necessidade, por todos Hefendida, de imtegragio da realidade no. provesso de interpretagio®- E que os interpretes cm sentido amplo com poem ess realidad pluralist, Se se reconhece que a norma fio € uma decisio previ, simples e acabada, hi de se ndagar * ca peop, pnp asin sere inept netds fot ene "Yowetandns nt harman 197 ameoment nem Gru uel om 186 Be YDSRL 3 (5). $3 fate Tene or Rechagewnnng 1987 F Mullet, Suse Neto, {or hme. Tom epren, So, ek ant Hoa Pe he, 7. BS bn ‘Bertmirhscnes DON'Ts, p es) re, minha cre BOY 193, Soe 30 J sobre os paricipantes no seu desenvolvimento funcional, sobre 2s forcas ats da law in public action” (personalizagio, Pluralzagio da interpretaio coastitucionall. ‘Qualquer intézpeere € onentado pela teora © pela prix, ‘Todava, esa prixis no &, essencialmente,conformada pelos Ineérpretesofciais da Constuicio. 'A vinculagio judicial 4 fel © a Independencia pessoal e funcional dos Juizes no podem escamotear 0 fto de que © julz interpreta a Constiuigio na esfera piblica © ma realidade (in der Olleatichkeit und Wieklichkett die Verfissung intenpretien)". Seria ermineo reconhecer a8 in Augneias, as expectativas, as obrigacdes socials a que es: lo submetidos. os juizes apenas sob © aspecto de uma ameaga a sua independénci". Essas influéncias contém também uma parte de legitimagio” evtam o livre arbi i Dor CD Shura Ong) ED, nb (10 pane um raat bontos te erate evens panne), (ic no poe acer nade onsen ces eran, sate coon pin pc "Bt ee ehegae pre ttc ov shun mean eco o buna Eanes nfs, bem como com 9nd ac some, Tame 3 “eg plo gelesen & ume “erie metre pric m readin Ta ease aga Se Ssinerameree tre arias mo pos ois uo Fak ‘cro Jesse prune re eye on Uhm, iron ch Sete 0 pF) ga a Ger ents yey eis a ea fa hea a Se acs pope sesh st Fy trio" da interpretacio judicial". A garanta da independén ia dos julzes somente € tolerivel, porque outras. fun (Goes estatals ea esfera piblicapluralista(pluralisiche Gtfentichkek) fornecem material para a lel (aerial "gum" Gesets lieern). "Tense aqui una demvagio da tese segundo a qual todos cextlo Inserts no processo de snterpetagao consstucional, até mesmo aqueles que no sio dietamente por ela afetados. Quanto fais ampla fr, do. ponto de vita objetivo © metadol6gico, 3 Interpretagio coasteucional, mas amplo hi de sero ciculo dos ‘que dels devam panicpar. £ que se cuida de Consitukgo fenquanta processo pilco (Verfasung als oflentichen Przess) Dante da objegio de que a unidede da Constiuigio se perder ‘coma adogin deste entendiment, devese observa Que as eras Irsias de interpetagio remetem ap "eonceno” que result da comjago ‘esses cferentes intéepectes da Constiuigio no ‘Gercioo de suas fingies expecta. A propa aberura da Cons: Tiago demonstra que nfo apenas o constnucionalista. participa fds processo ce interpetacio! A unde da. Constigio® ets oy enna, de spect Fr pate doe ‘Tamora ce aan ‘era ts te hn A nope eg ng ‘Mme heey ash 98 9% p88 [D0 Ce,» propo ‘tem, She os 172 10) eo lng neo ce fic aba ea 39 roscoe eno dee uel ¢ came ce (om mcg Feit Kage cham Die fs chan Obata uel Donte apron, Hee Gre 942.28 2 surge ca coniugagio do proceso © das fungies de diferentes interpetes. Aqui devem ser desenvotvdastuflexdes sob a ers pectva da Teora da Consiuigio e da Teora de Democrat 3. Legitimagio decorsente das Feflendes teorético constitacionais Bo ponta de vist teorkticoconstitucioni, a egimagio fundamental das forcs pluralist da sociedad para paripar dt Interprenio consttucional rele no fto de que esas Fors representin um pedlago da publiidade a reliale da Cone ttlgio (ein Suck Orfentichket und Wirklchkes der VerEssung, rio podendo ser tomadas como fitos rxes, mas coma tlementos que se colocim dento do quad dh Constiig: lntegragio, pelo menos indict, ca "es publi” na interpretagio constticional em ger & expresso e consequéncin da onentacio| eonsttucionalaberta no campo de tensao do pase, do real edo ‘ecessro Cin das Spannungsteld des Moglichen, Wiklichen und DNomendigen gestelten Verzisungwerstndsss”, Uma Const ‘go, que estutura io apenas © Esta em seni est, mas também propria esfera publica (Offendichke, dispondo sobre a ‘organizagio da propria sociedad e dretamente, sobre sees da vila prvads, nda pode tar as Forgas socials pads como eros objtes. la deve imegeas advamente enguanto ees. CConsideranclo a realidae © a publidade (Wiichket und Otiendichkeit)esiraearatas, ns quais 0 “powo” ata, iicalment, de forma dis, mis final, de maneins"concena", hi de 5 reconhecer que ess forgis, fitcamente relevant, io ua mente importantes para a interpretacio consttucional. A pei sua aqui na legtimacio da teona e no a tori at etinago da "Se aoe, 2821 Weep 1 Ha en de moa, Wait) “es » is. Como ese frgs compen ua pe dt reiade Constnucoal ea publsde lonteuonele Wilco und ‘Ofentichein, tons es arena nero dalla © dt public a Conn! Has parrpam dese proces at Ines epic suo forente excl, como oct COM paris que podem fer 0 seu finconamenta prtido or de Esto a Cone Consiticonal Slo catamente aes secon ue risen wi tsbecnenn bre conti ea Conta © {nfuencam o desenvawmente de uma concegio da socedade ier democrites", nie 2 ermenéutcaconstucona 205 imerpetes“comontios” ou. autonadne rien ow NCO” talmente pelo Estdo sian um empobrecimemo OU Um Suroongodo. De eo, um enteninento experimental da a oreo Constaciona™ como cnc de noma ed eae rio pe enunctrantai 3 forge crea dos intpetes nO eporata richtig Inet ‘Canstuiao nese Seno, um explo da pubidade © da read Spee der Offence und Wie). a tio é, porém,apenss-0 espelho, Ba ss permite uma ineafora, a propia Fonte de lz (Se auch ae Heel) Ba tem, oman, uma fungio dre eminent” ‘Ua questo especial referese lptinagio da Gnct Cone tiuctnal Ba tem ma funglo caalsadorae, por tad — fuibicnmente = intrpreagio, metodkcnente eta, Suttneamente, confonar a preparaio. dos interprets Sica ata te manera singular em todos os campos amen ag cont exmple a di do uae alent de 1415 [hiner commie pes ‘erusing, 1959 ver tani HobeteWWDSIL 301972), p43 (385). “ inerpreacio, Como se des fundimena esa pecular et ‘om sen pit ar dL Fame 6) Conseco ena objeto € (ambem) cous ds cate mbna cleci deve se conser como meno sno ined commie pita (Gcmelnweser). Nee onto 2s urnomia~ rats ce da et arene ‘conch desde o pip che ktna mens Jeong Suc por mein de pres © means nnn de comme” nat pore tana da Gc ormular ue conus de forma acne de meno i esp ser ape cota na ¢sfen pie (eens) O concede toa (leh do art SP a el Fundamentdexmpenta um papel porate ie mpi 8 Gc do. Dito Consucoral um dew de formacto qc realgdo pea cs de lide consttctona tanh, udu, Sesetering der Wiserc Soocgee Ang austen Stieber" pons msm ps Oe ‘Sp 138 Pu opr ncaa ete pot npc er rina de hk mee A ‘Src Fe sent ra de noone sad te ns eR fe re Goth et Be ee Toss, formas expecie doe contol cng pres Beto ico" de “aperana unpub une de an ‘inca de Cotes Conta hes Lane oh it Ce sical de Wambag) © #3, sO Rd O87 Om, nie, ee gues tea cin no apenas Fy 4, Reflexdes sobre a Teoria Democracia como Legitimacio No Estado constitucionaldemocrtica colocase, wma ver mais, 2 questio da legtimacio sob uma perspecta democré- tica (da Teoria de Democracia). A Cigncia do Dircito Const tucional, as Ciéncias da realidad, os eidaos e os grupos em feral nao dispoem de uma legtlmacio democriica para a inter pretagio da Constiuigio cm sentido estto, Todavia, a demo ‘racia nfo se desenvolve apenas no contexto de delegacio de Fesporsablidade formal do Povo para os éngios estas Cegh timacio mediante eleigGes)”, até 0 vlimo intéeprete formal- mente “competente” a Corte Consttucional". Numa sociedad Aerta cla se desenvave também por melo de formas refinadas de mediacio do processo pablco ¢ pluralist da politica e da prixis coridiana, especimente mediante realaacio dos Direitos Fundamentais (Grundrechesyerwiklichung), tema mu ‘as veres refer 20b 9 epigrate do “aspecto democritico” dos Direfos Fundamentas, Democracia desenvolvese mediante a controversia sobre alternathas, sobre possibldades ¢ sobre hecessiades dla reaidade e também 0 “concerto” clentiico Sobre -questGes consttucionas, as quais nio pode haver nen eet du foci sade do frat MIW 197, 2228 Q2B8 6) [amber vero 3125 (150 ecase sobre meee espedaede = Fncursemtcherting, ver propeat, mina ees DYBL 372 p90) pup. pean de ing Oa en dr Hh a eg tyre dean encpop Se (rm Sear ern 1) inn, DOV 1904p 38 8) pr ms, EW Boctenorde NW 974 c30 © mas quais no existe © nem deve existr di powo” nfo € apenas um referencal quantitative que se manifesta no dia da cleigio © que, enquanc tal, confer leit midade democritica a0 processo de deco” Povo €tambem tim elemento plurlsta para interpretagao que se fax presente dle forma legimadora no process ‘constitucional: como parido politico", como opiniio clenthca, como grupo de Interesse, como Cidadio. A sua competéncia ebjetiva para a imerpreragio ‘constcucional ¢ um diveta da eidadana. no sentido do art, 38 da Les Fundamental(NT 8). Dessa forma, 08 Direitos Fundamentais sio pane da base de legiimacio democritica para a interpretacio abera tanto no que se rere a0 resultdo, quanto no que diz respeito 20 clculo de Partipantes (Betciligtenkreis".Na_democraca iberl, ‘idadao € sntérprete da Constivulgo! Por essa rao, toenamse mnaisrelevantes as cates adotadas com 0 objetivo de garantie ‘esos Cerise pe” prope Sched hs 17, IMT ep pes et dem she dot {haa propos F) sker ZRF TL, 18). Se rl eee Sec pti Mo fit Pe Sato pus (rarcemuanicr erable ier ere Domotec So ce 17 cpecnts op comete ‘pe de acre ¢ Je aga dec Yo de npg Ta “stain ei porn stn oo eee» (0 O are 38,1 da Let Fanon cons 2 gala de doe © * Sone rpc contusions ser, ese 171, 4 5 20°21 (800 p MH Gals) aah, ep ce 9D ” a liberdade: a politica de garantia dos direitos fundamentas de ariter posivo!, a iberdade de opinido, a constucionalizagio da sogledade, vg, ma estruturagio do setor ecomOmico bes Tsto nfo quer signifcar a “destronizagio" ou deposigo do Povo, Ta déia corresponde, todavia, 3 concepeio de soberania popular de Rousseau, que abu 20 Povo poderes equlmalentes| fos poderes divinos. Powo enquanto uma dimensio deter ‘inada (verfsste Grésse) atua, unversalmente, em diferentes hives, por diferentes mbes e cm diferentes formas, espe ialmente mediante a cotiana realzagio de direitos funda tentas. Nao se deve esquecer que democracia € formada pela Jssoctacio de cidadios. Democracia € 0 “dominio do cidadio”™ ierrschaf des Birger), no do Pow, no sentido de Rous seau, No havert retorno a Rousseau, A demoeracia do ida E mais realist do que 2 dlemocracla popular (Die BOrger- lemokritie ist realisticher als die Volks Demokrate. ‘Adlemocracia do eidado est muito proxima da iéia que concebe a democraciaa paris dos direitos fundamentais € nfo 4 partir da concepio segundo a qual 0 Povo soberano limitase apenas a assum o lugar do monarca. Essa perspectiva € uma onsequéncia da relavizagio do conceito de Povo ~ temo Sujeto a entencimentos equivoces ~ a partir da ela de ‘idado"! Uberdade fundamenval(pluralismo)” « nio "o Povo “a it snr etn O73 9. {Sean c Eads (ean, Be anersanene Derr, 15). eames rrr pbs Hi ade “po” reel 3 eta Je fetus inne de pce maton eo de pegs qeacipion cf he, Ratikte beret poche ‘ase 198 p48 Coser uke te me 3 convertese em ponto de refrEcia para a Costu demo- cri, Esa capt dminuto ds concep montngcs et Dade ow tse no sn sera aoc suraismo Poranto, extem mulss forms de lgimagio demo- criti, dene que se hene de um modo fe pena neat ¢ “copa Raped coneno ode democrac ange mates ta demoracs dos edados (Bingendemokrae) com o desenvolvimento merpresto das nowmasconsutucionis™ A possbiade yale de ue pro" com Rin cm fence emai, anbém Sle rp ty em sl eo ne Zone eM C7, FS oy at 98) See 9 hee eee CBactscineurze) crate fue hal ore ‘om bem on denn nce fp sera ae ee ‘Sj de pps asc se dcr tt are ‘samen sae spt do Fads Camas EDLUND, Ss) proce of ts ant ere lf. Tan) 135g (etnamen np 19), Avene fom pets po st Speen vn wens oe de tn ekg Con © intel. oh Rieter Qos sees » lire dlscussto do sadivdua © de grupos “sobre” € "sob" as ormas constitucionais ¢ os efeitos pluralitas sobre elas en prestam atvilidle ce interpretagio tm carter mulacetado, {Acentuese que esse processo ive esté sempre submetido a ameaga © le também 4 nossa onlem libealdemocrtica presenta defi em regio 40 modelo idea). Teora de De: mocnicia€ Teoria de Interpretigio” omamse conseqéncia| da Teoria da Cibncia. A sociedade € livre e aber na medi fque se ampli 0 circulo dos inéxpretes da Constiuigio em sent lao, real cnc’ wont $e Sean a Net ee Sa [brea lm inca eo eer ln ch do cnc Coons ‘experiment de politic, st defew pra tn refer ae onseaiene, SEARS iis tsa SegT ees ” IV. CONSEQUENCIAS PARA A HERMENEUTICA CONSTITUCIONAL JURIDICA 1. Relativizagao da interpretagio jridiea— ovo entendimento de sas tres As reflexdes desenvolvidas levami ima reatvzagio da hhermenéutica consttuconsljuridica, Es relativagioassenta: Se nas Seguintes des; 1. O juz onstitucional do interpret, na pracesso constinclonal, deform solids: nusitos sio os patepantes da processo, as formas de parieipagio amplamse. acentus Samente, 2. Ra posigio que antecede a Interpretacio constitu: ional “juridica”” dos juizes (Um "Vorfed juistischer Verfissungsinterpretation der Richter), $80 muks of Inter pretes, ou, melhor dzeado, todas as forgas plurastas Pidblicas $40, porencialmente,intérpretes cla Consteaigia. O onceito de “paticipante do_processo conscitucional” (am Verfissungsprozess Beteiigic) relatiizase na medida que se ampliao ctculo daguetes que, efetivamente,tomam parte na interpretagio constitucional, esters pblict plurals 1a (ie pluralisesche Offentichket desenvolve forga nosma- Uieadora (normierende Keak). Posteriormente, a Comte Cons- titucional havert de interpretar a Consttuigio’ em com respondéncia com a sua atvalizagio publics, a 3. Muitos problemas © diveas questoes referentes 3 Constituigio material nao chegam & Corte Constiucioma, sea por fata de competénciaespecifica da proprla Comte, seia pela fata de iiciativt de eventdas ineressados. Assim, a Const tuigho mater "subsisie” sem Interpretacio constnicional por parte do juiz, Consideremse as disposkoes dos regimen: tos parlamentares! Os partcipantes do processo de interpre: taco constitucional em sentido amplo.e os intérpretes. Constituicio desenvoivem, autonomamente, dieito consttue onal mater. Vé-se, pols, que 0 processo. consttucional Formal ado € a dnica vit de acesso 20 process de interpreta constitucional ‘Colocico no tempo, o pracesso de interpretacio consti clonal € infinko, 0 constiucionalisa & apenas um mediador Gwischentrigen™, O resultado de sui interpretagio est submetido a resena’” dy consisténcia (Vorbehale der Bowihrung), slevendo ela, no. caso. singular, mostrarse aklequadla © apta a fornecerjusuificatwas diversas e varadas”, fu, ainda, submeterse a mudangas mediante akerativas rricionas. O processo de Inerpretagio constitucional deve ser Jmplado para além do proceseo constitucional concreto”. O aio de interpretagio-normatieaampliise graces. 208 interpretes ch ConsttugSo da sociedade aber Bes sio 0s paricipantes fundamentas no processo de “trial and emo", de = spat cosine pt mnt vg de br ea, regan pra a ih ptt nn epee. [i botndoae ma, pct ct (2 pop pate de ‘Stocco de Conall fr oral, 172 p18 ma ceo. = Pere apr ib, iesieaertenen Spis o descobera e de obtengio do direto”. A sociedade tornase thera e livre, porque todos esto potencale atualmente aptos 2 oferecer alterativas para a inferpretagio consttuciona. A fnterpretagio consttucional juridica waduz penis) a plurse Tide da esters publica ¢ a realklade (die plurlisasche Ofenclchkere unc! Wirlichkew), as necessidades © 26 possi Dilidades da comunidade, que constam do texto, que ante tedlem os textos consttucionals ou subjazem a eles. Ateora da interpretagio tem 1 tendéacia de superestimar sempre 0 significado do texto™ ‘Assim conto 0 processo de Interpretaglo constitucional se afigura disciplinado e ciscplinador pela utlizagio de métodos Sjuriicos", assim também se afguram variados ¢ difusos os eventos ue peecediem a esse process relativamente racionals Se afiguram os processos legintvos, desde que se trate de imterpretigio’ ca Constiuicio. E sto se di freqientemente; também @ Administagio cnuanto Adminisracio “interpretatva" do bemestar(interpreverenGemeinwoht) Vervaltang)” ope- fa de forma racional: outras formas dle ata esta devem ser tonsdenidss. A forma cle parvcipagio da opiai pblea esti Jonge de ser onganizada ou dscpinada. Aqul resi uma parce da gaat de sua aberura e espontaneidade. No obsante, as Principles € metodo de imerpretacio conssitcional preservam 0 ‘Seu significado, exercendo, porém, uma nova fungio: els sia 0s “fltos” sobre os «uals 4 forga normatizadora da publicidad ica tego er pus concerti ds amet, 6S prope, me “OM ree” p45 7: Omen RR 92 (ass, pt ean, dt ho de Sper Tema ei Seve ssa. como to Tun Spee Aare Ge 972, 9 2 anna tac a rh DO etn re o (oormierende Kraft der Offentichket)” atua e gana confor fmagio. Eles liseiplinam e canalzam as milipls formas: de ‘nuénei dos derentes participates do process. 2. Dimensio € latensidade do controle julia ~ Diferenciacao em face da medida de partcipacio Uma teoria da snterpretagio constiucional que pretenda ‘contempla, num mesmo contexto, 3 questo das objetvos e me toxos de interpretagio © a questo referente aos paropantes da erpretagio constucioal hi de rar conseqiénct dessa sta so para-o metodo ca hermenéutica consttucional. Algumas posses conseqitneias devem ser enuncadas aqui em forma Uma Carre Constitucional como 0 Bundesverfasungsgerich, aque afere a letimidade de interpretacio de outo dg, dewese Vater de diferentes métodas, tendo emt vista extamente os participants da interpresacio submetl 3 sua aprectacio”. Mt fov contemplado,superfcalmente, de uma perspectiva juice funcional: os tebunas devem see exremansente cautelosos na ferico da legtimidade dis decses do legtador democetco”™ * et pl agin eae cid arena it erate Svar) SRG AAEM Boh em mes CEG e SE eT ene Sa en oy ee e€ect 2S ee gn ne ees SOLER Scant Pt “ (© mesmo ricocinio se apa 3 afericio da legtimidade do trek esti pola Corte Cozsttucional”. No desenvaivimento ‘eset onentai slgumas cowsieragbes deve ser ees exitem leis — a lei sobre ensing supenor (ochschulgese2), 36 reformas do Codigo Penal, como aque refernte 20 § 218, que des triminalaava parcalmente © aborto, 2 le que dsciplina © fun Glonamento do comérco (addenschlusspese) =, «Me despes- fam grande interesse na oping. publica, Eas les. pro yocam discusses pemanentes e sto aprovadis com a. pant ‘Spacio e sob o controle rigoraso da opine plea plurals, Ao ‘ezaminar essa els, a Corte Constucinal evera lear em conta a peculiar legimagio democrisca que as oma, decorente da paicinagio de inimeres seymentes no proceso democitco de Interpretgio constucional (am demokauschen Prozess der Verfssungszuslegung). Em relagio aquelas e's menos polemics, 'sso poderasigaiicar que elas no devem ser submetidas 2 um controle io AgorERD, fal como se di com 26 Tes que desper- tum pou atencio, porque slo aparentemente desincressan- tes (Wr normas téniets) 08 Com aquelas regulagdes que HL restam exquecias Peculiar reflexto demandam as lels que provocam pro- fandas controwérsias no seio dia comunidade, Gonsiderese 0 “cansenso consttucional”(Verfasungskonsens) a rexpeito do § 218 do Codigo Penal ou em relagio a algumas cisposiges dale sobre ensino superior, ou, ainda, relathamente 2 lei sobre co [esto panna (pantsche Midbescimmung).. Nesses c3s0s, eve a Corte exercer um controle rigoroso, utlizando gene- rosamente a possibldade de concessio de liminar (§ 32 da Let 10, cme abn pn wen evn ma nt 9 prop, Bimke YNDSRL 20 (185), p58 25), Kemp ‘cn sre tent Comoe doc tis oa) © Spence Wo es Bee 330 HT) 6 do Bundesverfassungsgeriche) (CE a propio, infa n° 3). ‘que, no aso de uma profunda divisio da opinido pilica, cabe fb Tribunal a tare cle zie para que se mo perca 6 minima indispensivel da funcio integrativa ha Const. “ademas, a Core Consitucional deve controlar 3 panicipaclo eal (Eure Beteiguna) des diferentes grupos na interpretagio da Const, cle forma que, na sua decisio, se evem em conta, interpretativamente, 8 ateressesdaqueles que nto partcipam Jo processo (ntereses no representa Ou no representives) CGonsiderennse algumas questbes como aquels relacionadas com 1 defest do. consumidor ov 2 defesa do meioambiente. Adu tmanifestam se "interesscs pubicos" ou, segunda termindlogia {de Habermas" @), os interesses apts’ serem generazados (weralgemeinceungstihigen Imeressen). ‘Um minus de efeewa paricipagio deve leva 2 um plus de controle consttuional, A itensiade do contole de consinucio- pula hd cle varia segundo as possiveis formas de partcpagio. 3. Conseqiiéncias para a conformacio © ltlizacio do dreto processual constitucional Para a conformacio ea aplicagio do direto process resultam conseqiénclas expectas. Os instrumentos de informa foctny eme 9 Asim acoso sai 80) id ct sn me hse mest tna sta cng det kl Bm do ce owe gies del ania «soda do sa, deve \Sclopablcorse nop msde um soca fossa mo mate 2 Fanta sm pecednctns proves aneiave ae, WDSH. 3b Grate sea) ci che PNM 279, HD ED) A = ameas op eect, 58 a «lo dos juizes consttucionais" ~ no apesar, mas em razio da Deépra vinculato 3 et ~ deve er ampliades eapertegecton, ‘especialmente no que se refere is formas gradathas de part ‘spacdo © prépea possiblidade de paricipaia" (84) no pro. ess0 constituconal” (especialmente nis auli@neias nas * etme emp 2 ant foc pei 0, a ‘upkice t tuntoneracungoh (NRC), ecm pies see Genus anc tp nts de aang sei ener mips pee 35 10 G90) 95 NH 2 2255, 3 Sos tn) 322 GRE) Temes inp Spi rt fcr Se) ho Nexus paneer det 319% pClass ae ‘Sneath Cone Conceal Btn Hee reps F Habete M8 (97), 119 (1 oe). amt com ‘jute ts Cag Roel (a propo, Wacker eg Se ean cs pons sn nl so meat 5 oe eevee en oem aq de frm ctf um enemp 3 Froptst BHeAGE 2 431 a). Se eseqoe “mucooe » & pase ponme 0 anenranget o Satan i Zur ett es Rsk, bch far Reread ‘Alnreraclo nas aun cbc "una else use ase do ” intervencixs"), Devem ser desenvolvilas nows formas de paricipagdo das poténcias publiesspluraitas enquanto inte pretes em sentido amplo da Constisicia. O dirito process onstituicional tornase parte do dito de parcipagio demo- caitica. A interpretagdo consttucional realzada pelos juees pode-se tornar,correspondentemente, mais elistica € ampli tia” sem que se devs ou possa chegar a uma identidade de posigdes com a interpretacao co legs. Iqualoente Hex! Ini de sera aplieagio do dircto processual constiticional pela Corte Constitucional, tendo em visa a questo jurdico-matenal {cas partes mateiaimenteafetadas (tings), intima relagho ‘contextual custentecntre Consttugio materiale direito const tuclonal processualfz-se evente também aqui” ‘harness open ty Ua comes mo it ‘Said de termi mbm, htop spe mo. te ums flo comer ewe sme de aba € de frogrose dyn de Cre Cane Corea Se pea inert fruirauterl os le eel). engine ta ova ee IMowundocn de. tlomas ccniin (peas rags his de inuneme heneccte esce 2402 (0-2) 36, 6 Cp. pron & Tuan dese bye n stags de msc (Aponte (6,37 ree ose, 2 np. sano tego e popree cee om dade cpt em eta Pa, Teething 2 cea props, mane cnmbiin 21973, 414 nome serio, ‘ack tr 30 (pero ka presegio dcasne prme Caer ange de a deco Cntr por prereset Gino ahds deertneeerc ” Indubitavelmeate, a expansio da ative jurisiciona da Cone Gonstitacional significa uma estigio do espago de inter pretagio do lexislador”. Em resumo, uma étima conformagio| legistiva e refinamento inerprettivo do dieto constituci. nal procestualconsttuem ss condigoes bles para assegueat pretend legtimagio ds jursdigio consttueional no context ‘deuma teria de Demoeracia, A cues sobre 0 der ference dolar de kmdamenir © ° \V. NOVAS INDAGAGOES PARA A TEORIA CONSTITUCIONAL 1. Sobre a existéncia de diferentes objetivos ce utlizagao de diversos métodos de iterpretacio Da associagio das questBes sobre objetivos, métodos & paricipantes da interpretagio consiucional resultam novas| Indagagdes nfo apenas para jursligio consttacional e seus métodos, mas também para a teoria consttucional que dele se cupa ‘HL se refer possvel objego relat 30 fato de a “a solugio" Auflésung) da interpretagio constitucional no. se converter, em tensbes, em wma teoria constcucional que bus- tsk prowgio clo consenso e a abtencio da wnidade politica came fim do processo consutucional e do proprio processo politico”. Essi tena consttueional nto deve’ ser, toda, Simplificada € (aa) entendda como uma concepeio simples: mente harmonizdora. Consenso resulta de confltos e con promissos entre paricipantes que sustentam diferentes. opt hides e defendem os pebprios interesses. Direto Consutucie: ral €, asim, um direko de confito e compromise (Kofi lund Kompromissrcet), Afgurase evidente que requerentes f requenidos pereguem objetvos diversas no processo cons: tihucioal e, por isso, hio de eleger métodos diferenciados de 8 ‘terpretagio, procurando abrigar 6 conteiklo da contovérsia dentro desses diferentes modelos ou métodes. O mesmo se anlica a representantes de diferentes interesses em hearings Perante Comissdes do Prlamento, Isso vale, ualmente, para (8 patios majoatinos ¢ para 2 oposicio no: processo pata mentat™, Nesse poato, exstem similaridades entre © processo constitucional e @direito parlamentar Disso.resultam) repercussbes los principios de_heeme: jéutica de carter jurdico-tancional part a interpretagio cons: ‘tucional material (materille Verfasungsinterpreation)”. Blas ‘devem ser mals fortemente dscutas do que vit sendo a fentio, em consonincia com as repercussdes dos pressupostos processus sobre a intespretagio material da Constuigio". 0 Dieeito Consttucional mater ~ vido ~ surge de um numero fenoeme de funcbes “corretameate” exercilas aquelas dese Penhadas pelo legistador, pelo jutzconsttucioal, pela opiniao publica, pelo cidadio, mas também pelo Governo © pela Dpasigio. Essa reflexio sobre a inteepretagzo constitulonal de- ‘monstra que, de uma perspectiva funcional processual, corre- ‘fo funcional da interpreacio constitucional leva praticamente 4 uma diversidade da interpretacio constcucional. A inter pretagio correta depende, pois, de cada drgio, do procedh mento adotidlo de sua Funcio e de suas qualifieagses. sete 0 poco eas ® pres pone epi Ke ‘ios, Soci, sO. 2 rename cn ke HOS. (18). $89 den cs {ahem p76 berate (Dnppetighe). Ck s ropa, Fee, te Yess 22 (1979), p11 8 3 Abo 12178516); 2, Fungdes da teoria constitucional £ legimo indagar se se poder cogitar, ainda que de for rma relarwizada, de una interpreagio corte (Richugket der ‘Auslegung). Para a teorla constuciona, colocase a questo fundamental sobre a possbillade de vinular nomauvamente ierentes forcas polaeas, Isto & de apresentacihes. "bons nodose tnterpretagio Devese india scbre a amplitude que se Ii de emprestae 20 clreulo de interlocutor da doutina consttuconal, que, segundo ‘0 seu proprio entendimento, atuou, até agora, como ceca ‘canselheir, como “partner da dscussio e do consenso da Cone Constituciona Evidentemente a resposta a essa indagaco também pode fia produair consequéncs para a conformacio do processo ‘onstitcional, ‘em dlivila, uma faagio exclusiva na jursdigdo hi de ser superada.E posivel cogitar de uma opinio pioneira, na qual a owtrina consttucional imegre também a teora da leaislagio, Isto € seja admit como uma tnerlocurora do legion” ‘A eelevIncia da questdo sobre os diferentes objetWos & rnétaios dos diferentes panicipantes demonstrase com base tem alguns exemplos:a "prefered -freedoms-doctrine™ e 0 pos tulado da “selfresrane” aplicam-se tosomente 3 jursdicdo € rio 8 leglslagio. Nesse aspect, 0 problema ja fi contemplado por Hesse © Ehmke: se interpretagio consttucional est sub- metida 20 principio da "correo funcional, entio 0 Gro que interpreta com base em uma competéncia especifica deve fa % Score Teo Leith. Her, TH. Wenergr (ee, echuphiosopt und Rechspenty, 17h p28 GA). HP sche sory ° to de maneiy divers de outing, dota de outs compe ‘enc "or consol nao cor de i eer mitarzo de até env Moff ~ as pecladades da retpetasio consttacional levada. a ceto peo Tegisdor {Contemplarse, assim, aaa elevincta do Det Paramen fap, Essa questo fem sido apreciaa at aqu de fora per functora: 2 part da Jursdgao constucional, to &, de Sus Tes jrdleouncnal, wg, com © suxo ca “prefered ffeedomdocrine, da presungio de legtimiade da 3120 Tegslata, da hbordade de conformagio do lead nos Ines cdo “sktemaantologco””CWersystn?) da Cons {uigio” ou mente wtlzagio de formula negatva (negaco dev uma.atagio ‘siberian wirkriches. Handel) Cuidase, ago, de descrever“posvamente” 3 lnerpretaglo onstitcional ela plo leghlador part de seu process {em parca do Dieta Prtamentar, de suas fungdes™ NO Se pode mais aval a questao apenas de um pram nega orto & 400 9 ila os limes furdcosnconals 60 ‘Sipreteconsttuional Qui). Temse, pot de desenoler uma tee, Grae, p38 a 1 0 Gy 1, 7, 4,28 GD), ct,» opt weir ae . ve 1, 1 GS), joan, cf HNeNGE 1635 (4, se o asin come who AIRS (7, p86 (10), 20 2815) ear eo See" Mee 3 Sb Inporame 4 afgrs» tera de Nol Genetgebngle, 173) 0 “ecrloi poser mar que tnbem sce “ques de mot (6) © eset postin deans nee et ss compreenso positva pura o legishador, enquanto intérprete da Constiuigio seja enquanto ee, o legislaor, préformula, no processo politico, seja enquanto parcipa formalmente do processo constitucional. (CF§8 77, 8, I", 8311, 88,94, 1V,¥, dds Lei ds Corre Constituciona), ‘Aigurase, igualmente, difll a questio sobre se € emt que medida outros partcipanes, singular ou coletwamente consi dderados ou em grupos, devem ser normativamente. const tuclonaizadas. ssa questio deve ser respondida de forma diferenciad CConstcucionalizar formas © processos de partipacio & uma tarefa especifica de uma teoria constitucional (proced mental), Para contetdos e métodos, sto se apliea de forma li tada, Fundamentalmente, 0 processo politico deve ser (e deve permanever, tanto quanto possivel, aber, devendo também ‘uma interpretigio “diversionista” ter oportunidad de ser sus: tentada, em aigum momento. & verdade que 0 processo pol {ico € um processo de comunieagio de todos pata com todos, no qual a teoria constiucional deve tentar ser ouvida, enon: ‘wanda um espago prépro e assumindo sua fungio enquanto Inscincia erica”, Porém, a auséncia (cin Zuwenig) de “acade ‘mica! selfrestrane" pode levar a uma pera de atoridade. A teorta consttucional democetica aqut entnciada tem também uma pecular responsabildade pars a sociedade abera dos Inceepretes da Constvuigio. pea ape do ion no #82 do Randonee poten done aus de mma edt hrs pay Fst, 21, 75 (9). pep dps cree do} {eho undertook ete BRS Se ‘si, ecient eke of ™ Pb Vengo Name Aa (79 9 TAH) ss